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July 1, 2016

MDIC. 01/07/2016. Balança comercial registra superávit de US$ 23,6 bilhões no primeiro semestre
 
Valor é o melhor resultado semestral desde 1989, ano em que foi iniciada a série histórica. No mês de junho, o saldo da balança comercial foi de US$ 3,974 bilhões

Brasília (1° de julho) – A balança comercial brasileira do mês de junho registrou superávit de US$ 3,974 bilhões. As exportações somaram US$ 16,743 bilhões e as importações totalizaram US$ 12,770 bilhões. No primeiro semestre, o saldo da balança comercial foi de US$ 23,635 bilhões, melhor resultado para o período desde 1989, ano em que o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) iniciou a série histórica. De janeiro a junho de 2016, as exportações foram de US$ 90,237 bilhões e as importações de US$ 66,602 bilhões.

As informações foram dadas pelo diretor do Departamento de Estatísticas e Apoio à Exportação da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, Herlon Brandão, durante coletiva de imprensa, hoje, em Brasília. Na avaliação de Brandão, o resultado do semestre foi influenciado pelo aumento de 9,8% no índice quantum, que mede o aumento das quantidades exportadas, com destaque para automóveis de passageiro (50,4%),  celulose (29%), soja (17,7%), carne bovina in natura (14,1%), aviões (9%), minério de ferro (4%) e petróleo (0,5%). Do lado das importações houve queda de 29,6%, puxada por retração dos preços dos produtos importados de 10,8% e também das quantidades (índice quantum) de 20,1%. Veja apresentação sobre os dados da balança comercial.

Brandão explicou a importância do superávit comercial para o equilíbrio das contas externas. Segundo ele, “a balança comercial do primeiro semestre de 2016 apresentou um saldo recorde de US$ 23,6 bilhões. Resultado que é muito significativo porque ajuda a equilibrar as contas externas do Brasil”, disse. Ele explicou que o país tinha um déficit em transações correntes, ou seja, a relação econômica com o exterior era deficitária. “Agora passamos a ter maior equilíbrio porque as transações comerciais de bens ajudam nas contas externas, além de melhorar a saúde financeira do país como um todo”, concluiu.  Herlon Brandão confirmou que o MDIC ainda trabalha com a perspectiva de um superávit significativo para 2016, na casa dos US$ 45 a 50 bilhões.

Feijão

Brandão ressaltou que no primeiro semestre de 2016, o Brasil importou 78,4 mil toneladas de feijão preto, volume 41,2% maior que o registrado no mesmo período do ano passado (30,9 mil toneladas). O principal fornecedor foi a Argentina, que passou de 25,7 mil toneladas em 2015 para 64 mil toneladas em 2016, o que significou um acréscimo de 117%. Na avaliação do diretor, com a redução temporária do Imposto de Importação do produto, a tendência é que o Brasil importe também de outros países.

Exportações

No mês, decresceram as exportações de básicos (-21,7%) e manufaturados (-21,0%), enquanto aumentaram as vendas de semimanufaturados (3,7%), em relação ao ano anterior.

No grupo dos básicos, quando comparado com junho de 2015, decresceram as vendas principalmente de petróleo em bruto (-36,2%), minério de cobre (-32,2%) e café em grão (-26,3%). Os manufaturados, em relação ao mesmo período, retrocederam com as vendas principalmente de óleos combustíveis (-51,6%), autopeças (-33,1%) e óxidos e hidróxidos de alumínio (-31%). Por outro lado, cresceram as vendas de etanol (142,1%), tubos flexíveis de ferro e aço (26%) e pneumáticos (7,2%). No grupo dos semimanufaturados, quando comparado com junho do ano passado, cresceram as vendas principalmente de açúcar em bruto (53,6%), ouro em forma semimanufaturada (24,6%) e óleo de soja em bruto (14,7%).

Importações

No mês, as importações registraram queda de 19,3% em relação a junho do ano passado e alta de 9,5% na comparação com maio de 2016. Segundo Brandão, isso se deve a equipamentos comprados para a Zona de Processamento às Exportações (ZPE) do Porto de Pecém (CE). “Esse é um investimento produtivo de mais de US$ 5 bilhões que impactou as importações no mês e que vai gerar mais exportações para o país. A previsão é que a siderúrgica – investimento da Vale com duas empresas coreanas – inicie sua produção e exportação de aço em agosto deste ano”, disse.

Em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-49,7%), bens de consumo (-30,2%) e bens intermediários (-19,9%). Já as compras de bens de capital aumentaram em 24,4%.

No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente pela diminuição dos preços de petróleo em bruto, óleos combustíveis e gás natural. Já no segmento bens de consumo, as principais quedas foram observadas nas importações de bens de consumo duráveis (automóveis de passageiros, espingardas e carabinas para caça, artigos de prótese, etc.) e bens de consumo semiduráveis e não duráveis (fungicidas, suco de laranja congelado, medicamentos, carne de frango, etc.).

Dentre os bens intermediários, decresceram as aquisições de peças e acessórios para bens de capital (placas de microprocessamento, torneiras e partes, partes de motores e geradores, etc.); insumos industriais elaborados (naftas para petroquímica, inseticidas, partes de aparelhos de radiodifusão, cloreto de potássio, etc.) e alimentos e bebidas elaboradas, destinados principalmente à indústria.

Com relação a bens de capital, cresceram os equipamentos de transporte industrial (navios-tanque, veículos automóveis, aviões, etc.) e bens de capital, exceto equipamentos de transporte industrial (fornos industriais, máquinas mecânicas, permutadores de calor, aparelhos para filtrar gás, etc.) .

Acumulado do ano

No acumulado das exportações de janeiro a junho de 2016, registraram retração em relação a igual período de 2015, os produtos: básicos (-7,9%), manufaturados (-4%) e semimanufaturados (-1,5%).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve diminuição, principalmente, de petróleo em bruto (-38%), café em grão (-27,3%) e minério de ferro (-24,4%). Por outro lado, cresceram as vendas de milho em grão (100,7%), algodão em bruto (34,3%), carne suína (13,2%), soja em grão (9,3%) e carne bovina (3,9%).

No grupo dos manufaturados, foi registrada retração principalmente de autopeças (-25%), motores para veículos e partes (-22,6%) e motores e geradores elétricos (-20,6%). Por outro lado, cresceram: etanol (74,2%), tubos flexíveis de ferro e aço (56,6%), automóveis de passageiros (34,3%) e suco de laranja não congelado (+18,4%).

Dentro dos semimanufaturados, as maiores quedas ocorreram nas vendas de: semimanufaturados de ferro e aço (-23,1%), couros e peles (-17,1%), ferro-ligas (-15,7%) e alumínio em bruto (-12,6%). Por outro lado, cresceram catodos de cobre (56,2%), ouro em forma semimanufaturada (23,6%), açúcar em bruto (17,2%) e madeira serrada (8,8%).

Os principais países de destino das exportações foram: China (US$ 21 bilhões), Estados Unidos (US$ 10,7 bilhões), Argentina (US$ 6,5 bilhões), Países Baixos (US$ 4,7 bilhões) e Japão (US$ 2,4 bilhões).

Em relação às importações do primeiro semestre de 2016, quando comparado com igual período anterior, houve queda em combustíveis e lubrificantes (-48,9%), bens de consumo (-27,5%), bens intermediários (-26,8%) e bens de capital (-19,9%).

Os principais países de origem das importações foram: China (US$ 11,4 bilhões), Estados Unidos (US$ 11,2 bilhões), Alemanha (US$ 4,7 bilhões), Argentina (US$ 4,2 bilhões) e Coreia do Sul (US$ 3 bilhões).

IBGE. 01/07/2016. Produção industrial mostra variação nula (0,0%) em maio

Maio 2016 / Abril 2016
0,0%
Maio 2016 / Maio 2015
-7,8%
Acumulado em 2016
-9,8%
Acumulado em 12 meses
-9,5%
Média móvel trimestral
0,6%
Em maio de 2016, a produção industrial nacional mostrou variação nula (0,0%) frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após assinalar resultados positivos em março (1,4%) e abril (0,2%). Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou queda de 7,8% em maio de 2016, 27ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e mais elevada do que a observada em abril último (-6,9%).
Assim, no índice acumulado para os cinco primeiros meses de 2016, o setor industrial assinalou redução de 9,8%. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,5% em maio de 2016, praticamente repetiu o recuo de 9,6% registrado nos meses de março e abril de 2016, quando mostrou a perda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%).

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Maio de 2016
Grandes Categorias
Econômicas
Variação (%)
Maio 2016/
Abril 2016*
Maio 2016/
Maio 2015
Acumulado
Janeiro-Maio
Acumulado nos
Últimos 12 Meses
Bens de Capital
1,5
-11,4
-23,0
-26,9
Bens Intermediários
-0,7
-8,1
-9,2
-7,6
Bens de Consumo
0,1
-5,4
-7,5
-8,7
   Duráveis
5,6
-17,4
-24,7
-22,4
   Semiduráveis e não Duráveis
-1,4
-2,1
-2,4
-4,9
Indústria Geral
0,0
-7,8
-9,8
-9,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal
12 dos 24 ramos pesquisados crescem em maio
Na variação nula (0,0%) da atividade industrial na passagem de abril para maio, 12 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas positivas, com destaque para o avanço de 4,8% registrado por veículos automotores, reboques e carrocerias. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (3,6%), de indústrias extrativas (1,4%) e de metalurgia (3,4%).
Vale destacar também os resultados positivos assinalados por outros equipamentos de transporte (9,5%), bebidas (2,2%), celulose, papel e produtos de papel (2,0%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (4,3%) e produtos de borracha e de material plástico (2,0%).
Por outro lado, entre os 11 ramos que reduziram a produção nesse mês, os desempenhos de maior relevância para a média global vieram de produtos alimentícios, que recuou 7,0%, e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-8,2%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 5,6%, mostrou a expansão mais acentuada em maio de 2016 e interrompeu quatro meses consecutivos de queda na produção, período em que acumulou redução de 13,0%. O segmento de bens de capital (1,5%) também registrou crescimento nesse mês e marcou a quinta taxa positiva consecutiva, acumulando nesse período ganho de 9,0%.
Por outro lado, os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,4%) e de bens intermediários (-0,7%) assinalaram taxas negativas em maio de 2016, com o primeiro apontando o segundo mês consecutivo de queda na produção e acumulando nesse período redução de 2,2%; e o último voltando a recuar após crescer 0,5% no mês anterior.
Média móvel trimestral varia 0,6%
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em maio de 2016 frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.
Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (2,2%) mostrou o avanço mais intenso nesse mês. O setor produtor de bens de consumo duráveis (0,3%) também assinalou taxa positiva. Por outro lado, os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%) e de bens intermediários (-0,1%) apontaram os resultados negativos.
Produção industrial cai 7,8% em relação a maio de 2015
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 7,8% em maio de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando todas as quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 62 dos 79 grupos e 67,5% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que maio de 2016 (21 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (20).
Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,4%), indústrias extrativas (-11,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-15,8%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria.
Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de metalurgia (-10,3%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,4%), de produtos de metal (-12,1%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-17,5%), de máquinas e equipamentos (-7,1%), de outros equipamentos de transporte (-18,3%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,3%), de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-17,4%), de produtos do fumo (-28,7%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,4%), de produtos diversos (-17,7%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,0%) e de móveis (-16,9%).
Por outro lado, ainda na comparação com maio de 2015, a atividade de produtos alimentícios (3,8%) exerceu a principal pressão positiva nesse mês. Vale destacar também os impactos positivos registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (4,8%) e de bebidas (4,4%).
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-17,4%) e bens de capital (-11,4%) assinalaram, em maio de 2016, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens intermediários (-8,1%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,1%) também mostraram resultados negativos nesse mês, com o primeiro recuando com intensidade ligeiramente maior do que a média nacional (-7,8%); e o segundo apontando a perda mais moderada entre as categorias econômicas.
O segmento de bens de consumo duráveis recuou 17,4% no índice mensal de maio de 2016, 27º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas menos intenso do que o verificado no mês anterior (-23,6%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-20,2%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (-15,2%), influenciados, em grande parte, por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-18,8%), do grupamento de outros eletrodomésticos (-19,0%), de móveis (-16,2%) e de eletrodomésticos da “linha branca” (-1,8%).
O setor produtor de bens de capital, ao recuar 11,4% em maio de 2016, assinalou a 27ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas mostrou queda menos intensa do que a registrada no mês anterior (-16,0%). O segmento foi influenciado pelo recuo observado na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para a redução de 12,5% de bens de capital para equipamentos de transporte. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-31,4%), para fins industriais (-2,7%), agrícola (-9,4%) e para construção (-18,5%), enquanto bens de capital para energia elétrica (2,4%) apontou o único resultado positivo em maio de 2016.
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, a produção de bens intermediários, com queda de 8,1% em maio de 2016, assinalou a 26ª taxa negativa consecutiva e ligeiramente mais intensa do que a verificada no mês anterior (-7,3%). O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-17,9%), de indústrias extrativas (-11,9%), de metalurgia (-10,3%), de veículos automotores, reboques e carrocerias (-14,9%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,3%), de produtos de metal (-11,1%), de produtos de borracha e de material plástico (-6,5%), de produtos têxteis (-4,8%), de máquinas e equipamentos (-3,7%) e de outros produtos químicos (-0,8%), enquanto as pressões positivas foram registradas por produtos alimentícios (7,5%) e celulose, papel e produtos de papel (5,7%). Vale citar também as reduções observadas nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-11,0%), que marcou o 27º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, e de embalagens (-1,6%), com a 17ª taxa negativa consecutiva.
A produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 2,1% em maio de 2016, após avançar 2,5% em abril último. O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelo recuo observado no grupamento de semiduráveis (-9,7%). Os subsetores de não-duráveis (-1,5%) e de carburantes (-1,8%) também mostraram resultados negativos nesse mês. Por outro lado, o grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,7%) apontou o único resultado positivo nessa categoria.
Em 2016, indústria acumula recuo de 9,8%
No índice acumulado para o período janeiro-maio de 2016, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 9,8%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 75,4% dos 805 produtos pesquisados apontaram redução na produção.
Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 24,2%, e indústrias extrativas (-14,4%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de máquinas e equipamentos (-18,3%), de metalurgia (-13,4%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,8%), de produtos de metal (-15,6%), de produtos de borracha e de material plástico (-12,8%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-12,5%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-15,0%), de outros equipamentos de transporte (-22,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-11,6%), de produtos têxteis (-13,0%), de móveis (-15,8%) e de outros produtos químicos (-3,2%).
Por outro lado, entre as três atividades que ampliaram a produção nos cinco primeiros meses de 2016, a principal influência foi observada em produtos alimentícios (2,7%). Os demais resultados positivos foram registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (3,1%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (2,4%).
Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os cinco primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-24,7%) e bens de capital (-23,0%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-24,4%) e eletrodomésticos (-27,7%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (-23,5%), na segunda.
Os segmentos de bens intermediários (-9,2%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,4%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do ano, com o primeiro registrando recuo abaixo da magnitude observada na média nacional (-9,8%), e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.


FGV. IBRE. 01/07/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-S. IPC-S recua na última semana de junho

O IPC-S de 30 de junho de 2016 apresentou variação de 0,26%1, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 4,50%, no ano e, 8,54%, nos últimos 12 meses.

Nesta apuração, seis das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Despesas Diversas (1,29% para 0,41%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cigarros, cuja taxa passou de 2,18% para -0,06%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

  • Transportes (-0,14% para -0,22%), 
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,54%), 
  • Vestuário (0,75% para 0,37%), 
  • Comunicação (0,12% para 0,11%) e 
  • Habitação (0,65% para 0,63%). 

Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: gasolina (-1,15% para -1,59%), medicamentos em geral (0,37% para 0,11%), roupas (0,64% para 0,15%), mensalidade para internet (0,13% para -0,25%) e tarifa de eletricidade residencial (0,79% para 0,44%), respectivamente.

Em contrapartida, apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,11% para 0,26%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item passagem aérea (-0,12% para 6,55%).

O grupo Alimentação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, 0,07%. As principais influências em sentido ascendente e descendente partiram dos itens: feijão-carioca (29,26% para 38,62%) e frutas (-7,88% para     -11,75%), respectivamente.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20155A5F856544D3D

PORTAL UOL. SETOR AUTOMOTIVO. 01/07/2016. O pior semestre desde 2006. Vendas caem 25,1% no ano, mas há quem veja sinais de recuperação.
Joel Leite

As vendas de carros e comerciais leves tiveram uma ligeira recuperação em junho, com 166.393 unidades vendidas (alta de 2,6% em relação a maio) e em algumas cidades de São Paulo (veja mais adiante) o número de registros ficou abaixo do efetivamente vendido por causa da greve do Detran. Esse quadro é uma fagulha de esperança para o setor, mas o balanço do semestre revela uma queda dramática das vendas.

Mas no acumulado do ano as vendas tiveram o pior desempenho desde o primeiro semestre de 2006, portanto dos últimos dez anos (veja gráfico).  Foram vendidos de janeiro a junho 951.182 carros e comerciais leves, contra 1.269.912 no mesmo período do ano passado, uma queda de 25,1% sobre o já fraquíssimo ano de 2015.

A primeira metade de 2006 fechou com apenas 817.721 unidades, mas as vendas evoluíram durante os anos seguintes, quando, em plena crise, foram vendidos 1,33 milhão de carros (1º semestre de 2008) e 1,393 milhão (1º semestre de 2009). As vendas continuam evoluindo nos anos seguintes, chegando ao auge em 2013, quando foram vendidas 1,707 milhão de unidades de janeiro a junho.

A greve no Detran pode ter provocado a redução do número de licenciamento em junho. Em algumas do Estado de São Paulo, como Araraquara, Sorocaba e Taubaté, o volume de vendas diárias nesse período caiu 80% e no estado todo a média diária caiu 15%, conforme fonte de uma montadora, segundo a qual há indícios de uma possível relação entre a greve e a baixa nas médias de emplacamento.

“A greve pode ter influenciado no resultado final de emplacamentos do mês de junho, dando a falsa impressão de que a crise no setor piorou e as pessoas não estão comprando, quando, na verdade, pode ter havido sim a venda e o que não ocorreu foi o emplacamento”, considerou o executivo.

A GM fechou na liderança no semestre, com 157.507 unidades e uma participação de 16,6%. A Fiat, em segundo, vendeu 143.760 carros e ficou com 15,1% e a Volkswagen vendeu 126.762 (13,3%).

Na lista das dez marcas mais vendidas não há novidades: a Hyundai mantém a posição conquistada este ano entre as quatro maiores do Mercado: vendeu 95.965 e ficou com 10,1%, deixando pra trás a Toyota (85.468, com  9%) e a Ford (80.721, com 8,5%).

Renault, Honda, Jeep e Nissan, nesta ordem, completam a lista das dez mais vendidas.

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REUTERS. 01/07/2016. Venda de carros e comerciais leves novos em junho sobe 2,7% sobre maio

SÃO PAULO (Reuters) - Os licenciamentos de automóveis e comerciais leves novos no Brasil em junho subiram 2,7 por cento sobre maio, enquanto na comparação anual seguem mostrando redução no ritmo de declínio apresentado no início deste ano, segundo dados de fontes do mercado nesta sexta-feira.

As vendas de carros e comercias leves, segmento que inclui utilitários esportivos além de vans e picapes, somaram 166,7 mil unidades em junho, ante 162,3 mil em maio, com o crescimento sendo em parte apoiado por mais dias úteis de venda.

Pela média de emplacamentos por dia útil, indicador chave para o setor, os licenciamentos de junho corresponderam a 7.578 veículos, queda ante os 7.734 de maio.

Na comparação com junho do ano passado, as vendas do mês passado encolheram 18,6 por cento, numa redução no ritmo de queda verificado no início do ano, quando a taxa de recuo sobre o ano passado chegou perto de 40 por cento.

Com o resultado de junho, no acumulado dos seis primeiros meses do ano os licenciamentos de carros e comerciais leves somaram 952,3 mil unidades, uma queda de 25 por cento sobre o volume da primeira metade de 2015.

Segundo a associação nacional dos fabricantes de veículos, Anfavea, o mercado poderá iniciar uma recuperação mais para o final do ano, diante do recrudescimento da crise política que poderá incentivar a confiança de empresários e investidores. A entidade espera que as vendas de veículos este ano caiam 19 por cento, para cerca de 2 milhões de unidades.

No ranking do segmento, General Motors teve vendas de 28,1 mil carros e comerciais leves em junho, seguida pela Fiat, que teve emplacamentos de 25,5 mil, enquanto a coligada Jeep vendeu cerca de 4 mil utilitários esportivos no período, informou uma das fontes.

O grupo alemão Volkswagen apurou licenciamentos de 20,9 mil carros e comerciais leves em junho, ficando na terceira posição. A empresa foi seguida pela sul-coreana Hyundai, com vendas de 16,8 mil unidades; pela japonesa Toyota, com emplacamentos de 15,5 mil veículos; e pela norte-americana Ford, que teve vendas de 14 mil unidades no mês passado.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 01/07/2016. Dólar fecha em alta após 3 quedas, com retorno de intervenção do BC. Banco Central não atuava no câmbio desde o dia 18 de maio. Dólar iniciou julho com alta de 0,60%, a R$ 3,2328; queda em junho foi de 11%.
Do G1, em São Paulo

O dólar fechou em alta nesta sexta-feira (1º), após ter chegado a cair pela manhã. O dia foi marcado pela volta da interferência do Banco Central no câmbio após mais de um mês sem atuação.
A moeda subiu 0,60%, a R$ 3,2328 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, alta de 0,35%, a R$ 3,2244
  • Às 9h29, alta de 0,14%, a R$ 3,2177
  • Às 9h49, queda de 0,04%, a R$ 3,2119
  • Às 10h, queda de 0,32%, a R$ 3,2029
  • Às 10h49, queda de 0,2%, a R$ 3,207
  • Às 10h59, alta de 0,17%, a R$ 3,2188
  • Às 11h30, alta de 0,46%, a R$ 3,2280
  • Às 11h49, alta de 0,64%, a R$ 3,2340
  • Às 12h20, alta de 0,95%, a R$ 3,2434
  • Às 12h50, alta de 0,86%, a R$ 3,2411
  • Às 13h20, alta de 0,68%, a R$ 3,2352
  • Às 13h50, alta de 0,47%, a R$ 3,2286
  • Às 14h29, alta de 0,48%, a R$ 3,2290
  • Às 15h09, alta de 0,21%, a R$ 3,2202
  • Às 15h39, alta de 0,18%, a R$ 3,219
  • Às 16h30, alta de 0,62%, a R$ 3,2334

Na semana, o dólar acumulou alta de 4,34%. No ano, a moeda dos EUA tem desvalorização de 18,11%.
A intervenção do BC veio um dia após o dólar encostar em R$ 3,20 pela primeira vez em quase um ano na sessão passada.
Banco Central voltou a interver
O BC anunciou leilão de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares - movimento que tende a elevar a taxa de câmbio. Toda a oferta foi vendida. Foi a primeira operação desse tipo em mais de um mês e também a primeira desde a chegada de Ilan Goldfajn à presidência do BC.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
O BC não fazia leilão de swap reverso desde 18 de maio, segundo a Reuters, o que gerou entre investidores a percepção de que Ilan estaria mais disposto a tolerar cotações mais baixas do que seu antecessor, Alexandre Tombini.
A operação da sessão equivaleu a compra futura de US$ 500 milhões, segundo a Reuters. Com isso, o estoque de swaps tradicionais do BC, que correspondem à venda futura de dólares, cai para o equivalente a cerca de US$ 61,6 bilhões. O estoque girou acima de US$ 100 bilhões ao longo de quase todo o ano passado.
Mercado vê ação discreta
Em entrevista ao G1, o economista e diretor da NGO Sidnei Moura Nehme disse que a ação do BC foi reduzida. "O BC resolveu sair da toca, mas saiu muito discretamente", afirmou.
"Um leilão de swap reverso tem um efeito de compra no mercado e, a rigor, esse tipo de operação impacta elevando a taxa de câmbio. Só que o BC tem um estoque muito grande e está fazendo um valor muito pequeno, acho que mais para dar uma satisfação do que para intervir e mudar a taxa de câmbio", diz Nehme.
À Reuters, operadores disseram que a oferta pequena de contratos levou ao entendimento de que o BC quer apenas moderar o ritmo do recuo da divisa, e não defender algum patamar específico.
"É uma oferta pequena, mas sinaliza que esse dólar em uma só direção incomoda. Acho que o recado do BC é: estou de olho, repensem um pouco esse movimento", disse à agência o operador da corretora Renascença Thiago Castellan Castro.
Ilan Goldfajn, novo presidente do BC, já afirmou que o banco pode usar as ferramentas cambiais "com parcimônia" e reduzir a exposição cambial do BC em momentos considerados adequados.
Segundo a Reuters, nos mercados internacionais o dólar recuava em relação às principais moedas da América Latina ao fim de uma semana marcada por fortes altos e baixos. As preocupações com a opção do Reino Unido por deixar a União Europeia cederam lugar para expectativas de estímulos monetários no resto do mundo para evitar turbulências financeiras.
Os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do Dia da Independência.
Queda de 18% no 1º semestre
A moeda norte-americana vem caindo sobre o real e terminou o primeiro semestre de 2016 em queda de mais de 18%. Segundo Sidnei Moura Nehme, "o dólar não tem razões para estar no preço em que está". "O Brasil não melhorou tanto a esse ponto e não diminuiu seus riscos. Além disso, o fluxo cambial está negativo. O dólar está sendo reduzido a esse preço pelo mercado, pelos 'players' interessados."

Dólar nos últimos dias
Cotação de fechamento em R$
3,4683,41963,39893,40543,37633,34383,37853,39313,30453,2373,2133cotação16jun17jun20jun21jun22jun23jun24jun27jun28jun29jun30jun3,23,253,33,353,43,453,5
Gráfico elaborado em 30/06/2016

"Eu tenho a impressão de que o preço correto para o dólar neste momento é entre R$ 3,60 e R$ 3,70", afirmou Nehme ao G1.
Último fechamento
Na véspera, o dólar fechou a R$ 3,2133, renovando mínimas em quase 1 ano e acumulando no mês de junho um recuo de mais de 11%, a maior desvalorização mensal em 13 anos.
No mês de junho, o dólar recuou 11,05% frente ao real, o maior recuo mensal desde abril de 2003, segundo a Reuters.
No 1º semestre e no acumulado do ano, o dólar tem desvalorização de 18,61%.

BACEN. PORTAL UOL. REUTERS. 01/07/2016. Dólar sobe a R$ 3,233 após 3 quedas, mas acumula baixa de 4,35% na semana
Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial quebrou uma sequência de três quedas e fechou esta sexta-feira (1º) com alta de 0,61%, cotado a R$ 3,233 na venda.

Apesar de subir no dia, a moeda norte-americana encerra a semana com desvalorização de 4,35%. Na véspera, o dólar caiu 0,73% e terminou o primeiro semestre com baixa de 18,61%.

Atuação do BC
O dólar passou por momentos de instabilidade no início do dia, mas se firmou com alta ainda pela manhã, após entrevista do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao "Valor Econômico".

Goldfajn disse que foram abertas as condições internacionais e domésticas para reduzir os estoques de swaps tradicionais (equivalentes à venda futura de dólares). A declaração foi interpretada pelo mercado como um sinal de que o BC pode continuar intervindo no mercado de câmbio.

Mais cedo, o BC vendeu a oferta total de até 10 mil swaps reversos (equivalentes à compra futura de dólares). Foi a primeira ação do BC no mercado sob o comando de Goldfajn, numa operação que envolveu a compra futura de US$ 500 milhões.

Investidores, no entanto, consideraram o lote pequeno e, por isso, o dólar chegou a operar em baixa por um breve momento durante a manhã.

Cenário externo
No exterior, investidores estavam mais otimistas. As preocupações com a opção do Reino Unido por deixar a União Europeia cederam lugar para expectativas de estímulos monetários no resto do mundo para evitar turbulências financeiras.

Os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira (4) devido ao feriado do Dia da Independência.

(Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 01/07/2016. Dólar sobe 0,61% ante real após BC atuar no câmbio e indicar mais ações no futuro
Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta frente ao real nesta sexta-feira mas marcou a quinta semana consecutiva de perdas, após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, indicar que a autoridade monetária deve continuar fazendo intervenções no mercado cambial.

Neste pregão, o BC atuou pela primeira vez sob a batuta de Ilan, por meio de leilão de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- anunciado após a moeda norte-americana cair fortemente nos últimos dias.

O dólar avançou 0,61 por cento, a 3,2328 reais na venda, após chegar a 3,1966 reais na mínima do pregão. Ainda assim, acumulou baixa de 4,35 por cento na semana e de 10,47 por cento em cinco semanas.

A moeda norte-americana havia despencado 11,05 por cento só em junho, a maior queda mensal em 13 anos, aproximando-se do patamar de 3,20 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,60 por cento no fim desta tarde.

"Ilan veio a público para forçar o câmbio a corrigir exageros, deixar claro que está de olho", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Em entrevista ao Valor PRO, Ilan diz que foram abertas as condições internacionais e domésticas para reduzir os estoques de swaps cambiais tradicionais --correspondentes à venda futura de dólares-- e que seu objetivo era manter o regime de câmbio flutuante. Disse ainda que, nas economias emergentes, as flutuações do câmbio não são "puras".

O BC realizou nesta sessão o primeiro leilão de swaps reversos desde 18 de maio, vendendo o lote total de até mil contratos. A ausência de até então gerou entre investidores a percepção de que Ilan estaria mais disposto a tolerar cotações do dólar mais baixas do que seu antecessor, Alexandre Tombini.

Alguns operadores cogitavam que o BC de Tombini poderia ter como objetivo proteger as exportações da queda do dólar.

Tombini fez uso intenso de swaps reversos para diminuir a exposição cambial do BC, com o estoque de swaps tradicionais caindo de mais de 100 bilhões de dólares no ano passado para pouco mais de 60 bilhões de dólares agora.

A operação desta sessão equivaleu a compra futura de 500 milhões de dólares.

"Ao que tudo indica, não se trata de defesa de nível ou sinalização de piso (para a cotação), mas apenas a cumprimento do que Illan tem sinalizado quanto ao desmonte gradual da exposição cambial... bem como ao natural controle de excessos no mercado cambial", escreveram analistas da corretora H. Commcor em nota a clientes.

Pela manhã, o dólar chegou a recuar com alguma força, embalado pela expectativas de estímulos monetários no resto do mundo. Esse movimento perdeu força ao longo do dia nos mercados externos, porém, com o dólar apresentando desempenho misto no fim desta tarde.

Os mercados norte-americanos não abrirão na segunda-feira devido ao feriado do Dia da Independência.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 01/07/2016. Bovespa fecha primeiro pregão de julho em alta. Ibovespa avançou 1,37%, aos 52.233 pontos. Bolsa subiu pelo 4º pregão com exterior e maior otimismo doméstico.
Do G1, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta sexta-feira (1°), pelo 4º dia seguido, com o mercado ainda à espera de medidas de estímulo de bancos centrais ao redor do mundo ante a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, e mostrando mais otimismo para o cenário doméstico.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, avançou 1,37%, aos 52.233 pontos, superando importante barreira técnica aos 52 mil pontos. Veja a cotação da bolsa hoje
Na semana, o índice ganhou 4,25%.
Cenário interno e externo
Segundo a Reuters, sinais de que grandes bancos centrais afrouxarão ainda mais as condições monetárias mantiveram os mercados acionários no exterior em alta, assim como a Bovespa, embora a bolsa paulista já tenha acumulado ganho de 6,3% em junho.
A percepção de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, irá postergar uma alta dos juros tem impulsionado a demanda por ativos de risco.
O economista-chefe da Modalmais, Álvaro Bandeira, avalia que há a sensação de que os países emergentes ficaram baratos para os desenvolvidos e isso pode ampliar o fluxo de recursos, disse em nota.
Destaques do dia
A Kroton foi o destaque da sessão, com valorização de 5% após anúncio de que a Estácio aceitou a oferta, abrindo caminho para a fusão entre a líder e a vice-líder do segmento universitário brasileiro. O Conselho da Estácio se reúne em 8 de julho para avaliar todas as condições da proposta.
CSN subiu 12% e Usiminas ganhou 5,58%.
Na outra ponta, a JBS perdeu 5% depois que uma operação da Polícia Federal, como parte da Lava Jato, envolveu a Eldorado, braço de celulose da J&F Investimentos, dono da JBS e comandada pela famíla Batista. A casa de Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS e diretor-presidente da J&F, foi alvo de buscas. A JBS informou em comunicado que não é alvo da operação das autoridades.
Destaques do semestre
A Bovespa fechou o primeiro semestre de 2016 com valorização acumulada de 18,8%.
Veja abaixo as maiores altas e quedas do Ibovespa, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.:
Maiores altas do semestre

  • CSN ON, 95,5%
  • Raia Drogasil ON, 78,89%
  • Bradespar PN, 77,35%
  • BMF&Bovespa ON, 66,26%
  • Ecorodovias ON, 64,64
  • Multiplan ON, 58,58%
  • Sabesp ON, 55,06%
  • BR Malls ON, 50,5%
  • Smiles ON, 48%
  • Bradesco ON, 46,52%

Maiores quedas do semestre

  • Fibria ON, -57,77%
  • Embraer ON, -41,8%
  • Suzano Papel PNA, -38,06%
  • Klabin UNT N2, -33,38%
  • Braskem, PNA, -27,11
  • Rumo Log On, -21,47%
  • BRF ON, -17,31%
  • JBS ON, -15,23%
  • Marfrig ON, -11,5%
  • CespPNB, -10,68%

BOVESPA. PORTAL UOL. 01/07/2016. Bolsa tem 4ª alta seguida e ganha 4,25% na semana; Petrobras sobe 4,8%
Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta pelo quarto dia seguido. Nesta sexta-feira (1º), o índice subiu 1,37%, a 52.233,04 pontos.

Esse é o maior nível de fechamento desde 12 de maio, quando a Bolsa terminou o dia com 53.241,32 pontos.

Com isso, a Bovespa termina a semana com valorização de 4,25%. Na véspera, havia avançado 1,03% e encerrado o primeiro semestre com ganho de 18,86%.

O avanço de hoje foi influenciado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, que subiram 4,78%, da mineradora Vale e dos bancos Itaú e Bradesco. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.

Petrobras salta 4,78%
As ações ordinárias da Petrobras (PETR3), com direito a voto em assembleia, saltaram 4,78%, a R$ 12,06.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, ganharam 4,25%, a R$ 9,82.

Os papéis da empresa foram influenciados pela alta nos preços do petróleo no mercado internacional.

Vale avança 2,15%
As ações ordinárias da Vale (VALE3) avançaram 2,15%, a R$ 16,62, e as ações preferenciais da Vale (VALE5) subiram 1,61%, a R$ 13,24.

Na véspera, a mineradora anunciou que concluiu a venda de três navios para um consórcio chinês por US$ 269 milhões.

Os papéis permaneceram em alta mesmo após o STJ (Superior Tribunal de Justiça) suspender um acordo entre a mineradora Samarco, da qual a Vale é acionista, e autoridades após o rompimento de barragem da empresa em Minas Gerais no final do ano passado.

Itaú e Bradesco sobem; BB cai
As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) se valorizaram 2,08%, a R$ 30,91, e as ações do Bradesco (BBDC4) tiveram alta de 1,75%, a R$ 25,62.

No sentido oposto, as ações do Banco do Brasil (BBAS3) perderam 0,76%, a R$ 17,05.

JBS perde 5%
As ações da JBS (JBSS3), dona das marcas Friboi e Seara, caíram 5%, a R$ 9,50.

Nesta manhã, a Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Lava Jato, que teve como um de seus alvos a Eldorado Celulose, empresa do grupo J&F –controladora da JBS.

A PF realizou buscas na sede do grupo e na casa de seu dono, Joesley Batista, em São Paulo. Em nota, a JBS afirmou que não é alvo e não está relacionada com a operação da PF.

Dólar sobe 0,61%, a R$ 3,233
No mercado de câmbio, o dólar comercial quebrou uma sequência de três quedas e fechou com alta de 0,61%, cotado a R$ 3,233 na venda.

Apesar de subir no dia, a moeda norte-americana encerra a semana com desvalorização de 4,35%. Na véspera, o dólar caiu 0,73% e terminou o primeiro semestre com baixa de 18,61%.

Bolsas internacionais
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em alta pela quarta sessão seguida.

  • Espanha: +1,29%
  • Inglaterra: +1,13%
  • Alemanha: +0,99%
  • França: +0,86%
  • Portugal: +0,83%
  • Itália: +0,61%
As Bolsas da Ásia e do Pacífico também terminaram o dia em alta.

  • Coreia do Sul: +0,86%
  • Taiwan: +0,83%
  • Japão: +0,68%
  • Austrália: +0,25%
  • Cingapura: +0,19%
  • China: +0,11%
  • Hong Kong não operou

(Com Reuters)

BOVESPA. REUTERS. 01/07/2016. Bovespa sobe pelo 4º pregão e ganha 4,25% na semana com exterior e maior otimismo doméstico

SÃO PAULO (Reuters) - A bolsa brasileira subiu pelo quarto pregão seguido nesta sexta-feira, com o mercado ainda à espera de medidas de estímulo de bancos centrais ao redor do mundo ante a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, e mostrando mais otimismo com o cenário doméstico.

O Ibovespa ganhou 1,37 por cento, a 52.233 pontos, superando importante barreira técnica aos 52 mil pontos.

Na semana, o índice ganhou 4,25 por cento.

O giro financeiro somou 7,4 bilhões de reais.

Sinais de que grandes bancos centrais afrouxarão ainda mais as condições monetárias mantiveram os mercados acionários no exterior em alta, assim como a Bovespa, embora a bolsa paulista já tenha acumulado ganho de 6,3 por cento em junho.

A percepção de que o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, irá postergar uma alta dos juros tem impulsionado a demanda por ativos de risco.

"Apesar do Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia), os atuais fundamentos, o preço das ações e o Federal Reserve (banco central norte-americano) mais 'dovish', ou seja, menos propício a aumentar os juros, continuam sustentando um bom desempenho do Ibovespa", escreveram analistas do Bradesco em seu relatório com recomendação de ações para julho.

O economista-chefe da Modalmais, Álvaro Bandeira, avalia que há a sensação de que os países emergentes ficaram baratos para os desenvolvidos e isso pode ampliar o fluxo de recursos, disse em nota.

DESTAQUES

  • JBS perdeu 5 por cento, maior baixa do Ibovespa, pressionada pela notícia de que a Polícia Federal deflagrou operação no âmbito da Lava Jato tendo entre os alvos a Eldorado Celulose, do mesmo grupo que controla a JBS, a holding J&F. A JBS informou em comunicado que não é alvo da operação das autoridades.
  • KROTON e ESTÁCIO subiram 5 e 1,47 por cento, respectivamente, beneficiadas por anúncio das empresas de que o Conselho de Administração da Estácio aceitou novos termos financeiros melhorados para ser adquirida pela Kroton, em uma operação avaliada em cerca de 5,5 bilhões de reais. O Conselho da Estácio se reúne em 8 de julho para avaliar todas as condições da proposta.
  • SER EDUCACIONAL, que também apresentou proposta pela Estácio, subiu 0,24 por cento. Ainda no noticiário do setor de educação, o BTG Pactual ressaltou que, como acertado, o governo emitiu 25 por cento dos certificados do Fies não acertados em 2015. "Seis ciclos bem sucedidos e o cumprimento do acordo de emitir um quarto da quantia não acertada em 2015 nos deixa (e investidores em geral) mais confortáveis de que problemas com pagamentos do Fies são agora algo do passado". Os analistas do banco afirmaram que novos ciclos com sucesso devem assegurar geração forte de fluxo de caixa para as companhias listadas no segundo semestre.
  • ENEVA avançou 2,59 por cento, com a continuidade do noticiário positivo para a companhia. A empresa iniciou nesta sexta-feira a operação comercial da usina termelétrica Parnaíba II, no Maranhão. Na véspera, havia informado que foi encerrado seu processo de recuperação judicial, o que lhe permitirá iniciar "nova fase" de crescimento. O papel não integra o Ibovespa.
  • FIBRIA, KLABIN e SUZANO, do setor de papel e celulose, ganharam todas mais de 5 por cento. A perspectiva de que o Banco Central deve continuar intervindo no mercado cambial para amortecer a queda do dólar ante o real favoreceu papéis de exportadoras neste pregão.
  • CSN subiu 12 por cento e Usiminas ganhou 5,58 por cento. Por conta do beta elevado, as ações normalmente oscilam com mais intensidade na comparação com o Ibovespa.


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LGCJ.: