Translate

June 30, 2016

MF. 29/06/2016. Meirelles diz que estimativa para meta fiscal de 2017 também será realista. Para ministro, teto para gastos auxiliará país a voltar a ter superávit primário e reduzir dívida.
Gustavo Raniere/GMF

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (29/06) que o governo está calculando qual é uma estimativa realista para o resultado primário de 2017, cuja meta deve ser encaminhada na próxima semana ao Congresso Nacional. A iniciativa é semelhante à adotada em relação à meta fiscal desse ano.

“Estamos calculando severamente, criticamente a realidade para o ano de 2017. Da mesma maneira que fizemos quando da apresentação do número de 2016, nós temos que dizer qual é a verdade agora, qual é a realidade das contas públicas”, afirmou o ministro a jornalistas após participar do Seminário Internacional de Direito Administrativo e Administração Pública, promovido pelo Instituto Brasileiro de Direito Público (IDP).

Meirelles adiantou que a meta fiscal para o próximo ano deve ser também deficitária e levará em conta não só as despesas, que será o teto fixado para o crescimento, mas também uma revisão realista das receitas. Acrescentou que serão levadas em conta as previsões de recuperação da economia, além de uma possível entrada de recursos da regularização de capitais do exterior.

Para o ministro, a estimativa realista resgata a confiança e a credibilidade em relação à economia. “Quanto mais confiança a sociedade tiver de que as coisas estão indo no rumo certo, que o controle das despesas públicas está sendo feito, de que a verdade está sendo dita, existe credibilidade em relação ao que vem à frente, mais a economia vai crescer, vai gerar emprego, vai gerar renda e todo o círculo será revertido”.

Meirelles reforçou que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limita o crescimento do gasto público terá impacto na situação fiscal, possibilitando que o Brasil volte a ter saldos primários suficientes não só para pagar os juros como também para  amortizar a dívida pública. “Se isso tudo acontecer, a expectativa é que o juro real da economia passe a cair e em consequência toda a dinâmica de crescimento da dívida caia”, apontou.

O ministro esclareceu que o juro real não se refere à taxa Selic, que é uma decisão autônoma do Banco Central, mas à “taxa de risco da economia brasileira e dos juros estruturais que são resultado, principalmente, da questão fiscal e da trajetória da dívida pública”.

Seminário

Em sua palestra no seminário promovido pelo IDP, Henrique Meirelles apresentou um panorama do atual quadro econômico do país, as principais causas da recessão e a propostas de solução. O ministro resumiu que é preciso enfrentar cada problema por vez ao invés de atacar todos ao mesmo tempo.

“É preciso focar, decidir aquilo que é mais importante e não dispersar esforços correndo de um lado para outro. Nós precisamos de fato determinar e resolver qual o problema mais importante, o segundo problema mais importante, terceiro problema mais importante”, avaliou.

O ministro também citou a importância de o governo adotar medidas para enfrentar as questões de curto prazo, como a situação fiscal tanto da União quanto dos Estados, e ao mesmo tempo propor ações estruturais de longo prazo.

“O longo prazo demora, mas chega. Muitos problemas, se não forem resolvidos agora, vão continuar. Então, nós temos que ter ações de emergência, de curto prazo, temos que ter ações de médio prazo e temos que ter ações na frente. Porque é assim que funciona a economia,  com uma visão à frente”.

Meirelles voltou a afirmar que a recuperação da confiança será fundamental para reverter a crise e isso será possível “dizendo a verdade”, ainda que implique em negociações duras e também um esforço de arrecadação. “Estamos trabalhando muito para aperfeiçoar as normas de diversas áreas para aumentar o máximo possível a arrecadação”.

O ministro ainda agradeceu a colaboração dos governadores no acordo sobre a renegociação da dívida com a União. “Agradeço o senso de solidariedade mesmo daqueles Estados que fizeram o seu ajuste fiscal e todos entraram no mesmo barco para fecharmos o acordo e colocarmos também um teto na evolução das despesas fiscais estaduais”.

MF. RFB. 29/06/2016. Aduana. Receita Federal assina carnê ATA para facilitar comércio exterior. Atletas e profissionais que virão aos jogos olímpicos serão beneficiados com documento aduaneiro

Nesta terça, 28 de junho, em reunião na Confederação Nacional da Indústria (CNI), o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, assinaram o termo de compromisso do carnê ATA (sigla em francês de Admission Temporaire), documento aduaneiro pelo qual é possível exportar e importar bens temporariamente sem a incidência de impostos, durante um ano. Com isso, por exemplo, o processo de entrada de equipamentos esportivos de atletas que virão ao Rio de Janeiro disputar os Jogos Olímpicos será simplificado.

O ATA Carnet é um passaporte de mercadorias exportadas ou importadas temporariamente. Com ele, uma empresa pode circular com produtos em 75 países sem precisar pagar impostos, durante 12 meses. As empresas podem utilizar o documento em três tipos de operação: para transportar amostras comerciais, equipamentos profissionais ou artigos para apresentação ou uso em feiras, exposições e eventos semelhantes.

A CNI é a instituição garantidora e emissora do carnê ATA. O secretário Jorge Rachid afirmou que o ato firmado é “um grande passo para melhoria da competitividade do comércio exterior”. Além do presidente, Robson Andrade, representaram o CNI na mesa os diretores Jorge Corte Real, Albano Franco e Paulo Afonso, e o presidente da Federação do estado da Bahia, Francisco Gadelha. Além do secretário, Jorge Rachid, representaram a Receita Federal no evento, o subsecretário de Aduana e Relações internacionais, Ronaldo Lázaro Medina, e o coordenador-geral de Programação e Logística, Nilton Costa Simões.

PORTAL UOL. REUTERS. 30/06/2016. CMN deve reduzir centro da meta de inflação para 2018, diz fonte
Reuters
Patrícia Duarte

SÃO PAULO (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve decidir nesta quinta-feira (30) fixar o centro da meta de inflação de 2018 entre 4% e 4,25% pelo IPCA, menor do que o nível de 4,5% que vigora desde 2005 e fixado até 2017, segundo uma importante fonte da equipe econômica informou à agência de notícias Reuters.

A margem de tolerância deve ser de 1,5 ponto percentual, a mesma para 2017. Segundo a fonte, o grande esforço de desinflação feito pelo Banco Central compreende sobretudo 2015 e 2016, até mesmo "um pouco" de 2017.

"Esse é o grande esforço de conter os efeitos secundários dos reajustes de 2015", explicou a fonte, referindo-se à alta de 10,67% do ano passado, quando a meta não foi cumprida.

O centro da meta de 4,5% segue o mesmo desde 2005, quando a banda era de 2,5 pontos percentuais. A margem de 2 pontos passou a valer em 2006, ainda vigente para 2016.

Ao reduzir o centro da meta de inflação para 2018 o governo dá o sinal de que a política monetária continuará apertada por mais tempo, em meio ao cenário de forte recessão.

Até poucos dias atrás, a ideia que predominava na equipe econômica era repetir para 2018 a meta de 2017 --4,5%, com banda de 1,5 ponto percentual--, mas ela acabou mudando para garantir a mensagem de austeridade.

Nesta semana, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, endureceu o discurso e deixou claro que quer levar a inflação para o centro da meta no ano que vem, o que fez os agentes econômicos a passarem a ver que a Selic --a 14,25% ao ano desde julho passado-- somente irá cair a partir de outubro, e não mais em julho ou agosto como esperavam até então.

FGV. IBRE. 30/06/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem do Comércio. Confiança do Comércio avança e registra maior nível desde maio de 2015.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas avançou 2,8 pontos entre maio e junho de 2016, ao passar de 70,9 para 73,7 pontos, o maior nível desde maio de 2015 (75,3). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 2,2 pontos, a maior alta da série iniciada em março de 2010.

“Com alta consistente no bimestre maio-junho, a confiança do comércio se afasta do mínimo histórico de dezembro passado. A combinação de relativa estabilização do Índice da Situação Atual e alta expressiva do Índice de Expectativas no ano sugere que o ritmo de queda do consumo vem se arrefecendo em 2016 e que o setor vai se tornando gradualmente menos pessimista em relação à evolução futura da economia. A manutenção de níveis elevados de incerteza política, no entanto, pode dificultar novos avanços.”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

Em junho, o Índice da Situação Atual (ISA-COM) avançou 2,4 pontos, para 64,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,3 pontos, para 83,6 pontos, o maior desde janeiro do ano passado (84,9). A alta dos dois indicadores é uma boa notícia, mas a evolução novamente mais expressiva do IE-COM levou à distância recorde de 18,7 pontos entre os dois indicadores.

Em bases trimestrais, o ICOM subiu pela segunda vez consecutiva no segundo trimestre, influenciado pela melhora das expectativas. O IE-COM médio ficou 5,6 pontos acima do nível do trimestre anterior; já o ISA-COM terminou o trimestre 0,9 ponto abaixo do trimestre anterior, influenciado pelo mínimo histórico registrado em abril. Apesar de parte da melhora das expectativas estar relacionada a componentes subjetivos e sujeitos aos riscos associados ao ambiente político, a Sondagem do Comércio começa a captar os primeiros sinais de melhora em indicadores mais relacionados a decisões internas das empresas, como as de compras e de manejo do quadro de pessoal, que não fazem parte do ICOM. Ressalve-se que a alta destes indicadores no segundo trimestre sinaliza, por enquanto, somente uma atenuação da tendência de queda tanto das compras quanto do total de pessoal ocupado no setor.

A edição de junho de 2016 coletou informações de 1.206 empresas entre os dias 01 e 27 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20155A0D5639F6128

FGV. IBRE. 30/06/2016. Confiança de Serviços aponta quarta alta consecutiva

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,9 ponto entre maio e junho, ao passar de 70,5 para 72,4 pontos¹. Após a quarta alta consecutiva, o índice atinge o maior nível desde junho do ano passado. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto em junho,  a maior alta desde março de 2010.

“Ao final do primeiro semestre, ampliam-se os sinais de melhora na curva de confiança do setor de serviços, ainda que o  patamar médio dos indicadores continue muito baixo em termos históricos. A melhora tem sido sustentada pela contínua  redução do pessimismo em relação aos meses seguintes e tem um perfil disseminado entre  os diversos segmentos pesquisados, incluindo uma sinalização de arrefecimento no  ritmo  de cortes previstos para o quadro de trabalhadores”   avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Em junho, nove das 13 atividades pesquisadas registraram alta da confiança. A evolução do índice geral foi determinada pela combinação de altas no índice que mede o pulso do setor em relação ao momento atual e no que capta as expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 1,0 ponto, para 67,5, e o Índice de Expectativas (IE-S) avançou 3,0 pontos, alcançando 78,0 pontos. Com o resultado, o IE-S abriu uma distância recorde de 10,5 pontos em relação ao ISA-S e apresentou a primeira variação interanual positiva (2,9 pontos) desde novembro de 2012.

A alta de 2,0 pontos do  indicador de Volume de Demanda Atual devolveu a queda de igual proporção no mês anterior e foi a maior contribuição para a saída do ISA-S do seu mínimo histórico. Pela ótica das expectativas (IE-S), houve alta  em seus dois compontentes, com   destaque  para o Indicador de Evolução dos Negócios durante os seis meses seguintes, que avançou 4,5 pontos, após subir 3,6 pontos no mês anterior.

Com o resultado de junho, o indicador que prevê a Evolução do Pessoal Ocupado  (PO) nos três meses seguintes  registra, no segundo trimestre,  a primeira alta em relação ao trimestre anterior desde o primeiro trimestre de 2012: 1,8 ponto, ao subir para 83,3 pontos. Este movimento é determinado principalmente pela migração de empresas que anteriormente previam diminuição de PO nos três meses seguintes e agora preveem estabilidade. “A moderação no ritmo de cortes de postos de trabalho num setor responsável por aproximadamente 60% da população ocupada pode vir a atenuar o quadro desfavorável do mercado de trabalho nos próximos meses”, analisa  Silvio Sales.

A edição de junho de 2016 coletou informações de 1955 empresas entre os dias 2 e 27 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5557F25F20155A0E3C913245E

EMPREGO/ANÁLISE

PORTAL UOL. JORNAL FSP. 30/06/2016. Analistas preveem desemprego em alta até o início de 2017
BRUNO VILLAS BOAS
DE DO RIO

Apesar dos sinais positivos sobre o ritmo da atividade econômica, o mercado de trabalho vai piorar mais ao longo deste ano e no início de 2017 antes de ensaiar uma recuperação.

Oito analistas consultados pela Folha preveem a taxa de desemprego entre 10,9% e 13% no último trimestre do ano (sem tratamento sazonal). O país terá de 11 milhões a 12,5 milhões de pessoas em busca de trabalho.

O emprego demora a reagir por alguns fatores. Parte das empresas ainda precisa reduzir o nível do estoque. E, após reduzi-lo, terá ainda de ocupar a ociosidade existente antes de contratar.

100,9
98
100
102
104
dez.14.jan.fev.15
mar.abr.mai.15
jun.jul.ago
set.out.nov
dez.15.jan.fev.16
mar.abr.mai.16
100,9
jun.jul.ago


"Há custos envolvidos em contratar e demitir. E o empresário não vai contra- tar pessoal sem antes ter certeza da recuperação da economia", afirma Thaís Zara, economista da Rosenberg Associados.

CENÁRIO

Segundo cálculos do Bradesco, para absorver o crescimento da procura por emprego prevista para os próximos meses, a economia teria de estar crescendo a um ritmo anual de 2%.

"O PIB [Produto Interno Bruto] deve crescer assim só no início do ano que vem. E os efeitos desse crescimento sobre o emprego devem ser vistos só em meados de 2017", disse Igor Velecico, economista do Bradesco.

Velecico prevê o pico do desemprego em 12,2% em meados de 2017.

7,40
6
20
40
60
80
94
dez.14.jan.fev.15
mar.abr.mai.15
jun.jul.ago
set.out.nov
dez.15.jan.fev.16
mar.abr.mai.16
População ocupada
População desocupada


Economistas consultados estimam a taxa entre 12,2% e 14%, mas divergem sobre o período do ano em que ela será atingida.

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 30/06/2016. Dólar opera em queda nesta quinta e abre a R$ 3,22. Na quinta, a moeda fechou em queda de 2,087%, a R$ 3,237. Foi a menor cotação de fechamento desde 22 de julho de 2015.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (30), em dia de briga pela formação da Ptax de junho - taxa calculada pelo Banco Central que serve de referência para diversos contratos cambiais, o que pode trazer alguma volatilidade aos negócios.

Dólar nos últimos dias
Cotação de fechamento em R$
3,4683,41963,39893,40543,37633,34383,37853,39313,30453,237cotação16jun17jun20jun21jun22jun23jun24jun27jun28jun29jun3,23,253,33,353,43,453,5
Gráfico elaborado em 30/06/2016

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h10, queda de 0,32%, a R$ 3,2267

Último fechamento
O dólar fechou novamente em queda forte nesta quarta-feira (29), renovando mínimas em quase um ano. Os investidores acompanharam o bom humor nos mercados externos, em mais um dia marcado por ausência de interferência do Banco Central no câmbio, mesmo após o tombo recente da moeda.
A moeda norte-americana terminou o dia em queda de 2,087% frente ao real, cotada a R$ 3,237 na venda – menor cotação de fechamento desde 22 de julho de 2015 (R$ 3,2257).
Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,2285, segundo a agência Reuters. Veja a cotação
Thais Herédia: Dólar a R$ 3 pode ser só uma questão de calibragem
A divisa já havia recuado 2,61% na véspera diante da recuperação dos mercados globais, acumulando queda de 4,64% em duas sessões.
No mês de junho, o dólar acumula queda de 10,39%. No ano de 2016, a moeda tem desvalorização de 18%.

BACEN. PORTAL UOL. 30/06/2016. Dólar opera em queda, vendido perto de R$ 3,23; Bovespa cai

O dólar comercial e a Bovespa operavam em queda nesta quinta-feira (30). Por volta das 10h10, a moeda norte-americana perdia 0,27%, a R$ 3,228 na venda, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, registrava baixa de 0,13%, a 50.935,32 pontos, refletindo os ânimos mais comedidos nos mercados globais após dois dias de forte bom humor. Ontem, a Bolsa fechou em queda de 1,99%. (Com Reuters)

BACEN. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 30/06/2016. Câmbio pode atrasar ajuste das contas do governo Temer
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

O primeiro mandato da presidente afastada Dilma Rousseff deixou como herança uma combinação de três diferentes enfermidades econômicas, em que os remédios para uma agravam outra.

As moléstias, ainda em tratamento, são inflação elevada, deficit nas contas do governo e deficit nas transações de bens e serviços do país com o resto do mundo.

Para conter a escalada dos preços, foram elevados os juros, o que aumenta as despesas com a dívida pública e o deficit do governo; para conter o deficit do governo, foram cortados subsídios para a conta de luz e reajustado o preço da gasolina, o que faz subir a inflação.

O remédio para o deficit com o exterior é a alta das cotações do dólar, ou seja, a desvalorização do real: as importações ficam mais caras e encolhem, as exportações ficam mais baratas e se expandem, turistas brasileiros gastam menos em outros países.

Os efeitos colaterais da alta do dólar são mais inflação, mais juros e mais deficit do governo –e, frequentemente, mais impopularidade para o governante.

A moeda americana, a R$ 2,66 ao final de 2014, chegou aos R$ 4 no ano passado.

2,65
2
2,5
3
3,5
4
4,5
12/31/14
02/27/15
04/24/15
06/19/15
08/14/15
10/13/15
12/08/15
02/02/16
03/30/16
06/28/16


Não por acaso, o ajuste das contas externas é o mais bem-sucedido até aqui: o deficit, que passava dos US$ 100 bilhões, deve ficar na casa dos US$ 15 bilhões neste ano.

Já neste ano, o dólar está em queda, ainda que nem sempre contínua. A tendência, se mantida, ameaça comprometer a trajetória de reequilíbrio das contas do país.

Em contrapartida, os outros dois ajustes, da inflação e dos cofres públicos, ficam facilitados com a perspectiva de mais importações e menos juros nos próximos meses.

É difícil dizer se o saldo da alta do dólar é positivo ou negativo –afinal, as terapias econômicas estão sendo aplicadas simultaneamente.

O Banco Central indica que deixará o mercado definir a taxa de câmbio; no curto prazo, ao menos, um real mais forte é um alento político.

BACEN. REUTERS. 30/06/2016. Dólar tem sessão volátil com briga pela Ptax, exterior e BC
Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha uma sessão de volatilidade frente ao real nesta quinta-feira, reagindo à briga pela formação da Ptax e ao humor mais comedido nos mercados externos após dois dias de forte bom humor.

Com isso, a moeda norte-americana renovava suas mínimas em quase um ano, influenciada também pela ausência do Banco Central dos mercados de câmbio a despeito do tombo recente.

Às 10:29, o dólar recuava 0,39 por cento, a 3,2245 reais na venda, depois de acumular queda de 4,64 por cento nas duas sessões anteriores.

A moeda norte-americana chegou a 3,2476 reais na máxima e 3,2165 reais na mínima do dia, menor nível intradia desde 22 de julho de 2015 (3,1685 reais). O dólar futuro teve leve queda de 0,08 por cento.

"Os mercados estão mais contidos na última sessão do mês, depois de movimentos fortes nos últimos dias", escreveram estrategistas do banco Scotiabank em nota a clientes.

O dólar tinha desempenho misto também nos mercados externos, subindo em relação a moedas como os pesos chileno e mexicano.

Os mercados têm sido fortemente influenciados após o Reino Unido decidir na semana passada deixar a União Europeia. O referendo gerou forte mau humor na sexta-feira e na segunda-feira, mas o quadro se inverteu nos dois pregões seguintes.

No Brasil, investidores também disputavam antes da formação da Ptax de junho, taxa calculada pelo BC que serve de referência para diversos contratos cambiais. Operadores costumam brigar por cotações nos últimos pregões do mês para deslocar a taxa a patamares favoráveis a suas posições cambiais.

A inação do BC diante do recuo recente da moeda norte-americana também contribuía para manter o dólar em patamares baixos, aproximando-se dos 3,20 reais. Muitos operadores esperavam que a autoridade monetária tivesse agido para amortecer a queda do dólar, com medo de impactos sobre as exportações.

"O BC está claramente mais confortável com deixar o dólar seguir seu rumo, o que deixa o mercado mais à vontade para buscar patamares mais baixos", disse o operador de uma corretora nacional.

(Por Bruno Federowski)

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL UOL. 30/06/2016. Bovespa opera perto da estabilidade nesta quinta-feira. Na véspera, Ibovespa avançou 1,99%, aos 51.001 pontos. Índice teve alta nos últimos dois pregões.
Do G1, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera perto da estabilidade nesta quinta-feira (29).
Às 10h13, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caia 0,01%, aos 50.997 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje
Último fechamento
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta quarta-feira (29), seguindo os ganhos nas bolsas do exterior. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subiu 1,99%, a 51.001 pontos.

_________________

LGCJ.: