US ECONOMICS
EL SALVADOR
DoC. USITC. June 1, 2019. Secretary of Commerce Leads U.S. Delegation to El Salvador. Secretary Ross and U.S. Government Officials Join the Inauguration of El Salvadoran President Nayib Bukele
WASHINGTON – From May 31 to June 1, U.S. Secretary of Commerce Wilbur Ross led a Presidential delegation to El Salvador to witness the inauguration of President Nayib Bukele, and to congratulate the Salvadoran people on the country’s success in a peaceful and democratic transition of power.
“The United States is committed to a strong relationship with El Salvador,” said Secretary of Commerce Wilbur Ross. “Under President Bukele’s leadership, it is our sincerest hope that El Salvador will become a prosperous nation where all Salvadorans can reap the benefits of new investments and economic growth.”
In recognition of President Bukele’s focus on economic development and an emphasis on partnership with the U.S. private sector, President Donald J. Trump named Secretary Ross to lead the delegation that attended El Salvador's Presidential inauguration ceremony.
In addition to witnessing the inauguration, Secretary Ross participated in a bilateral meeting with the incoming President and Foreign Minister, Alexandra Hill, while also joining leading Salvadoran and U.S. business leaders to discuss improving the investment climate and increasing economic growth across El Salvador.
Secretary Ross’s delegation included U.S. Ambassador to El Salvador Jean Elizabeth Manes, Acting President and Chief Executive Officer of the Overseas Private Investment Corporation (OPIC) David Bohigian, and U.S. Assistant Secretary of State for Western Hemisphere Affairs Kimberly Breier.
EL SALVADOR. REUTERS. 1 DE JUNHO DE 2019. Presidente de El Salvador assume com promessa de remédio amargo para desenvolver o país
Por Paula Rosales
SÃO SALVADOR (Reuters) - O presidente eleito de El Salvador, Nayib Bukele, assumiu o cargo neste sábado prometendo que durante seu mandato tomará decisões amargas para que o empobrecido país da América Central retome a liderança do desenvolvimento na região.
Em uma cerimônia inédita e eufórica realizada na praça principal da capital, o presidente fez uma comparação do país com uma criança doente que precisa de cuidados e atenção para melhorar.
O presidente, que não disse como espera resolver as questões de imigração, insegurança e corrupção, anunciou que vai promover projetos de grande escala, embora sem dar detalhes.
El Salvador tem uma taxa de 50,3 homicídios por 100.000 habitantes, uma das mais altas do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Além disso, centenas de salvadorenhos imigram para os Estados Unidos todos os anos, fugindo da pobreza, da violência e em busca de melhores oportunidades.
“Nosso país é como uma criança doente. Agora todos nós temos que cuidá-lo (...) tomar um remédio amargo. Temos que sofrer um pouco, (...) teremos um pouco de dor, assumir nossa responsabilidade e todos nós, como irmãos, levar essa criança, que é nossa família, nosso país, é El Salvador “, disse Bukele a cerca de 8.000 pessoas.
Bukele, um publicitário de 37 anos, venceu as eleições de fevereiro e quebrou três décadas de bipartidarismo entre a conservadora Aliança Republicana Nacionalista (ARENA) e a Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), que deixa o governo. O novo presidente foi eleito prometendo lutar corrupção e levar o país ao desenvolvimento.
“Haverá momentos difíceis, mas vamos tomar essas decisões com coragem e espero que vocês me acompanhem para defender essas decisões”, disse Bukele.
Pela primeira vez a posse em São Salvador aconteceu em uma praça pública em frente a milhares de salvadorenhos que exigiam aos gritos o fim da corrupção, a expulsão dos políticos tradicionais e a instalação de uma comissão de investigação, semelhante à que opera na vizinha Guatemala.
Reportagem adicional de Nelson Rentería
MÉXICO
EUA. MÉXICO. REUTERS. 1 DE JUNHO DE 2019. Lopez Obrador indica que pode fazer concessões para evitar ameaças de Trump
CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O presidente do México, Andrés Manuel Lopez Obrador, indicou que seu país pode apertar os controles de imigração para tentar desarmar as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas às exportações mexicanas, e disse que espera “bons resultados” das negociações marcadas para a próxima semana.
Trump afirmou na última quinta-feira que irá impor tarifas a partir do dia 10 de junho se o México não impedir o fluxo de imigração ilegal, especialmente da América Central, que cruza a fronteira entre o México e os EUA.
O ultimato atingiu os ativos financeiros mexicanos e os mercados globais, mas encontraram resistência de empresários americanos e parlamentares, preocupados com o impacto nas relações comerciais com o México, um dos principais parceiros comerciais dos EUA.
Em uma conferência de imprensa em Vera Cruz, no Golfo do México, Obrador afirmou que o México está pronto para intensificar medidas para conter a imigração para alcançar um acordo com os americanos.
“O principal é informar sobre o que já estávamos fazendo na questão da imigração e, se for necessário, reforçar as medidas sem violar os direitos humanos. Nós estamos preparados para chegar a um acordo”, disse Obrador.
Uma delegação mexicana liderada pelo ministro das Relações Exteriores, Marcelo Ebrard, irá discutir a questão com diplomatas americanos na quarta, em Washington.
A ameaça de Trump de atingir a economia mexicana é o maior teste da política externa de Obrador e um obstáculo difícil para as autoridades mexicanas, que lutam não apenas para conter a imigração ilegal como para lutar contra a violência de gangues no país.
A economia mexicana é bastante dependente das exportações para os Estados Unidos e reduziu no primeiro bimestre. Segundo o plano de Trump, as tarifas poderiam chegar a 25% este anos.
O presidente mexicano afirmou que o México não irá entrar em uma guerra comercial com os Estados Unidos, mas que seu governo tem um plano para o caso de Trump decidir aplicar as tarifas, mas não deu detalhes.
Reportagem de Dave Graham
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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS
VENEZUELA
MRE. AIG. NOTA-147. 30 de Mai de 2019. Apoio à transição democrática venezuelana
O governo brasileiro tomou conhecimento do diálogo mantido na Noruega pelo governo do Presidente Encarregado da Venezuela, Juan Guaidó, sobre a transição democrática naquele país. O governo brasileiro reitera seu apoio irrestrito ao Presidente Juan Guaidó em seus esforços em prol do restabelecimento da democracia na Venezuela e reafirma sua disposição de, individualmente ou em cooperação com outros países, contribuir para restaurar plenamente a democracia na Venezuela e aliviar o sofrimento do povo venezuelano.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL
PR. DESENVOLVIMENTO REGIONAL. 30/05/2019. Decreto institui nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional. Presidente afirma que é necessário valorizar e potencializar a riqueza do País. Presidente assina decreto da nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional.
Com o objetivo de fortalecer a capacidade produtiva em áreas menos desenvolvidas e reduzir as desigualdades regionais, o presidente Jair Bolsonaro assinou, hoje (30), em cerimônia no Palácio do Planalto, o decreto que institui a nova Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR). O texto atualiza a primeira versão do documento, publicado há 12 anos.
"Sempre tenho dito que precisamos valorizar e potencializar a imensa riqueza do nosso querido Brasil, por sua vasta biodiversidade e fantástica geografia. Estamos aqui hoje observando um dos tratados fundamentais da nossa Constituição Federal: garantir o desenvolvimento nacional e reduzir as desigualdades regionais", afirmou o presidente.
A atuação da Política se dará em três níveis. A primeira, macrorregional, voltada às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste – consideradas prioritárias na Constituição Federal de 1988 –, mas sem esquecer do Sul e do Sudeste. Estas áreas ficarão especialmente sob atenção do nível sub-regional, que vai focar no fortalecimento de localidades menos desenvolvidas dentro desses territórios. Por fim, haverá atenção especial a sub-regiões específicas: Semiárido, Faixa de Fronteira e Regiões Integradas de Desenvolvimento (Rides).
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, acrescentou que que a nova PNDR tem o propósito de reduzir as desigualdades econômicas e sociais não só entre as macroregiões, mas as diferenças que existem entre territórios dentro delas. "Com esse instrumento, vamos criar mais oportunidades para impulsionar a economia, gerar renda e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Fortalecer as regiões é investir no crescimento econômico e social do Brasil”, afirmou.
Para atingir essas metas, o documento se baseia em seis eixos estratégicos: desenvolvimento produtivo; ciência, tecnologia e inovação (CT&I); educação e qualificação profissional; infraestruturas econômica e urbana; desenvolvimento social e acesso a serviços públicos essenciais; e fortalecimento das capacidades governativas de estados e municípios.
Planos Regionais de Desenvolvimento
Na ocasião, também foram entregues três Planos Regionais de Desenvolvimento: da Amazônia, do Centro-Oeste e do Nordeste. Estes planos são uma série de projetos que buscam o desenvolvimento das cidades destas regiões.
Foram entregues nesta quinta-feira (30) ao presidente Jair Bolsonaro os três Planos Regionais de Desenvolvimento: da Amazônia, do Centro-Oeste e do Nordeste. Estes planos são uma série de projetos que buscam o desenvolvimento das cidades destas regiões. O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, explica como funcionarão estes planos.
VÍDEO DE APRESENTAÇÃO: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=ZAFk7RUvLPc
MINERAÇÃO
IPEA. 30/05/2019. Ipea analisa o impacto da indústria extrativa mineral no PIB. A expectativa é que o setor tenha crescimento nulo em 2019
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) publicou o documento Atividade econômica: desempenho do PIB, após analisar as contas nacionais divulgadas pelo IBGE nesta quinta-feira (30/05). O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução a economia, registrou queda de 0,2% no primeiro trimestre de 2019 em relação ao quarto trimestre de 2018, livre de efeitos sazonais. O resultado confirma a piora recente do cenário macroeconômico. Essa foi a primeira variação negativa desde o quarto trimestre de 2016. A indústria extrativa mineral apresentou desempenho negativo, com queda de 3% no primeiro trimestre de 2019, influenciada principalmente pela tragédia em Brumadinho (MG).
O documento produzido pelo Grupo de Conjuntura do Ipea estima que o resultado para a indústria extrativa mineral como um todo seja de crescimento nulo em 2019, caso o volume de produção de minério se mantenha constante na média do primeiro trimestre deste ano e que a produção de petróleo e gás aumente 7% no ano. Caso não tivesse ocorrido o problema nas barragens, estima-se que o crescimento poderia ser de 3,2% no ano. A diferença de 3,2% para 0% representa uma perda de 0,1 p.p. para o resultado anual do PIB.
De acordo com os pesquisadores, a ruptura da barragem da Vale em Brumadinho, no final de janeiro, impactou negativamente a produção de minério de ferro no trimestre, reduzindo as perspectivas para o resultado do ano. Além disso, as chuvas acima do normal no Maranhão atrapalharam o transporte do material. Porém, esse efeito é temporário e deve ser revertido nos próximos períodos.
O estudo sugere ainda um ritmo de crescimento mais lento da economia ao longo de 2019. De acordo com projeções dos pesquisadores, caso permaneça estagnado nos próximos três meses, o PIB fechará o ano com alta de 0,2%.
Atividade econômica: desempenho do PIB: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2019/05/30/atividade-economica-desempenho-do-pib-8/
TURISMO
MTurismo. 30 de Maio de 2019. Copa América movimenta turismo nacional. Bolivianos lideram procura por passagens para o Brasil durante a competição (+497%), seguidos dos peruanos (+285%) e chilenos (+141%)
Por Lívia Nascimento
Entre os dias 14 de junho e 07 de julho, o Brasil será sede da principal competição de seleções de futebol das américas. Para além dos gramados, turistas de onze países poderão conhecer e desfrutar dos destinos nacionais. O Ministério do Turismo teve acesso a um levantamento da Amadeus, uma das maiores empresas de tecnologia e viagens do mundo, que apontou que todos os países que participam da competição registraram aumento de reservas para destinos brasileiros neste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os campeões são os bolivianos, que compraram 497% mais passagens. Em seguida vêm os peruanos, com 285%; os chilenos, com 141%; os colombianos, com 126%; uruguaios, com 115%; e equatorianos, com 108%. Na Argentina, principal emissora de turistas internacionais para o Brasil – foram 2,2 milhões em 2017 – o aumento da procura foi de 64%. Confira tabela completa dos crescimentos abaixo.
Os resultados positivos também foram observados entre os dois países convidados para a competição: Catar e Japão. Nestes países, a busca pelo Brasil como destino, nos meses da competição, registrou aumento de 75% e 73%, respectivamente.
“Grandes eventos como a Copa América apenas reforçam a importância de grandes eventos para a atração de turistas. Tenho certeza que eles se surpreenderão com nosso país e ajudarão na nossa divulgação. Estamos promovendo grandes mudanças no turismo nacional, com foco em tornar nosso país mais atrativo e competitivo frente aos nossos concorrentes mundiais. Acredito que teremos excelentes resultados para compartilhar”, afirmou o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.
CIDADES PREFERIDAS - Os dados também apresentaram as cidades mais beneficiadas por receber partidas: São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. A procura pela capital paulista teve um aumento superior à média nacional entre os peruanos (631%), chilenos (615%) e colombianos (405%).
Cinco países ultrapassaram a média nacional quando o destino procurado foi o Rio de Janeiro. O maior crescimento foi observado entre cidadãos do Catar (1400%), seguido da Bolívia (945%), Uruguai (362%), Peru (351%) e Chile (153%). Já Salvador lidera entre cidadãos da Colômbia, com aumento de 1883%, e Equador, com 300%.
PAÍS CRESCIMENTO
Bolívia 497%
Peru 285%
Chile 141%
Colômbia 126%
Uruguai 115%
Equador 108%
Catar 75%
Japão 73%
EMBRATUR. 31/05/2019. Embratur divulga o Brasil no lançamento da Copa América. Representante do Instituto apresenta as cidades-sede da competição e reforça a imagem do Brasil como destino turístico
Durante o lançamento da CONMEBOL Copa América Brasil 2019, esta semana, na Embaixada do Brasil em Assunção, no Paraguai, país-sede da entidade de futebol, a Embratur reforçou a importância do torneio para a exposição do Brasil como destino turístico e apresentou as cidades-sede. O Instituto aproveitou a presença de operadores de turismo e jornalistas no evento e fez uma apresentação, mostrando a diversidade de opções para turistas que venham ao país para acompanhar os jogos possam curtir nossa natureza, nossa hospitalidade e nossos atrativos turísticos.
A solenidade marcou a chegada do troféu na sede da Embaixada. A coordenadora-geral de Inteligência Competitiva e Mercadológica do Turismo da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Leila Holsbach, participou da cerimônia ao lado do embaixador brasileiro Carlos Alberto Simas Magalhães. Como principal atração da noite, a taça original da competição foi exposta ao público. “Mostramos um país diverso, que conta com uma variedade de destinos, cultura, gastronomia, lazer e outros aspectos. Com foco nas cinco cidades [São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador] reforçamos a imagem do País e de nossas potencialidades turísticas para operadores, jornalistas e o público em geral presente na cerimônia”, informou Leila.
Além da coordenadora da Embratur e do embaixador brasileiro, participaram do ato de lançamento o presidente da CONMEBOL, Alejandro Domínguez; a representante da Secretaria Municipal de Turismo de Porto Alegre Juliane Noschang; membros do Comitê Descubra Brasil Paraguai e demais integrantes do corpo diplomático do Brasil no Paraguai, bem como autoridades locais e brasileiras.
O torneio
Um levantamento da Amadeus, uma das maiores empresas de tecnologia e viagens do mundo, divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Ministério do Turismo, mostra que todos os países que irão participar da competição registraram aumento de reservas para destinos brasileiros neste ano, em comparação ao mesmo período do ano passado.
Os campeões são os bolivianos, que compraram 497% a mais de passagens. Em seguida vêm os peruanos, com 285%; os chilenos, com 141%; os colombianos, com 126%; uruguaios, com 115%; e equatorianos, com 108%. Na Argentina, principal emissora de turistas internacionais para o Brasil, o aumento da procura foi de 64%. Os resultados positivos também foram observados entre os dois países convidados para a competição: Catar e Japão. Nestes países, a busca pelo Brasil como destino turístico, nos meses da competição, registrou aumento de 75% e 73%, respectivamente.
COMÉRCIO INTERNACIONAL
EUA. CHINA. PORTAL G1. AFP. 02/06/2019. China passa à contraofensiva na guerra comercial com EUA. País se diz pronto para conversar ou lutar e responsabiliza os Estados Unidos por entrave nas negociações
A China voltou a elevar o tom na guerra comercial com os Estados Unidos ao rejeitar, neste domingo (02), a responsabilidade no fracasso das negociações com Washington e sem permitir entrever uma saída para a crise a curto prazo.
Em questão de dias, Pequim passou à contraofensiva, quase um ano depois do início do confronto econômico contra Washington, com ameaças de embargo a certos metais, lista de empresas estrangeiras "não confiáveis", aumento de tarifas e retórica de guerra.
"A guerra comercial não devolveu a grandeza aos Estados Unidos", afirmou o vice-ministro chinês da Informação, Guo Weimin, parafraseando o slogan de campanha do presidente americano Donald Trump, "Make America great again".
O governo de Washington aumentou, em julho de 2018, as tarifas dos produtos chineses, medida que Pequim respondeu com sanções a produtos americanos.
Desde então, os preços e custos de produção aumentaram nos Estados Unidos, as exportações do país para a China registraram queda e o crescimento mundial está ameaçado, resumiu Guo ao apresentar à imprensa um Livro Branco.
O documento, de 21 páginas e que resume as posições chinesas, foi publicado um dia depois da entrada em vigor das novas tarifas punitivas a produtos americanos por um valor de US$ 60 bilhões importados a cada ano pela China, uma reposta às mais recentes sanções americanas, adotadas no início de maio contra US$ 200 bilhões de produtos chineses.
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"Estamos prontos"
Quase ao mesmo tempo, em Singapura, o ministro chinês da Defesa afirmou que a segunda maior potência econômica mundial responderá às medidas de Washington.
"A respeito da fricção comercial iniciada pelos Estados Unidos: se eles quiserem conversar, estamos com a porta aberta. Se quiserem lutar, estamos prontos", declarou o general Wei Fenghe durante um fórum de segurança internacional em Singapura, o Diálogo de Shangri-La.
Um mês depois do fracasso das negociações comerciais em Washington, Guo afirmou em Pequim que o governo dos Estados Unidos tem "total responsabilidade" no revés por ter alterado suas exigências em diversas ocasiões.
O governo chinês havia indicado que as negociações seriam retomadas em Pequim em uma data ainda a ser definida, mas na entrevista coletiva deste domingo não fez referência a possíveis datas.
Guo disse que não tem informações sobre um encontro bilateral entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, no fim de junho em Tóquio, à margem da reunião de cúpula do G20.
"Embora a cooperação seja a única opção possível entre os dois países, a China não fará concessões em seus princípios fundamentais", afirma o Livro Branco, que considera "totalmente infundadas" as acusações de roubo de propriedade intelectual formuladas pela administração Trump.
Guerra tecnológica
Além do enorme déficit na balança comercial, o governo americano denuncia os obstáculos que as empresas estrangeiras enfrentam na China, assim como as transferências forçadas de tecnologia e o apoio concedido às empresas públicas.
O confronto comercial seguiu para um conflito tecnológico. No mês passado, Washington incluiu a gigante chinesa das telecomunicações Huawei, suspeita de espionagem, em uma lista de empresas que não podem receber tecnologia americana.
Um golpe muito duro para a Huawei, que precisa de chips eletrônicos americanos para seus smartphones.
Pequim respondeu na sexta-feira (31) ao anunciar a criação de uma lista de empresas estrangeiras "não confiáveis".
O governo chinês também deu a entender que poderia bloquear as exportações de terras raras, metais que a indústria americana precisa para diversos setores de ponta.
Ao falar sobre a Huawei, o ministro chinês da Defesa ressaltou que não é uma empresa militar, apesar de seu fundador, Ren Zhengfei, ter sido engenheiro das Forças Armadas.
"Não pensem que, porque o CEO da Huawei serviu no exército, a empresa que construiu é parte do exército", afirmou o general Wei Fenghe.
EUA. CHINA. REUTERS. 2 DE JUNHO DE 2019. China e EUA têm novo atrito ligado a comércio e segurança regional
Por Lee Chyen Yee
CINGAPURA (Reuters) - A China e os Estados Unidos tiveram um novo atrito neste fim de semana relacionado a comércio e segurança, acusando um ao outro de desestabilizar a região e potencialmente o mundo.
Falando no Diálogo Shangri-La, a principal cúpula de defesa da Ásia, em Cingapura, o ministro da Defesa chinês, Wei Fenghe, alertou os EUA para que não interfiram em disputas de segurança ligadas a Taiwan e ao Mar do Sul da China.
No sábado, o secretário interino de Defesa dos EUA, Patrick Shanahan, disse à reunião que os norte-americanos não irão mais “andar na ponta dos pés” quanto ao comportamento chinês na Ásia.
“Talvez a maior ameaça de longo prazo aos interesses vitais de Estados ao nesta região venha dos atores que buscam enfraquecer, em vez de preservar, a ordem internacional baseada em leis”, disse Shanahan.
Foi a mais recente troca de comentários amargos entre os dois lados no momento em que as relações ficam cada vez mais estremecidas devido a uma intensa guerra comercial, ao apoio dos EUA a Taiwan, e à postura militar ostensiva da China no Mar do Sul da China, onde os norte-americanos também conduzem patrulhas livres de navegação.
A China tem se irritado particularmente com recentes decisões do governo do presidente Donald Trump de intensificar o apoio a Taiwan, democrático e auto-governado, incluindo navegações da Marinha dos EUA pelo Estreito de Taiwan, que separa a ilha da China.
Wei, trajando seu uniforme de general do Exército de Libertação Popular, disse que a China irá “lutar até o fim” se qualquer um tentar interferir em sua relação com Taiwan, considerado por Pequim um território sagrado que poderá ser tomado à força caso necessário.
“Se qualquer um ousar separar Taiwan da China, o Exército chinês não tem outra opção senão lutar a todo custo... os EUA são indivisíveis e a China também. A China deve ser, e será, reunificada”.
Ele, no entanto, disse que ambos os lados percebem que qualquer guerra entre os dois “traria desastre aos dois países e ao mundo”.
Os EUA, como a maioria dos países, não têm relações formais com Taiwan, mas são seu maior apoiador e principal fonte de armas.
Embora o tom de Shanahan tenha sido crítico à China, seu tom foi frequentemente conciliatório. Wei adotou uma postura mais combativa.
O governo de Taiwan condenou os comentários de Wei, dizendo que Taiwan nunca pertenceu à China, que Taiwan nunca aceitará as ameaças de Pequim e que a declaração da China de seu “desenvolvimento pacífico” é a “mentira do século”.
Taiwan “continuará a fortalecer suas capacidades de auto-defesa, defender a soberania e o sistema democrático do país e proteger o direito das 23 milhões de pessoas de Taiwan de livremente escolherem seu futuro”, disse o Conselho de Assuntos do Continente, em nota.
EUA. CHINA. FEDEX. REUTERS. 1 DE JUNHO DE 2019. China vai investigar FedEx por acusações de que encomendas foram desviadas
PEQUIM (Reuters) - A China vai investigar se a FedEx prejudicou os direitos e interesses de seus clientes, informou neste sábado a agência de notícias oficial Xinhua, depois da empresa de telecomunicações Huawei afirmar que encomendas direcionadas a ela foram desviadas.
Em meio a uma piora nas relações entre China e Estados Unidos, o Ministério do Comércio chinês informou na lista que faria uma lista de empresas estrangeiras e indivíduos “não confiáveis” que prejudicam os interesses chineses, mas não deu nomes.
A ameaça foi feita depois do governo americano colocar a Huawei e uma lista negra que na prática impede empresas americanas de fazer negócios com a companhia chinesa de telecomunicações.
Na sexta, a Huawei informou à Reuters que estava revendo sua relação com a Fedex. A empresa alega que a FedEx teria desviado dois pacotes destinados a endereços da Huawei na Ásia para os Estados Unidos e tentado desviar outros dois. A FedEx afirma que o desvio foi apenas um erro.
A agência Xinhua afirmou que a empresa recentemente errou entregas para endereços na China.
Na terça, a Fedex pediu desculpas pelos erros em suas contas em mídias sociais chinesas pelos erros e assegurou que não há “pressão externa” para desviar encomendas.
O governo americano acredita que a Huawei, a maior fabricante mundial de equipamentos de telecomunicações, é uma potencial ameaça de espionagem por causa de suas ligações próximas com o governo chinês.
Huawei tem negado repetidamente que seja controlada pelo governo chinês ou serviços militares ou de inteligência.
Reportagem de Ryan Woo e Pei Li
EUA. CHINA. JP MORGAN. REUTERS. 1 DE JUNHO DE 2019. JP Morgan revisa previsões de 2019 sobre os rendimentos dos EUA devido a tensões comerciais
NOVA YORK (Reuters) - Analistas do JP Morgan diminuíram suas expectativas sobre os rendimentos do Tesouro dos Estados Unidos em 2019, já que os riscos crescentes para a economia das tensões comerciais podem fazer com que o Federal Reserve reduza as taxas de juros duas vezes no segundo semestre do ano.
Eles revisaram para baixo suas metas de fim de ano em títulos do Tesouro de dois anos 1,40%, dos 2,25% anteriores, e no rendimento de 10 anos para 1,75% de 2,45%.
O economista do JP Morgan Michael Feroli disse na sexta-feira que espera que o banco central dos EUA abaixe as taxas de juros duas vezes no final deste ano, com um corte de 0,25 ponto percentual em setembro e outro de 0,25 ponto percentual em dezembro.
No início desta semana, investidores já retiravam recursos de ações e outros ativos de risco devido aos temores de uma guerra comercial prolongada entre a China e os Estados Unidos.
Na quinta-feira, o anúncio surpresa do presidente dos EUA, Donald Trump, de impor tarifas sobre o México a partir de 10 de junho fez estremecer os mercados financeiros, levando os investidores correr de investimentos em iene, bônus dos governos suíço e dos EUA.
Os rendimentos de dois anos nos EUA e os rendimentos de 10 anos caíram, na sexta, para 1,916% e 2,126%, respectivamente, menores níveis desde setembro de 2017.
A ação de Trump visa forçar o governo mexicano a impedir que imigrantes cruzem ilegalmente para os Estados Unidos em sua fronteira sul. Os analistas advertiram que as tarifas iniciais de 5% sobre as importações mexicanas, se entrarem em vigor, elevarão os custos para as empresas e consumidores dos EUA, criando problemas para a economia americana.
“Com este cenário, revisamos nossa projeção de juros mais baixa também, e não esperamos mais que os rendimentos subam mais para o final do ano. Em vez disso, acreditamos que os rendimentos caiam nos próximos meses”, escreveram os analistas do JP Morgan em pesquisa publicada no final da sexta-feira.
EUA. CHINA. REUTERS. 1 DE JUNHO DE 2019. EUA inicia cobrança de tarifas mais altas a importações chinesas via marítima
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos começaram a cobrar taxas de importação mais altas, em torno de 25%, sobre bens chineses que chegam ao país através dos portos, em uma escalada da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o que abre a porta para uma resposta do governo chinês.
O presidente americano, Donald Trump, impôs o aumento das taxas aos produtos chineses no dia 10 de maio, mas havia permitido um prazo adicional para os carregamentos marítimos que haviam deixado a China até esta data.
O governo americano estabeleceu o limite de 1o de junho para o uso da taxa alfandegária anterior, que era de 10%. A partir dessa data, o imposto passaria aos 25% anunciados.
O aumento inclui diversos setores, como eletrodomésticos, móveis, produtos de iluminação e modens e roteadores para internet.
Antes mesmo deste sábado, a China começou a aplicar taxas adicionais a uma lista de importações, em resposta às ações americanas, que ficam entre 20% e 25% sobre mais da metade dos 5.140 produtos americanos listados pelas autoridades chinesas. Antes disso, taxas de 5% a 10% já tinham sido implementadas.
Não há novas rodadas de negociações programadas entre os dois países, desde que o último encontro, no dia 10 de maio - mesmo dia em que Trump anunciou as novas barreiras - terminou em impasse.
O presidente americano acusou a China de romper um acordo para encerrar a disputa comercial ao voltar atrás em compromissos acordados em meses de negociação, o que o governo chinês nega.
Reportagem de David Lawder, Stella Qiu e Se Young Lee
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