Translate

November 2, 2016

US ECONOMICS

FED. November 2, 2016. Federal Reserve issues FOMC statement

Information received since the Federal Open Market Committee met in September indicates that the labor market has continued to strengthen and growth of economic activity has picked up from the modest pace seen in the first half of this year. Although the unemployment rate is little changed in recent months, job gains have been solid. Household spending has been rising moderately but business fixed investment has remained soft. Inflation has increased somewhat since earlier this year but is still below the Committee's 2 percent longer-run objective, partly reflecting earlier declines in energy prices and in prices of non-energy imports. Market-based measures of inflation compensation have moved up but remain low; most survey-based measures of longer-term inflation expectations are little changed, on balance, in recent months.

Consistent with its statutory mandate, the Committee seeks to foster maximum employment and price stability. The Committee expects that, with gradual adjustments in the stance of monetary policy, economic activity will expand at a moderate pace and labor market conditions will strengthen somewhat further. Inflation is expected to rise to 2 percent over the medium term as the transitory effects of past declines in energy and import prices dissipate and the labor market strengthens further. Near-term risks to the economic outlook appear roughly balanced. The Committee continues to closely monitor inflation indicators and global economic and financial developments.

Against this backdrop, the Committee decided to maintain the target range for the federal funds rate at 1/4 to 1/2 percent. The Committee judges that the case for an increase in the federal funds rate has continued to strengthen but decided, for the time being, to wait for some further evidence of continued progress toward its objectives. The stance of monetary policy remains accommodative, thereby supporting further improvement in labor market conditions and a return to 2 percent inflation.

In determining the timing and size of future adjustments to the target range for the federal funds rate, the Committee will assess realized and expected economic conditions relative to its objectives of maximum employment and 2 percent inflation. This assessment will take into account a wide range of information, including measures of labor market conditions, indicators of inflation pressures and inflation expectations, and readings on financial and international developments. In light of the current shortfall of inflation from 2 percent, the Committee will carefully monitor actual and expected progress toward its inflation goal. The Committee expects that economic conditions will evolve in a manner that will warrant only gradual increases in the federal funds rate; the federal funds rate is likely to remain, for some time, below levels that are expected to prevail in the longer run. However, the actual path of the federal funds rate will depend on the economic outlook as informed by incoming data.

The Committee is maintaining its existing policy of reinvesting principal payments from its holdings of agency debt and agency mortgage-backed securities in agency mortgage-backed securities and of rolling over maturing Treasury securities at auction, and it anticipates doing so until normalization of the level of the federal funds rate is well under way. This policy, by keeping the Committee's holdings of longer-term securities at sizable levels, should help maintain accommodative financial conditions.


Voting for the FOMC monetary policy action were: Janet L. Yellen, Chair; William C. Dudley, Vice Chairman; Lael Brainard; James Bullard; Stanley Fischer; Jerome H. Powell; Eric Rosengren; and Daniel K. Tarullo. Voting against the action were: Esther L. George and Loretta J. Mester, each of whom preferred at this meeting to raise the target range for the federal funds rate to 1/2 to 3/4 percent.

Decisions Regarding Monetary Policy Implementation

The Federal Reserve has made the following decisions to implement the monetary policy stance announced by the Federal Open Market Committee in its statement on November 2, 2016:
  • The Board of Governors of the Federal Reserve System left unchanged the interest rate paid on required and excess reserve balances at 0.50 percent.
  • As part of its policy decision, the Federal Open Market Committee voted to authorize and direct the Open Market Desk at the Federal Reserve Bank of New York, until instructed otherwise, to execute transactions in the System Open Market Account in accordance with the following domestic policy directive:
    "Effective November 3, 2016, the Federal Open Market Committee directs the Desk to undertake open market operations as necessary to maintain the federal funds rate in a target range of 1/4 to 1/2 percent, including overnight reverse repurchase operations (and reverse repurchase operations with maturities of more than one day when necessary to accommodate weekend, holiday, or similar trading conventions) at an offering rate of 0.25 percent, in amounts limited only by the value of Treasury securities held outright in the System Open Market Account that are available for such operations and by a per-counterparty limit of $30 billion per day.
    The Committee directs the Desk to continue rolling over maturing Treasury securities at auction and to continue reinvesting principal payments on all agency debt and agency mortgage-backed securities in agency mortgage-backed securities. The Committee also directs the Desk to engage in dollar roll and coupon swap transactions as necessary to facilitate settlement of the Federal Reserve's agency mortgage-backed securities transactions."
    More information regarding open market operations may be found on the Federal Reserve Bank of New York's website.
  • The Board of Governors of the Federal Reserve System took no action to change the discount rate (the primary credit rate), which remains at 1.00 percent.
This information will be updated as appropriate to reflect decisions of the Federal Open Market Committee or the Board of Governors regarding details of the Federal Reserve's operational tools and approach used to implement monetary policy.



________________


MDIC. 01/11/2016. Balança comercial tem superávit recorde de janeiro a outubro. No acumulado do ano, exportações superaram importações em US$ 38,5 bilhões. Foi o maior saldo positivo desde o início da série histórica, em 1989.

Brasília (1º de novembro) – Nos dez primeiros meses de 2016, as exportações brasileiras foram de US$ 153,088 bilhões e as importações, US$ 114,561 bilhões. O resultado foi um superávit recorde de US$ 38,5 bilhões, o maior para o período desde o início da série histórica, em 1989. Em 2015, de janeiro a outubro, o saldo positivo tinha sido de US$ 12,248 bilhões, valor mais de três vezes inferior. Os dados foram divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Indústria, Comércio exterior e Serviços (MDIC). Apesar do saldo recorde, na comparação com o mesmo período de 2015, as exportações de janeiro a outubro, pela média diária, registraram retração de 5,1%, e as importações foram 23,1% menores.

O diretor de Estatísticas e Apoio às Exportações da Secex, Herlon Brandão, disse que o ministério mantém a estimativa de superávit comercial entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões para o ano. “Tivemos um mês de outubro atípico, com as exportações e as importações apresentando quedas mais altas que nos últimos meses, mas o saldo comercial mantém a trajetória de alta”, disse.

Outubro

No mês, as vendas externas brasileiras alcançaram US$ 13,721 bilhões. Sobre outubro de 2015, houve retração de 10,2%, e de 8,8% em relação a setembro de 2016, pela média diária. As importações, em outubro, totalizaram US$ 11,375 bilhões. Sobre igual período do ano anterior, foi registrada retração de 15%, e de 0,4% sobre setembro de 2016, pela média diária. O saldo comercial de outubro apresentou superávit de US$ 2,346 bilhões, valor 17,5% superior ao alcançado em igual período de 2015, US$ 1,996 bilhão. Sobre outubro do ano anterior, decresceram as exportações de básicos (-18,6%), manufaturados (-4%) e semimanufaturados (-0,4%).

Segundo o diretor Herlon Brandão, a média diária tanto das exportações (US$ 666,1 milhões) quanto das importações (US$ 568,8 milhões) é a menor para meses de outubro desde 2006. Perguntado sobre o efeito da apreciação do real sobre as exportações brasileiras, Brandão explicou que o câmbio impacta, mas as análises do MDIC ainda “não notou que o dólar seja o responsável pelo comportamento das exportações e importações, no mês”.

No grupo dos básicos, quando comparado com outubro de 2015, decresceram as vendas principalmente de para US$ 277 milhões), algodão em bruto (-27,7%), carne bovina (-16,6%), e minério de cobre (-13,1%). No grupo dos manufaturados, quando comparado com outubro de 2015, retrocederam as vendas principalmente de tubos flexíveis de ferro e aço (-54,9%), laminados planos (-41,5%), motores para veículos e partes (-18,8%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-17,9%), e autopeças (-12,7%). Já entre os semimanufaturados, no mesmo comparativo, caíram as vendas principalmente de ferro fundido (-27,9%) e celulose (-18,2%). Por outro lado, houve crescimento das  vendas de alumínio em bruto (+36,4%), açúcar em bruto (+27,2%), semimanufaturados de ferro e aço (+8,4%), couros e peles (+7%).

Por mercados compradores, diminuíram as vendas para os seguintes destinos: África (-18%),  América Central e Caribe (-16,8%), Ásia (-17,1%), União Europeia (-6,8%), Estados Unidos (-6,7%) e Mercosul (-3%, sendo que a Argentina cresceu 3,6%, por conta veículos de carga, máquinas para terraplanagem, calçados, máquinas para uso agrícola, minério de manganês, inseticidas, soja em grão, pneumáticos, compostos heterocíclicos, zinco em bruto, carne suína, máquinas p/elevação de carga, energia elétrica). Também foi registrado crescimentos de exportações para a Oceania (+48,9%), No mês, os cinco principais compradores de produtos brasileiros foram foram:  China (US$ 2,619 bilhões),  Estados Unidos (US$ 1,769 bilhão),  Argentina (US$ 1,059 bilhão), Países Baixos (US$ 731 milhões) e Alemanha (US$ 407 milhões).

Apesar de ter havido um decréscimo de 13,9% no índice quantum, que me de os volumes embarcados, no mês de outubro foi registrado aumento do índice de preço de 4,2%. Brandão avaliou que produtos como soja em grão (8,7%), minério de ferro (11,3%), petróleo em bruto (8,6%), carne bovina em natura (3,5%) e café em grão (13,6%) foram alguns dos responsáveis pela alta dos preços no mês. ”Diferentemente do que estava acontecendo, observamos um aumento no índice de preços de alguns produtos importantes para a pauta brasileira”, disse.

Em outubro, em relação ás importações, decresceram as compras de combustíveis e lubrificantes (-52,8%), bens de capital (-19,9%), bens de consumo (-13,3%) e bens intermediários (-4,1%).

Com relação a bens de capital, houve queda nas importações de: equipamentos de transporte industrial e bens de capital. No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente pela diminuição dos preços de petróleo em bruto, carvão, gás natural. No segmento bens de consumo, as principais quedas foram observadas nas importações de bens de consumo duráveis (automóveis, cafeteiras, stents, próteses de artérias vasculares, lentes intraoculares); e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (fungicidas, anticorpo humano, medicamentos, desodorantes, confecções, artefatos de plástico, artigos esportivos, filés de peixe).  No segmento de bens intermediários decresceram as aquisições de insumos industriais elaborados (cloretos de potássio, inseticidas, naftas p/petroquímica, cobre n/refinado, ureia, compostos heterocíclicos, superfosfato).

Por mercados fornecedores, na comparação outubro 2016/2015, caíram as compras originárias dos principais mercados: Oriente Médio (-69,7%), África (-60,5%), Oceania (-40,2%), América Central e Caribe (-23,9) e União Europeia (-7,2%) , Estados Unidos (-7%), e Ásia (-5%), e Mercosul (-0,9%).  Em outubro, os principais fornecedores brasileiros foram China (US$ 2,120 bilhões), Estados Unidos (US$ 1,964 bilhão), Alemanha (US$ 722 milhões), Argentina (US$ 719 milhões) e Japão (US$ 372 milhões).

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a outubro de 2016, houve retração nas exportações de produtos básicos (-10%) e manufaturados (-1,6%), enquanto cresceram as vendas de semimanufaturados (+3,5%).  Entre os básicos, houve diminuição de receita de: petróleo em bruto (-20%), café em grão (-19,1%), minério de ferro (-14%), fumo em folhas (-12,1%), e minério de cobre (-11,9%), entre outros.  No grupo dos manufaturados, ocorreu retração principalmente em: autopeças (-23,2%), laminados planos (-21,9%), motores para veículos e partes (-19,6%), motores e geradores elétricos (-18,5%), óxidos e hidróxidos de alumínio (-16%). Dentro dos semimanufaturados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de: açúcar em bruto (+39,8%), ouro em forma semimanufaturada (+31,1%) e madeira serrada (+13,8%).

Por mercados compradores, caíram as vendas para os principais destinos: América Central e Caribe (-23,8%), Mercosul (-10,7%), África (-8,7%), Estados Unidos (-7,3%), Ásia (-4,4%) e União Europeia (-2,4%). Por outro lado, cresceram as vendas para a Oceania (+14,7%) e Oriente Médio (+0,8%). No período, os principais destinos das vendas externas brasileiras foram: China (US$ 32,6 bilhões),  Estados Unidos (US$ 18,8 bilhões), Argentina (US$ 11,0 bilhões), Países Baixos (US$ 8,6 bilhões) e  Alemanha (US$ 4,0 bilhões).


Em relação às importações, nos dez primeiros meses de 2016, em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda das compras de combustíveis e lubrificantes (-44,7%), bens de consumo (-23,5%), bens de capital (-21,9%) e bens intermediários (-18,7%). Os principais compradores de produtos brasileiros em 2016 foram Estados Unidos (US$ 19,7 bilhões), China (US$ 19,6 bilhões), Alemanha (US$ 7,7 bilhões),  Argentina (US$ 7,3 bilhões) e  Coreia do Sul (US$ 4,8 bilhões).

ADP. REUTERS. 02/11/2016. Setor privado dos EUA cria 147 mil postos de trabalho em outubro, segundo ADP

NOVA YORK (Reuters) - Os empregadores do setor privado dos Estados Unidos abriram 147 mil vagas em outubro, abaixo das expectativas de economistas, de acordo com o Relatório Nacional de Emprego da ADP divulgado nesta quarta-feira.

Economistas consultados pela Reuters esperavam a abertura de 165 mil postos de trabalho, com estimativas variando de 130 mil a 190 mil novos empregos.

Os ganhos do emprego privado em setembro foram revisados para cima, para 202 mil postos de trabalho, ante os 154 mil postos relatados anteriormente.

O relatório é desenvolvido conjuntamente com a Moody's Analytics e foi publicado antes da divulgação na sexta-feira do relatório mais abrangente do governo sobre o mercado de trabalho, que inclui tanto o emprego no setor público como no privado.

Economistas consultados pela Reuters esperam que o relatório de sexta-feira mostre aumento 166 mil empregos privados em outubro, após a abertura de 167 mil vagas no mês anterior. A previsão é que os dados totais de emprego, excluindo o setor agrícola, aumentem em 175 mil vagas.

A previsão para a taxa de desemprego é que seja de 4,9 por cento, ante 5 por cento um mês antes.

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 01/11/2016. Dólar fecha em alta após pesquisa indicar vantagem de Trump. A moeda norte-americana subiu 1,61%, vendida a R$ 3,2412. Expectativas sobre reunião do Fed também impactaram os mercados.
Do G1, em São Paulo

O dólar ampliou os ganhos sobre o real nesta terça-feira (1º) e fechou em alta, após pesquisa sobre as eleições dos Estados Unidos indicar que o candidato Donald Trump superou sua opositora Hillary Clinton nas intenções de voto. Mais cedo, o dólar alternou leves ganhos e perdas, com investidores adotando cautela na véspera de decisão de juros nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana subiu 1,61%, vendida a R$ 3,2412.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 0,25%, a R$ 3,1818
  • Às 10h10, queda de 0,03%, a R$ 3,1899
  • Às 10h29, alta de 0,3%, a R$ 3,1996
  • Às 11h, alta de 0,4%, a R$ 3,203
  • Às 11h49, alta de 0,69%, a R$ 3,2123
  • Às 12h5, alta de 0,75%, a R$ 3,2152
  • Às 13h40, alta de 1,18%, a R$ 3,2276
  • Às 14h50, alta de 1,61%, a R$ 3,2415
  • Às 15h39, alta de 0,57%, a R$ 3,2401
  • Às 16h09, alta de 1,98%, a R4 3,2502
  • Na semana, o dólar acumula alta sobre o real de 1,4%. No ano, há desvalorização de 17,9%.

A Bovespa também reagiu à pesquisa sobre as eleições norte-americanas e fechou em queda de mais de 2%. Na Europa, as bolsas também reagiram e fecharam em queda. Nos EUA, Wall Street também teve dia de quedas.
Trump superou Hillary por um ponto, a primeira vez em que lidera uma pesquisa desde maio, segundo uma pesquisa realizada pela rede ABC News e o jornal "Washington Post" e publicada nesta terça-feira (1º). Na pesquisa, o magnata reúne uma intenção de voto de 46%, contra 45% para Hillary. A margem de erro é de 2,5%.
O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexandre Cabral, explica que o temor do mercado no Brasil sobre a vitória de Trump tem origem em declarações anteriores do candidato, com as preocupações potencializadas pela divulgação da pesquisa. "O Trump começou a pressionar o México, dizendo que atrapalha os EUA mais do que ajuda. Veio essa pesquisa de cascata. O Brasil e um grande parceiro, e também se dá mal nessa história", disse em entrevista ao G1.
Segundo a Reuters, o peso mexicano, um dos mais sensíveis nessa pesquisa por conta da postura radical de Trump com relação aos imigrantes, passou o dia com forte queda ante o dólar.

Juros dos EUA
O mercado também segue atento a pistas sobre a decisão do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, sobre os juros no país. Isso porque taxas mais altas poderiam atrair para os EUA recursos aplicados atualmente em outros mercados, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. O Fed tem reunião na quarta-feira (2).

"Acho que o Fed não vai trazer novidade em termos de juros, mas a reunião traz cautela", comentou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
A expectativa é que o Fed não mude a taxa de juros na quarta, mas o mercado se prepara para um cenário de alta em dezembro em meio a sinais de que a economia norte-americana está acelerando.

Repatriação de ativos
Segundo a Reuters, operadores também ressaltavam o fato de que, na noite passada, terminou o prazo para regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, o que vinha contribuindo para puxar o dólar para baixo nos últimos pregões. Em outubro, a moeda norte-americana cedeu 1,9% e foi abaixo de R$ 3,20.
A Receita Federal informou nesta terça-feira (1º) que o governo arrecadou R$ 50,9 bilhões com o processo de regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, chamado de "repatriação". A arrecadação ficou acima da expectativa inicial do Ministério da Fazenda, de R$ 50 bilhões.
Interferência do BC
O BC vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos em swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Último fechamento
Na véspera, o dólar caiu 0,2%, a R$ 3,19. No mês de outubro, acumulou desvalorização de 1,9%. Foi o 6º mês no ano em que a moeda norte-americana cedeu ante o real, segundo a Reuters. No ano, a moeda teve perda acumulada de 19,1% frente ao real até esta segunda-feira.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 01/11/2016. Bovespa amplia perdas e fecha em queda de mais de 2% nesta terça. O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, caiu 2,46%, 63.326 pontos. Pesquisa indicando vantagem de Trump nos EUA impactou os mercados.
Do G1, em São Paulo

A Bovespa fechou em queda nesta terça-feira (1º), após pesquisa sobre as eleições dos Estados Unidos indicar que o candidato Donald Trump superou sua opositora Hillary Clinton nas intenções de voto. Mais cedo, a Bovespa chegou a subir.
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, caiu 2,46%, 63.326 pontos. Veja a cotação. Foi a maior queda diária desde setembro.
Na semana, a bolsa acumula queda de 1,53%. No ano, há valorização de 8,5%.
O dólar também reagiu à pesquisa sobre as eleições norte-americanas e fechou em alta sobre o real. Na Europa, as bolsas também reagiram e fecharam em queda. Nos EUA, Wall Street também teve dia de quedas.
Trump superou Hillary por um ponto, a primeira vez em que lidera uma pesquisa desde maio, segundo uma pesquisa realizada pela rede ABC News e o jornal "Washington Post" e publicada nesta terça-feira (1º). Na pesquisa, o magnata reúne uma intenção de voto de 46%, contra 45% para Hillary. A margem de erro é de 2,5%.
O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexandre Cabral, explica que o temor do mercado no Brasil sobre a vitória de Trump tem origem em declarações anteriores do candidato, com as preocupações potencializadas pela divulgação da pesquisa. "O Trump começou a pressionar o México, dizendo que atrapalha os EUA mais do que ajuda. Veio essa pesquisa de cascata. O Brasil e um grande parceiro, e também se dá mal nessa história", disse em entrevista ao G1.
Cabral também aponta que investidores podem estar aproveitando a queda para realizar negócios após uma sequência de altas da Bolsa.
De acordo com a Reuters, a cautela nesta sessão, após o Ibovespa romper os 65 mil pontos, ganhava respaldo ainda pelo fato de ser véspera de um feriado nacional que terá reunião de política monetária do Federal Reserve (BC norte-americano).

Destaques
Os papéis preferenciais da Petrobras caíram 4,69% e os ordinários, 3,81%. As ações de bancos, com peso importante no índice, também ajudaram a puxar a bolsa para baixo.
O Itaú Unibanco fechou com as preferenciais em queda de 2,99% e as ordinárias, de 3,08%. O Bradesco caiu 2,93% nas preferenciais e 2,46% nas ordinárias. Banco do Brasil perdeu 4,61%.
Na outra ponta, a Embraer liderou as altas, subindo 3,5%. Segundo a Reuters, analistas do Scotiabank Global Banking and Markets elevaram nesta terça-feira o preço-alvo para os ADRs da fabricante brasileira de aviões, para US$ 27, ante US$ 22,50, após a empresa divulgar seu resultado trimestral na véspera.
A Vale teve dia de sobe e desce, mas terminou os negócios com as preferenciais em alota de 0,68% e as ordinárias, de 1%.
Último fechamento
Na véspera, o Ibovespa subiu 0,96%, a 64.924 pontos. Foi o maior patamar desde 2 de abril de 2012, quando a bolsa atingiu 65.216 no fechamento. No mês de outubro, a bolsa acumulou alta de 11,23%. No ano, avançou 49,7%.


________________

LGCJ.: