No âmbito internacional, o Copom avalia que, no horizonte
relevante, o cenário é de crescimento global moderado,
com a depreciação ocorrida do real em relação a moedas
de importantes parceiros comerciais nos últimos anos
contribuindo no sentido de tornar a demanda externa mais
favorável ao crescimento da economia brasileira.
A atividade global mostrou tendência de maior moderação
ao longo do horizonte relevante para a política monetária.
A esse respeito, as evidências apontam taxas de
crescimento mais modestas e abaixo do crescimento
potencial nas economias maduras. Destacam-se também
a continuada preocupação com a economia chinesa e
os desdobramentos para outras economias, somada a
incertezas quanto às perspectivas para a economia dos
Estados Unidos e às implicações de movimentos políticos
em economias maduras, com aumento da aversão ao risco
e impacto adverso sobre ativos financeiros. Nos mercados
internacionais, as perspectivas indicam moderação
na dinâmica dos preços de commodities, apesar da
valorização no período recente. Em relação aos riscos,
o Comitê considera que o ambiente externo permanece
desafiador.
No âmbito interno, o Copom reitera que os indicadores
disponíveis mostram que as taxas de crescimento da absorção
interna e do Produto Interno Bruto (PIB) continuam em
terreno negativo em função de incertezas diversas. O
investimento tem-se retraído em função dessas incertezas e o
consumo privado também se contrai, em linha com os dados
de crédito, emprego e renda. Entretanto, para o Comitê, à
medida que a confiança de firmas e famílias se fortaleça, o
ritmo de atividade tende a se recuperar.
Ainda sobre atividade interna, o Comitê avalia que,
no médio prazo, mudanças importantes devem ocorrer
na composição da demanda e da oferta agregada. Os
investimentos tendem a ganhar impulso e o consumo
tende a crescer em ritmo moderado. Na visão do
Copom, essas mudanças, somadas a outras ora em
curso, antecipam uma composição do crescimento da
demanda agregada no médio prazo mais favorável ao
crescimento potencial. O Comitê ressalta, contudo, que
a velocidade de materialização dessas mudanças e dos
ganhos delas decorrentes depende, fundamentalmente,
da implementação de medidas fiscais estruturais que
consolidem a percepção de sustentabilidade do balanço do
setor público, além da redução de incertezas que cercam
o ambiente doméstico e internacional. Ressalte-se a
importância de se estabilizar e, posteriormente, reduzir o
endividamento público em relação ao PIB, medida crucial
para reforçar a percepção positiva sobre o ambiente
econômico, para melhorar a confiança dos agentes e para
contribuir para a ancoragem das expectativas de inflação.
Relativamente à oferta, o Comitê avalia que, em prazos
mais longos, emergem perspectivas mais favoráveis à
competitividade da indústria e da agropecuária. O setor de
serviços, por sua vez, tende a crescer a taxas menores do
que as registradas em anos recentes.
O Copom destaca que o cenário central contempla
moderação do crédito, o que já havia sido observado e tende
a persistir. A esse respeito, importa destacar que, após anos
em forte expansão, o mercado de crédito voltado ao consumo
passou por moderação, de modo que, nos últimos trimestres,
observaram-se, de um lado, redução de exposição por parte
de bancos e, de outro, desalavancagem das famílias. No
agregado, portanto, infere-se que os riscos no segmento de
crédito ao consumo vêm sendo mitigados.
Nesse contexto, as operações de crédito permaneceram em
desaceleração no trimestre encerrado em maio, evolução
compatível com o cenário de retração da atividade
econômica, elevação do custo médio das contratações,
aumento da inadimplência e patamar reduzido dos
indicadores de confiança dos agentes econômicos.
No âmbito da política fiscal, a alteração aprovada na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016 considerou, entre
outros fatores, parâmetros macroeconômicos semelhantes
aos de mercado e, em especial, o impacto da retração da
atividade econômica sobre a arrecadação.
O Comitê entende que esforços para mudar a perspectiva
do balanço do setor público são fundamentais para criar
uma percepção positiva sobre o ambiente macroeconômico
no médio e no longo prazo. Uma política fiscal consistente
repercutirá favoravelmente sobre o custo de capital de modo
geral, o que, por sua vez, estimulará o investimento privado
no médio e no longo prazo.
Considerando que o ajuste fiscal também possui suas
próprias defasagens entre a discussão e a adoção das
medidas e seus resultados, quanto mais tempestiva for a
implementação do processo em curso, mais rápida será a
retomada de uma trajetória favorável para a dívida pública
e para a confiança de famílias e empresas, ajudando na
recuperação da economia e no combate à inflação.
A literatura e as melhores práticas internacionais indicam que
uma política fiscal consistente e sustentável contribui para
reduzir as expectativas de inflação de forma que o processo
de desinflação seja mais rápido e menos custoso.
Relativamente ao setor externo, as trajetórias favoráveis da
balança comercial e das despesas líquidas de serviços e de
rendas levaram a redução expressiva do deficit nas transações
correntes – de 4,42% do PIB em maio de 2015, para 1,70%
do PIB em maio de 2016, considerados intervalos de doze
meses. Esse desempenho, refletindo os efeitos defasados
da desvalorização cambial e a retração ora observada na
atividade econômica doméstica, tende a continuar nos
próximos trimestres.
Os ingressos líquidos de investimentos diretos no país,
mesmo em cenário de redução no resultado da conta
financeira, persistiram em patamar confortável para o
financiamento do deficit em transações correntes. Ressaltese
adicionalmente que, em maio, o estoque de reservas
internacionais, no conceito de liquidez, representou 30 meses
de importações de bens e 3,4 vezes o valor das amortizações
da dívida externa vincendas nos próximos doze meses.
Sobre preços, a inflação medida pela variação do Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu
0,61% em abril e 0,78% em maio. Dessa forma, a inflação
em doze meses alcançou 9,32% em maio, 0,85 ponto
percentual (p.p.) acima da registrada até maio de 2015. De
um lado, os preços livres acumularam variação de 8,82%
em doze meses, ante 6,82% até maio de 2015; de outro, os
preços administrados variaram 10,90%, comparativamente
a 14,09% até maio de 2015.
No que se refere a projeções de inflação, de acordo com
os procedimentos tradicionalmente adotados e levando-se
em conta o conjunto de informações disponíveis até 17 de
junho de 2016 (data de corte), o cenário de referência, que
pressupõe manutenção da taxa de câmbio constante no
horizonte de previsão em R$3,45/US$, e a meta para a taxa
Selic em 14,25% ao ano (a.a.), projeta inflação de 6,9% em
2016, 4,7% em 2017 e de 4,2% no segundo trimestre de 2018.
10 | Relatório de Inflação | Banco Central do Brasil | Junho 2016
No cenário de mercado, que incorpora dados da pesquisa
realizada pelo Departamento de Relacionamento com
Investidores e Estudos Especiais (Gerin) com um conjunto
significativo de instituições, as projeções apontam inflação
de 7,0% em 2016, 5,5% em 2017 e de 5,5% no segundo
trimestre de 2018.
No que corresponde ao crescimento do PIB, a projeção para
2016, de acordo com o cenário de referência, é de -3,3%,
sendo 0,2 p.p. maior do que a estimativa considerada no
Relatório de Inflação anterior.
O Copom ressalta que a evidência internacional, no que é
ratificada pela experiência brasileira, indica que taxas de
inflação elevadas geram distorções que levam a aumento
dos riscos e deprimem os investimentos. Essas distorções se
manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes
de planejamento das famílias, empresas e governos, bem
como na deterioração da confiança de empresários. O
Comitê enfatiza, também, que taxas de inflação elevadas
subtraem o poder de compra de salários e de transferências,
com repercussões negativas sobre a confiança e o consumo
das famílias. Por conseguinte, taxas de inflação elevadas
reduzem o potencial de crescimento da economia, bem como
o de geração de empregos e de renda.
Nesse contexto, como de resto indicam as projeções
apresentadas neste Relatório, o Comitê considera, conforme
antecipado, que o ainda elevado patamar da inflação em
doze meses é reflexo dos processos de ajustes de preços
relativos ocorridos em 2015, bem como do processo de
recomposição de receitas tributárias observado nos níveis
federal e estadual, no início deste ano, além dos choques
temporários de oferta no segmento de alimentação. Ao
tempo em que reconhece que esses processos têm impactos
diretos sobre a inflação, o Comitê reafirma sua visão de que
a política monetária pode, deve e está contendo os efeitos
de segunda ordem deles decorrentes.
O Copom reitera que a demanda agregada continuará a se
apresentar moderada no horizonte relevante para a política
monetária. De um lado, o consumo das famílias tende a ser
influenciado por fatores como emprego, renda e crédito; de
outro, a concessão de serviços públicos e a ampliação da renda
agrícola, entre outros, tendem a favorecer os investimentos.
Por sua vez, as exportações líquidas apresentam melhor
resultado, seja pelo aumento das exportações, beneficiadas
pela depreciação do real, seja pelo processo de substituição
de importações em curso.
Para o Comitê, a aprovação e a implementação de ajustes
na economia brasileira, inclusive de ordem fiscal, além de
outros fatores como a dinâmica dos preços administrados,
o processo de distensão no mercado de trabalho e a
perspectiva de um hiato do produto desinflacionário são
fatores importantes do contexto em que decisões futuras de
política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a
convergência da inflação para a meta de 4,5% estabelecida
pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em 2017.
O Comitê ressalta, portanto, que há avanços no combate
à inflação, mas que sua continuidade depende de ajustes –
principalmente fiscais – na economia brasileira.Além disso,
outros fatores interferem no combate à inflação, como a
inércia derivada do processo de realinhamento de preços
relativos, a confluência de fenômenos climáticos sobre
a produção mundial de alimentos, mais especificamente
de grãos, e seus efeitos sobre os preços domésticos, e as
incertezas em relação ao comportamento da economia
mundial. Nesse contexto, o Comitê buscará circunscrever
a inflação aos limites estabelecidos pelo CMN em 2016
e adotará as medidas necessárias de forma a assegurar a
convergência da inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
Dessa forma, o cenário central não permite trabalhar com a
hipótese de flexibilização das condições monetárias.
DOCUMENTO COMPLETO: http://www.bcb.gov.br/htms/relinf/port/2016/06/ri201606P.pdf
Discurso do Presidente do Banco Central, na apresentação do Relatório: http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15707
FGV. IBRE. 28/06/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem da Indústria. Confiança da Indústria avança e atinge o maior nível desde fevereiro de 2015.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas subiu 4,2 pontos em junho, alcançando 83,4 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015. A alta se estendeu a 14 dos 19 principais segmentos da pesquisa e foi determinada majoritariamente pela melhora das expectativas em relação ao futuro próximo.
“O resultado de junho consolida a tendência de recuperação da confiança industrial esboçada nos meses anteriores. Entre abril e junho, especificamente, o avanço foi impulsionado pela melhora das expectativas, em um movimento que pode ser definido como de redução do pessimismo. O retorno da confiança aos níveis médios históricos dependerá, de agora em diante, de uma efetiva recuperação da demanda interna e da redução das incertezas originadas no ambiente político”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.
O Índice de Expectativas (IE) atingiu 85,7 pontos em junho, ficando 7,5 pontos acima do mês anterior – a segunda maior alta registrada, perdendo apenas para a variação mensal de janeiro de 2002 (7,6 pontos). O Índice da Situação Atual (ISA) também evoluiu favoravelmente, em menor magnitude, ao crescer 0,7 ponto frente ao mês anterior.
A maior influência para a alta do IE foi dada pelo indicador que capta as perspectivas para a produção nos três meses seguintes. Após o terceiro aumento consecutivo, o indicador atinge 93,9 pontos, o maior patamar desde abril de 2014 (96,1 pontos). Entre maio e junho, o percentual de empresas prevendo reduzir a produção nos meses seguintes diminuiu de 28,7% para 16,0% do total, enquanto a parcela de empresas que espera aumentar a produção passou de 23,4% para 24,2%.
O indicador que mede o grau de satisfação com o nível atual da demanda foi o principal determinante para a alta do ISA em junho, ao atingir 80,1 pontos, 2,7 pontos superior ao observado no mês anterior. O resultado decorre da combinação de estabilização das avaliações sobre o nível de demanda externa, em patamar neutro, com a melhora das percepções sobre a demanda interna – que registra a quarta evolução favorável na margem, após atingir o mínimo histórico em fevereiro passado.
O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) ficou relativamente estável em junho, em 73,9%, 0,1 ponto percentual (p.p.) acima do observado em maio. Em bases trimestrais, este é o primeiro avanço do NUCI desde o terceiro trimestre de 2013: a média do indicador no segundo trimestre, de 74,0%, ficou 0,2 p.p. acima da média do trimestre anterior (73,8%).
A edição de junho de 2016 coletou informações de 1.114 empresas entre os dias 01 e 23 deste mês.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201559683E8FF0A8F
Índice de Preços ao Produtor (IPP) varia 0,90% em maio
MAIO 2016
|
0,90%
|
Abril 2016
|
-0,34%
|
Maio 2015
|
0,00%
|
Acumulado em 2016
|
-0,61%
|
Acumulado em 12 meses
|
5,61%
|
O Índice de Preços ao Produtor (IPP) variou 0,90% em maio, acima dos -0,34% registrados no mês anterior. É o primeiro resultado positivo depois de três negativos consecutivos. Com isso, o acumulado no ano chegou a -0,61%, contra -1,49% em abril. O acumulado em 12 meses foi para 5,61%, acima dos 4,67% de abril. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na “porta da fábrica”, sem impostos e fretes, de 23 setores da indústria de transformação.
Tabela 1
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e
Seções - Últimos três meses
| Indústria Geral e Seções | Variação (%) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| M/M-1 | Acumulado Ano | M/M-12 | |||||||
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
|
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
|
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
| |
Indústria Geral
|
-1,20
|
-0,34
|
0,90
|
-1,15
|
-1,49
|
-0,61
|
5,26
|
4,67
|
5,61
|
B - Indústrias Extrativas
|
6,56
|
13,35
|
11,37
|
-9,23
|
2,88
|
14,58
|
-20,17
|
-6,57
|
7,86
|
C - Indústrias de Transformação
|
-1,38
|
-0,70
|
0,58
|
-0,92
|
-1,62
|
-1,04
|
6,14
|
5,04
|
5,53
|
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria.
Tabela 4
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e
Grandes Categorias Econômicas - Últimos três meses
Em maio, os preços da indústria variaram, em média, 0,90%, quando comparados a abril/2016, número superior ao observado na comparação entre abril/2016 e março/16 (-0,34%). Em maio/2016, 11 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços. As quatro maiores variações observadas em maio/2016 se deram entre os produtos compreendidos nas indústrias extrativas (11,37%), farmacêutica (2,99%), alimentos (2,82%) e impressão (2,82%). Em termos de influência, sobressaíram alimentos (0,57 p.p.), indústrias extrativas (0,33 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,13 p.p.) e outros produtos químicos (0,09 p.p.).
O indicador acumulado no ano atingiu -0,61%, contra -1,49% em abril. Entre as atividades que tiveram as maiores variações percentuais na perspectiva deste indicador sobressaíram indústrias extrativas (14,58%), outros produtos químicos (-8,19%), farmacêutica (6,90%) e impressão (6,73%). Os setores de maior influência foram outros produtos químicos (-0,88 p.p.), refino de petróleo e produtos de álcool (-0,68 p.p.), alimentos (0,62 p.p.) e indústrias extrativas (0,40 p.p.).
Ao comparar maio de 2016 com maio de 2015 (acumulado em doze meses), a variação de preços ocorrida foi de 5,61%, contra 4,67% em abril/2016. As quatro maiores variações ocorreram em alimentos (16,61%), fumo (14,24%), perfumaria, sabões e produtos de limpeza (13,62%) e impressão (12,99%). Neste indicador, os setores de maior influência foram alimentos (3,12 p.p.), veículos automotores (0,44 p.p.), metalurgia (-0,31 p.p.) e outros equipamentos de transporte (0,30 p.p.).
Já entre as grandes categorias econômicas, houve variação de -0,38% em bens de capital; 1,19% em bens intermediários; e 0,75% em bens de consumo, sendo que 0,49% foi a variação observada em bens de consumo duráveis e 0,83% em bens de consumo semiduráveis e não duráveis. Em termos de influência, bens de capital contribuíram com -0,03 p.p., 0,66 p.p. de bens intermediários e 0,27 p.p. de bens de consumo. No caso de bens de consumo, 0,22 p.p. se deveu às variações de preços observadas nos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
Na perspectiva do acumulado no ano, as variações foram de -0,72% em bens de capital (com influência de -0,06 p.p.), -1,93% de bens intermediários (-1,10 p.p.) e 1,59% de bens de consumo (0,55 p.p.). No último caso, este aumento foi influenciado em 0,14 p.p. pelos produtos de bens de consumo duráveis e 0,41 p.p., pelos bens de consumo semiduráveis e não duráveis.
Na taxa acumulada em 12 meses, a variação em bens de capital foi de 6,93% (0,60 p.p.); bens intermediários, 4,03% (2,29 p.p.); e bens de consumo, 7,87% (2,72 p.p.), sendo que a influência de bens de consumo duráveis foi de 0,27 p.p. e a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis de 2,45 p.p.(tabelas 4 e 5; figura 5).
Tabela 4
Índices de Preços ao Produtor, segundo Indústrias Extrativas e de Transformação (Indústria Geral) e
Grandes Categorias Econômicas - Últimos três meses
| Indústria Geral e Seções | Variação (%) | ||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| M/M-1 | Acumulado Ano | M/M-12 | |||||||
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
|
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
|
MAR/16
|
ABR/16
|
MAI/16
| |
Indústria Geral
|
-1,20
|
-0,34
|
0,90
|
-1,15
|
-1,49
|
-0,61
|
5,26
|
4,67
|
5,61
|
Bens de Capital (BK)
|
-0,98
|
-1,31
|
-0,38
|
0,98
|
-0,34
|
-0,72
|
8,13
|
7,73
|
6,93
|
Bens Intermediários (BI)
|
-1,80
|
-0,09
|
1,19
|
-3,00
|
-3,08
|
-1,93
|
3,10
|
2,36
|
4,03
|
Bens de consumo (BC)
|
-0,29
|
-0,50
|
0,75
|
1,34
|
0,83
|
1,59
|
8,09
|
7,73
|
7,87
|
Bens de consumo duráveis (BCD)
|
-0,07
|
-0,62
|
0,49
|
1,87
|
1,24
|
1,74
|
4,61
|
3,57
|
3,24
|
Bens de consumo semiduráveis e não duráveis (BCND)
|
-0,35
|
-0,46
|
0,83
|
1,18
|
0,71
|
1,54
|
9,21
|
9,07
|
9,36
|
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria.
11 das 24 atividades pesquisadas apresentaram alta de preços
Em maio, os preços da indústria variaram, em média, 0,90%, quando comparados a abril/2016, número superior ao observado na comparação entre abril/2016 e março/16 (-0,34%). Em maio/2016, 11 das 24 atividades apresentaram variações positivas de preços.
Indústrias extrativas: os preços das indústrias extrativas aumentaram pelo terceiro mês consecutivo, apresentando variação de 11,37% em maio. A variação mensal positiva dos preços teve a segunda maior influência (0,33 p.p.) sobre o indicador para a indústria em geral, ficando atrás apenas dos produtos alimentícios. Com a aceleração de preços observada a partir de abril, o setor acumulou, em maio, variação positiva de 14,58% no ano. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior (acumulado em 12 meses), observou-se variação de 7,86. Tal como observado em abril, a alta de preços das indústrias extrativas foi influenciada principalmente pelos preços internacionais do minério de ferro. A alta de preços mensal dos “óleos brutos de petróleo”, em consequência da política nacional adotada para o setor.
Alimentos: os preços do setor variaram em 2,82% em maio, maior resultado desde setembro de 2015 (5,47% e a maior variação positiva da série). Com esse resultado, o acumulado no ano alcançou 3,08% e, na comparação com maio de 2015, há uma variação positiva de 16,61% (a maior do ano). Ao analisar os produtos destacados, dois — “leite esterilizado / UHT / Longa Vida”, em período de entressafra, e “resíduos da extração de soja”, influenciado pelo preço internacional — aparecem tanto na lista de maiores variações quanto na de maiores influências. No caso das variações, o aumento dos preços de “alimentos à base de milho” e de “carnes de suínos frescas ou refrigeradas” estão em linha com o aumento do próprio milho. No caso dos produtos destacados em termos de influência, os quatro responderam por 2,29 p.p. (em 2,82%). Para o “açúcar refinado de cana”, o aumento está atrelado a um aumento do preço internacional, o que também ocorre no caso dos derivados de soja (“resíduos da extração de soja”), com o agravante, neste caso, de problemas climáticos que influenciaram a oferta argentina. O aumento de preços de “arroz descascado branqueado, parbolizado ou não” se justifica num ambiente com baixa disponibilidade do produto. A variação de preços no setor foi a terceira maior entre as atividades tanto das indústrias extrativas quanto de transformação e, por sua vez, foi a maior influência (0,57 p.p. em 0,90%). Nessa mesma linha, o setor aparece como destaque em todos os índices calculados, com exceção do acumulado no ano.
Refino de petróleo e produtos de álcool: em maio, a variação dos preços do setor foi de -1,28% (sexto resultado negativo consecutivo), com o que, em 2016, a série acumulou variação de -6,53%, maior resultado negativo da série, que só teve resultados negativos, nesse mês do ano, em 2015 e 2016. Quando comparado aos preços do mesmo mês de 2015, os atuais estão 0,09% maiores que aqueles. A influência dos produtos “óleo diesel e outros óleos combustíveis”, “álcool etílico (anidro ou hidratado)”, “querosenes de aviação” e “naftas” foi de -1,27 p.p. (em -1,28%) e apenas a variação nos preços da “nafta” foi positiva.
Outros produtos químicos: a indústria química variou 0,88% em relação a abril (revertendo a situação de três quedas seguidas de preços neste tipo de comparação), o que gerou uma variação acumulada no ano de -8,19% e de -0,04% nos últimos 12 meses. As principais variações, todas positivas, excetuando-se “estireno”, ocorreram em produtos que não fazem parte dos que apresentam maior peso no cálculo, o que não ocorre entre os de maior influência, onde apenas o “PEAD” não está nesta categoria; são eles “adubos e fertilizantes à base de NPK”, “etileno (eteno) não-saturado” e “herbicidas para uso na agricultura”, este último com resultado negativo no mês. A amônia é o principal insumo para a obtenção dos fertilizantes nitrogenados e tem apresentado queda de preços nos últimos meses (inclusive é um dos destaques de variação acumulada no ano), o que explica, em parte, os resultados para o produto “adubos ou fertilizantes à base de NPK” também no acumulado do ano e nos 12 meses. Os quatro produtos de maior influência no mês contra mês imediatamente anterior representaram 0,66 p.p. no resultado de 0,88%; ou seja, os demais 28 produtos contribuíram com 0,22 p.p.
Metalurgia: houve uma variação positiva de 1,00% em maio, quebrando uma série de três quedas consecutivas. Desta forma, o setor acumulou alta de 0,08% no ano e, nos últimos 12 meses, queda de -4,00%. Em relação aos produtos que mais influenciaram os resultados no mês contra mês anterior, aparecem três dos quatro produtos de maior peso na atividade: “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aço ao carbono”, com a maior variação positiva entre todos, “alumínio não ligado em formas brutas” e “bobinas a quente de aços ao carbono, não revestidas”. O único produto que não pertence ao grupo daqueles de maior peso é “barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre”, que também foi destaque entre as maiores variações negativas no mês (refletindo os efeitos verificados com o cobre na Bolsa de Londres e o recuo do dólar frente ao real). Considerando as principais influências na análise de acumulado no ano e em 12 meses, apenas dois produtos são comuns: “bobinas ou chapas de aços inoxidáveis, inclusive tiras”, com resultados negativos nos dois índices, e “bobinas a frio de aços ao carbono, não revestidos”, com acumulado no ano positivo, porém negativo em 12 meses. “Alumínio não ligado em formas brutas” e “lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono” foram destaques nos resultados de 12 meses, sendo o primeiro de forma negativa e o segundo de forma positiva.
Veículos automotores: a variação média de preços do setor foi de 0,47% em maio, primeiro resultado positivo depois de três meses consecutivos. Com isso, o setor acumulou variação de 1,40%. Na comparação com maio de 2015, houve alta de 4,07%, a menor taxa neste tipo de comparação no ano. Três produtos (“faróis para veículos automotores”, “bombas injetoras para veículos automotores” e “motores diesel e semi-diesel para ônibus e caminhões”) figuram tanto como destaque em termos de variação quanto em termos de influência. O quarto produto em influência é “automóveis para passageiros, a gasolina, álcool ou bicombustível, de qualquer potência”, o produto de maior peso no cálculo (aproximadamente 50%). Os quatro produtos tiveram influência de 0,38 p,p., sendo que apenas um teve influência negativa (“faróis para veículos automotores”).
Outros equipamentos de transporte: os preços do setor caíram 0,68% em relação a abril. Com isso, a atividade completou quatro meses seguidos de variações negativas, acumulando queda de 4,95% no ano. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, ocorreu variação positiva de 12,80%. O indicador acumulado em 12 meses da atividade teve, em termos absolutos, a quarta maior influência (0,30 p.p.) sobre o indicador da indústria em geral.
DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3196
MF. STN. 27/06/2016. Dívida Pública cresce 2,82% em maio e emissões líquidas somam R$ 44,32 bilhões
Dívida Pública
Carteira do grupo Previdência, formado por investidores de longo prazo, cresceu R$ 6,5 bilhões
Gustavo Raniere/GMF
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 2,82% entre abril e maio, passando de R$ 2,799 trilhões para R$ 2,878 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou 2,77%, para R$ 2,744 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 3,94%, para R$ 134,70 bilhões, um incremento provocado pela depreciação do real frente às moedas estrangeiras no mês passado.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (27/06) pelo Tesouro Nacional. “Assim como todos os outros meses deste ano, maio foi bastante positivo, no qual foi possível fazer uma emissão em volumes bastante consideráveis”, disse o coordenador-geral de operações da dívida pública, Leandro Secunho.
As emissões da DPF somaram R$ 55,80 bilhões em maio. Aproximadamente 75% desse total corresponderam a títulos prefixados, 17% a papéis atrelados a índices de preços e 7% a títulos com taxa flutuante. “Existe uma sazonalidade dessas emissões. Em abril, como havia um vencimento muito grande, houve um resgate líquido de títulos, principalmente prefixados. Em maio, houve uma emissão líquida, uma vez que o vencimento era considerado relativamente baixo, comparativamente a outros meses”, explicou Secunho.
Os resgates totalizaram R$ 11,48 bilhões em maio, basicamente referentes ao vencimento de cupom de juros de NTN-B. “Todas as NTN-Bs com vencimento em anos ímpares pagam juros semestrais nos meses de maio e novembro. Então esse vencimento já era aguardado”, disse o coordenador. As emissões líquidas somaram R$ 44,32 bilhões.
Composição e detentores
Em termos de composição, houve aumento da participação dos títulos prefixados, de 34,48% em abril para 35,32% em maio, e redução da fatia de papéis atrelados a índices de preços e com taxas flutuantes, para 33,96% e 25,84%, respectivamente.
A expectativa é que as participações dos diversos tipos de títulos encerrem o ano dentro dos intervalos do Plano Anual de Financiamento (PAF), com a possibilidade de a fatia dos prefixados superar marginalmente o teto de 35% e a dos papéis com taxas flutuantes ficar um pouco abaixo do piso de 30%. Esse comportamento está em linha com as diretrizes de longo prazo buscadas pelo Tesouro para a composição da dívida.
A Previdência, que havia se tornado pela primeira vez em abril o grupo com maior participação no estoque da dívida, continuou liderando em maio, ainda que sua fatia tenha diminuído de 24,14% para 23,72% entre esses dois meses. O valor absoluto da carteira desse grupo cresceu aproximadamente R$ 6,5 bilhões. “Isso é positivo, porque a Previdência é tradicionalmente formada por investidores de longo prazo”, disse Secunho.
A participação relativa dos investidores não residentes recuou de 17,39% em abril para 16,60% em maio. Em termos absolutos, foi uma diminuição de aproximadamente R$ 8,8 bilhões, mas cerca de R$ 8,4 bilhões desse total referem-se às LTNs com vencimento em julho de 2016.
É comum que, quando se trata de títulos de curtíssimo prazo, os investidores se antecipem e vendam esses papéis antes do vencimento. Secunho explicou que, como são de curto prazo, esses títulos são menos voláteis e portanto sua venda impacta pouco nos preços. Ele destacou também que houve incremento de NTN-Fs, que são de longo prazo, na carteira dos estrangeiros, o que contribui para a diretriz do Tesouro.
Vencimentos, prazos e mercado secundário
O percentual da DPF que vence em 12 meses aumentou do nível historicamente baixo de 18,86% em abril para 20,40% em maio, em razão do efeito estatístico causado pelo vencimento de uma NTN-B em maio de 2017. O movimento, portanto era esperado.
O prazo médio do estoque da DPF recuou de 4,75 anos em abril para 4,67 anos em maio e ficou dentro do intervalo do PAF, de 4,50 a 4,70 anos. Secunho ressaltou, no entanto, que o prazo médio das emissões avançou de 3,20 para 3,38 anos entre os dois meses. “Isso é importante, porque houve um aumento, mesmo tendo havido uma participação maior dos títulos prefixados no total das emissões”, disse ele.
A vida média da dívida recuou de 6,75 para 6,63 anos. O custo médio do estoque acumulado nos últimos 12 meses manteve-se em 14,25% entre abril e maio.
O volume financeiro médio diário dos títulos negociados no mercado secundário aumentou de R$ 21,70 bilhões em abril para R$ 22,02 bilhões em maio. “Quanto maior o volume negociado no mercado secundário, mais confortáveis os investidores se sentem em comprar no mercado primário. Eles sabem que, se precisarem sair, não terão uma perda relevante de valor dos seus títulos”, afirmou o coordenador.
O volume maior também contribui para o aumento da transparência e da disseminação de preços nesse mercado. Outro destaque positivo do secundário foi o aumento da participação das NTN-Bs, que são em geral papéis de prazo mais longo, de 20,66% para 30,49% entre abril e maio.
Além disso, a participação das negociações em plataforma eletrônica, estimuladas pelo Tesouro por trazerem maior transparência, subiu de 5,88% para 7,17%, um dos maiores níveis já observados. Em maio do ano passado, era de apenas 2,39%.
Tesouro Direto
O programa de vendas de títulos públicos para pessoas físicas registrou emissão líquida de R$ 795,27 milhões em maio, e os papéis remunerados por índices de preços responderam por 62,30% do montante vendido. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 31,674 bilhões, um aumento de 3,72% em comparação com abril. O número de investidores cadastrados, por sua vez, cresceu 51,17% em 12 meses até maio, para em 30.861.
MF. STN. 27/06/2016. Dívida Pública cresce 2,82% em maio e emissões líquidas somam R$ 44,32 bilhões
Dívida Pública
Carteira do grupo Previdência, formado por investidores de longo prazo, cresceu R$ 6,5 bilhões
Gustavo Raniere/GMF
O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 2,82% entre abril e maio, passando de R$ 2,799 trilhões para R$ 2,878 trilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou 2,77%, para R$ 2,744 trilhões, enquanto a Dívida Pública Federal externa (DPFe) avançou 3,94%, para R$ 134,70 bilhões, um incremento provocado pela depreciação do real frente às moedas estrangeiras no mês passado.
As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (27/06) pelo Tesouro Nacional. “Assim como todos os outros meses deste ano, maio foi bastante positivo, no qual foi possível fazer uma emissão em volumes bastante consideráveis”, disse o coordenador-geral de operações da dívida pública, Leandro Secunho.
As emissões da DPF somaram R$ 55,80 bilhões em maio. Aproximadamente 75% desse total corresponderam a títulos prefixados, 17% a papéis atrelados a índices de preços e 7% a títulos com taxa flutuante. “Existe uma sazonalidade dessas emissões. Em abril, como havia um vencimento muito grande, houve um resgate líquido de títulos, principalmente prefixados. Em maio, houve uma emissão líquida, uma vez que o vencimento era considerado relativamente baixo, comparativamente a outros meses”, explicou Secunho.
Os resgates totalizaram R$ 11,48 bilhões em maio, basicamente referentes ao vencimento de cupom de juros de NTN-B. “Todas as NTN-Bs com vencimento em anos ímpares pagam juros semestrais nos meses de maio e novembro. Então esse vencimento já era aguardado”, disse o coordenador. As emissões líquidas somaram R$ 44,32 bilhões.
Composição e detentores
Em termos de composição, houve aumento da participação dos títulos prefixados, de 34,48% em abril para 35,32% em maio, e redução da fatia de papéis atrelados a índices de preços e com taxas flutuantes, para 33,96% e 25,84%, respectivamente.
A expectativa é que as participações dos diversos tipos de títulos encerrem o ano dentro dos intervalos do Plano Anual de Financiamento (PAF), com a possibilidade de a fatia dos prefixados superar marginalmente o teto de 35% e a dos papéis com taxas flutuantes ficar um pouco abaixo do piso de 30%. Esse comportamento está em linha com as diretrizes de longo prazo buscadas pelo Tesouro para a composição da dívida.
A Previdência, que havia se tornado pela primeira vez em abril o grupo com maior participação no estoque da dívida, continuou liderando em maio, ainda que sua fatia tenha diminuído de 24,14% para 23,72% entre esses dois meses. O valor absoluto da carteira desse grupo cresceu aproximadamente R$ 6,5 bilhões. “Isso é positivo, porque a Previdência é tradicionalmente formada por investidores de longo prazo”, disse Secunho.
A participação relativa dos investidores não residentes recuou de 17,39% em abril para 16,60% em maio. Em termos absolutos, foi uma diminuição de aproximadamente R$ 8,8 bilhões, mas cerca de R$ 8,4 bilhões desse total referem-se às LTNs com vencimento em julho de 2016.
É comum que, quando se trata de títulos de curtíssimo prazo, os investidores se antecipem e vendam esses papéis antes do vencimento. Secunho explicou que, como são de curto prazo, esses títulos são menos voláteis e portanto sua venda impacta pouco nos preços. Ele destacou também que houve incremento de NTN-Fs, que são de longo prazo, na carteira dos estrangeiros, o que contribui para a diretriz do Tesouro.
Vencimentos, prazos e mercado secundário
O percentual da DPF que vence em 12 meses aumentou do nível historicamente baixo de 18,86% em abril para 20,40% em maio, em razão do efeito estatístico causado pelo vencimento de uma NTN-B em maio de 2017. O movimento, portanto era esperado.
O prazo médio do estoque da DPF recuou de 4,75 anos em abril para 4,67 anos em maio e ficou dentro do intervalo do PAF, de 4,50 a 4,70 anos. Secunho ressaltou, no entanto, que o prazo médio das emissões avançou de 3,20 para 3,38 anos entre os dois meses. “Isso é importante, porque houve um aumento, mesmo tendo havido uma participação maior dos títulos prefixados no total das emissões”, disse ele.
A vida média da dívida recuou de 6,75 para 6,63 anos. O custo médio do estoque acumulado nos últimos 12 meses manteve-se em 14,25% entre abril e maio.
O volume financeiro médio diário dos títulos negociados no mercado secundário aumentou de R$ 21,70 bilhões em abril para R$ 22,02 bilhões em maio. “Quanto maior o volume negociado no mercado secundário, mais confortáveis os investidores se sentem em comprar no mercado primário. Eles sabem que, se precisarem sair, não terão uma perda relevante de valor dos seus títulos”, afirmou o coordenador.
O volume maior também contribui para o aumento da transparência e da disseminação de preços nesse mercado. Outro destaque positivo do secundário foi o aumento da participação das NTN-Bs, que são em geral papéis de prazo mais longo, de 20,66% para 30,49% entre abril e maio.
Além disso, a participação das negociações em plataforma eletrônica, estimuladas pelo Tesouro por trazerem maior transparência, subiu de 5,88% para 7,17%, um dos maiores níveis já observados. Em maio do ano passado, era de apenas 2,39%.
Tesouro Direto
O programa de vendas de títulos públicos para pessoas físicas registrou emissão líquida de R$ 795,27 milhões em maio, e os papéis remunerados por índices de preços responderam por 62,30% do montante vendido. O estoque do Tesouro Direto alcançou R$ 31,674 bilhões, um aumento de 3,72% em comparação com abril. O número de investidores cadastrados, por sua vez, cresceu 51,17% em 12 meses até maio, para em 30.861.
MF. STN. PORTAL G1. 28/06/2016. Contas do governo têm pior resultado para meses de maio em 20 anos. No mês passado, houve déficit primário de R$ 15,49 bilhões, diz Tesouro. De janeiro a maio, rombo somou R$ 23,7 bilhões, também pior em 20 anos.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Após registrar superávit primário em abril, as contas do governo voltaram vermelho em maio, quando foi registrado um déficit (despesas foram superiores às receitas, sem a inclusão de juros) de R$ 15,49 bilhões, informou a Secretaria do Tesouro Nacional nesta terça-feira (28).
Trata-se do pior resultado para meses de maio desde o início da série histórica, em 1997, ou seja, em 20 anos. Até então, o maior déficit para meses de maio havia sido registrado em 2014 - quando o rombo somou R$ 10,44 bilhões. No mesmo mês do ano passado, també houve déficit, de R$ 8,07 bilhões.
Contas do governo
Resultado primário em meses de maio, em R$ bilhões
Fonte: Tesouro Nacional
O fraco desempenho das contas públicas acontece em meio à forte recessão da economia brasileira, que tem reduzido as receitas da União com impostos.
Apesar da queda na arrecadação, os números do Tesouro Nacional mostram que as despesas públicas continuam crescendo em 2016. Em maio deste ano, avançaram 7,3% sobre o mesmo mês do ano passado.
De acordo com o governo, esse aumento se deve a despesas com gastos obrigatórios, entre eles da Previdência.
Parcial do ano
De janeiro a maio deste ano, as contas registraram um rombo inédito de R$ 23,77 bilhões. Foi o primeiro déficit registrado para os cinco primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 1997.
Até então, o pior resultado havia ocorrido em 1997 (superávit de R$ 3,01 bilhões).
As receitas totais somaram R$ 544,91 bilhões de janeiro a maio, uma alta de 3,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em termos reais (descontada a inflação), porém, as receitas caíram 6,1%.
Entretanto, as despesas totais chegaram a R$ 480 bilhões nos cinco primeiros cinco meses deste ano, alta de 11,3% na comparação com o mesmo período de 2015. Neste caso, a elevação foi de R$ 48,9 bilhões. Em termos reais, ou seja, após o abatimento da inflação, as despesas cresceram 1,4%.
Contas do Governo
De janeiro a maio, em R$ bilhões
Fonte: Tesouro Nacional
No caso dos investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os gastos somaram R$ 16,44 bilhões nos cinco primeiros meses deste ano, valor que representa uma queda de 1,7% frente ao mesmo período do ano passado (R$ 16,73 bilhões).
Meta fiscal
Por conta do fraco resultado das contas do governo neste ano, a equipe econômica enviou ao Congresso e conseguiu aprovar a alteração da meta fiscal para um rombo de até R$ 170,5 bilhões nas contas do governo em 2016 - o pior resultado da história, se confirmado.
Com o novo déficit nas contas do governo em 2016, será o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões.
A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e aumento das pressões inflacionárias.
Por conta do fraco desempenho da economia e da piora do endividamento, o Brasil já perdeu o chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país -, retirado pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).
Para tentar melhorar a dinâmica das contas públicas, a equipe econômica informou que enviou ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional (PEC) para instituir um teto para os gastos públicos - que só poderiam crescer, nos próximos anos, com base na inflação do ano anterior.
Para analistas, teto de gasto é correto, mas tem efeito limitado no curto prazo.
Previdência Social
O resultado das contas do governo engloba a União, o Banco Central e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público de previdência que atende aos trabalhadores do setor privado.
Segundo o governo, houve uma piora nas contas da Previdência nos cinco primeiros meses deste ano, quando foi contabilizado um déficit (despesas maiores que as receitas) de R$ 49,73 bilhões. Em relação ao mesmo período de 2015, quando o resultado negativo somou R$ 27,47 bilhões, houve um aumento 81% no rombo previdenciário.
Recentemente, o governo elevou para R$ 146 bilhões sua previsão para o déficit da Previdência Social em 2016 - contra um resultado negativo de R$ 86,81 bilhões em 2015.
A equipe econômica do presidente em exercício, Michel Temer, já informou que pretende levar adiante uma reforma das regras da Previdência Social e discute alternativas com as centrais sindicais.
O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já defendeu que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pela INSS. Ele também declarou que a proposta de reforma da Previdência atinge os atuais trabalhadores, com regras de transição para reduzir os impactos para quem está perto de se aposentar.
MF. STN. PORTAL G1. 28/06/2016. Piora das contas públicas não será revertida no curto prazo, diz Tesouro. Teto para gasto não encerra iniciativas para melhorar contas públicas, diz. 'Passo foi dado na explicitação da situação e de resgate da credibilidade'.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
A nova secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, declarou nesta terça-feira (28) que o processo de deterioração das contas públicas, com o registro de déficits fiscais, não será revertido no curto prazo.
"Dependerá de um prazo para reverter", declarou ela, em sua primeira entrevista coletiva.
Ana Paula acrescentou, porém, que o governo está buscando adotar medidas destinadas ao encurtamento desse prazo para reverter a trajetória de rombo das contas públcias.
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Contas do governo têm pior resultado para meses de maio em 20 anos
Congresso reduz meta fiscal e autoriza déficit de até R$ 170,5 bilhões
"Dado o tamanho do déficit, que deverá alcançar 170 bilhões neste ano, temos um enorme desafio. Estamos lidando com ele com transparência para que o diálogo com a sociedade seja nesse sentido", afirmou.
Para este ano, a equipe econômica conseguiu aprovar, no Congresso Nacional, a alteração da meta fiscal para um rombo de até R$ 170,5 bilhões nas contas do governo em 2016 - o pior resultado da história, se confirmado.
Esse será o terceiro ano seguido com as contas no vermelho. Em 2014, houve um déficit de R$ 17,24 bilhões e, em 2015, um rombo recorde de R$ 114,98 bilhões. Para completar o quadro, o mercado financeiro já estima um rombo de cerca de R$ 100 bilhões para 2017.
Realismo
De acordo com Vescovi, ao propor um rombo de até R$ 170,5 bilhões neste ano, o governo deu um passo para explicitar a real situação das contas públicas e, com isso, tentar resgatar a credibilidade da política fiscal.
"O Tesouro Nacional é o guardião e irá cumprir no ano de 2016 [a meta fiscal]. Há uma mudança fundamental que é, primeiro, o resgate da credibilidade da politica fiscal e, em segundo plano, essa iniciativa que diz respeito ao longo prazo, uma medida estruturante, um marco importantíssimo em um país que, desde 1988, vem realizando despesas acima da inflação", declarou.
A secretária se refere à proposta do governo do presidente em exercício, Michel Temer, de estabelecer um teto para os gastos públicos.
Pela proposta, já enviada ao Congresso Nacional, o aumento das despesas públicas, em um ano, passaria a ficar limitado à inflação do ano anterior, inclusive aqueles gastos relacionados com a Saúde e a Educação.
Para analistas, teto de gasto é correto, mas tem efeito limitado no curto prazo.
Vescovi declarou ainda que o envio da proposta de emenda constitucional para instituir um teto para os gastos públicos não "encerra" as iniciativas do governo para melhorar as contas públicas.
Segundo ela, outras medidas serão tomadas posteriormente "na medida em que houver necessidade de criar instrumentos para consecução dos objetivos fiscais".
"Mas os passos dados até agora são claros para estabelecer novas diretrizes para a política fiscal como um todo. Não estão eliminados [novos passos], a isso a gente vai somar outras tantas medidas. A PEC [do teto de gastos públicos] não encerra em si as iniciativas que o governo irá tomar para assegurar um objetivo das contas públicas", acrescentou ela.
MF. STN. 28/06/2016. Governo Central apresenta déficit de R$ 15,493 bilhões em maio. Secretária do Tesouro Nacional destacou que superação da crise fiscal é fundamental para recuperar a capacidade de o Brasil voltar a crescer
Gustavo Raniere/GMF
O Governo Central apresentou em maio deste ano um déficit primário de R$ 15,493 bilhões, ante o saldo negativo de R$ 8,074 bilhões de igual mês do ano passado. No acumulado de janeiro a maio deste ano, as contas do Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social ficaram deficitárias em R$ 23,770 bilhões, frente ao superávit de R$ 6,488 bilhões de igual período de 2015.
O déficit primário do governo central no período de 12 meses encerrado em maio ficou em R$ 151,5 bilhões, ou 2,42% do PIB. A secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, afirmou que os números deixam clara a deterioração dos resultados primários e ressaltam a importância da revisão da meta fiscal para o ano, para um déficit de R$ 170,5 bilhões para o Governo Central, e da busca de meios para conter o gasto público.
Segundo a secretária, a revisão do déficit de 2016 “trouxe para o debate público uma meta crível, que cobre toda a estimativa de despesas, e que faz uma revisão importante das receitas dentro de um patamar bem apurado”, disse. “Há uma preocupação enorme com o resgate da credibilidade no cumprimento das metas fiscais. Isso também nos traz a percepção da importância de engendrarmos reformas estruturais, como por exemplo a PEC que estabeleceu balizas, limitações para os gastos do governo central.”
Ana Paula reforçou que a meta não traz folga para o governo. Ela observou que, de um lado, o novo número passou a levar em conta um cenário mais realista para a receita em um ambiente de fraca atividade econômica e, de outro, foram recompostos essencialmente elementos de despesa obrigatória, que estavam subestimadas.
“Nós tratamos aqui hoje de informar à sociedade qual é a situação das contas públicas do governo central. Há uma preocupação de resgate de credibilidade da política fiscal, colocando na mesa a real situação das contas, e em segundo plano a iniciativa que diz respeito ao longo prazo", afirmou, referindo-se novamente à PEC que institui um teto para os gastos. "É uma medida estruturante, um marco importantíssimo num país que desde 1988 vem realizando despesas acima da inflação subsequentemente.”
A secretária acrescentou que se a crise fiscal é hoje um elemento central da crise econômica é preciso superá-la o mais rapidamente possível para recuperar a capacidade de o Brasil voltar a crescer.
Receitas e despesas
No acumulado de janeiro a maio deste ano, a receita total caiu 6,1% em termos reais, para R$ 552,739 bilhões. Ana Paula Vescovi destacou que as receitas administradas pela Receita Federal do Brasil recuaram 7,0%, sentindo o impacto da arrecadação menor dos impostos associados à atividade econômica, como IPI (-21,8%), Imposto de Renda (-6,0%), Imposto de Importação (-25,5%) e Cofins (-6,9%).
As despesas totais, em contrapartida, aumentaram 1,4% no acumulado de janeiro a maio deste ano em comparação com igual período do ano passado, em termos reais, para R$ 486,721 bilhões. As despesas obrigatórias cresceram acima da inflação, destacou a secretária, chamando atenção para a alta de 5,2% dos gastos com benefícios previdenciários e de 30,1% do pagamento de abono e seguro-desemprego.
Renegociação das dívidas estaduais
Ana Paula explicou que todo o processo de renegociação das dívidas dos Estados foi feito dentro da baliza da meta e do espaço fiscal que havia para isso. “Esse monitoramento da meta hoje é uma questão central e o Tesouro assume, novamente. o papel de guardião de uma meta fixa, ajustada e não abre mão, não tergiversa sobre seu cumprimento”, afirmou.
A secretária disse que todo o acordo com os Estados foi firmado para valer a partir de 1º de julho de 2016, prazo que antevê a questão do final das liminares junto ao Supremo Tribunal Federal. Enquanto isso, o projeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional traz o alongamento das dívidas e o desconto temporário e as contrapartidas colocadas, especialmente as de curto prazo.
“Um dado muito importante do projeto de lei é o fato de assegurarmos uma apuração adequada da despesa de pessoal, seja de ativos, seja de inativos. Isso nos coloca de volta à trilha da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirmou a secretária. “Isso é uma medida que por si só assegura baliza para controle, contenção e readequação de gastos com pessoal.”
A secretária também relatou que para a questão previdenciária está sendo discutida a possibilidade de se criar um fundo no modelo Funpresp (Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo) multipatrocinado. “A União seria um patrocinador e está abrindo para que os Estados que assim o desejem possam também se associar ao Funpresp, o que dilui o custo administrativo do sistema, principalmente para os pequenos Estados”, explicou ela.
Rio de Janeiro
A secretária do Tesouro também falou sobre a liberação de R$ 2,9 bilhões para o Rio de Janeiro e a operação de crédito de R$ 1 bilhão para linha 4 do Metrô no Rio. Leia abaixo o que ela disse na íntegra:
"Foi editada recentemente uma Medida Provisória autorizando uma subvenção ao Rio de Janeiro por conta da execução dos jogos olímpicos, com uma preocupação central de assegurar nesse, que é um compromisso internacional, segurança pública durante os eventos e assegurar condição pacificada para realização dos jogos e organizada, vamos chamar assim.
Essa medida já foi editada. Agora, para sua conclusão, falta detalhes técnicos e orçamentários, ações decisões sobre como implementar em termos orçamentários e isso diz respeito ao Ministério do Planejamento.
O Ministério do Planejamento está avançando nesse detalhamento da medida, nesse complemento à medida e quando ficarem prontas as definições serão devidamente anunciados.
Nós estamos falando de duas coisas: a subvenção para assegurar a segurança durante os jogos olímpicos e a questão de uma operação de crédito. Sobre operação de crédito o que eu tenho a dizer é que isso passa por um processo devidamente normatizado, que segue parâmetros normais dentro do Tesouro Nacional que observa uma série de requerimentos e isso está andando dentro desse procedimento.
Na medida em que há algum requerimento não atendido nós não podemos liberar esse aval, que é o processo ao qual você se refere. Não haverá liberação de aval enquanto todos os requerimentos necessários para isso já dispostos em lei ou regulamentos não forem atendidos. Por exemplo: que o Estado esteja adimplente com a União. Significa que enquanto o Rio de Janeiro não estiver adimplente com a União não terá condições de conceder esse aval."
MF. STN. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 28/06/2016. Deficit do governo central atinge R$ 145 bi em 12 meses, o pior já registrado
MACHADO DA COSTA
DE BRASÍLIA
O governo central —União, Banco Central e Previdência Social— registrou deficit de R$ 15,5 bilhões, ampliando o deficit registrado nos últimos 12 meses para R$ 145 bilhões, o pior desde o início da série histórica, em 1997. A conta foi influenciada pela piora do resultado da União, somada ao rombo da Previdência.
O rombo de maio aponta uma deterioração rápida das contas públicas. Há um mês, em abril, o deficit acumulado em 12 meses estava em R$ 137,8 bilhões. A projeção do governo é que o rombo chegue a R$ 170 bilhões neste ano.
Nos cinco primeiros meses do ano, o deficit é de R$ 23,8 bilhões. É a primeira vez, desde 1997, que o governo central apresenta deficit para o período.
O resultado do Tesouro Nacional —quanto a União gasta a mais ou economiza— apresentou deficit de R$ 3,1 bilhões em maio. No mesmo mês de 2015, o resultado ficou negativo em R$ 1,5 bilhão.
O Banco Central também apresentou deficit de R$ 115,7 milhões, mas menor do que há um ano, quando em maio o buraco foi R$ 257,9 milhões.
O rombo da Previdência alcançou R$ 12,2 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o deficit foi de R$ 6,3 bilhões.
A queda da arrecadação foi o principal fator de desequilíbrio das contas do governo central em maio deste ano, quando comparado com maio de 2015. O tombo, corrigido pela inflação (IPCA), é de 9%. As despesas, também corrigidas pela inflação, caíram 1,8%.
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, em termos reais —após descontar a inflação—, as receitas do governo central diminuíram 6,1%, e as despesas cresceram 1,4%.
DOCUMENTO:
ABECIP. PORTAL G1. 28/06/2016. Crédito para financiar casa própria cai 52,9% no acumulado até maio. Volume de empréstimos somou R$ 3,9 bilhões em maio, segundo Abecip. Na comparação com abril, entretanto, houve alta de 11,1%.
Do G1, em São Paulo
O volume de empréstimos para aquisição e construção da casa própria com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) somou R$ 3,9 bilhões em maio, uma queda de 30,2% ao mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança em São Paulo (Abecip).
No acumulado nos primeiros 5 meses de 2016, os financiamentos somaram R$ 18,3 bilhões, montante 52,9% menor que o apurado em igual período do ano passado. Em 12 meses, a queda é de 48,9%.
Na comparação com abril, entretanto, o volume de financiamentos imobiliários concedidos pelos agentes financeiros cresceram 11,1%.
Em 2015, o volume de empréstimos para aquisição e construção de imóveis caiu 33%.
80,8 mil imóveis financiados no ano
Em maio, 18,6 mil imóveis foram financiados nas modalidades de aquisição e construção ante 14,4 mil imóveis financiados em abril.
Entre janeiro e maio 2016, foram financiados 80,8 mil imóveis, recuo de 53,6% em relação ao mesmo período de 2015, quando 174,3 mil unidades foram objeto de financiamento bancário.
Fuga de recursos da poupança
A Abecip destaca que os saques nas cadernetas de poupança voltaram a superar os depósitos no mês passado. As retiradas superaram os depósitos em R$ 6,59 bilhões – a maior perda de recursos para o mês desde o início da série histórica, em 1995, ou seja, em 22 anos.
"As sinalizações provenientes tanto das autoridades como de analistas econômicos sugerem que a Selic possa iniciar uma trajetória de redução nas próximas reuniões – o que, caso se confirme, permite esperar que o ritmo de perdas de recursos das cadernetas tenda à redução no segundo semestre", destacou a associação, em comunicado.
DOCUMENTO: https://www.abecip.org.br/imprensa/informativos-mensais
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 28/06/2016. Dólar recua e fecha a R$ 3,30 pela primeira vez em quase 1 ano. Moeda dos EUA perdeu 2,61%, a R$ 3,3060; no ano, queda é de 16,2%. Mercado reagiu a declarações do novo presidente do BC e seguiu exterior.
Karina Trevizan
Do G1, em São Paulo
O dólar fechou em forte queda nesta terça-feira (28), cotado a R$ 3,30 pela primeira vez em quase um ano. A moeda norte-americana caiu 2,61%, a R$ 3,3060 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.
A última vez que o dólar fechou abaixo de R$ 3,30 foi em 23 de julho de 2015.
O recuo da moeda dos Estados Unidos acompanhou a recuperação dos mercados pelo mundo, depois de dois dias de mau humor com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE). O mercado também reagiu a declarações do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, e à perspectiva de que os juros não devem cair tão cedo no Brasil.
No mês de junho, o dólar acumula queda de 8,47%. No ano de 2016, a moeda tem desvalorização de 16,2%.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, queda de 1,25%, a R$ 3,3521
- Às 10h09, queda de 1,43%, a 3,346
- Às 10h30, queda de 1,31%, a R$ 3,3521
- Às 10h49, queda de 1,35%, a R$ 3,3486
- Às 11h49, queda de 1,97%, a R$ 3,3277
- Às 12h39, queda de 2,17%, a R$ 3,321
- Às 12h49, queda de 2,26%, a R$ 3,3177
- Às 13h29, queda de 2,57%, a R$ 3,3071
- Às 14h39, queda de 2,32%, a R$ 3,3159
- Às 15h20, queda de 2,41%, a R$ 3,3125
- Às 16h, queda de 2,64%, a R$ 3,3048
- Às 16h30, queda de 2,67%, a R$ 3,3039
Por que o dólar está caindo?
Miguel Daoud, consultor da Global Financial Advisor, disse ao G1 que a queda do dólar nesta terça está relacionada a um aumento nas apostas de que os juros no Brasil devam continuar altos, especialmente após declarações do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, reforçarem essas expectativas. O especialista também cita a menor exposição da moeda brasileira a riscos internacionais, pelo volume maior de dólares dentro do país.
“O Brasil hoje não tem mais uma vulnerabilidade em dólar, até por causa das nossas reservas. Nosso balanço de pagamentos está próximo de zerar tudo que entra e tudo que sai. O resultado da balança comercial de uma semana foi fantástico. Então o Brasil não vai ter necessidade de fazer financiamento em dólar porque estamos mudando essa vulnerabilidade”, explicou Daoud.
O outro motivo, segundo o economista, foi um aumento da expectativa da taxa de juros no Brasil. "Em momento em que o mundo está passando por um ajuste, isso acaba beneficiando o Brasil”, explica. “Se eu, como investidor, tenho uma posição em dólar, acabo querendo vender no mercado futuro e vou investir em juros, que vão continuar altos”, diz. Daoud lembra que o dólar baixo “pode ser favorável para controlar a inflação, mas é ruim para a balança comercial.”
André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, acrescentou ao G1 que, além dos efeitos das declarações de Ilan, há ainda o cenário internacional. “Muita gente tem colocado que a fala do Ilan está provocando a queda. Faz sentido, porque ele disse que o BC tem interesse em trazer a inflação o mais rápido possível para o centro da meta. Só que não pode subir os juros. Então, as pessoas se questionam se ele não vai cair na tentação de usar o câmbio”, disse.
“Mas a verdade é que todas as moedas emergentes estão caindo contra o dólar [hoje]. É um movimento global derivado de uma ressaca depois da queda [do real] decorrente da Brexit. Hoje é um dia em que todo mundo que perdeu voltou a se valorizar um pouco, com o petróleo também subindo, todas as bolsas”, acrescenta Perfeito.
O professor de finanças da Fundação Instituto de Administração (FIA), Alexandre Cabral, aponta que investidores aguardam interferências dos bancos centrais de diversos países para frear a alta da moeda norte-americana, pressionada nos últimos dias por causa do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da União Europeia.
“No final da madrugada, começaram a surgir comentários de que os principais bancos centrais do mundo, como o Banco Central Europeu e o do Japão, pretendem segurar a valorização do dólar. É por isso que as principais moedas do mundo estão se valorizando frente ao dólar, inclusive o real. E, no mercado financeiro, está tendo ainda o ‘efeito manada’: eles dizem ‘vamos ver se batendo R$ 3,30 o BC faz alguma coisa’”, disse Cabral, em entrevista ao G1.
Nesta terça, o Banco Central do Brasil não anunciou oficialmente qualquer intervenção no câmbio.
Para alguns analistas, o dólar pode buscar o patamar de R$ 3,30 se o bom humor continuar e o BC permanecer ausente do mercado, destaca a Reuters. Nesta terça, o novo presidente do BC repetiu que o banco pode reduzir sua exposição cambial quando e se for possível e que poderá usar todas as ferramentas com parcimônia no câmbio.
Cenário externo
Nos mercados externos, as bolsas europeias tiveram a primeira alta desde a vitória do Brexit. Na Ásia, também houve avanço do mercado de ações, com as bolsas na China fechando na máxima de três semanas.
"Após dois dias de baixa, as bolsas globais mostram alguma reação. É o primeiro respiro após (a saída britânica da UE)", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório, segundo a Reuters. "A melhora, no entanto, tende a ser provisória, em nossa opinião. Ainda há muito a discutir, e as incertezas continuarão presentes", acrescentaram.
BC diz que cenário não permite corte de juros
O mercado brasileiro manteve a tendência de apresentar quedas maiores do dólar do que seus pares na América Latina, ajudado também pela perspectiva de que o BC só volte a cortar os juros básicos em outubro e pela ausência de interferência no câmbio.
Em documento, o BC informou nesta terça-feira que o cenário central "não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias", ou seja, com corte de juros. A manutenção da Selic em 14,25% por mais tempo tende a sustentar a atratividade do mercado local para investidores estrangeiros.
O Banco Central estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial do país - deve ficar próximo de 7% neste ano. Com isso o IPCA deverá ficar, pelo segundo ano seguido, acima do teto de 6,5% determinado pelo sistema de metas de inflação brasileiro
Goldfajn disse ainda que a instituição não irá recomendar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) elevar a meta central de inflação para 2017, que está fixada em 4,5%.
Último fechamento
Na véspera, a moeda norte-americana subiu 0,44%, a R$ 3,3946 na venda, após chegar a R$ 3,4167 na máxima desta sessão e a R$ 3,3733 na mínima.
BACEN. PORTAL UOL. REUTERS. 28/06/2016. Dólar cai 2,6% e fecha a R$ 3,306, menor valor desde julho de 2015
Do UOL, em São Paulo
O dólar comercial quebrou uma sequência de duas altas e fechou esta terça-feira (28) em queda de 2,61%, cotado a R$ 3,306 na venda.
Esse é o menor valor de fechamento do dólar desde 23 de julho de 2015, quando terminou o dia valendo R$ 3,296. É também a maior queda percentual diária desde 11 de maio (-2,83%).
Com a baixa de hoje, o dólar acumula desvalorização de 8,48% no mês e de 16,26% no ano. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 0,44%.
Otimismo no exterior
Investidores pelo mundo estavam mais otimistas nesta sessão, após dois pregões de cautela e preocupações por causa da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia (UE).
Muitos operadores temem que a instabilidade política gerada pela decisão cause impactos negativos na economia global e no apetite por risco. Porém, a perspectiva de novos estímulos econômicos pelos bancos centrais ajudou a tranquilizar o mercado.
"Após dois dias de baixa, as Bolsas globais mostram alguma reação. É o primeiro respiro após [a saída britânica da UE]", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório. "A melhora, no entanto, tende a ser provisória, em nossa opinião. Ainda há muito a discutir, e as incertezas continuarão presentes", acrescentaram.
BC não vê espaço para cortar juros
No Brasil, investidores aprovaram a postura do Banco Central na primeira comunicação ao mercado sob o comando de seu novo presidente, Ilan Goldfajn.
Pela manhã, o BC aumentou sua projeção de inflação para este ano, de 6,6% para 6,9%, e informou que buscará mantê-la dentro dos limites da meta do governo. Em 2016, a meta é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo (na prática, variando entre 2,5% e 6,5%).
Com a expectativa de que a inflação continue alta, o BC afirmou que não há espaço para começar a cortar a taxa básica de juros. A manutenção dos juros em 14,25% ao ano por mais tempo tende a manter o Brasil atrativo para investidores estrangeiros.
"Houve uma melhora substancial do humor lá fora, o mercado está muito satisfeito com o tom adotado pelo BC nas comunicações de hoje", disse Marcos Trabbold, operador da corretora B&T, à agência de notícias Reuters.
(Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 28/06/2016. Dólar cai 2,61% e fecha na casa de R$3,30 pela 1ª vez em quase um ano, com exterior e BC
Por Bruno Federowski
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar recuou mais de 2,5 por cento e fechou na casa dos 3,30 reais pela primeira vez em quase um ano nesta terça-feira, reagindo à recuperação dos mercados globais após duas sessões de mau humor com a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE) e à perspectiva de que o Banco Central brasileiro não deve cortar os juros tão cedo.
O dólar recuou 2,61 por cento, a 3,3060 reais na venda, menor nível de fechamento desde 23 de julho de 2015 (3,2958 reais).
A moeda norte-americana chegou a bater em 3,2998 reais na mínima do dia, queda de 2,79 por cento, recuando abaixo dos 3,30 reais no intradia também pela primeira vez desde julho do ano passado. O dólar futuro caía cerca de 2,65 por cento no fim da tarde.
"Houve uma melhora substancial do humor lá fora, o mercado está muito satisfeito com o tom adotado pelo BC nas comunicações de hoje", resumiu o operador da corretora B&T Marcos Trabbold.
O apetite por risco nos mercados globais sofreu desde o fim da semana passada após o referendo britânico, mas o real registrou performances comedidas.
Embora muitos operadores temam que a instabilidade política gerada pela saída britânica da UE golpeie a economia global e o apetite por risco, a perspectiva de novos estímulos econômicos e o otimismo cauteloso dos investidores com o Brasil ajudou o mercado local.
Nesta sessão, porém, o dólar recuou expressivamente mesmo em relação a moedas como o peso mexicano, que foram fortemente golpeadas pelo referendo britânico.
"Após dois dias de baixa, as bolsas globais mostram alguma reação. É o primeiro respiro após (a saída britânica da UE)", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório. "A melhora, no entanto, tende a ser provisória, em nossa opinião. Ainda há muito a discutir e as incertezas continuarão presentes", acrescentaram.
Nesta terça-feira, o mercado brasileiro manteve a tendência de apresentar quedas maiores do dólar do que seus pares na América Latina, ajudado também pela perspectiva de que o BC só volte a cortar os juros básicos em outubro e pela ausência da autoridade monetária do câmbio.
A manutenção da Selic em 14,25 por cento, uma das maiores taxas de juros do mundo, por mais tempo tende a sustentar a atratividade do mercado local para investidores estrangeiros.
"Se o BC voltar a atuar hoje, vai ser um sinal claro de que ele acha que o movimento do câmbio está exagerado e o mercado vai enxergar o nível de 3,30 reais como um piso psicológico", disse o operador de um banco internacional.
O BC aumentou sua projeção de inflação para este ano e informou que buscará mantê-la dentro dos limites da meta do governo. O presidente do BC, Ilan Goldfajn, manteve o tom mais duro em entrevista coletiva.
Ilan também repetiu que o BC pode reduzir sua exposição cambial quando e se for possível e que poderá usar todas as ferramentas com parcimônia no câmbio.
BOVESPA/ANÁLISE
Do G1, em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta nesta terça-feira (28), em dia de recuperação em mercados internacionais após dois pregões de queda em decorrência da decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia, e em meio a expectativas de medidas dos principais bancos centrais do mundo.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, avançou 1,55%, a 50.006 pontos, após perder 5,5% nos últimos dois pregões. Veja cotação
Já o dólar caiu 2,61% e fechou a R$ 3,30 pela primeira vez en quase 1 ano.
Destaques
Petrobras ganhou 4,78% nas ações preferenciais e 4,17% nas ordinárias, recuperando as perdas de mais de 5% na véspera em ambos os papéis. O movimento ocorreu diante da alta dos preços do petróleo, com investidores buscando aproveitar os preços baixos após dois dias de quedas, destaca a Reuters.
Vale subiu 4,75% nas preferenciais, na esteira de alta de 6% dos contratos futuros do minério de ferro.
Na outra ponta, a Hypermarcas liderou as perdas, com baixa de 8,47%, após empresa divulgar um comunicado informando que o ex-executivo da companhia Nelson Mello "autorizou, por iniciativa própria, despesas sem as devidas comprovações das prestações de serviços”. A companhia destacou, entretanto, que a empresa "não se beneficiou de quaisquer dos atos praticados pelo ex-executivo".
Mercado externo
Nesta terça-feira, as ações europeias voltaram a subir após a onda de vendas, diante de esperanças de uma resposta mais coordenada de bancos centrais caso seja preciso.
O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pediu um maior alinhamento global das políticas de bancos centrais em declarações nesta terça-feira.
Nos Estados Unidos, o S&P 500 ganhou 1,78%. Commodities também tiveram um dia favorável, com alta do petróleo de mais de 3% e do minério de ferro, o que contribuiu para recuperação da Bovespa.
Apesar da melhora pontual desta terça-feira, participantes do mercado esperam que a volatilidade continue, com a permanência de incertezas sobre a questão britânica, informa a reuters.
No Brasil
O Relatório Trimestral de Inflação mostrou piora do cenário de inflação do Banco Central para 2016, diante de maior pressão de alimentos, mas houve melhora da perspectiva para 2017 ainda que não esteja no centro da meta oficial.
O novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse que trabalha para reduzir a taxa de juros "de forma responsável" e que a instituição não irá recomendar ao Conselho Monetário Nacional (CMN) elevar a meta central de inflação para 2017, que está fixada em 4,5%.
BOVESPA. PORTAL UOL. REUTERS. 28/06/2016. Bolsa sobe 1,55%, após duas quedas, puxada por Petrobras, Vale e bancos
Do UOL, em São Paulo
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta terça-feira (28) em alta de 1,55%, a 50.006,56 pontos, após duas sessões em queda. Na véspera, a Bovespa havia caído 1,72%.
Com isso, o índice acumula alta de 3,17% no mês e de 15,36% no ano.
O avanço de hoje foi influenciado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da Petrobras, da mineradora Vale e dos bancos. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.
Por outro lado, as ações da Hypermarcas despencaram mais de 8%. Mais cedo, foi divulgada notícia envolvendo o ex-diretor de Relações Institucionais da empresa Nelson Mello a um suposto esquema de pagamento de propina a senadores do PMDB. Em nota, a companhia disse que não é alvo de investigações e que não se beneficiou de atos praticados por Mello.
Dólar cai 2,61%, cotado a R$ 3,306
No mercado de câmbio, o dólar comercial quebrou uma sequência de duas altas e fechou em queda de 2,61%, cotado a R$ 3,306 na venda.
Esse é o menor valor de fechamento do dólar desde 23 de julho de 2015, quando terminou o dia valendo R$ 3,296. É também a maior queda percentual diária desde 11 de maio (-2,83%).
Com a baixa de hoje, o dólar acumula desvalorização de 8,48% no mês e de 16,26% no ano. Na véspera, a moeda norte-americana havia subido 0,44%.
Bolsas internacionais
As principais Bolsas de Valores da Europa voltaram a subir após dois dias de fortes quedas.
- Itália: +3,3%
- Inglaterra: +2,64%
- França: +2,61%
- Espanha: +2,48%
- Portugal: +2,31%
- Alemanha: +1,93%
Das sete principais Bolsas da Ásia e do Pacífico, quatro terminaram o dia em alta e duas caíram. O mercado de ações no Japão fechou praticamente estável.
- Cingapura: +0,98%
- China: +0,59%
- Taiwan: +0,55%
- Coreia do Sul: +0,49%
- Japão: +0,09%
- Hong Kong: -0,27%
- Austrália: -0,66%
(Com Reuters)
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