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September 30, 2016


MF. 29/09/2016. Meirelles diz que expectativa da economia apresenta sinais de melhora. Em São Paulo, ministro aponta que diversos setores apresentam diminuição da queda da atividade e perspectiva de crescimento
Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta quinta-feira (29/09), em São Paulo, que a economia apresenta sinais de avanços com perspectiva de reversão da queda e recuperação da atividade. “Depois de passar vários anos caindo, a expectativa do consumidor, do comércio, da indústria, da agricultura e de serviços já melhorando. Isso começa a se refletir na retomada das atividades, com alguns setores já crescendo e outros diminuindo a queda e com perspectiva de crescimento”, disse o ministro após participar de Cerimônia de premiação do ranking Empresas Mais Estadão.

Meirelles destacou que o governo está atuando para controlar as despesas públicas de forma a disponibilizar mais recursos para investimento. “Estamos tomando providências para o governo deixar de ser um grande absorvedor de poupança da sociedade, controlando o crescimento das despesas públicas. E isso vai levar, em primeiro lugar, a uma maior disponibilidade de recursos para o financiamento, para o crédito e para o investimento”.

O ministro acrescentou que os impactos do controle dos gastos públicos recaem não só para o financiamento direto, mas também para o financiamento doméstico e externo e ao consumo, com reflexos na redução da taxa de juros estrutural da economia. “Em última análise vai gerar um aumento da renda, um aumento do emprego, e queda da inflação. E isso vai permitir que a taxa de juros estrutural da economia possa cair ao longo do tempo”. Na avaliação de Meirelles, o trabalho que vem sendo desenvolvido pelo governo visa a dar condições para o Brasil crescer de forma sustentada no longo prazo.

Diante dessas perspectivas, o ministro está otimista com a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento dos gastos à inflação do anterior. “A PEC está sendo muito bem recebida não só pela sociedade como pelos principais líderes partidários. A ideia é que possamos cada vez mais, trabalhando junto com o relator [do projeto] e os técnicos do Congresso e a equipe econômica, fazer com que o texto seja o melhor possível”, enfatizou.

Questionado por jornalistas se o governo estaria disposto a ceder nas discussões da PEC para garantir a sua aprovação no Congresso, Meirelles adiantou que a proposta é simples e objetiva “e nela não há muito o que ceder”.  Ele lembrou que a proposta, a qual o ministro passou a denominar PEC do Equilíbrio Fiscal, estabelece uma limitação do crescimento dos gastos públicos pelos próximos dez anos. Posteriormente, disse, vai continuar havendo uma limitação pelos dez anos seguintes. “Mas aí o critério [para esses dez anos seguintes] será proposto pelo presidente da República e aprovado pelo Congresso no décimo ano” , esclareceu.

Previdência

Henrique Meirelles também comentou sobre necessidade de o Brasil implementar a reforma da Previdência e defendeu ser “normal” que ela tome alguns meses de discussão envolvendo a sociedade. “A reforma da Previdência não é algo para ser aprovada a toque de caixa, por ações do Executivo”, ressaltou.

A reforma, continuou, “será proposta por emenda constitucional da maior importância que envolve a população brasileira e tem que ser discutida com a maior transparência, com a maior franqueza com a sociedade e com seriedade”.

O ministro reafirmou que o Estado tem que ser solvente para garantir a sustentabilidade da Previdência. “Em muitos países a Previdência quebrou. Nós temos que tomar uma providência para que não aconteça com o Brasil. Precisamos ter uma situação em que todos tenham segurança absoluta que no tempo adequado vão receber sua aposentadoria integralmente”.

Arrecadação

Sobre o resultado da arrecadação divulgada hoje pela Receita Federal, que registrou uma redução real (IPCA) de 10,12% em agosto desse ano em relação a agosto de 2015, Meirelles observou que a queda é reflexo da recessão pela qual o Brasil passa desde o final de 2014.

“É uma tendência histórica, já comprovada, de que, quando o PIB está aumentando a arrecadação cresce mais ainda. Quando o PIB está caindo, a arrecadação cai mais. E o que nós estamos vendo agora é exatamente o resultado dessa recessão fortíssima em que o Brasil entrou já no final de 2014 até hoje”.

Para o ministro, a recuperação econômica reverterá o quadro. “O Brasil está passando hoje pela maior recessão da história Na medida em que isso seja corrigido, a atividade se estabiliza e começa crescer e depois de algum tempo, aí sim, se espera o crescimento da arrecadação. Mas isso mostra a necessidade de se fazer esse ajuste que estamos propondo”, reforçou.

REUTERS. 30/09/2016. Indicadores do 3º tri mostram fragilidade e economia deve seguir em recessão, apontam analistas
Por Luiz Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de dados divulgados recentemente mostra que a economia brasileira ainda não deslanchou no terceiro trimestre e continua em recessão, revelando que os avanços nos índices de confiança não têm se refletido numa melhora concreta da atividade econômica.

A dificuldade de reação ficou evidente com a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que funciona como sinalizador do Produto Interno Bruto, que recuou 0,09 por cento em julho na comparação com junho. A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de um avanço de 0,25 por cento.

    "Os números mostram uma ou outra estabilização, mas o grosso dos indicadores ainda é de frustração", avaliou o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves.

Entre os indicadores antecedentes também há frustração. A produção de veículos subiu 4,7 por cento em julho ante o mês anterior, mas recuou 6,4 por cento em agosto na comparação com julho.

Já o fluxo de veículos nas estradas diminuiu 2,8 por cento em agosto em relação a julho.

A venda nos supermercados apurada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) teve crescimento real de 1,73 por cento em agosto ante o mesmo mês de 2015, mas recuou 2,65 por cento na comparação com julho.

    "Esses indicadores antecedentes não têm um desempenho consistente e reforçam a queda do PIB neste trimestre, embora deva ser menor do que no segundo (trimestre)", afirmou a economista e sócia da Tendências Consultoria Integrada, Alessandra Ribeiro.

Ela estima retração de 0,2 por cento na atividade econômica neste trimestre ante os três meses anteriores, quando a economia recuou 0,6 por cento. Para o ano, a Tendências prevê queda de 3,1 por cento do PIB.

    Desde que Michel Temer assumiu a Presidência interinamente em meados de maio, houve um avanço da confiança em todos os setores. A melhora do humor ocorreu porque, na visão de analistas, a equipe econômica de Temer tem mais condições de realizar o ajuste fiscal do que a gestão Dilma Rousseff teria, o que pode recolocar a economia brasileira numa trajetória de crescimento caso as medidas saiam do papel.

