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June 13, 2017

US ECONOMICS

U.S. Department of the Treasury. 06/13/2017. Statement of Steven T. Mnuchin Secretary, United States Department of the Treasury before the Committee on the Budget United States Senate

Chairman Enzi, Ranking Member Sanders, and members of the Committee, it is an honor to be here today. I am looking forward to working with members of Congress and this committee on passing important legislation for the American people.
  
My number one priority as Treasury Secretary is creating sustainable economic growth for all Americans. The best way to achieve this is through a combination of tax reform, regulatory relief, and protecting taxpayers; this also includes making some difficult decisions with respect to our budget. We are currently bearing the costs of excessive government commitments of previous years, and this has forced us into hard choices.

But the remarkable thing about economic growth is that it builds on itself. If we develop the right policies today, our children and grandchildren will reap the benefits of an ever-growing economy. Indeed, in the next ten years, if we return to the modern historic average of above 3% annual GDP growth, our economy would grow by trillions of dollars. This will be meaningful to every man, woman, and child in this country and future generations.

Tax reform will play a major role in our campaign for growth. It has been more than 30 years since we have had comprehensive tax reform in this country. This Administration is committed to changing that. We have about 100 people working at Treasury on this issue.

We are working diligently to bring tax relief to lower and middle-income Americans as well as make American businesses competitive again. All of this comes as we simplify the tax code and make it easier for hardworking Americans to file.

Finally, I would like to speak about the importance of free and fair international trade. Few doubt that free trade is a crucial component of economic growth. But trade deals that disadvantage American workers and businesses can hardly be considered either free or fair.

In meetings with my international counterparts I have stressed this dual importance. Just two weeks ago, I had productive meetings with the finance ministers of the G-7, and earlier, I met with members of the IMF and World Bank. They understand our concerns, and we have approached our international dialogue with a renewed spirit of mutual understanding.

In the President’s Joint Session to Congress, he spoke about the marvels that this country is capable of when its citizens are set free to pursue their visions. Fundamental to that freedom is removing imprudent regulation and uncompetitive taxes from blocking their way.

This has been a significant few months at Treasury. We have been studying, developing, and implementing policies that will put this country on the path toward sustained economic growth. In the coming months, we will work with this Committee and the Congress in what we will look back on as an important time for this nation’s economy and in our history.

Thank you and I look forward to answering your questions.

FED. PORTAL G1. AFP. 12/06/2017. Banco central dos EUA deve elevar os juros mesmo com economia fraca, dizem analistas. Fed inicia nesta terça-feira reunião para decidir sobre taxa básica de juros; crescimento do PIB foi revisado para cima, mas ainda é considerado baixo.
Por France Presse

Pela segunda vez no ano, o Federal Reserve (banco central americano) parece decidido a elevar a taxa de juros, apesar dos sinais de que a maior economia mundial não está em plena forma.
Recentes indicadores poderiam ter esfriado as intenções de subir os juros na reunião de política monetária de dois dias que o Fed dará início nesta terça-feira (13).
Entretanto, a expectativa é de que na quarta-feira seja anunciado um endurecimento da política monetária, o que poderia levantar dúvidas sobre os outros dois aumentos esperados para este ano.
Em sua reunião do mês passado, o Fed manteve seus juros entre 0,75% e 1,00%, e os membros do banco central disseram que esperavam ver se dados futuros sustentariam um novo aumento.
Indicaram que o baixo crescimento da economia no primeiro trimestre foi algo "provavelmente" transitório e que "em breve" os juros seriam elevados.
Essa visão gerou críticas de quem considera que os prognósticos dos membros do Fed não tomam decisões com base nos indicadores.
"Parecem mais comprometidos a chegar a uma versão do que consideram normal do que a seguir os números", disse à AFP Jared Bernstein, assessor econômico do ex-vice-presidente Joe Biden.
"Isso é um pouco desconcertante porque a presidente (do Fed Janet) Yellen e outros haviam dito que dependiam dos dados", acrescentou.
Dados fracos
Desde a reunião de maio do Fed, a economia dos Estados Unidos não se mostrou muito melhor do que antes, especialmente em duas áreas-chave para a entidade: emprego e inflação.
Dados oficiais apontam uma queda na criação de empregos e uma redução da força de trabalho. A criação de empregos entre março e maio foi 40% menor do que a do trimestre anterior.
A inflação se encaminhava para a meta de 2%, com a taxa anual a 1,7% em abril.
O crescimento do PIB do primeiro trimestre foi revisado em alta, de 0,5% para 1,2%; mas continua sendo considerado baixo.
Diante desses dados fracos, o otimismo do Fed sobre a estabilização da inflação em 2% no médio prazo tem gerado críticas em alguns âmbitos.
Os economistas J. Bradford DeLong e Narayana Kocherlakota acusaram nos últimos dias o Fed de exagerar sobre a força da economia americana e da inflação.
"A matemática elementar diz que as previsões verossímeis foram subestimadas na metade do tempo e não chegaram à meta", escreveu DeLong.
Apesar das dúvidas crescentes, os mercados estimam que existe 99% de chance de o Fed anunciar na quarta-feira um aumento dos juros. Mas os analistas estão divididos sobre o aumento dos juros no restante do ano.
"Apesar da inflação fraca, que poderia pressionar o Fed a dar uma pausa, as condições financeiras flexíveis estão dando espaço para que o Fed continue 'apertando'", disse Mickey Levy da Berenberg Capital Markets.
Joseph Gagnon, do instituto Peterson de Economia Internacional disse à AFP que redução na criação de postos de trabalho pode ser sintoma de pleno emprego.
"Muitos dizem que esse dado é fraco. Eu vejo de maneira oposta", disse, acrescentando que, para ele, há pouco espaço para o crescimento da força de trabalho.

FED. REUTERS. 13/06/2017. Fed deve elevar juros e dar mais detalhes sobre redução de balanço
Por Lindsay Dunsmuir

WASHINGTON (Reuters) - O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, deve elevar a taxa de juros esta semana devido ao aperto no mercado de trabalho e também pode fornecer mais detalhes sobre seus planos de encolher a carteira de títulos que acumulou para tratar da recuperação econômica.

O banco central divulgará sua decisão às 15h00 de quarta-feira (horário de Brasília), ao concluir dois dias de reuniões. A chair do Fed, Janet Yellen, dará entrevista à imprensa meia hora depois.

"A expectativa de uma alta dos juros...é ampla, e tem sido reforçada pela mais recente rodada de comunicação do Fed", disse Michael Feroli, economista do J.P. Morgan.

Economistas consultados pela Reuters veem que o Fed vai elevar sua taxa referencial para uma meta de 1,00 a 1,25 por cento.

O Fed embarcou em seu primeiro ciclo de aperto monetário em mais de uma década em dezembro de 2015. Uma alta de 0,25 ponto percentual na quarta-feira será a segunda após movimento similar em março.

Desde então, a taxa de desemprego caiu para a mínima de 16 anos de 4,3 por cento e o crescimento econômico parece ter voltado a acelerar após um primeiro trimestre fraco.

Entretanto, outros indicadores da saúde da economia têm se mostrado mais mistos. A medida preferida do Fed para o núcleo da inflação caiu a 1,5 por cento de 1,8 por cento e investidores têm cada vez mais dúvidas de que as autoridades serão capazes de manter seu ritmo esperado de aperto de três altas de juros este ano e no próximo.

Também há cada vez mais dúvidas sobre o tamanho e o escopo do estímulo fiscal que a administração Trump pode injetar na economia dos EUA com as promessas de campanha de reforma tributária, redução das regulações financeiras e gastos com a construção --ou elas ainda estão em desenvolvimento ou enfrentam obstáculos no Congresso.

Os mercados ainda estão ansiosos para que o Fed dê uma ideia mais clara sobre o momento e os detalhes de seu plano já anunciado de reduzir neste ano sua carteira de 4,2 trilhões de dólares em Treasuries e títulos lastreados em hipotecas, cuja maior parte foi comprada na esteira da crise financeira para ajudar a manter os juros baixos e impulsionar a economia.

"Se o Fed está falando realmente sério em reduzir o tamanho de seu balanço este ano e quer comunicar esses planos com bastante antecedência, está ficando sem tempo para fazer isso", disse Michael Pearce, economista do Capital Economics.


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IBGE. 13/06/2017. Pesquisa Mensal de Comércio. Vendas do varejo subiram 1,0% em abril

Em abril de 2017, o comércio varejista nacional registrou taxas de 1,0% em volume de vendas e de 1,3% em receita nominal, frente ao mês imediatamente anterior, após ajuste de influências sazonais. O resultado para o volume de vendas compensou parte da queda de 1,6% acumulada nos dois meses anteriores. Com isso, a variação da média móvel trimestral ficou praticamente estável (-0,2%), tanto para o volume quanto para a receita nominal de vendas.
Na série sem ajuste sazonal, o confronto com abril de 2016 mostrou crescimento de 1,9% para o total do comércio varejista, acumulando nos quatro primeiros meses do ano, em termos de volume de vendas, queda de 1,6%. O indicador acumulado nos últimos doze meses, com recuo de 4,6%, registrou a menor taxa desde janeiro de 2016 (-5,3%). Para a receita nominal de vendas, os mesmos indicadores prosseguem com variações positivas de: 3,4% frente a abril de 2016, 1,5% no acumulado no ano e de 3,4 % nos últimos doze meses.
Em relação ao comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e Material de construção, o avanço em relação a março de 2017 foi de 1,5% para o volume de vendas e de 2,3% para a receita nominal, ambas na série com ajuste sazonal. Em relação a abril de 2016, o varejo ampliado variou -0,4% para o volume de vendas e 0,7% na receita nominal. No que tange às taxas acumuladas, as variações foram de -1,8% no ano e de -6,3% nos últimos 12 meses para o volume de vendas, já para receita nominal as taxas foram de 0,3% e -0,4%, respectivamente.

Comercio varejista apresenta avanço em três atividades

Na passagem de março para abril de 2017, o avanço de 1,0% no comércio varejista foi acompanhado por três das oito atividades pesquisadas. A principal influência positiva foi a do setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que apresentou aumento de 0,9% nas vendas, após 6,0% de queda acumulada nos dois meses anteriores.
Em seguida, vieram as atividades Tecidos, vestuário e calçados (3,5%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (10,2%), que também registraram taxas positivas frente a março de 2017.
A pressão negativa veio dos segmentos Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%); Móveis e eletrodomésticos (-2,8%), Combustíveis e lubrificantes (-0,8%); e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,4%). Já as vendas do setor de Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%) ficaram estáveis em relação ao mês anterior.

TABELA 1 
BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO,
SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES: PMC - Abril 2017
ATIVIDADESMÊS/MÊS ANTERIOR (1)MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIORACUMULADO
Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)
FEVMARABRFEVMARABRNO ANO12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)-0,4-1,21,0-3,7-3,21,9-1,6-4,6
1 - Combustíveis e lubrificantes0,61,2-0,8-8,5-2,2-4,2-5,2-7,8
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-1,7-4,30,9-0,7-7,03,5-1,0-2,4
       2.1 - Super e hipermercados-1,9-5,62,0-0,2-8,04,0-0,9-2,3
3 - Tecidos, vest. e calçados1,2-0,63,53,611,610,86,3-5,9
4 - Móveis e eletrodomésticos2,06,5-2,8-6,010,5-0,12,2-7,1
4.1 - Móveis----25,3-13,6-5,0-19,3-14,2
4.2 - Eletrodomésticos----8,48,50,00,5-7,4
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria1,2-0,7-0,4-5,1-1,7-3,2-3,0-3,5
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria1,44,8-4,1-7,05,3-3,2-4,8-12,2
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação-2,12,210,2-14,0-12,34,5-7,7-9,4
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico-1,61,50,1-7,7-5,33,4-3,1-6,7
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)0,2-0,81,5-4,8-1,9-0,4-1,8-6,3
9 - Veículos e motos, partes e peças-0,60,6-0,3-15,0-5,1-12,0-8,8-12,6
10- Material de construção-1,82,7-1,9-2,09,6-1,32,9-5,2
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
(1) Séries com ajuste sazonal. (2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

 O comércio varejista ampliado mostrou avanço de 1,5%, frente a março de 2017, também influenciado pelo desempenho de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, na medida em que as vendas de Veículos e motos, partes e peças (-0,3%) e Material de construção (-1,9%) mostraram decréscimos.
Na comparação com igual abril de 2016, o volume de vendas no comércio varejista registrou avanço de 1,9%, interrompendo 24 meses de taxas negativas consecutivas.
O resultado do mês de abril foi impulsionado principalmente pelo desempenho em Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%), que exerceu a maior contribuição para taxa global do varejo. Tecidos, vestuário e calçados (10,8%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (3,4%); e Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,5%) também se destacaram em relação a abril de 2016.
A pressão negativamente veio dos segmentos Combustíveis e lubrificantes (-4,2%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-3,2%); e Livros, jornais, revistas e papelaria (-3,2%). Já as vendas de Móveis e eletrodomésticos (-0,1%) ficaram estáveis em relação a abril de 2016.

TABELA 3
BRASIL - COMPOSIÇÃO DA TAXA MENSAL DO COMÉRCIO VAREJISTA, POR ATIVIDADES: PMC - Abril 2017
(Indicadores de volume de vendas)
AtividadesCOMÉRCIO VAREJISTA COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO
Taxa de variação (%)Composição absoluta da taxa (p.p.)Taxa de variação (%)Composição absoluta da taxa (p.p.)
1 - Combustíveis e lubrificantes-4,2-0,5-4,2-0,3
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo3,51,53,51,5
3 - Tecidos, vest. e calçados10,80,810,80,6
4 - Móveis e eletrodomésticos-0,10,0-0,10,0
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria-3,2-0,3-3,2-0,2
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria-3,20,0-3,20,0
7 - Equip. e mat. para escritório informatica e comunicação4,50,14,50,0
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico3,40,33,40,3
9 - Veículos e motos, partes e peças  -12,0-2,3
10- Material de construção  -1,30,0
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.
Nota: A composição da taxa mensal corresponde à participação dos resultados setoriais na formação da taxa global.

O setor de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 3,5% no volume de vendas em abril frente a igual mês do ano anterior, exerceu o maior impacto positivo no total do varejo. Apesar do resultado positivo em abril, o setor acumulou nos quatro primeiros meses do ano uma perda de 1,0% e, em doze meses, de 2,4%.
Frente a abril de 2016, a segunda maior contribuição positiva na formação da taxa global do varejo foi a do segmento de Tecidos, vestuário e calçados, que apresentou crescimento de 10,8% no volume de vendas. O setor vem registrando desempenho positivo nessa comparação desde fevereiro de 2017, impactado pelo incentivo de frequentes campanhas promocionais, combinado à comparação com à base deprimida de 2016. Com isso, o indicador acumulado para os primeiros quatro meses do ano registrou avanço de 6,3%, enquanto que a variação acumulada nos últimos 12 meses ainda foi negativa (-5,9%).
Dentre os destaques negativos, o segmento de Combustíveis e lubrificantes, apresentou recuo de 4,2% no volume de vendas em relação a abril de 2016, pressionando negativamente o resultado total do varejo. Em relação às taxas acumuladas, as variações foram de -5,2% para os quatro primeiros meses do ano e de -7,8%, acumulada em 12 meses.
O setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria registrou recuo de 3,2% no volume de vendas em relação a abril de 2016. Embora a comercialização de medicamentos seja de uso contínuo, as taxas acumuladas permanecem no campo negativo: -3,0 % no ano e de -3,5% para os últimos 12 meses. O desempenho desse setor vem sendo influenciado pela evolução de preços do grupamento de produtos farmacêuticos medidos pelo IPCA[1], que permanecem acima do índice geral de preços.
O comércio varejista ampliado registrou, para o volume de vendas, uma variação de -0,4% sobre abril de 2016. De um lado esse desempenho refletiu o crescimento de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (3,5%), de outro a queda no segmento de Veículos, motos, partes e peças (-12,0%). Material de construção, com recuo de -1,3%, praticamente não influenciou no resultado do varejo ampliado.

Entre março e abril, vendas sobem em 14 das 27 Unidades da Federação

Na passagem de março para abril, na série com ajuste sazonal, as vendas no varejo subiram em 14 das 27 Unidades da Federação em relação ao mês imediatamente anterior. Os maiores avanços foram registrados em São Paulo (8,2%), Goiás (4,1%), Acre (3,6%) e Amazonas (2,6%). As maiores taxas negativas são de Tocantins (-10,3%), Rondônia (-2,4%) e Sergipe (-2,0%), enquanto o Rio de Janeiro (-0,1%) ficou praticamente estável.
Na comparação com abril de 2016, o aumento do volume de vendas no varejo alcançou 13 das 27 Unidades da Federação, com destaques, em termos de magnitude de taxa, para Santa Catarina (24,5%) e Amazonas (9,9%).  Na participação na composição da taxa do comércio varejista o destaque foi de Santa Catarina (24,5%) e São Paulo (1,7%).
No comércio varejista ampliado, 17 estados apresentaram variações negativas para o volume de vendas, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As maiores quedas ocorreram em Rondônia (-11,0%), Goiás (-10,5%) e Piauí (-9,8%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista ampliado, o destaque foi São Paulo (-3,1%).

[1]  Segundo IBGE/COINP, em abril de 2017, o IPCA acumulado em 12 meses do grupamento “produtos farmacêuticos”, foi de 8,2 % enquanto a média geral de preços ficou em 4,1%.

MF. 13/06/2017. Prisma Fiscal. Fazenda divulga Prisma Fiscal de junho de 2017

O Prisma Fiscal é um sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) para acompanhar a evolução das principais variáveis fiscais brasileiras. Ele oferece uma oportunidade para o aprimoramento dos estudos fiscais no País, além de facilitar o controle social a partir de uma ancoragem das expectativas quanto ao desempenho de importantes variáveis fiscais brasileiras.

DOCUMENTO: http://www.fazenda.gov.br/noticias/2017/junho/fazenda-divulga-prisma-fiscal-de-junho-de-2017/relatorio-mensal-2017_06.pdf

MF. REUTERS. 13/06/2017. Prisma Fiscal. Mercado melhora estimativa de déficit primário em 2017, mas vê estouro na meta, mostra Prisma

BRASÍLIA (Reuters) - Analistas de mercado melhoraram as expectativa para o déficit primário do governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência) em 2017, com aumento na arrecadação e ligeira queda nas despesas, mas ainda enxergam que o governo não vai conseguir cumpria a meta fiscal deste ano.

A perspectiva agora é de rombo de 142,052 bilhões de reais, frente a 148,036 bilhões de reais previstos em maio, segundo relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta terça-feira, pela mediana dos dados levantados até o início de junho.

A cifra segue extrapolando a meta de déficit primário de 139 bilhões de reais para 2017. Será o quarto ano seguido que o governo não consegue economizar para pagar juros da dívida pública.

Por trás da melhora, ainda segundo o Prisma, está a previsão de maior arrecadação federal neste ano, a 1,346 trilhão de reais, sobre 1,342 trilhão de reais antes, e despesas totais mais contidas, com 1,290 trilhão de reais frente a 1,295 trilhão de reais anteriormente.

Para 2018, as contas foram pioradas para déficit primário de 127,446 bilhões de reais, contra 125,124 bilhões de reais antes. Nesse caso, contudo, a projeção continua dentro da meta estipulada de rombo de 129 bilhões de reais, segundo projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Em relação à dívida bruta, houve pequenas alterações para 2017, indo a 75,47 por cento, sobre 75,44 no relatório anterior. Para 2018, a estimativa passou a 78,60 por cento, contra 78,50 por cento.

(Por Marcela Ayres)

MF. PORTAL BRASIL. 13/06/2017. Meirelles: "emprego deve crescer este ano". Depois de participar de reunião com investidores, ministro da Fazenda usou sua conta no Twitter para fazer uma avaliação econômica. Ministro afirmou que está comprometido em garantir as condições para o investimento no Brasil

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o emprego deve crescer neste ano. No Twitter, ele argumentou que está comprometido em garantir as condições para o investimento no Brasil, que trará empregos e oportunidades .

“Previsões econômicas são de aumento do emprego durante o ano, retomada dos investimentos e manutenção dos gastos sociais”, afirmou Meirelles. As declarações na rede social foram feitas após o ministro participar de teleconferência com investidores organizada pelo Bank of America Merril Lynch.

Meirelles explicou ainda que, durante o encontro com os investidores, fez uma análise da situação atual das perspectivas da economia brasileira. Segundo ele, mostrou aos investidores que medidas adotadas no último ano garantiram o fim da recessão, a queda da inflação e dos juros. Essas mudanças, ponderou, criaram um cenário que preserva a renda dos brasileiros.

"Pela primeira vez em três anos, em abril o desemprego parou de subir.E a partir de agosto esta taxa deve começar a cair", projetou o ministro. "Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego", lembrou.

O ministro ainda observou que os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite. Para reverter esse quadro, o governo tomou uma série de medidas para reorganizar a economia e devolver a capacidade de crescer ao País.

MF. PORTAL G1. 13/06/2017. Desemprego deve começar a cair a partir de agosto, diz Meirelles. Pelo Twitter, o ministro disse que os efeitos de uma recessão como a enfrentada pelo Brasil não desaparecem do dia para a noite. Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego.
Por Laís Lis, G1, Brasília

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou nesta terça-feira (13), que a taxa de desemprego deve começar a cair a partir de agosto. Pelo Twitter, o ministro afirmou que em abril, pela primeira vez em três anos, o desempregou parou de subir.
"Pela primeira vez em três anos, em abril o desemprego parou de subir. E a partir de agosto esta taxa deve começar a cair", escreveu Meirelles.
Na rede social, o ministro afirmou que os efeitos de uma recessão tão forte como a enfrentada pelo Brasil nos últimos anos não desaparecem do dia para a noite. “Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego”, escreveu.
No final de maio, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego de abril ficou em 13,6% e atingiu um contingente de 14 milhões de pessoas. Segundo o IBGE, a taxa de abril foi menor do que a registrada no trimestre encerrado em março, quando ficou em 13,7%.

MF. PORTAL UOL. JORNAL VALOR ECONÔMICO. 13/06/2017. Taxa de desemprego deve cair a partir de agosto, afirma Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, usou o seu perfil no Twitter na manhã desta terça-feira para afirmar que, a partir de agosto, a taxa de desemprego deve começar a cair no Brasil. Ele lembrou que, em abril, a taxa de desocupação no país parou de subir e que o Brasil está saindo da maior recessão da história. O ministro não esclareceu por que considera agosto o momento de virada no mercado de trabalho.

"Temos que levar em conta que estamos saindo da maior recessão da nossa história, que deixou 14 milhões de brasileiros sem emprego", escreveu Meirelles. "Os efeitos de uma recessão tão forte quanto a dos últimos anos não desaparecem do dia para a noite", disse.

No mês passado, o Ministério do Trabalho informou que, em abril, foram criadas 59,8 mil vagas de trabalho formais no país. Os dados não são novos. Meirelles tem usado seu perfil no microblog para trabalhar uma agenda positiva, tratando de assuntos como a queda no desemprego e as reuniões para atrair investimentos ao país.

Hoje, durante o dia, Meirelles participa de duas teleconferências com investidores. À noite, de jantar com o presidente Michel Temer e com governadores no Palácio do Alvorada.

BACEN. PORTAL G1. 12/06/2017. 'Não me sinto blindado', diz Ilan Goldfajn, presidente do BC, sobre crise política. O presidente do BC reiterou que seu papel na condução da economia é 'técnico e apartidário' e que continuará trabalhando 'da melhor forma possível'.
Por Luísa Melo, G1

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, disse nesta segunda-feira (12) que não sente que o trabalho da equipe econômica está protegido da crise política. "Pessoalmente não me sinto blindado. A sensação é que tem muito risco ainda no que a gente está fazendo. Então essa sensação de blindado é mais do mercado financeiro, a gente está lá lutando".
Ele participou do projeto História Contada, da Unibes Cultural, que traz relatos de personalidades da comunidade judaica, em São Paulo.
Ilan reiterou que seu papel na condução da economia é "técnico e apartidário" e que isso não muda diante do cenário político turbulento, que continuará trabalhando "da melhor forma possível".
"Se a crise política levar a um problema nas reformas, isso afeta o meu trabalho. Não vou trabalhar pensando em política, mas vou trabalhar nas coisas que podem ter consequências [para minha função]".
Crise da sexta-feira
Descontraído, Ilan descreveu assim o seu trabalho na instituição: "Tem sempre uma crise na sexta-feira à noite".
Ele disse que está satisfeito com a função, mas que o trabalho é intenso e de "bastante responsabilidade", que "não sai do trabalho se divertindo". Também ressaltou que as crises que mencionou nem sempre vêm a público e que muitas vezes se referem a temas internos do banco.
"É alguém que criticou, alguém que reclamou, algum problema que você tem que consertar, alguma coisa que você sabe que vai dar errado e tem que segurar. A gente joga tanto no ataque quanto na defesa, e tudo que é da defesa ninguém vê, ainda bem", brincou.
Sobre o que pretende realizar na economia, Ilan resumiu: baixar a inflação e os juros, retomar o crescimento e reduzir o desemprego. "É um desafio grande", disse. "Vocês acham que é o Banco Central que manda nos juros, não é. É a economia que manda nos juros. A gente faz o que pode".
Inflação
O presidente do Banco Central disse que a meta de inflação para 2019 será definida no fim deste mês.
Ao comentar sobre a meta para 2017 e 2018, que está fixada em 4,5%, ele disse que o BC ainda não teve a "oportunidade ou a ousadia" de tentar baixá-la.
Ilan disse ainda que o governo brasileiro pode diminuir a interferência na economia e ceder espaço para o setor privado, apesar de o país ainda depender de atuação do estado em algumas áreas.
"O Brasil ainda tem muito o que avançar em produtividade e distribuição de renda. Tem coisa que o estado assume que não é necessário e tem outras questões que precisam muito do setor público. Eu diria que tem saber focar onde o estado tem que interferir", afirmou.

BACEN. REUTERS. 13/06/2017. Brasil não teve "oportunidade e ousadia" para reduzir meta de inflação, diz Ilan
Por Luiz Guilherme Gerbelli

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que conduz o seu trabalho de forma técnica e apartidária, independentemente da atual crise política enfrentada pelo Brasil, e que o país não teve "oportunidade e ousadia" para reduzir a meta de inflação.

Desde que a crise política atingiu o governo do presidente Michel Temer, houve mudança na projeção de redução da taxa básica de juros diante da expectativa de que haverá mais dificuldade para aprovar reformas importantes, como a da Previdência.

Sem as reformas, que podem levar a piora do quadro fiscal, o BC pode ser obrigado a ser mais duro na condução da política monetária. Atualmente, a Selic está em 10,25 por cento ao ano.

"Continuo trabalhando da forma como comecei. Procuro ser o mais técnico possível. Não vou questionar se o cenário é melhor ou pior politicamente", disse Ilan ao participar de evento em São Paulo na noite de segunda-feira.

Em meio ao ambiente de inflação cada vez mais distante do centro da meta oficial --de 4,5 por cento pelo IPCA, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos--, Ilan disse ainda que o país não conseguiu discutir reduzir o objetivo. Faltou "oportunidade e ousadia" para tanto, afirmou, sem entrar em detalhes.

Neste mês, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá de fixar uma meta de inflação para 2019 e há defesa dentro da equipe econômica que ela deve ficar abaixo de 4,5 por cento. A inflação tem rodado abaixo de 4 por cento em 12 meses, abrindo espaço para esse movimento.

O presidente do BC também disse que está satisfeito no comando da autoridade monetária e que tem se preocupado em jogar tanto na defesa como no ataque, sem especificar quais são as ações.

"A gente joga tanto na defesa como no ataque. Mas o que é da defesa ninguém vê. Em muita coisa a gente joga no ataque, fazendo agendas".

Desde que assumiu, Ilan tem tentando levar o adiante uma série de medidas para, por exemplo, reduzir o custo do crédito, por meio da Agenda BC+.

BACEN. 13/06/2017. BC lança a newsletter Conexão Real com o Banco Central

Com o objetivo de estreitar seu relacionamento com a sociedade, o Banco Central lançou um novo instrumento de comunicação: a newsletter Conexão Real com o Banco Central. Em um primeiro momento, a publicação foi formatada para investidores, analistas de mercado, economistas, acadêmicos e pesquisadores, instituições financeiras e imprensa. Mas qualquer cidadão também pode se cadastrar para receber a newsletter por e-mail, o que aumenta a transparência das ações do Banco Central para a sociedade.

A publicação veiculará notícias durante toda a semana, sobre temas relacionados à atuação do Banco Central: decisões da autarquia, projetos, normas, indicadores, expectativas econômicas e sobre a agenda da instituição. Além das mensagens encaminhadas durante a semana, haverá uma edição semanal às segundas.

Para receber a newsletter basta enviar e-mail para: comunicacao@bcb.gov.br.

IPEA. 12/06/2017. Consumo aparente da indústria avança 0,5% em abril. Indicador Ipea aponta alta na produção de bens de capital e bens intermediários, mas queda no setor de bens de consumo semi e não duráveis

O Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da Indústria referente a abril apontou 0,5%, na comparação com março. Em relação a abril de 2016, a queda de 4,7% interrompeu quatro meses em alta. O consumo aparente da indústria é definido como a produção industrial doméstica acrescida das importações e diminuída das exportações.

Com o resultado de abril, a variação do indicador acumulada em 12 meses desacelerou seu ritmo de queda, passando de um recuo de 4,6% para 4,2%. Como a produção doméstica medida pela Pesquisa Industrial Mensal de Produção Física (PIM-PF) retraiu-se 3,6% nos últimos 12 meses, o desempenho do Indicador Ipea de Consumo Aparente da Indústria em abril revela um escoamento líquido para o setor externo, embora em magnitude menor que nos períodos anteriores.

Enquanto o volume importado de bens industriais diminuiu 0,3%, as exportações acumularam alta de 2,2% nos 12 meses terminados em abril de 2017. “A melhora gradual no desempenho das importações corrobora um cenário mais benigno para a produção industrial”, afirma Leonardo de Carvalho, do Grupo de Conjuntura do Ipea.

Os destaques positivos foram os bens de capital (alta de 0,7%) e bens intermediários (alta de 0,2). O setor de bens de consumo semi e não duráveis, por sua vez, registrou queda de 2,6%. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada, com destaque negativo para a produção de bens de consumo, que retraiu-se 10% sobre abril de 2016.

Após alta de 13,3% em março, ante fevereiro, a indústria extrativa mineral voltou a avançar em abril, com crescimento de 4,4%. Já a indústria de transformação manteve-se virtualmente estável, registrando pequena queda de 0,2%.

A pesquisa do Ipea também aponta reação de algumas atividades da indústria. Contribuíram positivamente o consumo aparente de produtos alimentícios, com alta de 2,5%, e de máquinas e equipamentos, que registrou expansão de 4,7%. No sentido contrário, a demanda por veículos automotores recuou 0,7% ante o mês de março.

Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, apenas nove atividades registraram variação positiva em relação abril de 2016, com destaque para a metalurgia (9,2%). Cinco setores já apresentam variação positiva nos 12 meses encerrados em abril, com destaque para o consumo aparente de produtos químicos (2,2%), têxteis (4,2%) e equipamentos de informática (4,3%).

Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/

EMBRAER. PORTAL G1. 12/06/2017. Governo português inicia negociação com Embraer para compra do cargueiro KC-390. Confirmação do contrato deve acontecer em até 90 dias, período determinado pelo conselho do país europeu para negociação. Se a venda for concretizada, essa será a primeira exportação do modelo brasileiro.
Por G1 Vale do Paraíba e Região

O governo de Portugal abriu negociação para a compra de até seis unidades do cargueiro militar KC-390, produzido pela Embraer. A autorização de compra foi liberada pelo país europeu, que pretende também adquirir um simulador de voo. A confirmação do contrato tem prazo máximo de 90 dias para ocorrer, sendo este o tempo determinado pelo conselho português para negociação.
O início das tratativas foi confirmado por uma publicação oficial na última quinta-feira (8). A negociação era esperada, já que Portugal é um dos países que assinaram a carta de intenção de compra do modelo, em 2010.
Além de Portugal, os governos de Argentina, Chile, Colômbia, Portugal e República Tcheca também assinaram intenção.
O documento publicado pelo governo de Portugal formaliza o início das negociações e as especificações técnicas, operacionais e logísticas exigidas pela Força Aérea do país.
A Embraer foi procurada, mas não não comentou a possibilidade de negócio. Se confirmada a venda, essa será a primeira exportação do modelo, que tem atualmente apenas encomendas do governo brasileiro para a Força Aérea Brasileira (FAB).
Sobre o KC-390
O jato militar começou a ser desenvolvido em 2009, na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, onde é produzido. O avião foi apresentado ao mercadop em 2014.
Com turbinas a jato, o KC-390 pode alcançar a velocidade de 850 km/h, com 23 toneladas de carga - sua capacidade máxima.
Essa aeronave, que pode transportar combustível nas asas, permite ainda o reabastecimento em voo de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês.
O KC-390 também tem a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.

EMBRAER. REUTERS. 13/06/2017. Embraer está perto de assinar contrato para venda de cargueiro KC-390 a Portugal, diz fonte

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Embraer espera assinar em cerca de três meses um contrato de venda de aviões modelo KC-390 com o governo português, o que marcará uma nova era para a fabricante brasileira, que negocia ainda com outros 10 países a comercialização do cargueiro, disse à Reuters uma fonte próxima às negociações.

Executivos da Embraer estão nesta semana na Suécia para apresentar o cargueiro brasileiro ao mercado local e, depois, o KC-390 também será uma das atrações da empresa na tradicional feira de Le Bourget, em Paris, na França.

Há conversas em andamento com vários países, incluindo Suécia, Alemanha e Chile, para a venda do KC-390, disse a fonte, na condição de anonimato.

"A Embraer trata com cerca de 10 países e as conversas estão em diferentes estágios. Esperamos que possam evoluir", afirmou a fonte à Reuters. "Os portugueses já aprovaram no conselho de ministros a autorização para iniciar negociações de um contrato para cinco aeronaves", acrescentou a fonte.

A partir da semana que vem, representantes da Embraer devem fortalecer as tratativas com os portugueses para que em três meses já se tenha um contrato pronto para ser assinado com o governo de Portugal.

"As negociações vão se intensificar na próxima semana e a perspectiva é de que o contrato estará pronto para ser assinado em cerca de 3 meses", frisou a fonte.

Se concretizado o negócio, será a primeira venda externa do cargueiro KC-390. Até agora, a empresa tinha um contrato com o governo brasileiro para fornecer 28 aeronaves ao longo dos próximo anos. Os dois primeiros aviões devem ser entregues à Força Aérea Brasileira (FAB) no ano que vem.

"Para a Embraer é um novo estágio e algo muito importante porque representará o primeiro contrato internacional", avaliou a fonte. "Isso tende a abrir portas", complementou.

Os valores do negócio e da aeronave são guardados em sigilo pela empresa, mas comenta-se que a FAB investiu 7,2 bilhões de reais para a compra dos cargueiros.

Em abril, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e a então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, anunciaram a criação de uma linha de financiamento voltada para a exportação de bens e serviços de defesa produzidos no país.

O BNDES poderá financiar até 100 por cento do bem e as condições serão definidas caso a caso. O cargueiro aéreo KC-390 produzido pela Embraer seria um potencial item financiável, assim como blindados e submarinos, de acordo com Jungmann.

(Por Rodrigo Via Gaier)

OPEP. REUTERS. 13/06/2017. Opep vê reequilíbrio do mercado de petróleo em ritmo mais lento

LONDRES (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) afirmou nesta terça-feira que o aguardado reequilíbrio do mercado de petróleo tem caminhado em "ritmo mais lento", além de ter relatado que sua própria produção aumentou em maio, devido a elevações na oferta de países isentos de um pacto para reduzir a produção.

Em um relatório mensal, a Opep disse que a sua produção aumentou em 336 mil barris por dia (bpd) em maio para 32,14 milhões de bpd, liderada por uma recuperação na Nigéria e na Líbia, que estavam isentas de cortes de produção porque conflitos nesses países vinham restringindo sua produção.

A Opep disse que os estoques de petróleo nos países industrializados caíram em abril e deverão continuar em queda no resto do ano, mas uma recuperação na produção nos Estados Unidos está reduzindo os esforços para acabar com o excesso de oferta.

"O reequilíbrio do mercado está em andamento, mas a um ritmo mais lento, tendo em vista as mudanças nos fundamentos desde dezembro, especialmente a mudança na oferta dos EUA, de uma expectativa de contração para crescimento", disse a Opep no relatório.

Os preços do petróleo devolveram ganhos nesta terça-feira com o lançamento do relatório, e eram negociados em torno de 48 dólares por barril, abaixo do nível de 60 dólares que o maior produtor da Opep, a Arábia Saudita, gostaria de ver. A cotação também representa menos da metade do nível de preços em meados de 2014.

Sob o acordo para apoiar o mercado, a Opep e outros países que não fazem parte do grupo, como a Rússia, concordaram em cortar a produção em 1,8 milhão de bpd. Com a lentidão vista para reverter a sobreoferta, os produtores concordaram em maio em prolongar o acordo até março de 2018.

(Por Alex Lawler)

CNI. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 13/06/2017. Brasil e México voltam a negociar acordo comercial
MARIANA CARNEIRO
DE BRASÍLIA 

Brasil e México retomaram as negociações para ampliar a lista de produtos isentos de tarifas no comércio entre os dois países, o que na prática facilita e amplia o intercâmbio de mercadorias.

Paralisadas desde o ano passado, as tratativas foram reiniciadas nesta semana, com a chegada de uma comitiva mexicana em Brasília, chefiada pelo vice-ministro de comércio exterior do México, Juan Carlos Pineda.

O país é o sétimo maior mercado para as exportações brasileiras —produtos industriais respondem por 80% das vendas. Por isso, a indústria brasileira é a maior entusiasta de um acordo de livre-comércio com o México.

Estudos da CNI (Confederação Nacional da Indústria) indicam que, com um acordo, as vendas industriais do Brasil ao México poderiam aumentar em 40%.

O Brasil exportou US$ 3,8 bilhões para o país no ano passado —cerca de 45% em produtos automotivos, contemplados por um acordo setorial em vigor desde 2015 e válido até 2019.

A indústria brasileira, no entanto, se queixa de que a venda de automotivos é limitada por cotas (teto de quantidade). Além disso, um vasto conjunto de mercadorias não tem nenhuma vantagem tarifária no México.

O impasse nas negociações ocorreu por resistência dos mexicanos em abrir seus mercados ao agronegócio.

Há outro tema em negociação, porém, que é sensível para a indústria brasileira.

O México tem uma economia mais aberta que a brasileira e se notabilizou pela implantação de "maquilas", unidades fabris que importam sem taxas para montar produtos para exportação.

Os acordos comerciais exigem que, para obter vantagens tarifárias, os produtos exportados tenham um mínimo de conteúdo produzido localmente. Nos acordos parciais com o México, o Brasil aceitou um percentual local inferior ao exigido dos parceiros mais ricos do Mercosul (60%). Esse tema deve entrar na negociação.

INTERESSE DA INDÚSTRIA

A indústria brasileira espera recuperar a fatia de mercado perdida na última década. Em 2005, o Brasil respondia por 2,4% das importações mexicanas —recuou para 1,2% no ano passado.

A crise política brasileira não deve impedir as tratativas, diz Carlos Abijaodi, diretor da CNI. "Nunca vai existir um momento ótimo, e o acordo interessa aos setores industriais dos dois países."

Para ele, as dificuldades políticas do presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, com Donald Trump tendem a ajudar. O americano anunciou que vai rever o Nafta (acordo de livre-comércio da América do Norte), levando o país a buscar alternativas.

Do lado brasileiro, é uma possibilidade de avanço na política externa, emperrada com a lentidão das negociações com a União Europeia.

UNICA. 13/06/2017. SETOR. ATRASO NA MOAGEM PERSISTE ATÉ A 2ª QUINZENA DE MAIO

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras do Centro-Sul totalizou 31,59 milhões de toneladas na segunda metade de maio de 2017, queda de 2,83% sobre o valor observado na mesma quinzena de 2016 (32,51 milhões de toneladas).

Essa é a quarta quinzena consecutiva em que se registra retração da moagem em relação ao ciclo 2016/2017. Com isso, a moagem acumulada desde o início da safra 2017/2018 até 1º de junho segue atrasada em 29,53 milhões de toneladas, com 111,84 milhões de toneladas moídas contra 141,37 milhões de toneladas no mesmo período do último ano.

A referida redução decorre do atraso no início da safra 2017/2018 e das condições climáticas que interromperam o ritmo esperado de colheita.

A produção acumulada de açúcar desde o início da atual safra até 1º de junho atingiu 5,69 milhões de toneladas, retração de 18,75% quando comparado com às 7,01 milhões contabilizadas no mesmo período da safra 2016/2017.

Especificamente nos últimos 15 dias de maio deste ano, a fabricação de açúcar alcançou 1,75 milhão de toneladas, contra 1,69 milhão de toneladas em igual data de 2016.

A proporção de cana processada pelas unidades autônomas (fábricas que produzem somente etanol) alcançou apenas 15,73% na segunda metade de maio, ante 18,87% observado no mesmo período do último ano.

Esse recuo, associado à necessidade de fabricação do açúcar já contratado para entrega no primeiro terço da safra e à baixa disponibilidade do produto nas usinas, explicam o avanço da proporção de matéria-prima direcionada ao açúcar na segunda metade de maio de 2017. Esse cenário pode ser gradativamente alterado com a mudança recentemente observada nos preços de ambos itens, etanol e açúcar.

A fabricação de etanol, por sua vez, alcançou 4,30 bilhões de litros desde o início da safra 2017/2018 até 1º de junho. Deste total, 1,69 bilhão de litros são de anidro e 2,61 bilhões de hidratado.

Em relação ao etanol produzido na segunda quinzena de maio, foram registrados 1,20 bilhão de litros em 2017, contra 1,45 bilhão na mesma data do ciclo 2016/2017.

Até 1º de junho, 256 unidades produtoras estavam em atividade no Centro-Sul, ante 264 em idêntico período de 2016. A expectativa é de que outras 10 unidades iniciem safra na primeira quinzena de junho.

ATR

Seguindo a retração observada na moagem, o teor de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de matéria-prima atingiu apenas 118,36 kg no acumulado da safra 2017/2018, frente à 122,31 kg no comparativo com a mesma data do ciclo passado.

Na última metade de maio, a concentração de ATR na cana colhida apresentou retração ainda maior em relação à safra 2016/2017: 122,83 kg versus 130,41 kg verificados em igual período de 2016.

O volume mais intenso de chuvas e a manutenção de temperatura média mais elevada observados até o momento têm induzido o crescimento vegetativo da planta em detrimento da concentração de ATR.

Em relação à produtividade agrícola, dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) em uma amostra de 142 empresas indicam que o rendimento médio da área colhida em maio atingiu 79,98 toneladas por hectare, queda de 5,92% em relação ao índice apurado no mesmo mês de 2016. No acumulado dos meses de abril e maio, a produtividade alcançou 79,13 toneladas por hectare, configurando uma quebra de 9,07% em relação ao mesmo período da safra passada.

Vendas de Etanol

O volume de etanol comercializado pelas unidades produtoras do Centro-Sul somou 1,14 bilhão de litros na segunda quinzena de maio de 2017, com recuperação de 17,86% comparativamente ao valor apurado na primeira metade do mês. Desse total, 82,59 milhões de litros foram destinados à exportação e 1,06 bilhão de litros ao mercado interno.

No mercado doméstico, as vendas de etanol anidro somaram 454,93 milhões de litros, leve aumento em relação aos 430,92 observados na mesma quinzena do último ano. Já as vendas internas de etanol hidratado alcançaram 600,25 milhões de litros nos últimos 15 dias de maio, registrando aumento de 7,09% sobre a primeira quinzena do mesmo mês.

MAPA. 13/06/2017. Valor da produção agropecuária de 2017, de R$ 546,3 bi, é o maior dos últimos 27 anos. Número divulgado pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa é 5,3% superior ao de 2016
Sílvio Ávila/Mapa

A estimativa do valor bruto da produção agropecuária (VBP) de 2017, de R$ 546,3 bilhões, é o maior dos últimos 27 anos. O montante é 5,3% superior ao de 2016, de R$ 519 bilhões. Esse resultado reflete a elevada safra de grãos prevista para esta temporada, conforme anúncio feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  O VPB - estimado com base nas informações de maio - foi divulgado, nesta terça-feira (13), pela Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Além da safra de 234,3 milhões de toneladas estimada pela Conab, o aumento da produtividade, da ordem de 21%, é outro fator relevante no incremento do VBP deste ano.

As lavouras devem ter aumento de 11,3% em valor, totalizando R$ 376,3 bilhões. A pecuária deve ter queda de 6%, ficando em R$ 170 bilhões.  O valor bruto das principais lavouras, estimado para este ano, representa 69% e a pecuária, 31%.

De acordo com o coordenador-geral de Estudos e Análises do Mapa, José Garcia Gasques, a maior parte das lavouras tem apresentado desempenho melhor do que em 2016. Preços e maior produção são os principais responsáveis por isso.

Produtos agrícolas

Numa lista de produtos agrícolas, o algodão apresenta acréscimo do VBP de 70,7%; cana-de-açúcar de 51,4%, mandioca de 76,2%, milho de 25,7% e uva de 41,1%. Com crescimento menor, mas também expressivo, destacam-se o amendoim (29,4%), arroz (12,1%), laranja (21,7%), soja (2,7%), pimenta do reino (10%) e tomate (6,3%). Na pecuária, tiveram aumento em valor a carne suína (10,5%) e leite (2,8%).

Apresentam decréscimo em valor, em relação a 2016, os seguintes produtos: banana (-16%), batata-inglesa (-61,3%), cacau (-15,5%), café (-11,4%), cebola (-44,9%), feijão (-20,7%), mamona (-44,6%), trigo (-29,7%), maçã (-17,5%). Na pecuária, estão sendo observadas reduções de valores da produção na carne bovina (- 5,4%), carne de frango (-11,1%) e ovos (- 23,6%).

Os resultados regionais mostram, a exemplo de meses anteriores, que o maior VBP é alcançado no Sul (R$ 145,3 bilhões), seguido do Centro-Oeste (R$142,4 bilhões), Sudeste (R$ 139,1bilhões), Nordeste (R$ 51,2 bilhões) e Norte (R$ 33,1 bilhões). São Paulo, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul ocupam as cinco primeiras posições no ranking por estados e respondem por 59% do valor total.

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LGCJ.: