US ECONOMICS
MÉXICO
EUA. MÉXICO. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2019. Trump ameaça mais tarifas se México não aprovar parte de acordo de imigração
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que o país assinou outra parte de um acordo de imigração com o México que precisará ser ratificado pelos parlamentares mexicanos.
Ele não forneceu detalhes, mas ameaçou com tarifas se o Congresso do México não aprovar o plano.
“Assinamos e documentamos totalmente outra parte bastante importante do acordo de imigração e segurança com o México, uma que os EUA vinham pedindo há muitos anos. Ele será revelado em um futuro não muito distante e precisará de votação pelo órgão legislativo do México”, escreveu Trump no Twitter.
“Não esperamos um problema com a votação mas, se por qualquer motivo a aprovação não ocorrer, as tarifas serão retomadas.”
No mês passado, Trump ameaçou com tarifas de 5% sobre produtos mexicanos a serem impostas nesta segunda-feira. As taxas aumentariam a cada mês até chegarem a 25% em outubro, a menos que o México acabasse com a imigração na fronteira.
Na sexta-feira, as tarifas foram canceladas, depois que EUA e México anunciaram um acordo sobre imigração. O comunicado conjunto divulgado pelos dois países forneceu poucos detalhes.
Críticos disseram que não tem havido grandes comprometimentos para desacelerar a imigração de centro-americanos para os EUA.
Um porta-voz da Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O acordo vai agilizar um programa conhecido como Protocolos de Proteção à Imigração, que manda pessoas que buscam asilo nos EUA para esperar no México conforme seus casos são processados.
Esse programa, anunciado em dezembro, será expandido em toda a fronteira entre EUA e México sob os termos do acordo, segundo o Departamento de Estado.
O acordo também prevê o envio da Guarda Nacional Mexicana a sua fronteira sul, onde muitos centro-americanos entram no México.
O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, escreveu no Twitter nesta segunda-feira que vai conversar com o presidente Andrés Manuel López Obrador sobre os detalhes do acordo.
Reportagem de Makini Brice; reportagem adicional de Doina Chiacu
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ORGANISMS
INTERNATIONAL TRADE
IMF. JUNE 10, 2019. CHART OF THE WEEK. Keeping the Wheels of Commerce Turning
The tariff disputes roiling markets are a reminder that the global system of free trade, which has delivered so much prosperity, is a fragile one.
We all know what happened in the 1930s, when trade wars only served to deepen the misery inflicted by the Great Depression. That is why, after World War II, countries agreed to gradually reduce tariffs.
But many continued to restrict flows of goods across borders in other ways as they sought to give their domestic industries an edge over foreign competitors.
One common method was to impose different exchange rates for different kinds of transactions in a bid to stimulate exports and discourage imports. That is one example of what is known as a multiple currency practice, or MCP. Another is to offer favorable exchange rates to selected industries.
In line with its mandate to promote international monetary cooperation, the IMF’s Articles of Agreement forbid its members to maintain MCPs in most circumstances. Countries have historically used such MCPs to mitigate balance of payments pressures, to raise fiscal revenues or allocate resources to specific entities or sectors. However, these practices can be distortionary, create unfair competitive advantage, and hamper international trade and foreign investment.
The Chart of the Week shows that the IMF’s policy has borne fruit. In the mid-1950s, about two-thirds of member countries maintained MCPs. While falling over time, the list continued to include advanced economies such as Belgium, France, Italy, and the UK as well as large emerging markets such as Argentina, Indonesia, Mexico, and Turkey until the 1980s. At the end of 2017, the proportion had dropped to about 15 percent, or 28 countries. That is down from 55 countries in 1986. The list is dominated by lower-middle and low-income economies, mainly in Africa and the Middle East, including Armenia, Burundi, Ghana, Kyrgyz Republic, Nigeria, Pakistan, and Sudan.
The IMF’s Articles of Agreement forbid its members to maintain MCPs in most circumstances.
The IMF is now reviewing its policy on MCPs, which was last updated in 1981, to keep up with developments in foreign exchange markets. The goal: to maintain the downward trend in MCPs and prevent a resurgence, including among larger economies—and maintain a level playing field in international trade.
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INDICADORES/INDICATORS
- US ECONOMIC INDICATORS
- US INTERNATIONAL TRADE IN GOODS AND SERVICES
- BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA
- BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO (Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
- BACEN. Indicadores Econômicos Consolidados
- BACEN. Câmbio
- BOVESPA
- INDICADORES DO BANCO MUNDIAL
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. 10/06/2019. PORTAL G1. Na 15ª queda seguida, mercado reduz previsão de alta do PIB de 2019 para 1%. Revisão para baixo da expectativa de expansão da economia vem após PIB negativo no primeiro trimestre. Projeção de inflação dos analistas dos bancos recuou para 2019.
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
Os economistas das instituições financeiras reduziram a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 1,13% para 1%. Foi a 15ª queda consecutiva do indicador.
A previsão consta no boletim de mercado também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (10), pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
VEJA O HISTÓRICO DAS PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2019
ESTIMATIVAS CONTIDAS NO RELATÓRIO FOCUS
26/04/2019
● : 1,7
● : 1,7
Fonte: BANCO CENTRAL
As revisões para baixo na expectativa de crescimento do mercado financeiro para o PIB deste ano começaram, com mais intensidade, após a divulgação do resultado do ano passado – quando a economia avançou 1,1%, e continuaram após a divulgação de uma contração no primeiro trimestre de 2019 (tombo de 0,2%).
No fim de março, o Banco Central estimou expansão de 2% para a economia brasileira neste ano (número pode ser revisto no fim de junho) e, na mais recentemente, o Ministério da Economia baixou a previsão de crescimento de 2,2% para 1,6% em 2019.
O mercado financeiro também começou a revisar a projeção de crescimento para 2020, que começou a recuar. Na semana passada, baixou a estimativa de alta do PIB do ano que vem de 2,50% para 2,23%. Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que continuou em 2,5% para os dois anos.
Inflação
Para 2019, os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação de 4,03% para 3,89%. A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Na semana passada, o IBGE informou que o IPCA ficou em 0,13% em maio, o que representa uma desaceleração ante a taxa de 0,57% de abril. Foi o menor resultado para um mês de maio desde 2006 (0,10%).
Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% a estimativa de inflação – em linha com a meta central de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.
Outras estimativas
- Taxa de juros - O mercado manteve em 6,5% ao ano a previsão para a taxa Selic no fim de 2019. Esse é o índice atualmente em vigor. Com isso, o mercado segue prevendo juros estáveis neste ano. Para o fim de 2020, a previsão caiu de 7,25% para 7% ao ano. Desse modo, os analistas continuam prevendo alta nos juros no ano que vem – embora em menor intensidade.
- Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 ficou estável em R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2020, permaneceu em R$ 3,80 por dólar.
- Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 caiu de US$ 50,50 bilhões para US$ 50,14 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 45,10 bilhões para US$ 45,55 bilhões.
- Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, cresceu de US$ 82,65 bilhões para US$ 83,60 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas permaneceu em US$ 84,36 bilhões.
BACEN. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2019. Economistas cortam no Focus previsão para indústria em 2019 em mais de 3 vezes; PIB deve crescer 1%
SÃO PAULO (Reuters) - Economistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central cortaram em mais de três vezes a estimativa para a produção industrial neste ano, para o qual passaram a ver expansão econômica de 1% em 2019 pela primeira vez, enquanto reduziram também a previsão para a taxa básica de juros em 2020.
O levantamento semanal apontou que a expectativa agora é de um crescimento da indústria de apenas 0,47% neste ano, contra expansão prevista anteriormente de 1,49%. Para 2020 permanece a projeção de crescimento de 3%.
A produção industrial brasileira iniciou o segundo trimestre com alta abaixo do esperado de 0,3% em abril, pressionada pela indústria extrativa e mostrando irregularidade.
Com isso, as contas para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019 passaram a 1%, de 1,13% na pesquisa anterior. A perspectiva para a economia no próximo ano também diminuiu, a 2,23%, de 2,50%.
Com a fraqueza da economia, os economistas agora veem a taxa básica de juros Selic em 7% ao final de 2020, de 7,25% antes. Para este ano, entretanto, ainda esperam manutenção na mínima recorde atual de 6,5%.
O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, vê a Selic ainda mais baixa em 2020, reduzindo a perspectiva a 6,5%, de 7% antes. Mas para este ano o grupo ainda vê estabilidade.
Para a inflação, os economistas passaram a ver uma taxa em 2019 abaixo de 4%. A expectativa agora é de alta do IPCA de 3,89%, contra 4,03% há uma semana, enquanto que para 2020 permanece a estimativa de avanço de 4%.
O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Por Camila Moreira
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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS
INFLAÇÃO
FGV. IBRE. 10/06/19. Índices Gerais de Preços. IPC-S. Inflação pelo IPC-S recua na primeira semana de junho
O IPC-S de 07 de junho de 2019 variou 0,12%, ficando 0,10 ponto percentual (p.p) abaixo da taxa registrada na última divulgação.
Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,49% para 0,18%). Nesta classe de despesa, cabe men-cionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 1,86% para 0,79%.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,54% para 0,40%), Alimentação (-0,37% para -0,49%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,62% para 0,47%), Despesas Diversas (0,23% para 0,01%) e Comunicação (-0,23% para -0,35%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,99% para 1,01%), doces e chocolates (2,84% para 2,25%), medicamentos em geral (1,51% para 0,94%), bilhete lotérico (11,44% para 2,03%) e pacotes de telefonia ?xa e internet (-1,05% para -1,45%).
Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,10% para 0,60%) e Vestuário (0,27% para 0,31%) apresentaram avanço em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: passagem aérea (-5,19% para 6,87%) e acessórios do vestuário (0,32% para 0,55%).
DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1560.htm
MERCADO DE TRABALHO
FGV. IBRE. 10/06/19. Sondagens e Índices de Confiança. IAEmp e ICD. Mercado de Trabalho: Indicador Antecedente de Emprego recua em maio
Indicador Antecedente de Emprego
O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas recuou 6,7 pontos em maio, para 85,8 pontos, o menor nível desde junho de 2016 (82,2 pontos). Em médias móveis trimestrais o indicador caiu 4,5 pontos, para 90,6 pontos.
“A quarta queda seguida do IAEmp registrada em maio reforça o cenário de calibragem das expectativas sobre a evolução do mercado de trabalho em 2019, fruto de um desapontamento com o ritmo de recuperação da atividade econômica e dos elevados níveis de incerteza. Enquanto esse quadro persistir é difícil imaginar uma recuperação consistente do IAEmp” afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.
Indicador Coincidente de Desemprego
O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,9 ponto em maio, para 95,7 pontos, o maior nível desde dezembro de 2018. O ICD é um indicador com sinal semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto maior o número, pior o resultado. Em médias móveis trimestrais o indicador subiu 1,2 ponto, para 94,9 pontos.
“O ICD voltou a ficar acima dos 95 pontos em maio de 2019. Apesar de ainda estar abaixo do nível do período eleitoral, o terceiro resultado negativo e o patamar elevado confirmam a percepção de lentidão na recuperação do mercado de trabalho”, continua Rodolpho Tobler.
Destaques do IAEmp e ICD
Todos os componentes do IAEmp registraram variação negativa entre abril e maio. As maiores contribuições para a queda do indicador, decorreram dos indicadores de Emprego Local Futuro dos Consumidores e Tendência de Negócios do setor de Serviços, com variações negativas na margem de 13,4 pontos e 9,1 pontos, respectivamente.
No mesmo período, as classes de renda que mais contribuíram para o aumento do ICD foram as dos consumidores com renda familiar de até R$ 2.100,00 e acima de R$9.600,00, cujo Indicador de Emprego (invertido) subiu 2,3 pontos e 3,4 pontos, respectivamente.
DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1561.htm
MERCADO DE IMÓVEIS
SECOVI-SP. PORTAL G1. ZAP IMÓVEIS. 10/06/2019. Vendas de imóveis novos em SP crescem pelo 4º mês seguido, aponta Secovi-SP. No acumulado de 12 meses, alta é de 16%, segundo o Sindicato da Habitação de São Paulo. Lançamentos acumulam alta de 25%.
As vendas de imóveis residenciais novos na cidade de São Paulo em abril registraram alta de 41%, na comparação com abril do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). Trata-se da 4ª alta mensal seguida nesta base de comparação.
Foram comercializadas em abril 2.541 unidades residenciais, segundo o Secovi-SP. O número, entretanto, foi menor que o registrado em março (2.987).
No acumulado de 12 meses, foram vendidas 31.700 unidades, o que corresponde a uma alta de 16% em relação aos 12 meses anteriores, quando as vendas totalizaram 27.319 unidades.
Já os lançamentos, de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), totalizaram 3.136 unidades residenciais, volume 50,7% superior ao mês de março (2.081 unidades) e 161,1% acima do apurado em abril de 2018 (1.201 unidades).
Em 12 meses, os lançamentos somaram 39.641 unidades, alta de 25,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Segundo o levantamento, o destaque de abril foi mais uma vez os imóveis de 2 dormitórios, que lideraram em quase todos os indicadores, registrando maior volume de vendas (1.602 unidades), lançamentos (1.866 unidades), e imóveis ofertados (13.048 unidades).
"Desde fevereiro, a Pesquisa do Mercado Imobiliário vem apresentando números de vendas e lançamentos superiores aos registrados no ano passado, quando comparados os dados mensais. Tal comportamento demonstra que, apesar das dificuldades da economia, os negócios imobiliários continuam sendo realizados", avaliou o Secovi-SP.
COMÉRCIO INTERNACIONAL
CHINA. PORTAL G1. AFP. 10/06/2019. Exportações da China aumentam em maio após queda em abril. Vendas ao exterior subiram 1,1% em ritmo anual em maio, depois de uma baixa de 2,7% em abril. Mas importações têm maior queda em 3 anos.
As exportações da China aumentaram em maio, após a queda registrada em abril, em um contexto de endurecimento da guerra comercial com Washington, de acordo com números oficiais divulgados nesta segunda-feira (10).
As vendas de China ao exterior subiram 1,1% em ritmo anual em maio, depois de uma baixa de 2,7% em abril.
No mesmo período, as importações registraram forte queda de 8,5%, após um avanço de 4% no mês anterior, anunciou a Alfândega. Trata-se da queda mais forte desde julho de 2016.
Desta maneira, o excedente comercial da segunda maior economia do mundo registrou forte alta em maio na comparação com o mês anterior (41,65 bilhões de dólares, contra US$ 13,8 bilhões em abril).
"Esperamos que o crescimento das exportações permaneça positivo em junho, provavelmente sustentado pelo embarque antecipado de exportações para os EUA, mas deve então cair no terceiro trimestre, quando esperamos que as tarifas ameaçadas sejam adotadas", disseram economistas do Nomura.
A tensão comercial entre Estados Unidos e China aumentou nas últimas semanas.
No dia 1 de junho, a China adotou novas tarifas sobre mais de 5.000 produtos americanos por um valor de 60 bilhões de dólares, em resposta a uma medida similar anunciada pelo governo dos Estados Unidos no início de maio.
O novo pacote de tarifas de Pequim, de até 25%, afeta produtos cosméticos, artigos de cozinha e esportivos, além de pianos, preservativos e alguns brinquedos.
Apesar da crise, o presidente americano Donald Trump ameaçou aumentar as tarifas de quase todas as importações procedentes da China.
Trump, no entanto, não descartou a possibilidade de um encontro com o presidente chinês Xi Jingping durante a reunião de cúpula do G20, que acontecerá no Japão nos dias 28 e 29 de junho.
"Me reunirei com o presidente Xi, veremos o que acontece", declarou Trump na quinta-feira.
Washington pretende reduzir o gigantesco déficit comercial com Pequim e deseja obter da China compromissos sobre o respeito da propriedade intelectual, assim como sobre o fim das transferências de tecnologia forçadas ou o abandono dos subsídios para as empresas estatais.
ENERGIA
OPEP. RÚSSIA. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2019. Rússia diz que ainda há risco de excesso de produção de petróleo e queda nos preços
Por Vladimir Soldatkin e Katya Golubkova
MOSCOU (Reuters) - A Rússia ainda vê riscos de um excesso de produção de petróleo levar a uma queda acentuada nos preços, disse o ministro de Energia do país nesta segunda-feira, sugerindo que o governo russo pode apoiar uma prorrogação de cortes de oferta em uma reunião de países produtores no próximo mês.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e alguns países não membros, incluindo a Rússia, um grupo que ficou conhecido como “Opep+”, estão cortando a produção desde janeiro para impulsionar os preços da commodity.
Mais cedo nesta segunda-feira, o ministro saudita de Energia, Khalid al-Falih, disse que a Rússia é o único exportador ainda indeciso sobre a necessidade de prorrogar os cortes até o final do ano, segundo a agência Tass— o pacto fechado pela Opep+ vence originalmente neste mês.
Em separado, o ministro russo das Finanças, Anton Siluanov, disse que os preços do petróleo poderiam cair a até 30 dólares por barril se a Opep e seus aliados decidissem não continuar com os cortes.
“Isso não está descartado. Depende muito, é claro, da situação do mercado no segundo semestre, no terceiro trimestre, e do equilíbrio entre oferta e demanda”, disse o ministro de Energia da Rússia, Alexander Novak, em uma conferência de imprensa, sentado ao lado de al-Falih.
Ele também disse que tensões comerciais e sanções são um fator que influenciará a decisão.
“Na verdade, há grandes riscos de sobreprodução. Mas, como um todo... nós precisamos analisar mais profundamente e ver como os eventos vão se desenvolver em junho para tomar uma decisão equilibrada na reunião conjunta da Opep+ em julho.”
Falih disse que tanto a Rússia quanto a Arábia Saudita, assim como o grupo Opep+, têm trabalhado para tomar medidas “preventivas” que evitem uma forte queda nos preços do petróleo.
Em entrevista à agência Tass, Falih disse que há um desentendimento com a Rússia sobre a prorrogação dos cortes em uma reunião em Viena nas próxima semanas.
“Então eu acredito que o único país que precisa embarcar agora é a Rússia... há um debate dentro do país, obviamente, sobre o volume exato que a Rússia deveria estar produzindo no segundo semestre”, afirmou ele, segundo a agência.
O presidente russo Vladimir Putin disse na semana passada que Rússia e Opep têm divergências sobre o que seria um preço justo para o petróleo, mas afirmou que uma decisão conjunta será tomada quando os lados se sentarem para discutir a política de produção.
O presidente da petroleira russa Rosneft, Igor Secchin, um poderoso executivo do setor, alertou que uma prorrogação dos cortes pode ser uma ameaça estratégica para o país, ao permitir que os EUA tomem participação dos russos no mercado de petróleo.
Reportagem adicional de Darya Korsusnskaya
CHINA. OPEP. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2019. Importações de petróleo da China recuam em maio após recorde em abril
CINGAPURA/PEQUIM (Reuters) - As importações de petróleo da China caíram 8% em maio ante uma máxima histórica no mês anterior, mostraram dados de alfândegas, com o principal importador global da commodity restringindo compras do Irã em meio a sanções dos Estados Unidos contra o país.
As importações chinesas caíram para 40,23 milhões de toneladas em maio, contra 43,73 milhões em abril, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.
Isso representa 9,47 milhões de barris por dia (bpd), queda de 11% frente a abril, que teve um dia a mais, segundo cálculos da Reuters, com pressão de menores importações do Irã e com muitas refinarias estatais paradas para manutenção.
“A principal razão para a queda nas importações chinesas é que as importações do Irã caíram fortemente em maio”, disse o analista Seng Yick Tee, da consultoria SIA Energy, em Pequim.
Com a redução nas importações junto ao Irã a partir de maio, a China ampliou compras de outros fornecedores do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Iraque e Emirados Árabes Unidos, além do Brasil.
No acumulado dos primeiros cinco meses do ano, as importações da China somaram um total de 205 milhões de toneladas, alta de 7,6% ante mesmo período do ano passado.
As importações de gás ficaram em 7,56 milhões de toneladas em maio, alta de 3,6% na comparação com mesmo mês do ano passado, mas levemente abaixo das 7,65 milhões de toneladas em abril.
Por Florence Tan
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LGCJ.: