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February 24, 2017


BACEN.  24/02/2017. Política Fiscal em janeiro/2016

I - Resultados fiscais

Em janeiro, o setor público consolidado registrou superavit primário de R$36,7 bilhões. O Governo Central e os governos regionais apresentaram superavit respectivos de R$26,3 bilhões e R$10,8 bilhões, e as empresas estatais, deficit de R$384 milhões. Em relação a janeiro de 2016, observou-se aumentos de R$5,4 bilhões no superavit do Governo Central e de R$2,8 bilhões no superavit dos governos regionais, e redução de R$578 milhões no deficit das empresas estatais.

No acumulado em doze meses até janeiro, registrou-se deficit primário de R$147 bilhões (2,33% do PIB) no setor público consolidado, ante deficit de R$155,8 bilhões (2,48% do PIB) em dezembro de 2016.

Os juros nominais do setor público consolidado, apropriados por competência, alcançaram R$36,4 bilhões em janeiro, comparativamente a R$34,5 bilhões em dezembro. No acumulado em doze meses até janeiro, os juros nominais alcançaram R$387,2 bilhões (6,13% do PIB), reduzindo-se 0,34 p.p. do PIB em relação ao valor acumulado até dezembro.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi superavitário em R$299 milhões em janeiro. No acumulado em doze meses, registrou-se deficit nominal de R$534,2 bilhões (8,46% do PIB), comparativamente a deficit de R$562,8 bilhões (8,95% do PIB) registrado em dezembro de 2016.

O superavit nominal do mês decorreu de reduções de R$31,7 bilhões na dívida bancária líquida, R$9,7 bilhões no financiamento externo líquido e R$7,7 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, contrabalançadas, parcialmente, pelo aumento de R$48,8 bilhões na dívida mobiliária.

II - Dívida mobiliária federal

A dívida mobiliária federal interna fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$2.938,6 bilhões (46,6% do PIB) em janeiro, registrando decréscimo de R$47,9 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$78,4 bilhões, decréscimo de R$0,6 bilhão em razão da apreciação cambial, e incorporação de juros de R$31,1 bilhões.

Destacaram-se os resgates líquidos de R$78,5 bilhões em NTN-F; de R$27,2 bilhões em LTN e de R$2,7 bilhões em NTN-C; e as emissões líquidas de R$17,3 bilhões em LFT; de R$12,5 bilhões em NTN-B e de R$0,5 bilhão em CFT-E.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução em relação a dezembro de 2016: a porcentagem dos títulos indexados ao câmbio permaneceu em 0,4%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 21,6% para 22%, devido às emissões líquidas de LFT; a dos títulos prefixados reduziu-se de 27,4% para 24,8%, pelos resgates líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados aos índices de preços elevou-se de 24,7% para 24,9%, pelas emissões líquidas de NTN-B. A participação das operações compromissadas evoluiu de 25,6% para 27,6%, apresentando vendas líquidas de R$86,9 bilhões.

Em janeiro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$300,3 bilhões, 10,2% do total, com vencimento em 2017; R$437,3 bilhões, 14,9% do total, com vencimento em 2018; e R$2.201 bilhões, 74,9% do total, vencendo a partir de janeiro de 2019.

No final de janeiro, a exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$83,3 bilhões. O resultado dessas operações no mês (posição passiva em taxa Selic e posição ativa em taxa de câmbio mais cupom cambial) foi favorável ao Banco Central em R$5,1 bilhões.

III - Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG)

A DLSP alcançou R$2.927,6 bilhões (46,4% do PIB) em janeiro, expandindo-se 0,4 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

O aumento na relação DLSP/PIB decorreu da incorporação de juros nominais (aumento de 0,6 p.p.), da valorização cambial de 4,1% no mês (aumento de 0,6 p.p. do PIB), do superavit primário (redução de 0,6 p.p.), do ajuste de paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,1 p.p.) e do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,2 p.p.).

A DBGG (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$4.399 bilhões em janeiro (69,7% do PIB), mantendo-se praticamente estável, como proporção do PIB, em relação ao mês anterior.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon3-p.asp

OMC. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 23/02/2017. Azevêdo deve ficar mais quatro anos na direção da OMC
Jamil Chade, correspondente

O brasileiro Roberto Azevêdo deverá ocupar o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) por mais quatro anos. Azevêdo foi o único que se apresentou ao cargo, num reconhecimento de países ricos e emergentes do trabalho realizado pelo embaixador brasileiro. Se o processo estava marcado para durar até maio, governos optaram por antecipar a escolha e, já na segunda-feira, podem bater o martelo para garantir um segundo mandato ao brasileiro.

Azevêdo tem o apoio dos pesos-pesados do comércio internacional, entre eles a China e Europa. No Brasil, seu primeiro mandato foi promovido pelo governo Dilma Rousseff e, agora, foi o presidente Michel Temer quem o lançou em uma nova campanha. Embaixadores consultados pelo jornal "O Estado de S. Paulo" indicam que será uma "surpresa" se ele não for reconduzido para mais quatro anos já no início da semana que vem.

Mas o brasileiro tem recebido certa pressão por parte da delegação da Índia, que já indicou ser contra a inclusão de um acordo de comércio eletrônico na agenda da entidade e mesmo questionou Azevêdo no início do mês por conta de sua avaliação sobre agricultura. Ainda assim, isso não deve frear sua nomeação.

O brasileiro, se confirmado, terá de lidar com dois grandes desafios: a política comercial de Donald Trump e o Brexit, que exigirá a negociação de novos acordos comerciais. Se for eleito uma vez mais, ele ficará no cargo até 2021.

Numa carta enviada no dia 4 de janeiro a todos os membros da entidade, a direção informou que a única candidatura recebida foi a do brasileiro e que uma decisão precisa ser tomada até maio de 2017. Diplomatas em Genebra admitiram ao jornal que, diante de sua gestão considerada como positiva, diversos governos optaram por não apresentar concorrentes. Já Brasília deixou claro que iria apoiar Azevêdo em uma nova campanha.

Eleito em 2013 para o cargo e sendo o primeiro brasileiro a ocupar um posto de alto escalão em uma das entidades do sistema de Bretton Woods, Azevêdo optou por uma estratégia pragmática para evitar que a OMC fosse ainda mais marginalizada. Ao invés de insistir em concluir a Rodada Doha, lançada em 2001, no mesmo formato fracassado dos últimos anos, o diplomata aceitou o desafio de fechar acordos parciais.

A tática acabou dando resultados. Em sua carta indicando sua intenção de ser mantido no cargo, Azevêdo afirmou que acredita que a OMC está hoje em uma melhor situação que estava e 2013 e que isso foi atingido graças à "transparência e pragmatismo".

Mas críticos alertam que, até hoje, a OMC não lidou com um dos principais problemas no sistema internacional: o desequilíbrio criado pelos subsídios dados pelos países ricos ao setor agrícola. Se não bastasse, nos últimos anos, a China também passou a ser um dos principais alvos de críticas quanto às distorções no comércio de alimentos.

Mas se os seus primeiros quatro anos exigiram uma adequação da entidade, serão os próximos anos que prometem colocar à prova o sistema. Trump já deixou claro que pretende sair de alguns acordos comerciais, enquanto promete denunciar a China nos tribunais e elevar tarifas.

Pequim já respondeu e abriu disputas comerciais contra americanos e europeus diante da recusa desses governos de reconhecer a China como uma economia de mercado.

Cuidadoso antes das eleições para não irritar o governo americano e colocar em xeque sua reeleição, Azevêdo optou por não criticar nem o governo americano nem as políticas propostas. "Não quero comentar", disse o brasileiro no início desta semana. "A equipe comercial (dos EUA) ainda está sendo criada. Mas estamos prontos para conversar. Estou confiante de que a OMC oferece instrumentos para lidar com essas preocupações que têm sido levantadas", disse.

"A OMC se baseia na convergência. Não é algo que não possamos administrar. Opiniões diferentes é a nossa realidade diária", apontou.

"Não sei qual política comercial virá. Honestamente, não sei", disse Azevedo. "Mas não conheço ninguém que seja a favor do comércio injusto", afirmou, lembrando que em sua carreira como negociador já ouviu em diversas ocasiões governos falar sobre a necessidade de rever acordos. "Nada disso é novo", disse.

Numa coletiva de imprensa em novembro, ele também evitou qualquer crítica a Trump. "Trabalho com fatos. Até la, vou dar créditos a governos que querem o melhor para seus cidadãos", disse. O brasileiro também afirmou que está "pronto para falar" com Trump e que já fez chegar à sua equipe uma mensagem de que quer conversar. Mas insiste que "não recebeu nenhuma indicação" de que o novo governo queira sair da OMC. "Queremos aprofundar nossas relações com os EUA", disse.

FGV. IBRE. 24/02/2017. Confiança da Indústria recua em fevereiro

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getulio Vargas recuou 1,2 ponto em fevereiro, para 87,8 pontos, após avançar 4,3 pontos no mês anterior. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice subiu 0,5 ponto, para 87,2 pontos, a segunda alta consecutiva.

“A queda do ICI em fevereiro segue-se a uma alta expressiva do índice, retratando um movimento de acomodação. Após avançar além do que os fundamentos da economia sugeriam entre abril e setembro do ano passado, o índice encontra-se agora em patamar mais realista. O cenário econômico, que enfim inclui notícias favoráveis à atividade como a queda de juros e injeção de recursos das contas inativas do FGTS, pode levar a novos ganhos de confiança, caso o ambiente político não se deteriore nos próximos meses”, afirma Aloisio Campelo Junior, Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

A queda da confiança foi concentrada em 5 dos 19 segmentos industriais pesquisados, reforçando a leitura de que este seria um movimento de acomodação. Após subir 4,7 pontos em janeiro, o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,7 ponto em fevereiro, para 89,3 pontos. No mesmo sentido, mas em menor intensidade, o Índice da Situação Atual (ISA) recuou 0,6 ponto, para 86,4 pontos, depois de subir 3,8 pontos no mês anterior.

Dentre os quesitos que integram o IE, a maior contribuição para a piora das expectativas no mês foi dada pelo quesito que capta as previsões para a produção nos três meses seguintes. O indicador caiu 2,0 pontos em fevereiro, atingindo 88,7 pontos, o menor nível desde maio de 2016 (80,8 pontos). Houve redução do percentual de empresas que projetam aumento da produção, de 32,6% para 27,6% do total, e, em menor magnitude, da parcela das que preveem produção menor, de 20,6% para 19,3%.

A percepção sobre o nível de demanda atual exerceu a maior contribuição para a diminuição do ISA no mês. O indicador caiu 2,3 pontos em fevereiro, para 82,9 pontos. O percentual de empresas que avaliam o nível de demanda como forte passou de 6,3% para 5,9% do total; o das que o consideram fraco aumentou de 31,3% para 38,7%. O resultado combinou a acomodação das avaliações sobre o mercado externo, ainda em patamar elevado, com melhora da percepção do mercado interno, ainda em baixo patamar.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) diminuiu 0,3 ponto percentual (p.p.) em fevereiro, para 74,3%. Na métrica de médias móveis trimestrais, o NUCI subiu 0,2 p.p., para 73,9%, mantendo-se no terreno positivo pelo segundo mês consecutivo.

A edição de fevereiro de 2017 coletou informações de 1.084 empresas entre os dias 01 e 22 deste mês.
A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 29 de março de 2017. A prévia deste resultado será divulgada no dia 23 de março.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015A6FA7718B1361

FGV. IBRE. 24/02/2017. Confiança de serviços indica melhora no ânimo das empresas

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) da Fundação Getulio Vargas subiu 0,5 ponto em fevereiro, para 80,9 pontos. Na métrica de médias móveis bimestrais, a alta foi de 2,3 pontos.

“Os indicadores de fevereiro confirmam a melhora no ânimo das empresas de serviços neste início de ano. A consistente queda da inflação e o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, associados às perspectivas de implementação de reformas que abram caminho para o ajuste das contas públicas, devem  estar atuando para a contínua melhora na percepção empresarial sobre o rumo dos negócios. O índice de confiança retorna ao nível do início de 2015, mas segue bastante apoiado nas expectativas, reforçando a ideia de uma transição lenta para uma fase de retomada do crescimento da atividade real do setor ” avalia Silvio Sales, consultor do FGV/IBRE.

Houve alta da confiança em 7 das 13 principais atividades pesquisadas, o Índice de Situação Atual (ISA-S) caiu 0,8 ponto, para 73,5 pontos, após subir 4,7 pontos em janeiro. O Índice de Expectativas (IE-S) subiu 1,9 ponto, para 88,5 pontos, o maior nível desde outubro de 2014.

A maior contribuição para a variação do ISA-S no mês foi dada pelo indicador de percepção com a Situação Atual dos Negócios, com queda de 1,0 ponto para 73,4 pontos. Entre os indicadores integrantes do Índice de Expectativas (IE-S), o destaque positivo foi o de Demanda Prevista, que variou 3,3 pontos, para 86,4 pontos. O NUCI do setor de serviços recuou 0,2 ponto percentual (p.p.) em fevereiro, para 82,1%.

Expectativa de Contratação nos próximos meses.
O setor de serviços além de apresentar o maior valor adicionado na economia brasileira, é aquele que também mais emprega. Por este motivo, sinalizações sobre as expectativas de contratação neste setor para os meses seguintes são relevantes. Na sondagem de fevereiro, o indicador de Emprego Previsto subiu 0,6 ponto, alcançando 93,7 pontos. Entre as 1897 empresas consultadas, 12,4% planejam contratar nos próximos três meses, enquanto 18,2% afirmam que irão reduzir o quadro de pessoal. Sob a ótica trimestral, o indicador retorna em fevereiro ao nível de dois anos atrás, quando o ajuste de pessoal do setor apenas começava.

A edição de fevereiro de 2017 coletou informações de 1897 empresas entre os dias 1 e 22 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015A6FB5420D55BB

FGV. IBRE. 24/02/2017. Inflação pelo IPC-S cai em seis das sete capitais pesquisadas

O IPC-S de 22 de fevereiro de 2017 registrou variação de 0,40%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.

A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.
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DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015A6FC34CE731D3

USP. FIPE. 24/02/2017. IPC-Fipe recua 0,05 por cento na 3ª quadrissemana de fevereiro

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo registrou queda de 0,05 por cento na terceira quadrissemana de fevereiro depois de variação positiva de 0,02 por cento na segunda prévia do mês, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta sexta-feira.

Essa foi a primeira leitura negativa do indicador desde a primeira quadrissemana de outubro de 2016, quando houve queda de 0,07 por cento

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

(Por Camila Moreira)

CNI. 24/02/2017. Brasileiros estão mais otimistas em relação à queda da inflação e do desemprego. Pesquisa da CNI mostra que consumidores seguem com expectativas melhores para 2017, embora estejam mais endividados e preocupados quanto à situação financeira

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O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) mostra que o brasileiro está mais otimista em relação às perspectivas de queda da inflação e do desemprego. O INEC aumentou 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, alcançando 104,4 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o indicador registrou alta de 5,8%, mas permanece abaixo da média histórica de 108,7 pontos. Embora o índice ainda se encontre 3,9 pontos abaixo da média, os números mostram que o brasileiro segue mais otimista neste início de ano.
De acordo com a pesquisa, divulgada nesta sexta-feira, 24 de fevereiro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), metade dos itens que compõem o INEC teve crescimento em fevereiro frente a janeiro: compras de bens de maior valor (3,6%), inflação (3,0%) e desemprego (2,2%). Na comparação anual, a alta da expectativa em relação à redução da inflação é de 16%, patamar 4,8% acima da média histórica.

De outro lado, os indicadores de endividamento, renda própria e situação financeira tiveram queda em fevereiro em relação a janeiro. “Isso indica que, apesar do otimismo em relação aos preços e ao emprego, os brasileiros estão mais endividados e pouco confiantes de que sua renda e sua situação financeira irão melhorar no futuro próximo”, destaca a CNI.

Esta edição do INEC, feita em parceria com o Ibope, ouviu 2.002 pessoas em 143 municípios entre 16 e 20 de fevereiro.



Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC): https://static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/8d/89/8d896467-0e76-420f-ba2f-c2019a07f9e4/inec_indicenacionaldeexpectativadoconsumidor_fevereiro2017.pdf

PORTAL UOL. 24/02/2017. Brasileiro só deve recuperar perdas com recessão em 10 anos, dizem economistas
Reuters
Por Luiz Guilherme Gerbelli

SÃO PAULO, 24 Fev (Reuters) - Os efeitos da crise prolongada e da expectativa de lenta retomada da economia do Brasil vão fazer com que a riqueza do brasileiro demore dez anos para se recuperar do estrago causado pela recessão.

Na projeção de economistas, o pico do PIB (Produto Interno Bruto) per capita alcançado em 2013 só será superado no início da próxima década, entre 2022 e 2023.

"Em 2022, o PIB per capita deve alcançar R$ 31 mil [em números deflacionados] e aí supera o patamar de 2013, quando estava em R$ 30,8 mil. É praticamente uma década perdida", diz o economista e sócio da consultoria 4E, Bruno Lavieri.

A recessão enfrentada pela economia brasileira nos últimos anos fez com que o PIB per capita do Brasil acumulasse forte queda desde 2014, devolvendo os ganhos obtidos no período de forte crescimento da economia. Segundo Lavieri, esse indicador fechará 2017 a R$ 27,8 mil, voltando a crescer gradualmente apenas a partir de 2018.

A assistente administrativa Andréia Zanetti, de 34 anos, é um exemplo de como o brasileiro sente os efeitos dessa diminuição da riqueza. Desempregada por sete meses, ela até conseguiu nova colocação em novembro passado, mas o salário atual equivale à metade do que recebia no trabalho anterior.

Com isso, precisou reduzir consumo e readequar o orçamento doméstico à nova realidade. "Troquei as lojas em que comprava roupa, deixei de jantar e almoçar fora e cortei o telefone fixo de casa", diz Andréia. "Mudei até a marca do leite que comprava para o meu filho."

A economia brasileira vem sofrendo com a forte recessão e, segundo cálculos de especialistas, deve ter encolhido mais de 9% desde o início da crise, acertando em cheio a riqueza da população.

"No acumulado desde 2014 até agora, houve queda de 9,6% no PIB per capita. É uma redução do padrão de vida bastante expressiva", afirma o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), Julio Mereb.

Lenta recuperação
A projeção de lenta recuperação da riqueza do brasileiro é explicada pela expectativa de baixo crescimento econômico nos próximos anos diante da queda do PIB potencial do país.

"A economia deve avançar no máximo em linha com o crescimento potencial, ao redor de 2,5%, nos próximos anos", afirmou a economista da Tendências Consultoria, Alessandra Ribeiro, para quem o PIB per capita do país só vai superar o resultado de 2013 em 2023.

O PIB potencial do Brasil perdeu fôlego na crise atual sobretudo por causa da forte queda do investimento e pelo lento crescimento da População Economicamente Ativa (PEA), cujo avanço mais forte em anos passados também ajudava a elevar a capacidade de crescimento do Brasil.

A PEA chegou a aumentar 2% ao ano, mas deve crescer a uma taxa inferior a 1% nos próximos anos por causa do envelhecimento da população.

Também fundamental para o enriquecimento do país, o desempenho da produtividade --que está estagnada nas últimas décadas-- depende de mudanças estruturais na economia, que envolvam reformas para aumentar o investimento, desburocratizar e melhorar o ambiente de negócios da economia brasileira.

"As reformas dão previsibilidade para a economia e puxam o ciclo virtuoso ao tornar o ambiente mais propício para negócios e trazer ganhos de produtividade", afirmou o economista do Itaú Rodrigo Miyamoto.

Atraso
O estrago da recessão no padrão de vida do brasileiro também fica evidente quando se compara o PIB per capita do Brasil medido em dólar com o de outras economias.

Os últimos números do FMI (Fundo Monetário Internacional), que retiram os efeitos cambias e de inflação, mostram que o PIB per capita do Brasil deve encerrar este ano em US$ 15,5 mil, bastante distante de economias parecidas como a do Chile (US$ 24,7 mil) e a do México (US$ 19,5 mil).

O caso mais emblemático de comparação é o da Coreia do Sul, cujo PIB per capita era bastante parecido com o do Brasil na década de 1980. Hoje, no entanto, a riqueza média dos sul-coreanos é de US$ 39,7 mil.

"Foi um país que fez um investimento muito grande em educação e liberou a importação de tecnologia para diversos setores da economia, o que ajudou de alguma maneira a qualificar a mão de obra", explicou o professor de economia do Insper Otto Nogami.

(Edição de Patrícia Duarte)

IBGE. 24/02/2017. PNAD Contínua: taxa de desocupação é de 12,6% no trimestre encerrado em janeiro de 2017

Indicador / PeríodoNov - Dez - Jan
2017
Ago - Set - Out
2016
Nov - Dez - Jan
2016
Taxa de desocupação
12,6%
11,8%
9,5%
Rendimento real habitual
R$ 2.056
R$$ 2.040
R$ 2.047
Valor do rendimento real habitual em relação a:
0,8%
(estbilidade)
0,4%
(estbilidade)
A taxa de desocupação foi estimada em 12,6% no trimestre móvel encerrado em janeiro de 2017. Isso representa um crescimento de 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao período de agosto a outubro de 2016 (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, novembro de 2015 a janeiro de 2016 (9,5%), o quadro também foi de elevação (3,1 p.p.).
A população desocupada (12,9 milhões de pessoas) cresceu 7,3% (mais 879 mil pessoas) em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016 e subiu 34,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre do ano anterior.
Já a população ocupada (89,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade quando comparada com o trimestre de agosto a outubro de 2016. Em comparação com igual trimestre do ano anterior, quando o total de ocupados era de 91,6 milhões de pessoas, foi registrado declínio de 1,9% (menos 1,7 milhão de pessoas).
O número de empregados com carteira assinada (33,9 milhões de pessoas) no setor privado apresentou estabilidade em comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2016. Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.056) registrou estabilidade frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016 (R$ 2.040). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.047), o quadro também foi de estabilidade.
A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 180,2 bilhões) apresentou estabilidade tanto frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016, quanto frente ao mesmo trimestre do ano anterior.
Os indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em janeiro de 2017 foi calculada a partir das informações coletadas em novembro/2016, dezembro/2016 e janeiro/2017. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em janeiro e dezembro, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis.

Taxa de Desocupação - Brasil - 2012/2017
Trimestre móvel201220132014201520162017
nov-dez-jan
...
7,2
6,4
6,8
9,5
12,6
dez-jan-fev
...
7,7
6,8
7,4
10,2
jan-fev-mar
7,9
8,0
7,2
7,9
10,9
fev-mar-abr
7,8
7,8
7,1
8,0
11,2
mar-abr-mai
7,6
7,6
7,0
8,1
11,2
abr-mai-jun
7,5
7,4
6,8
8,3
11,3
mai-jun-jul
7,4
7,3
6,9
8,6
11,6
jun-jul-ago
7,3
7,1
6,9
8,7
11,8
jul-ago-set
7,1
6,9
6,8
8,9
11,8
10°
ago-set-out
6,9
6,7
6,6
8,9
11,8
11°
set-out-nov
6,8
6,5
6,5
9,0
11,9
12°
out-nov-dez
6,9
6,2
6,5
9,0
12,0
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
O contingente de pessoas ocupadas foi estimado em aproximadamente 89,9 milhões no trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017. O contingente de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (33,9 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em comparação ao trimestre de agosto a outubro de 2016. No confronto com o trimestre de novembro de 2015 a janeiro de 2016, houve queda de 3,7%, o que representou diminuição de cerca de 1,3 milhão de pessoas com carteira de trabalho assinada.
A categoria dos empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (10,4 milhões de pessoas) apresentou estabilidade em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016. Em relação ao mesmo período do ano anterior, cresceu 6,4%, um aumento de 626 mil pessoas.
A categoria dos conta própria (22,2 milhões de pessoas) registrou expansão (2,1%) frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016 (mais 450 mil pessoas). Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 3,9%, ou seja, menos 902 mil pessoas.
O contingente de empregadores, estimado em 4,2 milhões de pessoas, apresentou estabilidade frente ao trimestre imediatamente anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, esse contingente registrou elevação de 8,6% (mais 333 mil pessoas).
A categoria dos trabalhadores domésticos, estimada em 6,1 milhões de pessoas, se manteve estável tanto em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016 quanto frente ao trimestre de novembro de 2015 a janeiro de 2016.
Segundo os grupamentos de atividade, a análise do contingente de ocupados do trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016, mostrou retração na Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (-4,1%, ou 651 mil pessoas a menos) e Indústria geral (-2,2% ou 254 mil pessoas a menos).
Apresentaram expansão os grupamentos Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (2,4%, ou 410 mil pessoas), Transporte, armazenamento e correio (2,8%, ou 126 mil pessoas), Alojamento e alimentação (3,4%, ou 161 mil pessoas) e Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas (2,5% ou 237 mil pessoas). Os demais grupamentos se mantiveram estáveis.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, foi observada redução nos seguintes grupamentos: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e agricultura, -4,6% (434 mil pessoas a menos), Indústria Geral, -7,4% (897 mil pessoas a menos), Construção, -9,6% (755 mil pessoas a menos), e Serviços domésticos, -3,5% (223 mil pessoas a menos). Verificou-se aumento no grupamento de Alojamento e Alimentação, 8,7% (393 mil pessoas). Os demais grupamentos não sofreram alteração.
O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimado em R$ 2.056 no trimestre de novembro de 2016 a janeiro de 2017, registrando estabilidade frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016 (R$ 2.040). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.047) o quadro também foi de estabilidade.
Rendimento médio real de todos os trabalhos
Trimestre móvel201220132014201520162017
nov-dez-jan
...
2.011
2.068
2.113
2.047
2.056
dez-jan-fev
...
2.023
2.090
2.112
2.030
jan-fev-mar
1.991
2.034
2.113
2.113
2.045
fev-mar-abr
2.005
2.041
2.110
2.103
2.033
mar-abr-mai
1.993
2.050
2.105
2.097
2.040
abr-mai-jun
1.994
2.068
2.073
2.102
2.015
mai-jun-jul
2.010
2.081
2.044
2.084
2.021
jun-jul-ago
2.014
2.089
2.053
2.073
2.037
jul-ago-set
2.012
2.088
2.077
2.076
2.033
10°
ago-set-out
2.008
2.094
2.091
2.068
2.040
11°
set-out-nov
2.006
2.087
2.085
2.051
2.042
12°
out-nov-dez
2.004
2.074
2.096
2.040
2.049
Fonte: IBGE, Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua
O rendimento médio real habitual apresentou variação positiva apenas para a posição na ocupação Empregados no setor público, 3,5% em relação ao trimestre de agosto a outubro de 2016 e 3,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O rendimento dos trabalhadores por Conta própria apresentou variação negativa de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Nas demais posições registrou-se estabilidade frente ao trimestre anterior e ao mesmo trimestre do ano anterior.
Na comparação com o trimestre de agosto a outubro de 2016, todos os grupamentos de atividade apresentaram estabilidade do rendimento, com exceção do grupamento Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, que registrou variação positiva de 3,5%. Frente ao trimestre de novembro de 2015 a janeiro de 2016, apenas o grupamento Alojamento e alimentação apresentou queda (-6,3%). Os demais registraram estabilidade.
A massa de rendimento real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelas pessoas ocupadas foi estimada, para o trimestre móvel de novembro de 2016 a janeiro de 2017, em R$ 180,2 bilhões de reais, apresentando estabilidade tanto frente ao trimestre de agosto a outubro de 2016, quanto frente ao mesmo trimestre do ano anterior.


IBGE. 24/02/2017. IBGE divulga o rendimento domiciliar per capita de 2016

O IBGE divulga hoje os valores dos rendimentos domiciliares per capita referentes a 2016, para o Brasil e unidades da federação, calculados com base nas informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) e enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU). Esta divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece os novos critérios de rateio do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE).
Os rendimentos domiciliares são obtidos pela soma dos rendimentos do trabalho e de outras fontes recebidos por cada morador no mês de referência da pesquisa. O rendimento domiciliar per capita é a divisão dos rendimentos domiciliares pelo total dos moradores. Esses rendimentos são calculados para cada unidade da federação e para o Brasil, considerando sempre os valores expandidos pelo peso anual da pesquisa.


Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população
residente, segundo as Unidades da Federação - 2016
Unidades da Federação Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente (R$)
      Brasil
1.226,00
Rondônia
901,00
Acre
761,00
Amazonas
739,00
Roraima
1.068,00
Pará
708,00
Amapá
881,00
Tocantins
863,00
Maranhão
575,00
Piauí
747,00
Ceará
751,00
Rio Grande do Norte
919,00
Paraíba
790,00
Pernambuco
872,00
Alagoas
662,00
Sergipe
878,00
Bahia
773,00
Minas Gerais
1.168,00
Espírito Santo
1.157,00
Rio de Janeiro
1.429,00
São Paulo
1.723,00
Paraná
1.398,00
Santa Catarina
1.458,00
Rio Grande do Sul
1.554,00
Mato Grosso do Sul
1.283,00
Mato Grosso
1.139,00
Goiás
1.140,00
Distrito Federal
2.351,00
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Trabalho e Rendimento,
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua - PNAD Contínua - 2016.
A PNAD Contínua é uma pesquisa domiciliar trimestral que capta informações socioeconômicas e demográficas em cerca de 211.000 domicílios, em mais de 3.500 municípios do país.


UNICA. 24/02/2017. SETOR. SAFRA 2016/2017: MOAGEM ATINGE 594,73 MILHÕES DE TONELADAS NO CENTRO-SUL

O volume processado de cana-de-açúcar pelas unidades produtoras da região Centro-Sul atingiu 911,71 mil toneladas na 1ª quinzena de fevereiro de 2017. Nesse mesmo período, a produção quinzenal de açúcar totalizou 9,18 mil toneladas e o volume fabricado de etanol atingiu 64,3 milhões de litros.

No acumulado de 1º de abril de 2016 a 16 de fevereiro de 2017, o total processado atingiu 594,73 milhões de toneladas. Com esse resultado, a produção acumulada de açúcar alcançou 35,27 milhões de toneladas, enquanto que a fabricação de etanol totalizou 25,08 bilhões de litros, com 10,55 bilhões de anidro e 14,53 bilhões de hidratado.

A produção de etanol de milho na 1ª quinzena de fevereiro somou 17,43 milhões de litros, sendo 2,81 milhões de litros de anidro e 14,61 milhões de litros de hidratado. No acumulado da safra 2016/17 a produção totaliza 189,97 milhões de litros.

Nesses primeiros quinze dias de fevereiro, duas unidades que haviam concluído a safra no final de 2016 voltaram a processar cana-de-açúcar e a expectativa é que até o final do mês outras 5 usinas irão retornar. Dessa forma, foram contabilizadas 12 usinas em atividade no Centro-Sul no período, sendo 6 no Mato Grosso do Sul, 3 em São Paulo, 1 em Goiás, uma em Minas Gerais e uma no Paraná. 

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul somaram 934,40 milhões de litros na 1ª quinzena de fevereiro, sendo 22,53 milhões de litros destinados à exportação e 911,87 milhões de litros ao mercado doméstico.

No mercado interno, tanto o volume comercializado de etanol anidro como o de hidratado apresentaram contração ante a 2ª quinzena de janeiro.  O anidro registrou 455,22 milhões de litros, com redução de 2,88%, e o hidratado somou 456,65 milhões de litros, queda de 0,98%.


USP. FIPE. ZAP IMÓVEIS. 24/02/2017. Preços de locação e venda de imóveis comerciais caem 12,5% e 7,8%, diz pesquisa. Queda real apontada pelo índice FipeZap se refere aos últimos 12 meses terminados em janeiro.

Os preços de locação e venda de imóveis comerciais tiveram queda real (considerando a inflação) de 12,54% e 7,88% nos últimos 12 meses terminados em janeiro, respectivamente, segundo o índice FipeZap divulgado nesta sexta-feira (24).
Entre dezembro e janeiro, os preços do aluguel de imóveis comerciais caíram 0,35%, na 24ª queda mensal consecutiva. Já os preços de venda recuaram 0,29%, na 7ª queda seguida. No acumulado dos últimos 12 meses, há queda de 2,95% nos preços de venda e de 7,86% nos de locação.
A pesquisa acompanha os preços anunciados no Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Belo Horizonte. Entre essas cidades, o Rio continua sendo o local com os imóveis comerciais mais caros para venda em janeiro: o preço médio do m² é de R$ 11.240. Já São Paulo é a mais cara para locação: R$ 46 o m².
Já a cidade com o valor médio mais baixo para venda é Belo Horizonte, com preço médio de R$ 7.492 o m². Para locação, a capital mineira e Porto Alegre são as mais baratas - R$ 32 o m². A média das 4 cidades é de R$ 10.087 e R$ 43 por m². O m² do Rio ficou em R$ 45.
Rentabilidade do aluguel
A pesquisa compara o investimento em imóveis com uma alternativa considerada de menor risco, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI). O levantamento aponta que quem optou por imóveis tem registrado perdas desde 2015, em geral.
Segundo o estudo, nos 12 meses encerrados em janeiro, enquanto o CDI rendeu 14%, os proprietários de salas comerciais locadas tiveram um retorno médio de 2,2% (resultado da combinação entre o recebimento dos aluguéis e da desvalorização dos bens).
Entre as cidades pesquisadas, São Paulo registrou a maior taxa de rentabilidade do aluguel, com retorno anualizado de 5,5%.

BOA VISTA SERVIÇOS DE CONSULTORIA. SCPC. 24/02/2017. Boa Vista SCPC: recuperação de crédito sobe 3,0% em janeiro

O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base do crédito– apontou elevação de 3,0% na análise mensal contra dezembro, descontados os efeitos sazonais. Já na variação acumulada em 12 meses apresentou alta de 2,7%, enquanto na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve avanço de 4,2%.

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Em termos regionais, na comparação em 12 meses observou-se alta em duas regiões: Sudeste (5,2%) e Nordeste (2,4%). Por outro lado, houve queda do indicador no restante das regiões: Sul (-2,9%), Centro-Oeste (-0,2%) e Norte (-0,1%).

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Apesar das divergências dos indicadores regionais, a média brasileira de recuperação de crédito apresentou uma ligeira melhora nos valores acumulados em 12 meses ao longo do ano. O quadro de inadimplência na economia mantém-se inalterado, uma vez que o crescimento do fluxo de registros de consumidores inadimplentes nos últimos meses também tem sido relativamente baixo.

Metodologia

O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista SCPC pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. A partir de janeiro de 2014, houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.


SCP BRASIL. 24/02/2017. Inadimplência entre as empresas cresce 5,28% em janeiro, indicam SPC Brasil e CNDL. Região Nordeste mostrou maior crescimento de pessoas jurídicas negativadas. Maior parte de dívidas está registrada na região Sudeste

De acordo com o indicador divulgado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a quantidade de empresas inadimplentes aumentou 5,28% em janeiro, em comparação ao mesmo período de 2016. Apesar disso, o crescimento do número de pessoas jurídicas negativadas no país perdeu força durante 2016 – em janeiro do ano passado, a variação anual havia sido de 13,52%.

Levando em consideração os dados das cinco regiões brasileiras, o indicador demonstrou que o Nordeste teve o maior avanço do número de pessoas jurídicas negativadas em relação a janeiro de 2016 (6,70%), seguido do Norte (5,39%), Sudeste (5,29%), Centro-Oeste (4,47%) e Sul (3,17%). No entanto, o Sudeste demonstra a maior concentração de dívidas registradas pelas empresas – 43,72% do total de registros do país pertence a empresas da região -, dado explicado pelo fato da região ter a maior participação no PIB brasileiro.

Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, o abrandamento no aumento da inadimplência mesmo em meio à crise tem um motivo: “Há dois movimentos diferentes acontecendo hoje no país. O primeiro é a redução da capacidade de pagamento das empresas, que tem a tendência de elevar o número de contas pendentes. O segundo é a restrição ao crédito, que reduz o estoque de dívidas limitando o crescimento da inadimplência. Este segundo tem prevalecido”, afirma.

Houve também aumento de 3,45% na quantidade de dívidas em atraso em nome de pessoas jurídicas, na comparação com janeiro de 2016. Ainda assim, o número também está em patamar baixo em relação à série histórica. Além disso, o indicador mostrou que o número de dívidas mais recentes em janeiro deste ano tem caído, enquanto o de dívidas antigas demonstra crescimento. O número de dívidas atrasadas em até 90 dias caiu -19,94%, enquanto pendências entre 1 e 3 anos aumentou 21,29%.

O número de empresas devedoras por setor indica que o segmento de serviços (que engloba bancos e instituições financeiras) teve a maior alta de empresas negativadas em janeiro de 2017 na comparação com o mesmo período do ano anterior (8,00%), seguido de indústria (4,78%) e comércio (4,12%).

Metodologia

O indicador de inadimplência das empresas sumariza todas as informações disponíveis nas bases de dados do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação.

DOCUMENTO: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/noticia/2586

USDA. REUTERS. 24/02/2017. USDA vê salto nas exportações de carne bovina dos EUA

ARLINGTON (Reuters) - As exportações de carne bovina dos Estados Unidos vão saltar cerca de 7 por cento em 2017, à medida que a produção aumenta, enquanto as importações cairão mais de 9 por cento, projetou o Departamento de Agricultura (USDA) nesta sexta-feira.

As exportações de 2,72 bilhões de libras ainda serão ligeiramente inferiores às importações de 2,74 bilhões de libras, de acordo com dados divulgados em uma conferência anual.

O rebanho bovino dos EUA está entrando em seu quarto ano de expansão da produção comercial em 2017, com expectativa de aumento de cerca de 3 por cento, para 26 bilhões de libras, de acordo com o USDA. Esse seria o nível mais alto desde 2011.

(Reportagem de Tom Polansek)

USDA. REUTERS. 24/02/2017. Safras de soja e milho dos EUA cairão ante 2016, diz USDA

ARLINGTON (Reuters) - As colheitas de milho e soja dos Estados Unidos em 2017 deverão ficar abaixo do recorde atingido em 2016, mas a oferta de ambas as commodities permanecerá abundante, disse o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) nesta sexta-feira.

A safra de milho deverá cair 7 por cento para 14,065 bilhões de bushels, com base em um rendimento médio de 170,7 bushels por acre, segundo o USDA. Os estoques finais para o ano agrícola de 2017/18 foram estimados em 2,215 bilhões de bushels, 5 por cento menores que no ano anterior.

As exportações de milho dos EUA cairão 325 milhões de bushels, para 1,9 bilhão de bushels, projetou o USDA.

Para a soja, o USDA estimou a safra em 4,18 bilhões de bushels, 3 por cento abaixo de 2016.

Os estoques finais da oleaginosa foram estimados em 420 milhões de bushels, estáveis ante o ano anterior, enquanto as exportações atingirão um recorde de 2,125 bilhões de bushels, com aumento de 75 milhões de bushels.

Na véspera, o USDA havia projetado um aumento no plantio de soja e uma queda no de milho nos EUA neste ano.[nL1N1G81DH]

(Reportagem de Mark Weinraub)


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