FGV. IBRE. 20/02/2017. Confiança da Indústria cai na prévia de fevereiro
A prévia da Sondagem da Indústria de fevereiro de 2017 sinaliza queda de 1,8 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final do mês anterior, para 87,2 pontos. O resultado representaria uma devolução de parte da alta de 4,3 pontos em janeiro. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice subiria 0,3 ponto, para 87,0 pontos.
O resultado preliminar de fevereiro decorreu de pioras tanto das considerações sobre a situação atual quanto das perspectivas para os meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) cairia 1,3 ponto, para 85,7 pontos, e o Índice de Expectativas (IE) recuaria 2,2 pontos, para 88,8 pontos.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) diminuiu 0,3 ponto percentual (p.p.) na prévia de fevereiro, para 74,3%. Em janeiro, o NUCI havia avançado 1,7 ponto sobre o mínimo histórico atingido em dezembro (72,9%).
Para a prévia de fevereiro de 2017 foram consultadas 783 empresas entre os dias 01 e 16 deste mês.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015A5B15370E4780
BACEN. PORTAL G1. COLUNA DE Thais Herédia. 20/02/2017. Juros mais baixos não são milagre econômico
Surpresa boa tem de ser sempre comemorada, mas há de se ter cuidado com a dose da euforia para a realidade não escapar. A inflação começou a derreter diante da recessão e, principalmente, da explosão do desemprego. A atividade econômica começa a dar sinais evidentes de que o pior está ficando para trás. O mercado dos investidores, que sempre antecipa os ciclos, desenha um cenário mais positivo para o Brasil e isto se reflete nos preços de tudo que nos representa no mundo financeiro, caso do dólar e da medida de risco do país que melhoraram muito desde janeiro.
É para este quadro que o Banco Central está olhando para tomar a segunda decisão sobre os juros de 2017. E sem poder negar o avanço dos indicadores, especialmente da inflação, o Copom deve promover mais um corte de 0,75 pontos na taxa básica da economia e cortar os juros dos 13% para 12,25%. Esta pedra está cantada em verso e prosa pelo próprio BC e mais importante do que o número que sair na quarta-feira, ao final do encontro, será a sinalização do que está por vir.
E novos cortes virão, certamente, até que a taxa Selic chegue a um dígito ao final de 2017. Não podia ser diferente já que as expectativas para inflação já estão abaixo da meta de 4,5%, como mostra a pesquisa feita pelo BC. Como me disse o economista de um grande banco brasileiro, isto abre uma “avenida larga e comprida” para os juros continuarem caindo. Então, que ótimo. Vamos nos livrar do período de juros altíssimos e inflação insistentemente alta, finalmente! Sim, mas isto não vai salvar o Brasil dos efeitos da brutal recessão que vivemos.
Podemos olhar apenas para o desemprego – apenas é um eufemismo ofensivo diante do drama que vivem mais de 22 milhões de brasileiros (os sem trabalho, os subempregados e os desalentados). Este mesmo economista que conversou com o blog lembrou que, no governo Lula, quando o PIB cresceu em média 4,2%, a taxa de emprego subia 0,9% ao ano (contando 8 anos de mandato).
Na gestão Dilma, o Brasil teve o pior desempenho da história com crescimento médio do PIB de 0,9%. A conta do desemprego – não emprego – mudou no meio do primeiro mandato quando o IBGE começou a Pnad Contínua. Em março de 2012, ela estava em 7,90%. Em 2016, ela foi para 12%. Imagine agora, depois de dois anos de recessão profunda, com as demissões ainda em curso e uma expectativa de recuperação, mas com baixo crescimento do PIB, quanto tempo vai levar para o Brasil recuperar os empregos perdidos?
O otimismo é amigo e ninguém pode lhe recusar um cafezinho. Olhar para a queda da inflação e a consequente redução dos juros alivia o aperto que vivemos durante anos e pode espalhar efeitos positivos pela economia. Mas que ninguém espere milagres, eles não vão, nem deveriam aparecer. A crise nos deu a oportunidade de mexer nas profundezas das nossas fragilidades e tomar decisões importantes, como a limitação dos gastos públicos e a reforma da previdência.
Legar a recuperação da economia à derrubada mais intensa dos juros é não só injusto como incorreto. Se o país der um jeito de escapar das lições de casa atrasadas, não demora muito para todo este texto ser reescrito na direção inversa. Eu não gostaria de fazê-lo.
MF. STN. PORTAL G1. 20/02/2017. Dívida pública cai 1,9% em janeiro, para R$ 3,05 trilhões. Segundo o Tesouro Nacional, alto volume de vencimentos de títulos públicos gerou queda da dívida no mês passado. No fim de dezembro de 2016, dívida era de R$ 3,11 trilhões.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília
A dívida pública federal, que inclui os endividamentos do governo dentro do Brasil e no exterior, recuou 1,91% em janeiro, para R$ 3,05 trilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta segunda-feira (20). Em dezembro do ano passado, a dívida estava em R$ 3,11 trilhões.
A queda se deve ao alto volume de resgates (papéis da dívida que venceram). Em janeiro, os resgates somaram R$ 154,4 bilhões. Já as emissões de novos títulos públicos totalizaram R$ 70,44 bilhões. As despesas com juros, que também pressionam a dívida para cima, somaram R$ 24,54 bilhões.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, informou que o volume de títulos públicos vencidos em janeiro representa 30% de tudo o que vence em 2017.
"É o maior volume de um mês específico", disse Secunho.
Coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, comenta resultado da dívida pública em janeiro
A dívida pública é a emitida pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.
Em 2016, a dívida pública registrou crescimento de 11,42%, para R$ 3,11 trilhões. O patamar de fechamento da dívida no ano passado representou o maior da série histórica do Tesouro Nacional, que começa em 2004.
Programação para 2017
Para este ano, a expectativa do Tesouro Nacional é de novo aumento na dívida pública. A programação da instituição prevê que ela pode chegar aos R$ 3,65 tilhões no fim de 2017.
Se isso se confirmar, a alta da dívida, neste ano, será de R$ 538 bilhões, ou seja, acima de meio trilhão de reais, aumento 17,28%.
O patamar de R$ 3,65 trilhões é o máximo previsto para a dívida interna e externa. Portanto, o crescimento pode ser menor. Estimativas do Tesouro apontam que a alta pode ficar em R$ 338 bilhões e, neste caso, a dívida chegaria ao final de 2017 em R$ 3,45, elevação de 10,86%.
Dívidas interna e externa
No caso da dívida interna, segundo informou o Tesouro Nacional, foi registrado uma queda de 1,6% em janeiro, para R$ 2,93 trilhões. Neste caso, o recuo foi de R$ 48 bilhões.
A dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, contabilizou uma queda de 9,27% no primeiro mês deste ano, para R$ 114,8 bilhões. A redução da dívida externa foi de R$ 11,7 bilhões, motivada principalmente por conta da desvalorização do dólar no período.
Compradores
Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna continuou a cair em janeiro. Em dezembro de 2016, os não residentes detinham 14,33% do total da dívida interna (R$ 427 bilhões). No fechamento de janeiro, eram 14,22%, ou R$ 417 bilhões.
Mesmo assim, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna, atrás dos fundos de previdência - que assumiram a liderança no ano passado, com R$ 751 bilhões em janeiro, ou 25,6% do total; das instituições financeiras (21,3% do total, ou R$ 625 bilhões) e dos fundos de investimento (23,2% do total, ou R$ 682 bilhões).
Perfil da dívida
Em janeiro deste ano, o percentual de papéis prefixados somou 34,32% do total, ou R$ 1 trilhão, contra 36,88% no fechamento de 2016 (R$ 1,1 trilhão). Os números foram calculados após a contabilização dos contratos de "swap cambial".
Os títulos atrelados à taxa Selic, chamados de pós-fixados, por sua vez, tiveram sua participação elevada no começo de 2017. Em dezembro do ano passado, representaram 26,57% do total (R$ 793 bilhões), avançando para 27,98% em janeiro (ou R$ 822 bilhões).
A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação), por sua vez, somou 34,37% em janeiro deste ano, o equivalente a R$ 1,01 trilhão, contra 33,2% no fechamento de 2016, ou R$ 990 bilhões.
Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 3,33% do total em janeiro, ou R$ 97,7 bilhões, contra 3,37% no fim de 2016, ou R$ 100,5 bilhões.
A queda da dívida em dólar se deve ao resgate, por parte do Banco Central, de contratos de "swap cambial" - na esteira do processo de queda da cotação do dólar no Brasil.
MF. STN. PORTAL UOL. 17/02/2017. Investimentos no Tesouro Direto em janeiro chegam a R$ 2,4 bilhões
Kelly Oliveira
Da Agência Brasil
As aplicações no Tesouro Direto chegaram ao recorde de R$ 2,47 bilhões em janeiro. Segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados nesta sexta-feira (17), os números de operações de investimento (221.316) e de novos investidores ativos (21.632) também foram recordes no período.
O total de investidores ativos alcançou a marca de 423.431, o que representa crescimento de 70,9% nos últimos 12 meses.
Os resgates totalizaram R$ 2,21 bilhões em janeiro, sendo R$ 1,49 bilhão relativos aos vencimentos de títulos e R$ 720 milhões às recompras.
Os títulos mais comprados pelos investidores foram os indexados ao Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais -, cuja participação no volume total de investimentos atingiu 49,8%. Os títulos indexados à taxa Selic (Tesouro Selic) corresponderam a 25,7% do total e os prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais), a 24,5%.
Em relação ao prazo, 10,3% dos investimentos ocorreram em títulos com vencimento acima de 10 anos. As aplicações em títulos com prazo entre cinco e 10 anos representaram 36,8% e as com prazo entre um e cinco anos, 52,9% do total.
O valor médio por operação de investimento chegou a R$ 11.180,81. A maior parte dessas operações (71,3%) é relativa a aplicações de até R$ 5 mil, o que reforça a busca do Tesouro Direto por pequenos investidores.
Estoque
O estoque do Tesouro Direto, por sua vez, alcançou o montante de R$ 41,7 bilhões, crescimento de 1,6% em relação ao mês anterior (R$ 41,1 bilhões) e de 55,9% sobre janeiro de 2016 (R$ 26,8 bilhões). Os títulos remunerados por índices de preços respondem pelo maior volume no estoque, alcançando 64,1%. Na sequência aparecem os títulos indexados à taxa Selic, com participação de 20,6%, e os títulos prefixados, com 15,3%.
(Edição: Lílian Beraldo)
MF. STN. REUTERS. 20/02/2017. Dívida pública federal cai 1,9% em janeiro, diz Tesouro
BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal caiu 1,91 por cento em janeiro sobre dezembro, alcançando 3,053 trilhões de reais, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna teve recuo de 1,60 por cento, a 2,939 trilhões de reais.
(Por Marcela Ayres)
MF. STN. REUTERS. 20/02/2017. Dívida pública federal cai 1,9% em janeiro, diz Tesouro
BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal caiu 1,91 por cento em janeiro sobre dezembro, alcançando 3,053 trilhões de reais, divulgou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, com redução tanto na dívida interna quanto na externa.
A dívida pública mobiliária interna recuou 1,60 por cento sobre o mês passado, a 2,939 trilhões de reais, afetada pelo resgate líquido de 75,38 bilhões de reais e pela apropriação positiva de juros de 27,68 bilhões de reais.
A dívida externa, ainda segundo o Tesouro, teve forte contração de 9,27 por cento na mesma base de comparação, a 114,80 bilhões de reais, sob o impacto da valorização do real frente ao dólar, além do vencimento do bônus Global 2017.
Em seu Plano Anual de Financiamento (PAF), o Tesouro fixou intervalo de 3,45 trilhões a 3,65 trilhões de reais para a dívida pública federal em 2017, também passando a prever peso maior dos títulos pós-fixados na composição.
Esses papéis, cujos maiores representantes são as LFTs, fecharam janeiro em 29,66 por cento da dívida total, contra 28,24 por cento em dezembro, sendo que o Tesouro estima de 29 a 33 por cento em 2017.
Os títulos prefixados ficaram em 33,37 por cento da dívida, abaixo dos 35,73 por cento do mês anterior, e dentro do intervalo de 32 a 36 por cento buscado para o ano.
Já os papéis ligados à inflação encerraram o primeiro mês do ano em 33,08 por cento da dívida, acima dos 31,83 por cento de dezembro e ligeiramente acima do objetivo de 2017, de 29 a 33 por cento.
Com limite de 3 a 7 por cento do total da dívida para o ano, os títulos corrigidos pelo câmbio fecharam janeiro com fatia de 3,89 por cento, sobre 4,20 por cento em dezembro.
Em relação aos detentores, a participação dos investidores estrangeiros em títulos da dívida interna seguiu em queda, indo a 14,22 por cento em janeiro contra 14,33 por cento em dezembro.
(Por Marcela Ayres)
CNDL. SPC-BRASIL. 20/02/2017. INTENÇÃO DE INVESTIR DOS MICRO E PEQUENOS EMPRESÁRIOS AUMENTA 12,3% EM JANEIRO, MAS AINDA SEGUE EM BAIXA.
Indicador marcou 29,46 pontos, sendo o maior desde outubro de 2015. Apesar disso, 64% dos MPEs não pretendem realizar investimentos nos próximos três meses e oito em cada dez não pretendem contratar crédito
Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes (CNDL) indicam que a intenção dos micro e pequenos empresários (MPEs) para realizar investimentos nos próximos 90 dias aumentou 12,3% em janeiro de 2017, marcando 29,46 pontos, sendo o maior resultado desde outubro de 2015. Ainda assim, o índice mostra que a propensão dos MPEs a investir continua baixa: o indicador varia de zero a 100, sendo que quanto mais próximo a 100, maior é demanda do empresário investimento.
Dentre os empresários que demonstram intenção de investir (24% do total), as principais finalidades são: ampliação de estoque (30%), reforma da empresa (29%), compra de equipamentos, maquinários etc (25%) e mídia ou propaganda (21%). O aumento nas vendas é o principal objetivo indicado pelos empresários (47%), enquanto outros 17% irão adaptar a empresa a novas tecnologias.
A maior parte dos que pretendem investir diz que fará uso de capital próprio, como poupança e investimento (64%) ou venda de algum bem (13%). 13% dos MPEs disseram que tomarão empréstimos em bancos e financeiras para investir no negócio.
No entanto, a maioria dos empresários (64%) não pretendem investir nos próximos três meses, sendo que, entre eles, 43% dizem não ver necessidade, 24% não o fazem por conta do atual momento de crise e 13% estão aguardando retorno de investimentos realizados recentemente.
Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, avalia que o Indicador de Propensão a Investir tem apresentado um nível baixo devido ao cenário de incerteza. “A recessão abala a confiança dos empresários, que acabam adiando planos de expansão dos negócios. No entanto, a queda da taxa de juros observada nos últimos meses e o aumento de confiança dos empresários podem ter influência positiva na procura por investimentos e tomada de crédito, ainda que de forma discreta, mas devem levar ainda algum tempo para se traduzir em aumento dos investimentos e da procura por crédito”, diz Marcela.
84% não pretendem contratar crédito nos próximos três meses
O Indicador de Demanda por crédito, também calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL, mostra que 84% dos MPEs não pretendem tomar crédito nos próximos 90 dias, contra 6% que têm intenção de contratar. Apesar de aumentar 5% em relação a dezembro (12,3 pontos), o índice se manteve baixo, marcando 12,9 pontos no mês de janeiro.
O principal motivo que faz com que os empresários não tenham a intenção de tomar crédito é o fato de conseguirem se manter com os próprios recursos (47%), seguido de insegurança por causa da crise econômica (20%) e altas taxas de juros cobradas (18%).
A maioria (46,0%) dos micro e pequenos empresários que pretendem tomar crédito ainda não sabem qual modalidade será contratada. Utilizar o microcrédito é a intenção de 28% e cartão de crédito empresarial de 14%. Capital de giro é o destino do crédito mais citado (38%), seguido de reforma da empresa (18,0%), ampliação do negócio (16%) e pagamento de dívidas (16%).
Honório Pinheiro, presidente da CNDL, observa que a demanda dos MPEs por crédito se mantém baixa desde o início da série histórica do indicador, em maio de 2015, e as justificativas também são parecidas. “Podemos concluir que empresas desse porte têm maior facilidade em se manter com recursos próprios, o que faz com que tenham menor necessidade de contratar empréstimos. Além disso, as taxas de juros permanecem altas, apesar das quedas recentes, e isso desencoraja o empresário a assumir compromissos de longo prazo”, avalia.
Entre os que consideram contratar crédito algo difícil (34%), o excesso de burocracia dos bancos (45%) e as altas taxas de juros (42%) são as dificuldades mais citadas. A modalidade considerada mais difícil de ser contratada é o empréstimo em instituições financeiras (28%). Para os que consideram a contratação de crédito algo fácil (17%), bom relacionamento com os bancos (35%), estar com as contas em dia (13%) e documentação da empresa regularizada (13%) são as justificativas mais citadas.
Para Marcela Kawauti, há espaço para aumentar a demanda por crédito do micro e pequeno empresário. “Hoje, muitos MPEs consideram a contratação de crédito algo difícil e burocrático. O incentivo a políticas que facilitem a concessão e reduzam o custo do crédito é algo que pode mudar este cenário”, afirma.
Metodologia
Os Indicadores de Demanda por Crédito e de Propensão para investimentos do Micro e Pequeno Empresário calculados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) levam em consideração 800 empreendimentos com até 49 funcionários, nas 27 unidades da federação, incluindo capitais e interior. As micro e pequenas empresas representam 39% e 35% do universo de empresas brasileiras nos segmentos de comércio e serviços, respectivamente.
REUTERS. 20/02/2017. Investidores elevam apostas altistas para preços do petróleo a nível recorde
LONDRES (Reuters) - Investidores elevaram suas apostas em uma recuperação dos preços do petróleo Brent para um nível recorde na última semana, mostraram dados da bolsa ICE nesta segunda-feira, refletindo um otimismo similar no mercado de petróleo dos EUA.
Os dados da ICE mostram que gestores de recursos elevaram suas posições compradas líquidas em contratos futuros do Brent e opções em 18.539 lotes, para um recorde de 481.399 contratos, equivalentes a 481 milhões de barris de petróleo, ou o suficiente para atender por cerca de 5 dias a demanda global.
O otimismo foi impulsionado pela expectativa de que os exportadores de petróleo deverão não apenas cumprir o acordo de redução da produção no primeiro semestre do ano, mas poderão potencialmente prolongar os cortes, o que levou uma onda de dinheiro para o setor de energia.
Investidores em petróleo nos EUA também elevaram suas posições líquidas em futuros e opções para um recorde de 421.926 lotes, quase oito vezes o que possuíam no mesmo período do ano passado.
Na semana até 14 de fevereiro, o petróleo Brent LCOc1 subiu mais de 1 por cento, para cerca de 55,75 dólares o barril.
Investidores em futuros e opções de gasolina na ICE também elevaram suas posições líquidas compradas em 11.545 lotes, para 112.271 contratos, o maior nível desde março de 2013.
CNI. 20/02/2017. Diminui o ritmo de queda na produção e no emprego na indústria. Sondagem Industrial da CNI mostra que a intenção de investimento melhorou. As expectativas em relação à demanda para os próximos seis meses também são positivas

A indústria brasileira começa a apresentar sinais de melhora. O ritmo de queda na produção e no emprego em janeiro diminuiu em relação a dezembro de 2016. O índice de evolução da produção aumentou 3,5 pontos frente a dezembro e alcançou 44,2 pontos em janeiro. O de número de empregados atingiu 46 pontos, 1,3 ponto superior ao de dezembro.
Ambos continuam abaixo dos 50 pontos, mas estão acima do registrado nos meses de janeiro de 2015 e 2016, destaca a Sondagem Industrial, divulgada nesta segunda-feira (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão abaixo de 50 indicam queda na produção e no emprego e quanto menores os índices maior e mais disseminada é a retração.
A ociosidade no setor continua alta. O nível de utilização da capacidade instalada ficou estável em 63% em janeiro, cinco pontos percentuais abaixo da média para o mês entre 2011 e 2016. O indicador de estoques efetivos em relação ao planejado ficou em 49,9 pontos em janeiro, praticamente sobre a linha divisória dos 50 pontos. Isso significa que os estoques estão ajustados aos planos dos empresários.
As expectativas em relação à demanda e às exportações são positivas. Os indicadores de perspectivas em relação à demanda e às exportações ficaram acima dos 50 pontos em fevereiro, mostrando que os empresários esperam o aumento do consumo e das vendas externas nos próximos seis meses.
Mas as previsões sobre a compra de matérias-primas e o emprego são negativas. O indicador de expectativa de número de empregados caiu de 46,4 pontos em janeiro para 45,4 pontos em fevereiro, indicando que a previsão é de mais demissões nos próximos seis meses.
INVESTIMENTOS - Outro sinal positivo foi o aumento do índice de intenção de investimentos, que subiu para 46,9 pontos em fevereiro, ou 1,6 ponto acima do de janeiro. "O índice de fevereiro é o maior registrado desde abril de 2015", observa a CNI. "Na comparação anual, com fevereiro de 2016, o índice apresentou crescimento de 7,1 pontos", informa a pesquisa.
Esta edição da Sondagem Industrial foi feita de 1º a 13 de fevereiro com 2.462 empresas em todo o país. Dessas, 1.026 são pequenas, 871 são médias e 565 são de grande porte.
Sondagem Industrial: https://static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/58/8c/588c0a51-9bf0-4e51-bbe7-0ee48f0719a7/sondagemindustrial_janeiro2017.pdf
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 20/01/2017. Mercado reduz estimativa de inflação de 2017 para 4,43%, abaixo da meta central. Expectativa dos analistas de mercado financeiro foi coletada na semana passada e divulgada nesta segunda-feira pelo Banco Central.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília
Os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para este ano, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,47% para 4,43% na semana passada.
As expectativas dos analistas do mercado financeiro foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (20) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de cem instituições financeiras foram ouvidas.
Com isso, o mercado financeiro estimou que a inflação ficará abaixo da meta central de inflação deste ano, fixada em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e que o objetivo central será atingido. Na semana passada, o mercado já tinha estimado que a meta seria cumprida.
A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. Naquele momento, o país ainda sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa, que acabou se espalhando pelo mundo. A piora da crise financeira veio após o anúncio de concordata do banco norte-americano Lehman Brothers, em setembro de 2008.
Pelo sistema de metas de inflação vigente, a meta não pode ser considerada formalmente descumprida quando o IPCA fica dentro do intervalo de tolerância - que, para 2017, é de 1,5 ponto percentual. Neste caso, a inflação pode oscilar entre 3% e 6%. A inflação já havia ficado dentro do intervalo no ano passado - após ter sido descumprida em 2015 ao superar a barreira dos 10%.
A previsão de que a meta central será atingida neste ano está relacionada com o baixo nível de atividade. O Brasil passa por um período de forte recessão, embora indicadores comecem a apontar para uma melhora do nível de atividade nos últimos meses. Mesmo assim, o desemprego e a inadimplência permanecem altas.
Com a economia fraca, a inflação está bem comportada. Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA ficou em 0,38% no primeiro mês de 2017 - o mais baixo para janeiro da série histórica, que teve início em dezembro de 1979. No mesmo mês de 2016, o IPCA havia atingido 1,27%.
Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação permaneceu estável em 4,50%. O índice está em linha com a meta de inflação do período (4,5%) e também abaixo do teto de 6% para o ano que vem.
Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro manteve a previsão de um crescimento de 0,48% - mesma expectativa da semana anterior.
O governo estima uma alta de 1%, mas o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já confirmou que deverá revisar este número para baixo.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Em 2015, houve uma contração de 3,8%, a maior em 25 anos. O resultado de 2016 ainda não foi divulgado pelo IBGE, mas a previsão do mercado é de um "tombo" próximo de 3,5%. Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de retração no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948.
Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram em 2,30% sua estimativa de expansão do PIB.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, em 9,50% ao ano no fechamento de 2017. Atualmente, os juros estão em 13% ao ano.
Para o fechamento de 2018, a estimativa os economistas dos bancos para taxa Selic continuou 9% ao ano. Com isso, estimaram que o processo de corte dos juros terá continuidade no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. A instituição tem de calibrar os juros para atingir índices pré-determinados pelo sistema de metas de inflação brasileiro.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
Câmbio, balança e investimentos
Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2017 recuou de R$ 3,36 para R$ 3,30. Para o fechamento de 2018, a previsão dos economistas para o dólar caiu de R$ 3,49 para R$ 3,40.
A projeção do relatório Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2017 subiu de US$ 47,2 bilhões para US$ 47,3 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 40,2 bilhões para US$ 40 bilhões.
A projeção do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil em 2017 subiu de US$ 70 bilhões para US$ 71 bilhões. Para 2018, a estimativa dos analistas avançou de US$ 71,9 bilhões para US$ 75 bilhões.
BACEN. PORTAL UOL. 20/02/2017. Analistas reduzem projeção para a inflação e para o dólar no final de 2017
Do UOL, em São Paulo
Economistas consultados pelo Banco Central reduziram mais uma vez a previsão para a inflação no final de 2017. Agora, a projeção para a alta dos preços é de 4,43%, abaixo da meta do governo, de 4,5%.
A estimativa para a cotação do dólar também caiu.
Veja as projeções para 2017 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (20) pelo BC:
- PIB (Produto Interno Bruto): foi mantido em 0,48%;
- Inflação: caiu de 4,47% para 4,43%;
- Taxa básica de juros: foi mantida em 9,5%;
- Dólar: caiu de R$ 3,36 para R$ 3,30.
A projeção de 4,43% na alta dos preços deixaria a inflação abaixo do centro da meta. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos (ou seja, variando de 3% a 6%).
Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 4,71% para 4,62%.
Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu os juros de 13,75% para 13% ao ano, no terceiro corte seguido.
A inflação fechou 2016 em 6,29%, dentro do limite máximo da meta do governo.
Entenda o que é o boletim Focus
Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.
Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.
Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.
(Com Reuters)
BACEN. PORTAL UOL. 20/02/2017. BC deve manter ritmo e cortar Selic em 0,75 p.p. nesta semana, com inflação mais baixa
Reuters
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central deve manter o ritmo e reduzir a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual nesta semana, de acordo com economistas consultados na pesquisa Focus do BC, que passaram a ver a inflação e o dólar ainda mais baixos este ano.
O BC deu início ao afrouxamento monetário no final do ano passado, levando a Selic aos atuais 13%, e o levantamento divulgado nesta segunda-feira (20) mostra que a expectativa permanece sendo de que ela termine 2017 a 9,5% e 2018 a 9%.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reúne nesta terça e quarta-feiras para decidir sobre a taxa básica de juros, e pesquisa da agência de notícias Reuters aponta que 53 de 54 analistas veem corte de 0,75 ponto.
O Top-5, grupo que reúne as instituições que mais acertam as projeções, também calcula a Selic a 9,5% em 2017, mas manteve a conta de 9,38% no ano que vem, na mediana das projeções.
O afrouxamento monetário vem em linha com as expectativa de inflação em declínio. As contas dos economistas agora são de uma alta do IPCA de 4,43% este ano, 0,04 ponto a menos do que na semana anterior, na sétima redução seguida.
Para 2018, a projeção permaneceu em 4,5%. A meta de inflação de 2017 e 2018 é de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.
Para o dólar, os economistas consultados veem agora a moeda norte-americana a R$ 3,30 no final deste ano, contra R$ 3,36 antes. Para o ano que vem a projeção também caiu, a R$ 3,40 de R$ 3,49.
Já em relação ao crescimento econômico, o Focus mostra que a projeção é de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,48% em 2017 e de 2,3% no ano que vem, sem alterações.
(Por Camila Moreira)
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