Após uma alta acumulada de 2,5 pontos nos três meses anteriores, o Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, caiu 1,1 ponto em junho de 2016, atingindo 68,0 pontos. O índice volta a ceder, influenciado pela acomodação das expectativas. Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,4 ponto no mês.
“O otimismo setorial com os negócios nos próximos meses arrefeceu, levando à queda na confiança. Possivelmente estamos vendo uma correção do excesso observado no mês passado. De todo modo, vale notar que os empresários continuam ainda mais confiantes do que estavam no início do ano. Outro ponto de destaque é a percepção de que a situação atual dos negócios deixou de piorar em junho. A carteira de contratos das empresas, no entanto, mantém-se no patamar mais baixo já registrado pela pesquisa”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV/IBRE.
O Índice de Expectativas (IE-CST) recuou 3,0 pontos, alcançando 74,9 pontos. Ambos os quesitos que integram o índice-síntese recuaram, em especial, o que mede o otimismo com a a situação dos negócios nos próximos seis meses seguintes, que variou -3,3 pontos na margem.
Já o Índice da Situação Atual (ISA-CST) subiu 0,8 ponto, para 61,7 pontos, depois de cinco quedas consecutivas. O quesito que mais contribuiu para a alta do ISA-CST é o que mensura o grau de satisfação das empresas com a situação atual dos negócios, com crescimento de 3,7 pontos em relação a maio. Esta melhora foi atenuada pela queda de 2,2 pontos do indicador que capta a situação atual da carteira de contratos.
A indefinição dos indicadores que retratam as expectativas do setor de Construção reflete o cenário nacional ainda dominado por incertezas. Esta percepção pode ser ilustrada pelo resultado da Sondagem de Investimentos do IBRE do segundo trimestre de 2016, em que a proporção de empresas afirmando que a execução do planos de investimentos nos 12 meses é incerta aumentou fortemente em relação ao final do ano passado.
A tabela abaixo mostra como a incerteza com relação à execução dos investimentos vem sendo muito maior no setor da Construção que nos demais segmentos produtivos
No caso da Construção, 66,8% das empresas dizem que a execução do programa de investimentos previstos para os próximos doze meses é incerta.
“Como investir em treinamento de mão de obra, em novos processos produtivos, ou na aquisição de novas máquinas se ainda há forte imprevisibilidade da demanda? Com a situação dos negócios fragilizada pelo crédito caro e uma carteira de contratos muito baixa, as incertezas relacionadas aos planos empresariais devem se manter altas ”, conclui Ana Maria Castelo.
A edição de junho de 2016 coletou informações de 700 empresas entre os dias 01 e 22 deste mês.
A próxima divulgação da Sondagem da Construção ocorrerá em 26 de julho de 2016
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5557F25F201559171DB900232
FGV. IBRE. 27/06/2016. Confiança do consumidor sobe em junho com melhora das expectativas
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas subiu 3,4 pontos entre maio e junho, ao passar de 67,9 para 71,3 pontos, o maior desde junho do ano passado. A alta foi inteiramente determinada pela melhora das expectativas, já que os indicadores que medem a percepção sobre a situação atual ficaram estáveis.
“Há um descolamento entre as expectativas dos consumidores com relação aos próximos meses e a satisfação com a situação atual. Enquanto as primeiras avançam expressivamente pelo segundo mês consecutivo, a outra revisita o mínimo histórico. Considerando que a confiança do consumidor se mantém baixa em termos históricos, que a recuperação da economia deve ocorrer de forma lenta e que as famílias ainda se encontram muito comprometidas com endividamentos contraídos no passado, acredito que ainda veremos alguns trimestres de queda do consumo das famílias antes de retornarmos ao terreno positivo“, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor.
O destaque do mês foi a melhora das expectativas em relação aos meses seguintes: o Índice de Expectativas (IE) avançou 6,0 pontos, atingindo 77,1 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (81,7). O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,8 ponto, atingindo 64,7 pontos.
Entre os quesitos que integram o ICC, o indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores em relação à situação financeira da família atual caiu 2,4 pontos em junho. O resultado reflete uma acomodação no nível mínimo histórico, após o indicador ter avançado 2,7 pontos no mês de maio.
Em relação ao futuro, os consumidores tornaram-se menos pessimistas em relação à evolução das finanças familiares nos próximos seis meses. O indicador que mede o grau de otimismo com a evolução da situação financeira familiar subiu 6,2 pontos, ao passar de 75,6 para 81,8 pontos, o maior desde janeiro de 2015 (87,6). Entre maio e junho, a parcela de consumidores projetando melhora avançou de 25,8% para 29,6%; a dos que preveem piora recuou de 8,8% para 9,0%.
Houve alta da confiança em todas as quatro classes de renda pesquisadas. A melhora expressiva ocorreu entre os consumidores com renda familiar entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, em que o ICC aumentou 4,2 pontos.
O resultado geral da pesquisa mostra que os consumidores estão se tornando gradualmente menos pessimistas em relação à evolução da economia e das finanças pessoais, ainda que a percepção sobre as condições presentes seja muito ruim, colaborando para manter o ICC em patamar historicamente baixo.
A edição de junho de 2016 coletou informações de 2046 domicílios entre os dias 1 e 22 de junho.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5557F25F20155917A063B3248
FGV. IBRE. 27/06/2016. Índice Nacional de Custo da Construção avança em junho
O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em junho, taxa de variação de 1,52%, acima do resultado do mês anterior, de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,26%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,04%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 2,64%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,32%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
Materiais, Equipamentos e Serviços
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,21%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,07%. Dos quatro subgrupos componentes, dois apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para estrutura, cuja taxa passou de -0,23% para 0,17%.
A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de -0,07%, em maio, para 0,46%, em junho. Neste grupo, vale destacar a aceleração da taxa do subgrupo projetos, cuja variação passou de -0,50% para 0,58%.
Mão de obra
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 2,64%, devido aos reajustes salariais registrados em São Paulo e Rio de Janeiro. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,32%.
Capitais
Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Salvador e Recife registraram desaceleração. Porto Alegre manteve a variação do período anterior.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5557F25F201559166176C48CC
BACEN. 27/06/2016. Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro.
I - Operações de crédito do sistema financeiro
O crédito total do sistema financeiro, incluindo as operações com recursos livres e direcionados, atingiu R$3.145 bilhões em maio, com aumentos de 0,1% no mês e de 2% em doze meses. O saldo de operações com pessoas físicas apresentou melhor desempenho, totalizando R$1.526 bilhões (+0,4% no mês e +4,8% em doze meses). O crédito a pessoas jurídicas recuou 0,1% e 0,5% nos mesmos períodos, situando-se em R$1.619 bilhões. A relação crédito/PIB atingiu 52,4%, ante 52,6% em abril e 53,3% em maio do ano anterior.
O crédito com recursos livres alcançou R$1.580 bilhões em maio (+0,2% no mês e -0,2% em doze meses). A carteira de pessoas físicas alcançou R$800 bilhões (+0,5% no mês), com destaque para as concessões em cartão de crédito à vista, refletindo a demanda sazonal relacionada ao Dia das Mães. No segmento de pessoas jurídicas, saldo de R$780 bilhões (-0,1% no mês), as expansões em adiantamentos sobre contratos de câmbio (ACC) e em repasses externos foram contrabalançadas por retrações em capital de giro e conta garantida.
O crédito direcionado atingiu R$1.565 bilhões (+0,1% no mês e +4,4% em doze meses). A carteira contratada pelas famílias aumentou 0,4%, somando R$726 bilhões, destacando-se o crédito imobiliário (+0,7%). No crédito às empresas, saldo de R$840 bilhões (-0,2% no mês), a maior retração ocorreu na carteira de crédito rural (-1,4%).
Entre os setores de atividade econômica, as retrações mais significativas ocorreram em comércio (-1,4%, saldo de R$278 bilhões), construção (-1,3%, R$106 bilhões) e indústria extrativa (-3,2%, R$43 bilhões). Destacou-se o crescimento dos saldos destinados a transportes (+1,9%, R$162 bilhões).
Consideradas as operações acima de R$1 mil, os saldos de crédito recuaram 0,5% no Norte (situando-se em R$116,3 bilhões), 0,3% no Sul (R$548 bilhões) e 0,1% no Sudeste (R$1.684 bilhões). No Nordeste, cresceram 0,3% (R$401 bilhões) e permaneceram estáveis no Centro-Oeste (R$327 bilhões).
I.1 - Taxas de juros e inadimplência
A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, incluindo operações com recursos livres e direcionados, atingiu 32,7% a.a. em maio, nível mais alto da série histórica iniciada em março de 2011, com elevações de 0,2 p.p. no mês e 5,6 p.p. em doze meses. A taxa alcançou 52,3% a.a. no crédito livre (+0,2 p.p. no mês e +9,7 p.p. em doze meses) e 11,1% a.a. no crédito direcionado (+0,4 p.p. e +1,9 p.p., respectivamente).
Nas contratações às famílias, a taxa média situou-se em 42% a.a. (+0,6 p.p. no mês e +7,2 p.p. em doze meses). No segmento livre, a taxa atingiu 71,7% a.a., aumento de 0,7 p.p. (cheque especial, 2,6 p.p.; cartão rotativo, 18,9 p.p.) enquanto no direcionado alcançou 10,4% a.a., alta de 0,4 p.p. (financiamentos imobiliários, +0,6 p.p.).
O custo médio atingiu 21,9% a.a. nos créditos às empresas, declinando 0,2 p.p. no mês e aumentando 3,1 p.p. em doze meses. No mês, a taxa decresceu 0,5 p.p. (30,6% a.a.) nas contratações com recursos livres (repasses externos, -8,8 p.p.; e capital de giro, -0,3 p.p.) e aumentou 0,2 p.p., para 11,8% a.a., no crédito direcionado (financiamentos para investimentos com recursos do BNDES, 0,4 p.p.).
O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 22,8 p.p. em maio, com crescimento de 0,4 p.p. no mês e 5,4 p.p. em doze meses. O avanço mensal repercutiu elevação de 0,8 p.p., para 39,7 p.p., nas operações com recursos livres, e aumento de 0,3 p.p., para 4,2 p.p., em recursos direcionados. O indicador atingiu 32 p.p. no segmento de pessoas físicas e 12,2 p.p. no de pessoas jurídicas, crescendo 0,8 p.p. e 0,2 p.p., respectivamente, no mês.
A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, computados os atrasos superiores a noventa dias, atingiu 3,8% em maio (+0,1 p.p. no mês e +0,8 p.p. em doze meses). O nível de atrasos manteve-se estável em 4,3% nos créditos às famílias e aumentou 0,1 p.p., para 3,2%, no segmento de empresas. A inadimplência elevou-se 0,2 p.p., para 5,9%, no crédito livre, e 0,1 p.p. para 1,7%, no crédito direcionado.
II - Evolução dos agregados monetários
A média dos saldos diários da base monetária atingiu R$238,4 bilhões em maio, elevando-se 0,4% no mês e 2,7% em doze meses. A variação mensal refletiu crescimento de 5,4% nas reservas bancárias e declínio de 0,4% no papel-moeda emitido.
Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, sobressaíram as compras líquidas de divisas no mercado interbancário, expansionistas em R$13,9 bilhões, e as operações com títulos públicos federais, que implicaram contração de R$18,4 bilhões, a partir de colocações líquidas de R$42,9 bilhões no mercado primário e compras líquidas de R$24,5 bilhões no mercado secundário.
O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) totalizou R$302,7 bilhões em maio, com redução mensal de 0,2%, associada aos recuos de 0,2% no papel-moeda em poder do público e nos depósitos à vista. Em doze meses, o M1 decresceu 1,2%.
O saldo dos meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 mais depósitos de poupança e títulos privados, cresceu 0,4% em maio, somando R$2,2 trilhões. Os títulos privados avançaram 0,8%, alcançando R$1,3 trilhão, após captações líquidas de R$12 bilhões em depósitos a prazo. O saldo dos depósitos de poupança retraiu 0,1%, totalizando R$642,1 bilhões, com resgates líquidos de R$6,6 bilhões.
O M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, expandiu-se 0,7% em maio, somando R$4,9 trilhões. O saldo das quotas de fundos de renda fixa cresceu 1,1% no período, atingindo R$2,5 trilhões, após captações líquidas de R$13,3 bilhões. O M4, conceito que compreende o M3 e os títulos públicos de detentores não financeiros, apresentou elevações de 0,9% no mês e de 11,3% em doze meses, totalizando R$5,8 trilhões.
DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp
PR. MF. BACEN. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 27/06/2016. Governo deve usar reservas da dívida para atingir meta de R$ 170 bilhões
MACHADO DA COSTA
DE BRASÍLIA
O governo federal deverá utilizar o caixa de reservas, destinado para pagar o vencimento de títulos da dívida pública, para bancar a nova meta fiscal, que prevê um deficit de R$ 170 bilhões. Assim, queimando recursos do colchão de reservas, o governo evitaria um crescimento ainda maior da dívida pública.
O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, diz que, com essa estratégia, a aprovação da nova meta fiscal não deverá produzir impacto relevante sobre o estoque total da dívida até o fim do ano.
A operação consiste no uso dessas reservas para custear o pagamento integral dos títulos vencidos, abrindo espaço para a meta fiscal.
Em vez de rolar toda a dívida vencida —quando o governo emite novos títulos para não precisar pagar o valor principal daqueles que venceram, apenas os juros— o caixa seria queimado ao pagar o valor principal e reduziria o tamanho da dívida. Após isso, novos títulos seriam emitidos para acomodar o deficit fiscal adicional, que foi aprovado com a nova meta.
Assim, mantém-se o estoque da dívida baixo, mas ao custo de redução das reservas.
Por causa disso, o Tesouro reviu a meta de estoque da dívida em maio e manteve a expectativa de um teto de R$ 3,3 trilhões e um piso de R$ 3,1 bilhões.
"Não existe por ora a necessidade de emitir mais títulos para o pagamento do deficit. Se for usado o colchão para pagar, não vou precisar captar mais recursos", diz.
O colchão do governo para o pagamento da dívida é de seis meses, segundo o coordenador. Com a queima de caixa, caso essa seja a estratégia definitiva do Ministério da Fazenda, o governo iniciará o ano de 2017 com uma posição menos confortável em relação aos vencimentos de títulos.
Secunho, no entanto, afirma que outras fontes poderiam ser utilizadas. "Se vão ser utilizados somente esses recursos [do caixa] ou outras fontes também, é uma decisão que ainda não está tomada", afirma.
MF. STN. PORTAL G1. 27/06/2016. Dívida pública subiu 2,82% em maio, para R$ 2,878 trilhões, diz Tesouro. Em abril, endividamento público estava em R$ 2,79 trilhões. Dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta segunda (27).
Laís Alegretti
Do G1, em Brasília
A dívida pública brasileira, que inclui os endividamentos interno e externo do governo federal, subiu 2,82% em maio, para R$ 2,878 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira (27). Em abril, o endividamento público havia registrado queda e ficado em R$ 2,79 trilhões.
Dívida pública é o resultado dos títulos que o governo emite para pagar os papéis que estão sendo resgatados, ou seja, que estão vencendo, e também para financiar empréstimos.
Evolução da dívida pública
Em R$ trilhões
Fonte: Tesouro Nacional
O aumento da dívida em maio se deve às emissões de títulos em valores superiores aos resgates.
Enquanto as emissões somaram R$ 55,80 bilhões, os resgates foram de R$ 11,48 bilhões, o que resultou em uma emissão líquida de R$ 44,32 bilhões no mês passado. No mesmo período, as apropriações de juros somaram R$ 34,76 bilhões.
Nos últimos anos, por exemplo, mais de R$ 400 bilhões foram emitidos pelo Tesouro Nacional para proporcionar recursos para os empréstimos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No futuro, o banco devolverá esses recursos à União.
A expectativa do governo é que a dívida fique entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões no fim de 2016. A previsão está do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2016. Ao fim de 2015, ela era de R$ 2,79 trilhões.
Nesta segunda-feira, o coordenador-geral de operações da dívida pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, reafirmou que a dívida deve ficar nesse patamar ao fim de 2016.
"A expectativa é que o estoque encerre o ano dentro desse intervalo", disse.
Dívida interna x externa
Quando os pagamentos e recebimentos da dívida são realizados em real, ela é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.
Em maio, a dívida interna subiu 2,77% e passou de R$ 2,67 trilhões para R$ 2,74 trilhões. Houve emissão líquida de R$ 44,69 bilhões, além de R$ 29,28 bilhões relativos à apropriação de juros.
No mesmo mês, o estoque da dívida externa aumentou 3,94% em relação a abril e passou de R$ 129,60 bilhões para R$ 134,70 bilhões. Essa variação, segundo o Tesouro, se deve ao câmbio.
"Não houve emissão significativa na dívida externa. Esse incremento se deve, basicamente, em função da desvalorização do real no mês", afirmou Secunho.
Dívida interna x externa
Quando os pagamentos e recebimentos da dívida são realizados em real, ela é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.
Em maio, a dívida interna subiu 2,77% e passou de R$ 2,67 trilhões para R$ 2,74 trilhões. Houve emissão líquida de R$ 44,69 bilhões, além de R$ 29,28 bilhões relativos à apropriação de juros.
No mesmo mês, o estoque da dívida externa aumentou 3,94% em relação a abril e passou de R$ 129,60 bilhões para R$ 134,70 bilhões.
Reino Unido
Ao ser questionado sobre os efeitos da decisão dos britânicos de deixar a União Europeia, na semana passada, Secunho disse que os impactos na negociação de títulos da dívida foram amenos.
"Sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o que observamos na sexta foi um movimento bastante ameno dentro do mercado. Na dívida interna, a reação foi bastante suave. E, nos títulos externos, o impacto foi ainda menor", afirmou.
Secunho disse ainda que o Tesouro continuará a buscar uma "janela de oportunidade" para emissão de títulos da dívida brasileira no exterior.
"Obviamente existe volatilidade, incerteza no mercado, então continuamos monitorando o mercado e procurando a janela de oportunidade mais interessante possível", disse Secunho.
MF. STN. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 27/06/2016. Dívida pública federal cresce 2,82% em maio e alcança R$ 2,88 trilhões
MACHADO DA COSTA
DE BRASÍLIA
A dívida pública federal manteve sua trajetória de alta, crescendo 2,82% entre os meses de abril e maio deste ano. Com isso, o total devido pelo governo alcançou R$ 2,88 trilhões.
No final do ano passado, a dívida total foi de R$ 2,79 trilhões.
A expectativa do Tesouro Nacional é que a dívida pública federal encerre o ano com um estoque entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões.
O principal fator de aumento foi o crescimento da dívida interna, com alta de 2,77%, passando de R$ 2,67 trilhões para R$ 2,74 trilhões.
Apesar de a dívida externa ter subido mais, seu estoque baixo produz pouco impacto no total da dívida. Sua alta em maio foi de 3,94% e encerrou o mês em R$ 134,7 bilhões.
De acordo com o Tesouro Nacional, o principal motivo é a desvalorização do real frente ao dólar.
PRAZO
Dois indicadores de prazo relacionados à dívida apontaram uma deterioração da sua composição.
O prazo de vencimento dos títulos caiu de 4,75 anos para 4,67 anos e o indicador que mede o percentual de títulos que vencem nos próximos 12 meses está em 20,76%. Há um mês, o índice estava em 18,76%.
O Tesouro espera que o índice feche o ano entre 16% e 19% e que o indicador de prazo médio de vencimento fique acima de 4,5 anos em dezembro.
A valorização do dólar em maio também ajudou a manter o custo da dívida abaixo do observado no ano passado.
Nos últimos 12 meses terminados em maio, o custo médio ficou em 14,25%, valor idêntico ao de abril. A diferença é que o custo da dívida interna subiu de 13,92% para 14,02%, enquanto que o da dívida externa caiu de 21,04% para 18,99%.
MF. STN. REUTERS. 27/06/2016. Dívida pública federal sobe em maio e se aproxima de R$2,9 tri, diz Tesouro
BRASÍLIA (Reuters) - A dívida pública federal subiu 2,82 por cento em maio na comparação com abril, a 2,879 trilhões de reais, com os papéis préfixados voltando a responder pela maior parcela dos estoques, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
A dívida pública mobiliária interna, ainda segundo o Tesouro, cresceu 2,77 por cento na mesma base de comparação, a 2,744 trilhões de reais. A dívida externa aumentou 3,94 por cento sobre o mês anterior, a 134,7 bilhões de reais, sobretudo pela desvalorização do real frente às moedas que compõem o estoque.
No Plano Anual de Financiamento (PAF), o Tesouro fixou intervalo de 3,1 trilhões a 3,3 trilhões de reais para a dívida pública total em 2016.
TÍTULOS
Os títulos corrigidos pela Selic representaram 25,84 por cento do total da dívida em maio, abaixo dos 26,16 por cento de abril. O Tesouro estima que o percentual encerrará o ano entre 30 a 34 por cento. No mercado, os papéis pós-fixados são mais demandados em momentos de percepção de aumento de risco pelos investidores.
Os títulos corrigidos pela inflação perderam o posto de maior peso na dívida, a 33,96 por cento do total, sobre 34,55 por cento no mês anterior.
A dianteira foi retomada pelos papéis préfixados, respondendo por 35,32 por cento da dívida em maio, contra 34,48 por cento em abril.
O Tesouro estabeleceu como meta para 2016 intervalo de 31 a 35 por cento para os títulos préfixados e de 29 a 33 por cento para os papéis atrelados à inflação.
A participação dos investidores estrangeiros em títulos da dívida interna caiu em maio a 16,60 por cento, ante 17,39 por cento em abril.
(Reportagem de Alonso Soto)
CNC. 24/06/2016. Varejo de alimentos fecha mais de 14,3 mil estabelecimentos no início de 2016. Fechamento dos estabelecimentos representa quase 30 mil empregos formais a menos.
Estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o fechamento de estabelecimentos do varejo de alimentos se acentua em 2016. De janeiro a abril deste ano, 14,3 mil empreendimentos do segmento que engloba os hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo fecharam as portas, cortando 29,7 mil vagas formais de emprego neste período. O número corresponde a quase 12 mil estabelecimentos a mais do que o mesmo período de 2015, quando foram encerrados 2,4 mil pontos de venda no setor.
Com o pior recuo nas vendas desde 2003 – queda de 3,2% nos primeiros quatro meses de 2016 –, o segmento implementou ainda reajustes sucessivos em função da divergência entre custos no atacado. “Já havia uma retração na demanda dos consumidores causada pela recessão profunda e prolongada. A alta dos preços contribuiu para aumentar o recuo nas vendas neste período, acentuando o ritmo de fechamento de pontos de venda com vínculo empregatício no varejo de alimentos”, avalia o economista da CNC, Fabio Bentes.
Somados, os hiper e supermercados e estabelecimentos de produtos alimentícios, bebidas e fumo respondem por 30,3% do faturamento anual do varejo brasileiro e são responsáveis por 30,6% da força de trabalho no setor. Em 2015, 25,6 mil empreendimentos deste segmento fecharam as portas.
Nos últimos 12 meses encerrados em abril, o ritmo de fechamento de lojas com vínculos empregatícios nesse segmento (-37,5 mil) se tornou mais intenso do que o verificado ao final de 2015 (-25,6 mil).
Estabelecimentos fechados
O impacto negativo foi sentido em todos os Estados do Brasil, com destaque para São Paulo (-4,1 mil), Paraná (-1,6 mil) e Minas Gerais (-1,5 mil). Em termos relativos, as maiores retrações se deram no Amapá (-13,4%), Amazonas (-11,4%) e Espírito Santo (-11,0%).
Os estabelecimentos de médio porte foram os que mais fecharam unidades nos primeiros quatro meses deste ano: ao todo foram 6 mil. Os pequenos encerraram 4,6 mil empreendimentos, enquanto os médios, 3,2 mil.
Estudo completo: http://www.cnc.org.br/sites/default/files/arquivos/fechamento_de_estabelecimentos_no_varejo_de_alimentos_se_acentua_em_2016.pdf
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 27/06/2016. Dólar volta a subir, ainda de olho no Reino Unido. Moeda dos EUA fecha em alta de 0,44%, a R$ 3,3946 na venda. Operadores seguem analisando possíveis efeitos da decisão britânica.
Do G1, em São Paulo
O dólar voltou a fechar em alta nesta segunda-feira (27), voltando a se aproximar de R$ 3,40, com investidores preferindo estratégias defensivas após o Reino Unido decidir deixar a União Europeia (UE), mas reagindo bem à possibilidade de estímulos econômicos no resto do mundo e adotando algum otimismo com o Brasil, segundo a agência Reuters.
A moeda norte-americana subiu 0,44%, a R$ 3,3946 na venda, após chegar a R$ 3,4167 na máxima desta sessão e a R$ 3,3733 na mínima. Veja a cotação do dólar hoje.
No acumulado no mês de junho, o dólar tem queda de 6,03%. No ano, a divisa caiu 14,02% frente ao real.
Já a Bovespa fechou em queda de 1,72%, aos 49.245 pontos.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h10, alta de 0,62%, a R$ 3,4007
- Às 10h, alta de 0,49%, a R$ 3,3965
- Às 10h40, alta de 0,09%, a R$ 3,3828
- Às 11h30, alta de 0,55%, a R$ 3,3979
- Às 12h19, alta de 0,56%, a R$ 3,3987
- Às 13h, alta de 0,71%, a R$ 3,4039
- Às 13h50, alta de 1,02%, a R$ 3,4142
- Às 14h09, alta de 0,82%, a R$ 3,4075
- Às 15h, alta de 0,72%, a R$ 3,4035
- Às 16h, alta de 0,51%, a R$ 3,3971
"Passou o susto com o primeiro impacto (da saída britânica da UE), mas o mercado continua preocupado. As consequências dessa decisão para o mundo ainda são muito incertas", disse à Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.
Operadores temem que a decisão britânica afete o a confiança de investidores estrangeiros e prejudique a recuperação econômica global, atingindo países emergentes como o Brasil.
Por outro lado, analistas ressaltam que os laços comerciais entre a América Latina e o Reino Unido são pequenos e que as turbulências podem servir de gatilho para novos estímulos em todo o mundo.
Vários bancos centrais em todo o mundo vieram a público na sexta-feira para garantir que estão prontos para agir, inclusive o brasileiro. Alguns operadores acreditam que mesmo o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode decidir esperar mais para elevar os juros.
"(A saída britânica) pode ser catastrófica ou pode ser um evento relativamente passageiro. Depende de como for a resposta dos bancos centrais, de como for a transição institucional", afirmou o operador de uma corretora internacional à Reuters.
No Brasil
Segundo a Reutets, investidores continuam adotando postura de otimismo cauteloso sobre o governo do presidente em exercício, Michel Temer, o que contribuía para trazer algum alívio à moeda norte-americana.
No curto prazo, operadores ressaltavam a participação do novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação na terça-feira como o principal evento econômico desta semana.
Além de dar pistas sobre quando pretende começar a reduzir os juros básicos, hoje em 14,25%, Ilan pode oferecer mais informações sobre qual será sua postura em relação à intervenção cambial. Na sexta-feira, o BC afirmou que, se necessário, tomará medidas para manter o funcionamento normal dos mercados.
BACEN. PORTAL UOL. 27/06/2016. Dólar sobe pelo segundo dia e fecha a R$ 3,395, de olho no Reino Unido
Do UOL, em São Paulo
O dólar comercial fechou esta segunda-feira (27) em alta de 0,44%, cotado a R$ 3,395 na venda. É o segundo avanço seguido da moeda norte-americana. Na sexta-feira (24), havia subido 1,05%.
Apesar de subir no dia, o dólar ainda acumula desvalorização de 6,03% no mês e de 14,02% no ano.
Já a libra esterlina fechou o dia em queda de 2,97% em relação ao real, a R$ 4,487 na venda. O euro teve leve baixa de 0,14%, vendido a R$ 3,741.
Investidores ainda repercutiam a votação pela saída do Reino Unido da União Europeia (UE) e seus possíveis impactos na economia do mundo.
"Passou o susto com o primeiro impacto [do resultado], mas o mercado continua preocupado. As consequências dessa decisão para o mundo ainda são muito incertas", disse à agência de notícias Reuters o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.
Operadores temem que a decisão britânica afete o humor dos investidores estrangeiros e golpeie a recuperação econômica global, atingindo negócios de países emergentes como o Brasil.
BCs falam em agir
Por outro lado, analistas ressaltam que os laços comerciais entre a América Latina e o Reino Unido são pequenos e que as turbulências podem servir de gatilho para novos estímulos em todo o mundo. Vários bancos centrais foram a público na sexta-feira para garantir que estão prontos para agir, inclusive o brasileiro.
No Brasil, por exemplo, o Banco Central disse que está monitorando os mercados financeiros e que, caso necessário, "adotará as medidas adequadas para manter o funcionamento normal dos mercados financeiro e cambial".
Alguns analistas também acreditam que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) pode esperar mais para elevar os juros nos Estados Unidos.
Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em países onde as taxas de juros são maiores, como é o caso do Brasil.
Governo interino traz otimismo
No Brasil, investidores estavam mais otimistas com o governo do presidente interino, Michel Temer, o que ajudou a minimizar a alta do dólar nesta sessão.
O mercado também aguardava pistas sobre quando o BC pretende começar a reduzir os juros básicos (Selic), hoje em 14,25% ao ano. Nesta terça-feira (25), a entidade deve divulgar seu Relatório Trimestral de Inflação.
No relatório, o novo presidente do BC, Ilan Goldfajn, pode dar mais indicações sobre qual será sua postura em relação à intervenção cambial.
(Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 27/06/2016. Dólar ronda a estabilidade ante real, ainda de olho no Reino Unido
Por Bruno Federowski
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava perto da estabilidade ante o real nesta segunda-feira, com investidores evitando apostas arrojadas após o Reino Unido decidir deixar a União Europeia (UE), mas reagindo bem à possibilidade de estímulos econômicos no resto do mundo e adotando algum otimismo com o Brasil.
Às 10:23, o dólar recuava 0,07 por cento, a 3,3772 reais na venda, após chegar a 3,4135 reais na máxima desta sessão. O dólar futuro subia cerca de 0,1 por cento.
A moeda norte-americana fechou com alta de 1,05 por cento na sexta-feira, mas chegou a subir 3,15 por cento durante o dia, a 3,4500 reais.
"Passou o susto com o primeiro impacto (da saída britânica da UE), mas o mercado continua preocupado. As consequências dessa decisão para o mundo ainda são muito incertas", disse o superintendente regional de câmbio da corretora SLW João Paulo de Gracia Corrêa.
Operadores temem que a decisão britânica afete o humor dos investidores estrangeiros e golpeie a recuperação econômica global, atingindo ativos de países emergentes como o Brasil.
Por outro lado, analistas ressaltam que os laços comerciais entre a América Latina e o Reino Unido são pequenos e que as turbulências podem servir de gatilho para novos estímulos em todo o mundo. Vários bancos centrais em todo o mundo vieram a público na sexta-feira para garantir que estão prontos para agir, inclusive o brasileiro.
Alguns acreditam que mesmo o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode decidir esperar mais para elevar os juros.
"(A saída britânica) pode ser catastrófica ou pode ser um evento relativamente passageiro. Depende de como for a resposta dos bancos centrais, de como for a transição institucional", afirmou o operador de uma corretora internacional.
No Brasil, investidores continuavam adotando postura de otimismo cauteloso sobre o governo do presidente interino Michel Temer, o que contribuía para trazer algum alívio à moeda norte-americana.
No curto prazo, operadores ressaltavam a participação do presidente do BC, Ilan Goldfajn, na divulgação do Relatório Trimestral de Inflação na terça-feira como o principal evento econômico desta semana.
Além de dar pistas sobre quando pretende começar a reduzir os juros básicos, hoje em 14,25 por cento, Ilan pode oferecer mais informações sobre qual será sua postura em relação à intervenção cambial. Na sexta-feira, o BC afirmou que, se necessário, tomará medidas para manter o funcionamento normal dos mercados.
PORTAL UOL. JORNAL A TARDE. 26/06/2016. Com cena política melhor, câmbio pode voltar para níveis mais baixos
À medida que a situação política brasileira for melhorando, o câmbio pode registrar recuos significativos, segundo avaliação do ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do Brasil Plural, Mário Mesquita. "Como a sinalização mais recente do Federal Reserve é de que a elevação dos juros vai ser ainda mais lenta do que se esperava, e a gente não vê um 'crash' na China, se a situação política aqui for melhorando a tendência é do real se fortalecer perante o dólar", comentou em entrevista para o programa "Entre Nós", da TV Estadão.
Mesquita disse acreditar que o Banco Central, agora sob o comando de Ilan Goldfajn, vai gradativamente zerar seu estoque de swaps cambiais, atualmente em cerca de US$ 62 bilhões, o que pode retardar um pouco o processo de valorização do real. Mesmo assim, questionado sobre os investimentos que está fazendo como pessoa física, ele citou em primeiro lugar a posição comprada em real ante dólar.
O economista disse que o Brasil passa por um momento de transição, provavelmente chegando ao fundo do poço da recessão mais intensa da história e começando a vislumbrar sinais de recuperação. Ele comentou que a transição também ocorre na gestão da economia, com uma equipe econômica que atribui ao setor privado preeminência na condução do movimento econômico. Outra transição é na política fiscal, que nos últimos anos se baseou no aumento de impostos e agora, sob o comando de Henrique Meirelles, busca a estabilização das contas públicas por meio do controle de gastos.
"Meirelles se notabilizou ao longo de sua carreira pela capacidade de montar grandes equipes, e desta vez não foi diferente. Ele tem um time excepcional no Ministério da Fazenda e fez uma escolha muito feliz para o Banco Central. Não vai ser por falta de talento e capacidade de trabalho da equipe econômica que o governo vai ter problemas. Se houver problemas, será pela falta de apoio político", comentou.
Mesquita lembrou que o Brasil tem um histórico de inércia inflacionária e por isso o ritmo de alta dos preços não está recuando tanto, apesar da forte recessão. Segundo ele, este ano um outro tipo de preço administrado está subindo muito, que são os impostos e tarifas controlados por governos regionais e locais, como por exemplo água e esgoto. "Os Estados estão em uma situação financeira muito frágil, então aumentam os preços que controlam". Mesmo assim, ele acredita que a inflação deve perder força nos próximos meses. "A economia funciona com defasagens no tempo, as coisas não acontecem de forma simultânea. O efeito da recessão na inflação demora um tempo para se manifestar, e no caso brasileiro esse tempo é maior em função da indexação".
O representante do Brasil Plural também se mostrou relativamente otimista com os prospectos para a economia brasileira. "Não vai ser difícil começar a ver surpresas positivas, especialmente partindo de onde se parte, do pessimismo que até pouco tempo dominava a formação de expectativas".
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. Bovespa fecha em queda, em meio a incertezas internacionais. Mercado continuou impactado por decisão do Reino Unido em sair da UE. Ibovespa perdeu 1,72%, a 49.245 pontos.
Do G1, em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda nesta segunda-feira (27), em meio às incertezas nos mercados internacionais ainda repercutindo a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. Papéis de peso como Petrobras e bancos foram os que mais pressionaram a baixa na bolsa paulista.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, caiu 1,72%, aos 49.245 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje
Também nesta segunda-feira, o dólar fechou em alta de 0,44%, a R$ 3,3946 na venda, após chegar a R$ 3,4167 na máxima desta sessão e a R$ 3,3733 na mínima.
Em busca de segurança
Investidores deram preferência a ativos considerados mais seguros neste pregão, quando a libra atingiu nova mínima de 31 anos contra o dólar.
Mas a Bovespa caiu menos que as bolsas europeias, em meio à perspectiva de que o Federal Reserve pode postergar a alta do juro nos Estados Unidos e de possíveis medidas de bancos centrais.
As ações de bancos ficaram entre as principais pressões negativas, com o Bradesco, Itaú Unibanco e o Banco do Brasil caindo em torno de 2% e 3%.
Petrobras também caiu mais de 5% nas ações ordinárias (que dão direito a voto em assembleias da empresa) e mais de 4% nas preferenciais (que dão preferência na distribuição de dividendos), enquanto a Vale perdeu mais de 1% nas ordinárias.
Último fechamento
A Bovespa fechou em forte queda na sexta-feira (24), após recuar mais de 3% durante o pregão, pressionada principalmente por ações ligadas a commodities, com a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia que também surpreendeu os mercados ao redor do mundo que apostavam nos últimos dias na permanência.
O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, recuou 2,82%, a 50.105 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje.
BOVESPA. PORTAL UOL. 27/07/2016. Bolsa cai e perde 4,49% em dois dias; Petrobras tem baixa de 5,5% na sessão
Do UOL, em São Paulo
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou esta segunda-feira (27) com queda de 1,72%, a 49.245,53 pontos. É a segunda baixa seguida da Bovespa. Na sexta-feira (27), havia caído 2,82%.
Somente nesses dois dias seguidos após o Reino Unido decidir sair da União Europeia (UE), a Bolsa perdeu 4,49% (de 51.559,82 pontos na quinta-feira para 49.245,53 hoje).
Apesar de cair no dia, o índice ainda acumula alta de 1,6% no mês e de 13,6% no ano.
A baixa de hoje foi influenciada, principalmente, pelo desempenho negativo das ações da Petrobras, que caíram 5,5%, dos bancos e da mineradora Vale. Essas empresas têm grande peso sobre o Ibovespa.
Petrobras despenca 5,5%
As ações ordinárias(PETR3), com direito a voto em assembleia, despencaram 5,51%, a R$ 10,80. Foi a maior queda do Ibovespa no dia.
As ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que dão prioridade na distribuição de dividendos, caíram 5,08%, a R$ 8,78.
Os papéis da estatal foram influenciados pela queda nos preços do petróleo e por notícia de que o governo pode adotar um modelo de gestão compartilhada na venda de parte da BR Distribuidora, subsidiária da petroleira.
Bancos caem
As ações do Bradesco (BBDC4) tiveram baixa de 3,95%, a R$ 23,86.
As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) se desvalorizaram 3,35%, a R$ 27,98, e as ações do Banco do Brasil (BBAS3) caíram 1,57%, a R$ 15,64.
Vale perde 2,7%
As ações ordinárias da Vale (VALE3) perderam 2,7%, a R$ 14,80, e as açõespreferenciais da Vale (VALE5)se desvalorizaram 1,72%, a R$ 11,99.
Os papéis da mineradora foram influenciados novamente pelo pessimismo em relação à saída do Reino Unido da UE, apesar da alta nos preços do minério de ferro na China.
Dólar sobe 0,44%, a R$ 3,395
No mercado de câmbio, o dólar comercial fechou em alta de 0,44%, cotado a R$ 3,395 na venda. É o segundo avanço seguido da moeda norte-americana. Na sexta-feira, havia subido 1,05%.
Apesar de subir no dia, o dólar ainda acumula desvalorização de 6,03% no mês e de 14,02% no ano.
Bolsas internacionais
As principais Bolsas de Valores da Europa fecharam em queda.
- Itália: -3,94%
- Alemanha: -3,02%
- França: -2,97%
- Inglaterra: -2,55%
- Portugal: -2,34%
- Espanha: -1,83%
Das sete principais Bolsas da Ásia e do Pacífico, três terminaram o dia em alta e três caíram. O mercado de ações na Coreia do Sul fechou praticamente estável.
- Japão: +2,39%
- China: +1,44%
- Austrália: +0,47%
- Coreia do Sul: +0,08%
- Hong Kong: -0,16%
- Cingapura: -0,2%
- Taiwan: -0,21%
(Com Reuters)
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