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June 11, 2018



INDICADORES/INDICATORS




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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)



ANÁLISE


BACEN. PORTAL G1. 11/06/2018. Após greve dos caminhoneiros, mercado projeta inflação maior e vê alta do PIB abaixo de 2% em 2018. Pesquisa do BC aponta que previsão do mercado financeiro para a inflação deste ano passou de 3,65% para 3,82%, e a de alta do PIB recuou de 2,18% para 1,94% em 2018.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília

Os economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para 2018 e passaram a prever uma alta menor do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

O movimento aconteceu após a greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias. A paralisação da categoria gerou uma crise no abastecimento em todo o país e falta de diversos produtos como, por exemplo, gás de cozinha, combustível nos postos, alimentos nos supermercados e querosene nos aeroportos.

As expectativas dos analistas estão no mais recente relatório de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A previsão do mercado financeiro para a inflação em 2018 avançou de 3,65%, na semana retrasada, para 3,82% na última semana.

O percentual esperado pelos analistas continua abaixo da meta de inflação que o Banco Central precisa perseguir neste ano, que é de 4,5% e dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema – a meta terá sido cumprida pelo BC se o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficar entre 3% e 6%.

Para 2019, o mercado financeiro elevou sua expectativa de inflação de 4,01% para 4,07%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerência do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Produto Interno Bruto

Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram a previsão de crescimento de 2,18% para 1,94%. Foi a sexta queda seguida do indicador. Há um mês atrás, a estimativa de crescimento da economia, para este ano, estava em 2,51%.

Para 2019, a expectativa do mercado para expansão da economia recuou de 3% para 2,80%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,5%. Em 2017, cresceu 1% e encerrou a recessão no país.

Segundo analistas ouvidos pelo G1, a greve dos caminhoneiros deve prejudicar o crescimento do país no segundo trimestre. Alguns, inclusive, já reduziram a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e também do ano por causa da paralisação.

Taxa de juros

Os analistas do mercado financeiro também mantiveram em 6,50% ao ano sua previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, ao final de 2018.

Com isso, o mercado estima que a taxa de juros fique estável no atual patamar de 6,50% ao ano até o fechamento deste ano.

Para o fim de 2019, a estimativa do mercado financeiro para a Selic continuou em 8% ao ano. Deste modo, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem.

Câmbio, balança e investimentos

Na edição desta semana do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2018 permaneceu em R$ 3,50 por dólar. Para o fechamento de 2019, ficou estável também em R$ 3,50 por dólar.

A projeção do boletim Focus para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 57 bilhões para US$ 57,15 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit avançou de US$ 49,3 bilhões para US$ 49,6 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, recuou de US$ 75 bilhões para US$ 71 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas caiu de US$ 80 bilhões para US$ 77 bilhões.

Instituto Datafolha. PORTAL G1. 11/06/2018. Economia do país piorou para 72%, aponta pesquisa Datafolha. Instituto ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Datafolha publicada no site do jornal "Folha de S.Paulo" nesta segunda-feira (11) aponta que 72% dos entrevistados entendem que a situação econômica do país piorou nos últimos meses, ou seja: 7 em cada 10 brasileiros. Apenas 6% avaliaram que o quadro melhorou.

Na última pesquisa sobre o mesmo tema, em abril, 52% avaliaram que a economia havia se deteriorado.

O instituto apurou ainda que 32% dos entrevistados disseram que a economia vai piorar nos próximos meses, e que 26% acreditam em recuperação.

Ainda segundo a amostra do Datafolha, 60% dos entrevistados dizem que o Brasil é um país ótimo ou bom para se viver. Esse índice era de 48% em abril.

Controle de preços
A pesquisa também indica que a maioria dos brasileiros desaprova paralisação e quer controle de preços do gás e do combustível.

68% é contra à atual política de reajuste de combustíveis adotada pela Petrobras, escorada na variação internacional do barril de petróleo e na cotação do dólar. Para esses, o governo deve controlar os preços dos combustíveis e do gás. Apenas 26% acham o contrário.

De acordo com o instituto, 69% dos entrevistados dizem que a greve dos caminhoneiros trouxe mais prejuízos do que benefícios para a população. 20% apontaram o inverso.

O instituto ouviu 2.824 pessoas nos dias 6 e 7 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

BACEN. REUTERS. 11 DE JUNHO DE 2018. Mercado vê PIB crescendo menos de 2% este ano; reduz estimativa para 2019 pela 1ª vez em quase 5 meses

SÃO PAULO (Reuters) - Após a greve dos caminhoneiros, que abalou o abastecimento e afetou diversos setores da economia, o mercado passou a apontar que o Brasil crescerá menos de 2 por cento neste ano e, pela primeira vez em quase cinco meses, reduziu as estimativas para 2019.

Pesquisa semanal Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira mostrou que as projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano recuaram a 1,94 por cento, ante 2,18 por cento no levantamento anterior.

Para 2019, as contas foram a 2,80 por cento, interrompendo 18 semanas seguidas em que as estimativas ficaram em 3 por cento.

O Focus também mostrou que o mercado espera menor expansão na produção industrial para 2018 e 2019, a 3,51 e 3,20 por cento, respectivamente. Até então, as contas estavam em 3,80 e 3,50 por cento.

A greve dos caminhoneiros durou 11 dias em maio e, além de afetar em cheio a economia, também levou o governo a anunciar medidas para reduzir os preços do diesel, com elevado custo fiscal que também tem potencial para arranhar a confiança dos agentes econômicos.

As contas para a inflação neste ano voltaram a ser elevadas pela quarta semana seguida. A alta do IPCA foi calculada agora em 3,82 por cento em 2018 e em 4,07 por cento em 2019, sobre 3,65 e 4,01 por cento, respectivamente, na semana anterior.

Para a taxa básica de juros, não houve mudanças nas expectativas de que a Selic terminará o ano a 6,5 por cento, indo a 8 por cento no final de 2019, mesmos cálculos do Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões.

Para o câmbio, também não houve mudanças. O mercado continuou vendo o dólar a 3,50 reais tanto no fim de 2018 quanto de 2019, após intensa volatilidade nos mercados na semana passada e forte atuação do BC

Por Patrícia Duarte



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



INFLAÇÃO



FGV. IBRE. 11-Jun-2018. Índices Gerais de Preços. IGP-M Primeiro Decêndio. IGP-M acelera na 1ª prévia de junho

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) variou 1,50%, no primeiro decêndio de junho, taxa superior a apurada em maio, quando o índice havia subido 1,12%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou 2,06%, no primeiro decêndio de junho. No mesmo período do mês de maio, o índice ficou em 1,58%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais subiram em média 1,98% em junho, após variar 0,04% em maio. Contribuiu para o movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,03% para 9,70%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou 2,76%, contra 2,20%, no mês anterior. A principal contribuição para este avanço partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,60% para 2,48%.

O índice referente as Matérias-Primas Brutas registrou alta de 1,31%, após subir 2,73% no mês anterior. Contribuíram para o recuo da taxa de variação do grupo os seguintes itens: minério de ferro (7,99% para -1,12%), soja (em grão) (5,05% para 0,93%) e cana-de-açúcar (2,09% para -0,20%). Em sentido oposto, vale citar aves (-0,86% para 10,14%), milho (em grão) (1,18% para 4,11%) e laranja (-5,39% para 1,11%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,54%, no primeiro decêndio de junho, ante 0,21% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-0,41% para 1,16%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -0,23% para 4,89%.

Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Alimentação (-0,07% para 0,61%), Vestuário (0,17% para 1,43%) e Habitação (0,31% para 0,34%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos itens hortaliças e legumes (1,48% para 10,85%), roupas (0,37% para 1,47%) e tarifa de eletricidade residencial (1,18% para 1,35%).

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (1,35% para 0,54%), Educação, Leitura e Recreação (0,30% para -0,41%), Comunicação (0,22% para 0,00%) e Despesas Diversas (0,12% para 0,04%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos seguintes itens: medicamentos em geral (3,21% para 0,53%), salas de espetáculo (1,77% para -1,00%), mensalidade para TV por assinatura (1,86% para -0,22%) e clínica veterinária (0,56% para 0,13%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,18%, no primeiro decêndio de junho. No mês anterior, esse índice havia subido 0,38%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços variou 0,25%. No mês anterior, a taxa foi de 0,47%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,13%. No mês anterior, este índice variou 0,31%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C563B43DF60163EE71034313D0

FGV. IBRE. 11-Jun-2018. Inflação pelo IPC-S avança em todas as capitais pesquisadas

O IPC-S de 07 de junho de 2018 registrou variação de 0,70%, 0,29 ponto percentual (p.p.) acima da taxa divulgada na última apuração. Todas sete capitais pesquisadas registraram acréscimo em suas taxas de variação.

A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.

600

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C563B43DF60163EE7CEEED72FB



MERCADO DE CÂMBIO



BACEN. PORTAL G1. 11/06/2018. Dólar cai abaixo de R$ 3,70 com atuação do BC no mercado. Na sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 5,50%, vendida a R$ 3,7074. Foi a maior queda percentual diária desde 13 de outubro de 2008, quando o dólar despencou 7,74%

O dólar firmou trajetória de baixa e já operava abaixo de R$ 3,70 nesta segunda-feira (11), após o Banco Central anunciar intervenção no mercado, ofuscando a influência externa e a tentativa de correção ao tombo de mais de 5% da última sessão.

A moeda abriu o dia em alta e chegou a R$ 3,72, mas começou a cair após anúncio de venda de swaps tradicionais pelo Banco Central.

Às 12h17, a moeda norte-americana caía 0,68%, a R$ 3,6822 na venda. Na máxima do dia até então, chegou a R$ 3,7297 e na mínima, a R$ 3,6732. Veja mais cotações.

Intervenção do BC

O BC conseguia conter alta mais expressiva do dólar após anunciar nesta manhã leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Vendeu integralmente a oferta, de US$ 2,5 bilhões, somando neste mês US$ 13,116 bilhões em novos swaps.

O BC também realizou nesta segunda-feira leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando US$ 3,080 bilhões dos US$ 8,762 bilhões que vencem em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

Diferentemente do que vinha fazendo, o BC não anunciou no pregão anterior, quando o dólar despencou sobre o real, leilão de novos swaps cambiais para a sessão seguinte. Ele vinha ofertando diariamente até 15 mil novos contratos desde 21 de maio passado e, de 14 a 18 de maio, o BC também tinha feito oferta extra, mas de até 5 mil contratos novos.

"Ele (o BC) não pode dar previsibilidade porque cria uma banda, um teto e um piso, e mercado fica esperando", disse à Reuters o gestor de derivativos de uma corretora local.

Após a forte disparada do dólar e das taxas de juros futuros, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira passada que o órgão ofereceria mais US$ 20 bilhões em novos swaps até o fim desta semana.

No pregão passado, assim, vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos, dentro dessa nova estratégia.

"Serão US$ 20 bilhões até sexta-feira (15), isso pode ajudar o dólar a cair um pouco mais, até R$ 3,65, R$ 3,60, no máximo. Mas o dólar só vai ficar mais fraco aqui se o Fed não trouxer surpresas", afirmou à Reuters o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior.

Ele lembra que haverá nesta semana reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, em meio a expectativas no mercado de que a autoridade monetária possa elevar mais do que o esperado os juros na maior economia do mundo.

Variação do dólar em 2018
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
em R$dólar comercialdólar turismo (sem IOF)12/125/111/117/123/129/12/28/216/222/228/26/312/316/322/328/34/410/416/420/426/43/59/515/521/525/501/0607/0633,253,53,7544,25
29/3
 dólar comercial: 3,3033
Fonte: Valor PRO

Cenários externo e interno

Por ora, as apostas ainda são majoritárias para que o Fed faça três altas de juros neste ano, a segunda esperada para esta semana, mas indicadores recentes podem indicar uma possível aceleração da elevação das taxas, segundo a Reuters.

Juros mais elevados nos Estados Unidos tendem a atrair para o país recursos até então aplicados em outras praças, como o Brasil.

No exterior, o dólar operava praticamente estável ante a cesta de moedas, mas subia ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

"O clima não é favorável para o dólar cair", acrescentou Faria Júnior.

A cena política também continuava no radar dos mercados nesta sessão, com os investidores repercutindo o resultado da pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha divulgada no domingo.

Última sessão

Na sexta-feira, a moeda norte-americana caiu 5,50%, vendida a R$ 3,7074. Na mínima do dia, o dólar alcançou R$ 3,6954. Foi a maior queda percentual diária desde 13 de outubro de 2008, quando o dólar despencou 7,74%, segundo o Valor Online.

Por conta da alta volatilidade no mercado financeiro, o Tesouro suspendeu pelo segundo dia consecutivo a venda de títulos públicos. A perspectiva é de que as negociações sejam retomadas na manhã desta segunda.

Dólar na semana (Foto: Roberta Jaworski/G1)

BACEN. REUTERS. 11 DE JUNHO DE 2018. Dólar cai abaixo de R$3,70 com atuação do BC no mercado
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar firmou trajetória de baixa e já operava abaixo de 3,70 reais nesta segunda-feira, após o Banco Central anunciar intervenção no mercado, ofuscando a influência externa e a tentativa de correção ao tombo de mais de 5 por cento da última sessão.

Às 11:59, o dólar recuava 0,69 por cento, a 3,6808 reais na venda, depois de despencar 5,59 por cento na sexta-feira, maior queda em quase 10 anos.

Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,7309 reais e, na mínima, a 3,6755 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,75 por cento.

O BC conseguia conter o dólar após anunciar leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Vendeu integralmente a oferta, de 2,5 bilhões de dólares, somando neste mês 13,116 bilhões de dólares em novos swaps.

Diferentemente do que vinha fazendo, o BC não anunciou no pregão anterior, quando o dólar despencou sobre o real, leilão de novos swaps cambiais para a sessão seguinte. Ele vinha ofertando diariamente até 15 mil novos contratos desde 21 de maio passado e, de 14 a 18 de maio, o BC também tinha feito oferta extra, mas de até 5 mil contratos novos.

“Ele (o BC) não pode dar previsibilidade porque cria uma banda, um teto e um piso, e mercado fica esperando”, disse o gestor de derivativos de uma corretora local.

Após a forte disparada do dólar e das taxas de juros futuros, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira passada que o órgão ofereceria mais 20 bilhões de dólares em novos swaps até o fim desta semana.

No pregão passado, assim, vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos, dentro dessa nova estratégia.

O BC também realizou nesta segunda-feira leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho, já somando 3,080 bilhões de dólares do total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total.

“Serão 20 bilhões de dólares até sexta-feira, isso pode ajudar o dólar a cair um pouco mais, até 3,65 reais, 3,60 reais, no máximo. Mas o dólar só vai ficar mais fraco aqui se o Fed não trouxer surpresas”, afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ao lembrar que haverá reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano nesta semana, em meio a expectativas no mercado de que possa elevar mais do que o esperado os juros na maior economia do mundo.

Por ora, as apostas ainda são majoritárias para três altas de juros este ano, a segunda esperada para esta semana. Mas os indicadores recentes podem levar o Fed a indicar que pode ampliar o passo, o que tem potencial para atrair aos EUA recursos hoje aplicado em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar tinha leve baixa ante a cesta, mas subia ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

“O clima não é favorável para o dólar cair”, afirmou , acrescentou Faria Júnior.

A cena política também continuava no radar dos mercados nesta sessão. Pesquisa Datafolha divulgada na véspera, no entanto, acabou servindo para trazer alguma calma aos agentes.

O levantamento mostrou que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) liderava a corrida presidencial quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece na disputa, seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede), mas a maior fatia do eleitorado se diz sem candidato.

Também mostrou que, que nos cenários sem Lula, Marina variava de 14 a 15 por cento, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscilava entre 10 e 11 por cento, o tucano Geraldo Alckmin tinha 7 por cento e senador Alvaro Dias (Podemos), 4 por cento.

REUTERS. 11 DE JUNHO DE 2018. Dólar tem leves oscilações ante real com BC e exterior
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, após o Banco Central anunciar intervenção no mercado, ofuscando a influência externa e a tentativa de correção ao tombo de mais de 5 por cento da última sessão.

Às 10:35, o dólar avançava 0,29 por cento, a 3,7174 reais na venda, depois de despencar 5,59 por cento na sexta-feira, maior queda em quase 10 anos.

Na máxima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,7309 reais e, na mínima, a 3,6932 reais. O dólar futuro tinha baixa de cerca de 0,20 por cento.

O BC conseguia conter alta mais expressiva do dólar após anunciar nesta manhã leilão de até 50 mil novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, nesta sessão. Vendeu integralmente a oferta, de 2,5 bilhões de dólares, somando neste mês 13,116 bilhões de dólares em novos swaps.

Diferentemente do que vinha fazendo, o BC não anunciou no pregão anterior, quando o dólar despencou sobre o real, leilão de novos swaps cambiais para a sessão seguinte. Ele vinha ofertando diariamente até 15 mil novos contratos desde 21 de maio passado e, de 14 a 18 de maio, o BC também tinha feito oferta extra, mas de até 5 mil contratos novos.

“Ele (o BC) não pode dar previsibilidade porque cria uma banda, um teto e um piso, e mercado fica esperando”, disse o gestor de derivativos de uma corretora local.

Após a forte disparada do dólar e das taxas de juros futuros, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse na quinta-feira passada que o órgão ofereceria mais 20 bilhões de dólares em novos swaps até o fim desta semana.

No pregão passado, assim, vendeu integralmente o lote de até 15 mil novos swaps, e também a oferta integral de até 60 mil contratos, dentro dessa nova estratégia.

O BC também fará agora leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho.

“Serão 20 bilhões de dólares até sexta-feira, isso pode ajudar o dólar a cair um pouco mais, até 3,65 reais, 3,60 reais, no máximo. Mas o dólar só vai ficar mais fraco aqui se o Fed não trouxer surpresas”, afirmou o diretor da consultoria de valores mobiliários Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ao lembrar que haverá reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano nesta semana, em meio a expectativas no mercado de que possa elevar mais do que o esperado os juros na maior economia do mundo.

Por ora, as apostas ainda são majoritárias para três altas de juros este ano, a segunda esperada para esta semana. Mas os indicadores recentes podem levar o Fed a indicar que pode ampliar o passo, o que tem potencial para atrair aos EUA recursos hoje aplicado em outras praças, como a brasileira.

No exterior, o dólar operava praticamente estável ante a cesta, mas subia ante as divisas de países emergentes, como os pesos mexicano e chileno.

“O clima não é favorável para o dólar cair”, afirmou , acrescentou Faria Júnior.

A cena política também continuava no radar dos mercados nesta sessão. Pesquisa Datafolha divulgada na véspera, no entanto, acabou servindo para trazer alguma calma aos agentes.

O levantamento mostrou que o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) liderava a corrida presidencial quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não aparece na disputa, seguido pela ex-senadora Marina Silva (Rede), mas a maior fatia do eleitorado se diz sem candidato.

Também mostrou que, que nos cenários sem Lula, Marina variava de 14 a 15 por cento, o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) oscilava entre 10 e 11 por cento, o tucano Geraldo Alckmin tinha 7 por cento e senador Alvaro Dias (Podemos), 4 por cento.



MERCADO DE AÇÕES



BOVESPA. B3. PORTAL G1. 11/06/2018. Bovespa sobe com cena política ainda no radar. O Ibovespa acumulou queda de 5,6% na semana passada, pior desempenho semanal em mais de um ano.

O principal índice da ações da bolsa brasileira (B3) sobe na manhã desta segunda-feira (11), após cair forte no último pregão. No cenário internacional o quadro é misto, enquanto internamente o mercado repercute nova pesquisa sobre a disputa presidencial de outubro.

Às 11h17, o Ibovespa subia 0,54%, a 73.336 pontos. Veja mais cotações.

O Ibovespa acumulou queda de 5,6% na semana passada, pior desempenho semanal em mais de um ano. Só na sexta-feira (8), o Ibovespa caiu 1,23% a 72.942 pontos. Foi o menor patamar de fechamento desde 19 de dezembro de 2017 (72.680).

Ibovespa em 2018
Pontuação de fechamento
28/125/111/117/123/130/105/0209/0219/0223/21/37/313/319/323/329/35/411/417/423/427/044/0510/516/522/0528/504/0608/0670k72,5k75k77,5k80k82,5k85k87,5k90k
08/06
 : 72.942
Fonte: B3



COMÉRCIO INTERNACIONAL



EUA. UE. PORTAL G1. REUTERS. 10/06/2018. Europa agirá contra tarifas dos EUA para aço e alumínio, diz Merkel. Premiê alemã maifestou pesar sobre a decisão abrupta do presidente Donald Trump de retirar o apoio dos Estados Unidos para um comunicado do G7.

A Europa implementará medidas contra as tarifas norte-americanas sobre o aço e alumínio, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, neste domingo (10), manifestando pesar sobre a decisão abrupta do presidente Donald Trump de retirar o apoio dos Estados Unidos para um comunicado do G7.

"A retirada, por assim dizer, via tweet é claro ... séria e um pouco deprimente", disse Merkel, em uma entrevista para a televisão da ARD, após a cúpula do G7 no Canadá.

Resposta à taxação dos EUA

Assim como o Canadá, a União Europeia está preparando contra-medidas às tarifas dos EUA sobre aço e alumínio importações, disse Merkel.

Canadá e México responderam com a imposição de tarifas sobre bilhões de dólares de produtos dos Estados Unidos, desde suco de laranja a carne de porco, e a União Europeia vai taxar uísque bourbon e as motocicletas Harley Davidson, depois que o governo de Donald Trump confirmou novas tarifas para importação de aço e alumínio da UE, Canadá e México.

Os membros da UE deram amplo apoio ao plano da Comissão Europeia de estabelecer tarifas sobre 2,8 bilhões de euros (R$ 3,4 bilhões) de exportações norte-americanas, caso Washington ponha fim às isenções tarifárias.

As tarifas da UE devem entrar em vigor em 20 de junho, desde que os 28 Estados-membros as aprovem. As exportações da UE sujeitas a impostos norte-americanos valem 6,4 bilhões de euros (US$ 7,5 bilhões).

Maiores exportadores de aço para os EUA (Foto: Ilustração: Juliana Souza/G1)

EUA. UE. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2018. UE irá agir contra tarifas dos EUA para aço e alimínio, diz Merkel

BERLIM (Reuters) - A Europa implementará medidas contra as tarifas norte-americanas em aço e alumínio, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, neste domingo, manifestando pesar sobre a decisão abrupta do presidente Donald Trump de retirar o apoio dos Estados Unidos para um comunicado do G7.

“A retirada, por assim dizer, via tweet é claro ... séria e um pouco deprimente”, disse Merkel, em uma entrevista para a televisão da ARD, após a cúpula do G7 no Canadá.

Assim como o Canadá, a União Europeia está preparando contra-medidas às tarifas dos EUA sobre aço e alumínio importações, disse Merkel.

Reportagem de Michael Nienaber

CHINA. EUA. PORTAL G1. REUTERS. 10/06/2018. China rejeita políticas comerciais egoístas e míopes, diz presidente. Fala acontece horas depois de Trump retirar apoio à declaração final da Cúpula do G7, que citava consenso sobre redução de tarifas no comércio mundial.

O presidente da China, Xi Jinping, que enfrenta uma disputa comercial acirrada com os Estados Unidos, disse neste domingo (10) que a China rejeita "políticas comerciais egoístas e míopes" e pediu pela construção de uma economia global aberta.

Xi não mencionou os Estados Unidos durante um discurso em uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai (SCO), um bloco de segurança regional liderado pela China e pela Rússia.

"Nós rejeitamos políticas egoístas, míopes, fechadas, estreitas, (nós) defendemos as regras da Organização Mundial do Comércio, apoiamos um sistema comercial multilateral e a construção de uma economia mundial aberta", disse Xi em um discurso na cidade portuária de Qingdao.

Os Estados Unidos e a China ameaçaram tarifas de US$ 150 bilhões cada, já que o presidente Donald Trump pressionou Pequim a abrir mais sua economia e resolver o grande déficit comercial dos Estados Unidos com a China.

Xi falou horas depois de Trump dizer que estava se retirando do comunicado do G7, frustrando o que parecia ser um frágil consenso sobre uma disputa comercial entre Washington e seus principais aliados.

O G7 havia divulgado um comunicado final em que falava de um "consenso" para reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio mundial, além de diminuir subsídios.

JAPÃO. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2018. Primeiro-ministro do Japão diz que nenhum país se beneficia do protecionismo

QUÉBEC CITY (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão Shinzo Abe disse no sábado que nenhum país se beneficia do protecionismo, e que todas as medidas devem ser consistentes de acordo com a Organização Mundial do Comércio, ao encerrar um controverso encontro entre os líderes do G7 no Canadá neste fim de semana.

Os representantes do G7 tentaram ignorar as discordâncias entre eles no encontro realizado no Canadá e deixaram o país sem uma posição uniforme, uma vez que o presidente norte-americano Donald Trump eloquentemente manteve sua agenda “America First” (América primeiro).

Abe também disse que o G7 manifestou apoio a Trump antes de sua histórica cúpula com o líder norte-coreano Kim Jung Un em Cingapura na próxima terça-feira.

Reportagem de Linda Sieg e Malcolm Foster em Tóquio

EUA. 9 DE JUNHO DE 2018. Trump exige fim do comércio "injusto" após cúpula do G7
Por Roberta Rampton e Jean-Baptiste Vey

LA MALBAIE, Quebec (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado ter afirmado aos líderes do Grupo dos Sete que os Estados Unidos queriam um rápido fim de práticas comerciais que, segundo ele, levaram a um êxodo de empresas americanas e empregos para outros países.

Trump, que irritou seus parceiros do G7 na semana passada com tarifas sobre as importações de aço e alumínio do Canadá, da União Européia e do México como parte de sua agenda “América Primeiro”, prometeu se manter firme até que os produtos norte-americanos tivessem acesso “justo” aos mercados.

“Tiveram vantagens sobre os Estados Unidos por décadas e décadas”, disse Trump em uma coletiva de imprensa no segundo e último dia da cúpula realizada no Canadá.

Trump disse que sugeriu aos outros líderes do G7 que todas as barreiras comerciais, incluindo tarifas e subsídios, sejam eliminadas.

“Você fica livre de tarifas, livre de barreiras, livre de subsídios”, disse ele. “Eu sugeri isso e espero que os demais líderes voltem à prancheta (para analisar a proposta)”.

Trump negou que a cúpula tenha sido contenciosa, uma observação que contradiz o que um oficial do G7 descreveu como uma arenga amarga na sexta-feira entre o presidente dos Estados Unidos e seus colegas sobre as tarifas.

EUA. REUTERS. 9 DE JUNHO DE 2018. Trump diz que os Estados Unidos precisam de acesso justo a mercados

LA MALBAIE, Quebec (Reuters) - O presidente dos EUA, Donald Trump, disse no sábado ter afirmado aos líderes do Grupo dos Sete que os Estados Unidos precisam de acesso justo aos mercados e o fim das práticas comerciais desleais.

“Tiveram vantagens sobre os Estados Unidos por décadas e décadas”, disse Trump a repórteres, acrescentando que não culpam os líderes do G7 pelos acordos comerciais “injustos”.

Reportagem de Roberta Rampton



G7



G7. PORTAL G1. 10/06/2018. Países reagem a declarações de Trump contra comunicado final de Cúpula do G7. Após abandonar o encontro antes do fim, presidente americano atacou premiê canadense, Justin Trudeau, que conduziu a cúpula em Quebec.

Chanceler alemã, Angela Merkel fala com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante cúpula do G7 (Foto: Bundesregierung/Jesco Denzel/Handout via REUTERS)
Chanceler alemã, Angela Merkel fala com o presidente dos EUA, Donald Trump, durante cúpula do G7 (Foto: Bundesregierung/Jesco Denzel/Handout via REUTERS)

A decisão do presidente americano, Donald Trump, de retirar o apoio americano ao comunicado final da cúpula do G7 por meio uma mensagem no Twitter, provocou reações da França e da Alemanha neste domingo (10), e minou o que já parecia ser um frágil consenso sobre a disputa comercial entre os Estados Unidos e seus principais aliados.

"Em questão de segundos, você consegue destruir o sentimento de confiança com apenas 280 caracteres de Twitter", disse o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, acrescentando que a resposta da Europa deve ser de união ainda maior.

Já o governo francês afirmou que "a cooperação internacional não pode depender de ataques de raiva e palavras mesquinhas: sejamos sérios e dignos de nossos povos", segundo a Rádio França Internacional (RFI).

Para entender a reviravolta na cúpula do G7
  • Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, EUA participaram de reunião em Quebec (Canadá), entre sexta (8) e sábado (9);
  • Trump saiu antes da divulgação do documento conjunto final;
  • Premiê canadense, Justin Trudeau, que presidia reunião, anunciou que os países concordaram em fazer esforços para reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio mundial;
  • Líder canadense fez fortes críticas às tarifas sobre o aço e alumínio aplicadas pelos EUA e chamou as sobretaxas de um "insulto";
  • Trump discordou do tom das declarações de Trudeau para jornalistas, chamou o premiê de "desonesto e fraco" e orientou seu representante na cúpula a não assinar;
  • França e Alemanha criticaram atitude do presidente americano.

Premiê canadense, Justin Trudeau (à direita), presidiu o encontro dos líderes do G7 (Foto: Adam Scotti/Prime Minister's Office/Handout via REUTERS)
Premiê canadense, Justin Trudeau (à direita), presidiu o encontro dos líderes do G7 (Foto: Adam Scotti/Prime Minister's Office/Handout via REUTERS)

Trump chamou Trudeau de fraco e desonesto

Trump deixou o encontro de líderes do G7 (formado por Canadá, Japão, França, Alemanha, Reino Unido, Itália, EUA) antes de discutir a mudança climática e a saúde dos oceanos, exacerbando as fraturas do grupo. Durante o encontro, o americano ameaçou deixar de fazer comércio com aqueles países que mantenham tarifas às exportações americanas, exigindo que o bloco europeu e o Canadá eliminem barreiras contra a entrada de produtos dos EUA.

O comunicado final, já sem a presença de Trump na cúpula, citou esforços em reduzir barreiras tarifárias e não tarifárias no comércio mundial, além de diminuir subsídios. O consenso foi anunciado pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, que presidiu dois dias de discussões.

Em uma tentativa de apaziguar os ânimos, a carta também se comprometeu a "modernizar" a Organização Mundial do Comércio (OMC) para torná-la "mais justa o mais rápido possível".

No entanto, o "consenso" durou pouco. Trump chamou o líder canadense de fraco e desonesto, e pediu a seus representantes para que não assinem a carta.

"Baseado nas falsas declarações de Justin em sua conferência de imprensa e em que o Canadá cobra tarifas enormes a nossos fazendeiros, trabalhadores e companhias, ordenei a nossos representantes não apoiarem o comunicado", tuitou Trump do avião que o leva a Singapura.

O anúncio de retirada de apoio ao documento final aconteceu após Trudeau fazer fortes críticas às sobretaxas sobre o aço e alumínio aplicada pelos EUA recentemente. Segundo o primeiro-ministro do Canadá, trata-se de um "insulto" que provocará retaliação a partir do próximo mês.

"É com pesar, mas com absoluta clareza e firmeza, que avançaremos com medidas retaliatórias em 1º de julho, aplicando tarifas equivalentes àquelas que os americanos aplicaram injustamente a nós", afirmou o anfitrião da conferência, a jornalistas.

"Nós canadenses somos educados, somos razoáveis, mas também não seremos maltratados"

Na sequência, Trump reiterou a ameaça de impor tarifas "aos carros que inundam o mercado americano", uma decisão que aponta inicialmente para a Alemanha, outro membro proeminente do G7.

Reagindo aos comentários de Trump, o gabinete de Trudeau disse que o primeiro ministro "não disse nada que não havia dito antes - tanto em conversas públicas quanto privadas com o presidente".

Clima tenso na cúpula

Em entrevista coletiva, antes de deixar a cúpula, Trump ainda tentou manter um “tom conciliador”, chegando a propor uma zona de livre comércio entre os países do G7 e da União Europeia em uma tentativa de responder às acusações de que seria protecionista por impor sobretaxas ao aço e ao alumínio.

O clima tenso da cúpula do G7 deste ano, entretanto, foi ilustrado em uma série de fotos. Uma delas mostra o presidente sentado, com os braços cruzados, olhando com um leve sorriso em direção à chanceler federal alemã, Angela Merkel, e ao presidente francês, Emmanuel Macron, que estavam atrás de uma pesa e pareciam tentar convencê-lo, como destacou a Deutsche Welle.

Trump irritou seus parceiros do G7 com sua agenda "América Primeiro" e prometeu se manter firme até que os produtos norte-americanos tivessem acesso "justo" aos mercados.

Premiê canadense, Justin Trudeau, e presidente americano, Donald Trump, durante encontro na sexta-feira (8)  (Foto: Christinne Muschi/ Reuters)
Premiê canadense, Justin Trudeau, e presidente americano, Donald Trump, durante encontro na sexta-feira (8)  (Foto: Christinne Muschi/ Reuters)

O líder americano vem causando constrangimento aos parceiros antigos não só no comércio. Trump retirou os EUA de acordos internacionais, como o pacto nuclear com o Irã – fechado em 2015 com China, Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha – e o Acordo de Paris sobre mudança climática – assinado por quase 200 países.

França

Em nota, o governo francês afirmou que "a cooperação internacional não pode depender de ataques de raiva e palavras mesquinhas: sejamos sérios e dignos de nossos povos", segundo a Rádio França Internacional (RFI).

A nota do palácio do Eliseu denuncia a "incoerência" e a "inconsistência" de Trump. "Nós passamos dois dias negociando para concluir um texto e compromissos. Vamos permanecer ligados a ele, e qualquer um que der as costas [ao comunicado conjunto] mostra sua incoerência e inconsistência", afirma o Palácio do Eliseu em seu comunicado.

"A França e a Europa continuam a apoiar este comunicado, como esperamos de todos os membros signatários", concluiu.

Especialistas franceses veem na atitude imprevisível de Trump um jeito dele reforçar seu cacife e exibir força para a cúpula de Singapura com o líder norte-coreano, Kim Jong Un, além de rebaixar os aliados.

Líderes posam para foto em encerramento da reunião de cúpula do G7 no Canadá, no sábado (9) (Foto: Yves Herman/Reuterd)
Líderes posam para foto em encerramento da reunião de cúpula do G7 no Canadá, no sábado (9) (Foto: Yves Herman/Reuterd)

Alemanha

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou que o tuíte de Trumpo foi "deprimente", em entrevista à televisão pública alemã ARD.

"É duro, é decepcionante esta vez, mas não é o fim do G7. É deprimente, e para mim já é demais", ironizou.

O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, acusou Trump de "destruir a confiança" ao retirar o apoio americano ao comunicado.

"Em questão de segundos, você consegue destruir o sentimento de confiança com apenas 280 caracteres de Twitter. Agora é ainda mais importante que a Europa se mantenha unida e que defenda com mais clareza seus interesses", afirmou.

"Na verdade, isso não é uma surpresa, pois já havíamos visto esse mesmo comportamento na ocasião do acordo do clima ou do Irã", disse Maas.

China

O presidente da China, Xi Jinping, que enfrenta uma disputa comercial acirrada com os Estados Unidos, também se manifestou neste domingo (10), dizendo que a China rejeita "políticas comerciais egoístas e míopes" e pediu pela construção de uma economia global aberta. Porém, não fez referência direta ao encontro do G7.

Rússia

O presidente russo, Vladimir Putin, ironizou "o falatório criativo" dos países do G7 e os convidou a "se concentrar nas questões concretas próprias de uma verdadeira cooperação".

Durante a cúpula, o G7 pediu à Rússia que pare com suas tentativas de "minar os sistemas democráticos" e rejeitou uma proposta de Trump de reintegrar o país ao grupo.

A Rússia foi excluída após a sua anexação da Crimeia em 2014, condenada como um ataque à soberania da Ucrânia.

G7. REUTERS. 10 DE JUNHO DE 2018. Trump abandona reunião do G7 que tentava aliviar disputa comercial e ameaça mais tarifas
Por Roberta Rampton e Jean-Baptiste Vey

LA MALBAIE, Quebec (Reuters) - O presidente norte-americano Donald Trump provocou uma confusão na reunião do G7 que tentava mostrar uma frente unida depois de criticar o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, acrescentando que poderá dobrar as tarifas de importação ao atingir a sensível indústria automobilística.

Ao deixar a conferência do grupo dos sete no Canadá mais cedo, o anúncio de Trump de que ele estaria se retirando de um comunicado conjunto minou o que parecia ser um frágil consenso sobre a disputa comercial entre Washington e seus principais aliados.

“Justin Trudeau do Canadá agiu de maneira tão mansa e suave durante nossos encontros do G7 para depois dar uma entrevista coletiva depois que eu saí para dizer que ‘as tarifas dos EUA são um pouco insultantes’ e que ele ‘não será maltratado’. Muito desonesto e fraco. Nossas tarifas são em resposta às suas tarifas de 270 por cento sobre laticínios”, publicou Trump no Twitter.

Em sua entrevista coletiva, Trudeau falou sobre medidas retaliativas que o Canadá tomaria no próximo mês em resposta à decisão de Trump de aplicar tarifas sobre importações de aço e alumínio do Canadá, México e União Europeia.

“Nós canadenses somos educados, somos razoáveis, mas também não seremos maltratados”, disse Trudeau, o anfitrião da conferência de dois dias em La Malbaie, em Quebec, a jornalistas.

Reagindo aos comentários de Trump, o gabinete de Trudeau disse: “Estamos focados em tudo que conseguimos aqui na conferência. O primeiro ministro não disse nada que não havia dito antes - tanto em conversas públicas quanto privadas com o presidente.”

A Alemanha continuou apoiando o “comunicado acordado em conjunto” apesar da decisão de Trump de se retirar, afirmou o porta-voz do governo Steffen Seibert em nota neste domingo.

Em Paris, um fonte ligada à presidência francesa disse que a França e a Europa estão de acordo com o comunicado do G7 e que qualquer um que tenha deixado os compromissos feitos na conferência estaria mostrando “incoerência e inconsistência”.

“A cooperação internacional não pode depender de raiva ou de agressões. Vamos ser sérios”, disse a fonte, falando em condição de anonimato à Reuters.

Reportagem adicional de Andrea Hopkins, David Ljunggren, Giselda Vagnoni, Jan Strupczewski e William James em La Malbaie; Jonathan Landay e David Lawder em Washington; Emmanuel Jarry e Dominique Vidalon em Paris; Andreas Rinke e Michael Nienaber em Berlim

G7. UE. 10 DE JUNHO DE 2018. Reviravolta de Trump no G7 arruina confiança e faz Europa se unir, diz Alemanha

BERLIM (Reuters) - A decisão do presidente norte-americano Doanld Trump de retirar o apoio ao documento final do G7 por meio uma mensagem no Twitter minou o sentimento de confiança que havia no encontro e a resposta da Europa deve ser de união ainda maior, disse o Ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Heiko Maas, neste domingo.

“Na verdade, isso não é uma surpresa, pois já havíamos visto esse mesmo comportamento na ocasião do acordo do clima ou do Irã”, disse Maas, quando questionado sobre a decisão de Trump de revogar apoio ao comunicado final do G7 após o encontro realizado entre as superpotências no Canadá.

“Em questão de segundos, você consegue destruir o sentimento de confiança com apenas 280 caracteres de Twitter”, disse Maas, acrescentando que levará muito tempo para Trump reconquistar a confiança das potências mundiais.

Por Michael Nienaber

G7. FRANÇA. REUTERS. 9 DE JUNHO DE 2018. Declaração do G7 sobre comércio é apenas o primeiro passo, diz Macron

LA MALBAIE, Quebec (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, disse no sábado que uma declaração conjunta das nações do Grupo dos Sete foi apenas um primeiro passo e marcou uma tentativa de “estabilizar as coisas” com os Estados Unidos diante de uma disputa comercial que ameaçou separar a aliança.

“Este acordo ... é uma boa notícia e marca um desejo coletivo de estabilizar as coisas”, disse Macron a repórteres. “No entanto, não considero que com uma declaração tudo seja resolvido e é óbvio que teremos nas próximas semanas, nos próximos meses, para continuar a trabalhar.”

THE WASHINGTON POST. THE WHITE HOUSE. June 7, 2018. Trump is presiding over extraordinary growth. G-7 leaders should notice.
By Lawrence Kudlow, is assistant to the president for economic policy and director of the White House’s National Economic Council.

President Trump travels to Canada to attend his second Group of Seven summit as the leader not just of the largest and fastest-growing ­G-7 economy in the world but also as the most important pro-growth reformer of our times.

The cynics and the doubters said it couldn’t happen. But just 500 days into his presidency, President Trump has demolished the fashionable and fatalistic theories of permanent secular stagnation.

The U.S. economy has been growing close to 3 percent over the past year — a rate once thought impossible — and is on track to get even growthier in the second quarter. Business is booming as corporate spending on new capital equipment has surged in 2017 and 2018. Hiring and wages are rising, too. Household net worth has soared to an almost unimaginable level of $100 trillion.

The most recent jobs figures show extraordinary job growth and an unemployment rate of 3.8 percent, the lowest level since 2000. Since the president took office, 3 million new jobs have been created, including more than 300,000 manufacturing jobs. The share of the workforce filing new unemployment claims is at a record low. Small-business confidence stands near 35-year highs.

The impact on American society of all this economic growth is profound. The unemployment rate for African Americans is at the lowest level ever recorded. Before December 2017, that rate had never fallen below 7 percent; it is now below 6 percent. The Hispanic unemployment rate is near an all-time low. And the unemployment rate for women is at the lowest level in almost 65 years. Almost 3 million people have been lifted off food stamps since the election.

Thanks to the president’s leadership, America is entering a new era of economic growth and prosperity that promises to be larger and longer than we have seen in decades. The remarkably strong U.S. economy holds some key lessons for other economically advanced democracies.

First, it shows that President Trump’s economic policies are working. Tax cuts, regulatory reduction and increased energy development are proving to be a powerful combination. These policies encourage hard work and entrepreneurship rather than punish them. The war against success has ended. The world has heard President Trump’s simple message: America is open for business, and we are committed to being the most competitive economy in the world. As a result, trillions of dollars of investment capital from all parts of the globe are pouring into America once again.

The second lesson G-7 leaders should take from America’s comeback is one the president has emphasized from the start: Economic security is national security. American strength at home means American strength abroad. And what is true for the United States alone is also true for the alliance of democratic nations as a whole. If Western democracies are to confidently stand for freedom and civilization, for strong values and for strong families, then together we must have societies sustained by robust economic growth.

Third, our friends and foes alike should recognize that President Trump has been remarkably faithful in keeping his campaign promises. From massive tax cuts to historic regulatory reduction to forcefully challenging one-sided international agreements, he has done exactly what he said he would do. There’s a simple lesson in President Trump’s record of achievement: Believe him.

Nowhere is this lesson clearer than when it comes to President Trump’s passion as a trade reformer. President Trump supports a vision of free trade that is fair and reciprocal. As a pro-growth reformer, the president understands that fair and reciprocal trade can knock down barriers, open up export markets and increase investment, which is the path to lasting economic growth.

But this vision has been thwarted in recent decades by a lack of reciprocity, along with unfair and often illegal trading practices, including massive intellectual property theft. Country after country has been putting our global trading system at risk by raising tariffs and non-tariff barriers, protecting sectors from automobiles to agriculture. So do not blame President Trump for taking decisive actions that protect our American workers.

Past U.S. administrations — both Republican and Democrat — have paid only lip service to dealing with this breakdown. Not President Trump. He has shown courage and decisiveness to prevent harm to the American economy and its workforce.

As a lifelong free trader myself, tariffs have not been my preferred policy tool. But at a time when nations have become so unwilling to play by the rules and restore reciprocity, tariffs are a wake-up call to the dangers of a broken trading system that is increasingly unfree.

Tax, regulatory and trade reforms are the building blocks of a lasting prosperity for all people. Headed toward the G-7 Summit, President Trump reminds us that a rising tide lifts all boats. Perhaps the other participants will take notice.

THE NEW YORK TIMES. THE WHITE HOUSE. June 08, 2018. The Era of American Complacency on Trade Is Over
Peter Navarro, Assistant to the President for Trade and Manufacturing Policy

President Trump arrived at the Group of 7 summit meeting in Canada on Friday amid an expression of “concern and disappointment” from the six other nations’ finance ministers over United States trade policies. Conspicuously absent has been any acknowledgment by these ministers of the trade practices that contribute to America’s more than $500 billion annual global trade deficit in goods and services.

Consider Germany, with which the United States had a trade deficit in goods of about $64 billion in 2017. While the United States tariff on cars made in Germany and elsewhere in the European Union is 2.5 percent, the European Union tariff is four times as high, at 10 percent. No wonder Germany sells us three cars for every one we export to Germany.

Even when Germany’s automakers build facilities in the United States, these so-called factories are more like assembly plants. S.U.V.s in the BMW X series that are assembled in the United States actually contain only 25 percent to 35 percent American-built content — the high-value engines and transmissions are manufactured in Germany and Austria.

Even as Germany runs huge trade surpluses with the United States, it is not on track to meet its financial commitment to the NATO alliance, to spend at least 2 percent of its gross domestic product on defense by 2024. Despite being Europe’s wealthiest country, Germany spends a mere 1.24 percent of its G.D.P. on defense.

America’s trade deficit in goods with Japan is higher than with Germany: $70 billion in 2017. For every one car America exports to Japan, Japan sends us over 100. High non-tariff barriers, including a complex regulatory system, make it difficult to sell American cars in Japan. Meanwhile, Japan slaps tariffs on a wide range of American agricultural products — as much as 32 percent on oranges, 50 percent on beef, 40 percent on various cheeses and 58 percent on wine.

As for Canada, which has been most strident in its criticism of the United States, it has for decades dumped its lumber into the United States, threatening lumber industry jobs in Alaska, Oregon and other states. It erects high non-tariff barriers that harm our wheat and barley growers and place United States beer and spirits exporters at a disadvantage. Wisconsin dairy farmers know all too well that Canada unfairly manipulates its dairy prices to protect its dairy farmers, hurting United States dairy exports to Canada and other markets around the world.

It’s time for our major trading partners — from strategic competitors like China to key members of the Group of 7 — to realize that the era of American complacency in the international marketplace is over. Going forward, President Trump will pursue two goals on behalf of the American nation and people.

First, trade must be not only free but also fair and reciprocal. American tariffs are among the lowest in the world. Our generosity and free market good will has only led to a huge trade deficit and the transfer of wealth abroad.

Second, President Trump reserves the right to defend those industries critical to our own national security. To do this, the United States has imposed tariffs on aluminum and steel imports. While critics may question how these metal tariffs can be imposed in the name of national security on allies and neighbors like Canada, they miss the fundamental point: These tariffs are not aimed at any one country. They are a defensive measure to ensure the domestic viability of two of the most important industries necessary for United States military and civilian production at times of crisis so that the United States can defend itself as well as its allies.

Neither of these goals of the Trump presidency should stand in the way of our longstanding and productive strategic alliances and economic relationships with members of the Group of 7. There will continue to be a strong need to cooperate on issues of mutual interest, including defending democracy and freedom against authoritarianism, and protecting our citizens from terrorism. This also means we should find common ground on fair and reciprocal trade in ways that favor market economics, lower trade barriers and are mutually beneficial to workers across the Group of 7 nations.

President Trump welcomes continuing dialogue and cooperation with Group of 7 members and our other allies and trading partners. But the days of accepting unfair trade practices are over.



MINERAÇÃO



CIA VALE DO RIO DOCE. REUTERS. 11 DE JUNHO DE 2018. Construção de mina da Vale no Canadá deve começar em breve, diz autoridade

(Reuters) - A construção da mina subterrânea de Voisey’s Bay, da mineradora brasileira Vale, começará em breve, disse o primeiro-ministro da província de Newfoundland e Labrador, Dwight Ball, em nota nesta segunda-feira.

A Vale aprovou em 2015 a construção de uma mina subterrânea em Voisey’s Bay, mas a companhia atrasou o desenvolvimento no ano passado, diante dos preços fracos do níquel e de uma revisão de seus ativos.

A mina subterrânea vai prolongar a vida operacional de Voisey’s Bay por pelo menos 15 anos, e a Vale investirá cerca de 2 bilhões de dólares canadenses (1,54 bilhão de dólares), disse Ball.

A Reuters publicou no início deste ano que a Vale estava buscando vender cobalto ainda não produzido por centenas de milhões de dólares para investidores de sua mina de níquel Voisey’s Bay.

Reportagem de Parikshit Mishra em Bangalore



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