US ECONOMICS
Happy July 4th for all Americans! Enjoy the Holiday!
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ORGANISMS
INTERNATIONAL TRADE - VALUE CHAINS
THE WORLD BANK GROUP. JULY 01, 2019. How important are Global Value Chains for development?
PINELOPI GOLDBERG

Following an intense research and writing process over the last 10 months, I am pleased to announce that a draft of the World Development Report (WDR) 2020 – Trading for Developing in the Age of Global Value Chains is now available online for public comment.
Why Global Value Chains (GVCs) and why now?
The World Bank’s last report on trade was more than thirty years ago – WDR 1987 Industrialization and Foreign Trade. In the meantime:
- Trade’s share of GDP globally has doubled;
- Average income grew by 24 percent globally;
- Poverty declined from 35 percent to 10 percent;
- The income of the bottom 40 percent of the world population increased by close to 50 percent.
Through all this, global value chains has emerged as the dominant mode of doing international business.
While several GVC reports have been written, the 2020 WDR marks a milestone in the following respects:
- The report approaches the topic from a development perspective, whereas much of the literature to date focuses on advanced countries and a few large developing countries.
- The report showcases and advocates the need for new types of data and analysis on the determinants of GVC participation and the consequences for economic growth, inequality, poverty, employment, and the environment.
- The report also looks ahead at how new technologies and changing trade policies may affect the prospects for development through GVCs.
Tackling the big issues
How important are GVCs for development? We approached this topic with an open and objective mind, determined to discuss both the pros and cons of GVC-led economic growth and development.
I was myself surprised by the extent to which GVCs made a difference. We found that GVC trade in the past 30 years has accelerated economic growth and reduced poverty greatly. It has enabled an unprecedented convergence: poor countries grew faster and began to catch up with richer countries. Productivity and incomes rose in countries that became integral to global value chains—China, Vietnam, and Bangladesh, among others. And the steepest declines in poverty occurred in precisely those countries.
One of the most exciting findings is that all empirical evidence – from cross-country, to sector, to firm-level – supports a picture of GVCs greatly boosting productivity and incomes. In contrast to “standard” trade carried out in anonymous markets, GVCs typically involve long-term firm-to-firm relationships. This “relational” nature of GVCs makes them a particularly powerful engine for growth, as they represent a natural vehicle for technology transfer. Firms have a shared interest in specializing in specific tasks, exchanging technology and learning from each other. This is most easily done in the context of longer-term firm-to-firm relationships.
But not all our findings are positive. There is strong evidence that the gains from GVC trade are being distributed unequally within and across countries. This evidence has improved our understanding of why some workers, firms, and communities have been hurt by globalization as well as where environmental risks have arisen. It has helped us reflect on strategies that promote GVC participation as well as policies that ensure a fair distribution of benefits across society and containment of potential environmental costs amidst a future of rapid technological change and policy uncertainty.
The draft concludes that GVCs can continue to boost growth, create better jobs and reduce poverty, provided developing countries implement deeper reforms and industrialized countries pursue open, inclusive, and predictable policies. Importantly, if countries fail to invest in human capital, they may end up in a middle-income trap and miss out on the next stage of development. The evidence also indicates that technological change is likely to be more a boon than a curse for trade and GVCs. The benefits of GVC participation can be widely shared and sustainable if all countries enhance social and environmental protection.
We want to hear from you
I am sure you have many questions, and I hope we manage to answer most of them.
I encourage you to review the draft to learn more about our analysis and findings, and to provide feedback based on your own experience. Please do share your views in the comments section below or via email, preferably by the end of July. The team will continue to work on the draft through the summer and we welcome all input. The final Report will be published in October.
FULL DOCUMENT: https://blogs.worldbank.org/developmenttalk/how-important-are-global-value-chains-development-read-new-wdr2020-draft-report-and?cid=ECR_E_NewsletterWeekly_EN_EXT&deliveryName=DM15503
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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS
COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO / MERCOSUL - EUA
BRASIL. ARGENTINA. EUA. PORTAL G1. 04/07/2019. Macri diz que discute com o Brasil acordo de livre comércio com os EUA. 'Estamos falando com o Brasil para termos um acordo de livre comércio com os EUA', afirmou, em discurso, o presidente argentino.
O presidente da Argentina, Mauricio Macri, afirmou nesta quinta-feira (4) que o vizinho sul-americano e o Brasil estão negociando um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, segundo jornais argentinos. A declaração foi dada em um evento para celebrar o dia das pequenas empresas.
Horas antes, o ministro argentino das Relações Exteriores, Jorge Faurie, havia dito que existia a possibilidade de avançar em um pacto com o governo de Donald Trump.
“O ministro de Relações Exteriores me disse que estamos falando com o Brasil para termos um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. O mundo se interessa por se relacionar conosco", disse Macri.
O presidente da Argentina também falou do acordo que foi assinado pelo Mercosul e União Europeia. Trata-se de uma oportunidade histórica, de acordo com ele, e que um mercado de 500 milhões de pessoas se abre para os produtores dos países latino-americanos.
“Precisamos nos preparar para sair do isolamento”, afirmou.
VENEZUELA
ONU. VENEZUELA. REUTERS. 4 DE JULHO DE 2019. Esquadrões da morte da Venezuela matam jovens e forjam circunstâncias, diz ONU
Por Tom Miles
3 MIN, DE LEITURA
GENEBRA (Reuters) - Forças de segurança da Venezuela estão enviando esquadrões da morte para assassinar homens jovens e forjar as cenas para parecer que as vítimas resistiram à prisão, disse a Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório emitido por sua chefe de direitos humanos nesta quinta-feira.
Números do governo mostraram que as mortes atribuídas a criminosos que resistiram à prisão alcançaram 5.287 no ano passado e 1.569 até 19 de maio deste ano. O relatório da ONU disse que muitas delas parecem ter sido execuções extrajudiciais.
As famílias de 20 homens descreveram como mascarados das Forças de Ação Especial da Venezuela (FAES) vestidos de preto chegaram em picapes pretas sem placas. Segundo os relatos, os esquadrões da morte invadiram as casas, levaram pertences e agrediram mulheres e meninas, às vezes arrancando suas roupas.
“Eles separavam homens jovens de outros familiares antes de baleá-los”, disse o relatório.
“Em todos os casos, testemunhas relataram com o FAES manipulou a cena do crime e as provas. Eles plantavam armas e drogas e disparavam contra as paredes ou para o alto para insinuar um confronto e para mostrar que a vítima ‘resistiu à autoridade’”.
A chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, visitou a Venezuela no mês passado e apresentará o relatório ao Conselho de Direitos Humanos da entidade na sexta-feira.
O relatório disse que os assassinatos são parte de uma estratégia do governo do presidente Nicolás Maduro que visa “neutralizar, reprimir e criminalizar oponentes políticos e pessoas críticas do governo” que se acelerou desde 2016.
A ONU também divulgou uma resposta por escrito do governo venezuelano às suas conclusões, que classificou o relatório como uma “visão seletiva e abertamente parcial” sobre a situação dos direitos humanos no país sul-americano e argumentou que a ONU contou com “fontes que carecem de objetividade” e que ignorou informações oficiais.
(Por Tom Miles, em Genebra, e Luc Cohen, em Caracas)
INVESTIMENTO
IPEA. 04/07/2019. Indicador Ipea de Investimentos aponta alta de 1,3% em maio. A importação de bens de capital teve maior crescimento no período
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou nesta quinta-feira, 04, o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que registrou alta de 1,3% em maio em relação a abril de 2019, na série com ajuste sazonal. Os investimentos aceleraram também no acumulado em doze meses, passando de 2,7% em abril para 4,2% em maio. A FBCF é um dos componentes do PIB pelo lado da demanda e seu crescimento sinaliza um aumento da capacidade produtiva das empresas, refletindo a melhora da confiança dos empresários nos negócios.
No trimestre móvel encerrado em maio, também houve crescimento de 1,3%. Quando comparado com o mês de maio do ano passado, o indicador registrou crescimento de 13,9%, influenciado, parcialmente, pelos efeitos da greve dos caminhoneiros em 2018, que geraram uma base de comparação deprimida.
A FBCF é composta por três itens: consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came), construção civil e outros. Apenas a construção civil apresentou desempenho negativo em maio deste ano: queda de 0,8% sobre o período anterior. O Came – cuja estimativa corresponde à produção interna descontadas as exportações e acrescidas as importações – cresceu 3,9% em maio deste ano. Entre os componentes do Came, o destaque vai para a importação de bens de capital, que avançou 16,1% (compensando a queda de 11,6% em abril). A produção nacional avançou 2%. O componente classificado como “outros ativos fixos” teve alta de 0,6% no período, contribuindo para o resultado positivo dos investimentos.
Na comparação com maio de 2018, os três itens da FBCF tiveram forte variação positiva, principalmente o Came, que, em maio de 2019, ficou 23,7% acima do observado no mesmo período do ano passado. O indicador da construção civil cresceu 8,7% e os outros ativos fixos cresceram 6,4% em relação ao mês de maio de 2018.
Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2019/07/04/indicador-ipea-mensal-de-fbcf-maio-de-2019/
SETOR AUTOMOTIVO / MERCOSUL - UE
ANFAVEA. PORTAL G1. 04/07/2019. Anfavea vê ameaça de carros da UE à indústria brasileira e convoca 'corrida contra o tempo' por competitividade. Para presidente da associação das montadoras, Brasil terá de melhorar custos de produção para enfrentar concorrência e exportar mais após acordo que prevê tarifa zero para bloco europeu.
Por Luciana de Oliveira e André Paixão, G1 — São Paulo
Apesar de comemorar o acordo, a associação das montadoras (Anfavea) entende que o fim do imposto de importação para carros feitos na União Europeia pode ser uma ameaça à indústria automotiva brasileira e convocou uma "corrida contra o tempo" por competitividade.
A eliminação da tarifa está prevista no recém-anunciado acordo entre o bloco e os países do Mercosul, que ainda não tem data para começar a valer -- para a Anfavea, isso deve demorar 2 anos.
Quando ele entrar em vigor, os veículos europeus terão tarifa reduzida gradualmente, até ela ser eliminada, dentro de 15 anos.
O novo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, disse nesta quinta-feira (4) que agora a indústria nacional tem um prazo para buscar mais competitividade, referindo-se ao tempo até que o imposto para a UE seja zerado.
"O (eventual) aumento da importação é uma ameaça, mas a gente tem que atacar isso", afirmou Moraes. "Atacar a competitividade torna-se (algo) para ontem."
Por competitividade, entende-se custo de produção de um carro no país.
A Anfavea não diz não ter calculado o quão mais caro é fazer um automóvel no Brasil, mas divulgou, no começo do ano, um estudo comparando a indústria local com a mexicana, uma das que mais exportam.
De acordo com o levantamento, produzir um carro no México custa 18% menos do que no Brasil, sendo as principais diferenças em (gastos com) materiais e logística. "O 'gap' (diferença) em relação à União Europeia certamente é muito maior", afirmou Moraes.
Segundo o executivo, o Brasil precisa ser mais competitivo não só por conta do acordo com a UE, mas porque outros pactos serão acertados.
"Vem (acordo) com Japão, Canadá e Coreia do Sul", adiantou.
Ainda nesta quarta, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, disse que discute com o Brasil um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
Considerando a chance de exportar mais, o presidente da Anfavea entende que não é o caso de a indústria local se equiparar aos europeus em todos os produtos, mas "focar no que a gente pode ser melhor".
Como exemplo, Moraes citou a possibilidade de produzir e vender ao exterior carros híbridos que aceitem gasolina e etanol, uma novidade já anunciada pela Toyota para o mercado nacional.
Mesmo tendo reconhecido desafios para as montadoras, o executivo comemorou o acordo como um todo: "Agora estamos na Champions League (Liga dos Campeões, o maior torneio do futebol europeu)".
E destacou que a indústria automotiva também poderá ser beneficiada por medidas ligadas a outros setores, como o agronegócio.
O Brasil exporta para a UE?
O presidente da Anfavea informou que o novo acordo também prevê redução de tarifas pelo bloco europeu para carros fabricados no Mercosul, contrapartida que não fica clara nos textos preliminares divulgados até agora pelo governo e a União Europeia.
Esses princípios ainda serão revisados e o texto final do pacto terá de ser aprovado pelo Parlamento Europeu e os congressos de todos os países do bloco sul-americano.
"A UE vai reduzir tarifas de importação (para carros do Mercosul) em até 90% em 10 anos", afirmou Moraes.
Mas a exportação para a Europa ainda é baixa. Segundo a associação, o Brasil vendeu cerca de 2 mil veículos para o bloco no ano passado, a maioria carros. O montante é pouco perto dos 630 mil exportados ao longo de 2018, a grande maioria para a Argentina.
De acordo com dados do antigo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), em termos de valores, ao todo, foram vendidos US$ 5,1 bilhões em carros para o exterior no ano passado.
Desse montante, pouco mais de US$ 13 milhões foram em exportações para a União Europeia, o que representa menos de 0,3% do total.
Entre os países do bloco europeu, a Alemanha foi quem mais comprou carros brasileiros, ainda pelo ranking em valores. Foram US$ 4,8 milhões, em 2018. Em seguida ficaram Bélgica (US$ 4,5 milhões), França (US$ 1,1 milhão) e Itália (US$ 686 mil).
15% dos carros vêm da UE
A balança comercial entre União Europeia e Brasil, considerando a venda de carros, ainda é bem desequilibrada.
Tendo vendido cerca de US$ 13 milhões ao bloco europeu, o Brasil comprou US$ 661 milhões em automóveis da UE no ano passado, ainda segundo dados do governo federal.
O valor equivale a 15,6% do total de importações de carros, que foi de US$ 4,19 bilhões.
A maior parte dos modelos trazidos de fora do Brasil vem da Argentina, onde a maioria das grandes marcas têm fábrica, aproveitando a isenção da tarifa de importação e do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI), vantagens que existem para comércio entre países do bloco sul-americano.
Entre os europeus, a Alemanha também foi quem mais exportou veículos para o Brasil no ano passado, ainda em termos de valores: US$ 253 milhões, ou pouco mais de 5% do total comercializado.
Em seguida, aparecem Reino Unido (US$ 131 milhões), França (US$ 86,4 milhões) e Suécia (US$ 48,9 milhões).
Redução gradual do imposto
A redução de imposto de importação do Mercosul para carros da União Europeia acontecerá de duas formas, segundo a Anfavea:
- primeiro, uma cota anual de 50 mil veículos (32 mil só para o Brasil) vai pagar metade da alíquota, que hoje é de 35%. Isso vale para os primeiros 7 anos do acordo;
- a partir do 8º ano, o imposto começa a cair para todos os carros da UE, gradualmente. As alíquotas devem ficar assim:
- ano 8: 28,4%
- ano 9: 21,7%
- ano 10: 15%
- ano 11: 12,5%
- ano 12: 10%
- ano 13: 7,5%
- ano 14: 5%
- ano 15%: 2,5%
- ano 16: zero
Também haverá redução "linear" do imposto para autopeças, diz a associação, entre 10 e 15 anos.
AVIAÇÃO
EMBRAER. PORTAL G1. 04/07/2019. Embraer vai transferir montagem de jatos executivos de S. José para Gavião Peixoto até fim do ano. Empresa informou que vai transferir linha de montagem final da aviação executiva e que funcionários serão transferidos ou realocados. Sindicato aponta risco de demissões.
A Embraer informou nesta quinta-feira (4) que vai transferir a linha de montagem final da aviação executiva da sede da empresa em São José dos Campos (SP) para Gavião Peixoto (SP) até o fim do ano. O setor tem cerca de 300 funcionários, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, e é responsável pela produção dos modelos Legacy e Praetor. O processo irá causar transferência e demissões de funcionários, segundo a entidade.
De acordo com uma nota da empresa, os funcionários foram informados nesta quarta-feira (3) sobre o cronograma de transferência, que deve ocorrer ao longo do segundo semestre. A Embraer também comunicou a realocação de outros funcionários da linha de montagem da aviação executiva para a unidade de Eugênio de Melo, distrito de São José.
O sindicato afirma que tentou uma reunião com a direção da empresa para obter detalhes, mas que a Embraer se negou a receber os representantes da entidade.
“Trabalhadores estão apreensivos. A priori, são 100 trabalhadores que devem ser demitidos por não haver perspectiva de vaga em Gavião Peixoto. Tem gente que quer ir para lá e a empresa falou que ainda vai avaliar”, disse Herbert Claros, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos.
Segundo a entidade, na fábrica de Eugênio de Melo são produzidas as partes elétricas e de tubulação das aeronaves e, a princípio, somente engenheiros teriam a possibilidade de transferência. A unidade tem 1,5 mil funcionários. Já a sede, tem 13 mil empregados.
O que diz a Embraer
Procurada pelo G1, a empresa ressaltou que já vem conversando com os empregados e que não havia necessidade da intermediação sindical no processo. A Embraer ainda afirmou que um grupo aceitou a opção de transferência e um segundo grupo foi realocado para a unidade de Eugênio de Melo. A empresa busca oportunidades para empregados que não aceitaram transferência.
Novo quadro
A sede da Embraer em São José concentra concentra atividades de aviação comercial e apenas uma parte é responsável pela montagem final dos jatos executivos.
A Boeing Brasil, que ocupará o lugar da fabricante em São José, vai atuar no segmento das aeronaves comerciais. Segundo a Embraer, empregados da aviação executiva ou defesa, estão sendo remanejados para Eugênio de Melo ou Gavião Peixoto.
Em janeiro, Embraer e Boeing assinaram os termos do acordo do controle dos negócios de aviação comercial da Embraer para a Boeing, após terem assinado memorando de entendimento em julho de 2018.
ANFAVEA. PORTAL G1. 04/07/2019. Produção de veículos no Brasil cresce 2,8% no 1º semestre. Avanço é na comparação com o mesmo período do ano passado. Exportações caem mais de 40% no período.
Por Luciana Oliveira, G1 — São Paulo
A produção de carros, caminhões e ônibus no Brasil subiu 2,8% no primeiro semestre do ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, afirmou nesta quinta-feira (4) a associação que representa as montadoras (Anfavea). Já as exportações do setor caíram 41,5% no período.
Saíram das fábricas instaladas no país um total de 1,47 milhão de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), caminhões e ônibus de janeiro a junho, contra 1,43 milhão no primeiro semestre de 2018.
No comparativo entre junho deste ano com o mesmo mês do ano passado, a produção diminuiu 9%, saindo de 256,3 mil unidades em 2018 para 233,1 mil em 2019.
"A média diária de vendas de carros em junho foi a melhor para o mês desde 2015", diz o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.
Já em relação a maio, a queda é 15,5%, quando foram produzidos 275,7 mil veículos no mês. Segundo a associação, a baixa é explicada por férias coletivas nas montadoras e 2 dias úteis a menos (3 dias no caso dos caminhões).
Produção de veículos no Brasil
Nos primeiros seis meses de 2019
fevereiro
● : 257.039
● : 257.039
Fonte: Anfaves
Para este ano, a Anfavea manteve a estimativa de crescimento de 9% na produção de veículos, sendo uma alta de 8,9% no segmento de automóveis e veículos leves e uma queda de 11,9% no segmento de veículos pesados (caminhões e ônibus).
"O jogo não acabou", diz Moraes.
"Diferente de economistas que falam que 2019 já foi, acho que ainda estamos no meio do jogo. Não mexemos (nas projeções) por conta do 'segundo tempo'", continuou o presidente da Anfavea falando que o "segundo tempo" depende do Congresso, sobretudo com a reforma da Previdência, que ainda não foi votada.
Moraes afirmou que o otimismo para o segundo semestre está apoiado na redução dos juros e no aumento da oferta de crédito, que, segundo ele, já está crescendo.
Exportações em queda
Em receita, os embarques de veículos somaram US$3,53 bilhões, queda de 46,4% ante 2018, quando o faturamento foi de US$ 6,59 bilhões.
A associação decidiu rever para baixo as projeções de vendas de veículos ao exterior, esperando uma queda de 28,5% em 2019.
Sobre a as exportações menores, o presidente da Anfavea afirmou que é "basicamente, responsabilidade do mercado argentino". Apesar da diminuição nas vendas para o exterior, Luiz Carlos Moraes considera que o estoque de veículos "está sob controle".
A maior queda foi registrada no segmento de caminhões: baixa de 58,6% no comparativo anual.
Acordo Mercosul-UE
A Anfavea acredita que o acordo comercial entre União Europeia e Mercosul deve entrar em vigor em dois anos.
O presidente da associação afirma que haverá redução da tarifa de importação na UE para veículos do Mercosul, que podem cair até 90% em até 10 anos. Mas não haverá cotas com tarifa menor imediatamente, como no caso dos veículos feitos na UE que chegarão ao bloco da América do Sul.
Luiz Carlos Moraes disse também que deverão vir acordos comerciais com Japão, Canadá e Coreia do Sul.
Licenciamentos
Os licenciamentos de veículos nos primeiros seis meses de 2019 cresceram 12,1% na comparação com o ano passado. Foram 1,31 milhão de veículos licenciados no período contra 1,17 milhão de unidades registradas no ano passado.
No comparativo mensal, foram 223,2 mil veículos licenciados em junho deste ano ante 202 mil unidades registradas no mesmo mês de 2018.
Na comparação com maio deste ano, os licenciamentos caíram 9,1%, quando foram licenciados 245,4 mil veículos.
Produção por segmento
A produção de ônibus caiu 6,2% na comparação com os seis primeiros meses de 2018, saindo de 14,9 mil unidades produzidas para 14 mil.
Nos outros segmentos houve crescimento, com avanço de 2,5% nos automóveis e comerciais leves, produzindo 1,40 milhão de veículos contra 1,36 milhão do ano passado.
No caminhões, o crescimento foi de 11,8%, chegando a 55,4 mil unidades ante 49,5 mil veículos produzidos no primeiro semestre de 2018.
CARTA DA ANFAVEA JULHO/2019: http://www.anfavea.com.br/cartas/carta398.pdf
POUPANÇA
BACEN. 04 Junho 2019. BC divulga Relatório de Poupança de junho de 2019.
DOCUMENTO: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/16799/nota
BACEN. PORTAL G1. 04/07/2019. Depósitos da poupança em junho superam saques em R$ 2,497 bi, diz Banco Central. Nos seis primeiros meses do ano, caderneta de poupança segue com saldo negativo, com saques superando depósitos em R$ 14,499 bilhões. Resultado foi divulgado nesta quinta-feira (4).
Por Laís Lis, G1 — Brasília
O Banco Central informou nesta quinta-feira (4) que, em junho, os depósitos da caderneta de poupança superaram os saques em R$ 2,497 bilhões.
De acordo com a autoridade monetária, nos seis primeiros meses deste ano, a poupança acumula, ao todo, resultado negativo, com os saques superando os depósitos em R$ 14,499 bilhões.
Junho, ainda segundo o Banco Central, foi o segundo mês do ano em que os depósitos superaram os saques. O outro mês de resultado positivo no ano foi março, quando os depósitos superaram os saques em R$ 1,852 bilhão.
O BC informou que o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado na poupança, registrou aumento em junho.
Em maio, o saldo da poupança estava em R$ 795,160 bilhões. No mês seguinte, passou para R$ 800,647 bilhões.
Além dos depósitos e dos saques, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em junho, os rendimentos somaram R$ 2,989 bilhões.
Atratividade da poupança
Apesar de ser o investimento mais conhecido entre os brasileiros, com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018 e a manutenção desde então da taxa Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos.
Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo Banco Central.
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LGCJ.: