BACEN. 09/06/2017. Apontamentos do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, no café da manhã promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB), em São Paulo.
DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/conteudo/home-ptbr/TextosApresentacoes/Apontamentos_Presidente_Ilan_Camara_Comercio_Fran%C3%A7a_Brasil_09062017.pdf
BACEN. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 09/06/2017. Nível atual da taxa de juros real é baixo do ponto de vista histórico, diz Ilan
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira, 9, durante evento em São Paulo, que o patamar atual da taxas de juros real (descontada a inflação) - entre 4,2% e 5,1%, segundo ele - é baixo do ponto de vista histórico. "A taxa de juros real na economia brasileira oscilou nas últimas décadas, mas apresenta clara tendência de queda", disse, durante evento da Câmara de Comércio França-Brasil (CCIFB).
De acordo com Ilan Goldfajn, "as taxas reais acima de 20% na década de 90 passaram para algo em torno de 10% na década passada e chegaram a uma média de 5% nos últimos anos (considerando o período insustentável de juros reais de 2% no governo anterior)".
Selic em queda
O presidente do Banco Central afirmou também que a Selic (a taxa básica de juros da economia) está em processo de queda, "em face das expectativas de inflação ancoradas em torno da meta, da inflação em queda e do alto grau de ociosidade na economia".
Ele repetiu ainda uma ideia contida nas últimas comunicações do Banco Central, incluindo a ata do último encontro do Copom: a de que "para uma dada estimativa da extensão do ciclo, o ritmo de flexibilização depende do estágio do ciclo em que a política monetária se encontra, sem necessariamente refletir mudanças no seu cenário básico ou no balanço de riscos".
Ilan Goldfajn ressaltou que, em seu último encontro, o Copom decidiu reduzir a Selic em 1 ponto porcentual, para 10,25% ao ano, "e entendeu que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária em relação ao ritmo adotado deve se mostrar adequada em sua próxima reunião". Este ritmo, repetiu o presidente do BC, "continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação".
Durante sua fala, ele voltou a falar ainda que "o cenário básico da instituição "prescreve a continuidade do ciclo de distensão da política monetária, já considerando os atuais riscos em torno do cenário e as estimativas de extensão do ciclo". De acordo com Ilan, a flexibilidade do regime de metas para a inflação permite que o BC faça a adequação da política monetária aos possíveis cenários prospectivos.
O presidente do BC insistiu ainda, como vem fazendo em suas comunicações mais recentes, sobre o fato de as taxas de juros nominais e reais estarem caindo no Brasil. "A taxa Selic recuou 400 pontos-base nos últimos meses e há expectativa de quedas adicionais à frente", pontuou o presidente do BC. "As taxas de juros reais também recuaram de valores próximos a 9% a.a. em setembro de 2015 para a faixa de 4,2% a 5,1% atualmente", acrescentou.
Incerteza/política monetária
Ele repetiu também a ideia de que não há relação direta e mecânica entre aumento da incerteza e política monetária. Ao mesmo tempo, pontuou que o fator de risco principal atualmente é o aumento da incerteza sobre reformas.
Afirmou ainda que a atividade econômica dá sinais de estabilização no curto prazo. "Após dois anos de recessão, dados recentes corroboram o cenário de estabilização e a possível perspectiva de retomada gradual da economia ", disse.
O presidente do BC também voltou a citar o balanço de pagamentos "em situação confortável" e a dizer que a desinflação de alimentos e de produtos industriais pode ter efeitos secundários na inflação. Para ele, a queda nos preços dos alimentos e dos produtos industriais pode contribuir para quedas adicionais das expectativas de inflação.
De acordo com Ilan Goldfajn, a perspectiva para inflação deve evoluir de maneira favorável neste e nos próximos anos. "O comportamento da inflação permanece favorável", afirmou.
A respeito do cenário externo, Goldfajn disse que, apesar de "favorável no momento", ele apresenta considerável grau de incerteza "e pode dificultar o processo de desinflação".
BACEN. REUTERS. 09/06/2017. Redução moderada do ritmo de corte de juros é adequada, reitera Ilan
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçou nesta sexta-feira que a redução moderada do ritmo de redução de juros deve se mostrar adequada daqui para frente.
Em evento em São Paulo, ele também apontou que o provável resultado favorável da inflação em junho deverá ser fruto de oscilações pontuais em função do reajustes de preços administrados, como a redução dos preços de combustíveis e a volta da bandeira verde aos preços de energia. E destacou que essas oscilações "não têm implicação relevante para a condução da política monetária".
(Por Marcela Ayres)
FGV. IBRE. 09/06/2017. Intenção de Investimento da Indústria cresce no 2ºTri de 2017
O Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria da Fundação Getulio Vargas avançou 7,9 pontos no segundo trimestre de 2017 em relação ao trimestre anterior, atingindo 107,9 pontos, o maior nível desde o terceiro trimestre de 2014 (109,3). O indicador mede a disseminação do ímpeto de investimento entre as empresas industriais, colaborando para antecipar tendências econômicas.
“O resultado do segundo trimestre mostra continuidade da tendência de aumento da proporção de empresas prevendo aumentar o volume de investimentos produtivos nos meses seguintes, um sinal de confiança na retomada da economia. Mas o nível do indicador é ainda baixo, comparável ao do final de 2014, quando a economia já estava em recessão. Além disso, quase toda a coleta para esta edição ocorreu antes da crise política deflagrada em 17 de maio, um fator de incerteza que pode atenuar o ritmo de recuperação”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.
No segundo trimestre de 2017, a proporção de empresas prevendo investir mais nos 12 meses seguintes (25,6%) superou a das que projetam investir menos (17,7%), um saldo positivo que não ocorria desde o primeiro trimestre de 2015, quando os percentuais haviam sido de 28,5% e 27,7%, respectivamente. No trimestre passado, esses percentuais haviam se igualado em 19,9%.
Grau de incerteza e influência em relação aos investimentos
Neste trimestre as empresas industriais também foram consultadas quanto ao grau de certeza em relação à execução do plano de investimentos nos 12 meses seguintes.
A proporção de empresas que estão certas em relação à execuçao do plano de investimentos (25,0%) superou a proporção de empresas incertas (21,3%) pelo segundo trimestre consecutivo. No trimestre anterior estas proporções haviam sido de 29,2% e 22,7%, respectivamente. O saldo de respostas recuou, portanto, de 6,5 para 3,7 pontos, ainda positivo mas inferior ao registrado pela pesquisa nos anos de 2014 e 2015. Como as edições anteriores da Sondagem de Investimento demonstraram, ao nível da empresa, o aumento do grau de incerteza em relação ao plano de investimentos está relacionado a um aumento da probabilidade de revisões para baixo do volume de investimentos produtivos.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015C8C742B566406
MF. OCDE. 09/06/2017. ECONOMIA E EMPREGO. Relações Internacionais. OCDE pretende abrir escritório no Brasil, diz ministro da Fazenda. Governo apresentou pedido para o Brasil aderir à organização internacional de 35 países no fim do mês passado
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou que a organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) pretende abrir um escritório no Brasil.
“Nós concordamos e vamos formalizar essa abertura rapidamente”, afirmou Meirelles após encontro com o secretário-geral da OCDE, Angél Gurría, em Paris.
Pelo Twitter, o ministro também comentou que o que a OCDE propõe está de acordo com a agenda do governo.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - IPCA do mês de maio subiu 0,31% e mais do que dobrou quando comparado ao índice de 0,14% de abril, distanciando-se em 0,17 ponto percentual (p.p.). Apesar da alta de um mês para o outro, esta é a taxa mais baixa para o mês de maio desde 2007 (0,28%). Com isso, o resultado do ano foi para 1,42%, percentual bem inferior aos 4,05% registrados em igual período de 2016 e o menor acumulado até maio desde o ano 2000 (1,41%). Considerando os últimos 12 meses, o índice desceu para 3,60%, enquanto havia registrado 4,08% no mês anterior, constituindo-se na menor taxa em 12 meses desde maio de 2007 (3,18%). Em maio de 2016, o IPCA situou-se em 0,78.
Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%, liderando, com 0,29 p.p., o ranking das principais contribuições do mês. Responsável pela significativa parcela de 3,3% da despesa das famílias, a energia elétrica foi responsável pela alta do IPCA de 0,14% para 0,31%. Em abril, ocorreu queda de 6,39%, com os descontos aplicados por decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de modo a compensar os consumidores pela cobrança indevida, em 2016, do chamado Encargo de Energia de Reserva (EER) voltado a remunerar a usina de Angra III.
Os resultados, por região, se situaram entre 3,80% e 24,05%. De abril para maio, Goiânia registrou o menor aumento (3,80%), tendo em vista a redução de 19,93% na parcela referente à Contribuição de Iluminação Pública – CIP. Já na região metropolitana de Recife, com as tarifas reajustadas em 8,87% a partir de 29 de abril, a alta chegou a 24,05%.
Região
|
Variação (%)
|
|---|---|
| Recife |
24,05
|
| Salvador |
19,27
|
| Campo Grande |
16,41
|
| Fortaleza |
10,44
|
| São Paulo |
9,87
|
| Curitiba |
9,56
|
| Porto Alegre |
8,64
|
| Vitória |
7,13
|
| Rio de Janeiro |
5,56
|
| Belo Horizonte |
5,52
|
| Belém |
4,48
|
| Brasília |
3,83
|
| Goiânia |
3,80
|
| Brasil |
8,98
|
Por conta da energia, Habitação ficou com o mais elevado resultado de grupo (2,14%), além da maior contribuição (0,32 p.p.), dominando o índice do mês e praticamente anulando os sobes e desces dos demais grupos de produtos e serviços.
| Grupo | Variação (%) | Impacto (p.p.) | ||
|---|---|---|---|---|
| Abril | Maio | Abril | Maio | |
| Índice Geral |
0,14
|
0,31
|
0,14
|
0,31
|
| Alimentação e Bebidas |
0,58
|
-0,35
|
0,15
|
-0,09
|
| Habitação |
-1,09
|
2,14
|
-0,17
|
0,32
|
| Artigos de Residência |
-0,28
|
-0,23
|
-0,01
|
-0,01
|
| Vestuário |
0,48
|
0,98
|
0,03
|
0,06
|
| Transportes |
-0,06
|
-0,42
|
-0,01
|
-0,07
|
| Saúde e Cuidados Pessoais |
1,00
|
0,62
|
0,12
|
0,07
|
| Despesas Pessoais |
0,09
|
0,23
|
0,01
|
0,03
|
| Educação |
0,03
|
0,08
|
0,00
|
0,00
|
| Comunicação |
0,55
|
0,09
|
0,02
|
0,00
|
Ainda nas despesas com Habitação (2,14%), destaca-se, também, os itens condomínio (0,75%) e taxa de água e esgoto (0,50%). Neste último, a influência veio da região metropolitana de Curitiba, onde as contas aumentaram 5,29% no mês, refletindo parte do reajuste de 8,53% em vigor a partir do dia 18 de maio, aliado à revisão na metodologia de cobrança por faixa de consumo.
Além de Habitação, os grupos com variações positivas situaram-se entre 0,08%, de Educação, e 0,98%, de Vestuário. Os remédios (0,82%), do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), também merecem destaque. Refletiram parte do reajuste anual que passou a valer a partir de 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo. Considerando o acumulado no ano, os remédios, que dominam 3,48% das despesas das famílias, estão 3,92% mais caros.
Entre os três grupos de produtos e serviços que apresentaram queda, Transportes (-0,42%) foi o que mais caiu. Isto por influência das passagens aéreas, 11,81% mais baratas do que em abril, configurando intensa contribuição negativa no índice do mês (-0,05 p.p). Além disso, o preço do automóvel novo teve queda de 0,85% e o litro do etanol passou a custar 2,17% menos. Por outro lado, o preço do litro da gasolina subiu 0,33%, por influência, especialmente, das regiões metropolitanas de Porto Alegre e de Fortaleza, onde ocorreram fortes aumentos, 4,97% e 4,62%, respectivamente.
No grupo Alimentação e Bebidas, que responde por ¼ das despesas das famílias, a queda de 0,35% foi puxada pelos alimentos para consumo em casa (-0,56%), enquanto a alimentação fora ficou em 0,06%. Das 13 regiões pesquisadas, à exceção do Rio de Janeiro, onde os alimentos para consumo em casa tiveram variação de 0,19%, nas demais áreas houve queda, entre -0,21% (Recife) e -1,72% (Fortaleza).
Região
|
Variação acumulada no ano (%)
| |
|---|---|---|
Alimentação em casa
| Alimentação fora | |
| Rio de Janeiro |
0,19
|
-0,46
|
| Recife |
-0,21
|
0,12
|
| Belo Horizonte |
-0,30
|
0,50
|
| São Paulo |
-0,30
|
0,21
|
| Goiânia |
-0,49
|
-0,84
|
| Salvador |
-0,59
|
-0,95
|
| Curitiba |
-0,61
|
0,40
|
| Brasília |
-0,63
|
0,95
|
| Campo Grande |
-0,74
|
0,57
|
| Vitória |
-0,96
|
0,25
|
| Belém |
-1,19
|
-0,39
|
| Porto Alegre |
-1,30
|
0,74
|
| Fortaleza |
-1,72
|
-0,48
|
| Brasil |
-0,56
|
0,06
|
Vários produtos importantes na mesa do brasileiro, a exemplo do arroz (-1,98%) e do frango inteiro (-1,32%), ficaram mais baratos de um mês para o outro. As frutas, com -6,55%, ficaram com a maior contribuição negativa no índice do mês (-0,07p.p.).
| Item |
Variação (%)
|
Variação Acumulada
(%) | ||
|---|---|---|---|---|
Abril
|
Maio
|
Ano
|
12 meses
| |
| Frutas |
-0,79
|
-6,55
|
-7,94
|
-7,61
|
| Óleo de soja |
-4,17
|
-6,30
|
-3,54
|
-2,51
|
| Cenoura |
-0,71
|
-5,86
|
20,53
|
-33,04
|
| Feijão-fradinho |
-0,82
|
-4,45
|
-7,44
|
29,55
|
| Feijão-preto |
-8,29
|
-3,66
|
-29,84
|
5,16
|
| Tomate |
29,02
|
-3,14
|
30,23
|
6,67
|
| Açaí |
2,45
|
-3,04
|
22,85
|
-11,99
|
| Hortaliças |
0,79
|
-2,51
|
8,92
|
-11,44
|
| Pescado |
1,10
|
-2,31
|
5,01
|
10,15
|
| Açúcar refinado |
0,00
|
-2,18
|
-4,17
|
1,08
|
| Arroz |
-1,69
|
-1,98
|
-5,41
|
5,59
|
| Açúcar cristal |
-2,73
|
-1,79
|
-7,17
|
3,20
|
| Frango inteiro |
-0,64
|
-1,32
|
-6,49
|
-0,71
|
| Farinha de mandioca |
0,37
|
-1,31
|
7,68
|
18,25
|
| Leite em pó |
-0,84
|
-0,78
|
-2,57
|
18,15
|
| Iogurte |
-0,22
|
-0,73
|
0,94
|
7,32
|
| Chocolate e achocolatado em pó |
0,88
|
-0,68
|
2,50
|
8,11
|
| Pão francês |
0,36
|
-0,67
|
0,69
|
2,09
|
| Margarina |
-0,32
|
-0,63
|
3,54
|
4,39
|
Quanto aos alimentos cujos preços aumentaram de abril para maio, a cebola (7,67%), a batata-inglesa (4,28%) e o feijão-carioca (3,29%) figuram como destaques.
| Item |
Variação (%)
|
Variação Acumulada
(%) | ||
|---|---|---|---|---|
Abril
|
Maio
|
Ano
|
12 meses
| |
| Cebola |
6,03
|
7,67
|
7,27
|
-48,12
|
| Batata-inglesa |
20,81
|
4,28
|
15,03
|
-45,91
|
| Alho |
4,83
|
3,44
|
4,34
|
-5,31
|
| Feijão-carioca |
-1,64
|
3,29
|
-28,90
|
-22,03
|
| Chocolate em barra e bombom |
-2,92
|
2,75
|
-2,24
|
6,57
|
| Leite longa vida |
1,25
|
1,87
|
6,87
|
4,24
|
| Pão de forma |
1,26
|
1,44
|
6,04
|
6,82
|
| Café moído |
2,65
|
1,00
|
9,06
|
22,34
|
| Pão doce |
0,15
|
0,90
|
1,69
|
4,37
|
| Queijo |
0,97
|
0,83
|
1,88
|
10,25
|
| Ovos |
4,03
|
0,73
|
11,67
|
13,09
|
| Frango em pedaços |
1,30
|
0,57
|
-0,51
|
0,86
|
| Refrigerante fora |
0,33
|
0,52
|
0,83
|
5,97
|
Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre os -0,13% registrados na região metropolitana de Belém e os 0,72% da região metropolitana de Recife. Em Belém, a queda foi impulsionada pelas carnes, mais baratas em 2,16%. Já em Recife, o aumento de 24,05% na energia elétrica se deu, além do retorno das contas aos valores sem desconto, devido à pressão do reajuste de 8,87% em vigor desde 29 de abril.
Região
|
Peso
Regional (%) |
Variação mensal (%)
|
Variação Acumulada (%)
| ||
|---|---|---|---|---|---|
Abril
|
Maio
|
Ano
|
12 meses
| ||
| Recife |
5,05
|
0,49
|
0,72
|
2,35
|
5,18
|
| Porto Alegre |
8,40
|
0,22
|
0,48
|
1,36
|
3,09
|
| Curitiba |
7,79
|
-0,05
|
0,43
|
1,40
|
2,27
|
| Campo Grande |
1,51
|
-0,13
|
0,42
|
1,23
|
4,83
|
| São Paulo |
30,67
|
0,16
|
0,36
|
1,33
|
3,56
|
| Salvador |
7,35
|
-0,22
|
0,32
|
1,38
|
3,56
|
| Vitória |
1,78
|
0,20
|
0,31
|
1,53
|
3,75
|
| Brasília |
2,80
|
0,54
|
0,24
|
1,45
|
4,40
|
| Rio de Janeiro |
12,06
|
0,38
|
0,22
|
2,07
|
4,29
|
| Belo Horizonte |
10,86
|
-0,08
|
0,21
|
1,07
|
3,38
|
| Goiânia |
3,59
|
0,15
|
0,16
|
0,39
|
2,18
|
| Fortaleza |
3,49
|
0,08
|
0,10
|
1,76
|
4,92
|
| Belém |
4,65
|
0,09
|
-0,13
|
0,81
|
3,22
|
| Brasil |
100,00
|
0,14
|
0,31
|
1,42
|
3,60
|
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 28 de abril de 2017 (base).
INPC varia 0,36% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,36% em maio e ficou acima da taxa de 0,08% de abril em 0,28 p.p. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desceu para 3,35%, ficando abaixo dos 3,99% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2016, o INPC registrou 0,98%.
Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,44% em maio, enquanto no mês anterior registraram alta de 0,54%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,73%, acima da taxa de -0,13% de abril.
Quanto aos índices regionais, os mais elevados ficaram com Campo Grande e com a região metropolitana de Recife, ambos com 0,61%, sob influência da energia elétrica. Além do retorno das contas aos valores sem desconto, em Campo Grande, o item variou 16,40%, com pressão adicional do aumento de 30,26% na parcela do PIS/COFINS. Já em Recife, o adicional se deu com o reajuste de 8,87% em vigor desde 29 de abril, resultando no aumento de 24,64%. O menor índice foi registrado na região metropolitana de Belém (-0,09%), onde as carnes se apresentaram em queda (-1,64%).
Região
|
Peso
Regional (%) |
Variação mensal (%)
|
Variação Acumulada (%)
| ||
|---|---|---|---|---|---|
Abril
|
Maio
|
Ano
|
12 meses
| ||
| Recife | 7,17 | 0,60 | 0,61 | 2,42 | 5,48 |
| Porto Alegre | 1,64 | -0,38 | 0,61 | 0,88 | 4,39 |
| Curitiba | 7,29 | -0,17 | 0,59 | 1,69 | 2,05 |
| Campo Grande | 7,38 | 0,26 | 0,52 | 1,32 | 2,73 |
| São Paulo | 24,24 | 0,17 | 0,51 | 1,27 | 3,07 |
| Salvador | 1,83 | -0,03 | 0,44 | 1,68 | 3,56 |
| Vitória | 9,51 | 0,22 | 0,36 | 2,03 | 3,37 |
| Brasília | 10,67 | -0,20 | 0,29 | 1,40 | 3,63 |
| Rio de Janeiro | 10,60 | -0,15 | 0,24 | 1,01 | 2,92 |
| Belo Horizonte | 1,88 | 0,28 | 0,21 | 2,08 | 4,51 |
| Goiânia | 4,15 | 0,03 | 0,18 | 0,26 | 2,11 |
| Fortaleza | 6,61 | 0,12 | -0,04 | 1,82 | 4,98 |
| Belém | 7,03 | 0,01 | -0,09 | 0,95 | 3,19 |
| Brasil | 100,00 | 0,08 | 0,36 | 1,43 | 3,35 |
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de março a 28 de abril de 2017 (base).
DOCUMENTO: http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/10182-ipca-fica-em-0-31-em-maio.html
FGV. IBRE. 09/06/2017. Prévia do IGP-M registra terceira deflação
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de -0,51%, na apuração referente ao primeiro decêndio de junho. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de -0,89%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de junho compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de maio.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -1,07%, no primeiro decêndio de junho. No mesmo período do mês de maio, o índice variou -1,37%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de 0,11% para 0,47%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,28% para 3,09%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou -0,27%, ante -0,36%, no mês anterior. A principal contribuição para a taxa menos negativa partiu do subgrupo materiais e componentes para a construção,que passou de -0,69% para -0,07%.
O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de -3,95%. No mês anterior, a taxa foi de -4,26%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: soja (em grão) (0,74% para 2,21%), mandioca (aipim) (-8,84% para -3,70%) e arroz (em grão) (-8,18% para 0,49%). Em sentido oposto, vale mencionar: bovinos (0,26% para -2,49%), cana-de-açúcar (-0,66% para -2,30%) e laranja (-9,78% para -11,63%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de 0,13%, no primeiro decêndio de junho. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,03%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (-0,17% para 0,50%). Nesta classe de despesa, vale destacar o comportamento do itemtarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -2,35% para 3,32%.
Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,45% para 0,05%), Transportes (-0,26% para -0,10%), Vestuário (0,34% para 0,55%)e Despesas Diversas (0,13% para 0,37%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: passagem aérea (-14,33% para -0,67%), gasolina (-1,37% para 0,34%), roupas femininas (0,13% para 0,87%), e tarifa postal (0,00% para 4,94%), respectivamente.
Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Saúde e Cuidados Pessoais (1,31% para 0,33%), Comunicação (0,87% para 0,07%) e Alimentação (-0,25% para -0,26%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: medicamentos em geral (3,70% para -0,20%), pacotes de telefonia fixa e internet (1,97% para -0,25%) e laticínios (0,92% para 0,00%), respectivamente.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 1,43%, no primeiro decêndio de junho. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de -0,06%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,01%. No mês anterior, este índice variou -0,14%. O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou variação de 2,62%. No mês anterior, não registrou variação.
DOCUMENTO: http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN1901CB-OBRBS
USP. FIPE. REUTERS. 09/06/2017. IPC-Fipe cai 0,10% na 1ª quadrissemana de junho, maior queda desde setembro
SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou queda de 0,10 por cento na primeira quadrissemana de junho, depois de fechar maio com variação negativa de 0,05 por cento, de acordo com os dados divulgados nesta sexta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Esse foi o recuo quadrissemanal mais forte desde a quarta quadrissemana de setembro de 2016, quando o indicador apresentou recuo 0,14 por cento.
O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.
(Por Camila Moreira)
FGV. IBRE. 09/06/2017. Inflação pelo IPC-S registra queda nas sete capitais pesquisadas
09-Jun-2017 | |
O IPC-S de 07 de junho de 2017 registrou variação de 0,39%, 0,13 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Todas as sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.
A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015C8C7E6C113558
IBGE. 09/06/2017. Índice Nacional da Construção Civil varia 0,30% em maio
O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,30% em maio, ficando 0,15 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (0,15%). Os últimos 12 meses ficaram em 4,52%, resultado abaixo dos 5,07% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2016 o índice foi 0,83%.
O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 1.039,54, em maio subiu para R$ 1.042,69, sendo R$ 536,24 relativos aos materiais e R$ 506,45 à mão de obra.
A parcela dos materiais teve variação de 0,34%, subindo 0,30 ponto percentual em relação ao mês anterior (0,04%). Já a parcela da mão de obra apresentou variação de 0,26%, resultado bem próximo da taxa registrada no mês anterior (0,28%).
De janeiro a maio, os acumulados são 0,95% (materiais) e 2,09% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 1,62% (materiais) e 7,79% (mão de obra).
Região Nordeste registra maior variação mensal
A Região Nordeste, com 0,78%, ficou com a maior variação regional em maio. Nas demais regiões os resultados foram: -0,12% (Norte), 0,18% (Sudeste), 0,10% (Sul) e 0,05% (Centro-Oeste). Os custos regionais, por metro quadrado, foram para: R$ 1.051,14 (Norte); R$ 972,25 (Nordeste); R$ 1.088,12 (Sudeste); R$ 1.075,55 (Sul) e R$ 1.042,77 (Centro-Oeste).
Bahia registra a maior alta
Decorrente de pressão exercida pelo reajuste salarial do acordo coletivo, a Bahia, com 2,31%, foi o estado com a mais elevada variação mensal. A seguir veio Sergipe, com 2,03%, também sob impacto de reajuste definido na convenção coletiva.
SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Maio/2017 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil
ÁREAS GEOGRÁFICAS | CUSTOS MÉDIOS | NÚMEROS ÍNDICES | VARIAÇÕES PERCENTUAIS | ||
|---|---|---|---|---|---|
| R$/m2 | JUN/94=100 | MENSAL | NO ANO | 12 MESES | |
| BRASIL | 1042,69 | 521,95 | 0,30 | 1,49 | 4,52 |
| REGIÃO NORTE | 1051,14 | 523,75 | -0,12 | 1,18 | 3,70 |
| Rondonia | 1065,28 | 593,86 | -0,30 | -0,05 | -0,70 |
| Acre | 1125,34 | 597,38 | -0,32 | -0,16 | 4,03 |
| Amazonas | 1028,43 | 503,44 | -0,16 | 4,44 | 3,85 |
| Roraima | 1094,86 | 454,71 | 0,05 | 0,78 | 5,46 |
| Para | 1034,86 | 496,01 | -0,25 | -0,68 | 3,38 |
| Amapa | 1052,96 | 511,45 | 0,27 | 3,62 | 4,90 |
| Tocantins | 1109,08 | 583,16 | 0,63 | 2,60 | 6,75 |
| REGIÃO NORDESTE | 972,25 | 525,24 | 0,78 | 2,49 | 4,90 |
| Maranhão | 1007,76 | 530,86 | 0,45 | 3,86 | 6,87 |
| Piaui | 1002,66 | 666,28 | 0,25 | 1,46 | 4,43 |
| Ceara | 957,14 | 552,75 | -0,01 | 0,30 | 4,32 |
| Rio Grande do Norte | 927,75 | 467,68 | 0,37 | 2,07 | 5,87 |
| Paraiba | 1025,05 | 566,81 | 0,35 | 3,06 | 6,01 |
| Pernambuco | 955,41 | 510,82 | -0,18 | 2,15 | 5,06 |
| Alagoas | 952,58 | 476,05 | 0,14 | 0,93 | 5,14 |
| Sergipe | 928,81 | 493,66 | 2,03 | 2,74 | 3,09 |
| Bahia | 971,74 | 514,29 | 2,31 | 3,69 | 3,93 |
| REGIÃO SUDESTE | 1088,12 | 520,84 | 0,18 | 1,36 | 4,23 |
| Minas Gerais | 992,96 | 546,48 | 0,37 | 3,55 | 4,21 |
| Espirito Santo | 951,62 | 527,80 | -0,02 | 0,64 | 5,80 |
| Rio de Janeiro | 1147,98 | 523,20 | -0,04 | 0,00 | 5,09 |
| São Paulo | 1132,29 | 511,47 | 0,18 | 0,82 | 3,79 |
| REGIÃO SUL | 1075,55 | 514,36 | 0,10 | 0,73 | 5,26 |
| Parana | 1058,79 | 506,38 | -0,13 | 0,18 | 4,53 |
| Santa Catarina | 1149,09 | 622,50 | 0,25 | 1,40 | 7,00 |
| Rio Grande do Sul | 1032,82 | 468,87 | 0,34 | 0,99 | 4,72 |
| REGIÃO CENTRO-OESTE | 1042,77 | 532,36 | 0,05 | 0,48 | 4,40 |
| Mato Grosso do Sul | 1023,64 | 481,32 | 0,24 | 0,65 | 0,73 |
| Mato Grosso | 1047,47 | 597,63 | -0,23 | 0,19 | 6,08 |
| Goias | 1025,52 | 541,65 | 0,14 | 0,82 | 4,80 |
| Distrito Federal | 1073,72 | 474,19 | 0,16 | 0,25 | 4,16 |
FONTE: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Índices de Preços.
NOTA: estes resultados são calculados mensalmente pelo IBGE através de convênio com a CAIXA – Caixa Econômica Federal.
DOCUMENTO: http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/10180-indice-nacional-da-construcao-civil-varia-0-30-em-maio.html
IBGE. 09/06/2017. Indústria cresce em 5 dos 14 locais pesquisados em abril
O aumento no ritmo da produção industrial nacional, na passagem de março para abril de 2017, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por cinco dos quatorze locais pesquisados, com destaque para o avanço de 1,2% assinalado por Santa Catarina e que eliminou parte da perda de 4,0% registrada em março último. Região Nordeste (0,6%), Pernambuco (0,6%), Ceará (0,6%) e Minas Gerais (0,5%) completaram o conjunto de locais que mostraram aumento na produção nesse mês, enquanto Espírito Santo (0,0%) repetiu o patamar observado no mês anterior.
Amazonas (-1,9%), Rio de Janeiro (-1,9%), Paraná (-1,6%) e Goiás (-1,3%) apontaram os resultados negativos mais acentuados, com o primeiro local eliminando parte da expansão de 5,5% verificada em março último; o segundo interrompendo três meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 4,0%; o terceiro marcando o segundo mês seguido de queda e acumulando, nesse período, redução de 4,5%; e o último revertendo quatro meses em sequência de taxas positivas, período em que avançou 13,0%. As demais taxas negativas foram assinaladas por Rio Grande do Sul (-0,8%), Pará (-0,8%), Bahia (-0,7%) e São Paulo (-0,1%).
Indicadores Conjunturais da Indústria
Resultados Regionais
Abril de 2017
Resultados Regionais
Abril de 2017
| Locais | Variação (%) | |||
|---|---|---|---|---|
| Abril 2017/ Março 2017* | Abril 2017/ Abril 2016 | Acumulado Janeiro-Abril | Acumulado nos Últimos 12 Meses | |
| Amazonas |
-1,9
|
7,7
|
2,6
|
-3,0
|
| Pará |
-0,8
|
-3,8
|
-0,5
|
5,9
|
| Região Nordeste |
0,6
|
-4,4
|
-2,9
|
-2,7
|
| Ceará |
0,6
|
-5,9
|
-2,9
|
-3,0
|
| Pernambuco |
0,6
|
-7,2
|
2,3
|
-1,1
|
| Bahia |
-0,7
|
-8,0
|
-8,2
|
-8,4
|
| Minas Gerais |
0,5
|
-2,6
|
2,0
|
-2,5
|
| Espírito Santo |
0,0
|
1,4
|
3,3
|
-11,2
|
| Rio de Janeiro |
-1,9
|
3,2
|
5,2
|
0,8
|
| São Paulo |
-0,1
|
-8,1
|
-1,9
|
-2,7
|
| Paraná |
-1,6
|
-4,7
|
2,2
|
-1,1
|
| Santa Catarina |
1,2
|
-3,5
|
3,0
|
0,0
|
| Rio Grande do Sul |
-0,8
|
-4,3
|
0,4
|
-1,5
|
| Mato Grosso |
-
|
-6,2
|
-0,9
|
-4,0
|
| Goiás |
-1,3
|
-6,1
|
2,5
|
-2,5
|
| Brasil |
0,6
|
-4,5
|
-0,7
|
-3,6
|
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
* Série com Ajuste Sazonal
* Série com Ajuste Sazonal
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria apontou decréscimo de 0,2%, no trimestre encerrado em abril de 2017, frente ao nível do mês anterior, e manteve o comportamento negativo verificado em março último (-0,5%), quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em outubro do ano passado. Em termos regionais, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, sete locais mostraram taxas negativas, com destaque para os recuos mais acentuados assinalados por Pará (-2,7%), Pernambuco (-2,0%), Espírito Santo (-1,8%) e Ceará (-1,2%). Por outro lado, Bahia (1,5%) registrou a expansão mais elevada em abril de 2017.
Em relação a abril de 2016, indústria recuou em 12 dos 15 locais pesquisados
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 4,5% em abril de 2017, com doze dos quinze locais pesquisados apontando resultados negativos. Vale citar que abril de 2017 (18 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (20). Nesse mês, São Paulo (-8,1%), Bahia (-8,0%) e Pernambuco (-7,2%) assinalaram as perdas mais intensas, pressionados, principalmente, pelos recuos na produção vindos dos setores de produtos alimentícios (açúcar cristal e VHP), no primeiro local; de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gasolina automotiva, gás liquefeito de petróleo e naftas para petroquímica), no segundo; e de produtos de minerais não-metálicos (cimentos “Portland”), bebidas (refrigerantes, aguardente de cana-de-açúcar, cervejas e chope) e produtos alimentícios (produtos embutidos ou de salamaria de carnes de aves, sorvetes, picolés e rações), no último. Mato Grosso (-6,2%), Goiás (-6,1%), Ceará (-5,9%) e Paraná (-4,7%) também registraram taxas negativas mais elevadas do que a média da indústria (-4,5%), enquanto Região Nordeste (-4,4%), Rio Grande do Sul (-4,3%), Pará (-3,8%), Santa Catarina (-3,5%) e Minas Gerais (-2,6%) completaram o conjunto de locais com recuo na produção nesse mês. Por outro lado, Amazonas (7,7%) apontou o avanço mais acentuado em abril de 2017, impulsionado, em grande parte, pelo comportamento positivo vindo do setor de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (televisores e computadores pessoais portáteis). Os demais resultados positivos foram observados no Rio de Janeiro (3,2%) e no Espírito Santo (1,4%).
No indicador acumulado para o período janeiro-abril de 2017, frente a igual período do ano anterior, o decréscimo observado na produção alcançou seis dos quinze locais pesquisados, com destaque para o recuo assinalado pela Bahia (-8,2%), pressionado pelo comportamento negativo vindo dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, naftas para petroquímica e óleos combustíveis) e de metalurgia (barras, perfis e vergalhões de cobre e de ligas de cobre). Os demais resultados negativos foram registrados por Ceará (-2,9%), Região Nordeste (-2,9%), São Paulo (-1,9%), Mato Grosso (-0,9%) e Pará (-0,5%). Por outro lado, Rio de Janeiro (5,2%), Espírito Santo (3,3%) e Santa Catarina (3,0%) apontaram os avanços mais elevados no índice acumulado no ano. Amazonas (2,6%), Goiás (2,5%), Pernambuco (2,3%), Paraná (2,2%), Minas Gerais (2,0%) e Rio Grande do Sul (0,4%) completaram o conjunto de locais com resultados positivos nesse período. Nesses locais, o maior dinamismo foi na fabricação de bens de capital (em especial aqueles voltados para o setor agrícola e para construção); de bens intermediários (minérios de ferro, petróleo, celulose, siderurgia e derivados da extração da soja); de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos da “linha marrom”); e de bens de consumo semi e não-duráveis (alimentos, calçados, produtos têxteis e vestuário).
No primeiro quadrimestre do ano, o setor industrial, ao recuar 0,7%, assinalou a décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas a menos intensa dessa sequência. A redução na magnitude de queda no total da indústria nacional na passagem do período setembro-dezembro de 2016 (-3,6%) para o quadrimestre seguinte (-0,7%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior, foi observada em doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para os ganhos registrados por Espírito Santo (de -10,4% para 3,3%), Goiás (de -8,0% para 2,5%), Mato Grosso (de -9,9% para -0,9%), Amazonas (de -4,0% para 2,6%) e Minas Gerais (de -3,2% para 2,0%). Por outro lado, Pará (de 6,1% para -0,5%) apontou a maior redução de ritmo entre os dois períodos.
O indicador acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 3,6% em abril de 2017 no total da indústria nacional, permaneceu com a redução no ritmo de queda iniciada em junho de 2016 (-9,7%). Em termos regionais, doze dos quinze locais pesquisados mostraram taxas negativas em abril de 2017, mas oito apontaram maior dinamismo frente aos índices de março último. Os principais ganhos de ritmo entre março e abril de 2017 foram registrados por Amazonas (de -5,3% para -3,0%), Espírito Santo (de -13,0% para -11,2%) e Rio de Janeiro (de -0,3% para 0,8%), enquanto Pará (de 6,9% para 5,9%), Mato Grosso (de -3,2% para -4,0%), Bahia (de -7,8% para -8,4%), São Paulo (de -2,2% para -2,7%) e Goiás (de -2,1% para -2,5%) mostraram as maiores perdas entre os dois períodos.
DOCUMENTO: http://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/10179-industria-cresce-em-5-dos-14-locais-pesquisados-em-abril.html
CTNBio. PORTAL G1. Reuters. 08/06/2017. Brasil aprova 1ª cana transgênica no mundo, diz CTC. Nova variedade tem como característica a resistência à broca da cana, principal praga que ameaça a cultura.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) aprovou nesta quinta-feira (8) o uso comercial da primeira cana-de-açúcar geneticamente modificada (Cana Bt) no mundo, estabelecendo um marco para a indústria de açúcar do país, que responde por cerca de 50% do comércio global da commodity.
O presidente-executivo do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), que desenvolveu a tecnologia e fez pedido de aprovação em dezembro de 2015, afirmou que levará alguns anos ainda para que o açúcar produzido com a cana transgênica chegue aos mercados de exportação.
A CTNBio não estava imediatamente disponível para comentário sobre a aprovação.
Empresa 100% brasileira
O CTC, empresa 100% brasileira com foco em pesquisa, desenvolvimento e comercialização de variedades de cana-de-açúcar, afirmou que a Cana Bt passou por rigorosa avaliação da CTNBio, que a considerou segura sob os aspectos ambiental e de saúde humana e animal.
A nova variedade, CTC 20 Bt, tem como característica a resistência à broca da cana (Diatraea saccharalis), principal praga que ameaça a cultura.
As perdas causadas pela broca chegam a R$ 5 bilhões ao ano, segundo especialistas citados pelo CTC, devido à redução da produtividade agrícola e industrial, da qualidade do açúcar e pelos custos com inseticidas.
A cana transgênica tem o gene Bt (Bacillus thuringiensis), usado amplamente em outras safras geneticamente modificadas como soja e milho.
O Brasil exporta açúcar para cerca de 150 países e cerca de 60% deles não exigem aprovação regulamentar para importar açúcar feito de organismos geneticamente modificados.
"A aprovação da CTNBio é crucial para aqueles que o fazem (exigência da aprovação regulamentar)", disse o CEO do CTC, Gustavo Leite, em entrevista à Reuters.
A CTC fez pedidos para venda de açúcar feito de cana transgênica aos Estados Unidos e no Canadá. Buscará aprovação regulamentar na China, Índia, Japão, Rússia, Coreia do Sul e Indonésia, disse Leite.
O Brasil tem cerca de 10 milhões de hectares de campos de cana-de-açúcar e potencial para plantar cana GM em até 15 por cento dessa área, disse Leite.
Dadas as características da cultura, esse nível pode levar dez anos para ser atingido, disse ele.
No futuro, o CTC, controlado principalmente por empresas que incluem a Copersucar e a Raízen Energia, pretende introduzir tecnologia que tornará a cana tolerante a outros insetos e herbicidas, disse Leite.
Autoridades da indústria açúcareira elogiaram a aprovação, mas disseram que a adoção deverá depender da estratégia comercial de cada companhia.
Jacyr Costa, diretor da Tereos no Brasil, disse que o país irá lucrar com a maior produtividade de seus canaviais, acrescentando que a ciência é fundamental para alcançar isso.
"A adoção de cana transgênica é uma decisão individual de cada companhia, mas é ótimo ter essa opção", disse ele.
Fábio Venturelli, presidente da São Martinho, disse que produtores irão considerar a eventual reação negativa de consumidores contra produtos transgênicos antes de optar pela cana transgênica.
OPEP. REUTERS. 09/06/2017. Alta na produção de países fora de acordo ameaça metas da Opep
LONDRES (Reuters) - A batalha da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) contra o excesso de oferta de petróleo está sob ameaça de uma crescente oferta de Nigéria e Líbia, que são membros do grupo mas ficaram de fora de um acordo global selado pelo cartel para cortes na produção.
A Nigéria tem mais de 60 milhões de barris de petróleo ainda não vendidos, disseram comerciantes, ultrapassando o nível atingido no ápice da sobreoferta global, há dois anos. Ainda há planos de ampliar as exportações, o que deverá adicionar 50 milhões de barris extras a essa conta.
Ao mesmo tempo, a Líbia triplicou o volume de petróleo colocado nos mercados globais na comparação com o ano anterior.
Poucos esperavam que a produção dos dois países se recuperasse tão rapidamente, e isso pode atrapalhar os planos da Opep de elevar os preços do petróleo após três anos em baixa.
O grupo de 14 nações que compõe a Opep decidiu há duas semanas prolongar um acordo fechado em dezembro que envolve ainda outros países produtores não membros, com o objetivo de manter até 2018 cortes de 1,8 milhão de barris por dia na produção em relação aos níveis do ano passado.
Mas a Opep também renovou as exceções garantidas a Líbia e Nigéria no acordo, uma vez que os países enfrentaram conflitos internos que afetaram sua produção. Esses conflitos, no entanto, estão diminuindo.
Líbia e Nigéria elevaram a produção em 600 mil barris por dia desde o início do acordo original da Opep, disse Amrita Sen, da consultoria Energy Aspects. "E isso é metade dos cortes da Opep."
Há dúvidas sobre a capacidade das duas nações de manter esse ritmo, particularmente no caso da Líbia, que enfrenta problemas políticos.
Mas os futuros do Brent têm sido negociados quase 20 por cento abaixo de suas máximas em 2017, e mais de 10 por cento abaixo do nível antes do encontro da Opep em maio.
Essa dinâmica, segundo analistas, aponta para a necessidade de mais por parte da Opep.
"Eles precisarão fazer cortes mais profundos para manter o status quo", disse o analista James Davis, da FGE.
CNI. 08/06/2017. Produtos brasileiros perdem participação no mercado argentino. CNI cria Conselho Empresarial Brasil-Argentina para reverter perda de espaço nas importações do país vizinho. Atualmente, os bens nacionais concorrem com México, China, Coréia do Sul e Tailândia.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) instala, nesta quinta-feira (8), o Conselho Empresarial Brasil-Argentina (Cembrar), com 58 empresas e associações setoriais, num esforço de melhorar o ambiente de negócios entre as duas maiores economias do Mercosul. O Cembrar será presidido pelo CEO da InterCement, Ricardo Fonseca de Mendonça Lima, e a CNI vai exercer a secretaria-executiva.
“Este foro vai formular recomendações aos governos brasileiro e argentino, buscando resultados concretos para a melhoria do ambiente de negócios em ambos os países”, explica do diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi.
O Conselho será instalado num momento em que as exportações brasileiras ensaiam uma recuperação. Nos cinco primeiros meses de 2017, as vendas para a Argentina aumentaram 26,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mas este crescimento positivo esconde que os principais produtos de exportação do Brasil para o mercado vizinho perderam market-share nos últimos dez anos. Em 2006, o Brasil detinha 34,8% das importações da Argentina. Em 2016, esse percentual caiu para 24,5%.
Segundo estudo da CNI, em 2005, o Brasil era o principal fornecedor de 26 produtos industrializados. Em 2015, o país tinha perdido a liderança em sete produtos. Em outros 12, o país continuou sendo o principal exportador, mas perdeu participação.
Em 2005, por exemplo, mais de 60% dos telefones celulares que a Argentina importou foram do Brasil. No mesmo ano, os brasileiros forneceram mais de 85% dos eletrodomésticos e 48% dos equipamentos de informática. Dez anos depois, a China passou a vender 59% de todos os telefones celulares que a Argentina importa. E o Brasil não aparece nem entre os três principais exportadores. Em eletrodomésticos, o Brasil perdeu 53 pontos de participação. Em equipamento de informática, a China abocanhou 90% do mercado.
Além disso, os principais concorrentes brasileiros também mudaram. Se antes, os brasileiros concorriam com mercadorias da Alemanha, Estados Unidos e França, atualmente, a concorrência é com México, China, Coreia do Sul e Tailândia. “As relações entre Brasil e Argentina encontram-se muito aquém do que seria esperado para países com fronteira física e sócios em uma união aduaneira”, diz o presidente do Cembrar, o empresário Ricardo Lima.
SOLUÇÃO – Mesmo com a perda de participação, a Argentina continua como um dos principais destinos das manufaturas brasileiras. Em 2016, 96,2% dos embarques brasileiros para o país vizinho foram de produtos industrializados.
Segundo Ricardo Lima, as empresas que atuam na Argentina careciam de um mecanismo empresarial bilateral, capaz de buscar soluções para aumentar os fluxos de mercadorias, serviços e investimentos para aquele país.
A InterCement lidera o mercado Argentino de cimentos, com nove fábricas e, na última década, acompanhou os diversos momentos das relações econômicas entre Brasil e Argentina, marcados pela volatilidade os ciclos econômicos.
Ricardo Lima explica que o Conselho vai levantar as oportunidades e os desafios para expandir o comércio e os investimentos bilaterais. Mas a agenda começa extensa. O empresário entende ser necessário revisar a Convenção para Evitar a Dupla Tributação de Renda, assinado em 1980. A revisão deve estimular os fluxos de investimentos bilaterais ao reduzir alíquotas para operações de royalties e juros, afastar a tributação de dividendos pelos dois países, e incluir outros tributos.
O Cembrar também vai atuar na busca de redução de barreiras. Alguns setores, como têxtil, químico, alumínio, proteína animal, produtos alimentícios já reportaram barreiras que incluem regulamentos técnicos, questões sanitárias e rotulagem. Além disso, o “valor de critério” usado pelo governo Macri para evitar evasão fiscal tem onerado as exportações brasileiras. Por esse mecanismo, se uma operação de importação for registrada por um valor inferior ao “valor critério”, o Fisco poderá cobrar a diferença.
Em outra frente, o Conselho também se dedicará a identificar medidas que possam fomentar os investimentos brasileiros na Argentina. Um exemplo seria a agilização da restituição de Créditos Fiscais de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), por empresas que produzem na Argentina. “O retorno desses valores nem sempre é ágil, gerando acúmulo de créditos e custo para as empresas. O retorno mais ágil para a empresa permitiria ampliar o capital de giro, reduzir o custo de capital e a disponibilidade de recursos para reinvestimentos”, explica Lima.
MECANISMOS BILATERAIS - Em 2015, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) deu início a um processo de fortalecimento de mecanismos empresariais na área internacional. Esses instrumentos são fundamentais para a construção da agenda internacional da indústria, que reúne as prioridades da CNI para a promoção da inserção internacional das empresas brasileiras. Fazem parte dessa estratégia os seguintes mecanismos: o Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos; o Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão; e o Conselho Empresarial do BRICS.
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LGCJ.: