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July 4, 2016

FGV. IBRE. 04/07/2016. IPC-S tem queda em seis das sete capitais pesquisadas

O IPC-S de 30 de junho de 2016 registrou variação de 0,26%, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.
A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.
Capitais jun q4
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5557F25F20155B5761EE42481

ONU. FAO. PORTAL UOL. JORNAL A TARDE. AGÊNCIA ESTADO. 04/07/2016. Brasil será maior produtor de soja até 2025
Jamil Chade, correspondente

O Brasil será o maior produtor de soja do mundo nos próximos dez anos e irá superar os EUA. Mas os exportadores nacionais não devem esperar por mais uma era de preços elevados de commodities. A constatação faz parte do informe sobre o futuro da agricultura no mundo até 2025 produzido pela FAO e que destaca que o Brasil responderá por uma parte significativa da expansão agrícola nos próximos dez anos. A desvalorização do real deve permitir um aumento das vendas no curto prazo. Mas será compensada por uma estagnação de preços por uma década em diversos setores.
O abastecimento do mercado global dependerá em 80% de um aumento de produtividade no campo. Mas a projeção aponta para a ocupação de 42 milhões de hectares de terras extras no mundo para a produção agrícola até 2025, uma expansão de apenas 4% em relação ao montante usado em 2015. E isso ocorrerá em grande parte por conta da expansão da fronteira agrícola no Brasil e Argentina. Juntos, os dois países serão responsáveis por perto de 20 milhões de hectares extras plantados.
"A América Latina continua sendo a maior fonte de expansão de área agrícola no mundo, com um total de aumento de 25% e com a soja liderando a maioria dessa expansão ", indicou a FAO. "O Brasil vai se transformar no produtor mais importante de soja até 2025, com uma produção atingindo 135 milhões de toneladas", disse a entidade, apontando que o volume será suficiente para abastecer tanto o setor de óleos vegetais como proteína para animais.
No Brasil, a aquacultura deve sofrer uma expansão de 40% até 2025, enquanto o algodão promete ser um dos destaques da década,. "As exportações do Brasil devem dobrar de 700 mil toneladas de algodão para 1,5 milhões, fazendo do Brasil o segundo maior exportador do mundo", disse a entidade. Segundo a FAO, a China continuará sendo o maior importador do mundo.
Açúcar
Segundo as projeções da FAO, a queda do real deve ainda ajudar o setor do açúcar no Brasil. "O setor tem sofrido problemas financeiros por anos, mas irá se beneficiar da debilidade do real", indicou. A entidade estima que a proporção da produção nacional que irá para o etanol deve ser reduzida, para cerca de 57%. No mundo, a proporção do açúcar ao combustível, porém, deve aumentar de 20,7% para 22,3% até 2025.
Num primeiro momento, a FAO estima uma queda da participação do Brasil no mercado mundial de açúcar. Mas, até 2025, o País voltará a ocupar 41% do mercado.
A entidade aponta que, com a queda na produção desde 2013, o superávit mundial no setor deve acabar, também levado pelo aumento do consumo. Se no Brasil, Austrália e Rússia a produção continuará a se expandir, ela vai sofrer uma redução na Índia e UE.
Assim como em outros setores, a FAO não estima um aumento de preços que acompanhe o incremento na produção. Mas, com um real desvalorizado, o Brasil pode ser beneficiado.
No segmento do etanol, o mercado mundial deve continuar a ser dominado por EUA e Brasil. Por conta da demanda doméstica, a produção nacional deve ser elevada em 25%, enquanto os EUA devem ser uma queda. A FAO prevê uma expansão maior nos preços do etanol na próxima década. Mas isso graças à recuperação nos preços do barril do petróleo.
A FAO também destaca como a participação do Brasil nas exportações de carne deve chegar a 26%, "contribuindo por quase metade da expansão esperada nas vendas de carnes no mundo durante o período projetado".
Preços. Se em vários segmentos as projeções são positivas para o campo no Brasil, a entidade também estima que, no mercado global, a era de preços elevados para o setor agrícola não deve voltar até 2025.
"A principal razão é a desaceleração nas taxas de crescimento em economias emergentes", indicou a FAO. A queda no ritmo de expansão da China continuará a ter um impacto diante da constatação de que Pequim continuará sendo o maior importador para várias das commodities.
A projeção também aponta para uma perda de força no crescimento da população mundial e mesmo da tendências de famílias de alocar maior volume de recursos para itens não-alimentares.
Outro alerta da FAO se refere ao fato de que o protecionismo agrícola deve aumentar justamente nesses novos mercados asiáticos e que tem sido o motor do crescimento do setor. "Enquanto o protecionismo cai na maioria dos países ricos, várias economias emergentes (incluindo China, Índia e Indonésia) tem buscado objetivos de autosuficiência associados com proteção a importações", disse.
O mercado também deve se estabilizar por conta de um equilíbrio entre o consumo e a produtividade, levando a "mercados agrícolas mais restritos ". " Com o fornecimento e demanda equilibrados, os preços reais dos produtos agrícolas devem ficar estagnados ", disse a FAO. " O aumento da demanda para alimentos deve ser satisfeito por meio de ganhos de produtividade e um aumento modesto da área produzida ", indicou.
Mesmo registrando uma expansão mais lenta, os mercados emergentes devem continuar a liderar a expansão do consumo mundial. O perfil do consumo, porém, deve mudar, com maior atenção para açúcar, óleos vegetais e menos cereais ou proteínas.
O consumo de carnes também deve aumentar, enquanto a demanda per capta em peixes nos países em desenvolvimento deve superar o consumo nos países ricos até 2025.
Outra consequência de preços estáveis na agricultura deve ser a queda no número de famintos no planeta. A projeção é de que haja uma redução dos atuais 800 milhões de pessoas afetadas pela forme para cerca de 650 milhões em dez anos. Isso representará uma queda de 11% para 8% a proporção da população mundial em situação de má-nutrição.

FENABRAVE. JORNAL FSP. 04/07/2016. Venda de veículos novos cai 25,4% no primeiro semestre, diz federação. Atividade econômica tem queda no 1º trimestre

As vendas de carros, comerciais leves, caminhões e ônibus novos no Brasil registraram queda de 25,4% no primeiro semestre do ano em relação ao mesmo período de 2015, para 983.599 unidades, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (4) pela Fenabrave, associação de concessionários. Esse é o pior primeiro semestre desde 2006.

Em junho, os licenciamentos subiram 2,56% em relação a maio, para 171.792 veículos novos. Ante o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 19,16%.

Pela média de dias úteis, os emplacamentos de junho seguiram mostrando fraqueza do mercado, sendo equivalentes a 7.800 unidades, ante cerca de 8.000 em maio.

"Já estamos notando uma melhora nos índices de confiança, tanto por parte de consumidores como de investidores, mas não imaginamos grandes mudanças nos dados do setor até que o cenário político se defina. Os números do setor apontam que retornamos uma década em resultados de vendas", disse em comunicado à imprensa o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Jr.

A entidade manteve suas projeções para as vendas de veículos novos neste ano, de queda de 20% em automóveis e comerciais leves e de 23% em caminhões. "Essas projeções já consideram uma melhora no quadro geral da economia e do setor, pois, se os dados se mantivessem como no início do ano, os resultados seriam piores", disse Assumpção Júnior.


jun.16
171.792
155.281
jan.16
146.783
fev.16
179.290
mar.16
162.915
abr.16
167.501
mai.16
171.792
jun.16


Considerando apenas caminhões, um dos termômetros do nível de confiança na economia, as vendas subiram 3,15% ante maio, mas recuaram 32,5% na comparação com o mesmo mês de 2015, para 4.188 unidades. No semestre, as vendas do segmento tiveram tombo de quase 32%, para 25,4 mil caminhões.

No segmento de carros e comerciais leves, as vendas somaram 166.410 unidades, alta mensal de 2,6% e queda anual de 8,5%.

O automóvel mais vendido no mês passado foi o hatch compacto Onix; da General Motors, com 11.566 emplacamentos, seguido pelo rival HB20, da Hyundai, com 9.533 licenciamentos; e Sandero, da Renault, com vendas de 6.013 unidades.

No acumulado do semestre, Onix e HB20 ficaram com a primeira e segunda posições do ranking, respectivamente, com emplacamentos de 68.535 e 55.922 unidades; seguidos pelo compacto Ka, da Ford, com 34.571 vendas.

MF. REUTERS. 04/07/2016. Governo bate martelo sobre déficit fiscal de 2017 na 3ª-feira; equipe econômica quer déficit menor
Por Lisandra Paraguassu

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal pretende definir nesta terça-feira o déficit fiscal para 2017, que deve se situar entre o rombo de 170,5 bilhões de reais deste ano e um déficit 150 bilhões de reais, valor defendido pela equipe econômica, disse nesta segunda-feira uma alta fonte do governo.

“Minha posição é que se mantivermos os mesmos 170 (bilhões de reais) já é suficiente. Crescimento zero. Mas o governo trabalha para reduzir um pouco”, disse a fonte.

Em 2015, o déficit foi de 116,65 bilhões de reais e a previsão do governo da presidente afastada Dilma Rousseff era que as contas públicas fechassem este ano com um déficit primário um pouco superior a 96 bilhões de reais. Mas uma das primeiras medidas do governo do presidente interino Michel Temer foi recalculou a meta para 170,5 bilhões de reais.

“Estava havendo um crescimento exponencial. Se tiver um crescimento zero é um avanço", disse a fonte.

Temer se reuniu nesta segunda-feira com o ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e o interino do Planejamento (interino), Dyogo Oliveira, além dos ministros palacianos Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, para uma discussão prévia para o encontro do comitê econômico, que inclui ainda outros seis ministérios.

De acordo com a fonte, uma redução de 20 bilhões de reais no déficit, como defende a equipe econômica, seria muito grande em um cenário ainda de crise e redução de receitas, mas o valor ainda está em negociação.

Meirelles disse na semana passada que o resultado fiscal do próximo ano ainda será negativo e superior a 100 bilhões de reais, mas que teria uma “trajetória declinante”.

No entanto, as despesas do governo não devem cair significativamente no ano que vem, já que o governo Temer renegociou a dívida dos Estados e concedeu aumento a servidores com impacto no próximo ano.

MPOG. 01/07/2016. Nova lei de estatais permitirá avanços de gestão, diz ministro do Planejamento. Ministro se reuniu com representantes do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos

Dyogo Oliveira recebe executivos de empresas americanas que investem no Brasil
A nova lei que rege as empresas estatais foi destacada pelo ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, em encontro com executivos que fazem parte do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, nesta sexta-feira (1º).
Ao comentar a lei (13.303/2016), Dyogo Oliveira, disse que representa grande avanço em relação à gestão das estatais. “É um exemplo na área legislativa da capacidade de realização do governo”, considerou o ministro sobre a lei sancionada pelo presidente Michel Temer.
Oliveira citou que a legislação fortalece os conselhos fiscal e de administração. “Os conselhos terão funções segregadas da diretoria ampliando-se o espaço para participação de integrantes independentes, além de exigir-se qualificação para a ocupação desses postos”, explicou.
 “Outro aspecto da lei é a criação do comitê de auditoria, como órgão de assessoramento direto do conselho de administração, composto majoritariamente por conselheiros independentes”, destacou o ministro.

MPOG. 01/07/2016.  Dyogo Oliveira recebe executivos de empresas americanas que investem no Brasil. inistro se reuniu com representantes do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos. Nova lei de estatais permitirá avanços de gestão, diz ministro do Planejamento

“A nossa política será de atração de investidores nacionais e estrangeiros. Estamos trabalhando fortemente na parte de infraestrutura e para garantir o financiamento a estes projetos”, afirmou o ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, em encontro com representantes do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, em que tratou de concessões e privatizações a serem realizadas pelo governo.

“Os índices de confiança no mercado brasileiro estão se recuperando. A capacidade de realização do governo, no segundo semestre, será maior do que na primeira metade de 2016”, analisou o ministro ao falar sobre o atual contexto econômico do país.

O Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos, que existe há 40 anos, visa promover investimentos no país e reúne importantes empresas norte-americanas que estão no Brasil há décadas. “Os Estados Unidos e as empresas americanas têm interesse muito grande no mercado brasileiro. A mensagem que o conselho passa em Washington é de que a crise brasileira vai passar e o país vai sair mais forte de tudo isso. Esse é o momento para se apostar no Brasil. Quem chega primeiro tem vantagens”, afirmou diretora da entidade, Cássia Carvalho.

Segundo ela, em 2015, os investimentos dos Estados Unidos no Brasil foram de US$ 6,6 bilhões. O ambiente de negócios, as condições para atração de investidores estrangeiros e o mercado de infraestrutura foram os assuntos que predominaram no encontro.

BNDES. 01/07/2016. BNDES aprova financiamento de R$ 353 milhões para quatro projetos eólicos no Ceará. Com capacidade de 97,2 MW, centrais do Complexo Eólico Santa Mônica e respectivos sistemas de transmissão serão construídos no município de Trairi

A Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 353,5 milhões para a construção de quatro centrais eólicas no município de Trairi (CE) e de seus respectivos sistemas de transmissão.
As usinas, que constituem o Complexo Eólico Santa Mônica, terão capacidade instalada total de 97,2 MW e foram vencedoras do 22º Leilão de Energia Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, realizado em agosto de 2015.
As quatro centrais eólicas — Cacimbas, Estrela, Santa Mônica e Ouro Verde — entrarão em operação no segundo semestre de 2016. Os investimentos incluem a aquisição de 36 aerogeradores, além de máquinas e equipamentos nacionais, também destinados às quatro linhas de transmissão.
O Banco já aprovou para o Nordeste, até o momento, R$ 20,8 bilhões em financiamento para projetos eólicos, equivalentes a 7.406 MW de capacidade instalada na região.
O apoio do BNDES à energia eólica tem contribuído para a diversificação da matriz enérgica brasileira, com fonte alternativa de recursos renováveis e ambientalmente mais limpa.
O uso dos combustíveis fósseis para geração de energia, no mundo, é responsável pela emissão de, aproximadamente, 70% dos gases de efeito estufa (principalmente CO2).
As usinas eólicas não produzem qualquer tipo de emissão de gases uma vez que utilizam uma fonte limpa e inesgotável, o vento. Atualmente, a capacidade instalada mundial de energia eólica evita a emissão da ordem de grandeza de 100 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.
O apoio do Banco, em linha com a política de desenvolvimento local do BNDES, também inclui investimentos sociais que vão além daqueles exigidos para o licenciamento ambiental do projeto e equivalem a 0,5% do valor total do investimento do Grupo Engie, ex-GDF Suez, nestes quatro projetos eólicos.
Ações como a contratação de empresas locais para prestação de serviços gerais — fornecimento e transporte de ferramentas e materiais, limpeza, obras civis leves, evacuação de resíduos comuns — aumentam a renda dos negócios locais e podem demandar contratação de mão de obra adicional.

MAPA. 04/07/2016. Mercado externo. Missão do Mapa está nos EUA para agilizar comércio de carne bovina in natura. Técnicos vão visitar frigoríficos e fazer auditoria no sistema norte-americano de inspeção sanitária

Fiscais agropecuários do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) estão nos Estados Unidos para viabilizar o acordo de compra e venda de carne bovina in natura desossada entre os dois países.
A partir de amanhã (5), os fiscais federais agropecuários vão avaliar o sistema de inspeção sanitária dos EUA, com auditoria no Food Safety and Inspection Service (FSIS), em Washington. O modelo do Certificado Sanitário Internacional para os embarques de carne vai depender do resultado da auditoria. Eles também vão visitar frigoríficos nos estados do Texas, Iowa, Nebraska e Califórnia.
Segundo o secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel, serão observados ainda os controles americanos sobre os resíduos na carne, a fim de que as plantas industriais brasileiras possam se preparar para fazer o monitoramento.
A viagem faz parte de uma ampla negociação comercial para a compra e venda de carne in natura entre os dois países. De acordo com a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio, a expectativa é de um incremento de US$ 900 milhões por ano nas exportações brasileiras para os EUA.
O Brasil já é um tradicional exportador de carne bovina industrializada para aquele país. Em 2015, vendeu 31,4 mil toneladas, o equivalente a US$ 286,8 milhões. “Conquistar o mercado americano, assim como o europeu, é uma chancela de qualidade no comércio internacional”, diz Rangel.
De acordo com o secretário, a negociação para exportação de carne brasileira in natura desossada está avançada. Em novembro de 2015, uma missão técnica veterinária norte-americana permaneceu 11 dias no Brasil e fez inspeção em frigoríficos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
“Os veterinários ficaram impressionados com o que viram. Agora, os técnicos brasileiros vão visitar as plantas dos EUA para o reconhecimento dos sistemas de produção de lá”, lembra o secretário.
A expectativa do ministério é fechar o relatório da missão e concluir a negociação com os americanos antes do dia 28 de julho. Nesta data, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) vai participar, em Washington, da reunião do Comitê Consultivo Agrícola (CCA) Brasil-EUA - uma oportunidade para a assinatura do acordo.
O secretário Luis Rangel prevê que, após o acordo, os primeiros embarques da carne fresca para os EUA sejam realizados em um período de três meses.

CNA. 04/07/2016. Sete entre os dez produtos mais exportados pelo Brasil no primeiro semestre são do agronegócio

Brasília (04/07/2016) – Dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MICS) na sexta-feira (01/07), mostram que, no primeiro semestre de 2016, o Brasil obteve superávit de US$ 23,6 bilhões na balança comercial - valor dez vezes maior que o resultado apresentado no mesmo período do ano passado (US$ 2,2 bilhões). O crescimento do saldo comercial foi impulsionado principalmente pela queda de 27,7% das importações.

Apesar do resultado positivo no saldo da balança, o comércio externo do país tem apresentado forte desaceleração. Houve queda de US$ 29,6 bilhões na corrente de comércio do Brasil e retração de 4,3% nas exportações, conforme informações da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

O governo tem destacado o comércio internacional como uma prioridade para a recuperação econômica do país. O agronegócio tem sido o setor que mais contribuiu para o saldo comercial positivo nos primeiros seis meses de 2016. O destaque pode ser observado na composição dos 10 principais produtos brasileiros exportados no período.

No primeiro semestre de 2016, esses produtos trouxeram ao Brasil US$ 41,6 bilhões em receita, 46% do valor total. Dentre esses, sete são do agronegócio, US$ 29,9 bilhões (33,2%) do total das exportações brasileiras.

No período, os destaques do agronegócio foram:

  • Soja em grão, US$ 13,9 bilhões (+11%), aparecendo como o principal produto exportado; 
  • Açúcar em bruto, US$ 3,1 bilhões (+19%), em 4º; 
  • Celulose, US$ 2,7 bilhões (+7%), em 7º, 
  • Carne bovina, US$ 2,2 bilhões (+6%), em 8º.





O crescimento das exportações de soja em grão tem sido puxado, principalmente, pelo aumento das importações chinesas. A demanda mundial pela oleaginosa está aquecida em consequência das perdas ocorridas nas safras do Brasil e Argentina, que geraram uma expectativa de baixa disponibilidade na próxima safra, estimulando sua compra no mercado internacional.

O aumento das exportações de açúcar também é influenciado pela valorização do preço mundial da commodity, devido a menor oferta e o aumento da demanda, o que deve gerar um déficit no ciclo atual. Outro fator que incentivou o crescimento dos preços foi a recente desvalorização do dólar em relação a moedas dos países produtores.

Apesar do menor crescimento da economia chinesa, a demanda por carne bovina de alta qualidade naquele país deve continuar aquecida no segundo semestre. Isso ocorre por que esse tipo de corte é demandado por consumidores de maior renda, que são menos influenciados pela desaceleração econômica.

A China, segunda maior economia mundial, foi o principal destino das exportações do Brasil no primeiro semestre de 2016, com receita de US$ 11,4 bilhões (17,2%). O país continua tendo um papel fundamental na balança comercial brasileira, principalmente em relação a demanda por produtos agropecuários.

Os dados apresentam um cenário com boas oportunidades para os produtores agropecuários do Brasil, principalmente devido à demanda aquecida e ao câmbio favorável. Desse modo, em 2016, o setor continua sendo um elemento chave para o desempenho da balança comercial do país.

Câmbio - Apesar da recente valorização do real - 19,9% no acumulado de 2016 - o câmbio tem contribuído para o aumento da competividade dos produtos brasileiros no mercado externo. De acordo com as expectativas do mercado, publicada no Boletim Focus (BCB), em 2016 a taxa de câmbio deverá encerrar o ano por volta de R$ 3,50.

MTurismo. EMBRATUR. 04/07/2016. Embratur capacita agentes do mercado norte-americano. Ação da Embratur capacitou 20 agentes de viagens norte-americanos. Isenção do visto durante os Jogos está entre as estratégias divulgadas.

A Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo) realizou no dia 21 de junho seminário sobre os destinos brasileiros nos Estados Unidos, 2º maior emissor global de turistas ao País. O treinamento, direcionado ao NACTA – Kansas City Chapter (National Association of Career Travel Agents), capacitou 20 agentes de viagem associados à entidade a incluir estratégias de promoção e a comercialização do Brasil em seu mercado.

O foco da ação foi apresentar os principais destinos brasileiros, suas características e conectividades aéreas, identificar os principais operadores americanos e roteiros mais procurados por turistas nos Estados Unidos. Também recebeu destaque no treinamento a dispensa temporária do visto de turismo durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 aos norte-americanos, canadenses, australianos e japoneses.

Para o presidente substituto da Embratur, José Antonio Parente, a capacitação é uma oportunidade para apresentar outros destinos turísticos para além do Brasil ‘Sol e Praia’, com uma cultura rica e diversificada aliada a tantas belezas naturais. “Queremos motivar os agentes a ampliarem a oferta do destino Brasil, disponibilizando mais informações práticas sobre rotas disponíveis e combinações de destinos que possam resultar em uma viagem inesquecível para o turista querer voltar e conhecer mais destinos”, completa.

Dados do Anuário Estatístico do Ministério do Turismo registram que, somente em 2015, mais de 575 mil turistas norte-americanos visitaram o País. Atualmente, existem 205 frequências semanais diretas, ligando 11 cidades dos Estados Unidos. A maiorias dos norte-americanos viaja a lazer ou negócios. Procuram Sol e Praia, Ecoturismo e Cultura. Enxergam o Brasil como um destino exótico e com natureza exuberante e entendem os brasileiros como pessoas alegres e que adoram festas.

Dispensa de visto
Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão foram contemplados com a isenção do visto de turismo, por meio da Portaria Conjunta nº 216, por serem importantes emissores de turistas, demonstrarem interesse em visitar o Brasil e terem forte tradição olímpica. A dispensa garante, até 18 de setembro, estadia limitada a 90 dias a contar da data de primeira entrada em território nacional para cidadãos dos quatro países.

A isenção é direcionada a estrangeiros que venham ao Brasil exclusivamente para fins de turismo. O visitante não precisará comprovar que possui ingressos para assistir a qualquer evento das modalidades desportivas dos Jogos Olímpicos ou Paralímpicos. A medida do governo brasileiro deve acrescentar até US$ 1,7 bilhão na economia brasileira, de acordo com estimativa do Ministério do Turismo.

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 04/07/2016. Dólar em baixa ameaça exportações, mas pode aliviar recessão. Indústria exportadora reclama de prejuízo com dólar 18% menor no ano. Entenda como o câmbio exerce efeitos sobre a economia. Produtos industrializados perderam espaço nas exportações.
Taís Laporta
Do G1, em São Paulo

O dólar em baixa ameaça a boa fase das exportações brasileiras, mas pode ter um efeito colateral benéfico para a economia em recessão, avaliam economistas ouvidos pelo G1. Mesmo que uma queda mais profunda leve a balança comercial de volta ao vermelho, ela pode ser um remédio contra a inflação – num momento em que os juros perderam a eficácia no controle dos preços.
Na última semana, o dólar bateu o menor patamar em quase um ano frente ao real, confirmando a mudança de rota após ter subido 48% no ano passado. A moeda dos Estados Unidos recuou 18% no 1º semestre e teve em junho a maior queda mensal desde abril de 2003.

Dólar no último ano
Cotação de fechamento do mês (em R$)
3,42473,62713,96553,86283,88653,9484,02434,00353,59633,44013,61233,2133variaçãoJulhoAgostoSetembroOutubroNovembroDezembroJaneiroFevereiroMarçoAbrilMaioJunho33,23,43,63,844,2

Mesmo com essa queda, o dólar está longe de alcançar patamares de dois anos atrás. Em julho de 2014, ele era vendido por volta de R$ 2,20. Segundo economistas, a moeda norte-americana acima de R$ 3 ainda garante o saldo da balança comercial e ajuda a proteger a indústria nacional da concorrência de fora – mas esse cenário pode mudar se o dólar continuar caindo.
“A balança comercial ainda é sustentável neste patamar [dólar acima de R$ 3]. Mas é preciso encontrar a cotação ideal para o país continuar exportando e ao mesmo tempo ter uma inflação mais controlada”, afirma o economista Alexandre Wolwacz, sócio-fundador do Grupo L&S.
Mesmo com a desvalorização de 11% do dólar em junho, a balança comercial continua colecionando resultados positivos. No primeiro semestre, o saldo do comércio exterior foi a maior em 28 anos, quando começou a série histórica.
Mas os produtos industrializados perderam espaço nas exportações. Os manufaturados recuaram 4% entre janeiro e junho, com as maiores quedas no setor de autopeças (-25%) e motores para veículos (-22,6%), segundo o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).
Indústria exportadora reclama
O dólar abaixo de R$ 3,30 já dificulta a negociação dos contratos de exportação da Wolfstore, fabricante gaúcha de tecidos e estamparia. O volume exportado pela empresa caiu cerca de 70% desde que o câmbio inverteu a trajetória, conta o gerente de negócios da empresa, Cláudio Wolf.
Com o real mais forte, Wolf conta que precisa brigar por preços melhores para viabilizar os contratos, o que não ocorria com o câmbio acima de R$ 3,50. “Se o dólar continuar caindo vai dificultar bastante nossas vendas para fora”, diz Wolf.
A pequena empresa de Novo Hamburgo (RS) exporta para países como México, Colômbia e Argentina, mas sua receita está protegida pela presença maciça na indústria de moda nacional, que chega a 97% das vendas.
Perda de competitividade
Um dos argumentos contra a valorização do real é que ela enfraquece a indústria nacional, uma vez que a entrada maior de produtos importados no país aumenta a concorrência e pressiona os preços para baixo.
O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, diz que a queda do dólar tira a competitividade da indústria, já afogada pelo alto custo da produção, enquanto as exportadoras de commodities têm margem maior para aguentar mudanças no câmbio.
“A maior prejudicada é a indústria de manufaturados, que já perdeu espaço no comércio exterior. As empresas que fizeram contratos de venda no ano passado vão amargar prejuízose vão deixar de vender, ameaçando os empregos”, diz Castro.
Para ele, o dólar a R$ 3,80 é o patamar ideal para ajudar a competitividade da indústria. Mas o presidente da AEB acrescenta que o câmbio, sozinho, não soluciona todos os problemas da indústria. “O câmbio ajuda, mas não compensa todas as deficiências de logística e custo”, diz.
Em nota, a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) declarou que uma taxa de câmbio abaixo de R$ 3,80 "coloca em risco este início de recuperação [da economia], desestimula o setor produtivo a brigar no mercado externo e elimina o único drive disponível no curto e médio prazo para voltarmos a crescer”.
Para Wolwacz, do L&S, o dólar forte protege a indústria da competição externa, mas não incentiva a produção. “Estamos em franco processo de desindustrialização. O forte no Brasil são os agronegócios, comércio e serviços, e são esses setores que precisam ser incentivados no momento”.
Efeitos do câmbio na economia
Na visão de Wolwacz, os benefícios trazidos pela queda do dólar para o conjunto da economia superaram os malefícios causados à indústria. "Uma balança comercial no vermelho não é tão prejudicial quanto uma população desempregada passando fome, e estamos vendo isso acontecer”, diz.
Para ele, é equivocada a ideia de que o dólar baixo só beneficia turistas com planos de viajar ao exterior. “A desvalorização da moeda dos EUA traz um importante alívio para a inflação e isso pode gerar efeitos benéficos para a economia”.
O economista do grupo L&S vê com otimismo a entrada de produtos importados no país, com o real mais forte, que estimularia uma queda nos preços capaz de dar margem para o Banco Central reduzir a taxa básica de juros, hoje em 14,25% ao ano. "Isso fomentaria o crédito e o consumo, estimulando a geração de empregos".
Causas da queda do dólar:
NO BRASIL
  • Taxa de juros: No fim de junho, o Banco Central informou que o cenário ainda "não permite trabalhar com a hipótese de flexibilização das condições monetárias [corte de juros]". Ou seja, deve levar mais tempo que o esperado para a taxa Selic começar a cair. Hoje ela está em 14,25% ao ano, o maior patamar em 10 anos. Os juros altos aumentam o apetite dos estrangeiros em investir no Brasil e isso ajuda a fortalecer o real frente ao dólar.
  • Repatriação de recursos: A lei que permite a brasileiros a regularizar o dinheiro não declarado no exterior (pelo pagamento de impostos) tende a incentivar a entrada de dólares no país, fortalecendo o real. “Tem muito dinheiro lá fora. Esses recursos são revertidos para os cofres públicos e podem ajudar as contas do governo, além de empurrar o dólar para baixo”, explica Wolwacz, da L&S.
  • Cenário político: As incertezas sobre o afastamento definitivo de Dilma Rousseff na presidência têm levado o dólar a oscilar, segundo analistas, já que o mercado entende que o processo definitivo do impeachment daria espaço para a concretização de novas medidas econômicas.
  • Intervenções do BC: Desde que Ilan Goldfajn assumiu a presidência do BC, o órgão só fez uma intervenção no câmbio, depois que a moeda fechou a R$ 3,21 pela primeira vez em quase 1 ano. Ele sinalizou ser favorável ao câmbio flutuante, ou seja, deixar o dólar flutuar pela força do mercado e sem fazer leilões de swap cambial (que equivalem à compra ou venda de dólares do mercado futuro). Segundo analistas, essa “falta de intervenção” seria um sinal de que o BC pretende deixar o dólar cair.
NO EXTERIOR
  • Vitória da Brexit: O referendo que decidiu pela saída do Reino Unido do bloco da União Europeia gerou incertezas econômicas em todo o mundo. Isso leva maior cautela aos mercados e faz com que bancos centrais dos países desenvolvidos segurem as taxas de juros a níveis muito baixos (inclusive negativos, como no Japão e Alemanha), levando investidores a procurar mercados mais atrativos para alocar seu dinheiro. Isso reflete na queda do dólar frente a várias moedas.
  • Juros nos EUA: Com o resultado do Brexit, o Federal Reserve (BC dos Estados Unidos) deu sinais de que não subirá as taxas de juros no país tão cedo quanto se imaginava. Com isso, o capital estrangeiro que migraria para lá com um aumento dos juros tende a permanecer em outros mercados, especialmente os emergentes, que oferecem taxas de juros mais atrativas. Isso segura a cotação do dólar.
  • Commodities: A Brexit derrubou temporariamente os preços das principais matérias-primas, mas elas logo voltaram a se recuperar. O petróleo chegou a tocar US$ 50 o barril nas últimas semanas, após ter atingido mínimas históricas no começo do ano, negociado abaixo de US$ 30. O minério de ferro também se recuperou, confirmando o fim do ciclo de queda. Essa valorização das commodities atrai mais dólares para países exportadores como o Brasil, pressionando sua cotação para baixo.
BACEN. PORTAL UOL. JORNAL A TARDE. AGÊNCIA ESTADO. 03/07/2016. Exportadores calculam perdas com queda do dólar
Luiz Guilherme Gerbelli

A recente valorização do real não estava no radar das empresas e pegou a indústria brasileira no contrapé. Em duas semanas, a moeda americana saiu do patamar de R$ 3,40 para R$ 3,20. Na quinta-feira, chegou a bater em R$ 3,18.
A alta do dólar ante o real no ano passado havia recolocado as empresas brasileiras de volta no jogo das exportações. As companhias se tornaram mais competitivas, promoveram uma reorganização interna e passaram a enxergar o mercado externo como uma válvula de escape, no momento em que o País estava mergulhado na pior recessão desde a década de 30.
Entre os empresários, os indícios de valorização do real dão uma sensação de déjà vu. Nos últimos anos, um mantra repetido pelo setor industrial era de que o real valorizado tirava a competitividade das exportações. E foi o que ocorreu: as empresas brasileiras perderam espaço no mercado internacional.
"A valorização do real tem nos deixado apreensivos. A empresa fez planos imaginando que o dólar estaria mais próximo de R$ 4 do que de R$ 3", afirma o presidente da calçadista Vulcabrás/Azaleia, Pedro Bartelle. "Calculamos os nossos preços e fizemos as nossas pré-vendas, mas essa valorização tem corroído o resultado das exportações." ano, a empresa planejava um crescimento de 30% nas vendas para o mercado internacional. Com a mudança de patamar do câmbio nas últimas semanas, reduziu a projeção para alta de 20%.
O cenário se torna mais difícil porque as empresas também estão tendo de lidar com a volatilidade do câmbio. No início deste ano, por exemplo, o dólar chegou a ser cotado acima de R$ 4.
"É muito difícil trabalhar com essa oscilação do câmbio", afirma o presidente da Cedro Têxtil, Marco Antonio Branquinho Junior. "A volatilidade, talvez, seja o maior desafio. A exportação exige um planejamento para 30, 60 ou 90 dias. Num cenário como o atual, de grande oscilação, os empresários estão assumindo riscos muito grandes."
Nos anos de real valorizado, entre 2% e 3% do faturamento da Cedro vinha da exportação. Com a desvalorização do real, a companhia projetou um aumento dessa fatia para 10% em 2016, e chegou a sonhar com 15%. "O volume de 10% já foi alcançado no primeiro semestre. Eu até pensei que essa projeção fosse um pouco tímida e cheguei a projetar 15%", afirma o empresário. "Agora, ela fica em suspenso. A fatia que já alcançamos pode ser considerada um bom patamar."
Risco
Na Fakini Malhas, todas as vendas feitas com um câmbio inferior a R$ 3,50 estão representando uma perda de rentabilidade para a empresa. "Para o segundo semestre, as propostas para o mercado internacional foram feitas com um câmbio na casa dos R$ 3,50. Nesse momento, se fecharmos algum negócio, vamos levar um prejuízo", afirma Francis Giorgio Fachini, diretor comercial da empresa. "Como o volume de exportação não é tão expressivo para comprometer o nosso negócio, nós conseguimos administrar essa redução de margem momentânea."
Na avaliação de André Leone Mitidieri, economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), o atual patamar do dólar já prejudica as exportações brasileiras. "Para reduzir os estoques acumulados, a indústria conseguia baixar o preço em dólar por causa da taxa de câmbio desvalorizada", afirma Mitidieri. "Com essa valorização recente, a margem do início do ano pode ter sido perdida."

BACEN. PORTAL G1. 04/07/2016. Dólar fecha em alta após recuar mais de 4% na semana passada. BC fez intervenções no mercado pela segunda sessão seguida. Moeda avançou 0,99% frente ao real, a R$ 3,2649 na venda.
Do G1, em São Paulo

O dólar fechou em alta nesta segunda-feira (4) pela segunda sessão seguida, em mais um dia de interferência do Banco Central para controlar a moeda. O dia também foi marcado pelo baixo volume de negócios com o feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana subiu 0,99%, a R$ 3,2649 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.
No mês de julho, o dólar tem alta de 1,60%. No acumulado de 2016, no entanto, a moeda recua 17,3%.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, alta de 0,29%, a R$ 3,2422
  • Às 10h29, alta de 0,57%, a R$ 3,2513
  • Às 11h19, alta de 0,63%, a R$ 3,2533
  • Às 12h20, alta de 0,42%, a R$ 3,2464
  • Às 13h19, alta de 0,38%, a R$ 3,2452
  • Às 15h02, alta de 0,65%, a R4 3,2541
  • Às 15h53, alta de 0,71%, A r$ 3,2559
  • Às 16h45, alta de 1,01%, a R$ 3,2656

"É um dia vazio e o que temos de novidade é o BC atuando. É natural que o dólar caminhe um pouco para cima", disse à Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.
O BC vendeu nesta manhã 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, pela segunda sessão seguida. Até o leilão de sexta-feira passada, o BC não usava esse instrumento desde 18 de maio.
"Um leilão de swap reverso tem um efeito de compra no mercado e, a rigor, esse tipo de operação impacta elevando a taxa de câmbio", explicou ao G1 o economista e diretor da NGO Sidnei Moura Nehme, na sexta-feira (1º).
Na última sessão, Ilan Goldfajn, presidente do BC, sinalizou que o banco pode continuar atuando no mercado. A declaração levou o dólar a avançar em relação ao real, já que muitos operadores imaginavam que Ilan estaria menos propenso a intervir do que seu antecessor, Alexandre Tombini, segundo a Reuters.
Nesta segunda-feira, o efeito da atuação do BC era potencializado pela liquidez reduzida, com muitos investidores afastados das mesas devido ao feriado nos EUA. Operadores não descartavam a possibilidade de episódios de volatilidade, já que o número pequeno de operações tende a deixar as cotações mais sensíveis.
Dólar em queda
O dólar em baixa ameaça a boa fase das exportações brasileiras, mas pode ter um efeito colateral benéfico para a economia em recessão, avaliam economistas ouvidos pelo G1.
Segundo analistas, mesmo que uma queda mais profunda leve a balança comercial de volta ao vermelho, ela pode ser um remédio contra a inflação – num momento em que os juros perderam a eficácia no controle dos preços.
Semana passada
O dólar fechou em alta na sexta-feira (1º), após ter chegado a cair pela manhã. O dia foi marcado pela volta da interferência do Banco Central no câmbio após mais de um mês sem atuação. A moeda subiu 0,60%, a R$ 3,2328 na venda.

BACEN. PORTAL UOL. 04/07/2016. Dólar emenda 2ª alta e fecha a R$ 3,265, com ação do BC e feriado nos EUA
Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou esta segunda-feira (4) com alta de 0,99%, cotado a R$ 3,265 na venda. Foi o segundo avanço consecutivo da moeda norte-americana, que havia subido 0,61% na sexta-feira (1º).

Em duas sessões em julho, o dólar acumula valorização de 1,61%. No ano, no entanto, a queda acumulada é de 17,30%.

A sessão de hoje foi de poucos negócios por causa do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, o que afastou investidores do mercado.

Atuação do BC
O Banco Central voltou a atuar nesta sessão. Assim como fez na sexta-feira, o BC vendeu 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. O BC não usava esse instrumento desde 18 de maio.

"É um dia vazio e o que temos de novidade é o BC atuando. É natural que o dólar caminhe um pouco para cima", disse à agência de notícias Reuters o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

Estimativas para 2016
Economistas consultados pelo Banco Central diminuíram a previsão para a cotação do dólar no fim de 2016, de R$ 3,60 para R$ 3,46, segundo Boletim Focus divulgado nesta segunda pelo BC.

(Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 04/07/2016. Dólar sobe 1% ante real com ação do BC e em dia de feriado nos EUA

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta de 1 por cento frente ao real nesta segunda-feira após o Banco Central atuar para sustentar as cotações pela segunda sessão consecutiva, em um pregão marcado por baixo volume de negócios devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

O dólar avançou 0,99 por cento, a 3,2649 reais na venda, após marcar na sexta-feira a quinta semana consecutiva de queda.

"É um dia vazio e o que temos de novidade é o BC atuando. É natural que o dólar caminhe um pouco para cima", disse o operador da corretora Spinelli José Carlos Amado.

O BC vendeu nesta manhã 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares, pela segunda sessão consecutiva. Até o leilão de sexta-feira passada, o BC não usava esse instrumento desde 18 de maio.

Na sexta-feira, o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, sinalizou que a instituição pode continuar atuando no mercado ao dizer que enxergava uma janela para reduzir sua exposição cambial.

A declaração contribuiu para impulsionar o dólar ante o real, já que muitos operadores imaginavam que Ilan estaria menos propenso a intervir do que seu antecessor, Alexandre Tombini.

Nesta sessão, o efeito da atuação do BC foi potencializado pela liquidez reduzida, com muitos investidores afastados das mesas devido ao feriado nos EUA. Apenas cerca de 115 mil contratos de dólar futuro trocaram de mãos nesta sessão, menos da metade do volume médio diário do mês passado.

"Hoje é um dia para riscar do calendário. Muita gente no mercado passou o tempo olhando para o relógio", disse o operador de uma corretora internacional.

(Por Bruno Federowski)

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 04/07/2016. Bovespa fecha em alta pela quinta sessão seguida. CPFL teve forte alta com anúncio de venda para a Camargo Correa. Ibovespa avançou 0,64%, aos 52.568 pontos.
Do G1, em São Paulo

O principal índice da Bovespa avançou nesta segunda-feira (4), com as ações da CPFL Energia chegando a disparar após a Camargo Corrêa S.A anunciar venda de sua fatia no bloco de controle da elétrica para a chinesa State Grid, em um negócio avaliado em R$ 5,85 bilhões.
O principal indicador da bolsa paulista subiu 0,64%, aos 52.568 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje. No mês de julho, o índice avançou 1,83%. No acumulado de 2016, ganhou 21,2%.
De acordo com a Reuters, a trajetória positiva na bolsa paulista também encontrava suporte nos ganhos de commodities, principalmente o minério de ferro à vista na China. Mas a sessão tende a apresentar menor liquidez devido à ausência de negócios em Wall Street em razão do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.
Na visão da equipe da Guide Investimentos, um ambiente ainda favorável para os emergentes como um todo tende a beneficiar ativos brasileiros, embora a menor liquidez nos mercados possa deixar os mesmos sem direções claras nesta sessão.
As ações preferenciais da Vale subiram 2,04%, acompanhando a alta do preço do minério de ferro à vista na China.
A Petrobras fechou em alta de 0,51% nas preferenciais, apesar da perda de fôlego no avanço dos preços do petróleo.
CPFL Energia subiu 8,51%, beneficiando o setor elétrico como um todo, após a Camargo Corrêa fazer acordo para vender sua fatia de 23% no bloco de controle da distribuidora de energia para a gigante estatal chinesa State Grid Corp. O valor oferecido pela State Grid representa um prêmio de 21,6% sobre o preço de fechamento da ação da CPFL na sexta-feira.
Último pregão
A bolsa fechou em alta na sexta-feira, pelo 4º dia seguido, com o mercado ainda à espera de medidas de estímulo de bancos centrais ao redor do mundo ante a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, e mostrando mais otimismo para o cenário doméstico.
O Ibovespa avançou 1,37%, aos 52.233 pontos, superando importante barreira técnica aos 52 mil pontos. Na semana, o índice ganhou 4,25%.
Destaques do semestre
A Bovespa fechou o primeiro semestre de 2016 com valorização acumulada de 18,8%.
Veja abaixo as maiores altas e quedas do Ibovespa, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica.:
Maiores altas do semestre
  • CSN ON, 95,5%
  • Raia Drogasil ON, 78,89%
  • Bradespar PN, 77,35%
  • BMF&Bovespa ON, 66,26%
  • Ecorodovias ON, 64,64
  • Multiplan ON, 58,58%
  • Sabesp ON, 55,06%
  • BR Malls ON, 50,5%
  • Smiles ON, 48%
  • Bradesco ON, 46,52%
Maiores quedas do semestre
  • Fibria ON, -57,77%
  • Embraer ON, -41,8%
  • Suzano Papel PNA, -38,06%
  • Klabin UNT N2, -33,38%
  • Braskem, PNA, -27,11
  • Rumo Log On, -21,47%
  • BRF ON, -17,31%
  • JBS ON, -15,23%
  • Marfrig ON, -11,5%
  • CespPNB, -10,68%
BOVESPA. PORTAL UOL. 04/07/2016. Bolsa sobe e acumula alta de 6,75% em 5 sessões; CPFL dispara 8,5% no dia
Do UOL, em São Paulo

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (4) em alta de 0,64%, a 52.568,66 pontos. Foi o quinto avanço seguido da Bovespa, que acumula ganho de 6,75% nas últimas cinco sessões. No ano, a alta é de 21,27%.

Esse é novamente o maior nível de fechamento desde 12 de maio, quando a Bolsa terminou o dia com 53.241,32 pontos. Na sexta-feira (1º), o índice subiu 1,37%.

O avanço de hoje foi influenciado, principalmente, pelo desempenho positivo das ações da mineradora Vale, do Bradesco e do Banco do Brasil, que têm grande peso sobre o Ibovespa. Os papéis da CPFL dispararam 8,51%.

CPFL

As ações da CPFL Energia (CPFE3) saltaram 8,51%, a R$ 22,31. Foi a maior alta do Ibovespa no dia.

Os papéis da distribuidora de energia dispararam após a Camargo Corrêa aceitar vender sua fatia de 23% no bloco de controle da CPFL para a estatal chinesa State Grid Corp, em um negócio avaliado em R$ 5,85 bilhões.

Vale

As ações ordinárias da Vale (VALE3), com direito a voto em assembleia, avançaram 2,11%, a R$ 16,97.

As ações preferenciais da Vale (VALE5), que dão prioridade na distribuição de dividendos, ganharam 2,04%, a R$ 13,51.

Os papéis da mineradora acompanharam a alta dos preços do minério de ferro na China.

Bancos

As ações do Banco do Brasil (BBAS3) subiram 0,47%, a R$ 17,13, e as ações do Bradesco (BBDC4) se valorizaram 0,43%, a R$ 25,71.

As ações do Itaú Unibanco (ITUB4), no entanto, fecharam praticamente estáveis, com leve baixa de 0,06%, a R$ 30,89.

Petrobras

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) tiveram alta de 0,51%, a R$ 9,87. No sentido oposto, as ações ordinárias (PETR3) caíram 0,33%, a R$ 12,02.

Os papéis foram influenciados pela queda nos preços do petróleo.

Siderúrgicas

O dia também foi de ganho para as empresas de siderurgia e metalurgia.

As ações da CSN (CSNA3) saltaram 6,16%, a R$ 9,30, e as ações da Usiminas (USIM5) avançaram 1,92%, a R$ 2,12.

As ações da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) subiram 1,93%, a R$ 2,11, enquanto as ações do Grupo Gerdau (GGBR4) se valorizaram 1,78%, a R$ 6,30.

Dólar sobe 0,99%, a R$ 3,265

No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou com alta de 0,99%, cotado a R$ 3,265 na venda. Foi o segundo avanço consecutivo da moeda norte-americana, que havia subido 0,61% na sexta-feira (1º).

Em duas sessões em julho, o dólar acumula valorização de 1,61%. No ano, no entanto, a queda acumulada é de 17,30%.

A sessão de hoje foi de poucos negócios por causa do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, o que afastou investidores do mercado.

Bolsas internacionais

A maioria das Bolsas de Valores da Europa fechou em queda. Apenas a Bolsa de Portugal ficou praticamente estável, com leve alta.
  • Portugal: +0,05%
  • Espanha: -0,16%
  • Alemanha: -0,69%
  • Inglaterra: -0,84%
  • França: -0,91%
  • Itália: -1,74%
As Bolsas da Ásia e do Pacífico terminaram o dia em alta.
  • China: +1,9%
  • Hong Kong: +1,27%
  • Cingapura: +0,85%
  • Austrália: +0,67%
  • Japão: +0,6%
  • Coreia do Sul: +0,4%
  • Taiwan: +0,26%
(Com Reuters)

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LGCJ.: