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June 24, 2016

BACEN. 24/06/2016. Setor Externo em maio/2016

I - Balanço de pagamentos - Maio de 2016

Em maio, as transações correntes apresentaram superavit de US$1,2 bilhão, acumulando, nos últimos doze meses, deficit de US$29,5 bilhões, equivalente a 1,70% do PIB. Na conta financeira, as concessões líquidas superaram as captações líquidas em US$1,7 bilhão, destacando-se o ingresso líquido de US$6,1 bilhões em investimento direto no país, e a saída líquida em títulos de renda fixa negociados no mercado doméstico, US$5,3 bilhões.

A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,5 bilhões no mês, redução de 25,7% na comparação com o resultado de maio de 2015. As despesas líquidas com transportes diminuíram 59,8%, comparativamente ao ocorrido em mesmo mês do ano anterior, somando US$187 milhões. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$679 milhões, recuo de 32,0%, na mesma base de comparação, resultado de aumento de 4,1% nas despesas de viajantes estrangeiros no Brasil e redução de 21,3% nos gastos de turistas brasileiros no exterior. As despesas líquidas de aluguel de equipamentos recuaram 16,3% relativamente a maio de 2015.

As despesas líquidas de renda primária somaram US$2,8 bilhões no mês, aumento de 5,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,7 bilhão, recuo de 12,3% ante mês correspondente em 2015, resultado de retrações respectivas de 39,4% e 16,9% nas receitas e nas despesas; enquanto as despesas líquidas de juros somaram US$1,1 bilhão, aumento de 43,6% no período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$2,0 bilhões, 12,1% acima do observado em mês equivalente do ano anterior. As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$557 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$150 milhões; de juros de títulos negociados no mercado externo, US$266 milhões; e no mercado doméstico, US$141 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos atingiu US$556 milhões, aumento de 79,7% na mesma base de comparação, enquanto as rendas de reservas cresceram19,9%.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$273 milhões em maio de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais alcançaram US$106 milhões no mês, 3,6% acima do registrado no mesmo mês do ano anterior.

INVESTIMENTOS

Os investimentos diretos no exterior cresceram US$3,3 bilhões no mês, concentrados em participação no capital e incluído o reinvestimento de lucros.

Os investimentos diretos no país atingiram US$6,1 bilhões, dos quais US$5,4 bilhões em participação no capital, incluídos US$796 milhões decorrentes de lucros reinvestidos, e US$710 milhões em operações intercompanhia. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país totalizaram US$79,4 bilhões, equivalentes a 4,57% do PIB.

O regresso de ativos de investimentos em carteira ao Brasil atingiu US$202 milhões no mês, dos quais US$130 milhões provenientes de fundos de investimento.

Os investimentos em carteira passivos registraram saídas líquidas de US$6,8 bilhões em maio, enquanto no mesmo mês do ano anterior ocorreram ingressos líquidos de US$3,1 bilhões. Os investimentos em ações registraram saídas líquidas de US$883 milhões e, em fundos de investimentos, houve receitas líquidas de US$227 milhões. Destacaram-se saídas líquidas de títulos de renda fixa, US$6,1 bilhões, compostas por despesas líquidas de US$5,3 bilhões em títulos negociados no mercado doméstico; e de US$839 milhões em títulos negociados no mercado externo.

Os outros investimentos ativos reduziram US$3,8 bilhões, compreendendo recuo de US$8,5 bilhões em depósitos de bancos brasileiros no exterior, ampliação de US$644 milhões em depósitos de propriedade de empresas não financeiras, e elevação de US$3,6 bilhões em créditos comerciais e adiantamentos.

Os outros investimentos passivos apresentaram ingressos líquidos de US$1,8 bilhão. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$2,5 bilhões, fundamentalmente em operações de curto prazo. As amortizações líquidas de empréstimos de longo prazo atingiram US$677 milhões, enquanto as amortizações líquidas de empréstimos de curto prazo totalizaram US$139 milhões em maio.

II - Reservas internacionais

Em maio, as reservas internacionais totalizaram US$374,6 bilhões no conceito liquidez, redução de US$2,1 bilhões em relação ao mês anterior. O estoque de linhas com recompra atingiu US$11,2 bilhões, decréscimo de US$3,3 bilhões em relação à posição de abril de 2016. A receita de remuneração das reservas somou US$256 milhões em maio, enquanto as variações por preços e paridades contribuíram para diminuir o estoque em US$344 milhões e US$2,2 bilhões, na ordem. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$363,4 bilhões em maio, aumento de US$1,2 bilhão em relação ao mês anterior.

III - Dívida externa

O estoque de dívida externa bruta estimado para maio de 2016 totalizou US$331,4 bilhões, diminuição de US$3,2 bilhões em relação ao montante apurado para março de 2016. Na posição de maio, a dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$270,9 bilhões, diminuição de US$2,4 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$60,5 bilhões, diminuição de US$831 milhões, nas comparações com março.

Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se as amortizações de empréstimos dos bancos e títulos de dívida, US$1,1 bilhão cada; além de redução de US$270 milhões provocada pela variação cambial, e aumento de preço de títulos, US$532 milhões. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada decorreu de amortizações de empréstimos por setores financeiro e não financeiro, respectivamente US$529 milhões e US$346 milhões.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon1-p.asp

FGV. IBRE. 24/06/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Indicador de Expectativa de Inflação dos Consumidores. Expectativa de Inflação dos Consumidores tem leve alta.

A inflação prevista pelos consumidores brasileiros para os 12 meses seguintes acomoda após cair por três meses consecutivos, ao avançar 0,2 p.p entre maio e junho, de 10,3% para 10,5%.

“Essa leve alta (dentro da margem de erro estatístico) de 0,2 p.p. nas expectativas de inflação dos consumidores para os próximos 12 meses pode ser efeito da taxa de 0,78% do IPCA de maio (taxa em 12 meses de 9,32%) e do aumento anormal nos preços dos alimentos in natura. Outro ponto que merece destaque é o aumento de 0,7 p.p. nas previsões de inflação dos consumidores no Rio de Janeiro, que pode estar refletindo uma expectativa de aumento de preços em virtude dos jogos Olímpicos que acontecerão na cidade. Independente das causas, tal resultado reflete a dificuldade do Banco Central em adequar as expectativas dos agentes, mesmo em um período de profunda crise econômica”, afirma o economista Pedro Costa Ferreira, da FGV/IBRE.

Em fevereiro, a maior elevação ocorreu na faixa de renda mais baixa com alta de 0,6 p.p., alcançando 11,3%, o nível mais alto entre as quatro faixas pesquisadas.

Considerando-se a distribuição de respostas, menos da metade dos consumidores pesquisados esperam inflação superior a 10% nos próximos 12 meses pela segunda vez consecutiva. Antes de maio, isso não ocorria desde novembro de 2015. O intervalo entre 10,0% e 12,0% continua sendo o mais citado pelos consumidores, mas houve redução da frequência de citações nesta faixa, de 26,6% do total em maio para 24,4% em junho.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F2015581CF6F5C7A8C

FGV. IBRE. 24/06/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-S Capitais. Seis das sete capitais pesquisadas registraram queda

O IPC-S de 22 de junho de 2016 registrou variação de 0,33%, 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.

A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.
Capturar2206
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F2015581E4BC855497

USP. FIPE. REUTERS. 24/06/2016. IPC-Fipe tem alta de 0,42% na 3ª quadrissemana de junho

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,42 por cento na terceira quadrissemana de junho, contra alta de 0,40 por cento na segunda quadrissemana do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta sexta-feira.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Veja abaixo as variações dos grupos:

====================================================

Item 2ª quad junho 3ª quad junho

====================================================

- Habitação 0,61% 0,68%

- Alimentação 0,25% 0,33%

- Transportes -0,29% -0,13%

- Despesas Pessoais 0,79% 0,55%

- Saúde 0,74% 0,65%

- Vestuário 0,44% 0,46%

- Educação 0,14% 0,12%

==================================================

- Índice Geral 0,40% 0,42%

(Por Camila Moreira)

IBGE. 24/06/2016. Pesquisa Industrial Anual 2014: valor adicionado atingiu R$ 783,1 bilhões

A Pesquisa Industrial Anual (PIA) Empresa revelou que havia 334,8 mil empresas em 2014 nos setores de indústrias extrativas e de transformação, ocupando 8,8 milhões de pessoas, com receita líquida de vendas de R$ 2,8 trilhões, uma média de R$ 8,4 milhões por empresa. Os gastos com pessoal alcançaram R$ 416,8 bilhões, enquanto os investimentos realizados somaram R$ 216,3 bilhões. O valor bruto da produção (soma de vendas de produtos e serviços industriais) e o consumo intermediário (soma do custo das operações industriais) registraram, respectivamente, R$ 2,7 trilhões e R$ 1,9 trilhão. Consequentemente, o valor adicionado atingiu R$ 783,1 bilhões.
O valor da transformação industrial foi de R$ 1,1 trilhão, alcançado a partir da subtração do valor bruto da produção industrial (R$ 2,5 trilhões), pelos custos das operações industriais (R$ 1,4 trilhão). Os três setores que lideraram o ranking de participação no valor da transformação industrial foram fabricação de produtos alimentícios (15,3%), fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,4%), e fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%). Essas e outras informações na PIA Empresa 2014 podem ser acessadas aqui.
Tabela 1 - Pesquisa Industrial Anual - Pia-Empresa,
segundo as variáveis selecionadas - Brasil - 2013-2014
Variáveis selecionadas20132014
Número de empresas
334.474
334.752
Pessoal ocupado total
9.038.136
8.817.389
Média de pessoal ocupado por empresa
27
26
Receita líquida de vendas (1 000 000 R$)(1)
2.660.902
2.796.480
Gastos de pessoal (1 000 000 R$) (1)
386.337
416.779
Valor bruto da produção (1 000 000 R$)(1)
2.536.933
2.655.537
Consumo intermediário (1 000 000 R$)(1)
1.759.908
1.872.413
Valor Adicionado ( 1 000 000 R$)(1)
777.024
783.124
Valor Bruto da Produção Industrial (1 000 000 R$)(1)
2.416.100
2.529.984
Custos das operações industriais (1 000 000 R$)(1)
1.330.927
1.410.596
Valor da transformação industrial (1 000 000 R$)(1)
1.085.172
1.119.388
Investimentos realizados para o ativo imobilizado (1 000 000 R$)(1)
214.605
216.250
Custos e despesas (1 000 000 R$)(1)
2.752.815
2.997.218
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Industrial Anual - Empresa 2013-2014.
Unidade de investigação: Empresa
(1) Em valores correntes.
O resultado total das receitas líquidas das empresas industriais (R$ 2,8 trilhões) foi liderado pelo desempenho das empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas, que prosseguiram com a maior participação no total da indústria brasileira, 67,7%, percentual inferior ao observado em 2013 (68,5%). As empresas pertencentes às outras faixas de pessoal tiveram aumento relativo de sua participação no total.
Consumo de matérias-primas respondeu por 40,5% do total de custos
O total dos custos e despesas das empresas industriais, em 2014, foi de aproximadamente R$ 3,0 trilhões. Os gastos de pessoal alcançaram 13,9% do total, participação semelhante à observada em 2013 (14,0%). O dispêndio com o consumo de matérias-primas respondeu por 40,5% do total, mantendo o maior percentual na estrutura dos custos e despesas no ano, ainda que inferior ao registrado em 2013 (41,6%).
O custo das mercadorias revendidas apresentou participação inferior, se comparada à do ano anterior: 6,7%, em 2014, em contraponto a 7,2%, em 2013. O consumo de combustíveis e compra de energia elétrica totalizaram R$ 69,2 bilhões, em 2014, representando 2,3% do total, enquanto os pagamentos de serviços prestados por terceiros e consumos diversos para manutenção e reparação de máquinas e equipamentos atingiram R$ 95,5 bilhões, o equivalente a 3,2% do total. Ambas as categorias mantiveram o mesmo percentual de 2013.
Nos demais custos e despesas, que somados representaram 33,4% do total, as despesas com depreciação, amortização e exaustão de ativos imobilizados ficaram com 3,6%, os gastos destinados ao pagamento de royalties e assistência técnica, com 1,3%, e as despesas com propaganda, com 0,9%. Outros custos e despesas representaram 27,6%, em 2014, participação superior ao registrado em 2013.
Em 2014, as empresas com 500 ou mais pessoas ocupadas prosseguiram com a maior participação no total dos custos e despesas da indústria, apresentando R$ 2,1 trilhões dos custos e despesas, correspondentes a 70,2% do total, mantendo estabilidade em relação ao observado no ano de 2013 (70,5%).
Total de investimentos nas empresas industriais atingiu R$ 216,2 bilhões
O total dos investimentos realizados nas empresas industriais atingiu, em 2014, R$ 216,2 bilhões, sendo R$ 209,8 bilhões realizados pelas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas e R$ 6,5 bilhões (3,0%) pelas empresas com até 29 pessoas. Nas empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas, o destaque, assim como em 2013, ficou por conta de máquinas e equipamentos industriais, que totalizou R$ 91,6 bilhões, e permaneceu com a maior participação no total dos investimentos, embora tenha tido queda na participação de 43,3%, em 2013, para 42,3% em 2014. As aquisições de terrenos e edificações apontaram redução de 15,7%, em 2013, para 13,6%, em 2014.
Os recursos aplicados em meios de transporte representaram 3,1% do total investido pelas indústrias em 2014, enquanto outras aquisições (móveis, microcomputadores etc.) responderam por 37,9%.
Tabela 5 - Estrutura dos investimentos realizados para o ativo imobilizado no
total da indústria, segundo as variáveis selecionadas - Brasil - 2013-2014
Variáveis selecionadas20132014
Valor corrente
(1 000 000 R$)
Participação
percentual (%)
Valor corrente
(1 000 000 R$)
Participação
percentual (%)
Total dos investimentos para o ativo imobilizado
214.606
100,0
216.250
100,0
Terrenos e edificações (1)
33.656
15,7
29.463
13,6
Máquinas e equipamentos industriais (1)
93.013
43,3
91.552
42,3
Meios de transporte (1)
7.616
3,5
6.736
3,1
Outras aquisições (móveis, microcomputadores, etc.) (1)
74.518
34,7
82.018
37,9
Aquisições, produção própria e melhorias (2)
5.803
2,7
6.481
3,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Industrial Anual - Empresa 2011-2012.
Unidade de investigação: Empresa
(1) Valor para o total de empresas com 30 ou mais pessoas ocupadas.
(2) Valor para o total de empresas com 1 a 29 pessoas ocupadas.
Fabricação de produtos alimentícios (15,3%) foi maior contribuição para o setor
No valor da transformação industrial brasileira (R$ 1,1 trilhão), em 2014, as atividades com maior participação no total das indústrias extrativas e de transformação foram: fabricação de produtos alimentícios (15,3%); fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (9,4%); fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias (7,3%); fabricação de produtos químicos (6,9%); extração de petróleo e gás natural (5,9%); extração de minerais metálicos (5,6%); metalurgia (4,8%); fabricação de máquinas e equipamentos (4,8%); fabricação de produtos de minerais não-metálicos (3,7%) e fabricação de produtos de borracha e de material plástico (3,7%). Juntos, esses setores concentraram 67,4% do total da indústria nacional, em 2014. O setor de extração de minerais metálicos teve redução nessa participação, indo do quarto lugar, em 2013, para o sexto lugar, em 2014, enquanto o setor de fabricação de produtos químicos passou da quinta posição no ranking de 2013, para a quarta em 2014. Já extração de petróleo e gás natural subiu uma posição, ficando em quinto lugar, em 2014.
Tabela 6 - Valor da Transformação Industrial segundo as atividades industriais Brasil – 2013-2014
Código CNAE 2.0Atividades IndustriaisValor corrente
(1 000 R$)
Parcentual (%)Ranking
201320142013201420132014
Indústria geral
1.085.199.383
1.119.317.718
100
100
-
-
B
Indústrias extrativas
146.149.409
149.397.283
13,5
13,4
-
-
C
Indústrias transformação
939.049.974
969.920.435
86,5
86,6
-
-
10
Fabricação de produtos alimentícios
161.229.507
170.837.338
14,9
15,3
1
1
19
Fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis
105.528.530
105.357.624
9,7
9,4
2
2
29
Fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias
93.062.171
82.140.706
8,6
7,3
3
3
20
Fabricação de produtos químicos
70.634.492
76.709.588
6,5
6,9
5
4
06
Extração de petróleo e gás natural
54.479.996
65.792.105
5,0
5,9
6
5
07
Extração de minerais metálicos
72.185.091
62.523.724
6,7
5,6
4
6
24
Metalurgia
51.777.134
53.953.101
4,8
4,8
8
7
28
Fabricação de máquinas e equipamentos
51.951.377
53.406.970
4,8
4,8
7
8
23
Fabricação de produtos de minerais não-metálicos
38.388.027
41.486.405
3,5
3,7
10
9
22
Fabricação de produtos de borracha e de material plástico
38.337.685
40.998.166
3,5
3,7
11
10
25
Fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos
41.068.654
40.819.305
3,8
3,7
9
11
11
Fabricação de bebidas
32.817.476
35.188.724
3,0
3,1
12
12
17
Fabricação de celulose, papel e produtos de papel
30.184.618
32.731.194
2,8
2,9
13
13
14
Confecção de artigos do vestuário e acessórios
25.814.899
28.216.026
2,4
2,5
16
14
27
Fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos
28.102.648
27.323.423
2,6
2,4
14
15
26
Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos
27.147.337
26.378.694
2,5
2,4
15
16
21
Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos
21.183.602
23.713.800
2,0
2,1
17
17
30
Fabricação de outros equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
16.803.966
19.249.750
1,6
1,7
20
18
15
Preparação de couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados
17.600.039
18.559.167
1,6
1,7
18
19
13
Fabricação de produtos têxteis
17.003.519
17.258.240
1,6
1,5
19
20
33
Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos
16.283.590
17.121.477
1,5
1,5
21
21
31
Fabricação de móveis
14.189.112
15.404.379
1,3
1,4
22
22
32
Fabricação de produtos diversos
12.175.355
13.710.889
1,1
1,2
23
23
16
Fabricação de produtos de madeira
10.636.121
11.392.285
1,0
1,0
24
24
18
Impressão e reprodução de gravações
10.396.550
11.234.662
1,0
1,0
25
25
09
Atividades de apoio à extração de minerais
9.392.981
10.338.542
0,9
0,9
27
26
08
Extração de minerais não metálicos
9.452.165
9.997.628
0,9
0,9
26
27
12
Fabricação de produtos do fumo
6.733.565
6.728.522
0,6
0,6
28
28
05
Extração de carvão mineral
639.176
745.284
0,1
0,1
29
29
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria, Pesquisa Industrial Anual - Empresa 2013-2014.




DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 24/06/2016. Dólar chega a superar R$ 3,40, mas reduz alta com bom humor local. Na véspera, moeda fechou a R$ 3,3445, menor valor desde julho de 2015. Decisão do Reino Unido de sair da UE abala mercados globais.
Do G1, em São Paulo

O dólar chegou a disparar mais de 3% nesta sexta-feira (24), voltando a operar acima de R$ 3,40, após o Reino Unido votar por deixar a União Europeia, mas reduziu bastante a alta com o bom humor relacionado ao cenário político brasileiro.
Às 13h10, a moeda norte-americana subia 1,25%, vendida a R$ 3,3863.  Veja a cotação do dólar hoje.
A moeda chegou a R$ 3,45 na máxima da sessão, alta de 3,15% e equivalente a mais de 10 centavos, segundo a Reuters.
Operadores já haviam ressaltado pela manhã que a perspectiva de medidas de bancos centrais, tanto no Brasil quanto no exterior, tenderiam a acalmar os mercados financeiros globais.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, alta de 2,74%, a R$ 3,4362
  • Às 9h30, alta de 2,35%, a R$ 3,4234
  • Às 9h39, alta de 2,02%, a R$ 3,4122
  • Às 9h49, alta de 1,71%, a R$ 3,4019
  • Às 10h, alta de 1,29%, a R$ 3,3879
  • Às 10h30, alta de 1,25%, a R$ 3,3863
  • Às 11h, alta de 0,37%, a R$ 3,3569
  • Às 12h, alta de 0,7%, a R$ 3,3676

Investidores vinham apostando que a campanha pela permanência na UE seria vitoriosa, o que trouxe na véspera o dólar abaixo de R$ 3,35 pela primeira vez em um ano na véspera.
"O mercado sangrou um pouco do referendo e teve que desfazer parte do otimismo dos últimos dias. Mas o movimento é mais um ajuste do que um pânico generalizado", disse o economista da corretora Renascença Marcos Pessoa à Reuters.
Ativos considerados portos-seguros, como ouro e títulos alemães, disparavam, enquanto a libra esterlina despencou ao menor nível em 31 anos frente ao dólar.
No entanto, a pressão sobre o câmbio era limitada pela perspectiva de novos estímulos de bancos centrais estrangeiros e até mesmo a possibilidade de o Federal Reserve, banco central norte-americano, postergar o aumento de juros.
"Quando a poeira baixar, acreditamos que a decisão (do Reino Unido de deixar a UE) não deve ter efeito sustentado, especialmente fora do centro da Europa e do leste europeu", escreveram analistas do banco Societé Générale em relatório.
Banco Central
Em nota, o Banco Central brasileiro destacou que está monitorando os mercados financeiros após o referendo e que, caso necessário, "adotará as medidas adequadas para manter o funcionamento normal dos mercados financeiro e cambial".
"O BC ganhou no gogó, conseguiu tranquilizar um pouco o mercado. Não vai precisar usar qualquer ferramenta, seja swap ou linha", disse o operador de um banco nacional que opera diretamente com a autoridade monetária, referindo-se aos swaps cambiais, que equivalem a compra ou venda futura de dólares.
O BC tem atuado muito pouco nos mercados cambiais nas últimas semanas, realizando apenas dois leilões de linha para rolagem desde 19 de maio.
Véspera
Na véspera, a moeda fechou em queda de 0,99%, a R$ 3,3445 na venda. Foi a menor cotação de fechamento desde 29 de julho de 2015, quando o dólar fechou a R$ 3,3293. Os mercados esperavam que o Reino Unido permanecesse na União Europeia.

BACEN. PORTAL UOL. 24/06/2016. Dólar sobe 1,3%, a R$ 3,39, e Bolsa cai 3,2% após decisão no Reino Unido

O dólar comercial operava em alta e a Bovespa caía nesta sexta-feira (24), após o Reino Unido votar para sair da União Europeia. Por volta das 13h05, a moeda norte-americana avançava 1,34%, a R$ 3,389 na venda, e o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, perdia 3,24%, a 49.890,01 pontos. A decisão no Reino Unido causou preocupação nos mercados globais, que apostavam na permanência no bloco. Investidores acreditam que a saída britânica possa trazer impactos negativos para a economia de todo o mundo. Pouco depois de o resultado do plebiscito ser divulgado, o premiê britânico, David Cameron anunciou sua renúncia ao cargo. Operadores ressaltavam, no entanto, que a perspectiva de medidas de bancos centrais, tanto no Brasil quanto no exterior, tenderiam a acalmar os mercados. (Com Reuters)

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 24/06/2016. Bovespa cai forte com voto do Reino Unido para deixar UE. Britânicos decidiram pela saída da União Europeia. Na véspera, Ibovespa avançou 2,8%, a 51.559 pontos.
Do G1, em São Paulo

A Bovespa caía mais de 3% nesta sexta-feira (24), pressionada principalmente por ações ligadas a commodities, com a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia surpreendendo os mercados ao redor do mundo, que estavam se preparando nos últimos dias para uma escolha pela permanência.
Às 13h18, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, recuava 3,26%, a 49.877 pontos. Veja a cotação da bolsa hoje.
Destaques
Petrobras perdia mais de 6% nas preferenciais e nas ordinárias, em meio à forte baixa do preço do petróleo por conta da decisão do Reino Unido. Além disso, a estatal informou na quinta-feira que o Petros, seu fundo de pensão, fechou 2015 com um déficit de R$ 22,6 bilhões, diante de um limite de tolerância máximo de R$ 6,5 bilhões previsto em legislação.
Vale tinha as preferenciais em baixa de 7%, assim como outros papéis ligados a commodities como CSN e Gerdau.
Impactos do referendo
Com a saída do Reino Unido, investidores se voltavam para ativos considerados mais seguros e realizavam ajustes após os últimos pregões -- a Bovespa subiu quase 3% por cento na véspera com o mercado apostando em uma manutenção britânica na UE.
Para além do Reino Unido, a preocupação era sobre o futuro do bloco econômico, com possível fortalecimento do separatismo em outros países. O principal índice acionário europeu FTSEurofirst 300 recuava 5,23% e, nos Estados Unidos, o S&P 500 perdia 2,3%.
De acordo com o economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, os impactos negativos para o Brasil são vários, uma vez que a instabilidade afeta preços de commodities, o câmbio, dificulta investimentos externos diretos e a tomada de empréstimos.
Com isso, a atenção se volta para qual será a ação de bancos centrais para tentar dar equilíbrio ao mercado. "Se os BCs tiverem uma ação coordenada e atuação de maior prudência, dando liquidez, pode ser que a situação se acalme", disse Bandeira. A avaliação também é de que o Federal Reserve tende a postergar uma alta do juro.
Contudo, parte do mercado já relativizava o impacto do resultado do referendo nos próximos dias. "Embora a decisão da votação deva pesar em preços de ativos de mercados emergentes ao longo dos próximos dias, o impacto econômico direto no mundo emergente deve ser menor do que muitos temem", disse a consultoria Capital Economics em relatório.
O HSBC afirmou que, uma vez que a poeira baixe, a decisão não deve ter um impacto continuado, ao menos para regiões fora da Europa central e oriental. A notícia deixava o restante do noticiário doméstico em segundo plano.
Véspera
Na véspera, o índice subiu 2,8%, aos 51.559 pontos, acompanhando o movimento de alta de outras bolsas no mundo, esperando que o Reino Unido decidisse permanecer no bloco europeu.
Na semana, o índice acumula alta de 4,09%. No mês de junho, a bolsa tem valorização de 6,3% e, em 2016, avança 18,9%.

BOVESPA. PORTAL UOL. 24/06/2016. Ações da Vale operam em queda de 7%; Petrobras perde 6%

As ações da mineradora Vale e da Petrobras despencavam nesta sexta-feira (24) e puxavam para baixo o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira. Por volta das 10h25, as ações ordinárias da Vale (VALE3), com direito a voto em assembleia, despencavam 7,35%, a R$ 15,37, e as ações preferenciais (VALE5), que dão prioridade na distribuição de dividendos, se desvalorizavam 6,04%, a R$ 12,59. No mesmo horário, os papéis ordinários da Petrobras (PETR3) caíam 6,31%, a R$ 11,29, e as ações preferenciais (PETR4) perdiam 5,89%, a R$ 9,10. Os papéis das duas empresas eram influenciados por preocupações com a economia global após o Reino Unido votar para sair da União Europeia, além da queda nos preços do minério de ferro e do petróleo. (Com Reuters)

BOVESPA. REUTERS. 24/06/2016. Ibovespa mergulha mais de 2% com decisão do Reino Unido por saída da UE
Por Priscila Jordão

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa caía mais de 2 por cento na manhã desta sexta-feira, pressionada principalmente por ações ligadas a commodities, com a decisão do Reino Unido de sair da União Europeia surpreendendo os mercados ao redor do mundo, que estavam se preparando nos últimos dias para uma escolha pela permanência.

Às 10h56, o Ibovespa recuava 2,4 por cento, a 50.341 pontos. O giro financeiro era de 1,64 bilhão de reais.

Com isso, investidores se voltavam para ativos considerados mais seguros e realizavam ajustes após os últimos pregões -- a Bovespa subiu quase 3 por cento na véspera com o mercado apostando em uma manutenção britânica na UE.

Para além do Reino Unido, a preocupação era sobre o futuro do bloco econômico, com possível fortalecimento do separatismo em outros países. O principal índice acionário europeu FTSEurofirst 300 recuava 5,23 por cento e, nos Estados Unidos, o S&P 500 perdia 2,3 por cento.

De acordo com o economista-chefe do Modalmais, Álvaro Bandeira, os impactos negativos para o Brasil são vários, uma vez que a instabilidade afeta preços de commodities, o câmbio, dificulta investimentos externos diretos e a tomada de empréstimos.

Com isso, a atenção se volta para qual será a ação de bancos centrais para tentar dar equilíbrio ao mercado. "Se os BCs tiverem uma ação coordenada e atuação de maior prudência, dando liquidez, pode ser que a situação se acalme", disse Bandeira. A avaliação também é de que o Federal Reserve tende a postergar uma alta do juro.

Contudo, parte do mercado já relativizava o impacto do resultado do referendo nos próximos dias. "Embora a decisão da votação deva pesar em preços de ativos de mercados emergentes ao longo dos próximos dias, o impacto econômico direto no mundo emergente deve ser menor do que muitos temem", disse a consultoria Capital Economics em relatório.

O HSBC afirmou que, uma vez que a poeira baixe, a decisão não deve ter um impacto continuado, ao menos para regiões fora da Europa central e oriental.

A notícia deixava o restante do noticiário doméstico em segundo plano.

DESTAQUES

--PETROBRAS perdia 5 por cento nas preferenciais e nas ordinárias, em meio à forte baixa do preço do petróleo por conta da decisão do Reino Unido. Além disso, a estatal informou na quinta-feira que o Petros, seu fundo de pensão, fechou 2015 com um déficit de 22,6 bilhões de reais, diante de um limite de tolerância máximo de 6,5 bilhões de reais previsto em legislação.

--VALE tinha as preferenciais em baixa de 4,6 por cento, assim como outros papéis ligados a commodities como CSN e Gerdau, que caíam 5 e 3,9 por cento, respectivamente.

--CYRELA tinha desvalorização de 2,2 por cento depois de acertar acordo para investir entre 73 milhões e 100 milhões de reais na rival Tecnisa, cujos papéis recuavam 1,2 por cento. A operação envolverá aumento de capital de até 200 milhões de reais pela Tecnisa, a um preço de emissão de 2 reais -- o valor representa deságio de 17 por cento sobre o preço de fechamento da ação da Tecnisa na véspera, de 2,41 reais.

--ESTÁCIO caía 2,6 por cento. A empresa informou que conversas com representantes da Unip sobre uma eventual união não prosperaram. A Ser Educacional prepara novos termos de sua proposta pela Estácio até o começo da próxima semana, disse uma fonte a par das negociações. KROTON, que melhorou sua proposta pela união com a Estácio, recuava 1,4 por cento.

--FIBRIA e KLABIN caiam 2 por cento cada enquanto SUZANO tinha baixa de 0,8 por cento, apesar da alta do dólar frente ao real.

--BRADESCO perdia 3 por cento nas ações preferenciais, apesar do Conselho de Administração do segundo maior banco privado do país ter aprovado a renovação de um programa de recompra de ações, num total de até 15 milhões de papéis.

--ELETROBRAS subia3 por cento. Nesta sexta-feira, edital de desestatização da distribuidora de energia goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras, estabeleceu um valor mínimo de 2,8 bilhões de reais para o leilão previsto para ocorrer em 19 de agosto.

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LGCJ.: