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September 8, 2016

US ECONOMICS

FED. 09/08/2016. Beige Book. 

Summary of Commentary on Current Economic Conditions by Federal Reserve District
Commonly known as the Beige Book, this report is published eight times per year. Each Federal Reserve Bank gathers anecdotal information on current economic conditions in its District through reports from Bank and Branch directors and interviews with key business contacts, economists, market experts, and other sources. The Beige Book summarizes this information by District and sector. An overall summary of the twelve district reports is prepared by a designated Federal Reserve Bank on a rotating basis.

FULL DOCUMENT: http://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/beigebook/files/Beigebook_20160907.pdf

FED. 09/08/2016. Consumer Credit on July 2016

In July, consumer credit increased at a seasonally adjusted annual rate of 5-3/4 percent. Revolving credit increased at an annual rate of 3-1/2 percent, while nonrevolving credit increased at an annual rate of 6-3/4 percent.

DOCUMENT: http://www.federalreserve.gov/releases/g19/current/default.htm

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OCDE. REUTERS. 08/09/2016. Indicador da OCDE sinaliza desaceleração no Reino Unido mas melhora para o Brasil

PARIS (Reuters) - O crescimento vai continuar a desacelerar no Reino Unido na sequência da votação para deixar a União Europeia, apontou o indicador mensal da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quinta-feira, que mostrou por outro lado melhora para o Brasil.

Houve melhoras entre as principais economias emergentes, segundo a OCDE, com o indicador mostrando que o crescimento está acelerando no Brasil, China e Rússia e se firmando na Índia.

O índice para o Brasil alcançou 100,34 em julho, primeira vez que superar a marca de 100 desde março de 2013.

A OCDE havia suspendido a publicação de seu indicador por dois meses em julho por causa do referendo de 23 de junho no Reino Unido, afirmando que ele poderia tornar os dados enganosos.

Em sua primeira divulgação desde o referendo, a OCDE disse que seu indicador para o Reino Unido subiu para 99,32 em julho, ante 99,29 em junho, mantendo-se abaixo da média de longo prazo de 100.

"Embora ainda haja incerteza sobre a natureza do acordo que o Reino Unido concluirá com a UE, a volatilidade dos dados que surgiram nas semanas imediatamente após o referendo parecem ter reduzido", disse a OCDE.

"Assumindo que este cenário continue nos próximos 6 meses, a avaliação atual para o Reino Unido indica que o crescimento continuará a desacelerar, antes de se estabilizar em torno de uma taxa mais lenta no final do ano", acrescentou.

O indicador mostrou um ritmo de crescimento estável nos Estados Unidos, no Japão e na zona do euro como um todo, incluindo a Alemanha, disse a organização.

O indicador para os EUA caiu para 99,03 em julho de 99,10 em julho, melhorando na China para 99,22 ante 99,02.

(Por Michel Rose)

FGV. IBRE. 08/09/2016. Índices Gerais de Preços. IGP-DI. IGP-DI acelera em agosto

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 0,43%, em agosto. A variação registrada em julho foi de -0,39%. Em agosto de 2015, a variação foi de 0,40%. A taxa acumulada em 2016, até agosto, é de 6,07%. Em 12 meses, o IGP-DI acumulou alta de 11,27%. O IGP-DI de agostofoicalculado com base nos preços coletados entre os dias 1º e 31 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou, em agosto, variação de 0,50%. Em julho, a taxa foi de -0,81%. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 0,52%. No mês anterior, a taxa de variação foi de 0,03%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -3,09% para 1,59%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou variação de 0,39%, ante 0,47%, no mês anterior.

O índice do grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de -0,37%, ante -0,30%, no mês anterior. O principal responsável por este recuo foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de -0,60% para -0,84%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou variação de -0,50%. No mês anterior, a variação foi de -0,34%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a taxa de variação passou de -2,34%, em julho, para 1,42%, em agosto. Os destaques no sentido ascendente foram: minério de ferro (-6,14% para 6,71%), milho (em grão) (-9,26% para 2,91%) e soja (em grão) (-8,04% para -5,77%).Em sentido descendente, vale mencionar: café (em grão) (4,44%para -1,93%), bovinos (-0,22% para -2,01%) e arroz (em casca) (9,12%para 3,43%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,32%, em agosto, ante 0,37%, no mês anterior. Sete das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A contribuição de maior magnitude para o recuo da taxa do IPC partiu do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,85% para 0,50%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item artigos de higiene e cuidado pessoal, cuja taxa passou de 2,14% para 0,62%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,14% para 0,10%), Transportes (0,25% para 0,11%), Vestuário (0,18% para -0,12%), Despesas Diversas (0,49% para -0,08%), Educação, Leitura e Recreação (0,71% para 0,50%) e Comunicação (0,17% para 0,16%). Nestas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens: condomínio residencial (0,84% para -0,11%), gasolina (0,22% para -0,64%), roupas (-0,01% para -0,18%), tarifa postal (8,30% para 0,00%), passagem aérea (3,71% para -3,39%) e mensalidade para TV por assinatura (0,77% para 0,00%), respectivamente.

Em contrapartida, apenas o grupo Alimentação (0,39% para 0,69%) apresentou acréscimo em suas taxas de variação. Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item frutas, cuja taxa passou de -7,40% para 5,61%.

O núcleo do IPC registrou taxa de 0,47%, ante 0,52%, apurada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 25 apresentaram taxas abaixo de 0,04%, linha de corte inferior, e 16 registraram variações acima de 0,85%, linha de corte superior. Em agosto, o índice de difusão, que mede a proporção de itens com taxa de variação positiva, foi de 55,92%, ante 63,02%, no mês anterior.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em agosto, taxa de variação de 0,29%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,49%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços mostrou variação de 0,29%. No mês anterior, a taxa foi de 0,02%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou variação de 0,30%. No mês anterior, este índice variou 0,90%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201570951E0065C1A

FGV. IBRE. 08/09/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-S. Inflação pelo IPC-S registra alta na primeira semana de setembro

Nesta apuração, três das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,50% para 0,92%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de -3,39% para 4,20%.

Também registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Alimentação (0,69% para 0,76%) e Habitação (0,10% para 0,11%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: frutas (5,61% para 8,45%) e tarifa de eletricidade residencial (-1,14% para -0,63%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Transportes (0,11% para 0,01%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,44%), Comunicação (0,16% para 0,01%), Vestuário (-0,12% para -0,17%) e Despesas Diversas (-0,08% para -0,10%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: gasolina (-0,64% para -0,98%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,62% para 0,08%), tarifa de telefone móvel (0,64% para 0,19%), calçados (-0,08% para -0,46%) e alimentos para animais domésticos (-0,04% para -0,35%), respectivamente.O IPC-S de 07 de setembro de 2016 apresentou variação de 0,34%1, 0,02 ponto percentual (p.p.) acima da taxa registrada na última divulgação.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20157095EE0572DBE

CNC. 06/09/2016. CNC prevê contratação de 135 mil temporários para o Natal 2016. Análise da Confederação ainda estima queda de 3,5% nas vendas do varejo , a segunda retração consecutiva para a data

Adicionar aos meus Itens  A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que o Natal deste ano deverá registrar a segunda queda consecutiva tanto nas vendas quanto na contratação de temporários. A Confederação estima um recuo de 3,5% no varejo, o equivalente à movimentação financeira de R$ 32,1 bilhões até dezembro. A confirmação desse quadro deverá frear a demanda por trabalhadores temporários, com menos 2,4% de postos ofertados em relação a 2015.
“Voltamos ao patamar de 2012, quando foram contratados cerca de 135 mil temporários para cobrir o movimento de fim de ano”, afirma o economista da CNC Fabio Bentes.

Os maiores volumes de contratação deverão se concentrar no segmento de vestuário (62,4 mil vagas) e no de hiper e supermercados (28,9 vagas). Além de serem os “grandes empregadores” do varejo – juntos eles representam 42% da força de trabalho do setor – esses segmentos costumam responder, em média, por 60% das vendas natalinas.

Salários

O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.205, avançando, portanto, 9,5% em relação ao mesmo período do ano passado (+0,6%, se descontada a inflação). O maior salário de admissão deverá ocorrer no ramo de artigos de informática e comunicação (R$ 1.403); contudo, esse segmento deverá ofertar apenas 1,6% das vagas totais a serem criadas no varejo.

Natal dos importados

Ao contrário de 2015, quando o real sofreu desvalorização de 47%, neste ano a expectativa é que a taxa de câmbio registre queda de 16%, o que poderá estimular importações por parte do varejo e reajustes menos intensos do que no fim do ano.

O setor supermercadista deve aproveitar o cenário fazendo estoque de produtos estrangeiros e registrar modesta queda no volume das vendas (-1,6%). Já as lojas de vestuário e acessórios deverão amargar queda anual superior a 11% no Natal de 2016.

As previsões da CNC de emprego e vendas serão revistas mensalmente até as vésperas do Natal.

DOCUMENTO: http://www.cnc.org.br/sites/default/files/arquivos/previsoes_natal_set_16.pdf

ANÁLISE. PORTAL UOL. JORNAL FSP. 08/09/2016. Emprego não voltará em 2018 a nível anterior à crise, dizem economistas. Desemprego atinge 11,2% em abril e renda real do trabalhador recua 3,3%.

O desemprego só deverá cair na segunda metade do ano que vem. A volta a níveis anteriores à crise, de praticamente pleno emprego, não é o cenário mais previsto por economistas para 2018.

O PIB poderá estar crescendo na virada deste ano, lembra Felipe Salles, economista do Itaú Unibanco. "É como uma locomotiva, a indústria entrou primeiro e sai antes. O emprego é o último a se mexer. O desemprego só deverá cair na segunda metade de 2017. Pode ocorrer, antes, mas é menos provável", diz.

"Em 2018, estaremos com desemprego em queda, mas não de volta aos níveis anteriores à crise, embora seja muito cedo para dizer."

A velocidade da recuperação depende em grande parte da aprovação de reformas, adverte. "Se andar bem nessa direção, poderemos ter crescimento mais forte."

Luiz Castelli, economista da GO Associados, estima que apenas em 2020 o Brasil vá recuperar os empregos com carteira assinada, perdidos durante o biênio 2015 e 2016.

"Vai levar quatro anos para o Brasil voltar ao estoque que tinha em 2014", diz.

"Entre 2015 e 2020 deverão entrar cerca de 7,8 milhões de pessoas na força de trabalho. Voltar a algo perto do pleno emprego vai demorar mais."

O país perdeu 94,7 mil empregos com carteira assinada em julho – 91,0 mil em junho, segundo o Caged (Ministério do Trabalho).



Bonitos em novo endereço

As vendas de cosméticos mudaram de canais durante a crise: atacarejo e farmácias ganharam fatia do faturamento, e supermercados e perfumarias, perderam.

"São canais que investem em promoção e em lojas para aumentar a clientela", diz Patrícia Momesso, responsável por análise de compras da Nielsen, que fez a pesquisa.

Outro fator é a política de preços, ela diz. Alguns canais, como as perfumarias, receberam mais clientes, mas o valor de vendas caiu.

Apenas as vendas de porta a porta tiveram perda de consumidores (1,6%).

O setor como um todo se retraiu 1,8% em 12 meses.

"Em algumas categorias de produto, os clientes passaram a escolher marcas um degrau mais baixo", afirma Cesar Tsukuda, diretor da Beauty Fair, feira do setor que encomendou a pesquisa.

Há segmentos que cresceram mesmo com o cenário econômico adverso, ele afirma: produtos para cabelos cacheados e de barbearia.


Atacarejo
47
100
Autoatendimento**
81
Porta-a-porta
73
Perfumarias
51
Farmácias
47
Atacarejo
*Permite mais de uma resposta
**supermercados, mercados etc.



Atacarejo
7
0
Autoatendimento**
-1,6
Porta-a-porta
4
Perfumarias
3
Farmácias
7
Atacarejo
*Permite mais de uma resposta
**supermercados, mercados etc.



Boca vermelha

Durante a recessão, os consumidores ajudam seus conhecidos —entre eles, revendedoras de cosméticos, o que ameniza a crise para a Avon, diz o presidente para o Brasil, David Legher.

A empresa conta hoje com 1,5 milhão de colaboradoras, afirma o executivo.

"A rede cresceu nos últimos anos, e o nosso foco, agora, é continuar a aposta nesse canal, mas possibilitar que ele tenha uma evolução com tecnologia."

A ideia é que as vendedoras tenham uma maior presença on-line, segundo ele. "Sabemos que a tendência de multicanais é forte."

No ano passado, a receita no Brasil cresceu 3%, mas com a desvalorização do câmbio, a empresa teve queda de arrecadação em dólar.

  • R$ 19,7 bilhões: Foi a receita global em 2015
  • 74%: Das vendas são cosméticos

Intenção de expandir comércio em SP cresce 16%

A expectativa dos comerciantes paulistanos de expandir seus negócios subiu 15,8% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2015, aponta a FecomercioSP.

Essa é a segunda alta anual do indicador —em julho, o crescimento havia sido de 5,2%— e o quarto aumento mensal consecutivo.

A retomada foi impulsionada pela maior intenção das empresas de contratar funcionários. O índice teve uma queda de 1% entre julho e agosto, mas, no acumulado de 12 meses, subiu 25,9%.

Os empresários, porém, não aumentaram seus planos de investir, aponta o assessor econômico da entidade, Fábio Pina. A alta do indicador em relação a 2015 foi de 3%.

"O Natal deste ano deverá ser uma data simbólica para a reação do comércio, mas a expectativa ainda é de um resultado estável ou um crescimento modesto", diz.


61,30
56
70
80
90
95,5
fev
mar
abr
mai
jun
jul
ago
Expectativa de contratação
Nível de investimentos
*O índice varia de 0 a 200



ANÁLISE. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 08/09/2016. Governo pode precisar de esforço extra para fechar conta, avaliam economistas
Alexa Salomão

Alguns economistas que avaliam o cenário econômico e fiscal para o ano que vem colocam em dúvida as previsões do governo, e acreditam que o déficit primário pode ser maior que os R$ 139 bilhões previstos. A avaliação é que o governo conta com a "sorte" para fechar o número, pois depende de fatores imprevisíveis: virada na economia, retomada da arrecadação e boa vontade dos investidores para entrar de cabeça no programa de concessões e arrematar todos os ativos. Trata-se de um cenário auspicioso que nem todos acreditam ser possível em prazo tão curto.
Na avaliação do economista Felipe Salto, esse otimismo é arriscado, por produzir números "inflados". Exemplo: o Projeto de Lei Orçamentária Anual, o Ploa, na visão de Salto, apresenta um volume elevado de receitas extras, sem deixar claro de onde virão. "A receita líquida total esperada pelo governo, se confirmada, teria um crescimento da ordem de 5%, acima da inflação, no ano que vem", diz. Ocorre que, segundo ele, não é possível conseguir tamanho aumento de receita com o Produto Interno Bruto (PIB) crescendo 1,6%, como previu o governo. "Mesmo com concessões e venda de ativos, o número está inflado", diz.
Com base no perfil de queda da arrecadação que se viu neste ano, e no comportamento histórico de crescimento dos gastos, Salto estima que o buraco nas contas públicas pode ser maior: haveria R$ 50 bilhões de déficit adicional - além dos R$ 139 bilhões previstos. E isso já aplicando todas as regras que criam o teto para o crescimento dos gastos, dentro da Proposta de Emenda Constitucional (PEC do Teto).
"A PEC do Teto é positiva, mas sozinha não faz verão", diz. Para ele, o governo terá de adotar medidas adicionais para fechar a conta: securitização da dívida, revisão dos contratos de compras de bens e serviços, interrupção de todos os reajustes salariais, incluindo o do Judiciário, e revisão de desonerações, subsídios e subvenções.
Viável
O secretário de acompanhamento econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto Almeida, admite que cumprir a meta vai exigir esforço, mas garante que, se o número está no Ploa, é porque foi avaliado como viável pela equipe econômica. Tudo que está lá, principalmente as concessões, é factível. "Neste ano, entraram no caixa do governo R$ 21 bilhões, de um total de R$ 23 bilhões previstos em concessões. Como os R$ 24 bilhões do ano que vem podem ser difíceis de alcançar? O número é conservador", diz.
Almeida também visualiza que a recuperação pode ficar até acima dos 1,6% previstos. "Nossa projeção de crescimento é até inferior à de outros economistas respeitados: A MB, de José Roberto Mendonça de Barros, e Marcelo Carvalho, do BNP Paribas, estão prevendo crescimento perto de 2%, Santander, de 1,5%", diz Almeida.
Essa visão, porém, não é compartilhada pela economista Vilma da Conceição Pinto, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). "Neste momento, 1,6% de crescimento já é uma projeção otimista", diz ela. Vilma leva em consideração os indicadores do Ibre, referência na pesquisa, análise e produção de estatísticas. No boletim desta semana, a instituição ainda projeta um crescimento de 0,6% para o PIB no ano que vem. "Eles vão precisar mesmo fazer um esforço para cumprir a meta e, além do esforço, terão de contar com a sorte", diz ela.
Segundo Vilma, já é possível identificar que os aumentos concedidos aos servidores, ainda em tramitação no Congresso, vão pesar. Despesas com pessoal e encargos sociais terão 2% de alta real em 2017. "Nesse aspecto, despesa com pessoal, em tese, não está no ajuste", diz ela.
Haverá dupla pressão do mercado de trabalho. Nas projeções do Ibre a taxa de desemprego no ano subirá para 12,6% e a renda real vai cair 0,3%. Essa dinâmica, vai aumentar gastos com seguro desemprego e reduzir a arrecadação da Previdência, levando o governo a gastar mais. "Para cumprir a meta, vai precisar fechar todas as concessões e talvez fazer um esforço adicional de receita", diz Vilma.

ANÁLISE. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 08/09/2016. Saúde e educação ficam acima do piso
Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

No centro das disputas no Congresso Nacional por mais recursos, as despesas da área de saúde ficarão R$ 6,3 bilhões acima do piso constitucional, de acordo com as previsões do projeto de Orçamento de 2017. Já na educação, a cifra projetada pelo governo supera o mínimo em R$ 33,5 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. Mesmo assim, especialistas dizem que as áreas ainda têm "subfinanciamento".
No caso da saúde, de acordo com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, o projeto enviado ao Congresso considera R$ 110,2 bilhões para a área, enquanto o piso para 2017 representaria uma destinação de R$ 103,9 bilhões. Ao incluir despesas que não contam para o mínimo, como o programa Farmácia Popular, a área de saúde vai receber ao todo cerca de R$ 115 bilhões, além de mais R$ 4,7 bilhões em emendas de parlamentares que integram o chamado orçamento impositivo. "Está bastante acima do mínimo", disse Oliveira. Em 2016, a previsão é que os gastos com saúde fechem em R$ 102,8 bilhões.
Para a educação, o governo também está garantido valores superiores ao mínimo constitucional, disse o ministro. O mínimo da educação em 2016 é R$ 45,5 bilhões e será de R$ 51,5 bilhões em 2017. Mas a aplicação de recursos na área subirá de R$ 77,2 bilhões (previstos para 2016) para R$ 85 bilhões no ano que vem. "O esforço todo foi de preservar saúde e educação", afirmou Oliveira.
A despeito das cifras, o professor Remi Castioni, da Faculdade de Educação da UnB e membro do Fórum Nacional de Educação, vê estagnação nos gastos em educação justamente no momento em que o governo deveria ampliar investimentos na área. "O déficit atual é muito grande", disse. Para ele, o quadro é um prenúncio do que virá com a implementação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o teto de gastos, medida defendida pelo novo governo como crucial para ajustar as contas públicas.
Segundo Castioni, a PEC prejudicará o cumprimento das metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê ampliação de matrículas desde a educação infantil até o ensino profissional. "Os próximos 20 anos são exatamente o período em que mais deveríamos investir. Depois, haverá queda no número de matrículas com o envelhecimento da população."
O governo direcionou R$ 19,9 bilhões para bancar operações do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ao longo do ano que vem, com a criação de 310 mil novas vagas. Com isso, a expectativa é beneficiar 1,7 milhão de estudantes, segundo os dados divulgados no Orçamento. Neste ano, os recursos direcionados ao programa somaram R$ 18,2 bilhões.
Embora reconheça a importância da ampliação das matrículas por conta do Fies, Castioni vê a política com preocupação. "É preciso elevar os mecanismos de controle", advertiu.
Vinculação
Na saúde, a ampliação na dotação de recursos para o ano que vem será inócua para combater o subfinanciamento que afeta a área, avalia a professora da UFRJ Ligia Bahia, especialista em saúde coletiva. "Pelo menos não é redução drástica, mas mantém o padrão de racionamento de recursos para a saúde", disse. Segundo Ligia, o Brasil investe hoje cerca de US$ 1,4 mil per capita, considerando saúde pública e privada. O ideal, na visão da especialista, seria chegar a US$ 2 mil per capita só em despesas do setor público, o que demandaria dobrar os investimentos da União.
A professora teme que os gastos em saúde caiam, à medida que o governo faça valer as regras da PEC do teto de gastos. "Não sou a favor de vinculação (dos gastos com saúde à receita), mas o problema é a perspectiva de congelamento. Isso é inadmissível para as políticas sociais", afirmou.
A consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, que auxilia os parlamentares integrantes da Comissão Mista de Orçamento, também vê com preocupação a trajetória futura de recursos para a saúde, o que poderia comprometer a sustentação do sistema. A avaliação é de que o declínio do piso de saúde apurado segundo as regras vigentes ocorre justamente em 2016, ano que servirá de base para a fixação da nova regra da PEC do teto do gasto.

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 08/09/2016. Dólar opera em queda, abaixo de R$ 3,20. Na terça, moeda norte-americana recuou 2,26%, vendida a R$ 3,2063. No ano, o dólar recuou 18,74% frente ao real.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera em queda nesta quinta-feira (8), abaixo de R$ 3,20, após fechar na terça-feira, último dia de negócios antes do feriado de 7 de setembro, no mesmo valor. Foi o maior recuo diário em mais de dois meses.
Às 9h59, a moeda norte-americana caía 0,6%, vendida a R$ 3,1886.

Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 0,98%, a R$ 3,1766

Na terça-feira, o dólar caiu 2,26% e terminou o dia vendido a R$ 3,2081 – menor cotação desde de 22 de agosto

No mês de setembro, a moeda passou a acumular queda de 0,66%. No ano, o dólar recuou 18,74% frente ao real.
O Banco Central brasileiro sinalizou na terça que pode começar a reduzir a Selic em breve, com boa parte do mercado entendendo que isso pode ocorrer em outubro já, próximo encontro do Comitê de Política Monetária (Copom).
Mesmo com um corte na taxa básica de juros – que está em 14,25% ao ano há mais de um ano – os títulos públicos brasileiros deverão continuar sendo bastante atrativos em relação a outras praças, o que pode continuar atraindo recursos de fora, sobretudo se o Fed, banco central dos EUA, demorar mais para elevar seus juros.
Segundo a Reuters, investidores adotavam ainda relativa cautela diante do contexto político ainda conturbado no Brasil. Para o mercado, o presidente Michel Temer ainda não foi capaz de convencer de que vai conseguir aprovar as reformas fiscais.

BACEN. PORTAL UOL. 08/09/2016. Dólar e Bolsa operam em queda; moeda é vendida perto de R$ 3,19

O dólar comercial e a Bovespa operavam em queda nesta quinta-feira (8). Por volta das 10h10, a moeda norte-americana perdia 0,61%, a R$ 3,189 na venda, acompanhando o mercado internacional por conta de expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar as taxas de juros tão cedo. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha baixa de 0,29%, a 59.957,54 pontos. Os mercados nacionais retomam as operações nesta quinta-feira depois do feriado de olho em números favoráveis na China e nas movimentações em Brasília em torno de medidas e reformas. (Com Reuters)

BACEN. PORTAL UOL. VALOR. 08/09/2016. Dólar desacelera alta e está no nível de R$ 3,20, com exterior no foco
Valor

O dólar comercial desacelerou a alta, seguindo o movimento global. Após a primeira reação à decisão do Banco Central Europeu (BCE), a moeda americana voltou a ganhar terreno em relação a divisas emergentes, que passaram a cair ou ao menos reduziram a alta.

Às 10h58, o dólar cedia 0,17% para R$ 3,2031 - depois de tocar a mínima de R$ 3,1662.

Segundo operadores, o real conta com o impulso do ajuste de posições de investidores estrangeiros na BM&F.

Os juros futuros também mantêm trajetória de queda nesta manhã, ainda que mais comedida do que no câmbio. O DI janeiro/2021 era negociado há pouco a 11,85%, ante 11,87%.

BACEN. REUTERS. 08/09/2016. Dólar sobe frente ao real com ação de importadores e acompanhando cena externa
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar anulou a queda e passava a subir sobre o real nesta quinta-feira, com importadores aproveitando as baixas cotações para comprar a moeda norte-americana, que chegou à casa dos 3,16 reais na mínima do dia diante da perspectiva de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, não vai elevar as taxas de juros tão cedo.

A moeda norte-americana também passava a subir frente a outras divisas de países emergentes após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, dizer que não foi discutido aumentar os estímulos monetários na reunião desta manhã.

Às 11:13, o dólar avançava 0,51 por cento, a 3,2128 reais na venda, depois de bater 3,1656 reais na mínima do dia e 3,2187 reais. O dólar futuro subia cerca de 0,40 por cento.

"Importadores aproveitaram para comprar dólar com os preços atrativos e isso joga pressão sobre a moeda", disse o operador da Advanced Corretora Alessandro Faganello.

Mais cedo, o dólar acompanhou o movimento no mercado externo após, na véspera, o Fed divulgar seu Livro Bege e informar que a economia dos Estados Unidos expandiu a um ritmo modesto em julho e agosto, mas que havia poucos sinais de que as pressões salariais estão sendo sentidas além dos postos de trabalho altamente qualificados.

Durante a manhã, foi divulgado que o número de norte-americanos que entraram com pedidos de auxílio-desemprego caiu inesperadamente na semana passada, indicando força sustentada do mercado de trabalho, mesmo com o ritmo de crescimento desacelerando.

O movimento de queda do dólar perdeu força, inclusive no exterior, após o BCE indicar que não vai elevar seu programa de estímulos, levando o dólar a subir frente as moedas de emergentes.

Mais cedo, o dólar recuou também diante do fato de as importações dos chineses terem crescido em agosto, pela primeira vez em 22 meses, sugerindo que a demanda doméstica pode estar se recuperando, alimentando expectativas de melhor desempenho da economia global.

No fronte interno, a queda da moeda norte-americana ante o real mais cedo também foi favorecida pela notícia de que o governo de Michel Temer vai encaminhar a proposta de reforma da Previdência até o final do mês, antes das eleições municipais, considerada um dos principais pontos para colocar as contas públicas do país em ordem.

Por outro lado, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avaliou como "inócua" a proposta, segundo o jornal O Estado de S.Paulo, argumentando que ela somente dar entrada na Casa no início de outubro mesmo.

O Banco Central realizou nesta manhã nova oferta de até 10 mil swaps reversos, que equivalem a compra futura de dólares.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 08/09/2016. Bovespa opera em queda nesta quinta-feira, após feriado na véspera. Na véspera, o Ibovespa subiu 0,95%, a 60.129 pontos. Foi maior nível desde 5 de setembro de 2014.
Do G1, em São Paulo

O principal índice da Bovespa mostrava fraqueza nos primeiros negócios desta quinta-feira, tendo como pano de fundo um quadro externo misto e ajustes ao comportamenro dos ADRs brasileiros na véspera, quando foi feriado no Brasil mas os pregões em Nova York funcionaram normalmente.
Às 11h07, o principal índice de ações da bolsa recuava 0,47%, aos 59.849 pontos. Veja a cotação.
O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta terça-feira (6), renovou máxima em dois anos e chegou aos 60 mil pontos, após sessão volátil antes do feriado do Dia da Independência no Brasil, segundo a Reuters.
O Ibovespa subiu 0,95%, a 60.129 pontos, maior nível desde 5 de setembro de 2014.

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LGCJ.: