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April 25, 2019


US ECONOMICS



CUBA



U.S. Department of State. April 24, 2019. Department of State Updates the Cuba Restricted List

Washington, DC - The Department of State has updated the Cuba Restricted List with five additional sub-entities owned by the Cuban military. The changes take effect today. The Department will continue to update the list as needed to ensure U.S. funds do not directly support Cuba’s security apparatus. Cuba’s military, security, and intelligence services suppress the human rights of the Cuban people and are deeply entrenched in Venezuela, providing security services to the former regime of Nicolas Maduro and contributing to its oppression of the Venezuelan people.

In accordance with the June 2017 National Security Presidential Memorandum-5, “Strengthening the Policy of the United States Toward Cuba,” the U.S. government generally prohibits direct financial transactions with listed entities and sub-entities because they would disproportionately benefit the Cuban military, intelligence, and security services or personnel, at the expense of the Cuban people or private enterprise in Cuba.

For more information on the regulations prohibiting direct financial transactions with entities and sub-entities on the Cuba Restricted List, please refer to the November 2017 regulatory amendments by the Departments of the Treasury (31 CFR part 515) and Commerce (15 CFR parts 730-774).

The Federal Register notice: https://www.govinfo.gov/content/pkg/FR-2019-04-24/pdf/2019-08256.pdf



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ORGANISMS



COMMODITIES



THE WORLD BANK GROUP. APRIL 23, 2019. Oil prices to be lower in 2019 on slower-than-expected global growth, rising non-OPEC supply. Metal, agriculture prices to stage partial recovery, momentum to pick up in 2020

WASHINGTON, April 23 – Crude oil prices are expected to average $66 a barrel in 2019 and $65 a barrel in 2020, a downward revision from the October forecast due to the weaker-than-expected global growth outlook and greater-than-anticipated U.S. production, the World Bank said.

Metal prices are expected to continue a recovery in 2019 that follows a sharp drop in the second half of 2018, the World Bank said in its April Commodity Markets Outlook. The recovery has been spurred by stabilization of activity in China after weakness around the turn of the year, as well as various supply shortfalls.

“It has become clear that the commodity price cycle has come to an end, which is causing strains for exporters but may offer opportunities for importers,” said Ceyla Pazarbasioglu, World Bank Equitable Growth, Finance & Institutions Vice President. “Exporters may have to adapt to slower gains in commodity revenues with economic diversification, while importers could take advantage of lower commodity prices for increased investment.”

Agriculture prices are projected to fall 2.6 percent this year but rebound in 2020 due to lower crop production and higher costs for energy and fertilizers. An escalation of trade tensions would likely push prices lower, but higher-than-expected energy costs could lift prices more than expected.

“The outlook for commodity prices is sensitive to policy-related risks, especially for oil,” said Ayhan Kose, Director of the World Bank’s Prospects Group. “The outlook for oil could be swayed by a range of policy outcomes, including whether the Organization of the Petroleum Exporting Countries (OPEC) and partners extend production cuts, the impact of the removal of waivers to the U.S. sanctions on Iran, and looming changes in marine fuel emissions regulations.”


After a drop in late 2018, oil prices have risen steadily since the start of the year, as OPEC and partners have cut production, and output has declined in Venezuela and Iran. U.S. shale production is expected to remain robust after surging in 2018. Energy prices overall – which also include natural gas and coal ‒ are expected to average 5.4 percent lower in 2019 than in 2018.

A special focus section shows that when countries intervene to dampen the effect of food price fluctuations on their citizens, the collective intervention of many countries can produce the opposite of the intended effect and amplify movements in world prices – to the detriment of the most vulnerable populations.

Image

April Commodity Markets Outlook: http://www.worldbank.org/en/news/press-release/2019/04/23/oil-prices-to-be-lower-in-2019-on-slower-than-expected-global-growth-rising-non-opec-supply



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



POLÍTICA EXTERNA BRASILEIRA



MRE. AIG. 24 de abr de 2019. Conferência "A nova política externa brasileira" - Ernesto Araújo

Conferência do ministro Ernesto Araújo sobre “A nova política externa brasileira” aos membros do Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales (CARI), em Buenos Aires,  9 de abril de 2019.

VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=HdltqpDFsC4&feature=youtu.be

FGV. BATE PAPO. 24 de abr de 2019. A Política Externa no novo governo, com Guilherme Casarões

Uma das transformações mais radicais do novo governo se deu na política externa brasileira. Nos primeiros meses de governo, a nomeação de Ernesto Araújo promoveu um novo direcionamento na política externa do país. Guilherme Casarões, professor da FGV EAESP e especialista em política externa, analisa os primeiros movimentos dessa nova política.

VÍDEO: https://www.youtube.com/watch?v=hRycxbxljHc&feature=youtu.be



BRASIL - ARGENTINA



MRE. AIG. NOTA-101. 24 de Abril de 2019. Visita do senhor presidente da República à Argentina – Buenos Aires, 6 de junho de 2019

A convite do presidente da Argentina, Mauricio Macri, o presidente da República realizará visita a Buenos Aires, em 6 de junho.

Esta visita atesta a prioridade atribuída pelo Brasil ao relacionamento com a Argentina. O encontro ocorre após a viagem do chanceler Ernesto Araújo a Buenos Aires, em 9 e 10 de abril, e a vinda a Brasília da vice-presidente argentina, Gabriela Michetti, em 12 de abril.

O encontro entre os dois mandatários representa oportunidade para dar seguimento aos principais temas tratados durante a visita do presidente Mauricio Macri a Brasília, em 16 de janeiro último. Possibilitará que os dois presidentes deem contornos claros aos novos rumos do relacionamento e confiram o necessário impulso político aos tópicos prioritários da pauta bilateral. Constituirá, igualmente, oportunidade para que os mandatários discutam temas de interesse comum da agenda internacional e o atual cenário da integração regional.

Relacionamento bilateral

A Argentina é um dos principais parceiros políticos e econômicos do Brasil. As relações bilaterais são estratégicas para a inserção do Brasil na região e no mundo. A construção de uma relação política de confiança e cooperação com a Argentina contribui para a constituição de um espaço regional de paz e de cooperação. Somadas, as capacidades de Brasil e Argentina representam cerca de dois terços do território, da população e do PIB da América do Sul.

O processo de aproximação política entre Brasil e Argentina, iniciado com a redemocratização dos dois países na década de 1980, esteve na base do projeto de integração sul-americana que levou à criação do Mercado Comum do Sul (Mercosul), em 1991. A manutenção e o estreitamento das relações com a Argentina são de fundamental importância para a estratégia brasileira de promover o fortalecimento econômico e político da América do Sul, visando ao estabelecimento da região como um dos polos de um sistema mundial multipolar.

A crescente integração econômica bilateral tem fortalecido a economia e a indústria dos dois países. O capital brasileiro está presente em diversos setores da economia argentina, como o minerador, siderúrgico, petrolífero, bancário, automotivo, têxtil, calçadista, de máquinas agrícolas e de construção civil. A presença de capitais argentinos no Brasil também é digna de nota.

Entre 2003 e 2015, a corrente de comércio bilateral elevou-se de US$ 9,24 bilhões para US$ 23,09 bilhões, um crescimento de 150%. No período, as exportações brasileiras para a Argentina cresceram de US$ 4,56 bilhões para US$ 12,8 bilhões, incremento de 181%. Em 2015, a Argentina ocupou o terceiro lugar no destino das exportações brasileiras.

A forte dinâmica comercial bilateral, marcada pelo elevado percentual de produtos de alto valor agregado, tem importantes impactos em setores estratégicos das duas economias, sobretudo na indústria. Ressalta-se, entre as áreas beneficiadas pela parceira bilateral, o setor automotivo, que tem efeitos diretos e indiretos sobre o conjunto da economia brasileira, em campos tão diversos como mineração, siderurgia, metalurgia, química, petróleo e gás, além do setor de serviços (engenharia, mecânica, administração, propaganda e marketing, entre outros).

No plano político, a proximidade com a Argentina constitui pilar importante do esforço de construção de um espaço de paz e cooperação no entorno brasileiro. A alta densidade da cooperação política entre ambos os países reflete-se nos frequentes encontros e visitas bilaterais em nível presidencial e ministerial e na existência do Diálogo de Integração Estratégica Brasil-Argentina, mecanismo de alto nível para o tratamento dos principais assuntos de interesse bilateral.

Brasil e Argentina são unidos por uma linha de fronteira que se estende por 1.261 km. A política de integração fronteiriça constitui dimensão essencial da agenda de cooperação bilateral. A Comissão de Cooperação e Desenvolvimento Fronteiriço (CODEFRO), instalada em 2011, é a mais alta instância bilateral de deliberação de políticas binacionais para a fronteira e para encaminhamento das demandas suscitadas no âmbito dos Comitês de Integração Fronteiriça Brasil – Argentina, que se reúnem anualmente nas localidades fronteiriças dos dois países.

Cronologia das relações bilaterais

1821 – O governo português, instalado no Rio de Janeiro, é o primeiro a reconhecer a independência argentina

1822 – Nomeação de Antônio Manuel Correia da Câmara como cônsul e agente comercial no Prata ("Missão Correia da Câmara")

1823 – Argentina é o primeiro país a reconhecer a independência do Brasil e a estabelecer relações diplomáticas com o império. O enviado argentino Valentín Gómez apresenta ao chanceler brasileiro carta credencial assinada por Bernardino Rivadavia, com o reconhecimento da independência do Brasil (5 de agosto), e é recebido por dom Pedro I (11 de agosto)

1825 – O Congresso de Buenos Aires proclama a reintegração da Banda Oriental ao território argentino. A Argentina rompe relações com o Brasil, que declara guerra. Início da Guerra da Cisplatina

1828 – Assinada, no Rio de Janeiro, Convenção de Paz que põe fim à Guerra da Cisplatina e formaliza a independência do Uruguai

1831 – Antônio Cândido Ferreira é nomeado encarregado de negócios e cônsul-geral na Argentina

1833 – O Brasil reconhece o direito argentino sobre as ilhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido

1850 – Rompimento das relações diplomáticas do Brasil com o governo de Juan Manuel de Rosas, na Argentina

1851 – Firmado, em Montevidéu, Convênio para uma aliança ofensiva e defensiva contra Rosas entre Brasil, Uruguai e as províncias argentinas de Entre Ríos e Corrientes. Rosas declara guerra ao Império brasileiro

1852 – Juan Manuel de Rosas é derrotado pela coalizão entre Brasil, Uruguai e as províncias argentinas de Entre Ríos e Corrientes

1856 – Celebrado o Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre o Brasil e a Argentina, que garante a livre navegação do rio da Prata

1864 – Início da Guerra do Paraguai

1865 – Brasil, Argentina e Uruguai assinam o Tratado da Tríplice Aliança

1870 – Fim da Guerra do Paraguai

1889 – Brasil e Argentina firmam Tratado de Arbitramento para a pronta solução da questão de limites pendente na região de Palmas

1889 – A Argentina reconhece o regime republicano no Brasil (19 de novembro)

1895 – Arbitragem sobre a questão de Palmas. O laudo do presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland, dá ganho de causa ao Brasil

1898 – Firmado tratado de limites entre Brasil e Argentina, baseado no laudo arbitral de 1895

1899 – O presidente da Argentina, Julio Roca, visita o Brasil. É a primeira visita oficial de um chefe de Estado estrangeiro ao país

1900 – O presidente do Brasil, Campos Sales, visita a Argentina. É a primeira visita, em caráter oficial, de um chefe de Estado brasileiro ao exterior

1910 – O presidente eleito da Argentina, Roque Sáenz Peña, realiza visita ao Brasil, a convite do Barão do Rio Branco

1915 – O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Lauro Müller, visita a Argentina e assina o "Pacto do ABC", do qual também participa o Chile

1922 – Elevada à categoria de Embaixada a Legação do Brasil em Buenos Aires

1935 – O presidente do Brasil, Getúlio Vargas, viaja ao Prata e realiza visita oficial à Argentina. Brasil e Argentina fazem mediação da solução da Guerra do Chaco

1961 – Encontro de Uruguaiana, entre os presidentes Jânio Quadros (Brasil) e Arturo Frondizi (Argentina), no qual se assina o Convênio de Amizade e Consulta

1969 – Assinatura do Tratado da Bacia do Prata, por Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai

1972 – O presidente da Argentina, Alejandro Lanusse, visita o Brasil e assina com o presidente do Brasil, Emílio Médici, acordos bilaterais de integração física

1977 – Divergências sobre a Usina de Itaipu levam ao fechamento da fronteira entre Brasil e Argentina. São iniciadas conversas trilaterais para tratar da construção da usina

1979 – Brasil, Argentina e Paraguai assinam o Acordo Tripartite sobre Coordenação Técnico-Operativa para o Aproveitamento Hidrelétrico de Itaipu e Corpus

1980 – Visita do presidente do Brasil, João Baptista Figueiredo, à Argentina. Desde 1935 um presidente brasileiro não visitava o país

1980 – O presidente da Argentina, Jorge Videla, visita o Brasil

1981 – Encontro entre os presidentes João Figueiredo e Roberto Viola na fronteira entre Brasil e Argentina, na cidade de Paso de los Libres

1982 – O Brasil se mantém neutro na Guerra das Malvinas, mas reconhece a soberania argentina sobre as ilhas

1985 – Tancredo Neves conclui seu périplo de presidente eleito na Argentina (fevereiro)

1985 – Início do processo de aproximação Brasil-Argentina. "Declaração de Iguaçu" é firmada pelos presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, na fronteira entre os países (30 de novembro)

1986 – O presidente do Brasil, José Sarney, realiza visita de Estado à Argentina. É assinada a "Ata de Integração Brasileiro-Argentina", que estabelece o Programa de Integração e Cooperação Econômica (PICE)

1988 – Assinatura do Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento, com base no PICE

1990 – Assinatura da Ata de Buenos Aires pelos presidentes Fernando Collor e Carlos Menem. Brasil e Argentina decidem conformar um mercado comum até o final de 1994 (6 de julho)

1991 – Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai firmam o Tratado para a constituição do Mercado Comum do Sul (Mercosul)

1991 – Criação da Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares (ABACC)

1992 – O presidente Itamar Franco visita a Argentina para participar de reunião do Grupo do Rio (dezembro)

1993 – O presidente Itamar Franco realiza visita bilateral à Argentina (25 de maio)

1995 – Entrada em vigor da União Aduaneira do MERCOSUL, com a adoção de tarifa externa comum (TEC)

1995 – O presidente Fernando Henrique Cardoso visita a Argentina por ocasião da posse do presidente Carlos Menem (8 de julho)

1996 – Visita do presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, à Argentina

1997 – Visita de Estado do presidente da Argentina, Carlos Menem, ao Brasil. Formalização da Aliança Estratégica entre Brasil e Argentina

1999 – Visita de trabalho do presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, à Argentina (7 de junho)

2002 – Luiz Inácio Lula da Silva visita Argentina em sua primeira viagem como presidente eleito (2 de dezembro)

2002 – Visita ao Brasil do presidente da Argentina, Eduardo Duhalde

2003 – Visita ao Brasil do presidente da Argentina, Eduardo Duhalde (janeiro)

2003 – Visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, à Argentina (fevereiro)

2003 – Visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina, para a cerimônia de posse do presidente da Argentina, Néstor Kirchner (25 de maio)

2003 – Visita ao Brasil do ministro de Relações Exteriores e Culto da Argentina, Rafael Bielsa (maio)

2003 – Visita ao Brasil do presidente da Argentina, Néstor Kirchner. É sua primeira viagem oficial ao exterior (junho)

2003 – Visita de Estado do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina (outubro)

2004 – Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner assinam a Ata de Copacabana (março)

2006 – Visita de Estado do presidente da Argentina, Néstor Kirchner, ao Brasil (janeiro)

2006 – Visita ao Brasil do presidente da Argentina, Néstor Kirchner. Realizadas reuniões bilaterais e trilaterais com o presidente Hugo Chávez (abril)

2007 – Visita de trabalho do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina (27 de abril)

2007 – Visita ao Brasil da presidenta eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner (novembro)

2007 – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da posse da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner (dezembro)

2007 – Adoção do Mecanismo de Integração e Coordenação Bilateral Brasil-Argentina – MICBA (dezembro)

2008 – Visita de trabalho do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva à Argentina (fevereiro)

2008 – Visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina com comitiva empresarial (agosto)

2008 – Visita de Estado da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ao Brasil (setembro)

2009 – Visita de trabalho do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina (abril)

2009 – Visita de trabalho da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ao Brasil (novembro)

2010 – Visita do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina, por ocasião das comemorações do Bicentenário da Independência daquele país (maio)

2010 – Visita de trabalho do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, à Argentina (agosto)

2011 – Visita de trabalho do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, à Argentina. É sua primeira visita oficial ao exterior (10 de janeiro)

2011 – Visita de trabalho da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à Argentina. É sua primeira visita oficial ao exterior (31 de janeiro)

2011 – Visita de trabalho da presidenta da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, ao Brasil (29 de julho)

2011 – Visita da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à Argentina, para a posse da presidenta Cristina Kirchner, em seu segundo mandato (10 de dezembro)

2012 – Visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores e Culto da Argentina, Héctor Timerman (13 de março)

2012 – Visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores e Culto da República Argentina, Héctor Timerman (15 de maio)

2012 – Visita do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio de Aguiar Patriota, à Argentina. Criação do "Diálogo de Integração Estratégica" (11 de outubro)

2012 – Visita da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à Argentina, para participar da 18ª Conferência Industrial Argentina (28 de novembro)

2013 – Visita ao Brasil do Ministro das Relações Exteriores e Culto da Argentina, Héctor Timerman (Rio de Janeiro, 19 de fevereiro)

2013 – Visita de trabalho da presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, à Argentina (25 e 26 de abril)

2013 – Visita de trabalho do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo Machado, à Argentina. É sua primeira visita oficial ao exterior (19 de setembro)

2014 – Viagem da presidenta Dilma Rousseff à cidade de Paraná (Argentina), por ocasião da XLVII Cúpula do Mercosul (16 e 17 de dezembro)

2015 – Viagem do ministro Mauro Vieira a Buenos Aires (10 a 12 de fevereiro)

2015 – Viagem do ministro Mauro Vieira e do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, a Buenos Aires (29 de maio)

2015 – Visita da presidenta da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, a Brasília, por ocasião da XLVIII Cúpula dos Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados (17 de julho)

2015 – Reunião de trabalho entre a presidenta Dilma Rousseff e a presidenta da República Argentina, Cristina Fernández de Kirchner (17 de julho)

2015 – Visita do ministro de Relações Exteriores e Culto da Argentina, Héctor Timerman, a Brasília (27 de agosto)

2015 – Visita do presidente eleito da República Argentina, Mauricio Macri, a Brasília (4 de dezembro)

2015 – Viagem da presidenta Dilma Rousseff a Buenos Aires por ocasião da posse do presidente da Argentina, Mauricio Macri (10 de dezembro)

2016 – Viagem do ministro Mauro Vieira a Buenos Aires (16 de janeiro)

2016 – Reunião entre o ministro Mauro Vieira e o ministro da Fazenda e Finanças Públicas da Argentina, Alfonso Prat-Gay, em Brasília (18 de fevereiro)

2016 – Visita oficial da vice-presidente da República Argentina, Gabriela Michetti (22 a 24 de fevereiro)

2016 – Visita do Ministro da Produção da Argentina, Francisco Cabrera (Brasília, 25 de abril)

2016 – Em sua primeira viagem ao exterior, o ministro José Serra visita Buenos Aires, ocasião em que mantém encontro de trabalho com a chanceler Susana Malcorra e é recebido pelo presidente Mauricio Macri. Assinatura do Memorando de Entendimento entre o Brasil e a Argentina para a Criação do Mecanismo de Coordenação Política Brasil-Argentina (23 de maio)

2016 – Nas comemorações do 200º aniversário da independência da República Argentina, o governo brasileiro se fez representar pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, pelo ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general de Exército Sergio Westphalen Etchegoyen, e pelo embaixador do Brasil em Buenos Aires, Everton Vieira Vargas (9 de julho)

2016 – Visita do presidente da República, Michel Temer, a Buenos Aires (3 de outubro)

2016 – Visita da ministra das Relações Exteriores e Culto da República Argentina, Susana Malcorra, ao Brasil (Brasília, 8 de dezembro)

2017 – Visita de Estado do Presidente Mauricio Macri ao Brasil (7 de fevereiro)

2017 – Visita da Ministra da Segurança da República Argentina, Patricia Bullrich, ao Brasil (Brasília e São Paulo, 16 e 17 de fevereiro)

2017 – Reunião de Chanceleres do Mercosul e visita do ministro Aloysio Nunes Ferreira à Argentina (8 e 9 de março)

2017 – I Reunião do Mecanismo de Coordenação Política Brasil-Argentina (Brasília, 30 de maio)

2017 – Visita do ministro das Relações Exteriores e Culto da República Argentina, embaixador Jorge Faurie, ao Brasil (14 de julho)

2018 – Viagem do secretário-geral das Relações Exteriores à Argentina. I Reunião do Diálogo Político-Estratégico Brasil-Argentina. II Reunião do Mecanismo de Coordenação Política Brasil-Argentina (16 de abril)

2018 – Assinatura do Memorando de Entendimento entre Brasil e Argentina sobre Regulamentos Técnicos do Setor Automotivo (24 de agosto)

2018 – Reunião sobre cooperação nuclear Brasil-Argentina [nota conjunta à imprensa] (7 de novembro)

2018 – Assinatura da Declaração de Montevidéu sobre Cooperação Nuclear Empresarial Brasil-Argentina (17 de dezembro)

2019 – Visita do Presidente da República Argentina, Mauricio Macri, ao Brasil (16 de janeiro) [Declaração conjunta] [Atos assinados]

2019 – Visita do senhor presidente da República à Argentina (Buenos Aires, 6 de junho)



BRASIL - LUXEMBURGO



MRE. AIG. NOTA-100. 24 de Abril de 2019. Falecimento do Grão-Duque Jean, de Luxemburgo

O governo brasileiro tomou conhecimento, com pesar, do falecimento do grão-duque Jean, ocorrido em 23 de abril último.

O grão-duque teve papel decisivo em assegurar a prosperidade de Luxemburgo no pós-guerra. Liderou exitosa conversão econômica, de uma economia industrial, baseada na siderurgia, para uma economia financeira de alcance global. Notabilizou-se, ainda, como herói da II Guerra Mundial. Na condição de herdeiro do trono, integrou o Exército britânico e participou do desembarque na Normandia, em junho de 1944.

Em 1942, visitou o Brasil na qualidade de grão-duque herdeiro. Após assumir o trono, em 1964, o grão-duque Jean escolheu o Brasil como destino de sua primeira visita oficial, realizada em 1965. Em 2018, o grão-ducado inaugurou sua embaixada em Brasília.

O governo brasileiro solidariza-se com o povo luxemburguês e apresenta ao governo de Luxemburgo e à família do grão-duque Jean suas mais sentidas condolências.



BRASIL - MOÇAMBIQUE



MRE. ABC. 24/04/2019. Projeto de produção de café em Moçambique apresenta primeiros resultados

Após duas visitas técnicas a Moçambique, realizadas por meio do projeto "Desenvolvimento Sustentável do Café no Parque Nacional Gorongosa/Moçambique em sistema Agroflorestal Integrado no Contexto da Deflorestação, Alterações Climáticas e Segurança Alimentar", a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), uma das instituições implementadoras da iniciativa, já pôde visualizar os primeiros resultados do projeto: o manejo correto da cultura do café arábica no Parque Nacional da Gorongosa.

Com coordenação da Agência Brasileira de Cooperação e do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, e implementação da Ufes, do Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa, a iniciativa tem duração prevista de 60 meses. O projeto teve início no final de 2017, quando foi assinado um acordo de cooperação técnica trilateral entre Brasil, Portugal e Moçambique. O objetivo é implementar um sistema de produção de café sustentável no Parque Nacional da Gorongosa para mitigar os efeitos da desflorestação e da pressão das alterações climáticas, promover o agronegócio e aumentar o rendimento e a segurança alimentar das famílias rurais da região.

O desafio é promover a orientação técnica para plantar café numa pequena área do parque, com cerca de 300 hectares, onde não há nenhuma tradição do cultivo dessa planta e que possui como atrativo principal o safári internacional, com grande população de leões, elefantes e rinocerontes, entre outros animais.

Valor agregado

O coordenador da parte brasileira do projeto e professor da Ufes, Fábio Partelli, afirmou que o trabalho só é viável se possuir um grande valor agregado. “A ideia é produzir o café para ser comercializado na Europa e nos Estados Unidos, agregando qualidade e valor. Dessa forma, o projeto pode representar uma boa fonte de renda para as 1.600 famílias que moram na região, caracterizada pela pobreza extrema”, explicou.

Ainda segundo Partelli, a Ufes participa do estudo devido a sua forte presença mundial na pesquisa sobre café. “Nós somos a primeira instituição de pesquisa do mundo na publicação de artigos científicos sobre café conilon/robusta, e a quinta quando se trata de café em geral (conilon e arábica)”, enfatizou.

O projeto envolve técnicos, estudantes e professores de graduação e pós-graduação do Brasil e de Portugal, que participarão de ações de capacitação e formação de técnicos, agricultores e estudantes de licenciatura, mestrado e doutorado de Moçambique. O orçamento inicial é de US$ 903.000,00, e pretende-se beneficiar 85 produtores rurais por ano, sendo 25% mulheres. O projeto é fruto de uma parceria institucional existente há mais de 10 anos, de trabalhos de pesquisa em café entre Brasil e Portugal, agora com o objetivo mútuo de apoiar o desenvolvimento de recursos humanos e tecnologia agrícola em Moçambique.

Entre outras ações está a elaboração de um manual de boas práticas de gestão e manejo da cultura do café, com foco em aspectos determinantes como procedimentos de condução, manutenção das plantas ao longo do ano, colheita, processamento e armazenagem do café. O manual será distribuído gratuitamente aos produtores rurais de Moçambique.

Fonte: UFES

MRE. AIG. NOTA-97. 18 de Abril de 2019. Brasil prorroga operação humanitária em Moçambique

Em atenção à solicitação do governo moçambicano, o Brasil prorrogou até 7 de maio a missão de ajuda humanitária brasileira no contexto da catástrofe gerada pelo ciclone Idai, que assolou o país africano no dia 14 de março passado.  A equipe brasileira, que se encontra em Moçambique desde o dia 1º de abril, conta com 40 efetivos da Força Nacional de Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais.

MRE. ABC. 03/04/2019. Apoio brasileiro permitirá acesso à água tratada em Moçambique

Logo nas primeiras horas da manhã de hoje (3/4), os bombeiros militares do Estado de Minas Gerais já estavam em operação na cidade da Beira: com apoio de um bote também levado para lá, conseguiram transportar 3 mil litros de diesel até a Estação de Bombeamento de Água Tratada de Dondo (para se abastecer de água retirada do rio Dingue Dingue). Esta ação permitirá à população daquela cidade atingida pelo Ciclone tropical Idai abastecer-se com água potável.

Os bombeiros foram, por terra, na viatura levada para Moçambique, até o ponto mais próximo possível da Estação de Dondo. Até então, o acesso dava-se somente por via aérea ou navegação pelos rios, que ainda estão muito cheios.

A necessidade urgente foi apresentada à equipe brasileira pelos Coordenadores do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique em consonância com recomendações de resposta humanitária feita pelo Escritório de Avaliação e Coordenação de Desastres das Nações Unidas (ONU-UNDAC).

O restabelecimento do acesso à água potável é uma das principais ações de recuperação e importante fase do ciclo de proteção e defesa civil, segundo explicado pelos especialistas do Corpo de Bombeiros do Estado de Minas Gerais (CBMMG). Garantir esse acesso significa fornecer à população moçambicana maior probabilidade de evitar doenças.

Outro grupo de bombeiros deslocou-se para a cidade de Muanza, cuja estrada de acesso ainda permanece está obstruída pela queda de várias árvores. Essa estrada é uma rota estratégica para se chegar a outras regiões importantes da parte norte de Moçambique. Com as motosserras da equipe brasileira, foi possível acelerar os trabalhos de remoção dessas árvores caídas, que vinha sendo feito a golpes de machado. Esse grupo pernoitará na região, para dar continuidade à desobstrução dessa estrada amanhã.

Também nesta quarta-feira, os militares da Força Nacional de Segurança Pública continuam a apoiar a montagem de tendas para acolher desabrigados na localidade São Pedro Claver. Finalizado, este abrigo temporário receberá cerca de 3.000 pessoas.

Para os próximos dias está sendo planejado, em conjunto com o INGC, voo de reconhecimento de áreas afetadas no interior de Moçambique, nas regiões de Nhamatanda, Biri-Biri e Mocorocochi.

De acordo com o Capitão brasileiro Kleber Silveira Castro, que integra a equipe humanitária do Brasil em Moçambique, o lema da operação humanitária é “fazer o máximo possível, pelo maior número de pessoas possível”. “Se for para salvar uma única vida, nós iremos salvá-la”, concluiu o Capitão Kleber.

Sob liderança do Escritório em Moçambique das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), também faz parte da rotina diária da Força Nacional de Segurança Pública e do CBMMG participar, cedo pela manhã, de reunião de coordenação com o INGC, agências do Sistema das Nações Unidas e outros atores moçambicanos e internacionais que participam da operação humanitária de apoio às vítimas do ciclone tropical Idai. Dessa reunião, saem as diretrizes e orientações que regem as atividades humanitárias ao longo do dia.

A operação humanitária em Moçambique tem coordenação da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, no âmbito do Grupo de Trabalho Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional (GTI-AHI).

MRE. ABC. 02/04/2019. Militares brasileiros montam campo para acolhimento de desabrigados para liberar escola usada como abrigo, em Moçambique

A pedido do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique (INGC) e em coordenação com agências do sistema ONU, o primeiro grupo de 24 brasileiros da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais trabalhou hoje montando um campo de acolhimento em São Pedro Claver, que acolherá 3 mil pessoas desabrigadas que ocupam hoje a Escola Secundária Matadoro. Assim, a Escola Secundária poderá voltar às aulas.

A comunidade da Beira também participou da limpeza da área que vai abrigar parte das vítimas do Ciclone tropical Idai.

Também hoje, foi realizada a cerimônia de entrega de medicamentos e insumos básicos de saúde brasileiros (6 kits capazes de atender 3 mil pessoas por 3 meses), doados pelo Ministério da Saúde, à Diretora Nacional Adjunta da Central de Medicamentos e Artigos de Saúde de #Moçambique, Brana Santos.

O Chanceler moçambicano José Pacheco endereçou ainda carta de agradecimento ao Brasil, em nome do governo e do povo de Moçambique, pela ajuda prestada no enfrentamento na resposta à devastação provocada pela passagem do ciclone tropical Idai.

A chegada da assistência humanitária brasileira recebeu expressiva cobertura dos meios de comunicação locais. A repercussão positiva estendeu-se também às mídias sociais, nas quais se registram diversas manifestações de apreço e agradecimento pelo apoio oferecido pelo Brasil. Entre as reportagens, destaque para a cobertura realizada pelo canal de televisão Miramar, um dos maiores do país, que deu amplo destaque à ajuda humanitária brasileira na edição de ontem de seu principal telejornal.

MRE. ABC. 01/04/2019. Ajuda humanitária brasileira chega a Moçambique. Aeronaves transportaram mais de 20 toneladas de suprimentos e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional e do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais para ajuda às vítimas do Ciclone Idai

Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) que levaram ajuda aos atingidos pelo Ciclone Idai, em Moçambique, pousaram, por volta das 12h50 (7h50 no horário de Brasília) desta segunda-feira (01), na cidade de Beira. Os dois C-130 Hércules transportaram mais de 20 toneladas de suprimentos de saúde e equipamentos, além de 40 militares da Força Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública e do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais.

Após 19 horas e 20 minutos de voo, em quatro dias, as equipes brasileiras foram recebidas pelo Embaixador do Brasil em Moçambique, Carlos Alfonso Iglesias Puente; pela Diretora-Geral do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades de Moçambique, Augusta Maita; e pelo Adido de Defesa do Brasil em Moçambique. No desembarque, um grupo de brasileiros recepcionou os militares no aeroporto com bandeiras e gritos de apoio e agradecimento.

"Esta ajuda do Brasil é muito bem-vinda, se junta a todo um esforço internacional que apoia nossa população que sofre desde o dia 14 de março com o ciclone e com os alagamentos. Ao todo, 518 pessoas já morreram em nosso país. Estamos agradecidos ao Brasil e sensibilizados com esse apoio", disse Augusta Maita.

Para o Embaixador, o esforço da FAB foi essencial para a chegada da ajuda brasileira. "Senti muito orgulho de ver a bandeira do Brasil e essas duas aeronaves chegando em um momento tão difícil. Essa ajuda era muito esperada. O apoio da FAB foi fundamental para o transporte de suprimentos e militares. Uma ajuda muito necessária", ressaltou.

Esforço aéreo logístico

A missão de assistência humanitária foi acionada na quinta-feira (28) por meio do Ministério da Defesa e por determinação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

Já na sexta-feira (29), as duas aeronaves da FAB e suas tripulações estavam prontas para o cumprimento de uma rota que envolveu a travessia do Oceano Atlântico e pousos técnicos em dois países antes da chegada a Moçambique. Os aviões saíram do Rio de Janeiro na sexta-feira (29), com insumos de assistência humanitária fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS) e pararam em Belo Horizonte (MG), onde bombeiros e militares da Força Nacional embarcaram com quatro veículos, botes, equipamentos de logística e recursos tecnológicos para operações de busca e salvamento.

Após alguns pousos técnicos realizados ao longo do percurso, tanto em solo brasileiro como em continente africano, os aviões chegaram a Luanda, em Angola, onde pernoitaram. O Embaixador do Brasil no país, Paulino Franco de Carvalho Neto, se encontrou com os militares da missão. O órgão diplomático prestou apoio ao grupo e o Embaixador ressaltou a importância do trabalho da FAB no transporte. “A Força Aérea demonstra, mais uma vez, seu profissionalismo, sua capacidade de reagir às emergências e de apoio às demandas do governo do Brasil. A operação conjunta demonstra também nossa capacidade de agir no plano internacional, incluindo a África, que precisa tanto do nosso apoio”, disse.

A decolagem de Luanda, com destino à cidade de Beira, aconteceu às 6h10 da manhã (2h10 no horário de Brasília) desta segunda-feira (01). "Essa missão gerou uma demanda muito grande. Foram muitos lugares diferentes, negociações, acordos internacionais, precisávamos definir a melhor rota. Mas é uma missão muito prazerosa. A gente treina e fica sempre pronto para isso. É gratificante ajudar a salvar vidas", declarou um dos pilotos da missão, Capitão Aviador Nelson Dias da Silveira Costa.

Entre os materiais transportados estão água potável, veículos de transporte como camionetes e botes motorizados, barracas, geradores, torres de energia, macas, equipamentos de mergulho, além de ferramentas como motosserras, pás e enxadas. Um carregamento do MS também foi levado. Ao todo, são seis kits de medicamentos e insumos, totalizando 870 kg, quantitativo suficiente para atender até 9 mil pessoas por até um mês, segundo informações do Ministério.

Fotos: Tenente Jonathan/CECOMSAER e Sargento Bruno Batista/CECOMSAER

Fonte: FAB

MRE. ABC. 30/03/2019. Brasil envia ajuda humanitária à Moçambique

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Ministério da Defesa estão responsáveis por coordenar a logística da assistência humanitária do Brasil para Moçambique, na África, de acordo com determinação da Presidência da República. Desde 14 de março, o país africano sofre com os estragos provocados pela passagem do ciclone Idai pelo sudeste do continente. Com ventos de mais de 170 quilômetros por hora, a tempestade tropical provocou centenas de mortes e destruição em grandes proporções em Moçambique, Zimbábue e Malawi.

Estão envolvidos nesta operação humanitária a Força Aérea Brasileira (FAB), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e a Força Nacional de Segurança Pública. Duas aeronaves da FAB, com cerca de 40 militares, saíram às 18h desta sexta-feira (29) do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, com destino a Moçambique.

Os C-130 Hércules fizeram a primeira parada em Minas Gerais, na sequência em Pernambuco, onde abasteceram, e, posteriormente, seguem viagem para o continente africano onde ainda fazem alguns pousos. A chegada na cidade de Beira, em Moçambique, está prevista para domingo à tarde.

Os bombeiros que seguem na viagem vão ajudar no resgate das vítimas do desastre. As aeronaves transportam 20 toneladas em equipamentos, como botes, caminhonetes, geradores, motosserras, material de salvamento, gêneros alimentícios, água potável e medicamentos. Após o descarregamento, os aviões retornam para o Rio de Janeiro. A previsão é de que os bombeiros permaneçam 15 dias na África.

Autor: ABC

Fonte: Agência Brasileira de Cooperação

MRE. AIG. NOTA-77. 27 de Março de 2019. Brasil enviará dois aviões Hércules com ajuda humanitária para Moçambique

O governo brasileiro decidiu, no âmbito do Grupo de Trabalho Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional (GTI-AHI), coordenado pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), enviar dois aviões de transporte Hércules C-130, da Força Aérea Brasileira (FAB), para Moçambique, em caráter de cooperação humanitária. A ação se dá no contexto da emergência humanitária gerada pelo ciclone Idai, que assolou o país africano no dia 14 de março, com ventos de mais de 170 km/h, provocou grandes inundações e deixou destruída 90% da cidade portuária de Beira, a segunda maior daquele país.

Nesta etapa inicial, a assistência humanitária do Brasil reúne equipes de resgate e salvamento da Força Nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública (20 especialistas em busca e salvamento, botes e outros equipamentos adaptados ao tipo de desastre que ocorreu naquele país) e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais (outros 20 especialistas e equipamentos correspondentes, inclusive veículos).

O Ministério da Saúde doou 6 "kits" de medicamentos e insumos básicos de saúde, capazes de prover assistência emergencial para 9 mil pessoas, por até um mês.

Esse primeiro envio de assistência humanitária brasileira será transportado para a cidade da Beira (onde já se confirmam, segundo o governo de Moçambique, mais de 700 vítimas fatais) na próxima sexta-feira, dia 29, e tem previsão de chegada na tarde do dia seguinte.

MRE. ABC. 25/03/2019. Doação para Moçambique no contexto da emergência humanitária gerada pelo ciclone Idai

Na sexta-feira passada, 22 de março, o Brasil anunciou a doação de cem mil euros para apoiar o governo de Moçambique nos trabalhos de resgate e reconstrução emergenciais, no contexto da passagem do ciclone Idai pelo território daquele país. A doação será feita por meio de fundo solidário a ser criado no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e se somará a outras formas de apoio, já oferecidas ou em exame pelo governo brasileiro.

MRE. AIG. NOTA-76. 25 de Março de 2019. Doação para Moçambique no contexto da emergência humanitária gerada pelo ciclone Idai

Na sexta-feira passada, 22 de março, o Brasil anunciou a doação de cem mil euros para apoiar o governo de Moçambique nos trabalhos de resgate e reconstrução emergenciais, no contexto da passagem do ciclone Idai pelo território daquele país. A doação será feita por meio de fundo solidário a ser criado no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e se somará a outras formas de apoio, já oferecidas ou em exame pelo governo brasileiro.

MRE. AIG. NOTA-64. 14 de Março de 2019. Ciclone Idai em Moçambique e no Malawi

O governo brasileiro lamenta profundamente as mortes, a destruição e os desalojamentos causados pelo ciclone tropical Idai no Malawi e em Moçambique e se solidariza com as populações e os governos daqueles países amigos afetados.

Criada em 1999, por razões humanitárias, a Carta Internacional – Espaço e Grandes Catástrofes (“International Charter Space and Major Disasters”, em inglês) reúne agências espaciais de vários países, entre os quais o Brasil, para o livre e gratuito compartilhamento dos recursos de satélites com capacidade de observação de desastres na Terra.

O Brasil participa da Carta por meio do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, com imagens obtidas pelo Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBERS). No Brasil, o “Usuário Autorizado” para ativar o protocolo de acesso a essas imagens satelitais é a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério do Desenvolvimento Regional (SEDEC/MDR).

Tal como se beneficiou desse serviço humanitário de alta tecnologia por ocasião da tragédia de Brumadinho (MG), o Brasil vai rapidamente fornecer a Moçambique e ao Malawi mapas, com base em imagens satelitais, das regiões afetadas pelo ciclone tropical Idai, para auxiliar as operações de busca e salvamento.



ECONOMIA



BACEN. 24/04/2019. BC divulga Boletim Regional em Fortaleza

Sumário executivo

A evolução dos indicadores de atividade corrobora
o cenário de recuperação gradual da economia
brasileira, porém com arrefecimento no final
de 2018. Resultados preliminares de diferentes
setores, relativos ao início deste ano, sinalizam
continuidade desse movimento. Regionalmente,
observaram-se discrepâncias nas trajetórias de curto
prazo, refletindo particularidades das estruturas
econômicas locais e movimento de recuperação
ocorrendo em ritmo menor do que o previsto
anteriormente.
A atividade econômica no Norte do país cresceu no
trimestre encerrado em fevereiro, repercutindo,
em boa parte, a evolução da economia amazonense,
sobretudo pelo incremento da produção fabril. Essa
evolução teve desdobramentos positivos no mercado
de trabalho, que assinalou no período o sexto
aumento seguido do nível de emprego. A produção da
indústria de transformação na região cresceu 5,6%,
com destaque para a fabricação de equipamentos
de informática, produtos eletrônicos e ópticos no
Amazonas. Nesse cenário, o IBCR-N aumentou 0,5%
no período, em relação ao trimestre encerrado em
novembro, segundo dados dessazonalizados.
No Nordeste, a atividade econômica continua a
evidenciar acomodação do ritmo de crescimento.
O desempenho da economia tem sido o menos
consistente entre as regiões, com resultados
para o setor industrial, de serviços e do comércio
situando-se abaixo da média nacional, no trimestre
encerrado em fevereiro. Esse comportamento mais
fraco da economia repercutiu sobre o mercado de
trabalho nordestino, que registrou, entre as regiões,
maior volume de desligamentos de trabalhadores,
especialmente, na indústria de transformação. Nesse
ambiente, o IBCR-NE variou -0,1% no trimestre
encerrado em fevereiro, considerados dados com
ajuste sazonal.
A economia do Centro-Oeste desacelerou no
trimestre encerrado em fevereiro, refletindo,
notadamente, o menor volume das safras de verão
de soja e milho, cuja colheitas concentram-se no
início do ano. A indústria mostrou desempenho
positivo no curto prazo e as expectativas dos
agentes econômicos, apesar do recuo na margem,
permaneceram em patamar elevado. Nos próximos
trimestres, a atividade deverá ser beneficiada pelo
crescimento das safras de inverno, com potencial para
impulsionar a produção na indústria de alimentos. O
IBCR-CO decresceu 0,2% no trimestre até fevereiro,
em comparação ao trimestre anterior, na série isenta
de sazonalidade.
No Sudeste, observou-se crescimento da atividade
econômica, condicionada, principalmente, pelo
bom resultado da produção industrial no trimestre
encerrado em fevereiro. Destacam-se no período,
os aumentos dos índices de confiança, da massa
de rendimentos reais e da carteira de crédito,
corroborando a manutenção do ambiente favorável
à continuidade da recuperação econômica, apesar
de indicadores de demanda ainda com oscilações.
O IBCR-SE cresceu 1,2% em relação ao trimestre
encerrado em novembro, quando diminuíra 0,7% na
mesma base de comparação, considerados dados
dessazonalizados.
A evolução dos principais indicadores econômicos
da região Sul reforça a moderação no processo de
recuperação no início deste ano. Na margem, houve
arrefecimento no desempenho de vários setores, com
pequenas retrações na indústria, comércio e serviços.
Por outro lado, a atividade regional segue favorecida
pelo comportamento benigno do mercado de crédito
e pelo resultado projetado para o setor agrícola,
que impactará positivamente a economia no curto
prazo. O IBCR-S variou -0,2% no trimestre encerrado
em fevereiro, na comparação com o finalizado em
novembro (+0,9%).

Apresentação

O “Boletim Regional do Banco Central do Brasil”
é uma publicação trimestral do Banco Central do
Brasil que apresenta as condições da economia por
regiões e por alguns estados do país. Sob o enfoque
regional, enfatiza-se a evolução de indicadores
que repercutem as decisões de política monetária
– produção, vendas, emprego, preços, comércio
exterior, entre outros. Nesse contexto, a publicação
contribui para a avaliação do impacto das políticas
da Autoridade Monetária sobre os diferentes entes
da Federação, à luz das características econômicas
locais e das gestões políticas regionais.
As análises e informações do “Boletim Regional”
buscam oferecer à sociedade – em particular,
a gestores de política econômica nas esferas
subnacionais, pesquisadores e integrantes do meio
acadêmico, empresários, investidores, e profissionais
de imprensa – elementos que contribuam para
identificar a forma e, especialmente, a magnitude
de repercussão, no âmbito regional, das políticas
implementadas. Ao mesmo tempo, a publicação
contribui para dar à sociedade conhecimento dos
critérios analíticos da Instituição.
O “Boletim Regional” analisa as economias das regiões
Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul e dos
estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.
A disponibilidade de estatísticas econômicas, bem
como a distribuição geográfica das representações
do Banco Central, influenciou a escolha dos estados.
Assim, para as regiões que possuem apenas uma
representação institucional – Norte e Centro-Oeste
–, optou-se pela análise agregada regionalmente.
Para as regiões em que existem mais de uma
representação, são apresentadas, além da análise
regional, as análises para os estados nos quais se
encontram as representações.
Homogeneidade, abrangência e regularidade foram
os principais critérios de escolha das estatísticas
e das fontes. Dessa forma, em sua maior parte, os
dados têm como origem os órgãos e os institutos
de âmbito nacional, destacadamente o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os
entes da administração direta. Em alguns casos,
foram utilizadas, complementarmente, informações
de entidades regionais. Dados sem tratamento das
fontes foram dessazonalizados pelo Departamento
Econômico do Banco Central do Brasil (Depec).

DOCUMENTO: file:///C:/Users/gonzaga.coelho/Downloads/br201904p.pdf



MERCADO DE CÂMBIO



BACEN. PORTAL G1. 25/04/2019. Dólar opera em alta nesta quinta, batendo R$ 4 na abertura, em dia de instalação da comissão especial da Previdência. No dia anterior, a moeda dos Estados Unidos subiu 1,66%, vendida a R$ 3,9862.

O dólar opera em alta nesta quinta-feira (25), após bater R$ 4 logo na abertura, à espera do andamento da reforma da Previdência no Congresso e seguindo a tendência de alta da moeda no exterior.

Às 9h49, a moeda norte-americana subia 0,09%, a R$ 4,9898.

O mercado repercute a ausência de novas notícias após a aprovação da admissibilidade da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

Agentes financeiros se posicionam defensivamente com a expectativa de que o governo agora terá dificuldade para passar a reforma na comissão especial e de que o texto poderá ser diluído.

Apesar de a reforma ter avançado na CCJ, essa primeira vitória do governo já foi incorporada no mercado, e agora os investidores esperam novos esforços nas próximas etapas, nas quais as dificuldades deverão ser maiores para passar o projeto.

O mercado reage ainda com cautela aos números da economia, como a divulgação de fechamento de 43 mil empregos na quarta, o que pode abalar a força política do governo, necessária neste momento para aprovar a reforma.

No dia anterior, a moeda dos Estados Unidos subiu 1,66%, vendida a R$ 3,9862. Na máxima do dia, chegou a R$ 3,9932. A última vez que o dólar fechou acima deste patamar foi em 1º de outubro do ano passado, negociado a R$ 4,01 – a uma semana do 1º turno das eleições presidenciais.

Na semana, a moeda acumula alta de 1,49%. No mês de abril, sobe 1,82% e, no ano, 2,89%.

Variação do dólar em 2019
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
Em R$Dólar comercialDólar turismo (sem IOF)28/124/19/114/117/122/128/131/15/28/213/218/221/226/21/38/313/318/321/326/329/33/48/411/416/422/43,63,73,83,944,14,2
Fonte: ValorPro

Atuação do BC

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,350 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de maio, no total de US$ 5,343 bilhões.

O BC também informou que começará em 2 de maio a rolagem integral dos 201.785 contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 1º de julho de 2019.

BACEN. REUTERS. 25 DE ABRIL DE 2019. Dólar tem estabilidade ante real após superar R$4,00 na abertura

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha estabiliade ante o real nesta quinta-feira, após ter superado o patamar psicológico de 4 reais logo na abertura, acompanhando o exterior com os investidores em compasso de espera antes da instalação da comissão especial da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados.

Às 10:08, o dólar operava estável, a 3,9863 reais na venda. A última vez que a moeda norte-americana fechou na casa dos 4 reais foi em 1º de outubro do ano passado (4,0183 reais).

Na véspera, a moeda já havia flertado com a marca ao terminar em alta de 1,63 por cento, a 3,9863 reais. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,1 por cento neste pregão.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou para as 11h a instalação da comissão especial, quando devem ser definidos o presidente do órgão e o relator da proposta.

A comissão especial terá um prazo de 40 sessões, a partir de sua constituição, para proferir parecer, sendo que a apresentação de emendas à proposta tem de ser feita nas 10 primeiras sessões.

Agentes financeiros veem com bons olhos a atuação de Maia, que desponta novamente como principal fiador da proposta e que tende a desempenhar papel decisivo na discussão do mérito da PEC na comissão especial.

“Maia deu vários recados positivos na quarta-feira. O mercado gosta de saber que tem alguém que chamou para si a responsabilidade de algo tão grande como a reforma da Previdência”, explicou Jefferson Laatus, sócio fundador do Grupo Laatus.

Segundo um parlamentar experiente, Maia está se colocando como intermediário nas negociações entre o governo e o centrão e também trabalha pela nomeação do deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) para relator da PEC na comissão especial.

A escolha do relator e do presidente é um dos pontos que mantém investidores na defensiva antes da instalação, explicou Laatus.

“A dúvida do mercado é quem vai ser o relator, quem vai ser o presidente, como a oposição vai estar posicionada e o posicionamento do centrão também é importante”, disse.

Até que ocorra a instalação de fato, investidores adotam posição de espera, com o dólar operando em alta sobre o real e olhando para o exterior, onde a divisa norte-americana ganha força em meio a uma busca global por proteção.

O índice do dólar contra uma cesta de moedas subia cerca de 0,1 por cento e operava acima de uma máxima de 23 meses.

“Se a gente pudesse resumir em uma palavra o cenário externo é expectativa. Com guerra comercial, Brexit, com o que pode sair na cúpula entre Putin e Kim Jong Un, com a expectativa de como vai ser Trump e o processo de impeachment”, avaliou Laatus.

O Banco Central realiza nesta sessão leilão de até 5,350 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de maio, no total de 5,343 bilhões de dólares.

O BC também informou que começará em 2 de maio a rolagem integral dos 201.785 contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 1º de julho de 2019.

Por Laís Martins

BACEN. PORTAL G1. VALOR ECONÔMICO. 25/04/2019. Escalada do dólar aquece debate sobre intervenção do BC no câmbio
Por Lucas Hirata e Marcelo Osakabe

A rápida escalada do dólar, que agora beira a marca de R$ 4, no mercado brasileiro aqueceu o debate sobre uma possível
intervenção do Banco Central no câmbio. Em meio a opiniões bastante divididas, alguns profissionais alegam que a
demanda por proteção na moeda americana tem conduzido a uma depreciação excessiva do real brasileiro, exigindo uma
atuação mais dura do BC para amenizar o movimento.
Nos últimos meses, os investidores locais têm aumentado as compras de dólar via derivativos, de acordo com dados da B3,
enquanto os estrangeiros seguem com posições elevadas na divisa americana. Foram US$ 21 bilhões de aquisições pelos
residentes, com contratos de dólar futuro e cupom cambial, desde a virada do ano. De acordo com alguns profissionais, isso
seria uma forma de proteger a carteira de ações e renda fixa.
Não à toa, o real foi perdendo o destaque depois de começar o ano entre os melhores desempenhos globais. Agora, está na
nona pior colocação numa lista de 33 moedas, com uma depreciação de 2,81% no acumulado do ano, enquanto o peso
mexicano, por contraste, se valoriza 3,13% no mesmo período. Assim, uma atuação do BC ajudaria, na avaliação de alguns
profissionais, a quebrar essa dinâmica negativa, aproximando o real de um "valor justo".
Outros analistas alertam, entretanto, que o nível do câmbio hoje apenas acomoda o tamanho dos riscos no horizonte e não
haveria "disfuncionalidade" para demandar uma intervenção. "Acho que não tem a menor necessidade. Não tem nada de
anormal no mercado que justifique o BC entrar nesse momento", diz Roberto Campos, sócio e gestor da Absolute.
A atual gestão do BC, liderada pelo presidente Roberto Campos Neto, tem feito poucos comentários sobre intervenções no
câmbio. No entanto, já passou por um teste de fogo no fim de março, quando o dólar tocou R$ 4. Na ocasião, não houve
oferta líquida de swap cambial. Na virada do mês, o BC fez operações de venda de dólar no mercado à vista, com
compromisso de recompra, os chamados de leilões de linha.
Na época, o presidente de BC afirmou que "o câmbio é flutuante" e destacou que a iniciativa se deu por uma disfunção no
cupom cambial, sinal de liquidez reduzida no sistema. Não seria, portanto, uma operação para fornecer proteção. "Vamos
sempre fazer as intervenções provendo liquidez."
"Desde a administração anterior, o BC tem deixado claro que não se preocupa com nível do câmbio. A atuação é
condicionada a disfuncionalidade, que não parece estar ocorrendo", diz Marcelo Giufrida, sócio e gestor da Garde. "Oferta e
demanda tem de se regular de forma natural. O BC deve atuar no caso de falta de dólar no mercado à vista ou falta de dólar
futuro, por exemplo", diz.

BACEN. REUTERS. 25 DE ABRIL DE 2019. Diretor do BC diz que não há "preconceitos" sobre uso de instrumentos cambiais

SÃO PAULO (Reuters) - O diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra

Fernandes, afirmou nesta quinta-feira que a autoridade monetária não tem “preconceitos” em relação ao uso de qualquer instrumento cambial, no momento em que o dólar chegou à casa dos 4 reais.

“É importante registrar que não temos qualquer preconceito em relação a utilização de qualquer instrumento, quando e se as condições para tal estiverem presentes”, disse ele em discurso em evento em São Paulo, segundo nota divulgada pelo BC.

“Entender o ambiente econômico em que estamos inseridos e, quando necessária, buscar a forma mais eficiente de intervenção, é dever do Banco Central”, completou.

O dólar superou o patamar psicológico de 4 reais logo na abertura no pregão desta quinta-feira. A última vez que a moeda norte-americana fechou na casa dos 4 reais foi em 1º de outubro do ano passado (4,0183 reais).

Por Camila Moreira; Edição de Laís Martins



SETOR EXTERNO



BACEN. 25/04/2019. Estatísticas do setor externo

1. Balanço de pagamentos

Em março de 2019, o déficit em transações correntes totalizou US$494 milhões, ligeiramente inferior ao ocorrido em março de 2018, US$666 milhões. Apesar da retração no superávit comercial, de US$6,0 bilhões para US$4,5 bilhões, houve recuo nos déficits das contas de serviços, de US$2,8 bilhões para US$2,1 bilhões, e de renda primária, de U$4,0 bilhões para US$3,3 bilhões. O déficit em transações correntes nos doze meses encerrados em março de 2019 somou US$13,7 bilhões (0,73% do PIB), resultado próximo ao registrado no mês anterior (US$13,9 bilhões, 0,74% do PIB).

Transações correntes 12 meses 

Em março, as exportações de bens totalizaram US$18,1 bilhões, redução de 9,7% ante o mês correspondente de 2018. A evolução recente das exportações reflete, dentre outros fatores, menores vendas de manufaturados no mercado argentino, e interrupção da produção de minério de ferro em algumas unidades domésticas. As importações de bens somaram US$13,6 bilhões, recuo de 3,7%, na mesma base de comparação. No mês não houve operações relativas ao Repetro, assim como em março de 2018. No primeiro trimestre, ante mesmo período de 2018, as exportações recuaram 2,6%, enquanto as importações aumentaram 0,6%.

Transações correntes

O déficit na conta de serviços atingiu US$2,1 bilhões no mês, redução de 25,6% na comparação interanual. Destacaram-se as retrações nas despesas líquidas de aluguel de equipamentos, de U$1,3 bilhão para US$1,1 bilhão, influenciado em parte pelo processo de nacionalização de plataformas de petróleo; de viagens, de US$980 milhões para US$758 milhões; e de transportes, de US$489 milhões para US$354 milhões. No acumulado do ano, até março, o déficit em serviços reduziu 18,4% relativamente ao mesmo período de 2018, alcançando US$6,7 bilhões.

Em março de 2019, o déficit em renda primária reduziu 19,2% na comparação com mesmo mês do ano anterior, somando US$3,3 bilhões. Os gastos líquidos com juros atingiram US$1,1 bilhão no mês, aumento de 10,7% na comparação interanual, com expansão nas despesas brutas e nas receitas de remuneração das reservas internacionais. Por outro lado, os gastos líquidos em lucros e dividendos somaram US$2,2 bilhões, queda de 29,0% em relação ao mesmo mês de 2018, destacando-se as menores despesas de lucros associadas ao investimento em carteira. No acumulado do ano, houve redução de 7,6% no déficit em renda primária, para US$11,5 bilhões.

INVESTIMENTOS

IDP

Os investimentos diretos no país (IDP) acumularam ingressos líquidos de US$6,8 bilhões no mês, ante US$7,8 bilhões em março de 2018. No mês, os ingressos líquidos foram compostos de US$4,0 bilhões em participação no capital e US$2,9 bilhões em operações intercompanhia. Nos últimos doze meses, os ingressos líquidos de IDP totalizaram US$88,5 bilhões, equivalentes a 4,72% do PIB. No primeiro trimestre de 2019, os ingressos líquidos de IDP somaram US$21,1 bilhões, ligeiramente superiores àqueles observados em mesmo período de 2018, US$20,9 bilhões.

Portfólio

No mês, as saídas líquidas de investimentos em ações, fundos de investimento e títulos de dívida negociados no mercado doméstico somaram US$204 milhões, acumulando ingressos líquidos de US$10,5 bilhões em 2019, até março, após saídas líquidas de US$5,2 bilhões e US$4,5 bilhões ocorridas, na ordem, em novembro e dezembro de 2018. Nos doze meses encerrados em março de 2019, as saídas líquidas atingiram US$4,4 bilhões, inferiores às saídas líquidas de US$12,0 bilhões ocorridas no acumulado de doze meses até fevereiro de 2019.

2. Reservas internacionais

O estoque de reservas internacionais atingiu US$384,2 bilhões em março de 2019, correspondendo a 354% da dívida externa de curto prazo residual (exceto operações intercompanhia e títulos de dívida negociados no mercado doméstico). A expansão de US$5,7 bilhões relativamente ao mês anterior decorreu de retorno líquido em operações de linhas com recompra, US$ 3,1 bilhões, receitas de juros (US$653 milhões), e variações por preços, positivas em US$2,5 bilhões. As variações por paridade reduziram o estoque de reservas em US$591 milhões. O estoque de linhas com recompra recuou para US$7,9 bilhões em março de 2019.

DOCUMENTO: https://www.bcb.gov.br/content/estatisticas/Documents/Estatisticas_mensais/Setor_externo/Nota%20para%20a%20imprensa%20-%20Estat%C3%ADsticas%20Setor%20Externo.pdf



INFLAÇÃO



IBGE. 25/04/2019. IPCA-15 varia 0,72% em abril

Foto: (Infografia: Juliane Souza/Editoria de Arte G1)

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,72% em abril, mostrando aceleração em relação à taxa de 0,54% de março. A variação de 0,72% é a maior para um mês de abril desde 2015, quando o índice foi de 1,07%. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,91% e, em 12 meses, de 4,71%, resultado acima dos 4,18% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2018, a taxa foi de 0,21%.

PeríodoTaxa
Abril de 20190,72%
Março de 20190,54%
Abril de 20180,21%
Acumulado no ano1,91%
Acumulado em 12 meses4,71%

Apenas o grupo Comunicação (-0,05%) apresentou deflação de março para abril, conforme mostra a tabela a seguir. No lado das altas, os Transportes tiveram a maior variação, 1,31%, e o maior impacto, 0,24 ponto  percentual (p.p.). O segundo maior impacto (0,23 p.p.) ficou com o grupo Alimentação e bebidas (0,92%), que desacelerou em relação à taxa do mês anterior (1,28%). Já o grupo Saúde e cuidados pessoais registrou a segunda maior variação (1,13%), contribuindo com 0,14 p.p. de impacto. Juntos, os três grupos corresponderam a cerca de 85% do índice do mês. As demais variações ficaram entre 0,06%, de Educação, e 0,57%, de Vestuário.

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)
MarçoAbrilMarçoAbril
Índice Geral0,540,720,540,72
Alimentação e Bebidas1,280,920,320,23
Habitação0,280,360,040,05
Artigos de Residência-0,230,41-0,010,02
Vestuário0,060,570,000,03
Transportes0,591,310,110,24
Saúde e Cuidados Pessoais0,381,130,050,14
Despesas Pessoais0,220,120,020,01
Educação0,340,060,020,00
Comunicação-0,19-0,05-0,010,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

O grupo dos Transportes, que havia apresentado alta de 0,59% em março, acelerou para 1,31%, principalmente por conta dos combustíveis (3,00%) e, particularmente, da gasolina (3,22%), que teve o maior impacto individual no índice do mês (0,14 p.p). A única região com queda no preço da gasolina foi Goiânia (-1,62%). Já a maior alta foi na região metropolitana de Porto Alegre, onde o preço nas bombas de combustível subiu, em média, 9,73% na comparação com o mês anterior. O etanol (de 2,64% para 2,74%) e o óleo diesel (de 0,67% para 1,06%) também subiram, com leve aceleração no nível de preços de um mês para o outro.

Ainda em Transportes, destaca-se a variação dos ônibus urbanos (1,04%), em função de reajustes observados nas seguintes regiões:

  • Porto Alegre (8,30%) – reajuste de 9,30%, a partir de 13 de março;
  • Recife (4,23%) – reajuste de 7,81%, a partir do dia 2 de março;
  • Curitiba (3,21%) – reajuste de 5,88%, a partir de 2 de março;
  • Salvador (3,20%) – reajuste de 8,11%, a partir de 2 de abril.

Outros meios de transporte público, como o trem (3,05%) e o metrô (0,68%), também tiveram seus preços reajustados em algumas áreas pesquisadas. No primeiro, a alta reflete o reajuste de 27,30% no valor da passagem em Porto Alegre (23,89%), vigente desde 13 de março. No segundo, o resultado deve-se ao reajuste de 6,98% na tarifa do Rio de Janeiro (2,79%), que entrou em vigor no dia 2 de abril.

As passagens aéreas (5,54%) também subiram de março para abril, embora tenham desacelerado em relação ao mês anterior, quando a alta foi de 7,54%.

No grupo Alimentação e Bebidas (0,92%), a alimentação no domicílio variou 1,43%, após subir 1,91% em março. O destaque ficou com o tomate (27,84%), segunda maior contribuição individual no índice do mês, com 0,07 p.p. Também contribuíram para esse resultado as carnes (1,55%) e as frutas (3,36%), ambas com 0,04 p.p. de impacto. A cebola, que havia tido deflação em março (-0,34%), subiu 13,44% em abril, e a batata-inglesa, cuja alta havia sido de 25,59% no mês anterior, desacelerou, variando 6,10%. Já o feijão-carioca caiu 2,38% no mês, frente à alta de 41,44% em março.

A alimentação fora (0,00%), por sua vez, ficou estável de um mês para o outro. Enquanto a refeição teve queda de 0,27% em abril, o lanche registrou alta de 0,46%.

O resultado do grupo Saúde e cuidados pessoais (1,13%) foi influenciado principalmente pelo item higiene pessoal (2,61%), cujo impacto foi de 0,07 p.p. Dentro desse item, o destaque foram os perfumes, que haviam subido 0,49% em março e aceleraram para 6,94% em abril. Cabe mencionar ainda a alta dos remédios (0,72%), refletindo parte do reajuste anual, em vigor desde 31 de março, cujo teto é de 4,33%.

Em Habitação (0,36%), o item energia elétrica subiu 0,58% em abril, pouco acima do registrado em março (0,43%). As regiões pesquisadas tiveram variações que vão desde a queda de 3,40%, em Belo Horizonte, até a alta de 9,46%, no Rio de Janeiro, onde foram concedidos reajustes médios de 11,53% e 9,72% nas concessionárias, vigentes desde 15 de março. No dia 1º de abril, esses reajustes foram reduzidos para 8,80% e 7,30%, respectivamente.

O resultado do item gás encanado (0,84%) reflete reajustes em duas áreas pesquisadas. Em Curitiba (16,48%), houve a apropriação integral do reajuste de 16,48% nas tarifas, vigente desde 28 de fevereiro, e que ainda não havia sido apropriado nos índices. Já em São Paulo, a queda de 1,58% é reflexo da redução de 11,00% para 9,00% no reajuste aplicado, sendo o primeiro percentual vigente desde 1º de fevereiro e, o segundo, desde 1º de março.

Ainda em Habitação, a variação de 0,47% na taxa de água e esgoto é consequência dos reajustes de 15,86% em Fortaleza (11,31%), a partir de 24 de março, e de 2,99% em Brasília (1,29%), vigente desde 1° de abril.

Em Comunicação (-0,05%), a variação negativa do mês deveu-se ao item telefone fixo (-0,29%), por conta da redução média de 7,50% no valor das tarifas de fixo para móvel, a partir de 25 de fevereiro. Já o resultado do item correio (2,19%) reflete o reajuste de 13,90%, em vigor a partir de 06 de março, em um dos serviços no Rio de Janeiro (2,19%), única área a apresentar peso para o item em questão no IPCA-15.

No que diz respeito aos índices regionais, oito das 11 áreas pesquisadas tiveram aceleração no nível de preços de março para abril. O menor índice foi registrado no município de Goiânia (-0,01%) – única área com deflação - em função, especialmente, da queda nos preços da gasolina (-1,62%). Já o maior resultado foi na região metropolitana de Porto Alegre (1,27%), onde, além da alta nos preços da gasolina (9,73%), houve também reajuste de 9,30% na tarifa de ônibus urbano (8,30%), vigente desde 13 de março.

Região
Peso Regional (%)Variação Mensal (%)Variação acumulada (%)
MarçoAbrilAno12 meses
Porto Alegre8,400,541,272,195,84
Salvador7,350,291,062,274,99
Fortaleza3,490,920,992,524,67
Recife5,050,640,902,154,76
Brasília3,460,590,851,374,20
Curitiba7,790,340,801,224,20
Rio de Janeiro12,460,580,752,354,82
São Paulo31,680,560,721,914,75
Belém4,650,750,482,264,25
Belo Horizonte11,230,430,241,784,63
Goiânia4,440,74-0,010,773,91
Brasil100,000,540,721,914,71
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços, Sistema Nacional de Índices de Preços ao Consumidor.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de março a 12 de abril de 2019 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de fevereiro a 15 de março de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

Prévia da inflação acelera em abril e tem maior taxa desde a greve dos caminhoneiros. Preços da gasolina subiram 3,22% e causaram o maior impacto individual no IPCA-15 de abril

Após registrar alta de 0,54% em março, a prévia da inflação acelerou para 0,72% em abril, puxada pelo aumento nos preços dos grupos Transportes e Alimentação e bebidas. Essa é a taxa mais alta desde junho de 2018 (1,11%), quando o índice foi impactado pela greve dos caminhoneiros. Antes disso, a última vez que a taxa ultrapassou o patamar deste mês foi em maio de 2016 (0,86%). É, também, a maior variação para abril desde 2015 (1,07%).

Enquanto isso, o acumulado nos 12 meses imediatamente anteriores (4,71%) é o maior desde março de 2017 (4,73%). As informações são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado hoje pelo IBGE.

Em relação aos grupos, apenas Comunicação (-0,05%) apresentou deflação em abril. Já os Transportes registraram a maior alta (1,31%) e o maior impacto (0,24 ponto percentual). O resultado do grupo pode ser atribuído em parte aos combustíveis (3%), especialmente a gasolina (3,22%), item que teve maior impacto individual no índice geral (0,14 p.p.). Ainda foram destaques os aumentos nos ônibus urbanos (1,04%), trem (3,05%) e metrô (0,68%), além das passagens aéreas (5,54%).


IPCA15 - Variação mensal (%)



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Índice geral | Brasiljaneiro 2016março 2016maio 2016julho 2016setembro 2016novembro 2016janeiro 2017março 2017maio 2017julho 2017setembro 2017novembro 2017janeiro 2018março 2018maio 2018julho 2018setembro 2018novembro 2018janeiro 2019março 2019-0,500,511,5junho 20181,11 %
Fonte: IBGE - Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15

O segundo maior impacto entre os grupos (0,23 p.p.) ficou com Alimentação e bebidas (0,92%). A alimentação no domicílio ficou 1,43% mais cara, após apresentar alta de 1,91% em março. O destaque ficou com o tomate (27,84%), a segunda maior contribuição individual no índice do mês (0,07 p.p.). Também influenciaram esse resultado as carnes (1,55%) e as frutas (3,36%), ambas com 0,04 p.p. de impacto.

Já o grupo Saúde e cuidados pessoais registrou a segunda maior variação (1,13%), contribuindo com 0,14 p.p. no índice geral. Juntos, esses três grupos corresponderam a cerca de 85% da variação de abril. As demais variações ficaram entre 0,06% de Educação e 0,57% de Vestuário.

Apenas Goiânia tem deflação em abril, de acordo com IPCA-15

Regionalmente, Porto Alegre (1,27%), Salvador (1,06%), Fortaleza (0,99%) e Recife (0,90%) ficaram com as maiores altas. Enquanto apenas Goiânia (-0,01%) registrou deflação em abril, em função, especialmente, da queda nos preços da gasolina (-1,62%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 16 de março a 12 de abril de 2019 e comparados com aqueles vigentes de 13 de fevereiro a 15 de março de 2019. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.


Variação mensal do IPCA-15
Em %
0,210,210,140,141,111,110,640,640,130,130,090,090,580,580,190,19-0,16-0,160,30,30,340,340,540,540,720,72Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18Set/18Out/18Nov/18Dez/18Jan/19Fev/19Mar/19Abri/19-0,2500,250,50,7511,25

Out/18
0,58
Fonte: IBGE

DOCUMENTO: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/24259-ipca-15-varia-0-72-em-abril



COMÉRCIO INTERNACIONAL



EUA. CHINA. REUTERS. 25 DE ABRIL DE 2019. Importações pela China de soja dos EUA sobem em março ante fevereiro

PEQUIM (Reuters) - As importações chinesas de soja dos Estados Unidos, segundo maior fornecedor do país em 2018, subiram em março frente a fevereiro, conforme mais cargas agendadas durante uma trégua na disputa comercial entre os dois países chegaram

A China, maior compradora global de soja, importou 1,51 milhão de toneladas da oleaginosa dos EUA em março, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas nesta quinta-feira, uma alta frente aos 907,7 mil toneladas de fevereiro.

Mas as importações ainda representaram apenas metade dos volumes do ano passado, com as pesadas tarifas aplicadas por Pequim sobre as cargas dos EUA, ainda em vigor, restringindo as compras.

A China também importou 2,79 milhões de toneladas de soja do Brasil, seu maior fornecedor, mostraram os dados, uma alta frente aos 2,33 milhões de toneladas em março de 2018.

As importações totais de soja em março somaram 4,92 milhões de toneladas, segundo dados divulgados mais cedo no mês.

As importações do Canadá saltaram para 205.776 toneladas, de 70.997 toneladas há um ano atrás.

A China, maior importadora global de soja, tipicamente compra mais soja dos EUA no quatro trimestre e nos primeiros meses do ano, quando a colheita dos EUA domina o mercado. Mas compradores chineses têm evitado o produto dos EUA devido à disputa comercial, dando preferência aos grãos do Brasil.



INDÚSTRIA



CNI. 25/04/2019. Demanda fraca faz indústria acumular estoques e leva a queda na produção e no emprego. Empresários industriais também relatam piora nas condições financeiras. Cai o otimismoo em relação às expectativas de demanda, de compra de matérias-primas e de número de empregados para os próximos seis meses

A baixa demanda na economia doméstica voltou a ganhar destaque e figurou como o segundo principal problema para os empresários industriais brasileiros no primeiro trimestre de 2019, atrás apenas da elevada carga tributária. Segundo a Sondagem Industrial divulgada nesta quinta-feira (25/4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 37,5% dos empresários assinalaram a “demanda interna insuficiente” como um dos principais problemas enfrentados no trimestre. Este é o maior índice registrado para esse item desde o segundo semestre de 2017, quando o percentual havia ficado em 39%.

Com a fraca demanda da economia brasileira, os empresários industriais também apontaram queda na produção e no emprego e, consequentemente, excesso de estoques nas fábricas. Em março, o índice de evolução da produção ficou em 47,4 pontos. Como o índice está abaixo da linha divisória de 50 pontos, ele representa queda na produção na comparação com o mês anterior. O índice de evolução no número de empregados, por sua vez, ficou em 48,5 pontos, o que também representa queda ante o mês de fevereiro.

A Sondagem Industrial revela ainda que, em março, o índice de evolução de estoques dos industriais ficou em 50,5 pontos – um pouco acima da linha divisória de 50 pontos. Esse resultado reflete um pequeno aumento nos estoques das empresas. O índice de nível de estoque efetivo em relação ao usual, por sua vez, manteve-se praticamente constante: passou de 51,1 pontos em fevereiro para 51,2 pontos em março. Ao permanecer acima dos 50 pontos, o índice revela que os estoques seguem acima do planejado pelas empresas.

“A Sondagem de março, portanto, mostra que a falta de demanda, o grande problema que atingiu a indústria durante a crise recente, voltou a afetar mais o empresário. Mostra também suas consequências: estoques indesejados, produção e emprego caindo, máquinas paradas, condições financeiras fragilizadas, expectativas cada vez menos otimistas e intenção de investir em queda. É, portanto, um quadro preocupante”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

PIORA NAS CONDIÇÕES FINANCEIRAS – Na comparação trimestral, os empresários industriais ouvidos pela CNI apontaram piora nas condições financeiras pelo segundo trimestre consecutivo. O índice de satisfação com o lucro operacional recuou de 42 pontos no quarto trimestre de 2018 para 40,3 pontos no primeiro trimestre de 2019. Já o índice de satisfação com a situação financeira caiu de 46,1 pontos para 45,3 pontos na mesma base de comparação. Como eles estão abaixo da linha divisória de 50 pontos, representam insatisfação nos dois casos. Ambos os índices são inferiores aos registrados também no primeiro trimestre de 2018. “A permanência de estoques indesejados, aliada à baixa demanda, prejudica as condições financeiras da indústria”, ressalta Azevedo.

Por outro lado, a pesquisa revela uma leve melhora no acesso ao crédito. O índice de facilidade de acesso ao crédito aumentou 0,4 ponto entre o quarto trimestre de 2018 e o primeiro trimestre de 2019, alcançando 38,7 pontos. O índice é o mais elevado desde o primeiro trimestre de 2014, quando registrou 39,2 pontos. Ainda assim, permanece muito abaixo dos 50 pontos, o que reflete dificuldade das empresas para conseguir recursos no mercado financeiro.

A utilização média da capacidade instalada (UCI) manteve-se inalterada pelo terceiro mês seguido em 2019, em 66%, um percentual ainda baixo na avaliação da CNI. O índice de UCI efetiva em relação ao usual recuou 2,4 pontos e foi a 41 pontos. É o menor índice desde maio de 2018, quando registrou 37,3 pontos. Como o índice permanece abaixo dos 50 pontos, indica que a atividade industrial segue abaixo do usual para o mês.

Na prática, a baixa utilização da capacidade instalada significa existência de máquinas paradas e de trabalhadores produzindo menos do que poderiam. Como consequência, as empresas ficam menos competitivas, perdendo espaço nos mercados doméstico e externo.

QUEDA NO OTIMISMO – Empresários industriais apontaram otimismo em relação às expectativas de demanda, compras de matérias-primas e número de empregados para os próximos seis meses. Os índices foram de 58,8 pontos, 56,1 pontos e 51,7 pontos, respectivamente. Apesar de revelarem otimismo, por permanecerem acima de 50 pontos, esses resultados recuaram pelo segundo mês consecutivo. Em fevereiro, eles eram de 60,8 pontos, 58,9 pontos e 51,9 pontos, respectivamente.

Já o índice de expectativa de quantidade exportada manteve-se praticamente estável, ao passar de 54,0 pontos para 54,1 pontos entre março e abril. O índice de intenção de investimento, por sua vez, que em março havia interrompido uma sequência de cinco meses de alta, voltou a cair em abril, ficando em 53,7 pontos. Como está acima dos 50 pontos, esse indicador também revela otimismo, mas menor que o registrado anteriormente.

A pesquisa foi realizara com 1.888 empresas, sendo 770 pequenas, 680 médias e 438 grandes. Os dados foram coletados entre 1º e 12 de abril de 2019.



CONSUMO



FGV. IBRE. 25/04/19. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem do Consumidor. Confiança do Consumidor recua em abril

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,5 ponto em abril, ao passar de 91,0 para 89,5 pontos. Após três meses em queda, o índice acumula perda de 7,1 pontos e atinge o menor nível desde outubro de 2018 (85,4 pontos).

“A queda na confiança dos consumidores está relacionada à decepção com a lenta recuperação econômica e a manutenção de níveis elevados de incerteza. Em abril, houve relativa estabilidade do Índice da Situação Atual e queda forte do Índice de Expectativas, influenciada principalmente pelo aumento do pessimismo dos consumidores de menor poder aquisitivo”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens.

Em abril, as expectativas em relação aos próximos meses pioraram pelo terceiro mês consecutivo enquanto as avaliações sobre o presente se mantiveram relativamente estáveis. O Índice de Expectativas (IE) caiu 2,7 pontos, para 98,7 pontos, voltando a ficar abaixo dos 100 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual (ISA) variou 0,5 ponto, para 77,1 pontos.

Com relação à situação presente, o indicador que mede o grau de satisfação com as finanças familiares subiu 2,3 pontos para 72,6 pontos, nível idêntico ao de maio de 2018, o que compensou a queda do indicador de avaliação da situação econômica, que passou de 83,5 para 82,1 pontos.

Com relação às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo com relação à evolução da economia recuou 2,9 pontos, para 115,4 pontos, acumulando uma perda de 15,5 pontos entre janeiro e abril. Com isso, o indicador recuou ao nível de outubro de 2018 (106,0 pontos). Já o indicador que mede o grau de otimismo com a situação financeira futura foi o que mais contribuiu para a queda da confiança no mês, ao cair 4,1 pontos, para 96,8 pontos, o menor desde outubro de 2018 (96,1 pontos).

Pelo terceiro mês consecutivo houve redução da intenção de compras de bens duráveis, confirmando a cautela dos consumidores com os gastos futuros. O indicador que mede o ímpeto de gastos nos próximos meses – diminuiu 0,6 ponto, para 84,2 pontos, nível igual ao de novembro do ano passado.

A análise da evolução dos índices de confiança por faixas de renda mostra que a queda ocorre em todas as classes exceto para as famílias com maior poder aquisitivo. Para as famílias com renda acima de R$ 9.600,00, a confiança subiu 1,5 ponto influenciada por uma melhora da satisfação com a situação financeira atual. No extremo oposto, a confiança das famílias com renda até R$ 2.100,00 acumulou nos últimos três meses queda de 13,5 pontos influenciada por uma redução de 24,4 pontos das perspectivas sobre a situação financeira da família no mesmo período. 

A edição de abril de 2019 coletou informações de 1737 domicílios entre os dias 01 e 20 de abril.

DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1483.htm

SEREASA. PORTAL G1. 24/04/2019. Número de inadimplentes alcança o recorde de 63 milhões em março, diz Serasa. 40,3% da população adulta do país está com dívidas atrasadas e negativadas.

O número de pessoas com o nome sujo ou com dívidas em atraso alcançou 63 milhões em março segundo dados da Serasa Experian divulgados nesta quarta-feira (24). É o maior patamar desde o início da série histórica, iniciada em 2016. Com isso, 40,3% da população adulta está inadimplente no Brasil.

Na comparação com março do ano passado, cerca de 2 milhões de pessoas entraram para a inadimplência, um aumento de 3,2%. Já em relação a fevereiro, houve uma alta de 1,2%.

Em nota, o economista da Serasa Luiz Rabi afirmou que o aumento do desemprego e o repique da inflação nos primeiros meses do ano resultaram em perdas da renda do consumidor, que impacta diretamente na inadimplência.

"Também a concentração de compromissos financeiros típicos de início de ano (IPTU, IPVA, material escolar etc.) pressionaram o orçamento da população", lembrou o economista.

Inadimplência dos idosos tem a maior alta
Por faixa etária, a inadimplência foi maior nas pessoas de 36 a 40 anos (48,5% delas estão inadimplentes), mas os idosos (com mais de 61 anos) tiveram a maior alta, de 1,9 ponto percentual, na comparação com o mesmo mês do ano anterior: 38,8% deles estavam inadimplentes em março

Já as faixas de 26 a 35 anos e de 31 a 35 anos tiveram ligeira queda na mesma relação.



TURISMO



MTurismo. 25 de Abril de 2019. Isenção de visto é tema de audiência pública na Câmara dos Deputados. Com parlamentares da Comissão de Turismo, Ministério do Turismo discutiu medidas que facilitam a entrada de turistas estrangeiros no Brasil
Por Geraldo Gurgel

25.04.2019 camara

A isenção de visto dos visitantes de países estratégicos para o turismo brasileiro e a concessão de visto pelo sistema eletrônico e-Visa foram apresentadas pelo Ministério do Turismo em audiência pública desta quarta-feira (24) na Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados como medidas de facilitação da atração de turistas estrangeiros ao Brasil. O secretário nacional de Integração Interinstitucional do MTur, Bob Santos, defendeu as ações como forma de impulsionar o fluxo internacional para os destinos brasileiros e movimentar a economia, ampliar a oferta de serviços e gerar empregos.

“É urgente facilitar o acesso para sermos competitivos”, disse o secretário. Bob Santos destacou a recente decisão do governo brasileiro de isentar vistos para turistas americanos, canadenses, australianos e japoneses. “Além de melhorar o ambiente de negócios, com a abertura mais ampla do mercado do turismo nacional para polos emissores, sem risco migratório, já temos informações de acréscimo nas reservas de passagens aéreas desses países para o Brasil no próximo semestre, quando a medida entrará em vigor”, destacou. Ele disse, ainda, que o MTur já estuda estender a medida para outros países estratégicos, que serão definidos em parceria com os ministérios das Relações Exteriores e da Justiça e Segurança Pública.

O diretor de Segurança e Justiça do Itamaraty, André Veras Guimarães, lembrou que o Brasil já mantém acordos bilaterais de isenção de vistos com 90 países, entre os quais estão países do Mercosul e da Comunidade Europeia. “Medidas de facilitação da entrada de estrangeiros vão ao encontro da percepção do turismo como atividade estratégica e dinâmica para a economia”, afirmou o representante do Ministério das Relações Exteriores.

Já a chefe do departamento de Imigração e Controle de Fronteira da Polícia Federal, Cristina Bueno Camata, disse que a “isenção ou facilitação não relaxa nem retira o controle das fronteiras” e exemplificou citando o cadastro de argentinos, que é feito previamente. O banco de dados tem aumentado a segurança e reduzido as filas de turistas na fronteira do país vizinho com o Rio Grande do Sul.

O secretário do MTur ressaltou também outras medidas estruturantes para atrair turistas ao Brasil, como a abertura das companhias aéreas nacionais ao capital externo e a gestão turística de patrimônios mundiais históricos, culturais e naturais. “São atrativos diversos espalhados por um pais de dimensões continentais e que precisa ampliar a conectividade aérea”, disse Bob Santos.

Edição: Vanessa Sampaio



ENERGIA



OPEP. PORTAL G1. AFP. 25/04/2019. Barril de petróleo Brent supera US$ 75 pela 1ª vez desde outubro. Alta ocorre em meio a sanções mais rígidas dos Estados Unidos ao Irã e após dados sobre aumento nos estoques nos EUA. Petróleo Brent, referência para o mercado global, supera US$ 75 pela 1ª vez desde outubro

O barril de Brent do mar do Norte, petróleo de referência na Europa, superou nesta quinta-feira (25) a cotação de US$ 75 em Londres pela primeira vez desde o fim de outubro, estimulado pelas sanções mais rígidas dos Estados Unidos ao Irã.

Às 8h30 (5h30 de Brasília), o barril de Brent para entrega em junho era negociado a US$ 75,35, uma alta de 78 centavos na comparação com o fechamento de quarta-feira.

Em Nova York, o barril de West Texas Intermediate para entrega também em junho ganhava 19 centavos, cotado a US$ 66,08, poucos minutos depois de alcançar US$ 6,16, a maior cotação em seis meses.

A alta também ocorre após dados divulgados pelos Estados Unidos mostrarem que os estoques do país subiram a seus maiores níveis desde 2017, contrariando temores de um aperto na oferta.

Os estoques norte-americanos de petróleo avançaram em 5,5 milhões de barris na última semana, disse a Administração de Informação de Energia (AIE) do país, valor muito acima do previsto por analistas.

O bombeamento de petróleo dos EUA, que se tornou o maior produtor mundial em 2018, retornou à sua máxima recorde de 12,2 milhões de barris por dia na semana passada, enquanto importações líquidas saltaram 900 mil barris, apontou a AIE.

CONAB. 23 de Abril de 2019. Produção de etanol no Brasil mantém recorde com 33,14 bilhões de litros

O Brasil deve alcançar uma produção total de 33,14 bilhões de litros de etanol, o que representa um aumento de 21,7% ou 5,9 bilhões de litros, em relação ao período passado. O recorde se mantém também para a quantidade de etanol hidratado, com 23,58 bilhões de litros, ou seja, 45,2% ou 7,3 bilhões de litros a mais que o ciclo anterior. Este cenário confirma o novo recorde de produção de etanol para o país, batendo o índice anterior de 30,5 bilhões na safra de 2015/16. No hidratado, o maior valor até então alcançado havia sido de 19,6 bilhões de litros, na safra 10/11.

Os dados são do 4º levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2018/2019 divulgado nesta terça-feira (23) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mostra também que houve redução com relação ao anidro, que é utilizado na mistura com a gasolina. A produção ficou em 9,56 bilhões de litros, 13,1% a menos que no período antecedente.

De acordo com o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab, Cleverton Santana, o aumento na produção de etanol nesta safra deveu-se, principalmente, à queda de preços do açúcar no mercado internacional e a um cenário mais favorável para o etanol no mercado interno, frente à alta do dólar e do petróleo. “Esses fatores fizeram com que as unidades de produção aumentassem a destinação de cana-de-açúcar para a produção de etanol nesta safra”, explica.

A safra da cana foi de 620,4 milhões de toneladas, apresentando redução de 2% em relação à anterior de 633,26 milhões de t. No caso da produção de açúcar, esta atingiu 29,04 milhões de t, um decréscimo de 23,3% ou 8,8 milhões de t, se comparado à temporada passada. A área colhida ficou em 8,59 milhões de hectares, o que representa uma diminuição de 1,6% se comparada a 2017/18.

Na região sudeste, principal produtora do país, com São Paulo e Minas Gerais abrangendo quase 64% da produção nacional, a produção total foi de 400,3 milhões de t, uma redução de 4,1% em relação à safra 2017/18, por problemas climáticos e devolução de terras arrendadas.

Nova safra – A pesquisa realizada em campo, que permitiu a coleta de dados por parte dos técnicos da Conab para este estudo, servirá também para a divulgação do 1º Levantamento da Safra de Cana-de-Açúcar 2019/2020. “A cana-de-açúcar é uma cultura semi-perene, não é necessário que seja feita toda a sua colheita para que haja um replantio”, explica Cleverton. “Isso nos permite aproveitar a viagem a campo para realizar duas pesquisas distintas: uma de fechamento da safra atual e outra de estimativas para o início da próxima”, explica o superintendente.

Safra Brasileira de Cana-de-Açúcar

O processo de acompanhamento da safra de cana-de-açúcar é realizado com o propósito fundamental de abastecer com informações e conhecimentos relevantes que auxiliem o governo federal a gerir as políticas públicas voltadas para o setor e apoiem a tomada de decisão dos agentes do mercado, tendo em vista sua importância estratégica e econômica para o Brasil. Esse trabalho é realizado a partir de uma parceria permanente entre o setor público e o setor privado, promovendo avaliações quadrimestrais da safra brasileira de cana-de-açúcar. Os resultados são divulgados em quatro boletins anuais.

A Conab produz ainda o estudo sobre o Perfil do Setor do Açúcar e do Etanol no Brasil, condensando informações sobre o setor e abordando aspectos ligados à fase industrial, agrícola e do próprio sistema de produção. Esse esforço tem o propósito fundamental de instrumentalizar o Governo Federal na tarefa de gerir as políticas públicas, permitindo também a compreensão de um quadro abrangente da organização e do funcionamento do setor sucroalcooleiro no país.

Boletim de Cana 4º Levantamento: https://www.conab.gov.br/info-agro/safras/cana


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