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June 19, 2017

US ECONOMICS

FED. REUTERS. 19/06/2017. Dudley, do Fed, mostra confiança de que inflação nos EUA vai se recuperar com salários

PLATTSBURG, EUA (Reuters) - A inflação nos Estados Unidos está um pouco baixa mas deve subir junto com os salários uma vez que o mercado de trabalho continua a melhorar, afirmou o presidente do Federal Reserve de Nova York, William Dudley, nesta segunda-feira, reforçando a mensagem de que os dados fracos recentes não devem afetar os planos de continuar com o aumento dos juros.

As declarações de Dudley, um aliado próximo da chair do Fed, Janet Yellen, estão entre as primeiras depois que o banco central dos Estados Unidos aumentou os juros na semana passada diante de uma série de leituras fracas da inflação.

"Esse é na verdade um lugar muito bom para estar" com desemprego a 4,3 por cento e inflação em cerca de 1,5 por cento, disse Dudley, autoridade influente e aliado próximo da chair do Fed, Janet Yellen.

"Estamos muito próximos do pleno emprego. A inflação está um pouco mais baixa do que gostaríamos, mas achamos que se o mercado de trabalho continuar a apertar, os salários vão gradualmente acelerar e, com isso, a inflação vai gradualmente voltar a 2 por cento."

As leituras de preços diminuíram nos últimos meses, levantando dúvidas sobre o plano geral do Fed de elevar os juros mais uma vez antes do final do ano e outras três vezes no próximo ano. A alta da semana passada foi a terceira em seis meses.

Questionado sobre o achatamento dos rendimentos no mercado de títulos, o que sugere que os investidores estão céticos de que o ciclo de aperto monetário vai durar muito mais, Dudley disse que pausar a política monetária agora pode levantar o risco de a inflação subir demais e afetar a economia.

Ele disse que não vê a movimentação do mercado como um sinal negativo para a economia dos EUA, mas sim como algo que reflete a inflação e os custos de empréstimos baixos no exterior.

"Estou muito confiante" de que a expansão econômica "tem um longo caminho a percorrer", disse Dudley, acrescentando que espera que o crescimento dos salários suba para cerca de 3 por cento ao longo do próximo ano ou dois.


(Reportagem de Jonathan Spicer)


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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)

ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 19/06/2017. Mercado reduz em 0,1 ponto percentual a previsão de alta do PIB para 2017. Previsão agora é de PIB de 0,4%, ante 0,41% na semana anterior. Analistas ouvidos pelo Banco Central também reduziram a previsão de inflação para 2017 e 2018.
Por Laís Lis, G1, Brasília

Os analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. A nova estimativa é que a atividade econômica do Brasil crescerá 0,4%. Na semana anterior, era de 0,41%. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) no boletim de mercado do Banco Central, também conhecido como Boletim Focus.
Para 2018, os analistas também reduziram a previsão de crescimento do PIB de 2,30% para 2,20%.
Com menos atividade econômica, os analistas entrevistados também preveem menos inflação para 2017 e 2018. A estimativa para o Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial, de 2017 caiu de 3,71%, no boletim divulgado na semana passada, para 3,64%. Já para o próximo ano, a previsão para a inflação caiu de 4,37% para 4,33%.
Juros
Pela décima semana seguida, os analistas de mercado ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros, a Selic, chegará no final do ano em 8,5%.
Os analistas também mantiveram estável a previsão da taxa de câmbio no final de 2017 em R$ 3,30.
Para o fim de 2018, a previsão da Selic dada pelos analistas também se manteve em 8,50%, já para a taxa de câmbio a estimativa é que ela feche o próximo ano em R$ 3,40.
Balança e investimentos
Após 12 semanas seguidas prevendo um aumento do superávit da balança comercial brasileira, os analistas ouvidos pelo Banco Central pioraram a estimativa para a balança de 2017.
Segundo o Boletim Focus, o mercado espera que a diferença entre o que o que o Brasil vender e comprar fique em US$ 57,40 bilhões. Na semana anterior, a previsão era de US$ 57,80 bilhões.
A previsão de entrada de investimento estrangeiro no país também caiu, passando de US$ 80 bilhões para US$ 78,57 bilhões. Para 2018, o mercado também reduziu a previsão de entrada de investimentos estrangeiros no país de US$ 80 bilhões para US$ 78,75 bilhões.

BACEN. REUTERS. 19/06/2017. Expectativas de crescimento e inflação caem; Top-5 passa a ver Selic a 8,5% este ano, mostra Focus

SÃO PAULO (Reuters) - As perspectivas de crescimento e de inflação para a economia brasileira continuaram em trajetória de queda na pesquisa Focus do Banco Central, enquanto o grupo que mais acerta as previsões elevou sua visão para a taxa básica de juros este ano.

O levantamento divulgado nesta segunda-feira mostrou que a conta para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caiu em 0,01 ponto percentual e agora é de apenas 0,40 por cento.

Para 2018, a piora foi ainda mais forte, e a estimativa para o crescimento do PIB passou a 2,20 por cento, de 2,30 por cento antes.

O segundo trimestre começou com o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), subindo 0,28 por cento em abril ante março, num sinal de retomada.

Para a inflação, os especialistas consultados passaram a ver uma alta de 3,64 por cento do IPCA neste ano, contra estimativa anterior de 3,71 por cento. Para 2018, a projeção agora é de 4,33 por cento, de 4,37 por cento antes.

O cenário para a política monetária, por sua vez, não sofreu alterações, com a perspectiva de corte de 0,75 ponto percentual da Selic, atualmente em 10,25 por cento, na reunião de julho do Banco Central.

Permaneceram também as projeções de que a taxa básica de juros terminará este ano e o próximo a 8,5 por cento.

Por sua vez, o Top-5, que reúne aqueles que mais acertam as projeções, elevou a perspectiva para a Selic este ano a 8,50 por cento, de 8,38 por cento na mediana das projeções da semana anterior. Para o ano que vem, permanece a expectativa de que a taxa básica de juros termine a 8 por cento.

BACEN. REUTERS. 19/06/2017. Economistas veem deflação em junho e crescimento do PIB e inflação menores
Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - Especialistas consultados na pesquisa Focus do Banco Central passaram a ver deflação em junho, que se confirmada será a primeira em 11 anos, em um ambiente de queda das perspectivas de crescimento e de inflação na economia brasileira.

O levantamento, divulgado nesta segunda-feira, mostrou ainda que o grupo que mais acerta as previsões elevou sua visão para a taxa básica de juros este ano.

A expectativa para os preços neste mês agora é de queda de 0,07 por cento, contra estabilidade na semana anterior. Se confirmada, será a primeira deflação mensal desde junho de 2006, quando houve queda de 0,21 por cento, segundo dados do IBGE.

Esse resultado confirma a consolidação da desinflação vista pelo BC, em meio ao cenário de economia fraca e incertezas políticas. No entanto, o presidente da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, já afirmou que o provável resultado favorável da inflação em junho deverá representar oscilações pontuais devido ao reajuste dos preços administrados. Ele destacou que isso "não têm implicação relevante para a condução da política monetária".

Para a inflação no fim deste ano, os economistas consultados passaram a ver alta de 3,64 por cento do IPCA, contra estimativa anterior de 3,71 por cento. Para 2018, a projeção agora é de 4,33 por cento, de 4,37 por cento antes. Em ambos os casos, os indicadores se distanciaram ainda mais do centro da meta oficial de inflação, de 4,5 por cento, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

As contas para a economia também pioraram, com a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano caindo em 0,01 ponto percentual, a 0,40 por cento. Para 2018, a piora foi ainda mais forte, e a estimativa para o crescimento do PIB passou a 2,20 por cento, sobre 2,30 por cento antes.

O cenário para a política monetária, por sua vez, não sofreu alterações, com a perspectiva de corte de 0,75 ponto percentual da Selic, atualmente em 10,25 por cento, na reunião de julho do BC. Permaneceram também as projeções de que a taxa básica de juros terminará este ano e o próximo a 8,5 por cento.

Por sua vez, o Top-5, que reúne aqueles que mais acertam as projeções, elevou a perspectiva para a Selic este ano a 8,50 por cento, sobre 8,38 por cento na mediana das projeções da semana anterior. Para o ano que vem, permaneceu a expectativa de que a taxa básica de juros termine a 8 por cento.

BACEN. PORTAL UOL. 19/06/2017. Mercado reduz previsão de crescimento do PIB e estimativa para a inflação
Do UOL, em São Paulo

Economistas consultados pelo Banco Central reduziram as estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) e de inflação no final do ano. 

Veja as projeções para 2017 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (16) pelo BC:
  • PIB: caiu de 0,41% para 0,4%;
  • Inflação: caiu de 3,71% para 3,64%;
  • Taxa de juros: foi mantida em 8,5% ao ano;
  • Dólar: foi mantida em R$ 3,30.
A projeção de 3,64% deixaria a inflação abaixo do centro da meta do governo. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos (ou seja, variando de 3% a 6%). 

Em maio, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, foi de 0,31% e alcançou 3,6% em 12 meses, nível mais baixo em dez anos.

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. 

No final do mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) pela sexta vez seguida. A Selic caiu 1 ponto percentual, para 10,25% ano. 

Entenda o que é o boletim Focus

Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.

(Com Reuters)

BACEN. 19/06/2017. Apontamentos do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em encontro com investidores institucionais do Bradesco, em São Paulo.


BACEN. REUTERS. 19/06/2017. Incertezas sobre reformas dificultam queda mais rápida dos juros estruturais, diz Ilan

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reafirmou nesta segunda-feira que o recente aumento da incerteza por conta do futuro das reformas e de ajustes necessários na economia "dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas", mas ponderou que consequências desse cenário para o avanço de preços na economia podem se anular.

Durante evento em São Paulo, segundo apresentação publicada no site do BC, Ilan disse ainda que a incerteza se mantendo por "tempo prolongado" pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica e que "de forma geral, as projeções condicionais do Copom hoje envolvem maior grau de incerteza".

"O cenário básico prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo", reafirmou ele.

O BC reduziu no final do mês passado a Selic em 1 ponto percentual, a 10,25 por cento ao ano, mas deixou claro que vai desacelerar o passo em meio à intensa crise política que envolve o governo do presidente Michel Temer.

Ilan repetiu que, de um lado, a manutenção por tempo prolongado de níveis de incerteza elevados sobre a evolução do processo de reformas e ajustes na economia podem ter impacto negativo sobre a atividade econômica e, portanto, desinflacionário.

De outro, ressaltou que o impacto da incerteza sobre a formação de preços e sobre as estimativas da taxa de juros estrutural pode ter impacto oposto. E adicionou mensagem nova sobre a manutenção de um panorama equivalente ao que vigorava antes da crise política.

"Existe também a possibilidade que os efeitos acima se anulem e a trajetória prospectiva seja equivalente a trajetória vigente anteriormente", disse.

De acordo com Ilan, o cenário prescreve a continuidade do ciclo de afrouxamento da Selic e repetiu que redução moderada do ritmo de flexibilização deve se mostrar adequado em sua próxima reunião, em julho.

"Naturalmente, o ritmo de flexibilização continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", afirmou.

Antes do discurso, o site do BC publicou uma entrevista interna feita com Ilan, na qual ele afirmou que "o caminho da desinflação e da redução de juros está dado". Ele repetiu também a importância do endereçamento das questões fiscais e de produtividade, com aprovação das reformas trabalhista e da previdência.

(Por Patrícia Duarte e Marcela Ayres)

BACEN. REUTERS. 19/06/2017. Queda do juro neutro é determinante para ritmo de afrouxamento monetário, diz Ilan

SÃO PAULO (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a queda do juro neutro afeta a política monetária, sendo determinante para a avaliação sobre o ritmo de queda da Selic.

"(A queda do juro neutro) seria determinante para a avaliação que fazemos sobre o ritmo ideal de queda da taxa básica de juros", disse ele segundo notícia publicada nesta segunda-feira no site do BC.

"É o que dizíamos há um ano: se tivermos ajustes, se as questões fiscais e de produtividade passarem, se as reformas trabalhista e da previdência saírem, as incertezas sobre a economia diminuem e o juro neutro estrutural tende a cair", completou.

BACEN. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 19/06/2017. 'O que me interessa são as reformas e o ajuste', diz presidente do BC
Fabrício de Castro, Fernando Nakagawa e Irany Tereza
Brasília

Há um ano, quando assumiu, em 13 de junho, a presidência do Banco Central, o economista Ilan Goldfajn elegeu como principal bandeira uma inflação "baixa e estável". A taxa acumulada em 12 meses, medida pelo IPCA, estava em 9,5%. Hoje, derrubada em grande parte pela recessão que assolou o País, baixou ao patamar de 3,6% (taxa de maio), e a economia "se estabilizou". Condições suficientes para o BC garantir: o corte de juros continua. Ilan segue com um olho nos índices macroeconômicos e outro nas reformas para calibrar o ritmo da queda de juros. "A incerteza nas últimas semanas aumentou", reconhece. "Mas, podemos ter as reformas e os ajustes avançando. E é só isso que me interessa, sob o ponto de vista do BC", disse, em entrevista ao Estadão/Broadcast. A seguir, os principais trechos: 

Um ano de Banco Central. Qual é o seu balanço?

Foi um ano em que a direção de política econômica mudou. Aí não é só uma questão de Banco Central, tem as questões econômicas, muitas reformas, muitos ajustes. A percepção, quando se olha o ano como um todo, é que, de fato, houve bastante avanço. Na questão do Banco Central houve mudanças relevantes. A começar por um dos objetivos principais do BC, que é a inflação. Eu mal sentei aqui e já estavam falando em meta de inflação ajustada. Basicamente, uma das nossas primeiras decisões foi não fazer uma meta ajustada, porque achávamos que a meta de 4,5% era possível de ser atingida. Na economia, estávamos no meio de uma recessão, com inflação. Hoje em dia temos uma economia, eu diria, que se estabilizou no primeiro trimestre. E perspectivas de uma recuperação gradual. A situação é diferente, porque aí a gente consegue, sob o ponto de vista da política monetária, entrar no período de flexibilização, que é nossa linguagem para redução da taxa de juros. O que se discute hoje é a velocidade, o ritmo e a extensão. Mas não se discute se a inflação ainda está alta, se tem de subir juros.

A avaliação do BC é de que a recessão acabou?

Eu diria... Vimos no primeiro trimestre um crescimento razoável, de 1%. Uma parte importante desse crescimento tem a ver com o setor agrícola, mas tem a outra parte que indica que pelo menos houve uma estabilização. A gente olha para frente e acredita que existe a possibilidade de uma recuperação gradual, ao longo deste ano. Bancos centrais falam de possibilidades, não é uma diminuição de nada, é simplesmente porque temos de tomar decisões - Copom, ou outras decisões - em que a gente sempre vai observar a atividade, se ela está recuperando gradualmente, se mais lento, mais rápido. É o risco que a gente tem colocado.

A crise política mais recente atrapalhou o roteiro traçado pelo BC?

Trabalhamos no BC sempre com as questões econômicas e técnicas. Desde o primeiro dia (da crise) me perguntaram: "o que vocês vão fazer?" Vamos fazer a questão técnica. Tentamos trabalhar da melhor forma. Tenho avaliado a consequência dos últimos eventos e as reformas e ajustes. São diferenças importantes. Podemos ter as reformas e os ajustes avançando, e é só isso que me interessa, sob o ponto de vista do Banco Central. A incerteza nas últimas semanas aumentou. Mas é possível que venha a diminuir, acho que estamos vendo algumas reformas avançando, a trabalhista está saindo da comissão, isso significa que a incerteza diminui. Vamos ter que observar como anda a reforma da Previdência.

O mercado já estava apostando numa velocidade e queda maior dos juros. A crise política influenciou a última decisão do Copom?

Houve de fato uma colocação nossa na reunião, não na última (maio), mas na penúltima (abril), em que a gente disse que estava discutindo qual o ritmo adequado (de corte da Selic), se é o ritmo daquele momento de redução, ou se as reformas andassem mais rápido, a gente estava até avaliando mudanças de ritmo, naquele caso. Mas, não tínhamos tomado nenhuma decisão. Inclusive, na própria semana que teve esse evento (delação de Joesley Batista, um dos sócios da JBS), a gente até falou: ‘Olha, estamos discutindo ainda. Olha, não toma isso como dado. Estamos avaliando.’ E, no fim das contas, a nossa decisão, a última, foi em linha com o que a gente tinha anunciado como uma das opções (corte de 1 ponto porcentual). E também nossa comunicação do que poderia vir para frente. Poderia - sempre na condicional.

Entre as reformas, a da Previdência é a principal, mas há risco de virar uma minirreforma, com a crise. Qual é o impacto disso?

Para nós, quanto mais ampla a reforma, melhor. Mas não é só a reforma da Previdência. Há reformas e ajustes. Há um conjunto dessas medidas, que são relevantes, não para o BC, mas para o País. A reforma da Previdência é uma reforma fiscal e, por ser fiscal, é relevante. Mas não é a única. 

A Medida Provisória 784 (que abre espaço para bancos e corretoras fazerem acordo de leniência com o BC) recebeu críticas por poder limitar o poder de investigação de outras instituições. Por que o BC diz que essa percepção é equivocada?

A MP está dentro da nossa agenda BC+ e foi divulgada em dezembro (de 2016). Não é uma medida que lida com questões conjunturais. Em 2015, (a MP) estava quase pronta para ser editada, foi enviada para a Casa Civil. E, por razões que vocês sabem bem (processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff), ela acabou tendo de voltar. Voltou a ser analisada pelo Ministério da Fazenda e todos os outros atores. Como está dentro da nossa agenda BC+, tenho insistido que toda a nossa agenda tem de ser mantida. Já essas polêmicas conjunturais não têm a ver com o projeto. O BC só vai lidar com questões de irregularidades administrativas. São coisas do nosso dia a dia. 

O temor de instituições financeiras em torno de eventual delação do ex-ministro Antônio Palocci já estaria levando alguns bancos a procurar o MP para possível acordo de leniência. Já está havendo essa procura no BC?

Não. Até porque, a gente precisa regulamentar aqui dentro. Depois que aprovar, é preciso ter uma norma para detalhar. As coisas mais específicas ligadas ao BC precisarão de uma norma. Eu não vou entrar na questão desses comentários porque nenhum desses é oficial. Sob o ponto de vista oficial nada veio à gente. As conversas não têm a ver com coisas administrativas. Me parece que quase tudo é na área penal e criminal, mesmo nessas conversas. Então, me parece que não é o caso de o BC estar envolvido nessas questões. Essa medida tem de ser entendida como medida estrutural. Não tem nada premente, não tem nada vindo do Banco Central. Estamos trabalhando de uma forma técnica, as questões administrativas não são as questões, digamos, essenciais. Então, não tem por que entrar na seara do BC.

Um dos pontos polêmicos da MP é o termo de compromisso e a possibilidade de permanecerem sob sigilo em caso de risco à estabilidade financeira. Que problema administrativo poderia gerar risco sistêmico?

O mais importante em termos de compromisso é poder ter agilidade ao invés de um processo administrativo longo e burocrático. Isso é algo observado na esfera internacional: vários compromissos das autoridades que chegam logo a um acordo: paga-se tanto e resolve-se. Isso é o mais importante. O resto, eu vejo como uma exceção, com uma probabilidade muito pequena, e estaria ligado a questões de instituições muito grandes com questões muito agudas. E me parece que é algo muito remoto. Sobre o acordo de leniência, ele será sempre aberto sem exceção. Em momento algum o acordo de leniência vai ser fechado. Só, obviamente, no momento em que você está negociando. Uma vez que você assinou tudo (acordo de leniência), você revela para o público a posteriori. O acordo de leniência é aberto depois de fechado. O termo de compromisso é sempre aberto como regra, mas na hipótese muito rara de ser fechado, será fechado em todo o processo.


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PORTAL G1. 17/06/2017. China avança em comércio global com nova Rota da Seda, projeto de US$ 1 trilhão. Plano chinês já mexe com 40% da riqueza do mundo e prevê a quebra de barreiras econômicas que podem marcar uma nova era para a Ásia e colocar a China como liderança em globalização.
Por Luis Ottoni*, G1

Um acordo entre 68 países que reúnem uma população de 4,4 bilhões de pessoas e 40% da economia global. A nova Rota da Seda chinesa, inaugurada pelo governo do atual presidente Xi Jinping no mês passado, reforça a ânsia do país em ampliar sua posição como potência global e vem, aos poucos, captando a atenção de líderes ao redor do globo. Mas, o que é essa rota e o que ela significa para o mundo?
Formando um cinturão econômico, Pequim investe em países que, em troca, facilitam as negociações comerciais com a China. Construção e reforma de portos e aeroportos, incentivos fiscais relacionados à importação e exportação são algumas das estratégias que já vêm sendo implementadas. Segundo o governo chinês, desde que o programa foi anunciado, em 2013, foram investidos nele mais de US$ 1 trilhão.
Velha rota, novas estratégias
Há 2.000 anos, o governo imperial chinês de Zhang Qian estabeleceu a chamada Rota da Seda como forma de ligar economicamente a China com a Ásia central e o mundo árabe. O nome faz referência ao tecido que era o maior produto de exportação chinês à época. O intercâmbio econômico influenciou no desenvolvimento dos países que faziam parte do cinturão, mas se perdeu entre guerras.
Na nova versão da rota, no entanto, a seda deve ficar só no nome. O objetivo de Xi Jinping é levar e trazer produtos de todos os tipos, como matérias-primas e eletrônicos, ampliando o alcance e competitividade do produto chinês.
Além de derrubar fronteiras diplomáticas, implantando parcela dos trilhões de dólares da reserva internacional chinesa no projeto, Xi Jinping tenta cultivar uma vizinhança economicamente estável para, no futuro, estabelecer um bloco Euroasiático, dominado pela China, que possa competir com o bloco Transatlântico, dominado pelos EUA.
A rota atual, assim como a antiga, divide-se em marítima e terrestre. Em inglês, a iniciativa é conhecida como "One Belt, One Road", em que "Belt", de cinturão, refere-se à rota física e "Road", de estrada, refere-se à rota marítima.



“A China quer exercer um eixo civilizador e econômico, aproveitando-se da queda do protagonismo norte-americano”, explica Fausto Godoy, embaixador e coordenador do núcleo de estudos e negócios asiáticos da ESPM.
Para Godoy, “a estratégia vai produzir um impacto extremamente positivo na economia chinesa e na Ásia”, marcando o início de uma nova era ao mercado asiático e transformando, principalmente, o foco da economia do país. “A tendência é que, para isso, a China terceirize a mão de obra barata, seguindo o modelo do Japão do século XX, dando um pulo de modelo industrial para pós-industrial”, disse.
Países agrícolas como o Brasil, segundo Godoy, vão passar a suprir a China com soja e matéria prima, principalmente ferro e aço, abrindo espaço para os chineses entrarem na era da pós-industrialização, com investimento massivo em empresas europeias, como já fizeram com compra de participações da Pirelli e da Volvo.
O que a China ganha?
Com a desaceleração de seu crescimento nos últimos anos, a China vem sentindo impacto de superprodução de aço, cimento e alumínio. Para lidar com o problema, o país cortou mais de 1,2 milhões de vagas de emprego entre 2016 e 2017. Em 2016, o PIB chinês cresceu 6,7%, o menor ritmo em 26 anos.
Para Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio Brasil e China, a Rota da Seda é uma forma dos chineses recuperarem a sua economia e, ao mesmo tempo, consolidar seu objetivo de se tornar uma potência global. “Enquanto a China faz investimentos, as empresas chinesas se beneficiam da abertura a um comércio global”, disse.
Era Trump
Mas não se trata apenas de acordos econômicos. A ambição de Beijing ao lançar o projeto tem se transformado com as mudanças geopolíticas e o aumento do protecionismo norte-americano sob a nova "Era Trump". Assim que assumiu a presidência dos EUA, Donald Trump retirou Washington do Acordo de Associação Transpacífico (TPP) e, mais recentemente, anunciou a saída do Acordo de Paris.
Em contrapartida, o governo chinês ratificou o compromisso com o acordo. "Todos os signatários deveriam se manter no acordo ao invés de simplesmente abandoná-lo. Essa é uma responsabilidade que devemos assumir para as gerações futuras", disse Xi Jinping no Foro Econômico Mundial em Davos, na Suíça, no início do ano.
Bloco econômico
A iniciativa chinesa usa uma lógica parecida, mas difere de blocos econômicos como o Mercosul e a União Europeia. “Ela tem como intuito para promoção efetiva da integração a criação de uma infraestrutura e logística que integrasse as economias”, explica Evandro Menezes de Carvalho, professor da FGV Direito Rio.
A nova Rota da Seda já foi comparada com o Plano Marshall, iniciativa implantada pelo secretário de estado norte-americano em 1947, George Marshall, para ajudar na reconstrução dos países europeus afetados pela Segunda Guerra Mundial. A China recusa veementemente a analogia.
Enquanto o governo chinês prospecta novas parcerias, ainda é incerto os rumos da nova rota. Mas já se sabe que o impacto político e econômico vem rendendo frutos à imagem de Pequim. Confira a lista oficial dos países que fazem parte do acordo.
* Sob supervisão de Marina Gazzoni

MPOG. 16/06/2017. Parceria entre Brasil e China deve servir de referência para países da América Latina. 35 empresários chineses estiveram no Planejamento para saber sobre oportunidades de negócio no Brasil

Em encontro empresarial Brasil-China, nesta sexta-feira (16), o embaixador chinês no país, Li Jinzhang, disse que a parceria bilateral que criou o fundo de cooperação que vai classificar projetos realizados no Brasil, de interesse comum das duas nações, “deve servir de referência para os demais países da América Latina”, considerou. O fundo, instituído no mês passado, vai analisar projetos nos setores de infraestrutura, logística, energia e recursos minerais, agroindústria, tecnologia avançada, agricultura, armazenagem agrícola, manufatura, serviços digitais e outros de interesse das partes.

“O fundo deve funcionar segundo princípios de mercado com avaliação criteriosa de riscos e vai partir de projetos individuais para uma cooperação sistemática produtiva entre os dois países”, completou o embaixador. A carteira de projetos do fundo poderá receber aportes de até US$ 20 bilhões, dos quais até US$ 15 bilhões serão desembolsados pelo Fundo Chinês para Investimento na América Latina (Claifund), e de até US$ 5 bilhões por instituições financeiras brasileiras. Os projetos serão submetidos por meio de Cartas-Consulta que poderão ser preenchidas por meio digital, na página do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MP), ou ainda impressas.

O ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago Junior, disse, no encontro com 35 empresários chineses, que a presença chinesa no Brasil é essencial para que a sinalização da retomada do crescimento da economia nacional se consolide em realidade. “Há hoje um conjunto muito variado de investimentos chineses no Brasil o que demonstra a crença da China em nosso país”, afirmou. Ele destacou ainda que a cooperação bilateral está avançando em diversas frentes e citou parcerias no setor financeiro.

“Há diversos aspectos na nossa economia que podem ser melhorados e que podem ter ganhos de produtividade, com qualidade de vida para a nossa sociedade e com ganhos para os privados. Ou seja, há como ser um grande ganha-ganha para as duas nações”, concluiu o ministro sobre o potencial de colaboração com os chineses.

Em apresentação sobre o panorama geral da economia brasileira, o secretário de Assuntos Internacionais (Seain), Jorge Arbache, avaliou que o mercado de crédito nacional começa a dar sinais de melhora por conta da redução nas taxas de juros e que aumentou a confiança dos investidores estrangeiros, com ingresso de US$ 80 bilhões entre maio do ano passado e o mesmo mês deste ano. “O Brasil continua com estabilidade financeira e atraindo investimento estrangeiro direto com baixa taxa de vulnerabilidade externa e pronto para ensaiar uma recuperação consistente da atividade econômica”, analisou Arbache.

Para o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura do ministério do Planejamento, Hailton Madureira, “na perspectiva de vinte a trinta anos, poucos mercados são tão atraentes e dispõem de tantas oportunidades como o brasileiro”, afirmou. Ele listou diversos setores em que o governo federal busca atualmente parcerias com agentes privados nacionais e internacionais, com empreendimentos como ferrovias, rodovias, portos, hidrelétricas, distribuidoras de energia, empresas de saneamento público, projetos de extração de petróleo e gás, entre outros.

MPOG. PORTAL G1. 16/06/2017. Ministério se reúne com chineses e diz esperar 'aproximação mais forte' entre Brasil e China. Governo brasileiro recebeu empresários chineses em evento nesta sexta-feira no Ministério do Planejamento. Em maio, os dois países anunciaram fundo de investimentos de US$ 20 bilhões.
Por Gustavo Garcia, G1, Brasília

O secretário-executivo do Planejamento, Esteves Colnago, disse nesta sexta-feira (16) que o Brasil espera uma “aproximação mais forte” nas relações bilaterais entre o país e a China.
A declaração foi dada durante um encontro com empresários chineses na sede do Ministério do Planejamento em Brasília. A reunião acontece após a criação, no mês passado, do fundo de investimento Brasil-China, que conta com US$ 20 bilhões.
“Acho que falta um pouco mais de aproximação entre os governos, entre as áreas, para que aquilo [os investimentos] que a china já vem fazendo se torne mais corriqueiro, mais intenso do que já vem acontecendo”, declarou Colnago.
“A expectativa é essa de que haja uma aproximação mais forte entre os países”, completou.
Participaram do encontro, além de representantes dos governos brasileiro e chinês, 30 empresários chineses de vários setores, como financeiro, transportes, petróleo, telecomunicações, agronegócio e de engenharia civil e elétrica.
De acordo com Colnago, investidores chineses têm demonstrado interesse em projetos de infraestrutura, telecomunicações e em bancos brasileiros.
“A parceria [...] pode se dar tanto via financiamento, tanto com a compra de empresas, ou de projetos, quanto com vinda de especialistas para ajudar os nossos especialistas”, disse.
“Então você tem todo um conjunto, pode ser parceria público-privada, pode ser concessão, pode ter a compra direta de indústria, ou a criação de indústria, ou a compra de bancos, como os chineses já estão comprando, abrindo bancos no brasil, é um leque muito amplo”, acrescentou o secretário-executivo.
Ele declarou também que a expectativa é de que projetos apresentados ao conselho gestor do fundo de investimentos comecem a ser concretizados até 2018.
Colnago afirmou ainda que os chineses têm interesse no leilão da ferrovia norte-sul, anunciado na última terça-feira (13). O governo brasileiro espera arrecadar R$ 1,5 bilhão com a operação.
O embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, afirmou que, desde 2009, a China é o principal parceiro do Brasil e acredita que o fundo entre os países vai ser um “catalisador” dos investimentos da China no país, com “menos riscos”.

Na mesma linha, o secretário de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento, Jorge Arbache, disse que o fundo, que, segundo ele, deve começar a funcionar nas próximas semanas, vai criar um ambiente “mais propício” para negócios entre Brasil e China, principalmente, na área de tecnologia.

MRE. AIG. Nota nº 193. 16  de junho de 2017. 1ª Rodada de Negociações entre os estados da EFTA e do MERCOSUL sobre um Acordo de Livre Comércio

Por ocasião da conclusão da 1ª Rodada de Negociações entre os estados da EFTA e do MERCOSUL sobre um Acordo de Livre Comércio, em Buenos Aires, foi emitido hoje o seguinte comunicado de imprensa:

Após quatro dias de negociações, a 1ª rodada de negociações entre os estados membros do MERCOSUL e da EFTA sobre um Acordo de Livre Comércio chegou a bom termo. As negociações ocorreram em uma atmosfera muito construtiva e amigável, obtendo-se bom progresso em todas as áreas.

A delegação do MERCOSUL foi liderada pelo Embaixador Horacio Reyser Travers, Secretário de Relações Econômicas Internacionais do Ministério de Relações Exteriores e Culto da Argentina, exercendo a Presidência Pró-Tempore do MERCOSUL. Por sua vez, a delegação da EFTA foi liderada por Jan Farberg, Diretor-Geral do Ministério do Comércio, Indústria e da Pesca da Noruega, acompanhado de grande equipe técnica proveniente de várias partes do governo.

As partes realizaram intercâmbios de informação produtivos em todas as áreas, incluindo: comércio de bens; regras de origem; facilitação de comércio e cooperação aduaneira; medidas sanitárias e fitossanitárias; comércio de serviços; barreiras técnicas ao comércio; propriedade intelectual; compras governamentais; comércio e desenvolvimento sustentável; defesa comercial; investimento; concorrência e disposições horizontais, legais e institucionais.

Em um clima de diálogo positivo e construtivo, MERCOSUL e EFTA comprometeram-se a continuar fazendo progressos nesse processo. A próxima rodada negociadora terá lugar em Genebra, em agosto de 2017.

PR. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 19/06/2017. Indústria brasileira quer acordo bilateral com Rússia. Presidente Michel Temer, que viaja a Moscou nesta semana 
JOANA CUNHA
DE SÃO PAULO 

Preocupada com o comércio decrescente entre Brasil e Rússia nos últimos anos, a indústria quer aproveitar a viagem do presidente Michel Temer a Moscou nesta semana para defender o avanço de acordos bilaterais.

A ideia, segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria), é garantir mecanismos para evitar a bitributação e facilitar o investimento entre os dois países.

"Na CNI, temos dado prioridade aos Brics [grupo integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul], mas não conseguimos avançar em todos os países ao mesmo tempo", diz Diego Bonomo, gerente-executivo de comércio exterior da CNI. "Por isso, nas visitas presidenciais, temos defendido avanços bilaterais e pedimos que governo tente lançar essas negociações", afirma.

No ano passado, a Rússia foi o 20º parceiro comercial brasileiro, com participação de 1% na corrente de comércio do Brasil. Embora tenha apresentado uma leve reação em 2016, o superavit brasileiro no comércio entre os dois países, ficou em US$ 300 milhões, muito abaixo do patamar de US$ 2,2 bilhões registrado em 2010.

Segundo Bonomo, a principal demanda da indústria, que é o acordo para evitar a dupla tributação de Imposto de Renda de empresas que atuam nos dois países, já está encaminhada. Foi negociada e aguarda os trâmites para promulgação.

A CNI elaborou um documento que também menciona a necessidade de acordos para evitar a contribuição das empresas internacionalizadas aos sistemas previdenciários dos dois países e permitir o compartilhamento de exames de patentes.

"Esse acordo de Previdência evita que a empresa que tem funcionários no outro país pague duas vezes a contribuição social e ele pode ter um impacto de até 60% de redução no pagamento das contribuições de Previdência", afirma Bonomo.

Já o acordo de propriedade intelectual poderia acelerar a concessão de patentes. "Se uma empresa brasileira pede uma patente no Brasil e na Rússia, o primeiro país que conceder a patente poderia dividir o exame com o outro", afirma Bonomo.

EQUIPAMENTOS MÉDICOS

A CNI também vai levar à missão uma preocupação em relação aos regulamentos técnicos que a Rússia tem exigido do setor de equipamentos médicos e odontológicos.

De acordo com a entidade, o excesso de exigências para certificações, prazos, documentações, traduções e amostras tem elevado os custos de exportação do segmento a um patamar que pode inviabilizar o acesso ao mercado russo.

FGV. IBRE. 19/06/2017. Índices Gerais de Preços. IPC-S. Inflação pelo IPC-S registra queda na segunda semana de junho

O IPC-S de 15 de junho de 2017 apresentou variação de 0,13%, 0,26 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (1,20% para 0,44%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 6,80% para 1,92%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,27% para -0,39%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,73% para 0,56%), Transportes (0,01% para -0,08%), Vestuário (0,56% para 0,47%), Comunicação (0,30% para -0,04%) e Despesas Diversas (0,53% para 0,49%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-3,58% para -5,34%), medicamentos em geral (0,72% para 0,08%), gasolina (-0,39% para -0,89%), acessórios para vestuário (0,94% para 0,86%), tarifa de telefone móvel (0,43% para 0,27%) e tarifa postal (8,24% para 6,40%), respectivamente.

Em contrapartida, apenas o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,15% para 0,36%) apresentou acréscimo em sua taxa de variação. Nesta classe de despesa, a maior contribuição partiu do item passagem aérea, que passou de1,81% para 10,63%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B015CBFE9C13C0438

FGV. IBRE. 19/06/2016. Índices Gerais de Preços. IGP-M Segundo Decêndio. IGP-M tem novo recuo na segunda prévia de junho

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de junho, variação de -0,61%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de -0,89%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de -1,16%, no segundo decêndio de junho. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -1,45%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,11% para 0,20%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -1,20% para 2,72%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,08%, em maio, para -0,20%, em junho. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de 0,86% para        0,10%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -3,98%. No mês anterior, a taxa foi de        -4,81%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (-16,22% para                 -13,67%), cana-de-açúcar (-3,87% para -3,12%) e café (em grão) (-3,92% para -0,78%). Em sentido oposto, destacam-se: bovinos (0,45% para -3,11%), soja (em grão) (2,76% para 1,63%) e algodão (em caroço)           (-0,31% para -3,45%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,01%, no segundo decêndio de junho, ante 0,23%, no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (0,57% para 0,19%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 2,77% para 0,08%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,17% para               -0,46%), Saúde e Cuidados Pessoais (1,05% para 0,48%), Comunicação (0,79% para -0,03%), Transportes     (-0,15% para -0,17%) e Vestuário (0,66% para 0,64%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: hortaliças e legumes (-1,02% para -5,47%), medicamentos em geral (2,79% para -0,05%), pacotes de telefonia fixa e internet (1,97% para -0,41%), etanol (-2,05% para -3,26%) e roupas (1,02% para 0,55%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variaçãoos grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,57% para 0,12%) e Despesas Diversas (0,31% para 0,39%).Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: passagem aérea (-18,19% para 6,76%) e tarifa postal (0,85% para 4,94%) , respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de junho, variação de 1,33%. No mês anterior, este índice não registrou variação. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,09%, abaixo do resultado de maio, de -0,05%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 2,51%. No mês anterior, este índice variou 0,04%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B015CBFF37CA93970

SECOVI-SP. INCORPORAÇÃO. 19/06/2017. Vendas de imóveis novos registram ligeira queda em abril. Segundo pesquisa do Secovi-SP, foram comercializadas na capital paulista 1.212 unidades no mês, 1,7% abaixo do total vendido em março, mas 2,5% acima do resultado de abril de 2016

Em abril, a cidade de São Paulo registrou a venda de 1.212 unidades residenciais novas. A informação é da Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP. O volume é 1,7% inferior ao total vendido em março (1.233 unidades) e 2,5% superior ao resultado de abril de 2016 (1.182 unidades). No acumulado do ano (janeiro a abril), a comercialização totaliza 3.865 unidades, o que representa redução de 4,3% comparado ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 4.038 unidades.

De acordo com a Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), foram lançadas em abril 959 unidades residenciais, volume 38,3% inferior ao registrado em março (1.555 unidades) e 38,0% acima do resultado de abril de 2016 (695 unidades). De janeiro a abril de 2017, os lançamentos totalizaram 2.745 unidades residenciais, aumento de 6,0% em relação ao mesmo período de 2016 (2.589 unidades).

As medidas adotadas pelo governo nos últimos meses, apesar de impactar positivamente na economia, ainda se mostram tímidas para produzir grandes e imediatos resultados. “No entanto, os efeitos da acertada política econômica já podem ser observados no cenário macroeconômico e acreditamos que, gradativamente, estarão refletidos no nosso setor”, diz o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

Na cidade de São Paulo, verificou-se que as vendas de abril apresentaram ligeira queda de 1,7% em relação ao mês anterior. “Em compensação, houve aumento de 2,5% em relação ao volume comercializado em abril de 2016, demonstrando que o mercado busca se equilibrar. Certamente, essas oscilações serão registradas ao longo do ano”, avalia Celso Petrucci, economista-chefe da entidade.

Em termos de lançamentos, a participação dos imóveis de 3 dormitórios correspondeu a 38,5% entre janeiro e abril. O acumulado no mesmo período do ano passado para essa tipologia ficou abaixo de 10%. Por outro lado, os imóveis de 1 dormitório caíram em participação, de 22% em 2016 para 7% neste ano. Apesar dessas mudanças no perfil, os imóveis de 2 dormitórios continuam soberanos, com quase 45% do total lançado.

De acordo com o vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP, Emilio Kallas, o mercado imobiliário tem apresentado os piores resultados da série histórica, e é imprescindível que se retomem os níveis anteriores. “São prementes os ajustes na lei de zoneamento, para possibilitar a viabilização de novos empreendimentos e estimular a movimentação da economia e a geração de empregos”, afirma.

Empresários do setor estão otimistas com a evolução de queda dos juros e acreditam que, quando atingirem a casa de um dígito, haverá reflexos importantes no setor imobiliário. Investidores do mercado financeiro, por exemplo, encontrarão boas oportunidades no mercado de imóveis residenciais e comerciais, que estão com preços estabilizados ou em queda há pelo menos três anos.

“Adicionalmente, a redução na taxa Selic impacta e reduz os juros do crédito imobiliário, o que facilita a compra de imóveis, uma vez que as prestações ficarão mais baixas, bem como serão menores as exigências de comprovação de renda pelos bancos”, diz Flávio Prando, vice-presidente de Intermediação Imobiliária e Marketing do Secovi-SP.

“Outra boa notícia, que poderá tornar todo esse movimento consistente, é a continuidade do crescimento do saldo da poupança que, no mês de maio, pela primeira vez, teve volume de entrada maior que o de saída”, conclui Flavio Amary.

VGV – Em abril, o VGV (Valor Global de Vendas) de R$ 709,3 milhões ficou 4,0% abaixo do volume registrado em março (R$ 738,5 milhões comercializados) e 26,0% acima do apurado em abril de 2016 (R$ 563,1 milhões) – valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de abril de 2017.

VSO – O indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que apura a porcentagem de vendas em relação ao total de unidades ofertadas, foi de 5,1% no mês de abril, apresentando estabilidade em relação a março e alta de 13,3% comparado a abril de 2016 (4,5%).

Oferta de imóveis novos – A capital paulista encerrou o mês de abril de 2017 com a oferta de 22.528 unidades disponíveis para venda. Esta oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque), lançados nos últimos 36 meses (maio de 2014 a abril de 2017). Houve redução de 2,7% em relação a março (23.142 unidades) e queda de 9,7% em comparação a abril de 2016 (24.961 unidades).

Dormitórios – Os imóveis de 2 dormitórios lideraram lançamentos e vendas, com 447 e 536 unidades, respectivamente. O desempenho de 5,9% de comercialização de imóveis de 3 dormitórios foi o melhor e resultou das vendas de 329 unidades divididas pela oferta de 5.588 unidades. A menor quantidade de oferta final foi dos imóveis de 4 dormitórios, com 1.360 unidades disponíveis para venda.

Área útil – Imóveis com menos de 45 m² de área útil apresentaram o maior volume de vendas (493 unidades) e de lançamentos (542 unidades). O melhor VSO (7,9%), resultado da venda de 221 unidades em relação à oferta de 2.797 unidades, foi dos imóveis com área útil entre 86 m² e 130 m². Na oferta de imóveis para venda, a maior participação (8.261 unidades) ficou com a faixa de 45 m² a 65 m², que corresponde a 36,7% do total.

Faixa de preço – Os imóveis com preços de até R$ 240.000 lideraram os lançamentos e as vendas, respectivamente, com 480 e 437 unidades, obtendo, desta forma, o melhor VSO (17,2%). Na faixa de preço de R$ 240.001 a R$ 500.000, foi registrada a maior quantidade de oferta disponível para venda (9.995 unidades), equivalente a 44,4% do total da cidade de São Paulo.

Zonas da cidade – A análise por zonas da cidade mostra que, em abril, a região do Centro liderou em quase todos os indicadores, com a maior quantidade de lançamentos (646 unidades) e vendas (406 unidades), além do melhor VSO (9,1%). O maior volume de imóveis ofertados estava localizado na zona Sul, com 6.310 unidades, o que equivale a 28% do total.

Vendas de imóveis novos registram ligeira queda em abril

COMERCIALIZAÇÃO DE IMÓVEIS NOVOS – CIDADE DE SÃO PAULO

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou em abril a comercialização de 1.212 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O volume é 1,7% inferior ao total vendido em março (1.233 unidades) e 2,5% superior ao resultado de abril de 2016, quando foram comercializadas 1.182 unidades.

Unidades Residenciais Vendidas



No acumulado do ano (janeiro a abril), a comercialização totaliza 3.865 unidades, o que representa redução de 4,3% comparado ao mesmo período de 2016, quando foram vendidas 4.038 unidades.

Evolução de unidades residenciais vendidas de janeiro a abril
Mil unidades



DOCUMENTO: http://secovi.com.br/pesquisas-e-indices/pesquisa-mensal-do-mercado-imobiliario

PETROBRÁS. 19/06/2017. Produção de petróleo e gás natural em maio

A nossa produção total de petróleo e gás natural, em maio, foi de 2,80 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), sendo 2,68 milhões boed produzidos no Brasil e 120 mil boed no exterior. A produção média de petróleo no país foi de 2,18 milhões de barris por dia (bpd), volume 3,9% superior ao de abril.

O resultado se deve, principalmente, ao início de produção de mais um projeto, no sul do campo de Lula, na Bacia de Santos, através da plataforma P-66, no dia 17 de maio; ao retorno à produção após parada para manutenção das plataformas P-37 (campo de Marlim na Bacia de Campos) e FPSO Cidade de Angra dos Reis (campo de Lula), assim como a entrada de um novo poço produtor no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos.

A produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, foi de 78,9 milhões de m³/d, 0,5% acima do mês anterior.

Produção do pré-sal

Em maio, a produção de petróleo e gás natural operada por nós (parcela própria e dos parceiros), na camada pré-sal, foi de 1,57 milhão de boed, volume 5,1% acima do realizado no mês anterior. Esse resultado decorreu, principalmente, do início da produção do projeto Lula Sul, através da P-66, e do retorno à produção após parada para manutenção da plataforma FPSO Cidade de Angra dos Reis.

Importante ressaltar que na comparação com maio de 2016, houve um aumento de 37% da produção da camada pré-sal.

Produção de petróleo e gás no exterior

A produção de petróleo nos campos do exterior foi de 65 mil bpd, volume 1% acima do mês anterior. Esse desempenho resultou, principalmente, da entrada em produção de um novo poço no campo de Saint Malo, nos EUA.

A produção de gás natural foi de 9,3 milhões de m³/d, 3% abaixo do volume produzido em abril de 2017. Essa redução foi consequência, principalmente, da menor demanda da produção de gás na Bolívia.

OPEP. REUTERS. 19/06/2017. Fundamentos do mercado de petróleo estão na direção correta, diz ministro saudita

DUBAI (Reuters) - O ministro de Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse que o mercado de petróleo caminha na direção correta, mas ainda precisa de tempo para se reequilibrar, segundo reportagem do jornal londrino Asharq al-Awsat nesta segunda-feira.

"Na minha opinião, os fundamentos do mercado estão indo na direção correta, mas à luz dos grandes estoques formados nos últimos anos, os cortes precisam de tempo para fazer efeito", disse ele ao jornal, em referência ao acordo global para reduzir a produção liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

"As atuais expectativas indicam que o mercado vai se reequilibrar no quarto trimestre deste ano, levando em conta uma alta na produção de petróleo de xisto", disse Falih.

Questionado sobre a recente queda nos preços, Falih disse que "os mercados determinam os preços, mas eles são guiados por variáveis imprevisíveis além do controle dos países produtores".

"A volatilidade de curto prazo é principalmente uma reação a fatores de curto prazo...assim como o papel dos especuladores nos mercados de ações, que aumentam a volatilidade do mercado".

Ele ressaltou ainda que houve uma queda relativamente grande de cerca de 50 milhões de barris em estoques flutuantes, além de uma queda nos estoques em terra de países industrializados de 65 milhões de barris na comparação com julho do ano passado.

"O mercado frequentemente tende a ignorar esses critérios e focar na queda dos estoques dos EUA, que veio abaixo das expectativas", disse ele.

Falih afirmou ainda que elevações na produção de Líbia e Nigéria, que foram isentos de cortes pela Opep, não devem ser consideradas uma ameaça ao acordo global para reduzir a produção.

(Por Hadeel Al Sayegh e Reem Shamseddine)

OPEP. REUTERS. 19/06/2017. Exportações de petróleo da Arábia Saudita caem para 7 mi bpd em abril

DUBAI (Reuters) - As exportações de petróleo da Arábia Saudita caíram em 226 mil barris por dia (bpd) em abril na comparação com março, e os estoques do reino caíram apesar de uma produção estável, mostraram dados oficiais nesta segunda-feira.

Os sauditas, maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), exportaram 7,006 milhões de bpd em abril, ante 7,232 milhões em março, segundo a Iniciativa Conjunta de Dados de Organizações (Jodi, na sigla em inglês). O país produziu 9,946 milhões de bpd em abril, ante 9,90 milhões em março.

Riad tem liderado um esforço da Opep e outros países produtores para cortar a produção e acabar com um excesso global de oferta.

Em linha com o acordo, os sauditas reduziram exportações, com os embarques de petróleo em abril tendo caído em 400 mil bpd ante o mesmo mês do ano passado, segundo a Jodi.

Os estoques da Arábia Saudita caíram em 3,927 milhões de barris, para 262,927 milhões de barris em março, segundo a Jodi. Os estoques de petróleo tiveram pico em outubro de 2015, quando somaram recorde de 329,430 milhões de barris.

(Por Rania El Gamal)

EMBRAER. REUTERS. 19/06/2017. Subsidiárias da Embraer assinam parceria com Thales para soluções em controle de tráfego aéreo

SÃO PAULO (Reuters) - A Embraer informou que as subsidiárias Savis e Bradar assinaram acordo de cooperação com a Thales para explorar oportunidades de negócios em sistemas de controle de tráfego aéreo.

Em comunicado nesta segunda-feira, a fabricante brasileira de aeronaves explica que Savis, Bradar e Thales devem cooperar na composição de novas soluções de radar para controle de tráfego aéreo.

"Esta iniciativa nos permite aproveitar melhor as sinergias entre as empresas em termos de produtos e tecnologias complementares", disse Jackson Schneider, presidente da Embraer Defesa & Segurança, em comunicado.

(Por Gabriela Mello)

BOEING. REUTERS. 19/06/2017. Boeing lança novo jato 737 MAX 10 após Macron dar largada na Paris Airshow
Por Tim Hepher e Mike Stone

PARIS (Reuters) - A fabricante de aviões Boeing lançou nesta segunda-feira novo modelo da aeronave campeã de vendas 737, injetando ânimo em um enfraquecido mercado de aviação civil, enquanto o presidente francês Emmanuel Macron inaugurava a maior feira do setor no mundo, em Paris.

Após anos de aumento nas encomendas devido ao número cada vez maior de viagens aéreas e de aviões mais eficientes em termos de consumo de combustível, o segmento de jatos de passageiros se depara com uma desaceleração na demanda, enquanto se concentra em atender prazo apertados de entrega e metas de produção ambiciosas.

Mas a Boeing agitou a Paris Air Show ao lançar seu 737 MAX 10 para preencher uma lacuna em seu portfólio no topo do mercado de jatos de corredor único, após as vendas desenfreadas do A321neo de sua rival, a Airbus.

A fabricante norte-americana de aeronaves afirmou ter recebido mais de 240 encomendas e compromissos de compra de pelo menos 10 clientes interessados no novo 737, que pode transportar até 230 pessoas em uma configuração de classe única.

"O MAX 10 vai adicionar mais valor aos clientes e mais energia ao mercado", disse Dennis Muilenburg, presidente-executivo, em cerimônia de apresentação.

Contudo, a Airbus imediatamente reagiu com uma encomenda de 100 aeronaves de seu modelo popular A320neo feita pela empresa de leasing Gecas, e sugeriu que boa parte do interesse no MAX 10 seria de atuais clientes da Boeing, que alteraram encomendas anteriores de outros modelos para o novo modelo.

"Achamos que o 737 MAX e um competidor do (MAX) 9 e é por isso que muita gente está convertendo", disse John Leahy, diretor de vendas da Airbus.

Fontes da indústria afirmaram que a Airbus também anunciaria em breve uma encomenda de 10 jatos de corpo largo A350-900, enquanto fontes disseram no domingo que a empresa estava próxima de fechar um negócio de 5 bilhões de dólares com a empresa aérea de baixo custo Viva Air Peru.

MACRON EMBARCA

Embora a demanda por jatos de passageiros possa estar caindo, há sinais de que o interesse por aeronaves militares está se recuperando após anos de recesso devido a cortes orçamentários e baixo crescimento.

A Lockheed Martin, por exemplo, está em estágios finais de negociar um acordo de 37 bilhões de dólares ou mais para venda de 440 jatos de combate F-35 para um grupo de 11 nações, incluindo os Estados Unidos, disseram à Reuters duas pessoas familiarizadas com o assunto.

Além disso, o presidente francês Macron voou até o Airshow a bordo de um avião de transporte militar Airbus A400M, em seu primeiro compromisso oficial desde que conquistou a maioria parlamentar nas eleições de domingo.

A chegada foi sucedida pelo voo do maior avião de passageiros do mundo, o Airbus 300, e a equipe de exibição aérea da França.

A cerimônia emprestou apoio de alto nível a dois ambiciosos projetos aeroespaciais europeus manchados por problemas: o A400M devido ao aumento de custo crônico e atrasos e ao A380 devido a vendas fracas que ameaçam seu futuro.

A Airbus disse no domingo que trabalhava na atualização do A380 - chamado de A380plus -, com configurações que permitem a economia de combustível, confirmando planos noticiados pela Reuters em março.

O presidente-executivo da Airbus, Fabrice Bregier, disse nesta segunda-feira que a empresa está em conversas com vários potenciais compradores para contratação da versão atualizada. Mas ressaltou que somente entrará em produção se receber

uma "grande encomenda".

(Reportagem adicional de Victoria Bryan eAndrea Shalal)

BOEING. PORTAL UOL. AFP. 19/06/2017. Boeing anuncia o 737 MAX 10, versão maior de seu avião de médio alcance

Le Bourget, França, 19 Jun 2017 (AFP) - A Boeing anunciou nesta segunda-feira (19), no primeiro dia do Salão Aeronáutico de Le Bourget, o lançamento do 737 MAX 10, uma versão maior de seu avião de médio alcance destinada a competir com o A321neo da Airbus.

 "Hoje temos o prazer de anunciar oficialmente o mais recente membro da família 737, o MAX 10", afirmou Kevin McAllister, diretor da unidade de aviação civil da Boeing.

 A aeronave, com entre 190 e 230 assentos, competirá com o A321neo da Airbus. O grupo europeu reivindica, graças à família A320neo, 60% do mercado no segmento de aviões de médio.

"Será o maior e mais eficaz integrante da família MAX", disse McAllister.

 O MAX 10, que completa a gama de aviões de apenas um corredor da empresa americana (ao lado do 737 MAX 7, Max 8 e Max 9) reduzirá em 5% o custo operacional por assento na comparação com o A321neo, informou a Boeing.


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