PETROBRÁS. REUTERS. 24/10/2016. Presidente da Petrobras diz que empresa está em trajetória de recuperação
RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras está em rota de recuperação, disse nesta segunda-feira o presidente da estatal, Pedro Parente, na abertura de conferência internacional do setor Rio Oil & Gas.
A estatal anunciou recentemente corte drástico de 25 por cento em investimentos em seu Plano Negócios e Gestão, que incluiu também novas metas de desinvestimentos, visando reduzir a enorme dívida.
A programa anunciado pela gestão de Pedro Parente em meados de setembro é visto como importante fator para a forte alta das ações da petroleira neste ano, de cerca de 170 por cento.
Na sexta-feira, a estatal anunciou que seu Conselho de Administração aprovou acordos para encerrar quatro ações individuais propostas à Corte Federal de Nova York, em processos em que investidores buscam reparações pelo escândalo bilionário de corrupção envolvendo a petroleira.
No outro front, o governo federal tem apoiado projetos como o que retira a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única do pré-sal, cujo texto base foi aprovado recentemente na Câmara.
O projeto alivia a necessidade de investimentos pela Petrobras.
Na abertura do mesmo evento, o ministro de Minas de Energia, Fernando Coelho Filho, afirmou ter convicção de que os anúncios feitos pelo governo irão contribuir para a retomada do setor de petróleo no país.
Ele disse ainda que regras sobre unitizações de áreas de petróleo, importante fator para a realização de leilões do pré-sal no ano que vem, vão ser discutidas pelo governo em dezembro.
Segundo ele, não é por acaso que as empresas que mais se recuperaram nos últimos meses são Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil.
Coelho Filho disse ainda que indicará nesta segunda-feira o nome de Dédio Oddone para a diretoria-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em substituição a Magda Chambriard, que deixará o posto em breve.
(Por Marta Nogueira e Rodrigo Viga Gaier)
PETROBRÁS. 24/10/2016. Formamos aliança estratégica com a Total nas áreas de Exploração e Produção e Gás e Energia
Nosso presidente, Pedro Parente, e o presidente da Total, Patrick Pouyanné, assinam, nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, um memorando de entendimento para consolidação de uma aliança estratégica nos segmentos de Exploração e Produção (E&P) e Gás e Energia (G&E) no Brasil e oportunidades potenciais no exterior.
A partir desse memorando, as empresas se comprometem a avaliar conjuntamente oportunidades no Brasil e no exterior em áreas-chaves de interesse mútuo, beneficiando-se de suas reconhecidas experiências em todos os segmentos da cadeia de óleo e gás.
Na primeira fase do acordo, as companhias pretendem focar nas áreas de E&P e G&E.
No segmento de E&P, iremos oferecer parcerias em projetos no Brasil, enquanto a Total irá propor oportunidades de parceria no exterior. Essa nova aliança permitirá que as duas companhias potencializem suas experiências e competências técnicas no desenvolvimento de águas profundas, visando otimizar a produção e desenvolver essas atividades no Brasil e em outras províncias promissoras de óleo e gás, compartilhando custos e riscos em projetos de alta complexidade e elevados investimentos.
No segmento de G&E, as companhias desenvolverão atividades conjuntas na área de gás natural e energia elétrica no Brasil.
Numa segunda fase, o memorando prevê, ainda, a extensão da parceria estratégica para todos os segmentos da área de refino e gás natural.
Atualmente, temos parceria com a Total em 15 consórcios de exploração e produção, sendo 9 no Brasil e 6 no exterior. No Brasil, somos parceiros na área de Libra, primeiro contrato pelo regime de partilha de produção, localizada no pré-sal da Bacia de Santos. No exterior, somos parceiros no campo de Chinook, no Golfo do México nos EUA, no campo de águas profundas Akpo, na Nigéria, e nos campos de gás de San Alberto e San Antonio/Itau, na Bolívia, além de sermos sócios no gasoduto Bolívia-Brasil.
Somos uma empresa integrada de energia com foco em óleo e gás, reconhecida como líder de exploração e produção em águas profundas e ultraprofundas, operando principalmente no Brasil. Atualmente, produzimos 2,88 milhões de barris de óleo equivalente por dia. Temos como valores o respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; ética e transparência; orientação ao mercado; superação e confiança; e resultados.
A Total é uma empresa integrada de energia, sendo uma das principais empresas internacionais do setor de óleo e gás natural e a segunda maior operadora de energia solar do mundo, com a SunPower. Seus 96.000 funcionários têm compromisso com a energia mais segura, limpa, eficiente, inovadora e acessível ao maior número de pessoas possível. A Total, como cidadã corporativa responsável, se concentra em garantir que suas operações, em mais de 130 países, produzam benefícios econômicos, sociais e ambientais de forma consistente.
PETROBRÁS. 24/10/2016. Comitê de acionistas minoritários vai acompanhar revisão do contrato de Cessão Onerosa
Nosso Conselho de Administração (CA) aprovou a criação de um Comitê de acionistas minoritários para acompanhar o processo de revisão do contrato de Cessão Onerosa.
O comitê será composto pelos dois conselheiros eleitos pelos acionistas minoritários, Guilherme Affonso Ferreira e Marcelo Mesquita de Siqueira Filho, e por um membro externo independente com notório conhecimento na área de análise técnico-financeira de projetos de investimento.
Entendemos que, devido à relevância do tema para a companhia, a criação de um comitê independente para acompanhar o processo de revisão está alinhada às melhores práticas de governança corporativa, garantindo a transparência e imparcialidade da operação para os acionistas não-controladores.
O processo de revisão está em andamento desde as declarações de comercialidade, efetuadas entre dezembro de 2013 e dezembro de 2014, envolvendo representantes da Petrobras e, por parte da União, dos Ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, além da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Os valores deverão ser pactuados a partir de laudos de certificadores independentes. A revisão tem o acompanhamento do TCU (Tribunal de Contas da União) e deverá, nos termos da Lei nº 12.276/2010 e do contrato, ser aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
Sobre Cessão Onerosa - A Cessão Onerosa é um contrato que assinamos com a União para um conjunto de áreas e campos do pré-sal da Bacia de Santos. Este contrato nos autorizou a exercer, mediante o devido pagamento à União, as atividades de pesquisa e produção de petróleo e gás natural nestas áreas, até o limite de 5 bilhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás).
FGV. IBRE. 24/10/2016. Prévia da indústria registra queda em outubro
A prévia da Sondagem da Indústria de outubro de 2016 sinaliza redução de 1,3 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final do mês anterior, para 86,9 pontos, após subir 2,1 pontos em setembro. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice ficaria estável, em 87,1 pontos.
A manutenção da tendência de acomodação iniciada em agosto também é observada nos subíndices que separam os indicadores por horizontes temporais. O Índice de Expectativas (IE) caiu 1,5 ponto na prévia de outubro, para 88,3 pontos, após subir 2,5 pontos no mês anterior. Da mesma forma, a prévia do Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,0 ponto, para 85,7 pontos, após subir 1,5 ponto em setembro.
No resultado preliminar de outubro, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada da Indústria (NUCI) ficou em 74,1%, uma queda de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior.
Para a prévia de outubro de 2016 foram consultadas 780 empresas entre os dias 03 e 20 deste mês.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C557E5111F0157F62204BC6FD5
FGV. IBRE. 24/10/2016. Inflação pelo IPC-S registra alta na terceira semana de outubro
O IPC-S de 22 de outubro de 2016 apresentou variação de 0,24%1, 0,10 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.
Nesta apuração, todas as oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,31% para 0,49%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de 0,04% para 0,56%.
Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-015% para -0,07%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,46%), Habitação (0,34% para 0,41%), Educação, Leitura e Recreação (-0,26% para -0,19%), Vestuário (0,08% para 0,16%), Comunicação (0,51% para 0,63%) e Despesas Diversas (-0,21% para -0,12%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-5,13% para -1,73%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,45% para 0,18%), eletrodomésticos e equipamentos (-0,22% para 0,08%), show musical (-5,74% para -4,66%), roupas (-0,27% para -0,13%), tarifa de telefone móvel (0,40% para 0,73%) e alimentos para animais domésticos (1,70% para 2,21%), respectivamente.
SCPC-BRASIL. 24/10/2016. Inadimplência das empresas volta a acelerar em setembro e cresce 12,20%, mostra indicador do SPC Brasil. Região Nordeste lidera a alta dos atrasos em nome de pessoas jurídicas. Maior parte das empresas devedoras é do ramo do comércio
O número de empresas inadimplentes voltou a acelerar em setembro deste ano, após desacelerar por dois meses seguidos. De acordo com o indicador calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a alta foi de 12,20% na comparação com setembro do ano passado. Apesar do patamar ainda elevado, o crescimento da inadimplência em setembro é o terceiro menos intenso observado nos últimos nove meses da série histórica. Além do aumento no número de empresas inadimplentes, houve também um crescimento na variação da quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas: 14,55% a mais em setembro frente a igual mês de 2015. Já na passagem de agosto de 2016 para o último mês de setembro, sem ajuste sazonal, a alta foi de 1,26% na quantidade de empresas inadimplentes e de 1,09% no volume de dívidas.
Os dados levam em consideração todas as regiões brasileiras com exceção do Sudeste, onde vigora no estado de São Paulo a Lei Estadual nº 15.659 que dificulta a negativação de pessoas físicas e jurídicas. Segundo o indicador, a região em que mais aumentou o número de empresas negativadas no último mês foi o Nordeste, com avanço de 14,62% na comparação com igual período de 2015. Em seguida aparece o Norte, que registrou avanço de 12,69% na mesma base de comparação, o Centro-Oeste (11,22) e o Sul (9,78%).
Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, a recessão econômica afeta a capacidade das empresas de honrarem seus compromissos, principalmente por conta dos juros elevados, que encarecem o custo do capital. “A atividade econômica ainda enfraquecida prejudica o faturamento das empresas e, consequentemente a sua capacidade de pagamento. Se o cenário de recuperação econômica se confirmar, o que ainda não parece tão claro, podemos esperar uma desaceleração mais intensa no ritmo ainda alto do crescimento da inadimplência”, explica Pinheiro.
O setor que concentra o maior número de empresas negativadas é o de comércio. Mais da metade (50,29%) das empresas inadimplentes são estabelecimentos comerciais. O ramo de serviços aparece com a segunda maior participação, concentrando 34,53% do total de pessoas jurídicas negativadas. No mês de setembro, o principal crescimento de empresas inadimplentes foi no setor de serviços, com variação de 15,22%. Em seguida, aparecem o comércio (11,67%), a indústria (11,51%) e a agricultura (7,33%).
De acordo com o indicador do SPC Brasil, o setor credor que apresentou o maior crescimento das dívidas de pessoas jurídicas – ou seja, para quem as empresas estão devendo – são o comércio (17,95%), seguidas das indústrias (17,14%). Completam o ranking de setor credor o segmento de serviços, que engloba bancos e financeiras (13,92%) e de agricultura (0,25%).
Metodologia
O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas), com exceção da região Sudeste, uma vez que a chamada “Lei do AR” impõe dificuldades para negativação no estado de São Paulo. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.
BLOOMBERG-Brasil. ANÁLISE. 22/10/2016. Viagem de 13.000 km impulsiona mudança na Vale
Por R.T. Watson e David Stringer.
Durante anos, a brasileira Vale disputou com produtoras de minério de ferro rivais da Austrália o abastecimento da indústria siderúrgica da China, que se expandia rapidamente, construindo mais minas e ampliando a produção. Mas a desaceleração da demanda e as perspectivas de vários anos de excedente de oferta estão mudando as frentes de batalha. Agora, o objetivo principal é proteger as margens de lucro, cada vez menores.
O desafio da Vale é que suas minas estão a mais de 13.000 quilômetros mais distantes da China do que as de suas concorrentes australianas Rio Tinto e BHP Billiton. Isso significa que os carregamentos da Vale são mais caros em um momento em que os preços do minério são a metade do que eram dois anos atrás. Após um prejuízo recorde de US$ 13,5 bilhões no ano passado, a companhia brasileira está investindo em reservas de qualidade superior e em tecnologia avançada para eliminar a diferença de custos.
Isso não será fácil. A Vale está produzindo uma quantidade recorde de minério de ferro, que responde por mais de metade de sua receita. Embora as operações sejam rentáveis em 2016, os lucros cairão no ano que vem, segundo analistas consultados pela Bloomberg. Após assumir uma dívida enorme quando os preços das commodities estavam em ascensão, o presidente Murilo Ferreira está vendendo ativos e apostando que será capaz de otimizar as operações o bastante para reduzir os custos de produção em 2018 a US$ 10 a tonelada, ou cerca de metade do patamar de 2014.
“Esse é o princípio, essa luta por um minuto”, disse Humberto Freitas, diretor-executivo de logística e pesquisa mineral da Vale, em entrevista, no Rio de Janeiro. “Porque não é aquele minuto. É a soma de um minuto em seis mil vagões. Quando você fala em um minuto você está falando de muito dinheiro.”
Queda do preço
Há cinco anos os custos não eram problema. Os preços das commodities estavam subindo, com o minério de ferro perto de US$ 200 a tonelada, e as produtoras tinham dificuldade para acompanhar o ritmo da demanda da China. Mas à medida que novas minas foram sendo exploradas, a oferta superou a quantidade necessária para as siderúrgicas. Desde então, o preço do minério caiu, chegando a US$ 59 nesta semana. Com o excedente global, os preços provavelmente ficarão estagnados em torno de US$ 50 até 2018, segundo estimativa média dos analistas consultados pela Bloomberg.
“Nós temos uma diferença negativa em relação aos australianos que é distância”, disse Freitas. Segundo ele, a companhia tem que ganhar em eficiência, e porque a qualidade do minério de ferro da Vale é melhor, “nosso custo é menor que o deles, o custo colocado no navio”.
As produtoras da região de Pilbara, na Austrália, tentarão defender sua vantagem no custo de transporte em relação à Vale, disse Nev Power, CEO da Fortescue Metals, quarta maior fornecedora do mundo. O preço de equilíbrio da exportadora está atualmente entre US$ 28 e US$ 30 a tonelada, com custos de caixa de cerca de US$ 13,55 a tonelada úmida, disse Power.
“Como a viagem marítima deles é mais de três vezes mais longa que a nossa, eles estão muito mais expostos aos aumentos das tarifas de navegação e dos preços do petróleo”, disse Power. “Nós temos a intenção de manter essa nossa vantagem.”
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 24/10/2016. Dólar opera em queda e bate R$ 3,12, à espera de ingresso de recursos. Na sexta, moeda norte-americana subiu 0,69%, a R$ 3,1606. Na semana passada, no entanto, o dólar teve queda de 1,37%.
Do G1, em São Paulo
O dólar opera em queda em relação ao real nesta segunda-feira (24), chegando a atingir R$ 3,12, acompanhando o movimento da moeda norte-americana ante divisas emergentes e à espera de fluxo de ingresso de recursos, segundo a Reuters.
Às 10h50, a moeda norte-americana caía 1,04%, vendida a R$ 3,1275.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, queda de 0,36%, a R$ 3,1491
- Às 10h09, queda de 0,56%, a R$ 3,1429
A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 3,12 foi no dia 30 de junho de 2015, quando a moeda encerrou os negócios vendida a R$ 3,1089.
Neste ano, o dólar atingiu o menor valor no ano em 10 de agosto, quando fechou a R$ 3,1322.
"O prazo para regularização dos recursos no exterior está terminando e fica mais intenso esta semana. Com a votação da PEC do teto dos gastos amanhã, dependendo do que acontecer, o dólar pode ir até R$ 3 até o final do ano", disse à Reuters o analista de câmbio da corretora Gradual Investimentos, Marcos Jamelli.
O prazo para regularização dos recursos de brasileiros no exterior termina no próximo dia 31 de outubro.
Os investidores também estão de olho no Congresso, onde na terça-feira a Câmara dos Deputados deve votar em segundo turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento dos gastos públicos. A expectativa de sucesso com boa margem de votos também favorecia o recuo da moeda norte-americana ante o real nesta sessão.
Nesta manhã, a pesquisa Focus do Banco Central mostrou que a previsão para o câmbio no final deste ano cedeu para R$ 3,20, de R$ 3,25 na semana anterior.
"Embora não faça preço diretamente, a Focus dá um sinal para aqueles que viam um dólar mais pressionado", comentou Jamelli.
No exterior, o clima melhor fazia as divisas de países emergentes, como a lira turca e o peso chileno, ganharem contra o dólar.
Intervenção do BC
O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de moeda.
Últimos negócios
Na sexta-feira (21), o dólar subiu 0,69%, a R$ 3,1606. Na semana, o dólar teve queda de 1,37%. Em outubro, o dólar acumula queda de 2,8% em relação ao real e, no ano, de 19,94%.
BACEN. PORTAL UOL. 24/10/2016. Dólar cai mais de 1%, vendido perto de R$ 3,12; Bolsa opera em alta
O dólar comercial operava em queda e a Bovespa subia nesta segunda-feira (24). Por volta das 11h10, a moeda norte-americana recuava 1,2%, a R$ 3,122 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 0,7%, a 64.557,89 pontos. O prazo para regularização dos recursos de brasileiros no exterior termina 31 de outubro. Com isso, é esperado que nesta semana haja entrada de recursos no país. Os investidores também estão de olho no Congresso, já que na terça-feira a Câmara deve votar em segundo turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o crescimento dos gastos públicos. (Com Reuters)
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. 24/10/2016. Bovespa opera em alta nesta segunda-feira, puxada por Petrobras. Na sexta, Bovespa fechou em alta, renovando máximas desde 2012. Na semana passada, o índice subiu 3,79%.
Do G1, em São Paulo
A bolsa paulista iniciou os negócios desta segunda-feira (24) com seu principal índice no azul, em linha com o mercado acionário externo e tendo entre os destaques de alta as ações da Petrobras, após a estatal anunciar acordo para encerrar ações nos Estados Unidos.
Às 10h46, o Ibovespa subia 0,86%, aos 64.661 pontos. Veja a cotação.
A Bovespa fechou em alta nesta sexta-feira (21), renovando máximas desde 2012. O Ibovespa subiu 0,42%, aos 64.108 pontos. Foi o maior patamar de fechamento desde abril de 2012 (64.284 pontos). Na semana, o índice subiu 3,79%.
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. 24/10/2016. Mercado estima menos inflação e piora no desempenho da economia. Estimativa para IPCA em 2016 caiu de 7,01% para 6,89%, informou o BC. Para PIB, além de queda maior em 2016, previsão é de alta menor em 2017.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Os economistas do mercado financeiro preveem um cenário de menos inflação neste ano e em 2017, mas estimam uma queda maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 e um crescimento menor no próximo ano.
As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (24), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.
A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 7,01% para 6,89% na semana passada. Foi a sexta queda seguida do indicador. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação recuou de 5,04% para 5%. Foi o terceiro recuo consecutivo do índice, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% – fixado para 2017 – mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA - a inflação oficial do país - somou 0,08% em setembro, o menor para este mês desde 1998. Já em 12 meses, a IPCA ficou em 8,48%.
O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta central de 4,5%, em 2017.
Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, a previsão do mercado financeiro passou de um encolhimento de 3,19%, na semana retrasada, para um "tombo" maior, de 3,22% na última semana.
Essa será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras baixaram sua previsão de alta de 1,30% para 1,23%, informou o BC.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa de juros no fim de 2016 em 13,50% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14% ao ano. Com isso, a estimativa do mercado é de corte nos juros até o fim de 2016.
Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 11% ao ano - o que pressupõe continuidade da queda dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,25 para R$ 3,20. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar permaneceu em R$ 3,40.
A projeção para a balança comercial em 2016 caiu de um superávit (exportações maiores que importações) de US$ 49 bilhões para US$ 48 bilhões. Para o próximo ano, a previsão de superávit permaneceu em US$ 45 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil ficou inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas subiu de US$ 65,45 bilhões para US$ 68 bilhões.
BACEN. PORTAL UOL. 24/10/2016. Mercado corta projeção para a inflação e vê queda de 3,22% no PIB em 2016
Do UOL, em São Paulo
Economistas consultados pelo Banco Central melhoraram a estimativa para a inflação pela sexta vez seguida e pioraram a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) no fim de 2016.
Veja as estimativas para 2016 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (24) pelo BC:
- PIB (Produto Interno Bruto): piorou de -3,19% para -3,22%;
- Inflação: diminuiu de 7,01% para 6,89%;
- Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,5%;
- Dólar: caiu de R$ 3,25 para R$ 3,20.
A projeção para a inflação em 2016 continua acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).
Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 5,05% para 4,95%. Em outubro, a prévia da inflação foi de 0,19%, a menor para o mês desde 2009. Em 12 meses, a prévia é de 8,27%.
Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduziu os juros de 14,25% para 14% ao ano.
Veja também as estimativas para 2017:
- PIB (Produto Interno Bruto): caiu de 1,3% para 1,23%
- Inflação: diminuiu de 5,04% para 5%;
- Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 11%;
- Dólar: manteve-se em R$ 3,40.
Entenda o que é o boletim Focus
Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.
Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.
Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.
(Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 24/10/2016. Economistas mantêm expectativa para juro básico mas veem inflação mais baixa
SÃO PAULO (Reuters) - A perspectiva de economistas para a política monetária no Brasil permaneceu inalterada depois que o Banco Central fez a primeira redução na taxa básica de juros desde 2012 com um corte de 0,25 ponto percentual, mas as estimativas para a inflação foram reduzidas novamente.
A projeção na pesquisa Focus do BC para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 29 e 30 de novembro, continua sendo de um corte de 0,50 ponto percentual, com a Selic encerrando este ano a 13,50 por cento.
Para 2017, o levantamento divulgado nesta segunda-feira mostra que os economistas consultados ainda veem a taxa básica de juros a 11 por cento.
Na semana passada, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto, para 14 por cento, deixando aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de cortes deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.
Agora, os investidores aguardam a divulgação da ata desse encontro na terça-feira para calibrar suas expectativas.
O Top-5, com os economistas que mais acertam as previsões, também não mudou suas perspectivas, estimando a Selic a 13,50 por cento no fim deste ano e a 11,25 por cento em 2017.
Para a inflação, o Focus voltou a mostrar queda na expectativa de alta do IPCA este ano, pela sexta semana seguida. A projeção agora é de 6,89 por cento, 0,12 ponto percentual abaixo da semana anterior. Para o ano que vem, a projeção caiu a 5,0 por cento, de 5,04 por cento.
Em outubro, o IPCA-15, prévia da inflação oficial desacelerou a alta a 0,19 por cento, menor nível para o mês desde 2009, acumulando alta em 12 meses de 8,27 por cento, após 8,78 por cento de setembro.
Para a atividade econômica, a expectativa de retração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016 agora é de 3,22 por cento, sobre queda de 3,19 por cento antes. A pesquisa ainda mostra recuperação em 2017, porém menor, de 1,23 por cento contra 1,30 por cento anteriormente.
(Por Camila Moreira)
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