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26 de novembro de 2020

e-Gonomics wishes a Happy Thanksgiving for all followers!

US ECONOMICS



ECONOMY



THE WHITE HOUSE. November 24, 2020. REMARKS. Remarks by President Trump on the Economy. James S. Brady Press Briefing Room

THE PRESIDENT: Well, thank you very much. And I just want to congratulate everybody. The stock market, Dow Jones Industrial Average just hit 30,000, which is the highest in history. We’ve never broken 30,000. And that’s despite everything that’s taken place with the pandemic. I’m very thrilled with what’s happened on the vaccine front. That’s been absolutely incredible. It’s — nothing like that has ever happened medically. And I think people are acknowledging that, and it’s having a big effect.

But the stock market has just broken 30,000. Never been broken, that number. That’s a sacred number: 30,000. Nobody thought they’d ever see it. That’s the ninth time since the beginning of 2020, and it’s the 48th time that we’ve broken records in — during the Trump administration. And I just want to congratulate all the people within the administration that worked so hard. And most importantly, I want to congratulate the people of our country, because there are no people like you.

Thank you very much, everybody. Thank you.

END



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



ECONOMIA



PR. 25/11/2020. GESTÃO. Empresários podem acreditar em um futuro melhor. “Nós deixaremos, sim, esse Brasil cada vez melhor”, afirmou o Presidente Jair Bolsonaro em encontro organizado pelo Grupo Voto. Presidente ressaltou que o papel do Governo não é criar entraves para dificultar o ambiente de negócios no Brasil

Em discurso para uma plateia formada por investidores e empresários, nesta quarta-feira (25), em São Paulo, o Presidente Jair Bolsonaro afirmou que os indicadores positivos de recuperação econômica do país mostram que eles podem acreditar em um futuro melhor.

“Temos tudo aqui para ser uma grande nação e tenham certeza que deixaremos, senhores ministros, senhores empresários, um bom legado para quem nos suceder. Podem acreditar em nós, como os números estão mostrando, que nós deixaremos, sim, esse Brasil cada vez melhor”, ressalta.

Segundo ele, o papel do Governo não é criar entraves para dificultar o ambiente de negócios no Brasil. O encontro foi organizado pelo Grupo Voto e contou também com a participação de ministros.

“A missão que tenho dado aos ministros é que não devemos atrapalhar quem produz. Não devemos criar dificuldades para vender facilidades. Estamos completando dois anos sem denúncia de corrupção. Isso é obrigação nossa”, declara Bolsonaro.

Obrigação de mudar o Brasil

O Presidente relatou que assumiu o comando de um país com problemas que vinham sendo herdados ao longo de anos e afirmou que o atual Governo tem a missão de mudar esse panorama. “Ao assumirmos o Governo, uma boa herança do Michel Temer, mas tínhamos problemas que Temer herdou também de quem o antecedeu, uma crise ética, uma crise moral, econômica, o Brasil mergulhado em corrupção.”

“Nós temos a obrigação de mudar o Brasil. É inadmissível nós vermos aqui um país com tudo que tem, que ninguém tem, ficar patinando. Dizer aos senhores também que, com nossa chegada ao Governo, a satisfação de não ser mais recebido no exterior com o manto de desconfiança, eles acreditam em nós”, afirma o Presidente.

Bolsonaro disse ainda aos empresários que o Brasil tem sido uma das nações que melhor se recupera dos impactos econômicos provocados pela Covid-19. “Hoje, apesar dos problemas, esse que o mundo todo está passando, nós sinalizamos na questão econômica, como um dos países que melhor saiu da crise”, assegura o Presidente Jair Bolsonaro.



COMÉRCIO VAREJISTA



IBGE. 26/11/2020. Confiança do Comércio recua 2,3 pontos em novembro

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 2,3 pontos em novembro, passando de 95,8 para 93,5 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 1,2 ponto, interrompendo um período de quatro altas seguidas.

“O segundo resultado negativo da confiança do comércio, em novembro, mostra que voltam a surgir obstáculos para recuperação do setor. A piora no mês foi influenciada pela percepção de redução do ritmo de vendas e ligeiro aumento das expectativas em relação aos próximos meses, mas ainda em patamar baixo. A dificuldade na recuperação da confiança do consumidor, a redução dos benefícios do governo e o cenário ainda negativo do mercado de trabalho sugerem que a retomada do comércio ainda pode encontrar mais obstáculos e que o ritmo pode ser mais lento do que o observado nos últimos meses. “, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE. 
 
Em novembro, a confiança caiu em quatro dos seis principais segmentos do Comércio. Do ponto de vista de horizontes temporais, a queda foi influenciada pela piora da percepção com o momento presente. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 5,4 pontos, para 99,7 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 0,9 ponto para 87,5 pontos.

Indicador de Desconforto

Depois de um período de recuperação, o ISA-COM em médias móveis trimestrais começa a mostrar sinais de arrefecimento. No mesmo sentido, o Indicador de Desconforto (composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, acesso ao crédito bancário, custo financeiro e outros como limitações a melhoria dos negócios) também começa a perder forças da recuperação que vem apresentando. Essa combinação de resultados sugere que a recuperação do setor ainda está sujeita à volatilidade e que ainda existem fatores que contribuem para limitar o avanço do ritmo de retomada.




EXPECTATIVA DE VIDA NO BRASIL



IBGE. 26/11/2020. Em 2019, expectativa de vida era de 76,6 anos

Uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos. Isso representa um aumento de três meses em relação a 2018 (76,3 anos). A expectativa de vida dos homens passou de 72,8 para 73,1 anos e a das mulheres foi de 79,9 para 80,1 anos.

A probabilidade de um recém-nascido não completar o primeiro ano de vida era de 11,9 para cada mil nascimentos, ficando abaixo da taxa de 2018 (12,4). Essa caiu 91,9% desde 1940, quando chegava a 146,6 óbitos por mil nascimentos.

A mortalidade na infância (crianças menores de 5 anos) também declinou, de 14,4 por mil em 2018 para 14,0 por mil em 2019. Das crianças que vieram a falecer antes de completar os 5 anos de idade, 85,6% teriam a chance de morrer no primeiro ano de vida e 14,4% de vir a falecer entre 1 e 4 anos de idade.

Entre as unidades da federação, a maior expectativa de vida foi verificada em Santa Catarina (79,9 anos), com 3,3 anos acima da média nacional, e a menor, no Maranhão (71,4 anos). Já a menor taxa de mortalidade infantil foi a do Espírito Santo (7,8 por mil) e a maior, no Amapá (22,6 por mil).

Essas e outras informações estão disponíveis na Tábua Completa de Mortalidade para o Brasil – 2019, que apresenta as expectativas de vida às idades exatas até os 80 anos, e são usadas como um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Taxa de mortalidade antes de um ano de vida é de 11,9 óbitos por mil nascimentos

Entre 1940 e 2019 a mortalidade infantil apresentou declínio da ordem de 91,9%, sendo que a taxa de mortalidade entre 1 a 4 anos de idade diminuiu 97,3%. Neste período foram poupadas aproximadamente 135 vidas de crianças menores de 1 ano para cada mil nascidas vivas e 198 vidas de crianças de até 5 anos. Em 1940, a taxa de mortalidade na infância (crianças de até 5 anos) era de aproximadamente 212,1 óbitos para cada mil nascidos vivos. Em 2019, a taxa foi de 14,0 por mil.

Taxa de mortalidade infantil (por mil), taxa de mortalidade no grupo de 1 a 4 anos de idade (por mil) e taxa de mortalidade na infância (por mil) - Brasil - 1940/2019
AnoTaxa de mortalidade infantil
(por mil)
Taxa de mortalidade no grupo de 1 a 4 anos de idade
(por mil)
Taxa de mortalidade na infância (por mil)Das crianças que vieram a falecer antes dos 5 anos a chance de falecer (%)
Antes de 1 anoEntre 1 a 4 anos
1940146,676,7212,169,130,9
1950136,265,4192,770,729,3
1960117,747,6159,673,726,3
197097,631,7126,277,322,7
198069,116,084,082,317,7
199145,113,157,678,321,7
200029,06,735,581,718,3
201017,22,6419,886,913,1
201911,92,0414,085,614,4
D% (1940/2019)-91,9-97,3-93,4  
D (1940/2019)-134,7-74,6-198,1  
 
Das crianças que vieram a falecer antes de completar os 5 anos de idade, 85,6% faleceram no primeiro ano de vida e 14,4% entre 1 e 4 anos de idade. A probabilidade de um recém-nascido do sexo masculino não completar o primeiro ano de vida foi de 12,9 por mil, enquanto que para as meninas a taxa é de 11,0 para cada mil. Para ambos os sexos, a taxa de mortalidade antes do primeiro ano de vida foi de 11,9 por mil.

Aos 50 anos, expectativa de vida é 11,8 anos mais alta do que era em 1940

Para o ano de 2019, a expectativa de vida ao nascer, que foi de 76,6 anos, significou um aumento de 31,1 anos para ambos os sexos, frente ao indicador observado em 1940. Para os homens esse aumento foi de 30,2 anos e para as mulheres 31,8 anos.

Em 1940, um indivíduo ao completar 50 anos tinha uma expectativa de vida de 19,1 anos, vivendo em média 69,1 anos. Já em 2019, a pessoa de 50 anos teria uma expectativa de vida de 30,8 anos, esperando viver em média até 80,8 anos (11,8 anos a mais).

Expectativas de vida em idades exatas, variação em
ano do período e tempo médio de vida- Brasil - 1940/2019
IdadeExpectativas de VidaVariação (em anos) 1940/2019Tempo Médio de Vida - Ambos os Sexos
19402019
TotalHomemMulherTotalHomemMulherTotalHomemMulher19402019
045,542,948,376,673,180,131,130,231,845,576,6
152,249,754,976,573,080,024,223,325,153,277,5
552,549,755,372,669,276,120,219,520,857,577,6
1048,345,551,167,764,371,219,518,720,158,377,7
1543,841,146,662,859,466,319,018,319,758,877,8
2039,636,942,558,154,861,418,517,918,959,678,1
2536,033,338,853,550,456,517,517,117,861,078,5
3032,429,735,248,946,051,716,416,216,562,478,9
3529,026,331,644,341,546,915,315,215,364,079,3
4025,523,028,039,737,142,214,114,014,265,579,7
4522,319,924,535,232,737,512,912,813,067,380,2
5019,116,921,030,828,533,011,811,612,069,180,8
5516,014,117,726,724,528,610,610,411,071,081,7
6013,211,614,522,720,724,49,59,110,073,282,7
6510,69,311,518,917,220,48,47,88,975,683,9
708,17,28,715,513,916,77,36,78,078,185,5
756,05,46,312,411,113,46,45,67,081,087,4
80 anos ou +4,34,04,59,78,710,55,54,66,0  
Fontes: 1940 - Tábuas construídas no âmbito da Gerencia de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica.
2019 - IBGE/Diretoria de Pesquisas. Coordenação de População e Indicadores Sociais. Gerência de Estudos e Análises da Dinâmica Demográfica. Projeção da população do Brasil por sexo e idade para o período 2010-2060.

Entre 20 e 24 anos, homens têm 4,6 vezes mais chances de morrer do que mulheres

Em 2019, um homem de 20 anos tinha 4,6 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo de idade. É na faixa entre 15 e 34 anos que existe a maior disparidade entre a taxa de mortalidade da população masculina em relação à feminina. Este fenômeno pode ser explicado pela maior incidência dos óbitos por causas externas ou não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina.  

Essa sobremortalidade masculina fica abaixo de 2,0 a partir dos 45 anos. Em 1940, a diferença não passava desse nível em nenhuma faixa etária.

O cenário atual, reflete o processo de urbanização e metropolização. Em 1940, 68,8% da população viviam em áreas rurais, onde as condições sanitárias eram mais precárias e a mortalidade era elevada no grupo de adultos jovens para os dois sexos indistintamente.

A partir de meados dos anos 1980, as mortes associadas às causas externas ou não naturais, que incluem os homicídios, suicídios, acidentes e afogamentos, passaram a desempenhar um papel de destaque, de forma negativa, sobre a estrutura por idade das taxas de mortalidade, particularmente dos adultos jovens do sexo masculino.


Entre 1940 e 2019 também diminuiu a mortalidade feminina no período fértil, de 15 a 49 anos de idade. Em 1940, de cada mil nascidas vivas 777,8 iniciaram o período reprodutivo e destas, 573,4 completaram este período. Já em 2019, de cada mil nascidas vivas 985,2 atingiram os 15 anos de idade, e destas 946,1 chegaram ao final deste período. Logo, a probabilidade de uma recém-nascida completar o período fértil em 1940, que era de 57,3% passou para 94,6% em 2019.

Expectativa de vida dos idosos aumentou em 8,3 anos de 1940 a 2019

Na fase adulta (15 a 60 anos de idade), em geral, houve declínio dos níveis de mortalidade. Em 1940, de mil pessoas que atingiram os 15 anos, 535 aproximadamente completaram os 60 anos de idade. Já em 2019, destas mesmas mil pessoas, 868 atingiram os 60 anos.

E a expectativa de vida dos idosos subiu 8,3 anos nesse período. Em 1940, um indivíduo ao atingir 65 anos, esperaria viver em média mais 10,6 anos, sendo que, no caso dos homens, seriam 9,3 anos, e das mulheres 11,5 anos. Já em 2019, esses valores passaram a ser de 18,9 anos para ambos os sexos, 17,2 anos para homens (7,9 anos a mais) e 20,4 anos para as mulheres (8,9 anos a mais).

A longevidade dos brasileiros vem aumentando ao longo do tempo. Em 2019, as expectativas de vida ao atingir 80 anos foram de 10,5 para mulheres e de 8,7 anos para os homens, enquanto que, em 1940, estes valores eram de 4,5 anos para as mulheres e 4,0 anos para os homens.

Além disso, em 1940, a população de 65 anos ou mais representava 2,4% do total. Em 2019, o percentual passou para 9,5% – um aumento da ordem de 7,1 pontos percentuais.

Espírito Santo tem a menor taxa de mortalidade infantil e Amapá, a maior

Quanto às unidades da federação, a menor taxa de mortalidade infantil em 2019, assim como em 2018, foi verificada no Espírito Santo: 7,8 óbitos de menores de 1 ano para cada mil nascidos vivos. Por outro lado, a maior foi, mais uma vez, a do Amapá: 22,6 por mil.

Mas mesmo os estados do Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal, com taxas abaixo de 10 por mil, estão longe das encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo. Japão e Finlândia, por exemplo, para o período de 2015-2020, possuem taxas abaixo de 2 por mil. Contudo, estão bem abaixo de países da África Ocidental e Central, cujas taxas de mortalidade infantil estão em torno de 90 por mil. Nossas taxas estão mais próximas da China (9,9 por mil).


Em Rondônia, nem metade das pessoas que completam 60 anos chegam aos 80

No que se refere à esperança de vida ao nascer, Santa Catarina foi o estado com a melhor taxa (79,9 anos), ficando 3,3 anos acima da média nacional (76,6 anos). Logo em seguida, aparecem o Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e Minas Gerais com valores iguais ou acima de 78,0 anos. No outro extremo, as menores taxas de esperança de vida foram observadas no Maranhão (71,4 anos) e no Piauí (71,6 anos).

Em nove estados do país a expectativa de vida ao nascer das mulheres ultrapassa os 80 anos, a maioria nas regiões Sul e Sudeste do país, com exceção do Rio Grande do Norte e Distrito Federal. As maiores diferenças entre as expectativas de vida de homens e mulheres foram observadas em Alagoas (9,5 anos), na Bahia (9,2 anos), no Piauí (8,6 anos) e em Sergipe (8,5 anos). Considerando os extremos dos valores das expectativas entre homens e mulheres, uma recém-nascida em Santa Catarina esperaria viver em média 15,9 anos a mais que um recém-nascido no Piauí.

A mortalidade masculina supera a feminina. Contudo, a expectativa de vida dos homens em Santa Catarina (76,7 anos) é superior à das mulheres dos estados de Roraima (75,1 anos), Maranhão (75,3 anos), Rondônia (75,5 anos), Piauí (76,0 anos) e Amazonas (76,3 anos). Já as maiores probabilidades de sobrevivência entre os 60 e 80 anos de idade foram encontradas no Espírito Santo: 581 por mil para homens e 723 por mil para mulheres. E as mais baixas, nos estados do Piauí para os homens (427 por mil) e de Rondônia (557 por mil) para as mulheres. Para ambos os sexos, a menor taxa é a de Rondônia, onde nem metade dos indivíduos que atingem os 60 anos chega a completar 80 anos.

Unidades da Federação - Probabilidade de um indivíduo de 60 anos atingir
os 80 anos (20p60), por sexo e diferencial entre mulheres e homens - 2019
Unidades da FederaçãoProbabilidade de um indivíduo de 60 anos atingir os 80 anos (20 p 60 ) (por mil)20 pM 60 - 20 pH 60 (por mil)
19802019
TotalHomensMulheresTotalHomensMulheres19802019
Brasil344291398604532668107136
Rondônia16014418249644255738115
Acre30830131458150565413149
Amazonas31028134253046459761133
Roraima219242191527498558-5160
Pará375320431531462602112141
Amapá34532336757052062144100
Tocantins---576524632-108
Maranhão223168294515440586126146
Piauí23119127651442759185165
Ceará39434644558451664299126
Rio Grande do Norte36332440761953569183155
Paraíba35131938457851063466124
Pernambuco30026433657249563372138
Alagoas31828235654445861974161
Sergipe35133436754846462233158
Bahia30426734258049166075168
Minas Gerais35730840762757167899107
Espírito Santo33829239065558172397143
Rio de Janeiro353277422598521660145140
São Paulo375310439632562692129129
Paraná33930138661954868585136
Santa Catarina354305407651574723103149
Rio Grande do Sul381306453625546695147149
Mato Grosso do Sul36234937959951967430155
Mato Grosso26824729756651062850118
Goiás31028633856350661851113
D. Federal402323472651568716148147
Fonte: IBGE, Projeção da população do Brasil e Unidades da Federação por sexo e idade para o período 2010-2060. Revisão 2019. 1980 e 1991 - ALBUQUERQUE, Fernando Roberto P. de C. e SENNA, Janaína R. Xavier “Tábuas de Mortalidade por Sexo e Grupos de Idade - Grandes e Unidades da Federação – 1980, 1991 e 2000. Textos para discussão, Diretoria de Pesquisas, IBGE, Rio de Janeiro, 2005.161p. ISSN 1518-675X ; n. 20

Tábuas Completas de Mortalidade. Expectativa de vida dos brasileiros aumenta 3 meses e chega a 76,6 anos em 2019. Expectativa de vida aumentou 31,1 anos desde 1940

Resumo
  • Expectativa de vida aumentou em 3 meses em 2019 em relação a 2018 , atingindo 76,6 anos.
  • A expectativa de vida dos homens é de 73,1 anos e a das mulheres de 80,1.
  • Em 1980, de cada mil pessoas que chegavam aos 60 anos 344 atingiam os 80 anos de idade.Em 2019, este valor passou para 604 indivíduos na média do Brasil.
  • A mortalidade infantil (menores de 1 ano) caiu de 12,4 por mil em 2018 para 11,9 por mil em 2019.
  • A mortalidade na infância (crianças menores de 5 anos) declinou de 14,4 por mil em 2018 para 14,0 por mil em 2019.
  • A menor taxa de mortalidade infantil foi a do Espírito Santo (7,8 por mil) e a maior a do Amapá (22,6 por mil).
Uma pessoa nascida no Brasil em 2019 tinha expectativa de viver, em média, até os 76,6 anos. Desde 1940, a esperança de vida aumentou 31,1 anos. E a longevidade feminina é, em média, sete anos acima da dos homens.

Essas são algumas informações das Tábuas Completas de Mortalidade para o Brasil referente a 2019, divulgadas hoje (26) pelo IBGE. A expectativa de vida fornecida pelo estudo é um dos parâmetros para determinar o fator previdenciário, no cálculo das aposentadorias do Regime Geral de Previdência Social.

Em 1940, uma pessoa ao completar 50 anos, por exemplo, tinha uma expectativa de viver mais 19,1 anos. Já em 2019, a esperança de vida para uma pessoa nessa faixa etária seria de 30,8 anos. Ou seja, atualmente vive-se, em média, quase 12 anos mais.

No entanto, a expectativa de vida muda conforme a idade da pessoa e o sexo, sendo que a taxa de mortalidade dos homens é sempre superior à das mulheres. E é aos 20 anos que essa chamada “sobremortalidade masculina” atinge seu pico. Em 2019, um homem de 20 anos tinha 4,6 vezes mais chance de não completar os 25 anos do que uma mulher do mesmo grupo de idade.


“Na faixa entre 15 e 34 anos existe maior disparidade entre a taxa de mortalidade da população masculina em relação à feminina. Isso ocorre devido à maior incidência de óbitos por causas externas ou não naturais, como homicídios e acidentes, que atingem com maior intensidade a população masculina jovem. A expectativa de vida masculina no país poderia ser superior à que se estima atualmente, se não fosse o efeito das mortes prematuras de jovens por causas não naturais”, comenta Fernando Albuquerque, demógrafo do IBGE.

Mas, de forma geral, em todas as faixas houve declínio da mortalidade ao longo do tempo. E o fato de que, em 1940, a população de 65 anos ou mais representava 2,4% do total e, em 2019, o percentual passou para 9,5% é um indicativo de que os brasileiros estão vivendo por mais tempo.Um modo de se perceber esse movimento de maior longevidade é observar a probabilidade de uma pessoa que atingiu os 60 anos chegar aos 80 dentro do país.

“A diminuição da mortalidade nas idades mais avançadas fez com que as probabilidades de sobrevivência entre 60 e os 80 anos de idade tivessem aumentos consideráveis entre 1980 e 2019 em todas as unidades da federação, chegando a alguns casos a mais que dobrarem as chances de sobrevivência entre estas duas idades”, destaca Fernando Albuquerque.

Em 1980, de cada mil pessoas que chegavam aos 60 anos 344 atingiam os 80 anos de idade. Em 2019, este valor passou para 604 indivíduos na média do Brasil. Porém, nem todas unidades federativas se destacaram nesse processo evolutivo.

O Distrito Federal, por exemplo, que na década de 80 era o primeiro no ranking de estados com maior índice de sobrevivência na faixa de 60 anos (402 por mil pessoas), se manteve entre os três primeiros em 2019 (651 por mil), ficando atrás apenas do Espírito Santo (655 por mil) e empatando com Santa Catarina (651 por mil). Já o Ceará, que em 1980 era o segundo do ranking (394 por mil), caiu para a 11ª posição em 2019 (584 por mil), ficando abaixo da média do país (604 por mil). Já Rondônia era o último colocado em 1980 (160 por mil), e se manteve na posição em 2019 (496 por mil), sendo o único estado que não chega a atingir um índice acima de 50%.

Além disso, em 2019, todos os estados da região Sul tiveram um percentual acima da média Brasil (604 por mil) de pessoas de 60 anos com probabilidade de atingir os 80. Já do Sudeste, o único estado que ficou abaixo dessa média foi o Rio de Janeiro (598 por mil).


Mortalidade infantil caiu 91,9% desde 1940

A mortalidade infantil caiu de 12,4 por mil em 2018 para 11,9 por mil em 2019. De 1940 a 2019 a mortalidade infantil caiu 91,9%, sendo que a taxa de mortalidade entre 1 a 4 anos de idade diminuiu 97,3%.

Em 1940, a taxa de mortalidade infantil era de cerca de 146,6 óbitos para cada mil nascidos vivos; já em 2019, a taxa foi de 11,9 por mil. E a taxa de mortalidade na infância (crianças de até 5 anos) declinou de 212,1 por mil para 14,0 por mil nesse mesmo período. Sendo que cerca de 85,6% das crianças que não chegam aos 5 anos falecem no primeiro ano de vida e 14,4% entre 1 e 4 anos de idade.

“As taxas médias brasileiras ainda são altas comparadas a países desenvolvidos. Na Suécia, por exemplo, a taxa de mortalidade das crianças menores de 5 anos é de 2,5 por mil. No Brasil, temos uma taxa de 2,0 por mil para as crianças de 1 a 4 anos, quando a mortalidade está ligada a fatores sociais e econômicos, e de 11,9 por mil antes do primeiro ano que vida, quando as mortes estão mais ligadas a fatores biológicos, somando 14,0 óbitos para cada mil nascimentos antes de completar cinco anos de vida”, explica o pesquisador Fernando Albuquerque.

A meta dos objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS) para o Brasil é de, até 2030, reduzir a mortalidade neonatal para, no máximo, 5,0 por mil e a mortalidade de crianças menores de 5 anos para, no máximo, 8,0 por mil.

O Espírito Santo é o estado brasileiro com menor taxa de mortalidade infantil (7,8 óbitos a cada mil nascidos vivos). Já o Amapá tem o maior índice entre os estados (22,6 por mil), atingindo quase o triplo de mortes do ES.




INFLAÇÃO



IBGE. 26/11/2020. Índice de Preços ao Produtor (IPP) sobe 3,40% em outubro

Em outubro de 2020, os preços da indústria subiram 3,40% frente a setembro, a maior alta da série histórica, iniciada em janeiro de 2014. O acumulado no ano atingiu 17,29%, contra 13,42% em setembro/2020. O acumulado em 12 meses foi de 19,08%, ante 15,86% em setembro/2020. Em outubro, 23 das 24 atividades tiveram alta de preços, contra 21 em setembro.

O Índice de Preços ao Produtor (IPP) das Indústrias Extrativas e de Transformação mede os preços de produtos “na porta de fábrica”, sem impostos e fretes, e abrange as grandes categorias econômicas: bens de capital, bens intermediários e bens de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis).

PeríodoTaxa
Outubro de 20203,40%
Setembro de 20202,34%
Outubro de 20190,60%
Acumulado no ano17,29%
Acumulado em 12 meses19,08%

Em outubro de 2020, os preços da indústria subiram, em média, 3,40% em relação a setembro de 2020. Essa foi a maior alta da série histórica deste indicador, que começa em janeiro de 2014. As quatro maiores variações foram nas atividades de indústrias extrativas (9,71%), metalurgia (4,93%), calçados e produtos de couro (4,64%) e alimentos (4,60%). As maiores influências foram: alimentos (1,17 p.p.), indústrias extrativas (0,53 p.p.), outros produtos químicos (0,36 p.p.) e metalurgia (0,31 p.p.).

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Seções  - Últimos três meses
Indústria Geral e SeçõesVariações (%)
M/M-1Acumulado AnoM/M-12
AGO/20SET/20OUT/20AGO/20SET/20OUT/20AGO/20SET/20OUT/20
Indústria Geral3,312,343,4010,8313,4217,2913,7715,8619,08
B - Indústrias Extrativas8,431,559,7134,9137,0150,3117,5633,3853,64
C - Indústrias de Transformação3,022,393,049,6912,3115,7313,5514,9917,46
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria 

O acumulado no ano atingiu 17,29% ante 13,42% em setembro/2020. Entre as atividades, as maiores variações foram: indústrias extrativas (50,31%), metalurgia (29,13%), madeira (29,12%) e alimentos (28,36%). Os setores de maior influência foram: alimentos (6,67 p.p.), indústrias extrativas (2,27 p.p.), outros produtos químicos (1,71 p.p.) e metalurgia (1,69 p.p.).

No acumulado em 12 meses, a variação de preços foi de 19,08%, contra 15,86% em setembro/2020. As quatro maiores variações de preços ocorreram em indústrias extrativas (53,64%), alimentos (35,89%), madeira (28,88%) e metalurgia (26,59%). Os setores de maior influência foram: alimentos (8,10 p.p.), indústrias extrativas (2,40 p.p.), metalurgia (1,60 p.p.) e outros produtos químicos (1,53 p.p.).

A variação de preços de 3,40% em relação a setembro repercutiu da seguinte maneira entre as grandes categorias econômicas: 2,69% em bens de capital; 5,01% em bens intermediários; e 1,22% em bens de consumo, sendo que 0,97% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 1,27% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

A influência das categorias econômicas sobre o IPP (3,40%) foi: 0,20 p.p. de bens de capital, 2,74 p.p. de bens intermediários e 0,46 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,06 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo duráveis e 0,40 p.p. nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.

No acumulado no ano, as variações de preços da indústria atingiram, até outubro, variação de 17,29%, sendo 17,44% a variação de bens de capital (com influência de 1,30 p.p.), 21,93% de bens intermediários (11,72 p.p.) e 10,90% de bens de consumo (4,26 p.p.). No último caso, este resultado foi influenciado em 0,62 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 3,64 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis. 

Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e Grandes Categorias Econômicas  - Últimos três meses
Indústria Geral e SeçõesVariações (%)
M/M-1Acumulado AnoM/M-12
AGO/20SET/20OUT/20AGO/20SET/20OUT/20AGO/20SET/20OUT/20
Indústria Geral3,312,343,4010,8313,4217,2913,7715,8619,08
Bens de Capital (BK)1,521,632,6912,5314,3617,4414,2515,3917,95
Bens Intermediários (BI)4,022,175,0113,6516,1121,9314,7016,6722,51
Bens de consumo(BC)2,642,741,226,649,5710,9012,3414,7914,48
Bens de consumo duráveis (BCD)0,711,570,976,668,349,388,749,679,74
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)3,052,981,276,649,8211,2213,1015,8815,48
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria 

Na comparação outubro 2020/outubro 2019, a variação de preços da indústria alcançou 19,08%, com as seguintes variações: bens de capital, 17,95% (1,36 p.p.); bens intermediários, 22,51% (12,16 p.p.); e bens de consumo, 14,48% (5,57 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,65 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 4,91 p.p.

Principais destaques:

Indústrias extrativas: em outubro, a variação média de preços foi de 9,71%, sétimo resultado positivo consecutivo no ano. Com isso, até outubro os preços em 2020 variaram 50,31% e, na comparação com o mesmo mês de 2019, a variação foi de 53,64%. Esses resultados estão influenciados pelo câmbio, uma depreciação do real frente ao dólar de 4,2% (outubro contra setembro), de 36,9% (entre dezembro de 2019 e outubro de 2020) e de 37,6% (no acumulado em 12 meses), mas refletem também o movimento dos preços internacionais de “óleo bruto de petróleo” e “minérios de ferro e seus concentrados”.

O destaque dado ao setor se deve ao fato de ter sido a principal variação (em módulo) nas três perspectivas (variação mensal, acumulado no ano e acumulado em doze meses) e a segunda maior influência nesses três casos (0,53 p.p., em 3,40%, na variação mensal; 2,27 p.p., em 17,29%, no acumulado no ano; e 2,40 p.p., em 19,08%, nos últimos 12 meses).

Alimentos: em outubro, os preços do setor, na comparação com o mês anterior, cresceram em média 4,60%, mantendo-se as variações positivas consecutivas observadas desde julho. No acumulado no ano a variação foi de 28,36% e, em 12 meses, 35,89%, ambas são as maiores de suas séries. No caso do acumulado no ano, não só nunca houve um outubro dessa magnitude, como nunca houve outro mês qualquer. Vale a pena observar que até dezembro de 2019, a maior taxa anual havia sido a de dezembro de 2010, 21,24%, e que os resultados acumulados em 12 meses de julho a outubro são todos maiores que aquele (julho, 23,69%; agosto, 27,60%; setembro, 32,51% e outubro, 35,89%).

O destaque dado ao setor se deveu ao fato de ter sido, em termos de variação e entre todas as atividades que compõem as indústrias extrativas e de transformação, a quarta maior na variação mensal e no acumulado do ano e a segunda no acumulado em 12 meses. Por outro lado, foi a principal influência nas três perspectivas de análise: 1,17 p.p., em 3,40% (mensal); 6,67 p.p., em 17,29% (acumulado no ano); e 8,10 p.p., em 19,08% (últimos 12 meses).

Em termos de grupo, os preços dos produtos de “fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais” e “fabricação e refino de açúcar” tiveram, considerando a comparação outubro contra setembro, variações médias maiores que a do setor, 13,48% e 4,98%, respectivamente.

Outros produtos químicos: a indústria química, no mês de outubro, apresentou variação média de preços, em relação a setembro, de 4,52%, quarto aumento consecutivo e o segundo maior resultado do ano. Desta forma, o setor acumulou alta de 22,08% em 2020, superior em cerca de 27 p.p. à taxa acumulada até outubro de 2019 (-4,10%). Em toda a série do IPP, o valor de 2020 só é inferior ao de outubro de 2018 (29,55%). O acumulado em 12 meses alcançou 18,96%, maior valor desde dezembro de 2018 (19,25%).

Em relação aos grupos econômicos da atividade, os destaques foram as variações ocorridas em “fabricação de resinas e elastômeros”, com 10,87%, desta forma acumulando 46,43% de variação no ano e 41,88% no acumulado nos últimos 12 meses. Outro grupo econômico que merece destaque no mês é o de “fabricação de produtos químicos inorgânicos”, com 3,49% de variação. No ano, o grupo acumula variação de 19,51%, ao passo que, nos últimos 12 meses, acumula um resultado de 14,14%. Finalmente, o grupo “fabricação de defensivos agrícolas e desinfetantes domissanitários”, com variação no mês de 2,78%; no ano de 15,24% e de 15,47% em 12 meses.

Quanto aos quatro produtos que mais influenciaram o resultado no mês (2,48 p.p. em 4,52%), houve aumento de preços em todos eles, a saber: “policloreto de vinila (PVC)”, “adubos ou fertilizantes à base de NPK”, ”polietileno linear, com densidade inferior a 0,94)” e “polietileno de alta densidade (PEAD)”.

Metalurgia: frente a setembro, houve uma alta de 4,93%, segunda maior da série do IPP, perdendo apenas para a de sete meses atrás, que foi igual a 5,74%. Com esse resultado a atividade acumulou, no ano, uma variação de 29,13% e, nos últimos 12 meses, 26,59%.

Os dois valores de acumulado são os maiores desta atividade em toda a série do IPP, iniciada em janeiro de 2010. Uma análise dos números-índices indica que, entre dezembro de 2018 (base da série atual) e outubro de 2020, os preços do setor acumulam alta de 26,95%.

Considerando os grupos econômicos da atividade, o siderúrgico apresentou uma variação de 5,35%, desta forma acumulando 27,06% de variação no ano e 23,04% no acumulado nos últimos 12 meses.

Do ponto de visto dos quatro produtos que mais influenciaram o resultado no mês (1,96 p.p. em 4,93%), houve aumento de preços em todos eles, a saber: “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidos”, “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono”, ”óxido de alumínio (alumina calcinada)” e “ouro para usos não monetários”.

Preços ao produtor. Inflação na indústria fica em 3,40% em outubro, maior alta desde 2014. Aumento de preço dos produtos de fabricação de óleos e gorduras teve impacto na alta do IPP

Os preços da indústria subiram 3,40% em outubro frente a setembro, a maior alta desde janeiro de 2014, início da série histórica do Índice de Preços ao Produtor (IPP). O resultado, divulgado hoje (26) pelo IBGE, reflete, principalmente, a elevação de preços dos alimentos e dos produtos das indústrias extrativas. Houve alta de preços em 23 das 24 atividades pesquisadas.

Esse é o décimo quinto aumento consecutivo na comparação mês a mês do indicador, que mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação. No ano, o IPP acumula alta de 17,29%. Já nos últimos 12 meses, a inflação da indústria chegou a 19,08%.

 

Preços ao produtor - Variação mês/mês anterior (%)

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Indústria Geral | Brasilnovembro 2019dezembro 2019janeiro 2020fevereiro 2020março 2020abril 2020maio 2020junho 2020julho 2020agosto 2020setembro 2020outubro 202001234março 20200,84 %

Fonte: IBGE - Índice de Preços ao Produtor


A atividade de alimentos, que tem o principal peso no índice geral (cerca de um quarto do indicador), registrou alta de 4,60% no mês, mantendo as variações positivas observadas desde julho. No acumulado do ano, a variação foi de 28,36% e, em 12 meses, 35,89%. Ambas são as maiores de suas séries.

"Em termos de grupo, os preços dos produtos de fabricação de óleos e gorduras vegetais e animais e de fabricação e refino de açúcar tiveram variações acima da média do setor na comparação de outubro contra setembro, de 13,48% e 4,98%, respectivamente", observa o gerente do IPP, Alexandre Brandão.

Em termos de influência no indicador de outubro, além dos alimentos (1,17 p.p.), destaque para as indústrias extrativas (0,53 p.p.), outros produtos químicos (0,36 p.p.) e metalurgia (0,31 p.p.).

Em outubro, a variação média de preços na indústria extrativa foi de 9,71%, sétima alta consecutiva no ano. Com isso, até outubro, os preços em 2020 variaram 50,31% e, na comparação com o mesmo mês de 2019, a variação foi de 53,64%. Esses resultados estão influenciados pelo câmbio, com depreciação do real frente ao dólar de 4,2% (outubro contra setembro), de 36,9% (entre dezembro de 2019 e outubro de 2020) e de 37,6% (nos últimos 12 meses). Também refletem o movimento dos preços internacionais de “óleo bruto de petróleo” e “minérios de ferro e seus concentrados”.

Outras variações relevantes foram as da indústria química (4,52%), com o quarto aumento consecutivo e o segundo maior resultado do ano, e metalurgia (4,93%), segunda maior da série do IPP, perdendo apenas para a de sete meses atrás, quando atingiu 5,74%.

Em relação às grandes categorias, foram os bens intermediários – com influência de 2,74% no índice – que fizeram os preços subir 5,01% em outubro.


BACEN. REUTERS. 26 DE NOVEMBRO DE 2020. Não vemos sinal de expectativa de inflação muito acima da meta em 2021, diz Campos Neto
By Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que as expectativas de inflação para 2021 estão caminhando mais para perto da meta nas últimas duas semanas, mas que a autoridade monetária não tem nenhum sinal de que há “alguma coisa saindo muito acima da meta, nada desse tipo”.

Olhando inflações implícitas mais longas, ele avaliou que elas basicamente não oscilaram nesse tempo.

“Não é só o Banco Central que não acha que a inflação um pouco mais longa não está subindo. O mercado também não acha. Então isso é importante frisar”, afirmou ele, em entrevista gravada ao canal do YouTube MyNews na véspera, mas veiculada nesta quinta-feira.

A meta de inflação para este ano é de 4%, para o ano que vem de 3,75%, e para 2022 de 3,5%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto para mais ou para menos. Campos Neto destacou que o BC já não tem instrumentos que são capazes de agir sobre a inflação em 2020, dado o avançado do ano e o tempo necessário para transmissão da sua atuação sobre os juros. O horizonte relevante para a política monetária, portanto, é de 2021 e 2022.

No boletim Focus mais recente, as expectativas para o IPCA são de IPCA de 3,45% este ano, 3,40% no ano que vem e 3,5% em 2022.

A exemplo do que tem feito em todas as suas falas públicas recentes, Campos Neto reafirmou que os componentes que estão gerando inflação mais alta agora são passageiros e pontuou que a autoridade monetária está “sempre prestando atenção em tudo que está acontecendo”.

O presidente do BC também voltou destacar a importância do país se comprometer com a disciplina fiscal, associando o comportamento recente dos títulos públicos às incertezas sobre como o país retomará a trajetória de sustentabilidade para as contas públicas após os expressivos gastos no enfrentamento à pandemia de Covid-19.

“Dinâmica do mercado reflete o risco e nosso risco hoje é o fiscal. Tudo é crédito do fiscal”, disse.

“Você tem processo de geração de expectativa de inflação às vezes pela inflação corrente, mas também pode ser causado pela percepção de descontrole fiscal. Isso a gente tem alertado o governo e por isso nós entendemos que é tão importante endereçar esse problema da dinâmica fiscal”, acrescentou.

DEPÓSITOS REMUNERADOS

Durante a entrevista, Campos Neto defendeu a criação dos depósitos voluntários remunerados, cujo projeto já passou no Senado, mas aguarda apreciação na Câmara dos Deputados.

Os depósitos voluntários das instituições financeiras funcionariam como alternativa ao uso pelo BC de operações compromissadas, empregadas pela autoridade monetária para retirar ou injetar liquidez nos mercados.

Com a substituição de parte das operações compromissadas por esses depósitos, deverá haver queda da dívida pública bruta como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), considerada o principal indicador de sustentabilidade das contas públicas.

Segundo Campos Neto, a visão é que o depósito remunerado irá “facilitar vida do BC”, mas não com o entendimento que ele fará mágica, já que se o conceito de dívida bruta for melhorado somente por essa manobra contábil, isso não fará com que o risco país caia.

“As pessoas vão entender, vão olhar e vão saber fazer a conta”, disse.

“O que é importante é usar instrumentos que reduzam dívida bruta e a líquida”, afirmou ele, complementando que isso acontecerá com maior arrecadação e menor gasto.

Questionado sobre a agenda da autoridade monetária para 2021, ele afirmou que a intenção é avançar com open banking, consolidar e criar novas funcionalidades para o Pix e caminhar também com o processo de conversibilidade do real rumo, no futuro, a uma moeda digital.

Especificamente sobre o open banking --sistema que dará aos clientes de instituições financeiras o poder sobre seus dados cadastrais e de transações, como meio de abrir o acesso a serviços mais baratos e melhores--, Campos Neto afirmou que primeira fase do projeto “teve em alguns casos uma exaustão do processo tecnológico em alguns bancos”.

“Estamos trabalhando pra ver como resolve, mas independentemente do que aconteça na primeira fase ou na segunda, nós não mudamos o cronograma do open banking, ele vai ficar pronto no mesmo dia”, disse.

A previsão do BC é de que o open banking esteja funcionando plenamente no fim de outubro de 2021.

MEconomia. REUTERS. 26 DE NOVEMBRO DE 2020. Guedes rebate críticas e reage a presidente do BC

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, rebateu na noite de quarta-feira críticas de que falta à equipe econômica uma estratégia clara, respondendo ainda ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em entrevista na sede do ministério.

Guedes relatou uma série de medidas já tomadas e disse haver “falsas narrativas” contra ele, rechaçando ainda estar “desacreditado”.

“O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça a ele qual o plano dele. Pergunta qual o plano dele para recuperar a credibilidade. O plano nós já sabemos qual é, nós já temos”, disse Guedes em entrevista a jornalistas.

“Agora, quem estiver sentindo falta de um plano econômico quinquenal, dá um pulinho ali na Venezuela, na Argentina. Ali está cheio de plano. O nosso plano é transformar a economia brasileira numa economia de mercado”, disse ele.

Mais cedo no dia, Campos Neto havia afirmado que “é importante agora passar uma mensagem ... que vamos trilhar esse caminho da disciplina fiscal e aí a gente vai ver movimento de credibilidade voltando, um movimento de prêmio de risco recuperando, isso tende a ter um efeito na moeda também”.

“Ponto superimportante, talvez ponto chave, é conquistar credibilidade com continuação das reformas e com plano que indique clara percepção para investidores que país está preocupado com trajetória da dívida”, afirmou o presidente do BC.

Questionado se estaria desacreditado, Guedes recomendou aos jornalistas que “olhem os fatos, olhem o que foi feito antes”, e citou a reforma da Previdência, a redução da taxa de juros e a economia obtida com o congelamento dos salários do funcionalismo.

“Estamos fazendo coisas importantes. Mercado faz novas altas todos os dias, mostrando que há confiança na política econômica brasileira”, afirmou.

O ministro reiterou que a economia está voltando em V e disse que a criação de empregos está se acelerando e as reformas, avançando.

“Senado aprovou Banco Central independente, agora Senado dá um passo importante com a Lei de Falências, ou seja, são reformas extraordinariamente importantes”, afirmou.



EMPREGO



MEconomia. 26/11/2020. NOVO CAGED. Caged bate mais um recorde no ano e confirma retomada em V da economia brasileira. Saldo de outubro representa o quarto mês consecutivo de resultado positivo

Pelo quarto mês consecutivo, o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) registrou saldo positivo na geração de empregos. Foram abertas 394.989 vagas com carteira assinada no mês, resultado de 1.548.628 admissões e de 1.153.639 desligamentos, melhor resultado não apenas para 2020 como também o melhor da história. O desempenho reforça a retomada da economia brasileira após os efeitos econômicos gerados pela pandemia de covid-19.

O estoque, que é a quantidade total de vínculos ativos, em outubro, chegou a 38.638.484, variação de 1,03% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado do ano, apesar do saldo negativo em 171.139 , decorrentes de 12.231.462 admissões e de 12.402.601 desligamentos, o país perdeu menos empregos em 2020 do que nas crises de 2015 e 2016.

Dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro tiveram saldo positivo no emprego em outubro. O principal foi o setor de Serviços, que abriu 156.766 novas vagas. No Comércio foram criados 115.647 postos; na Indústria, 86.426; na Construção, 36.296.

Desempenho regional

O mês foi positivo nas cinco regiões do país, com destaque para o Sudeste, onde o saldo ficou em 186.884 postos; e no Sul, com resultado de 92.932. No Nordeste foram criados 69.519 empregos formais; no Centro-Oeste, 25.024; no Norte, 20.658 vagas.

Também houve saldo positivo em todas as unidades federativas, com destaque para São Paulo (119.261 novas vagas); Minas Gerais (42.124) e Paraná (33.008). Em termos relativos, os estados com maior variação em relação ao estoque do mês anterior foram Santa Catarina, Ceará e Amazonas.

Modernização trabalhista

Em outubro houve saldo positivo de 10.611 empregos na modalidade trabalho intermitente, resultado de 19.927 admissões e 9.316 desligamentos (278 trabalhadores assinaram mais de um contrato deste tipo). As novas contratações ocorreram principalmente nos Serviços, que teve saldo de 5.692 postos, seguido de Construção (1.895 postos), Indústria (1.600), Comércio (1.056) e Agropecuária (368).

Nos contratos de regime de tempo parcial, o saldo foi de 1.328 empregos, consequência de 14.742 admissões e 13.414 desligamentos (46 empregados celebraram mais de um contrato nesta modalidade). As vagas foram abertas principalmente no Comércio (638 postos) e nos Serviços (614). Indústria gerou 217 novos postos e Agropecuária, 21.

Houve ainda 15.331 desligamentos mediante acordo entre empregador e empregado em outubro, envolvendo 10.043 estabelecimentos (38 empregados realizaram mais de um desligamento). Do ponto de vista das atividades econômicas, estes acordos distribuíram-se por Serviços (7.262), Comércio (3.409), Indústria (2.736), Construção (1.420) e Agropecuária (504).

Novo Caged

Desde janeiro de 2020, o uso do Sistema do Caged foi substituído pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) para parte das empresas. Permanece a obrigatoriedade de envio das informações por meio do Caged apenas para órgãos públicos e organizações internacionais que contratam celetistas.

Embora a maior parte das empresas esteja obrigada a declarar o eSocial, muitas deixaram de prestar informações de desligamentos no sistema. Para viabilizar a divulgação das estatísticas do emprego formal durante este período de transição, foi feita a imputação de dados de outras fontes. Portanto, o Novo Caged é composto por informações dos sistemas eSocial, Caged e Empregador Web.
MEconomia. REUTERS. 26 DE NOVEMBRO DE 2020. País poderá ter zero de perda de empregos formais em 2020, diz Guedes
By Isabel Versiani

(Reuters) - O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quinta-feira que o país poderá chegar ao final do ano com zero de perda de empregos formais no acumulado de 2020.

Em fala à imprensa, Guedes disse que o número de vagas abertas em outubro --de 394.989-- foi o maior para um mês da série histórica do Caged (cadastro de empregos formais), iniciada em 1992.

“Se terminarmos o ano com zero de perda de empregos no mercado formal, terá sido um ano histórico para a economia brasileira”, disse Guedes.

MEconomia. REUTERS. 26 DE NOVEMBRO DE 2020. Brasil supera expectativas e abre 394.989 vagas formais de trabalho em outubro
By Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil abriu 394.989 vagas formais de trabalho em outubro, segundo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Economia. O resultado veio bem melhor que a criação líquida de 233.500 postos projetada por analistas em pesquisa Reuters. No acumulado do ano até outubro, foram fechadas 171.139 vagas.



CONTAS PÚBLICAS



MEconomia. 25/11/2020. CONTAS PÚBLICAS. Estoque da Dívida Pública Federal atinge R$ 4,64 trilhões em outubro. Relatório mensal publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional registrou alta de 2,47% em relação a setembro

O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) – que abrange as dívidas interna externa – apresentou aumento, em termos nominais, de 2,47%, passando de R$ 4,53 trilhões, em setembro, para R$ 4,64 trilhões, em outubro. A informação faz parte do Relatório Mensal da Dívida Pública, divulgado pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em entrevista coletiva virtual nesta quarta-feira (25/11). 

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve seu estoque ampliado em 2,48%, ao passar de R$ 4.280,92 bilhões para R$ 4.386,95 bilhões, em decorrência da emissão líquida no valor de R$ 76,79 bilhões, e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 29,25 bilhões.

Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe), houve elevação de 2,32% sobre o estoque apurado em setembro, encerrando o mês de outubro em R$ 251,59 bilhões (US$ 43,59 bilhões), sendo R$ 229,50 bilhões (US$ 39,76 bilhões) referentes à dívida mobiliária e R$ 22,09 bilhões (US$ 3,83 bilhões) relativos à dívida contratual. 

“O mercado externo operou com volatilidade em outubro”, disse o coordenador de Operações da Dívida Pública da STN, Roberto Lobarinhas, que apontou como destaques a corrida eleitoral e as negociações de novo pacote fiscal nos Estados Unidos, os novos casos de Covid-19 na Europa e os avanços relacionados à vacina. “Em outubro, a curva de juros locais perdeu inclinação, com alta nos vencimentos curtos e intermediários, respondendo aos dados de inflação”, acrescentou.

Emissões e resgates

O Relatório Mensal da Dívida Pública destaca que o Tesouro Nacional realizou em outubro a maior emissão da série histórica (R$ 173,3 bilhões), ultrapassando o valor registrado em julho de 2020 (R$ 156,36 bilhões). 

“O nível de emissão mais elevado tem por objetivo suprir a necessidade de financiamento do Governo Federal e garantir a manutenção do caixa acima do limite prudencial”, assinala o documento. 

Nas emissões, destaque para os títulos prefixados (75,5% do total) e índice de preços (14,3% do total). No ano, a emissão líquida acumulada da DPF até outubro foi de R$ 75,3 bilhões, decorrente de R$ 971,6 bilhões de emissões e R$ 896,3 bilhões de resgates. 

Os resgates, por sua vez, foram de R$ 97,3 bilhões, resultando em uma emissão líquida de R$ 76 bilhões, sendo R$ 76,79 bilhões referentes à emissão líquida da DPMFi e R$ 0,83 bilhão ao resgate líquido da DPFe. 

Em outubro, não ocorreram emissões da DPFe, cujos resgates ficaram assim divididos: R$ 643,55 milhões referentes aos pagamentos da dívida mobiliária e R$ 188,64 milhões relativos aos pagamentos da dívida contratual, do que resultou um resgate líquido de R$ 832,19 milhões. 

Custo médio

O custo médio acumulado nos últimos 12 meses da DPF apresentou aumento de 8,72% ao ano, em setembro, para 9,04% ao ano, em outubro. O custo médio acumulado em 12 meses da DPMFi também se ampliou, passando de 7,33% ao ano, em setembro, para 7,38% ao ano, em outubro. 

Com relação à DPFe, esse indicador também registrou aumento, passando de 41,77% ao ano para 49,97% ao ano, em razão, principalmente, da apreciação do dólar em relação ao real, de 2,32%, em outubro de 2020, contra uma depreciação de 3,85% ocorrida no mesmo período do ano anterior. 

O custo médio de emissão em oferta pública da DPMFi é um indicador que reflete a taxa interna de retorno – TIR dos títulos do Tesouro Nacional no mercado doméstico, mais as variações de seus indexadores, considerando-se apenas as colocações de títulos em oferta pública (leilões) nos últimos 12 meses. O custo médio das emissões em oferta pública da DPMFi apresentou redução, passando de 4,64% ao ano, em setembro, para 4,52% ao ano, em outubro.

Leilões

Nos leilões de Letra do Tesouro Nacional (LTN) foram emitidos R$ 121,84 bilhões, com vencimentos entre abril de 2021 e janeiro de 2024, mediante pagamento em dinheiro. Nos leilões de Letra Financeira do Tesouro (LFT) ocorreu a emissão de R$ 16,05 bilhões, com vencimentos em março de 2022 e em março de 2027, com pagamento em dinheiro. 

Já nos leilões de Nota do Tesouro Nacional série B (NTN-B) – títulos remunerados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – foram emitidos títulos no valor total de R$ 24,13 bilhões com vencimentos entre maio de 2023 e maio de 2055, também mediante pagamento em dinheiro. 

O total de resgates de títulos da DPMFi foi de R$ 96,47 bilhões, com destaque para os títulos prefixados, no valor de R$ 92,39 bilhões (95,76%). Os vencimentos efetivos do período totalizaram R$ 94,36 bilhões. 

Detentores

O estoque de Instituições Financeiras apresentou aumento no mês, passando de R$ 1.174,37 bilhões para R$ 1.232,92 bilhões, entre setembro e outubro. A participação relativa desse grupo foi ampliada para 28,10%. 

Os Não-residentes tiveram acréscimo de R$ 25,19 bilhões no estoque, aumentando sua participação relativa para 9,79%. Esse grupo possui 91,98% de sua carteira em títulos prefixados.  

O grupo Previdência elevou seu estoque em R$ 11,83 bilhões, totalizando R$ 1.026,75 bilhões no mês. A participação relativa desse grupo diminuiu de 23,71% para 23,40%. A carteira desse grupo é composta de 58,19% de títulos vinculados a índices de preços.

Os Fundos de Investimento, por sua vez, aumentaram sua presença no estoque, passando de R$ 1.129,86 bilhões para R$ 1.132,53 bilhões. O grupo Governo apresentou participação relativa de 3,58% em outubro e o estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 171,12 bilhões. 

Tesouro Direto

As emissões do Tesouro Direto em outubro atingiram R$ 1.536,47 milhões, enquanto os resgates corresponderam a R$ 2.008,37 milhões, o que resultou em resgate líquido de R$ 471,90 milhões. O título mais demandado pelos investidores foi o Tesouro Selic, que respondeu por 33,79% do montante vendido. 

O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 61.528,82 milhões, o que representa um aumento de 0,06% em relação ao mês anterior. O título com maior representação no estoque é o Tesouro IPCA+, que corresponde a 38,32% do total, seguido pelo Tesouro Selic, com 30,35% do total. 

Em outubro, 274.090 novos participantes se cadastraram no Tesouro Direto. Dessa forma, o total de investidores cadastrados chegou a 8.660.306, o que representa um incremento de 65,33% em relação ao mesmo mês do ano anterior. 



INDÚSTRIA



CNI. 26/11/2020. Indústria se recupera da crise desencadeada pelo covid, mas de forma heterogênea. Estudo da CNI mostra que produção e faturamento retornam aos patamares de fevereiro, mas continuam abaixo da média de 2019. Emprego industrial permanece inferior ao nível pré-crise

Estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que indústria brasileira reverteu a queda nos indicadores de produção e faturamento acumulada desde o início da pandemia de Covid-19 e retornou aos patamares de fevereiro. Essa recuperação, no entanto, ocorreu de forma heterogênea. Os dados constam da Nota Econômica n.º 16, divulgada nesta quinta-feira (26)

Em setembro, a produção da indústria de transformação ficou 1,1% acima do registrado em fevereiro, ou seja, antes do choque trazido pela pandemia. Para se ter ideia, em abril, a produção da indústria estava 31,3% abaixo do indicador de fevereiro, mas teve cinco altas consecutivas de maio a setembro.

O faturamento da indústria de transformação também já superou o patamar anterior à crise. De fato, até mais cedo que a produção. O faturamento real em setembro está 6,1% superior ao registrado em fevereiro.

No entanto, apesar do retorno aos patamares pré-pandemia, tanto na produção quanto no faturamento, a média do ano continua abaixo da média de 2019. No acumulado de janeiro a setembro, a produção industrial ficou 8,2% abaixo da média de igual período do ano passado. No caso do faturamento, a média foi 1,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2019.

“Nossa expectativa é que a atividade industrial continue crescendo no quarto trimestre. O faturamento real da indústria certamente registrará um desempenho positivo na comparação do acumulado em 2020 com o de 2019. A produção, no entanto, fechará no vermelho”, afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de Economia da CNI.

De acordo com a CNI, a diferença entre as evoluções da produção e do faturamento foi influenciada pela estratégia das empresas em minimizar seus estoques, justificada pela forte queda nas vendas em março e abril e pela elevada incerteza. As empresas enfrentaram dificuldades de caixa e acumular estoques agravaria esse cenário.

Os números mostram que a indústria já vinha registrando queda em seus estoques desde abril. Como a retomada da produção ocorreu mais rápido do que o esperado, os baixos estoques contribuíram para a desestruturação das cadeias de produção.

“Com capacidade de resposta (ou seja, de aumento da produção) diferentes, as empresas industriais passaram a ter dificuldade de acesso a insumos e matérias-primas e de atender a demanda de seus clientes. Não fosse a dificuldade em se obter insumos e matérias-primas, o crescimento da produção industrial seria ainda maior”, afirma a nota da CNI.


No entanto, apesar do retorno aos patamares pré-pandemia, tanto na produção quanto no faturamento, a média do ano continua abaixo da média de 2019. No acumulado de janeiro a setembro, a produção industrial ficou 8,2% abaixo da média de igual período do ano passado. No caso do faturamento, a média foi 1,7% inferior ao registrado no mesmo período de 2019.

“Nossa expectativa é que a atividade industrial continue crescendo no quarto trimestre. O faturamento real da indústria certamente registrará um desempenho positivo na comparação do acumulado em 2020 com o de 2019. A produção, no entanto, fechará no vermelho”, afirma Renato da Fonseca, gerente-executivo de Economia da CNI.

De acordo com a CNI, a diferença entre as evoluções da produção e do faturamento foi influenciada pela estratégia das empresas em minimizar seus estoques, justificada pela forte queda nas vendas em março e abril e pela elevada incerteza. As empresas enfrentaram dificuldades de caixa e acumular estoques agravaria esse cenário.

Os números mostram que a indústria já vinha registrando queda em seus estoques desde abril. Como a retomada da produção ocorreu mais rápido do que o esperado, os baixos estoques contribuíram para a desestruturação das cadeias de produção.

“Com capacidade de resposta (ou seja, de aumento da produção) diferentes, as empresas industriais passaram a ter dificuldade de acesso a insumos e matérias-primas e de atender a demanda de seus clientes. Não fosse a dificuldade em se obter insumos e matérias-primas, o crescimento da produção industrial seria ainda maior”, afirma a nota da CNI.

Emprego industrial volta a crescer em agosto, mas permanece abaixo do nível pré-crise

Na esteira da recuperação da atividade industrial, o emprego industrial passou a crescer em agosto. Ele havia registrado queda de março a julho. Segundo os Indicadores Industriais da CNI, após acumular queda de 3,6% em cinco meses, o emprego cresceu 1,3% em agosto e 0,5% em setembro. 


Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia, mostram que a queda do saldo de emprego formal na indústria de transformação (admissões menos demissões) nos meses de março a junho totalizou 348 mil postos de trabalho. Já em julho o saldo voltou a ser positivo, com criação de 52,8 mil vagas. Nos meses seguintes, foram criados 90 mil postos de trabalho (agosto) e 108 mil (setembro).

“Tanto os indicadores da CNI quanto os números do governo mostram que o emprego industrial ainda se encontrava, em setembro, abaixo do nível de fevereiro. No quarto trimestre, o emprego continuará em crescimento, em resposta ao movimento positivo da produção”, afirma a nota.

Setores da economia se recuperam de forma heterogênea

Os efeitos da crise e a recuperação não são uniformes entre os setores de atividade industrial. Os números mostram que alguns setores já apresentam um desempenho positivo tanto na comparação com fevereiro como com o acumulado no ano. 

Os setores de melhor desempenho são os produtores de bens de consumo não duráveis, como alimentos e perfumaria, limpeza e higiene pessoal. Esses setores registraram valor de produção em setembro acima do nível pré-pandemia (fevereiro), e o valor acumulado no ano já está maior que do mesmo período de 2019.

Os setores celulose e papel e farmoquímicos e farmacêuticos não apresentam um volume de produção superior que o de fevereiro, mas, no acumulado do ano, o resultado é superior ao do ano passado. Ou seja, o desempenho no ano já é positivo, porque os setores foram pouco afetados pela crise.

Entre os setores mais afetados, estão os bens de consumo duráveis, como veículos automotores e vestuário, com níveis de produção abaixo do patamar de fevereiro. No acumulado do ano em comparação com 2019, eles apresentam queda de 36% e 31,6%, respectivamente.

A pesquisa traz ainda setores cuja produção voltou ao patamar pré-crise, mas o valor médio entre janeiro e setembro de 2020 se encontra abaixo de igual período de 2019. Entre eles estão os de bens de capital, como máquinas e equipamentos e máquinas e materiais elétricos.




ENERGIA



PETROBRAS. Petrobras aprova Plano Estratégico 2021-2025. Companhia apresenta o modelo de dupla resiliência: econômica, resiliente a cenários de baixos preços de petróleo, e ambiental, com foco em baixo carbono

O Conselho de Administração da Petrobras aprovou, em reunião realizada hoje (25/11), o Plano Estratégico para o quinquênio 2021-2025 (PE 2021-25). O plano mantém os 5 pilares que atuam na sustentação para a implantação do conjunto de estratégias da companhia: (i) Maximização do retorno sobre o capital empregado; (ii) Redução do custo de capital; (iii) Busca incessante por custos baixos e eficiência; (iv) Meritocracia e (v) Segurança, saúde, respeito às pessoas e ao meio ambiente.

A Petrobras reafirma a visão de “Ser a melhor empresa de energia na geração de valor para o acionista, com foco em óleo e gás e com segurança, respeito às pessoas e ao meio ambiente”, visa à eliminação do gap de performance que nos separa das melhores empresas globais de petróleo e gás (conceito Mind the Gap) e apresenta o modelo de dupla resiliência: econômica, resiliente a cenários de baixos preços de petróleo, e ambiental, com foco em baixo carbono.

O PE 2021-25 apresenta quatro métricas de topo que deverão impactar diretamente a remuneração não só dos executivos, mas de todos os empregados da companhia em 2021. Duas métricas estão relacionadas à sustentabilidade (ESG):
  • Intensidade de emissões de gases de efeito estufa (IGEE);
  • Volume vazado de óleo e derivados (VAZO);
  • Dívida bruta de US$ 67 bilhões em 2021;
  • Delta do EVA® consolidado de US$ 1,6 bilhão.
Mantemos o indicador TAR (taxa de acidentes registráveis por milhão de homens-hora) como métrica de topo para 2021, mas ajustamos a meta para abaixo de 0,7, reforçando o compromisso da companhia com respeito à vida. Continuamos a ambicionar zero fatalidade e inserimos neste plano a ambição de zero vazamento.

A diminuição da dívida e a desalavancagem financeira continuarão a ser prioritárias, sendo a geração de caixa operacional e os desinvestimentos fundamentais para esses fins. De janeiro de 2019 a setembro de 2020, mesmo com os impactos da COVID-19 e do choque do petróleo em 2020, conseguimos reduzir a dívida bruta em US$ 31 bilhões e mantemos nossa meta de atingir US$ 60 bilhões em 2022.

Nosso portfólio de desinvestimentos contém no momento mais de 50 ativos em diferentes estágios do processo de venda. Simultaneamente ao abatimento da dívida, os desinvestimentos contribuem para melhorar a alocação de capital e consequentemente para criação de valor para o acionista.

O CAPEX previsto para o período 2021-2025 é de US$ 55 bilhões, dos quais 84% estão alocados à Exploração e Produção de petróleo e gás (E&P). Investimentos de US$ 46 bilhões em E&P envolvem cerca de US$ 32 bilhões, 70%, destinados para os ativos do pré-sal. A alocação está aderente ao nosso posicionamento estratégico, com foco em ativos de classe mundial em águas profundas e ultra profundas, os quais somos donos naturais, tendo em vista a qualidade do capital humano, estoque de conhecimento tecnológico e capacidade de inovar.

A escassez de capital impõe competição entre projetos para a obtenção de “funding”, sendo aprovados somente os que são resilientes ao preço de petróleo Brent de US$ 35/bbl.


Produção de óleo, LGN e gás natural

A curva de produção de óleo e gás estimada no período 2021-2025, sem considerar os desinvestimentos, indica um crescimento contínuo focado no desenvolvimento de projetos que geram valor, com aumento da participação dos ativos no pré-sal que possuem menor custo de extração. Ao longo desse período, está prevista a entrada em operação de 13 novos sistemas de produção, sendo todos alocados em projetos em águas profundas e ultra profundas.

A produção de óleo para 2021 reflete os impactos associados a COVID-19 e os desinvestimentos ocorridos em 2020. Consideramos uma variação de 4% para mais ou para menos para a produção de 2021.


Compromissos de baixo carbono e sustentabilidade

A Petrobras reitera o compromisso com o meio ambiente com o uso de novas tecnologias para descarbonização de nossos processos e produtos, que envolvem por exemplo redução da queima de gás natural em flare, reinjeção de CO2 e ganhos de eficiência energética nas refinarias. Criamos uma gerência executiva focada em mudança climática, ligada à Diretoria de Relacionamento Institucional e Sustentabilidade, e almejamos manter a Petrobras no primeiro quartil da indústria em relação à baixa emissão de CO2.

Nesse sentido, revisamos nossos dez compromissos com a sustentabilidade:


O Plano Estratégico 2021-25 propõe um conjunto de estratégias que dão visibilidade a questões que se apresentaram relevantes em 2020 para o futuro da Petrobras, como por exemplo: (i) transparência e foco em sustentabilidade (ESG), em especial em relação à descarbonização das operações; (ii) fortalecimento das atividades de logística, marketing e vendas; (iii) busca por um Refino mais eficiente e sustentável - BioRefino e (iv) fortalecimento do modelo de gestão da Petrobras.

Com a execução deste Plano Estratégico, a Petrobras reafirma seu compromisso de se tornar uma companhia mais robusta financeiramente, com baixo endividamento e custo de capital, focada  em  ativos  de  óleo  e  gás  de  classe  mundial e geração de valor,  atuando sempre  de forma ética e transparente, com segurança em suas operações e respeito às pessoas e ao meio ambiente.

PETROBRAS. REUTERS. 26 DE NOVEMBRO DE 2020. Petrobras reduz plano de investimentos com queda do preço do petróleo
By Sabrina Valle

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras cortou seu plano de investimento de cinco anos em 27% em relação ao anterior para 55 bilhões de dólares visando preservar o caixa, já que a pandemia de coronavírus derrubou a demanda e os preços globais do petróleo.

Em um comunicado na noite de quarta-feira, a Petrobras disse que vai se concentrar nos produtivos campos de petróleo do pré-sal, uma vez que vende ativos não essenciais para reduzir a dívida.

A Petrobras disse que planeja investir 46 bilhões de dólares, ou 84% do total dos investimentos, em exploração e produção. Isso se compara a 64 bilhões de dólares do programa anterior.

A empresa disse que limitará a aprovação de investimentos a novos projetos que possam ser lucrativos com preços do petróleo tão baixos quanto 35 dólares o barril.

Antes da pandemia, em novembro de 2019, a Petrobras disse que iria investir 75,7 bilhões de dólares entre 2021 e 2024.

O corte de gastos vai reduzir a produção diária da Petrobras para cerca de 2,75 milhões de barris de óleo equivalente (boe) em 2021, ante uma produção projetada de 2,84 milhões de barris por dia em 2020.

A produção de petróleo foi estimada em 2,23 milhões de barris por dia em 2021, subindo para 2,3 milhões em 2022 e depois para 2,5 milhões de barris ao dia em 2023.

Em relatório, o Credit Suisse considerou um pouco decepcionante a projeção de 2021.

“A produção é o tema mais polêmico do plano, e o culpado é o impacto potencial dos desinvestimentos na curva de produção”, afirmou o banco.

“No curto prazo, a curva de produção decepcionou nossas expectativas (2,23 milhões de barris por dia versus 2,3 milhões de barris por dia em 2021) e a explicação pode estar parcialmente relacionada a desinvestimentos em 2020 e o adiamento das paradas de manutenção de 2020 para 2021, devido às restrições a bordo relacionadas à Covid-19”, comentou o Credit Suisse.

No longo prazo, a curva de produção de petróleo é 200 mil barris por dia menor do que o plano anterior, mas ainda cresce até 2,7 milhões de barris por dia, em 2025, “acima de nossas estimativas (2,4 milhões de barris por dia)”, disse.

A Petrobras ponderou que a projeção de 2,75 milhões de boed para 2021 não inclui o desinvestimento já ocorrido em Baúna e os desinvestimentos a ocorrerem em 2020.

A produção de petróleo e gás natural deve subir para 3,3 milhões de boe por dia até 2024 e se manter estável em 2025, disse a empresa.

A Petrobras estabeleceu sua meta de dívida bruta em 67 bilhões de dólares para 2021 e confirmou seus planos de reduzir a dívida para 60 bilhões de dólares em 2022.

O Credit Suisse disse ainda que, de modo geral, a Petrobras terá um portfólio “mais lucrativo, embora menor”.

As operações de ‘upstream’ da Petrobras também vão se tornar cada vez mais resilientes aos preços mais baixos do petróleo, dado um preço Brent de equilíbrio máximo de 35 dólares/barril em novos projetos”, disse o banco.

A empresa anunciou ainda planos para reduzir as emissões totais de gases de efeito estufa de suas operações em 25% até 2030.

Com reportagem adicional de Paula Arend Laier


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LGCJ.: