IBGE. 06/10/2016. Em setembro, IBGE prevê safra de grãos 12,3% menor que a de 2015
Estimativa de SETEMBRO para 2016
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183,9 milhões de toneladas
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Variação setembro 2016 / agosto 2016
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-1,2 % (-2,2 milhão toneladas)
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Variação safra 2016 / safra 2015
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-12,3 % (-25,7 milhão de toneladas)
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A nona estimativa de 2016 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 183,9 milhões de toneladas, 12,3% inferior à obtida em 2015 (209,6 milhões de toneladas). Em termos absolutos são 25,7 milhões de toneladas a menos em relação à produção obtida na safra anterior. Na comparação com a avaliação de agosto a queda é de 1,2%, uma redução de 2,2 milhões de toneladas.
A área a ser colhida é de 57,1 milhões de hectares, 0,7% menor que a do ano anterior (57,5 milhões de hectares), tendo uma redução de 0,4% em setembro, o que representa 236.580 hectares.
Arroz, milho e soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,6% da estimativa da produção e responderam por 87,9% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,8% na área da soja e reduções de 1,3% na área do milho e de 9,7% na área de arroz. No que se refere à produção, as avaliações foram negativas em 1,4% para a soja, em 14,9% para o arroz e em 25,2% para o milho, quando comparadas a 2015.
Regionalmente, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste, 75,3 milhões de toneladas; Sul, 72,7 milhões de toneladas; Sudeste, 19,6 milhões de toneladas; Nordeste, 9,8 milhões de toneladas; e Norte, 6,5 milhões de toneladas. Comparativamente à safra passada, houve redução de 2,1% na região Sudeste, de 14,9% na região Norte, de 40,1% na região Nordeste, de 16,1% na região Centro-Oeste e de 4,1% na região Sul. Nessa avaliação, o Mato Grosso liderou como maior produtor de grãos, com uma participação de 24,1%, seguido pelo Paraná (19,2%) e Rio Grande do Sul (17,1%), que, somados, representaram 60,4% do total nacional previsto.
Estimativa de setembro em relação a agosto de 2016
No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de setembro, destacaram-se as variações nas estimativas de produção, comparativamente ao mês de agosto: algodão herbáceo (-2,0%), cacau (-11,9%), café arábica (3,3%), café canephora (-2,7%), feijão em grão 1ª safra (-0,9%), feijão em grão 2ª safra (-6,6%), feijão em grão 3ª safra (-1,7%), mandioca (7,8%), milho em grão 1ª safra (-1,0%), milho em grão 2ª safra (-3,4%) e sorgo (-5,7%).
ALGODÃO (em caroço) – A estimativa para 2016 foi reduzida em 2,0% frente ao mês anterior, passando para 3,3 milhões de toneladas, em decorrência das reavaliações das produções do Mato Grosso e do Piauí.
CACAU (em amêndoa) - A estimativa para a produção em setembro foi de 214.497 toneladas, 11,9% abaixo da do mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida não apresentaram variações. O rendimento médio esperado, de 303 kg/ha, apresentou redução de 12,2%. Os dados refletiram as estimativas do Pará, que apresentaram este mês quedas de 25,3% na produção e no rendimento médio.
CAFÉ (em grão) – A estimativa da produção alcançou 2,9 milhões de toneladas, ou 48,9 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 2,3% frente ao mês anterior. No mês, a estimativa da produção do arábica apresenta crescimento de 3,3%, enquanto que, para o canephora (conillon), a projeção é de redução de 2,7%. Em Minas Gerais, maior produtor do arábica, a colheita das lavouras se aproxima do final, confirmando a excelente safra do produto, recuperando-se após dois anos de produção em baixa. O estado aguarda colher 1,7 milhão de toneladas, ou 28,5 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 3,7% frente ao mês anterior. São Paulo, outro importante estado produtor, também teve sua safra reavaliada, apresentando crescimento de 8,0% frente ao mês anterior. A produção esperada é de 354 mil toneladas, ou 5,9 milhões de sacas de 60 kg. Em contrapartida, a estimativa da produção do conillon, que tem como maior produtor do país, o Espírito Santo, continuou apresentando queda nas variáveis área colhida, produção e rendimento médio.
FEIJÃO (em grão) – O total da produção de feijão caiu 3,3% este mês. Porém, no ano, a queda já chega a 15,3%. O feijão 1ª safra apresentou queda de 0,9% em função da seca que atingiu a região Nordeste, o que provocou reavaliações das estimativas nos estados do Piauí (-31,6%), Pernambuco (-10,8%) e Rio Grande do Norte (-4,5%). O feijão 2ª safra também foi reavaliado negativamente em 6,6%, com queda acentuada na Bahia (-46,3%) onde a estiagem atinge a meso-região nordeste do estado, uma das principais áreas produtoras. No Pará e no Espírito Santo, a redução foi de 4,2% e 2,8%, respectivamente, e deve-se à reavaliação da área colhida. No Rio Grande do Norte, a área plantada aumentou 166,7%, assim como o rendimento médio que subiu 57,6% em função do plantio de 250 ha irrigados de feijão. No caso do feijão 3ª safra, a redução foi de 1,7%, com decréscimos de 9,1% em São Paulo e 2,6% em Mato Grosso, devido às reavaliações no rendimento médio.
MANDIOCA (raiz) – A estimativa da produção de mandioca deve alcançar 24,1 milhões de toneladas, aumento de 7,8% frente ao mês anterior. A informação de setembro trouxe aumento de 4,5% na área a ser colhida e de 3,2% no rendimento médio. Os dados refletem as informações do Pará, que este mês informou aumento de 45,8% na estimativa da produção, de 20,5% na área plantada, de 19,7% na área a ser colhida e de 21,9% no rendimento médio. O Pará deve obter uma produção de 6,1 milhões de toneladas de raízes e responder por 25,3% da produção esperada pelo país.
MILHO (em grão) – A produção estimada foi de 63,8 milhões de toneladas, 2,5% menor que a avaliada em agosto. A 1ª safra de milho registrou nova redução da produção. Espera-se obter 24,3 milhões de toneladas, decréscimo de 1,0% em comparação com agosto (-255.786 t). A área colhida também foi reduzida em 0,9% e estimada em 5,1 milhões de hectares. As unidades da federação que mais influenciaram a redução da expectativa de produção, quando comparadas a agosto, foram: Santa Catarina, que reduziu em 170.637 toneladas (-6,3%); Piauí, menos 49.690 toneladas (-8,2%); São Paulo, menos 27.870 toneladas (-1,0%); Ceará, menos 5.458 toneladas (-4,2%); e Pernambuco, menos 3.044 toneladas (-9,8%). O Mato Grosso foi o único estado que apresentou acréscimo de 1,1% na produção, devido à localização de novas áreas de plantio. As avaliações de setembro para o milho 2ª safra foram menores em 1,4 milhão de toneladas (-3,4%), quando comparadas com agosto. A redução de 2,8% do rendimento médio foi responsável pela menor expectativa de produção, estimada em 39,5 milhões de toneladas. As previsões negativas da produção que mais influenciaram este levantamento foram as do Mato Grosso, menos 701.031 toneladas (-4,4%); Paraná, menos 393.201 toneladas (-3,6%); Bahia, menos 139.200 toneladas (-33,9%); Minas Gerais, menos 118.048 toneladas (-12,9%); Sergipe, menos 55.573 toneladas (-22,8%); e Piauí, menos 36.401 toneladas (-46,8%). Variaram positivamente São Paulo, mais 58.923 toneladas (+4,2%) e Acre, mais 382 toneladas (+34,9%).
SORGO (grão) – A estimativa da produção do sorgo em 2016 alcançou 1,1 milhão de toneladas, queda de 5,7% frente ao mês anterior, tendo o rendimento médio caído 5,3%. Os dados refletiram, principalmente, a menor estimativa da produção para Minas Gerais, segundo maior produtor do país. A nova estimativa é de 348,5 mil toneladas, queda de 12,6% frente ao mês anterior, resultado da reavaliação do rendimento médio que caiu 12,8%. Em São Paulo, houve queda de 16,6% na estimativa da produção em relação ao mês anterior, tendo a área plantada e a área a ser colhida caído 7,8% e o rendimento médio, também reduzido em 9,6%.
Estimativa de setembro de 2016 em relação à produção obtida em 2015
Dentre os 26 principais produtos, sete cresceram na estimativa de produção em relação ao ano anterior: aveia em grão (45,4%), café em grão-arábica (23,6%), cebola (4,1%), cevada em grão (66,8%), mandioca (4,3%), trigo em grão (12,8%) e triticale em grão (32,3%). Com variação negativa foram 19 produtos: algodão herbáceo em caroço (-19,5%), amendoim em casca 1ª safra (-9,8%), amendoim em casca 2ª safra (-26,6%), arroz em casca (-14,9%), batata-inglesa 1ª safra (-3,1%), batata-inglesa 2ª safra (-7,2%), batata-inglesa 3ª safra (-6,0%), cacau em amêndoa (-21,5%), café em grão-canephora (28,2%), cana-de-açúcar (-1,9%), feijão em grão 1ª safra (-14,5%), feijão em grão 2ª safra (-20,6%), feijão em grão 3ª safra (-2,4%), laranja (-4,9%), mamona em baga (-51,9%), milho em grão 1ª safra (-16,1%), milho em grão 2ª safra (-29,8%), soja em grão (-1,4%) e sorgo em grão (-45,9%).
O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) é uma pesquisa mensal de previsão e acompanhamento das safras dos principais produtos agrícolas, cujas informações são obtidas por intermédio das Comissões Municipais (COMEA) e/ou Regionais (COREA); consolidadas em nível estadual pelos Grupos de Coordenação de Estatísticas Agropecuárias (GCEA) e posteriormente, avaliadas, em nível nacional, pela Comissão Especial de Planejamento Controle e Avaliação das Estatísticas Agropecuárias (CEPAGRO) constituída por representantes do IBGE e do Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento (MAPA). Em atenção a demandas dos usuários, os levantamentos para cereais (arroz, milho, aveia, centeio, cevada, sorgo, trigo e triticale), leguminosas (amendoim e feijão) e oleaginosas (caroço de algodão, mamona, soja e girassol) foram realizados em estreita colaboração com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), continuando um processo de harmonização das estimativas oficiais de safra, iniciado em março de 2007, para as principais lavouras brasileiras.
DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3272
BACEN. PORTAL G1. 06/10/2016. Saques superam depósitos em R$ 50 bilhões na poupança, mas têm queda. No acumulado de 2016, fuga de valores totalizou R$ 50,53 bilhões, diz BC. Em setembro, saída de recursos da poupança somou R$ 2,35 bilhões.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Os saques de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 50,53 bilhões de janeiro a setembro deste ano, informou nesta quinta-feira (6) o Banco Central.
Apesar de o volume ainda ser expressivo, foi registrada uma queda de saques em relação ao mesmo período do ano passado – quando a saída líquida de divisas totalizou R$ 53,79 bilhões, recorde histórico de fuga de recursos para os nove primeiros meses de um ano.
O volume total aplicado na poupança em setembro, ou seja, o estoque da caderneta, não só parou de cair como voltou a registrar crescimento no mês passado.
No fim de agosto, o saldo da poupança estava em R$ 641,12 bilhões, avançando para R$ 642,99 bilhões em setembro. A explicação é que os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, que somaram R$ 4,21 bilhões no mês passado, também são incorporados ao estoque da poupança.
Somente em setembro, a retirada líquida (acima do volume de depósitos) de recursos da mais tradicional modalidade de investimentos do país somou R$ 2,35 bilhões.
Mesmo sendo o nono mês seguido com saída de valores da poupança superior aos depósitos, também houve recuo em relação a setembro de 2015 – quando a poupança perdeu R$ 5,29 bilhões em aplicações.
A fuga de recursos da poupança acontece em um momento de recessão da economia brasileira, do aumento do desemprego e da taxa de inadimplência – apesar de alguns indicadores apontarem para o início da retomada da economia.
A baixa rentabilidade frente a outras opções de investimentos também tem levado poupadores a sacarem recursos da poupança.
Em todo o ano passado, R$ 53,36 bilhões deixaram a poupança. Foi a primeira vez em 10 anos que houve mais retirada do que depósitos da caderneta. Também foi a maior fuga de dinheiro da poupança desde o início da série histórica do Banco Central para um ano fechado.
Baixo rendimento
Além da crise econômica, o baixo rendimento da poupança também tem contribuído para a retirada de recursos. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.
Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), como a Selic está em 14,25% ao ano (o maior nível em dez anos), as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.
No ano passado, a rentabilidade da poupança foi de 8,15%. Ou seja, ficou abaixo da inflação, que alcançou 10,67%. Descontada a inflação, portanto, quem manteve recursos na poupança ao longo de 2015 viu o dinheiro perder 2,28% do poder aquisitivo, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um "fundo de reserva" para emergências.
A vantagem da poupança em relação a outros investimentos é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.
Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.
Menos recursos para casa própria
O menor interesse na poupança também afeta os financiamentos imobiliários, uma vez que a modalidade é fonte de recursos para a casa própria. Pelas regras, os bancos precisam destinar parte dos saldos da poupança (SBPE) para o crédito imobiliário.
Em março deste ano, a Caixa Econômica Federal informou que aumentou os juros para financiar a casa própria com recursos da poupança. Foi a primeira vez no ano em que a Caixa subiu os juros para crédito imobiliário. O aumento, informou o banco, foi "decorrente de alinhamento ao atual cenário econômico".
Segundo números da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), o volume de crédito para a construção e aquisição de imóveis, com recursos da poupança, caiu 46,2% de janeiro a agosto de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado – para R$ 30,4 bilhões.
DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15773
SCPC. BOA VISTA CONSULTORIA. 06/10/2016. Títulos protestados acumulam alta de 24,2% no ano, segundo Boa Vista SCPC
O número total de títulos protestados no país aumentou 24,2% no acumulado de 2016 até setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com os dados nacionais da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).
Em setembro, na comparação interanual, os títulos protestados caíram 5,6%, e em relação ao mês anterior, 40,0%. O valor médio dos títulos protestados para o mês foi de R$ 4.427.
A tabela 1 apresenta o resumo dos dados.
Títulos protestados de empresas por regiões
Quando analisados apenas os títulos protestados das empresas, no acumulado do ano, o crescimento foi de 6,5%. Na variação interanual houve queda de 15,0% e na comparação mensal a diminuição foi de 39,8%. A região Sudeste contribuiu com a maior parcela dos títulos protestados (63,4%), seguida das regiões Sul (20,1%), Centro-Oeste (6,8%), Nordeste (5,9%) e Norte (3,8%).
No acumulado do ano, a região Sudeste foi a que obteve o maior crescimento, de 15,5%. A região Nordeste, por sua vez, foi a que registrou maior queda (-4,8%).
O maior valor médio dos títulos protestados em setembro foi na região Centro-Oeste (R$8.312), ante uma média nacional para pessoa jurídica de R$ 6.297. A tabela 2 mostra as variações nos protestos de títulos para as pessoas jurídicas entre as regiões do país para os diferentes períodos.
Nota metodológica
O indicador de títulos protestados da Boa Vista SCPC mostra a evolução da quantidade de registros de débitos decorrentes de protestos de títulos, informados por cartórios de protestos no referido mês.
DOCUMENTO: http://www.boavistaservicos.com.br/noticias/indicadores-economicos/titulos-protestados/titulos-protestados-acumulam-alta-de-242-no-ano-segundo-boa-vista-scpc/
CNDL. SPC-BRASIL. 06/10/2016. 85% dos empresários não vão contratar neste fim de ano; apenas 27,2 mil vagas temporárias devem ser criadas, apontam SPC Brasil e CNDL. Número de novas vagas nos setores de varejo e serviços será quase o mesmo do ano passado; somente 23% dos empresários confiam que as vendas vão superar 2015.
O último trimestre do ano traz sempre grandes expectativas para o comércio e o setor de serviços, que costumam ampliar estoques e fazer investimentos para atender a demanda aquecida do Natal. Neste ano, porém, a crise econômica deverá novamente inibir o volume das tradicionais contratações de mão de obra temporária e também de trabalhadores efetivos. De acordo com um levantamento feito nas 27 capitais e no interior do país pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), oito em cada dez (84,6%) empresários não contrataram e nem pretendem contratar trabalhadores para este fim de ano, incluindo os temporários.
Apenas 15,4% dos empresários consultados manifestaram a intenção de reforçar o quadro de funcionários. Levando em consideração o setor do varejo e serviços, somente 27,2 mil vagas extras deverão ser criadas, o que demonstra um cenário de estabilidade frente às 24,4 mil observadas no ano passado, período em que o país já atravessa as dificuldades da crise.
Para quem não vai contratar – seja temporário ou efetivo -, a principal razão é não ver necessidade na ampliação do quadro de funcionários, acreditando que a equipe atual dará conta do volume de clientes aguardados para o período (46,6%). Outras justificativas são a expectativa de baixa demanda no fim do ano (13,2%) e a falta de dinheiro para pagar mão de obra extra (12,2%). Mesmo sem reforçar o tamanho da equipe, 45,9% desses empresários também disseram que não irão alterar a jornada de trabalho de seus funcionários por não haver um aumento significativo no número de clientes. Os que vão aumentar o número de horas trabalhadas por dia da atual equipe são apenas 10,8% da amostra.
Levando em consideração os empresários que pretendem contratar mão de obra temporária, a principal razão é suprir a demanda que aumenta com a proximidade das festas de fim de ano (63,2%), seguida da alta rotatividade dos funcionários que leva à necessidade de ocupar os cargos disponíveis (14,7%).
Entre temporários e efetivos, a média geral será de dois contratados por empresa, número igual ao verificado no ano passado. A pesquisa revela que mesmo entre quem têm interesse em contratar, há um clima de incerteza. Entre 2015 e 2016, aumentou de 0,9% para 28,2% o percentual de empresários que não quiseram responder ou estão indecisos sobre quantidade de funcionários que planejam contratar – o que sugere, segundo os especialistas do SPC Brasil e da CNDL, que parte do empresariado está cautelosa, à espera das reações do mercado antes de tomar uma decisão concreta.
Para os especialistas do SPC Brasil, as contratações de final de ano sempre foram uma boa oportunidade para o jovem que está procurando o primeiro emprego e para quem está desempregado e quer se reposicionar no mercado de trabalho. “Uma dica importante é encarar o trabalho, muitas vezes temporário, como uma porta de entrada para permanecer na empresa. Demonstrar comprometimento, dedicação e desenvoltura são fatores essenciais para atrair a atenção do chefe e da clientela. Muitas vezes os lojistas acabam continuando com esses colaboradores por mais um tempo após o Natal por causa da alta demanda no período de troca de presentes e de liquidações no início de ano”, afirma Honório Pinheiro.
26% pretendem efetivar temporários; quatro em dez contratações serão informais
Outro dado que revela como o empresariado está com baixas perspectivas, é o percentual dos que pretendem efetivar os temporários após o término do contrato. No passado eram 39,4% da amostra. Em 2016, são 26,4%. Após o período de três meses, a maior parte (47,9%) dos empresários irá dispensar essa mão de obra adicional, ao passo que 25,7% estão indecisos ou não responderam sobre o que irão fazer.
Dentre aqueles que pretendem contratar, a maior parte será de modo informal. Segundo o estudo, 37,9% dos empresários não vão assinar a carteira de trabalho dos novos colaboradores, principalmente no setor de serviços (46,0%). Outros 30,6% garantem que as contratações serão formalizadas pela empresa, enquanto 23,1% vão optar pelos terceirizados. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, esse dado reforça a necessidade de ampliar o debate sobre as leis trabalhistas. “É preciso modernizar a legislação trabalhista, de maneia a oferecer mais oportunidades formais de trabalho nas quais todos, sejam eles empresários ou trabalhadores, possam sair ganhando. A rigidez das leis trabalhistas é um entrave que contribui não apenas para aumentar a informalidade, como também agrava a crise econômica, sobretudo em um momento em que o país sofre com altos índices de desemprego”, afirma Honório.
Para 31% dos empresários vendas serão piores neste fim de ano
A baixa intenção nas contratações de temporários tem relação direta com a incerteza de que a economia irá se recuperar e os brasileiros voltarem a consumir. Três em cada dez (31,4%) empresários ouvidos na pesquisa acreditam que as vendas neste fim de ano serão piores do que em 2015, sobretudo no setor de serviços (35,4%). Os otimistas representam apenas 22,9% da amostra, enquanto 35,6% acreditam que as vendas repetirão o desempenho do ano passado, período também marcado pelas dificuldades da crise.
Já entre a parcela minoritária de empresários que espera melhora nos negócios, a principal justificativa tem a ver com a mudança no cenário político e econômico dos últimos meses, que passou de 5,3% em 2015 para 17,4% em 2016.Na avaliação dos empresários pessimistas, os principais motivos para um pior desempenho das vendas são o aumento do desemprego (23,7%) e as mudanças no cenário político e econômico do país (17,1%). Completam o ranking de problemas o orçamento mais apertado das famílias (13,8%), os juros elevados (11,6%) e a diminuição do poder de compra em virtude da inflação elevada (10,3%). Nos três meses anteriores à pesquisa, apenas 8,8% dos empresários consultados tiveram um faturamento acima do esperado. Para 50,4% ele ficou dentro das expectativas e para 36,5% abaixo do que era aguardado.
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o clima de desconfiança de parte do empresariado é justificável dado que o país ainda esboça sinais incipientes de recuperação. “Um dos piores efeitos da crise é a retração do consumo, em virtude do desemprego e da queda do poder de compra. Com o consumidor temeroso de gastar, o empresariado não tem perspectiva de vender mais e não vê necessidade em contratar mais pessoas e fazer investimentos”, afirma a economista.
11,8% demitiram alguém nos três meses anteriores à pesquisa
De acordo com a pesquisa, 11,8% dos empresários ouvidos demitiram algum funcionário nos três meses anteriores à pesquisa. Os motivos mais alegados para
as demissões foram a necessidade de redução da folha de pagamento (44,8%), a mão de obra ociosa devido a diminuição nas atividades da empresa (24,9%) e o fato de estarem insatisfeitos com o desempenho profissional da pessoa demitida (22,2%).
Apenas dois em cada dez farão investimentos para fim do ano
Reflexo da baixa expectativa para as vendas, a intenção de realizar investimentos para o final do ano também é afetada. Em 2016, somente dois em cada dez (22,2%) empresários dos setores de comércio e serviços pretendem investir no seu negócio para o período do Natal, o que representa uma queda de 4,4 pontos percentuais ao observado em 2015 – embora haja perspectivas um pouco melhores no comércio varejista (27,9%) e nas capitais (26,9%).
As estratégias de investimento mais adotadas para fazer frente às demandas do Natal e do Réveillon serão a ampliação do estoque (44,7%), o aumento na variedade de produtos e serviços (36,8%) e na comunicação e divulgação da empresa (27,7%). A principal justifica para quem não irá investir é não ver necessidade diante da baixa perspectiva de que a demanda aumentará (49,8%).
Metodologia
Foram ouvidos 1.168 empresários de serviços e comércio varejista localizados nas capitais e interior do país. A margem de erro é de 3,0 p.p. com um intervalo de confiança de 95%.
DOCUMENTO: https://www.spcbrasil.org.br/imprensa/noticia/2063
CONAB. 06/10/2016. Brasil deve colher entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas para safra 2016/2017
A estimativa da produção de grãos para a safra 2016/17 poderá ficar entre 210,5 e 214,8 milhões de toneladas. É o que aponta o 1º levantamento da safra para este período, divulgado nesta quinta-feira (6) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com isso, o crescimento poderá ser de até 15,3% em relação à safra anterior 2015/2016, que foi de 186,4 milhões.
O arroz apresenta retomada nas áreas não cultivadas na safra anterior, com uma produção entre 11,6 e 12 milhões de toneladas. Com relação ao feijão primeira safra, o forte incremento de área poderá refletir numa produção de 11,9 a 18,7% superior à safra passada. Já o milho, também primeira safra, deverá ter produção superior à anterior, após três anos consecutivos de queda. A projeção para a soja é de crescimento de até 6,7 a 9% na produção, podendo atingir de 101,8 a 104 milhões de toneladas. O amendoim deve ter uma produção de 408,8 a 421 mil toneladas, incrementada pelo ganho de área e produtividade. O levantamento também indica um aumento na produção de algodão.
Safra de inverno 2016 – No caso da safra de inverno 2016, o grande destaque é para o trigo, cuja produção deverá ser de 6,3 milhões de toneladas, ou seja, 14,5% superior à safra passada, mesmo tendo sofrido redução de área. A aveia e o centeio apresentam um aumento significativo de área e produtividade. No caso da cevada, há uma leve redução de área, mas a produção será superior a 26,1% em relação à safra anterior devido à recuperação da produtividade. Finalmente, a canola e o triticale também apontam um aumento de área e produtividade, o que resulta em um aumento de 39,7 e 14,1% em relação à safra passada, respectivamente.
Área – A área plantada está prevista se situar entre 58,5 e 59,7 milhões de hectares. O crescimento previsto poderá ser de até 2,3% se comparada com a safra 2015/16, que teve 58,3 milhões de hectares. Com exceção do algodão, todas as demais culturas de primeira safra tiveram incremento de área plantada.
Boletim: http://www.conab.gov.br/OlalaCMS/uploads/arquivos/16_10_06_09_01_00_boletim_outubro_1o.pdf
WAL-MART. REUTERS. PROMOÇÃO COMERCIAL. 06/10/2016. Wal-Mart acelera investimento em e-commerce para competir com Amazon
CHICAGO (Reuters) - O Wal-Mart Stores está acelerando seus investimentos em comércio eletrônico, em uma tentativa de diminuir a diferença com a Amazon.com e ocupar uma posição ainda mais dominante no varejo.
O maior varejista do mundo está agora no caminho de dobrar o número de centros de estoques dedicados a vendas online para 10 até o final de 2016, de acordo com Justen Traweek, vice-presidente da rede de distribuição e execução do e-commerce.
Esse ritmo é mais rápido do que os 8 centros de distribuição que consultores da indústria esperavam que o Wal-Mart fosse construir até o final de 2017.
Ao mesmo tempo, a companhia instalou no ano passado novas tecnologias, como triagem automatizada de produtos e melhor rastreamento, que pela primeira vez os coloca em pé de igualdade com instalações robóticas da Amazon, de acordo com consultores da cadeia de fornecimento.
"Dobramos nossa capacidade nos últimos 12 meses e isso nos permite enviar para a maioria da população dos EUA em um dia", disse Traweek.
O Wal-Mart realiza encontro com investidores nesta quinta-feira, quando, entre outros temas, há expectativa de que atualize sobre os progressos que tem feito em seus negócios de comércio eletrônico.
O Wal-Mart, que tem cerca de 4.600 lojas nos Estados Unidos e mais de 6.000 em todo o mundo, tem investido em e-commerce por 15 anos, mas ainda está muito aquém da Amazon.
(Por Nandita Bose)
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 06/10/2016. Dólar sobe seguindo exterior e aguardando votação de PEC. Na véspera, moeda norte-americana perdeu 1,09%, a R$ 3,2193. No ano, o dólar acumula queda de 18,4% ante o real.
Do G1, em São Paulo
Moeda dos EUA passou a recuar com mais força após noticiário político (Foto: Heloise Hamada/G1)
O dólar opera em alta nesta quinta-feira (6), sintonizado com o comportamento da moeda no exterior e à espera a votação da PEC do teto dos gastos em comissão especial da Câmara nesta sessão.
Às 10h50, a moeda norte-americana subia 0,23%, vendida a R$ 3,227.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, alta de 0,46%, a R$ 3,2341
- Às 10h09, alta de 0,53%, a R$ 3,2365
Na mínima do dia até o momento, a moeda havia marcado R$ 3,2178 e, na máxima, R$ 3,2450, segundo a Reuters.
"O cenário político continua sendo a grande questão para o mercado neste momento. Passar a PEC, saber se o governo vai garantir a maioria, começar a tramitar a reforma da Previdência...", disse um analista do mercado de câmbio de uma corretora nacional à Reuters.
Na quarta-feira, o mercado reagiu à notícia de que partidos da base governista estavam fechando questão sobre a aprovação da PEC dos gastos, o que fez o dólar ampliar suas perdas ante o real e cair 1,1% no fechamento.
"A moeda caiu demais ontem, agora está corrigindo um pouco, procurando um equilíbrio", disse o diretor da Fourtrade Corretora, Luiz Carlos Baldan, à Reuters.
O dólar subia no exterior, com investidores na expectativa pela divulgação do relatório do mercado de trabalho norte-americano, na sexta-feira, que pode dar pistas sobre a data em que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, vai aumentar a taxa de juros do país.
A moeda norte-americana avançava ante divisas de países fortes e também de emergentes, como ante o peso mexicano e o rand sul-africano.
Nesta manhã, foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego, que avançaram menos do que o esperado na semana passada, para perto do nível mais baixo em 43 anos.
O dado sinaliza uma melhora do mercado de trabalho, que poderá ser ou não corroborado no relatório que sai na sexta-feira. Na quarta-feira, os números da ADP sobre o mercado privado de trabalho desapontaram.
Nesta manhã, as apostas na curva de juros norte-americana sinalizavam 62% de chance de um aumento dos juros no último mês do ano, percentual similar ao da véspera.
O mercado monitora o tema porque juros mais altos nos EUA atrairiam para lá recursos atualmente aplicados em outros mercados, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real.
Véspera e acumulado
Na véspera, o dólar caiu 1,09%, a R$ 3,2193. No mês de outubro, a moeda acumula queda de 1,08%. No ano, perde 18,4%.
Intervenção do BC
O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso - equivalente à compra futura de moeda.
BACEN. PORTAL UOL. 06/10/2016. Dólar sobe, vendido perto de R$ 3,23; Bovespa opera quase estável
O dólar comercial registrava alta e a Bovespa operava quase estável nesta quinta-feira (6). Por volta das 10h10, a moeda norte-americana subia 0,38%, a R$ 3,232 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha leve queda de 0,06%, a 60.218,24 pontos. O Banco Central realizou nesta manhã leilão de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- com oferta e 5.000 contratos. (Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 06/10/2016. Dólar segue exterior e sobe ante real, à espera de votação sobre PEC
Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta ante o real na manhã desta quinta-feira, sintonizado com o comportamento da moeda no exterior e à espera a votação da PEC do teto dos gastos em comissão especial da Câmara nesta sessão.
Às 10:29, o dólar subia 0,68 por cento, a 3,2413 reais na venda. Na mínima do dia até o momento, a moeda havia marcado 3,2178 reais e, na máxima, 3,2450 reais. O dólar futuro subia 0,48 por cento.
"O cenário político continua sendo a grande questão para o mercado neste momento. Passar a PEC, saber se o governo vai garantir a maioria, começar a tramitar a reforma da Previdência...", disse um analista do mercado de câmbio de uma corretora nacional.
Na quarta-feira, o mercado reagiu à notícia de que partidos da base governista estavam fechando questão sobre a aprovação da PEC dos gastos, o que fez o dólar ampliar suas perdas ante o real e cair 1,10 por cento no fechamento.
"A moeda caiu demais ontem, agora está corrigindo um pouco, procurando um equilíbrio", disse o diretor da Fourtrade Corretora, Luiz Carlos Baldan.
O dólar subia no exterior, com investidores na expectativa pela divulgação do relatório do mercado de trabalho norte-americano, na sexta-feira, que pode dar pistas sobre a data em que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, vai aumentar a taxa de juros do país.
A moeda norte-americana avançava ante divisas de países fortes e também de emergentes, como ante o peso mexicano e o rand sul-africano.
Nesta manhã, foi divulgado o número de pedidos de auxílio-desemprego, que avançaram menos do que o esperado na semana passada, para perto do nível mais baixo em 43 anos.
O dado sinaliza uma melhora do mercado de trabalho, que poderá ser ou não corroborado no relatório que sai na sexta-feira. Na quarta-feira, os números da ADP sobre o mercado privado de trabalho desapontaram.
Nesta manhã, as apostas na curva de juros norte-americana sinalizavam 62% por cento de chance de um aumento dos juros no último mês do ano, percentual similar ao da véspera.
O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de moeda.
(Por Claudia Violante)
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