    Mesmo a indústria --setor que vinha esboçando um quadro de otimismo mais consistente depois de um forte período de retração-- não deverá sustentar uma recuperação neste trimestre. O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) estima que a produção industrial deve ter recuado 2,7 por cento em agosto. O IBGE divulga esse dado na terça-feira.

    "Os nossos números ainda não corroboram um cenário de estabilidade ou crescimento", diz Silvia Matos, economista e coordenadora técnica do Boletim Macro do Ibre/FGV. "A melhora dos indicadores de confiança já era para ter se refletido na economia", diz Silvia.

    Para o trimestre, o Ibre/FGV prevê uma retração do PIB de 0,3 por cento. No ano, a queda prevista é de 3,2 por cento.

    Na projeção do sócio-diretor da consultoria MacroSector, Fabio Silveira, a economia vai encolher 0,9 por cento no terceiro trimestre. Para ele, a restrição no crédito, que deve recuar 5,5 por cento em termos reais neste ano, dificulta qualquer expectativa de reação mais forte da economia brasileira tão cedo.

"Essa contração do crédito tem sido muito drástica. Sem crédito uma economia não avança e não consegue sustentação", diz Silveira.

    Atualmente, afirma ele, o crédito está mais fraco tanto pela menor disposição da população em se endividar como pela restrição dos bancos em liberar novos empréstimos. Para 2016, a MacroSector projeta uma retração de 3,9 por cento no PIB.

PRECIPITAÇÃO

A recuperação da economia brasileira também deve ser prejudicada pelos juros elevados --atualmente a taxa básica de juros Selic está em 14,25 por cento ao ano-- e pelo crescimento menor da economia mundial.

Nesta semana, a Organização Mundial do Comércio (OMC) reduziu a projeção para o crescimento do comércio internacional para 1,7 por cento. A estimativa anterior era de 2,8 por cento.

"Temos um horizonte que parece ser mais positivo, mas não acho que a volta da economia vai ocorrer tão cedo porque os juros e o comércio internacional não ajudam", avaliou Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos. Para ela, houve uma precipitação nas expectativas para a melhora da atividade econômica.

"O setor produtivo ainda está bastante machucado por causa da crise, e o mercado de trabalho não completou o seu ciclo. A quantidade de demissões diminuiu, mas os números ainda são bem fortes", afirma.

Zeina destaca que, mesmo que o BC inicie um processo de redução da Selic, os efeitos na economia só devem aparecer com mais força no ano que vem.

(Edição de Camila Moreira e Raquel Stenzel)

BACEN. 30/09/2016. Política Fiscal em agosto/2016.

I - Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou deficit primário de R$22,3 bilhões em agosto. O Governo Central e os governos regionais apresentaram deficits primários de R$22,1 bilhões e R$653 milhões, respectivamente, enquanto as empresas estatais registraram superavit primário de R$529 milhões.

No ano, o deficit primário acumulado foi de R$58,9 bilhões, ante deficit de R$1,1 bilhão no mesmo período de 2015. No acumulado em doze meses, registrou-se deficit primário de R$169 bilhões (2,77% do PIB), elevando-se 0,23 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

Os juros nominais apropriados por competência alcançaram R$40,7 bilhões em agosto, praticamente no mesmo patamar observado em julho. Observou-se, por um lado, ganho de R$4,3 bilhões nas operações de swap cambial no mês (comparativamente a perda de R$1,8 bilhão em julho) e, em sentido contrário, elevação no volume de juros apropriados em decorrência de um maior número de dias úteis em agosto. No acumulado no ano, os juros nominais totalizaram R$254,6 bilhões, ante R$338,3 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais atingiram R$418 bilhões (6,86% do PIB), reduzindo-se 0,19 p.p. do PIB em relação ao observado em julho.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$62,9 bilhões em agosto. No ano, o deficit nominal totalizou R$313,4 bilhões, comparativamente a deficit de R$339,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. Já no acumulado em doze meses, o deficit nominal alcançou R$587 bilhões (9,64% do PIB), elevando-se 0,04 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em junho.

O deficit nominal do mês foi financiado mediante expansões de R$50,6 bilhões na dívida mobiliária e de R$17,2 bilhões na dívida bancária líquida, compensadas, parcialmente, pela redução de R$4,8 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, e de R$138 milhões no financiamento externo líquido.

II - Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.830,2 bilhões (46,5% do PIB) em agosto, registrando queda de R$2 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$34,1 bilhões e incorporação de juros de R$32,1 bilhões.

Destacaram-se os resgates líquidos de R$83,2 bilhões em NTN-B e as emissões líquidas de R$31,2 bilhões em LTN, de R$13,4 bilhões em LFT e de R$4,8 em NTN-F.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a julho: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 19,7% para 20%; a dos títulos prefixados elevou-se de 26,6% para 27,5%, pelas emissões líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços caiu de 26,1% para 24%, pelos resgates líquidos de NTN-B. A participação das operações compromissadas elevou-se de 26,9% para 27,9%, apresentando vendas líquidas de R$39,7 bilhões.

Em agosto, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$124,9 bilhões, 4,4% do total, com vencimento em 2016; R$388,4 bilhões, 13,7% do total, com vencimento em 2017; e R$2.316,9 bilhões, 81,9% do total, vencendo a partir de janeiro de 2018.

No final de agosto a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$128,2 bilhões. O resultado dessas operações no mês (diferença entre a rentabilidade dos Depósitos Interfinanceiros e a variação cambial mais cupom) foi favorável ao Banco Central em R$4,3 bilhões.

III - Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público alcançou R$2.638,3 bilhões (43,3% do PIB) em agosto, elevando-se 0,8 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, houve elevação de 7,1 p.p. na relação DLSP/PIB, decorrente do impacto da incorporação de juros (+4,2 p.p.), da valorização cambial de 17% no período (+3,4 p.p.), do deficit primário (1 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (-1,1 p.p.), e do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (-0,3 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.272,8 bilhões em agosto (70,1% do PIB), elevando-se 0,5 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

BACEN. REUTERS. 30/09/2016. BC vê dívida bruta fechando 2016 a 73,0% do PIB

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central projetou nesta sexta-feira que a dívida bruta brasileira encerrará o ano em 73,0 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), percentual que considera o déficit primário de 2,6 por cento do PIB para o setor público consolidado em 2016, previsto em lei orçamentária.

No ano passado, a dívida bruta encerrou o ano em 66,5 por cento do PIB. O cálculo do BC para a dívida líquida é de que termine 2016 em 46,2 por cento do PIB, contra 36,2 por cento em dezembro do ano passado.

(Por Marcela Ayres)

IBGE. 30/09/2016. PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 11,8% no trimestre encerrado em agosto de 2016

Indicador / PeríodoJun - Jul - Ago de 2016Mar - Abr - Mai de 2016Jun - Jul - Ago de 2015
Taxa de desocupação
11,8%
11,2%
8,7%
Rendimento real habitual
R$ 2.011
R$$ 2.015
R$ 2.047
Valor do rendimento em relação a:
-0,2% (estável)
-1,7% (estável)
A taxa de desocupação foi estimada em 11,8% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2016. Isso representa um crescimento de 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao período entre março e maio deste ano (11,2%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, junho a agosto de 2015, quando a taxa foi estimada em 8,7%, o quadro também foi de elevação (3,0 p.p.).
A população desocupada (12,0 milhões) cresceu 5,1% em relação ao trimestre de março a maio de 2016 (11,4 milhões), um aumento de 583 mil pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado, esta estimativa subiu 36,6%, significando um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
Já a população ocupada (90,1 milhões) caiu 0,8% frente ao trimestre de março a maio de 2016, um decréscimo de 712 mil pessoas. Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 92,1 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 2,2%, significando redução de aproximadamente 2,0 milhões de pessoas no contingente de ocupados.
O número de empregados com carteira assinada (34,2 milhões) não apresentou variação estatisticamente significativa em comparação com trimestre de março a maio de 2016. Frente ao trimestre de junho a agosto de 2015, houve queda de 3,8%, o que representou a perda de cerca de 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.011) registrou estabilidade frente ao trimestre de março a maio de 2016 (R$ 2.015) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.047).
A massa de rendimento real habitualmente recebida em todos os trabalhos (R$ 177,0 bilhões de reais) não apresentou variação significativa em relação ao trimestre de março a maio de 2016, mas recuou 3,0% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os indicadores da Pnad Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em agosto de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em junho/2016, julho/2016 e agosto/2016. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em julho e agosto, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis.

Quadro 1 - Taxa de desocupação - Brasil - 2012/2016
Trimestre móvel20122013201420152016
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
No trimestre de junho a agosto de 2016, havia aproximadamente de 12,0 milhões de pessoas desocupadas no Brasil, um aumento de 5,1% (583 mil pessoas) frente ao trimestre de março a maio de 2016, quando a desocupação foi estimada em 11,4 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano passado esta estimativa subiu 36,6%, significando um acréscimo de 3,2 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
Gráfico 2 - Pessoas de 14 anos ou mais de idade, desocupadas na semana de referência
Brasil - 2012/2016 (em mil pessoas)
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimentos, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
O contingente de ocupados foi estimado em aproximadamente 90,1 milhões no trimestre de junho a agosto de 2016. Essa estimativa ficou menor quando comparada com o trimestre de março a maio de 2016 (um decréscimo de 712 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre do ano passado, quando o total de ocupados era de 92,1 milhões de pessoas, houve declínio de 2,2%, uma redução de aproximadamente 2,0 milhões de pessoas.
O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada, estimado em 34,2 milhões de pessoas, não apresentou variação estatisticamente significativa em comparação com trimestre de março a maio de 2016. Contudo, frente ao trimestre de junho a agosto de 2015 registrou queda de 3,8%, o que representou a perda de cerca de 1,4 milhão de pessoas com carteira assinada.
A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,2 milhões de pessoas) ficou estável em relação ao trimestre de março a maio de 2016 e, frente ao mesmo período do ano anterior, também se manteve estável.
O contingente de trabalhadores domésticos (6,1 milhões de pessoas) diminuiu 2,5% em relação ao trimestre de março a maio de 2016 (um decréscimo de 158 mil pessoas). Frente ao mesmo período do ano anterior, junho a agosto de 2015, manteve-se estável.
Os empregados no setor público, estimados em 11,4 milhões de pessoas, cresceram 1,6%, mais 178 mil pessoas em relação ao trimestre de março a maio de 2016. Frente ao mesmo período do ano anterior, não registrou variação estatisticamente significativa.
O contingente de empregadores (3,9 milhões de pessoas) aumentou 4,8%, mais 179 mil pessoas em relação ao trimestre de março a maio de 2016. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o contingente de empregadores manteve-se estatisticamente estável.
A categoria dos trabalhadores por conta própria, estimada em 22,2 milhões de pessoas, caiu 3,2% em relação ao trimestre de março a maio de 2016 (menos 739 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2015 constatou-se estabilidade.
Na análise do contingente de ocupados por grupamentos de atividade, em relação ao trimestre de março a maio de 2016, ocorreu retração de 1,9% na indústria geral (-229 mil pessoas), de 3,3% na construção (-249 mil pessoas), e de 2,8% nos Serviços Domésticos (-177 mil pessoas). Verificou-se aumento de 1,9% no grupamento de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (acréscimo de 294 mil pessoas). Nos demais, não se observou variação estatisticamente significativa.
Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2015, houve redução de 2,8% na agricultura, pecuária, produção florestal e pesca (-272 mil pessoas), de 11,0% na indústria geral (-1,4 milhão de pessoas) e de 9,4% na informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (-996 mil pessoas). Verificou-se aumento de 4,4% em transporte, armazenagem e correio (188 mil pessoas), de 5,3% em alojamento e alimentação (232 mil pessoas) e de 3,5% em administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (538 mil pessoas). Os demais grupamentos não se alteraram.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.011.
Quadro 3 - Rendimento real habitual recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas - Brasil - 2012/2016
Trimestre móvel
2012
2013
2014
2015
2016
nov-dez-jan
-
1.986
2.042
2.086
2.022
dez-jan-fev
-
1.997
2.064
2.086
2.004
jan-fev-mar
1.966
2.009
2.086
2.086
2.019
fev-mar-abr
1.980
2.015
2.084
2.076
2.007
mar-abr-mai
1.968
2.025
2.078
2.070
2.015
abr-mai-jun
1.969
2.042
2.047
2.076
1.989
mai-jun-jul
1.985
2.055
2.018
2.058
1.996
jun-jul-ago
1.989
2.063
2.028
2.047
2.011
jul-ago-set
1.987
2.062
2.051
2.050
10°
ago-set-out
1.983
2.068
2.065
2.042
11°
set-out-nov
1.980
2.061
2.058
2.025
12°
out-nov-dez
1.979
2.048
2.069
2.014
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
Em relação ao trimestre de março a maio de 2016, houve queda do rendimento médio para os empregadores (-5,0%). Nas demais posições na ocupação não houve variação estatisticamente significativa. Na comparação com o trimestre de junho a agosto de 2015, os ocupados como empregador (-10,0%) tiveram queda no rendimento médio real habitual. Os empregados no setor privado sem carteira assinada e os empregados no setor público apresentaram acréscimos em seus rendimentos (5,0% e 3,6%, respectivamente). As demais categorias apresentaram-se estáveis nos seus rendimentos médios.
Na comparação com o trimestre de março a maio de 2016, os rendimentos médios de todos os grupamentos de atividade permaneceram estáveis. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, o único grupamento que apresentou queda em seu rendimento médio foram os outros serviços (-5,7%). Os demais não registraram variação significativa.
A massa de rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 177,0 bilhões de reais, não apresentando variação significativa em relação ao trimestre de março a maio de 2016, e recuo de 3,0% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3269

FENSERHTT. PORTAL G1. 30/09/2016. Natal deve gerar 101 mil vagas temporárias no país, diz pesquisa. Em 2015, período registrou 105 mil oportunidades de emprego. Possibilidade de efetivação em 2016 é de 5 mil trabalhadores.
Do G1, em São Paulo

O Natal deve gerar 101 mil vagas de trabalho temporárias no país, uma queda de 3% no número da contratações em comparação ao ano passado, quando foram registradas 105 mil vagas, segundo levantamento da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirização (Fenserhtt) e do Sindicato das Empresas de Trabalho Temporário e de Terceirização no Estado de São Paulo (Sindeprestem), feito pelo Centro Nacional de Modernização Empresarial.
Historicamente, o Natal sempre foi considerado o melhor período para o comércio varejista, mas a partir de 204 o cenário mudou e teve início a queda no volume de vendas e no valor dos presentes.
Segundo a pesquisa, a indústria deve absorver 56,6 mil trabalhadores (56%), serviços 10,1 mil (10%) e o comércio deve ficar com 34,3 mil (34%), sendo 50% somente no estado de São Paulo. Temporários contratados em situação de primeiro emprego podem chegar a 20,2 mil e outros 5.050 terão chances de efetivação após o término do contrato.
"Novembro deverá concentrar a maior incidência de contratações, principalmente nos segmentos de eletrônicos, vestuário e acessórios. E mesmo com a oscilação negativa de contratações, os salários podem apresentar uma variação positiva de 9,5% para o comércio e de 7,5% para a indústria", afirma Vander Morales, presidente da Fenaserhtt e do Sindeprestem.

Vagas temporárias - ano a ano (Foto: Arte/G1)

Perfil das vagas
Segundo a pesquisa, candidatos entre 22 e 35 anos estão entre os mais requisitados. Também há preferência para profissionais com ensino médio completo (65%). Trabalhadores em primeiro emprego podem chegar a 20% do total de contratações, somando 20,2 mil temporários.
O período dos contratos temporários deve oscilar entre 61 e 90 dias. A remuneração deve ficar entre R$ 1.100,00 e R$ 1.452,00. Os principais benefícios oferecidos são vale-refeição, vale-alimentação e seguro de vida.
Indústria
Segundo a pesquisa, a indústria deve requisitar mais temporários (75%) para área operacional. Os principais requisitos para contratação serão experiência anterior para 58% dos entrevistados e dinamismo para 25%.
Comércio
O principal cargo ocupado por temporários no comércio será o de vendedor, de acordo com 71% dos entrevistados, seguido por promotor de vendas, auxiliar, repositor e fiscal de loja. Os requisitos mais citados foram facilidade em lidar com o público (38%) e experiência anterior (36%).

MF. STN. 29/09/2016. Governo central apresenta déficit primário de R$ 20,3 bilhões em agosto. Números da Previdência ressaltam importância de ajuste estrutural, diz secretária do Tesouro
Gustavo Raniere/GMF

O governo central apresentou déficit primário de R$ 20,345 bilhões em agosto deste ano, o que representa um aumento de 302% em comparação com o saldo negativo de R$ 5,060 bilhões de agosto do ano passado. Em termos reais, corrigidos pelo IPCA, o déficit nas contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social cresceu 268,9% em relação ao mesmo período de 2015.

No acumulado de janeiro a agosto, as contas do governo central ficaram deficitárias em R$ 71,418 bilhões. Em igual intervalo do ano passado, o saldo negativo acumulado nesse período de oito meses havia sido de R$ 13,964 bilhões. Em 12 meses até agosto deste ano, o déficit é de R$ 178,9 bilhões, valor que inclui o pagamento, em dezembro de 2015, de R$ 55,6 bilhões em passivos atrasados.

A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, chamou atenção para o impacto dos resultados da Previdência Social sobre as contas do governo central. No acumulado de janeiro a agosto, o déficit do RGPS foi de R$ 89,0 bilhões, o que representa 1,7% do PIB. Em igual período do ano passado, esse saldo negativo havia sido de R$ 49,7 bilhões, e a previsão para o encerramento deste ano é de um déficit de R$ 148,8 bilhões.

“Houve uma deterioração muito rápida do déficit da Previdência. Primeiro, associado a algum efeito cíclico, mas especialmente associado à prevalência de regras que não são revisadas há muito tempo e que não fazem frente ao envelhecimento populacional muito rápido que nós tivemos no Brasil”, disse a secretária. “Esse é um problema muito importante para o equacionamento das contas públicas”, acrescentou ela.

Despesas e revisões

A secretária destacou a importância de se empreender um ajuste fiscal sustentável que envolva mudanças estruturais, para além de eventuais contenções de gastos no curto prazo. Isso porque as despesas obrigatórias, das quais os gastos com a Previdência são uma parcela importante, vêm crescendo continuamente, enquanto as despesas discricionárias apresentam tendência de estabilidade após entrarem em declínio a partir do fim de 2014.

“O ajuste das discricionárias se aproxima de um esgotamento.”, disse Vescovi. “Mesmo que fizéssemos todo o ajuste possível dentro das despesas discricionárias, isso não resolveria o problema de longo prazo das contas públicas, tendo em vista a trajetória de crescimento das despesas previdenciárias.”

Ainda assim, do lado das despesas discricionárias, Vescovi apontou que o governo vem realizado uma reavaliação de gastos e uma correção de desvios e fraudes observados em alguns programas que resultarão numa economia de R$ 10 bilhões no ano que vem.  São auditorias e revisões, por exemplo, no auxílio-doença e no seguro-defeso, além de cruzamentos de dados para o benefício de prestação continuada do bolsa-família.

Previsões

O Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas referente ao quarto bimestre projeta um déficit de R$ 97,896 bilhões para o período de setembro a dezembro deste ano, o que totalizaria, no ano, um saldo negativo nas contas do governo central de R$ 169,314 bilhões.

Fatores como arrecadação de imposto de renda ajudam a explicar o desempenho melhor da receita no início do ano, ao passo que gastos com a folha de pessoal, entre outros, justificam o crescimento mais rápido das despesas nos meses finais, apontou a secretária. Isso justifica o resultado fortemente negativo previsto para os últimos quatro meses de 2016. Somente para o RGPS, a estimativa de déficit de setembro a dezembro é de mais de R$ 61 bilhões.

Repatriação e Estados

O governo já incorporou às previsões de 2016 as declarações entregues à Receita Federal relacionadas à lei de repatriação, e que totalizam até o momento R$ 6,2 bilhões. “Nunca inserimos na programação financeira qualquer estimativa de repatriação, por precaução”, disse Vescovi. “O que incluímos no relatório bimestral é o que já está declarado”, acrescentou ela.

O período de regularização dos ativos encerra-se em 31 de outubro, e o governo também não estima qual o valor obterá no total. Os recursos obtidos com essa iniciativa, explicou a secretária, poderão fazer frente a riscos fiscais ou melhorar o resultado consolidado do setor público como um todo. Parte desse dinheiro também poderá ser transferida a Estados e municípios, por meio dos fundos de participação, o que automaticamente atenderia Estados do Norte, Nordeste e Centro Oeste em seu pleito por mais ajuda financeira.

Ainda sobre Estados e suas demandas sobre operações de crédito, Vescovi afirmou que o Tesouro começou a estruturar uma política de garantias que vem sendo revisada e aperfeiçoada. No início do ano, foi divulgado um limite de garantias de R$ 20 bilhões, dos quais R$ 3 bilhões podem ser alocados para operações de crédito não garantidas.

“Nós estamos avaliando as demandas dos Estados com uma enorme preocupação de atendê-los conforme as normas e sua capacidade de pagamento”, disse a secretária. “É importante que se diga que esse cuidado está sendo tomado dentro do Tesouro na avaliação das condições fiscais dos Estados e dos municípios na hora de tomar essas operações de crédito.”

Ela acrescentou que os governadores têm trabalhado na constituição de uma agenda de reformas estruturais e lembrou que a limitação dos gastos por dois anos já faz parte do acordo de repactuação das dívidas estaduais. “Nós temos um diálogo bastante aberto com os Estados para formular uma PEC específica sobre esse tema para eles, haja vista que há muitas peculiaridades nas contas desses entes. O governo federal está à disposição desse diálogo”, disse Vescovi.

Valorização do Tesouro Nacional

Vescovi também mencionou na entrevista a assembleia realizada no Tesouro na tarde desta quinta-feira, na qual ficou decidido o encerramento do movimento reivindicatório dos servidores da instituição. Não haverá aumento de remuneração.

“Houve um debate muito frutífero em torno de medidas que podem significar um amadurecimento, um fortalecimento, uma modernização da carreira. O Tesouro é uma instituição muito importante para o país poder voltar a crescer. O Tesouro precisa de fato ter uma regra institucional que o proteja bastante para que a gente possa tê-lo como o grande guardião do equilíbrio fiscal”, afirmou Vescovi.

MF. STN. PORTAL G1. 30/09/2016. Contas públicas têm rombo recorde, e dívida bate em 70% do PIB em agosto. Resultado negativo foi de R$ 22,67 bilhões em agosto, sem contar juros. Na parcial de 2016, foi registrado rombo fiscal inédito de R$ 58,85 bilhões.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

As contas do setor público consolidado, que incluem o governo federal, os estados, os municípios e as empresas estatais, tiveram um rombo recorde para meses de agosto e para o acumulado dos oito primeiros meses deste ano, informou nesta sexta-feira (30) o Banco Central.
Só no mês passado foi registrado um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os gastos com pagamento de juros da dívida pública) de R$ 22,26 bilhões. Até então, o pior resultado para agosto havia ocorrido em 2014, com um rombo fiscal de R$ 14,46 bilhões.

Setor Público Consolidado
Em R$ bilhões
7,149,7865,4855,1934,5612,996-0,431-14,46-7,309-22,26720102015-20-10010-3020
Fonte: Banco Central

Já no acumulado dos oito primeiros meses, o déficit fiscal das contas públicas, ainda no conceito que não contabiliza os juros da dívida pública, atingiu expressivos R$ 58,85 bilhões. No ano passado, o pior resultado até então, houve um déficit primário de R$ 1,1 bilhão.
Os resultados são os piores da série histórica do Banco Central, que tem início em dezembro de 2001.
Recessão
O fraco desempenho das contas públicas acontece em meio à forte recessão da economia brasileira, que tem reduzido as receitas da União com impostos. Entretanto, apesar da menor arrecadação, os números do Tesouro Nacional mostram que as despesas públicas, impulsionadas pelos gastos obrigatórios, continuam crescendo em 2016.
Com a piora das contas públicas, o Brasil não conseguiu economizar recursos para as despesas com juros e para contribuir para uma alta menor da dívida. Com isso, em agosto, a dívida bruta do setor público atingiu o patamar inédito de 70% do PIB (veja mais abaixo nessa reportagem).
A expectativa dos economistas é de que a dívida bruta continue subindo nos próximos meses e anos e se distanciando da média dos países emergentes, que, segundo o Ministério da Fazenda, está ao redor de 45% do PIB. Esse movimento contribui para piorar a percepção de investidores sobre a economia brasileira.
Com as projeções do mercado para inflação, dólar e juros, e do Banco Central para retração do PIB, o chefe do Departamento Econômico da autoridade monetária, Tulio Maciel, informou que a estimativa é de que a dívida bruta avance para 73% do PIB no fechamento de 2016.

Dívida Bruta comparada ao PIB
Em %
56,75659,251,851,353,851,757,266,570,1%DEZ/07DEZ/08DEZ/09DEZ/10DEZ/11DEZ/12DEZ/13DEZ/14DEZ/15AGO/16505560657075
Fonte: Banco Central

A situação das contas públicas seria pior ainda se não fossem os estados que, de janeiro a agosto, arrecadaram mais do que gastaram. De acordo com o Banco Central, o superávit dos estados, somado, foi de R$ 10,31 bilhões no período. O governo federal e as estatais, entretanto, registraram déficit de R$ 67,97 bilhões e R$ 1,19 bilhão, respectivamente.
Em doze meses até agosto deste ano, informou o Banco Central, as contas do setor público consolidado apresentaram um déficit primário de R$ 169 bilhões - o equivalente a 2,77% do Produto Interno Bruto (PIB). Em doze meses até julho, o rombo havia somado R$ 154 bilhões – o equivalente a 2,54% do Produto Interno Bruto (PIB).
Juros e déficit nominal
Quando se incorporam os juros da dívida pública na conta, no conceito conhecido no mercado como resultado "nominal", que é utilizado para comparação internacional, houve déficit nas contas do setor público consolidado de R$ 62,94 bilhões no mês passado e de R$ 313 bilhões nos oito primeiros meses do ano, o equivalente a 7,69% do PIB.
Em doze meses até agosto deste ano, o resultado negativo somou R$ 587 bilhões, o equivalente 9,64% do PIB. Esse número é acompanhado com atenção pelas agências de classificação de risco para a definição da nota de crédito dos países, indicador levado em consideração por investidores. Nesta comparação, o patamar do déficit brasileiro é bem mais alto do que outros países emergentes.
O resultado nominal das contas do setor público sofre impacto do processo de aumento dos juros (taxa Selic) pelo Banco Central, para conter a inflação. Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, o maior patamar em 10 anos.

Por outro lado, o BC tem registrado lucro com os contratos de swaps cambiais – cujos ganhos, que são abatidos dos juros da dívida pública, somaram R$ 72 bilhões nos oito primeiros meses deste ano. O BC ganha com as intervenções no câmbio quando o dólar cai, e vice versa.
O pagamento de juros nominais somou R$ 254 bilhões de janeiro a agosto deste ano e R$ 418 bilhões em doze meses até agosto (6,86% do PIB).
Meta fiscal
Por conta do fraco resultado das contas públicas neste ano, a equipe econômica enviou ao Congresso e conseguiu aprovar a alteração da meta fiscal para um rombo de até R$ 170,5 bilhões em 2016 - o pior resultado da história, se confirmado.
Para todo o setor público, a meta foi fixada em um déficit de até R$ 163,94 bilhões. Esse número considera um superávit, ou seja, resultado positivo, de R$ 6,55 bilhões dos estados e municípios. Se confirmado este valor, também será o pior resultado da série histórica, que começa em dezembro de 2001.
Em 2016, o Brasil registrará o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 32,5 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 111 bilhões.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e aumento das pressões inflacionárias.
Por conta do fraco desempenho da economia e da piora do endividamento, o Brasil já perdeu o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país -, retirado pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).
O governo enviou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional instituindo um teto para os gastos públicos. A medida, se aprovada, vai limitar o crescimento dos gastos, em um ano, ao índice de inflação do ano anterior - com vigência pelos próximos 20 anos. O objetivo da medida, segundo o governo, é reequilibrar as contas públicas.
Críticos, porém, apontam que o teto coloca em risco a continuidade de ações sociais do governo, principalmente nas áreas de saúde e educação, cujos repasses nos últimos anos vinham crescendo bem acima da inflação.
Além do teto, o governo informou que pretente encaminhar ao Legislativo uma proposta de reforma da Previdência Social - cujo rombo vem aumentando sistematicamente nos últimos anos, pressionando as despesas obrigatórias. A ideia é instituir uma idade mínima de aposentadoria.
Dívidas líquida e bruta
Segundo números do Banco Central, a dívida líquida do setor público (governo, estados, municípios e empresas estatais) subiu de R$ 2,57 trilhões em julho, ou 42,5% do PIB, para R$ 2,63 trilhões em agosto deste ano – o equivalente a 43,3% do PIB.
A dívida líquida considera os ativos do país como, por exemplo, as reservas internacionais – atualmente ao redor de US$ 370 bilhões.
No caso da dívida bruta do setor público, uma das principais formas de comparação internacional (que não considera os ativos dos países, como as reservas cambiais), o endividamento brasileiro também cresceu. Esse conceito também é acompanhado mais atentamente pelas agências de classificação de risco.
Em dezembro de 2015, a dívida estava em 66,5% do PIB (R$ 3,92 trilhões). Em julho, já havia avançado para R$ 4,21 trilhões, ou 69,6% do PIB e, em agosto, avançou para o patamar inédito de R$ 4,27 trilhões - ou 70,1% do Produto Interno Bruto.
Se for considerado o conceito usado pelo Fundo Monetário Interancional (FMI) - que leva em conta os títulos livres na carteira do BC – a dívida bruta estaria em 73,1% do PIB em agosto deste ano.

MF. STN. REUTERS. 30/09/2016. Setor público consolidado tem déficit primário de R$22,267 bi em agosto, pior para mês na série

BRASÍLIA (Reuters) - O setor público brasileiro teve déficit de 22,267 bilhões de reais em agosto, dado mais fraco para o mês na série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001, num retrato da contínua deterioração das contas públicas num ambiente de queda das receitas e despesas sob forte pressão.

A performance de agosto também frustrou expectativas de analistas de um déficit mais baixo, de 18,5 bilhões de reais, segundo pesquisa Reuters.

No mês, o resultado primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) ficou negativo em 22,143 bilhões de reais, enquanto Estados e municípios tiveram déficit de 653 milhões de reais. Já as empresas estatais registraram um superávit de 529 milhões de reais.

De janeiro a agosto, o déficit do setor público consolidado somou 58,859 bilhões de reais, bem acima do resultado negativo em 1,105 bilhão de reais de igual período do ano passado.

Em 12 meses, o rombo foi a 2,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), somando 169,003 bilhões de reais e já superando o alvo fiscal estabelecido para o ano. Isso ocorreu porque a cifra incorpora os dados dos últimos meses de 2015, quando houve impacto expressivo do pagamento das chamadas pedaladas fiscais em dezembro.

Em 2016, a meta é de um déficit de 163,9 bilhões de reais para o setor público consolidado, correspondente a 2,6 por cento do PIB. Se confirmado, este será o pior resultado das contas públicas da história, e o terceiro consecutivo no vermelho.

Como consequência dos dados negativos, o endividamento público segue em trajetória de alta. Em agosto, a dívida líquida passou a 43,3 por cento do PIB, contra estimativa de 43,2 por cento em pesquisa da Reuters e um resultado de 42,5 por cento em julho.

Por sua vez, a dívida bruta cresceu a 70,1 por cento do PIB, ante 69,6 por cento no mês anterior.

Nesta sexta-feira, o BC revisou suas estimativas para 2016, passando a prever que a dívida líquida encerrará o ano em 46,2 por cento do PIB, num salto ante o patamar de 36,2 por cento de dezembro do ano passado.

Para a dívida bruta, o BC projeta que responderá por 73,0 por cento do PIB em 2016, ante 66,5 por cento no fim de 2015.

(Por Marcela Ayres)

MF. STN. REUTERS. 30/09/2016. Setor público consolidado tem déficit primário de R$22,267 bi em agosto

BRASÍLIA (Reuters) - O setor público consolidado brasileiro teve déficit primário de 22,267 bilhões de reais em agosto, pior resultado para o mês da série histórica iniciada pelo Banco Central em dezembro de 2001, com o saldo negativo em 12 meses passando a 2,77 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), divulgou o BC nesta sexta-feira.

No mês, a dívida pública bruta foi a 70,1 por cento do PIB, enquanto a dívida líquida ficou em 43,3 por cento do PIB. Em pesquisa Reuters, analistas previram um déficit primário de 18,5 bilhões de reais para agosto, com a relação dívida líquida/PIB passando a 43,2 por cento.

(Por Marcela Ayres)

FGV. IBRE. 30/09/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem do Comércio. Confiança do Comércio apresenta desaceleração

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,7 ponto em setembro de 2016, depois de quatro altas consecutivas, ao passar de 82,1 para 80,4 pontos. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice mantém a tendência de alta, ao avançar 2,2 pontos, para 79,1, o maior valor desde fevereiro de 2015 (83,6).

A queda do ICOM atingiu 7 dos 13 segmentos pesquisados e ocorreu tanto no Índice da Situação Atual (-3,0 pontos), quanto no Índice de Expectativas (-0,4 pontos).

“A queda pontual da confiança do Comércio em setembro caracteriza-se como um movimento de acomodação após forte alta no mês anterior. Considerando-se o resultado fechado do terceiro trimestre, houve expressiva redução do pessimismo com os meses seguintes e diminuição (mais discreta) da insatisfação com a situação presente, quando comparado ao trimestre anterior. O quadro traçado pelo setor é de atenuação das taxas negativas de crescimento das vendas no trimestre, associado a um cenário de retomada gradual do crescimento ao longo dos próximos três a seis meses”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.
Com a queda de 3,0 pontos, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou a 69,0 pontos, valor ainda extremamente baixo em termos históricos. Entre os dois indicadores que o compõem, a maior contribuição para a baixa no mês veio do quesito que mede o volume da Demanda Atual, que caiu 4,2 pontos em relação ao mês anterior, chegando a 66,0 pontos (nível semelhante ao de janeiro passado).

O Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 0,4 ponto após cinco altas consecutivas, período em que acumulou alta de 19,7 pontos. Apesar da queda, o índice de 92,6 pontos é ainda o mais alto entre os quatro grandes setores pesquisados pela FGV/IBRE. A queda foi totalmente influenciada pela piora do indicador que mede o grau de otimismo com as Vendas nos três meses seguintes, que recuou 1,0 ponto, para 92,1 pontos.

A edição de setembro de 2016 coletou informações de 1.203 empresas entre os dias 01 e 27 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201577AA7305C44EE

FGV. IBRE. 30/09/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem de Serviços. Confiança de Serviços avança em setembro

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,8 ponto entre agosto e setembro, alcançando 80,6 pontos. Após a sétima alta consecutiva, o índice atinge a maior marca desde fevereiro do ano passado (81,3 pontos).

“O resultado de setembro reproduziu o padrão esboçado nos meses anteriores: uma diminuição contínua e persistente do pessimismo em relação aos meses seguintes, associada à relativa estabilidade das avaliações sobre a situação corrente. Este quadro, que combina expectativas empresariais em ascensão e uma evolução mais gradual da satisfação em relação ao momento presente, aponta para a atenuação das taxas negativas de crescimento, abrindo a possibilidade para uma retomada do crescimento do nível de atividade do setor nos próximos trimestres” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Em setembro, 8 das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. A evolução do índice geral foi novamente determinada por avanço nas expectativas para os próximos meses, enquanto a percepção sobre o momento atual apresentou ligeira queda. O Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,1 ponto, para 70,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,9 pontos, alcançando 91,0 pontos. Com este resultado, apoiado em nova elevação das expectativas e numa virtual estabilidade na percepção sobre a situação atual, a diferença entre os dois índices alcança novo recorde, de 20,2 pontos.

A variação negativa de 0,6 ponto do indicador de percepção da Demanda Atual alcançando os 70,8 pontos, foi a maior contribuição para a variação do ISA-S no mês. Entre os indicadores integrantes do Índice de expectativas (IE-S), o destaque é o indicador de demanda prevista, que avançou 5,3 pontos, alcançando 92,4 pontos, o maior patamar desde julho de 2014 de 94,6 pontos. O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor ficou estável em setembro, em 82,6% e no terceiro trimestre houve avanço de 0,3 ponto em relação ao segundo tri, fechando em 82,7%.
Distanciamento entre IE-S e ISA-S

Em setembro de 2016, a diferença entre o nível dos índices de expectativas e da situação atual alcançou novo recorde histórico de 20,2 pontos. Embora este distanciamento tenha se ampliado desde abril deste ano, indicando que a alta da confiança do setor de serviços está bastante ancorada nas expectativas empresariais, já é possível perceber uma  reação no ISA no terceiro trimestre. “Ainda que seja uma melhora discreta, os resultados parecem sugerir o início de uma fase de recuperação nas avaliações sobre o momento presente nesse terceiro trimestre” avalia Silvio Sales

A edição de setembro de 2016 coletou informações de 1967 empresas entre os dias 2 e 27 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201577A9A5AAF079E

OPEP. PETROBRÁS. AGÊNCIA ESTADO. 30/09/2016. Novo cenário dá fôlego extra à Petrobrás
Fernanda Nunes

O anúncio de acordo preliminar para corte na produção de petróleo, feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira, 28, altera o cenário para a Petrobrás no Brasil. Com a cotação do barril mais valorizada e a melhora de perspectiva, a empresa ganha fôlego para atingir a meta de alavancagem de até 2,5 vezes em 2018, segundo Edmar Almeida, professor do grupo de economia da energia (GEE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O consultor Filipe Rizzo, da RX2 Engenharia e Consultoria, destaca ainda que a alta do petróleo inviabiliza qualquer redução dos preços da gasolina e do óleo diesel pela estatal.
"A alta do preço do petróleo permite que a Petrobras entregue mais facilmente a meta de redução da dívida, que é sua meta prioritária. Com o petróleo em baixa, a empresa teria de fazer um sacrifício enorme. Mas não significa que poderá ampliar investimentos",disse.
A Opep decidiu reduzir a produção de 33,2 milhões de barris por dia (bpd) para até 32,5 milhões de barris por dia (Bpd), numa tentativa de elevar as cotações do petróleo e dos seus derivados. Como reação, os contratos dispararam mais de 5% nos negócios de quarta-feira, 28, e atingiram a maior valorização diária desde abril.
A atual cotação, na casa de US$ 49 por barril para os contratos de novembro e dezembro nas bolsas de Nova York e Londres, supera as projeções da Petrobrás, que, no dia 19, divulgou, em seu plano de negócios, que trabalha com a premissa de que, em 2017, o barril do petróleo valerá, em média, US$ 48.
Para Rizzo, a tendência é que os preços iniciem uma escalada a partir de agora. A principal justificativa seria a aproximação do fim das eleições nos Estados Unidos. "A manutenção do preço da gasolina em baixos patamares favorecia a candidata Hillary Clinton, nos Estados Unidos. Com o fim do processo eleitoral, já é possível pensar em alterações. A cotação pode subir até US$ 70 a médio prazo. Mas não deve passar disso, porque esbarra no shale gas (gás de xisto) americano (produzido a um custo menor)", afirmou Rizzo.
Do ponto de vista financeiro, a alta da cotação contribui para melhorar a receita da Petrobrás e, consequentemente, reduzir o seu endividamento, de acordo com o especialista da UFRJ. A Petrobrás ganha, principalmente, com as exportações, que crescem neste ano. A venda de petróleo nacional no mercado externo avançou 4,9% de janeiro a agosto, comparado a igual período de 2015, enquanto a de gasolina subiu 47% e a de diesel, produto de maior valor agregado, 389%, segundo estatística da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 30/09/2016. Dólar opera em queda, em dia de Ptax e de olho no exterior. Na véspera, moeda norte-americana subiu 1,05%, cotada a R$ 3,2555. Na semana, o dólar acumula alta de 0,26% e no mês, de 0,81%.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera em queda nesta sexta-feira (30), influenciado pela disputa entre comprados e vendidos para a formação da Ptax de final de mês e de olho no leilão de linha que o Banco Central realiza no período da tarde.
Às 12h20, a moeda norte-americana caía 0,31%, vendida a R$ 3,2453.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h10, queda de 0,31%, a R$ 3,2454
  • Às 9h30, queda de 0,05%, a R$ 3,2537
  • Às 10h09, queda de 0,49%, a R$ 3,2393
  • Às 10h49, queda de 0,35%, a R$ 3,244
  • Às 11h29, queda de 0,29%, a R$ 3,2459

Cenário interno
"A pressão dessa Ptax está baixista (a favor de quem aposta no recuo da moeda). Então os investidores vão trabalhar para minimizar ao máximo os prejuízos, já que a moeda estava com pressão compradora por causa da aversão ao risco desencadeada pelo Deutsche (Deutsche Bank, banco alemão)", disse à Reuters um profissional da mesa de câmbio de uma corretora nacional. "O vendidos estão rezando de joelhos para que o mercado não suba muito."
Outra pressão baixista da moeda vinha dos leilões de linha que o Banco Central fará na parte da tarde, com oferta de US$ 4 bilhões. Isso por causa do US$ 1,6 bilhão em dinheiro novo ofertados além dos US$ 2,4 bilhões para rolagem.
"Hoje é dia de briga da taxa Ptax, onde os vendidos parecem estar mais fortes e contam também com a ajuda do leilão de linha do Bacen e devem trabalhar por uma taxa mais baixa", comentou a Correparti em relatório a clientes.
Os vendidos reforçaram suas posições de recuo do dólar ante o real ao longo do mês em meio ao avanço das apostas de que é iminente um corte de juros pelo Banco Central brasileiro, sobretudo depois que o relatório trimestral de inflação trouxe projeções dentro da meta para o IPCA em 2017 e 2018. Daí a pressão baixista na Ptax desta sexta-feira.
As declarações do presidente Michel Temer na manhã desta sexta-feira também repercutiram no mercado de câmbio. "O mercado gosta quando fala sobre controle de gastos e sinaliza que as coisas estão sob controle", comentou um gestor de renda fixa de uma corretora nacional.
O presidente defendeu a aprovação da PEC do teto dos gastos e se disse confiante de que o texto passará pelo Congresso. Segundo ele, sem controle de gastos não há confiança que se traduza em investimentos e consumo.
Cenário externo
A moeda norte-americana sofreu ainda influência da aversão ao risco externa, onde o dólar subia ante outras divisas. A moeda chegou inclusive a avançar ante o real ainda na primeira hora de negócios.
Tudo por causa da notícia da quinta-feira de que fundos clientes estavam desmontando posições mantidas no Deutsche Bank, o que reforçou as preocupações sobre a saúde do banco.
O presidente-executivo da instituição, John Cryan, tentou nesta sexta-feira tranquilizar sua equipe ao afirmar que o banco é sólido e tem mais de 20 milhões de clientes.
Os problemas no banco alemão foram desdencadeados por uma multa de até US$ 14 bilhões imposta pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre negócios do banco com venda de títulos atrelados a hipotecas.
Véspera e acumulado
Na véspera, o dólar subiu 1,05%, cotado a R$ 3,2555. Na semana, acumula alta de 0,26% e no mês, de 0,81%. No ano, há desvalorização de 17,54%.

BACEN. PORTAL UOL. 30/09/2016. Dólar cai, vendido perto de R$ 3,25; Bovespa opera em alta

O dólar comercial caía e a Bovespa operava em alta nesta sexta-feira (30). Por volta das 11h45, a moeda norte-americana tinha baixa de 0,2%, a R$ 3,249 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 0,34%, a 58.550,7 pontos. Os investidores analisavam as declarações do presidente Michel Temer nesta manhã, que defendeu a aprovação da PEC do teto dos gastos e se disse confiante de que o texto passará pelo Congresso. Também influenciava o dólar o leilão de linha (no mercado à vista) anunciado para esta tarde pelo Banco Central, com oferta de US$ 4 bilhões. (Com Reuters)

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