US ECONOMICS
FED. October 12, 2016. Minutes of the Federal Open Market Committee, September 20-21, 2016
The Federal Reserve Board and the Federal Open Market Committee on Wednesday released the attached minutes of the Committee meeting held on September 20-21, 2016. A summary of economic projections made by Federal Reserve Board members and Reserve Bank presidents for the meeting is also included as an addendum to these minutes.
The minutes for each regularly scheduled meeting of the Committee ordinarily are made available three weeks after the day of the policy decision and subsequently are published in the Board’s Annual Report. The descriptions of economic and financial conditions contained in these minutes and in the Summary of Economic Projections are based solely on the information that was available to the Committee at the time of the meeting.
FOMC minutes: http://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/files/fomcminutes20160921.pdf
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IMF. 10/04/2016. World Economic Outlook Report, October 2016
A Survey by the IMF staff usually published twice a year. It presents IMF staff economists' analyses of global economic developments during the near and medium term. Chapters give an overview as well as more detailed analysis of the world economy; consider issues affecting industrial countries, developing countries, and economies in transition to market; and address topics of pressing current interest. Annexes, boxes, charts, and an extensive statistical appendix augment the text.
IMF World Economic Outlook (WEO), October 2016: Subdued Demand: Symptoms and Remedies
Description: Global growth is projected to slow to 3.1 percent in 2016 before recovering to 3.4 percent in 2017. The forecast, revised down by 0.1 percentage point for 2016 and 2017 relative to April, reflects a more subdued outlook for advanced economies following the June U.K. vote in favor of leaving the European Union (Brexit) and weaker-than-expected growth in the United States. These developments have put further downward pressure on global interest rates, as monetary policy is now expected to remain accommodative for longer.
IMF World Economic Outlook (WEO), October 2016: Subdued Demand: Symptoms and Remedies
Description: Global growth is projected to slow to 3.1 percent in 2016 before recovering to 3.4 percent in 2017. The forecast, revised down by 0.1 percentage point for 2016 and 2017 relative to April, reflects a more subdued outlook for advanced economies following the June U.K. vote in favor of leaving the European Union (Brexit) and weaker-than-expected growth in the United States. These developments have put further downward pressure on global interest rates, as monetary policy is now expected to remain accommodative for longer.
FULL DOCUMENT: http://www.imf.org/external/pubs/ft/weo/2016/02/
BLOOBERG-BRASIL. ANÁLISE. Ainda restam motivos para cautela do BC com juros?
Por Josué Leonel.
A aprovação da medida que limita o crescimento dos gastos do governo foi recebida de maneira positiva, mas sem festa, no mercado. A expressiva vitória do governo Temer, aprovando a PEC sem alterações e com 58 votos a mais do que o necessário, amplia a chance de o Copom cortar a Selic em 0,50 ponto percentual na semana que vem. Mas a incerteza com os juros do Fed americano pode ser um dos fatores que seguem travando um pouco esta aposta mais otimista.
A aprovação da PEC ocorreu da “melhor maneira possível” e completa as condições citadas pelo próprio BC para aliviar a política monetária, diz Thiago Carlos, do UBS Brasil. O economista lembra que as outras duas condições citadas pelo BC já tinham melhorado antes, com a alta dos alimentos sendo revertida para deflação e os preços de serviços mostrando desaceleração. Carlos espera um corte da Selic de 0,50 pp na próxima semana, iniciando um ”longo ciclo” de redução dos juros.
A aprovação do teto de gastos permite não apenas ao BC baixar a Selic em 0,50 pp agora como abre caminho a um ciclo “agressivo” de cortes, diz o economista-chefe do Banco Fibra, Cristiano Oliveira. O economista prevê 500 pontos base de corte nos próximos doze meses, o que levaria a Selic para 9,25%, contra os 14,25% atuais. De acordo com Oliveira, a aprovação da PEC em 1º turno e ”sem desidratação” era condição fundamental para o BC começar a cortar os juros.
A aprovação da PEC ontem foi uma “votação espetacular”, na qual o governo deu demonstração de força e controle de sua base no Congresso, diz Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos. A aprovação da medida “em tempo recorde e sem modificações” mostra que há uma folga para conduzir reformas mais desafiadoras, como a da Previdência, que também exige 308 votos para passar na Câmara, diz a economista.
Mesmo com a aprovação da PEC e os números recentes mais positivos da inflação, o mercado de juros futuros ainda hesita em abraçar mais convictamente a aposta em um corte mais avantajado da Selic na semana que vem. Os contratos na BM&F ainda mostram um investidor dividido entre as projeções de corte de 0,25 pp e 0,50 pp, contrastando com a recepção mais positiva dos analistas à aprovação da PEC.
Especificamente hoje, o principal motivo para a cautela vem do exterior. O dólar sobe contra a maioria das moedas e as bolsas caem com o avanço das apostas em alta dos juros do Fed em dezembro. Para Luciano Rostagno, estrategista-chefe do Banco Mizuho, um aperto monetário nos EUA pode pressionar o câmbio, o que seria um fator de preocupação para o BC. Afinal, uma eventual alta do dólar poderia gerar pressão inflacionária.
Outro ponto de cautela, segundo Rostagno, é a questão do horizonte que o BC vai considerar na decisão da semana que vem, se será voltado para atingir a meta de inflação em 2017 ou 2018. Em pronunciamentos recentes, o BC disse que essa mira não é estática e que muda com o tempo.
Como a inflação de 2018 está mais bem ancorada à meta de 4,5% do que a de 2017, se o BC voltar sua mira para o horizonte mais longo, o espaço para corte dos juros já neste Copom de outubro será maior. Caso o BC insista no horizonte de 2017, contudo, a aposta em um corte maior da Selic – a não ser que as projeções do BC para a inflação no ano que vem tenham caído – pode ter de esperar as reuniões seguintes.
Se os juros do Fed e a mira do BC geram dúvidas, o alto desemprego e a recessão reforçam o cenário para o BC cortar juros, diz Carlos, do UBS. “O mercado de trabalho, com o desemprego perto de 12%, não representa risco de pressão inflacionária”. Embora os índices de confiança tenham melhorado após o impeachment, a melhora da atividade está demorando para se materializar, o que, combinado ao encaminhamento das reformas, ajuda a manter o caminho aberto para o Copom. “O governo está entregando e não vejo porque o BC postergar uma queda mais expressiva”, diz Solange, da ARX.
O varejo paulista deve contratar mais trabalhadores temporários no final de 2016 do que no mesmo período de 2015. A expectativa é que sejam admitidos cerca de 20 mil funcionários, contra 15 mil contratados em 2015, prevê a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Essas admissões, que visam atender o movimento mais intenso de clientes decorrente das festas de final de ano, devem se concentrar principalmente no varejo de vestuário, tecidos e calçados (50%), supermercados (25%), lojas de eletrodomésticos e eletrônicos, móveis e decoração e farmácias e perfumarias.
Essa tendência é resultado da franca recuperação dos índices de confiança de consumidores e empresários, e também do indicador de intenção de consumo das famílias (e consequentemente vendas do comércio varejista).
Segundo a assessoria técnica da Entidade, normalmente as contratações temporárias começam em outubro e ganham força em novembro, mês que historicamente registra a maior geração líquida de vagas formais (admissões menos desligamentos) no setor. Já a maior parte dos desligamentos ocorre em dezembro e janeiro, já que nem todos os empregados temporários são absorvidos pelas empresas.
Histórico
A previsão reverte o cenário que estava negativo desde o final de 2014 - o saldo acumulado entre outubro daquele ano e janeiro de 2015 foi negativo pela primeira vez na história (- 4.100 vagas). De acordo com a Federação, foi um reflexo do desaquecimento das vendas do comércio e das perspectivas negativas que já se desenhavam para 2015.
O cenário deteriorou-se significativamente no ano passado por causa da inflação elevada, do aumento dos juros, da instabilidade política e do rápido crescimento do desemprego. A queda das receitas somada ao aumento dos custos e à falta de perspectiva de recuperação das vendas levou os empresários do comércio a reduzirem despesas, o que, em muitos casos, significou a diminuição do quadro de funcionários.
Em 2016, mesmo com o resultado ruim do mercado de trabalho do varejo paulista no primeiro trimestre, observou-se que a partir de março houve amenização dos saldos negativos, até culminar com o primeiro desempenho positivo do ano em julho, com a criação de 401 vagas.
FECOMÉRCIO. 10/10/2016. Faturamento do setor de serviços paulistano atinge R$ 22 bilhões e recua 2,5% em julho, aponta FecomercioSP. Segundo pesquisa da Entidade, receita do setor ficou R$ 571,2 milhões abaixo do apurado no mesmo mês de 2015. Construção civil registrou uma das retrações mais expressivas no faturamento de serviços do município, com variação negativa de dois dígitos: - 27,1%.
O faturamento real do setor de serviços na capital paulista atingiu R$ 22 bilhões em julho, queda de 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em termos monetários representa R$ 571,2 milhões abaixo do montante apurado em julho de 2015. No acumulado dos últimos 12 meses, entre agosto de 2015 e julho de 2016, o setor de serviços registrou queda de 4,3%, a 11ª consecutiva neste comparativo.
Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), que traz o primeiro indicador mensal de serviços em âmbito municipal, elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados de arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) do município de São Paulo, fornecidos pela Secretaria Municipal de Finanças e Desenvolvimento Econômico. O município de São Paulo tem grande relevância nos resultados estaduais e nacionais do setor de serviços, representando aproximadamente 20% da receita total gerada no País.
Das 13 atividades analisadas, oito registraram queda na comparação com o mesmo período de 2015. As retrações mais expressivas, com variação negativa de dois dígitos, foram vistas nas atividades de construção civil (-27,1%), mercadologia e comunicação (-16,8%) e técnico-científico (-11,8%). Somadas, essas três atividades impactaram negativamente em 2,1 pontos porcentuais (p.p.) no resultado geral.
Por outro lado, os melhores desempenhos permaneceram nos serviços de saúde (17,8%) e turismo, hospedagem, eventos e assemelhados (28%). Juntas, as atividades contribuíram para o desempenho geral em 2,1 p.p.. De acordo com a FecomercioSP, a alta nas receitas dos serviços relacionados ao setor de saúde se deu pela pressão de custos em decorrência da inflação e do dólar elevados. Parte deste serviço depende de matéria-prima importada.
A Entidade destaca também que com o crescimento da inflação e do desemprego, o padrão de consumo das famílias mudou. Com isso, a procura por serviços particulares aumentou em função da ausência de plano de saúde por restrições orçamentárias. Em julho, de acordo com o Índice de Preços de Serviços (IPS) da FecomercioSP, os preços do grupo saúde e cuidados pessoais registraram alta de 0,96% e acumulam no ano elevação de 7,77%. Em doze meses, o segmento acumula variação positiva de 12,54%. Hospitalização e cirurgia, exames de imagem e plano de saúde são os itens que têm pressionado a alta de preços do grupo saúde.
Ainda segundo a Federação, o resultado positivo do turismo se deu pelo crescimento de viagens internas no País, impulsionadas por conta da crise e do dólar alto. A cidade de São Paulo, que é reconhecida pelo turismo de negócios e eventos, atraiu turistas corporativos, além da realização dos Jogos Olímpicos Rio 2016, que também influenciou a arrecadação da cidade. No acumulado do ano a atividade registra alta de 10,7% no faturamento real, que atingiu R$ 4,5 bilhões.
Expectativa
A expectativa da FecomercioSP é de que até o fim de 2016 as quedas no setor de serviços desacelerem, devido também a uma base de comparação fraca. De acordo com a Entidade, essa expectativa se dá pela melhora dos resultados dos indicadores antecedentes, como os Índices de Confiança e Intenção de Consumo, que estão se elevando nos últimos meses. A sinalização de que reformas mais profundas ocorrerão posteriormente refletem o otimismo dos consumidores e empresários. Vale ressaltar que os indicadores de confiança antecipam o comportamento dos agentes econômicos, de maneira que eles anteciparam a atual crise e já indicam que 2017 será um ano melhor.
A Federação avalia ainda que os piores momentos econômicos no Brasil estão sendo deixados para trás. Com a realização dos ajustes na política econômica, a aprovação do teto da meta de gastos do governo além da convergência da inflação para a meta e início de queda de juros, os investimentos deverão ser retomados, gerando emprego e renda, variáveis fundamentais para o setor de serviços.
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LGCJ.: