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September 29, 2016

US ECONOMICS

U.S. Census Bureau. 09/29/2016. Advance U.S. International Trade in Goods

The advance international trade deficit in goods decreased to $58.4 billion in August from $58.8 billion in July as exports increased more than imports.

  • August 2016: 58.4° $ billion
  • July 2016: 58.8° $ billion

 (*) The 90% confidence interval includes zero. The Census Bureau does not have sufficient statistical evidence to conclude that the actual change is different from zero.

 (°) Statistical significance is not applicable or not measurable for these surveys. The Manufacturers’ Shipments, Inventories and Orders estimates are not based on a probability sample, so we can neither measure the sampling error of these estimates nor compute confidence intervals.

(r) Revised.

All estimates are seasonally adjusted except for the Rental Vacancy Rate, Home Ownership Rate, Quarterly Financial Report for Retail Trade, and Quarterly Services Survey. None of the estimates are adjusted for price changes.

DOCUMENT: http://www.census.gov/econ/indicators/advance_report.pdf

BEA. 09/29/2016. Gross Domestic Product, Q2 2016 (3rd est.); Corporate Profits, Q2 2016 (revised est.)

Real gross domestic product increased at an annual rate of 1.4 percent in the second quarter of 2016 (table 1), according to the "third" estimate released by the Bureau of Economic Analysis. In the first quarter, real GDP increased 0.8 percent.

  • 2nd quarter 2016: 1.4 percent
  • 1st quarter 2016: 0.8 percent


Profits from current production (corporate profits with inventory valuation adjustment and capital consumption adjustment) decreased $12.5 billion in the second quarter, in contrast to an increase of $66.0 billion in the first.

Gross Domestic Product (GDP) Graph

Quarter-to-Quarter Growth in Real GDP

FULL DOCUMENT: http://www.bea.gov/newsreleases/national/gdp/2016/pdf/gdp2q16_3rd.pdf


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IBGE. 29/09/2016. PPM: Rebanho bovino alcança a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças, mas produção de leite cai 0,4%

O efetivo de bovinos alcançou a marca recorde de 215,2 milhões de cabeças em 2015, um crescimento de 1,3% em relação a 2014. Apenas a região Nordeste teve queda no número de cabeças (-0,9%). Por outro lado, houve queda de 5,5% no número de vacas ordenhadas, quadro que se repetiu em todas as grandes regiões, especialmente na Nordeste (-9,5%). Com isso, a produção de leite também caiu (-0,4%) em 2015.
O efetivo de galináceos (galos, galinhas, frangas, frangos, pintos e pintainhas) atingiu 1,3 bilhão de animais, um crescimento de 0,9% em relação a 2014. Já a produção de ovos cresceu 1,0% em 2015.
O rebanho suíno, com 40,3 milhões de cabeças em 2015, cresceu 6,3%. Também em alta, a produção de peixes cresceu 1,5% em 2015. A tilápia, principal espécie cultivada no Brasil, registrou alta de 9,7%. Já a produção de camarões cresceu 7,4%.
A Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) 2015 traz, ainda, informações sobre os rebanhos de bubalinos (búfalos), equinos (cavalos, éguas, potros e potrancas), caprinos(criação de bodes, cabras e cabritos), ovinos (criação de ovelhas, carneiros e borregos) e codornas para o Brasil, grandes regiões, estados e municípios.

Tabela 1
Efetivo dos rebanhos em 31.12 e variação anual,
segundo as categorias - Brasil - 2014-2015
Categorias
Quantidade (cabeças)
Variação anual
2015/2014 (%)
2014
2015
Categorias
Grande porte
219 136 211
222 116 362
1,4
   Bovinos
212 366 132
215 199 488
1,3
   Bubalinos
1 319 478
1 365 636
3,5
   Eqüinos
5 450 601
5 551 238
1,8
Médio porte
64 396 640
68 357 826
6,2
   Suínos1
37 930 307
40 332 553
6,3
         Matrizes de suínos
4 753 248
4 826 495
1,5
   Caprinos
8 851 879
9 614 722
8,6
   Ovinos
17 614 454
18 410 551
4,5
Pequeno porte
1 341 081 404
1 354 064 892
1,0
   Galináceos2
1 320 749 401
1 332 078 050
0,9
   Galinhas
223 913 652
222 121 443
(-) 0,8
   Codornas
20 332 003
21 986 842
8,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Agropecuária, Pesquisa da Pecuária Municipal 2014-2015.
(1) Inclui matrizes de suínos
(2) Inclui galinhas
Rebanho bovino bate recorde de cabeças
O efetivo de bovinos em 2015 foi de 215,2 milhões de cabeças, um aumento de 1,3% em relação a 2014. A última queda ocorreu em 2012 (-0,7%) devido à seca prolongada que atingiu o país naquele ano. Desde então, observa-se crescimento do rebanho.
O Centro-Oeste teve o maior número de cabeças entre as grandes regiões, com 33,8% da participação nacional. Entre 2015 e 2014, houve crescimento nas regiões Norte (2,9%), Centro-Oeste (2,1%) e Sudeste (1,4%). Na região Sul, o efetivo manteve-se estável e apenas na região Nordeste houve queda (-0,9%).
Mato Grosso (13,6%), Minas Gerais (11,0%), Goiás (10,2%), Mato Grosso do Sul (9,9%) e Pará (9,4%) detiveram os maiores efetivos. Os municípios com mais cabeças em 2015 foram São Félix do Xingu (PA), Corumbá (MS), Ribas do Rio Pardo (MS), Cáceres (MT) e Marabá (PA). Dentre os 20 municípios com os maiores efetivos em 2015, 13 localizavam-se no Centro-Oeste, cinco no Norte e dois no Sul do país.
O efetivo de vacas ordenhadas em 2015 foi de 21,8 milhões animais, queda de 5,5% frente a 2014. Do total do gado bovino, 10,1% foram de vacas ordenhadas em 2015. A região com maior número de vacas ordenhadas foi a Sudeste (34,3% do total). Houve queda em todas as grandes regiões, principalmente no Nordeste (-9,5%) e Norte (-6,7%).
Minas Gerais (24,9%), Goiás (11,7%) e Paraná (7,5%) apresentaram os maiores efetivos de vacas ordenhadas do país. Os municípios de Ibiá, Prata e Monte Alegre de Minas, todos em Minas Gerais, ocuparam as primeiras posições no ranking nacional.
Produção de leite cai 0,4%
Em 2015, a produção de leite foi de aproximadamente 35,0 bilhões de litros, representando queda de 0,4% sobre o ano anterior. O Sul ocupa, desde 2014, a primeira posição no ranking das grandes regiões, sendo responsável por 35,2% da produção nacional em 2015.
Minas Gerais é o principal produtor de leite do país, com 9,1 bilhões de litros em 2015, queda de 2,4% em relação a 2014. A produção do estado representa 76,8% da produção da região Sudeste e 26,1% da produção nacional. O Paraná ultrapassou o Rio Grande do Sul em 2015 e alcançou a segunda posição nacional. Os dois representam 75,2% da produção da região e 26,5% da produção de leite do país.
Em termos municipais, a primeira posição continuou com Castro (PR), com 250,0 milhões de litros, seguido pelos municípios de Patos de Minas (MG), com 149,65 milhões de litros, e Carambeí (PR), com 140,00 milhões de litros.
O preço médio nacional foi de R$ 0,99 por litro de leite, gerando um valor de produção de R$ 34,71 bilhões em 2015. O maior preço médio foi encontrado no Nordeste, R$ 1,18 por litro, e o menor no Norte, R$ 0,87 por litro.
A diferença entre o total produzido no Brasil (35,0 bilhões de litros) e a quantidade de leite cru adquirida pelos laticínios sob inspeção sanitária (24,1 bilhões de litros) reflete a produção de leite não-fiscalizada. Contrastando as séries históricas dessas variáveis, observa-se que ambas seguem a mesma tendência. Em 2015, ocorreu a primeira queda tanto da produção como da aquisição de leite, no período considerado (2005-2015). Nesse ano a produção de leite fiscalizada representou 68,7% do total produzido.
A produtividade média foi de 1.609 litros de leite por vaca ordenhada em 2015, crescimento de 5,5% em relação a 2014. A região Sul teve a maior produtividade, com 2.900 litros/vaca/ano, um aumento de 3,9% comparado ao ano anterior.
Efetivo de galináceos cresce 0,9% e produção e ovos aumenta 1,0%
O efetivo de galináceos foi de 1,3 bilhão de cabeças em 2015, aumento de 0,9% em relação a 2014. O Sul concentra a maior parte do efetivo, sendo responsável por 45,4% do total em 2015. Além disso, a região responde por 59,6% do abate de frangos e por 74,8% das exportações de frango in natura. O Sudeste possui o segundo maior efetivo (27,6%), seguido por Nordeste (11,9%), Centro-Oeste (11,4%) e Norte (3,7%).
Paraná (24,3%), São Paulo (15,0%), Santa Catarina (10,9%) e Rio Grande do Sul (10,2%) foram os estados com o maior número de galináceos em 2015. Na comparação com 2014, dos quatro principais estados, apenas Paraná apresentou aumento de efetivo (7,3%). Os municípios com os maiores contingentes foram Uberlândia (MG), que saiu da quarta para a primeira posição em 2015, seguido por Bastos (SP), Rio Verde (GO) e Santa Maria de Jetibá (ES).
O efetivo de galinhas, em 2015, foi de 222,1 milhões de cabeças, apresentando redução de 0,8% sobre o registrado em 2014, e correspondeu a 16,7% do total de galináceos. A região Sudeste, que possui o maior efetivo do país, participou com 37,6% em 2015, seguida pelo Sul (26,1%), Nordeste (19,5%), Centro-Oeste (12,0%) e Norte (4,8%).
A produção de ovos de galinha em 2015 foi de 3,8 bilhões de dúzias, aumento de 1,0% em relação a 2014. Com o maior efetivo de galinhas, a região Sudeste é também a maior produtora de ovos em 2015, sendo responsável por 43,5% da produção nacional, estando a frente das regiões Sul (24,3%), Nordeste (16,8%), Centro-Oeste (11,8) e Norte (3,6%).
São Paulo produziu 26,3% do total de ovos em 2015, seguido por Paraná (9,6%) e Minas Gerais (9,3%). O maior produtor de ovos em 2015 foi o município de Bastos (SP). O valor da produção também registrou aumento (12,8%) e o preço médio ficou em R$ 2,80 a dúzia.
Rebanho suíno cresce 6,3%
O efetivo de suínos foi de 40,3 milhões de cabeças em 2015, um aumento de 6,3% em relação a 2014. O Sul concentra quase metade do efetivo (49,3%), seguido pelas regiões Sudeste (17,3%), Centro-Oeste (15,7%), Nordeste (14,4%) e Norte (3,4%).
O Paraná é o principal representante da região Sul e o estado com maior efetivo do país, representando 17,7% do total nacional. Esse número é superior ao efetivo da região Sudeste, segunda colocada no ranking de regiões geográficas. Toledo (PR), Uberlândia (MG) e Rio Verde (GO) foram os municípios com maior número de animais em 2015.
Valor da produção da aquicultura chega a R$ 4,6 bilhões em 2015
Em 2015, a aquicultura brasileira continuou crescendo e atingiu um valor de produção de R$ 4,4 bilhões, sendo a maior parte (69,9%) oriunda da criação de peixes, seguida pela criação de camarões (20,6%). Todas as 27 unidades da federação e 2.905 municípios brasileiros apresentaram produção da aquicultura.

Tabela 1
Quantidade produzida e valor da produção dos principais produtos da
aquicultura, em ordem decrescente de valor da produção - Brasil - 2015
Produtos, em ordem decrescente de valor da produção
Quantidade produzida
Valor da produção
Total
(1 000 R$)
Percentual
(%)
Total
..
4 385 112
100,0
Peixes (kg)
483 241 273
3 064 693
69,9
Camarões (kg)
69 859 745
901 895
20,6
Alevinos (milheiros)
955 614
181 990
4,2
Larvas e pós-larvas de camarões (milheiros)
17 044 028
145 690
3,3
Ostras, vieiras e mexilhões (kg)
21 063 695
86 766
2,0
Outros animais (1)
..
2 256
0,1
Sementes de ostras, vieiras e mexilhões (milheiros)
66 504
1 822
0,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Pesquisa da Pecuária Municipal 2015.
(1) Foi pesquisado apenas o valor da produção por incluir diferentes espécies de animais, não sendo aplicável a unidade de medida de produção.
Produção de peixes cresce 1,5%
Em 2015 foram despescadas 483,2 mil toneladas de peixes , um aumento de 1,5% em relação a 2014. Houve crescimento nas regiões Norte (6,2%), Sul (13,1%) e Sudeste (12,7%). No Nordeste (-4,7%) e Centro-Oeste (-19,6%), a produção teve queda.
Rondônia manteve a primeira posição do ranking em 2015, com a despesca de 84,5 mil toneladas de peixes, crescimento de 12,6% em relação a 2014. O Paraná assumiu a segunda posição, com 69,3 mil toneladas, um aumento de 20,8%, ultrapassando Mato Grosso, que produziu 47,4 mil toneladas (-22,2%). O município de Rio Preto da Eva (AM) foi o principal produtor de peixes em 2015, registrando a despesca de 14,10 mil toneladas.
A tilápia segue como a espécie mais criada no Brasil (219,3 mil toneladas), com participação de 45,4% do total da piscicultura em 2015. A espécie teve aumento de 9,7% em sua produção em relação a 2014. Em termos municipais, Jaguaribara (CE) continua na liderança do ranking da produção, com a despesca de 13,8 mil toneladas.
A produção de alevinos (filhotes de peixe) em 2015 foi de 955,6 mil milheiros, 16,2% maior que no ano anterior. A região Sul foi a principal produtora em 2015 (29,3%), seguida pelas regiões Nordeste (26,8%), Sudeste (20,1%), Centro-Oeste (11,9%) e Norte (11,9%).
Produção de camarões cresce 7,4%
A produção de camarão chegou a 69,9 mil toneladas em 2015, aumento de 7,4% em relação a 2014. A região Nordeste é responsável pela quase totalidade da produção nacional (99,3%), sendo Ceará (58,3%) e Rio Grande do Norte (25,5%) os maiores produtores nacionais. Juntos, os dois estados responderam por 83,8% da produção nacional. O destaque municipal é Aracati (CE), que produziu 12,6 mil toneladas de camarão em 2015, um aumento de 42,4% em relação ao ano anterior.
Rebanho caprino cresce 8,6%
O efetivo de caprinos atingiu 9,6 milhões de cabeças em 2015, um crescimento de 8,6% em relação a 2014. O Nordeste detém o maior efetivo e, em 2015, foi responsável por 92,7% do total. Em relação a 2014, houve aumento de 9,9% na região, quase 800 mil animais a mais.
Bahia (27,4%) e Pernambuco (25,3%) responderam por mais da metade do efetivo nacional, seguidos por Piauí (12,8%) e Ceará (11,6%). Os quatro estados juntos representam 83,3% do total. Os 22 primeiros municípios do ranking estavam na Bahia (9) e em Pernambuco (13). Os municípios com maior efetivo foram Casa Nova (BA), Floresta (PE) e Petrolina (PE).
Rebanho de ovinos cresce 4,5%
O efetivo de ovinos foi de 18,41 milhões em 2015, uma variação de 4,5% sobre 2014. A região Nordeste concentrou 60,5% do rebanho nacional em 2015. A região Sul apareceu em seguida, representando 26,5% do efetivo da espécie, seguida pelas regiões Centro-Oeste (5,6%), Sudeste (3,8%) e Norte (3,6%).
Bahia (17,2%), Pernambuco (13,1%) e Ceará (12,5%) são os estados em destaque na criação de ovinos do Nordeste do Brasil, porém o Rio Grande do Sul é o estado com o maior número de animais, representando 21,5% do total nacional. Santana do Livramento (RS), Casa Nova (BA) e Alegrete (RS) foram os municípios com os maiores efetivos de ovinos em 2015, mantendo a colocação do ano anterior.
O total de ovinos tosquiados em 2015 foi de 3,7 milhões de animais, representando 19,9% do total. No comparativo com o ano anterior, ocorreu queda de 7,7%. O efetivo de ovinos tosquiados está concentrado na região Sul (98,0%), particularmente no Rio Grande do Sul, que participa com 88,7% do efetivo total e 90,6% da região. Na região Nordeste, a criação desses animais destina-se basicamente a produção de carne e, na região Sul, há também a produção e comercialização de lã.
Produção de lã tem queda de 7,8%
A produção de lã gerada pela tosquia de ovinos em 2015 foi de 10,9 mil toneladas, queda de 7,8% em relação ao ano anterior. Como os animais tosquiados estão em sua maioria no Sul, a região é também responsável por 98,8% da produção de lã, tendo o Rio Grande do Sul a maior participação nacional (91,9%). Paraná (4,5%) e Santa Catarina (2,5%) aparecem na 2ª e 3ª colocações. No Centro Oeste (0,9%), foi registrada produção no Mato Grosso do Sul e Goiás, e no Sudeste (0,2%) em São Paulo e Minas Gerais. A atividade não ocorre nas Regiões Norte e Nordeste.
Mesmo com a queda na produção, o valor de produção registrou aumento de 15,0% em relação a 2014 e atingiu R$ 96,9 milhões. O preço médio nacional do quilo da lã foi de R$ 8,9. A maior média foi na região Sul (R$ 8,9) e a menor, no Sudeste (R$ 3,7).
Os municípios com as maiores produções foram Santana do Livramento, Alegrete e Quaraí, todos no Rio Grande do Sul. A produção de lã ocorreu em 911 municípios em 2015.
Rebanho de codornas cresce 8,1%
O efetivo de codornas continuou crescendo em 2015 e alcançou a marca de 22,0 milhões de cabeças, um aumento de 8,1% frente a 2014. O efetivo está concentrado na região Sudeste, com 75,7% do total nacional. São Paulo é o estado com o maior efetivo (54,7% do total do país e 72,3% da região Sudeste).
Em 2015, 918 municípios brasileiros apresentaram criação de codornas. Bastos (SP), Iacri (SP) e Santa Maria de Jetibá (ES) foram os responsáveis pelos maiores efetivos de codorna e responderam respectivamente por 19,3%, 14,8% e 11,4% do efetivo nacional em 2015.
A produção de ovos de codorna acompanhou o crescimento do efetivo e chegou a 447,5 milhões de dúzias, maior registro da produção nos últimos anos. Em relação a 2014, o aumento da produção foi de 13,9%. A produção de ovos também está localizada principalmente na região Sudeste (79,8%). São Paulo é o maior produtor, responsável por 56,0% do total em 2015. O valor de produção total foi de R$ 492,3 milhões, um aumento de 57,7% sobre em 2014.
Os municípios de Bastos (SP), com 91,3 milhões de dúzias, Iacri (SP), com 69,8 milhões de dúzias, e Santa Maria de Jetibá (ES), com 60,3 milhões de dúzias, detentores dos maiores efetivos, também apresentaram as maiores produções de ovos de codorna em 2015.
Produção de casulos do bicho-da-seda cresce 12,1%
A produção de casulos do bicho-da-seda foi de 3,0 mil toneladas em 2015, um aumento de 12,1% no comparativo com 2014. A região Sul é a principal produtora, participando com 83,0% da produção nacional em 2015. As regiões Sudeste (12,7%) e Centro-Oeste (4,3%) são responsáveis pelo restante da produção.
Em 2015, a produção de casulos ocorreu em 235 municípios. Nova Esperança (PR), conhecida como a Capital Nacional do Casulo de Seda, aparece na primeira posição, seguida por Bastos (SP) e Diamante do Sul (PR).


FIESP. 29/09/2016. De janeiro a agosto, a queda foi de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado
Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista em agosto, sem efeitos sazonais, recuou 2,3% em comparação ao mês anterior. A principal influência negativa foi a variável Total de Vendas Reais, com -4,9%, mas Horas Trabalhadas na Produção e o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) também caíram 1,0% e 0,3 p.p, respectivamente.

Os dados são da pesquisa do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp e do Ciesp (Depecon) divulgada nesta quinta-feira (29/9).

“Este resultado é uma indicação clara de que a recuperação pretendida e anunciada ainda não chegou para a indústria paulista. Não vemos sinais de retomada efetiva”, afirma o diretor do Depecon, Paulo Francini.

A projeção para o INA é fechar 2016 com retração de cerca de 6,4%, depois de ter registrado -6,2% em 2015 e -6,0% em 2014, mas com o resultado de agosto, Francini afirma que isto pode mudar.

“Começamos a duvidar deste número, a queda pode ser bastante acentuada. Nos últimos oito meses já registramos queda de -9,6% em relação ao mesmo período de 2015”.

Setores

No resultado do INA de agosto, sem influência sazonal, dois setores se destacaram negativamente, entre eles o de veículos automotores, que registrou queda de 5,9%, em comparação ao mês anterior. A queda mais expressiva foi do Total de Horas Trabalhadas na Produção (-6,9%), seguido por Total de Vendas Reais (-5,4%) e pelo NUCI (-0,1 p.p).

O INA do setor de celulose e papel também apresentou queda (-1,6%) em relação ao mês de julho, puxada pela redução nas Horas Trabalhadas na Produção (-2,5%) e pelo NUCI (-0,9 p.p.). Neste caso, o Total de Vendas Reais cresceu 0,8%.

Destaque positivo do INA ficou para o setor de metalurgia, que registrou crescimento de 1,1% na passagem de julho para agosto, já dessazonalizado. Todas as variáveis consideradas na formação do resultado apresentaram alta:   Total de Vendas Reais, com 5,0%; Horas Trabalhadas na Produção com 1,0%; e o NUCI, com aumento de 2,8 p.p.

Sensor

A pesquisa Sensor de setembro fechou em 49,1 pontos, na série livre de influências sazonais, número inferior ao de agosto, quando atingiu 49,4 pontos. Como está abaixo dos 50,0 pontos sinaliza queda da atividade industrial para o mês. Dos cinco indicadores analisados, Mercado, Vendas e Emprego registraram redução de pontos em agosto, enquanto Nível de Estoque e Investimentos indicam melhores perspectivas (já que o indicador de estoques passou de 50,2 para 52,9 pontos, e o de investimentos, de 51,0 para 50,2 pontos em agosto, permanecendo em terreno otimista).

Há exatos 30 meses a indústria paulista demonstra que não está otimista com relação à atividade industrial, com resultados abaixo dos 50 pontos na pesquisa Sensor. “A percepção do empresário paulista não estava equivocada. O fato é que continuamos não encontrando a retomada em curso ou motivos que a inspirem”, diz Francini.

O diretor explica que o cenário econômico continua difícil, com falta de crédito, taxa básica de juros (Selic) alta e variáveis do INA que demonstram que houve redução de salário do empregado.

SENSOR FIESP

Desde junho de 2006, a FIESP instituiu uma nova pesquisa qualitativa de conjuntura econômica chamada SENSOR FIESP. O objetivo desse levantamento é ter informação do andamento da atividade da industria de transformação durante o mês corrente da coleta de dados, eliminando as defasagens de tempo das tradicionais pesquisas de conjuntura.

Para a composição da amostra, agrupou-se os segmentos da atividade da indústria de transformação em 9 macro-setores e escolheu-se mais de duas das maiores empresas de cada macro-setor.

As empresas respondem questões relativas ao mercado, vendas, exportação, estoques, emprego e investimento. As respostas recebem pontuação que varia de 0 a 100; sendo que resultados acima de 50 pontos revelam expectativas positivas (aceleração em relação ao mês anterior) e abaixo; negativas (desaceleração em relação ao mês anterior).

OBS: A variável “Estoque” deve ter diferente interpretação: leituras superiores a 50 pontos indicam estoque abaixo do desejável, ao passo que inferiores a 50 pontos indicam sobrestoque.

Sensor: http://www.fiesp.com.br/indices-pesquisas-e-publicacoes/sensor-fiesp/

FGV. IBRE. 29/09/2016. Índices Gerais de Preços. IGP-M. IGP-M avança em setembro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,20%, em setembro. Em agosto, o índice variou 0,15%. Em setembro de 2015, a variação foi de 0,95%. A variação acumulada em 2016, até setembro, é de 6,46%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 10,66%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 0,18%. No mês anterior, a taxa foi de 0,04%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,25%, em setembro. Em agosto, este grupo de produtos mostrou variação de 0,15%. Contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -0,54% para -6,36%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,53%. Em agosto, a taxa foi de 0,22%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou -0,33%. Em agosto, a taxa foi de -0,36%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura,cuja taxa de variação passou de -0,76% para -0,50%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou -0,28%, ante -0,50%, em agosto.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 1,27%, em setembro. Em agosto, o índice registrou variação de 0,34%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (-8,51% para -0,02%), minério de ferro (3,21% para 8,56%) e mandioca (aipim) (6,01% para 8,95%). Em sentido oposto, destacam-se: milho (em grão) (5,27% para -6,43%), leite in natura (8,64% para 1,98%) e arroz (em casca) (7,05% para 0,05%).


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,16%, em setembro, ante 0,40%, em agosto. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,66% para 0,09%).  Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de 6,46% para -1,39%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (0,27% para -0,12%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,76% para 0,40%), Educação, Leitura e Recreação (0,83% para 0,56%), Comunicação (0,39% para 0,02%) e Despesas Diversas (0,10% para -0,27%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: gasolina (0,16% para -1,13%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,98% para -0,14%), show musical (9,29% para 3,43%), tarifa de telefone móvel (1,46% para -0,01%)e correio e telefone público (1,65% para 0,18%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,01% para 0,24%) e Vestuário (0,07% para 0,20%). Nestas classes de despesa, destacaram-se: tarifa de eletricidade residencial (-1,50% para -0,07%) e roupas femininas (-0,50% para 0,44%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em setembro, variação de 0,37%, acima do resultado de agosto, de 0,26%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,16%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,26%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,55%. No mês anterior, este grupo variou 0,26%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20157757BA9F467D4

MRE. MDIC. OMC. PORTAL G1. 28/09/2016. Brasil vai acionar OMC para derrubar barreiras dos EUA ao aço brasileiro. Medida foi anunciada nesta quarta-feira (28) pelo ministro José Serra. Se não houver acordo após conversas, tema será debatido em painel da OMC.
Luciana Amaral e Felipe Matoso
Do G1, em Brasília

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, anunciou nesta quarta-feira (28) que o Brasil vai acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC) para derrubar medidas tarifárias que os Estados Unidos estão impondo à importação do aço brasileiro laminado a frio e a quente.
Em março deste ano, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos concluiu que várias companhias violaram regras antidumping no mercado norte-americano de aços e decidiu impor tarifas preliminares de importação a produtos de sete países, incluindo o Brasil.
O pedido de investigação ocorreu a pedido de siderúrgicas baseadas nos EUA, incluindo AK Steel, Nucor, SteelDynamics, United States Steel e ArcelorMittal.
A tarifa imposta pelos Estados Unidos aos produtos planos de aço laminado a frio brasileiro é de 38,93%.
Os outros países atingidos pela medidaantidumping norte-americana foram China (265,79% de tarifa), Índia (6,78%, Japão (71,35%) Coreia do Sul (4,53%), Rússia (14,76 por cento) e Reino Unido (28,03 por cento).
Segundo Serra, os norte-americanos estão impondo barreiras ao produto brasileiro.
“Isso inviabiliza a exportação. Quero lembrar que os Estados Unidos são um grande mercado importador de manufatura”, ressaltou o ministro.
O subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério de Relações Exteriores, Carlos Cozendey, informou que o Brasil solicitará a abertura de um processo de solução de controvérsias na OMC. A primeira etapa do litígio é um pedido de consultas.
Se as negociações não forem bem sucedidas, o tema será levado ao painel da Organização Mundial do Comércio.

MRE. MDIC. PORTAL G1. 28/09/2016. Brasil pretende encerrar acordo marítimo com o Chile. Ministro José Serra diz que país denunciará contrato ao governo chileno. Acordo, de 1974, restringe participação de navios na rota Brasil-Chile.
Filipe Matoso e Luciana Amaral
Do G1, em Brasília

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, informou nesta quarta-feira (28) que o Brasil denunciará junto ao governo do Chile o acordo marítimo firmado entre os dois países em 1974. Na avaliação dele, o acordo "encarece as tarifas enormemente e não provoca nenhum desenvolvimento" para a marinha mercante.
Na prática, explicou o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos do Itamaraty, Carlos Cosendey, a denúncia mostra ao Chile que o Brasil pretende encerrar o acordo.
Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o acordo prevê, entre outros pontos, que o transporte marítimo das mercadorias entre os dois países deve ser feito  obrigatoriamente por navios de bandeira brasileira ou chilena. Exportadores reclamam que a restrição reduz a concorrência e encarece o transporte na rota.
"Tem alguns trabalhos nossos e da CNI [Confederação Nacional da Indústria] a respeito do acordo [...] e fato é que ele encarece as tarifas enormemente e não provoca nenhum desenvolvimento especial para a marinha mercante do Brasil. Vamos denunciar o acordo junto ao governo do Chile", disse Serra nesta quarta, após participar de reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex), no Palácio do Planalto, na qual também estava o presidente da República, Michel Temer.
Serra informou ainda que caberá ao Ministério dos Transportes elaborar os argumentos que serão apresentados ao Chile para por fim ao acordo.
Nesta terça (27), a CNI divulgou um comunicado à imprensa para defender o fim do acordo. Na avaliação da entidade, com o tratado, se estabeleceu um "duopólio" no setor porque somente duas empresas operam na rota, com oito navios.
A entidade diz ainda que o acordo deve ser encerrado porque os exportadores brasileiros "sofrem" com "fretes elevados, ausência de navios e falta de ofertas em horários adequados."

OPEP. PORTAL G1. 28/09/2016. Opep chega a acordo para cortar produção e petróleo sobe 5%. Acordo prevê redução modesta e é o 1º do gênero desde 2008. Quantidade de redução de cada país deverá ser definida em novembro.
Do G1, em São Paulo

Os preços do petróleo fecharam em alta de mais de 5% nesta quarta-feira (28), após notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alcançou um acordo para reduzir sua produção de petróleo.
O acordo prevê um corte na produção para uma faixa entre 32,5 milhões e 33 milhões debarris por dia (bpd), ante a atual produção de 33,24 milhões de bpd, segundo a agência Reuters.
"A OPEP tomou uma decisão excepcional hoje... Após dois anos e meio, a Opep alcançou consenso para gerir o mercado", disse o ministro do Petróleo iraniano Bijan Zanganeh, que havia entrado repetidamente em rota de colisão com a Arábia Saudita em encontros anteriores.
O corte na produção é o primeiro do gênero desde 2008. O quanto cada país vai produzir deverá ser decidido na próxima reunião formal da Opep em novembro, quando um convite para se unir aos cortes deverá ser estendido para países fora do grupo, como a Rússia, informa a Reuters.
A reunião informal da Opep aconteceu em Argel nesta quarta com o objetivo de conter o excesso de oferta no mercado global, que tem levado a uma acentuada queda de preços vista desde meados de 2014.
Os preços do petróleo despencaram devido a uma oferta muito elevada, resultante do "boom" de hidrocarbonetos de xisto americanos e da estratégia da Opep de manter sua produção para não perder fatias de mercado.
Reunião
O ministro de Energia do Catar, Mohamed Saleh Al-Sada, disse que a reunião de Argel foi muito longa, mas histórica, afirmando que o nível de redução por país será definido antes da próxima reunião do cartel, prevista para 30 de novembro.
O representante do Catar afirmou ainda que a reunião se desenvolveu "em uma atmosfera muito positiva que reflete a forte coerência na Opep", a fim de impulsionar os preços, que caíram mais de 50% desde meados de 2014.
"Foi inesperado, com certeza. Ninguém que eu conheço viu isso acontecendo. O mercado não parece estar posicionado para isso. Os fundamentos dos EUA já estão mais apertados do que nós esperávamos, e deve ficar mais apertado", disse à Reuters Scott Shelton, corretor do setor de energia e especialista em commodities da ICAP em Durham, na Carolina do Norte.
Segundo duas fontes da Opep disseram à Reuters, uma vez que as metas de produção forem atingidas, a Opep vai buscar cooperação de produtores de fora do grupo.
Queda nos preços
No início deste ano, o preço do barril de petróleo atingiu mínimas em quase 12 anos, sendo negociado abaixo de US$ 30. A commodity encerrou 2015 com queda acumulada de 35% e iniciou 2016 ladeira abaixo, em meio a preocupações com o crescimento da China, com a crise diplomática entre Irã e Arábia Saudita e aumento de estoques de derivados nos Estados Unidos.
Mas essa queda não se reflete no preço dos combustíveis no Brasil atualmente: desde o início de novembro de 2014, a Petrobras reajustou os preços do diesel e da gasolina duas vezes, enquanto cotação do petróleo tipo Brent caiu mais de 50% no período.
Preço do barril
O petróleo Brent (negociado em Londres) fechou em alta de 5,92%, a US$ 48,69 por barril, enquanto o petróleo WTI (negociado nos Estados Unidos), subiu 5,33%, encerrando a US$ 47,05 o barril.
Muitos operadores disseram estar impressionados de que a Opep havia conseguido chegar a um acordo, mas outros disseram que queriam ver os detalhes, destaca a Reuters.
"Esse é o primeiro acordo da Opep em oito anos! O cartel provou que ainda é relevante, mesmo na era do xisto! Esse é o fim de uma guerra de produção e a Opep declara vitória", disse Phil Flynn, analista sênior de energia da Price Futures Group.
Jeff Quigley, diretor de mercados de energia da Stratas Advisors, baseada em Houston, disse à Reuters que o mercado ainda vai descobrir quem vai produzir o que: "Eu quero ouvir da boca do ministro do Petróleo iraniano que ele não vai voltar aos níveis pré-sanções. Para os sauditas, isso só vai contra toda a sabedoria convencional do que eles vêm dizendo".
As economias do Irã e da Arábia Saudita dependem fortemente do petróleo, mas em um cenário pós-sanções, o Irã está sofrendo menos pressão dos preços do petróleo que caíram pela metade desde 2014 e pode expandir sua economia em quase 4% neste ano, de acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Já a Arábia Saudita enfrenta o segundo ano de déficit no orçamento após um rombo recorde de US$ 98 bilhões, uma economia estagnada e está sendo forçada a cortar os salários de funcionários do governo.

Preços da gasolina (Foto: G1)

OPEP. REUTERS. 29/09/2016. Acordo da Opep eleva setor de energia e impulsiona mercados asiáticos

XANGAI/HONG KONG (Reuters) - Os índices acionários chineses fecharam em alta nesta quinta-feira, com a valorização dos papéis do setor de energia, mas o volume de operações ficou perto da mínima de quatro meses com os investidores se preparando para o feriado do Dia Nacional, a partir de 1 de outubro e que durará uma semana.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve alta de 0,41 por cento. O índice de Xangai subiu 0,35 por cento.

As ações das companhias de petróleo tiveram alta com a valorização dos preços do petróleo, que subiram após acordo entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para limitar a produção de petróleo.

O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha alta de 0,53 por cento às 7:39, também sendo influenciado pelo acordo da Opep, embora os investidores estejam receosos com a eleição presidencial nos Estados Unidos que se aproxima.

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 1,39 por cento, a 16.693 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG subiu 0,51 por cento, a 23.739 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC ganhou 0,35 por cento, a 2.998 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, avançou 0,41 por cento, a 3.244 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI teve valorização de 0,76 por cento, a 2.068 pontos.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,83 por cento, a 9.270 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,97 por cento, a 2.885 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 avançou 1,09 por cento, a 5.471 pontos.

(Por Saikat Chatterjee, Samuel Shen e John Ruwitch)

MF. STN. PORTAL G1. 29/09/2016. Contas do governo têm rombo de R$ 71 bilhões até agosto, pior em 20 anos. Maior déficit fiscal da história acontece em meio à queda da arrecadação. Somente em agosto, rombo nas contas do governo somou R$ 20,3 bilhões.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Com a arrecadação em queda livre e dificuldades para conter gastos, o governo registrou nos primeiros oito meses de 2016 o maior rombo em suas contas para este período em 20 anos, segundo números divulgados nesta quinta-feira (29) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
De janeiro a agosto, o déficit primário (despesas maiores do que receitas sem contar juros da dívida pública) das contas do governo somou R$ 71,41 bilhões, o pior resultado para o período de toda a série histórica, que tem início em 1997. Até então, o maior déficit para este período havia sido registrado no ano passado: R$ 13,96 bilhões.

Contas do Governo - Jan. a Ago.
Em R$ bilhões
51,28274,8523,43129,68169,87553,5838,4134,698-13,964-71,41820102015-100-75-50-250255075100
Fonte: Secretaria do Tesouro Naciona

O aumento do rombo fiscal acontece diante do fraco desempenho da arrecadação – em decorrência principalmente do baixo nível de atividade – e também da dificuldade por parte do governo em impedir um aumento das despesas públicas em um orçamento com um alto grau de vinculações.
Com recessão castigando a economia brasileira, a receita total teve queda real de 6,7% nos oito primeiros meses deste ano, para R$ 844 bilhões. Sem contar a inflação, houve um aumento nominal de 2,1% no período. Ao mesmo tempo, as despesas públicas totais cresceram, em termos reais, 1,1% até agosto, para R$ 778 bilhões. Em termos nominais, a alta foi de 10,7%.
Segundo a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, o déficit da Previdência Social explica, atualmente, grande parte do resultado negativo das contas do governo.
“O padrão de ajuste nas despesas discricionárias [sobre as quais o governo tem controle] chega perto do limite. Chegou a hora de mudança de regras com ajuste mais estrutural nas despesas obrigatórias”, acrescentou ela.
Vescovi afirmou ainda que o governo espera um déficit fiscal de R$ 97,9 bilhões nos quatro últimos meses deste ano, de modo que o rombo nas contas públicas em todo ano de 2016, estimado neste momento, é de R$ 169 bilhões – pouco abaixo da meta proposta pelo governo e aprovada pelo Senado, que é de um déficit de até R$ 170,5 bilhões.
Mês de agosto
Somente em agosto deste ano, ainda segundo números oficiais, as contas do governo registraram um déficit primário de R$ 20,34 bilhões. Com isso, houve piora frente ao mesmo período do ano passado (-R$ 5,06 bilhões).

Contas do Governo - Agosto
Em R$ bilhões
3,6636,2673,3824,0052,541,6070,99-10,445-5,06-20,34520102015-25-20-15-10-50510
Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional

O rombo fiscal das contas também foi o pior, para meses de agosto, desde o início da série histórica do Tesouro Nacional, em 1997. Ou seja, foi o pior resultado para o mês em 20 anos.
Rombo da Previdência
A Secretaria do Tesouro Nacional informou que o rombo da Previdência Social (sistema público de previdência que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 44,56 bilhões nos oito primeiros meses do ano passado para R$ 87,57 bilhões em igual período de 2016. Um aumento de 96,5%.
Recentemente, o governo estimou que o déficit da Previdência Social vá somar R$ 148,78 bilhões em todo este ano. Em 2015, a Previdência registrou resultado negativo de R$ 86,81.
A equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, já informou que pretende levar adiante uma reforma das regras da Previdência Social e discute alternativas com as centrais sindicais. O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informou que a proposta contemplará uma idade mínima de aposentadoria de 65 anos para homens e mulheres.
Meta fiscal
Por conta do fraco resultado das contas do governo, a equipe econômica enviou ao Congresso e conseguiu aprovar a alteração da meta fiscal para um rombo de até R$ 170,5 bilhões em 2016 – o pior resultado da história, se confirmado.
De acordo com dados oficiais, 2016 será o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões. Para 2017, a estimativa é de um novo déficit fiscal, da ordem de R$ 139 bilhões.
A consequência de déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e o aumento das pressões inflacionárias.
Por conta do fraco desempenho da economia e da piora do endividamento, o Brasil já perdeu o chamado "grau de investimento" – uma recomendação para investir no país –, retirado pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).
Para tentar equilibrar as contas, a equipe econômica enviou ao Congresso uma proposta de emenda constitucional (PEC) para instituir um teto para os gastos públicos. Pelo projeto, os gastos, em um ano, passarão a ter um limite de crescimento: a inflação do ano anterior.
Para analistas, o teto de gasto é correto, mas tem efeito limitado no curto prazo.

DOCUMENTO: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/-/resultado-do-tesouro-nacional?redirect=http%3A%2F%2Fwww.tesouro.fazenda.gov.br%2Fhome%3Bjsessionid%3Dosu0IRVu6z-bbJ-fBUPk7ZBC%3Fp_p_id%3D101_INSTANCE_UbgGItriAAg3%26p_p_lifecycle%3D0%26p_p_state%3Dnormal%26p_p_mode%3Dview%26p_p_col_id%3Dcolumn-10%26p_p_col_count%3D1

MF. RFB. PORTAL G1. 29/09/2016. Arrecadação cai 10%, para R$ 91,8 bilhões, e tem pior agosto em 7 anos. Na parcial do ano, arrecadação tem queda de 7,45%, para R$ 816 bilhões. Números mostram que queda da arrecadação se intensificou em agosto.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Números divulgados pela Secretaria da Receita Federal nesta quinta-feira (29) mostram que a arrecadação de impostos e contribuições federais não só continuou a cair em agosto deste ano, mas que o recuo dos valores arrecadados se intensificou.
No mês passado, a arrecadação federal somou R$ 91,8 bilhões, queda real (descontada a inflação) de 10,12% frente ao mesmo mês de 2015. Foi o pior mês de agosto, em valores arrecadados (corrigidos pela inflação), desde 2009, ou seja, em sete anos.

Arrecadação - Meses de Agosto
Em R$ bilhões
85,1297,95105,89103,95106,73112,64102,1591,820102012,520150255075100125
Fonte: Secretaria da Receita Federal

Essa queda é quase duas vezes maior que a verificada em julho deste ano, de 5,8%. Ainda na comparação com igual mês do ano anterior, a redução apurada em agosto é a maior desde fevereiro de 2016 - quando foi de 11,53%.
No acumulado dos oito primeiros meses deste ano, informou o Fisco, a arrecadação totalizou R$ 816 bilhões. Comparado ao mesmo período do ano passado, houve queda real de 7,45%. Neste caso, o resultado é o pior para o período desde 2010, ou seja, em seis anos.
Economia fraca
O desempenho da arrecadação em agosto e na parcial deste ano está relacionado com a forte recessão da economia brasileira. Com a economia fraca, cresce o desemprego e a inadimplência e recuam as vendas de produtos e serviços. Consequentemente, as pessoas e empresas pagam menos impostos.
De acordo com números da Receita Federal, em agosto deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2015, a produção industrial recuou 6,6%, as vendas de bens caíram 10,17% e o valor em dólar das importações recuou 3,95%.
Também houve aumento das demissões neste ano, o que, juntamente com a desoneração da folha de pagamento, gerou uma queda de R$ 1,18 bilhão na arrecadação do imposto previdenciário em agosto, contra o mesmo mês do ano passado. A redução real, nesta comparação, foi de 3,73%.
Desonerações X alta de tributos
Segundo a Receita Federal, as desonerações de tributos realizadas nos últimos anos continuam a influenciar para baixo a arrecadação, apesar do aumento de alguns impostos realizado desde o ano passado para tentar recuperar receitas.

Arrecadação - Janeiro a Agosto
Em R$ bilhões
712,21800,89907,1920,28928,22933,53899,19832,1820102012,5201502004006008001000
Fonte: Secretaria da Receita Federal

Somadas, todas as desonerações, feitas durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff, foram responsáveis por uma perda de R$ 7,56 bilhões na arrecadação em agosto de 2016, impacto menor que o registrado no mesmo mês do ano passado (R$ 8,34 bilhões). Nos oito primeiros meses deste ano, as renúncias com as desonerações somaram R$ 60,4 bilhões.
Por outro lado, os aumentos de tributos não compensaram o impacto das desonerações. Nos últimos meses, o governo subiu a Contribuição de Intervenção Sobre Domínio Econômico (CIDE) dos combustíveis e tributos sobre empréstimos, carros, cosméticos, cerveja, vinhos, destilados, refrigerantes, bancos, receitas financeiras das empresas, taxas de fiscalização de serviços públicos, gasolina, importações e exportações de manufaturados, entre outros.
Neste ano, o governo continuou elevando impostos, entre eles os que incidem sobre viagens, computadores, chocolates, sorvetes e cigarros. Mais recentemente, o governo anunciou o aumento do Imposto Sobre Operações Financeiras para compra de dólares, de 0,38% para 1,1%. A medida, porém, terá impacto na arrecadação somente nos próximos meses.
Meta fiscal
O fraco desempenho da arrecadação nos sete primeiros meses deste ano dificulta o cumprimento da meta fiscal - fixada em um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 170,5 bilhões para as contas do governo em 2016.
No ano passado, o rombo fiscal já somou cerca de R$ 115 bilhões e, para 2017, a estimativa é de um déficit de R$ 139 bilhões. A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e mais pressões inflacionárias.
Devido ao fraco desempenho da economia, dificuldades para aprovar medidas necessárias no Congresso Nacional e piora do endividamento, o Brasil já teve retirado o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país - pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).

MF. RFB. REUTERS. 29/09/2016. Arrecadação cai 10,12% e tem pior agosto desde 2009, diz Receita

BRASÍLIA (Reuters) - A arrecadação do governo federal em agosto registrou queda real de 10,12 por cento sobre igual período de 2015, a 91,808 bilhões de reais, no pior dado para o mês desde 2009 (85,125 bilhões de reais), em meio à profunda queda da economia.

No acumulado dos oito primeiros meses do ano houve retração de 7,45 por cento na arrecadação, já descontada a inflação, a 816,481 bilhões de reais. Neste caso, a performance foi a mais fraca para o período desde 2010 (800,895 bilhões de reais), divulgou a Receita Federal nesta quinta-feira.

O desempenho tem como pano de fundo a derrocada da atividade econômica, que afeta em cheio o recolhimento de impostos importantes na base tributária.

Em agosto, houve declínio especialmente de Cofins/PIS-Pasep (-10,75 por cento sobre um ano antes), Imposto de Importação/IPI-Vinculado (-24,94 por cento) e na receita previdenciária (-3,73 por cento).

Enquanto isso, as desonerações seguiram expressivas, em 7,567 bilhões de reais, embora tenham caído 781 milhões de reais na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em relatório de receitas e despesas bimestral, com base em dados de julho e agosto, o governo já havia passado a calcular o ingresso de 6,2 bilhões de reais com o programa de regularização de ativos no exterior, montante referente apenas aos valores já declarados à Receita Federal até aquele momento, embora ainda não pagos. O prazo para os contribuintes quitarem multa e imposto no âmbito do programa vai até 31 de outubro.

No relatório de arrecadação de agosto, a Receita não fez nenhuma menção ao tema.

Já contando com o ingresso dessas receitas e daquelas que ainda hão de vir, a meta de déficit primário para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) é de 170,5 bilhões de reais neste ano. Se confirmado, este será o pior resultado histórico das contas públicas e o terceiro seguido no vermelho.

(Por Marcela Ayres)

ABIOVE. REUTERS. 29/09/2016. Abiove vê nova safra de soja do Brasil em recorde de 101,3 mi t

SÃO PAULO (Reuters) - A safra de soja do Brasil em 2017 deverá atingir um recorde de 101,3 milhões de toneladas, previu nesta quinta-feira a Abiove, associação que reúne as indústrias de óleos vegetais do país.

A produção na temporada cujo plantio começou recentemente deverá ter um crescimento de 4,9 por cento na comparação com a safra passada, que registrou recuo ante a anterior devido a problemas climáticos.

(Por Roberto Samora)


DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1.  29/09/2016. Dólar opera em alta nesta quinta-feira. Na véspera, o Ibovespa subiu 1,67%, a 59.355 pontos. Em setembro, índice avança 2,5% e, no acumulado de 2016, sobe 36,9%.
Do G1, em São Paulo

Operadores trabalhando na Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Reuters/Paulo Whitaker)
O dólar abriu em alta ante o real, acompanhando o movimento da moeda no exterior e se ajustando ao recuo do petróleo nesta manhã, com investidores devolvendo parte da alta da véspera em meio a um ceticismo sobre se um acordo da Opep para reduzir a produção seria suficiente para reequilibrar o mercado mundial com forte excesso de oferta.
Às 9h09, a moeda norte-americana sobe 0,3%, cotada a R$ 3,2317.
A agenda, no entanto, está carregada de eventos que podem influenciar os negócios, com destaque para o PIB norte-americano do segundo trimestre, declarações de dirigentes do Federal Reserve, banco central norte-americano, entre eles a chair Janet Yellen, no final do dia, e a participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em evento em São Paulo.
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- com a oferta de 5 mil contratos.
O BC anunciou ainda na noite de quarta-feira a realização de leilão de linha na sexta-feira com venda de até US$ 4 bilhões. Serão dois leilões, o primeiro com acolhimento das propostas de 15h15 às 15h20; e o segundo, de 15h30 às 15h35. O primeiro leilão terá data de recompra em 3 de janeiro de 2017 e o segundo, em 2 de fevereiro de 2017.
Na véspera, o dólar fechou em alta, com o avanço das ações da Petrobras no radar, em sessão marcada por recuperação nos preços do petróleo e pela notícia de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alcançou um acordo para reduzir sua produção, segundo a imprensa internacional.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa, subiu 1,67%, a 59.355 pontos. Na semana, a bolsa brasileira tem alta de 1,12%. No mês de setembro, avança 2,5% e, no acumulado de 2016, sobe 36,9%.

BACEN. PORTAL UOL. 29/09/2016. Dólar sobe, vendido perto de R$ 3,23; Bolsa opera quase estável

O dólar comercial subia e a Bovespa operava quase estável nesta quinta-feira (29). Por volta das 10h10, a moeda norte-americana subia avançava 0,21%, a R$ 3,229 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, tinha leve alta de 0,08%, a 59.402,07 pontos. O acordo da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) para limitar a produção da matéria-prima, fechado na véspera, segue influenciando o mercado. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 29/09/2016. Dólar sobe com exterior após dados mais fortes sobre economia dos EUA
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar registrava pequena alta ante o real nesta quinta-feira, influenciado pela valorização da moeda no exterior em dia de recuo dos preços do petróleo e pelos números melhores do que o previsto da economia norte-americana, mas contrabalançado pelo anúncio de leilão de linha pelo Banco Central.

Às 10:39, o dólar avançava 0,19 por cento, a 3,2280 reais na venda. O dólar futuro subia 0,37 por cento.

A realização de leilão de linha na sexta-feira pelo BC com dinheiro novo --o que eleva a oferta de moeda-- continha o avanço da moeda norte-americana, com o mercado digerindo o anúncio.

O BC anunciou na noite de quarta-feira a realização do leilão com venda de até 4 bilhões de dólares, com o primeiro acolhimento das propostas de 15h15 às 15h20 e o segundo, de 15h30 às 15h35. O primeiro leilão terá data de recompra em 3 de janeiro de 2017 e o segundo, em 2 de fevereiro de 2017.

"O BC fez leilão de linha em todos os meses deste ano, trata-se de uma ferramenta de controle de liquidez que ele usa para evitar distorções no mercado. Acho que ele anunciou ontem para tirar a volatilidade, dado que hoje a agenda está recheada", comentou o operador corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.

"Mas ainda está nebulosa a razão sobre a oferta de 1,6 bilhão de dólares em dinheiro novo, já que os 2,4 bilhões restantes são para rolagem de contratos", disse.

As sessões desta quinta e sexta-feiras serão marcadas ainda pelas movimentações em torno da formação da Ptax de final de mês, que é a taxa de câmbio usada para liquidação dos derivativos cambiais, o que adiciona volatilidade ao câmbio.

"A pressão de Ptax não tende a ser para cima sempre. Mas sempre gera muita movimentação e o leilão de linha pode ser para evitar o excesso de especulação no mercado", disse Alessie Machado.

Pouco depois da abertura da sessão no Brasil, os Estados Unidos divulgaram os números do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e os pedidos semanais de auxílio-desemprego, ambos melhores do que as expectativas, o que reforça as apostas de aumento de juros nos EUA em dezembro.

Na noite de quinta-feira, a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, disse que o banco central dos Estados Unidos corre o risco de ficar atrás da curva se demorar para elevar os juros, dada a evolução da economia norte-americana. Ela vota nas reuniões do Fomc deste ano.

O PIB dos EUA subiu 1,4 por cento no segundo trimestre, ligeiramente acima do 1,3 por cento estimado em pesquisa Reuters e ante crescimento de 1,1 por cento divulgado no mês passado.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em 3 mil, para 254 mil em números ajustados sazonalmente na semana encerrada em 24 de setembro. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o relatório mostrasse 260 mil novos pedidos.

Nesta manhã, as apostas de que haveria um corte de juros no encontro do Fed em dezembro estavam em 57,6 por cento, de 54,3 por cento na quarta-feira. Para novembro, eram minoritárias, de 17,1 por cento, mesmo porcentual da véspera.

O Banco Central vendeu toda a oferta de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- em leilão nesta manhã.

(Por Claudia Violante)

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