FGV. IBRE. Índices Gerais de Preços. IPC-S. IPC-S recua na última semana do mês
O IPC-S de 30 de setembro de 2016 apresentou variação de 0,07%1, 0,11 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,29%, no ano e, 8,10%, nos últimos 12 meses.
Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,11% para -0,14%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item frutas, cuja taxa passou de 4,44% para 0,24%.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,39% para -0,02%), Transportes (0,02% para -0,11%), Despesas Diversas (-0,28% para -0,32%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,34%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: salas de espetáculo (0,79% para -2,77%), tarifa de ônibus urbano (0,33% para -0,04%), cigarros (-0,77% para -1,04%) e perfume (-0,30% para -1,03%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos: Vestuário (0,33% para 0,40%), Comunicação (0,01% para 0,08%) e Habitação (0,27% para 0,28%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: calçados (0,30% para 0,43%), mensalidade para tv por assinatura (-0,19% para 0,18%) e tarifa de eletricidade residencial (0,01% para 0,41%), respectivamente.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201578A153B166A08
ACSP. PORTAL G1. 03/10/2016. Índice de confiança do brasileiro tem maior alta em dois anos, diz ACSP. Apesar do avanço em setembro, índice permanece no 'campo pessimista'. Já na comparação com setembro de 2015, o índice caiu cinco pontos.
Do G1, em São Paulo
Em setembro, o índice que mede a confiança dos brasileiros chegou a 74 pontos e ficou seis pontos acima do resultado de agosto, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Essa alta mensal, de acordo com a pesquisa, é a maior desde a passagem de setembro (142 pontos) para outubro de 2014 (148 pontos). Já na comparação com setembro de, o índice caiu cinco pontos
O indicador varia entre zero e 200 pontos, sendo que o intervalo entre zero e 100 é o campo do pessimismo e, de 100 a 200, é o campo do otimismo. Portanto, segundo indica a associação, o resultado de setembro permanece no campo pessimista.
CONFIANÇA DO CONSUMIDOR
em pontos
Fonte: ACSP
Na análise por regiões, a confiança dos consumidores cresceu em todas as regiões brasileiras, com destaque para o Sul, com um avanço de 19 pontos (de 56 pontos em agosto para 75 em setembro). "O desempenho pode ser explicado pela proximidade com a época de plantio, despertando otimismo na população local."
No grupo formado pelas regiões Norte/Centro-Oeste, o indicador subiu seis pontos (de 72 para 78). No Nordeste, cresceu quatro (de 73 para 77).
O Sudeste, em compensação, pode ser considerada a região mais cautelosa do país. Isso porque o índice de confiança ficou praticamente estável ao passr de 69 pontos em agosto para 70 em setembro.
Classe
O índice de confiança relativo às classes AB aumentou de 60 pontos em agosto para 67 em setembro, enquanto a da C subiu de 65 e foi para 72. Na contramão, a confiança das classes DE caiu de 84 para 82 pontos.
MARKIT. PORTAL G1. 03/10/2016. Indústria do Brasil reduz produção e funcionários, mostra PMI. Setor diminuiu número de funcionários pela fraqueza externa e interna. Índice ficou pelo 20º mês abaixo da marca entre crescimento e contração.
Da Reuters
A indústria brasileira reduziu a produção e o número de funcionários em setembro diante da fraqueza tanto do mercado externo quanto interno, e a contração do setor se prolongou ainda mais, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira (3).
O Markit informou que seu PMI sobre a indústria do Brasil subiu ligeiramente a 46,0 em setembro contra 45,7 em agosto, porém permaneceu pelo 20º mês seguido abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração.
"Essa fraqueza generalizada tem sido um tema usual há cerca de um ano e meio e há pouco que sugira qualquer mudança iminente na direção para o setor", afirmou em nota a economista do Markit Pollyanna De Lima.
A produção caiu no mês passado pelo ritmo mais forte em três meses e de forma generalizada nos três grupos de mercado monitorados, destacadamente no de bens de consumo.
Em meio à instabilidade da economia, o nível de novos negócios sofreu nova queda, com os entrevistados citando ainda a fraqueza da demanda e restrições de crédito.
Diante da concorrência acirrada nos mercados globais, o volume de novos negócios provenientes do exterior diminuiu pela taxa mais acentuada desde maio de 2009, de acordo com o Markit.
As indústrias continuaram buscando reduzir custos e com isso diminuíram mais uma vez o número de funcionários. O nível de empregos diminuiu em todos os três subsetores, sendo o mais afetado o de bens de capital.
Sobre os custos, os preços de insumos subiram mais uma vez com os entrevistados citando a desvalorização do real, e as indústrias voltaram a aumentar os preços de seus produtos.
A produção industrial brasileira surpreendeu e iniciou o terceiro trimestre com alta de 0,1% sobre o mês anterior, o quinto resultado positivo seguido porém o mais fraco desse período. O IBGE divulga na terça-feira (4) os números de agosto.
STANDARD AND POOUR'S. REUTERS. 03/10/2016. S&P faz novo alerta sobre rebaixamento de mercados emergentes
LONDRES (Reuters) - Os mercados emergentes devem sofrer mais rebaixamentos de seus ratings soberanos do que elevações no próximo ano ou dois, alertou a agência de classificação de risco Standard and Poor's nesta segunda-feira.
Novo relatório do responsável por ratings soberanos da S&P, Moritz Kraemer, apontou que um recorde de nove das 20 principais economias em desenvolvimento tiveram perspectiva negativa para seus ratings, o que significa que estão efetivamente em alerta de rebaixamento.
"Esse é nosso viés negativo mais pesado para mercados emergentes e o motivo pelo qual esperamos que os rebaixamentos superem os upgrades no próximo ano ou dois", disse Kraemer.
Os riscos de curto prazo incluem não apenas uma alta gradual dos juros nos Estados Unidos, o que pode levar investidores de volta a mercados desenvolvidos, crescimento mais lento na China e queda do comércio mundial, mas também políticas mais populistas e potencial para conflitos geopolíticos.
"É por isso que nossa visão da qualidade de crédito dos mercados emergentes é menos positiva do que a visão do mercado", disse Kraemer.
(Reportagem de Marc Jones)
ANP. 03/10/2016. PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO BRASIL BATE RECORDE PELO 3º MÊS CONSECUTIVO
Pré-sal
A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,099 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 42,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,365 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou os 1,060 milhão de barris diários obtidos em julho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 40,8 MMm3 produzidos em julho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,317 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.
Queima de gás
O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,4%. A queima de gás em agosto foi de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 7,8% em relação ao mesmo mês em 2015. A principal motivação para o aumento na queima de gás natural foi o comissionamento do FPSO Cidade de Saquarema, localizado no campo de Lula.
Campos produtores
Os campos marítimos produziram 94,4% do petróleo e 77,1% do gás natural. A produção ocorreu em 8.792 poços, sendo 781 marítimos e 8.011 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.
O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 581,9 mil bbl/d de petróleo e 25,5 milhões de m³/d de gás natural.
Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.101. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 60.
A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 5 poços a ela interligados, 190 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.
As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 148,4 mil boe/d, sendo 122,5 mil bbl/d de petróleo e 4,1 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 143,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,8 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 388 boe/d em Alagoas, 1.768 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.357 boe/d no Rio Grande do Norte e 197 boe/d em Sergipe.
Outras informações
Em agosto de 2016, 299 concessões, operadas por 27 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 83 são concessões marítimas e 216 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.
Boletim da Produção: http://www.anp.gov.br/?pg=82623.
MDIC. MRE. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 03/10/2016. Brasil usa pouco isenção de tarifas para vendas aos Estados Unidos
ISABEL FLECK
DE SÃO PAULO
Mesmo em um cenário de queda nas exportações para os Estados Unidos desde 2014, o Brasil não tem aproveitado a oportunidade de vender produtos com tarifa zero para os americanos.
Só nos dois últimos anos, cerca de 70% dos produtos que têm direito à isenção não foram vendidos pelo sistema de preferências do qual o país faz parte. A principal razão é falta de informação.
Em 2015, 2.309 dos 3.278 itens que constam no Sistema Geral de Preferências (SGP) não foram exportados para os Estados Unidos ou tiveram a tarifa cobrada integralmente, sem necessidade, aponta um levantamento recente do Itamaraty.
O desconhecimento sobre o programa, que foi criado nos anos 1970 e beneficia 122 países, fica evidente quando se vê que mais de um quarto dos 1.771 produtos que deixaram de ser vendidos aos EUA com tarifa zero entre 2011 e 2015 têm valores de exportações, para todos os outros países, que ultrapassam os US$ 100 milhões por ano, como conservas de frango e minério de chumbo.
O empresário Luis Carlos Alves só descobriu nos últimos meses que poderia exportar suportes para instrumentos musicais com isenção de impostos para os EUA.
"Eu não tenho noção do que eu perdi, mas eu perdi muitos negócios sem dizer ao comprador que ele não precisaria pagar a tarifa", afirma.
Alves, contudo, diz que os importadores americanos —parte interessada no programa— também desconhecem o SGP. "Nos EUA, poucas empresas sabem disso. A informação existe, mas não é trabalhada ou compartilhada."
Andressa Silva, diretora executiva da Abiarroz (Associação Brasileira da Indústria do Arroz), concorda que é preciso também um trabalho de comunicação com os compradores nos EUA.
"É importante que os exportadores também conscientizem os importadores americanos, porque são eles que preenchem o formulário fazendo constar o SGP", diz.
A Abiarroz estima que parte das 51 mil toneladas de arroz exportadas de janeiro a agosto deste ano pelo Brasil aos EUA não tenha se beneficiado do programa de isenção. "Dentro dessa quantidade, é possível que tenham sido exportados produtos que estão na lista do SGP sem o benefício por desconhecimento", afirma Silva.
Atualmente, apenas 7% de tudo que o Brasil exporta para os EUA é via SGP. Nos anos 1990, esse índice era de 25%.
Para Antonio Meirelles, diretor-executivo da Coalizão da Indústria Brasileira nos EUA (BIC, em inglês), um dos pontos que pode ter atrapalhado o acesso ao programa foi o fato de a sua renovação ter sido suspensa pelo Congresso americano por quase dois anos, entre 2013 e 2015.
Neste período, os exportadores brasileiros eram orientados a seguir especificando os produtos que fazem parte da lista, para obter o benefício retroativo. No entanto, muitos empresários do país deixaram de operar pelo sistema neste intervalo.
DIVULGAÇÃO
A partir do levantamento, o Itamaraty, junto com Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e o MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio), começou, no último mês, a divulgar o programa para empresários e associações de diversos setores.
"Estamos divulgando essas oportunidades aos nossos exportadores e vamos apresentar petições, em coordenação com o setor privado, tanto para incluir novos produtos do nosso interesse no programa, como para evitar retiradas que nos prejudiquem", disse o chanceler José Serra, em nota à Folha.
Na terça (4), termina o prazo para que o país apresente acréscimos de produtos à lista do programa. Para Meirelles, o fato de o Brasil não usar 70% dos itens já disponíveis não deve pesar na decisão americana sobre a inclusão de novas categorias, pois são produtos de interesse do mercado americano.
Renovado em junho de 2015, o SGP segue em vigor até dezembro de 2017, quando precisará passar novamente pelo Congresso dos EUA. Meirelles, que acompanha de perto a disputa presidencial, diz não acreditar que o programa esteja na mira direta dos dois candidatos, mas que o discurso mais protecionista de Hillary Clinton e Donald Trump é "preocupante".
BNDES. REUTERS. 03/10/2016. BNDES eleva crédito para energia solar e reduz apoio a grandes hidrelétricas
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta segunda-feira novas condições para financiamento a projetos de geração de energia, que incluem o aumento na participação no crédito a usinas solares e a redução nos empréstimos pela taxa de juros de longo prazo (TJLP) a grandes hidrelétricas.
Segundo a instituição, serão mantidos os percentuais máximos de participação no banco para crédito a usinas eólicas, pequenas hidrelétricas, biomassa e cogeração, ao mesmo tempo em que não haverá mais apoio a termelétricas poluentes, a carvão e óleo combustível. A política também não incluirá a concessão de empréstimos-ponte.
(Por Luciano Costa)
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 03/10/2016. Dólar começa o mês em queda, após eleições municipais. Na sexta, a moeda norte-americana recuou 0,11%, cotada a R$ 3,2517. Na semana passada, o dólar teve alta de 0,13% e no mês, de 0,69%.
Do G1, em São Paulo
O dólar opera em queda nesta segunda-feira (3), em linha com o exterior e após o resultado das eleições municipais no Brasil, que na avaliação do mercado fortaleceu o governo federal e pode ajudar na aprovação das medidas de ajuste fiscal, destaca a Reuters.
Às 12h19, a moeda norte-americana caía 0,75%, a R$ 3,2272.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h10, queda de 0,12%, a R$ 3,2477
- Às 9h59, queda de 0,21%, a R$ 3,2449
- Às 10h29, queda de 0,5%, a R$ 3,2355
- Às 11h19, queda de 0,62%, a R$ 3,2314
"O grande vencedor dessas eleições foi o PSDB, por ter triunfado em São Paulo, abrindo espaço para o governador Geraldo Alckmin ser o nome de consenso em 2018. Quando migra de Aécio Neves para Alckmin, traz alívio ao mercado, já que o mineiro pode ter algumas complicações nas investigações em curso daqui para a frente", avaliou em entrevista à Reuters o superintendente Correparti Corretora, Ricardo Gomes da Silva.
Nas eleições de domingo, pela primeira vez desde que foi instaurado o segundo turno um prefeito foi eleito em primeiro turno em São Paulo. João Dória, afilhado político de Alckmin, venceu a disputa.
"As eleições podem levar o governo federal a acelerar a votação das medidas de ajuste fiscal no Congresso, entre elas, a PEC do teto fiscal. Isso tira um pouco da tensão e do peso do dólar", disse Silva.
A expectativa é de que a Proposta de Emenda à Constituição que limita os gastos públicos seja aprovada pela comissão especial da Câmara ainda nesta semana, para ser votada pelo plenário da Casa dias 10 e 11, destraca a Reuters.
As medidas de ajuste fiscal são um dos três fatores que o Banco Central observa com atenção para se decidir por um corte da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Cenário externo
O exterior também tem um clima mais favorável ao recuo do dólar ante outras divisas e contribui para o movimento baixista deste início de trimestre.
"Circularam no final de semana rumores de que o acordo do Deutsche Bank com o Departamento de Justiça norte-americano ainda não tinha sido alcançado, o que seria um fator de estresse. Mas hoje é feriado na Alemanha e o mercado resolveu deixar para digerir isso depois", disse à Reuters o especialista da Correparti.
O mercado no exterior digeria os bons indicadores da Europa e aguardava os números norte-americanos. A atividade industrial na zona do euro acelerou no mês passado para 52,6, ante 51,7 em agosto, segundo a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
Interferência do BC
O Banco Central vendeu nesta segunda-feira o lote integral de 5 mil contratos de swap cambial reverso - equivalente à compra futura de moeda.
Último fechamento
O dólar fechou em baixa na sexta-feira (30), influenciado pela disputa para a formação da Ptax (taxa que serve de referência para uma série de contratos cambiais) e de olho no leilão de linha do Banco Central.
A moeda norte-americana recuou 0,11%, a R$ 3,2517, vendida a R$ 3,2547.
Na semana, o dólar avançou 0,13%. No mês de setembro, teve alta de 0,69%. Em 2016, a moeda tem desvalorização acumulada de 17,6%.
BACEN. PORTAL UOL. 03/10/2016. Dólar cai, vendido perto de R$ 3,24; Bovespa opera em alta
O dólar comercial caía e a Bovespa operava em alta nesta segunda-feira (3). Por volta das 11h15, a moeda norte-americana tinha baixa de 0,52%, a R$ 3,235 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 0,79%, a 58.829,72 pontos. O mercado era influenciado pelo resultado das eleições municipais, que na avaliação dos investidores fortaleceu o governo federal e pode ajudar na aprovação das medidas de ajuste das contas públicas. No exterior, o clima também era de otimismo, com bons números da economia europeia. Hoje é feriado na Alemanha, tirando um pouco do mercado as preocupações em relação ao Deutsche Bank. (Com Reuters)
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. 03/10/2016. Bovespa opera no azul, de olho no exterior e na política local. Investidores avaliam o cenário político local após as eleições municipais. No ano, Ibovespa tem valorização de 34,64%.
Do G1, em São Paulo
A bolsa paulista iniciou a semana com seu principal índice operando no azul, ajudada pelos ganhos da Petrobras e com investidores avaliando o cenário político local após as eleições municipais de domingo (2).
Às 12h24 desta segunda-feira (3), o principal índice de ações subia 1,63%, a 59.319 pontos.
Perto do mesmo horário, as ações da Petrobras subiam mais de 2%, com preços do petróleo ao redor da estabilidade. O começo da semana também trouxe dados da ANP mostrando que a produção de petróleo e gás do Brasil bateu recorde pelo terceiro mês seguido em agosto.
O pregão da Bovespa oscilava na contramão de Wall Street, com recuo das ações enquanto investidores aguardam dados econômicos em busca de novas pistas sobre a saúde da economia norte-americana, destaca a Reuters.
Resultado das eleições
No Brasil, o fortalecimento de partidos aliados ao governo do presidente Michel Temer nas eleições municipais também estava no radar.
Entre os destaques, o PSDB conseguiu com o candidato João Doria uma inédita eleição em primeiro turno em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, ao mesmo tempo em que o PT viu confirmados os piores prognósticos, amargando um resultado negativo nas capitais do país.
"Eleições municipais trazem PSDB fortalecido e PT despencando para décimo no ranking de prefeituras, com destaque para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, saindo fortalecido para a disputa de 2018, com as vitórias de Doria em primeiro turno na capital, e diversas outras prefeituras importantes no estado", escreveram analistas da XP Investimentos em nota a clientes, segundo a Reuters.
Semana passada
Na sexta-feira (30), a Bovespa fechou em leve alta, influenciada pelo bom humor em Wall Street e ganhos em ações da Petrobras. O desempenho manteve a quarta alta mensal seguida, com operadores avaliando que há oportunidades para novos avanços nos próximos meses., segundo a Reuters.
O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa paulista, subiu 0,03%, aos 58.367 pontos. Na semana, o índice caiu 0,56% e no mês, subiu 0,8%. No ano, há valorização de 34,64%.
BOVESPA. REUTERS. 03/10/2016. Estrategistas de ações iniciam outubro ainda à espera de avanços em medidas econômicas
Por Flavia Bohone
SÃO PAULO (Reuters) - Outubro começa com estrategistas de ações ainda na expectativa de avanço nas medidas de ajuste econômico no Congresso Nacional, particularmente aquela que limitará o crescimento dos gastos à inflação do ano anterior, além de possível início de um processo de afrouxamento monetário pelo Banco Central.
Para a equipe do BTG Pactual, este e o próximo mês são fundamentais para definir o futuro do governo de Michel Temer, conforme relatório enviado a clientes, destacando principalmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um limite para o crescimento dos gastos públicos.
"A habilidade de aprovar uma versão da proposta similar àquela apoiada pelo governo mostrará a força do apoio político ao presidente Temer e lançará as bases para as próximas reformas", escreveu o BTG.
Na semana passada, o relator da matéria na Câmara, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), disse que a PEC teve ter sua tramitação concluída na Câmara dos Deputados e enviada ao Senado até o fim deste mês.
O BTG diz que seu portfólio segue posicionado para capturar também uma potencial redução nos juros e melhora da atividade.
Pesquisa Focus nesta segunda-feira mostrou que as expectativas entre economistas passaram a embutir um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do Copom. Se confirmado, será o primeiro corte em mais de um ano.
A equipe da Citi Corretora adota certa cautela quanto à recuperação da economia, destacando que "dadas as restrições dos fundamentos econômicos, a recuperação provavelmente será mais gradual, quando comparada com recuperações anteriores".
O começo da temporada de resultados corporativos no Brasil neste mês também está no radar dos estrategistas, conforme as carteiras compiladas pela Reuters.
"As companhias que continuarem a entregar resultados seguirão sendo preferidas, mas, com viés promissor para aquelas que o mercado considera 'descontadas', bem como as que possuem liquidez preponderante, que são opções para o reingresso de capital externo na Bovespa", disse a BB Investimentos em relatório a clientes.
No exterior, o rumo da política monetária norte-americana permanecem sob os holofotes. A próxima reunião do Federal Reserve ocorre apenas em novembro, mas declarações de membros do banco central dos Estados Unidos tendem a seguir influenciando apostas sobre o momento da próxima alta de juros naquele país.
Veja cinco carteiras de ações recomendadas para outubro compiladas pela Reuters:
- BTG BB INVESTIMENTOS
- Petrobras PN B2W
- Itaú Unibanco PN CVC Brasil
- BM&FBovespa Gerdau PN
- Cielo Itaú Unibanco PN
- Gerdau PN Lojas Renner
- Telefônica Brasil PN Petrobras PN
- Br Malls Randon PN
- Localiza Vale PNA
- CESP PNB
- São Martinho
- CITI GUIDE INVESTIMENTOS
- AES Tiête BM&FBovespa
- Lojas Renner BRF
- BRF CCR
- Cielo Equatorial Energia
- Cosan Eztec
- Ecorodovias Hypermarcas
- Light Itaúsa PN
- Petrobras PN Klabin
- Energisa Petrobras PN
- Sabesp Ultrapar
- SPINELLI
- Itaúsa PN
- Cosan
- Via Varejo
- Braskem PNA
- Grendene
- Light
- Qualicorp
- Embraer
- Fras-le
- Magazine Luiza
- Mills
- Rumo Logística
- Sonae Sierra
- Locamerica
- Login
BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 03/10/2016. Economistas do mercado preveem menos inflação para 2016. Mercado também estimou dólar mais baixo, em R$ 3,25, no fim do ano. Números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (3).Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
Os economistas das instituições financeiras baixaram sua expectativa de inflação para 2016, segundo pesquisa feita pelo Banco Central na semana passada e divulgada nesta segunda-feira (3). Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.
Previsão para o IPCA em 2016
Em %
Fonte: BC
A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 7,25% para 7,23% na semana passada. Foi a terceira queda seguida do indicador. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 5,07%, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% – fixado para 2017 – mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor - Amplo 15 (IPCA-15), considerado uma prévia da inflação oficial, que, em setembro, atingiu o menor patamar para este mês desde 2009.
O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
Produto Interno Bruto
Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2016, a previsão do mercado financeiro ficou estável em um "tombo" de 3,14%, na semana passada.
Previsão para o PIB em 2016
Em %
Fonte: BC
Com a previsão de um novo encolhimento do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua previsão de alta em 1,30% na semana passada, informou o BC.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa de juros no fim de 2016 em 13,75% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14,25% ao ano. Com isso, a estimativa do mercado é de corte dos juros até o fim de 2016.
Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 11% ao ano - o que pressupõe uma queda maior dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 caiu de R$ 3,29 para R$ 3,25. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar recuou de R$ 3,45 para R$ 3,40.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 caiu de US$ 50 bilhões para US$ 49,5 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit caiu de US$ 46,8 bilhões para US$ 45,9 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou também em US$ 65 bilhões.
BACEN. PORTAL UOL. 03/10/2016. Analistas diminuem projeção para inflação e veem queda de 3,14% no PIB
Do UOL, em São Paulo
Economistas consultados pelo Banco Central melhoraram a estimativa para a inflação e para o PIB (Produto Interno Bruto) no fim de 2016.
Veja as estimativas para 2016 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo BC:
- PIB (Produto Interno Bruto): manteve-se em -3,14%;
- Inflação: diminuiu de 7,25% para 7,23%;
- Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,75%;
- Dólar: caiu de R$ 3,29 para R$ 3,25.
- Para o ano que vem, a projeção de crescimento do PIB foi mantida em 1,3%.
A projeção para a inflação em 2016 continua acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).
A estimativa para 2017 foi mantida em 5,07%. Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 5,16% para 5,15%.
Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve os juros em 14,25% ao ano.
Entenda o que é o boletim Focus
Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.
Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.
Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.
(Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 03/10/2016. Economistas passam a ver corte no juro básico em outubro mas mantêm projeção para 2016
SÃO PAULO (Reuters) - Economistas consultados na pesquisa Focus passaram a ver um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros na próxima reunião do Banco Central, mas não alteraram a perspectiva para o final do ano.
O levantamento divulgado pelo BC nesta segunda-feira passou a mostrar expectativa de corte na Selic, atualmente em 14,25 por cento, na reunião dos dias 18 e 19 de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom) depois de quatro semanas projetando manutenção.
Mas a projeção para a taxa no final do ano permaneceu em 13,75 por cento, portanto os economistas passaram a ver dois cortes de 0,25 ponto, em vez de apenas uma redução de 0,50 ponto na reunião de novembro.
Para o final de 2017, a expectativa para a Selic continua sendo de 11 por cento.
A mudança veio na esteira da divulgação, na semana passada, do Relatório Trimestral de Inflação, documento que era altamente aguardado para que o mercado calibrasse suas apostas em relação à política monetária.
Os economistas que mais acertam as previsões, grupo chamado de Top-5, também alteraram a expectativa para a reunião deste mês de manutenção para corte de 0,25 ponto, mantendo as projeções para a taxa básica ao fim de 2016 em 13,75 por cento e em 2017 em 11,25 por cento.
No relatório, o BC passou a ver a inflação abaixo do centro da meta tanto em 2017 quanto em 2018, apontando progressos em relação à alta dos preços de alimentos e reforçando no mercado as apostas de corte de juros já na próxima reunião.
Para a inflação, o Focus passou a mostrar estimativa de alta do IPCA de 7,23 por cento em 2016, 0,02 ponto percentual a menos do que na semana anterior. Para o ano que vem a alta do IPCA esperada permanece em 5,07 por cento.
Em relação à atividade, não houve mudanças. A perspectiva de contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano continua sendo de 3,14 por cento por cento, com recuperação esperada em 2017 de 1,30 por cento.
(Por Camila Moreira)
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