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July 29, 2019


US ECONOMICS



VENEZUELA



EUA. VENEZUELA. REUTERS. 28 DE JULHO DE 2019. É “provável” que fuzileiros dos EUA entrem na Venezuela, diz número 2 do partido governista venezuelano

CARACAS (Reuters) - O vice-presidente do Partido Socialista da Venezuela, Diosdado Cabello, previu neste sábado que é “provável” que fuzileiros navais norte-americanos entrem no país sul-americano, falando uma semana depois de um confronto entre aviões das Forças Armadas dos dois países.

“Somos poucos, um país pequeno, muito humildes, e é provável que os fuzileiros navais dos EUA entrem aqui. É provável que eles entrem”, disse Cabello, ao Foro de São Paulo, reunião de políticos de esquerda e ativistas da América Latina, sem citar evidências.

“O problema deles será sair da Venezuela.”

As tensões entre EUA e Venezuela cresceram este ano, desde que Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional controlada pela oposição, evocou a Constituição para assumir a Presidência interina em janeiro, argumentando que a reeleição do presidente socialista Nicolás Maduro, em 2018, não foi legítima.

Os Estados Unidos e a maioria das democracias ocidentais reconheceram Guaidó como o líder de direito da Venezuela. A administração Trump disse que prefere continuar a usar sanções e diplomacia para pressionar Maduro a renunciar, mas não descartou ação militar como uma opção.



PERU



U.S. Department of State. 07/28/2019. Peru’s Independence Day

On behalf of the Government of the United States of America, I extend my warmest congratulations to the people of Peru on the anniversary of your independence.

The friendship between the United States and Peru is defined by our shared values of democracy, security, mutually beneficial trade, and human rights. Our partnership is strengthened by our work together in the region to promote democracy, to fight against transnational criminal organizations, to create greater economic opportunities, and to increase defense and security cooperation. This year, we also honor the tenth anniversary of the implementation of the United States-Peru Trade Promotion Agreement, which has helped bring prosperity to citizens of both our nations.

I share my heartfelt good wishes to the Peruvian people today and in the year ahead.



CHINA



EUA. CHINA. REUTERS. 28 DE JULHO DE 2019. China “não sucumbirá à aplicação de pressão máxima”, diz chanceler chinês sobre diálogos com EUA

SANTIAGO (Reuters) - O chanceler chinês Wang Yi afirmou que seu país “não sucumbirá à aplicação de pressão máxima”, no contexto da guerra comercial com os Estados Unidos, em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal chileno El Mercurio, dias antes de as duas potências retomarem as negociações.

Visitando o Chile, o funcionário disse que espera que Pequim e Washington encontrem “soluções mutuamente aceitáveis, por meio de diálogo e consultas baseados em respeito recíproco”.

“Em uma guerra comercial, não há vencedores, e a China não sucumbirá à aplicação de pressão máxima”, disse o chanceler chinês.

“A China tem a sinceridade de continuar negociando com os Estados Unidos para controlar as divergências, mas toda negociação tem que ser realizada em pé de igualdade e respeito recíproco”, acrescentou.

A Casa Branca disse na quarta-feira que o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e o representante de Comércio, Robert Lighthizer, vão se reunir com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, para manter negociações em Xangai em 30 de julho.

EUA. CHINA. REUTERS. 29 DE JULHO DE 2019. EUA e China mudam negociações comerciais para Xangai em meio a pessimismo sobre acordo
Por Michael Martina e David Lawder

PEQUIM/WASHINGTON (Reuters) - Negociadores comerciais dos Estados Unidos e da China irão a Xangai nesta semana para as primeiras negociações presenciais desde a trégua do mês passado, uma mudança de cenário para ambos os lados em busca de resolver suas diferenças para acabar com a guerra comercial.

Expectativas de progresso durante os dois dias de reuniões são baixas, e autoridades e empresários esperam que os ambos os lados possam ao menos detalhar compromissos para gestos de “boa vontade” e abrir caminho para futuras negociações.

Isso inclui compras pela China de commodities agrícolas dos EUA e que os EUA permitam que empresas retomem algumas vendas para a gigante de tecnologia chinesa Huawei Technologies.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou na sexta-feira achar que a China pode não querer fechar um acordo comercial até depois da eleição de 2020, na expectativa de que possa então negociar termos mais favoráveis com um presidente diferente.

Há mais de um ano, as duas maiores economias do mundo têm adotado bilhões de dólares em tarifas sobre as importações um do outro, afetando cadeias globais de oferta e abalando mercados financeiro.

EUA. CHINA. REUTERS. 29 DE JULHO DE 2019. China diz estar ampliando compra de soja dos EUA, embora dados ainda não mostrem alta
Por Cate Cadell e Hallie Gu

PEQUIM (Reuters) - A mídia estatal chinesa disse no domingo que os Estados Unidos enviaram milhões de toneladas de soja para a China desde que os líderes dos dois países se reuniram em junho, embora dados do governo dos EUA mostrem um volume muito inferior.

A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem restringido as exportações agrícolas dos EUA para os chineses, com as vendas de soja caindo fortemente desde que Pequim colocou tarifas de 25% sobre os embarques norte-americanos.

Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) mostram que apenas 1,02 milhão de toneladas de soja foi enviada à China desde o encontro do G20, em 28 de junho, até a semana encerrada em 18 de julho, a última com dados disponíveis. Esses embarques refletiram compras feitas mais cedo neste ano. O USDA deve divulgar novos dados nesta semana.

A televisão estatal CCTV, citando o Ministério de Comércio e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, afirmou que a China disse que a China fez indagações a fornecedores norte-americanos sobre a compra de soja, algodão, suínos, sorgo e outros produtos agrícolas desde 19 de julho - com algumas vendas tendo sido fechadas.

“Desde que os produtos agrícolas norte-americanos tenham preços razoáveis e sejam de boa qualidade, espera-se que haja novas compras”, disse a reportagem. As empresas envolvidas nas vendas solicitaram isenções das tarifas sobre produtos agrícolas junto à alfândega chinesa, segundo a TV.

Jim Huang, executivo-chefe da China-data.com.cn, uma consultoria independente de agricultura, disse na segunda-feira que as compras serão realizadas por “empresas estatais e outros grandes players, com base nos preços e em sua demanda. Então o processo não será tão rápido”.

“A China é sincera nas negociações com os EUA e está oferecendo gestos de boa vontade”, disse Huang.

Segundo a CCTV, o movimento mostraria a vontade da China em promover os produtos norte-americanos e fazer jus ao consenso alcançado entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na cúpula do G20 em Osaka, em junho.

Negociadores chineses e dos EUA devem se reunir em Xangai nesta semana pela primeira vez desde a cúpula, com as negociações previstas para terem início em 30 de julho.

No início deste mês, o governo Trump disse que iria isentar uma lista relativamente estreita de 110 produtos chineses de tarifas, incluindo equipamentos médicos e capacitores-chave.

A reportagem da mídia estatal no domingo disse que os Estados Unidos deveriam “tomar medidas concretas para implementar seus compromissos relevantes e criar condições favoráveis para a cooperação econômica e comercial bilateral”.

Enquanto isso, dados da alfândega divulgados no sábado mostraram que a China trouxe 614.805 toneladas de soja dos Estados Unidos em junho, queda de 2,5% em relação a junho de 2018 e queda de 37% em relação às 977.024 toneladas em maio.



INTEREST RATE



FED. REUTERS. 29 DE JULHO DE 2019. Corte de juros do Fed está a caminho. E depois?
Por Ann Saphir

SAN FRANCISCO (Reuters) - O banco central dos Estados Unidos deve cortar os custos dos empréstimos nesta semana pela primeira vez desde o ápice da crise financeira, mais de uma década atrás. Essa é a parte fácil.

Se essa primeira etapa inaugura uma série de cortes na taxa de juros em 0,25 ponto percentual que podem se estender até o ano que vem, como os mercados financeiros estão apostando, ou se será algo mais limitado é de longe a decisão mais difícil enfrentada pelas autoridades do Federal Reserve.

Um motivo: não há um consenso claro entre as autoridades do Fed sobre por que eles precisam reduzir os juros em primeiro lugar, particularmente dada a proximidade da taxa de desemprego dos EUA de uma mínima de 50 anos e o fato da economia norte-americana estar mostrando o melhor desempenho entre as economias desenvolvidas.

Seria um pouco de insegurança contra os riscos da desaceleração do crescimento global e das tensões comerciais? Um passo para reforçar a inflação baixa? Uma tentativa de fortalecer ainda mais o mercado de trabalho? Um esforço para corrigir as inversões no mercado de títulos? Nas últimas semanas, as autoridades do Fed apresentaram cada uma dessas ideias e outras.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams, convenceu brevemente os mercados de que o Fed planeja cortar os juros em 0,50 ponto percentual nesta semana, até que o Fed de Nova York divulgou um comunicado explicando que suas observações sobre “vacinar” a economia contra doenças sérias eram de natureza acadêmica e não uma sinalização das decisões de política monetária no curto prazo.

Para complicar as coisas está o desejo do Fed de deixar claro que afrouxar a política monetária não é uma reação aos meses de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para fazer exatamente isso.

Os investidores devem ter alguma clareza quando o Comitê de política monetária do Fed divulgar seu comunicado às 15h (horário de Brasília) da quarta-feira, após o final de uma reunião de dois dias. O chairman do Fed, Jerome Powell, dará uma coletiva de imprensa pouco depois.



USA



U.S. Department of State. 07/29/2019. Secretary of State Michael R. Pompeo at the U.S. Department of State 230th Anniversary Celebration

SECRETARY POMPEO:  Thank you all.  And good afternoon.  I hope everybody’s enjoying this birthday celebration.  That was a stirring video, and I want to thank all of the former Secretaries for participating in it.  Each of them was kind enough to share with me their advice.  I called them after I was nominated.  I called every single one of them.  And they all began with:  Listen more than you talk.  I hope I’ve done that.  I try to do it every day.  Show up in-person as much as you can, be everywhere, and don’t forget to sleep.  (Laughter.)  Working on the last one.

This is the second important birthday that I’ve had the chance to celebrate this month.  The first one was America’s.  This past 4th of July, Susan and I were here at the State Department, with members of our team, watching the fireworks light up the sky, and ambassadors from all across the world.  It was a beautiful sight, and it had a greater significance too.

On July 4th, 1776, our Founders laid down the proposition that all men are created equal.  They said we all possess certain unalienable rights.

And four score and seven years later – 87, for those who aren’t up on 19th century math – (laughter) – Abraham Lincoln reaffirmed those ideals in the Gettysburg Address.  He told the world that the United States was engaged in a Civil War to protect those very rights.

Now, here we sit 155 after that.  We at the State Department follow in the footsteps of our forefathers.  We use diplomacy to defend that very set of unalienable rights – not just for Americans, but for people all across the world:

We negotiate agreements with friends and foes alike to avert military conflict, and thereby prevent innocent civilians from dying.  We should take this mission seriously every moment.

We assist nations eager to preserve their independence from foreign influence.

And we are blessed in that we stand grounded in the unique moral authority of American values, in defense of the voiceless, when we see human rights abuses.

There is no other federal agency – none, and I served in the Department of Defense and I was a member of Congress.  There is no other federal agency that can do this around the world like the United States Department of State.  None.  Ours is a very special mission, and today’s anniversary is an opportunity to rededicate ourselves to it.

I want to take a minute, and I want to hear from Dr. Kissinger too.  But I want to take a minute by looking back at our history.  You’ll see what we’ve always stood for.

In 1814, a man named Stephen Pleasonton was a clerk at the State Department.  When the British invaded Washington, he was there.  At that time, the State Department was the keeper of all of the nation’s documents, so Mr. Pleasanton took it upon himself to smuggle the Declaration, the Constitution, the Bill of Rights, and all of our nation’s treaties to safety outside of the city of Washington, D.C.  Pretty remarkable.

Think too of men who have not been recorded so much in history, a man named George Waller.  He was our charge d’affaires in Luxembourg at the outbreak of World War II.  And when the Germans invaded Luxembourg, Mr. Waller refused to evacuate.  Many Jews were still seeking visas to the United States, and he wanted to help them.  The problem was, his post was not a visa-issuing consulate.  You know, the bureaucracy was in his way.  (Laughter.)  So Mr. Waller drove five hours to Antwerp in the dark of night to retrieve visa forms and a stamping machine.  It sounds old school, but he made it back to Luxembourg and proceeded to issue life-saving visas to hundreds of Jews.

We all know this as we sit here today:  Our family members are the hidden heroes of diplomacy.  Take family member Kitty Herrick.  She was the wife of our Ambassador to France at the outbreak of World War I.  She helped launch the American Ambulance Hospital in Paris.  Parisians called her “The American Angel.”

I wanted to tell those three stories today for a reason.  These folks show what the State Department – and the mission of American diplomacy ‒ is truly all about.  These diplomatic heroes laid a foundation for each of us – not just by protecting freedom through their good works, but by being a true example of service.

Now the conn is ours.  It’s our turn to pave the way for those who will come after us.  And we’re doing this too by defining what it means to be a member of the Department of State.  As you can see from behind me, we must be One Team, on One Mission, dedicated towards One Future.

This was the vision behind the department-wide effort to create the Professional Ethos, which we rolled out this past April.  The Ethos simply lays out commitments that unite every single person who is working on behalf of the State Department.  This should happen across administrations and generations and, indeed, jobs and roles.  It includes, of course, a commitment to our Constitution, to protecting the American people, to serving with professionalism and integrity, and to taking responsibility for each and every action that each of us takes.

You heard a little bit earlier today from Counselor Brechbuhl on how and why the Ethos was developed.  It’s a critical part of reinvesting in the Department and will serve us for decades to come.

There are two immediate ways that the Ethos will impact each one of us.  First, it will be the new training course and the “One Team Award.”  Regarding the “One Team” course, supervisors, let me be clear:  Tremendous effort has gone into creating this course and I expect all new hires to attend.  That’s all, every one of them.  Existing team members will be engaged in the coming weeks and months by their leadership team in the Ethos discussions and workshops.

And regarding the “One Team Award,” Carol Perez mentioned this – we’ll start soliciting nominations for it immediately.  Please give your full attention to ensure that the people who best exemplify what it is we’re trying to do, what our Ethos shall be, are recognized in this process.

Let me close with the last piece of the puzzle, which is “One Future.”

Every morning when I get to work, I walk through a hallway lined with paintings of my predecessors.  My son jokes that mine will look out of place after Madison and Jefferson and Monroe.  It’s nothing like our family members to keep us humble.  (Laughter.)  Some of the pictures are of the people we just saw in that video, and it is a vivid reminder that the State Department’s story began long before we got here.  And it will extend long after we are gone.  Our future diplomats will look back on us like we look back on our forefathers.  They’ll consider our deeds and tell our stories.  And I hope for their sake they don’t have to look at a painting of me every day.

Let’s set a shining example for them.  Let’s protect the American principles that have made our nation the greatest in the history of the world.

And let’s do that as One Team, One Mission, and One Future.  Thank you.  (Applause.)

I now have the – I get the incredible honor to introduce our next presentation – a conversation with the Dean of America’s Secretaries of State:  Dr. Henry Kissinger, led by his official biographer, Dr. Niall Ferguson.

It’s difficult to do justice, Dr. Kissinger.  I know you can see – you’re staring at me.  (Laughter.)  It is difficult to do justice to the impact that you had on the State Department and on America, and indeed, on the world.

The influence of Secretary Kissinger’s tenure can still be felt in places like China and Russia and to – in the Middle East.  And even today he continues to influence current events effectively.  At 96 years old, he’s a globetrotter and an active advisor to so many – including me.  Thank you, sir.

And Dr. Kissinger found a worthy biographer as well in Dr. Niall Ferguson.  A brilliant historian, Dr. Ferguson has taught at Oxford and Harvard and NYU.  He’s currently a senior fellow at the Hoover Institution.

We’re grateful for each of you being with us today.  Please, join me in welcoming Dr. Kissinger and Dr. Ferguson to the stage.  (Applause.)



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ORGANISMS



LATIN AMERICA AND CARIBBEAN ECONOMY



IMF. July 29, 2019. Outlook for Latin America and the Caribbean: A Stalling Recovery
By Alejandro Werner

Economic activity in Latin America and the Caribbean remains sluggish. Real GDP is expected to grow by 0.6 percent in 2019—the slowest rate since 2016—before rising to 2.3 percent in 2020.

The weak momentum reflects negative surprises in the first half of 2019, elevated domestic policy uncertainty in some large economies, heightened US-China trade tensions, and somewhat lower global growth.

Elevated policy uncertainty in some large economies of the region has also contributed to the weak growth momentum.

Slower growth

Sluggish activity in the first half of this year largely reflects temporary factors, including adverse weather conditions that reduced mining output in Chile and agricultural output in Paraguay. Mining activity in Brazil moderated following the Brumadinho Dam disaster, while growth in Mexico weakened due to an under execution of the budget, labor strikes, and fuel shortages.

Elevated policy uncertainty in some large economies of the region has also contributed to the weak growth momentum. In Brazil, concerns about the timing and scope of much-needed pension reforms—with a draft bill currently being discussed by Congress—has kept policy uncertainty above historical averages.

Similarly, in Mexico, uncertainty remains high due to certain policy reversals, notably pertaining to energy and education reforms. There are also continuing concerns about the financial health and prospects of Pemex. In Argentina, uncertainty has moderated, and more recently inflation has started to decline while economic activity rebounds.


Weaker global growth and lingering US-China trade tensions have also hurt the Latin America region through their impact on commodity prices and exports.

Risks: global and domestic

Risks to the outlook remain tilted to the downside, including from a further escalation of US-China trade tensions, a slowdown in major economies, and tighter global financial conditions.

The main domestic risks include a further rise in policy uncertainty, reversal of reforms, and natural disasters. Although portfolio flows were strong early this year, they declined in May-June and could decline further if downside risks were to materialize.

Given weak growth prospects and significant downside risks, economic policies will need to strike a balance between supporting growth and rebuilding buffers.

Policies: a balanced approach

Fiscal consolidation remains a priority in many countries in the region given high public debt levels. This will likely lower growth, but its contractionary effects can be mitigated by protecting public investment and well-targeted social expenditures, while raising revenue and cutting non-priority expenditure.

In light of lower global growth and an easing bias across major advanced economy central banks, monetary policy can remain supportive of growth in the region, especially given well-anchored inflation expectations, negative output gaps, and generally subdued inflationary pressures in most countries. But efforts should continue to monitor corporate and household leverage to safeguard financial stability.

Beyond policies to support a cyclical recovery, structural reforms remain an imperative and need to be accelerated to boost potential growth. Such reforms should include opening the economies further to trade and foreign direct investment, an easing of regulations in product and labor markets, enhancing competition, and improving the quality of human and physical capital.

South America:

In Argentina, the economy is gradually recovering from last year’s recession. GDP growth is projected to increase to -1.3 percent in 2019 and 1.1 percent in 2020 due to a recovery in agricultural production and a gradual rebuilding of consumer purchasing power, following the sharp compression of real wages last year. Inflation is expected to continue to fall. However, with inflation proving to be more persistent, real interest rates will need to remain higher for longer, resulting in a downward revision to GDP growth in 2020.

In Brazil, growth is expected to stay subdued at 0.8 percent in 2019 and to accelerate to 2.4 percent in 2020, assuming a robust pension reform is approved, confidence returns, investment recovers, and monetary policy remains accommodative. In addition to the successful approval of pension reform, a continued reduction in the budget deficit over the coming years remains crucial to ensure public debt sustainability. To boost potential growth, Brazil needs decisive structural reforms, including tax reform, privatization, trade liberalization, and measures to enhance the efficiency of financial intermediation.

In Chile, growth is projected to remain robust at 3.2 percent in 2019 and 3.4 percent in 2020, helped by an expansionary monetary policy stance and the announced acceleration of investment projects. However, the balance of risks remains tilted to the downside, especially in light of the recent weak data on economic activity and export performance. The gradual convergence of inflation toward the central bank’s target should be facilitated by the recent monetary policy easing, while fiscal policy is expected to remain guided by the authorities’ structural balance target. Considering high global uncertainty, reaching a broad agreement over the pending policy reforms will be crucial to support domestic confidence.

In Colombia, the recovery is projected to continue in 2019 despite external headwinds. Accommodative monetary policy, election-year spending by subnational governments, migration from Venezuela, continued implementation of 4G infrastructure projects and a positive impact of recent tax reforms on investment will support domestic demand and lift growth to around 3.5 percent in 2019-20. Headline inflation should remain near target despite temporary supply shocks. The government’s recently announced headline deficit target for 2019 is expected to be met. But, lower corporate taxes from 2020 onwards, while boosting investment and growth may result in lower revenues.

In Peru, growth was revised down, albeit modestly, to 3.7 percent in 2019 due to a weak outturn in the first quarter. Downside risks remain prominent, including lower commodity prices, continued trade tensions, and low implementation of public investment. Growth is projected to stabilize at around 4.0 percent in the medium term, with robust private domestic demand offsetting a gradual fiscal consolidation. Headline inflation is expected to remain within the central bank’s target range of 1-3 percent.

In Venezuela, the economic and humanitarian crisis continues to worsen. Real GDP is projected to fall by 35 percent in 2019, bringing the estimated cumulative decline since 2013 to over 60 percent. Hyperinflation is also projected to continue, and outward migration to intensify, with the total number of migrants from Venezuela expected to surpass 5 million by end-2019. This exodus is having sizable spillovers to other countries in the region.

Mexico, Central America, and the Caribbean

In Mexico, growth was revised down to 0.9 percent in 2019 due to a weaker momentum and elevated policy uncertainty but is expected to edge up to 1.9 percent in 2020 as conditions normalize. Adherence to the fiscal deficit target in 2019—and the approval of a prudent 2020 budget—will be important to prove the government’s commitment to fiscal responsibility and a non-increasing public debt-to-GDP ratio. Advancing productivity-enhancing structural reforms remains crucial to boost Mexico’s medium-term potential growth.

In Central America, Panama, and the Dominican Republic, growth is projected to continue in 2019−20 despite downward revisions. External conditions have improved marginally with the decline in global interest rates. However, the terms of trade have not recovered from last year’s slump. Growth prospects in Costa Rica and Panama have been curtailed for 2019, reflecting weaker than expected activity so far this year.

Guatemala is benefiting from a fiscal impulse, while Honduras is still enduring unfavorable terms of trade. In El Salvador, growth continues to be boosted by investment, while continuing political tensions in Nicaragua are creating a significant headwind to activity there. A sharp tightening of external financial conditions and a further escalation in global trade tensions still stand out as prominent downside risks.

In the Caribbean, economic prospects are generally improving, but with substantial variation across countries. Growth in tourism-dependent economies is expected to strengthen to around 2 percent in 2019-20, supported by still strong U.S. growth—the main market for tourism in the region—and continued reconstruction from the 2017 hurricanes.

With improved energy production and higher commodity prices, commodity exporting countries are expected to see some modest recovery in growth, except in Guyana, where the start of oil production in 2020 will provide a substantial boost to growth.

More generally, regional growth continues to be impeded by lingering structural problems including high public debt, poor access to finance, high unemployment and vulnerability to commodity and climate-related shocks.


DOCUMENTO: https://blogs.imf.org/2019/07/29/outlook-for-latin-america-and-the-caribbean-a-stalling-recovery/?utm_medium=email&utm_source=govdelivery



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INDICADORES/INDICATORS




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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)



ANÁLISE



BACEN. PORTAL G1. 29/07/2019. Mercado financeiro eleva estimativa de inflação para 2019. Projeção de inflação dos analistas para este ano avançou de 3,78% para 3,80%. Expectativa de crescimento do PIB ficou estável em 0,82%. Números são resultado de pesquisa do BC.
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília

Os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação deste ano de 3,78% para 3,80%, e não alteraram a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB).

As projeções constam no boletim de mercado também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Apesar do aumento, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4,25%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,90%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Produto Interno Bruto

Para este ano, a estimativa de alta do PIB permaneceu em 0,82% na semana passada. Para 2020 a previsão de crescimento do PIB permaneceu estável em 2,1%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Na semana passada, o mercado financeiro interrompeu uma sequência de 20 quedas consecutivas na estimativa de crescimento da economia.

Para 2019, a previsão do Banco Central é de uma alta de 0,8% e, do Ministério da Economia, é de um crescimento de 0,81%.

Outras estimativas

  • Taxa de juros - O mercado manteve em 5,50% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Atualmente, a taxa de juros está em 6,5% ao ano. Com isso, o mercado segue prevendo queda nos juros neste ano. Para o fim de 2020, a previsão recuou de 5,75% para 5,50% ao ano. Desse modo, os analistas deixaram de prever alta dos juros no próximo ano.
  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 permaneceu em R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2020, ficou estável em R$ 3,80 por dólar.
  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 subiu de US$ 51 bilhões para US$ 52 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado recuou de US$ 46,50 bilhões para US$ 46,40 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas subiu de US$ 84,20 bilhões para US$ 85,28 bilhões.

BACEN. REUTERS. 29 DE JULHO DE 2019. Mercado vê Selic a 5,50% em 2019 e 2020 no Focus

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado reduziu pela segunda vez seguida a expectativa para a taxa básica de juros em 2020 e passou a ver estabilidade da Selic ao longo do ano que vem no patamar esperado para o fim de 2019.

A pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira mostra que a expectativa para a Selic ao final de 2020 caiu de 5,75% a 5,50%, mesmo nível esperado para o fim deste ano.

Atualmente a Selic está no piso histórico de 6,5%. O BC se reúne na quarta-feira, com expectativa em pesquisa da Reuters de um corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 6,25%.

O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também vê a Selic a 5,50% ao fim de 2019, mas elevou a conta para o próximo ano a 5,63% na mediana das projeções, de 5,50% antes.

O levantamento com mais de uma centena de economistas apontou ainda que a expectativa para a alta do IPCA aumentou 0,02 ponto percentual para este ano, a 3,80%, permanecendo em 3,90% em 2020.

O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25% e, de 2020, de 4%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), não houve mudanças nas estimativas de crescimento de 0,82% e 2,10% respectivamente em 2019 e 2020. Entretanto, o cenário para a indústria este ano piorou com força, com uma projeção de crescimento de 0,50%, contra 0,66% antes.

Por Camila Moreira



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



INDÚSTRIA



FGV. IBRE. 29/07/19. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem da Indústria. Confiança da Indústria recua e atinge menor nível desde outubro de 2018

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas caiu 0,9 ponto em julho de 2019, para 94,8 pontos, o menor nível desde outubro de 2018. Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pelo quarto mês consecutivo, desta vez em 1,0 ponto.

"Após acelerar no segundo trimestre, quando foram registrados ganhos tanto no Índice de Situação atual quanto no Nível de Utilização da Capacidade, a indústria inicia o terceiro trimestre com sinais dúbios. A despeito da elevação do NUCI em julho, houve novo acúmulo de estoques e piora da percepção sobre a demanda. A boa notícia foi a primeira alta do Índice de Expectativas desde janeiro, por enquanto limitada ao quesito que mira o horizonte de seis meses. Nas perguntas direcionadas aos três meses seguintes, a tendência continua declinante”, comenta Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.

A confiança recuou em 11 dos 19 segmentos industriais pesquisados em julho. O Índice de Situação Atual (ISA) retraiu 2,2 pontos, para 94,4 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 0,5 ponto, para 95,3 pontos, a primeira alta desde janeiro de 2019.

A piora da percepção sobre situação atual dos negócios foi o principal fator a contribuir para a queda do ISA em julho. O indicador deste quesito da pesquisa recuou 4,4 pontos, para 94,3 pontos, o menor desde novembro de 2018 (93,4 pontos). A parcela de empresas que avaliam a situação atual como boa caiu de 19,6% para 11,9% do total. Já a proporção das que a consideram ruim aumentou de 21,1% para 22,7%. Em relação aos demais indicadores que integram o ISA, ambos tiveram desempenho desfavorável. O indicador que mensura o nível de estoques piorou 0,6 ponto para 94,1 pontos, o menor valor desde junho de 2018 (90,2 pontos).

Em relação às expectativas, após acumular quatro quedas consecutivas, o indicador que mede o otimismo dos empresários com a evolução do ambiente de negócios nos seis meses seguintes subiu 3,3 pontos em julho, atingindo o mesmo nível de maio passado (98,4 pontos). A parcela de empresas prevendo melhora aumentou de 34,9% para 38,4%, enquanto a das que projetam piora caiu de 13,2% para 10,3%. Em contrapartida, os indicadores de produção e emprego previstos para os próximos três meses recuaram 1,4 ponto e 0,3 ponto, respectivamente.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,5 ponto percentual (p.p.) entre junho e julho, alcançando 75,5%, patamar idêntico ao de outubro de 2018. Em médias móveis trimestrais, o NUCI avançou pela quarta vez consecutiva, em 0,4 p.p., para 75,3%.



CRÉDITO AO CONSUMIDOR



BOA VISTA CONSULTORIA. SPC-BRASIL. 29 de julho de 2019. Demanda por Crédito do Consumidor recuou 4,8% em junho

A Demanda por Crédito do Consumidor recuou 4,8% em junho na comparação com maio, já descontadas as influências sazonais, de acordo com dados nacionais da Boa Vista. Na comparação com junho de 2018, o indicador caiu 3,7%. No acumulado em 12 meses, contudo, a demanda por crédito ainda registra alta de 4,6%. Considerando os segmentos que compõem o indicador, o Financeiro apresentou queda de 7,9% no mês. O segmento Não Financeiro, por sua vez, recuou 2,7% na mesma base de comparação.


A trajetória do indicador acumulado em doze meses mostra que a demanda por crédito não tem apresentado sinais de aceleração no seu ritmo de recuperação, refletindo o fraco crescimento da economia e o mercado de trabalho fragilizado por elevadas taxas de desocupação e subutilização da mão de obra.

Considerando os segmentos que compõem o indicador, nota-se tendência de alta no segmento Não Financeiro, contra leve desaceleração no segmento Financeiro.

A deterioração do cenário econômico e a queda da confiança nos últimos meses parece ter se refletido em um comportamento mais cauteloso dos consumidores, afetando, com isto, a demanda por crédito, que mostrou queda pelo segundo mês consecutivo – sendo que a diminuição mais acentuada foi observada no segmento Financeiro.

A disponibilização dos recursos do FGTS, que inclusive poderão ser utilizados como garantia para empréstimos, contudo, poderão afetar positivamente a trajetória do indicador nos próximos meses.

Segue abaixo a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.


Metodologia

O indicador de Demanda do Consumidor por Crédito é elaborado a partir da quantidade de consultas de CPF à base de dados da Boa Vista por empresas. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.

DOCUMENTO: https://www.boavistaservicos.com.br/noticias/demanda-por-credito-do-consumidor-recuou-48-em-junho/



MERCOSUL - UE / CAFÉ



PORTAL G1. 28/07/2019. Pacto do Mercosul com União Europeia pode abrir novas rotas de exportações do Café do Pinhal. Pacto assinado precisa ser aprovado em todos os países. Secretário estadual de Agricultura e Abastecimento aponta que exigências no quesito qualidade vão aumentar e defende sustentabilidade. Café da região do Pinhal, que foi incluído no acordo Mercosul e União Europeia.
Por Luciano Calafiori, G1 Campinas e Região

De corpo intenso, aroma marcante e acidez cítrica agradável, o Café do Pinhal, produzido em oito cidades do interior paulista, é um dos 36 produtos típicos brasileiros protegidos por um acordo comercial entre os países do Mercosul e a União Europeia.

A medida, que ainda precisa de aprovação de todos os países, deve agregar ainda mais valor ao produto, incrementar a renda dos produtores, aumentar o turismo e viabilizar novas rotas de exportações devido a possibilidade de redução de tarifas entre os blocos.

O pacto também deve aumentar as exigências no ciclo entre a produção e a chegada à mesa do consumidor, seja ele do mercado interno ou europeu, segundo disseram ao G1 os produtores e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado.

A história do café na região teve início em 1850 e se desenvolveu com a expansão das ferrovias até o Porto de Santos (SP).

Proteção contra pirataria

Mas o que significa o Café do Pinhal ser protegido pelo acordo Mercosul-União Europeia ? Quer dizer que o produto típico das cidades de Aguaí (SP ), Águas da Prata (SP), Espírito Santo do Pinhal (SP), Estiva Gerbi (SP), Itapira (SP), Mogi Guaçu (SP), Santo Antônio do Jardim (SP) e São João da Boa Vista (SP) não pode ser copiado em outros países, uma proteção contra a pirataria. Também serão proibidos os termos "tipo", "estilo" e "imitação".

O Café do Pinhal teve sua importância oficialmente reconhecida em 2016 quando ganhou do governo federal o certificado de Indicação Geográfica para o café verde e café torrado e moído.

Esse certificado emitido Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) foi fundamental para a bebida ser incluída no acordo firmado recentemente. O café do Pinhal segue regras rígidas de plantio, colheita e armazenamento, tudo para manter o rótulo de bebida especial.

Para se diferenciar das bebidas não especiais, o Café do Pinhal precisa ter pontuação mínima de 75 pontos, segundo critério da Associação Americana de Cafés Especiais (SCAA) que vai de zero a 100. Já para o tipo cereja descascado e despolpado - separação da polpa do grão- , a nota mínima exigida é 80 pontos.

Por que Especial?

O cafeicultor Henrique Antônio Leite Gallucci, que também é presidente da Coopinhal, é descendente de uma família que planta café desde 1837 em Espírito Santo do Pinhal.

Cabeça do processo para a Indicação Geográfica (IG), ele explica que a bebida de alta qualidade ganhou destaque nacional e internacional pelo fato das fazendas estarem em uma “mancha” de terras férteis para o cultivo. Outra vantagem é ter plantações em região de montanha, que se beneficiam do clima na época da colheita.

“O café de montanha tem outro ciclo. São os cafés que retém mais açúcares, são mais doces, mais especiais. O clima ajuda a maturar adequadamente o café. Uma temperatura de 15ºC a 16ºC faz o café dormir melhor na época da colheita para a suavidade que ele gosta”, aponta o cafeicultor.

A colheita do café vai de maio a primeira quinzena de outubro na região, que tem plantações acima dos 950 metros de altitude.

O resultado deste produto de altitude é uma bebida mais doce, que pode ser bebida pura, mesmo quando expresso (mais concentrado).

Os negócios vão subir?

E o acordo Mercosul-União Europeia pode influenciar positivamente nos negócios dos cafeicultores das oito cidades do Café do Pinhal. Cada safra rende aproximadamente 400 mil sacas nestes municípios, quase tudo é exportado.

Hoje, os produtores já conseguem, segundo a Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Pinhal (Coopinhal), agregar valor nas exportações para países como a Rússia e Coreia do Sul, que estão fora do acordo recém lançado.

“Com a logomarca do Café do Pinhal você consegue em cidades do leste da Rússia, em Seul (Coreia do Sul) de R$ 20 a R$ 30 a mais por saca, porque significa que tem procedência e qualidade”, explica Leite Gallucci. Ainda segundo ele, o Conselho do Café da Mogiana de Pinhal (Coocampi) tem uma série de normativas e de fiscalização do café produzido nas oito cidades.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira, comemora o acordo, que vai interligar agricultores paulistas de produtos de alto valor agregado com 500 milhões de consumidores.

Mas, Junqueira lembra que ao chegar ao mercado europeu, os agricultores dos 36 produtos protegidos no país precisam se atentar ao nível de exigência dos consumidores de lá. Vai ser necessário aumentar ainda mais o nível de qualidade em todo o ciclo.

“Não é venda de volume, é venda de qualidade. Eles são muito exigentes, mas não podemos esquecer que os nossos consumidores também estão cada vez mais exigentes”, alerta, já que o Café do Pinhal também é comercializado no Brasil.

O diretor de Comércio Exterior da regional Campinas do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Anselmo Riso, disse acreditar que as exportações do Café do Pinhal têm grandes chances de aumentar com o pacto. Segundo ele, alguns já estão se mobilizando para se enquadrar nos padrões europeus.

"O Brasil tem a chance de produzir os melhores café gourmet do mundo. E já está fazendo", disse.

Mas, assim como o secretário de Agricultura, o especialista em exportações destaca a necessidade de padronização do produto para atingir outros mercados.

"A mudança também tem que ter o produtor nacional. Ele tem que sair da zona de conforto", completa.

Sustentáveis

A Secretaria de Agricultura tem incentivado, segundo o secretário Junqueira, os agricultores a produzirem com métodos de sustentabilidade.

“São Paulo sempre se destaca na política de produção de proteção eficaz do meio ambiente”, afirma o secretário estadual.

Café solúvel e verde

Para o consultor Carlos Brando, que é fundador do Museu do Café, em Santos (SP), e da Associação de Cafés de Qualidade da África (AFCA), o acordo birregional vai beneficiar o café nacional, principalmente o solúvel.

O motivo, segundo ele, é a queda de sobretaxas pagas pelo produto nacional ao entrar no mercado europeu.

Já em relação ao Café do Pinhal, o especialista aponta que o principal benefício será para a exportação do produto industrializado.

"Café torrado e café torrado e moído, porque estes produtos pagam tarifas ao entrar na União Europeia e passariam a ser isentos", aponta o especialista.

Ainda, segundo Brando, no caso do café solúvel, a isenção pode ocorrer entre quatro e cinco anos. Mas ele alerta que o acordo seria uma oportunidade para os agricultores do Café do Pinhal explorarem este nicho.

"Eu chamo de nicho porque é um mercado pequeno e o acordo abre caminho para crescer, porque exportar café industrializado não é só ter o produto de qualidade e não existirem barreiras alfandegárias. Mas, é também uma questão de marketing e colocação no mercado, marcas e logística, que são coisas que tem um custo, um tempo e se tem que enfrentar a concorrência de marcas estabelecidas que a gente conhece", afirma Brando.

Para finalizar, o especialista disse acreditar que os produtores nacionais precisam não apenas da quebra de barreiras, mas a liberação da prática de importar cafés verdes de outras origens e associá-los ao do país, sem prejuízo para o café nacional.

"Noventa e cinco por cento do café consumido na Europa são ligas, são blends e não são cafés de uma única origem. Então, para entrar com força no mercado europeu, teríamos que ter a eliminação das barreiras alfandegárias como a possibilidade de vender cafés não só brasileiros, mas também a cafés ligados a outras origens", aponta.

E o turismo?

Mas só os cafeicultores serão beneficiados com o acordo entre os países do Mercosul e a União Europeia. A expectativa é não. É esperado um aumento até do turismo nas oito cidades do Café do Pinhal, tudo para beber na fonte o produto de qualidade.

A empresária Adriana Jannes se mudou para Espírito Santo do Pinhal há treze anos para abrir uma cafeteria na cidade.

Segundo ela, já é perceptivo o aumento do turismo local por pessoas em busca do café de qualidade.

“Além disso, aqui, o ciclo do café é fechado, tem da muda ao exportador, passando pelo torrefador. ”, explica a empresária.

E para atrair mais consumidores, ela elaborou uma receita de torta que leva café na receita. "As pessoas nos procuram para comer a Torta da Baronesa", disse a empresária sobre o doce que se transformou um o carro-chefe do negócio dela.



NOTA DE PESAR



Com pesar e sentimento de solidariedade o e-Gonomics dirige-se à família e aos amigos da Ministra Cynthia Bugané, leitora deste Blog, para lamentar seu falecimento.

MRE. AIG. NOTA-199. 28 de Julho de 2019. Falecimento da diplomata Cynthia Altoé Vargas Bugané

O Ministério das Relações Exteriores informa, com grande pesar, o falecimento da diplomata Cynthia Altoé Vargas Bugané, ocorrido ontem na cidade de Chicago.

A ministra Cynthia Bugané, de 53 anos, exercia a função de cônsul-geral adjunto no consulado geral do Brasil em Chicago.

Aos familiares e aos amigos da diplomata o Ministro Ernesto Araújo e sua esposa Maria Eduarda, em nome de toda a Casa, estendem suas profundas condolências e solidariedade.


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LGCJ.: