ORGANISMS
CORRUPTION
IMF. MAY 28, 2019. CHART OF THE WEEK. Corruption and Your Money
The costs of corruption run deep. Your taxpayer dollars are lost in different ways, siphoned off from schools, roads, and hospitals to line the pockets of people up to no good.
Equally damaging is the way it corrodes the government’s ability to help grow the economy in a way that benefits all citizens.
And no country is immune to corruption. Our Chart of the Week from the Fiscal Monitor analyzes more than 180 countries and finds that more corrupt countries collect fewer taxes, as people pay bribes to avoid them, including through tax loopholes designed in exchange for kickbacks. Also, when taxpayers believe their governments are corrupt, they are more likely to evade paying taxes.
The chart shows that overall, the least corrupt governments collect 4 percent of GDP more in tax revenues than countries at the same level of economic development with the highest levels of corruption.

A few countries’ reforms generated even higher revenues. Georgia, for example, reduced corruption significantly and tax revenues more than doubled, rising by 13 percentage points of GDP between 2003 and 2008. Rwanda’s reforms to fight corruption since the mid-1990s bore fruit, and tax revenues increased by 6 percentage points of GDP.
These are just two examples that demonstrate that political will to build strong and transparent institutions can turn the tide against corruption. The Fiscal Monitor shines a light on fiscal institutions and policies, like tax administration or procurement practices, and show how they can fight corruption.
The costs of corruption run deep.
Where there is political will, there is a way
Fighting corruption requires political will to create strong fiscal institutions that promote integrity and accountability throughout the public sector.
Based on the research, here are some lessons for countries to help them build effective institutions that curb vulnerabilities to corruption:
Invest in high levels of transparency and independent external scrutiny. This allows audit agencies and the public at large to provide effective oversight. For example, Colombia, Costa Rica, and Paraguay are using an online platform that allows citizens to monitor the physical and financial progress of investment projects. Norway has developed a high standard of transparency to manage its natural resources. Our analysis also shows that a free press enhances the benefits of fiscal transparency. In Brazil, the results of audits impacted the reelection prospects of officials suspected of misuse of public money, but the impact was greater in areas with local radio stations.
Reform institutions. The chances for success are greater when countries design reforms to tackle corruption from all angles. For example, reforms to tax administration will have a greater payoff if tax laws are simpler and they reduce officials’ scope for discretion. To help countries, the IMF has built comprehensive diagnostics on the quality of fiscal institutions, including public investment management, revenue administration, and fiscal transparency.
Build a professional civil service. Transparent, merit-based hiring and pay reduce the opportunities for corruption. The heads of agencies, ministries, and public enterprises must promote ethical behavior by setting a clear tone at the top.
Keep pace with new challenges as technology and opportunities for wrongdoing evolve. Focus on areas of higher risk—such as procurement, revenue administration, and management of natural resources—as well as effective internal controls. In Chile and Korea, for example, electronic procurement systems have been powerful tools to curtail corruption by promoting transparency and improving competition.
More cooperation to fight corruption. Countries can also join efforts to make it harder for corruption to cross borders. For example, more than 40 countries have already made it a crime for their companies to pay bribes to gain business abroad under the OECD anti-corruption convention. Countries can also aggressively pursue anti–money laundering activities and reduce transnational opportunities to hide corrupt money in opaque financial centers.
Curbing corruption is a challenge that requires persevering on many fronts, but one that pays huge dividends. It starts with political will, continuously strengthening institutions to promote integrity and accountability, and global cooperation.
VIDEO: https://blogs.imf.org/2019/05/28/corruption-and-your-money/?utm_medium=email&utm_source=govdelivery
________________
ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS
AGRICULTURA
IPEA. 28/05/2019. Ipea revê para cima previsão do PIB Agro. Crescimento deve ser de 0,6% em 2019 em razão do desempenho positivo da pecuária
O setor agropecuário brasileiro deve avançar 0,6% em 2019, segundo projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 28, na Carta de Conjuntura do Instituto, e sinalizam melhora em relação aos 0,4% previstos em fevereiro deste ano.
A pecuária deve ser determinante para o crescimento do PIB agropecuário. A expectativa, confirmada por previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), é de crescimento para todos os itens da produção animal, com destaque para a produção de bovinos, suínos e leite. A maior contribuição para esse aumento é de bovinos, com previsão de incremento de 3% em relação ao ano passado – o grupo dos bovinos contribui com cerca de metade do PIB da pecuária.
A previsão para a agricultura, por outro lado, é de uma leve alta de 0,1%, explicada em grande medida pela queda na previsão da safra de soja, que deve encolher 4,4% segundo Levantamento Sistemático da Agricultura (LSPA) do IBGE. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o USDA também preveem queda de 4,2% e 4,1% na produção de soja em relação à safra passada.
Dentre os produtos da produção animal, além do bom desempenho esperado para os bovinos, há destaque para os suínos, com projeção de aumento na produção de 5,6% devido à disseminação da peste suína africana na China, que causará grande impacto na produção de carne de porco naquele país.
No caso da lavoura, apesar da expectativa de avanço expressivo de 12,6% para o milho e de 29% para o algodão em caroço – e do aumento da área plantada -, a previsão de queda na produção da soja foi determinante na revisão do PIB agro. O café também apresenta redução projetada de 10% da safra atual em comparação com a anterior – algo já esperado pelo setor.
Mercado de trabalho no Agronegócio
O número de trabalhadores ocupados no agronegócio se manteve estável no primeiro trimestre de 2019, com leve recuo de 0,23% em relação ao mesmo período do ano passado, apesar do recuo de trabalhadores nos segmentos agroindústria e primário – de acordo com cálculos feitos pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP. Os desempenhos positivos em insumos e agrosserviços foram responsáveis por segurar a taxa de ocupação do setor. Nesses segmentos, em termos absolutos, houve um incremento superior a 140 mil pessoas ocupadas.
O emprego no agronegócio reflete as tendências observadas no mercado de trabalho brasileiro: recuo de mão de obra com carteira assinada, em contraponto ao avanço de trabalhadores informais. Em relação à escolaridade, o setor agro concentra uma perda expressiva dos trabalhadores menos escolarizados. Na comparação do 1º trimestre de 2019 frente ao mesmo período no ano anterior, houve queda de 34,63% para esse grupo, em contraponto ao avanço de 7,43% no contingente de ocupados com nível superior completo ou incompleto.
Crédito Rural
A seção Economia Agrícola da Carta de Conjuntura traz, ainda, uma análise da evolução do crédito rural entre 2007 e 2018. O trabalho mostra que há uma tendência de crescimento da participação dos recursos não controlados, especialmente da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA); das cooperativas de crédito; e das contratações a taxas de mercado. Ao mesmo tempo, verifica-se tendência de redução da subvenção pública explícita.
DOCUMENTO: http://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=34767&Itemid=3
INDÚSTRIA
FGV. IBRE. 28/05/19. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem da Indústria. Confiança da Indústria: empresariado pessimista e expectativas piorando em maio
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 0,7 ponto em maio de 2019, para 97,2 pontos.
“As expectativas da indústria continuaram piorando em maio e retratam agora um empresariado ligeiramente pessimista em relação aos próximos meses. Quanto ao desempenho do setor no mês, há sinais dúbios. Após meses andando de lado, o nível de utilização da capacidade voltou a subir, mas houve, em paralelo, acúmulo de estoques indesejados”, comenta Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV IBRE.
Em abril, a confiança caiu em 10 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O Índice da Situação Atual (ISA) permaneceu estável em 98,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto, para 95,9 pontos.
O indicador que mede a perspectiva de contratações do setor nos três meses seguintes recuou 3,6 pontos, exercendo a principal influência para o resultado negativo do IE no mês. A parcela de empresas que preveem aumento do total de pessoal ocupado caiu de 17,6% para 13,9% entre abril e maio, enquanto a das que projetam diminuição aumentou de 16,8% para 17,1% do total. Em menor proporção, o indicador que mede otimismo dos empresários em relação à evolução do ambiente de negócios nos seis meses também recuou, passando de 100,0 pontos em abril para 98,4 em maio, indicando leve pessimismo.
Com relação à situação atual, houve queda de 2,9 pontos do indicador do nível de estoques (101,7 para 98,8 pontos). As outras duas variáveis caminharam no sentido contrário levando à estabilidade do ISA no mês.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,8 p.p. entre abril e maio, retornando para 75,3%, o mesmo nível de novembro de 2018.
DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1546.htm
ECONOMIA BANCÁRIA
BACEN. PORTAL G1. 28/05/2019. Cinco maiores bancos comerciais detinham 84,8% do mercado de crédito no fim de 2018, revela BC. Informações constam no relatório de Economia Bancária, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (28).
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
Os cinco maiores conglomerados bancários do país, Itaú-Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Santander, fecharam o ano de 2018 com 84,8% do mercado de crédito e com 83,8% dos depósitos totais, informou o Banco Central (BC) nesta terça-feira (28).
Esse cálculo engloba os bancos comerciais, os múltiplos com carteira comercial e as caixas econômicas. Os dados estão no Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre do ano passado.
Segundo o Banco Central, houve pequena queda em relação à concentração bancária registrada no fechamento de 2017, quando essas instituições financeiras detinham 85,8% de todas as operações de crédito e 85% dos depósitos bancários.
PARTICIPAÇÃO DOS 5 MAIORES BANCOS COMERCIAIS NO CRÉDITO
EM % DO VOLUME TOTAL
2017
85,8
85,8
Fonte: BANCO CENTRAL
O BC já tinha informado, anteriormente, que a rentabilidade dos bancos brasileiros terminou 2018 no maior patamar em sete anos, e que o lucro líquido dos bancos somou R$ 98,5 bilhões no ano passado e, com isso, bateu recorde da série histórica, que começa em 1994.
LUCRO LÍQUIDO DOS BANCOS (EM R$ BILHÕES)
RESULTADO FOI O MAIOR DA HISTÓRIA NO ANO PASSADO
Fonte: BANCO CENTRAL
Os dados foram divulgados em um momento de questionamento da concentração de mercado e do impacto disso nos juros bancários, que continuam em patamar elevado em relação ao resto do mundo, mesmo em um cenário de redução da taxa básica da economia. Atualmente, a taxa está na mínima histórica de 6,5% ao ano.
Informações do BC mostram que, em março (último dado disponível), os juros do cheque especial e do cartão de crédito voltaram a subir. No caso do cheque especial, a taxa foi de 317,9% ao ano, em fevereiro, para 322,7% ao ano, em março. Já os juros do cartão de crédito passaram de 295,5% ao ano, em fevereiro, para 299,5% ao ano, em março. Foi a quinta alta seguida.
Em fevereiro, ao ser sabatinado no Senado, antes de assumir a presidência do BC, o economista Roberto Campos Neto afirmou que o sistema bancário brasileiro não é mais “concentrado” do que em outras economias desenvolvidas, e acrescentou que os bancos do país também são competitivos.
Na semana passada, em seminário, porém, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o país não consegue mobilizar riquezas pois possui "200 milhões de patos, três empresas de energia, seis bancos, uma empresa de petróleo, e quatro empreiteiras". Concluiu dizendo que "isso é um erro". "O pais é riquíssimo, basta deixar ele funcionar", afirmou. O ministro Guedes tem defendido uma maior abertura e concorrência na economia brasileira.
Ativos totais
O Banco Central divulgou, no ano passado, uma comparação da concentração bancária dos cinco maiores bancos brasileiros em relação aos ativos totais do sistema financeiro, com base no ano de 2016, em relação a outros países.
Razão de concentração dos 5 maiores bancos nos ativos totais
RESULTADO RELATIVO AO ANO DE 2016
Fonte: BANCO CENTRAL
Concorrência X concentração
No relatório de Economia Bancária, divulgado nesta terça-feira, o BC avaliou que, comparando os períodos 2000-2008 (pré-crise financeira internacional) e 2009-2018 (pós-crise financeira internacional), houve aumento do grau de concorrência entre instituições financeiras.
"Esse movimento ocorreu apesar do aumento da concentração ocorrida no período, tanto pelo crescimento orgânico mais rápido de instituições financeiras mais eficientes, quanto por atos de concentração (fusões e aquisições). Em 2017 e 2018, os indicadores ficaram relativamente estáveis na comparação com 2016", acrescentou a instituição.
O BC acrescentou, ainda, que as instituições de grande porte, apesar de possuírem elevada participação no mercado de crédito, operam com "mark-up" [marcação de preço] sobre o custo marginal menor do que as demais instituições financeiras.
BACEN. REUTERS. 28 DE MAIO DE 2019. Concentração bancária no Brasil tem leve queda em 2018, aponta BC
Por Marcela Ayres
BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central apontou que a concentração bancária no Brasil teve leve queda em 2018, com as cinco maiores instituições — Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Santander — detendo 81,2% dos ativos totais do segmento bancário comercial, ante 82,6% em 2017.
Em seu Relatório de Economia Bancária, o BC apontou ainda que esse grupo passou a responder por 84,8% das operações de crédito no segmento, sobre 85,8% anteriormente. Em relação aos depósitos totais, houve queda para 83,8% do total, sobre 85% em 2017.
No documento, o BC chamou a atenção para a queda na fatia detida por BB e Caixa de 2016 a 2018.
“Para o segmento bancário comercial ... essa participação decresceu de 40,3% para 38,1% nos ativos totais; de 50,2% para 40,2% nos depósitos totais; e de 50,6% para 48,0% nas operações de crédito”, pontuou.
Na véspera, o BC já havia adiantado parte do material publicado na íntegra nesta manhã, indicando que o spread bancário está mais correlacionado com concorrência do que com a concentração do setor no país.
Em outro box do mesmo relatório divulgado na semana passada, o BC também apontou que a inadimplência é o principal componente do spread bancário e que, para baixar o spread, há necessidade de melhorar o processo de recuperação de garantias no sistema financeiro.
De acordo com o relatório, o componente de inadimplência diminuiu seu peso relativo no spread do Indicador de Custo de Crédito (ICC) em 2018, mas seguiu na dianteira na comparação com as demais variáveis, com percentual de 33,6%.
Ele foi seguido pela representatividade das despesas administrativas (28,2%), dos tributos e Fundo Garantidor de Crédito (21,6%) e da margem financeira do ICC (16,7%).
Em 2017, o componente de inadimplência havia mostrado um peso maior (38,9%), ao passo que a margem financeira do ICC havia sido menor (14,1%).
FINTECHS
O BC destacou no relatório que as fintechs ainda têm baixa representatividade no Brasil, mas afirmou que a expectativa é que haja um crescimento significativo dessas empresas, “tendo em conta o volume de pleitos de constituição recebidos e em análise”.
No universo das fintechs, 10 Instituições de Pagamento (IPs) estavam autorizadas a operar em dezembro de 2018, e apenas uma nas modalidades de Sociedade de Crédito Direto (SCD) e Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP).
O BC também trouxe um box no relatório em que tratou especificamente sobre sua decisão, em agosto de 2018, de aprovar a compra pelo Itaú de 49,9% do capital social total da XP Investimentos, com possibilidade de compra adicionallimitada a 12,5% desse capital em 2022.
“A análise efetuada pelo BCB reafirma a necessidade de que a abordagem de atos de concentração seja voltada tanto para os aspectos quantitativos quanto para os aspectos qualitativos de cada situação, devendo ser atribuída especial atenção às consequências que a operação pode produzir sobre os mercados afetados e sobre os mercados correlatos, de modo a mitigar, inclusive por meio de medidas compensatórias, o risco de consolidação, ao longo do tempo, de estruturas em que as condutas prejudiciais ao ambiente concorrencial se mostrem mais prováveis”, disse.
DOCUMENTO: https://www.bcb.gov.br/publicacoes/relatorioeconomiabancaria
EMPREGO
SEADE. DIEESE. 28.05.2019. Taxa de desemprego aumenta pelo segundo mês seguido
As informações da Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese, mostram que a taxa de desemprego total na Região Metropolitana de São Paulo aumentou de 16,1%, em março, para 16,7%, em abril. Segundo suas componentes, a taxa de desemprego aberto elevou-se de 13,5% para 13,9% e a de desemprego oculto passou de 2,6% para 2,8%.
O total de desempregados foi estimado em 1.872 mil pessoas, 100 mil a mais do que no mês anterior. Esse resultado decorreu do aumento insuficiente do nível de ocupação (geração de 105 mil postos de trabalho, ou 1,1%), para absorver a expansão da População Economicamente Ativa (205 mil pessoas se incorporaram à força de trabalho da região, ou 1,9%).
O contingente de ocupados foi estimado em 9.339 mil pessoas. Segundo posição na ocupação, diminuiu o emprego assalariado (-1,3%), resultado da retração do assalariamento com carteira de trabalho assinada no setor privado (-2,2%), parcialmente compensada pelo aumento do assalariamento sem carteira assinada (3,6%). Elevaram-se os contingentes de autônomos (9,6%), empregados domésticos (1,0%) e aqueles classificados nas demais posições (4,5%) – composto por empregadores, donos de negócio familiar, trabalhadores familiares sem remuneração e profissionais liberais.
Entre fevereiro e março de 2019, permaneceu relativamente estável o rendimento médio real dos ocupados (-0,1%) e elevou-se o dos assalariados (1,0%), que passaram a ser estimados em R$ 2.100 e R$ 2.208, respectivamente.
Pesquisa: http://www.seade.gov.br/produtos/midia/2019/05/PED_RMSP_413_abr-2019.pdf
DÍVIDA PÚBLICA
MEconomia. STN. 28/05/2019. Estoque da Dívida Pública Federal totalizou R$ 3,879 trilhões em abril. No mês, o custo médio das emissões da dívida interna acumulado em doze meses permaneceu no menor valor da série histórica
O Tesouro Nacional divulgou, nesta terça-feira (28/05), o Relatório Mensal da Dívida Pública Federal (DPF) do mês abril. O estoque da dívida apresentou decréscimo, em termos nominais, de 1%, passando de R$ 3,917 trilhões, em março, para R$ 3,879 trilhões, em abril.
A Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve seu estoque diminuído em 1,09%, passando de R$ 3,764 trilhões para R$ 3,723 trilhões. A redução se deu devido ao resgate líquido de R$ 69,36 bilhões, parcialmente compensado pela apropriação positiva de juros, no valor de R$ 28,80 bilhões.
Em abril, as emissões da DPMFi alcançaram R$ 56,56 bilhões, dos quais R$ 28,19 bilhões são em títulos com remuneração prefixada, R$ 6,09 bilhões remunerados por índice de preços e R$ 22,27 bilhões em títulos indexados à taxa flutuante. Desse total, foram emitidos R$ 53,92 bilhões nos leilões tradicionais, R$ 2,61 bilhões relativos às vendas de títulos do Programa Tesouro Direto e R$ 30 milhões referentes às emissões diretas.
O custo médio das emissões da dívida interna nos últimos 12 meses foi de 7,27% ao ano, em número que representa o menor valor da série histórica (que teve início em dezembro de 2010).
Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa (DPFe) houve aumento de 1,03% sobre o apurado em março, encerrando o mês de abril em R$ 155,29 bilhões. Desse total, R$ 140,58 bilhões são referentes à dívida mobiliária e R$ 14,71 bilhões à dívida contratual.
Mercados em abril e maio
No mês de abril, o tom foi positivo nos mercados externo e interno se comparado a março. A melhora é devido à distensão na guerra comercial entre as duas maiores economias mundial - EUA e China - e também aos índices de atividade destes dois países, conforme avaliação realizada pela equipe do Tesouro Nacional composta por Luis Felipe Vital (Coordenador-Geral de Operações da Dívida Pública), Márcia Tapajós (Coordenadora-Geral de Controle e Pagamento da Dívida) e Luiz Fernando Alves (Coordenador-Geral de Planejamento Estratégico da Dívida Pública).
No Brasil, as quedas nas taxas de juros dos títulos da dívida pública ao longo do mês de abril indicam diminuição da instabilidade. Este movimento, segundo Luis Felipe Vital, “é sintoma que representa visão otimista dos investidores em relação às reformas, principalmente a da Previdência”.
Já em maio, um ou outro evento relacionado à guerra comercial levaram volatilidade para o mercado global no mês, o que acabou por repercutir também no mercado de emergentes. Para a equipe da Dívida Pública, a instabilidade externa, todavia, não gerou impactos na economia doméstica. Com isso, segue-se no país o tom de otimismo que predominou em abril.
Detentores
Os Não-residentes apresentaram aumento de R$ 4,55 bilhões em seu estoque, o que elevou a participação relativa desse grupo, que subiu de 12,24% para 12,5%. Desde o início do ano, o grupo tem aumentado a participação. Luis Felipe Vital destacou que a reforma da Previdência, uma vez concluída, gerará “fluxo positivo e consistente do investimento de Não-residentes”.
O grupo Governo teve uma participação relativa de 4,35%. O estoque das Seguradoras encerrou o mês em R$ 149,73 bilhões. No grupo Previdência, houve aumento do estoque, que foi de R$ 908,95 bilhões para R$ 951,52 bilhões.
Instituições financeiras reduziram o estoque em R$ 34,62 bilhões, atingindo R$ 805,97 bilhões no mês. O grupo Fundos de Investimento também reduziu o estoque, que passou de R$ 1,025 trilhão para 972 bilhões e permanece como principal detentor, com participação de 26,12% no mês.
Tesouro e Banco Mundial lançam título na bolsa em parceria inovadora
O grande destaque para o mês de abril foi o lançamento em bolsa de valores do fundo de investimentos IMAB11. Este título é na verdade um ETF (ou ‘exchange traded fund’), que é um fundo de investimento negociado em bolsa de valores como se fosse uma ação igual às demais.
Além da própria parceria entre órgãos governamental e intergovernamental, a inovação está em o IMAB11 ser o primeiro ETF de renda fixa referenciado em índice de títulos públicos. O lançamento do título (ou da ‘ação’) está vinculado ao maior projeto do Tesouro relacionado à promoção do mercado de títulos públicos.
São potenciais benefícios relacionados do desenvolvimento do mercado de ETF de títulos públicos no Brasil: maior liquidez do mercado secundário de títulos públicos; aumento da transparência e eficiência na precificação desses papéis; consolidação de ‘benchmarks’ alternativos ao CDI; estímulo ao mercado de títulos de longo prazo e, por conseguinte, à poupança (e à Educação Financeira) de longo prazo; e diversificação da base de investidores.
Tesouro Direto
A venda de títulos foi de R$ 2,610 bilhões e resgates correspondem R$ 1,427 bilhão. O título mais demandado foi o Tesouro Selic, que respondeu por 49,78 do montante emitido. O estoque do Tesouro Direto encerrou o mês em de R$ 59,3 bilhões, o que representa aumento de 2,95% em relação a abril de 2018.
Operações até R$ 5 mil responderam por 85,2% das vendas de títulos do Tesouro Direto, que registrou 206 mil novos investidores cadastrados, dos quais 56.697 efetivamente compraram título já no primeiro mês de participação no programa. Para Vital, a forte presença deste grupo no Tesouro Direto representa, além da possibilidade de investimento, que outro objetivo do programa também está sendo alcançado e que é relacionado à promoção da Educação Financeira de modo geral.
Relatório: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/en/relatorio-mensal-da-divida
COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO
OCDE. G20. PORTAL G1. JORNAL VALOR ECONÔMICO. Brasil tem a 3ª maior queda no comércio entre países do G20, diz OCDE. Total de exportações e importações brasileiras no primeiro trimestre sofreu contração de US$ 6,9 bilhões, comparado ao trimestre anterior.
O comércio internacional de mercadorias das maiores economias desenvolvidas e emergentes, reunidas no G20, continuou fraco no primeiro trimestre, sofrendo o impacto das disputas entre EUA e China.
Levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que, no G20, o comércio exterior do Brasil teve a terceira maior queda em valor no primeiro trimestre, só atrás da Coreia do Sul e da Indonésia.
O total de exportações e importações brasileiras no período sofreu contração de US$ 6,9 bilhões, comparado ao trimestre anterior. As exportações ficaram em US$ 58,6 bilhões comparado a US$ 62,6 bilhões no quatro trimestre de 2018. As importações ficaram em US$ 42,4 bilhões, ante US$ 45,2 bilhões no trimestre anterior.
O resultado das trocas para o Brasil tem a ver mais com a desvalorização forte do real recentemente, refletindo incertezas no cenário doméstico. A escalada de tensões comerciais entre Washington e Pequim também afetou a taxa de câmbio de várias economias emergentes.
As exportações de mercadorias dos países do G20 cresceram apenas 0,4% na comparação com quarto trimestre. Já as importações declinaram 1,2%. Comparado ao terceiro trimestre de 2018, depois da entrada em vigor da primeira série de sobretarifas afetando o comércio entre os EUA e China, as exportações do G20 diminuíram 0,8% e as importações tiveram baixa de 2,7%.
A OCDE mostra que as importações dos EUA tiveram contração de 1,9% no primeiro trimestre. Mas as compras americanas de produtos chineses tiveram queda de 12%, a mais forte já registrada.
Por sua vez, a China importou menos 0,5% do mundo inteiro, comparado a contração de 6% no trimestre anterior. As exportações chinesas aumentaram em 3,9% e as dos EUA em 0,7%.
Impactos da guerra comercial
As tensões comerciais entre os EUA e China continuam a afetar duramente as cadeias logísticas estreitamente integradas no comércio global, com impacto nos negócios especialmente de economias asiáticas. Nesse cenário, as exportações da Indonésia caíram 4,3% e as importações degringolaram 15,3%. Na Coreia do Sul, as vendas externas tiveram baixa de 1,7% e as importações de 7,7%. O Japão também vendeu menos 2,3% e importou menos 4,7% no primeiro trimestre.
Conforme a OCDE, entre outras economias do G20, somente o Reino Unido registrou forte crescimento das exportações, de 5%. Isso é atribuído em parte à estocagem de empresas e ao crescimento da atividade comercial no meio das incertezas provocadas pelo Brexit (saída do Reino Unido do mercado comum europeu).
Um dos poucos países onde as importações cresceram bastante em valor foi a Turquia, com alta de 5,3%.
Conforme um indicador da Organização Mundial do Comércio (OMC), a fraqueza das exportações e importações vai prosseguir no segundo trimestre. As perspectivas são de piorar mais, se a escalada de tensões não for resolvida ou se políticas macroeconômicas fracassarem nos ajustamentos necessários às circunstancias atuais.
O indicador da OMC mostra que as encomendas, produção e vendas de automóveis e também de produtos agrícolas estão no vermelho e bem abaixo do índice 100 do órgão, indicando crescimento abaixo da tendência no médio prazo.
________________