Translate

February 23, 2017


FGV. IBRE. 23/02/2017. IGP-M desacelera em fevereiro

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,08%, em fevereiro. Em janeiro, o índice variou 0,64%. Em fevereiro de 2016, a variação foi de 1,29%. A variação acumulada em 2017, até fevereiro, é de 0,73%. Em 12 meses, o IGP-M registrou alta de 5,38%. O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de -0,09%. No mês anterior, a taxa foi de 0,70%. O índice relativo aos Bens Finais variou -0,61%, em fevereiro. Em janeiro, este grupo de produtos mostrou variação de 0,18%. Contribuiu para este recuo o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,39% para -1,62%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de -0,38%. Em janeiro, a taxa foi de 0,32%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários variou 0,99%. Em janeiro, a taxa foi de 1,05%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção,cuja taxa de variação passou de 5,70% para 1,65%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 0,88%, ante 0,37%, em janeiro.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou -0,64%, em fevereiro. Em janeiro, o índice registrou variação de 0,91%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: minério de ferro (13,08% para -0,59%), bovinos (-1,00% para -2,79%) e aves (-3,73% para -7,05%).Em sentido oposto, destacam-se: mandioca (aipim) (-0,11% para 9,09%), laranja (0,75% para 16,05%) e leite in natura (-1,78% para 2,95%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,39%, em fevereiro, ante 0,64%, em janeiro. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,70% para -0,22%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item carnes bovinas, cuja taxa passou de 1,41% para -1,99%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Transportes (1,01% para 0,51%), Educação, Leitura e Recreação (2,46% para 2,15%), Comunicação (0,37% para 0,28%) e Despesas Diversas (0,71% para 0,35%). Nestas classes de despesa, os destaques foram: gasolina (1,85% para -0,33%), cursos formais (5,60% para 3,14%), tarifa de telefone móvel (0,78% para 0,60%) e cigarros (1,07% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,10% para 0,44%) e Vestuário (-0,47% para -0,05%). Nestas classes de despesa, destacaram-se: tarifa de eletricidade residencial (-1,61% para 0,02%) e roupas (-0,73% para -0,22%), respectivamente.

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de variação de 0,47%, registrada na última apuração. As principais influências partiram dos itens: perfume (-0,77% para 0,41%), em sentido ascendente, e salão de beleza (0,83% para 0,46%), em sentido descendente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em fevereiro, taxa de variação de 0,53%. No mês anterior, este índice variou 0,29%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,30%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,45%. No mês anterior, este grupo variou 0,28%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C5593FD36B015A6A85233178B7

FGV. IBRE. 23/02/2017. Índices Gerais de Preços. INCC-M. Índice Nacional de Custo da Construção sobe em fevereiro

O Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M) registrou, em fevereiro, taxa de variação de 0,53%, acima do resultado do mês anterior, de 0,29%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,62%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,30%. O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,45%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,28%. O INCC-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Materiais, Equipamentos e Serviços
No grupo Materiais, Equipamentos e Serviços, o índice correspondente a Materiais e Equipamentos registrou variação de 0,47%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,17%. Dos quatro subgrupos componentes, três apresentaram acréscimo em suas taxas de variação, destacando-se materiais para acabamento, cuja taxa passou de 0,14% para 0,66%.

A parcela relativa a Serviços passou de uma taxa de 0,79%, em janeiro, para 1,16%, em fevereiro. Neste grupo, vale destacar a aceleração de taxas de serviços e licenciamentos, cuja taxa passou de 3,02% para 6,14%.

Mão de obra
O índice referente à Mão de Obra registrou variação de 0,45% em fevereiro, ante 0,28% no mês anterior. Esta variação ocorreu devido aos reajustes salariais de Belo Horizonte, Recife, Brasília e Salvador.

Capitais
Quatro capitais apresentaram aceleração em suas taxas de variação: Belo Horizonte, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Em contrapartida, Salvador, Brasília e Porto Alegre, registraram desaceleração.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B015A656117252B14

FGV. IBRE. 23/02/2017. Índices Gerais de Preços. IPC-S. Inflação pelo IPC-S cai na terceira semana do mês

O IPC-S de 22 de fevereiro de 2017 apresentou variação de 0,40%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (2,50% para 1,81%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item cursos formais, cuja taxa passou de 4,21% para 2,34%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (-0,01% para -0,13%), Transportes (0,75% para 0,65%) e Comunicação (0,35% para 0,26%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: refeições em bares e restaurantes (0,37% para 0,35%), tarifa de ônibus urbano (2,34% para 1,78%) e tarifa de telefone móvel (0,82% para 0,51%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Habitação (0,39% para 0,43%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,41% para 0,44%), Vestuário (-0,04% para 0,02%) e Despesas Diversas (0,25% para 0,35%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial  (-0,11% para 0,09%), medicamentos em geral (-0,13% para 0,08%), roupas (-0,38% para -0,05%) e cartão de telefone (0,09% para 1,29%), respectivamente.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B015A6A8F745F379B

FGV. IBRE. 23/02/2017. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem do Comércio. Confiança do Comércio avança pelo terceiro mês consecutivo

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas avançou em fevereiro pelo terceiro mês consecutivo, em 3,6 pontos, ao passar de 78,9 para 82,5 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015. Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,5 pontos, depois de recuar por três meses.

“O resultado da Sondagem do Comércio de fevereiro traz boas notícias, como a maior difusão de crescimento entre os segmentos do setor e a ocorrência da maior alta mensal desde abril de 2011 do subíndice que mede as percepções sobre a situação atual. Na ausência de choques negativos extra econômicos, a tendência de alta gradual deve se manter nos próximos meses, alimentada pela redução dos juros e pela liberação de recursos das contas inativas do FGTS”, afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente de Estatísticas Públicas da FGV/IBRE.

A melhora do ICOM ocorreu em 9 dos 13 principais segmentos pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 5,5 pontos – a maior alta desde abril de 2011 (5,6 ptos) - alcançando 74,3 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) cresceu 1,6 ponto, atingindo 91,5 pontos.
Entre os indicadores que integram o ISA-COM, a maior contribuição para a alta no mês veio do quesito que mede o grau de satisfação com o volume de demanda atual, que subiu 5,7 pontos em relação ao mês anterior, para 75,4 pontos. No caso do IE-COM, houve alta de 4,0 pontos do indicador de otimismo com a situação dos negócios nos seis meses seguintes e queda de 0,9 ponto do indicador de expectativas com as vendas nos três meses seguintes.

EMPREGO
Os resultados favoráveis do ICOM no início do ano, também foram percebidos no quesito que mede as previsões para a evolução do pessoal ocupado. Entre dezembro e fevereiro, a proporção de empresas prevendo reduzir o quadro de pessoal passou de 17,8% para 16,5%, enquanto a das que planejam contratar aumentou de 7,2% para 11,1%. Apesar da melhora, o saldo continua negativo, ou seja, o percentual das empresas prevendo redução do quadro de pessoal ainda supera a das que pretendem contratar. Por outro lado, a melhora sugere atenuação do ritmo de demissões no setor.

A edição de fevereiro de 2017 coletou informações de 1.122 empresas entre os dias 01 e 21 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B015A6A9C14CB123A

FMI. PORTAL UOL. EFE. 23/02/2017. Situação no Brasil segue "desafiadora" e recuperação poder ser lenta, diz FMI

Washington, 23 fev (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou nesta quinta-feira que a situação econômica no Brasil continua sendo "desafiadora" e advertiu que há fatores que apontam para "um atraso" da recuperação esperada para 2017.

"O Brasil está saindo de uma das recessões mais longas, mas ainda encara uma situação desafiadora", ressaltou Gerry Rice, porta-voz do FMI, em sua entrevista coletiva quinzenal.

Rice acrescentou que "o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro continuou em contração no terceiro trimestre de 2016, e os indicadores de atividade econômica de final de ano apontam para um atraso na recuperação, dado que a despesa privada segue debilitada".


Embora suas últimas previsões de janeiro indiquem um retorno ao crescimento, o porta-voz ressaltou que "o alto desemprego e a elevada dívida do setor privado continuarão freando o processo" de recuperação econômica.

O FMI previu um crescimento de 0,2% no Brasil em 2017, após as agudas contrações de 3,8% em 2015 e 3,5% em 2016.

Para a próxima reunião de primavera da instituição dirigida por Christine Lagarde, Rice ressaltou que serão divulgados os novos cálculos que incluem dados do último trimestre de 2016 e "informações sobre alguns fatores potencialmente positivos em 2017, especialmente as abundantes colheitas".

As dificuldades no Brasil, principal economia da América Latina, têm afetado negativamente o crescimento na região, que em 2016 se retraiu em 0,7%.

MF. STN. 23/02/2017. Governo Central apresenta superávit primário de R$ 18,968 bilhões em janeiro. Resultado foi o terceiro melhor da série histórica para o mês, ajudado pela queda de despesas e pela reorganização de restos a pagar
 
O Governo Central apresentou em janeiro deste ano superávit primário de R$ 18,968 bilhões, o terceiro melhor da série histórica para meses de janeiro e o primeiro resultado positivo desde outubro do ano passado. O número representa um crescimento de 27,9% em termos nominais, ou de 21,4% em termos reais – corrigidos pelo IPCA – na comparação com o superávit primário de R$ 14,835 bilhões de janeiro do ano passado.

No primeiro mês do ano passado, no entanto, houve ingresso atípico de R$ 11,1 bilhões em bônus de outorga referentes à concessão de 29 usinas hidrelétricas, o que não ocorreu neste ano. Em contrapartida, no mês passado, destacou o Tesouro, houve um aumento da receita de cota-parte das compensações financeiras para R$ 5,488 bilhões, impulsionada pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional e da produção nacional da commodity.

Durante entrevista coletiva para comentar os números, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, chamou atenção para a queda à metade das despesas discricionárias, que passaram de R$ 24,438 bilhões em janeiro do ano passado para R$ 12,116 bilhões em igual mês deste ano. Essa redução, apontou ela, resultou do processo de reorganização das contas públicas conduzido pelo governo ao longo de 2016.

“Essa despesa ficou abaixo da cota financeira programada para o mês, que era de R$ 18 bilhões. Isso foi sinônimo da menor pressão fiscal para o exercício, resultante do esforço de regularizar os restos a pagar”, disse Vescovi. “Esse processo de reorganização implicou um volume menor de pagamento de restos a pagar em janeiro”, explicou.

Conforme os dados do Tesouro, a queda do pagamento de restos a pagar foi de R$ 12 bilhões na comparação de janeiro deste ano com igual mês do ano passado, de R$ 53,1 para R$ 41,3 bilhões. “Isso é uma demonstração de que o esforço de equacionar passivos de curtíssimo prazo ou despesas de exercícios anteriores representa menor pressão fiscal para o ano de 2017 como um todo. Em janeiro já pudemos ver isso”, disse a secretária.

Sazonalidade

Os números mostraram que a receita total do Governo Central ficou em R$ 137,363 bilhões em janeiro deste ano, uma queda real de 7,7% ante a de janeiro do ano passado, enquanto a receita líquida total caiu 9,1%, para R$ 118,78 bilhões. A despesa total, por sua vez, recuou mais acentuadamente, 13,2%, para R$ R$ 99,812 bilhões.

Vescovi explicou que o padrão sazonal de receitas e despesas tende a favorecer os números de janeiro e a prejudicar os de fevereiro, que é quando ocorre a transferência de recursos para os entes das compensações financeiras ocorridas no primeiro mês do ano.  

Previdência

Vescovi também ressaltou o contraste entre Tesouro Nacional e Banco Central, que juntos ficaram superavitários em R$ 32,3 bilhões em janeiro, com a Previdência Social, deficitária em R$ 13,4 bilhões. “Há uma situação estrutural que sobrecarrega a Previdência, e seu déficit vem crescendo desde janeiro de 2014”, disse a secretária.

Em 12 meses até janeiro, o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) acumula déficit de R$ 78,7 bilhões, montante que tem se mostrado estável nos últimos anos. O Regime Geral de Previdência Social (RGPS), por sua vez, vem apresentando piora de seu déficit desde 2013, e em 12 meses até janeiro atingiu R$ 157,2 bilhões.

Diante desses números, o Tesouro destacou na apresentação a importância de ajustar a Previdência para assegurar que o Estado tenha condições de continuar pagando os benefícios no futuro.

Teto e meta

Embora a limitação de crescimento de 7,2% das despesas sujeitas ao limite valha para o exercício anual, o Tesouro vai publicar o resultado mês a mês dessas despesas, para acompanhamento. E a queda nessa rubrica foi de 4,9%, para R$ 94,65 bilhões. Ou seja, em janeiro, além de ter obtido superávit nas contas, o governo ficou com folga abaixo do teto.

A secretária afirmou que o governo vai cumprir neste ano o objetivo duplo de respeitar o teto de gastos e a meta para o resultado primário, que é de um déficit de R$ 139 bilhões. “Nós vamos cumprir tanto a meta quanto a limitação de gastos. Todas as ações serão empreendidas nessa direção”, disse ela. “É patente a busca do governo pelo cumprimento das metas da forma mais organizada possível.”

Regime de Recuperação dos Estados

Vescovi também esclareceu que o Projeto de Lei do Regime de Recuperação Fiscal dos Estados, enviado hoje ao Congresso Nacional, não vai provocar impacto nos resultados primários do Governo Central. O impacto ocorre exclusivamente na conta financeira e está previsto em R$ 7 bilhões neste ano, o que equivale apenas a cerca de 1% das necessidades de refinanciamento da dívida para 2017.

Para 2018 e 2019, a estimativa é de um impacto somado de R$ 30 bilhões na conta financeira. Esses cálculos, explicou Vescovi, foram feitos tomando como base os três Estados atualmente elegíveis para o programa – Rio de Janeiro, Minas Gerias e Rio Grande do Sul. Mas ela destacou que ainda não foram enviados os dados fiscais de todos os Estados referentes a 2016 e que a adesão dos entes ao programa é voluntária. “Com certeza [o programa] será positivo nos três anos”, porque a adesão voluntária ao ajuste vai significar redução de despesas e aumento das receitas para os entes, disse Vescovi.

Investimentos

O Relatório do Tesouro Nacional mostrou uma queda de R$ 3,2 bilhões na rubrica “Subsídios, subvenções e Proagro” em janeiro ante igual mês do ano passado, o que contribuiu para a diminuição de R$ 7,0 bilhões na conta de “Outras despesas obrigatórias”.  

Questionada, a secretária afirmou que essa diminuição pode já ser um reflexo da revisão dos subsídios concedidos pelo governo. Ela também chamou atenção para a importância de se estimular o investimento privado de outra maneira, por meio da melhoria do ambiente de negócios e dos marcos regulatórios e das medidas microeconômicas que vêm sendo implementadas.

“A agenda microeconômica é muito voltada para o ambiente de negócios. Isso diz respeito a empreendedorismo e atração de investimento e se completa com concessões, parcerias”, disse ela. “Esse é um caminho estrutural, são ações de longo prazo que vão reverter o quadro de investimentos nos próximos anos de forma sustentada”, acrescentou.

MF. RFB. 22/02/2017. Arrecadação. Receita arrecadou R$ 137,4 bilhões em janeiro. Resultado mostra crescimento real de 0,79% em relação a janeiro do ano passado
 
A Arrecadação total das Receitas Federais atingiu, em janeiro de 2017, o valor de R$ 137.392 milhões, registrando crescimento real (IPCA) de 0,79% em relação a janeiro de 2016.

Já as Receitas Administradas pela RFB, totalizaram R$ 131.898 milhões, que corresponde a um decréscimo real (IPCA) de 0,75 % em relação a janeiro de 2016.

BACEN. 23/02/2017. Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro

I - Operações de crédito do sistema financeiro

O saldo das operações de crédito do sistema financeiro atingiu R$3.074 bilhões em janeiro, com reduções de 1% no mês e de 3,9% em doze meses. A evolução mensal foi influenciada pela sazonalidade do crédito às empresas, saldo de R$1.508 bilhões, que recuaram 2,4%, enquanto as operações com pessoas físicas cresceram 0,3%, alcançando R$1.565 bilhões. A relação crédito/PIB decresceu para 48,7%, ante 53,2% em janeiro de 2016.

A carteira de crédito com recursos livres, após dois meses de expansão mensal, recuou 1,5% em janeiro e 5,1% em doze meses, situando-se em R$1.532 bilhões. O crédito a pessoas jurídicas declinou 3,2% no mês, para R$723 bilhões, destacando-se as reduções em desconto de duplicatas, outros créditos e capital de giro. Na carteira livre de pessoas físicas, o saldo permaneceu estável em R$809 bilhões, com declínio nas contratações de cartão de crédito à vista e expansão no crédito consignado.

O crédito direcionado totalizou R$1.541 bilhões (-0,5% no mês e -2,7% em doze meses), destacando-se a contração mensal de 1,6% na carteira de empresas (saldo de R$785 bilhões), com ênfase nas liquidações de créditos com recursos do BNDES. No segmento de pessoas físicas, saldo de R$757 bilhões, ocorreu aumento de 0,6% no mês, com crescimento nas carteiras de crédito rural e financiamentos imobiliários.

Na segmentação por atividade econômica, o saldo apresentou queda em todos os setores, com retrações mais significativas em comércio (-5%, para R$261 bilhões), indústria de transformação (-2,4%, para R$400 bilhões), construção (-1,8%, para R$99 bilhões) e transportes (-1,4%, para R$139 bilhões).

Consideradas as operações acima de R$1 mil, a carteira de crédito apresentou contração em todas as regiões no mês de janeiro: Sudeste (-1,2%, saldo de R$1.630 bilhões), Norte (-0,9%, R$115 bilhões), Sul (-0,7%, R$549 bilhões), Nordeste (-0,3%, R$397 bilhões) e Centro-Oeste (-0,1%, R$329 bilhões).

Taxas de juros e inadimplência

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, consideradas as contratações com recursos livres e direcionados, situou-se em 32,8% a.a. em janeiro, com elevações de 0,8 p.p. no mês e de 1,5 p.p. em doze meses. O custo médio atingiu 52,8% a.a. no crédito livre (+1,2 p.p. no mês) e 11,3% a.a. no direcionado (+0,7 p.p. no mês).

A taxa média situou-se em 41,9% a.a. nas contratações com pessoas físicas, elevações de 0,3 p.p. no mês e de 2,5 p.p. em doze meses. No mês, a trajetória foi determinada pela taxa de juros com recursos livres, cujos encargos subiram 1 p.p., para 72,7%, com destaque para aumentos em crédito pessoal não consignado (+1,1 p.p.) e consignado (+0,2 p.p.). No crédito direcionado às famílias, a taxa média de juros manteve-se em 10,4% a.a.

No segmento de pessoas jurídicas, a taxa média atingiu 21,1% a.a., avançando 1,2 p.p. no mês (-1,4 p.p. em doze meses). A taxa aumentou 1 p.p. nas contratações com recursos livres, alcançando 28,8% a.a., destacando-se elevações em desconto de duplicatas (+3,4 p.p.), capital de giro (+0,7 p.p.) e financiamentos a exportações (+2,8 p.p.). No crédito direcionado, a elevação de 1,6 p.p. na taxa média, para 12,5% a.a., esteve concentrada nas operações com recursos do BNDES.

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados situou-se em 23,8 p.p. em janeiro (+1,3 p.p. no mês e +3,8 p.p. em doze meses), atingindo 41,7 p.p. nas operações livres (+2 p.p. no mês) e 4,6 p.p. nas operações com recursos direcionados (+0,9 p.p.). O indicador alcançou 32,8 p.p. no segmento de pessoas físicas e 12,3 p.p. no de pessoas jurídicas, aumentando 0,8 p.p. e 1,7 p.p. no mês, respectivamente.

A taxa de inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, que corresponde à participação dos saldos com atrasos superiores a noventa dias, situou-se em 3,7% em janeiro, estabilidade no mês e crescimento de 0,2 p.p. em doze meses. O nível de atrasos alcançou 4,0% no segmento de pessoas físicas (+0,1 p.p. no mês) e manteve-se em 3,5% no de pessoas jurídicas. A inadimplência permaneceu estável em 5,7% na carteira livre e em 1,8% no crédito direcionado.

II - Evolução dos agregados monetários

A média dos saldos diários da base monetária totalizou R$260,4 bilhões em janeiro, com declínio de 1,9% no mês e acréscimo de 3,5% em doze meses. A variação mensal repercutiu a redução de 3,6% no saldo do papel-moeda emitido e o crescimento de 8,4% nas reservas bancárias, que ainda refletem o aumento sazonal da demanda por moeda em dezembro.

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, sobressaíram os impactos contracionistas das operações com títulos públicos federais (R$6,4 bilhões), dos depósitos de instituições financeiras, que incluem as variações nos saldos de recolhimentos compulsórios (R$5,8 bilhões), e dos ajustes nas operações com derivativos (R$5,1 bilhões). Em contraponto, as operações do Tesouro Nacional foram expansionistas em R$8,1 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) situou-se em R$325,3 bilhões em janeiro, refletindo declínio mensal de 4,6%, correspondente aos recuos de 6% nos depósitos à vista e de 3,5% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 cresceu 2,1%.

Os meios de pagamento no conceito M2, que corresponde ao M1 acrescido de depósitos de poupança e títulos privados, registraram retração mensal de 2,3% em janeiro, totalizando R$2,3 trilhões. Esse resultado traduziu os declínios de 10,4% no M1, de 1% nos depósitos de poupança (saldo de R$665 bilhões) e de 0,8% nos títulos emitidos por instituições financeiras (saldo de R$1,3 trilhão). No mês, ocorreram resgates líquidos de R$10,7 bilhões em depósitos de poupança e de R$9,4 bilhões em depósitos a prazo.

O conceito M3, que compreende o M2, as quotas de fundos de renda fixa e os títulos públicos que lastreiam as operações compromissadas entre o público e o setor financeiro, apresentou expansão de 0,7% no mês, atingindo R$5,3 trilhões, reflexo das elevações de 3% nas quotas de fundos de renda fixa e de 6% no saldo das operações compromissadas, que somaram, respectivamente, R$2,8 trilhões e R$185,4 bilhões. O M4, conceito que acrescenta ao M3 os títulos públicos de detentores não financeiros, registrou elevação de 0,2% no mês e de 10,4% nos últimos 12 meses, totalizando R$6,2 trilhões.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/htms/notecon2-p.asp

IBGE. 23/02/2017. PNAD Contínua: taxa de subutilização da força de trabalho fica em 22,2% no 4º tri e fecha 2016 em 20,9%

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (que agrega a taxa de desocupação, taxa de subocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial) ficou em 22,2% no 4º trimestre de 2016, acima do resultado do 3º trimestre de 2016 (21,2%) e do 4º trimestre de 2015 (17,3%). Em 2016, esse indicador ficou em 20,9%, em média. A região Nordeste teve a maior taxa (33,0%) no 4º trimestre, enquanto a menor ocorreu no Sul (13,4%). Entre os estados, a Bahia atingiu o patamar mais alto (36,2%), sendo o menor em Santa Catarina (9,4%). No Brasil, eram 24,3 milhões de pessoas nessa condição, um aumento de 6,0% em relação ao 3º trimestre, o que representa 1,4 milhão de pessoas a mais nessa situação. Em relação ao 4º trimestre de 2015, quando eram 18,5 milhões, o aumento foi de 31,4% ou 5,8 milhões de pessoas.
A taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e desocupação (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior somadas às pessoas desocupadas) foi de 17,2%. No trimestre anterior, o indicador havia ficado em 16,5% e, no 4º trimestre de 2015, 13,0%. A maior foi no Nordeste (23,9%), e a menor, no Sul (10,9%).
A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, que abrange as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial), foi de 17,4%, acima dos 16,8% registrados no trimestre anterior e dos 13,5% apurados no último trimestre de 2015. No Nordeste, a taxa ficou em 24,6%, a maior entre as grandes regiões. A menor foi verificada no Sul (10,2%).
Já a taxa de desocupação no 4º trimestre, cujo dado para o Brasil o IBGE já havia divulgado em 31/01/2016 (12,0%), ficou acima da média nacional nas regiões Nordeste (14,4%), Norte (12,7%) e Sudeste (12,3%). Centro-Oeste (10,9%) e Sul (7,7%) foram as regiões cujas taxas ficaram abaixo do indicador para o Brasil. No Amapá, o indicador ficou em 16,8%, a maior taxa entre os estados. Em Santa Catarina, a taxa foi de 6,2%, o menor índice para as unidades da federação. Na desagregação por cor ou raça, dado que o IBGE divulga hoje pela primeira vez, as taxas de desocupação das pessoas de cor preta (14,4%) e parda (14,1%) ficaram acima da média nacional, enquanto a dos brancos situou-se em 9,5%.
Regiões Nordeste, Norte e Sudeste têm taxas de desocupação acima da nacional
No 4º trimestre de 2016, a taxa de desocupação, no Brasil, foi estimada em 12,0%. Esta estimativa se manteve estável na comparação com o 3º trimestre de 2016 (11,8%). Frente ao 4º trimestre de 2015 (9,0%), a taxa apresentou elevação de 3,1 pontos percentuais. Também no confronto anual, houve crescimento desse indicador em todas as grandes regiões: Norte (de 8,6% para 12,7%), Nordeste (de 10,5% para 14,4%), Sudeste (de 9,6% para 12,3%), Sul (de 5,7% para 7,7%) e Centro-Oeste (de 7,4% para 10,9%). A região Nordeste permanece registrando a maior taxa de desocupação dentre todas as regiões.
A taxa de desocupação dos jovens de 18 a 24 anos de idade (25,9%) continuou a apresentar patamar superior ao estimado para a taxa média total. Este comportamento foi verificado tanto para o Brasil, quanto para cada uma das cinco grandes regiões, onde a taxa oscilou entre 16,5% no Sul e 30,3% no Nordeste. Já nos grupos de pessoas de 25 a 39 e de 40 a 59 anos de idade, este indicador foi de 11,2% e 6,9%, respectivamente.
As diferenças foram significativas na taxa de desocupação entre homens (10,7%) e mulheres (13,8%) no 4º trimestre de 2016. Este comportamento foi verificado nas cinco grandes regiões.
Por nível de instrução, a taxa de desocupação para o contingente de pessoas com ensino médio incompleto (22,0%) era superior à verificada para os demais níveis. Para o grupo de pessoas com curso superior incompleto, a taxa foi estimada em 13,6%, mais que o dobro da verificada para aqueles com nível superior completo (5,8%).
Região Nordeste é a única onde o percentual de mulheres (48,7%) na população desocupada é menor que o de homens (51,3%)
O percentual de mulheres (50,3%) na população desocupada foi superior ao de homens (49,7%) no 4º trimestre, o que se repetiu em quase todas as regiões. A exceção foi a região Nordeste, onde as mulheres representavam 48,7% da população desocupada. Na região Centro-Oeste, o percentual das mulheres foi o maior (52,9%).
O grupo de 14 a 17 anos de idade representava 8,4% das pessoas desocupadas, uma redução de 0,8 ponto percentual do 4º trimestre de 2015 para o 4º trimestre de 2016. A maior parcela era representada pelos adultos de 25 a 39 anos de idade (35,6%).
No 4º trimestre de 2016, 50,6% das pessoas desocupadas tinham concluído pelo menos o ensino médio. Cerca de 26,1% não tinham concluído o ensino fundamental. Aquelas com nível superior completo representavam 8,2%. Estes resultados não se alteraram significativamente ao longo da série histórica disponível.
Mulheres representam 39,1% da população ocupada na região Norte
Mesmo representando 52,2% da população em idade de trabalhar (14 anos ou mais de idade), as mulheres (43,0%) tinham uma representação menor que os homens (57,0%) na população ocupada. Este fato se repetiu em todas as regiões, sobretudo na Norte, onde os homens representavam 60,9% dos trabalhadores e as mulheres, 39,1% no 4º trimestre de 2016. Ao longo da série histórica da pesquisa este quadro não se alterou significativamente em nenhuma região.
A análise do contingente de ocupados no 4º trimestre de 2016, por grupos de idade, mostrou que 12,7% eram jovens, de 18 a 24 anos, e que os adultos, aqueles nas faixas de 25 a 39 anos e 40 a 59 anos de idade, representavam 78,2%. Já os idosos correspondiam a 7,3%.
A participação dos menores de idade (14 a 17 anos) na população ocupada apresentou tendência de queda do 4º trimestre de 2015 (2,2%) para o mesmo trimestre de 2016 (1,7%). Mesmo comportamento foi observado para o grupo de 18 a 24 anos que passou de 13,3% para 12,7%, no mesmo período. Para as demais categorias de idade a tendência foi de aumento na participação na população ocupada.
No 4º trimestre de 2016, no Brasil, entre as pessoas ocupadas, 28,1% não tinham concluído o ensino fundamental, 53,5% tinham concluído pelo menos o ensino médio e 18,5% tinham concluído o nível superior.
Nas regiões Norte (36,3%) e Nordeste (37,5%), o percentual de pessoas nos níveis de instrução mais baixos (não tinham concluído o ensino fundamental) era superior ao observado nas demais regiões. Nas regiões Sudeste (62,4%) e Sul (55,6%), o percentual das pessoas que tinham completado pelo menos o ensino médio era superior ao das demais regiões. A região Sudeste (21,9%) foi a que apresentou o maior percentual de pessoas com nível superior completo, enquanto a região Nordeste teve o menor (12,9%).
Proporção de trabalhadores por conta própria é maior no Norte e Nordeste
No 4º trimestre de 2016, a população ocupada era composta por 68,6% de empregados, 4,6% de empregadores, 24,5% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,3% de trabalhadores familiares auxiliares. Ao longo da série histórica da pesquisa essa composição não se alterou significativamente.
A pesquisa apontou diferenças regionais com relação à forma de inserção do trabalhador no mercado de trabalho. Nas regiões Norte (31,7%) e Nordeste (30,2%), o percentual de pessoas que trabalharam por conta própria era superior ao observado nas demais regiões. Em contrapartida, na categoria dos empregados foi constatado que as Regiões Sudeste (72,6%) e Centro-Oeste (71,7%) apresentaram participação maior destes trabalhadores.
Parte expressiva dos empregados estava alocada no setor privado (71,9%), 18,2% no setor público e os demais no serviço doméstico (9,9%).
No 4º trimestre de 2016, 76,4% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, 1,5 ponto percentual a menos que no 4º trimestre de 2015. Entre os trabalhadores domésticos, 31,9% tinham carteira de trabalho assinada; no mesmo trimestre do ano passado essa proporção era de 33,3%. Os militares e servidores estatutários correspondiam a 71,7% dos empregados do setor público no 4º trimestre de 2016.
O percentual de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado mostrou cenários distintos. As regiões Norte (59,4%) e Nordeste (61,5 %) apresentaram-se em patamares inferiores aos das demais. Já a região Sul (84,0%) atingiu patamar superior.
Rendimento médio real cresce 2,0% na região Nordeste
No 4º trimestre de 2016, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2.043, conforme já divulgado pelo IBGE. Este resultado apresentou estabilidade tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2.026) quanto ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.033).
Na comparação entre as grandes regiões, do 3º para o 4º trimestre de 2016, ocorreu variação positiva no rendimento no Nordeste (2,0%), enquanto nas demais o quadro foi de estabilidade. Em relação ao quarto trimestre de 2015 não foi registrada nenhuma variação significativa no rendimento.
Massa de rendimento real cresce 2,0% na Região Sul
No 4º trimestre de 2016, a massa de rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimada em R$ 180,0 bilhões, uma elevação de 1,2% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o 4º trimestre de 2015 (R$ 182,2 bilhões), esta estimativa não apresentou variação estatisticamente significativa.
A região Sudeste apresentou a maior massa de rendimento real ao longo da série histórica, tendo registrado R$ 93,2 bilhões no 4º trimestre de 2016. Na comparação com o 3º trimestre de 2016, apenas a região Sul apresentou variação na massa de rendimento (alta de 2,0%). Em relação ao 4º trimestre do ano anterior, as regiões Norte e Nordeste registraram declínios de 5,0% e 3,5% na massa de rendimentos e as demais regiões mantiveram-se estáveis.
Taxa de desocupação de pretos e pardos fica acima da média nacional
As taxas de desocupação das pessoas de cor preta (14,4%) e parda (14,1%) ficaram acima da média nacional (12,0%) no 4º trimestre de 2016, enquanto a dos brancos situou-se em 9,5%. No 1º trimestre de 2012, quando a taxa média foi estimada em 7,9%, a dos pretos correspondia a 9,7%; a dos pardos a 9,1% e a dos brancos era 6,6%.
O contingente dos desocupados no Brasil no 4º trimestre de 2012 foi estimado em 6,7 milhões de pessoas. Os pardos representavam 52,4% dessa população, seguidos dos brancos (37,5%) e dos pretos (9,6%). No 4º trimestre de 2016, esse contingente subiu para 12,3 milhões de pessoas, e a participação dos pardos passou para 52,7%; a dos brancos para 35,6%; e a dos pretos subiu para 11,0%.
O contingente de ocupados (90,3 milhões de pessoas) era composto no 4º trimestre de 2016 por, 41,7 milhões que se declararam de cor branca (46,2%); 39,6 milhões de cor parda (43,9%) e 8,1 milhões de cor preta (8,9%). No 4º trimestre de 2012, a população que se declarou branca representava 48,0% do total, a parda, 43,8%, e a preta, 7,5%.
O rendimento médio real habitualmente recebido pelas pessoas ocupadas no país foi estimado no 4º trimestre de 2016 em R$ 2.043. O rendimento dos brancos foi estimado em R$ 2.660 (acima da média nacional), o dos pardos em R$ 1.480 e o dos pretos em R$ 1.461 (abaixo da média nacional).

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3379

CIA VALE DO RIO DOCE. 21/02/2017. Resultado da Vale 2016. A receita líquida totalizou US$ 29,4 bilhões em 2016, ficando 14,7% maior do que os US$ 25,6 bilhões em 2015
​A Vale registrou forte desempenho econômico-financeiro em 2016 com um sólido desempenho operacional e recordes anuais de produção, tais como: (a) produção anual de minério de ferro[1] de 348,8 Mt; (b) produção de 148,1 Mt em Carajás; (c) produção de níquel de 311.000 t; (d) produção de cobre de 453.100 t; (e) produção de cobalto de 5.799 t; (f) produção de ouro como subproduto do concentrado de cobre e de níquel de 483.000 oz; (g) produção de carvão em Moatize de 5,5 Mt. 
A receita líquida totalizou US$ 29,363 bilhões em 2016, ficando 14,7% maior do que os US$ 25,609 bilhões em 2015. O aumento da receita líquida deveu-se, principalmente, aos maiores preços de finos de minério de ferro (US$ 2,966 bilhões), maiores volumes de venda de minério e pelotas (US$ 715 milhões) e metais básicos (US$ 407 milhões), parcialmente compensado pelos menores preços de metais básicos (US$ 431 milhões).
 
A receita líquida trimestral totalizou US$ 9,694 bilhões no 4T16, ficando 32,4% maior do que no 3T16. O aumento da receita líquida foi, principalmente, devido aos maiores preços de finos de minério de ferro e pelotas (US$ 1,613 bilhão), de carvão (US$ 200 milhões) e metais básicos (US$ 123 milhões), e aos maiores volumes de minerais ferrosos (US$ 441 milhões), metais básicos (US$ 58 milhões) e carvão (US$ 13 milhões).
 
Os custos e despesas caíram US$ 1,841 bilhão[2] para US$ 17,379 bilhões em 2016, principalmente devido: (a) ao impacto da variação cambial no CPV e no SG&A (US$ 399 milhões); (b) às iniciativas de redução de custo (US$ 1,623 bilhão); (c) à redução de despesas de (US$ 387 milhões). Essas reduções foram parcialmente compensadas pelo maior volume de vendas (US$ 942 milhões).
Os custos e despesas trimestrais, líquidos de depreciação, foram de US$ 5,003 bilhões no 4T16, aumentando 16,3% em comparação com os US$ 4,301 bilhões no 3T16, devido a maiores custos (US$ 362 milhões) e maiores despesas (US$ 255 milhões)[3]. O aumento ocorreu, principalmente, devido a maiores custos de frete e a alguns efeitos não recorrentes como, por exemplo, o acordo coletivo dos nossos empregados no Brasil e a maior provisão de participação dos resultados, que foi impactada pelo forte aumento dos preços das commodities no final do ano, levando a uma provisão significativamente superior às registradas nos trimestres anteriores.
 
O EBITDA ajustado foi de US$ 12,181 bilhões[4] em 2016, ficando 72,0% acima dos US$ 7,081 bilhões registrados em 2015, principalmente em função dos melhores resultados do EBITDA de Minerais Ferrosos (US$ 4,577 bilhões), Metais básicos (US$ 460 milhões) e Carvão (US$ 454 milhões). A margem EBITDA ajustado foi de 41,5% em 2016, melhorando em relação dos 27,7% registrados em 2015.
O EBITDA trimestral ajustado foi de US$ 4,770 bilhões no 4T16, ficando 57,8% acima do 3T16 principalmente em função dos melhores resultados do EBITDA de Minerais Ferrosos (US$ 1,616 bilhão) e Carvão (US$ 163 milhões). A margem EBITDA ajustado foi de 49,2% no 4T16, melhorando em relação aos 41,3% do 3T16
 
Os investimentos totalizaram US$ 1,408 bilhão no 4T16 e US$ 5,482 bilhões em 2016, caindo US$ 2,919 bilhões na comparação com 2015. Os investimentos na execução de projetos somaram US$ 614 milhões e US$ 3,179 bilhões, no 4T16 e em 2016, respectivamente. Investimentos na manutenção das operações existentes alcançaram os valores de US$ 794 milhões e US$ 2,302 bilhões no 4T16 e em 2016, respectivamente. O projeto S11D iniciou suas operações em dezembro de 2016 com o primeiro embarque, em janeiro de 2017, de minério de ferro de S11D blendado com o minério das outras minas do Sistema Norte.
 
Em 2016, anunciamos US$ 3,842 bilhões em venda de ativos com: (a) US$ 2,500 bilhões provenientes da venda dos ativos de Fertilizantes[5]; (b) US$ 820 milhões de mais uma transação de goldstream; (c) US$ 269 milhões da venda de três navios VLOCs; (d) US$ 140 milhões da venda de quatro navios capesizes; (e) US$ 113 milhões da conclusão da venda da Mineração Paragominas.
O lucro líquido totalizou US$ 3,982 bilhões em 2016 contra um prejuízo líquido de US$ 12,129 bilhões em 2015. O aumento de US$ 16,111 bilhões deveu-se, principalmente: (a) à maior margem EBITDA (US$ 5,100 bilhões), (b) aos maiores ganhos com variação cambial e monetária (US$ 10,629 bilhões); (c) ao menor impairment de ativos não circulantes e contratos onerosos (US$ 6,014 bilhões). O aumento foi parcialmente compensado por maiores impostos (US$ 7,251 bilhões) devido ao lucro líquido registrado no período.
 
Os impairments em ativos e o reconhecimento de contratos onerosos de operações continuadas tiveram perda de US$ 2,912 bilhões em 2016 contra US$ 8,926 bilhões em 2015. Os impairments foram impactados: (a) pelo acordo de venda dos ativos de Fertilizantes por US$ 2,5 bilhões, divulgado em dezembro de 2016 (US$ 1,738 bilhão); (b) pelo menor preço projeto de certos produtos que reduziram o valor recuperável dos ativos da Vale Newfoundland and Labrador – VNL (US$ 631 milhões) e da Vale Nova Caledônia – VNC (US$ 284 milhões); (c)  pela provisão relacionada aos contratos de volume mínimo garantido para serviços portuários no Sistema Centro-Oeste (US$ 183 milhões) e para fornecimento de minério de manganês (US$ 74 milhões), o que foi parcialmente compensado pela reversão do impairment  devido à decisão de reiniciar as operações de São Luís no início de 2018 (US$ 160 milhões).
 
Os impairments dos ativos e operações descontinuadas, sem efeito caixa, totalizaram US$ 1,738 bilhão como resultado da diferença do valor de carregamento e do valor recuperável dos ativos de Fertilizantes mantidos para a venda.
 
O lucro líquido totalizou US$ 525 milhões no 4T16 contra um lucro líquido de US$ 575 milhões no 3T16, caindo US$ 50 milhões, como resultado do impairment dos ativos não circulantes e do reconhecimento de contratos onerosos de operações continuadas (US$ 2,912 bilhões), que foram parcialmente compensados pelo maior EBITDA (US$ 1,151 bilhão).
 
No 4T16, o fluxo de caixa das operações somou US$ 3,715 bilhões, ficando US$ 1,055 bilhão menor que o EBITDA devido ao impacto negativo do aumento das contas a receber no 4T16 em comparação com o 3T16.  Isto se deveu principalmente: (a) às faturas finais de minério de ferro ainda não recebidas; (b) à concentração de volumes de vendas de minério de ferro faturados com preços provisórios no final do 4T16 (vendas ainda não recebidas); (c) aos preços maiores do que os provisórios, devido ao aumento de preço no 4T16 contra o 3T16. A variação do capital de giro dever ter um impacto positivo nos fluxos de caixa no 1T17 à medida que forem recebidas as vendas durante o trimestre.
 
A dívida líquida em 31 de dezembro de 2016 diminuiu para US$ 25,075 bilhões contra US$ 25,234 bilhões em 31 de dezembro de 2015, com uma posição de caixa de US$ 4,280 bilhões em 31 de dezembro de 2016. O prazo médio da dívida em 31 de dezembro de 2016 foi de 7,9 anos e o custo médio foi de 4,63% por ano. O índice de endividamento melhorou significativamente de 4,1x em 31 de dezembro de 2015 para 2,4x em 31 de dezembro de 2016.
 
Em 2016, a Vale distribuiu R$ 857 milhões (US$ 250 milhões) em dividendos sob a forma de juros sobre o capital próprio. O Conselho de Administração aprovou, para posterior encaminhamento à Assembleia Geral Ordinária de Acionistas, a distribuição adicional de R$ 4,667 bilhões até o fim de abril de 2017 sob a forma de juros sobre o capital próprio.
 
Os principais destaques da performance da Vale por segmento foram:
 
O EBITDA do segmento de Minerais Ferrosos aumentou 78% em 2016 em relação a 2015, principalmente devido aos maiores preços e aos ganhos de competitividade.
  •  O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos totalizou US$ 10,476 bilhões em 2016, ficando US$ 4,577 bilhões acima dos US$ 5,899 bilhões registrados em 2015, principalmente como resultado de maiores preços de mercado (US$ 2,727 bilhões) e ganhos de competitividade (US$ 1,259 bilhões).
  •  O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos, excluindo manganês e ferroligas, foi de US$ 30,5/t em 2016, ficando 73% maior que os US$ 17,7/t registrados em 2015, o que posicionou a Vale acima ou no mesmo patamar que seus principais competidores australianos, apesar da desvantagem geográfica.
  •  O fluxo de caixa conforme mensurado pelo EBITDA ajustado menos investimentos em projetos de capital e manutenção foi de US$ 7,299 bilhões em 2016, ficando US$ 6,277 bilhões (559%) acima dos US$ 952 milhões registrados em 2015.
  •  O volume de vendas de finos de minério de ferro aumentou 5% em relação aos 276,4 Mt de 2015, atingindo 289,9 Mt em 2016, como resultado do melhor desempenho operacional do Sistema Norte.
  •  O preço CFR/FOB realizado em base úmida (wmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) aumentou em US$ 9,8/wmt, passando de US$ 44,6/wmt em 2015 para US$ 54,4/wmt em 2016, enquanto o IODEX 62% aumentou US$ 3,0/dmt, principalmente devido às iniciativas de marketing e comerciais, ao impacto positivo da diferença dos sistemas de preço e ao aumento das vendas do Sistema Norte.
  •   O custo caixa C1 FOB porto por tonelada métrica de finos de minério de ferro em BRL reduziu 7%, passando de R$ 49,3/t em 2015 para R$ 45,9/t em 2016, apesar das pressões inflacionárias de 6,3%[6], principalmente em razão do melhor desempenho operacional e das iniciativas de redução de custos em curso.
  •   O custo unitário de frete marítimo de minério de ferro por tonelada métrica foi de US$ 12,2/t em 2016, ficando US$ 3,8/t menor do que os US$ 16,0/t registrados em 2015, devido, principalmente, aos menores preços de bunker oil (US$ 1,7/t) e menores níveis de frete spot (US$ 0,7/t).

O EBITDA trimestral do segmento de Minerais Ferrosos aumentou 65% no 4T16 contra 3T16, principalmente devido aos maiores preços realizados e maiores volumes de venda
  •  O EBITDA ajustado de Minerais Ferrosos totalizou US$ 4,109 bilhões no 4T16, ficando US$ 1,616 bilhão maior do que os US$ 2,493 bilhões do 3T16, principalmente como resultado de maiores preços realizados (US$ 1,647 bilhão) e de maiores volumes de venda (US$ 247 milhões), que foram parcialmente compensados por maiores custos e despesas[7] (US$ 354 milhões).
  •   O EBITDA ajustado de minério de ferro por tonelada foi de US$ 42,2/t no 4T16, ficando 58% maior do que os US$ 26,8/t registrados no 3T16, principalmente como resultado do maior preço CFR/FOB wmt.
  •  O preço CFR referência em base úmida (wmt) de finos de minério de ferro da Vale (ex-ROM) aumentou 36,5% (US$ 18,6/t), passando de US$ 50,9/wmt no 3T16 para US$ 69,5/wmt no 4T16[8], enquanto a média do IODEX 62% aumentou 20,8% no 4T16 em relação ao 3T16, principalmente devido aos impactos positivos do sistema de preço provisório.
  •  O custo caixa C1 FOB porto ex-royalties por tonelada métrica de finos de minério de ferro aumentou US$ 1,4/t de US$ 13,0 para US$ 14,4/t no 4T16, principalmente como resultado de eventos não recorrentes (US$ 0,9/t), tais como: ajuste de estoque, acordo coletivo com nossos empregados no Brasil e maior provisão de participação nos resultados, que foi impactada pelo aumento significativo dos preços da commodities no final de 2016.
  •  O break-even de EBITDA para minério de ferro e pelotas, medido pelos custos caixa e despesas unitários entregues na China, reduziu-se em US$ 5,7/dmt em relação a 2015, passando a ser de US$ 28,9/dmt em 2016.
  •  O custo unitário do frete marítimo de finos de minério de ferro foi de US$ 13,2/t no 4T16, ficando US$ 1,2/t acima do 3T16, principalmente devido aos impactos negativos: (a) dos maiores preços de bunker oil (US$ 0,5/t); (b) do aumento frete spot (US$ 0,2/t); (c) dos maiores custos com frete contratados para substituir a capacidade dos navios vendidos[9] (US$ 0,2/t).

O EBITDA do segmento Metais Básicos aumentou significativamente em 2016 como resultado de menores custos e despesas apesar dos menores preços.
  • O EBITDA ajustado de Metais Básicos foi de US$ 1,848 bilhão em 2016, ficando US$ 460 milhões acima do US$ 1,388 bilhão registrado em 2015, positivamente impactado pelos menores custos e despesas (US$ 618 milhões), maiores volumes (US$ 148 milhões) e variação cambial (US$ 126 milhões), que foram parcialmente compensados pelos menores preços dos Metais Básicos (US$ 431 milhões).
  •  Os preços de Metais Básicos foram extremamente impactados pelos menores preços de níquel e cobre na LME, que caíram 19% e 11%, respectivamente, em 2016, quando comparados com 2015.
  •  O EBITDA de Salobo totalizou US$ 736 milhões[10] em 2016, significando um aumento de US$ 135 milhões em comparação com 2015, principalmente devido aos maiores volumes[11] (US$ 92 milhões).
  •  Salobo atingiu um recorde anual de produção de 175.900 t em 2016 após ter completado seu ramp-up e ter alcançado a sua capacidade nominal em setembro de 2016.
  •  O EBITDA ajustado de VNC foi negativo em US$ 169 milhões em 2016, melhorando US$ 240 milhões quando comparado ao resultado negativo de US$ 409 milhões em 2015, a despeito da redução de 19% nos preços de níquel.
  •  Os custos unitários líquidos dos créditos de subprodutos alcançaram US$ 11.017/t no final de 2016, quando comparados com US$ 17.380/t no final de 2015.

O EBITDA trimestral do segmento Metais Básicos aumentou com maiores preços de níquel e cobre.
  • O EBITDA ajustado de Metais Básicos foi de US$ 543 milhões, ficando US$ 93 milhões acima do 3T16[12]como resultado de maiores preços (US$ 123 milhões) e variação cambial (US$ 17 milhões), que foram parcialmente compensados pelos maiores custos[13] (US$ 21 milhões) e SG&A (US$ 13 milhões).
  •  O EBITDA de Salobo totalizou US$ 203 milhões, representando um aumento de US$ 72 milhões em comparação com o 3T16 (excluindo o impacto positivo da transação de goldstream no 3T16), principalmente devido aos menores custos e despesas (US$ 31 milhões), maiores preços (US$ 27 milhões) e maiores volumes (US$ 11 milhões).
  •  Salobo atingiu um recorde trimestral de produção de 49.800 t no 3T16 e uma produção mensal recorde de 17.500 t em dezembro de 2016.
  •  O EBITDA ajustado de VNC foi negativo em US$ 32 milhões no 4T16, melhorando quando comparado aos US$ 39 milhões negativos do 3T16, como resultado de menores custos.
  •  Os custos unitários líquidos dos créditos de subprodutos alcançaram US$ 11.017/t no 4T16, enquanto no 3T16 atingiram US$ 12.425/t, refletindo menores custos com manutenção (US$ 11 milhões) no 4T16.
O EBITDA do segmento de Carvão melhorou significativamente em 2016, com o EBITDA    do carvão transportado por Nacala atingindo US$ 110 milhões.
  • O EBITDA ajustado de carvão melhorou significativamente, passando de negativo em US$ 508 milhões em 2015 para negativo em US$ 54 milhões em 2016, como resultado dos ramp-ups do Corredor Logístico de Nacala e Moatize II e do aumento significativo nos preços de carvão.
  •  O EBITDA ajustado no porto de Nacala atingiu US$ 110 milhões em 2016.
  •  O volume transportado na ferrovia de Moçambique atingiu 8,8 Mt em 2016, ficando 113% maior do que os 4,1 Mt registrados em 2015, enquanto o volume embarcado totalizou 8,7 Mt em 2016, sendo 136% maior do que os 3,7 Mt registrados em 2015, como resultado do ramp-up do Corredor Logístico de Nacala.

O EBITDA do segmento de Carvão melhorou significativamente para US$ 156 milhões no 4T16 como resultado de maiores preços de carvão.
  •  O EBITDA ajustado de carvão melhorou significativamente, atingindo US$ 156 milhões em comparação com o resultado negativo de US$ 7 milhões no 3T16. O aumento de US$ 163 milhões foi resultado de maiores preços (US$ 200 milhões), que foram parcialmente compensados pelos maiores custos e despesas[14] (US$ 43 milhões), principalmente em Carborough Downs (US$ 34 milhões).
  •  O volume vendido de carvão metalúrgico atingiu 1,38 Mt no 4T16, representando um aumento de 19,6% em relação ao 3T16, como resultado do ramp-up de Moatize II, enquanto o volume de vendas de carvão térmico totalizou 1,12 Mt no 4T16, ficando 11,9% menor do que no 3T16, como resultado de maiores volumes transportados de carvão metalúrgico no Corredor Logístico de Nacala e com o ramp-up de Moatize II.
  •  O preço realizado de carvão[15] aumentou 138%, passando dos US$ 91,04/t registrados no 3T16 para US$ 217,01/t no 4T16, como resultado do aumento significativo dos preços de carvão metalúrgico e dos maiores volumes de vendas baseados no índice.
  • O custo de produção por tonelada de carvão embarcado pelo porto de Nacala[16] aumentou 11%, passando de US$ 87.3/t no 3T16 para US$ 97.8/t no 4T16, como resultado de restrições na oferta de explosivos, que impactaram a produção e a diluição de custos fixos.
  •  A oferta de explosivos foi restabelecida e a performance operacional melhorou, com a produção totalizando 0,6Mt em dezembro de 2016 e atingindo o recorde mensal de 0,8 Mt em janeiro de 2017.
  •  O custo de produção por tonelada de carvão embarcado pelo porto de Nacala[17] caiu  US$ 21,0/t, atingindo US$ 76,8/t em janeiro de 2017 contra US$ 97,8/t registrados no 4T16, como resultado da maior produção e do ramp-up do Corredor Logístico de Nacala.

    [1] Inclui compras de terceiros e exclui produção atribuível à Samarco.
    [2] Líquido dos efeitos: (a) da transação de goldstream registrada no 1T15 (US$ 230 milhões); (b) da transação de goldstream do 3T16 (US$
    150 milhões); (c) dos ajustes de Asset Retirement Obligations (ARO) registrado no 4T15 (US$ 331 milhões) e no 4T16 (US$ 37 milhões).
    [3] Líquido dos efeitos positivos não recorrentes da transação de goldstream no 3T16 (US$ 150 milhões) e do ajuste de ARO no 4T16 (US$
    37 milhões).
    [4] Incluindo US$ 150 milhões da transação de goldstream.
    [5] Esperamos concluir a venda até o fim de 2017.
    [6] IPCA 2016.
    [7] Após ajustar os efeitos de maiores volumes de venda e variação cambial.
    [8] Após ajustar umidade e o efeito das vendas FOB, que totalizaram 32% do total de volume de vendas no 4T16.
    [9] Três Valemax foram vendidos em agosto 2016 e dois capesizes em dezembro de 2016, com os dois capesizes
    remanescentes entregues ao novo proprietário em janeiro de 2017
    [10] Inclui US$ 150 milhões da transação de goldstream.
    [11] Incluindo subprodutos.
    [12] Valor do 3T16 está líquido do efeito positivo não recorren te da transação de goldstream (US$ 150 milhões).
    [13] Após ajustar impacto de volumes.
    [14] Após ajustar os efeitos de volumes e variação cambial.
    [15] Considera o carvão metalúrgico de Moçambique e Carborough Downs.
    [16] Custo caixa FOB porto (mina, planta, ferrovia e porto).
    [17] Custo caixa FOB porto (mina, planta, ferrovia e porto).

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.vale.com/Paginas/Releases.aspx?r=Resultado_da_Vale_2016&s=Financas&rID=1935&sID=5

REUTERS. 23/02/2017. EXCLUSIVO-Trump diz que tarifa alfandegária proposta por republicanos pode impulsionar emprego nos EUA

WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se mostrou favorável nesta quinta-feira a um tarifa alfandegária de ajuste para impulsionar as exportações que está sendo proposta por republicanos no Congresso, mas não endossou especificamente a proposta.

Trump já havia enviado sinais mistos sobre a proposta central do plano republicano de mudança tributária nos EUA pela primeira vez em mais de 30 anos.

"Isso poderia levar a mais empregos nos Estados Unidos", disse Trump em entrevista à Reuters, usando sua linguagem mais positiva até hoje sobre a proposta.

Trump tinha mandado sinais conflitantes sobre sua posição em relação à tarifa alfandegária de ajuste em entrevistas separadas da mídia em janeiro, dizendo em uma entrevista que era "muito complicado" e em outra que ainda estava na mesa.

"Eu certamente apoio uma forma de tarifa alfandegária", disse ele à Reuters na quinta-feira. "O que vai acontecer é que as empresas vão voltar aqui, vão construir suas fábricas e vão criar muitos empregos e não há imposto."

Trump também afirmou que seu governo vai cuidar da reforma tributária depois de lidar com Obamacare, o sistema de seguro de saúde posto em prática por seu antecessor, Barack Obama.

(Por Steve Holland e David Morgan)

________________

LGCJ.: