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November 1, 2016

US ECONOMICS

DoC. 10/31/2016.  U.S. Deputy Secretary of Commerce Bruce Andrews Delivers Remarks at U.S.-Investment Advisory Council Meeting

Today, U.S. Deputy Secretary of Commerce Bruce Andrews delivered remarks at the U.S. Investment Advisory Council (IAC) meeting in Washington. Established by Secretary Pritzker, the IAC provides recommendations on foreign direct investment (FDI) opportunities and plays a significant role in partnering foreign companies with American markets.

During his remarks, Deputy Secretary Andrews emphasized the successes of the IAC. He pointed to the 12 million U.S. jobs supported by FDI and noted that jobs supported by international investment pay an average of nearly $80,000 per year. In addition, the Deputy Secretary drew attention to SelectUSA, the U.S. Department of Commerce’s investment promotion program that plays a pivotal role in facilitating new investment in the United States.

To conclude his remarks, Deputy Secretary Andrews highlighted the Brazil Road Show in December and the 2017 SelectUSA Summit as opportunities to connect companies with private sector representatives. Deputy Secretary Andrews outlined the importance the Council plays in ensuring that the U.S. remains a premier destination for FDI through the transition into the next Presidential administration.


Remarks

Thank you, Jane and Catherine. I want to extend a warm welcome to everyone here today. I know that each of you has worked hard over the past few months to make the Investment Advisory Council a huge success.

Let me start by saying that Secretary Pritzker very much wanted to be here today. As you know, the Secretary established this Council earlier this year to build on the success of SelectUSA and to receive more feedback from our FDI stakeholders. She asked that I pass along your recommendations and share how much she values your feedback. Your participation reflects our shared commitment to attracting and retaining foreign direct investment in the United States.

As investors you choose to do business in the United States for many reasons – from our strong rule of law to our stable financial system to our vibrant supply chains. We want to know how we can make our markets even more attractive to investors like you.

At the Department of Commerce, we have the ability to leverage partnerships across the local, state, and federal level to help companies do more business in the United States and assist U.S. economic development organizations to attract new investment. We know that to stay a step ahead of the l competition, we must continuously improve the business climate.

Yet we know that government doesn’t have all the answers. That’s why your input, representing the larger FDI stakeholder community, is so important.

Investing in the United States is a win-win for business leaders from around the world and for American workers here at home. It spurs growth in the U.S. economy, it strengthens our commercial partnerships, and creates new jobs in our communities. In fact: FDI is important to our communities and our workers as well. Jobs supported by international investment tend to be high-wage positions, paying an average of nearly $80,000 per year. Today, 12 million U.S. jobs are supported by FDI, and for each job directly attributable to FDI, there is at least one job indirectly attributable to FDI.

The Obama Administration has transformed the Department of Commerce’s investment promotion initiative, SelectUSA, from a “startup” into a dynamic and successful federal program. Since its launch in 2011, SelectUSA has facilitated over $23 billion in new investment to the United States, supporting thousands of jobs across our country. In partnership with the Commercial Service, SelectUSA also provides tailored assistance to investors, coordinates support to states and localities to attract investment, and organizes world-class events. In 2016 alone, we held 300 international and domestic events that engaged more than 20,000 attendees – including our flagship SelectUSA Summit in June.

Going forward, our team will continue to help foreign investors overcome any obstacles they face and explore new opportunities for greater collaboration. Right now, we are gearing up for our second Brazil Road Show in December. The first Brazil Road Show successfully attracted more than 400 participants and connected hundreds of Brazilian firms with representatives from seven states. And we are already starting to see the fruits of that effort take shape. And of course, we look forward to the 2017 SelectUSA Summit. We are already finalizing a calendar of activities to improve coordination with stakeholders and plan our best summit yet.

It is no secret that we are about to enter into a period of transition between two Administrations. Of course, you may see some faces change. Yet our commitment to attracting greater FDI transcends any one administration. As Secretary Pritzker mentioned in June, your two-year terms on this council give you the chance to serve as a bridge between two Administrations. The IAC is positioned to help shape how the next Administration ensures the United States remains the premier destination for foreign direct investment.

I look forward to your feedback and recommendations as we continue to create a sustainable framework to attract and retain FDI in the United States. I encourage you to think about ways we can better promote FDI. How can we shift perceptions and welcome more investment? How can we better share our success stories? How can we highlight FDI’s impact on our economy?  These are just some of the areas I hope to discuss with you today. Thank you for your participation, your time, and your ideas.

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BACEN. 31/10/2016. Política Fiscal em setembro/2016

I - Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou deficit primário de R$26,6 bilhões em setembro. O Governo Central e os governos regionais apresentaram deficits primários de R$26,5 bilhões e R$298 milhões, respectivamente, enquanto as empresas estatais registraram superavit primário de R$154 milhões.

No ano, o deficit primário acumulado foi de R$85,5 bilhões, ante deficit de R$8,4 bilhões no mesmo período de 2015. No acumulado em doze meses, registrou-se deficit primário de R$188,3 bilhões (3,08% do PIB), elevando-se 0,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

Os juros nominais apropriados por competência alcançaram R$40,5 bilhões em setembro, mantendo-se próximo ao valor observado em agosto (R$40,7 bilhões). Houve, por um lado, ganho menor nas operações de swap cambial no mês (R$1,1 bilhão comparativamente a R$4,3 bilhões em agosto) e, em sentido contrário, redução no volume de juros apropriados em decorrência do menor número de dias úteis em setembro. No acumulado no ano, os juros nominais totalizaram R$295 bilhões, ante R$408,3 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais atingiram R$388,5 bilhões (6,35% do PIB), reduzindo-se 0,52 p.p. do PIB em relação ao observado em agosto.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$67,1 bilhões em setembro. No ano, o deficit nominal totalizou R$380,5 bilhões, comparativamente a deficit de R$416,7 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o deficit nominal alcançou R$576,8 bilhões (9,42% do PIB), reduzindo-se 0,22 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em agosto.

O deficit nominal do mês foi financiado mediante expansões de R$52,8 bilhões na dívida mobiliária, de R$11,5 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, de R$2,7 bilhões na dívida bancária líquida, e de R$136 milhões no financiamento externo líquido.

II - Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.920,9 bilhões (47,7% do PIB) em setembro, registrando acréscimo de R$90,7 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$62,1 bilhões e incorporação de juros de R$28,6 bilhões.

Destacaram-se as emissões líquidas de R$45,1 bilhões em LTN, de R$10 bilhões em NTN-B, de R$3,7 bilhões em LFT e de R$3,5 bilhões em NTN-F.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a agosto: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 20% para 20,1%; a dos títulos prefixados elevou-se de 27,5% para 28,6%, pelas emissões líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços aumentou de 24% para 24,1%, pelas emissões líquidas de NTN-B. A participação das operações compromissadas reduziu-se de 27,9% para 26,5%, apresentando compras líquidas de R$50,3 bilhões.

Em setembro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$110,9 bilhões, 3,8% do total, com vencimento em 2016; R$408,2 bilhões, 14% do total, com vencimento em 2017; e R$2.401,9 bilhões, 82,2% do total, vencendo a partir de janeiro de 2018.

No final de setembro a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$107,5 bilhões. O resultado dessas operações no mês (diferença entre a rentabilidade dos Depósitos Interfinanceiros e a variação cambial mais cupom) foi favorável ao Banco Central em R$1,1 bilhão.

III - Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público alcançou R$2.699,9 bilhões (44,1% do PIB) em setembro, elevando-se 0,8 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, houve elevação de 7,9 p.p. na relação DLSP/PIB, decorrente do impacto da incorporação de juros (+4,8 p.p.), da valorização cambial de 16,9% no período (+3,3 p.p.), do deficit primário (+1,4 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (-1,3 p.p.), e do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (-0,3 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.329,7 bilhões em setembro (70,7% do PIB), elevando-se 0,6 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

FGV. IBRE. 01/11/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-S. IPC-S acelera na última semana de outubro

O IPC-S de 31 de outubro de 2016 apresentou variação de 0,34%1, 0,10 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,65%, no ano e, 7,65%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,49% para 0,80%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,56% para 1,77%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,07% para -0,05%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,54%), Educação, Leitura e Recreação (-0,19% para 0,03%), Comunicação (0,63% para 0,89%), Despesas Diversas (-0,12% para 0,05%) e Vestuário (0,16% para 0,23%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-1,73% para 1,37%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,18% para 0,51%), show musical (-4,66% para -1,73%), tarifa de telefone móvel (0,73% para 1,41%), alimentos para animais domésticos (2,21% para 3,17%) e roupas (-0,13% para 0,20%), respectivamente.

Em contrapartida, apenas o grupo Habitação (0,41% para 0,40%), apresentou decréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -0,09% para -0,18%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C557E5111F01581F3D22E9522D

FGV. IBRE. 31/10/2016. Confiança da Indústria registra queda

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,6 ponto em outubro, para 86,6 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice mantém-se relativamente estável, ao passar de 87,1 para 87,0 pontos, sugerindo acomodação da confiança neste segundo semestre.

“O tombo da produção física em agosto registrado pelo IBGE não representou uma reversão da tendência de recuperação da economia, mas mostrou que o ritmo de retomada será bem mais lento do que o setor industrial previa no início deste semestre. Com expectativas sendo calibradas para baixo, NUCI em queda e os indicadores que medem a situação corrente andando de lado, a Sondagem retrata uma evidente perda de fôlego em relação à aceleração produtiva que se desenhava entre março e julho passados”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

A queda da confiança em outubro foi disseminada, ao atingir 15 dos 19 segmentos pesquisados. Houve piora tanto das avaliações sobre a situação atual quanto das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,8 ponto, para 84,9 pontos, o menor desde junho; o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,4 ponto, para 88,4 pontos.
Após evoluir favoravelmente nos meses anteriores, chegando próximo a uma situação de normalidade, em outubro as avaliações sobre os estoques voltaram a piorar, contribuindo para a queda do ISA. O percentual de empresas avaliando o nível atual de estoques de seus produtos como excessivos manteve-se estável em 12,7%, o menor percentual desde janeiro de 2015 (11,5%). Ao mesmo tempo, a parcela de empresas que consideram os estoques insuficientes caiu de 7,1% para 4,8% do total.

A expectativa com a evolução do pessoal ocupado nos três meses seguintes exerceu a maior contribuição para a piora do IE em outubro. O indicador caiu 3,8 pontos, para 84,9 pontos, a terceira queda consecutiva. O percentual de empresas prevendo aumento do quadro de pessoal nos meses seguintes caiu de 12,5% em setembro para 10,9% em outubro, enquanto o dos que esperam diminuição aumentou de 22,1% para 23,2%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) na Indústria diminuiu 1,0 ponto percentual (p.p.) entre setembro e outubro, para 73,7%. Com o resultado, o NUCI retorna ao nível de março e fica apenas 0,1 p.p. acima do mínimo histórico da série (73,6%), registrado em fevereiro passado.

A edição de outubro de 2016 coletou informações de 1.121 empresas entre os dias 03 e 27 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C557E5111F01581A1A01E15013

FGV. IBRE. 31/10/2016. Confiança de Serviços recua em outubro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,7 ponto em outubro, para 78,9 pontos. Após  sete altas consecutivas, acumulando 11,8 pontos, o resultado sugere acomodação estatística do indicador, influenciada pelo ajuste do Índice de Expectativas (IE-S).

“Após seis meses de melhora mais expressiva das expectativas que da  percepção sobre as condições correntes dos negócios,  o resultado de outubro parece apontar para o início de uma fase de ajuste, para baixo, nas expectativas empresariais. Este movimento ocorre concomitantemente a uma discreta melhora nas avaliações sobre a situação atual. Assim, a sinalização para a atividade real do setor é de prosseguimento da fase  de fraco desempenho nos próximos meses.” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Em outubro, a confiança de 9 das 13 atividades pesquisadas recuou. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 0,7 ponto, para 71,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) diminuiu 4,3 pontos, para 86,7 pontos.

A maior contribuição para a variação do ISA-S no mês foi dada pelo indicador de percepção com a Situação Atual dos Negócios, que subiu2,0 pontos, para 72,8 pontos. Entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas (IE-S), o destaque foi o indicador de Demanda Prevista, que recuou 6,1 pontos,  ao nível de 86,3 pontos.

Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI)  do setor de Serviços

Em outubro, o NUCI de Serviços ficou em 82,5%, um recuo de 0,1 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 1,0 p.p. em relação a outubro de 2015. Após esboçar uma reação em junho e julho, com duas altas consecutivas, o indicador volta a recuar, sinalizando que a fase declinante do nível de atividade do setor ainda não se esgotou.

A edição de outubro de 2016 coletou informações de 1930 empresas entre os dias 4 e 26 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C557E5111F01581A0613A26CC6

IBGE. 01/11/2016. Em setembro, produção industrial cresce 0,5%

Setembro 2016 / Agosto 2016
0,5%
Setembro 2016 / Setembro 2015
-4,8%
Acumulado 2016
-7,8%
Acumulado 12 meses
-8,8%
Média Móvel Trimestral
-1,1%
Em setembro de 2016, a produção industrial do país subiu 0,5% frente a agosto, na série com ajuste sazonal. A média móvel trimestral recuou (-1,1%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com setembro de 2015, a indústria recuou (-4,8%). Foi a trigésima primeira taxa negativa consecutiva nessa comparação e a menos intensa desde junho de 2015 (-2,6%). Houve recuos no fechamento do terceiro trimestre de 2016 (-5,5%), no acumulado do ano (-7,8%) e no acumulado dos últimos doze meses (-8,8%).

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Setembro de 2016
Grandes Categorias
Econômicas
Variação (%)
Setembro 2016/ Agosto 2016*
Setembro 2016/
Setembro 2015
Acumulado Janeiro-Setembro
Acumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital
-5,1
-7,2
-15,0
-19,8
Bens Intermediários
1,2
-4,1
-7,6
-8,1
Bens de Consumo
-0,5
-5,7
-6,4
-7,6
   Duráveis
1,9
-6,5
-18,6
-21,2
   Semiduráveis e não Duráveis
-1,0
-5,5
-3,1
-3,9
Indústria Geral
0,5
-4,8
-7,8
-8,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria.
*Série com ajuste sazonal

A produção industrial voltou a crescer, mas entre os ramos industriais ainda predominam taxas negativas. A indústria do país está 20,7% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013. A média móvel trimestral (-1,1%) acelerou o ritmo de perda frente à média de agosto (-0,7%), quando interrompeu uma série de três altas consecutivas: maio (0,7%), junho (0,7%) e julho (0,6%).
De agosto para setembro, apenas 9 dos 24 ramos industriais cresceram
Na passagem de agosto para setembro de 2016, somente duas das quatro grandes categorias econômicas e 9 dos 24 ramos pesquisados apontaram expansão na produção. Entre os setores, as principais influências positivas foram registradas por produtos alimentícios (6,4%), indústrias extrativas (2,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (4,8%), com o primeiro recuperando parte do recuo de 8,0% verificado em agosto; o segundo eliminando a queda de 1,7% observada no mês anterior; e o último voltando a crescer após acumular perda de 12,0% nos meses de julho e agosto.
Entre os quatorze ramos em queda, os desempenhos de maior relevância vieram de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,7%), de produtos de minerais não-metálicos (-5,0%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-6,2%). Esta última atividade cresceu 8,3% em agosto, enquanto as demais haviam recuado -1,0%, -2,5% e -5,2%, respectivamente.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a agosto, bens de consumo duráveis (1,9% ) e bens intermediários (1,2%) cresceram, eliminando parte das perdas de agosto: -6,4% e -3,6%, respectivamente. Por outro lado, bens de capital (-5,1%) teve a redução mais acentuada no mês, seu terceiro resultado negativo consecutivo, acumulando no período queda de 8,6%. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,0%) também recuou em setembro de 2016 e acumulou perda de 4,3% em três meses.
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou queda de 1,1% no trimestre encerrado em setembro de 2016 frente ao nível do mês anterior, acelerando o ritmo de perda frente a agosto (-0,7%), quando interrompeu três meses de resultados positivos consecutivos: maio (0,7%), junho (0,7%) e julho (0,6%).
Entre as categorias econômicas, ainda em relação a agosto, os bens de capital (-2,9%) mostraram o recuo mais intenso. Os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,5%), bens de consumo duráveis (-0,4%) e bens intermediários (-0,3%) também caíram.
Indústria recuou 4,8% em relação a setembro de 2015
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 4,8% em setembro de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 19 dos 26 ramos, 51 dos 79 grupos e 58,5% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-12,5%) e indústrias extrativas (-9,2%) exerceram as maiores influências negativas sobre a média da indústria.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital (-7,2%) e bens de consumo duráveis (-6,5%) assinalaram, em setembro de 2016, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores de bens de consumo semi e não-duráveis (-5,5%) e de bens intermediários (-4,1%) também recuaram nesse mês, sendo o primeiro com intensidade maior do que a média nacional (-4,8%).
O setor de bens de capital (-7,2%) volta a mostrar queda na produção, após interromper em agosto último (6,2%) vinte e nove meses de taxas negativas consecutivas. O segmento foi influenciado pelo recuo na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para bens de capital para fins industriais (-13,9%) e equipamentos de transporte (-6,0%). As demais taxas negativas foram de bens de capital de uso misto (-11,9%) e para energia elétrica (-15,4%), enquanto bens de capital agrícola (6,4%) e para construção (4,1%) apontaram os resultados positivos em setembro de 2016.
O segmento de bens de consumo duráveis recuou 6,5% no índice mensal de setembro de 2016, trigésimo primeiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas o menos intenso desde junho de 2015 (-0,5%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de motocicletas (-32,5%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-11,2%) e da “linha branca” (-13,3%). Outros impactos negativos importantes vieram dos grupamentos de móveis (-6,4%) e de outros eletrodomésticos (-1,5%), enquanto o principal resultado positivo foi observado em automóveis (3,4%).
Ainda no confronto com setembro de 2015, a produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 5,5% em setembro de 2016, quinta taxa negativa consecutiva e mais intensa do que a registrada no mês anterior (-2,0%). O desempenho nesse mês foi explicado pelos recuos em todos os grupamentos: não-duráveis (-10,3%), alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-3,2%), carburantes (-6,9%) e semiduráveis (-3,6%).
O setor de bens intermediários (-4,1%) assinalou a trigésima taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas com a queda menos intensa desde junho de 2015 (-1,1%). Nessa categoria econômica, vale citar também os resultados negativos nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-11,5%, o trigésimo primeiro recuo seguido em relação a igual mês do ano anterior) e de embalagens (-4,1%), após avançar 1,0% no mês anterior quando interrompeu dezenove meses de taxas negativas consecutivas.
Indústria acumula queda de 5,5% no terceiro trimestre de 2016
A queda de 5,5% no terceiro trimestre de 2016 foi a décima taxa negativa consecutiva da indústria na comparação entre trimestres, mas a menos intensa desde outubro-dezembro de 2014 (-3,9%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A magnitude de queda na indústria foi menor que a do período abril-junho de 2016 (-6,6%), inclusive em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de consumo duráveis (de -16,8% para -11,2%) e bens de capital (de -10,0% para -4,5%). O setor produtor de bens intermediários (de -7,3% para -5,3%) também mostrou diminuição no ritmo de queda entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (de -0,5% para -4,6%) teve o único aumento na magnitude de perda, mas permaneceu com taxa negativa menos acentuada do que a média da indústria.
Indústria acumula redução de 7,8% no ano
No índice acumulado no ano (-7,8%), frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 65 dos 79 grupos e 72,4% dos 805 produtos pesquisados reduziram a produção. Entre as atividades, indústrias extrativas (-12,6%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-17,0%) exerceram as maiores influências negativas, pressionadas, em grande parte, pelos itens minérios de ferro, na primeira; e automóveis, caminhões e autopeças, na segunda.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,1%), de máquinas e equipamentos (-13,7%), de produtos de minerais não-metálicos (-11,9%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-21,4%), de metalurgia (-8,2%), de produtos de metal (-11,5%), de outros equipamentos de transporte (-21,4%), de produtos de borracha e de material plástico (-7,9%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-8,7%) e de móveis (-12,9%). Por outro lado, entre as três atividades que ampliaram a produção nos nove meses de 2016, a principal influência foi observada em produtos alimentícios (2,0%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os nove meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-18,6%) e bens de capital (-15,0%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-18,2%) e de eletrodomésticos (-19,3%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-15,8%) e para fins industriais (-10,3%), na segunda. Os segmentos de bens intermediários (-7,6%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-3,1%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do ano, com o primeiro registrando recuo ligeiramente abaixo da magnitude observada na média nacional (-7,8%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3292

CNI. PORTAL UOL. 01/11/2016. Fraca recuperação em setembro.

Após os resultados decepcionantes de agosto, o Indicadores Industriais de setembro mostra desempenho um pouco mais animador, embora muito aquém do necessário para reverter a trajetória negativa dos últimos meses.



Emprego na indústria cai 0,9% em setembro ante agosto, revela CNI
Fabrício de Castro

O emprego na indústria caiu pelo 20º mês consecutivo em setembro, de acordo com a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O emprego caiu 0,9% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, e recuou 6,5% na comparação com setembro do ano passado, conforme dados da pesquisa de Indicadores Industriais da entidade. No acumulado de 2016, o emprego registra queda de 8,4%.

Por outro lado, houve melhora quanto ao faturamento das indústrias em setembro ante agosto, embora em porcentual contido. Conforme os dados da CNI, o faturamento real da indústria em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, teve leve alta de 0,1%. Na comparação com setembro de 2015, porém, o faturamento recuou 15,5%. No acumulado de janeiro a setembro de 2016, o faturamento industrial registra queda de 12,4%.

Já a utilização da capacidade instalada (UCI) ficou em 76,9% em setembro, ante 77,2% em agosto (dado revisado) e 77,8% em setembro de 2015, conforme os dados dessazonalizados.

As horas trabalhadas registraram avanço de 1,0% em setembro ante agosto, com ajuste, mas recuaram 6,0% na comparação com setembro do ano passado. No acumulado de 2016, houve queda de 8,5%.

A massa salarial real teve alta de 0,9% em setembro ante agosto, com ajuste, mas recuou 4,7% ante setembro de 2015. No acumulado de janeiro a setembro deste ano, foi registrado recuo de 9,1%.

O rendimento médio real teve alta de 1,7% em setembro na comparação com agosto, com ajuste, e avançou 2,0% na comparação com setembro de 2015. No acumulado de 2016, o rendimento médio real cai 0,8%.

DOCUMENTO: http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2016/11/01/11/IndicadoresIndustriais_Setembro_2016.pdf

PMI. REUTERS. 01/11/2016. Pedidos de exportação caem e indústria do Brasil contrai de novo, mostra PMI
Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A queda mais forte nos pedidos de exportação desde o início de 2009 manteve a indústria brasileira em contração em outubro, com redução nos níveis de produção e emprego, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira.

O PMI do IHS Markit apresentou no mês passado ligeiro avanço para 46,3 sobre 46,0 em setembro, no 21º mês abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e indicando deterioração acentuada na saúde do setor.

"Embora seja difícil ver o que poderia quebrar essa tendência de queda nos próximos meses, o Banco Central pode ter fornecido um toque de luz", destacou a economia do Markit Pollyanna de Lima.

"Ao reduzir a taxa de juros pela primeira em quatro anos buscando sustentar a recuperação e em linha com pressões inflacionárias mais fracas, o movimento pode aumentar os investimentos no setor", completou ela, referindo-se ao corte da Selic em 0,25 ponto percentual no mês passado, para 14 por cento.

As três categorias monitoradas registraram piora, mostrou o PMI, com destaque para bens de capital, com a contração nos volumes de produção, de novos pedidos e de emprego acima daqueles vistos em bens de consumo e bens intermediários.

Em outubro, o volume de novos pedidos para exportação apresentou o recuo mais forte desde maio de 2009 em meio à competição acirrada nos mercados globais, segundo o levantamento. O PMI mostrou que 27 por cento das empresas relataram níveis mais baixos de novo negócios vindos do mercado internacional.

O volume de novos pedidos como um todo caiu no ritmo mais fraco em três meses, em meio a condições econômicas difíceis, pressão competitiva e demanda fraca.

Esse cenário levou a indústria brasileira a reduzir ainda mais a produção de forma generalizada, com a taxa de redução chegando ao nível mais forte desde junho.

Com a fraqueza contínua, a redução dos empregos permaneceu forte, devido às tentativas de contenção de despesas, e atingiu todos os três subsetores, com a queda em bens de capital chegando ao nível recorde na pesquisa.

A alta dos preços de insumos no setor enfraqueceu em outubro para o recorde de baixa de nove meses, e os preços cobrados pelos produtos finais subiram da forma mais lenta em 15 meses, com os fabricantes buscando manter a competitividade.

O país passa por grave momento de recessão e um dos setores mais afetados é o industrial. Segundo mais recente pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, as projeções são de que o Produto Interno Bruto (PIB) do país encolherá 3,30 por cento neste ano e crescerá 1,21 por cento em 2017.

O mesmo levantamento mostrou que a estimativa para a produção industrial em 2016 é de contração de 6 por cento e de aumento de 1,1 por cento no próximo ano.

CAMEX. 01/11/2016. Camex prorroga por até 5 anos defesa contra importação de resina de polipropileno dos EUA

SÃO PAULO (Reuters) - A Câmara de Comércio Exterior prorrogou por até cinco anos mecanismo de defesa do Brasil contra importações de resina de polipropileno originária dos Estados Unidos, atendendo pleito da petroquímica Braskem.

A resina, um dos principais produtos da Braskem, também é um dos principais insumos da produção de plásticos e tem aplicação em filmes, fibras para telhas, tecelagens e cordoaria, utilidades domésticas, embalagens, eletrodomésticos e peças automotivas.

A Braskem é a maior petroquímica da América Latina. No final de setembro, a Camex já tinha prorrogado por até 5 anos direito antidumping sobre PVC, outro importante produto produzido pela Braskem, produzido nos Estados Unidos e México.

"Concluiu-se que, caso o direito antidumping seja extinto, as exportações dos EUA a preços de dumping, muito provavelmente, voltarão a atingir volumes significativos, tanto em termos absolutos quanto em relação ao consumo", afirma a decisão da Camex publicada no Diário Oficial da União, nesta terça-feira. Na decisão, foi prorrogada a sobretaxa de 10,6 por cento sobre polipropileno importado dos EUA.

"Pode-se concluir que, caso o direito antidumping não seja prorrogado, haverá retomada do dano à indústria doméstica decorrente das importações objeto do direito antidumping", acrescentou.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

DOCUMENTO: bit.ly/2f8xOZw

Escritório Holandês para a Análise de Política Econômica. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 01/11/2016. AL deve completar três anos de retração na indústria
 Jamil Chade, correspondente

A América Latina caminha para fechar seu terceiro ano com uma contração de sua produção industrial. Dados coletados por um dos principais institutos econômicos da Europa apontam que no primeiro semestre de 2016 a queda no setor manufatureiro latino-americano foi a maior do mundo, tendência mantida em agosto.

Os dados são do Escritório Holandês para a Análise de Política Econômica, centro que se tornou referência em estatísticas pelo mundo. Em sua mais recente avaliação, os especialistas apontam para uma retração de 1,7% na produção industrial da região em agosto ante expansão média no mundo de 0,4%.

Em julho, nas economias latino-americanas, a queda já havia sido de 0,8%. Brasil, Colômbia, México e Argentina representam 80% da produção industrial da região.

O que mais chama a atenção dos autores do informe é o fato de que a América Latina já acumula três trimestre consecutivos de queda e provavelmente repetirá o desempenho no terceiro trimestre. No fim de 2015, a retração foi de 1,3% ante 1,2% no começo do ano e 0,7% entre abril e junho.

No mesmo período, a média mundial apontou para uma taxa de expansão modesta. Mas, segundo o instituto, ela tende a um crescimento. No fim de 2015, o aumento havia sido de 0,2% ante o mesmo 0,2% no início de 2016. Para o segundo trimestre, a produção industrial no mundo cresceu 0,5%.

Para a América Latina, a última vez em que a indústria registrou crescimento foi em 2013, com expansão de 0,8%. Depois, a queda foi de 0,7% em 2014 e 2,4% em 2015. Segundo os números, 2016 não deve escapar de mais uma contração.

Parte das dificuldades econômicas na região pode estar associada ao comércio mundial. No primeiro trimestre, em termos de volume, os dados apontam para uma contração de 0,2% nas exportações e importações ante queda ainda maior no segundo trimestre, de 0,8%. Agosto teria registrado alta de 1,5%, o que ainda não daria confiança aos especialistas para anunciar a retomada do fluxo.

MF. RFB. PORTAL G1. 01/11/2016. Governo diz ter arrecadado R$ 50,9 bilhões com repatriação. Brasileiros regularizaram R$ 169,9 bilhões em bens mantidos no exterior. Prazo para adesão ao programa terminou na segunda-feira (31).
Do G1, em Brasília

O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, informou nesta terça-feira (1º) que o governo arrecadou R$ 50,9 bilhões com o processo de regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, chamado de "repatriação". O prazo para adesão ao programa terminou na segunda-feira (31).
Esses R$ 50,9 bilhões foram arrecadados com a cobrança de impostos e multas sobre R$ 169,9 bilhões em bens mantidos por contribuintes em outros países. Pelas regras, sobre o valor regularizado incidiu uma alíquota de 15% de Imposto de Renda e outros 15% de multa.
No total, 25.011 contribuintes pessoas físicas e 103 empresas aderiram ao programa. A maior parte dos ativos (R$ 163,87 bilhões) foram declarados pelas pessoas físicas. As empresas, por sua vez, declararam R$ 6,06 bilhões em ativos no exterior.

“Entendemos que o programa foi bem-sucedido", disse Rachid. "É um programa de adesão voluntária”, completou. A arrecadação ficou acima da expectativa inicial do Ministério da Fazenda, de R$ 50 bilhões.

Segundo Rachid, 38 dos 47 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) adotaram programas semelhantes para regularização de ativos no exterior.
“Se compararmos com outros países, vamos ver que o resultado foi bem-sucedido. Nos Estados Unidos, desde 2009 foram arrecadados US$ 8 bilhões. O nosso dá mais de US$ 15 bilhões", acrescentou.
A lei que permite a regularização foi aprovada pelo Congresso Nacional no fim de 2015 e estava em vigor desde janeiro. Apenas os recursos de origem lícita, ou seja, que estejam vinculados a algum tipo de atividade econômica, como prestação de serviços, são abrangidos por este regime. Ao regularizar os ativos, o contribuinte não pode mais responder criminalmente nem penalmente por eventuais irregularidades passadas.
Nova edição
Questionado sobre a possibilidade de reabertura, no futuro, do prazo do programa de regularização de ativos, Rachid disse entender que não há necessidade. Entretanto, acrescentou que, por se tratar de “matéria de lei”, cabe ao Congresso Nacional definir esse assunto.

“O contribuinte teve 210 dias para analisar, conversar com seus advogados tributaristas, criminalistas, e fazer a avaliação. O programa oferecido, pelo êxito que teve, entendemos que cumpriu seu papel. O contribuinte que não optou, fez uma avaliação própria. No caso, a fiscalização da Receita vai agir como qualquer outra situação que ela age”, afirmou o secretário da Receita.

Rachid avaliou ainda que, no passado, era “muito fácil esconder dinheiro”, mas que a era do sigilo bancário “está no fim”.
“O contribuinte que não aderiu [à repatriação], a possibilidade de ser alcançado pelo Fisco federal é muito grande ao longo do tempo”, declarou. Ele apontou que, além de acordos bilaterais com alguns países, o Brasil já aderiu a uma convenção multilateral com outras 97 nações sobre compartilhamento de informações fiscais.

Divisão do bolo
A União terá de dividir parte do valor arrecadado com os estados e com os municípios. Os estados ficarão com 21,5% da arrecadação do imposto e, os municípios, com 23,5%.
No mês passado, porém, o governador do Piauí, Wellington Dias (PT), declarou que os estados vão exigir também uma parte dos recursos arrecadados com cobrança da multa. o governo, porém, não quer dividir. Segundo Dias, os estados entrarão na Justiça para receber parte da multa.
O governo chegou a informar, no mês passado, que se a arrecadação com a repatriação superasse os R$ 50 bilhões esperados, poderia cogitar repassar mais recursos para estados e municípios. "Qualquer mudança de critério será para valores eventualmente arrecadados acima de nossa previsão", informou o Ministério da Fazenda em outubro.
Recentemente, porém, a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, declarou que a União repassará somente a parte que os estados têm direito no imposto devido. "O governo vai cumprir a letra da lei", declarou ela na ocasião.
Vescovi acrescentou que os recursos do imposto representarão um "alivio" para os estados e municípios. Os valores devem ser repassados ainda neste mês.
Repatriação ajudará o cumprimento da meta fiscal
A equipe econômica contava com a entrada dos recursos da repatriação para fechar suas contas neste ano. A meta fiscal é de déficit (despesas superiores à arrecadação) de R$ 170,5 bilhões.
O Tesouro Nacional informou recentemente que já havia previsão, na peça orçamentária deste ano, de recursos do processo de regularização de ativos no exterior - mas não quis informar quanto exatamente.
Além de ajudar no cumprimento da meta de déficit fiscal neste ano, os valores também serão empregados, em parte, para quitar os chamados restos a pagar (dívida de outros anos) no orçamento, que somam cerca de R$ 180 bilhões.
Regras da repatriação
Segundo explicou a Receita, o regime de repatriação vale para os residentes ou domiciliados no Brasil em 31 de dezembro de 2014 que tinham (ou ainda têm) ativos, bens ou direitos em períodos anteriores a essa data no exterior não declarados à Receita, ainda que, nesse dia, não possuíssem saldo de recursos ou título de propriedade de bens e direitos.
Na regulamentação da lei, ficou definido que deputados e senadores que exerciam mandato a partir de 13 de janeiro deste ano, além de outros detentores de cargos na administração pública em quaisquer dos três poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), não poderão repatriar recursos do exterior com base na nova legislação aprovada pelo Congresso Nacional.
A regra também abrange cônjuges e parentes consanguíneos, e afins, até o segundo grau, ou filhos adotivos. Deste modo, os detentores de cargos públicos continuam podendo ser processados na área penal em relação aos crimes de sonegação, lavagem de dinheiro, apropriação indébita, entre outros crimes tributários. Os contribuintes que optarem pela repatrição ficam livres desse risco.
Discussões no Congresso
Nas últimas semanas, um projeto que altera as atuais regras chegou a ser analisado na Câmara dos Deputados.

No último dia 11, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chegou a pautar o texto no plenário, mas, por falta de quórum, não foi votado. Na ocasião, tanto parlamentares da base de apoio ao governo do presidente Michel Temer quanto deputados de oposição não garantiram o quórum para a análise.

MF. RFB. PORTAL UOL. 01/11/2016. Arrecadação com repatriação de recursos somou R$ 50,9 bilhões, diz Receita
Do UOL, em São Paulo

A arrecadação com impostos e multas decorrentes da repatriação de recursos mantidos ilegalmente no exterior somou R$ 50,9 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira (1º). Assim, o governo atingiu a meta de arrecadação, de R$ 50 bilhões.

O prazo para aderir ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária, conhecido como Lei da Repatriação, terminou na segunda-feira (31).

Segundo o secretário da Receita, Jorge Rachid, no total foram regularizados R$ 169,9 bilhões em recursos no exterior, e parte do que foi arrecadado será dividido com Estados e municípios.

"É difícil para nós avaliarmos se a adesão (à regularização) foi alta ou baixa... A adesão era voluntária", afirmou o secretário a jornalistas.

Com pagamentos de impostos, informou a Receita, foram levantados R$ 25,49 bilhões e, com multas, praticamente o mesmo montante.

Estados e municípios
Segundo Rachid, os Estados e municípios terão direito a 49% do que foi arrecadado apenas com impostos, e não com multas.

Na semana passada, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, afirmou que o governo utilizaria os recursos obtidos com a regularização para reduzir o volume de restos a pagar, fazer frente a riscos fiscais e melhorar a economia do setor público.

A meta deste ano do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais) é de rombo de R$ 163,9 bilhões, ou 2,6% do PIB (Produto Interno Bruto).

Em meio à forte recessão e gastos com a Previdência, o Brasil registrou o pior déficit primário para setembro, com rombo de R$ 26,643 bilhões, último dado disponível. No acumulado 12 meses, o deficit primário do setor público consolidado estava em R$ 188,327 bilhões até setembro.

Rachid disse ainda que a avaliação é de que não é necessário fazer outro programa de regularização de ativos, e o que foi feito, "cumpriu seu papel".

(Com Reuters)

MF. RFB. REUTERS. 01/11/2016. Arrecadação com regularização de ativos no exterior soma R$50,9 bi, diz Receita

BRASÍLIA (Reuters) - O governo arrecadou 50,9 bilhões de reais em multas e impostos com o programa de regularização de ativos brasileiros no exterior, valor que ajudará no resultado fiscal neste ano.

Segundo o secretário da Receita, Jorge Rachid, no total foram regularizados 169,9 bilhões de reais em recursos no exterior, e parte do que foi arrecadado será dividido com Estados e municípios.

"É difícil para nós avaliarmos se a adesão (à regularização) foi alta ou baixa... A adesão era voluntária", afirmou o secretário a jornalistas.

Com pagamentos de impostos, informou a Receita, foram levantados 25,49 bilhões de reais e, com multas, praticamente o mesmo montante. O prazo para adesão ao programa se encerrou na noite passada.

Segundo Rachid, os Estados e municípios terão direito a 49 por cento do que foi arrecadado apenas com impostos, e não com multas.

Na semana passada, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, afirmou que o governo utilizaria os recursos obtidos com a regularização para reduzir o volume de restos a pagar, fazer frente a riscos fiscais e melhorar o resultado primário do setor público.

A meta deste ano do setor público consolidado (governo central, Estados, municípios e estatais) é de déficit primário de 163,9 bilhões de reais, ou 2,6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB).

Em meio à forte recessão e gastos com a Previdência, o Brasil registrou o pior déficit primário para setembro, com rombo de 26,643 bilhões de reais, último dado disponível. No acumulado 12 meses, o déficit primário do setor público consolidado estava em 188,327 bilhões de reais até setembro.

Rachid disse ainda que a avaliação é de que não é necessário fazer outro programa de regularização de ativos, e o que foi feito, "cumpriu seu papel".

(Reportagem de Silvio Cascione; Texto de Patrícia Duarte)

PETROBRÁS. OPEP. PORTAL G1. 31/10/2016. Brasil se posiciona contra corte de produção em reunião com a Opep. Em setembro, Opep decidiu reduzir produção para tentar elevar preços. Representante do Brasil defende 'livre mercado' e diminuição de custos.
Da Reuters

O governo brasileiro se posicionou contra um corte de produção de petróleo, para impulsionar os preços globais, ao participar de uma reunião com membros e não membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), no fim de semana, disse à Reuters nesta segunda-feira o secretário de Petróleo do Ministério de Minas e Energia (MME), Márcio Félix.

Félix, que representou o país no encontro, disse que o Brasil --que tem na estatal Petrobras a principal produtora de petróleo-- é uma economia de mercado livre, e que não vê como um corte da oferta poderia resolver o problema dos preços baixos do petróleo. Ele lembrou que a Petrobras é uma empresa de capital aberto.
"Se os preços caem muito, as empresas têm que dar um jeito de cortar custos, serem mais competitivas, no limite fechar um campo, é assim que funciona... Eles ficaram em um primeiro momento frustrados, mas depois entenderam, elogiaram a transparência (do Brasil)", afirmou Félix, por telefone.
O secretário também se colocou à disposição do grupo para discutir outros temas de interesse em comum, em outras oportunidades.
A Opep fechou acordo em setembro para reduzir sua produção de petróleo para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões de barris por dia (bpd), com o objetivo de suportar preços globais, no primeiro acerto do gênero desde 2008.
O grupo de 14 participantes também busca apoio em outros países para evitar que alguns produtores tomem mercado daqueles que reduzirem a produção.
Além do Brasil, os países não membros da Opep que participaram da reunião do sábado, que ocorreu em Viena, foram Rússia, México, Azerbaijão, Cazaquistão e Oman. Alguns deles ainda vão estudar uma possível participação no acordo, como a Rússia e o México, segundo Félix.
Uma nova reunião da Opep com outros países deverá ocorrer em 25 de novembro, explicou Félix, também em Viena, antes da reunião oficial do cartel no dia 30.
Para o secretário de petróleo, o convite foi um "reconhecimento de que o Brasil é um ator cada vez mais importante no mercado mundial de petróleo".
Produção em alta
A produção de petróleo no Brasil subiu pelo quinto mês consecutivo em agosto, renovando um recorde mensal de extração pela terceira vez seguida, a 2,609 milhões de barris por dia (bpd), volume superior a muitos países da Opep.
"Esse ano teve um crescimento muito expressivo e a produção brasileira já foi muito representativa em nível mundial", disse Félix, que sugeriu à Opep que faça reuniões em outros países e ofereceu o Brasil para ser sede de algum encontro.
No caso da Petrobras, a produção deverá cair no ano que vem ante 2016, informou a diretora de Exploração e Produção da estatal, Solange Guedes, em teleconferência em setembro, citando alguns atrasos de plataformas.
Mas outras petroleiras privadas e estrangeiras estão ampliando a produção no país, ponderou ele.

PETROBRÁS. PORTAL G1. 31/10/2016. Petróleo atinge mínima no mês por dúvidas sobre acordo da Opep. Os futuros do petróleo dos EUA caíram 3,8% e encerraram a US$ 46,86. Mercado questiona capacidade do cartel de provocar queda na produção.
Da Reuters

Os preços do petróleo encerraram em mínimas de um mês nesta segunda-feira, após caírem cerca de 3% por dúvidas sobre a habilidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em implementar seu planejado corte de produção, além de pressões por uma expectativa do mercado de que o grupo tenha registrado recorde de produção em outubro.
A Opep aprovou um documento nesta segunda-feira definindo sua estratégia de longo prazo, em um sinal de que seus membros estão alcançando consenso sobre o gerenciamento de produção.
O cartel, por outro lado, avançou pouco em reuniões realizadas em Viena na sexta-feira e no sábado com países do grupo e não membros. Eles não alcançaram nenhum termo específico, e fontes disseram que o Irã tem sido relutante até mesmo quanto a um congelamento da produção.
Uma pesquisa da Reuters mostrou nesta segunda-feira que a produção de petróleo da Opep provavelmente bateu um recorde em outubro, subindo para 33,82 milhões de barris por dia.
O primeiro contrato de Brent, que expira após a sessão de segunda-feira, fechou em queda de US$ 1,41, ou 2,8%, a US$ 48,30 por barril. O contrato tocou uma mínima de US$ 47,98 durante o dia.
Os futuros do petróleo dos EUA caíram US$ 1,84, ou 3,8%, e encerraram a US$ 46,86 por barril.

PETROBRÁS. BROOFIELD. PORTAL G1. 31/10/2016. Petrobras e Brookfield devem concluir operação da NTS até dezembro. Dívidas remanescentes na NTS serão quitadas no fechamento da operação. Valor total da transação representará uma entrada de caixa de R$ 4,34 bi.
Da Reuters

A Petrobras tem trabalhado com a Brookfield para concluir, até dezembro deste ano, a transação envolvendo a venda de fatia majoritária na Nova Transportadora do Sudeste (NTS), para poder receber os recursos da operação.
A companhia informou ainda em comunicado divulgado nesta segunda-feira (31) que as dívidas remanescentes na NTS, após o processo de reestruturação societária, ora em curso, serão quitadas no fechamento da operação.
Assim, o valor total da transação de R$ 5,19 bilhões representará, integralmente, uma entrada de caixa para o sistema Petrobras, sendo R$ 4,34 bilhões no fechamento da operação e 850 milhões em cinco anos, a ser atualizado no período.
O consórcio liderado pela canadense Brookfield fez acordo para comprar 90% da unidade de gasodutos da NTS da Petrobras, em negócio anunciado em setembro.

ÚNICA. 31/10/2016. SETOR. ATUALIZAÇÃO DA SAFRA 2016/2017 - 1ª QUINZENA DE OUTUBRO

A moagem pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 32 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na primeira metade de outubro, retração de 11,9% em relação à quantidade de cana processada na mesma quinzena da safra anterior e de 24,3% em relação à 2ª quinzena de setembro deste ano. Com esse resultado, a produção quinzenal de açúcar somou 2,25 milhões de toneladas e o volume fabricado de etanol totalizou 1,40 bilhão de litros, dos quais 740 milhões de litros de hidratado e 664,7 milhões de litros de anidro.
Em relação à produtividade agrícola, dados preliminares apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam queda de produtividade de 13,09% na primeira metade de outubro deste ano em comparação ao mesmo período de 2015. A maior quebra agrícola foi registrada em Goiás (20,91%). Os dados efetivos para o mês de outubro serão confirmados no próximo release.

No acumulado desde o início da safra até 16 de outubro, o volume processado de cana-de-açúcar totalizou 505,54 milhões de toneladas, com uma produção de 30,02 milhões de toneladas de açúcar e 21,27 bilhões de litros de etanol (8,92 bilhões de litros de etanol anidro e 12,35 bilhões de litros de etanol hidratado).

Na primeira quinzena de outubro, 13 unidades produtoras encerraram a safra 2016/17. Dessa forma, até o momento são 31 empresas com safra encerrada no Centro-Sul. Deste total, 10 empresas estão localizadas em São Paulo, 9 em Goiás, 4 em Minas Gerais, 3 no Mato Grosso, 2 no Espírito Santo e Rio de Janeiro e 1 no Rio Grande do Sul.

As 31 unidades com safra encerrada apresentaram uma redução de 16,4% na moagem quando comparada ao resultado observado no ciclo 2015/2016, quando processaram 28,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar (cerca de 4,5% de 617 milhões de toneladas processado na safra 2015/2016).

O teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) na primeira quinzena de outubro no Centro-Sul atingiu 148,30 kg por tonelada ante 140,02 kg por tonelada apurada em 2015/2016, alta de 5,92%.

As unidades produtoras da região Centro-Sul comercializaram no mercado interno 983,42 milhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro e 31,37 milhões de litros foram direcionados para o mercado externo. Do total vendido domesticamente, as vendas de etanol anidro somaram 391,52 milhões de litros e as de hidratado 591,90 milhões de litros, com queda de 8% e 15,94%, respectivamente, em relação à última quinzena de setembro.

A retração nas vendas internas de etanol na primeira quinzena de outubro se deve: a) ao menor número de dias úteis no período; b) à redução nas transferências para o Norte-Nordeste devido ao início da safra e as importações de etanol naquela região; e c) a uma possível retração no consumo devido ao aumento no preço relativo etanol hidratado/gasolina na bomba.

Relatório quinzenal de safra: http://www.unica.com.br/noticia/2329727692039218077/atualizacao-da-safra-2016-por-cento2F2017-1-por-centoC2-por-centoAA-quinzena-de-outubro/

EMBRAER. 31/10/2016. Embraer divulga os resultados do 3º trimestre de 2016

DESTAQUES


  • No 3º trimestre de 2016 (3T16), a Embraer entregou 29 aeronaves comerciais e 25 executivas (sendo 13 jatos leves e 12 grandes); 
  • A carteira de pedidos firmes (backlog) terminou o trimestre em US$ 21,4 bilhões, comparada aos US$ 21,9 bilhões do 2T16; 
  • A Receita líquida atingiu R$ 4.913,4 milhões no 3T16, aumento de 7% em relação ao 3T15, principalmente devido ao crescimento de receitas dos segmentos de Aviação Comercial e de Defesa & Segurança;
  •  A Margem bruta consolidada atingiu 18,8%, acima dos 17,6% registrados no 3T15;
  •  No 3T16, a Companhia provisionou R$ 18,0 milhões adicionais em Outras despesas operacionais, relacionados ao encerramento da investigação sobre alegação de não conformidade com o U.S. Foreign Corrupt Practices Act (FCPA), além de uma provisão de R$ 384,4 milhões, relacionada aos custos atrelados à primeira fase do programa de demissões voluntárias (PDV);
  •  As margens EBIT e EBITDA ajustadas, excluindo-se o impacto de ambas as provisões, atingiram 6,2% e 12,3%, respectivamente no 3T16. O EBIT e o EBITDA ajustados ficaram em R$ 306,0 milhões e R$ 606,7 milhões, respectivamente;
  •  O Prejuízo líquido atribuído aos acionistas da Embraer foi de R$ 111,4 milhões e o Prejuízo por ação foi de R$ 0,1526 no 3T16;
  •  O Lucro líquido ajustado, excluídos o Imposto de renda e contribuição social diferidos relacionado ao impacto da variação cambial sobre os ativos não monetários e também as provisões mencionadas anteriormente, foi de R$ 255,9 milhões no 3T16. O Lucro por ação ajustado foi de R$ 0,3508 no 3T16;
  •  A Embraer divulgou no dia 24 de outubro de 2016 os termos do acordo para o encerramento da investigação pelas autoridades norte-americanas e brasileiras. Como parte do acordo, a Companhia pagará US$ 205,5 milhões a essas autoridades. Além disso, uma vez cumpridas as disposições acordadas, no prazo determinado, nenhuma acusação contra a Empresa será formalizada;
  •  A Companhia reitera todas suas estimativas financeiras e de entregas para 2016.

DOCUMENTO: http://www.embraer.com.br/Documents/noticias/Release%20BR%203T16_FINAL.pdf

FECOMÉRCIO. 01/11/2016. Alta na expectativa para contratação de funcionários resulta em crescimento de 5,2% do Índice de Expansão do Comércio em outubro. Segundo a FecomercioSP, expectativa de contratação de funcionários tem elevação de 9% no mês, e 40,9% acima do valor apurado em outubro de 2015. Alta na expectativa para contratação de funcionários resulta em crescimento de 5,2% do Índice de Expansão do Comércio em outubro. Antes de ampliar ou modernizar lojas, empresários vão aguardar a efetiva retomada da economia e devem ampliar as vendas apenas contratando um pouco mais

Pelo sexto mês consecutivo, o Índice de Expansão do Comércio (IEC) - pesquisa realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) - registrou elevação no comparativo mensal e, em outubro, atingiu 82,8 pontos, alta de 5,2% em relação a setembro. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando o indicador apontou 66,8 pontos, houve crescimento de 24%. Apesar da recuperação do otimismo, o indicador ainda se mantém há 21 meses abaixo dos 100 pontos, o que sinaliza pouca disposição dos empresários para expandir seus negócios.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, ao longo dos últimos seis meses o grau de incertezas foi sendo reduzido, culminando com a efetivação do novo governo, que abandonou as alternativas fantasiosas e pouco ortodoxas de se fazer política econômica. Por conta disso, empresários, analistas e investidores nacionais e estrangeiros estão lentamente voltando a colocar o Brasil entre suas opções de escolha.

O crescimento do IEC em outubro foi motivado pela melhora nas Expectativas para Contratação de Funcionários (um dos indicadores que compõe o índice) que registrou alta de 9% na comparação com setembro e atingiu 105,9 pontos - único subitem acima dos 100 pontos. No contraponto anual, o subíndice registrou crescimento ainda mais expressivo de 40,9% em relação a outubro de 2015.

O Nível de Investimento das Empresas (outro subitem da pesquisa, que sinaliza se o empresário está ou não disposto a investir em novas instalações ou equipamentos) teve queda de 1% em relação a setembro, ao passar de 60,3 para 59,7 pontos. Na comparação anual, porém, foi registrada alta de 2,3%.

Para a Entidade, em outubro, novamente a elevação do indicador de expansão se deveu ao aumento da perspectiva de contratação e não efetivamente da expectativa de investir mais nos próximos meses. Esse padrão vem confirmando a hipótese da FecomercioSP de que, antes de retomar projetos de ampliação e modernização das empresas, os empresários vão aguardar um pouco mais, para se certificarem da efetiva retomada da atividade econômica. Enquanto isso, podem ampliar as vendas e avançar nos negócios apenas contratando um pouco mais.

Na média dos últimos meses a perspectiva de contratar cresceu muito mais do que a de investir. Segundo a Federação, isso decorre, porque em termos de capital físico as empresas do varejo ainda não pensam em expansão, por outro lado, os dados mais recentes do Caged sobre emprego mostram que no varejo, em julho e agosto houve contratações líquidas após um longo período de demissões no setor. O movimento ainda é tímido, mas as perspectivas já são muito melhores para o emprego do que eram no mesmo período do ano passado.

Novas perspectivas vão se apresentando e as novas diretrizes da economia parecem caminhar para serem implementadas. De qualquer maneira não há como uma eventual recuperação modesta reverter todo o quadro de deterioração econômica ainda presente. A Entidade mantém sua preocupação com o ano de 2016, mas agora com um sopro de otimismo cada vez maior para 2017. O Natal cada vez mais parece que será a data a simbolizar essa virada, com resultado positivo depois de muito tempo. Esse fenômeno deve também influenciar as contratações temporárias, e respaldar o desempenho do indicador de expansão.

AMBEV. RFB. REUTERS. 01/11/2016. Produção de cerveja no Brasil cai 2% em outubro sobre um ano antes

SÃO PAULO (Reuters) - A produção de cerveja no Brasil abriu o último trimestre do ano em baixa, recuando 2 por cento em outubro sobre o mesmo mês de 2015, a 12,542 milhões de hectolitros, segundo dados disponibilizados pela Receita Federal.

Já a produção de refrigerantes no mês passado despencou 13,4 por cento no mesmo comparativo, a 12,089 milhões de hectolitros.

Ante setembro, porém, a produção de cerveja do país em outubro subiu 3,8 por cento e o volume produzido de refrigerante teve incremento de 6,4 por cento.

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 25/10/2016. EXPORTAÇÕES DO SETOR DE COMPONENTES CRESCEM 34%

As empresas participantes do programa Footwear Components by Brasil – uma parceria entre a Assintecal e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) que incentiva o setor de componentes nas relações comerciais com o mercado externo - fecharam o balanço acumulado em setembro e registraram novo crescimento anual - superando as exportações de janeiro a setembro do mesmo período do ano passado.

Desde janeiro deste ano já foram exportados produtos brasileiros para 77 países, com registro de US$ 204,8 milhões, o que significa um aumento de 34% se comparado ao mesmo período de 2015. Especificamente em setembro o projeto Footwear Components by Brasil exportou US$ 18,6 milhões, valor que acompanha a tendência média dos anos anteriores.

Entre os principais destinos do projeto no período estão a China, Argentina, Índia, Alemanha e México. Considerando os destinos que mais aumentaram importações das empresas do projeto, o ranking por valores em dólar é: China, Alemanha, Argentina e Estados Unidos.



Footwear Components by Brasil

Os fabricantes brasileiros que integram o setor de componentes interessados em ampliar suas relações comerciais com o mercado externo têm a oportunidade de participar, assim como outras 150 empresas, do projeto Footwear Components by Brasil, realizado pela Assintecal e pela Apex-Brasil, que pretende promover um bom desempenho das exportações e, consequentemente, do setor. O projeto possui soluções adequadas a cada nível de internacionalização, mantendo ao alcance das empresas ações de promoção comercial, inteligência, capacitação, entre outros.

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DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 01/11/2016. Dólar opera acima de R$ 3,20 à espera de decisão do Fed na quarta. Na véspera, moeda caiu 0,20%, vendida a R$ 3,19. No acumulado do ano, houve desvalorização de 19,1% frente ao real.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera em alta nesta terça-feira (1), acima de R$ 3,20, já tendo alternado leves ganhos e perdas, com investidores adotando cautela na véspera de decisão de juros nos Estados Unidos, quando o mercado doméstico não funcionará pelo feriado de Finados.

Às 13h40, a moeda norte-americana subia 1,18%, vendida a R$ 3,2276.
Na mínima do dia bateu R$ 3,1786, segundo a Reuters.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 0,25%, a R$ 3,1818
  • Às 10h10, queda de 0,03%, a R$ 3,1899
  • Às 10h29, alta de 0,3%, a R$ 3,1996
  • Às 11h, alta de 0,4%, a R$ 3,203
  • Às 11h49, alta de 0,69%, a R$ 3,2123
  • Às 12h5, alta de 0,75%, a R$ 3,2152

"Acho que o Fed não vai trazer novidade em termos de juros, mas a reunião traz cautela. A questão das eleições também estão no radar", comentou à Reuters o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, referindo-se à eleição presidencial nos Estados Unidos, marcada para o próximo dia 8.
A expectativa do mercado é que  o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não deverá mudar a taxa de juros na quarta-feira, mas se prepara para um cenário de alta em dezembro em meio a sinais de que a economia está acelerando.
O Fed tem elevado cada vez mais a confiança sobre alta dos juros e sua chair, Janet Yellen, disse em setembro que uma mudança antes do final do ano era provável se o emprego e a inflação continuassem a se fortalecer.
As chances de novo aperto monetário em dezembro estavam em 78% nesta manhã, segundo o FedWatch do grupo CME. Atualmente, a taxa de juros dos EUA está entre 0,25 e 0,5%.
Juros mais altos nos EUA têm potencial para atrair recursos hoje aplicados em outros mercados, como o brasileiro, e fazer a moeda norte-americana subir por aqui.
Repatriação de ativos
Operadores também ressaltavam o fato de que, na noite passada, terminou o prazo para regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, o que vinha contribuindo para puxar o dólar para baixo nos últimos pregões. Em outubro, a moeda norte-americana cedeu 1,9% e foi abaixo de R$ 3,20.
A Receita Federal informou nesta terça-feira (1º) que o governo arrecadou R$ 50,9 bilhões com o processo de regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, chamado de "repatriação". A arrecadação ficou acima da expectativa inicial do Ministério da Fazenda, de R$ 50 bilhões.
O fato de o Banco Central ter decidido não anular o equivalente a US$ 2,96 bilhões em swaps tradicionais, equivalente à venda futura de dólares, com vencimento nesta sessão pode ter alguma pressão remanescente no câmbio.

Interferência do BC
O BC vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos em swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Véspera
Na véspera, o dólar caiu 0,2%, a R$ 3,19. No mês de outubro, acumulou desvalorização de 1,9%. Foi o 6º mês no ano em que a moeda norte-americana cedeu ante o real, segundo a Reuters. No ano, a moeda teve perda acumulada de 19,1% frente ao real até esta segunda-feira.

BACEN. PORTAL G1. 31/10/2016. Dólar perde quase 2% frente ao real em outubro, cotado a R$ 3,19. Moeda dos EUA caiu 0,20% nesta segunda (31), vendida a R$ 3,1900. No acumulado do ano, houve desvalorização de 19,1% frente ao real.
Do G1, em São Paulo

O dólar perdeu quase 2% frente ao real no mês de outubro, e fechou em queda nesta segunda-feira (31). O dia foi marcado pela formação da Ptax (taxa de câmbio média calculada pelo BC usada como referência em contratos) e pela expectativa de entrada de recursos com o fim do prazo para a regularização de recursos de brasileiros no exterior.
A moeda norte-americana caiu 0,20%, a R$ 3,1900. Veja a cotação do dólar hoje No mês de outubro, o dólar acumulou desvalorização de 1,9%. Foi o sexto mês de 2016 em que a moeda norte-americana cedeu ante o real, segundo a Reuters. No ano, a moeda teve perda acumulada de 19,1% frente ao real até esta segunda-feira.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 0,18%, a R$ 3,1908
  • Às 9h49, queda de 0,32%, a R$ 3,1861
  • Às 10h29, queda de 0,59%, a R$ 3,1775
  • Às 11h39, queda de 0,47%, a R$ 3,1815
  • Às 13h19, queda de 0,51%, a R$ 3,1802
  • Às 13h49, queda de 0,77%, a R$ 3,172
  • Às 14h59, queda de 0,37%, a R$ 3,1848
  • Às 15h39, queda de 0,27%, a R$ 3,1878

A Ptax de outubro é definida nesta segunda, último dia do mês, e os investidores costumam atuar para puxar as cotações do dólar conforme seus interesses.
Segundo a Reuters, o câmbio também foi influenciado pela expectativa de entrada de mais recursos com a regularização de ativos brasileiros no exterior, cujo prazo para adesão termina nesta noite. Segundo a Receita federal, mais de R$ 45 bilhões haviam sido arrecadados em multas e impostos com o programa até quinta-feira.
Tensão nos EUA
O comportamento da moeda no exterior ficou no radar após o FBI conseguir um mandado para examinar emails recém-descobertos relacionados a um servidor privado usado pela candidata à Presidência Hillary Clinton.
ENTENDA A PTAX
Taxa de câmbio média calculada pelo Banco Central no último dia de cada mê e usada como referência para contratos cambiais
 A notícia chegou ao conhecimento público na tarde de sexta-feira e acabou ampliando a alta do dólar sobre o real diante do potencial para abalar a campanha de Hillary na corrida à Casa Branca. Em pesquisa recente, a candidata democrata reduziu a pequena vantagem nas intenções de voto sobre seu rival republicano, Donald Trump.
O mercado também trabalhou sob a expectativa pela reunião na quarta-feira (2) do Federal Reserve, banco central norte-americanoa, e dados sobre o mercado de trabalho do país durante a semana. Os investidores esperam que o Fed eleve os juros apenas em dezembro.
Interferência do BC
Diante da forte entrada de recursos por conta da regularização, o BC havia anunciado que não anularia o estoque total em swap tradicional (equivalente à venda futura de dólares) que vencem nesta terça-feira. Deixou vencer o equivalente a US$ 2,96 bilhões.
E como vem fazendo, o BC não anunciou leilão de swaps reversos - equivalentes à compra futura de dólares - no último pregão do mês.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Último fechamento
O dólar fechou em alta na sexta-feira (28).  A moeda norte-americana subiu 1,29%, vendida a R$ 3,1965.

BACEN. PORTAL UOL. 01/11/2016. Dólar sobe mais de 1%, perto de R$ 3,23; Bolsa opera em queda de 1,8%

O dólar comercial operava em alta e a Bovespa caía nesta terça-feira (1º). Por volta das 14h, a moeda norte americana subia 1,24%, a R$ 3,23 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha queda de 1,84%, a 63.727,28 pontos. Investidores aguardavam a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) sobre a taxa de juros no país. O resultado sai amanhã, quando é feriado aqui no Brasil. A expectativa é de que Fed não mude a taxa de juros amanhã, mas se prepare para elevá-la em dezembro. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 01/11/2016. Dólar tem leve alta à espera de decisão do Fed na quarta-feira
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante do real nesta terça-feira, já tendo alternado leves ganhos e perdas, com investidores adotando cautela na véspera de decisão de juros nos Estados Unidos, quando o mercado doméstico não funcionará pelo feriado de Finados.

Às 10:24, o dólar avançava 0,34 por cento, a 3,2009 reais na venda, depois de bater 3,1786 reais na mínima do dia e 3,2030 reais na máxima. O dólar futuro operava com ligeira alta de cerca de 0,40 por cento.

"Acho que o Fed não vai trazer novidade em termos de juros, mas a reunião traz cautela. A questão das eleições também estão no radar", comentou o superintendente da Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva, referindo-se à eleição presidencial nos Estados Unidos, marcada para o próximo dia 8.

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, não deve mudar a taxa de juros na quarta-feira, mas se prepara para um cenário de alta em dezembro em meio a sinais de que a economia está acelerando.

O Fed tem elevado cada vez mais a confiança sobre alta dos juros e sua chair, Janet Yellen, disse em setembro que uma mudança antes do final do ano era provável se o emprego e a inflação continuassem a se fortalecer.

As chances de novo aperto monetário em dezembro estavam em 78 por cento nesta manhã, segundo o FedWatch do grupo CME. Atualmente, a taxa de juros dos EUA está entre 0,25 e 0,50 por cento.

Eventual aumento nos juros na maior economia do mundo tende a atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, o que poderia pressionar o câmbio local.

Operadores também ressaltavam o fato de que, na noite passada, terminou o prazo para regularização de ativos mantidos por brasileiros no exterior, o que vinha contribuindo para puxar o dólar para baixo nos últimos pregões. Em outubro, a moeda norte-americana cedeu 1,9 por cento e foi abaixo de 3,20 reais.

A expectativa é de que o governo consiga arrecadar, com multas e impostos, mais de 50 bilhões de reais com a regularização.

O fato de o Banco Central ter decidido não anular o equivalente a 2,96 bilhões de dólares em swaps tradicionais, equivalente à venda futura de dólares, com vencimento nesta sessão pode ter alguma pressão remanescente no câmbio.

"O anúncio já aconteceu há dias, mas sempre pode haver alguma pressão residual no câmbio", comentou um profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional.

O BC vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos em swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTL G1. 01/11/2016. Bovespa passa a operar em queda nesta terça-feira. Na véspera, Ibovespa renovou o maior patamar desde abril de 2012. No ano, Ibovespa acumulou alta de 49,7%.
Do G1, em São Paulo

A bolsa paulista perdia fôlego nesta terça-feira (1), e seu principal índice mostrava leves variações com a piora do setor financeiro pressionando o pregão, enquanto resultados corporativos e os ganhos da Vale seguravam na ponta positiva.

Às 13h10, o principal índice de ações da bolsa caía 0,95%, a 64.305 pontos. Veja a cotação.
De acordo com a Reuters, a cautela nesta sessão, após o Ibovespa romper os 65 mil pontos, ganhava respaldo ainda pelo fato de ser véspera de um feriado nacional que terá reunião de política monetária do Federal Reserve (BC norte-americano).
No cenário externo, a notícia de melhora da atividade industrial na China, que expandiu no ritmo mais rápido em mais de dois anos em outubro devido ao boom da construção, ajudava a ponta otimista.
Destaques
A preferencial da Petrobras tinha queda de mais de 2%.
As ações do Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil também recuavam.
Tim Participações subia mais de 2%, após a divulgação de balanço do terceiro trimestre, que mostrou queda de 49% no lucro líquido frente a igual período do ano passado, para R$ 184 milhões. O analista Vinicius S. Ribeiro da corretora Brasil Plural, considerou o resultado da TIM positivo e avalia que os números mostram que a empresa está mantendo sua estratégia conservadora de preços enquanto entrega seus planos de eficiência.
Vale também avançava ao redor de 1%, em meio ao otimismo com a melhora no setor industrial da China e em sessão com alta nos preços do minério de ferro com entrega no porto chinês de Tianjin.

Embraer subia mais de 4%. Analistas do Scotiabank Global Banking and Markets elevaram nesta terça-feira o preço-alvo para os ADRs da fabricante brasileira de aviões, para US$ 27, ante US$ 22,50, após a empresa divulgar seu resultado trimestral na véspera.
Véspera
Na véspera, o Ibovespa subiu 0,96%, a 64.924 pontos. Foi o maior patamar desde 2 de abril de 2012, quando a bolsa atingiu 65.216 no fechamento. No mês de outubro, a bolsa acumulou alta de 11,23%. No ano, avançou 49,7%.

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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)

ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 31/10/2016. Mercado prevê menos inflação e retração maior do PIB em 2016. Estimativa para IPCA em 2016 caiu de 6,89% para 6,88%, informou o BC. Analistas passaram a estimar contração de 3,3% para o PIB neste ano.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O mercado financeiro passou a prever um crescimento um pouco menor da inflação e uma retração mais profunda do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, além de um crescimento menor do nível de atividade em 2017.
As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (31), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.
A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 6,89% para 6,88% na semana passada. Foi a sétima queda seguida do indicador. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas de inflação e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.

Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 5%. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% mas ainda longe do objetivo central de 4,5%, fixados para o ano que vem.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, a inflação oficial do país, somou 0,08% em setembro, o menor índice para o mês desde 1998. Já em 12 meses, a IPCA ficou em 8,48%.
O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta central de 4,5% em 2017.
Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, a previsão do mercado financeiro passou de um encolhimento de 3,22%, na semana retrasada, para um "tombo" maior, de 3,30%.
Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras baixaram sua previsão de alta de 1,23% para 1,21%, informou o BC.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve a previsão para a taxa de juros no fim de 2016 em 13,50% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14% ao ano. Com isso, a estimativa do mercado é de novo corte nos juros até o fim de 2016.
Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros recuou de 11% para 10,75% ao ano, o que pressupõe uma queda maior dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 permaneceu em R$ 3,20. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável em R$ 3,40.
A projeção para a balança comercial em 2016 permaneceu em um superávit (exportações maiores que importações) de US$ 48 bilhões. Para o próximo ano, a previsão de superávit ficou em US$ 45 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou em US$ 68 bilhões.

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LGCJ.: