US ECONOMICS
The U.S. Bureau of Economic Analysis (BEA). 09/14/2016. Travel and Tourism Satellite Accounts, 2nd quarter 2016
Real spending (output) on travel and tourism accelerated in the second quarter of 2016, increasing at an annual rate of 4.7 percent after increasing 1.2 percent (revised) in the first quarter according to new statistics released by the Bureau of Economic Analysis. By comparison, real gross domestic product (GDP) increased 1.1 percent in the second quarter after increasing 0.8 percent in the first.
The leading contributors to the second-quarter acceleration in travel and tourism were “traveler accommodations” and “transportation.” “Traveler accommodations” turned up after two quarters of decline. The acceleration in “transportation” was driven by an upturn in passenger air transportation services.
Tourism Prices – Prices for travel and tourism goods and services decelerated in the second quarter of 2016, increasing 1.7 percent following an increase of 3.1 percent (revised) in the first quarter. The deceleration was mainly attributable to a downturn in prices for “passenger air transportation” and “traveler accommodations.” “All other transportation” prices accelerated.
Tourism Employment – Employment in the travel and tourism industries accelerated in the second quarter, increasing 1.4 percent after increasing 0.4 percent in the first quarter. By comparison, overall U.S. nonfarm employment increased 1.3 percent in the second quarter after increasing 1.9 percent in the first. “Food services and drinking places" was the most significant contributor to travel and tourism employment growth, adding 5.6 thousand employees. “Recreation and entertainment” added 5.2 thousand employees.
Total Tourism-Related Output was $1.6 trillion in the second quarter of 2016. It consisted of $934.9 billion (57 percent) of direct tourism spending and $692.6 billion (43 percent) of indirect tourism-related spending.
Total Tourism-Related Employment was 7.6 million jobs in the second quarter of 2016, unchanged from the first quarter, and consisted of 5.4 million (71 percent) direct tourism jobs and 2.2 million (29 percent) indirect tourism-related jobs.
FULL DOCUMENT: http://www.bea.gov/newsreleases/industry/tourism/tournewsrelease.htm?utm_source=CPRE&utm_medium=email&utm_content=TTSADistribution+-+9%2f14%2f2016
EX-IM BANK. 09/14/2016. EXIM Reopens for Business in Argentina
Washington, D.C. – Fred P. Hochberg, chairman and president of the Export-Import Bank of the United States (EXIM), today announced in Buenos Aires that the Bank will resume offering short- and medium-term financing in Argentina after being closed to sovereign transactions for more than 15 years.
The opening, which applies to both Argentina’s public and private sectors, follows a U.S. Government interagency evaluation of country prospects, the results of which reflect an improved economic and financial environment in Argentina and therefore indicate better repayment prospects. Nearly 15 years have elapsed since EXIM was last open for sovereign transactions in Argentina.
“I am pleased to announce that, effective September 21, EXIM is open in Argentina,” said Chairman Hochberg. “This opening is due in large part to the meaningful reforms implemented by President Macri and the Government of Argentina. This is an opportune time for cooperation between U.S. and Argentine businesses, and EXIM stands ready to provide the financing necessary to facilitate mutually beneficial partnerships.”
As part of the change, the Bank will offer financing terms of up to seven years. Additionally, the Bank will consider supporting structured, longer-term financing.
Argentina was once one of EXIM’s largest and most diverse markets. The Argentine economy holds opportunities in a range of sectors, including commercial, business, and agricultural aircraft; helicopters; farm, power, and medical equipment; and satellites.
At the same time, EXIM is well positioned to capitalize upon the momentum unleashed by Argentina’s recent efforts to promote renewable energy, and support hydroelectric, solar, and wind projects that are materializing throughout the country.
The Bank supported the construction of the Pan-American Highway in the 1940s and 1950s and backed the Entidad Binacional Yacyretá hydroelctric project in Corrientes in 1982.
________________
ABECS. 14/09/2016. Mercado de Cartões. Brasil fica em terceiro lugar em ranking de inclusão financeira
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de inclusão financeira e digital que avalia os avanços em 26 países em desenvolvimento. De acordo com o levantamento, realizado pelo Instituto Brookings, o País "tem demonstrado um forte comprometimento nacional com o avanço da inclusão financeira".
O Brasil recebeu 78% dos pontos possíveis. O levantamento destaca que o acesso a serviços financeiros formais tem crescido no País nos últimos anos, o que se traduz no fato de que 73% dos municípios brasileiros possuem mais de 15 postos de atendimento financeiro por 10 mil habitantes entre agências e correspondentes bancários e caixas eletrônicos. Em 2005, esse percentual era de 14%. A pesquisa considerou quatro fatores básicos: o comprometimento do País com o assunto, a capacidade móvel, o ambiente reguiatório e a adoção de serviços financeiros tradicionais e digitais.
A pesquisa cita a realização do Fórum de Cidadania Financeira como um exemplo de comprometimento com a inclusão financeira no País. Segundo a chefe do Departamento de Educação Financeira (Depef) do Banco Central, F.Ivira Cruvinel, foi a partir deste Fórum que foram lançadas as bases do Plano para Fortalecimento da Cidadania Financeira, também citado no relatório Brookings.
“O objetivo desse plano será acompanhar durante os próximos anos as iniciativas voltadas ao desenvolvimento da inclusão, educação e proteção aos consumidores de serviços financeiros."
Pelo segundo ano consecutivo, o Brasil ficou em terceiro lugar no ranking de inclusão financeira e digital que avalia os avanços em 26 países em desenvolvimento
APEX-BRASIL. 13/09/2016. DEMO DAY APRESENTA INVESTIDORES A STARTUPS BRASILEIRAS. SEIS EMPRESAS FORAM ESCOLHIDAS PARA PARTICIPAR DE MENTORIA NA SEDE DO GOOGLE EM SÃO FRANCISCO.
As startups One Skin, Bem Vendi, Bov Control, Ambievo, Scicrop e Portal Telemedicina foram as melhores classificadas no 3º Demo Day Apex-Brasil &Start-Up Brasil, realizado em 12 de setembro, em São Francisco, Califórnia. O Demo Day foi o primeiro evento da Brasil Week, iniciativa organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para mostrar a investidores norte-americanos o ecossistema de capital empreendedor no Brasil, com suas peculiaridades, tendências e oportunidades.
No Demo Day, 11 startups brasileiras apresentaram seus projetos dentro do Tech Crunch Disrupt, conferência anual onde as startups de tecnologia lançam seus produtos e serviços a um público formado principalmente por investidores e pela mídia especializada. As empresas brasileiras apresentaram soluções de tecnologia para setores como agritech, cleantech e biotech a um público qualificado de investidores e formadores de opinião e receberam notas de um júri formado por investidores.
As seis startups vencedoras do Demo Day receberão como prêmio um treinamento com mentoria no Google, no Vale do Silício, ainda essa semana. As demais participantes da missão são as startups Aquarela, Chipus, Copass, 2Minds e Treinus, que continuam as atividades na Brasil Week. O programa inclui encontros de relacionamento com investidores, reuniões privadas com fundos de investimentos locais, um seminário organizado pela Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) com o objetivo de conectar fundos de investimentos brasileiros de venture capital e investidores estrangeiros.
One Skin
A melhor nota foi para a One Skin, que testa o efeito de produtos cosméticos em pele humana produzida em laboratório. A empresa foi acelerada pela IndieBio, principal aceleradora do segmento de biotecnologia nos EUA, tem escritório em São Francisco e já recebeu investimento de fundos americanos.
"Essa missão nos proporcionou aprendizado e networking. E a oportunidade de apresentar a empresa no Demo Day trouxe uma grande visibilidade, abrindo ainda mais conexões. Tenho certeza que isso irá render muitos bons frutos, pra OneSkin e para o Brasil", disse Carolina de Oliveira, CEO da empresa.
Programa Catalyzer
Na semana anterior, as startups brasileiras - selecionadas pela Apex-Brasil e pelos programas Start-Up Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) com gestão da Softex, e Inovativa, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) - participaram do Programa Catalyzer, uma missão de imersão no Vale do Silício. O grupo esteve em workshops com investidores, visitas a empresas da região, treinamento de apresentação de projetos e participou de um curso de design thinking na Universidade da Califórnia em Berkeley.
Captação de investimentos
Esse foi o terceiro ano que a Apex-Brasil realizou o Demo Day em São Francisco, em parceria com os programas Inovativa e Start-up Brasil. “Tivemos um excelente resultado, já que 45% das empresas participantes já captaram investimentos”, informa Juliana Vasconcelos, coordenadora de Investimentos da Apex-Brasil.
O ambiente de inovação no Brasil é promissor, com diversos programas desenvolvidos. De acordo como Global Innovation Index, produzido pela OCDE, em 2015 o Brasil foi o quinto pais a investir o maior percentual do PIB em Pesquisa e Desenvolvimento. “Ficamos atrás da China, do Canada, dos Estados Unidos e do grupo de países da OCDE”, diz Juliana, “e fomos o primeiro país da América Latina no ranking”.
DOCUMENTO: http://brasilweeksv.apexbrasil.com.br/
IBGE. 14/09/2016. Demografia das Empresas 2014: taxa de saída das empresas aumenta para 20,7% e é a maior desde 2008
Entre 2013 e 2014, a taxa de saída das empresas (relação entre o número de empresas que fecharam e o total) cresceu 6,1 pontos percentuais, passando de 14,6% para 20,7%, a maior taxa da série, iniciada em 2008, e correspondendo a um total de 944,0 mil empresas que saíram do mercado.
Por outro lado, a taxa de entrada (relação entre o número de entradas e o total) caiu de 18,3% em 2013 para 15,9% em 2014, a menor desde 2008. Entraram em atividade, em 2014, 726,3 mil empresas. Já a taxa de sobrevivência (relação entre o número de empresas sobreviventes e o total) ficou em 84,1%, também a maior taxa da série, representando, contudo, um total de empresas sobreviventes (3,8 milhões) inferior ao verificado em 2013.
Pela primeira vez, o saldo no total de empresas ficou negativo, registrando um decréscimo de 4,6% no número de empresas (217,7 mil empresas a menos) entre 2013 e 2014. Apesar dessa queda, o total de ocupações assalariadas cresceu 0,5% (170,4 mil) no período. As empresas que entraram foram responsáveis por 847,1 mil novas ocupações, sendo que 29,9% (252,9 mil) foram criadas no comércio, atividade que registrou também o maior número de perdas de assalariados (134,7 mil).
Em 2014, 39,6% das 694,5 mil empresas que nasceram em 2009 ainda estavam ativas no mercado, ou seja, cinco anos após o nascimento, mais de 60% das empresas não sobrevivem. Nesse período, as seções de atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência foram saúde humana e serviços sociais (55,3%), atividades imobiliárias (51,5%) e atividades profissionais, científicas e técnicas (47,3%).
Do total de empresas ativas em 2014 (4,6 milhões), 0,7% (31,2 mil) eram de alto crescimento, pois apresentaram aumento médio do pessoal ocupado assalariado maior que 20% ao ano, por um período de três anos, tendo pelo menos 10 pessoas assalariadas no ano inicial de observação. Em relação às empresas com 10 ou mais pessoas ocupadas (488,8 mil), elas representam 6,4%. Essas empresas ocuparam 15,4% (4,5 milhões) do pessoal assalariado em empresas com 10 ou mais ocupados, sendo que as atividades administrativas e serviços complementares (28,3%) apresentaram maior proporção de assalariados em empresas de alto crescimento.
Esses são alguns dos resultados do estudo Demografia das Empresas 2014, que, com base nas informações do Cadastro Central de Empresas – CEMPRE, permite analisar a dinâmica empresarial através de indicadores de entrada, saída, reentrada e sobrevivência das empresas no mercado, pessoal ocupado assalariado, estatísticas das empresas de alto crescimento e gazelas (empresas de alto crescimento com até oito anos de idade no ano de referência) além de indicadores relativos às unidades locais das empresas e atividades.
Taxa de entrada das empresas cai 2,4 pontos percentuais em 2014
Em 2014, 726,3 mil empresas entraram no mercado, em um universo de 4,6 milhões de empresas ativas, o que representa uma taxa de entrada de 15,9%, a menor da série. Em relação a 2013 (18,3%), essa taxa caiu 2,4 pontos percentuais (p.p.). Por outro lado, a taxa de saída subiu de 14,6% (695,7 mil) para 20,7% (944,0 mil), alcançando o maior valor da série e indicando um aumento de 6,1 p.p.
Com isso, pela primeira vez desde que o estudo é realizado, o saldo no total de empresas ficou negativo, registrando um decréscimo de 4,6% no número de empresas (217,7 mil a menos).
Número de empresas e respectivas taxas,
por tipos de eventos demográficos - Brasil - 2008-2014
por tipos de eventos demográficos - Brasil - 2008-2014
Ano
|
Tipos de eventos demográficos
| ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ativas
|
Sobreviventes
|
Entradas
|
Saídas
| ||||
Total
|
Taxas
(%) |
Total
|
Taxas
(%) |
Total
|
Taxas
(%) | ||
Número de empresas
| |||||||
2008
|
4 077 662
|
3 188 176
|
78,2
|
889 486
|
21,8
|
719 915
|
17,7
|
2009
|
4 268 930
|
3 322 254
|
77,8
|
946 676
|
22,2
|
755 154
|
17,7
|
2010
|
4 530 583
|
3 531 460
|
77,9
|
999 123
|
22,1
|
736 428
|
16,3
|
2011
|
4 538 347
|
3 666 543
|
80,8
|
871 804
|
19,2
|
864 035
|
19,0
|
2012
|
4 598 919
|
3 738 927
|
81,3
|
859 992
|
18,7
|
799 419
|
17,4
|
2013
|
4 775 098
|
3 903 435
|
81,7
|
871 663
|
18,3
|
695 748
|
14,6
|
2014
|
4 557 411
|
3 831 140
|
84,1
|
726 271
|
15,9
|
943 958
|
20,7
|
Por atividade, todas as seções apresentaram crescimento nas taxas de saída de empresas do mercado. Os maiores crescimentos foram verificados nas seções outras atividades de serviços (10,5 p.p.), artes, cultura, esporte e recreação (8,7 p.p.) e construção (7,9 p.p.).
Em relação à taxa de entrada, apenas a atividade de eletricidade e gás apresentou crescimento (2,3 p.p.). Todas as demais tiveram queda na taxa de entrada, sendo as maiores reduções verificadas em indústrias extrativas (-4,9 p.p.), construção (-4,0 p.p.), artes, cultura, esporte e recreação e água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (ambas com -3,5 p.p.).
Eletricidade e gás foi a atividade que apresentou maior taxa de entrada em 2014: 24,0%. Já a maior taxa de saída foi apresentada por outras atividades de serviços, com o equivalente a 27,8% das empresas do setor deixando o mercado. A atividade com maior proporção de empresas permanecendo ativas foi indústrias de transformação, com taxa de sobrevivência de 87,5%.
Apesar da queda no número de empresas, pessoal assalariado cresce 0,5%
Entre 2013 e 2014, o total de ocupações assalariadas cresceu 0,5% (170,4 mil), apesar da queda no número de empresas. As empresas que entraram em atividade em 2014 trouxeram 847,1 mil pessoas assalariadas (2,4% do total) ao mercado e as empresas que saíram do mercado levaram 525,7 mil assalariados (1,5% do total). As empresas sobreviventes ocuparam 97,6% (34,4 milhões) do pessoal assalariado.
Pessoal ocupado assalariado e respectivas taxas,
por tipos de eventos demográficos - Brasil - 2008-2014
por tipos de eventos demográficos - Brasil - 2008-2014
Ano
|
Tipos de eventos demográficos
| ||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
Ativas
|
Sobreviventes
|
Entradas
|
Saídas
| ||||
Total
|
Taxas
(%) |
Total
|
Taxas
(%) |
Total
|
Taxas
(%) | ||
Pessoal Ocupado Assalariado
| |||||||
2008
|
26 978 086
|
26 160 232
|
97,0
|
817 854
|
3,0
|
414 908
|
1,5
|
2009
|
28 238 708
|
27 373 575
|
96,9
|
865 133
|
3,1
|
452 208
|
1,6
|
2010
|
30 821 123
|
29 797 370
|
96,7
|
1 023 753
|
3,3
|
363 848
|
1,2
|
2011
|
32 706 200
|
31 726 069
|
97,0
|
980 131
|
3,0
|
410 407
|
1,3
|
2012
|
33 915 323
|
32 964 847
|
97,2
|
950 476
|
2,8
|
453 082
|
1,3
|
2013
|
35 050 524
|
34 162 830
|
97,5
|
887 694
|
2,5
|
524 159
|
1,5
|
2014
|
35 220 894
|
34 373 780
|
97,6
|
847 114
|
2,4
|
525 652
|
1,5
|
Comércio é responsável por quase 30% das vagas geradas por novas empresas
Do total de 847,1 mil ocupações assalariadas geradas pelas empresas que entraram em atividade em 2014, 252,9 mil (29,9%) foram provenientes do comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; 146,5 mil (17,3%), da construção; e 104,1 mil (12,3%), do alojamento e alimentação.
Já em relação ao total de 525,7 mil assalariados das empresas que saíram do mercado, 134,7 mil (25,6%) estavam no comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; 118,8 mil (22,6%), nas indústrias de transformação; e 85,4 mil (16,3%), nas atividades administrativas e serviços complementares.
O comércio foi a atividade que apresentou tanto os maiores ganhos como as maiores perdas em pessoal ocupado assalariado provenientes dos movimentos de entrada e saída de empresas em 2014. A atividade revelou, contudo, ganho absoluto no pessoal ocupado assalariado, com um saldo positivo de 118,2 mil pessoas. O comércio representa 44,9% (2,0 milhões) do total de empresas e também se destacou em relação ao número absoluto de empresas que entraram (289,3 mil), saíram (437,7 mil) e sobreviveram (1,8 milhões), representando, respectivamente, 39,8%, 46,4% e 45,8% do total das empresas para cada movimento.
Menos de 40% das empresas sobrevivem após cinco anos de atividade
Do total de 694,5 mil empresas que nasceram em 2009, 536,6 mil (77,3%) sobreviveram em 2010; 452,5 mil (65,2%), em 2011; 387,4 mil, em 2012 (55,8%); 339,1 mil (48,8%), em 2013 e 275,0 mil (39,6%) sobreviveram até 2014. Ou seja, após cinco anos da entrada no mercado, menos de 40% das empresas sobreviveram.
Observou-se também uma relação direta com o porte: empresas com mais pessoas ocupadas tendem a permanecer mais tempo no mercado, enquanto nas faixas de menor porte as taxas de sobrevivência são menores. Após cinco anos da entrada no mercado, a sobrevivência foi de 32,9% nas empresas sem pessoal ocupado assalariado; 61,8% na faixa de 1 a 9 pessoas e, na faixa de 10 ou mais pessoas ocupadas, foi de 70,0%.
Nesse período, as seções de atividades que apresentaram as mais altas taxas de sobrevivência foram saúde humana e serviços sociais (55,3%), atividades imobiliárias (51,5%) e atividades profissionais, científicas e técnicas (47,3%). As menores taxas foram outras atividades de serviços (30,3%), alojamento e alimentação (35,9%) e indústrias extrativas (37,0%).
Sul e Sudeste apresentam as maiores taxas de sobrevivência
As 4,6 milhões de empresas ativas, em 2014, tinham 5,0 milhões de unidades locais ativas, das quais 51,1% estavam localizadas na região Sudeste; 22,2%, na região Sul; 15,0%, no Nordeste; 8,1%, no Centro-Oeste; e 3,6%, na região Norte.
Do total de unidades locais, 4,2 milhões eram sobreviventes em relação a 2013 (83,9%), 798,7 mil (16,1%) foram entradas e as saídas totalizaram 1 milhão (20,4%) de unidades.
As regiões Sul e Sudeste apresentaram as maiores taxas de sobrevivência, 85,2% e 84,2%, respectivamente, acima da média nacional (83,9%). Em contrapartida, as maiores taxas de entrada e saída foram observadas no Norte (19,3% e 28,1%), Nordeste (17,3% e 24,9%) e Centro-Oeste (17,6% e 20,9%), assim como as menores taxas de sobrevivência (80,7%, 82,7% e 82,4%, respectivamente).
As regiões Sudeste e Nordeste apresentaram os maiores percentuais de pessoal assalariado pela criação de novas empresas, representando 47,9% e 23,1%, respectivamente, do pessoal ocupado assalariado vinculado às entradas no mercado em 2014.
Dentre as unidades da federação, os destaques foram São Paulo (26,0%), Minas Gerais (11,4%) e Rio de Janeiro (8,7%). As menores participações em pessoal assalariado vinculados às entradas foram observadas em Roraima (0,2%), Acre (0,3%) e Amapá (0,4%).
28,3% dos assalariados nas atividades administrativas estão em empresas de alto crescimento
Em 2014, havia 31,2 mil empresas de alto crescimento, o equivalente a 0,7% do total de empresas ativas e 6,4% das empresas ativas com 10 ou mais pessoas ocupadas.
As maiores proporções de empresas de alto crescimento, por atividade, estavam em atividades administrativas e serviços complementares (10,5%), construção (9,6%) e em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (9,2%). Já as seções administração pública, defesa e seguridade social (2,3%), alojamento e alimentação (3,7%), artes, cultura, esporte e recreação (4,5%) registraram as menores proporções.
As empresas de alto crescimento ocuparam 4,5 milhões de assalariados e pagaram R$ 103,3 bilhões em salários e outras remunerações, o que representa 15,4% do pessoal assalariado e 12,4% dos salários e outras remunerações nas empresas com 10 ou mais pessoas.
A seção de atividades administrativas e serviços complementares (28,3%) apresentou maior proporção de assalariados em empresas de alto crescimento, seguida por construção (23,8%) e informação e comunicação (18,3%). Por outro lado, eletricidade e gás (3,0%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (6,9%) e educação (10,4%) registraram as menores participações.
CNI. 14/09/2016. Custos industriais têm a primeira queda desde 2014. Estudo da CNI mostra que a valorização do real reduziu em 11,2% os custos com os insumos importados. O custo com capital de giro recuou 7,7% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses deste ano
O Indicador de Custos Industriais caiu 1,1% no segundo trimestre em relação aos primeiros três meses deste ano. Foi a primeira queda no indicador desde o terceiro trimestre de 2014, informa o estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira (14).
A redução foi puxada pela queda dos custos com capital de giro e com bens intermediários importados. No segundo trimestre, o custo com capital de giro caiu 7,7% e o de custos com bens intermediários recuou 11,2% na comparação com o período imediatamente anterior, especialmente por causa da recente valorização do real diante do dólar.
Embora tenha impacto positivo sobre os custos, a mudança no câmbio prejudicou a competitividade da indústria brasileira nos mercados interno e externo. "A redução de 12,1% no preço dos manufaturados importados, em reais, foi maior que a queda de 1,1% nos custos industriais", observa a CNI. Com isso, os produtos estrangeiros têm mais chances de competir com os brasileiros no mercado interno.
Além disso, os preços em reais dos produtos industrializados nos Estados Unidos, um dos principais destinos das exportações do Brasil, tiveram uma queda de 8,9%, muito superior à redução de 1,1% registrada nos custos industriais brasileiros. Na avaliação da CNI, isso indica a perda de competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
No entanto, a queda dos custos industriais associada ao aumento de 1,1% os preços dos produtos industrializados no mercado brasileiro permitiram a recomposição dos lucros das empresas. "É o terceiro trimestre consecutivo em que o aumento dos preços supera o aumento dos custos industriais, o que indica um período de descompressão das margens de lucro", diz a CNI.
O Indicador de Custos Industriais é formado pelos Índices de Custos de Produção, de Capital de Giro e de Custo Tributário. O Índice de Custos de Produção, que teve uma queda de 0,8% no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre, é composto pelos indicadores de custos com pessoal, com bens intermediários nacionais e importados e com o custo de energia.
Indicador de Custos Industriais. Custos industriais caem após seis meses de alta.
O Indicador de Custos Industriais caiu 1,1% no segundo trimestre de 2016, em comparação com o primeiro trimestre do ano. Os componentes que mais influenciaram a queda do indicador foram o índice de custo com bens intermediários importados (queda de 11,2%) e o índice de custo com capital de giro (queda de 7,7%).
DOCUMENTO: http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2016/09/14/34/IndicadordeCustosIndustriais_Abril-Junho2016.pdf
REUTERS. 14/09/2016. Confiança do consumidor no Brasil volta a cair em setembro após 2 altas, mostra Thomson Reuters/Ipsos
SÃO PAULO (Reuters) - A confiança do consumidor brasileiro voltou a cair em setembro, após subir nos dois meses anteriores, com piora em quase todos os subíndices avaliados e destaque para as condições atuais, mostrou o indicador da Thomson Reuters/Ipsos divulgado nesta quarta-feira.
O Índice Primário de Sentimento do Consumidor (PCSI, na sigla em inglês) caiu para 37,2 em setembro, ante 38,1 em agosto. Apesar da queda após dois meses de alta, o resultado ainda é o segundo melhor do ano, ficando atrás somente das leituras de agosto e janeiro (38,1). BRIPSO=ECI
O subíndice que avalia as condições atuais teve a piora mais acentuada em setembro, de 1,4 ponto, para 25,4. A segunda maior queda foi verificada no subíndice de empregos, que caiu a 26,9 em setembro ante leitura de 28,2 em agosto.
O grupo de investimento saiu da máxima do ano alcançada no mês passado e caiu 1,1 ponto este mês, para 36,2.
O único subíndice a registrar avanço em setembro foi o de expectativas, que subiu 1,3 ponto, para 64,3, o maior patamar do ano.
O mais recente levantamento do índice de confiança do consumidor medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou alta de 2,6 pontos em agosto, a 79,3 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2015, com a melhora do sentimento com a situação atual. [nEMN3ZK66W]
(Por Flavia Bohone)
CNDL. 14/09/2016. 42% DOS INADIMPLENTES NÃO SABEM AO CERTO O NÚMERO DE PARCELAS QUE TÊM A PAGAR. Além disso, 34% dos brasileiros com dívidas em atraso não sabem ao certo o valor das contas básicas e 40% desconhecem até mesmo os seus rendimentos. 80% tiveram que fazer cortes e ajustes no orçamento.
A falta de atenção em relação a educação financeira e o desconhecimento a respeito das próprias contas são algumas das razões que comumente dificultam o pagamento das dívidas atrasadas e a organização do orçamento familiar. Segundo uma pesquisa nacional realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), 42,2% dos inadimplentes não têm muito conhecimento sobre o número de parcelas das compras a crédito que serão pagas no próximo mês, três em cada dez (33,9%) não sabem ao certo o valor das contas básicas e 40,3% desconhecem até mesmo sua renda total.
De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, estar a par do orçamento é essencial para uma vida financeira livre dos riscos da inadimplência. “O baixo conhecimento das contas, das parcelas a pagar e dos produtos e serviços adquiridos por meio do crédito indica que o consumidor perdeu o controle da situação. Nesse cenário, é extremamente difícil sair da inadimplência, pois a pessoa se torna incapaz de negociar melhor as dívidas e até mesmo de identificar as áreas em que é preciso realizar ajustes e cortes de gastos”, afirma Vignoli.
A pesquisa mostra que quatro em cada dez brasileiros inadimplentes não tem conhecimento sobre os valores dos produtos e serviços comprados a crédito que serão pagos no próximo mês (43,5%) e nem quais são eles (43,5%). “Seja qual for o motivo que levou o consumidor a tornar-se inadimplente, uma coisa é certa: deixar de acompanhar atentamente as próprias finanças e contas só piora as coisas, pois só assim é possível viver dentro do padrão de vida adequado à sua realidade”, aconselha o educador financeiro. Prova disso é que 23,5% dos inadimplentes nunca ou na minoria das vezes conseguem fechar o mês com todas as contas pagas.
Quando perguntados sobre quais são as prioridades financeiras, as mais citadas foram a compra de alimentos, produtos de higiene e limpeza (43,9%), seguido
pelo pagamento no prazo das contas mensais, como luz e telefone (30,6%) e o pagamento das dívidas em atraso para limpar o nome (11%).
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, com a recessão econômica, o desemprego e os efeitos da inflação, o poder de compra e de pagamento de contas das pessoas foi enfraquecido.
“Além da dificuldade dos consumidores em arcar com suas dívidas, as empresas que prestam serviços básicos, como de água, luz e plano de saúde, mostram cada vez mais disposição em negativar os inadimplentes, como forma de acelerar o recebimento dos compromissos em atraso”, explica Kawauti.
Maioria dos inadimplentes reduziu o consumo de lazer e supérfluos
A inadimplência, o acesso mais restrito ao crédito e a maior dificuldade no pagamento de dívidas fizeram com que parcelas significativas de brasileiros inadimplentes mudassem alguns hábitos de consumo:
- 79,7% fizeram cortes e ajustes no orçamento;
- 77,7% abriram mão de coisas que consumiam antes;
- 75,9% deixaram de fazer compras parceladas;
- 71,4% agora evitam comprar roupas e calçados;
- 64,0% deixaram de sair com amigos e familiares para bares e restaurantes;
- 56,6% cortaram alimentos supérfluos.
Segundo Vignoli, os resultados da pesquisa revelam que os problemas com dívidas em atraso impõem restrições consideráveis ao consumo, obrigando os consumidores a rever o orçamento e se adaptarem à nova condição.
“Caso não haja a possibilidade de adotar medidas para aumentar a renda, os inadimplentes se veem obrigados a abandonar hábitos de compra, trocar marcas tradicionais por outras mais acessíveis e deixar de adquirir determinados itens em favor de outros que são prioritários. São mudanças impactantes no padrão de vida, mas é fundamental para que as pessoas consigam obter sobras financeiras no orçamento e possam pagar as dívidas pendentes”, conclui o educador financeiro.
DOCUMENTO: http://www.cndl.org.br/noticia/42-dos-inadimplentes-nao-sabem-ao-certo-o-numero-de-parcelas-que-tem-a-pagar-mostra-spc-brasil-e-cndl/
SCPC. BOA VISTA CONSULTORIA. 13/09/2016. Inadimplência do consumidor cai 4,2% em agosto, diz Boa Vista SCPC
13 de setembro de 2016/em Registro de Inadimplência /por Boa Vista SCPC
A inadimplência do consumidor obteve queda de 4,2% em agosto de acordo com dados nacionais da Boa Vista SCPC, descontados efeitos sazonais. Nos valores acumulados em 12 meses até o mês de referência (entre setembro de 2015 e agosto de 2016 contra os 12 meses antecedentes) houve elevação de 2,2%. Na avaliação contra o mesmo mês do ano anterior, agosto apresentou queda de 10,0%, enquanto no acumulado do ano houve alta de 1,0% frente ao mesmo período do ano anterior.
Regionalmente, na análise acumulada em 12 meses, a maior elevação ocorreu no Norte (3,9%), seguida das regiões Nordeste (3,7%), Centro-Oeste (3,5%) e Sudeste (2,0%). Já a região Sul obteve queda de 0,3%.
A cautela do consumidor, a fraca atividade econômica e a respectiva diminuição do endividamento das famílias têm agido de modo a compensar os fatores macroeconômicos que pressionam negativamente o orçamento das famílias, tais como como inflação em patamares elevados, aumento do desemprego e diminuição da renda. Desta forma, o fluxo de inadimplência permaneceu praticamente estável ao longo de 2016, perspectiva que deverá ser mantida até meados de 2017.
Metodologia
O indicador de registro de inadimplência é elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau. Em virtude da Lei Estadual de São Paulo n° 15.659/2015, a partir de setembro de 2015 passou-se a usar como referência para este estado o número de cartas de notificação enviadas aos consumidores em vez dos números de débitos ativos na base do SCPC.
ABRINC. PORTAL UOL. 14/09/2016. Lançamentos de imóveis no Brasil disparam em julho, mas vendas ainda recuam, diz Abrainc
Reuters Paula Arend Laier
De São Paulo
Os lançamentos de imóveis no Brasil subiram 92,5% em julho em relação ao mesmo período de 2015, para 2,3 mil unidades, de acordo com levantamento Abrainc/Fipe, divulgado nesta quarta-feira (14).
No acumulado do ano até julho, os lançamentos subiram 13,8% na comparação com igual intervalo do ano passado, de acordo com os dados informados pelas empresas à Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).
As vendas, contudo, continuaram caindo. Em julho, o volume comercializado recuou 7,1% ante julho de 2015, para 8 mil unidades. No acumulado do ano até julho, a queda é de 14,5%.
Os cancelamentos de vendas (distratos) caíram 15% em julho na comparação anual, e recuaram 4,8% nos primeiros sete meses do ano.
No fim de julho, o estoque no mercado era de 116,4 mil imóveis, equivalente a 15 meses de vendas. Um ano antes, o estoque era de 109,1 mil unidades. Em junho, eram 117,6 mil.
Na semana passada, o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic) afirmou que as vendas do insumo no país em agosto recuaram 14,7% sobre o mesmo período do ano passado e cerca de 5% sobre julho, acumulando no até o mês passado queda de 13,3%.
(Edição Alberto Alerigi Jr.)
BIS. REUTERS. 14/09/2016. BCs deveriam aprender a viver com baixa inflação, diz BIS
VIENA (Reuters) - Os bancos centrais deveriam aprender a viver com taxas de inflação que ficam persistentemente abaixo de seus objetivos em vez de alimentarem a dívida com políticas de estímulo cada vez mais agressivas, disse nesta quarta-feira o chefe do departamento monetário e econômico do Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), Claudio Borio.
Os principais bancos centrais do mundo desenvolvido têm levado as taxas de juros para zero ou abaixo disso, além de imprimirem trilhões de dólares para estimular suas economias, levando os rendimentos de títulos para mínimas recordes, mas falhando em impulsionar significativamente a inflação.
Borio, um cético de longa data de políticas monetárias ultrafrouxas, disse que os bancos centrais podem precisar dar a si mesmos mais tempo para alcançar suas metas de inflação, porque suas políticas podem ameaçar a estabilidade econômica de longo prazo.
"É bem possível que uma política monetária orientada para a estabilidade financeira possa exigir maior tolerância com os desvios persistentes da inflação em relaçao à meta", disse ele em uma reunião de bancos centrais em Viena.
"Tal política não exige mudança de mandatos...mas pode exigir ao menos um aprimoramento em como os mandatos são colocados em prática, incluindo o horizonte para alcançar os objetivos de inflação."
Apesar de imprimir mais de 1 trilhão de euros e adotar uma série de medidas para estimular o crédito, o Banco Central Europeu não atinge sua meta de quase 2 por cento de inflação há mais de três anos.
Borio disse que, em um momento em que a inflação permanece baixa devido à globalização e avanços tecnológicos, estímulos contínuos apresentam o risco de criar uma situação em que se torna difícil ou impossível pagar a dívida.
(Por Francesco Canepa)
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 14/09/2016. Dólar sobe e passa de R$ 3,33, com cenário externo desfavorável. Dia ainda é marcado por redução de intervenção do BC. Na terça, a moeda dos EUA avançou 2,08%, vendida a R$ 3,3168.
Do G1, em São Paulo
O dólar passou a subir em relação ao real nesta quarta-feira (14), com a mudança de trajetória do preço do barril do petróleo, preocupações em torno das eleições norte-americanas e na expectativa da reunião do Federal Reserve sobre política monetária na próxima semana, destaca a Reuters.
O dia também é arcado pela redução da interferência do Banco Central no câmbio. O BC anunciou uma intervenção menor em comparação ao que vinha apresentando, com a redução para 5 mil contratos da oferta de swaps cambiais reversos, anunciada na noite de terça-feira.
Às 11h49, a moeda norte-americana subia 0,43%, cotada a R$ 3,3309 na venda.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, queda de 0,33%, a R$ 3,3060
- Às 9h59, alta de 0,12%, a R$ 3,3207
- Às 10h09, alta de 0,46%, a R$ 3,3322
- Às 11h, alta de 0,53%, a R$ 3,3345
Cenário externo
"O petróleo virou para baixo e, em dia de agenda vazia, seguem as preocupações com as eleições norte-americanas e com a possibilidade de o Fed subir juro na próxima semana", disse à Reuters o estrategista-chefe Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno.
"Desde sexta-feira o mercado está de olho no que o Fed vai fazer. A situação atual do mercado mostra que os investidores estão diminuindo posições nessa expectativa", avaliou o economista BGC Liquidez, Alfredo Barbutti.
À proximidade da reunião de política monetária do Fed se somam às dúvidas do mercado sobre a eficácia dos estímulos monetários de outros bancos centrais, sobretudo depois que o Banco Central Europeu (BCE) disse não ter discutido um aumento nesses estímulos em sua última reunião.
Na próxima semana, o Banco do Japão terá encontro e, para analistas, a autoridade avaliará no encontro tornar a taxa de juros negativa o ponto central de futuros afrouxamentos monetário transformando os juros como sua principal meta de política monetária em lugar da base monetária.
Menos interferência do BC
Na abertura dos negócios, o dólar recuou em resposta à redução pela metade da oferta de contratos de swap cambial reverso, que equivale a uma compra futura de dólares. No leilão desta manhã, toda a oferta de 5 mil contratos foi vendida.
Para alguns profissionais, o Banco Central apenas retirou volatilidade da moeda, diminuindo pressão de compra depois que o dólar subiu R$ 0,10 do dia 8 (R$ 3,2104 no fechamento) até o dia 14 (R$ 3,3168).
"Foi correto reduzir o swap, para não colocar gasolina na fogueira. O dólar rompeu R$ 3,30 bem rápido e o BC está se adequando à percepção de risco", disse Rostagno à Reuters.
A seu ver, o BC está reconhecendo o risco de a moeda norte-americana entrar em trajetória de apreciação por causa do Fed e eleições, e já está se adequando à medida que o cenário para a moeda está se alterando.
"Mudanças na oferta (do swap) dependerão dos acontecimentos da próxima semana e da resposta do mercado", previu Barbutti.
Último fechamento
O dólar fechou em alta de mais de 2% em relação ao real nesta terça-feira (13), voltando a ser cotado acima de R$ 3,30, influenciado pela aversão a risco no exterior, com o mercado pressionado pela desvalorização do petróleo e atento à discussão sobre o aumento dos juros nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou 2,08%, vendida a R$ 3,3168 – maior cotação de fechamento desde 7 de julho (R$ 3,3659), segundo a Reuters.
BACEN. PORTAL UOL. 14/09/2016. Dólar e Bolsa operam em alta; moeda é vendida perto de R$ 3,34
O dólar comercial e a Bovespa operavam em alta nesta quarta-feira (14). Por volta das 12h15, a moeda norte-americana subia 0,55%, a R$ 3,335 na venda, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha alta de 0,48%, a 57.092,41 pontos. Os mercados eram influenciados pela queda do preço do petróleo. Também no contexto externo, investidores continuavam atentos à discussão sobre o aumento dos juros nos Estados Unidos. No Brasil, o Banco Central atuou no mercado de câmbio, mas hoje ofertou menos swaps reversos (equivalentes à compra futura de dólares) que costuma ofertar. (Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 14/09/2016. Dólar anula queda da abertura e sobe com foco no mercado externo
Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real no meio da manhã desta quarta-feira, revertendo a queda inicial da sessão, com a mudança de trajetória do preço do barril do petróleo, preocupações em torno das eleições norte-americanas e na expectativa da reunião do Federal Reserve sobre política monetária na próxima semana.
"O petróleo virou para baixo e, em dia de agenda vazia, seguem as preocupações com as eleições norte-americanas e com a possibilidade de o Fed subir juro na próxima semana", disse o estrategista-chefe Banco Mizuho do Brasil, Luciano Rostagno.
Às 10:45, o dólar subia 0,58 por cento, a 3,3361 reais na venda. Na mínima, a moeda marcou 3,2985 reais e, na máxima, 3,3469. Ontem, o dólar fechou a 3,3168, maior nível desde 7 de julho, com alta superior a 2 por cento.
O dólar futuro operava com valorização de 0,69 por cento.
"Desde sexta-feira o mercado está de olho no que o Fed vai fazer. A situação atual do mercado mostra que os investidores estão diminuindo posições nessa expectativa", avaliou o economista BGC Liquidez, Alfredo Barbutti.
À proximidade da reunião de política monetária do Fed se somam às dúvidas do mercado sobre a eficácia dos estímulos monetários de outros bancos centrais, sobretudo depois que o Banco Central Europeu (BCE) disse não ter discutido um aumento nesses estímulos em sua última reunião.
Na próxima semana, o Banco do Japão terá encontro e, para analistas, a autoridade avaliará no encontro tornar a taxa de juros negativa o ponto central de futuros afrouxamentos monetário transformando os juros como sua principal meta de política monetária em lugar da base monetária.
Na abertura dos negócios domésticos, o dólar recuou em resposta à redução pela metade da oferta de contratos de swap cambial reverso, que equivale a uma compra futura de dólares. No leilão desta manhã, toda a oferta de 5 mil contratos foi vendida.
Para alguns profissionais, o Banco Central apenas retirou volatilidade da moeda, diminuindo pressão de compra depois que o dólar subiu 10 centavos do dia 8 (3,2104 reais no fechamento) até ontem (3,3168).
"Foi correto reduzir o swap, para não colocar gasolina na fogueira. O dólar rompeu 3,30 reais bem rápido e o BC está se adequando à percepção de risco", disse Rostagno.
A seu ver, o BC está reconhecendo o risco de a moeda norte-americana entrar em trajetória de apreciação por causa do Fed e eleições, e já está se adequando à medida que o cenário para a moeda está se alterando.
"Mudanças na oferta (do swap) dependerão dos acontecimentos da próxima semana e da resposta do mercado", previu Barbutti.
(Por Claudia Violante)
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. 14/09/2016. Bovespa opera em alta nesta quarta-feira. Na véspera, Ibovespa encerrou o pregão em queda de 3,01%. Indicador atingiu o menor nível em cerca de um mês.
Do G1, em São Paulo
O principal índice da Bovespa opera em alta nesta quarta-feira (14), após atingir a mínima em mais de um mêsno pregão anterior, com as ações de mineração e siderurgia entre as maiores altas da sessão. A ausência de um rumo único no mercado externo, contudo, corroborava alguma volatilidade no pregão brasileiro, segundo a Reuters.
Às 11h59, o Ibovespa subia 0,54%, a 57.128 pontos.
No exterior, o dia era marcado por queda nos preços do petróleo, em meio a preocupações de que o equilíbrio do mercado global da commodity vai demorar mais do que o previsto.
Perto do mesmo horário, as ações da Vale estavam entre os principais avanços do dia, em alta de mais de 2%, corrigindo parte do declínio excessivo da terça-feira, apesar da queda nos preços do minério de ferro à vista na China.
Usiminas e Gerdau também eram destaques de alta.
A Petrobras subia menos de 1%, também aós fortes perdas na véspera, enquanto os preços do petróleo recuavam.
As ações da JBS tinham leve alta, após o grupo J&F, dono da companhia de alimentos, apresentar garantia de R$ 1,518 bilhão para liberar os irmãos Joesley e Wesley Batista para comandar empresas do grupo.
Movimentação na Bovespa, a bolsa de valores de São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Movimentação na Bovespa, a bolsa de valores de São Paulo (Foto: Paulo Whitaker/Reuters)
Último fechamento
A Bovespa fechou em queda nesta terça-feira (13), puxada por ações de empresas de commodities e acompanhando o cenário externo desfavorável.
O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 3,01%, a 56.820 pontos, o menor nível em cerca de um mês.
_________________
LGCJ.: