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October 20, 2016




FGV. IBRE. 20/10/2016. Monitor do PIB aponta que em agosto a economia continuou em lenta recuperação
“O Monitor do PIB-FGV de outubro, com informações até agosto do corrente ano, mostra retração de 0,35%, no trimestre móvel jun-jul-ago em comparação ao trimestre mar-abr-mai; a taxa menos negativa em seis trimestres consecutivos. Apesar desta melhora na taxa trimestral, a taxa mensal (-1,61%) indica cautela quanto a velocidade de recuperação da atividade econômica”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.

Neste número, o Monitor do PIB-FGV (ver apêndice com nota explicativa) detalha os seguintes resultados, conforme a tabela Excel anexa:

1) O trimestre móvel jun-jul-ago, comparado ao trimestre mar-abr-mai, apresentou retração de 0,35% no mês de agosto em comparação a julho. Embora ainda negativo, este indicador continua a mostrar melhora no nível de atividade, conforme ilustrado no Gráfico 1.
g1

2) Na comparação do trimestre móvel jun-jul-ago com o mesmo período em 2015, o PIB apresentou queda de 3,2%; o melhor resultado desde o trimestre findo em agosto de 2015 (-3,1%). A indústria apresentou variação de -2,4%, a menor taxa de variação negativa desde dezembro de 2014 (-3,1%). Cabe destacar os resultados positivos desde agosto de 2015 na Eletricidade. No setor de serviços, a taxa de variação foi de -2,9%, voltando a ter trajetória ascendente após a pequena ruptura desta tendência apresentada no trimestre findo em julho.
g2

3) A taxa mensal do PIB, apesar de negativa, vem apresentando tendência ascendente desde janeiro de 2016 e, em agosto, foi -3,2% na comparação com agosto de 2015. Das 12 atividades que compõem o PIB, pelo quarto mês consecutivo, apenas eletricidade (+4,2%) e serviços imobiliários (+0,1%) não apresentaram taxas mensais negativas contra igual mês do ano anterior. Os piores resultados foram dos transportes (-8,2%), extrativa mineral (-4,4%) e intermediação financeira (-4,0%).
 
g3

4) A taxa acumulada em 12 meses do PIB, até agosto, apesar de bastante negativa (-4,8%), apresenta desaceleração, sendo levemente maior do que a apresentada nos dois meses anteriores.

5) Com relação ao mesmo período do ano anterior, o Consumo das Famílias apresentou queda de 3,4% em agosto, e encerrou o trimestre móvel jun-jul-ago com retração de 4,4%. Todos os bens de consumo apresentaram taxas negativas (ver Gráfico 4).
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6) A Formação Bruta de Capital fixo mostrou recuo de 9,8% em agosto, quando comparada a agosto de 2015. O trimestre móvel jun-jul-ago, comparado com o mesmo período de 2015, recuou 7,9%. Este resultado trimestral é o menos negativo apresentado pela Formação Bruta de Capital Fixo desde janeiro de 2015 (-7,4%). Conforme ilustrado no Gráfico 5 ao lado, esta trajetória ascendente está fortemente ligada a significativa redução da contribuição negativa do componente ‘máquinas e equipamentos’ para as taxas de variação trimestrais da FBCF a partir de março deste ano.

 
g5

7) A variação mensal das Exportações em agosto, comparada a agosto de 2015, foi de 10,1%. A taxa trimestral móvel finda em agosto foi de -1,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2015. Produtos agropecuários é o componente que mais contribuiu para a taxa trimestral negativa da exportação ao apresentar variação de -24,4% no trimestre móvel jun-jul-ago.
g6

8) As Importações, cresceram 8,1% em agosto, comparado ao mesmo mês em 2015; a primeira variação positiva desde março de 2015 (7,0%). Na comparação do trimestre móvel findo em agosto, a taxa de variação foi negativa em 5,2%: com crescimento dos produtos agropecuários (29,4%), bens intermediários (1,4%) e bens de capital (9,4%).
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APÊNDICE – NOTA EXPLICATIVA
O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE (Tabelas de Recursos e Usos, até 2013, último ano de divulgação) bem como as informações do PIB-Tri do IBGE, até o último trimestre divulgado.

O indicador é ajustado ao PIB-Tri do IBGE sempre que há mudanças metodológicas e a cada trimestre divulgado. Ou seja, nos trimestres calendários, as médias trimestrais dos índices de volume do Monitor do PIB-FGV serão iguais aos indicadores trimestrais, sem ajuste sazonal, do PIB-Tri do IBGE. Nos trimestres calendário, são utilizados os mesmos modelos do IBGE para calcular todas as séries desagregadas com ajuste sazonal, tanto pela ótica da oferta, como da demanda. Para o ajuste sazonal mensal é utilizado o modelo mensal do IBC-Br; para os trimestres móveis utiliza-se uma média desses ajustes mensais.

Assim, as estimativas do Monitor do PIB-FGV antecedem o PIB-Tri do IBGE nos meses em que este é divulgado. E, nos meses em que não há divulgação, o Monitor representa uma excelente antecipação para as tendências do PIB e seus componentes.

O Monitor do PIB-FGV compõe-se de um relatório descrevendo os principais resultados com ilustrações gráficas e de uma tabela Excel com informações das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços). Apresenta, ainda, o Valor Adicionado a preços básicos, os impostos sobre os produtos e o PIB. Apresenta também os componentes do PIB pela ótica da demanda. Outro ponto a ser destacado é que o Monitor torna disponíveis desagregações que não são divulgadas pelo IBGE, mas que são relevantes para um melhor entendimento da absorção doméstica e da demanda externa. As desagregações disponibilizadas pelo Monitor são:

Consumo das Famílias: bens de consumo duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. Adicionalmente eles são classificados em nacionais e importados;

Formação Bruta de Capital Fixo: em máquinas e equipamentos, construção e outros. Para máquinas e equipamentos e outros, há a desagregação entre nacionais e importados;

Exportações e Importações: em produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral, produtos industrializados de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), produtos industrializados de uso intermediário, bens de capitais e serviços.

São divulgadas as séries de base móvel, séries encadeadas, séries encadeadas dessazonalizadas, as taxas mensais, trimestrais e anuais comparadas a igual período do ano anterior e as taxas mensais e trimestrais comparadas a período imediatamente anterior.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20157E179A27C2F5B

BACEN. 20/10/2016. BC divulga o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) referente ao mês de agosto de 2016.

DOCUMETO: http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15967

BACEN. PORTAL G1. ANÁLISE. 20/01/2016. 'Prévia' do PIB tem retração de 0,91% em agosto, maior tombo em 15 meses. Informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Central. Em doze meses até agosto, indicador registrou contração de 5,6%.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O nível de atividade da economia brasileira não só continuou no terreno negativo como intensificou o ritmo de queda em agosto, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (20) pelo Banco Central.
O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB), que é divulgado pelo IBGE – teve queda de 0,91% em agosto, na comparação com julho. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes).
A retração de agosto foi a maior em 15 meses, ou seja, desde maio de 2015, quando o IBC-Br havia registrado queda de 1,02%, segundo números revisados. Em 2016, o indicador caiu em quase todos os meses, com exceção de abril (+0,18%) e junho (+0,27%).

Série histórica do IBC-Br
Variação em %
-0,87-0,39-0,3-0,98-1-0,84-0,36-0,41-0,76-0,15-0,86-0,21-0,69-0,3-0,420,07-0,510,37-0,09-0,91em %jan/15fev/15mar/15abr/15mai/15jun/15jul/15ago/15set/15out/15nov/15dez/15jan/16fev/16mar/16abr/16mai/16jun/16jul/16ago/16-1,25-1-0,75-0,5-0,2500,250,5
Fonte: BC

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, de acordo com o IBGE, o PIB recuou 3,8%. Para 2016, a estimativa de analistas dos bancos é de um recuo de 3,19%. No segundo trimestre deste ano, o PIB teve um "encolhimento" de 0,6%.
A economia brasileira atualmente passa por um período de forte recessão, que acontece em um ambiente de alta da inflação, das taxas de juros, do desemprego (que superou a marca de 11%) e também da inadimplência.
A equipe econômica tem avaliado que a economia voltará a se recuperar nos últimos meses deste ano. A expectativa do governo é de que, em 2017, o PIB tenha uma alta de 1,6%.
Comparação com agosto de 2015
Na comparação com o mesmo mês de 2015, a queda do IBC-Br em agosto foi ainda maior, de 2,72%. Neste caso, a comparação foi feita sem ajuste sazonal – pois considera períodos iguais. Com ajuste sazonal, a queda, nesta comparação, foi de 4,43%.
Os números do Banco Central mostram que, nos oito primeiros meses deste ano, o indicador registra contração de 4,98% na atividade, também sem o ajuste. Com o ajuste, a retração é de 5,42%.
Já no acumulado dos 12 meses até agosto, o indicador teve queda de 5,48%, sem o ajuste sazonal, e de 5,60%, com o ajuste.
IBC-Br x PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.
Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.
Recentemente, o BC atualizou a metodologia de cálculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME), além de outras mudanças.
Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Após a primeira queda em quatro anos, os juros básicos estão em 14% ao ano.
Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.
Para 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida neste ano.
Em 2017, a meta central também é de 4,5%. Porém, o teto é menor: de 6%.
Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Para os analistas dos bancos, a inflação somará 7,01% em 2016. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta.
O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e para o objetivo central, de 4,5%, em 2017.

BACEN. PORTAL UOL. ANÁLISE. 20/10/2016. 'Prévia' do PIB cai 0,91% em agosto e acumula queda de 5,48% em um ano
Do UOL, em São Paulo

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,91% em agosto, na comparação com o mês anterior, informou o BC nesta quinta-feira (20). A comparação é feita já descontando as diferenças sazonais entre os meses de julho e agosto.

Foi o pior resultado mensal desde maio de 2015, quando o indicador caiu 1,02%

Sem descontar as diferenças sazonais, a queda foi de 0,88%.

O resultado é pior que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que previam queda de 0,69%.

Na comparação com agosto de 2015, o indicador registrou tombo de 2,72% sem o ajuste sazonal, porque considera períodos iguais. Com ajuste, a queda foi de 4,43%.

No acumulado de 12 meses, a atividade econômica encolheu 5,48%. Descontando as diferenças sazonais, o encolhimento foi de 5,6%.

Neste ano, o IBC-Br subiu, na comparação com o mês anterior, apenas em abril e junho. No segundo trimestre, o PIB caiu 0,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o IBGE.

Indústria, comércio e serviços
O resultado de agosto é um reflexo da fraqueza econômica de outros indicadores, o que mostra a dificuldade de o país dar sinais de recuperação.

A produção industrial sofreu em agosto um tombo de 3,8% sobre julho, interrompendo cinco meses seguidos de ganhos. As vendas no comércio apresentaram queda de 0,6% na mesma base de comparação, de acordo com o IBGE.

Por sua vez, o setor de serviços registrou queda de 1,6% no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior, com destaque para o encolhimento nos serviços prestados às famílias.

Corte nos juros
Na noite de quarta, o BC anunciou redução na taxa básica de juros, a Selic, pela primeira vez desde outubro de 2012. A taxa passou de 14,25% para 14%.

Os juros são usados pelo banco para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Por outro lado, ao desestimular o consumo, juros altos tendem a desacelerar a economia.

Apesar do corte, os juros reais no Brasil continuam sendo os mais altos do mundo.

IBC-Br
O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 20/10/2016. Atividade econômica do Brasil recua 0,91% em agosto, pior que o esperado, mostra BC

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade econômica brasileira seguiu em território negativo em agosto, com contração de 0,91 por cento sobre julho segundo índice do Banco Central divulgado nesta quinta-feira, pior resultado em mais de um ano, que ilustra os percalços para a retomada econômica.

A contração apontada pelo resultado dessazonalizado do chamado Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), foi mais acentuada do que a expectativa de recuo de 0,69 por cento no mês em pesquisa da Reuters.

A leitura de agosto é o pior resultado desde maio de 2015, quando o indicador apresentou recuo de 1,02 por cento.

"Algum sinal mais evidente de reversão da atual recessão... só deve vir no último trimestre deste ano. Crescimento, talvez só em 2017", avaliou em nota o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco Gonçalves.

A leitura de agosto é um reflexo da fraqueza econômica mostrada recentemente em outros indicadores, destacando a dificuldade de o país dar sinais consistentes de recuperação depois de o PIB recuar 0,6 por cento no segundo trimestre sobre o período anterior, segundo dados do IBGE.

Neste ano, o IBC-Br mostrou avanço da atividade apenas em abril e junho, na comparação com o mês anterior.

A produção industrial sofreu em agosto um tombo de 3,8 por cento sobre julho, interrompendo cinco meses seguidos de ganhos, enquanto as vendas no varejo apresentaram queda de 0,6 por cento na mesma base de comparação, também de acordo com o IBGE.

Por sua vez, o setor de serviços registrou queda de 1,6 por cento no volume de vendas em agosto sobre o mês anterior, com destaque para a retração nos serviços prestados às famílias.

O IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

Em julho, o índice apresentou perda de 0,19 por cento em dado revisado pelo BC após divulgar no mês passado uma queda de 0,09 por cento para o período.

Na comparação com agosto do ano passado, o IBC-Br caiu 4,43 por cento. No acumulado em 12 meses, o recuo foi de 5,60 por cento, sempre em números dessazonalizados.

Na quarta-feira, o BC reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14 por cento ao ano, no primeiro corte desde 2012, no que deve ser o início de um ciclo de baixa que pode ajudar na recuperação da economia.

A expectativa de economistas para o ano é de uma contração de 3,19 por cento no PIB, segundo pesquisa Focus mais recente, realizada pelo BC com mais de uma centena de economistas.

(Por Camila Moreira)

BACEN. 19/10/2016. Copom reduz a taxa Selic para 14,00% ao ano

O Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 14,00% a.a., sem viés. ​

O cenário básico do Copom pode ser resumido pelas seguintes observações:

O conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião do Copom sugere atividade econômica um pouco abaixo do esperado no curto prazo, provavelmente em virtude de oscilações que normalmente ocorrem no atual estágio do ciclo econômico. A evidência disponível é compatível com estabilização recente da economia brasileira e possível retomada gradual da atividade econômica.  A economia segue operando com alto nível de ociosidade;

No âmbito externo, o cenário ainda apresenta interregno benigno para economias emergentes. No entanto, as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias nos EUA persistem;

A inflação recente mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência da reversão da alta de preços de alimentos;

As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus para 2017 recuaram para em torno de 5,0% desde o último Copom e do Relatório de Inflação (RI) do terceiro trimestre, e seguem acima da meta para a inflação, de 4,5%. As expectativas para 2018 e horizontes mais distantes já se encontram em torno desse patamar; e

As projeções do Copom para a inflação de 2016 nos cenários de referência e mercado recuaram desde a divulgação do último RI e encontram-se em torno de 7,0%. No horizonte relevante para a condução da política monetária, o comportamento das projeções em relação ao RI mais recente variou conforme o cenário. No cenário de referência, a projeção para 2017 recuou para aproximadamente 4,3%, enquanto que a projeção para 2018 encontra-se em torno de 3,9%. No cenário de mercado, a projeção para 2017 manteve-se praticamente inalterada em torno de 4,9% e a projeção para 2018 aumentou para aproximadamente 4,7% – ambas acima da meta para a inflação para esses dois anos-calendário, de 4,5%.

O Comitê identifica os seguintes riscos domésticos para o cenário básico para a inflação:

Por um lado, (i) o processo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia é longo e envolve incertezas; (ii) o período prolongado com inflação alta e com expectativas acima da meta ainda pode reforçar mecanismos inerciais e retardar o processo de desinflação; (iii) há sinais de pausa recente no processo de desinflação dos componentes do IPCA mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária, o que pode sinalizar convergência mais lenta da inflação à meta; e

Por outro lado, (iv) a inflação mostrou-se mais favorável no curto prazo, o que pode sinalizar menor persistência no processo inflacionário; (v) o nível de ociosidade na economia pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom; (vi) os primeiros passos no processo de ajustes necessários na economia foram positivos, o que pode sinalizar aprovação e implementação mais céleres que o antecipado.

Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, pela redução da taxa básica de juros para 14,00% a.a., sem viés. O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta para 2017 e 2018 é compatível com uma flexibilização moderada e gradual das condições monetárias. O Comitê avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%.

A magnitude da flexibilização monetária e uma possível intensificação do seu ritmo dependerão de evolução favorável de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e 2018. O Comitê destaca os seguintes fatores domésticos: (i) que os componentes do IPCA mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica retomem claramente uma trajetória de desinflação em velocidade adequada; e (ii) que o ritmo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia contribuam para uma dinâmica inflacionária compatível com a convergência da inflação para a meta. O Comitê avaliará a evolução da combinação desses fatores.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

DOCUMENTO: http://www.bcb.gov.br/pt-br/#!/c/notas/15966

BACEN. PORTAL G1. ANÁLISE. 19/10/2016. Na 1ª redução em quatro anos, Copom baixa juros para 14% ao ano. Mesmo assim, Brasil segue na liderança do ranking mundial de juros reais. Em nota, BC afirma que adotará política de corte de juro 'moderada e gradual'.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar os juros básicos da economia de 14,25% para 14% ao ano, um corte de 0,25 ponto percentual. A redução, a primeira da taxa Selic em quatro anos, foi anunciada pelo Banco Central no início da noite desta quarta-feira (19).
O corte dos juros já era esperado pelo mercado. Analistas, porém, estavam divididos quanto à intensidade: redução de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual. Economistas avaliam que a decisão pode ajudar a economia brasileira, em crise, a se recuperar.
Em comunicado, o Banco Central informou entender que a convergência da inflação para a meta central de 4,5%, fixada para 2017 e 2018, é compatível com uma política de corte de juros "moderada e gradual".
"O Comitê avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%", diz a nota.
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, em mensagem no Twitter, comemorou a redução da Selic. Segundo ele, "a confiança na retomada da economia do Brasil anda a passos largos".

Copom outubro de 2016, Selic (Foto: Arte/G1)

De acordo com o BC, o ritmo do processo de redução dos juros nos próximos meses e uma "possível intensificação" dependerão de evolução favorável de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas de inflação em 2017 e 2018.
"O Comitê destaca os seguintes fatores domésticos: que os componentes do IPCA [inflação oficial] mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica retomem claramente uma trajetória de desinflação em velocidade adequada; e que o ritmo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia contribuam para uma dinâmica inflacionária compatível com a convergência da inflação para a meta", informou.
A instituição avaliou ainda que a inflação recente "mostrou-se mais favorável que o esperado, em parte em decorrência da reversão da alta de preços de alimentos".
Isso, na visão da instituição, pode sinalizar "menor persistência no processo inflacionário"; que o nível de ociosidade na economia "pode produzir desinflação mais rápida do que a refletida nas projeções do Copom"; ou que os "primeiros passos no processo de ajustes necessários na economia foram positivos, o que pode sinalizar aprovação e implementação mais céleres que o antecipado".
Além disso, o BC acrescenta que suas projeções recuaram desde o final de setembro. No cenário de referência, que pressupõe juros e câmbio estáveis, a previsão do BC para a inflação de 2017 já caiu para 4,3% - abaixo da meta central de 4,5% para o ano que vem.
"No cenário de mercado [que considera as estimativas dos economistas dos bancos para câmbio e juros], a projeção para 2017 manteve-se praticamente inalterada em torno de 4,9% e a projeção para 2018 aumentou para aproximadamente 4,7% – ambas acima da meta para a inflação para esses dois anos-calendário, de 4,5%", informou o BC.
Série de cortes
Para os economistas dos bancos, este será o primeiro de uma série de cortes nos juros básicos da economia. A estimativa é de que o Copom, que se reúne a cada 45 dias, continuará a reduzir a Selic até setembro de 2017, quando a taxa deverá estar, pelas previsões, em 11% ao ano.
O aumento dos juros, ou sua manutenção em um patamar elevado, é o principal mecanismo usado pelo BC para frear a inflação. Com esse procedimento, o BC encarece o crédito. O objetivo é reduzir o consumo no país para conter a inflação, que tem mostrado resistência.
Porém, os juros altos prejudicam a atividade econômica e, consequentemente, inibem a geração de empregos. Quando o Banco Central julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, pode baixar os juros.
Mesmo com a redução, o Brasil permanece na liderança do ranking mundial de juros reais. Com os juros básicos em 14% ao ano, a taxa real soma 8,49% ao ano, bem acima da Rússia, segunda colocada (4,27%), e da Colômbia, a terceira (3,61%).
O Banco Central toma as decisões sobre a taxa de juros olhando para a frente e tendo como objetivo cumprir as metas de inflação previstas pelo sistema em vigor no país.
Para 2016, 2017 e 2018, a meta central é de inflação em 4,5%. Entretanto, o sistema prevê um piso e um teto, que é de inflação em 6,5%, em 2016, e em 6% em 2017 e 2018.
Isso significa que se a inflação deste ano, por exemplo, superar o alvo central de 4,5% mas ficar abaixo de 6,5%, o BC terá cumprido a meta. Entretanto, mercado estima um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao redor de 7% para 2016.
Juros reais e poupança
Mesmo com a redução de juros promovida pelo Banco Central nesta quarta-feira, o Brasil ainda permanece na liderança disparada do ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.
Com os juros básicos em 14% ao ano, a taxa real soma 8,49% ao ano. Com isso, permanece bem acima do segundo colocado, que é a Rússia, com 4,27% ao ano, seguida pela Colômbia, com 3,61% ao ano. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 1,9% ao ano.
De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mesmo com a redução dos juros para 14% ao ano, os fundos de investimento continuam mais atrativos do que a poupança, ganhando em rendimento na maioria das situações.
A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR).
Consequências do corte de juros
Segundo economistas, a queda dos juros poderá ajudar na recuperação da economia brasileira – que atravessa a maior recessão de sua história – por meio do aumento da confiança dos investidores e do recuo dos juros bancários. Além disso, poderá resultar em menos pressões de alta do dólar, contribuindo para impedir a volta da inflação no futuro. O corte também resultará em pagamento menor de juros pelo setor público.
De acordo com o diretor-executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, a queda da taxa Selic não tende a impactar, pelo menos em um primeiro momento, os juros bancários – que estão em patamar recorde. Mas, se as reduções persistirem no futuro, poderão pressioná-los para baixo.
Outra consequência do corte da taxa Selic pelo Banco Central é a redução nas despesas de juros da dívida pública. Atualmente, mais de R$ 600 bilhões em dívida em mercado estão atrelados à taxa básica de juros da economia. Com sua queda, recua também o pagamento de juros. A estimativa é de que um corte de 0,25 ponto percentual na Selic reduza essa despesa em R$ 1,5 bilhão em 12 meses.
A reunião do Copom aconteceu em um ambiente de recessão na economia brasileira. Para este ano, a mais recente previsão do mercado financeiro é de um tombo de 3,2% no Produto Interno Bruto (PIB), após um recuo de 3,8% ano passado – o maior em 25 anos. Com o fraco nível de atividade, o desemprego e a inadimplência continuam aumentando.

BACEN. PORTAL UOL. 19/10/2016. BC corta juros pela 1ª vez em 4 anos; taxa cai 0,25 ponto, para 14% ao ano
Do UOL, em São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. A decisão, tomada nesta quarta-feira (19), foi unânime.

A taxa estava em 14,25% ao ano desde julho do ano passado. Nas nove reuniões anteriores, o BC decidiu manter a Selic no mesmo nível, no mais longo período de estabilidade desde 1999.

Os juros não caíam desde outubro de 2012, quando o BC decidiu baixá-los de 7,5% para 7,25% ao ano.

Segundo analistas de mercado ouvidos pela agência de notícias Reuters, um corte de 0,25 ponto --e não de 0,5, como alguns especialistas esperavam-- sinaliza que o BC não tem pressa para reduzir os juros diante de uma inflação ainda alta e com a incerteza sobre a votação, no Congresso, de medidas para equilibrar as contas públicas.

Juros X Inflação

Os juros são usados pelo Banco Central para tentar controlar a inflação. De modo geral, quando a inflação está alta, o BC sobe os juros para reduzir o consumo e forçar os preços a caírem. Quando a inflação está baixa, o BC derruba os juros para estimular o consumo.

Em nota divulgada após a reunião, o BC afirmou que vai avaliar o "ritmo de aprovação e implementação dos ajustes necessários na economia" e se a inflação entrará em trajetória de queda "em velocidade adequada", ressaltando que o objetivo é "garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%".

A meta é manter a inflação em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de 2 pontos, ou seja, pode variar entre 2,5% e 6,5%. Porém, a alta dos preços está bem acima desse limite máximo. Apesar de ter desacelerado em setembro, atingiu 8,48% em 12 meses.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a desaceleração mais acentuada do que se esperava da inflação em setembro indica que o país "está voltando à normalidade".

Juros para o consumidor são mais altos
A Selic é a taxa básica da economia e serve de referência para outras taxas de juros (financiamentos) e para remunerar investimentos corrigidos por ela.

Ela não representa exatamente os juros cobrados dos consumidores, que são muito mais altos.

Segundo os últimos dados divulgados pelo BC, os juros do rotativo do cartão de crédito chegaram, em agosto, a 475,2% ao ano. Os juros do cheque especial atingiram 321,1% ao ano.

(Com Reuters)

BACEN. PORTAL UOL. 19/10/2016. Apesar de corte, Brasil continua sendo país que paga juros reais mais altos
Do UOL, em São Paulo

Apesar da decisão do Banco Central de baixar a taxa básica de juros (Selic) de 14,25% para 14% ao ano, o Brasil continua sendo o primeiro no ranking de países com maiores juros reais (descontada a inflação), bem à frente do segundo colocado. Os juros reais descontam a inflação projetada para os próximos 12 meses.

O país só perderia essa liderança se houvesse um corte de 4,75 pontos percentuais.

Juros altos fazem dívida crescer
Os juros altos fazem a dívida pública crescer, porque boa parte dela tem o rendimento calculado com base na taxa básica de juros (Selic).

Funciona assim: o governo emite títulos de dívida pública para captar recursos no mercado e financiar suas atividades. Os investidores compram esses títulos e, em troca, recebem no futuro o valor emprestado mais juros.

Esses juros são calculados de acordo com a variação da Selic. Portanto, quanto maior é a taxa Selic, maior será o gasto do governo com a dívida pública.

Juros afetam emprego e Bolsa
Além disso, juros altos tornam os títulos públicos bastante atrativos aos investidores: basta comprar os títulos para garantir um bom rendimento, graças aos juros altos.

Por outro lado, isso também atrai recursos que seriam investidos em empresas para aumentar ou melhorar sua produção. Com menos investimentos, diminui a atividade econômica do país e pode haver alta no desemprego.

Juros altos também tendem a ter efeito negativo para a Bolsa de Valores. Para os investidores, é melhor garantir os ganhos com renda fixa a arriscar investindo em ações.

Ranking de juros reais

Veja quem tem os maiores juros reais:

  • Brasil: 8,49%
  • Rússia: 4,27%
  • Colômbia: 3,61%
  • Argentina: 2,55%
  • China: 2,30%

Na outra ponta, os menores juros reais são:

  • Venezuela: -70,64%
  • Suécia: -2,07%
  • Estados Unidos: -1,95%
  • Dinamarca: -1,92%
  • Reino Unido: -1,91%

Juros nominais

No entanto, falando de juros nominais, ou seja, sem descontar a inflação, Argentina e Venezuela aparecem na frente do Brasil.

Veja quem tem os maiores juros nominais:

  • Argentina: 26,75%
  • Venezuela: 21,99%
  • Brasil: 14%
  • Rússia: 10%
  • Colômbia: 7,75%

Na outra ponta, quem tem os menores juros nominais:

  • Japão: -0,10%
  • Suécia: -0,50%
  • Dinamarca: -0,65%
  • Suíça: -0,75%

Pesquisa
O ranking tem 40 países e, portanto, não inclui todas as nações do mundo, mas somente economias relevantes. Os dados foram levantados pelo portal MoneYou, do economista Jason Vieira.

BACEN. PORTAL G1. REPERCUSSÃO. 19/10/2016. Juro menor ajuda economia, mas efeito vai demorar, dizem economistas. Redução deverá estimular o consumo e o investimento produtivo. Economistas apontam, no entanto, que efeitos não são imediatos.
Karina Trevizan e Taís Laporta
Do G1, em São Paulo

O Banco Central decidiu nesta quarta-feira (19) reduzir a Selic, a taxa básica de juros da economia, que estava em seu maior patamar em 10 anos. A taxa caiu de 14,25% ao ano para 14%. Foi o primeiro corte na taxa em quatro anos e o início de um ciclo de redução de juros já esperado pelos economistas. Para eles, a redução do juro básico deverá estimular o consumo e o investimento e, consequentemente, ajudar a economia brasileira a se recuperar. Eles ressaltam, no entanto, que efeito pode demorar a chegar na economia.
O BC adotou tom de cautela em seu comunicado e sinalizou que sua política de corte de juros será "moderada e gradual". Isso significa que a queda pode acontecer num ritmo mais lento que o esperado pelo mercado.
A Selic é um dos principais instrumentos do Banco Central para controlar a inflação. Quando mais alta for a taxa de juros, mais as pessoas são estimuladas a reduzir gastos e guardar dinheiro. Quando elas gastam menos, a demanda por produtos e serviços na economia se retrai e a pressão pela alta de preços é menor. Ou seja, para abrir caminho para a redução de juro, é necessário que a inflação esteja sob controle.
Quando o juro cai, o dinheiro fica mais barato. E o consumidor é estimulado a gastar e não a poupar. O crédito também fica mais acessível. Esse movimento tende a fomentar o consumo, o investimento e impulsionar o crescimento econômico, segundo economistas. "A queda dos juros é importante para o crescimento da economia”, afirma Luiz Eduardo Portella, sócio gestor da Modal Asset.
Para o economista Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, o principal efeito da decisão é mostrar que o governo está otimista com o cenário econômico futuro. "É uma sinalização de uma retomada das expectativas positivas para a economia, que deve melhorar a confiança do consumidor e do investidor. E isso pode fazer eles tirarem projetos da gaveta e voltar a investir", disse. Ele ressaltou que o corte do juro, de 0,25 ponto percentual, é pequeno e terá efeito limitado na economia. "O impacto do corte de juro é quase insignificante na vida real. O que importa é o direcionamento do governo."
Enfraquecimento da inflação
O gatilho para o corte da Selic foi uma redução da alta da inflação de setembro e uma melhora nas expectativas sobre os preços para os próximos meses. Na semana passada, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 7,23% para 7,04%. Em 2015, o índice chegou a 10,67%.
Especialistas ouvidos pelo G1 apontam que o cenário para este corte é distinto do movimento de baixa anterior, que teve início no fim de 2011. Naquele momento, a atividade econômica crescia, a inflação estava abaixo do teto da meta de 6,5% e o crédito ao consumidor havia sido ampliado.
Agora, o país está mergulhado em uma crise fiscal e ensaia os primeiros passos para sair de sua recessão mais longa.
“O momento é completamente diferente", comenta o economista Tharcisio Souza Santos, professor da Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). “Em 2011, o BC começou a reduzir os juros quando as expectativas de inflação estavam subindo. Agora estão caindo”, compara Margarida Gutierrez, economista e professora da UFRJ.
Efeitos esperados de um corte na taxa de juros:
Inflação
O recado do Copom de que o ciclo de queda dos juros deve acontecer num ritmo mais lento que o esperado é positivo para a inflação, aponta o sócio gestor da Modal Asset, Luiz Eduardo Portella.
"A mensagem de que os juros não devem cair tanto ajuda a derrubar a inflação e fazer com que ela passe a convergir para o centro da meta", diz o economista. "O mercado está mais confiante de que a inflação vai cair, mas essa cautela do BC com os juros mostra que a atividade econômica não está tão forte como se imaginava".
Crédito
Os especialistas consultados pelo G1 veem a queda da taxa Selic como um primeiro passo para que outras taxas de juros também caiam, como as do crédito ao consumidor. No entanto, eles apontam que esse efeito não é imediato.
Santos, da Faap, considera que esse efeito vai demorar um pouco para aparecer. “Isso vai ter que sair devagarzinho da frente. Não vai ser nada parecido com aquela benesse que a gente viu lá em 2008 e 2009", completa.
Margarida, da UFRJ, concorda que o custo do crédito vai cair em breve. “Normalmente, leva um tempo porque os bancos podem não aderir a essa queda. Mas acho que, neste momento, eles vão aderir porque está muito projetado e está mais ou menos na conta dos bancos. ”
Consumo das familias
Os analistas acreditam que o alívio nos juros terá efeito um pouco mais demorado sobre o consumo. “Muitas famílias estão bem endividadas e o desemprego ainda está subindo”, lembra Margarida. “Será uma surpresa muito grande se o consumo das famílias aumentar substantivamente”, complementa Santos.
A professora da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Juliana Inhasz acredita que o corte da Selic é uma sinalização para as famílias de que o governo está comprometido com as reformas que propôs recentemente. "É possível vermos nos próximos meses, especialmente em dezembro, uma melhora da confiança do consumidor e isso terá reflexos diretos no consumo", avalia.
Investimentos
Para os economistas, os investimentos das empresas devem começar a ganhar força com a queda dos juros, mas esse efeito também não é imediato. “Quem faz projeções de cenários e consultoria começa a ter as primeiras consultas de empresas grandes pensando em investimento”, comenta o professor Santos.
“É lógico que esse investimento não vai demorar para se concretizar. Mas é a primeira vez que a gente ouve falar disso em mais de 25 meses”, acrescenta.

Para Margarida, da UFRJ, as perspectivas serão de alta de investimentos. "Em algum momento vai começar, o processo é um pouco lento. As empresas ainda estão desovando estoques para começar a aumentar a produção”, avalia.
Cambio
Com taxas de juros menores, o país perde parte da atratividade para investidores internacionais, que aplicam seus recursos em busca de rendimentos maiores. Com isso, a tendência é de que entre menos moeda estrangeira no país, levando a uma tendência de queda do dólar frente ao real.
Na visão da professora Juliana, da Fecap, mesmo que o retorno para os investidores fique menor, a expectativa de um crescimento econômico torna o país mais atrativo para investir, atraindo mais capital estrangeiro.

Para Margarida, da UFRJ, o Brasil ainda está pagando juros muito altos. "Essa pequena queda da Selic não vai afastar o investidor internacional”, diz Margarida. Santos, da Faap, vê que “o câmbio está mais ou menos no lugar dele, entre R$ 3,20 e R$ 3,40”.
Contas públicas
A redução da Selic diminui o gasto do governo com os juros de sua dívida. O governo remunera quem investe em títulos públicos de acordo com a taxa Selic, por isso, qualquer alteração tem reflexos diretos na dívida, sustenta Juliana.
O corte anunciado nesta quarta, contudo, não deve ter efeito imediato nas contas públicas, avaliam os economistas. “Vai trazer algum impacto, só que leva tempo para ser significativo”, diz Margarida.

Santos acredita que apenas esta redução não terá um impacto monumental nas contas do governo, que têm previsão de um déficit fiscal de R$ 170,5 bilhões este ano. O efeito mais significativo seria o aumento da receita, como efeito de uma melhora das expectativas. “O pior é que a recessão dos últimos dois anos reduziu a receita e isso aumenta o déficit”, afirma.

BACEN. MF. PORTAL G1. REPERCUSSÃO. 19/10/2016. Corte da Selic mostra que inflação caminha para a meta, diz Meirelles. Copom decidiu nesta quarta (19) reduzir juros de 14,25% para 14% ao ano. Foi o primeiro corte na taxa Selic em quatro anos.
Yvna Sousa
Da TV Globo, em Brasília

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (19) que a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de baixar a taxa básica de juros da economia de 14,25% para 14% ao ano, é "positiva" e sinaliza que o país está "no caminho para ter a inflação na meta".
"Se o BC concluiu - e eu estive lá oito anos e sei o rigor das análises técnicas feitas por aquela instituição -, significa que há exatamente condições e bases pra isso. Portanto, é positivo. Porque é uma decisão técnica, autônoma do BC e está dando, portanto, condições e dando sinalização de que estamos no caminho para ter a inflação na meta. E essa que é a grande notícia: na questão da inflação", disse Meirelles a jornalistas após reunião no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília.
"Não há dúvida de que, se o Banco Central decidiu fazer isso [reduzir os juros], foi depois de uma análise criteriosa muito séria e viu possibilidade de começar o processo de flexibilização da política monetária", completou o ministro.
O Banco Central toma as decisões sobre a taxa de juros olhando para a frente e tendo como objetivo cumprir as metas de inflação previstas pelo sistema em vigor no país.
Para 2016, 2017 e 2018, a meta central é de inflação em 4,5%. Entretanto, o sistema prevê um piso e um teto, que é de inflação em até 6,5%, em 2016, e em até 6% em 2017 e 2018.
Isso significa que se a inflação deste ano, por exemplo, superar o alvo central de 4,5% mas ficar abaixo de 6,5%, o BC terá cumprido a meta. Entretanto, o mercado estima um Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, ao redor de 7% para 2016.
1ª redução em 4 anos
A redução da taxa básica de juros anunciada nesta quarta foi a primeira em quatro anos. O corte já era esperado pelo mercado. Analistas, porém, estavam divididos quanto à intensidade: redução de 0,25 ou de 0,5 ponto percentual. Economistas avaliam que a decisão pode ajudar a economia brasileira, em crise, a se recuperar.
Em comunicado, o Banco Central informou entender que a convergência da inflação para a meta central de 4,5%, fixada para 2017 e 2018, é compatível com uma política de corte de juros "moderada e gradual".
"O Comitê avaliará o ritmo e a magnitude da flexibilização monetária ao longo do tempo, de modo a garantir a convergência da inflação para a meta de 4,5%", diz a nota.
Ainda de acordo com o BC, o ritmo do processo de redução dos juros nos próximos meses e uma "possível intensificação" dependerão de evolução favorável de fatores que permitam maior confiança no alcance das metas de inflação em 2017 e 2018.

BACEN. PORTAL G1. REPERCUSSÃO. 19/10/2016. Repercussão da decisão do Copom de cortar os juros. Foi o primeiro corte da taxa básica de juros em quatro anos. Selic estava no patamar mais elevado em 10 anos.
Do G1, em São Paulo

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou pela primeira vez em quatro anos a taxa de juros da economia, para 14% ao ano, citando uma "flexibilização moderada e gradual das condições monetárias". A Selic vinha sendo mantida em 14,25%, o maior patamar em 10 anos, por nove reuniões seguidas dos membros do BC.

Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan)
"A decisão do Copom está na direção correta. Contudo, a continuidade e a intensidade desse movimento dependem da concretização da agenda fiscal. Por isso, Sistema FIRJAN considera que, imediatamente após a aprovação do teto para os gastos, o Governo Federal deve concentrar esforços no reequilíbrio fiscal dos estados e na reforma da previdência".
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Entenda como a taxa Selic afeta a vida do consumidor
Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
"Redução dos juros é sempre bem-vinda, mas a timidez do corte de 0,25 ponto percentual mostra que faltou coragem ao Banco Central para um corte maior da taxa de juros”.
Confederação Nacional da Indústria (CNI)
"A queda dos juros é essencial para a volta do crescimento da economia. A redução da taxa Selic diminuirá os custos do crédito para as empresas e as famílias, melhorando as condições financeiras e estimulando o consumo e os investimentos. No entanto, a indústria alerta que a recuperação sólida e vigorosa da economia depende da aprovação das medidas de ajuste fiscal, como a imposição de limites ao aumento do gasto público e a reforma da Previdência".
Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil
"A confiança na retomada da economia do Brasil anda a passos largos. Avante!"
Para Eliseu Padilha (Casa Civil) , corte dos juros mostra confiança na retomada da economia.
Roque Pellizzaro Junior, presidente do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)
“O passo modesto no início dos cortes de juros mostra que o Banco Central ainda vê riscos e que o ritmo de desinflação ainda é incerto, especialmente por conta da persistência da inflação de alimentos que podem ter efeito sobre os demais preços da economia”.
Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP)
"Com a situação política em um grau de incerteza muito abaixo do que no passado recente, e com os sinais de desaceleração do IPCA, além da forte recessão, o Banco Central não tinha outra escolha a não ser ter começado um ciclo de redução de juros, que ainda estão muito elevados".
Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp):
“A decisão de reduzir a taxa Selic foi acertada, pois, além da continuidade da crise econômica, a inflação já está mostrando claros sinais de desaceleração, num contexto em que o ajuste fiscal avança por um bom caminho. Esperamos que seja realmente o início de um ciclo de redução dos juros, que ainda se encontram em patamar elevado”.
Flavio Amary, presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação)
"Com a redução da taxa de juros, o governo sinaliza preocupação com a recuperação da economia e a retomada dos investimentos, incentivando o setor produtivo e, como consequência, reduzindo a taxa de desemprego".
Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical
"O Banco Central acertou no remédio mas errou na dosagem. A redução é positiva, mas insuficiente. Esperamos, agora, que esta queda anunciada pelo Copom seja o início de uma nova etapa com juros mais baixos. Reduzir os juros é um primeiro e decisivo passo rumo à recuperação da economia nacional".

BACEN. PORTAL UOL. ANÁLISE. 20/10/2016. Com queda do juro, economia pode começar a sair da recessão. PIB do Brasil recua no 2º trimestre
ÉRICA FRAGA
DE SÃO PAULO

O processo de corte dos juros iniciado nesta quarta-feira (19) pelo Banco Central era a medida mais esperada por empresários, economistas, investidores e consumidores há muito tempo.

Não é à toa que o mercado financeiro esbanjava otimismo nos últimos dias.

Essa ansiedade em relação aos rumos da política monetária tem duas causas.

A primeira é a falta absoluta de outras fontes possíveis de impulso para a combalida economia brasileira, em recessão há dois anos seguidos.

Estímulos fiscais –leia-se aumento de gastos públicos– estarão, obviamente, fora do rol de políticas disponíveis para estimular a atividade por muito tempo. Os investimentos do governo, por exemplo, estão em queda.

A economia mundial se recupera em ritmo lento desde que começou a emergir da crise financeira global de 2008. As projeções de crescimento mundial feitas por instituições multilaterais como o FMI (Fundo Monetário Internacional), consultorias e bancos têm sido revisadas para baixo frequentemente.

Mesmo que o cenário global fosse mais animador, o baixo peso das exportações brasileiras no PIB (Produto Interno Bruto) do país ainda limitaria o potencial de recuperação por essa via externa.

A confiança no futuro por parte dos próprios brasileiros —que, segundo economistas, é um poderoso motor da economia por estimular gastos e investimentos— também tem se mostrado incapaz de reanimar a atividade no país.

Os indicadores de expectativas futuras até têm melhorado bastante, mas contrastam com uma realidade corrente que teima em não melhorar, o que provavelmente inibe qualquer plano de aumento de gastos por parte de consumidores e empresários.

Para piorar a situação, começaram a aparecer sinais de que a débil retomada da atividade, que era esperada por economistas para algum momento entre o terceiro e o quarto trimestre deste ano, ficará para mais tarde, quem sabe o início do próximo ano.

Dados recentes tanto do consumo quanto da oferta na indústria e nos serviços revelaram renovada fraqueza. Pode ser uma pausa temporária na tendência de recuperação, mas economistas começaram a exibir dúvidas sobre o momento de saída da recessão.

A segunda causa para a esperança depositada no afrouxamento da política monetária é positiva, ainda que por conta de uma anomalia ruim brasileira: o nível para lá de elevado das taxas de juros.

Com o corte de quarta, a taxa Selic recuou para 14%. Mesmo países emergentes que também convivem com taxas de juros elevadas estão aquém desse patamar: Rússia (10%), México (4,75%), África do Sul (7%). Nas nações desenvolvidas, os juros ainda são próximos de zero.

Essa situação faz com que o Banco Central brasileiro tenha muito espaço para estimular a economia por essa via, se a inflação continuar diminuindo. Isso poderia levar a uma queda das taxas cobradas pelos bancos em seus empréstimos. O que, por sua vez, pode estimular o consumidor a voltar às compras.

Claro que o caminho não é assim tão simples, porque as famílias brasileiras estão muito endividadas. Talvez precisem primeiro liquidar suas dívidas antes de voltar a gastar. Mas já seria um começo.

O mesmo raciocínio vale para o setor privado, que está atolado em financiamentos e renegociando dívidas, mas pode, com a queda dos juros, retomar projetos de investimentos que ficaram engavetados nos últimos meses.

É provável que o efeito da redução dos juros não se dê no curto prazo, mas, pelo menos, o movimento do Banco Central aumenta as chances de que a retomada —ainda que lenta— não seja permanentemente adiada.

BACEN. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. ANÁLISE. 20/10/2016. Corte de juro não deve reduzir taxa cobrada do consumidor
Márcia De Chiara

A queda de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic, deve ter, pelo menos no curto prazo, efeito praticamente nulo para o consumidor, seja nos empréstimos bancários, seja nos financiamentos para compra de bens. Para especialistas, a inadimplência, que continua em níveis muito elevados, impede qualquer queda nas taxas ao consumidor nesse momento.

"A inadimplência responde por cerca de um terço das taxas cobradas dos empréstimos ao consumidor", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Contabilidade (Anefac). Ele lembra que o maior risco de calote, em função da crise na economia e de empresas que são alvo da operação Lava Jato, fez os bancos aumentarem as reservas para cobrir a inadimplência. E esse risco foi embutido nas taxas ao consumidor.

Esse movimento é nítido, segundo Oliveira, quando se compara a evolução, por exemplo, da taxa de juros do comércio com a Selic. Entre julho de 2015 e setembro deste ano, enquanto a Selic ficou estacionada em 14,25% ao ano, a taxa de juros de lojas deu um salto. Era 131,10% ao ano em julho de 2015 e subiu para 158,61% ao ano no mês passado. O que explica o avanço da taxa no balcão da loja, mesmo com a Selic estável, é o maior risco de calote, diz.

Centavos

Apesar da resistência da taxa ao consumidor, Ribeiro de Oliveira fez algumas simulações sobre o impacto da redução de 0,25 ponto porcentual da Selic nos juros básicos no varejo. Concluiu que tanto para compra de bens como para empréstimo bancário - e até para obter capital de giro, no caso das empresas -, o efeito será irrisório, de centavos.

"A inadimplência é mesmo um obstáculo à queda dos juros", reconhece Nicola Tingas, economista da Acrefi, associação que reúne as financeiras. Mas ele ressalta que o corte na taxa básica, mesmo pequeno, tem efeito favorável sobre as expectativas. O corte funciona como um sinalizador de que novas reduções virão, destravando assim a economia. "É uma mudança qualitativa, é um primeiro passo para um processo mais virtuoso."

Para Roque Pellizzaro, presidente do SPC Brasil, o impacto da redução dos juros básicos deve ter efeito no varejo dentro de três a quatro meses. "O corte da Selic sinaliza que o trem voltou para os trilhos."

Essa também é a avaliação da Confederação Nacional do Comércio (CNDL). Bruno Fernandes, economista da entidade, diz que a redução é "o início de um processo". Na avaliação dele, essa redução da taxa Selic pode ter um "leve efeito sobre as vendas de Natal." A CNC prevê uma queda de 3,5% no volume de vendas do varejo restrito (que exclui veículos e materiais de construção) neste fim de ano.

BLOOMBERG-BRASIL. ANÁLISE. 20/10/2016. BC fala grosso, mas não apaga otimismo com juros
Por Josué Leonel, com a colaboração de Patricia Lara e Paula Sambo.

O tom duro do Banco Central no comunicado da decisão de cortar a Selic, advertindo para a necessidade de uma queda mais consistente da inflação de serviços e progressos nas reformas fiscais, gerou forte reação no mercado. A maioria dos contratos de juros futuros sobe, com a diminuição da aposta de que o BC iria acelerar o ritmo de corte da Selic em novembro para 0,50 ponto percentual. Os contratos mais longos, porém, caem junto com o dólar, mostrando que o otimismo do mercado não se apagou.

Para alguns analistas, o próprio fato de o BC ter mostrado cautela ajuda a manter o processo de melhora das expectativas. Juros maiores no curto prazo poderiam levar a uma inflação menor e, consequentemente, juros potencialmente menores, no longo prazo. O economista Marcelo Carvalho, do BNP Paribas, não reduziu sua previsão – mais otimista do que a da média do mercado – de que a Selic vai cair 5,25 pp até o início de 2018.

Embora uma taxa de 9% pareça baixa perto dos atuais 14%, ela ainda será elevada considerando-se que a inflação em 12 meses em 2018 estará rodando perto da meta de 4,5%, diz Carvalho. A expectativa de juros menores também contempla a efetivação dos planos do governo em relação às reformas, com a aprovação da PEC do teto de gastos este ano e das mudanças na Previdência em 2017. O dólar, que pode cair a R$ 3,00 ou menos se as reformas forem aprovadas no próximo ano, também deve ajudar o país a ter inflação e juros menores, diz Carvalho.

A hipótese de aceleração do corte da Selic para 0,50 pp em novembro, embora um pouco questionada pelo comunicado do BC, ainda não pode ser totalmente descartada, diz Rodrigo Melo, economista-chefe da Icatu Vanguarda. Tudo vai depender de a inflação de serviços, que preocupa muito o BC, ceder, diz o economista. Ele lembra que a inflação de serviços vinha recuando até fevereiro, mas desde então tem mostrado resistência.

O comunicado do Copom teve vários pontos vistos como evidências de que o BC poderia estar menos otimista do que o mercado em relação às projeções de queda dos juros. Em um dos trechos, o BC disse que o cumprimento da meta de inflação de 4,5% é “compatível com uma flexibilização moderada e gradual das condições monetárias”. Ou seja, o cenário, hoje, não seria compatível com um corte maior do que 0,25 pp e nem com um ciclo total expressivo, como o mercado vinha prevendo.

Porém, em outro trecho, o BC diz que a “magnitude da flexibilização monetária e uma possível intensificação do seu ritmo dependerão de evolução favorável de fatores”. Ou seja, o BC não fechou a porta a cortes maiores dos juros, apenas condicionou seus passos e alertou que a queda já registrada pela inflação e os primeiros passos da agenda fiscal do governo ainda são insuficientes para assegurar a convergência da inflação ao centro da meta.

Antes do próximo Copom, em 30 de novembro, o mercado ainda terá oportunidades para checar o comportamento de alguns fatores relevantes para o BC. Além do IPCA-15 de outubro, que será divulgado nesta sexta-feira, o Copom do próximo mês ainda terá disponíveis os dados do IPCA fechado de outubro e o IPCA-15 de novembro. Novas votações da PEC do teto no Congresso e o anúncio da reforma da Previdência também são eventos possíveis de ocorrer antes da próxima decisão do BC.

Melo, do Icatu, para quem o tom cauteloso do Copom foi “acertadíssimo”, considera que o BC iniciou nesta quarta-feira um ciclo de cortes que pode checar a 3 pontos percentuais. “Ser mais comedido agora aumenta a chance de ter juro menor no futuro”.

FED. PORTAL G1. 20/10/2016. Dudley dá claro sinal ao dizer que espera alta dos juros pelo Fed. Segundo ele, alta pode vir se economia permanecer em sua atual trajetória. 'Alta de 0,25 ponto percentual não é de fato grande coisa', disse.
Da Reuters

O Federal Reserve (BC norte-americano) provavelmente vai elevar a taxa de juros neste ano se a economia dos Estados Unidos continuar nos trilhos, afirmou na quinta-feira (20) uma das autoridades mais influentes do banco central do país.
"Se a economia permanecer em sua atual trajetória acho...que veremos uma alta dos juros mais tarde neste ano", afirmou o presidente do Fed de Nova York, William Dudley, em um jantar, minimizando qualquer risco relacionado ao mercado em função de um esperado aperto da política monetária em dezembro.
Dudley, que é votante permanente e aliado próximo da chair do Fed, Janet Yellen, acrescentou que uma alta de 0,25 ponto percentual este ano "não é de fato grande coisa" dado que a economia está "razoavelmente perto" das metas do Fed de inflação de 2% e emprego máximo sustentável.
Questionado sobre o risco de elevar os juros em dezembro em um momento em que os fundos de investimento desfazem suas apostas e os bancos reduzem suas carteiras para o fim do ano, Dudley --que supervisiona as operações de mercado do Fed-- afirmou que "definitivamente não está preocupado com o timing" dado que o Fed elevou tranquilamente a taxa de juros em dezembro passado. Essa foi a primeira vez em quase uma década que o banco central aumentou a taxa.
"Temos feito progressos muito bons na direção de nossos objetivos... portanto claramente conforme nos aproximamos de nossos objetivos é provável que queiramos tornar a política monetária um pouco menos acomodativa", disse ele.
"Isso é bem diferente de dizer que há essa urgência em apertar a política monetária agressivamente", completou. "Não vejo essa urgência" porque o desemprego permaneceu recentemente estável em torno de 5%, a inflação ainda está abaixo da meta e também por causa da taxa de crescimento da economia abaixo do potencial.

SECOVI-SP. 20/10/2016. Vendas e lançamentos crescem em agosto na capital paulista. Pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação) aponta alta em relação a julho e queda na comparação com igual período de 2015 

A Pesquisa do Mercado Imobiliário, realizada pelo Departamento de Economia e Estatística do Secovi-SP, apurou em agosto a comercialização de 1.078 unidades residenciais novas na cidade de São Paulo. O resultado é 30,2% superior ao total vendido em julho (828 unidades), mas ficou e 32,9% abaixo do volume de vendas de agosto do ano passado (1.606 unidades).

No acumulado de janeiro a agosto, foram comercializadas na capital paulista 9.100 unidades residenciais, volume 26,1% inferior ao total vendido no mesmo período de 2015 (12.306 unidades).

Na Capital, o setor encerrou o mês de agosto com 24.411 unidades não vendidas disponíveis, ficando praticamente estável em relação ao mês anterior (24.627 unidades) e 9,4% inferior a agosto de 2015. A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (estoque).

De acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), os lançamentos na cidade de São Paulo totalizaram em agosto 1.177 unidades residenciais, volume 7,1% acima de julho (1.099 unidades) e 39,6% inferior ao agosto de 2015 (1.950 unidades). De janeiro a agosto de 2016, foram lançadas 8.007 unidades residenciais na Capital, representando queda de 37,5% em relação ao mesmo período de 2015 (12.802 unidades).

Nos dois primeiros meses do segundo semestre, notou-se ligeira reação no volume de lançamentos. O acumulado de 2.276 unidades novas (julho e agosto), comparado com igual intervalo de tempo do ano passado (2.775 unidades), apresentou redução de 18%, bem abaixo dos 42,8% de queda do primeiro semestre. As vendas, por sua vez, totalizaram 1.906 unidades (somados os meses de julho e agosto), uma redução de 28% em relação ao mesmo período de 2015, quando foram vendidas 2.648 unidades.

Análise - Passado o período de férias de julho, a expectativa era de melhora nas vendas. Com 1.078 unidades comercializadas, agosto registrou aumento de 30,2% em relação ao mês anterior. Entretanto, o resultado ainda é inferior ao de agosto do ano passado. "Este comportamento não correspondeu às nossas perspectivas", ressalta Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP.

No acumulado do primeiro semestre do ano, houve redução de 25,5% nas vendas e 42,8% nos lançamentos. A expectativa para o segundo semestre era que iniciasse uma mudança de comportamento, com os resultados do mercado imobiliário se aproximando daqueles registrados no mesmo período de 2015. "Mas, com uma melhora constante nas perspectivas econômicas, após a aprovação da PEC 241, continuamos apostando em uma gradativa recuperação do setor", avalia Flavio Amary, presidente da entidade.

Na avaliação de Amary, os lançamentos estão adequados à demanda, com preços que atendem à faixa de renda média baixa. No entanto, os consumidores continuam adiando a decisão da compra, esperando que a economia demonstre efetiva reversão. "Em São Paulo, teremos de aguardar as ações do novo prefeito João Doria, já em 2017, no sentido de incentivar a produção imobiliária dentro de regras urbanas mais adequadas à realidade do País. A depender do ânimo empresarial, as mudanças virão o quanto antes, pois é nítida a renovação das esperanças em um cenário positivo e de crescimento", opina Emilio Kallas, vice-presidente de Incorporação e Terrenos Urbanos do Secovi-SP.

VGV e VSO - No mês, o VGV (Valor Global de Vendas) foi de R$ 497,7 milhões, 13,8% superior ao de julho (R$ 437,2 milhões comercializados) e 38,9% inferior ao de agosto de 2015 (R$ 814,7 milhões) - valores atualizados pelo INCC-DI (Índice Nacional de Custo da Construção) de agosto de 2016. Já o indicador VSO (Vendas sobre Oferta), que apura a porcentagem vendida em relação ao total de unidades ofertadas, foi de 4,2%, apresentando alta de 27,3% em comparação ao mês de julho (3,3%) e queda de 25% em relação a agosto de 2015 (5,6%).

Tipologia - Os imóveis de 2 dormitórios foram destaque no mês: 711 vendas, 675 lançamentos, oferta final de 9.170 unidades e VSO de 7,2%. Unidades de 3 dormitórios ficaram com o segundo melhor VSO, de 3,0%, e tiveram 176 unidades comercializadas, 234 lançamentos e oferta final de 5.712 unidades. Apesar da comercialização de 175 unidades, os imóveis de 1 dormitório registraram VSO de 2,1%, oferta final de 8.120 unidades e 268 unidades lançadas.

Tamanho, preço e zona - Imóveis com metragem entre 45 m² e 65 m² responderam por 781 unidades lançadas, 667 unidades vendidas, VSO de 6,6% e 9.421 de imóveis ofertados. As unidades com área útil entre 85 m² e 130 m² registraram VSO de 4,2%, o que equivale à venda de 116 unidades em relação à oferta de 2.550 unidades e às 197 unidades lançadas.

As unidades com preços abaixo de R$ 225 mil lideraram as vendas (410 unidades) e os lançamentos (440 unidades) em agosto, atingindo VSO de 25,9%. De acordo com o economista-chefe do Secovi-SP, o bom resultado deve-se, principalmente, à baixa quantidade de oferta de imóveis com esse valor. Imóveis com preços entre R$ 225 mil e R$ 500 mil tiveram mais vendas (321 unidades) do que lançamentos (282 unidades). Porém, o VSO foi de 2,7%, pois, nessa faixa de preço, concentra-se a maior parte dos imóveis ofertados não vendidos.

A zona Sul de São Paulo voltou a apresentar bons resultados e se destacou em volume de vendas (510 unidades) e de lançamentos (524 unidades), que resultaram em um VSO acima da média, de 6,5%. A oferta final de 7.362 unidades corresponde a 30% do total ofertado na cidade. A zona Leste ficou em segundo lugar, com 274 imóveis vendidos e 186 lançados, VSO de 4,7% e oferta final de 5.587 unidades.

RELATÓRIO: http://www.secovi.com.br/files/Arquivos/pmi-agosto-2016.pdf

CIA VALE DO RIO DOCE. 19/10/2016. Relatório de Produção 3T16. Carajás alcançou um novo recorde de produção de 38,7 Mt no 3T16, o que significou um aumento de 2,2 Mt (5,9%) em relação ao 2T16

​A Vale produziu 92,1 Mt de minério de ferro [1] no terceiro trimestre de 2016 (3T16), ficando 5,3 Mt acima do 2T16 e 1,4 Mt acima do 3T15 devido principalmente: (a) à melhor performance operacional nas minas e plantas do Sistema Norte; (b) ao start-up de uma nova instalação de britagem na mina de Fazendão; (c) à maior produtividade nos Sistemas Sudeste e Sul.

Carajás alcançou um novo recorde de produção de 38,7 Mt no 3T16, o que significou um aumento de 2,2 Mt (5,9%) em relação ao 2T16, devido principalmente às melhorias, acima mencionadas, na performance operacional nas minas e plantas do Sistema Norte.

A produção de pelotas totalizou 12,1 Mt no 3T16, ficando 20,1% acima do 2T16 e em linha com o 3T15, devido principalmente à retomada da planta de pelotização de Fábrica e à maior disponibilidade de pellet feed para as plantas de Vargem Grande e Tubarão. As plantas de pelotização Tubarão 8, Tubarão 3 e Vargem Grande alcançaram recordes trimestrais de produção de 1,2 Mt, 1,8 Mt e 1,8 Mt, respectivamente, no 3T16.

A produção de níquel alcançou 76,0 kt no 3T16, ficando 3,3% abaixo do 2T16 e 6,1% acima do 3T15, devido principalmente às paradas programadas de manutenção em Thompson e Nova Caledônia (VNC) no 3T16 e à parada programada de manutenção na refinaria de Sudbury no 3T15. A operação de Onça Puma alcançou o recorde de 6,6 kt no 3T16. A produção de VNC em agosto alcançou 4,0 kt, estabelecendo um novo recorde mensal para a operação, seguida pela produção de setembro que foi de 3,8 kt, a segunda maior produção mensal registrada na operação.

A produção de cobre alcançou o recorde para um terceiro trimestre de 111,4 kt no 3T16, representando um aumento de 4,0 kt em relação ao 2T16, devido principalmente ao ramp-up de Salobo e à maior produção de Sudbury. A produção de cobre contido no concentrado de Salobo alcançou um recorde de 44,3 kt no 3T16, atingindo um recorde de produção mensal de 17,0 kt de cobre em setembro.

O volume contido de ouro como subproduto contido nos nossos concentrados de níquel e de cobre alcançou um recorde de 118.000 oz no 3T16, devido principalmente à melhor performance operacional de Sudbury e ao aumento do volume contido de subprodutos no concentrado de cobre de Salobo.

A produção de carvão totalizou 2,3 Mt no 3T16, ficando 54,4% e 13,2% acima do 2T16 e do 3T15, respectivamente, devido principalmente ao ramp-up da planta de Moatize II, após seu start-up em agosto de 2016, e à retomada das operações de Carborough Downs, que enfrentaram problemas de instabilidade geológica no 2T16.

A produção de Moatize atingiu um recorde trimestral de 1,8 Mt no 3T16, ficando 40,3% e 32,8% acima do 2T16 e do 3T15, respectivamente, com um aumento em ambas produções de carvão metalúrgico e térmico. O ramp-up da mina de Moatize II permitirá um aumento na produção e uma redução dos custos nos próximos trimestres.

No 3T16, a produção de rocha fosfática foi de 2,1 Mt, a produção de MAP (fosfato monoamônico) totalizou 244 kt e a produção de SSP (superfosfato simples) totalizou 495 kt, ficando 14,5%, 3,9% e 9,0% acima do 2T16, respectivamente, devido principalmente à estabilização das plantas após ajustes operacionais e paradas de manutenção no 2T16.​

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.vale.com/Lists/Acervo/Attachments/2894/2016%203Q%20Production%20Report_pt.pdf

REUTERS. PROMOÇÃO COMERCIAL. 20/10/2016. Produção global de vinho deve cair para mínima de 4 anos, com problemas na França e no Brasil

PARIS (Reuters) - A produção global de vinho deverá cair este ano para o menor nível desde 2012, principalmente devido a um clima adverso que reduziu a produção na França e na América do Sul, incluindo o Brasil, disse nesta quinta-feira a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV, na sigla original).

A produção de vinho deverá cair em 5 por cento ante o ano passado, para 259,5 milhões de hectolitros (mhl), um dos três menores volumes desde 2000, disse a entidade sediada em Paris em uma estimativa preliminar para o ano.

A previsão é de queda de 12 por cento na produção francesa, para 41,9 mhl, e fortes recuos no Brasil (recuo de 50 por cento, a 1,4 mhl), no Chile (-21 por cento, a 10,1 mhl) e na Argentina (-35 por cento, a 8,8 mhl).

A África do Sul também deverá impactar a produção global, com perda de 19 por cento, atingindo 9,1 mhl.

Um hectolitro representa 100 litros, ou o equivalente a cerca de 133 garrafas padrão (750 ml).

A queda na produção da França era amplamente esperada, após as videiras sofrerem com geadas e queda de granizo na primavera, seguidas de seca no verão.

O recuo na França deverá permitir que a Itália mantenha a posição como maior produtor global de vinho, com produção estimada em 48,8 mhl, embora ligeiramente atrás da produção do ano passado, 50 mhl, disse a OIV.

A previsão de produção de 259,5 mhl representa o ponto central de uma faixa de estimativas de 255 mhl a 264 mhl, disse a organização.

(Por Gus Trompiz e Pascale Denis)

PETROBRÁS. 20/10/2016. Petrobras Distribuidora prevê R$ 2,549 bilhões de investimentos entre 2017-2021

A Petrobras Distribuidora deverá investir R$ 2,549 bilhões entre 2017 e 2021, segundo seu Plano de Negócios e Gestão (PNG) para esse período, recém-anunciado. O montante é 22,4% superior ao plano anterior, e a empresa pretende ser referência no setor de distribuição, em rentabilidade, sustentabilidade e inovação. O segmento de Operações absorverá a maior parte desse montante, concentrando R$ 1,12 bilhão dos recursos, principalmente no atendimento a demandas de melhoria da segurança e flexibilidade das instalações, ampliação e modernização do negócio de lubrificantes e reforço do posicionamento em regiões com grande potencial de crescimento do mercado.
A área de postos de serviço, principal ponto de contato da nossa subsidiária com o cliente final, terá R$ 643 milhões em recursos, com a meta de chegar a 9.500 postos (crescimento de 23,4%). Já o chamado mercado consumidor, onde a Petrobras Distribuidora atua em negócios como aviação, grandes clientes, produtos químicos, asfaltos e negócios de energia, receberá investimentos da ordem de R$ 554 milhões. Os recursos para as atividades corporativas e de tecnologia da informação foram estimados em R$ 224 milhões até 2021.

Sobre o comportamento do mercado de combustíveis no Brasil, a BR trabalha com a perspectiva de aumento de 1,3% ao ano nos volumes comercializados, com destaque para etanol hidratado, diesel e QAV.

MDefesa. 20/10/2016. Delegação da Suécia discute questões de cooperação industrial

Brasília, 20/10/16 – O vice-ministro da Suécia, Jan Salestrand, e demais membros da delegação estiveram reunidos com o ministro da Defesa, Raul Jungmann, e o comandante da Aeronáutica, Nivaldo Luiz Rossato, na terça-feira (18). Na audiência, Jan Salestrand tratou de assuntos como cooperação industrial e o processo de desenvolvimento do caça Gripen NG.

Raul Jungmann, durante a reunião, afirmou que a parceria com a Suécia é algo estratégico e a expectativa é que se estenda no tempo e possa ser ampliada. O Ministério da Defesa acompanha as intenções da Índia na aquisição do caça Gripen NG, fabricado na Suécia, pela Saab. Jan Salestrand lembrou do compromisso a longo prazo com o Brasil, na cooperação bilateral, e manifestou o interesse na aquisição de novos produtos.

Brasil e Suécia desenvolvem cooperação em produtos de defesa

Para o processo do Gripen, engenheiros brasileiros já se encontram na cidade de Linköping, que sedia a fábrica na Suécia. No próximo mês, será inaugurado o Centro de Inovação e Pesquisa Sueco-Brasil (Cisb), aqui no Brasil, prosseguindo com intercâmbio de conhecimentos e tecnologias.

No encontro, participaram, além do vice-ministro, o vice-ministro para Assuntos da União Europeia e Comércio Internacional,  Oscar Stenström; o comandante da Força Aérea da Suécia, general Mats Helgesson ; o embaixador da Suécia para o Brasil, Per-Arne Hjelmborn; o presidente  da Saab, Hakan Buskhe; e o coronel Christer Olsson , adido de Defesa pela Embaixada da Suécia no Brasil.

Visão Geral sobre a Defesa

Antes da audiência com Jungmann, a delegação da Suécia foi recebida pelo Chefe do Estado-Maior Conjunto, almirante Ademir Sobrinho, que realizou uma breve apresentação sobre o funcionamento do Ministério da Defesa. O vice-ministro da Suécia e o almirante trocaram informações sobre as estruturas de defesa de seus países e discutiram sobre situações de Serviço Militar e o futuro das Forças Armadas.

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DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 20/10/2016. Dólar opera em queda após Copom. Na véspera, moeda fechou em queda de 0,44%, vendida a R$ 3,169. Em outubro, dólar recua 2,55%; em 2016, acumula queda de 19,7%.
Do G1, em São Paulo

O dólar cai ante o real nesta quinta-feira (20), pelo terceiro pregão seguido, em reação ao corte de 0,25 ponto percentual da Selic pelo Banco Central na véspera, ainda mantendo a taxa básica de juros em patamares bastante atrativos ao investidor estrangeiro. A moeda acumulou queda de 1,2% nos dois pregões anteriores, segundo a Reuters.
Às 12h50, a moeda recuava 0,12%, cotada a R$ 3,1651.
Veja a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h10, queda de 0,31%, a R$ 3,1591
  • Às 9h50, queda de 0,3%, a R$ 3,1594
  • Às 11h29, queda de 0,23%, a R$ 3,1616

"A decisão do BC é benéfica... A taxa de juros brasileira é alta e bastante atrativa", comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado, à Reuters.
Na noite passada, o BC reduziu a taxa básica de juros a 14% ao ano, em decisão unânime e ainda uma das maiores do mundo, no primeiro corte desde 2012 diante do cenário de menor inflação e com a atividade econômica ainda sem dar sinais consistentes de recuperação.
Apesar de falar em movimento moderado e gradual, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deixou aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de corte deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.
Embora o mercado majoritariamente esperasse redução da Selic em 0,25 ponto, havia grandes apostas de corte de 0,50 ponto percentual na véspera.
O recuo da moeda também era favorecido pela regularização de recursos de brasileiros no exterior, cujo prazo encerra em 31 de outubro e tem potencial para aumentar o fluxo de entrada ao país.
Na véspera, a Receita Federal informou ter recebido cerca de 9,2 mil declarações no programa de regularização de ativos no exterior, somando R$ 61,3 bilhões em recursos regularizados e R$ 18,6 bilhões em impostos e multas.
Intervenção do BC
O Banco Central vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de moeda.
Véspera
Na quarta-feira (19), a moeda norte-americana fechou o dia em queda de 0,44%, vendida a R$ 3,169 – menor patamar de fechamento desde 11 de agosto (R$ 3,14). No mês de outubro, o dólar recua 2,55%. Em 2016, acumula queda de 19,7%.

BACEN. PORTAL UOL. 20/10/2016. Dólar cai, vendido perto de R$ 3,17; Bovespa opera quase estável

O dólar comercial caía e a Bovespa operava quase estável nesta quinta-feira (20). Por volta das 13h, a moeda norte-americana caía 0,12%, a R$ 3,165 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha leve alta de 0,08%,a 63.556,56 pontos. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.  "A decisão do BC é benéfica... A taxa de juros brasileira é alta e bastante atrativa", disso o operador de uma corretora à agência de notícias Reuters. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 20/10/2016. Dólar cede 1% com fluxo positivo e volta ao nível de R$ 3,13
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar caiu pelo terceiro pregão consecutivo nesta quinta-feira e foi à casa de 3,13 reais, menor nível desde agosto, influenciado por fluxo de ingresso de recursos estrangeiros e pelos retornos ainda bastante atrativos no país depois de o Banco Central iniciar de maneira moderada seu ciclo de afrouxamento monetário.

O dólar recuou 0,95 por cento, a 3,1390 reais na venda, menor valor de fechamento desde 10 de agosto (3,1322 reais). Em três pregões, a moeda norte-americana acumulou perda de 2,14 por cento.

O dólar futuro cedia quase 1 por cento nesta tarde.

"O vigoroso fluxo de entrada com a lei do repatriamento está mantendo o dólar em queda", comentou o superintendente da corretora Correparti, Ricardo Gomes da Silva. "Isso fez a moeda operar na contramão do exterior", acrescentou.

O prazo para regularização de recursos de brasileiros no exterior encerra em 31 de outubro. Na véspera, a Receita Federal informou ter recebido cerca de 9,2 mil declarações no programa de regularização de ativos no exterior, somando 61,3 bilhões de reais em recursos regularizados e 18,6 bilhões de reais em impostos e multas.

O fluxo de ingresso de recursos também foi atraído nesta sessão pela decisão do BC de cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Embora essa fosse a aposta majoritária do mercado, muitos investidores também tinham se posicionado por uma redução ainda maior, de 0,50 ponto porcentual.

"A taxa de juros brasileira é alta e bastante atrativa", comentou o operador da corretora H.Commcor, Cleber Alessie Machado.

Na noite passada, o BC reduziu a taxa básica de juros a 14 por cento ao ano, ainda uma das maiores do mundo, no primeiro corte desde 2012 diante do cenário de menor inflação e com a atividade econômica ainda sem dar sinais consistentes de recuperação.

Apesar de falar em movimento moderado e gradual, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC deixou aberta a possibilidade de acelerar em breve o ritmo de corte deste ciclo de afrouxamento iniciado agora, desde que veja maior desinflação do setor de serviços e mais avanços no ajuste fiscal.

O Banco Central vendeu nesta manhã o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares.

No início de agosto, o BC brasileiro havia elevado o volume de swap reverso de 10 mil para 15 mil contratos, quando a cotação do dólar fechou abaixo de 3,15 reais, mas voltou a reduzir para 10 mil swaps poucos dias depois, quando a cotação havia voltado a 3,23 reais.

"Acho que 3,15 reais (ou abaixo) é o patamar que pode levar o BC a elevar o swap reverso e pode acontecer hoje", comentou operador da corretora H.Commcor, Alessie Machado.

(Por Claudia Violante)

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. REUTERS. 20/10/2016. Bovespa sobe 0,5% impulsionada por ganhos da Vale

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa paulista recuperou o fôlego e fechou em alta nesta quinta-feira, impulsionado pelos fortes ganhos da Vale, após a empresa divulgar dados de produção.

De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,54 por cento, a 63.848 pontos. Mais cedo, o índice chegou a cair mais de 1 por cento, mantendo o ajuste iniciado na véspera, após ter atingido os 64 mil pontos pela primeira vez desde abril de 2012.

O volume financeiro da bolsa somava 7,4 bilhões de reais.

(Por Flavia Bohone)


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