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September 22, 2016


IBGE. 22/09/2016. Em setembro IPCA-15 fica em 0,23% e IPCA-E, em 1,22%

PERÍODO
TAXA
Stembro
0,23%
Agosto
0,45%
Setembro 2015
0,39%
Acumulado no ano
5,90%
Acumulado em 12 meses
8,78%
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,23% em setembro e ficou 0,22 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de agosto (0,45%). Esse foi menor IPCA-15 para os meses de setembro desde 2009 (0,19%). O IPCA-E (IPCA-15 acumulado nos meses de julho, agosto e setembro) foi 1,22%. Em setembro de 2015, o IPCA-E havia sido 1,42%. O acumulado no ano está em 5,90%, bem abaixo dos 7,78% registrados em igual período de 2015. O acumulado dos últimos 12 meses ficou em 8,78%, abaixo dos 8,95% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2015, o IPCA-15 havia sido 0,39%.
O grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pela desaceleração do IPCA-15 no mês, ao passar da alta de 0,78% em agostopara uma queda (-0,01%) em setembro, conforme mostra a tabela a seguir.
Grupo
Variação
Mensal (%)
Impacto (p.p.)
Variação Acumulada (%)
Julho
Agosto
Setembro
Setembro
Trimestre
12 meses
Índice Geral
0,54
0,45
0,23
0,23
1,22
8,78
Alimentação e Bebidas
1,45
0,78
-0,01
0,00
2,23
13,79
Habitação
0,04
-0,02
0,48
0,07
0,50
5,35
Artigos de Residência
0,27
0,34
0,25
0,01
0,86
5,37
Vestuário
-0,08
-0,13
0,49
0,03
0,28
5,13
Transportes
0,17
0,10
-0,10
-0,01
0,17
6,49
Saúde e Cuidados Pessoais
0,56
0,87
0,53
0,06
1,97
11,63
Despesas Pessoais
0,52
0,85
0,60
0,06
1,98
8,46
Educação
0,10
0,90
0,25
0,01
1,25
9,36
Comunicação
0,00
0,01
-0,01
0,00
0,00
2,82
Regionalmente, os alimentos tiveram variações entre -0,70% e 1,13%, enquanto em agosto essas variações se situaram entre 0,32% e 1,31%. Em cinco das 11 localidades pesquisadas houve redução nos preços dos alimentos: Goiânia (-0,70%), Salvador (-0,65%), Belém (-0,25%), Belo Horizonte (-0,25%) e Brasília (-0,05%).
Entre os alimentos que se apresentaram em queda e contribuíram para conter a taxa, destacam-se: batata-inglesa (-14,49%), cebola (-12,30%), feijão-carioca (-6,05%), hortaliças (-6,03%) e leite longa vida (-4,14%).
Quanto aos alimentos em alta, o destaque foi o item frutas (4,01%), que gerou o impacto mais elevado sobre o índice do mês (0,04 p.p.).
O grupo Transporte (-0,10%) também recuou no mês, principalmente devido aos itens passagem aérea (-2,31%), gasolina (-0,75%), conserto de automóvel (-0,59%) e automóvel usado (-0,55%).
O cigarro, do grupo Despesas Pessoais (0,60%), também contribuiu para conter a taxa do mês, pois recuou (-1,55%) devido à redução do preço de algumas marcas em nove das 11 áreas pesquisadas. As duas exceções foram Brasília e Goiânia.
Habitação (de -0,02% em agosto para 0,48% em setembro) e Vestuário (de -0,13% para 0,49%) foram os dois grupos com aumento na taxa de um mês para o outro. No grupo Habitação, os destaques foram gás de botijão (1,35%) e condomínio (0,90%). Já em Vestuário sobressaíram-se os itens roupa masculina (0,86%) e calçados (0,56%).
O maior índice regional foi na região metropolitana de Fortaleza (0,56%), onde os preços dos alimentos consumidos em casa subiram 1,65%. O menor índice foi em Salvador (-0,18%), devido às quedas em alimentos (-0,65%), gasolina (-7,96%) e etanol (-3,08).
Região
Peso Regional (%)
Variação Mensal (%)
Variação Acumulada (%)
Julho
Agosto
Setembro
Trimestre
12 Meses
Fortaleza
3,49
0,64
0,52
0,56
1,73
11,02
Curitiba
7,79
0,38
0,01
0,50
0,89
7,82
Porto Alegre
8,40
0,20
0,45
0,46
1,11
9,29
Belém
4,65
0,69
0,39
0,34
1,43
9,92
Brasília
3,46
0,60
0,34
0,30
1,24
7,57
Rio de Janeiro
12,46
0,46
0,88
0,27
1,62
9,30
São Paulo
31,68
0,60
0,34
0,20
1,14
8,56
Goiania
4,44
0,91
0,47
0,20
1,59
9,06
Recife
5,05
0,58
0,15
0,19
0,92
8,10
Belo Horizonte
11,23
0,59
0,60
0,03
1,22
8,33
Salvador
7,35
0,50
0,75
-0,18
1,07
8,96
Brasil
100,00
0,54
0,45
0,23
1,22
8,78
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 13 de agosto a 14 de setembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 12 de agosto (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3262

FGV. IBRE. 22/09/2016. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem da Indústria. Prévia da Confiança da Indústria revela que setor está cauteloso mas otimista com o futuro

A prévia da Sondagem da Indústria de setembro de 2016 sinaliza aumento de 1,2 ponto do Índice de Confiança da Indústria (ICI) em relação ao número final do mês anterior, ao passar de 86,1 para 87,3 pontos, compensando a queda de 1,0 ponto no mês anterior.

A alta do ICI na prévia de setembro combina piora das avaliações sobre a situação atual e melhora das expectativas em relação aos meses seguintes, indicando que o setor continua mais otimista com o futuro que satisfeito com o presente. O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 0,5 ponto, para 84,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 2,7 pontos, para 90,0 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) aumentou 1,2 ponto percentual na prévia de setembro, para 75,0%, o maior desde setembro do ano passado.

Para a prévia de setembro de 2016 foram consultadas 780 empresas entre os dias 05 e 19 deste mês.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201575167655E74A2

CNI. 22/09/2016. Produção cresce nas grandes indústrias, informa pesquisa da CNI. Expectativas dos empresários para a demanda, as exportações e a compra de matérias-primas nos próximos seis meses são positivas. Mesmo assim, as perspectivas são de novas reduções no número de empregados

Depois de 21 meses de queda, a produção da indústria brasileira parou de cair. O índice de evolução da produção ficou em 50,8 pontos em agosto. Foi a primeira vez desde novembro de 2014 que o indicador ficou acima dos 50 pontos, informa a Sondagem Industrial, divulgada nesta quinta-feira (22) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A boa notícia é resultado da melhora do desempenho das grandes empresas, segmento em que o índice de evolução da produção subiu para 54,4 pontos em agosto. Nas pequenas indústrias, o indicador ficou em 46 pontos e, nas médias, alcançou 48,5 pontos. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 são positivos.

Com a estabilização da produção e os estoques dentro do planejado, o índice de utilização média da capacidade instalada da indústria ficou em 66% no mês passado, o mesmo registrado em agosto de 2015.  Embora a ociosidade continue alta, foi a primeira vez desde abril de 2014 que a utilização da capacidade instalada não caiu na comparação com o mesmo mês do ano anterior, observa a pesquisa. Nas grandes indústrias, o indicador alcançou 71% em agosto.

"Uma boa parcela das grandes empresas são exportadoras e não dependem apenas da demanda interna. Além disso, em agosto começam as encomendas para o fim de ano. Como os estoques estão ajustados, qualquer aumento na demanda, mesmo pequeno, exige um incremento na produção", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

FUTURO - A Sondagem Industrial mostra ainda que as perspectivas para os próximos seis meses continuam positivas.  Com exceção do emprego, todos os indicadores de expectativas ficaram acima dos 50 pontos em setembro, mostrando que os empresários esperam o aumento da demanda, das exportações e das compras de matérias-primas.

"Contudo, a expectativa de novas reduções no número de empregados se mantém", afirma a pesquisa. O índice de expectativa de número de empregados ficou em 47,9 pontos em setembro, abaixo da linha divisória dos 50 pontos que separa as previsões positivas das negativas.

INVESTIMENTOS - As perspectivas mais otimistas influenciaram a intenção de investimentos dos empresários. O índice de intenção de investimentos aumentou 1,4 pontos em setembro frente a agosto e alcançou 43,4 pontos.

"Nos últimos cinco meses, o índice mostra tendência de crescimento. No período, o indicador cresceu 4,4 pontos", informa a CNI. Mesmo assim, o índice está 4,4 pontos abaixo da média histórica, que é de 47,8 pontos. O indicador varia de zero a cem pontos. Quando maior o índice, maior é a intenção de investir.

Sondagem Industrial. Produção estável após 21 meses de queda.

Os dados da Sondagem Industrial mostram que em agosto, após 21 meses da queda, a produção industrial não recuou na comparação com o mês anterior. Embora a utilização da capacidade instalada permaneça baixa (66%), o percentual é o mesmo de agosto de 2015. Foi a primeira vez desde abril de 2014 que o indicador não caiu na comparação anual.



Sondagem Industrial: http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2016/09/22/12/SondagemIndustrial_Agosto2016.pdf

MF. 22/09/2016. Meirelles diz que aprovação da PEC 241 ajudará a reduzir taxa de juros estrutural. Em Nova York, ministro afirmou que patamar elevado decorre de incerteza fiscal de longo prazo.
Gustavo Raniere/Arquivo MF

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou ontem (21/09) em Nova York, em entrevista concedida no final da tarde no hotel que hospedava a comitiva brasileira, que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 241, que limita o crescimento das despesas públicas à inflação do ano anterior, terá como consequência a redução da taxa de juros estrutural da economia brasileira. .

“Tenho dito insistentemente que no momento em que a PEC seja aprovada e que as despesas públicas sejam limitadas ao crescimento real zero, baseado na inflação do ano anterior, isso deve diminuir o juro estrutural da economia”, disse o ministro após participar de reunião com empresários e investidores promovida pelo Conselho das Américas.

Ao avaliar que a aprovação da PEC auxilia na redução da taxa de juros estrutural, Meirelles enfatizou que o Banco Central tem de agir de forma autônoma na condução da política monetária. “Certamente ajuda o trabalho do Banco Central, como consequência. Agora, o que o Banco Central vai fazer com a Selic (taxa básica de juros), isso é outra história. Isso é questão de sintonia fina de política monetária”, declarou.

O ministro disse ainda que o patamar elevado dos juros estruturais da economia é um movimento de longo prazo, que ocorre em função da trajetória fiscal e da incerteza fiscal. “Na minha opinião, isso data da Constituição de 88, que fixou uma evolução estrutural das despesas públicas no Brasil na medida em que mais de 75% dessas despesas são definidas pela Constituição. Isso já traça um cenário fiscal que influencia o custo do dinheiro no país e é o custo de financiamento do Tesouro”.

Para o ministro, na medida em que o Brasil tenha uma trajetória da despesa pública fixada constitucionalmente com crescimento real zero é possível melhorar o cenário da taxa de juros. “Isso garante uma previsibilidade enorme, corta uma incerteza, que corta prêmio de riscos fiscais e  que é um componente da taxa de juros. E isso, eu acredito, que certamente terá uma influência”.

Entrevista:

Repórter: Você acha que há uma possibilidade de queda da taxa de juros?

Meirelles: Vou ligar e perguntar pro Ilan Goldfjan.

Repórter: Mas o senhor acha que tem probabilidade de cair o juro?

Meirelles: Não, eu não falo sobre juros. Eu tava brincando, mas,de fato, quando eu estava no Banco Central, eu disse durante muito tempo que, em primeiro lugar, eu sempre defendi autonomia do Banco Central. Em segundo lugar, eu sempre disse que o ministro da Fazenda opinando sobre o que o Banco Central deveria ou poderia fazer é algo negativo, atrapalha o Banco Central porque a figura do ministro da Fazenda é muito forte. Então, eu não vou mudar de posição porque sou eu agora o ministro. Então, eu continuo coerente com a ideia de que o Banco Central tem que agir de forma autônoma.

Repórter: Mas o senhor entende que, em aprovando algumas medidas de ajuste fiscal, abriria um espaço para o Banco Central para...

Meirelles: O que eu disse claramente lá é o seguinte – e tenho dito insistentemente – que no momento em que a PEC seja aprovada e que as despesas públicas sejam limitadas ao crescimento real zero, baseado na inflação do ano anterior, isso deve diminuir o juro estrutural da economia. O que certamente ajuda o trabalho do Banco Central, como consequência. Agora, o que o Banco Central vai fazer com a Selic, isso é outra história. Isso é questão de sintonia fina de política monetária. Estou falando em juros estruturais da economia, que é um movimento de longo prazo.

Quer dizer, o Brasil tem juro estrutural muito alto, a razão mais importante para isso é exatamente a trajetória fiscal e a incerteza fiscal que tem caracterizado o Brasil durante um longo tempo. Na minha opinião, isso data da Constituição de 88 que fixou uma evolução estrutural das despesas públicas no Brasil na medida em que mais de 75% das despesas são definidas pela Constituição, as despesas federais. Isso aí já traça um cenário fiscal que influenciacertamente o custo do dinheiro no país e é o custo de financiamento do Tesouro.

Então, na medida em que o Brasil possa de fato ter um trajetória da despesa pública que é fixado constitucionalmente, com crescimento real zero, isto é, baseado só na inflação do ano anterior, que é o teto dos gastos, na medida que isso seja aprovado, nós teremos isso fixado por 10 anos. E depois uma nova metodologia para os dez anos seguintes. Isso garante uma previsibilidade enorme, corta uma incerteza, o que corta prêmio de riscos fiscais, que é um componente da taxa de juros. E isso, eu acredito, que certamente terá uma influência.

Repórter: Ministro, e hoje o Fed manteve a taxa. O que o senhor achou da decisão?

Meirelles: A decisão de política monetária do Fed, eles estão obviamente muito cuidadosos, muito preocupados de fazer um movimento na hora certa.

Repórter: Ministro, só uma curiosidade. O senhor que conhece bem os Estados Unidos, o que o senhor acha da possibilidade de o Donald Trump se tornar presidente. O senhor acha que teria um impacto como as pessoas dizem na economia?

Meirelles: Eu, como ministro da Fazenda de um país estrangeiro, não me compete opinar sobre uma eleição que está se aproximando.

Repórter: Economistas dizem que teria impacto bem negativo se ele fosse eleito...

Meirelles: Vamos aguardar.

(o áudio se inicia no meio da resposta do ministro Henrique Meirelles)

Meirelles: Portanto é uma estratégia, previsão bastante positiva e achamos que, em 2018, pode ainda crescer um pouco mais. Não divulgamos ainda uma previsão. Mas basicamente, é essa a previsão da Fazenda. Obrigado.

MF. 21/09/2016. Meirelles: PEC 241 não é corte, mas projeto gradual para limitar gastos. Em Nova York, ministro diz que crescimento descontrolado das despesas seria insustentável

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira (21/09), em Nova York, que a aprovação das reformas propostas pelo governo, se aprovadas pelo Congresso Nacional, serão capazes de promover a retomada do crescimento da economia e resgatar a confiança no país.

Após participar de reunião com empresários e investidores promovida pelo Conselho das Américas, o ministro ressaltou que a proposta de limitação do crescimento dos gastos é crucial nesse processo.

“O problema maior da economia brasileira diz respeito, em primeiro lugar, ao crescimento exponencial e aparentemente sem controle das despesas públicas. Então, a proposta de limitação dos gastos públicos é fundamental nesse aspecto”, reforçou em entrevista coletiva à imprensa.

O ministro esclareceu que a PEC 241, envida ao Congresso, não implica em corte de despesas. Disse tratar-se de um projeto gradual de limitação de crescimento de gastos públicos que, caso continuasse, não seria financiável pela sociedade. “O que nós estamos adotando e propondo é algo completamente diferente de cortes pontuais e que não são sustentáveis, que foi o que já se tentou no Brasil e não funcionou”,  enfatizou.

Segundo o ministro, quando o governo enfrenta o problema do descontrole dos gastos, há um ganho de confiança na capacidade do governo de promover o ajuste fiscal.  “Nós estamos endereçando um aspecto fundamental da presente recessão do Brasil, que é a queda de confiança em função de uma percepção de descontrole de gastos públicos e de crise fiscal no futuro. No momento em que se endereça isso, a recuperação da economia começa já a ser bastante clara e transparente”.

Além da proposta do governo de limitar o aumento das despesas, Henrique Meirelles citou a reforma da Previdência e a melhoria da governança das estatais e dos fundos de pensão como essenciais para garantir a estabilização da economia.

VÍDEO: http://www.fazenda.gov.br/noticias/2016/setembro/meirelles-pec-241-nao-e-corte-mas-projeto-gradual-para-limitar-gastos

MF. RFB. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO.  22/09/2016. Receita apurou R$ 73,2 bi em sonegação em 2016 até agosto; queda de 14% ante 2015
Eduardo Rodrigues

As autuações da área de fiscalização da Receita Federal entre janeiro e agosto deste ano identificaram um total de R$ 73,233 bilhões em valores sonegados, um volume 14% inferior ao obtido pelas atividades de auditoria e revisão de declarações no mesmo período do ano passado. De acordo com a Receita, a queda se deve em parte à greve dos auditores, mas o fisco espera conseguir reverter essa redução até o fim do ano, com o objetivo de "empatar" com o resultado de 2015, quando os créditos apurados chegaram a R$ 125 bilhões.
"Esse créditos significam valores que estavam escondidos e foram descobertos pela Receita. Os créditos podem ser pagos, parcelados ou discutidos pelos contribuintes", explicou o subsecretário de Fiscalização da Receita Federal, Iágaro Jung Martins.
O setor industrial foi o principal alvo das atividades de fiscalização sobre pessoas jurídicas até agosto, com a apuração de R$ 30,2 bilhões, seguido pelo setor de serviços (R$ 8,1 bilhões) e as instituições financeiras (R$ 7,6 bilhões). Entre as pessoas físicas, os diretores e executivos de empresas estão entre os maiores sonegadores, com créditos identificados de R$ 1,283 bilhão até agosto.
Lava Jato
Segundo Martins, a grande quantidade de processos em andamento também é uma das causas para a redução dos valores apurados até agosto, já que as equipes de auditores estão concentradas nesses casos. "Temos hoje, por exemplo, cerca de mil procedimentos de investigação referentes somente à Operação Lava Jato", acrescentou.
De acordo com o coordenador-geral de Fiscalização da Receita, Flávio Vilela Campos, os créditos apurados pela Lava Jato até agora somam R$ 1,9 bilhão e o fisco espera identificar mais R$ 1,5 bilhão até o fim do ano. Além disso, desde 2012 foram averiguados outros 4,6 bilhões em autos de infração que deram origem à própria Lava Jato. "Até o fim do ano devemos totalizar R$ 8 bilhões apenas no escopo dessas investigações", afirmou.
Zelotes
A Receita também espera, entre outros, o lançamento de aproximadamente R$ 23 milhões até o fim do ano referentes à Operação Zelotes, que investiga fraudes nas decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). A previsão não inclui multas e juros sobre esses valores. "Também trabalhamos para anular decisões em que houve vícios nos julgamentos do conselho", afirmou Martins. Já na Operação Ararath, que se encontra em fase mais avançada, houve lançamentos de R$ 250 milhões e o fisco espera mais R$ 50 milhões até o fim de 2016.
Martins lembrou que a Receita também iniciou procedimento de investigação em fundos de investimentos em participações para averiguar a existência de planejamento tributário abusivo. "Queremos verificar se os investidores estrangeiros que fazem parte desses fundos são de fatos estrangeiros, ou se são brasileiros atuando por meio de offshores com o objetivo de não pagar imposto de renda sobre esses rendimentos. Os valores a serem apurados serão relevantes", acrescentou o subsecretário, sem detalhar estimativas para o volume desses prováveis créditos tributários.
Repatriação
O próximo alvo do fisco, destacou Martins, são os contribuintes que mantém ativos no exterior e que se recusarão a legalizar esses recursos até 31 de outubro por meio da chamada Lei da Repatriação. A partir de janeiro de 2017 a Convenção Internacional de Informações Tributárias passará de 34 para 103 países - alcançando até mesmo alguns dos chamados "paraísos fiscais" - e a troca de informações passará a ser automática. Até então, esses dados só eram passados à pedido, após a identificação de casos suspeitos.
"A partir de então ,o volume total de todos os contribuintes brasileiros fora do País chegarão para a Receita Federal. Estamos buscando acordos inclusive para que dados retroativos também entrem nesse intercâmbio", alertou. "Quem não regularizar seus recursos virará 'cliente' da fiscalização", completou.
De acordo com o coordenador-geral de Programação e Estudos da Receita, Paulo Cirilo, apenas nos Estados Unidos foram identificados rendimentos de 25.280 brasileiros no montante de R$ 1 bilhão em 2014. Dentre os 915 contribuintes desse grupo que têm maior relevância para a Receita, apenas 277 declararam seus bens em solo norte-americano ao fisco. "Ou seja, os 638 restantes serão os primeiros alvos da fiscalização, caso não regularizem seus ativos nos EUA", concluiu.
A Receita informou ainda que segue apurando informações recebidas da Administração Tributária Francesa com relação ao caso "Swiss Leaks", sendo que 792 das 8.297 pessoas físicas que constavam na lista do caso já haviam sido investigadas pelo fisco, com uma identificação de R$ 2,275 bilhões em créditos devidos.
O governo brasileiro também está em tratativas com o fisco panamenho para a troca de informações, já que no caso conhecido como "Panamá Papers" foram identificadas mais de 1,3 mil offshores relacionadas a mais de 400 contribuintes brasileiros.

ONU. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 22/09/2016. Brasil terá maior queda entre as grandes economias
Jamil Chade, correspondente

O Brasil terá, em 2016, a maior contração entre as grandes economias do mundo e a queda deve continuar em 2017. Relatório publicado na quarta-feira, 21, pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) aponta que a queda do PIB será de 3,2%.
No geral, o PIB mundial deve ter uma expansão de 2,3%, abaixo do desempenho de 2015 e revelando a fragilidade das estratégias de retomada do crescimento da economia mundial. "A expectativa é de uma queda no crescimento nos EUA que pode ficar, pela primeira vez em sete anos, abaixo daquele da União Europeia. Enquanto isso, no Japão, persiste a estagnação. No Reino Unido, a recente recuperação será negativamente afetada pelo Brexit."
Entre os emergentes, a expansão será de apenas 3,8%, a mais baixa desde 2009. "A perda de dinamismo econômico nas economias avançadas está afetando os países em desenvolvimento, que vão crescer, em média, menos de 4% este ano, cerca de 2,5 pontos porcentuais abaixo da taxa alcançada durante o período pré-crise", indicou a ONU.
Entre as dez maiores economias do mundo, apenas a do Brasil e a da Rússia sofrerão uma contração. No caso de Moscou, ela será de 0,2%, depois de uma queda de 3% em 2015. Para a economia brasileira, os dados revelam três anos de contração ou praticamente de estagnação. Em 2014, o desempenho do PIB apontou para um aumento de apenas 0,1%. No ano seguinte, a queda foi de 3,8%, o que também colocou o Brasil como tendo o pior desempenho entre as maiores economias do mundo. Agora, mais uma queda deve ser registrada. A situação do Brasil está inclusive afetando as demais economias da região latino-americana.

UN. UNCTAD. 22/09/2016. Trade and Development Report, 2016. Highlight.

The Trade and Development Report 2016: Structural Transformation for Inclusive and Sustained Growth, examines one of the big policy challenges at the centre of the 2030 development agenda: how to establish strong linkages and complementarities across the range of productive sectors needed to establish a virtuous circle of rising and shared prosperity.

The Report will address such issues as the "middle income trap", "premature deindustrialization" and the "natural resource curse" through an examination of trade specialization, investment financing and the effective use of industrial policies.

FULL DOCUMENT: http://unctad.org/en/pages/PublicationWebflyer.aspx?publicationid=1610

BACEN. PORTAL G1. 21/09/2016. US$ 1,74 bilhão ingressou no Brasil semana passada, informa BC. No acumulado de setembro, entrada de recursos somou US$ 2,39 bilhões. Já na parcial de 2016, houve retirada de US$ 7,82 bilhões do país.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A entrada de dólares no país superou a retirada de divisas em US$ 1,74 bilhão na semana passada, informou nesta quarta-feira (21) o Banco Central. O resultado eleva o volume de recursos que entrou no país, na parcial deste mês até a última sexta-feira (16), para US$ 2,39 bilhões.
Entretanto, no acumulado deste ano também até a última sexta-feira foi registrada mais saída do que entrada de recursos no país. Neste período, US$ 7,82 bilhões saíram da economia brasileira. No mesmo período do ano passado, o país registrou movimento oposto: a entrada de dólares superou as retiradas em US$ 10,89 bilhões.
Impacto no dólar
A entrada de dólares na parcial de setembro favoreceria, em tese, a desvalorização da moeda. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tenderia a cair. Neste mês, porém, o dólar vem registrando leve alta.
No fim de agosto, o dólar estava cotado a R$ 3,22 e, nesta quarta-feira, por volta das 12h40, estava em R$ 3,23.
Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como a previsão de alta nos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia, o cenário político no Brasil e as intervenções do Banco Central, entre outros.
Nesta quarta, segundo analistas, o dólar opera em queda com o mercado à espera da decisão do Federal Reserve (banco central dos EUA) sobre a taxa de juros e após anúncio do banco central do Japão de que reformou sua estrutura de política monetária, adotando uma meta para a taxa de juros.
"Essa decisão inesperada do BC japonês ajustou os 'yields' dos títulos longos (nos EUA) e fez dólar cair", comentou à Reuters o gestor de uma corretora nacional.
O banco central japonês fez uma mudança abrupta e adotou como foco a taxa de juros de títulos do governo buscando alcançar sua meta de inflação, após anos de forte impressão de dinheiro que não tiveram efeito para tirar a economia de décadas de estagnação.
De acordo com a Reuters, a percepção é de que o Federal Reserve não vai elevar sua taxa de juros no encontro desta quarta-feira, mas os mercados globais esperam sinalizações de quando esse movimento deve ocorrer; e muitas apostas são de que ele virá ainda este ano.
O Brasil, assim como outras economias emergentes, oferece rendimentos mais elevados aos investidores. A taxa básica de juros do país está em 14,25% há mais de um ano, uma das mais elevadas do mundo.
Interferência do BC
Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial (que funcionam como uma venda futura de dólares), ou de "swaps reversos" - que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.
Entenda: swap cambial, leilão de linha e venda direta de dólares
Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.
O Banco Central brasileiro vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap reverso, equivalente à compra futura de dólares.

MAPA. 21/09/2016. Levantamento. Brasil deverá colher 49,64 milhões de sacas de café este ano. De acordo com a Conab, quantidade é 14,8% maior do que na safra passada

A terceira estimativa para a safra 2016 de café, divulgada nesta quarta-feira (21) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), prevê que o país deverá colher 49,64 milhões de sacas de 60 quilos do grão beneficiado. O resultado representa um acréscimo de 14,8%, se comparado à produção de 43,24 milhões de sacas obtidas em 2015.

A área plantada totaliza 2,22 milhões de hectares e é 1,3% menor do que a registrada em 2015. Desse total, 270 mil hectares (12,2%) estão em formação e 1,95 milhão de hectares (87,8%) em produção.

Arábica

O café arábica representa 83,2% da produção total do país e estima-se que sejam colhidas 41,29 milhões de sacas nesta safra, que é de ciclo de bienalidade positiva. Isso representa um acréscimo de 28,8% em relação à produção passada, resultado, principalmente, do aumento de 45,5 mil hectares da área em produção e às condições climáticas favoráveis.

A área total dessa variedade, no entanto, tem estimativa de redução de 0,6% (10,5 mil hectares) em relação à safra anterior, ficando em 1,76 milhão de hectares - o que corresponde a 79,11% das lavouras de café do país. Minas Gerais concentra a maior área plantada de café arábica no país: 1,18 milhão de hectares.

Conilon

A produção do conilon, que representa 16,8% do total do país, está estimada em 8,35 milhões de sacas, o que aponta uma redução de 25,3% em relação à safra passada. O resultado se deve à redução de 4% na área em produção e, sobretudo, à seca e à má distribuição de chuvas por dois anos consecutivos nos estágios de florescimento, formação e enchimento de grãos no Espírito Santo, maior produtor da espécie.

Para a área total plantada, estimada em 463,7 mil hectares, o levantamento indica redução de 3,8%. Desse total, 424,7 mil hectares estão em produção e 39 mil hectares em formação. No Espírito Santo está a maior área plantada, com 286 mil hectares.

O estudo (veja aqui) foi realizado entre os dias 21 de agosto e 3 de setembro, com a visita de 28 técnicos a áreas de todos os estados produtores, contando para isso, também, com parceiros da Conab nas regiões.

MAPA. 21/09/2016. Missão à Ásia. Blairo negocia exportação de maçã, ovos e pintos de um dia para a Índia. Ministro também avançou nas tratativas para liberação da venda de carne suína

Nova Deli (Índia) – O Brasil deve começar a exportar maçãs, ovos e pintos de um dia para a Índia, conforme negociação feita nesta quarta-feira (21) pelo ministro da Agricultura, Blairo Maggi, com seu colega indiano Radha Mohan Singh. Maggi também deu um passo importante para a liberação da exportação brasileira de carne suína, que agora depende apenas de ajustes finais.
Ele também esteve com a ministra da Indústria de Alimentos Processados, Harsimrat Kaur Badal. Ela ficou particularmente interessada na experiência brasileira de geração de energia pelas empresas do agronegócio. Na ocasião, representantes da BRF anunciaram que estudam investimentos numa planta para processamento de carne de frango na Índia.
Ficou acertado que os ministérios da Agricultura do Brasil e da Índia vão criar um grupo de trabalho para elencar as suas prioridades no comércio do agronegócio. “Os países membros do Brics [bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul] precisam se entender cada vez mais, a fim de priorizar o comércio de alimentos. A comida é uma garantia de paz para nossos países”, disse Blairo Maggi, acrescentando que o Brics deveria ter preferência para entrada nos países do bloco.

O ministro indiano disse, por sua vez, que seu país quer exportar para o Brasil cebola, uvas, arroz, milho, soja e óleo de rícino. Blairo prometeu priorizar o pedido do colega.
Em março de 2017, Blairo deve voltar à Índia a convite da ministra Badal para participar Feira Mundial de Alimentos Processados. Ela também pediu que o ministro leve uma missão de empresários brasileiros. Ele convidou Badal para visitar o Brasil.

MAPA. 21/09/2016. Em busca de mercados. Missão à Ásia mostra que segurança sanitária do Brasil é uma das melhores do mundo. Avaliação é do secretário de Defesa Agropecuária do Mapa, Luis Rangel

A missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Ásia mostra aos países visitados a alta qualidade dos produtos brasileiros. Além disso, serve para comprovar que a segurança sanitária do Brasil é uma das melhores do mundo. A avaliação é do secretário de Defesa Agropecuária, Luis Eduardo Pacifici Rangel, um dos integrantes da comitiva do Mapa em missão oficial a sete países do continente.
Para Rangel, a visita do ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) com os secretários à Ásia deixa claro que, do ponto de vista técnico, o Brasil não deve nada a nenhum país em relação à segurança sanitária e à qualidade dos seus produtos agropecuários. “O reconhecimento do status sanitário do Brasil é grande e ninguém questiona os produtos brasileiros.”
Rangel destacou que, nas negociações internacionais, os problemas de ordem sanitária dificilmente são impeditivos. “Algumas dificuldades existentes são questões protocolares que precisam ser ajustadas. A gente atribui isso à questão de comunicação, mas que está sendo bem gerenciada tanto pela nossa Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio quanto pelo Itamaraty”.
O secretário de Defesa Agropecuária do Mapa disse que houve avanço nas pautas envolvendo todos os setores. “A visita à Malásia, por exemplo, foi um grande sucesso. É um país muito resistente, mas sinalizou positivamente as nossas demandas. Tivemos uma série de avanços nas questões sanitárias, com a Malásia reconhecendo o nosso trabalho recente.”
As contrapartidas apresentadas ao Brasil são viáveis de serem atendidas, garantiu Rangel, acrescentando que o Mapa fará o acompanhamento das prioridades apresentadas pelos países visitados.
“O grande resultado dessa missão é a possibilidade de dar um combustível de alto rendimento às embaixadas brasileiras nesses países, para que possam fazer um trabalho ainda melhor do que vinham fazendo”, observou Rangel.

MAPA. 22/09/2016. Investimento. Embrapa e empresa da Índia fazem acordo de R$ 100 mi para pesquisa em leguminosas. Cooperação é resultado da visita do ministro da Agricultura ao país asiático

Nova Deli (Índia) – A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a multinacional indiana UPL assinaram acordo de cooperação para pesquisa em leguminosas de grãos (pulses), como lentilha e grão de bico. O anúncio foi feito pelo ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), que está em missão oficial ao país asiático. A UPL planeja investir US$ 100 milhões no desenvolvimento e produção de pulses no Brasil para exportar ao mercado indiano.
Segundo o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, que integra comitiva liderada por Blairo, a demanda da Índia por esses produtos está crescendo de forma expressiva. A projeção é que possa chegar a 30 milhões de toneladas por ano até 2030. A cooperação foi anunciada durante encontro do ministro da Agricultura com diretores da UPL.
O acordo prevê um custo inicial de R$ 100 mil para que a Embrapa possa importar e avaliar o grau de adaptação do material. Esse recurso será transferido pela UPL à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
A visita à Índia é a última etapa da missão do ministro Blairo a sete países asiáticos. Ele também já esteve na China, Coréia do Sul, Tailândia, Mayanmar, Vietnã e Malásia.

IPEA. 22/09/2016. Trabalhadores com melhores salários aumentaram a renda. Os dados estão na Carta de Conjuntura do Ipea, que traz ainda as ocupações, setores e estados com maior rendimento

Uma parcela da população brasileira tem aumentado a renda mesmo no período de recessão: são aqueles com melhores rendimentos e maior qualificação. A constatação está na Carta de Conjuntura n° 32 do Ipea, publicada em 20/09 no Portal do Instituto e no blog da Carta de Conjuntura.

A análise desagregada do mercado de trabalho realizada pelo Grupo de Conjuntura do Ipea (Gecon), por meio de microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), mostra em detalhes a evolução da renda no Brasil, por setor, por tipo de ocupação e por estado.

“O rendimento real do decil superior da distribuição de renda subiu 2,4% nos últimos 12 meses”, informa o coordenador do Grupo de Conjuntura, José Ronaldo Souza Jr. Além desse grupo, que reúne 10% dos trabalhadores mais bem remunerados, apenas o trabalhador que ganha exatamente o salário mínimo não apresentou perda real de rendimento. A PNADC mostra que a redução nos salários reais foi pior em setores que exigem menor qualificação. Apesar disso, o índice de Gini dos rendimentos do trabalho manteve-se praticamente estável no período.

No trimestre que terminou em julho, o rendimento médio subiu ligeiramente, para R$ 1.985,00, uma melhora em relação ao segundo trimestre terminado em junho de 2016. Além disso, segundo a taxa de variação anual dos rendimentos reais por setor de atividade apurada nos últimos trimestres, apenas na construção houve uma manutenção da renda no período recente. Entre as ocupações que exigem ensino superior, os maiores rendimentos estão entre os médicos.

Já os estados com maior renda foram São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal. Os que estão com nível de renda mais baixo são os do Nordeste, especialmente Maranhão, Ceará, Alagoas e Bahia, além do estado do Pará. Por sua vez, apenas seis estados mostraram crescimento na renda no último ano, com destaque para o Amapá, onde a renda cresceu 15% entre o segundo trimestre de 2015 e o mesmo período de 2016. Os demais estados foram Pará, Maranhão, Piauí, Sergipe e Rio de Janeiro. Por outro lado, as maiores quedas na renda (em torno de 7%, 8%) foram em Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Bahia e Pernambuco.

Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/

SCPC. BOA VISTA CONSULTORIA. PORTAL G1. 22/09/2016. Busca de crédito por consumidor cai 6,2% até agosto, diz Boa Vista SCPC. Já na comparação de agosto contra julho, houve alta de 9,4%. Cenário predominante é de incerteza para consumidor, afirma estudo.
Do G1, em São Paulo

Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, o recuo foi de 6,8% e em relação a julho de 2016, houve alta de 9,4%.
De um mês para o outro, as instituições financeiras mostraram crescimento de 11,4% e o segmento não-financeiro aumentou 8,1%.
De acordo com a boa Vista, o cenário predominante ainda é de incerteza para o consumidor. "Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado são apenas algumas as variáveis condicionantes deste resultado, que gera como consequência um consumidor bastante cauteloso."

APEX-BRASIL. 16/09/2016. EVENTO LEVA QUALIDADE E INOVAÇÃO AO VALE DO SILÍCIO

Terminou em São Francisco (EUA), a Brasil Week Silicon Valley, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para mostrar a investidores norte-americanos investidores o ecossistema de capital empreendedor no Brasil, com suas peculiaridades, tendências e oportunidades.

A semana contou com uma série de atividades envolvendo startups e fundos de investimentos brasileiros de venture capital, que se encontraram, em cinco eventos, com investidores norte-americanos. No início da semana, as startups apresentaram soluções de tecnologia para setores como agritech, cleantech e biotech a um público qualificado de investidores e formadores de opinião durante o 3º Demo Day Apex-Brasil & Start-Up Brasil.

“Foi uma excelente oportunidade de networking. Fizemos contatos com empresários, investidores e outras pessoas desse ecossistema, cujo acesso é muito difícil para uma startup sozinha. A missão encurtou o caminho e nos proporcionou aprendizados como o curso de Design Think na Universidade de Berkeley que mostrou soluções que podem ser facilmente aplicadas na gestão da empresa”, avaliou Alexandre Dal Fabbro, da Chipus, startup que desenvolve uma plataforma de customização de chips com alta eficiência energética para uso da indústria.

Para Danilo Leao, da Bov Control, que participou pela segunda vez do Demo Day, houve um ganho de compreensão sobre o Vale do Silício. “Aprofundamos o conhecimento das regras do jogo locais, além das oportunidades de contatos estratégicos. Nessa semana consegui três encontros com um mesmo investidor e já temos uma negociação em andamento. Foi um programa de alto nível, que nos trouxe uma ótima surpresa”, comentou. A Bov Control comercializa uma ferramenta voltada para pecuaristas que faz a coleta de dados sobre a fazenda e os animais, gerando relatórios que apoiam as tomadas de decisão do fazendeiro. “Já operamos em 26 mil fazendas, sendo pouco mais da metade no Brasil e o restante em países como EUA, México, Colômbia, África do Sul e Nigéria”, completa.

Investimentos em capital empreendedor

Um dos eventos da Brasil Week foi o seminário organizado pela Associação Brasileira de Private Equity & Venture Capital (ABVCAP) que promoveu um debate entre fundos de investimentos brasileiros de venture capital e investidores estrangeiros. O evento reuniu também executivos de empresas como Bradesco, Samsung e Microsoft Ventures, e debateu temas como o cenário de Venture Capital na América Latina e como o Brasil se posiciona nele. Foram discutidos ainda a legislação brasileira em torno desses investimentos e o papel dos investidores no desenvolvimento de um ecossistema de Venture Capital na América Latina e o Corporate Venture nos mercados emergentes.

Para a representante do Fundo Multilateral de Investimentos do Banco Mundial, Susana Garcia-Robles, que foi uma das debatedoras, o evento incorporou temas importantes e deu espaço para os investidores brasileiros falarem de sua atuação, além de confirmar que o Vale do Silício está começando a focar na América Latina. “O Brasil tem uma boa base de fundos, de investidores, e empreendedores e tem um ecossistema já desenvolvido. Está passando por um momento complicado para a busca de investimentos, mas é um pais que tem muita resiliência e vai se recuperar”, avalia Susana. “A confiança no país já começa a voltar e creio que até meados do ano que vem estará retomada. Esta não é a primeira crise do Brasil e o país oferece grandes oportunidades, quem tem visão de médio a longo prazo sabe disso. Há razões para ser otimista”, concluiu.

Para a coordenadora de Investimentos da Apex-Brasil, Juliana Vasconcelos, a semana de eventos foi um avanço no posicionamento do Brasil em uma região de alto interesse para investimentos em inovação e em capital empreendedor. “Levamos esse grupo de empresas a um novo patamar e posicionamos a qualidade das empresas brasileiras perante os investidores do Vale do Silício, com um grande ganho de imagem para o Brasil enquanto parceiro de negócios e destino de investimentos estrangeiros”, comentou. “Destacamos ofertas brasileiras em termos de inovação e criatividade, com destaque para as tecnologias de biotech, agritech e cleantech, e para as que integram mais de uma vertente e apresentam soluções multidisciplinares”, complementou.

APEX-BRASIL. 20/09/2016. EMPRESAS BRASILEIRAS CONHECEM SETOR DE ENERGIA SOLAR NOS EUA. VISITAS TÉCNICAS, SEMINÁRIO E RODADA DE NEGÓCIOS RESULTARAM EM UMA EXPECTATIVA DE R$ 300 MILHÕES EM INVESTIMENTOS ESTRANGEIROS NO BRASIL

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) realizou, de 11 a 16 de setembro, a Missão de Negócios à Feira Solar Power International, em Las Vegas. A ação foi desenvolvida em parceria com o Ministério das Relações Exteriores, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e contou com a participação de instituições do setor de energia do Brasil como o Ministério de Minas e Energia (MME), a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A delegação composta por 17 empresas brasileiras participou de visitas técnicas para conhecer o mercado norte-americano de energia solar, especialmente na região da Califórnia que é reconhecida pela vanguarda na aplicação e fomento de tecnologias de energias renováveis. ”Foi possível acessar projetos de geração solar centralizada de larga escala, como o Solar Star, da empresa Berskshire Hathaway, a qual conta com uma usina de aproximadamente 580 MW capazes de fornecer eletricidade a 255 mil residências na região de Los Angeles”, comentou Igor Celeste, Analista de Negócios da Apex-Brasil. Além disso, a delegação teve reuniões com a Comissão de Energia e o Operador Independente do Sistema da Califórnia para discutir os desafios da energia solar do ponto de vista regulatório no estado. O grupo também conheceu negócios inovadores no setor, como a empresa Solar City que oferece soluções de sistemas solares de geração distribuída.
   
Seminário

No dia 14 de setembro, a Apex-Brasil promoveu o evento “Invest in Brasil: Status and Opportunities of Solar PV”, um seminário sobre o setor de energia solar com rodada de negócios. A iniciativa contou com mais de 60 participantes, entre empresas e autoridades brasileiras e investidores estrangeiros. A rodada de negócios teve a presença de 12 empresas brasileiras e 11 investidores estrangeiros que realizaram mais de 100 reuniões para discutir potenciais oportunidades de parcerias e joint ventures para investimentos no Brasil. “Estima-se que a ação gere mais de R$ 300 milhões em investimento estrangeiro direto no Brasil”, conclui Igor. 

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 22/09/2016. Após chegar a R$ 3,18, dólar muda de rumo e passa a subir. Na véspera, moeda encerrou em queda de 1,52%, vendida a R$ 3,2114. Trata-se da menor cotação desde 8 de setembro (R$ 3,2104).
Do G1, em São Paulo

O dólar mudou de rumo e passou a subir na tarde desta quinta-feira (22), após chegar a bater mais cedo a R$ 3,18, seguindo o bom humor externo.
Às 15h50, a moeda norte-americana subia 0,30%, vendida a R$ 3,2211.
Segundo a agência Reuters, os preços mais baixos atraíram importadores, o que acabou provocando um movimento de ajuste após recentes devalorizações.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h10, queda de 0,45%, a R$ 3,1967
  • Às 9h30, queda de 0,67%, a R$ 3,1896
  • Às 9h50, queda de 0,63%, a R$ 3,191
  • Às 10h20, queda de 0,43%, a R$ 3,197
  • Às 11h, queda de 0,69%, a R$ 3,189
  • Às 11h30, queda de 0,33%, a R$ 3,20
  • Às 12h, queda de 0,22%, a R$ 3,2043
  • Às 12h30, alta de 0,11%, a R$ 3,2152
  • Às 12h30, queda de 0,06%, a R$ 3,2094
  • Às 13h20, alta de 0,28%, a R$ 3,2204
  • Às 14h40, alta de 0,20%, a R$ 3,2181

Na véspera, o dólar fechou em queda de 1,52%, a R$ 3,2114, menor patamar desde 8 de setembro (R$ 3,2104).
Cenário local e externo
Somente nos dois últimos pregões, o dólar acumulou queda de 2,04%.
Segundo a Reuters, o movimento de queda mais cedo veio do movimento de busca por risco, já visto na véspera e reforçado pela indicação do banco central norte-americano de maior gradualismo em sua política monetária, o que significa continuidade do fluxo de recursos para países emergentes.
O banco central dos Estados Unidos decidiu na quarta-feira manter as taxas de juros do país entre 0,25% e 0,50%, apontando para uma maior probabilidade de uma alta em dezembro.
Internamente, o mercado cambial também estava mais otimista com a aprovação de medidas de ajuste fiscal no Congresso, depois de declarações firmes de integrantes do governo nesse sentido. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem se repetindo em defesa das reformas, assim como o presidente Michel Temer.
Atuação do BC
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de swap cambial reverso --equivalente à compra futura de dólares-- com oferta de 5 mil contratos.

BACEN. PORTAL UOL. 22/09/2016. Dólar sobe 0,45% e fecha cotado a R$ 3,226, após duas quedas
Do UOL, em São Paulo

O dólar comercial fechou esta quinta-feira (22) em alta de 0,45%, a R$ 3,226 na venda, interrompendo uma sequência de duas quedas.

Apesar da alta de hoje, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 1,29% na semana. No mês, tem queda de 0,11% e, no ano, perdas de 18,29%.

Na véspera, a moeda norte-americana havia caído 1,52%.

Contexto externo
O dólar operou em queda durante esta manhã, influenciado pelo otimismo após a decisão, na véspera, do banco central norte-americano de manter a taxa de juros.

Juros mais altos nos EUA poderiam atrair para lá recursos atualmente investidos em outros países onde o rendimento é maior, como é o caso do Brasil.

Investidores também viram com bons olhos esforços do banco central do Japão para reanimar a economia do país.

Com isso, o dólar chegou a ser negociado abaixo dos R$ 3,20 mais cedo. Com o preço baixo, a moeda acabou atraindo compradores. Com a maior procura, o preço passou a subir.

Contexto brasileiro
No Brasil, o mercado também estava mais otimista com a aprovação de medidas de ajuste das contas públicas no Congresso, depois de declarações firmes de integrantes do governo nesse sentido. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem se repetindo em defesa das reformas, assim como o presidente Michel Temer.

Investidores também estavam atentos ao avanço da Operação Lava Jato, que levou hoje à prisão pela Polícia Federal do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Horas depois da prisão, o juiz Sergio Moro mandou soltá-lo. Mantega foi liberado pela PF no início da tarde.

Atuação do BC
O Banco Central atuou no mercado de câmbio nesta quinta-feira. Como nas últimas sessões, o BC ofertou 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). Todos foram vendidos.

(Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 22/09/2016. Dólar fecha em alta frente ao real, com investidor aproveitando baixas cotações
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar fechou em alta nesta quinta-feira, abandonando a trajetória de queda que predominou na parte da manhã, com investidores aproveitando as cotações que chegaram abaixo de 3,20 reais para comprar moeda norte-americana.

O dólar avançou 0,45 por cento, a 3,2258 reais na venda, depois de bater 3,1817 reais na mínima do dia. O dólar futuro subia cerca de 0,60 por cento no final desta tarde.

Só nos dois pregões anteriores, a moeda norte-americana havia acumulado queda de 2,04 por cento.

"Os investidores que vêm apostando na baixa do dólar aproveitaram a queda para abaixo de 3,20 reais para realizar parte dos ganhos", comentou o operador corretora H.Commcor DTVM, Cleber Alessie Machado.

O movimento de queda mais cedo veio da busca por risco, já visto na véspera e reforçado pela indicação do banco central norte-americano de maior gradualismo em sua política monetária, o que significa continuidade do fluxo de recursos para países emergentes.

O Federal Reserve sinalizou que deverá haver uma alta nos juros do país este ano, e não mais duas, movimento que reforçou a expectativa do mercado de que ocorra em dezembro.

Juros maiores nos Estados Unidos têm potencial para atrair recursos aplicados hoje em outras praças, como a brasileira.

Também na véspera, o Banco do Japão mudou o foco de sua política monetária e determinou meta para rendimento de títulos públicos, movimento que também agradou os mercados.

Internamente, o mercado cambial também estava mais otimista com a aprovação de medidas de ajuste fiscal no Congresso, depois de declarações firmes de integrantes do governo. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem se repetindo em defesa das reformas, assim como o presidente Michel Temer.

O Banco Central vendeu nesta manhã todo o lote de 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólares.

O recuo da moeda nos últimos dias poderá resultar em nova elevação na oferta de swaps cambiais reversos pelo BC, segundo especialistas ouvidos pela Reuters.

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LGCJ.: