CEPAL. 12/10/2016. Actividad económica de América Latina y el Caribe se contraerá -0,9% en 2016 y crecerá 1,5% en 2017. CEPAL actualizó sus proyecciones de crecimiento para los países de la región. Brasil: -3,4%
La Comisión Económica para América Latina y el Caribe (CEPAL) revisó las proyecciones de crecimiento de la actividad económica de la región para 2016 y espera una contracción promedio de -0,9% en América Latina y el Caribe durante este año. Para 2017 se prevé un repunte en la dinámica económica con un crecimiento promedio de 1,5%, según informó hoy el organismo de las Naciones Unidas mediante un comunicado de prensa.
Las proyecciones para 2017 dan cuenta de un entorno global que se prevé más auspicioso que el de 2015 y 2016. Los precios de las materias primas evidenciarían en 2017 mejoras con respecto a los niveles promedio del 2016 y se espera que el crecimiento de los socios comerciales de los países de la región sea mayor.
Al igual que en 2016, durante 2017 la dinámica del crecimiento mostrará marcadas diferenciadas entre países y subregiones, indica la CEPAL. Las economías de América del Sur, especializadas en la producción de bienes primarios, en especial petróleo, minerales y alimentos, registrarán un crecimiento promedio en 2017 de 1,1% que contrasta con la contracción esperada de -2,2% en 2016.
En tanto, para las economías de Centroamérica se espera una tasa de crecimiento de 4,0% para 2017, por encima del 3,7%, proyectado para 2016. Si se toma Centroamérica más México las proyecciones son de 2,5% para 2016 y 2,6% para 2017. En el Caribe de habla inglesa u holandesa se estima un crecimiento promedio de 1,4% para 2017, cifra que contrasta positivamente con la contracción esperada de -0,3% para 2016.
Según la CEPAL, para sostener el mayor crecimiento esperado en 2017 se requiere dinamizar la inversión e incrementar la productividad para mantener una senda de crecimiento sostenido. En este contexto la inversión en infraestructura y en innovación tecnológica deben jugar un papel primordial.
Asimismo, para proteger los avances sociales logrados en años recientes el organismo señala que se requieren políticas que mantengan la inversión social y productiva en un marco de ajustes fiscales inteligentes. Agrega que se debe procurar la sostenibilidad de las finanzas públicas de la región, con políticas que tomen en cuenta tanto el impacto sobre la capacidad de crecimiento en el largo plazo, como sobre las condiciones sociales de los habitantes de la región.
Ante la contracción económica actual, la CEPAL reafirma que la región necesita un cambio estructural progresivo con un gran impulso ambiental que promueva un desarrollo basado en la igualdad y la sostenibilidad ambiental, con políticas de inversiones públicas y privadas coordinadas en distintas áreas para redefinir los patrones energéticos, de producción y consumo, basados en el aprendizaje y la innovación. De esta forma se avanzará hacia el cumplimiento de los Objetivos de Desarrollo Sostenible de la Agenda 2030.
DOCUMENTO: http://www.cepal.org/sites/default/files/pr/files/tabla_proyecciones_octubre2016.pdf
IBGE. 13/10/2016. IBGE produz novos indicadores de mercado de trabalho
Com o objetivo de enriquecer as análises sobre o mercado de trabalho e seguindo recomendações internacionais da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o IBGE está disponibilizando para sociedade um conjunto de novos indicadores, resultantes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD Contínua, que captam informações relacionadas à força de trabalho, com resultados, para Brasil, desde o início da série histórica da pesquisa (1º trimestre 2012) até o 2º trimestre de 2016. A partir da divulgação do dia 22 de novembro, os indicadores serão divulgados trimestralmente, com recortes para Brasil, grandes regiões e unidades da federação, com desagregações para algumas características sociodemográficas da população.
Entre os novos indicadores, destacam-se as taxas de subutilização da força de trabalho: A taxa combinada da subocupação por insuficiência de horas e da desocupação trata de pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais, mas que gostariam de trabalhar em um período maior (subocupação por insuficiência de horas); A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial abrange as pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar (força de trabalho potencial); Já a taxa composta da subutilização da força de trabalho engloba as duas taxas anteriores, visando medir como um todo a subutilização da força de trabalho. Integram, ainda, o conjunto de indicadores sobre horas trabalhadas, empregadores e contas-próprias com CNPJ, número de trabalhos, tempo no trabalho, entre outros.
Permanece, sem alterações, a taxa de desocupação da PNAD Contínua, que é divulgada mensalmente para o Brasil, e trimestralmente com recortes regionais. Outras informações sobre os novos indicadores de desocupação da Pnad contínua podem ser obtidas nas Notas Técnicas 01/2016 e 02/2016.
Taxa combinada de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e da desocupação é de 16,0% no 2º tri
No 2º trimestre de 2016, integravam a população na força de trabalho (ocupados + desocupados) 102,4 milhões de pessoas – sendo 90,8 milhões ocupadas e 11,6 milhões desocupados - e a população fora da força de trabalho, com 63,9 milhões de pessoas, totalizando 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais).
Dentro dos 90,8 milhões de pessoas ocupadas, havia um grupo considerado subocupados por insuficiência de horas trabalhadas (pessoas ocupadas com uma jornada de menos de 40 horas semanais), que somavam 4,8 milhões e pessoas, estimativa superior à observada no trimestre anterior (4,2 milhões). Somando-se 11,6 milhões de desocupados e os 4,8 milhões de subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, chega-se a 16,4 milhões de pessoas, o que representava 9,9% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais de idade). No início da pesquisa, em 2012, a soma de desocupados com subocupados por insuficiência de horas chegava a 14,7 milhões de pessoas.
Assim, a taxa combinada da subocupação por insuficiência de horas e da desocupação do 1º trimestre de 2012 (15,3%) apresentou tendência de queda até o 4º tri de 2014. A partir do 1º trimestre de 2015 passou a apresentar elevação desta estimativa, atingindo 14,4% no terceiro trimestre de 2015. No 2º trimestre de 2016, esta estimativa chegou a 16,0%.
A taxa combinada da subocupação por insuficiência de horas e da desocupação é obtida a partir de uma divisão onde o numerador é a soma da população desocupada com a população de subocupados por insuficiência de horas e o denominador é a força de trabalho (população ocupada + população desocupada).
No início da pesquisa, consideravam-se na classificação da subutilização por insuficiência de horas trabalhadas as horas efetivamente trabalhadas, mas a partir do 4º trimestre de 2015 passaram a ser consideradas as horas habitualmente trabalhadas. Segundo resolução da OIT, essa escolha das horas efetivas ou habituais fica a cargo de cada país.
Taxa de força de trabalho potencial é de 16,4% no 2º trimestre de 2016
No 2º trimestre de 2016, a população fora da força de trabalho (não estavam ocupadas e nem buscaram ocupação) totalizava 63,9 milhões de pessoas, sendo 57,7 milhões fora da força de trabalho potencial, mais 6,2 milhões que integram a força de trabalho potencial (pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho, ou que procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar). Isso representava 9,8% das pessoas fora da força.
Somando-se 11,6 milhões de desocupados e 6,2 milhões da força de trabalho potencial, chega-se no 2º trimestre de 2016, a 17,8 milhões de pessoas nesta condição, o que representava 10,7% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais de idade), maior percentual já observado na série.
Assim, a taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial, no 1º trimestre de 2012, foi 14,0%. Até o 4º trimestre de 2014, esta taxa combinada desenhou uma tendência de queda, e a partir daí o quadro foi de elevação desta estimativa, atingindo 16,4% no 2º trimestre de 2016.
A taxa combinada da desocupação e da força de trabalho potencial se obtém a partir de uma divisão onde o numerador é a soma da população desocupada com a força de trabalho potencial e o denominador é a força de trabalho ampliada (população ocupada+ população desocupada + força de trabalho potencial).
Taxa de subutilização da força de trabalho chega 20,9% no 2º trimestre de 2016
Somados, os contingentes de pessoas desocupadas (11,6 milhões), pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas (4,8 milhões) e na força de trabalho potencial (6,2 milhões) totalizavam, no 2º trimestre de 2016, 22,7 milhões de pessoas, o que representava 13,6% do contingente total de 166,3 milhões de pessoas em idade de trabalhar (14 anos ou mais de idade).
Assim, a taxa composta da subutilização da força de trabalho (que agrega a taxa de desocupação, taxa de desocupação por insuficiência de horas e da força de trabalho potencial), no 1º trimestre de 2012, foi 20,9%, e até o 3º trimestre de 2014 desenhou uma tendência de queda. A partir do trimestre seguinte, o quadro foi de elevação desta estimativa, atingindo 18,0% no terceiro trimestre de 2015. No 2º trimestre de 2016, esta estimativa era 20,9%.
A taxa de subutilização da força de trabalho obtém-se a partir de uma divisão onde o numerador é a soma da população desocupada com subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial e o denominador é a força de trabalho ampliada (população ocupada+população desocupada + força de trabalho potencial).
Jornada média cai de 40,5 para 39,1 horas trabalhadas, entre 2012 e 2016
No 2º trimestre de 2016, jornada média semanal de horas trabalhadas ficou em 39,1 horas, o que aponta redução de uma hora na jornada média de trabalho das pessoas ocupadas, quando confrontamos com o 2º trimestre de 2012 (40,1 horas). A distribuição da população ocupada, nos grupos de horas habitualmente trabalhadas em todos os trabalhos, mostrou que 52,5% trabalhavam entre 40 e 44 horas no(s) trabalho(s) que tinha(m) na semana de referência. Para a jornada efetiva, o percentual de trabalhadores neste grupo de horas foi de 49,1%.
Apenas 19,3% dos trabalhadores por conta-própria tinham CNPJ
A partir do 4º trimestre de 2015, a PNAD Contínua passou a investigar, para os trabalhadores por conta própria e os empregadores, se o empreendimento em que trabalhavam na semana de referência tinha registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica - CNPJ, da Secretaria da Receita Federal.
No Brasil, no 2º trimestre de 2016, 7,5 milhões de trabalhadores (por conta própria ou empregadores) informaram que o empreendimento do trabalho que tinham na semana de referência estava registrado no CNPJ. Do contingente de 22,9 milhões de trabalhadores por conta própria, aproximadamente 4,4 milhões (19,3%) trabalhavam em empreendimentos registrados no CNPJ. No 4º trimestre de 2015, este percentual era 19,1%.
No 2º trimestre de 2016, dentre os 3,7 milhões de empregadores, a pesquisa mostrou que, para 3,1 milhões deles, o empreendimento em que trabalhavam na semana de referência contava com esse registro, ou seja, 84,2%. No 4º trimestre de 2015, eram 83,0%.
A análise do registro do empreendimento por grupamentos de atividade mostrou que os grupamentos Outro serviço (15,7%); Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (15,6%); e Alojamento e alimentação (15,0%) foram os que apresentaram os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria ou empregadores com registro no CNPJ, no empreendimento do trabalho que tinha na semana de referência.
Número de trabalhos na semana de referência - No 2º trimestre de 2016, cerca de 2,5 milhões de pessoas (que correspondiam a 2,8% dos ocupados) tinham dois ou mais trabalhos na semana de referência. Há quatro anos, esta estimativa representava 3,5% dos ocupados.
Tempo no trabalho - No 2º trimestre de 2016, cerca de 70% das pessoas ocupadas estavam há pelo menos dois anos no trabalho que tinham na semana de referência. Este percentual cresceu de forma significativa quando comparamos o 2º trimestre de 2012. O movimento de alta desta estimativa coincide com início da atual crise econômica que o país atravessa, o que leva a concluir que o aumento da participação de trabalhadores com dois anos ou mais de permanência no trabalho pode ter se dado em função da não entrada de novos trabalhadores no mercado de trabalho.
Tipo de Contratação - Ao longo da série histórica da pesquisa, cerca de 88,0% dos trabalhadores eram contratados por tempo indeterminado. No segundo trimestre de 2016, esta estimativa era 88,4%, sendo, portanto, 11,6% admitidos através de contrato temporário.
Trabalhadores domésticos por número de domicílios - No 2º trimestre de 2016, aproximadamente 73,2% dos 6,2 milhões de trabalhadores domésticos exerciam o trabalho que tinham na semana de referência em apenas um domicílio.
Esfera do emprego dos militares ou empregados do setor público - No segundo trimestre de 2016, aproximadamente 53,8% dos 11,3 milhões de ocupados na semana de referência como militares ou empregados do setor público estavam na esfera municipal. Cerca de 31,4% atuavam na esfera estadual e 14,8% na federal.
FGV. IBRE. 13/10/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-3i. Inflação entre idosos cai no 3º tri de 2016, mas ainda é maior que IPC-BR
O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação da cesta de consumo de famílias majoritariamente compostas por indivíduos com mais de 60 anos de idade, registrou no terceiro trimestre de 2016, variação de 0,67%. Em 12 meses, o IPC-3i acumula alta de 8,11%. Com este resultado, a variação do indicador ficou acima da taxa acumulada pelo IPC-BR, que foi de 8,10%, no mesmo período.
Na passagem do segundo trimestre de 2016 para o terceiro trimestre de 2016, a taxa do IPC-3i registrou decréscimo de 0,97 ponto percentual, passando de 1,64% para 0,67%. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais, cuja taxa passou de 4,84% para 1,82%. O item que mais influenciou o comportamento desta classe de despesa foi medicamentos em geral, que variou 0,23%, no terceiro trimestre, ante 10,19%, no anterior.
Contribuíram também para o decréscimo da taxa do IPC-3i os grupos: Alimentação (1,00% para -0,22%), Habitação (1,29% para 0,72%), Despesas Diversas (3,92% para 0,39%) e Vestuário (2,09% para 0,31%). Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: hortaliças e legumes (-5,01% para -28,20%), taxa de água e esgoto residencial (7,44% para 0,26%), cigarros (8,91% para -2,06%) e roupas (2,26% para 0,11%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos: Educação, Leitura e Recreação (-0,96% para 1,34%), Transportes (-0,20% para 0,22%) e Comunicação (0,38% para 0,52%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Os itens que contribuíram para este movimento foram: excursão e tour (-9,24% para -2,05%), etanol (-16,51% para 0,46%) e mensalidade para tv por assinatura (0,00% para 1,32%), nesta ordem.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20157BD954C933860
MF. SPE. 13/10/2016. Fazenda divulga Prisma Fiscal referente a Setembro de 2016. Prisma Fiscal, sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado pela SPE
O Ministério da Fazenda divulga nesta quinta-feira (13/10) o relatório Prisma Fiscal referente a setembro de 2016.
A Secretaria publicou, em seu site, o calendário de divulgações do Prisma Fiscal e do Podium de curto prazo de 2016.
Prisma Fiscal
O Prisma Fiscal é um sistema de coleta de expectativas de mercado elaborado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) para acompanhar a evolução das principais variáveis fiscais brasileiras. Ele oferece uma oportunidade para o aprimoramento dos estudos fiscais no País, além de facilitar o controle social a partir de uma ancoragem das expectativas quanto ao desempenho de importantes variáveis fiscais brasileiras.
DOCUMENTO: http://www.fazenda.gov.br/noticias/2016/outubro/fazenda-divulga-prisma-fiscal-referente-a-setembro-de-2016
MF. SPE. PORTAL G1. ANÁLISE. 13/10/2016. Mercado sobe previsão para rombo em 2017, acima da meta do governo. Previsão do mercado para rombo de 2017 sobe para R$ 145,38 bilhões. Governo propôs déficit fiscal de até R$ 139 bilhões para o ano que vem.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Os economistas do mercado financeiro não só continuam acreditando que a meta de déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida pública) do ano que vem não será atingida, como também aumentaram sua estimativa para o rombo das contas públicas em 2017.
Segundo pesquisa conduzida pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda com bancos em setembro deste ano, e divulgada nesta quinta-feira (13), o governo central - composto pela União, Previdência e Banco Central -, deverá registrar um déficit primário (sem contar os juros da dívida) de R$ 159,88 bilhões neste ano e de R$ 145,38 bilhões em 2017.
Essa pesquisa dá origem ao "Prisma Fiscal", boletim que condensa as estimativas dos analistas para as contas públicas.
A estimativa do mercado colhidas no mês de setembro para o ano de 2016 representa uma pequena queda em relação ao boletim divulgado pelo Ministério da Fazenda no mês passado, relativo ao levantamento realizado em agosto com o mercado financeiro. Naquele momento, a previsão das instituições financeiras era de um rombo fiscal de R$ 160,37 bilhões neste ano.
Para 2017, porém, a previsão - que já estava acima da meta - registrou aumento. Em agosto, as instituições financeiras que participaram da pesquisa estimaram um rombo de R$ 140,15 bilhões para o ano que vem. No mês passado, a estimativa, divulgada hoje, já era de um rombo R$ 5,23 bilhões maior - de R$ 145,38 bilhões.
Metas fiscais
Para 2016, o governo já enviou e conseguiu aprovar no Congresso uma meta de déficit fiscal de até R$ 170,5 bilhões que, se confirmado, será o pior resultado da série histórica, que tem início em 1997.
Para 2017, o governo propôs que as despesas superem as receitas com impostos em até R$ 139 bilhões. Neste caso, o valor ainda não foi aprovado pelo Legislativo.
Recentemente, a agência internacional de risco Moody’s divulgou nota apontando que a meta fiscal para 2017 apresentada pelo governo “reforça a visão de que o ajuste fiscal no Brasil vai avançar a um ritmo muito lento durante esta administração”.
Ajuste fiscal
A estimativa para o rombo fiscal para 2017 dos analistas dos bancos tem crescido diante da ausência de medidas de curto prazo para tentar reequilibrar as contas públicas e da autorização do governo para novas despesas como reajustes para servidores públicos, para o Bolsa Família e para a tabela do Imposto de Renda das Pessoas Físicas em 2017.
Para a retomada da confiança na economia brasileira, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que é importante reequilibrar as contas públicas - que passam atualmente por forte deterioração.
Foi enviada recentemente ao Congresso Nacional uma proposta de emenda constitucional que institui um teto para os gastos públicos por um período de 20 anos, podendo ser alterado o formado de correção a partir do décimo ano.
A proposta é que a despesa de um ano não possa crescer acima da inflação em 12 meses até junho do ano anterior, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a partir de 2017 – envolvendo a União, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União, o Judiciário, o Ministério Público, e a Defensoria Pública da União. Para Saúde e Educação, a correção pela inflação começará de 2018 em diante.
Para ter validade, porém, a proposta ainda tem de passar pelo crivo do Legislativo. Ela já passou pela aprovação da comissão especial sobre o tema e pelo primeiro turno na Câmara dos Deputados, restando ainda o segundo turno na Câmara e dois turnos no Senado.
Para tentar melhorar as contas no médio prazo, e o humor dos investidores, o governo também defende uma reforma na Previdência Social. O governo já informou que é importante que se estabeleça uma idade mínima para aposentadoria pela INSS de 65 anos para homens e mulheres.
Cinco anos de contas no vermelho
Se o cenário para as contas públicas previsto pelo governo e pelo mercado se concretizar, serão pelo menos cinco anos consecutivos com as contas públicas no vermelho.
O governo vem registrando déficits fiscais desde 2014. Em 2015, o rombo, de R$ 114,9 bilhões, foi recorde e gerado, em parte, pelo pagamento das chamadas "pedaladas fiscais" - repasses a bancos oficiais que estavam atrasados.
Para 2016 e 2017, a meta é de rombos bilionários nas contas públicas e, recentemente, o ministro Meirelles declarou que espera que o país volte a registrar superávit primário (receitas com impostos superiores às despesas, com sobra de recursos) somente em 2019.
“Estamos trabalhando para que possamos gerar um pequeno superávit em 2019 (...) Acredito que é provável que já possamos mostrar o país com um superávit no ano de 2019”, declarou ele há dois meses.
MF. SPE. REUTERS. ANÁLISE. 13/10/2016. Mercado vê déficit primário menor em 2016, mas eleva expectativa para o ano que vem
BRASÍLIA (Reuters) - Analistas do mercado melhoraram ligeiramente suas projeções para o rombo primário nas contas públicas neste ano, mas pioraram a expectativa para o ano que vem, conforme relatório Prisma Fiscal divulgado pelo Ministério da Fazenda nesta quinta-feira, com base em dados coletados em setembro.
Para 2017, a expectativa passou a ser de um déficit de 145,388 bilhões de reais para o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social), acima dos 140,157 bilhões de reais do levantamento anterior. Se confirmada, a cifra vai extrapolar com ainda mais folga a meta estabelecida pelo governo de um saldo negativo em 139 bilhões de reais para o ano que vem.
Já para 2016, a previsão de déficit primário passou a 159,884 bilhões de reais, abaixo dos 160,378 bilhões de reais estimados anteriormente. Nesse caso, o patamar segue inferior ao rombo de 170,5 bilhões de reais fixado como meta para o ano.
Em relação à dívida bruta, cuja evolução recente tem sido apontada como um sinal de deterioração fiscal do Brasil, analistas enxergam que ela terá um peso de 73,50 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016, mesmo patamar projetado anteriormente. Já para 2017, a previsão diminuiu a 78,20 por cento, contra 78,40 por cento antes.
Na madrugada de terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento das despesas à inflação do exercício anterior, medida estruturada para garantir o reequilíbrio das contas públicas.
Mesmo com a vitória, especialistas afirmam que ainda será preciso aprovar a reforma previdenciária para fazer com a que a dívida bruta efetivamente caia em relação ao PIB.
(Por Marcela Ayres)
Bloomberg Brasil. ANÁLISE. 11/10/2016. Bateria de carro elétrico causa mudança na indústria automotiva
Por Reed Landberg.
A queda dos custos das baterias impulsionará a maior mudança da indústria automotiva em mais de um século, gerando até 2030 um boom de tecnologias como carros elétricos autônomos e aplicativos de carona compartilhada.
O preço das baterias de íon lítio para carros elétricos caiu 65 por cento desde 2010 e provavelmente continuará em queda, segundo relatório da Bloomberg New Energy Finance e da McKinsey & Co. Os consumidores podem se beneficiar com o impacto maior na forma de custos mais baratos para os táxis, incluindo reduções substanciais entre aqueles conduzidos por máquinas.
“Os veículos e a forma como são usados mudarão mais nas próximas duas décadas do que mudaram nos últimos 100 anos”, disse Colin McKerracher, chefe de transporte avançado da BNEF. “O impacto sobre as cidades será particularmente profundo.”
O que impulsiona a tendência são as baterias mais baratas, que são o maior custo dos carros elétricos, juntamente com a rápida melhora da tecnologia de computador que transformará os carros autônomos em realidade nas ruas dentro da próxima década. As mudanças já estão começando a chegar na forma de um boom de investimento em aplicativos de carona compartilhada como o Uber e no surgimento de produtoras de software que conectarão carros elétricos a empresas de serviços públicos e a sistemas de pagamentos.
Essas tendências reduzirão o custo de operação dos táxis dirigidos por humanos em 3,1 por cento até 2025, segundo o relatório. O estudo contabilizou o custo total de propriedade do veículo, a remuneração do motorista e os recursos para despesas gerais e retornos para os investidores.
A BNEF estimou que os custos das baterias caíram para US$ 350 o quilowatt-hora no ano passado, contra US$ 1.000 em 2010. Isso aumentou as vendas de carros elétricos para 448.000 unidades no ano passado, contra 52.000 há seis anos — e esses números estão a caminho de atingir um recorde de 647.000 neste ano.
O relatório estimou que US$ 11,3 bilhões foram investidos no ramo de carona compartilhada no ano passado, mais que o dobro do nível de 2014. O resultado é que fabricantes de automóveis como Tesla Motors, Volkswagen e General Motors estão buscando reduzir os preços das baterias ainda mais como parte crucial de sua estratégia futura e empresas de software como o Google estão realizando testes com carros autônomos.
As mudanças darão nova forma à indústria automotiva, transferindo a necessidade de investimento do desenvolvimento de motores para o aperfeiçoamento de softwares que dirigem carros e os conectam à internet para gerenciamento de pagamentos e navegação, informou a McKinsey. As empresas de energia poderiam se beneficiar com o aumento de 3 por cento da demanda por eletricidade nos próximos 15 anos, informou.
“Veremos o surgimento de novos modelos de negócios e de oportunidades de serviço”, disse Surya Ramkumar, sócia da McKinsey e corresponsável da iniciativa de mobilidade futura da consultoria. “À medida que a conectividade e a autonomia aumentam, também aumenta a necessidade de sensores e software.”
OPEP. Exame. 13/10/2016. Preço do petróleo opera volátil com alta na produção da Opep
Da REUTERS
Londres - Os preços do petróleo caíam levemente nesta quinta-feira, após iniciarem em alta, em uma sessão volátil em que as cotações tiveram apoio das importações recordes na China, mas foram pressionadas por comentários da Opep de que sua produção subiu para o maior nível em pelo menos oito anos e por relatos de um aumento dos estoques da commodity nos Estados Unidos.
O petróleo Brent recuava 0,02 dólar, ou 0,04 por cento, a 51,79 dólares por barril, às 9:30 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos caía 0,04 dólar, ou 0,08 por cento, a 50,14 dólares por barril.
Segundo operadores, os mercados ficaram sob pressão após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reportar uma alta na produção.
A Opep disse na quarta-feira que sua produção de petróleo subiu em setembro para máxima em oito anos, de 33,39 milhões de barris por dia.
O grupo também elevou sua previsão de crescimento da oferta de não-membros da Opep em 2017, apontando para um excedente maior no próximo ano, apesar da decisão do grupo para limitar a produção.
Ainda assim, alguns investidores vêem o plano da Opep para conter a produção como uma razão para uma posição otimista sobre as perspectivas para os preços do petróleo.
Operadores também estão de olho em dados oficiais dos EUA sobre estoques de petróleo que serão divulgados nesta quinta-feira.
Na quarta-feira o Instituto Americano do Petróleo reportou alta de 2,7 milhões de barris, para 470,9 milhões de barris, nos estoques na semana até 7 de outubro.
Quanto à receita, a alta foi de 4%, chegando a US$ 486 milhões, segundo a Abiec As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 5% em setembro, na comparação com agosto, e somaram 119,9 mil toneladas. Em receita, a alta foi de 4%, para US$ 486 milhões. Os dados são da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) e consideram a carne in natura, industrializada, cortes salgados e miúdos. Já na comparação com setembro de 2015, o volume embarcado recuou 0,83% (ante 120,9 mil toneladas) e o faturamento diminuiu 8% (contra US$ 529 milhões). No mês passado, Hong Kong continuou a ser o principal destino do produto brasileiro, com 24,787 mil toneladas e faturamento de US$ 86 milhões. A China ficou na segunda posição, com 15,769 mil toneladas e faturamento de US$ 68,5 milhões. A carne in natura foi a categoria de produtos mais exportada no mês, com 93 mil toneladas e receita de US$ 388 milhões. No acumulado do ano, foram exportadas 1,080 milhão de toneladas de carne bovina, volume 8% superior ao verificado entre janeiro e setembro do ano passado. Já a arrecadação nos nove primeiros meses foi 2,6% menor, na mesma base de comparação, somando US$ 4,187 bilhões.
BACEN. PORTAL UOL. 13/10/2016. Brasil registra ingresso de dólares no começo de outubro. Segundo BC, US$ 534 milhões entraram na economia no início deste mês. No acumulado do ano, porém, mais de US$ 15 bilhões saíram do país.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
A entrada de dólares do Brasil superou a retirada de recursos em US$ 534 milhões na primeira semana de outubro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (13).
O ingresso de divisas no país acontece após dois meses de retiradas. No mês passado, a evasão de dólares, de US$ 5,5 bilhões, foi a maior em sete meses.
No acumulado deste ano, até a última sexta-feira (7), entretanto, foi registrada mais retirada do que entrada de dólares no país. Neste período, US$ 15,22 bilhões saíram do Brasil, de acordo com o BC.
No mesmo período do ano passado, o país registrou movimento oposto: a entrada de dólares superou as retiradas em US$ 9,01 bilhões.
Impacto no dólar
A entrada de dólares em setembro favoreceria, em tese, a queda do dólar. Isso porque, com mais dólares no mercado, o preço tenderia a cair. Neste mês, de fato, o dólar vem caindo.
No fim de setembro, o dólar estava cotado a R$ 3,25 e, nesta quarta-feira (13), por volta das 12h40, estava negociado a R$ 3,21. Veja a cotação
Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo, com a previsão de alta nos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia; o cenário político no Brasil, com a aprovação da PEC do teto de gastos; e as intervenções do Banco Central, entre outros.
Interferência do BC
Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial (que funcionam como uma venda futura de dólares), ou de "swaps reversos" – que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.
Nesta manhã, mantendo sua oferta habitual, o Banco Central vendeu em leilão todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares.
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DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 13/10/2016. Dólar consolida alta com expectativa de alta de juros nos EUA. Na última sessão, moeda norte-americana caiu 0,08%, a R$ 3,1999. Em outubro, o dólar tem queda acumulada de 1,59%
Do G1, em São Paulo
Moeda dos EUA opera em alta nesta quinta-feira (Foto: Heloise Hamada/G1)
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (13), após alguma oscilação mais cedo, com a possibilidade de aumento dos juros dos Estados Unidos em breve e o resultado fraco da balança comercial chinesa, que trouxe maior aversão ao risco no mercado externo, segundo a Reuters.
Às 10h29, o dólar subia 0,21%, a R$ 3,2068 na venda.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h10, alta de 0,3%, a R$ 3,201
- Às 9h29, queda de 0,02%, a R$ 3,199
- Às 9h50, alta de 0,2%, a R$ 3,2066
Cenário externo
Ata do Federal Reserve (BC norte-americano) mostrou que vários membros votantes formuladores acreditam que um aumento da taxa de juros seria justificado "relativamente em breve" se a economia dos Estados Unidos continuar a se fortalecer.
O mercado monitora notícias sobre o rumo dos juros nos EUA porque, com taxas mais altas, o país atrairia recursos aplicados atualmente em outros mercados, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real.
As exportações da China em setembro caíram 10% em relação ao ano passado, bem mais do que a expectativa do mercado, enquanto as importações recuaram inesperadamente após um salto em agosto, sugerindo que os sinais de estabilização da segunda maior economia do mundo podem ter vida curta.
Intervenção do BC
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- com oferta de até 5 mil contratos.
Últimos negócios
Na terça-feira (11), último dia de negócios, o dólar caiu 0,08%, a R$ 3,1999. Em outubro, o dólar tem queda acumulada de 1,59% e no ano, de 19,95%.
BACEN. PORTAL UOL. 13/10/2016. Dólar avança, vendido perto de R$ 3,21; Bovespa cai quase 1%
O dólar comercial operava em alta e a Bovespa caía nesta quinta-feira (13). Por volta das 11h15, a moeda norte-americana subia 0,34%, a R$ 3,211 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, caía 0,9%, a 60.474,55 pontos. Os mercados não abriram na véspera devido a feriado. Lá fora, o clima era de pessimismo após dados fracos do comércio exterior da China. Investidores também apostavam na alta dos juros nos EUA em breve. Juros mais altos poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde os rendimentos são maiores, como é o caso do Brasil. (Com Reuters)
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. 13/10/2016. Bovespa opera em queda com cenário externo menos favorável. O Ibovespa, principal índice da bolsa, caiu 1,05%, aos 61.021 pontos. Em outubro, a bolsa acumula alta de 4,55%.
Do G1, em São Paulo
O principal índice da Bovespa recua nesta quinta-feira (13), na esteira do cenário externo menos favorável para tomada de risco após dados fracos de comércio exterior da China, com as ações da Vale entre os destaques de baixa.
Às 11h31, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, caía 0,92%, a 60.463 pontos.
Por volta do mesmo horário, as maiores baixas eram na Vale, Usiminas, Gerdau e Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
As ações preferenciais da Petrobras caíam mais de 1%.
Na terça-feira, véspera do feriado de Nossa Senhora Aparecida, o Ibovespa caiu 1,05%, aos 61.021 pontos.
Nos quatro pregões até a terça-feira, o Ibovespa acumulou alta de quase 4%. Em outubro, a bolsa acumula alta de 4,55% e no ano, de 40,77%.
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LGCJ.: