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June 8, 2019


US ECONOMICS



US - MEXICO


U.S. Department of State. JUNE 7, 2019. Conclusion of Negotiations with Mexico. MICHAEL R. POMPEO, SECRETARY OF STATE

WASHINGTON, DC - We would like to thank Mexican Foreign Minister Marcelo Ebrard for his hard work to negotiate a set of joint obligations that benefit both the United States and Mexico. The United States looks forward to working alongside Mexico to fulfill these commitments so that we can stem the tide of illegal migration across our southern border and to make our border strong and secure.

U.S. Department of State. JUNE 7, 2019. U.S.-Mexico Joint Declaration

WASHINGTON, DC - The United States and Mexico met this week to address the shared challenges of irregular migration, to include the entry of migrants into the United States in violation of U.S. law. Given the dramatic increase in migrants moving from Central America through Mexico to the United States, both countries recognize the vital importance of rapidly resolving the humanitarian emergency and security situation. The Governments of the United States and Mexico will work together to immediately implement a durable solution.

As a result of these discussions, the United States and Mexico commit to:

Mexican Enforcement Surge

Mexico will take unprecedented steps to increase enforcement to curb irregular migration, to include the deployment of its National Guard throughout Mexico, giving priority to its southern border. Mexico is also taking decisive action to dismantle human smuggling and trafficking organizations as well as their illicit financial and transportation networks. Additionally, the United States and Mexico commit to strengthen bilateral cooperation, including information sharing and coordinated actions to better protect and secure our common border.

Migrant Protection Protocols

The United States will immediately expand the implementation of the existing Migrant Protection Protocols across its entire Southern Border. This means that those crossing the U.S. Southern Border to seek asylum will be rapidly returned to Mexico where they may await the adjudication of their asylum claims.

In response, Mexico will authorize the entrance of all of those individuals for humanitarian reasons, in compliance with its international obligations, while they await the adjudication of their asylum claims. Mexico will also offer jobs, healthcare and education according to its principles.

The United States commits to work to accelerate the adjudication of asylum claims and to conclude removal proceedings as expeditiously as possible.

Further Actions

Both parties also agree that, in the event the measures adopted do not have the expected results, they will take further actions. Therefore, the United States and Mexico will continue their discussions on the terms of additional understandings to address irregular migrant flows and asylum issues, to be completed and announced within 90 days, if necessary.

Ongoing Regional Strategy

The United States and Mexico reiterate their previous statement of December 18, 2018, that both countries recognize the strong links between promoting development and economic growth in southern Mexico and the success of promoting prosperity, good governance and security in Central America. The United States and Mexico welcome the Comprehensive Development Plan launched by the Government of Mexico in concert with the Governments of El Salvador, Guatemala and Honduras to promote these goals. The United States and Mexico will lead in working with regional and international partners to build a more prosperous and secure Central America to address the underlying causes of migration, so that citizens of the region can build better lives for themselves and their families at home.

EUA. MÉXICO. REUTERS. 8 DE JUNHO DE 2019. Trump cancela tarifas após México prometer maior controle sobre fronteira
Por Roberta Rampton e Diego Oré

WASHINGTON/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Os Estados Unidos e o México chegaram a um acordo na sexta-feira para evitar uma guerra tarifária, com o México concordando em expandir rapidamente um polêmico programa de asilo e enviar forças de segurança para conter o fluxo de imigrantes ilegais da América Central.

O presidente dos EUA, Donald Trump, havia ameaçado impor tarifas de importação de 5% sobre todos os produtos mexicanos a partir de segunda-feira, se o México não se comprometesse a fazer mais para controlar suas fronteiras.

Em uma declaração conjunta depois de três dias de conversas em Washington, os dois países disseram que o México concordou em expandir imediatamente para toda a fronteira um programa que envia imigrantes em busca de asilo nos Estados Unidos para o México enquanto aguardam análise de seus casos.

Trump disse que o México concordou em tomar medidas duras para “reduzir, ou eliminar” a imigração ilegal vinda do país.

No entanto, o acordo não chegou a contemplar uma demanda norte-americana de que o México aceitasse a designação de um “terceiro país seguro”, que forçaria o país a ficar permanentemente com a maioria dos que buscam asilo.

“As tarifas programadas para serem implementadas pelos EUA na segunda-feira contra o México estão, portanto, suspensas indefinidamente”, disse Trump em um tuíte na noite de sexta.

Frustrado por uma onda recente de imigrantes que sobrecarregou os recursos norte-americanos na fronteira sul, Trump tem usado a ameaça de tarifas para pressionar o México a fazer concessões.

EUA. MÉXICO. REUTERS. 7 DE JUNHO DE 2019. Trump vê "boas chances" de que um acordo de imigração seja firmado com México
Por Makini Brice e Anthony Esposito

WASHINGTON/CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira que havia uma “boa chance” de que os Estados Unidos conseguiriam chegar a um acordo com o México sobre a alta no número de migrantes em sua fronteira comum, embora o governo ainda trabalhe com um plano de impor tarifas sobre todos os produtos mexicanos na semana que vem.

Mas segundo duas fontes mexicanas, as negociações enfrentavam dificuldades diante da demanda dos EUA de que o México aceitasse mais migrantes centro-americanos sob um conceito conhecido como “terceiro país seguro”.

Trump ameaçou impor as tarifas que se iniciariam com 5% no dia 10 de junho se o governo mexicano não aceitar fazer mais para combater o aumento de um fluxo de imigrantes centro-americanos que cruzam o México para tentar entrar nos Estados Unidos.

Agentes de fronteira dos Estados Unidos apreenderam mais de 132 mil pessoas que vieram do México em maio, o maior número mensal desde 2006.

As duas partes iniciaram um terceiro dia de negociações em Washington na sexta-feira para chegar a um acordo.

“Se conseguirmos fazer um acordo com o México, e há uma boa chance que conseguiremos, eles irão começar a comprar produtos agrícolas em altos patamares, começando imediatamente”, disse Trump no Twitter. “Se não conseguirmos o acordo, o México começa a pagar tarifas de 5% na segunda-feira!”

Autoridades têm dito que as negociações estavam centradas em imigração, e não no comércio. Entretanto, as exportações agrícolas dos Estados Unidos estariam entre as maiores atingidas caso o México impusesse tarifas em retaliação. O México é o principal importador de milho, trigo, carne de porco e laticínios dos Estados Unidos por volume.

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse que é um erro para os Estados Unidos ligar imigração com comércio.

Marc Short, chefe de gabinete do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, disse na sexta-feira que os EUA estavam preparando a notificação legal sobre as tarifas sobre bens mexicanos. “Você pode esperar que isso aconteça hoje”, disse Short na Casa Branca.

A notificação pode ainda ser suspensa no final de semana pelo presidente, disse Short. Trump volta a Washington nesta sexta-feira de uma viagem à Europa.

O México está tentando evitar que a imposição de tarifas venha a ocorrer.

“É um bom sinal que as conversas não foram interrompidas”, disse López Obrador a jornalistas na Cidade do México. “Há diálogo e um acordo pode ser atingido. Eu estou otimista que conseguiremos”.



VENEZUELA



U.S. Department of State. 06/07/2019. The United States Supports Extension of Validity for Venezuelan Passports

Today, the National Assembly published a decree signed by Interim President Juan Guaido on May 21, to extend the validity of Venezuelan passports for an additional five years past their printed date of expiration.  The United States recognizes this extension of passport validity for visa issuance and other consular purposes.  Customs and Border Patrol will likewise recognize the passports covered by this decree.

Venezuelan passport holders who have been issued a passport extension will have the validity period extended by five years from the expiration date in their passport and valid for admission to the United States, as long as the traveler is otherwise admissible.  Venezuelans in the United States holding passports extended by the decree may use those passports, which will still be considered valid in accordance with the decree, for any appropriate consular purpose.  Nothing in this action alters the requirements for obtaining a U.S. visa or for admission to the United States.

CANADÁ. CUBA. VENEZUELA. REUTERS. 7 DE JUNHO DE 2019. Canadá diz que Cuba terá de desempenhar um papel no retorno da Venezuela à democracia

OTTAWA (Reuters) - Cuba terá um papel a desempenhar no retorno da Venezuela à democracia, disse a ministra das Relações Exteriores canadense, Chrystia Freeland, nesta sexta-feira, embora os governos de Ottawa e de Havana discordem sobre se o presidente Nicolás Maduro deveria continuar no cargo.

Freeland fez seus comentários em uma entrevista coletiva televisionada em Toronto, após se encontrar com o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez. Cuba é uma forte aliada de Maduro, cuja liderança é questionada por muitos governos ocidentais, que querem sua renúncia em favor do líder opositor Juan Guaidó.

O vice-presidente norte-americano, Mike Pence, pediu na semana passada que o Canadá atue mais diretamente com Cuba sobre o que Pence classifica como a “influência maligna” da ilha caribenha na crise venezuelana.

“Eu acho que estamos vendo uma convergência internacional em torno da necessidade de uma transição pacífica na Venezuela, resultando em eleições livres e justas para retornar à democracia. Cuba terá um papel a desempenhar nisso”, disse Freeland.

Quando pressionada para ser mais específica sobre o que Cuba precisa fazer, ela se recusou a responder.

O encontro de Freeland com Rodríguez foi o segundo em menos de um mês. A ministra canadense e o ministro cubano se reuniram em Havana no dia 16 de maio para conversas centradas na situação da Venezuela.

Reportagem de David Ljunggren

VENEZUELA. REUTERS. 7 DE JUNHO DE 2019. Guaidó diz que oposição venezuelana não planeja mais negociações com governo Maduro na Noruega

CARACAS (Reuters) - O líder de oposição venezuelana Juan Guaidó disse na sexta-feira que a oposição não planeja por ora participar de uma nova rodada de negociações com os representantes do presidente Nicolás Maduro na Noruega, depois que as tentativas de mediação fracassaram no mês passado sem um acordo.

Negociações buscando um acordo político para o país abalado pela crise foram interrompidas em 29 de maio, conforme representantes da oposição repetiam pedidos para que Maduro renunciasse e permitisse que um governo de transição organizasse uma eleição presidencial.

Guaidó se autodeclarou presidente interino em janeiro, citando a Constituição venezuelana, e denunciou o governo de Maduro como ilegítimo após sua reeleição no ano passado em um pleito amplamente considerado como fraudulento.

Durante um comício na cidade central de Valencia, Guaidó disse que mais conversas “não estão nos planos hoje”.

“Por que não? Por que qualquer coisa que não nos mova na direção (da renúncia de Maduro) é inútil.”

O Ministério de Informação da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Noruega tem uma longa tradição de mediação de conflitos, inclusive tendo ajudado a negociar um acordo de paz na Colômbia que levou à desmobilização do grupo guerrilheiro das Farc.

Mas as expectativas para negociações entre os dois lados da Venezuela eram baixas desde que foram reveladas no mês passado. A oposição perdeu a fé na possibilidade de diálogo com o governo Maduro depois de reuniões em 2016 e 2018 que terminaram em recriminações e sem acordo.



EMPLOYMENT



DoL. BEA. June 7, 2019. THE EMPLOYMENT SITUATION -- MAY 2019

Total nonfarm payroll employment edged up in May (+75,000), and the
unemployment rate remained at 3.6 percent, the U.S. Bureau of Labor
Statistics reported today. Employment continued to trend up in
professional and business services and in health care.

This news release presents statistics from two monthly surveys. The
household survey measures labor force status, including unemployment,
by demographic characteristics. The establishment survey measures
nonfarm employment, hours, and earnings by industry. For more
information about the concepts and statistical methodology used in
these two surveys, see the Technical Note.

Household Survey Data

The unemployment rate remained at 3.6 percent in May, and the number
of unemployed persons was little changed at 5.9 million. (See table
A-1.)

Among the major worker groups, the unemployment rates for adult men
(3.3 percent), adult women (3.2 percent), teenagers (12.7 percent),
Whites (3.3 percent), Blacks (6.2 percent), Asians (2.5 percent),
and Hispanics (4.2 percent) showed little or no change in May. (See
tables A-1, A-2, and A-3.)

In May, the number of persons unemployed less than 5 weeks increased
by 243,000 to 2.1 million, following a decline in April. The number
of long-term unemployed (those jobless for 27 weeks or more), at 1.3
million, changed little over the month and accounted for 22.4 percent
of the unemployed. (See table A-12.)

Both the labor force participation rate, at 62.8 percent, and the
employment-population ratio, at 60.6 percent, were unchanged in May.
(See table A-1.)

The number of persons employed part time for economic reasons
(sometimes referred to as involuntary part-time workers) declined
by 299,000 in May to 4.4 million. These individuals, who would have
preferred full-time employment, were working part time because their
hours had been reduced or they were unable to find full-time jobs.
Over the past 12 months, the number of involuntary part-time workers
has declined by 565,000. (See table A-8.)

In May, 1.4 million persons were marginally attached to the labor
force, little changed from a year earlier. (Data are not seasonally
adjusted.) These individuals were not in the labor force, wanted and
were available for work, and had looked for a job sometime in the
prior 12 months. They were not counted as unemployed because they had
not searched for work in the 4 weeks preceding the survey. (See table
A-16.)

Among the marginally attached, there were 338,000 discouraged workers
in May, little changed from a year earlier. (Data are not seasonally
adjusted.) Discouraged workers are persons not currently looking for
work because they believe no jobs are available for them. The remaining
1.1 million persons marginally attached to the labor force in May had
not searched for work for reasons such as school attendance or family
responsibilities. (See table A-16.)

Establishment Survey Data

Total nonfarm payroll employment edged up in May (+75,000). Monthly
job gains have averaged 164,000 in 2019, compared with an average gain
of 223,000 per month in 2018. In May, employment continued to trend up
in professional and business services and in health care. (See table
B-1.)

Employment in professional and business services continued to trend up
over the month (+33,000) and has increased by 498,000 over the past 12
months.

Employment in health care continued its upward trend in May (+16,000).
The industry has added 391,000 jobs over the past 12 months.

Construction employment changed little in May (+4,000), following an
increase of 30,000 in April. The industry has added 215,000 jobs over
the past 12 months.

Employment showed little change in May in other major industries,
including mining, manufacturing, wholesale trade, retail trade,
transportation and warehousing, information, financial activities,
leisure and hospitality, and government.   

In May, average hourly earnings for all employees on private nonfarm
payrolls increased by 6 cents to $27.83. Over the year, average hourly
earnings have increased by 3.1 percent. Average hourly earnings of
private-sector production and nonsupervisory employees increased by
7 cents to $23.38 in May. (See tables B-3 and B-8.)

The average workweek for all employees on private nonfarm payrolls was
unchanged at 34.4 hours in May. In manufacturing, the average workweek
and overtime hours were unchanged at 40.6 hours and 3.4 hours, respectively.
The average workweek for production and nonsupervisory employees on private
nonfarm payrolls edged down by 0.1 hour to 33.6 hours. (See tables B-2
and B-7.)

The change in total nonfarm payroll employment for March was revised down
from +189,000 to +153,000, and the change for April was revised down from
+263,000 to +224,000. With these revisions, employment gains in March and
April combined were 75,000 less than previously reported. (Monthly revisions
result from additional reports received from businesses and government
agencies since the last published estimates and from the recalculation of
seasonal factors.) After revisions, job gains have averaged 151,000 per
month over the last 3 months.

FULL DOCUMENT: https://www.bls.gov/news.release/pdf/empsit.pdf



CONSUMER CREDIT
.


FED. June 7, 2019. Consumer Credit April 2019

In April, consumer credit increased at a seasonally adjusted annual rate of 5-1/4 percent. Revolving credit increased at an annual rate of 8 percent, while nonrevolving credit increased at an annual rate of 4-1/4 percent.

FULL DOCUMENT: https://www.federalreserve.gov/releases/g19/current/default.htm



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



BRASIL - MÉXICO



MRE. AIG. NOTA-153. 07 de Junho de 2019. Nota Conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Economia sobre as negociações comerciais com o México

Foi realizada, em 30 e 31 de maio, na Cidade do México, reunião bilateral com vistas à ampliação do comércio entre Brasil e México. A delegação brasileira foi chefiada pelo Secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Ministério das Relações Exteriores, Embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, e pelo Secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz. Pelo lado mexicano, chefiou a delegação a Subsecretária de Comércio Exterior da Secretaria de Economia, Dra. Luz María de la Mora.

Com o objetivo de fortalecer o comércio e o investimento entre os dois países, o Brasil afirmou estar pronto para negociar acordo bilateral ambicioso com vistas ao livre comércio entre as duas maiores economias latino-americanas. Na ocasião, acordou-se avançar na ampliação do Acordo de Complementação Econômica 53 e, em paralelo, nas negociações sobre o comércio automotivo bilateral, sob a égide do Acordo de Complementação Econômica 55.

BRASIL. MÉXICO. REUTERS. 7 DE JUNHO DE 2019. Brasil afirma estar pronto para negociar acordo bilateral "ambicioso" com México

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil está pronto para negociar um acordo bilateral “ambicioso” com o México que permita livre comércio entre os dois países, informaram nesta sexta-feira os ministérios da Economia e das Relações Exteriores, em nota conjunta.

Representantes dos dois países se reuniram nos dias 30 e 31 de maio na Cidade do México para tratar de ampliação do comércio entre as duas maiores economias da América Latina.

A delegação brasileira foi chefiada pelo secretário de Negociações Bilaterais e Regionais nas Américas do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Pedro Miguel da Costa e Silva, e pelo secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Lucas Ferraz.

A delegação mexicana foi liderada pela subsecretária de Comércio Exterior da Secretaria de Economia, dra. Luz María de la Mora.

“Na ocasião, acordou-se avançar na ampliação do Acordo de Complementação Econômica 53 e, em paralelo, nas negociações sobre o comércio automotivo bilateral, sob a égide do Acordo de Complementação Econômica 55”, afirmou a nota.

As tentativas dos dois países de estreitar laços vêm num momento em que o México sofre ameaças tarifárias dos Estados Unidos.

Em maio, o México renovou uma cota sem tarifa para 55 mil toneladas de importação do frango brasileiro, em meio a problemas na produção mexicana devido a surtos de gripe aviária.

Por Mateus Maia; edição de José de Castro



BRASIL - URUGUAI



MRE. AIG. NOTA-152. 07 de Junho de 2019. Visita ao Brasil do ministro das Relações Exteriores da República Oriental do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa – Brasília, 7 de junho de 2019

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, realizará visita a Brasília no dia 7 de junho de 2019, ocasião em que manterá encontro de trabalho com o chanceler Ernesto Araújo.

Os ministros discutirão os principais temas da agenda bilateral, com ênfase em comércio e investimentos; combate a crimes transnacionais; cooperação científica e tecnológica; infraestrutura e integração fronteiriça. Passarão em revista, igualmente, temas da agenda regional, em particular o fortalecimento do MERCOSUL e as negociações externas do bloco.

O Brasil é o principal fornecedor de bens e o segundo maior parceiro comercial do Uruguai. Em 2018, o intercâmbio comercial aumentou 13,5% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 4,2 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 1,8 bilhão.

Relações bilaterais

O Uruguai é um dos principais parceiros do Brasil na América do Sul. Os vínculos históricos, políticos e humanos entre os dois países permitem elevado grau de confiança mútua, que permeia todos os aspectos da relação bilateral. A cooperação entre os dois países é abrangente, perpassando os campos político, econômico, tecnológico, cultural e social.

A crescente integração econômica tem beneficiado a economia e a indústria dos dois países. Entre 2008 e 2018, a corrente de comércio bilateral elevou-se de US$ 2,6 bilhões para US$ 4,2 bilhões. Apenas no ano de 2018, o comércio bilateral cresceu 13,5%, com aumento das exportações (US$ 3 bilhões; +28,1%) e queda das importações brasileiras (US$ 1,2 bilhão; -12,4%), resultando em aumento do superávit brasileiro (US$ 1,8 bilhão; +80,5%). Destaca-se, ainda, a importância dos investimentos brasileiros no Uruguai, particularmente em setores agroexportadores.

O relacionamento ganhou impulso renovado com criação do Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN), que se divide em seis subgrupos (integração produtiva; ciência, tecnologia e inovação; comunicação e informação; integração da infraestrutura de transportes; livre circulação de bens e serviços; e livre circulação de pessoas). Trata-se de iniciativa cujo intuito é formular e acompanhar projetos em áreas estratégicas do relacionamento bilateral.

A I Reunião Plenária do GAN (julho de 2013) aprovou o Plano de Ação para o Desenvolvimento Sustentável e a Integração Brasil-Uruguai, documento que contempla 40 ações de caráter estratégico no curto, médio e longo prazos. O trabalho dos subgrupos do GAN permitiu, entre outros resultados concretos, a assinatura do Acordo sobre Residência Permanente com o Objetivo de Alcançar a Livre Circulação de Pessoas, que estabelece um mecanismo simplificado para a concessão da residência permanente a nacionais brasileiros e uruguaios que queiram fixar moradia no outro país. O mencionado acordo entrou em vigor em 7 de julho de 2017.

A cooperação fronteiriça é ponto importante das relações bilaterais. A fronteira comum se estende por 1.069 quilômetros e abriga expressivo contingente populacional. Como mecanismo de formulação de políticas para a fronteira, destaca-se a Nova Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço Brasil-Uruguai, que atua em coordenação com os níveis estadual/departamental e local dos governos brasileiro e uruguaio, buscando atender às demandas da população fronteiriça mediante políticas acordadas bilateralmente. Entre as medidas formuladas no âmbito da Nova Agenda, encontra-se o Projeto de Saneamento Integrado Aceguá-Aceguá, que utiliza aportes do Fundo de Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM) para criar sistemas de saneamento integrado entre as duas cidades gêmeas, evitando a duplicação de esforços e o desperdício de recursos.

A X Reunião de Alto Nível da Nova Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço (X RAN) realizou-se em Brasília, em abril de 2016, em nível de vice-chanceleres. Aprovou-se, na ocasião, o Plano Integrado de Trabalho para a Fronteira Brasil-Uruguai, que congrega iniciativas concretas para a melhoria da qualidade de vida da população fronteiriça.

Na área de integração física, destaca-se o projeto de construção da segunda ponte internacional sobre o rio Jaguarão, que visa à melhoria do tráfego internacional de transporte de carga e de passageiros entre Brasil e Uruguai. Outro projeto importante é a restauração do patrimônio histórico e arquitetônico da Ponte Internacional Barão de Mauá, entre as cidades de Jaguarão (Brasil) e Rio Branco (Uruguai), que foi inaugurada em 1930 e declarada patrimônio histórico do MERCOSUL em 2015. Deve-se mencionar, ainda, a coordenação entre os dois países na estruturação física e institucional da Hidrovia Uruguai-Brasil, que compreende as lagoas dos Patos e Mirim e seus afluentes.

Cronologia das relações bilaterais

1828 – Assinada, no Rio de Janeiro, Convenção de Paz formalizando a Independência do Uruguai

1830 – Aprovada oficialmente a Constituição Uruguaia, após ratificação por Brasil e Argentina

1854 – Brasil intervém no Uruguai para apoiar o colorado Venancio Flores

1857 – Assinado, no Rio de Janeiro, Tratado de Comércio e Navegação entre o Brasil e o Uruguai

1864 – Esquadra brasileira é enviada ao Uruguai para exigir reparação aos pecuaristas do Rio Grande do Sul

1864 – O governo uruguaio rompe relações diplomáticas e tropas brasileiras invadem o Uruguai

1865 – José Maria da Silva Paranhos assina Acordo de Paz com as facções em luta no Uruguai

1865 – Colorados derrotam blancos com o apoio brasileiro, adotando uma política pró–Império

1865 – Argentina, Brasil e Uruguai assinam o Tratado da Tríplice Aliança contra o Paraguai

1889 – Reconhecimento pelo Uruguai do regime republicano no Brasil

1909 – Concessão unilateral pelo Brasil do condomínio da Lagoa Mirim e do Rio Jaguarão

1963 – Acordo para a Criação de uma Comissão Mista para Aproveitamento da Lagoa Mirim

1975 – Brasil e Uruguai concluem, em Rivera, Tratado de Amizade, Cooperação e Comércio

1991 – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai firmam o Tratado para a constituição do MERCOSUL

2004 – Acordo para Permissão de Residência, Estudo e Trabalho a Nacionais Fronteiriços

2005 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da posse do presidente Tabaré Vázquez (março)

2005 – Presidente Tabaré Vázquez faz visita de Estado ao Brasil (abril)

2006 – Presidente Tabaré Vázquez faz visita oficial ao Brasil (março)

2006 – Bilateralização do Acordo sobre Residência para Nacionais do MERCOSUL (março)

2006 – Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Tabaré Vázquez encontram-se em Porto Alegre (setembro)

2007 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva faz visita de trabalho ao Uruguai (fevereiro)

2007 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia a abertura de representações do Banco do Brasil e do BNDES no Uruguai (dezembro)

2008 – Visita do Chanceler Gonzálo Fernández a Brasília (maio)

2009 – Visita do Presidente Tabaré Vázquez a Brasília (10 de março)

2010 – Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da posse do Presidente José Mujica

2010 – Visita do Presidente José Mujica a Brasília (março)

2010 – Visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Montevidéu (4 de maio) [Declaração à imprensa]

2010 – Encontro entre os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mujica em Santana do Livramento/Rivera (30 de julho) [Declaração à imprensa]

2010 – Presidente José Mujica participa da cerimônia de inauguração do Memorial Darcy Ribeiro, na Universidade de Brasília (dezembro)

2010 – Encontro entre os Presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Mujica à margem da Cúpula do Mercosul (dezembro)

2011 – Presidente José Mujica participa da posse da Presidenta Dilma Rousseff

2011 – Visita do Ministro Antonio de Aguiar Patriota a Montevidéu (18 de janeiro)

2011 – Presidente José Mujica, Ministro Antonio de Aguiar Patriota e Ministro Almagro participam de Encontro Empresarial Brasil-Uruguai na sede da FIESP (14 de março)

2011 – Visita da Presidenta Dilma Rousseff a Montevidéu (30 de maio) [Atos adotados]

2011 – Visita do Chanceler Luis Almagro a Brasília (junho)

2011 – Visita do Ministro Antonio de Aguiar Patriota a Montevidéu (setembro)

2011 – Visita do Presidente José Mujica a Porto Alegre (novembro)

2011 – Encontro entre a Presidenta Dilma Rousseff e o Presidente José Mujica à margem do Encontro Iberoamericano em Comemoração ao Ano Internacional dos Afrodescendentes, em Salvador (19 de novembro)

2011 – Visita do Chanceler Luis Almagro a Brasília (21 de novembro)

2012 – Visita do Presidente José Mujica a Brasília (19 de abril)

2012 – Visitas do Presidente José Mujica a Brasília (julho)

2012 – Criação, pelos Presidentes Dilma Rousseff e José Mujica, do Grupo de Alto Nível Brasil – Uruguai, GAN (31 de julho)

2012 – VIII Reunião de Alto Nível da Nova Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço Brasil-Uruguai (Porto Alegre, 13 e 14 de setembro)

2012 – Visita do Chanceler Luis Almagro ao Rio de Janeiro (5 de outubro)

2012 – Visita do Presidente José Mujica a Brasília (dezembro)

2013 – Visita do Chanceler Luis Almagro a Brasília (5 de julho)

2013 – Primeira Reunião Plenária do Grupo de Alto Nível Brasil – Uruguai (GAN). Aprovação do "Plano de Ação para o Desenvolvimento Sustentável e a Integração Brasil – Uruguai" (9 de julho). [Atos assinados]

2013 – Viagem da Presidenta Dilma Rousseff a Montevidéu, por ocasião da XLV Cúpula de Chefes de Estado do MERCOSUL e Estados Associados  (11 e 12 de julho)

2013 – Visita do Ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo Machado a Montevidéu (21 de outubro)

2013 – Visita do Presidente José Mujica a Brasília (10 de novembro)

2014 – Viagem do Ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado a Montevidéu, por ocasião da segunda reunião plenária do Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai (GAN) (16 de maio)

2014 – Encontro entre a Presidenta Dilma Rousseff e o Presidente José Mujica, em Brasília, à margem de reunião com os líderes do BRICS (julho)

2014 – Visita a Montevidéu do Vice-Presidente Michel Temer (23 de setembro)

2014 – Visita de trabalho do Presidente José Mujica a Brasília (novembro)

2015 – Visita do Presidente José Mujica a Brasília, por ocasião da posse da Presidenta Dilma Rousseff

2015 – Visita do Presidente José Mujica a Belo Horizonte (fevereiro)

2015 – Viagem do Ministro Mauro Vieira a Montevidéu, por ocasião da Reunião da Comissão reduzida de Chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) sobre a situação na Venezuela (9 de fevereiro)

2015 – Viagem da Presidenta Dilma Roussef ao departamento de Colônia para a inauguração do Parque Eólico Artilleros e a Montevidéu para a posse do Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez (28 de fevereiro a 1º de março)

2015 – Visita do Ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa (16 de abril)

2015 – Visita de Estado do Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez (21 de maio)

2015 – Visita do Presidente Tabaré Vázquez a Brasília, por ocasião da XLVIII Cúpula do MERCOSUL (18 de julho)

2015 – Visita dos Ministros uruguaios de Relações Exteriores, Rodolfo Nin Novoa, e de Indústria, Energia e Mineração, Carolina Cosse (9 de dezembro)

2016 – O Secretário-Geral das Relações Exteriores, Embaixador Sérgio França Danese, conduz, juntamente com seu homólogo uruguaio, Embaixador José Luis Cancela, a X Reunião de Alto Nível da Nova Agenda de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço Brasil-Uruguai, em Brasília (18 e 19 de abril)

2016 – Visita do ministro José Serra a Montevidéu, ocasião em que é recebido pelo Presidente Tabaré Vázquez e mantém encontro de trabalho com a Chanceler Rodolfo Nin Novoa (5 de julho)

2017 – Visita ao Brasil do ministro de Relações Exteriores da República Oriental do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa (Brasília, 29 de março)

2018 – Visita do presidente da República e do ministro de Relações Exteriores do Brasil ao Uruguai para participar da LIII Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados e LIII Reunião Ordinária do Conselho do Mercado Comum (17 de dezembro)



BRASIL - G20



MEconomia. 07/06/2019. Assuntos internacionais. Ministério da Economia participa do G20 Financeiro no Japão. Questões econômicas globais e do sistema financeiro internacional serão discutidas em junho

Durante os dias 8 e 9 de junho (sábado e domingo) será realizada a Reunião de Ministros de Finanças e dos Governadores dos Bancos Centrais do G20 em Fukuoka, no Japão.

No fórum – que reúne as 20 maiores economias do planeta –, o Ministério da Economia será representado pelo secretário de Assuntos Econômicos Internacionais, Erivaldo Alfredo Gomes, e pelo subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica, Marco Aurélio Rocha. Representam o Banco Central o presidente Roberto Campos Neto e o diretor de Assuntos Internacionais e Riscos Corporativos, Tiago Berriel.

Na ocasião serão debatidas questões econômicas globais e de revigoramento de políticas internacionais que levem ao crescimento estável e sustentável da economia.

Os assuntos em pauta estarão divididos em sete grandes temas: financiamento do desenvolvimento; economia global; tributação internacional; desequilíbrios globais; envelhecimento e implicações econômicas; investimento de qualidade em infraestrutura; e desafios do setor financeiro.

A reunião de ministros antecede a reunião da Cúpula do G20, com a participação dos líderes dessas economias, que ocorrerá em Osaka, no Japão, nos dias 28 e 29 de junho.

G-20: https://g20.org/en/

BACEN. 06 Junho 2019. Apresentação do Presidente Roberto Campos Neto em Simpósio do G-20 High-Level Symposium "Aging and Financial Inclusion" em Tóquio, no Japão.

DOCUMENTO: https://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/TextosApresentacoes/Apres_Presidente_RCN_Vpub_short.pdf



INFLAÇÃO


IBGE. 07/06/2019. Em maio, IPCA fica em 0,13%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio variou 0,13% e ficou 0,44 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de abril (0,57%). Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%). A variação acumulada no ano foi de 2,22% e o acumulado nos últimos doze meses foi de 4,66%, abaixo dos 4,94% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, a taxa havia sido de 0,40%.

PeríodoTaxa
Maio de 20190,13%
Abril de 20190,57%
Maio de 20180,40%
Acumulado no ano2,22%
Acumulado nos 12 meses4,66%

Quatro dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados mostraram deflação em maio. O impacto negativo mais intenso (-0,14 p.p.) sobre o IPCA de maio veio de Alimentação e bebidas (-0,56%), que havia subido 0,63% em abril. No lado das altas, destacam-se os grupos Habitação (0,98%), com impacto de 0,15 p.p., e Saúde e cuidados pessoais (0,59%), com impacto de 0,07 p.p. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,10% em Artigos de residência e a alta de 0,34% em Vestuário, como mostra a tabela a seguir:

IPCA - Variação e Impacto por grupos - mensal
GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
AbrilMaioAbrilMaio
Índice Geral0,570,130,570,13
Alimentação e Bebidas0,63-0,560,16-0,14
Habitação0,240,980,040,15
Artigos de Residência-0,24-0,10-0,010,00
Vestuário0,180,340,010,02
Transportes0,940,070,170,01
Saúde e Cuidados Pessoais1,510,590,180,07
Despesas Pessoais0,170,160,020,02
Educação0,09-0,040,000,00
Comunicação0,03-0,030,000,00

O resultado do grupo Alimentação e bebidas (-0,56%) deveu-se principalmente à queda de 0,89% observada no grupamento da alimentação no domicílio. O tomate, após apresentar alta de 28,64% em abril, caiu 15,08%, e o feijão-carioca acentuou a queda em relação ao mês anterior (passou de -9,09% para -13,04%). As frutas (-2,87%) também recuaram mais intensamente do que em abril (-0,71%). Por outro lado, o leite longa vida (2,37%) e a cenoura (15,74%) subiram em maio, após apresentarem quedas (-0,30% e -0,07%, respectivamente) em abril.

O grupo Habitação (0,98%), por sua vez, apresentou o maior impacto positivo no mês de maio (0,15 p.p.), influenciado principalmente pela alta de 2,18% no item energia elétrica.

Todas as regiões pesquisadas apresentaram variações positivas, que foram desde o 0,23% na região metropolitana do Rio de Janeiro até os 7,32% registrados na região metropolitana de Fortaleza.

De dezembro de 2018 a abril de 2019, havia vigorado a bandeira tarifária verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Em maio, passou a vigorar a bandeira amarela, com custo adicional de R$ 0,01 para cada quilowatt-hora consumido. Além disso, vários reajustes de tarifas foram incorporados, como mostra a tabela a seguir:

IPCA - Reajustes de energia elétrica
Energia elétrica
RegiãoVariação (%)Reajuste (%)Data
Belo Horizonte1,457,8928/05
Recife5,375,5629/04
Fortaleza7,327,3922/04
Salvador6,356,2122/04
Aracaju4,173,0422/04
Campo Grande6,0512,3908/04
Rio de Janeiro*0,238,80 e 7,3001/04
* No Rio de Janeiro, houve inicialmente um reajuste de 11,53% e 9,72% nas concessionárias, a partir de 15 de março, que a partir de 1º de abril foi reduzido para 8,80% e 7,30%, respectivamente.

Ainda em Habitação, a variação de 0,82% na taxa de água e esgoto reflete os reajustes de 4,72% na região metropolitana de São Paulo (3,15%), a partir de 11 de maio, e de 2,99% em Brasília (0,18%), vigente desde 1º de abril. A queda no gás encanado (-0,84%), por sua vez, se deve à redução média de 1,40% nas tarifas residenciais da região metropolitana do Rio de Janeiro (-1,57%), desde 1º de maio.

O gás de botijão, também do grupo Habitação, teve alta de 1,35%, devido ao reajuste médio de 3,43%, autorizado pela Petrobras, nas refinarias, a partir de 5 de maio.

A segunda maior variação ficou com o grupo Saúde e cuidados pessoais (0,59%), que também exerceu o segundo maior impacto positivo no mês (0,07 p.p.). Os preços do grupo desaceleraram em relação a abril (1,51%), principalmente devido aos remédios, que passaram de 2,25% em abril para 0,82% em maio, e dos perfumes, que passaram da alta de 6,56% em abril para a queda de 1,61% em maio.

No grupo dos Transportes (0,07%), destaca-se a gasolina (2,60%), que apresentou o maior impacto individual no IPCA de maio, com 0,11 p.p. Em todas as regiões pesquisadas, houve alta no preço desse combustível, desde o 0,50% registrado na região metropolitana de Porto Alegre até os 7,17% no município de Goiânia. Por outro lado, as passagens aéreas, que haviam subido em abril (5,32%), apresentaram queda de 21,82% em maio, contribuindo com o maior impacto individual negativo no índice do mês (-0,10 p.p.).

Ainda nos Transportes, a alta dos ônibus intermunicipais (0,45%) considera o reajuste médio de 10,00% nas passagens da região metropolitana de Fortaleza (1,78%), a partir de 25 de maio, e os reajustes entre 3,30% e 7,50% nas passagens da região metropolitana de Salvador (3,39%), aplicados desde 6 de maio. Já o resultado do item ônibus urbano (0,18%) reflete o reajuste de 7,50% verificado no município de Goiânia (4,62%), vigente desde 19 de abril, e o aumento de 8,11% em Salvador (0,75%), em vigor desde o dia 2 de abril. No que diz respeito ao metrô, a variação de 0,17% é consequência do reajuste aplicado nas tarifas da região metropolitana do Rio de Janeiro (0,66%), que subiram 6,98% no dia 2 de abril.

Quanto aos índices regionais, o município de Rio Branco (0,67%) apresentou a maior variação, em função da alta observada na energia elétrica (3,18%). Os menores índices ficaram com Brasília e com a região metropolitana do Rio de Janeiro, ambas com -0,05%. Nos dois casos, o resultado foi influenciado principalmente pela queda nos preços das passagens aéreas (-12,74% e -25,43%, respectivamente).

IPCA - Variação por regiões - mensal e acumulada em 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
AbrilMaioAno12 meses
Rio Branco0,420,050,672,565,66
Goiânia3,590,620,481,934,62
Campo Grande1,510,520,422,383,66
Aracaju0,790,800,343,225,56
Recife4,200,590,332,634,42
São Luís1,870,870,253,024,82
Fortaleza2,910,910,213,044,77
Belo Horizonte10,860,420,212,164,85
São Paulo30,670,490,132,234,93
Porto Alegre8,400,830,122,384,97
Salvador6,120,830,112,274,21
Vitória1,780,320,091,674,45
Belém4,230,620,052,404,11
Curitiba7,790,57-0,031,604,01
Brasília2,800,77-0,051,534,00
Rio de Janeiro12,060,46-0,052,224,67
Brasil100,000,570,132,224,66

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 1º de maio e 29 de maio de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 30 de março e 30 de abril de 2019 (base).

INPC fica em 0,15% em maio

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do mês de maio apresentou variação de 0,15%, 0,45 p.p. abaixo da taxa de abril (0,60%). Este foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006, quando a taxa foi de 0,13%. A variação acumulada no ano ficou em 2,44% e o acumulado dos últimos doze meses, em 4,78%, abaixo do registrado nos 12 meses imediatamente anteriores (5,07%). Em maio de 2018, a taxa foi de 0,43%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,59% em maio, contra 0,64% em abril. O agrupamento dos não alimentícios desacelerou para 0,48%, enquanto em abril havia registrado 0,58%.

Quanto aos índices regionais, o município de Rio Branco (0,67%) apresentou a maior variação, por conta do item energia elétrica (2,90%), como mostra a tabela a seguir. Já o menor índice ficou com a região metropolitana de Curitiba (-0,01%), influenciado pela queda nos preços do tomate (-16,65%) e das frutas (-8,44%).

INPC - Variação por regiões - mensal e acumulada em 12 meses
RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
AbrilMaioAno12 meses
Rio Branco0,590,000,672,395,75
Belém6,440,640,012,443,82
São Luís3,110,850,123,084,67
Fortaleza5,420,890,053,004,82
Recife5,880,450,222,684,35
Aracaju1,290,840,263,305,50
Salvador8,751,080,112,414,54
Belo Horizonte10,600,410,182,385,11
Vitória1,830,290,192,385,04
Rio de Janeiro9,510,610,062,645,04
São Paulo24,240,420,222,445,17
Curitiba7,290,63-0,011,814,29
Porto Alegre7,380,810,142,374,92
Campo Grande1,640,400,382,413,74
Goiânia4,150,580,362,064,85
Brasília1,880,670,131,703,35
Brasil100,000,600,152,444,78

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados entre 1º de maio e 29 de maio de 2019 (referência) com os preços vigentes entre 30 de março e 30 de abril de 2019 (base).

Inflação de maio fica em 0,13%, menor resultado para o mês desde 2006. O grupo de alimentos foi o que mais contribuiu para a desaceleração do IPCA em maio

Influenciado pela deflação de 0,56% no preço dos alimentos e bebidas, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje pelo IBGE, desacelerou de 0,57% em abril para 0,13% em maio. Esse é o menor resultado para o mês desde 2006, quando o índice foi de 0,10%. O indicador acumula alta de 2,22% no ano e de 4,66% nos últimos 12 meses.

Segundo o analista de Índice de Preços do IBGE, Pedro Kislanov, a desaceleração da inflação de um mês para o outro deveu-se, principalmente, a quedas importantes nos grupos de alimentação e bebidas, que teve redução de 0,63% em abril para -0,56%, em maio; transportes, que caiu de 0,94% para 0,07%, e saúde e cuidados pessoais, de 1,51% para 0,59%.


IPCA - Variação mensal (%)


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Índice geral | Brasiljunho 2018julho 2018agosto 2018setembro 2018outubro 2018novembro 2018dezembro 2018janeiro 2019fevereiro 2019março 2019abril 2019maio 2019-0,500,511,5outubro 20180,45 %
Fonte: IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

“Após subirem em abril, os preços dos alimentos com grande peso na cesta básica caíram devido ao aumento da oferta com a colheita do tomate, das frutas e da segunda safra do feijão. Nos transportes, houve queda de 21,82% no preço das passagens aéreas. Já no grupo saúde e cuidados pessoais, a alta de 2,25% nos remédios em abril, devido ao reajuste anual, passou para 0,82% em maio”, explica.

No grupo de alimentos e bebidas, o tomate, depois de apresentar alta de 28,64% em abril, caiu 15,08% em maio. Já o feijão-carioca acentuou a queda em relação ao mês anterior, passando de -9,09% para -13,04%. Mesmo assim, esse produto acumula alta de 62,07% no ano. As frutas também apresentaram deflação mais intensa de um mês para outro, passando de -0,71% para -2,87%.

A maior contribuição positiva para o índice no mês de maio veio do grupo habitação, que registrou alta de 0,98% e teve impacto de 0,15 p.p. Esse grupo foi influenciado, principalmente, pelo aumento de 2,18% no item energia elétrica, devido a reajustes de tarifa e à entrada da bandeira amarela, que acrescentou R$ 0,01 a cada kW/h consumido nas contas de energia elétrica.

DOCUMENTO: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/24747-em-maio-ipca-fica-em-0-13

FGV. IBRE. 07/06/19. Índices Gerais de Preços. IGP-DI. IGP-DI varia 0,40% em maio

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 0,40% em maio, percentual inferior ao apurado no mês anterior, quando a taxa havia sido de 0,90%. Com este resultado, o índice acumula alta de 3,75% no ano e de 6,93% em 12 meses. Em maio de 2018, o índice havia subido 1,64% e acumulava elevação de 5,20% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,52% em maio. Em abril, a taxa foi de 1,09%. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais caiu 0,65% em maio após registrar alta de 1,21% em abril. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,50% para -12,44%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 0,44% em maio, após registrar alta de 0,83% em abril.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,89% em abril para 0,93% em maio. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 2,50% para 3,49%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,47% em maio, ante 0,60% no mês anterior.

O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 1,45% em maio. Em abril, a taxa havia subido 1,19%. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: cana-de-açúcar (1,02% para 4,15%), minério de ferro (7,06% para 8,05%) e soja (em grão) (-1,88% para -0,71%). Em sentido oposto, vale citar laranja (-7,27% para -22,08%), aves (5,79% para 1,08%) e bovinos (1,26% para -0,77%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,22% em maio, ante 0,63% no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição para a redução da taxa do IPC partiu do grupo Alimentação (0,63% para -0,37%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 8,15% para -4,68%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Transportes (0,99% para 0,49%), Vestuário (0,89% para 0,27%), Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 0,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,84% para 0,62%), Despesas Diversas (0,61% para 0,23%) e Comunicação (0,07% para -0,23%). Nestas classes de despesa, as principais influências observadas partiram dos seguintes itens: tarifa de ônibus urbano (1,72% para 0,05%), roupas (0,87% para 0,37%), passagem aérea (-1,14% para -5,19%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,76% para -0,29%), bilhete lotérico (31,63% para 11,44%) e pacotes de telefonia fixa e internet (0,12% para -1,05%).

Em contrapartida, apenas o grupo Habitação (0,37% para 0,54%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, o maior avanço foi observado na taxa do seguinte item tarifa de eletricidade residencial (0,49% para 1,99%).

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,27% em maio, ante 0,41% no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 45 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 34 apresentaram taxas abaixo de 0,00%, linha de corte inferior, e 11 registraram variações acima de 0,61%, linha de corte superior. Em maio, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 49,11%, ficando 16,87 pontos percentuais abaixo do registrado em abril, quando o índice foi de 65,98%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,03% em maio, ante 0,38% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de abril para maio: Materiais e Equipamentos (0,63% para 0,05%), Serviços (0,42% para 0,12%) e Mão de Obra (0,20% para 0,01%).

DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1558.htm



CONSTRUÇÃO CIVIL



IBGE. 07/06/2019. Índice Nacional da Construção Civil varia 0,11% em maio

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, variou 0,11% em maio, ficando 0,23 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa de abril (0,34%). O acumulado em 12 meses foi para 4,49%, resultado abaixo dos 4,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2018, o índice foi de 0,55%. Acesse o material de apoio para mais informações.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 1.130,67, passou para R$ 1.131,89 em maio, sendo R$ 592,48 relativos aos materiais e R$ 539,41 à mão de obra.

A parcela dos materiais variou 0,39%, com alta de 0,06 p.p em relação ao mês anterior (0,33%) e 0,12 p.p em relação a maio de 2018 (0,27%).

Por outro lado, a parcela da mão de obra, com variação de -0,21%, caiu 0,57 p.p em relação ao mês anterior (0,36%), e 1,07 p.p em relação a maio de 2018 (0,86%).

De janeiro a maio, os acumulados foram 2,27% (materiais) e 0,91% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 6,63% (materiais) e 2,25% (mão de obra).

Região Centro-Oeste registra menor variação mensal

Com taxa negativa em todos os seus estados, a região Centro-Oeste apresentou a menor variação regional em maio, -0,13%. As demais regiões registraram os seguintes resultados: 0,23% (Nordeste), 0,23% (Norte), 0,03% (Sudeste) e 0,16% (Sul).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.137,65 (Norte); R$ 1.052,90 (Nordeste); R$ 1.181,12 (Sudeste); R$ 1.177,85 (Sul) e R$ 1.130,22 (Centro-Oeste).

Acre tem a maior alta

Com alta captada na parcela dos materiais, o Acre, com 0,56%, foi o estado que apresentou a maior variação mensal.

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL 
maio/2019 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
      
BRASIL1131,89566,460,111,614,49
      
REGIÃO NORTE1137,65566,910,231,406,11
Rondônia1162,29648,06-0,370,664,13
Acre1247,92662,430,561,156,16
Amazonas1100,53538,900,351,516,10
Roraima1188,99493,740,421,245,62
Para1131,36542,280,171,637,06
Amapá1111,58539,980,462,115,60
Tocantins1162,50611,270,120,113,45
      
REGIÃO NORDESTE1052,90568,780,231,504,36
Maranhão1098,45578,670,192,886,54
Piaui1084,04720,380,382,743,82
Ceara1040,82601,140,230,522,50
Rio Grande do Norte1039,38523,920,471,433,49
Paraíba1093,31604,660,280,764,61
Pernambuco1016,99543,770,080,342,14
Alagoas1032,64515,99-0,081,023,84
Sergipe985,79523,880,051,704,65
Bahia1056,75559,330,332,126,00
      
REGIÃO SUDESTE1181,12565,440,031,974,21
Minas Gerais1081,63595,23-0,223,846,16
Espirito Santo1021,16566,340,110,773,52
Rio de Janeiro1249,17569,280,001,974,39
São Paulo1226,52554,020,181,103,13
      
REGIÃO SUL1177,85563,250,161,765,41
Parana1151,43550,600,021,735,55
Santa Catarina1274,65690,420,392,145,32
Rio Grande do Sul1128,89512,400,151,435,27
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1130,22577,02-0,130,533,53
Mato Grosso do Sul1085,94510,70-0,14-0,612,28
Mato Grosso1134,81647,44-0,170,765,32
Goias1103,84583,11-0,100,652,07
Distrito Federal1191,29526,10-0,110,783,98
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL 
maio/2019 não considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil
ÁREAS GEOGRÁFICASCUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
      
BRASIL1214,74607,680,111,574,33
      
REGIÃO NORTE1214,81605,400,211,365,92
Rondônia1241,65692,24-0,350,824,10
Acre1331,95706,920,531,075,97
Amazonas1175,90575,990,301,416,03
Roraima1278,36530,810,391,155,55
Para1206,39578,000,161,556,70
Amapá1187,78576,800,432,295,62
Tocantins1243,03653,690,110,173,43
      
REGIÃO NORDESTE1125,86608,100,211,534,30
Maranhão1173,73618,520,202,926,55
Piaui1156,41768,320,362,813,84
Ceara1108,97640,090,220,552,41
Rio Grande do Norte1110,35559,570,441,433,38
Paraíba1166,25645,010,230,754,38
Pernambuco1087,89581,460,070,302,09
Alagoas1102,27550,81-0,070,993,75
Sergipe1053,69560,010,051,634,55
Bahia1134,32599,980,302,205,97
      
REGIÃO SUDESTE1272,36608,800,061,853,91
Minas Gerais1160,60638,49-0,213,836,00
Espirito Santo1096,08608,020,170,793,45
Rio de Janeiro1346,78614,11-0,021,684,04
São Paulo1323,88597,930,220,972,82
      
REGIÃO SUL1268,37606,480,151,685,28
Parana1243,28594,560,021,625,40
Santa Catarina1375,92745,280,361,995,17
Rio Grande do Sul1206,84547,880,161,455,19
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1207,29616,30-0,120,493,44
Mato Grosso do Sul1160,73545,38-0,14-0,582,28
Mato Grosso1214,91692,98-0,140,695,16
Goias1178,03621,74-0,090,632,00
Distrito Federal1269,91560,87-0,110,723,80
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.

Custos da construção civil crescem 0,11% em maio, menor taxa desde novembro de 2016. Apesar da desaceleração, custos da construção civil cresceram 0,11% em maio

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado hoje pelo IBGE, cresceu 0,11% em maio, resultado abaixo dos 0,34% de abril. Essa é a menor taxa desde novembro de 2016, quando ficou em 0,10%.

Segundo o analista da pesquisa, Augusto Oliveira, a parcela relativa à mão de obra, com queda de 0,21%, influenciou o índice nacional: “historicamente, maio é o mês em que ocorrem os dissídios, porém, em 2019, o acordo coletivo foi captado apenas no estado do Acre”.

Por outro lado, Augusto destaca que no Centro-Oeste, região com a menor variação percentual (-0,13%), a principal influência veio da parcela dos materiais: “houve queda no custo dos materiais em todos os estados da região. Segmentos importantes, como os de madeira e cimento, tiveram quedas ou estabilidade em todo o Centro-Oeste”, explica.

Em termos nacionais, o custo médio da construção em maio foi de R$ 1.131,89, sendo R$ 592,48 relativos aos materiais e R$ 539,41 à mão de obra. Em relação a abril, a mão de obra caiu 0,21%, enquanto os materiais subiram 0,39%.

DOCUMENTO: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/24745-indice-nacional-da-construcao-civil-varia-0-11-em-maio



INVESTIMENTO



IPEA. 07/06/2019. Investimentos aumentaram 0,5% em abril. Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo mostra crescimento na capacidade de produção do país

O Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) registrou alta de 0,5% em abril em relação a março de 2019, na série com ajuste sazonal, divulgado nesta sexta-feira, 07, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). FBCF é um dos componentes do PIB pelo lado da demanda. Ele mostra o quanto as empresas aumentaram sua capacidade produtiva e se os empresários estão confiantes no futuro. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado,  houve queda de 0,9%. No acumulado em doze meses, houve desaceleração nos investimentos, com a taxa de crescimento passando de 3,7% em março para 2,7% em abril.

O item construção civil foi o destaque positivo, com crescimento de 1% em abril em relação ao mês de março deste ano. Ainda assim, o setor encerrou o trimestre terminado em abril com retração de 0,7% em relação ao período imediatamente anterior. Já o consumo aparente de máquinas e equipamentos (Came) – cuja estimativa corresponde à produção interna descontadas as exportações e acrescidas as importações – avançou 0,3%. O terceiro componente da FBCF, classificado como “outros ativos fixos”, também contribuiu positivamente para o desempenho dos investimentos em abril, registrando avanço de 0,5% na margem.

Quando comparado a abril de 2018, o fraco desempenho da FBCF foi disseminado. Com exceção do componente outros ativos fixos, que cresceu 6,4%, todos os demais registraram variação negativa. Tanto o Came quanto a construção civil recuaram 2,1% em relação ao mês de abril do ano passado.

Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2019/06/07/indicador-ipea-mensal-de-fbcf-abril-de-2019/



TURISMO



MTurismo. 07 de Junho de 2019. “Turismo já começou a converter potencial em empregos”, afirma ministro em Fortaleza. Em seminário do programa Investe Turismo, titular da Pasta reforçou o papel transformador do setor na vida dos brasileiros e na economia do país. Ministro se reuniu com lideranças do setor na capital cearense
Por Cecília Melo

Com sete municípios contemplados, o Ceará recebeu nesta sexta-feira (7) o seminário itinerante do programa Investe Turismo. A iniciativa, uma parceria entre Ministério do Turismo, Sebrae Nacional e Embratur, pretende acelerar o desenvolvimento, aumentar a qualidade, incentivar a competitividade e gerar empregos em todo o país. Cerca de 400 gestores, técnicos e empreendedores do setor turístico marcaram presença no evento, o segundo de um circuito que percorrerá todos os estados brasileiros.

Em seu discurso, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, enfatizou que o programa é uma convergência de esforços para que o setor de Viagens assuma a missão de ser um forte gerador de empregos do Brasil. “A essência do programa é a parceria. O Investe Turismo reúne ingredientes estratégicos para transformar cidades em grandes destinos turísticos e rotas em experiências memoráveis para os viajantes. O setor vai assumir, definitivamente, sua vocação”, ressaltou. CONSULTE A LISTA DE ROTAS E MUNICÍPIOS CONTEMPLADOS

O ministro destacou ainda que a parceria com as secretarias de turismo, bem como com as instâncias de governança estaduais e municipais, é ingrediente fundamental para a consolidação do projeto. “Não há nada mais estimulante do que trabalhar para melhorar a vida da nossa população”, finalizou. LIVRETO DO PROGRAMA

Presente na cerimônia, o diretor do Sebrae/CE, Joaquim Cartaxo, destacou que mais de 90% dos empreendimentos no estado vem de pequenos negócios. “Nosso trabalho é fortalecer os destinos turísticos na região cearense. Mais do que isso, é fundamental que os pequenos negócios ganhem um capítulo no plano de desenvolvimento do governo federal e do setor turístico”, destacou o diretor.

Além da capital Fortaleza, Trairi, Jijoca de Jericoacara, Camocim, Cruz, Barroquinha e Chaval fazem parte da Rotas das Emoções, região turística do estado contemplada pelo projeto. Com o objetivo de melhorar a infraestrutura do estado, o Ministério do Turismo já repassou R$ 696 milhões para obras e investimentos no Ceará.

Para o secretário estadual de Turismo, Arialdo Pinho, o estado vive um excelente momento na indústria de Viagens, que tem impactado todo o desenvolvimento econômico e social da região e do país. “O Investe Turismo vem para fortalecer ainda mais este grande potencial do nosso turismo”, complementou o secretário. De acordo com a última pesquisa mensal de serviços do IBGE, o Ceará registrou crescimento de 10% nas atividades turísticas nos últimos 12 meses, enquanto o Brasil avançou 3,3% no mesmo período.

AGENDA DO DIA - O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, também se reuniu com o governador do Ceará, Camilo Santana, para tratar de projetos prioritários da região e fortalecer ações desenvolvidas em parceria pelo governo federal e Estado em favor do setor. Ainda na programação, o ministro visitou o Beach Park, nos arredores de Aquiraz. Com a presença de representantes do turismo local, a pauta ficou centrada nos avanços e desafios da região turística. Na ocasião, o ministro conheceu o projeto de expansão para o parque.

Edição: Vanessa Sampaio


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LGCJ.: