Translate

September 15, 2016

US ECONOMICS

BEA. 09/15/2016. U.S. International Transactions, 2nd quarter 2016


The U.S. current-account deficit decreased to $119.9 billion (preliminary) in the second quarter of 2016 from $131.8 billion (revised) in the first quarter of 2016, according to statistics released by the Bureau of Economic Analysis (BEA). The deficit decreased to 2.6 percent of current-dollar gross domestic product (GDP) from 2.9 percent in the first quarter.

FULL DOCUMENT: http://www.bea.gov/newsreleases/international/transactions/2016/pdf/trans216.pdf

FED. 09/15/2016. Industrial Production and Capacity Utilization, August/2016

Industrial production decreased 0.4 percent in August after rising 0.6 percent in July. Manufacturing output also declined 0.4 percent in August, reversing its increase in July; the level of the index in August is little changed from its level in March. Following two consecutive monthly increases, the index for utilities fell back 1.4 percent in August. Even so, the index was 1.7 percent above its year-earlier level, as hot temperatures this summer boosted the usage of air conditioning. The output of mining moved up 1.0 percent in August, its fourth consecutive monthly increase following an extended downturn; the index, however, was still about 9 percent below its year-ago level. At 104.4 percent of its 2012 average, total industrial production in August was 1.1 percent lower than its year-earlier level. Capacity utilization for the industrial sector decreased 0.4 percentage point in August to 75.5 percent, a rate that is 4.5 percentage points below its long-run (1972–2015) average.


_______________

MF. SPE. 15/09/2016. Prisma Fiscal referente a agosto de 2016, sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado pela SPE

O Ministério da Fazenda divulga nesta quinta-feira (15/09) o relatório Prisma Fiscal referente a agosto de 2016. O Prisma Fiscal é um sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) para acompanhar a evolução das principais variáveis fiscais brasileiras. Ele oferece uma oportunidade para o aprimoramento dos estudos fiscais no País, além de facilitar o controle social a partir de uma ancoragem das expectativas quanto ao desempenho de importantes variáveis fiscais brasileiras.

DOCUMENTO: http://www.fazenda.gov.br/noticias/2016/setembro/fazenda-divulga-prisma-fiscal-referente-a-agosto-de-2016/prisma-agosto-2016.pdf

MF. SPE. PORTAL G1. 15/09/2016. Mercado já prevê que meta de rombo nas contas não será atingida em 2017. Previsão do mercado para rombo de 2017 sobe para R$ 140,15 bilhões. Governo propôs déficit fiscal de até R$ 139 bilhões para o ano que vem.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A proposta da equipe econômica do governo Michel Temer de instituir um teto para os gastos públicos, que já serviu de base para a proposta de orçamento do ano que vem, não deve ser suficiente para que o governo consiga atingir a meta de um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida) de R$ 139 bilhões em 2017.
Segundo pesquisa conduzida pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda com bancos em agosto deste ano, o governo central - composto pela União, Previdência e Banco Central -, deverá registrar um déficit primário (sem contar os juros da dívida) de R$ 160,37 bilhões neste ano e de R$ 140,15 bilhões em 2017.
Essa pesquisa dá origem ao "Prisma Fiscal", boletim que condensa as estimativas dos analistas para as contas públicas.
Diante da ausência de medidas de curto prazo para tentar reequilibrar as contas públicas, e da autorização do governo para novas despesas como reajustes para servidores públicos, a previsão do mercado financeiro para o rombo das contas públicas em 2016 e no próximo ano segue crescendo.
As estimativas do mercado colhidas no mês de agosto, divulgadas nesta quinta-feira, representam um aumento em relação ao boletim divulgado pelo Ministério da Fazenda no mês passado, relativo ao levantamento realizado em julho com o mercado financeiro. Naquele momento, a previsão das instituições financeiras era de um rombo fiscal de R$ 158,86 bilhões neste ano e de R$ 138,57 bilhões em 2017.
Metas fiscais
Para 2016, o governo já enviou e conseguiu aprovar no Congresso uma meta de déficit fiscal de até R$ 170,5 bilhões que, se confirmado, será o pior resultado da série histórica, que tem início em 1997.
Para 2017, o governo propôs que as despesas superem as receitas com impostos em até R$ 139 bilhões. Neste caso, o valor ainda não foi aprovado pelo Legislativo.
Recentemente, a agência internacional de risco Moody’s divulgou nota apontando que a meta fiscal para 2017 apresentada pelo governo “reforça a visão de que o ajuste fiscal no Brasil vai avançar a um ritmo muito lento durante esta administração”.
Medidas propostas
Para a retomada da confiança na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas - que passam atualmente por forte deterioração.
Foi enviada recentemente ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos.
A proposta é que a despesa de um ano não possa crescer acima da inflação do ano anterior, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a partir de 2017 – envolvendo a União, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União, o Judiciário, o Ministério Público, e a Defensoria Pública da União.
Para ter validade, porém, a proposta ainda tem de passar pelo crivo do Legislativo.
Para tentar melhorar as contas no médio prazo, e o humor dos investidores, o governo também defende uma reforma na Previdência Social. O governo já informou que é importante que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pela INSS de 65 anos para homens e mulheres.
Além de ter autorizado novos gastos, como os reajustes de servidores, com impacto bilionário neste e nos próximos anos, além do aumento do Bolsa Família e da tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas em 2017, a nova equipe econômica tem sinalizado que não deve adotar medidas de curto prazo para tentar promover um ajuste mais rápido nas contas públicas.
Cinco anos de contas no vermelho
Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos cinco anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.
O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.
Para 2016 e 2017, a  meta é de rombos bilionários nas contas públicas e, eecentemente, o ministro Meirelles declarou que espera que o país volte a registrar superávit primário (receitas com impostos superiores às despesas, com sobra de recursos) somente em 2019.
“Estamos trabalhando para que possamos gerar um pequeno superávit em 2019 (...) Acredito que é provável que já possamos mostrar o país com um superávit no ano de 2019”, declarou ele no mês passado.

MF. SPE. REUTERS. 15/09/2016. Mercado vê rombo primário estourar meta do governo em 2017, mostra Prisma Fiscal

SÃO PAULO (Reuters) - O mercado passou a ver um rombo primário de 140,157 bilhões de reais para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) no próximo ano, pior que o estimado anteriormente, e estourando a meta estabelecida para as contas públicas no ano que vem, de déficit de 139 bilhões de reais.

Os dados constam em relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira. No levantamento anterior, a projeção era de déficit primário de 138,578 bilhões de reais para 2017, de acordo com a mediana das estimativas.

Para este ano, a previsão de déficit primário foi a 160,378 bilhões de reais, também pior que o rombo de 158,860 bilhões de reais calculado na edição anterior do Prisma. A meta do governo em 2016 é de um saldo negativo em 170,5 bilhões de reais.

O mercado enxerga que a dívida bruta irá encerrar este ano a 73,50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, mesma previsão vista antes. Para o próximo ano, a expectativa passou a ser de uma dívida bruta a 78,40 por cento do PIB, contra 78,20 por cento antes.

Diante do cenário de franca deterioração do indicador, o governo tem apontado a necessidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento das despesas à inflação do ano anterior para garantir o reequilíbrio das contas públicas.

Na véspera, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a proposta é prioridade do governo, e que a duração do teto deve ser suficientemente longa para não apenas estabilizar a dívida pública, mas fazê-la cair.

(Por Luiz Gerbelli)

SERASA. PORTAL G1. 15/09/2016. 'PIB mensal' da Serasa sinaliza continuidade da recessão no 3º tri. Atividade econômica caiu 0,1% em julho na comparação com junho. No ano, a retração acumulada é de 4,4% frente ao mesmo período de 2015.
Do G1, em São Paulo

A atividade econômica no Brasil caiu 0,1% em julho, na comparação com junho, segundo o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, também conhecido como "PIB mensal".
Em comparação com o mesmo mês do ano passado, a retração é maior, de 3,2%. No acumulado do ano até julho, a atividade econômica brasileira registrou contração de 4,4% em relação ao mesmo período do ano passado.
De acordo com os economistas da Serasa, a queda do "PIB mensal" em julho "é um sinal de que a recessão econômica pode se estender por mais um trimestre, antes de demonstrar qualquer sinal de estabilização".
Entre os fatores que continuam pressionando a economia, a Serasa destaca "desemprego em ascensão, inflação e juros ainda em patamares elevados".
Por setores
Segundo o indicador, a agropecuária recuou 1,5% em julho e a indústria, 1,4%. Já serviços avançou 0,3%, sendo o único componente da oferta a apresentar crescimento.
Já do ponto de vista da demanda, todos os componentes recuaram em julho: consumo das famílias (-0,7%); consumo do governo (-0,3%) e investimentos (-2,3%).
O setor externo contribuiu para evitar uma queda maior em julho, com alta de 4,9% nas exportações e queda de 6,9% das importações.
Previsões do mercado
O mercado financeiro melhorou a sua previsão para o PIB de 2016, de um encolhimento de 3,20%, na semana retrasada, para um "tombo" menor, de 3,18% na última semana, segundo a última publicação do boletim Focus do Banco Central.
Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
No segundo trimestre, ao PIB recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior, segundo o IBGE, acumulando 6 trimestres seguidos de queda.

PIB do Brasil segue na lanterna mundial em ranking com 34 países (Foto: Divulgação)

FGV. IBRE. 15/09/2016. Índices Gerais de Preços. IGP-10. IGP-10 avança em setembro

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) variou 0,36%, em setembro. A taxa apurada em agosto foi de -0,27%. Em setembro de 2015, a variação foi de 0,61%. A taxa acumulada em 2016, até setembro, é de 6,55%. Em 12 meses, o IGP-10 registrou alta de 11,23%. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,39%, em setembro. Em agosto, a variação foi de -0,57%. Os Bens Finais registraram taxa de variação de -0,01%, em setembro, ante -0,15%, em agosto. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,81% para -2,92%. O índice relativo a Bens Finais (ex), calculado sem os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,35%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,32%.

O índice do grupo Bens Intermediários registrou variação de -0,31%. No mês anterior, a taxa havia sido de     -0,35%. Três dos cinco subgrupos registraram aceleração, com destaque para materiais e componentes para a construção, cuja taxa de variação passou de -0,20% para 0,76%. O índice de Bens Intermediários (ex),obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, registrou variação de        -0,29%. No mês anterior, este índice registrou variação de -0,48%.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,65%. Em agosto, a taxa foi de -1,31%. Contribuíram para a aceleração do grupo os itens: soja (em grão) (-9,56% para -2,43%), minério de ferro (-1,61% para 8,89%) e mandioca (aipim) (0,88% para 13,18%).Em sentido inverso, destacaram-se os itens: leite in natura (9,93% para 4,98%), café (em grão) (3,13% para -1,71%) e milho (em grão) (-1,07% para -2,67%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,27%, em setembro, ante 0,38%, em agosto. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (0,42% para -0,04%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina (0,59% para -1,15%).

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (0,85% para 0,45%), Comunicação (0,73% para 0,02%), Vestuário (0,23% para -0,21%) e Despesas Diversas (0,21% para -0,12%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: artigos de higiene e cuidado pessoal (2,43% para 0,13%), tarifa de telefone móvel (2,28% para 0,04%), roupas (0,17% para -0,15%) e tarifa postal (5,07% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,41% para 0,54%), Habitação (-0,03% para 0,10%) e Educação, Leitura e Recreação (0,75% para 0,95%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: frutas (-3,11% para 7,45%), tarifa de eletricidade residencial (-1,82% para -0,53%) e show musical (6,82% para 9,89%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em setembro, taxa de variação de 0,34%, ante 0,23%, no mês anterior. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,30%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,09%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,38%. No mês anterior, este índice variou 0,35%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201572D5B74A66259

FIESP. 15/09/2016. INDÚSTRIA PAULISTA FECHA 11.000 VAGAS EM AGOSTO. Levantamento da Fiesp e do Ciesp aponta recuo de 0,49% em relação ao mês anterior
Bernardete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

A indústria de transformação paulista fechou 11.000 postos de trabalho no mês de agosto, recuo de 0,49% em relação ao mês anterior. Com ajuste sazonal, a retração foi de 0,27%. Os dados são da pesquisa de Nível de Emprego do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon), divulgada nesta quinta-feira (15/9).

Para o diretor titular do Depecon, Paulo Francini, o resultado da pesquisa indica que não houve alteração no mercado em relação à oferta de empregos na indústria. “É uma continuidade, um sinal de que o emprego continuará caindo e, infelizmente, isto deve prosseguir até o final do ano”, explica.

O diretor reafirma a projeção do encerramento de 165.000 vagas de trabalho este ano, contra a perda de 235.500 postos no ano passado. “Este ano vamos perder três estádios de futebol, destes construídos para a Copa, cheios de trabalhadores da indústria.”

De acordo com Francini ainda não é possível enxergar nitidamente uma tendência de recuperação do cenário. Ele lembra que o emprego é sempre a última variável a sofrer e a se recuperar dos efeitos de uma crise econômica. “Nós ficamos ansiosos por querer enxergar a luz no final do túnel. Por enquanto estamos vendo apenas redução da taxa de queda”, conclui.

Setores

Dos 22 setores que integram a pesquisa do Depecon, 73% (16) registraram queda do nível de emprego, com destaque para Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2.187 postos); Produtos Alimentícios (-1.981postos) e Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1.624 postos). Três setores ficaram estáveis e outros três apresentaram variação positiva no mês de agosto.

Regiões

Em agosto, das 36 regiões consideradas no levantamento, 28 apresentaram variação negativa no nível de emprego em agosto, 4 registraram aumento de vagas, e 4 ficaram estáveis.

Revisão do PIB

A Fiesp revisou a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2016. A nova estimativa é de retração menor (-3%) do que a divulgada em junho, de -3,2%. A projeção da entidade para o crescimento do país para 2017 continua sendo de alta, passando de 0,6% para 0,9%.

Paulo Francini afirma que o anúncio de queda de 0,6% do PIB do segundo trimestre de 2016, em relação ao primeiro trimestre, divulgado pelo IBGE, foi pior do que o mercado esperava. “Para 2017, quando projetamos cerca de 1% de crescimento podemos dizer que paramos de cair, mas a recuperação será vagarosa, até esta máquina enorme, que é o Brasil, ganhar força e impulso para apresentar taxas melhores”, conclui.

DOCUMENTO: http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/cenario-economico-para-2016/

USP. FIPE. ZAP IMÓVEIS. 15/09/2016. Valor do aluguel volta ao nível de 3 anos atrás, diz FipeZap. Pesquisa leva em conta apenas novos contratos de aluguel. Em 12 meses, queda real dos preços atinge 12,73%.
Do G1, em São Paulo

O preço médio dos aluguéis voltou ao nível de 3 anos atrás, segundo o índice FipeZap de Locação divulgado nesta quinta-feira (15). O levantamento aponta que o preço médio do metro quadrado de locação nas cidades pesquisadas em agosto foi de R$ 30,13 – valor registrado nominalmente pela última vez em abril de 2013.

De acordo com a pesquisa, os valores acumularam queda de 2,8% nos primeiros oito meses do ano. Já entre julho e agosto, o preço dos imóveis caiu 0,67%. Em 12 meses, o recuo é de 4,9%. Considerando a inflação do período, a queda real é de 12,73%.

Desde abril de 2013, a queda real no preço médio de locação é de 22,2%.

Preço dos alugueis (Foto: G1)

Locais pesquisados
Dos 11 locais que fazem parte do levantamento, todos tiveram queda no preço dos aluguéis entre julho e agosto, sendo que o maior recuo foi no Rio de Janeiro e em Campinas (SP), ambas com queda de 1,14%.

Já no acumulado do ano, o maior recuo foi registrado também no Rio de Janeiro, com queda de 5,04%, seguido pelo Distrito Federal, que teve diminuição de 4,18%.
Em 12 meses, as maiores reduções de preços foram verificadas no Rio de Janeiro, com queda de 8,33%, e em Salvador, com queda de 8%.

Ainda que o Rio de Janeiro tenha registrado as maiores quedas em todas as bases de comparação, a cidade continua tendo o metro quadrado mais caro para locação, com média de R$ 35,64. Já a cidade com o menor valor entre os locais pesquisados é Curitiba, com preço médio de R$ 16,64 por metro quadrado.

cidades aluguel (Foto: G1)

Contratos já vigentes
A pesquisa não leva em consideração os contratos de aluguel que já estão valendo. Nesses casos, os preços são geralmente ajustados de acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado) da FGV ou outros índices de correção.
O índice então leva em consideração apenas os preços anunciados para novos contratos de aluguéis.

BACEN. REUTERS. 15/09/2016. BC está vigilante em relação a inovações financeiras e fintechs, aponta relatório

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central informou que está vigilante em relação à introdução de inovações financeiras na medida em que possam afetar a solidez do sistema financeiro e apontou que está pronto para adotar medidas tempestivamente caso identifique a necessidade de intervenção regulatória.

Em seu Relatório de Estabilidade Financeira do primeiro semestre divulgado nesta quinta-feira, o BC reconheceu as transformações promovidas pelas empresas de tecnologia de serviços financeiros, as chamadas fintechs, e destacou que encoraja o desenvolvimento de novas tecnologias.

"Isso pode estimular a concorrência no mercado, o que impacta sua eficiência e possibilita a oferta de produtos a preços menores aos clientes, atingindo maior parcela da população", afirmou

Por outro lado, apontou que "novas formas de prestação de serviços implicam a necessidade de métodos atualizados de acompanhamento de seu emprego e de um marco regulatório tempestivamente aprimorado, de forma a garantir o regular funcionamento do Sistema Financeiro Nacional e das infraestruturas do mercado financeiro".

Após alertar em relatórios anteriores que os efeitos decorrentes do aumento do risco de crédito das empresas investigadas na Lava Jato seguiam como fatores de atenção contínua, o BC retirou a menção à operação no documento divulgado nesta quinta.

Segundo a autoridade monetária, o "ambiente adverso" da economia real continuou a se refletir de maneira pronunciada nos indicadores de crédito na primeira metade do ano, o que levou à manutenção da cautela na concessão de crédito e na baixa demanda por parte dos tomadores, resultando num baixo crescimento da carteira.

O cenário também contou com alta da inadimplência, incluindo "considerável aumento" da taxa de não pagamento das empresas, que encerrou o semestre em 3 por cento.

No relatório, o BC ponderou que a variação da inadimplência não reflete completamente o avanço do risco, já que "a renegociação e a reestruturação de dívidas mantiveram-se em alta no período, como forma de adequação dos fluxos financeiros esperados à capacidade de pagamento de empresas e famílias".

No caso das empresas, a inadimplência ao fim do primeiro semestre iria a 3,7 por cento se considerado o ajuste das reestruturações de dívidas.

Apesar do cenário, o BC apontou que a cobertura da inadimplência por provisões permanece adequada, tanto entre bancos públicos como entre bancos privados.

Segundo o BC, a liquidez do sistema bancário permaneceu estável no período. Após a realização de testes de estresse, o BC destacou que o sistema continuou mostrando capacidade de suportar choques de cenários macroeconômicos adversos, bem como de mudanças abruptas nas taxas de juros e de câmbio, de aumento na inadimplência ou de queda generalizada dos preços dos imóveis residenciais.

Ao fim do primeiro semestre, o índice médio de Basileia, que mede o requerimento mínimo de capital dos bancos, ficou em 16,5 por cento, ante 16,3 por cento em dezembro de 2015.

(Por Marcela Ayres)

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 15/09/2016. Dólar opera instável à espera de desdobramentos da Lava-Jato. Na véspera, moeda avançou 0,79%, terminando o dia cotada a R$ 3,343. No mês de setembro, dólar acumula valorização de 3,52%.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera instável em relação ao real nesta quinta-feira (15). Na véspera, fechou em alta, no patamar de R$ 3,34, influenciado pela continuidade das preocupações com os encontros do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e do banco central do Japão na próxima semana, bem como com as eleições presidenciais norte-americanas.
Às 11h40, a moeda norte-americana caía  0,14%, vendida a R$ 3,3382.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h12, queda de 0,16%, a R$ 3,3375
  • Às 10h19, queda de 0,07%, a R$ 3,3454
  • Às 10h50, alta de 0,57%, a R$ 3,3622

De acordo com a Reuters, o dia deve ser de volatilidade, com uma agenda recheada de indicadores nos Estados Unidos e com os investidores atentos ao pronunciamento do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, após ter sido denunciado no âmbito da Lava Jato.
Cenário externo
Seguem as preocupações com as eleições norte-americanas e com a possibilidade de o Fed subir juro na próxima semana. De acordo com a Reuters, os encontros do Fed e do banco central do Japão na próxima semana estão sendo aguardados com ansiedade pelo mercado.
A proximidade da reunião de política monetária do Fed se soma às dúvidas do mercado sobre a eficácia dos estímulos monetários de outros bancos centrais, sobretudo depois que o Banco Central Europeu (BCE) disse não ter discutido um aumento nesses estímulos em sua última reunião.
Para analistas, o banco central japonês avaliará no encontro tornar a taxa de juros negativa o ponto central de futuros afrouxamentos monetários, transformando os juros como sua principal meta de política monetária em lugar da base monetária.
Interferência do BC
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de até 5 mil contratos de swap cambial reverso, mantendo a redução na interferência no câmbio verificada na véspera.
Para alguns profissionais, o Banco Central apenas retirou volatilidade da moeda, diminuindo pressão de compra depois que o dólar subiu R$ 0,10 do dia 8 (R$ 3,2104 no fechamento) até o dia 14 (R$ 3,3168).
Para analistas, o BC está reconhecendo o risco de a moeda norte-americana entrar em trajetória de apreciação por causa do Fed e eleições, e já está se adequando à medida que o cenário para a moeda está se alterando.
Véspera
Na véspera, o dólar avançou 0,79%, terminando o dia a R$ 3,343 na venda, renovando maior cotação de fechamento desde 7 de julho (R$ 3,3659). No mês, a moeda subiu em quase todas as sessões até agora, marcando apenas duas quedas, e acumula valorização de 3,52% em setembro. No ano, entretanto, o dólar tem queda de 15,33%.

BACEN. PORTAL UOL. 15/09/2016. Dólar opera em queda; perto de R$ 3,32; Bolsa sobe mais de 1%

O dólar comercial passava a cair e a Bovespa operava em alta nesta quinta-feira (15). Por volta das 12h20, a moeda tinha queda de 0,57%, a R$ 3,324, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 1,13%, a 57.702,51 pontos. Investidores analisam dados econômicos dos Estados Unidos em meio a incertezas sobre os próximos passos do Federal Reserve, banco central do país, em relação à taxa de juros norte-americana. A produção industrial dos EUA caiu 0,4% em agosto na comparação com julho, pior que a projeção de queda de 0,3% da pesquisa da agência Reuters. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 15/09/2016. Dólar tenta ganhar fôlego ante real apesar de dados fracos dos EUA
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar esboçou uma realização de lucros mais cedo, mas o movimento não se sustentou e a moeda voltava a operar em território positivo ante o real, a despeito de indicadores norte-americanos terem esvaziado as apostas de aumento da taxa de juros pelo Federal Reserve na próxima semana.

"O mercado está muito volátil, digerindo muitas informações", comentou o diretor de operações corretora Mirae Asset, Pablo Spyer

Às 11:10, o dólar subia 0,25 por cento, a 3,3515 reais na venda. Na mínima da sessão, o dólar marcou 3,3125 reais e, na máxima, 3,3681 reais. O dólar futuro subia 0,19 por cento.

A moeda chegou a abrir em baixa mas passou a oscilar entre altas e baixas até se firmar um pouco mais em alta, em meio a movimentos técnicos e com investidores aproveitando os preços mais baixos para se posicionar, bem como encerrar posições vendidas para reduzir ou zerar perdas. A pressão no mercado futuro também influenciava a cotação à vista.

"Se o preço ficar acima de 3,36 reais, que é um ponto forte de resistência no futuro, a pressão compradora no dólar à vista aumenta", disse um operador de uma corretora paulista para justificar a pressão compradora no meio da manhã.

O comportamento da moeda acabou ignorando os dados da economia dos EUA, que, na média vieram piores. Após a divulgação dos números, diminuíram as probabilidades de aumento da taxa de juros implicadas nos Fed Funds. Segundo o, no próximo encontro as chances estão agora em 88,6 por cento para manutenção.

De acordo com Pablo Spyer, em novembro a chance de alta de juro nos EUA está em 25 por cento e, em dezembro, de 50,1 por cento.

A produção industrial dos EUA caiu 0,4 por cento em agosto ante julho, pior que a projeção de recuo de 0,3 por cento capturada por pesquisa Reuters.

As vendas no varejo nos EUA caíram mais do que o esperado no mês passado, 0,3 por cento, ante previsão de recuo de 0,1 por cento e após alta de 0,1 por cento em julho.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiram em 1 mil, para 260 mil em dados ajustados sazonalmente na semana encerrada em 10 de setembro, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados pela Reuters projetavam que os pedidos chegassem a 265 mil.

O desempenho do petróleo também está sendo acompanhado de perto pelos investidores, que aguardam ainda para esta quinta-feira pronunciamento do ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva após ter sido denunciado no âmbito da Lava Jato, na quarta-feira.

"A fala de Lula também pode adicionar volatilidade aos negócios", acrescentou Spyer.

O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 15/09/2016. Bovespa avança puxada por commodities e dados dos EUA. Na véspera, o Ibovespa subiu 0,42%, a 57.059 pontos. Na semana, a bolsa brasileira recua 1,62% e no mês perde 1,45%.
Do G1, em São Paulo

A Bovespa trabalhava no azul nesta quinta-feira (15), com as ações da Petrobras entre os principais suportes positivos e com agentes financeiros também analisando dados econômicos norte-americanos diante de dúvidas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos.
Às 11h30, o Ibovespa subia 0,61%, a 57.406 pontos.
Perto do mesmo horário, as ações ordinárias da Petrobras subiam 1,2% e as preferenciais avançavam 0,9%, mesmo com o petróleo mostrando alguma volatilidade nos preços. Agentes financeiros estão na expectativa da apresentação do plano estratégico da estatal na próxima semana.
Já as ações preferenciais da Vale recuavam 0,14% e as ordinárias perdiam 0,4%, perdendo o fôlego da abertura, conforme o avanço de commodities também enfraqueceu.
Nos EUA, as vendas no varejo caíram mais do que o esperado em agosto, assim como os pedidos de auxílio-desemprego cresceram abaixo do previsto e os preços ao produtor ficaram estáveis, contra expectativa de alta.
O mercado está na expectativa dos próximos passos do Federal Reserve, particularmente na reunião de política monetária na próxima semana.
"Apesar de fracos, os números foram inconclusivos para determinar a atitude do Fed na próxima semana, limitando uma reação mais positiva nos mercados", avaliou o gestor Eduardo Roche, da Canepa Asset Management.
Na véspera, o Ibovespa subiu 0,42%, a 57.059 pontos. Na semana, a bolsa brasileira recua 1,62% até o fechamento de quarta-feira. No mês de setembro, perde 1,45%. No acumulado de 2016, o índice avança 31,6%.

________________

LGCJ.: