MDIC. 20/02/2017. Terceira semana de fevereiro tem superávit de US$ 1,249 bilhão. No acumulado do ano, saldo positivo chega a US$ 5,140 bilhões, com crescimento de 85,3% em relação ao mesmo período de 2016
Brasília (20 de fevereiro) – Na terceira semana de fevereiro, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,249 bilhão, com exportações de US$ 4,274 bilhões e importações de US$ 3,025 bilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira pelo MDIC.
No período, a média das exportações chegou a US$ 854,8 milhões – valor 12% acima do registrado até a segunda semana de fevereiro (US$ 763,5 milhões). Houve aumento de 40,1% nas exportações de produtos básicos, por conta de petróleo em bruto, soja em grão, minério de ferro, carne bovina e minério de alumínio. Já os embarques de semimanufaturados tiveramredução de 9,4% e os de manufaturados caíram, 8,7%, em função de ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto e ferro spiegel (semimanufaturados), e de óleos combustíveis, tubos flexíveis, de ferro ou aço, suco de laranja não congelado, polímeros plásticos, motores e geradores elétricos (manufaturados).
Em relação à média diária das importações, houve uma retração de 2,1%. Caíram os gastos com combustíveis e lubrificantes, químicos orgânicos e inorgânicos, filamentos e fibras sintéticas e artificiais, cereais e produtos da indústria da moagem, aeronaves e peças.
Mês
Em fevereiro, até a terceira semana,as exportações somam US$ 10,383 bilhões e as importações, US$ 7,968 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,415 bilhões. Nas exportações, comparadas as médias até a terceira semana de fevereiro (US$ 798,7 milhões) com a de fevereiro de 2016 (US$ 702,3 milhões), houve crescimento de 13,7%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+31,9%), e manufaturados (+3,5%), Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-5,1%). Em relação a janeiro de 2017, houve crescimento de 17,8%, em virtude dos aumentos nas vendas de produtos manufaturados (+29,5%) e básicos (+18%), enquanto caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-3,4%).
Nas importações, a média diária até a terceira semana de fevereiro deste ano (US$ 612,9 milhões), ficou 13% acima da média de fevereiro de 2016 (US$ 542,2 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool, combustíveis e lubrificantes, adubos e fertilizantes, equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos automóveis e partes. Na comparação com janeiro de 2017, houve crescimento de 10,7%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes, bebidas e álcool, farmacêuticos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes.
Acumulado
De janeiro até a terceira semana de fevereiro, os embarques totalizam US$ 25,294 bilhões e as compras externas, US$ 20,154 bilhões. O resultado da balança comercial é superavitário em US$ 5,140 bilhões, o que representa um crescimento de 85,3% em relação ao valor apurado no mesmo período do ano passado (US$ 2,773 bi). Pela média diária, houve crescimento de 74,7%.
RESULTADOS GERAIS
Na terceira semana de fevereiro de 2017, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,249 bilhão, resultado de exportações no valor de US$ 4,274 bilhões e importações de US$ 3,025 bilhões. No mês, as exportações somam US$ 10,383 bilhões e as importações, US$ 7,968 bilhões, com saldo positivo de US$ 2,415 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 25,294 bilhões e as importações, US$ 20,154 bilhões, com saldo positivo de US$ 5,140 bilhões.
ANÁLISE DA SEMANA
A média das exportações da 3ª semana chegou a US$ 854,8 milhões, 12,0% acima da média de US$ 763,5 milhões até a 2ª semana, em razão do aumento nas exportações de produtos básicos (+40,1%, de US$ 315,4 milhões para US$ 441,7 milhões, por conta de petróleo em bruto, soja em grão, minério de ferro, carne bovina, minério de alumínio). Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-9,4%, de US$ 118,4 milhões para US$ 107,2 milhões, em razão de ouro em formas semimanufaturadas, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido bruto e ferro spiegel, couros e peles, ferro-ligas) e manufaturados (-8,7%, de US$ 312,1 milhões para US$ 285,1 milhões, em razão, principalmente, de óleos combustíveis, tubos flexíveis, de ferro ou aço, suco de laranja não congelado, polímeros plásticos, motores e geradores elétricos).
Do lado das importações, apontou-se retração de 2,1%, sobre igual período comparativo (média da 3ª semana, US$ 605,0 milhões sobre média até a 2ª semana, US$ 617,8 milhões), explicada, principalmente, pela queda nos gastos com combustíveis e lubrificantes, químicos orgânicos e inorgânicos, filamentos e fibras sintéticas/artificiais, cereais e produtos da indústria da moagem, aeronaves e peças.
ANÁLISE DO MÊS
Nas exportações, comparadas as médias até a 3ª semana de fevereiro/2017 (US$ 798,7 milhões) com a de fevereiro/2016 (US$ 702,3 milhões), houve crescimento de 13,7%, em razão do aumento nas vendas de produtos básicos (+31,9%, de US$ 275,9 milhões para US$ 364,0 milhões, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, minério de ferro, soja em grão, carnes de frango e suína, café em grão) e manufaturados (+3,5%, de US$ 291,6 milhões para US$ 301,7 milhões, por conta de óleos combustíveis, automóveis de passageiros, veículos de carga, partes de motores e turbinas para aviação, hidrocarbonetos e seus derivados halogenados). Por outro lado, caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-5,1%, de US$ 120,2 milhões para US$ 114,1 milhões, por conta de celulose, açúcar em bruto, couros e peles, ouro em formas semimanufaturadas, óleo de dendê). Relativamente a janeiro/2017, houve crescimento de 17,8%, em virtude dos aumentos nas vendas de produtos manufaturados (+29,5%, de US$ 232,9 milhões para US$ 301,7 milhões) e básicos (+18,0%, de US$ 308,5 milhões para US$ 364,0 milhões), enquanto caíram as vendas de produtos semimanufaturados (-3,4%, de US$ 118,1 milhões para US$ 114,1 milhões).
Nas importações, a média diária até a 3ª semana de fevereiro/2017, de US$ 612,9 milhões, ficou 13,0% acima da média de fevereiro/2016 (US$ 542,2 milhões). Nesse comparativo, cresceram os gastos, principalmente, com bebidas e álcool (+308,2%), combustíveis e lubrificantes (+42,5%), adubos e fertilizantes (+33,5%), equipamentos elétricos e eletrônicos (+28,0%), veículos automóveis e partes (+11,7%). Ante janeiro/2017, houve crescimento de 10,7%, pelos aumentos em combustíveis e lubrificantes (+72,0%), bebidas e álcool (+49,6%), farmacêuticos (+45,0%), químicos orgânicos/inorgânicos (+18,2%), veículos automóveis e partes (+7,8%).
BACEN. REUTERS. 21/02/2017. BC volta a divulgar resultado do Copom a partir das 18h
SÃO PAULO (Reuters) - O resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a ser divulgado a partir das 18h, imediatamente após o término do encontro, informou o Banco Central nesta terça-feira.
Segundo o BC, "a mudança será feita em função da alteração nos horários de fechamento dos mercados".
A autoridade monetária também informou que o horário de publicação das notas do Copom não será modificado.
O BC divulga nesta quarta-feira a nova taxa básica de juros (Selic). O mercado espera um novo corte de 0,75 ponto percentual. Atualmente, a Selic está em 13 por cento ao ano.
FGV. IBRE. 21/02/2017. Sondagens e Índices de Confiança. Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. Inflação prevista pelos consumidores recua pelo terceiro mês consecutivo
A expectativa mediana dos consumidores brasileiros para a inflação nos 12 meses seguintes recuou 0,3 ponto percentual em fevereiro, ao passar de 7,9% para 7,6%, o menor valor desde janeiro de 2015 (7,2%). Após recuar pelo terceiro mês consecutivo, o indicador encontra-se agora 3,8 pontos abaixo do mesmo mês do ano anterior, quando alcançou o máximo da série histórica.
“As oscilações do Indicador de Expectativas de Inflação costumam carregar informações obtidas pelos consumidores sobre a inflação recente. No momento, a percepção de desaceleração rápida da inflação nos próximos meses parece clara. Outro fato em linha com tendências observadas no passado é que a queda da inflação está ocorrendo mais rapidamente entre as famílias de renda mais elevada, com maior escolaridade e acesso a informação”, afirma oeconomistaPedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.
Entre janeiro e fevereiro, a proporção de consumidores prevendo inflação abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas de inflação (6,5%) aumentou em 6,4 p.p., ao passar de 32,5% para 38,9% do total. A maior evolução ocorreu no intervalo mais próximo da meta [4,5 – 5,5], que foi citado por 14,4% dos consumidores, 5,2 p.p. a mais que no mês anterior.
Houve queda em todas as faixas de renda familiar, com destaque para as famílias com renda mensal superior a R$9.600,00, cuja previsão mediana de 6,4% ficou abaixo do limite superior de tolerância do regime de metas do Banco Central.
SPC-BRASIL. CNDL. 21/02/2017. Novo indicador de reserva financeira mostra que 62% dos brasileiros não guardam dinheiro, diz SPC Brasil e CNDL. Entre os poupadores, média reservada foi de R$ 481. Maior parte busca proteger-se contra doenças e desemprego. Poupança é o principal destino da reserva, mas 20% ainda guardam dinheiro em casa
Em tempos de discussão sobre a reforma das regras de aposentadoria, falar sobre a formação de reservas financeiras torna-se ainda mais urgente. Assim, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) passam a divulgar, mensalmente, os resultados do Indicador de Reserva Financeira. O índice reunirá dados sobre a quantidade de brasileiros que conseguiram guardar ao menos parte dos seus rendimentos e acompanhará a evolução deste hábito. Em janeiro, 62% dos consumidores afirmam não guardar dinheiro e nem possuir uma reserva. Já cerca de 29% guardam apenas o que sobra do orçamento e apenas 7% reservam um valor fixo mês a mês – somando-se os dois percentuais, 36% têm o costume de guardar alguma quantia.
O indicador mostra que há diferenças entre classes sociais, como esperado: nas classes A e B, os poupadores habituais, independentemente de o valor ser fixo ou não, somaram 58% dos entrevistados; já nas classes C, D e E somaram 30%. Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, o brasileiro não tem o hábito de poupar e, quando poupa, na maioria das vezes a poupança é o que sobra do orçamento, e não algo planejado. “A formação de uma reserva de dinheiro é um tópico fundamental para o equilíbrio das finanças pessoais, mas tende a ser negligenciada por boa parte dos consumidores. A consequência disso é que, se deparados com um acontecimento imprevisto, muitos acabam inadimplentes”, afirma Pellizzaro.

46% precisaram usar sua reserva financeira em dezembro
Os entrevistados também foram questionados sobre a poupança que fizeram no mês anterior à pesquisa. O indicador mostra que, em dezembro, expressivos 75% não conseguiram reservar nada de sua renda, contra 23% que conseguiram. A diferença entre as classes também aparece aqui: nas classes A e B, o percentual de poupadores foi de 36%, enquanto nas classes C, D e E foi de 19%. Entre os poupadores, guardou-se, em média, a quantia de R$ 480,85 no mês.
“É notável que a maioria dos brasileiros não reservou parte de seu dinheiro em dezembro, inclusive quem pertence a classes de alta renda. A crise econômica certamente tem seu papel no resultado da baixa poupança. Com o crescimento do desemprego, o orçamento familiar tornou-se mais apertado e, em alguns casos, insuficiente até para honrar compromissos já assumidos”, explica Pellizzaro. “Também pesa o fato de a renda média do brasileiro que mantiveram seus empregos ainda ser baixa, independentemente da crise.”
Segundo o presidente, as menções ao pagamento de contas são claro sintoma do aperto orçamentário das famílias. De acordo com os dados, mesmo entre os poupadores habituais, 46% precisaram dispor de sua reserva financeira em dezembro. Os principais motivos foram o pagamento de dívidas (13%), despesas extras (11%), de contas da casa (12%), imprevistos (4%) e também o consumo (8%).
O levantamento ainda mostra que a maior parte dos poupadores busca, ao fazer uma reserva, proteger-se contra imprevistos como doenças, morte de entes (43%) ou mesmo o desemprego (31%). Há também 27% que poupam pensando em garantir um futuro melhor para a família e 24% que poupam com vistas à realização de um sonho de consumo – 23% citam os planos de viajar e 18% mencionam a compra ou quitação da casa.
A reserva financeira com foco na aposentadoria foi citada apenas por 17% dos entrevistados. “É um percentual bastante baixo, já que estamos considerando apenas a realidade dos poupadores”, indica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. “A longo prazo, a falta de preparo cobra seu preço. Sem constituir uma reserva ao longo da vida, muitos idosos são obrigados a rever seu padrão de consumo ou acabam na dependência de terceiros. Em tempos de discussão sobre a reforma das regras de aposentadoria, o tema torna-se ainda mais urgente.”
Poupança é o principal destino da reserva, mas 20% ainda guardam dinheiro em casa
O indicador revela que o principal destino do dinheiro reservado ainda é a caderneta de poupança, citada por 62% dos entrevistados que fazem reserva. Também chama a atenção o fato de que 20% dos poupadores guardam dinheiro em casa. Os fundos de investimento foram mencionados por 10% e a Previdência Privada por 6%. A lista segue com outras opções de investimento em renda fixa e com a Bolsa de Valores, mas todos citados por menos de 5% desses entrevistados.
“Como se nota, a carteira de investimento do poupador brasileiro é bastante conservadora. Cultivar o hábito de reservar dinheiro é um passo importante, mas o consumidor deve considerar o retorno financeiro”, aconselha Kawauti. “Se o investidor opta por uma aplicação de menor rendimento quando há outros que oferecem retornos maiores, é como se ele estivesse perdendo dinheiro. Nos últimos anos, quem optou pela poupança, teve parte de seu dinheiro corroído pela inflação ou, no máximo, alcançou um rendimento real muito baixo”, segundo a economista. “No caso de quem manteve o dinheiro em casa, as perdas foram ainda maiores”, conclui.
Metodologia
A pesquisa abrangeu 12 capitais das cinco regiões brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. Juntas, essas cidades somam aproximadamente 80% da população residente nas capitais. A amostra, de 801 casos, foi composta por pessoas com idade superior ou igual a 18 anos, de ambos os sexos e de todas as classes sociais. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.
Indicador de Reserva Financeira: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/indices-economicos
CNC. 20/02/2017. Empresários do comércio estão mais confiantes em fevereiro. Comerciantes mantêm cautela diante de incertezas quanto à recuperação do mercado de trabalho e da renda das famílias
Adicionar aos meus Itens A confiança dos comerciantes aumentou 18,6% em relação a fevereiro de 2016, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), divulgado hoje, 21, pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Essa é a oitava taxa positiva consecutiva nesta base de comparação. Em relação ao mês passado, o índice aumentou 1%, com ajuste sazonal, alcançando 95,5 pontos. O resultado abaixo da zona de indiferença (100 pontos), no entanto, ainda indica atenção por parte dos comerciantes em relação às condições do mercado de trabalho e restrição de renda das famílias.
“As reformas e medidas de ajuste em andamento no Congresso, aliadas à queda dos juros e redução da inflação, propiciam um ambiente mais favorável aos investimentos, estimulando a confiança dos comerciantes. As vendas do comércio em 2017 devem experimentar ritmo menos intenso de queda, com relativa estabilidade”, aponta a economista da CNC Izis Ferreira.
Condições atuais
O subíndice do estudo que mede a percepção dos comerciantes sobre as condições correntes teve aumento de 42,1% na comparação anual, a sétima variação positiva nesta base de comparação ao longo dos últimos 12 meses. Em relação a janeiro, o aumento foi de 6,1% com ajuste sazonal, recuperando a redução registrada no mês passado.
A percepção dos varejistas quanto às condições atuais da economia melhorou em fevereiro (+11,5%), assim como em relação ao desempenho do comércio (+6,1%) e ao da própria empresa (+3,3%). A proporção de comerciantes que avaliam as condições econômicas atuais como “piores” caiu, atingindo 79,4% dos varejistas, ante os 81,4% registrados no mês passado.
Perspectivas
Acima da zona de indiferença de 100 pontos, o subíndice que mede as expectativas do empresário do comércio alcançou 141,7 pontos. Na comparação anual, o índice cresceu 18,1%. Na passagem mensal, no entanto, as expectativas apresentaram queda de 0,8%, com ajuste sazonal, marcando a adequação das expectativas dos comerciantes à queda nas vendas.
Na avaliação de 73,8% dos entrevistados, a economia vai melhorar nos próximos meses, percentual abaixo dos 75,5% assinalados em janeiro e dos 82,2% registrados em dezembro.
“A retração das expectativas mostra que no curto prazo os comerciantes ainda não enxergam retomada das vendas, principalmente por conta das condições do mercado de trabalho e da restrição da renda das famílias”, comenta a economista da CNC Izis Ferreira.
Investimentos e estoques
Em fevereiro, o subíndice que mede as condições de investimentos do comércio registrou aumento de 0,3% com ajuste sazonal, alcançando 83,1 pontos. Apesar de as intenções de investimento nas empresas (+3,5%) e em estoques (+0,8%) terem aumentado, caiu a intenção de contratação de funcionários (-2,3%).
Na comparação anual, porém, as intenções dos comerciantes de contratar funcionários estão maiores (+15,0%). Além disso, o comércio está mais animado com a trajetória de queda dos juros: a intenção de investir no capital das empresas aumentou (+6,1%) em relação a fevereiro do ano passado. Por outro lado, piorou a percepção dos comerciantes sobre os estoques diante da programação de vendas (-2,2%). Mais de 30% dos comerciantes entrevistados acreditam que os estoques estão acima do adequado em fevereiro.
O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) detecta as tendências do setor, do ponto de vista do empresário. A amostra é composta por aproximadamente 6.000 empresas situadas em todas as capitas do País, e os índices, apurados mensalmente, apresentam dispersões que variam de zero a duzentos pontos.
CIA VALE DO RIO DOCE. REUTERS. 21/02/2017. Vale deve registrar 4º lucro trimestral seguido, apontam analistas
Por Marta Nogueira
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A mineradora Vale, maior produtora global de minério de ferro, deverá reportar na próxima quinta-feira um forte resultado nos últimos três meses do ano passado, marcando seu quarto lucro líquido trimestral consecutivo, principalmente devido à recuperação dos preços da sua principal commodity.
O lucro, entretanto, será afetado por uma baixa contábil de pelo menos 1,2 bilhão de dólares, já informada anteriormente pela empresa, pela venda de ativos de fertilizantes e uma reavaliação dos preços de metais básicos.
Mesmo assim, a empresa deverá registrar lucro líquido de 1,836 bilhão de dólares no quarto trimestre de 2016, ante prejuízo de 8,569 bilhões de dólares no mesmo período do ano anterior, segundo pesquisa da Reuters com oito casas de análise.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado no quarto trimestre deverá somar 4,392 bilhões de dólares, segundo uma média de 11 estimativas de analistas, alta substancial ante os 1,391 bilhão de dólares registrado um ano antes.
"Esperamos fortes resultados impulsionados por preços mais elevados para essencialmente todas as principais commodities da empresa", afirmou o Credit Suisse, em um relatório.
Segundo cálculos do Bradesco, os preços do minério de ferro tiveram alta de 20 por cento no quarto trimestre ante os três meses anteriores, juntamente com avanço dos preços do níquel (+5,5 por cento) e do cobre (+10 por cento).
Para o banco, a Vale deverá reportar o maior Ebitda trimestral desde o quatro trimestre de 2013, quando o indicador apontou 6,6 bilhões de dólares e os preços do minério de ferro estavam em média em 135 dólares por tonelada.
"A Vale irá relatar um trimestre impressionante, o negócio de minério de ferro permanece com destaque positivo", afirmaram Thiago Lofiego e Arthur Suelotto, analistas do Bradesco, em um relatório enviado a clientes.
Também contribuiu para o resultado a forte produção da Vale, segundo analistas de mercado.
No quarto trimestre, a mineradora produziu de 92,39 milhões de toneladas de minério de ferro, alta de 4,5 por cento ante o mesmo período do ano anterior.
"O volume de vendas de minério de ferro atingiu 95 milhões de toneladas (+9 por cento ante o trimestre anterior) e os preços realizados de finos alcançaram 66,2 dólares/t (ante 50,9 dólares/t no trimestre anterior)", disse o Itaú, em relatório.
A receita líquida no quarto trimestre de 2015 deverá ser de 8,973 bilhões de dólares, alta de 52 por cento ante o mesmo período do ano passado, segundo a média dos analistas.
A Vale divulgará os resultados do quarto trimestre na quinta-feira, antes da abertura do mercado no Brasil.
(Por Marta Nogueira; reportagem adicional de Paula Laier)
APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 17/02/2017. APEX-BRASIL AGREGA EMPRESAS DE MÚSICA NA DELEGAÇÃO DO SXSW
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) disponibilizou uma nova plataforma de negócios para o festival South by Southwest (SXSW) 2017, que será realizado de 10 a 19 de março em Austin, Texas: a Brazilian Music Connection. Por meio dela, cinco empresários de bandas que foram selecionadas pela curadoria do festival para fazer shows no evento terão também a oportunidade de participar de painéis e agendas de negócio.
Ao todo, serão agora 68 empresas na delegação brasileira que está sendo levada pela Agência para ações de promoção de negócios e imagem durante o festival. Esta é a maior delegação brasileira desde que a Agência começou a organizar a participação nacional no festival, em 2014.
“Nosso objetivo foi ampliar as oportunidades de negócios para bandas que já estarão lá mostrando seu trabalho por meio de shows. Elas se somam a oito outras empresas do setor de música da nossa delegação: estúdios, produtoras e plataformas de compartilhamento, que se baseiam em tecnologias inovadores e novos modelos de negócio”, comenta Christiano Braga, gerente de Exportação da Apex-Brasil.
Braga destaca que o mercado de música do Brasil está em crescimento e há muitas oportunidades nos EUA. De acordo com estudo Global Music Reporter, em 2015 América Latina foi, pelo quinto ano consecutivo, a região com mais alto nível de crescimento em receitas com o comércio de música (11,8%). As receitas com música digital cresceram 44,5%, quatro vezes mais do que a média mundial, e as receitas com streaming cresceram 80,4%. Os dois maiores mercados da AL são Brasil e Argentina.
Setores
As empresas participantes da delegação brasileira no SXSW integram ainda os setores de audiovisual, produção publicitária, games, moda, design, marketing, tecnologia e entretenimento. Entre elas, há empresas de pequeno e médio porte com potencial exportador ou já exportadoras, e também startups, que buscam investimentos e parcerias.
Considerado um dos mais importantes eventos para os setores de Economia Criativa e Tecnologia do mundo, o festival já foi palco para lançamento de aplicativos como Twitter, Foursquare, Uber e AirBnB. Em 2016, reuniu cerca de 350 mil pessoas que participaram de mais de 2,4 mil painéis de discussão. O público é formado, principalmente, por empreendedores, investidores estrangeiros e líderes de grandes empresas.
“Além de o evento ser uma plataforma de promoção de imagem e reunir players importantes que atuam na chamada economia criativa, os Estados Unidos têm se destacado como mercado com oportunidades para serviços ligados ao audiovisual, artes contemporâneas, games, música, entre outros”, finaliza Braga.
Negócios
As empresas terão acesso a plataformas organizadas pela Agência para realização de negócios e prospecção de oportunidades, investimentos e parcerias. Serão sete plataformas formatadas para atender a diferentes maturidades exportadoras e distintos objetivos.
O Trade Show é uma feira tradicional de negócios em que 17 empresas brasileiras exporão seus produtos e serviços. Seis dela integram o setor de moda, em uma iniciativa organizada em parceria com o Sistema Moda Brasil, e as outras são dos setores de games, música e produção audiovisual.
O Platinum Connection, o Silver Connection e o Gold Connection são plataformas de organização de reuniões entre possíveis compradores e as empresas brasileiras, de acordo com o perfil e grau de maturidade de cada empresa.
Em uma das novidades deste ano, na véspera da abertura do SXSW será realizado o Brazilian Directors Showcase, evento de apresentação de 10 produtoras brasileiras para um grupo de compradores norte-americanos, organizada pela Apex-Brasil em parceria com a Associação Brasileira das Produtoras de Obras Audiovisuais – APRO).
Participação recorde
O Brasil teve, em 2016, a 5ª maior delegação internacional em termos de números de pessoas inscritas para assistir ou expor no festival, atrás apenas do Canadá, Reino Unido, Alemanha e Japão. Para 2017, a expectativa é que o país fique em quarto lugar em número de inscritos: já há 600 brasileiros cadastrados para participar do evento.
A música será outro ponto forte do Brasil no festival. Nove bandas nacionais foram selecionadas e farão shows dentro da programação do festival: Max de Castro, Liniker e os Caramelows, Capela, Autoramas, Lista de Lily, Maglore, ToTi, FingerFingerr e Boogarins.
Programação
O SXSW selecionou profissionais brasileiros para liderar onze painéis de sua programação oficial. Além dos painéis, duas sessões de mentoria serão conduzidas por profissionais brasileiros: Igor Kupstas, da O2 Filmes, e Felipe Braga, da produtora Los Bragas.
A Apex-Brasil apoia dois painéis no evento. Um deles, com o tema Diversity Now: Pushing Boundaries Forward, será apresentado pelos atores Wagner Moura e Alice Braga, que discutirão a presença de atores latinos americanos em Hollywood.
O segundo, com o título Brazilian VR: Creativity to hit million of views, será feito pela O2 Filmes, que vem focando no tema: a produtora já fez 360 vídeos em Realidade Virtual (VR), com mais de 50 milhões de visualizações em 2016.
Também com apoio da Agência, ocorre o Meet Up “Innovation in Brazil’s fashion industry: a human story of design, technique, craftmanship and, above all, collaboration”. Organizado pelo Sistema Moda Brasil, o Meet Up será apresenatdo pelo estilista Ronaldo Fraga e pelo consultor de moda e design, Evilásio Miranda.
Confira os outros nove painéis que terão participação de brasileiros:
Educação
Eduardo Valladares, do site Descomplica, apresentará uma palestra com o tema Just Small Change: How to Teach Students Autonomy, em que falará sobre como ensinar os estudantes a terem autonomia de estudo. A ideia é que eles assumam a responsabilidade e aprendam a se organizar para aprender.
O painel Students as Education innovators debaterá estratégias para engajar estudantes na co-criação e implementação de inovações educacionais. O grupo Porvir está organizando o painel e apresentará a pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, que ouviu mais de 135 mil jovens de diversos estados do país para entender como gostariam que a escola fosse e como gostam de aprender. A discussão contará com a presença de Mailson Cruz de Aguiar, estudante de 19 anos que participou da construção do questionário da consulta e da análise dos resultados. A inovadora social Bruna Waitman, do Media Education Lab (MEL), vai levar para o debate a experiência na construção e aplicação de uma metodologia de escuta e co-criação em São Miguel dos Campos, em Alagoas, e em uma escola ocupada em Goiânia, em Goiás, disponíveis na plataforma Faz Sentido. A mediação do debate será feita pela diretora do Inspirare, Anna Penido.
Ainda no tema da educação, no painel How to Engage over a Million Teachers Everyday, Leandro Beguoci, da associação Nova Escola, debaterá com Denis Mizne, da Lemann Foundation, sobre estratégias e plataformas de diálogo com professores.
Startups
No tema de empreendedorismo e startups, o painel Not Another Valley: Startup Hubs in Latin America captará a experiência de hubs de startups no Brasil, Colômbia e México e discutirá a criação de ecossistemas que favoreçam o surgimento de novas empresas. Bruno Peroni, da Semente Negócios, será o debatedor do Brasil.
Moda
No tema da Moda, o consultor de moda e design Evilásio Miranda falará sobre o tema Indie (Yet Global) Fashion Businesses, em que discutirá estratégias e ferramentas para que a moda independente tenha alcance global.
Criatividade
No workshop Hack Creativity with Neuroscience, Arts and Tech, Elisa Gijsen, da organização brasileira FLAGCX, que funciona como aceleradora e consultora de srtarutps, discutirá com o neurocientista do MIT e artista Adam Haar Horowitz, como ocorre o processo criativo e como alguns métodos podem ser usados para estimular novos insigths.
Arquitetura
O professor de Arquitetura e Urbanismo do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Alexandre Kuroda, apresentará o painel From Mud Cracks to Buildings: Endemic Interstices, que abordará processos computacionais para a elaboração de modelos de arquitetura.
A apresentação discorrerá sobre o uso de formações não lineares complexas organizadas por meio de ferramentas digitais de design, inspiradas nos padrões de rachaduras de várias formações de terra, e usadas para gerar estruturas de edifícios que possuem estabilidade estrutural, proteção solar e controle de fluxo de ar.
Música
Os brasileiros do projeto Around the World in 80 Music Videos serão palestrantes na conferência Making Film & Episodics. Idealizado por Leo Longo e Diana Boccara, o ATW80 consiste na filmagem de videoclipes em plano- sequência, com 80 bandas ao redor do mundo. Os vídeos estão sendo produzidos desde março de 2015, de forma que semanalmente - as segundas-feiras - o material é publicado, em conjunto com um episódio de making of, no canal do Youtube.
Cinema
O Videocamp – plataforma criada por brasileiros para conectar filmes com um propósito social a audiências em todo o mundo será apresentado no painel: Air BnB of Movie Theatres: Free, Anytime, Anywhere. A plataforma já promoveu exibições de mais de 7 mil filmes, em 52 países.
APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 20/02/2017. EMPRESAS DO BRASIL EXPANDEM NEGÓCIOS NA AMÉRICA LATINA E EUA
Empresas brasileiras do setor coureiro-calçadista têm a oportunidade de se aproximar ainda mais dos mercados da América do Norte e do Sul.
São as Missões Comerciais que estão sendo promovidas pelo By Brasil Components and Chemicals - uma ação de incentivo às exportações executada em parceria entre a Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
O programa prevê a aproximação com os mercados dos EUA, México, Equador e Colômbia. Nas quatro missões comerciais, o roteiro inclui visitas e rodadas de negócios com potenciais compradores de cada região. Para mais resultado de negócios, os compradores serão selecionados de acordo ao perfil das empresas participantes da missão.
As datas agendadas para cada destino são:
- Missão Comercial EUA: dias 18 a 20 de abril.
- Missão Comercial Colômbia: 8 a 12 de maio.
- Missão Comercial Equador: 17 e 18 de julho.
- Missão Comercial México: dias 26 e 27 de Outubro
By Brasil
Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 190 empresas, do projeto By Brasil Components and Chemicals, realizado pela Assintecal e pela Apex-Brasil, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros. Para mais informações, entre em contato por meio do e-mail relacionamento@assintecal.org.br.
Assintecal
Há três décadas a Associação Brasileira de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assintecal) atua diretamente na expansão de seu setor coureiro-calçadista. Seu trabalho é reconhecido pela força e diálogo com todas as esferas governamentais, pela consolidação do mercado internacional e pelo desenvolvimento em pesquisas e conteúdo de moda. A entidade responde por um setor que possui 3 mil empresas. Sediada em Novo Hamburgo (RS), possui também escritórios em São João Batista (SC), Nova Serrana (MG), Birigui (SP), Franca (SP) e Jau (SP).
APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 16/02/2017. BMS APRESENTA TECNOLOGIA PARA INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA NA IPPE
A International Production of Processing Expo – IPPE 2017, que terminou no dia 02 de fevereiro, em Atlanta (EUA), recebeu cinco empresas brasileiras fabricantes de máquinas e equipamentos para a indústria de processamento de carnes e alimentos balanceados, que registraram negócios na ordem de US$ 2,8 milhões, entre vendas diretas e prospecções para os próximos doze meses. Os principais compradores e empresas interessadas eram dos países Argentina, Bolívia, Canadá, Colômbia, Coreia do Sul, EUA, Holanda, México, Peru, República Dominicana e Turquia. A presença brasileira na IPPE 2017 foi organizada pelo Programa Brazil Machinery Solutions (BMS), fruto da parceria entre a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).
Parceria inédita
Uma parceria firmada entre a Apex-Brasil, ABIMAQ e Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) propiciou que os dois projetos setoriais, criados para estimular as exportações brasileiras de seus respectivos produtos, ocupassem o mesmo pavilhão instalado na feira, o que possibilitou grande reforço da imagem institucional dos produtos brasileiros para exportação nos dois setores.
A participação das entidades no pavilhão brasileiro contou com o apoio do Setor de Promoção Comercial (SECOM) do Consulado-Geral do Brasil em Atlanta, que estará promovendo reuniões entre as fabricantes brasileiras e potenciais importadores durante todo o período da feira.
A IPPE 2017 espera reunir mais de 1.300 expositores de 150 países e receber 30 mil visitantes em Atlanta.
No dia 30, um dia antes da abertura da feira, os empresários presentes à IPPE 2017 participaram do Seminário Brasil Summit, evento organizado pela Abiquifi, que reuniu autoridades brasileiras, instituições parceiras e de pesquisa, que abordaram temas como qualidade, sistema regulatório, capacidade de produção e inovações brasileiras a importadores e autoridades sanitárias de mercados estrangeiros. À ABIMAQ coube um painel, em que a representante da Associação falou sobre o setor, e um executivo da Fornari, empresa-membro do Programa BMS, apresentou seu case sobre tecnologia para o segmento e sobre a integração da cadeia industrial entre os setores de máquinas e equipamentos com químico/farmacêutico.
ABIMAQ
A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) foi fundada em 1937, com o objetivo de atuar em favor do fortalecimento da indústria nacional, mobilizando o setor, realizando ações junto às instâncias politicas e econômicas, estimulando o comércio e a cooperação internacionais e contribuindo para aprimorar seu desempenho em termos de tecnologia, capacitação de recursos humanos e modernização gerencial. Mais informações: www.abimaq.org.br
Programa Brazil Machinery Solutions
Fruto da parceria entre a ABIMAQ (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o Programa Brazil Machinery Solutions visa à promoção das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos, assim como fortalecer a imagem do Brasil como fabricante de bens de capital mecânico. O BMS possui atualmente mais de 300 membros, entre indústrias dos mais diversos setores, como o agrícola, têxtil, de mineração, plástico, embalagens, entre outros.
FED. REUTERS. 21/02/2017. Harker, do Fed, diz que economia dos EUA está bem e que banco central deve elevar juros
FILADÉLFIA (Reuters) - A economia dos Estados Unidos está de volta ao normal, o mercado de trabalho está saudável novamente e a inflação está avançando, disse nesta terça-feira o presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Patrick Harker, repetindo que espera o Fed eleve os juros três vezes neste ano.
"Dado o estado da economia, mais ou menos de volta ao normal, continuo a ver três altas modestas dos juros de 0,25 ponto percentual como apropriado para 2017, supondo que as coisas permaneçam nos trilhos," disse Harker em um discurso em que repetiu declarações recentes sobre economia e política.
Harker, membro votante neste ano, disse esperar que a inflação chegue à meta de 2 por cento do Fed neste ano ou no próximo.
Em parte, isso ocorre porque o mercado de trabalho está "mais ou menos de volta à saúde plena", mesmo enquanto ele continua a se apertar e os salários têm mais espaço para crescer, disse ele aos alunos da Wharton School, da Universidade da Pensilvânia.
O Fed elevou os juros duas vezes nos últimos dois anos, mas espera acelerar o ritmo de aperto agora que o desemprego, em 4,8 por cento, deve continuar impulsionando a inflação depois de anos abaixo da meta do banco central.
Projeções mostram que autoridades do Fed esperam aumentar os juros três vezes neste ano. A próxima reunião de política monetária é em meados de março.
(Por Jonathan Spicer)
FED. REUTERS. 21/02/2017. Harker, do Fed, diz que projetos para limitar liberdade do Fed são 'profundamente preocupantes'
FILADÉLFIA (Reuters) - Os projetos de lei do Congresso dos Estados Unidos que poderiam limitar a capacidade do Federal Reserve de decidir sobre política monetária de forma independente são profundamente preocupantes, embora o banco central dos EUA, para ser mais transparente, possa "comunicar melhor" suas razões, disse o presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, nesta terça-feira.
"Estou profundamente preocupado" com os esforços no Senado e na Câmara para aumentar a supervisão e o controle sobre as decisões de política monetária, disse Harker, na Wharton School da Universidade da Pensilvânia. Espera-se que esses esforços voltem a surgir no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e no Congresso controlado pelos republicanos.
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LGCJ.: