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June 29, 2016

FGV. IBRE. 29/06/2016. Índices Gerais de Preços. IGP-M. IGP-M acelera em junho

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 1,69%, em junho. Em maio, o índice variou 0,82%. Em junho de 2015, a variação foi de 0,67%. A variação acumulada em 2016, até junho, é de 5,91%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 12,21%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 2,21%. No mês anterior, a taxa foi de 0,98%. O índice relativo aos Bens Finais variou 1,65%, em junho. Em maio, este grupo de produtos mostrou variação de 0,21%. Contribuiu para este avanço o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 2,30% para 9,96%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,74%. Em maio, a taxa foi de 0,22%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 1,48%. Em maio, a taxa foi de 0,38%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura,cuja taxa de variação passou de 0,71% para 2,79%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,80%, ante 0,45%, em maio.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 3,66%, em junho. Em maio, o índice registrou variação de 2,64%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (12,38% para 14,82%), bovinos (-2,28% para 0,36%) e suínos (-5,13% para 16,31%). Em sentido oposto, destacam-se: minério de ferro (3,98% para -3,56%), algodão (em caroço) (3,48% para -6,06%) e milho (em grão) (7,93% para 5,65%).


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,33%, em junho, ante 0,65%, em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (2,21% para 0,67%).  Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item medicamentos em geral, cuja taxa passou de 6,20% para 0,48%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:

  • Alimentação (0,77% para 0,12%), 
  • Despesas Diversas (2,44% para 1,48%), 
  • Transportes (-0,13% para -0,26%) e 
  • Comunicação (0,29% para 0,13%). 

Nestas classes de despesa, os destaques foram: frutas (3,27% para -6,69%), cigarros (5,88% para 2,74%), gasolina (0,04% para -1,18%) e tarifa de telefone móvel (0,45% para 0,24%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos:

  • Habitação (0,38% para 0,69%), 
  • Educação, Leitura e Recreação (-0,13% para -0,03%) e 
  • Vestuário (0,64% para 0,70%). 

Nestas classes de despesa, destacaram-se: taxa de água e esgoto residencial (1,43% para 4,09%), show musical (-1,94% para -0,81%) e calçados (0,36% para 1,13%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em junho, variação de 1,52%, acima do resultado de maio, de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,04%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 2,64%. No mês anterior, este grupo variou 0,32%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201559BB0D26C1988

MF. BACEN. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 29/06/2016. Governo estuda reduzir meta de inflação para 4% ao ano em 2018
VALDO CRUZ
GUSTAVO PATU
DE BRASÍLIA

A vontade política do governo interino de Michel Temer é reduzir a meta de inflação de 4,5% para 4% em 2018, mas a decisão vai depender de uma análise da equipe econômica sobre os cenários e variáveis da economia para determinar se a medida é possível e realista.

A informação é de um assessor presidencial, segundo quem a redução da meta teria o efeito positivo de mostrar o compromisso do governo atual em buscar uma inflação mais baixa.

Segundo a Folha apurou, o assunto já foi discutido pelo presidente Temer com sua equipe econômica, que informou ao peemedebista que estão sendo feitas projeções para testar se a redução da meta seria exequível.

O assessor presidencial fez questão de destacar que a decisão é da equipe econômica, que só vai tomá-la caso seja viável. Ele disse ainda que Temer confia na equipe de Henrique Meirelles (Fazenda), sabe que não há "fórmula mágica" na economia e tudo será conduzido de forma "transparente e realista" nesta área.

A decisão será tomada nesta quinta-feira (30), durante reunião do CMN (Conselho Monetário Nacional), quando deve ser confirmada a meta de 4,5% para 2017, com intervalo para cima e para baixo de 1,5 ponto percentual, e fixada a de 2018.

O CMN é formado pelos ministros Meirelles, Dyogo Oliveira (Planejamento) e Ilan Goldfajn (Banco Central).

Nesta terça-feira (28), o presidente do Banco Central divulgou o relatório trimestral de inflação, quando disse ser "crível" atingir o centro da meta de 4,5% no próximo ano. Sobre a de 2018, ele não quis fazer nenhum comentário, alegando que a decisão será tomada na quinta.


10,7
10
20
22,4
1995
9,6
1996
5,2
1997
1,7
1998
8,9
1999
6,0
2000
7,7
2001
12,5
2002
9,3
2003
7,6
2004
5,7
2005
3,1
2006
4,5
2007
5,9
2008
4,3
2009
5,9
2010
6,5
2011
5,8
2012
5,9
2013
6,4
2014
10,7
2015

Pixel tag


Em seu cenário de referência, o relatório de inflação indica que no segundo trimestre de 2018 a inflação acumulada em 12 meses pode atingir 4,2%, ou seja, abaixo do centro da meta atual.

No ano passado, a inflação fechou em 10,67%, a maior alta desde 2002 e a primeira vez em 12 anos que o índice superou a meta estabelecida.

HETERODOXOS

A meta de inflação está em 4,5% ao ano desde 2005. O plano original, quando foi criado o regime de metas, era reduzir gradualmente a taxa a ser perseguida pelo BC.

Esse roteiro de queda da meta, porém, foi abandonado nos governos Lula e Dilma, numa das primeiras vitórias dos economistas heterodoxos na gestão petista.

Entre os mais de 20 países que adotam metas de inflação, o Brasil trabalha com um dos objetivos menos ambiciosos. México e Chile, por exemplo, perseguem metas de 3%.

MF. BACEN. PORTL UOL. REUTERS. 28/06/2016. CMN deve fixar meta de inflação de 2018 em 4,5%, com margem de 1,5 ponto, dizem fontes
Reuters Marcela Ayres e Patrícia Duarte

O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve fixar a meta de inflação para 2018 em 4,5% pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, afirmaram à agência de notícias Reuters duas importantes fontes da equipe econômica com conhecimento direto do assunto, apontando a provável repetição da meta que vale para 2017.

O centro do alvo de 4,5% segue o mesmo desde 2005, quando a banda era de 2,5 pontos percentuais. A margem de 2 pontos passou a valer em 2006, ainda vigente para 2016.

Segundo uma das fontes, "não há nenhum apetite" para mudanças na meta de 2018, ressaltando, porém, que a decisão ainda não havia sido definida. A outra fonte afirmou que as conversas sobre o alvo não envolvem, no momento, qualquer alteração. Ambas as fontes pediram anonimato em função do caráter sigiloso do tema.

Questionado sobre o assunto nesta manhã, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou em coletiva de imprensa que não anteciparia decisão do CMN, que será tomada na quinta-feira.

Segundo Ilan, seja qual for a meta definida pelo conselho para 2018, o BC irá calibrar seus trabalhos para atingi-la. Ele reiterou que a autoridade monetária buscará atingir o centro da meta de inflação de 4,5% pelo IPCA em 2017, circunscrevendo o aumento de preços na economia aos limites de tolerância em 2016.

IBGE. 29/06/2016. PNAD Contínua: taxa de desocupação fica em 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016

Indicador / PeríodoMar - Abr - Mai
2016
Dez - Jan - Fev
2015/2016
Mar - Abr - Mai
2015
Taxa de desocupação
11,2%
10,2%
8,1%
Rendimento real habitual
R$ 1.982
R$$ 1.972
R$ 2.037
Valor do rendimento real habitual em relação a:
estável
-2,7%
A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em maio de 2016 foi estimada em 11,2% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em fevereiro (10,2%) e superando, também, a do mesmo trimestre do ano anterior (8,1%). A população desocupada (11,4 milhões de pessoas) cresceu 10,3% (aproximadamente 1,1 milhão pessoas) em relação ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e subiu 40,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015. Já a população ocupada (90,8 milhões de pessoas) apresentou estabilidade quando comparada com o trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 285 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 1,4% (menos 1,2 milhão de pessoas). O número de empregados com carteira assinada no setor privado apresentou queda de 1,2% frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 428 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 4,2% (menos 1,5 milhão de pessoas). O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 1.982) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972) e caiu 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.037). A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 175,6 bilhões) ficou estável frente ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e apresentou redução de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. 
Os indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em maio de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em março/2016, abril/2016 e maio/2016.

Quadro 1 - Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2016
Trimestre móvel20122013201420152016
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
9,0
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
No trimestre de março a maio de 2016, havia cerca de 11,4 milhões de pessoas desocupadas no Brasil. Esta estimativa no trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 correspondia a 10,4 milhões de pessoas, representando um acréscimo de 10,3%, ou mais 1,0 milhão de pessoas nesse contingente. No confronto com igual trimestre do ano passado esta estimativa subiu 40,3%, significando um aumento de 3,3 milhões de pessoas desocupadas na força de trabalho.
O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em 90,8 milhões no trimestre de março a maio de 2016. Observou-se, ainda que esta população registrou estabilidade, quando comparada com o trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, apesar de ter havido uma queda de 285 mil pessoas neste contingente, mas que não é estatisticamente significativa. Em comparação com igual trimestre do ano passado foi registrada queda de 1,4%, representando aproximadamente 1,2 milhão de pessoas.
O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada apresentou queda em ambos os períodos de comparação. Frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 houve queda de 1,2% e, na comparação com igual trimestre do ano passado, a queda foi de 4,2%. Neste período foi registrada perda de aproximadamente 1,5 milhão de pessoas nessa condição. A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada apresentou acréscimo de 3,5%, frente a dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, ficando estável frente ao mesmo período do ano anterior.
O contingente de trabalhadores domésticos apresentou-se estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e apresentou elevação de 5,1% frente ao mesmo período do ano anterior (mais 307 mil pessoas). A categoria das pessoas que trabalharam por conta própria registrou queda de 1,3%, em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (menos 314 mil pessoas). Na comparação com o trimestre de março a maio de 2015, constatou-se um aumento de 4,3%, o que representou um acréscimo de 952 mil pessoas. O contingente dos empregadores apresentou estabilidade em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e uma redução de 5,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, menos 208 mil pessoas neste contingente.
Na análise do contingente de ocupados, segundo os grupamentos de atividade , em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, ocorreu retração de 2,9% na Construção (-227 mil pessoas) e de 1,7% na Agricultura, Pecuária, Produção florestal, Pesca e Aquicultura (-161 mil pessoas). Em contrapartida, na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais verificou-se um aumento de 1,8% (268 mil pessoas). Nos demais grupamentos de atividade, não se observou variação estatisticamente significativa.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 1.982, registrando estabilidade frente ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 (R$ 1.972), e retração de 2,7%, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.037).
Quadro 3 - Rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos
pelas pessoas ocupadas - Brasil - 2012/2016
Trimestre móvel20122013201420152016
nov-dez-jan
-
-1.954
2.009
2.052
1.989
dez-jan-fev
-
-1.965
2.030
2.052
1.972
jan-fev-mar
1.934
1.976
2.052
2.052
1.986
fev-mar-abr
1.948
1.983
2.050
2.042
1.974
mar-abr-mai
1.936
1.992
2.044
2.037
1.982
abr-mai-jun
1.937
2.009
2.013
2.042
mai-jun-jul
1.953
2.021
1.985
2.025
jun-jul-ago
1.956
2.029
1.995
2.014
jul-ago-set
1.955
2.028
2.017
2.017
10°
ago-set-out
1.950
2.035
2.032
2.008
11°
set-out-nov
1.948
2.027
2.025
1.992
12°
out-nov-dez
1.947
2.015
2.036
1.981
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
Na comparação com o trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, todos os grupamentos de atividade não tiveram variação estatisticamente significativa nos seus rendimentos médios. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, os grupamentos que apresentaram quedas em seus rendimentos médios foram: Outros Serviços (8,2%), Agricultura, Pecuária, Produção florestal, Pesca e Aquicultura (5,5%), e Comércio, Reparação de veículos automotores e motocicletas (3,9%).
Em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, não se observou variação do rendimento do trabalho por posição na ocupação. Na comparação com o trimestre de março a maio de 2015, somente a categoria do Conta Própria, apresentou uma retração de 3,0% no rendimento habitual real, as demais categorias apresentaram-se estáveis nos seus rendimentos médios.
A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada em R$ 175,6 bilhões de reais, mantendo-se estável em relação ao trimestre de dezembro de 2015 a fevereiro de 2016, e apresentando queda de 3,3% frente ao mesmo trimestre do ano anterior.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3198

IBGE. 29/06/2016. PAIC 2014: valor das obras na indústria da construção recua 0,8% em relação a 2013

Em 2014, a Pesquisa Anual da Indústria da Construção (PAIC) do IBGE verificou que as empresas do setor realizaram incorporações, obras e serviços no valor de R$ 382,0 bilhões, com retração de 0,8%, em termos reais, em relação a 2013. Em 2014, havia 119 mil empresas ativas na indústria da construção, um aumento de 7,5% no número de empresas ativas em relação a 2013. Elas ocuparam 2,9 milhões de pessoas.
A participação do gasto com o pessoal ocupado (33,1%) nos custos e despesas dessas empresas foi inferior à de 2013 (34,0%). O salário médio mensal avançou 5,6% em termos reais, passando de R$ 1.759,30 em 2013 para R$ 1.973,67 em 2014.
Embora continue liderando o setor, a região Sudeste perdeu participação, de 2013 para 2014, tanto em pessoal ocupado (de 53,3% para 52,2%), quanto no valor das incorporações (de 60,0% para 58,5%). No mesmo período, o valor das obras de infraestrutura, para as empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas - grupo de maior peso na indústria da construção - subiu de R$ 132,4 bilhões para R$ 137,2 bilhões, mas sua participação no total recuou de 44,8% para 43,1%. 
A Pesquisa Anual da Indústria da Construção - PAIC levanta informações econômicas e financeiras sobre o segmento empresarial da indústria da construção no país, abrangendo a construção de edifícios, as obras de infraestrutura e os serviços especializados para construção. A PAIC permite traçar um panorama mais detalhado, para 2013 e 2014, sobre o pessoal ocupado, a receita bruta, o valor das incorporações, obras e/ou serviços, estrutura dos custos e despesas, investimentos e valor adicionado, além dos grupos de produtos da construção para as empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas.
Em 2014, valor das incorporações, obras e serviços na construção foi de R$ 382,0 bilhões
As empresas de construção, em 2014, realizaram incorporações, obras e serviços no valor corrente de R$ 382,0 bilhões, com retração de 0,8% em relação a 2013 (em valores deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, item Reparos, calculado pelo IBGE, que teve variação média de 8,43%, em 2014).
Excluindo-se as incorporações, o valor corrente das obras e serviços da construção atingiu R$ 371,5 bilhões, dos quais R$ 128,2 bilhões (34,5%) vieram das obras contratadas por entidades públicas; essa participação superou a de 2013 (34,0%). A receita operacional líquida (R$ 359,1 bilhões) recuou 1,3% em termos reais em relação a 2013 (Tabela 1).

Tabela 1 - Dados gerais da indústria da construção - Brasil - 2013-2014
Ano
Dados gerais da indústria da construção
Número de
empresas
ativas
Pessoal
ocupado
Salários,
retiradas e
outras
remunerações
Gastos de
pessoal
Total dos
custos e
despesas
Valor das
incorporações,
obras e/ou
serviços
Valor das
obras e/ou
serviços
Construções
para
entidades
públicas
Receita
operacional
líquida
1 000 000 R$
2013
110.713
2.936.499
67.160
101.946
299.974
355.257
344.143
116.937
335.381
2014
119.018
2.852.824
73.197
106.621
322.337
381.992
371.499
128.225
359.105
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
Em 2014, as 119 mil empresas ativas da indústria da construção ocuparam 2,9 milhões de pessoas. O gasto com o pessoal ocupado correspondeu a 33,1% do total dos custos e despesas das empresas de construção, participação inferior à de 2013 (34,0%). O salário médio mensal avançou 5,6% em termos reais (considerando a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC, que foi de 6,23% em 2014), passando de R$ 1.759,30 em 2013 para R$ 1.973,67 em 2014. Houve um aumento de 7,5% no número de empresas ativas, em relação a 2013 (Gráfico 1).

Gráfico 1 - Número de empresas ativas na indústria da construção com 1 ou mais
pessoas ocupadas - Brasil - 2010-2014
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
A construção de edifícios continuou sendo o setor com a maior participação (43,8%) no valor corrente (R$ 167,2 bilhões) de incorporações, obras e serviços em 2014. O segmento de obras de infraestrutura (R$ 149,1 bilhões) teve a segunda maior participação (39,0%), embora com uma queda em relação a 2013 (40,2%). Já a participação dos serviços especializados (R$ 65,7 bilhões) ficou praticamente estável (de 17,0% para 17,2%).
Obras e serviços da construção representam 94,7% da receita bruta
As obras e/ou serviços da construção executados pelas empresas de construção representaram a parte fundamental na receita bruta do setor, totalizando R$ 368,7 bilhões em 2014, ou 94,7% do total, contra 94,2% em 2013.
A receita proveniente das incorporações de imóveis construídos por outras empresas (R$ 10,5 bilhões) representou 2,7% do total das receitas em 2014, contra 3,1% em 2013. As receitas das vendas de materiais de construção e de demolição representaram 0,8% e 1,0% do total, em 2014 e 2013, respectivamente. Os demais itens das receitas participaram com menos de 2,0% da receita bruta, tanto em 2013 como em 2014.
Gastos com pessoal representam 33,1% dos custos da indústria da construção
Entre os custos e despesas da indústria da construção, destacam-se os gastos de pessoal com 33,1% de participação percentual em 2014, inferior à de 2013 (34,0%). O consumo de materiais de construção, segunda maior relevância, ficou com 24,7% em 2014, percentual semelhante ao de 2013 (24,6%). Já as obras e/ou serviços contratados a terceiros foram de 11,6% em 2013 para 10,7% em 2014. (Tabela 2).

Tabela 2 - Estrutura dos custos e despesas da indústria da construção, segundo
as variáveis selecionadas - Brasil - 2013-2014
Variáveis selecionadas
Estrutura dos custos e despesas da indústria da construção
2013
2014
Valor corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
Valor corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
Total
299.974.470
100,0
322.336.639
100,0
Gastos de pessoal
101.946.179
34,0
106.621.464
33,1
Consumo de materiais de construção
73.905.459
24,6
79.664.329
24,7
Obras e/ou serviços contratados a terceiros
34.735.861
11,6
34.600.142
10,7.
Consumo de combustíveis e lubrificantes
7.061.236
2,4
7.918.847
2,5
Serviços de manutenção e reparação de máquinas e equipamentos
6.831.975
2,3
7.649.998
2,4
Aluguéis, arrendamentos e leasing
11.983.140
4,0
13.214.071
4,1
Outros custos e despesas não mencionados acima
63.510.620
21,1
72.667.788
22,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
Os investimentos líquidos em ativos imobilizados das empresas da construção totalizaram R$ 7,9 bilhões em 2014. O investimento líquido em máquinas e equipamentos foi o principal destaque, com 51,0% do total investido, seguido por terrenos e edificações (20,6%), meios de transporte (19,9%), e outras aquisições - móveis, microcomputadores, etc. (8,5%).
Em 2014, valor adicionado da construção teve alta nominal de 6,5%
De 2013 a 2014, houve crescimento nominal no valor adicionado de todas as divisões da construção - construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados (Tabela 3). Os serviços especializados para construção tiveram o maior crescimento nominal (13,8%), principalmente devido ao aumento de 9,5% no número de empresas ativas nessa divisão, no período: de 52.975 para 58.018.

Tabela 3 - Valor adicionado da atividade de construção, segundo as respectivas
divisões de atividades - Brasil - 2013-2014
Divisões de atividades
da construção
Valor adicionado da atividade de construção
Valor corrente
Variação
Absoluta
Relativa (%)
2013
2014
2013-2014
2013-2014
Total
168.769.429
179.810.835
11.041.406
6,5
Construção de edifícios
68.094.850
74.047.740
5.952.890
8,7
Obras de infraestrutura
66.208.655
66.543.230
334.575
0,5
Serviços especializados para construção
34.465.924
39.219.866
4.753.942
13,8
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
Nota: Valor adicionado e variação absoluta em 1000 R$.
Sudeste continua líder, mas perde participação na atividade da construção
Em 2014, o Sudeste teve as maiores participações no valor das incorporações, obras e serviços e no pessoal ocupado da construção. Embora continue liderando, perdeu participação, de 2013 para 2014, tanto em pessoal ocupado (de 53,3% para 52,2%), quanto no valor das incorporações, obras e serviços (de 60,0% para 58,5%). As participações do Nordeste e do Sul foram as que mais cresceram no período (Tabela 4).

Tabela 4 - Pessoal ocupado e valor das incorporações, obras e/ou serviços da indústria da
construção, segundo as Grandes Regiões - 2013-2014
Grandes Regiões
Pessoal ocupado
Valor corrente das incorporações, obras e/ou serviços
da indústria da construção
2013
2014
2013
2014
Total
(em 31.12)
Participação
percentual
(%)
Total
(em 31.12)
Participação
percentual
(%)
Valor
corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
Valor
corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
   Brasil
2.936.499
100,0
2.852.824
100,0
355.256.639
100,0
381.991.656
100,0
Norte
132.290
4,5
122.071
4,3
12.969.573
3,7
13.966.687
3,7
Nordeste
584.389
19,9
599.097
21,0
53.533.193
15,1
59.078.110
15,5
Sudeste
1.565.850
53,3
1.489.734
52,2
213.128.098
60,0
223.582.612
58,5
Sul
417.687
14,2
429.156
15,0
47.779.822
13,4
54.563.196
14,2
Centro-Oeste
236.283
8,1
212.766
7,5
27.845.953
7,8
30.801.051
8,1
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
Peso das obras de infraestrutura na indústria da construção recua para 43,1%
Em 2014, o valor corrente total das incorporações, obras e/ou serviços da construção executados pelas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas foi de R$ 318,2 bilhões, assinalando uma queda de 0,7% em relação a 2013 (em valores deflacionados pela variação média do item Reparos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA, que foi de 8,43% em 2014) – Tabela 5.

Tabela 5 - Valor das incorporações, obras e/ou serviços da construção das empresas com 30 ou mais
pessoas ocupadas, segundo os grupos de produtos e/ou serviços da construção Brasil - 2013-2014
Grupos de produtos e/ou
serviços da construção
Incorporações, obras e/ou serviços da construção das empresas
com 30 ou mais pessoas ocupadas
2013
2014
Valor corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
Valor corrente
(1 000 R$)
Participação
percentual
(%)
Total
295.438.977
100,0
318.226.446
100,0
Incorporação de imóveis construídos por outras empresas
6.928.467
2,3
6.509.334
2,0
Obras residenciais
77.073.317
26,1
88.964.057
28,0
Edificações industriais, comerciais e outras edificações não residenciais
35.998.951
12,2
37.158.052
11,7
Obras de infraestrutura
132.417.660
44,8
137.213.179
43,1
Serviços especializados para construção
43.020.583
14,6
48.381.825
15,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Anual da Indústria da Construção 2013-2014.
Nota: Inclui obras novas, reformas e manutenção.
De 2013 para 2014, o valor das obras de infraestrutura - grupo de maior peso na construção - subiu de R$ 132,4 bilhões para R$ 137,2 bilhões, mas sua participação no total das incorporações, obras e serviços recuou de 44,8% para 43,1%.
Já a participação das obras residenciais – segundo maior peso - subiu de 26,1% para 28,0% no período. Em terceiro, vem o grupo de serviços especializados, cuja participação também se elevou: de 14,6% para 15,2%.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3200

BACEN. 29/06/2016. Política Fiscal em maio/2016

I - Resultados fiscais

O setor público consolidado registrou deficit primário de R$18,1 bilhões em maio. O Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais apresentaram deficits respectivos de R$17,8 bilhões, R$212 milhões e R$147 milhões.

No ano, o deficit primário acumulado é de R$13,7 bilhões, ante superavit de R$25,5 bilhões no mesmo período de 2015. No acumulado em doze meses, registrou-se deficit primário de R$150,5 bilhões (2,51% do PIB), 0,18 p.p. do PIB superior ao valor observado em abril.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$42,5 bilhões em maio, comparativamente a R$23,3 bilhões em abril. Contribuíram para esse aumento o maior número de dias úteis no mês e a perda de R$3,1 bilhões em operações de swap cambial, comparativamente ao ganho de R$12,3 bilhões no mês anterior. No acumulado no ano, os juros nominais somam R$151,2 bilhões, comparativamente a R$198,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. Em doze meses, os juros nominais totalizaram R$454 bilhões (7,57% do PIB), reduzindo-se 0,21 p.p. do PIB em relação ao observado em abril.

O resultado nominal, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$60,6 bilhões em maio. No ano, o deficit nominal soma R$164,9 bilhões, comparativamente a deficit de R$173,4 bilhões no mesmo período do ano anterior. No acumulado em doze meses, o deficit nominal alcançou R$604,6 bilhões (10,08% do PIB), reduzindo-se 0,03 p.p. do PIB em relação ao valor registrado em abril.

O deficit nominal de maio foi financiado mediante expansões de R$59,6 bilhões na dívida mobiliária e de R$2,8 bilhões na dívida bancária líquida, compensadas, parcialmente, pelas reduções de R$1,5 bilhão nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, e de R$228 milhões no financiamento externo líquido.

II - Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.744,2 bilhões (45,7% do PIB) em maio, registrando acréscimo de R$74 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu emissões líquidas de R$44,3 bilhões, acréscimo de R$0,7 bilhão em razão da depreciação cambial e incorporação de juros de R$29 bilhões.

Destacaram-se as emissões líquidas de R$35,5 bilhões em LTN, de R$6,4 bilhões em NTN-F, de R$3,5 bilhões em LFT, e de R$0,8 bilhão em CFT-E; e os resgates líquidos de R$1,8 bilhão em NTN-B.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a abril: a porcentagem dos títulos indexados ao câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic manteve-se em 19,6%; a dos títulos prefixados elevou-se de 25,9% para 26,9%, pelas emissões líquidas de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços reduziu-se de 26,2% para 26,1%. A participação das operações compromissadas caiu de 27,5% para 26,7%, apresentando compras líquidas de R$24,9 bilhões.

Em maio, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$269,5 bilhões, 9,8% do total, com vencimento em 2016; R$354,3 bilhões, 12,9% do total, com vencimento em 2017; e R$2.120,4 bilhões, 77,3% do total, vencendo a partir de janeiro de 2018.

No final de maio a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$221,4 bilhões. O resultado dessas operações no mês (diferença entre a rentabilidade dos Depósitos Interfinanceiros e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$3,1 bilhões.

III - Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público alcançou R$2.379,1 bilhões (39,6% do PIB) em maio, elevando-se 0,2 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, houve elevação de 3,5 p.p. na relação DLSP/PIB, decorrente da incorporação de juros (+2,5 p.p.), do impacto da valorização cambial de 7,9% no período (1,6 p.p.), do deficit primário (0,2 p.p.), do efeito do crescimento do PIB nominal (-0,6 p.p.), do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (-0,2 p.p.) e do reconhecimento de ativos (-0,1 p.p.).

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.113,9 bilhões em maio (68,6% do PIB), elevando-se 0,9 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 29/06/2016. Dólar vai ao patamar de R$ 3,23 e renova mínima em quase 1 ano. Moeda norte-americana fechou em queda de 2,08%, a R$ 3,237. Trata-se da menor cotação de fechamento desde 22 de julho de 2015.
Do G1, em São Paulo

O dólar fechou novamente em queda forte nesta quarta-feira (29), a R$ 3,237, renovando mínimas em quase um ano.
Os investidores acompanharam o bom humor nos mercados externos, em mais um dia marcado por ausência de interferência do Banco Central no câmbio, mesmo após o tombo recente da moeda.
A moeda norte-americana terminou o dia em queda de 2,08% frente ao real, cotada a R$ 3,237 na venda – menor cotação de fechamento desde 22 de julho de 2015 (R$ 3,2257).
Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 3,2285, segundo a agência Reuters.
A divisa já havia recuado 2,61% na véspera diante da recuperação dos mercados globais, acumulando queda de 4,64% em duas sessões.
No mês de junho, o dólar acumula queda de 10,39%. No ano de 2016, a moeda tem desvalorização de 18%.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 1,29%, a R$ 3,2633
  • Às 10h, queda de 1,23%, a R$ 3,2654
  • Às 10h19, queda de 1,48%, a R4 3,2571
  • Às 11h20, queda de 1,59%, a R$ 3,2533
  • Às 12h, queda de 2,09%, a R$ 3,2366
  • Às 13h, queda de 2,03%, a R$ 3,2387
  • Às 13h40, queda de 1,78%, a R$ 3,247
  • Às 14h59, queda de 1,44%, a R$ 3,2583
  • Às 15h40, queda de 1,98%, a R$ 3,2405
  • Às 16h30, queda de 2,08%, a R$ 3,2372

O dia foi marcado por queda do dólar em relação a várias moedas de países emergentes, mas no Brasil o recuo foi mais intenso por fatores internos, como explica Rafael Gonçalves, analista do departamento econômico da Gradual Investimentos.
"Hoje em especial o dólar cai forte contra o real, e o primeiro motivo é a sinalização do Ilan Goldfajn ontem de que o BC não está disposto a usar as ferramentas cambiais que a diretoria antiga vinha usando", disse em entrevista ao G1, referindo-se à ausência de interferência do BC no câmbio nos últimos dias. Entenda como funciona isso e veja o histórico aqui.

"Além disso, o mercado agora vai tentar descobrir qual o câmbio que o BC vislumbra como ideal. Então tem uma questão de teste para saber se o BC mostra alguma sinalização de que o câmbio está num patamar ajustado”, diz Gonçalves. O BC não faz leilão de swap reverso, que equivale a compra futura de dólares, desde 18 de maio.
Queda do dólar nesta 4ª

  • O dólar tem dia de queda em relação a moedas de vários países, com melhora no cenário externo
  • O mercado reage a expectativas de que a saída do Reino Unido da União Europeia pode levar mais tempo que o esperado
  • Diminuíram as apostas de que os juros nos Estados Unidos devem subir nos próximos meses
  • No Brasil, o BC segue sem interferir no câmbio, e o mercado testa patamares mais baixos da moeda
  • Continuam repercutindo as declarações de Ilan Goldfajn, que aumentaram apostas de que os juros no Brasil devem demorar a cair

Outro motivo apontado pelo analista é a expectativa de que os juros no Brasil devem demorar mais que o esperado para voltar a cair. Com juros mais altos, o país se torna mais atraente para investidores, o que motiva uma entrada de dólares no Brasil. Com mais dólares em circulação, o valor da moeda norte-americana tende a cair em relação ao real. “O mercado imaginava que os juros iriam cair por volta de agosto. Depois do discurso do Ilan ontem, a projeção passou para outubro ou novembro”, afirma Gonçalves.
Cenário externo
Além da repercussão após as declarações de Ilan Goldfajn, o professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Alexandre Cabral também aponta o cenário externo como fator que contribui para a queda do dólar nesta quarta.

“O Reino Unido tem até dois anos para sair da União Europeia, mas o mercado está interpretando que o país vai tentar acelerar relações bilaterais com os países antes de fazer o pedido formal de saída. Então, a saída pode demorar mais que o esperado”, pontuou em entrevista ao G1.

“Paralelo a isso, o Fed (BC dos Estados Unidos) tem dado a entender que a notícia sobre o Reino Unido é ruim para a economia global e vai impactar a economia norte-americana. Então, a interpretação do mercado é de que os juros nos EUA não devem mudar tão cedo”, completou. A preocupação do mercado sobre os juros nos Estados Unidos é de que um aumento da taxa atrairia investidores para aquele país, motivando uma saída de dólares de outros países, como o Brasil.
Além disso, investidores recebem bem a perspectiva de que bancos centrais de vários países podem reagir a eventuais turbulências financeiras com mais estímulos, destaca a Reuters.
Expectativas sobre o rumo do dólar
Segundo a agência Reuters, a queda intensa da moeda norte-americana pegou de surpresa muitos operadores e levou alguns analistas a reverem suas projeções, embora poucos acreditem que o dólar deva recuar muito além dos R$ 3,20.
A equipe de estratégia do BNP Paribas passou a estimar o dólar a R$ 3,20 no terceiro trimestre e R$ 3,25 no quarto trimestre, ganhando força para fechar o ano que vem a R$ 3,60. Até então, as projeções eram de R$ 3,75, R$ 3,80 e R$ 4, respectivamente.

BACEN. PORTAL UOL. 29/06/2016. Dólar cai mais de 2% e fecha a R$ 3,237, menor valor desde julho de 2015
Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (29) em queda de 2,09%, cotado a R$ 3,237 na venda. É a segunda baixa seguida da moeda norte-americana, que já havia caído 2,61% na véspera.

Esse é o menor valor de fechamento do dólar desde 22 de julho de 2015, quando a moeda terminou o dia valendo R$ 3,226.

Com isso, o dólar acumula desvalorização de 10,39% no mês e de 18,01% no ano.

Otimismo no exterior

Como na véspera, investidores pelo mundo estavam mais otimistas com o cenário externo devido à perspectiva de que bancos centrais pelo mundo podem reagir a eventuais turbulências financeiras com mais estímulos.

Segundo analistas, isso aumentava a disposição dos investidores a buscarem aplicações de maior risco em países emergentes, como o Brasil. Além do real, o dólar também se desvalorizava em relação ao peso mexicano, por exemplo.

Ausência do BC anima mercado

No Brasil, a percepção de que o Banco Central está menos propenso a intervir no mercado ajudou o dólar a cair.

Sob o comando de Alexandre Tombini, o BC atuava no mercado de câmbio com leilões de swap reverso (equivalente à compra futura de dólares) toda vez que a moeda norte-americana se aproximava de R$ 3,50, em uma tentativa de proteger as exportações do país.

No entanto, desde 18 de maio, um dia após Ilan Goldfajn ser indicado como substituto de Tombini, o BC não faz esse tipo de leilão.

"Parece que o BC não quer gerar ruídos no mercado e isso ajuda a queda do dólar. Por sua vez, um dólar mais fraco facilita a ancoragem das expectativas de inflação", disse à agência de notícias Reuters o operador de um importante banco nacional.

Na véspera, Goldfajn repetiu que a entidade pode atuar no mercado se for necessário e que poderá usar todas as ferramentas com parcimônia no câmbio.

(Com Reuters)

BACEN. PORTAL G1. 29/06/2016. Fluxo cambial volta a ficar positivo em junho, mostra BC. Na parcial deste mês, até dia 24, US$ 1,87 bilhões entraram no país. No ano, as retiradas da moeda superam a chegada em US$ 4,9 bilhões.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A entrada de dólares voltou a superar a saída no acumulado de junho até dia 24, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Banco Central. Nos 18 dias úteis do mês, o fluxo de dólares ficou positivo em US$ 1,87 bilhão, revertendo o resultado negativo em US$ 360 milhões registrado até a semana anterior.
No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (24), no entanto, a saída de dólares ainda é maior que a chegada em US$ 4,9 bilhões. No mesmo período de 2015, o ingresso superou as retiradas em US$ 3,5 bilhões.
Impacto no dólar
A entrada de dólares na parcial favorece, em tese, a alta da moeda. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Este mês, de fato, o dólar acumula queda: No fim de maio, estava cotado em R$ 3,61 e, nesta quarta-feira (29), por volta das 14h, era negociado a R$ 3,24. Veja a cotação
Segundo analistas, o clima mais favorável a aprovação de medidas econômicas no Congresso Nacional, e as declarações do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ao defender medidas mais ortodoxas na economia, têm favorecido a queda do dólar neste mês.

BACEN. PORTAL G1. 29/06/2016. Dólar opera em queda nesta quarta, chegando a R$ 3,25. Na 3ª, a moeda perdeu 2,61%, a R$ 3,3060; no ano, queda é de 16,2%. Mercado reagiu a declarações do novo presidente do BC e seguiu exterior.
Karina Trevizan
Do G1, em São Paulo

O dólar opera em queda nesta quarta-feira (29), depois de fechar no menor valor em quase 1 ano na véspera, a R$ 3,3060. Investidores acompanham o bom humor nos mercados externos, em mais um dia marcado por ausência de interferência do Banco Central no câmbio, mesmo após o tombo recente da moeda.
Às 10h19, a moeda norte-americana caía 1,48%, a R$ 3,2654. O dólar atingiu R$ 3,2571 imediatamente após a abertura, na mínima dos negócios do dia, segundo a Reuters. Veja a cotação do dólar hoje.
Acompanhe a cotação ao longo do dia

  • Às 9h09, queda de 1,29%, a R$ 3,2633
  • Às 9h40, queda de 1,13%, a R$ 3,256
  • Às 10h, queda de 1,23%, a R$ 3,2654

O dia é marcado por queda do dólar em relação a várias moedas de países emergentes, mas no Brasil o recuo é mais intenso por fatores internos, como explica Rafael Gonçalves, analista do departamento econômico da Gradual Investimentos.
"Hoje em especial o dólar cai forte contra o real, e o primeiro motivo é a sinalização do Ilan Goldfajn ontem de que o BC não está disposto a usar as ferramentas cambiais que a diretoria antiga vinha usando", disse em entrevista ao G1, referindo-se à ausência de interferência do BC no câmbio nos últimos dias. Entenda como funciona isso e veja o histórico aqui.

"Além disso, o mercado agora vai tentar descobrir qual o câmbio que o BC vislumbra como ideal. Então tem uma questão de teste para saber se o BC mostra alguma sinalização de que o câmbio está num patamar ajustado”, diz Gonçalves.

Outro motivo apontado pelo analista é a expectativa de que os juros no Brasil devem demorar mais que o esperado para voltar a cair. Com juros mais altos, o país se torna mais atraente para investidores, o que motiva uma entrada de dólares no Brasil. Com mais dólares em circulação, o valor da moeda tende a cair em relação ao real. “O mercado imaginava que os juros iriam cair por volta de agosto. Depois do discurso do Ilan ontem, a projeção passou para outubro ou novembro”, afirma Gonçalves.
Cenário externo
Além da repercussão após as declarações de Ilan Goldfajn, o professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA) Alexandre Cabral também aponta o cenário externo como fator que contribui para a queda do dólar nesta quarta.

“O Reino Unido tem até dois anos para sair da União Europeia, mas o mercado está interpretando que o país vai tentar acelerar relações bilaterais com os países antes de fazer o pedido formal de saída. Então, a saída pode demorar mais que o esperado”, pontuou em entrevista ao G1.

“Paralelo a isso, o Fed tem dado a entender que a notícia sobre o Reino Unido é ruim para a economia global e vai impactar a economia norte-americana. Então, a interpretação do mercado é de que os juros nos EUA não devem mudar tão cedo”, completou. A preocupação do mercado sobre os juros nos Estados Unidos é de que um aumento da taxa atrairia investidores para aquele país, motivando uma saída de dólares de outros países, como o Brasil.
Último fechamento
O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (28), cotado a R$ 3,30 pela primeira vez em quase um ano. A moeda norte-americana caiu 2,61%, a R$ 3,3060 na venda.
A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 3,30 foi em 23 de julho de 2015.
O recuo da moeda dos Estados Unidos acompanhou a recuperação dos mercados pelo mundo, depois de dois dias de mau humor com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE). O mercado também reagiu a declarações do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e à perspectiva de que os juros não devem cair tão cedo no Brasil.
No mês de junho, o dólar acumula queda de 8,47%. No ano de 2016, a moeda tem desvalorização de 16,2%.

BACEN. PORTAL UOL. 29/06/2016. Dólar cai 1,8% e vai abaixo de R$ 3,25; Bolsa opera em alta de 1,2%

O dólar comercial operava em queda e a Bovespa subia nesta quarta-feira (29). Por volta das 10h20, a moeda norte-americana perdia 1,76%, a R$ 3,248 na venda. A moeda chegou a cair a R$ 3,247, menor nível que já atingiu durante as negociações desde 23 de julho de 2015. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 1,19%, a 50.603,22 pontos. No mercado externo, o clima era de otimismo. No Brasil, o Banco Central não anunciou para esta sessão nenhuma intervenção no mercado de câmbio até o momento. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 29/06/2016. Dólar cai mais de 1% e gira em torno de R$3,25 com exterior e ausência do BC
Por Bruno Federowski

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuava mais de 1 por cento e girava em torno de 3,25 reais nesta quarta-feira, reagindo ao ambiente externo favorável e à ausência do Banco Central do mercado de câmbio mesmo diante do tombo recente da moeda norte-americana aos menores níveis em quase um ano.

Às 10:12, o dólar recuava 1,56 por cento, a 3,2545 reais na venda. A moeda chegou a 3,2465 reais na mínima da sessão, menor nível intradia desde 23 de julho de 2015 (3,2225 reais).

O dólar futuro caía 1,5 por cento.

"O dólar engrenou em um movimento de baixa, tanto aqui quanto lá fora, e parece que o BC não tem objeções a isso", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O apetite por ativos mais arriscados que varreu os mercados globais na sessão passada continuava forte nesta terça-feira, com investidores recebendo bem a perspectiva de que bancos centrais globais podem reagir a eventuais turbulências financeiras com mais estímulos.

O dólar cortou pela metade a alta registrada frente ao peso mexicano desde que o Reino Unido decidiu deixar a União Europeia na quinta-feira passada, que chegou a 7 por cento. Nesta sessão, recuava cerca de 1 por cento frente à moeda mexicana.

A queda intensa da moeda norte-americana pegou de surpresa muitos operadores e levou alguns analistas a reverem suas projeções, embora poucos acreditem que o dólar deva recuar muito além dos 3,20 reais.

A equipe de estratégia do BNP Paribas passou a estimar o dólar a 3,20 reais no terceiro trimestre e 3,25 reais no quarto trimestre, ganhando força para fechar o ano que vem a 3,60 reais. Até então, as projeções eram de 3,75 reais, 3,80 reais e 4,00 reais, respectivamente.

Operadores citavam ainda a percepção de que o BC brasileiro deve ser menos propenso a intervir no mercado, apesar de possíveis impactos negativos sobre as exportações.

"Parece que o BC não quer gerar ruídos no mercado e isso ajuda a queda do dólar. Por sua vez, um dólar mais fraco facilita a ancoragem das expectativas de inflação", explicou o operador de um importante banco nacional.

O BC não faz leilão de swap reverso, que equivale a compra futura de dólares, desde 18 de maio.

Na véspera, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, repetiu que a autoridade monetária pode reduzir sua exposição cambial quando e se for possível e que poderá usar todas as ferramentas com parcimônia no câmbio.


BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 29/06/2016. Bovespa opera em alta nesta quarta-feira. Na véspera, Ibovespa avançou 1,55%, aos 50.006 pontos. Índice opera em alta pelo segundo dia, após Brexit.
Do G1, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta quarta-feira (29), em meio a um novo dia de alívio no exterior e alta do petróleo.
Às 10h09, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 1,27%, aos 50.641 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje
Mercado externo
As bolsas da Europa operam em alta nesta quarta-feira, prolongando a recuperação da véspera após o choque de dois dias causado pela saída do Reino Unido da União Europeia.
Os investidores apostam que, com a previsão que o Reino Unido não deverá invocar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa tão cedo, haverá tempo ao mercado para encontrar um equilíbrio.
Há também a crescente expectativa de que os bancos centrais ofereçam suporte aos mercados com novos estímulos.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pediu um maior alinhamento global das políticas de bancos centrais em declarações na terça-feira.
Último fechamento
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta na terça-feira (28), em dia de recuperação em mercados internacionais após dois pregões de queda em decorrência da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, e em meio a expectativas de medidas dos principais bancos centrais do mundo.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, avançou 1,55%, a 50.006 pontos, após perder 5,5% nos últimos dois pregões.

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LGCJ.: