O IPC-S de 22 de setembro de 2016 apresentou variação de 0,18%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.
Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,44% para 0,11%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item laticínios, cuja taxa passou de -0,21% para -1,86%.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,72% para 0,39%), Transportes (0,04% para 0,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,39% para 0,37%) e Despesas Diversas (-0,22% para -0,28%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: show musical (6,04% para 1,10%), etanol (-0,50% para -0,60%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,09% para -0,23%) e cigarros (-0,55% para -0,77%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos: Habitação (0,21% para 0,27%), Vestuário (0,05% para 0,33%) e Comunicação (-0,01% para 0,01%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-0,29% para 0,01%), roupas (0,10% para 0,32%) e tarifa de telefone residencial(-0,09% para 0,09%), respectivamente.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F20157568F05A47D11
PETROBRÁS. BROOFIELD. PORTAL G1. 23/09/2016. Petrobras vende 90% de gasoduto no Sudeste por por US$ 5,2 bilhões. Brookfield vai deter participação de controladora no consórcio. NTS tem cerca de 2,5 mil quilômetros de gasodutos no Sudeste do Brasil.
Do G1, em São Paulo
Um consórcio liderado pela canadense Brookfield chegou a um acordo com a Petrobras para comprar 90% da unidade de gasodutos Nova Transportadora Sudeste (NTS), em negócio de US$ 5,19 bilhões, anunciou nesta sexta-feira (23) a Petrobras.
A estatal informou nesta sexta-feira (23) que a primeira parcela do montante acordado, correspondente a 84% do valor total (US$ 4,34 bilhões), será paga no fechamento da operação e o restante (US$ 850 milhões), em cinco anos.
"Esta operação tem grande relevância para o Plano de Desinvestimentos da Petrobras, correspondendo a cerca de 35% da meta de US$ 15,1 bilhões para o período 2015-2016", destacou a Petrobras, em comunicado.
A Brookfield vai deter uma participação de controladora no consórcio, que também inclui os fundos CIC Capital Corp, da China, e GIC Private, de Cingapura, que são clientes da Brookfield Asset Management, e o fundo de pensões de British Columbia, no Canadá.
A Reuters havia antecipado o valor da operação, em 8 de setembro, citando fonte com conhecimento direto do assunto.
O acordo para a venda da NTS, que tem cerca de 2,5 mil quilômetros de gasodutos no Sudeste do Brasil, representa o maior desinvestimento até o momento dentro do plano da Petrobras de venda de ativos.
Além da meta de US$ 15,1 bilhões em desinvestimentos para o período 2015-2016, a Petrobras incluiu em seu novo plano de negócios a previsão de US$ mais 19,5 bilhões com venda de ativos entre 2017 e 2018.
O que é a NTS
A NTS foi criada a partir de um Termo de Compromisso assinado com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no qual a Petrobras se comprometeu a reestruturar a Transportadora Associada de Gás (TAG) e suas subsidiárias integrais, de forma a criar uma carregadora de gás natural no sudeste do Brasil (NTS) e outra no Norte-Nordeste (TAG).
A estatal busca levantar recursos para abater parte de sua enorme dívida – que somou em termos líquidos US$ 332,39 bilhões em 30 de junho –, a maior de uma petroleira no mundo.
"Essa operação abre oportunidades para que parcerias com outras empresas, com larga experiência e condições de investimento, contribuam para o fortalecimento da indústria de gás natural no Brasil", afirmou a Petrobras em nota.
A estatal afirmou ainda que o acordo fomenta também novos investimentos na ampliação da infraestrutura de transporte de gás, com o objetivo de criar um modelo de desverticalização da cadeia de gás natural.
A estatal brasileira, como dona de 10% da NTS, terá direitos de governança habituais compatíveis com o tamanho de sua participação.
Condicionantes
O investimento da Brookfield Infrastructure será de cerca de 20% do negócio, enquanto a Brookfield Asset Management concordou em participar inicialmente com cerca de 30% de fatia no consórcio.
"A conclusão da transação está sujeita à aprovação da Assembleia Geral da Petrobras e a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação pelos órgãos reguladores competentes", destacou a Petrobras.
A Brookfield é uma das maiores gestoras de ativos do mundo, com mais de US$ 200 bilhões sob administração e vasta experiência em ativos de infraestrutura e energia, cujo portfolio inclui empresas com mais de 14 mil quilômetros de gasodutos nos EUA, Canadá e Austrália.
O que a Petrobras já vendeu
Confira abaixo a lista de ativos da Petrobras que já foram vendidos e negociações já concluídas desde 2015:
Transações concluídas:
- Ativos na Argentina para a Companhia Geral de Combustíveis (CGC): US$ 101 milhões
- 49% da subsidiária Gaspetro, vendida para a Mitsui Gás e Energia do Brasil: US$ 540 milhões
- Ajuste de preço da petroquímica Innova, vendida à Videolar, e ativos na Colômbia: US$ 92 milhões
Transações aprovadas:
- 67,19% na Petrobras Argentina (PESA), vendida para a Pampa Energía: US$ 897 milhões
- 100% da Petrobras Chile Distribuición (PCD), vendida para Souther Cross Group: US$ 464 milhões
- Participação no Bloco exploratório BM-S-8 para a Statoil Brasil Óleo e Gás: US$ 2,5 bilhões.
- 90% da unidade de gasodutos Nova Transportadora Sudeste (NTS) para consórcio liderado pela Brookfield: US$ 5,19 bilhões
PETROBRÁS. PORTAL UOL. 23/09/2016. Consórcio liderado por Brookfield paga US$ 5,2 bi por 90% da NTS, da Petrobras
Reuters
(Reuters) - Um consórcio liderado pela canadense Brookfield chegou a um acordo com a Petrobras para comprar 90% da unidade de gasodutos Nova Transportadora Sudeste (NTS) da estatal, em negócio de aproximadamente US$ 5,2 bilhões.
A Brookfield vai deter uma participação de controladora no consórcio, que também inclui os fundos CIC Capital Corp, da China, e GIC Private, de Cingapura, que são clientes da Brookfield Asset Management, e o fundo de pensões de British Columbia, no Canadá.
A agência de notícias Reuters havia antecipado o valor da operação, em 8 de setembro, citando fonte com conhecimento direto do assunto.
A Petrobras informou nesta sexta-feira (23) que a primeira parcela do montante acordado, correspondente a 84% do valor total (US$ 4,34 bilhões), será paga no fechamento da operação e o restante (US$ 850 milhões), em cinco anos.
2,5 mil quilômetros
O acordo para a venda da NTS, que tem cerca de 2,5 mil quilômetros de gasodutos no Sudeste do Brasil, representa o maior desinvestimento até o momento dentro do plano da Petrobras de vender US$ 15,1 bilhões em ativos em 2015 e 2016.
A estatal busca venda de ativos para abater parte de sua enorme dívida --que somou em termos líquidos R$ 332,39 bilhões em 30 de junho--, a maior de uma petroleira no mundo.
"Essa operação abre oportunidades para que parcerias com outras empresas, com larga experiência e condições de investimento, contribuam para o fortalecimento da indústria de gás natural no Brasil", afirmou a Petrobras em nota.
Novos investimentos
A estatal afirmou ainda que o acordo fomenta também novos investimentos na ampliação da infraestrutura de transporte de gás, com o objetivo de criar um modelo de desverticalização da cadeia de gás natural.
A estatal brasileira, como dona de 10% da NTS, terá direitos de governança habituais compatíveis com o tamanho de sua participação.
O investimento da Brookfield Infrastructure será de cerca de 20% do negócio, enquanto a Brookfield Asset Management concordou em participar inicialmente com cerca de 30% de fatia no consórcio.
Próximos passos
A conclusão da transação está sujeita à aprovação da Assembleia Geral da Petrobras e a determinadas condições precedentes usuais, incluindo a aprovação pelos órgãos reguladores competentes.
A Brookfield é uma das maiores gestoras de ativos do mundo, com mais de US$ 200 bilhões sob administração e vasta experiência em ativos de infraestrutura e energia, cujo portfólio inclui empresas com mais de 14 mil quilômetros de gasodutos nos EUA, Canadá e Austrália.
(Por Arathy S Nair em Bangalore e Roberto Samora, em São Paulo)
PETROBRÁS. BRASKEM. 22/09/2016. Petrobras depende de aval de sócios para vender fatia da Braskem
VALDO CRUZ
DE BRASÍLIA
NICOLA PAMPLONA
DO RIO
A venda da fatia da Petrobras na Braskem depende de uma negociação com os futuros donos e sócios remanescentes para que sejam transferidos ao comprador vários direitos que a estatal tem hoje na direção da empresa do setor de petroquímica.
Sem essa negociação, a cúpula da estatal avalia que a venda (parte dos planos da empresa de negociar seus ativos para reduzir dívida) perderia valor de mercado e não faria sentido negociá-la. A Petrobras tem como sócia o grupo Odebrecht, que tem 38,3% do capital total e é o controlador da companhia, com 50,1% do capital votante.
Atualmente, por acordo de acionistas, a Petrobras tem vários direitos na administração da Braskem. Entre eles, veto a investimentos e direito de indicação de diretores.
O problema é que esses direitos são apenas da Petrobras. Sem uma negociação prévia, um futuro sócio não herdaria esses direitos, o que reduziria o valor da venda, já que o novo acionista entraria no lugar da Petrobras com menos poder na condução do negócio no dia a dia.
Segundo a Folha apurou, caso não seja refeito esse acordo de acionistas, a Petrobras pode desistir da venda.
A estatal tem 36,1% do capital total da Braskem e 47% do votante. O BNDES é dono de 0,5%, e o restante é negociado em Bolsa de Valores.
COMPOSIÇÃO ACIONÁRIA DA BRASKEM
Em %
Odebrecht38,30
Petrobras36
Bndespar0,5
Outros25
Segundo estimativa do BTG Pactual, a participação da Petrobras na Braskem vale cerca de US$ 2,5 bilhões —similar ao que a estatal arrecadou com a venda da área de Carcará, no pré-sal, a maior operação até agora de seu plano de desinvestimentos.
Executivos do setor disseram à Folha que a permanência da Odebrecht como sócia majoritária pode, porém, ser outro obstáculo à venda das ações na petroquímica.
Alvo da Lava Jato, a empreiteira negocia acordo de delação premiada com o Ministério Público, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empresa, está preso desde 2015.
A construtora também teria o interesse em se desfazer de sua parcela, como parte de seu próprio plano de venda de ativos para enfrentar a crise que vive desde o início da Lava Jato. Mas ainda não comunicou esta intenção oficialmente à Petrobras.
A Braskem tem operações no Brasil, México, Estados Unidos e Alemanha, e poderia interessar a grandes grupos petroquímicos globais que desejem ter posição relevante na América Latina.
RECEITA LÍQUIDA DA PETROQUÍMICA
Em R$ bilhões
PLANOS
O plano de desinvestimento da Petrobras no período de 2017 a 2021 prevê a venda de ativos que gerem US$ 19,5 bilhões. Neste ano, a empresa espera arrecadar US$ 15 bilhões com estas operações.
Além da petroquímica, a estatal quer vender a BR Distribuidora, a Liquigás, empresas do setor de biocombustíveis, entre outras, para reduzir seu endividamento.
FED. REUTERS. 23/09/2016. Rosengren, do Fed, diz que a economia precisa "de aperto monetário modesto e gradual agora"
WASHINGTON (Reuters) - O presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, disse nesta sexta-feira acreditar que a taxa de juros nos Estados Unidos deve ser elevada gradualmente agora e alertou que uma queda da taxa de desemprego abaixo do seu nível sustentável poderia afetar a recuperação econômica do país.
"Até 2019, espero que a taxa de desemprego tenha caído abaixo de 4,5 por cento. Embora eu tenha um longo histórico de defesa da política que sustenta as condições do mercado de trabalho robusto, isso está abaixo da taxa que eu acredito ser sustentável a longo prazo", disse Rosengren em comunicado.
Rosengren foi dissidente na reunião desta semana do Federal Reserve, banco central norte-americano, que deixou a taxa de juros inalterada. Ele e dois outros membros votaram pela alta.
Em seu comunicado, Rosengren disse que uma taxa de desemprego tão baixa poderia causar um superaquecimento da economia, colocando uma pressão de alta sobre a inflação e aumentando os desequilíbrios do mercado financeiro, o que poderia levar a uma recessão.
A taxa de desemprego dos Estados Unidos está atualmente em 4,9 por cento.
Rosengren já havia alertado para o rápido aumento dos preços dos imóveis comerciais nos Estados Unidos, o que segundo ele poderia aprofundar a recessão se a economia dos EUA for atingida por um choque negativo.
(Por David Chance)
MTE. PORTAL G1. 23/09/2016. Brasil registra fechamento de 33,9 mil postos formais de trabalho em agosto. No acumulado do ano até agosto, país já perdeu 651.288 postos de trabalho. Indústria contratou mais do que demitiu em agosto e criou 6.294 vagas.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília
A economia brasileira, ainda sentindo os efeitos da crise, continua fechando vagas de trabalho com carteira assinada. Segundo números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no mês de agosto as demissões superaram as contratações em 33.953 empregos.
Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (23), revelam que este foi o décimo sétimo mês seguido de fechamento de vagas formais. O último mês com contratações acima das demissões foi março do ano passado, quando foram criados 19,2 mil postos de trabalho.
Criação de vagas
Em milhares, para meses de agosto
Fonte: MTE
Apesar de negativo, o resultado do mês passado foi menos ruim do que o registrado em agosto de 2015, quando foram fechados 86.543 postos de trabalho. O pior resultado para meses de agosto foi em 1995, quando 116.856 empregos com carteira assinada foram cortados.
Acumulado do ano
Na parcial dos oito primeiros meses deste ano, as demissões superaram as contratações em 651.288 vagas formais. Foi o pior resultado para este período desde o início da série histórica do Ministério do Trabalho, que, neste caso, começa em 2002.
Até então, o pior resultado, para o período de janeiro a agosto havia sido registrado no ano passado, quando foram fechadas 572.792 vagas com carteira assinada.
Os números de criação de empregos formais dos oito primeiros meses do ano, e de igual período dos últimos anos, foram ajustados para incorporar as informações enviadas pelas empresas fora do prazo nos meses de janeiro a julho. Os dados de agosto ainda são considerados sem ajuste.
O Ministério do Trabalho informou também que, nos últimos doze meses até agosto, foi registrada a demissão de 1.656.144 trabalhadores com carteira assinada.
Indústria volta a contratar
Em agosto, segundo os números do governo, o setor que mais demitiu foi a construção civil, com fechamento de 22.113 postos formais de trabalho, seguida pela agricultura, com demissão de 15.436 trabalhadores com carteira assinada. Já os serviços fecharam 3.014 vagas no mês passado.
Por outro lado, houve a abertura de 6.294 empregos com carteira assinada pela indústria de transformação em agosto deste ano. Desde fevereiro de 2015 que as contratações nesse setor não superavam as demissões.
Outros setores que criaram vagas em agosto foram o comércio (888 vagas formais) e a indústria extrativa mineral, que contratou 366 trabalhadores no período.
Já nos oito primeiros meses deste ano, informou o Ministério do Trabalho, quase todos os setores da economia demitiram trabalhadores, com exceção da administração pública, que abriu 18.631 vagas, e da agricultura (+82.109 empregos com carteira assinada).
O comércio liderou o fechamento de vagas com carteira assinada nos oito primeiros meses deste ano, com 267.267 demissões. Em segundo lugar está a construção civil, com 164.604 vagas fechadas, seguida pelos serviços, com 162.922 vagas formais fechadas na parcial deste ano.
Logo depois, vem a indústria de transformação, com 146.249 empregos formais fechados no período, e a indústria extrativa mineral, com 5.706 vagas fechadas nos oito primeiros meses deste ano.
Números regionais
Segundo o Ministério do Trabalho, houve o registro de demissões em quase todas as regiões do país nos oito primeiros meses de 2016, com exceção do Centro-Oeste, que abriu 11.231 vagas neste período.
A região Sudeste foi a que teve mais trabalhadores demitidos de janeiro a agosto deste ano, quando 352.799 pessoas perderam o emprego.
A região Nordeste, por sua vez, registrou a demissão de 204.945 trabalhadores no período, enquanto a região Sul contabilizou o fechamento de 59.079 vagas formais. Já a região Norte fechou 45.696 empregos com carteira assinada nos oito primeiros meses deste ano.
Por estados, o emprego formal apresentou resultado positivo em 13 deles, com destaque para Pernambuco (9.035), impulsionado pelo desempenho positivo da indústria de produtos alimentícios (7.016). Paraíba registrou a criação de 5.905 postos de trabalho, seguida de Alagoas (4.099) e Santa Catarina (3.014).
A maior queda no nível de emprego formal foi registrada no Rio de Janeiro, com o fechamento de 28.321 vagas, impactado pelo ramo Comércio e Administração de Imóveis (-8.395) e Serviços de Alojamento e Alimentação (-4.452). Também houve também perda de vagas em Minas Gerais (-13.121), devido o fim do ciclo de produção de café, e Espírito Santo (-4.862).
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 23/09/2016. Dólar opera em queda de olho no exterior. Na véspera, moeda encerrou o dia em alta de 0,45%, vendida a R$ 3,2258. Mercado ainda repercute manutenção da taxa de juros nos EUA.
Do G1, em São Paulo
O dólar opera em queda nesta sexta-feira (23), ainda reagindo à perspectiva de maior gradualismo na política monetária norte-americana, que continuava alimentando apetite por risco. A alta nos preços do petróleo no exterior também contribuía para o recuo da moeda norte-americana.
Às10h29, a moeda norte-americana caía 0,14%, vendida a R$ 3,2213.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, queda de 0,5%, a R$ 3,2095
- Às 9h59, queda dde 0,36%, a R$ 3,2142
Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,45%, vendido a R$ 3,2258.
Cenário local e externo
A queda ocorre ainda como reflexo da indicação do banco central norte-americano de maior gradualismo em sua política monetária. O Fed decidiu na quarta-feira manter as taxas de juros do país entre 0,25% e 0,5%, apontando para uma maior probabilidade de uma alta em dezembro.
Juros mais altos nos Estados Unidos tendem a atrair para o país recursos aplicados em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real. Por isso, sinalizações de que o aumento não deve acontecer no curto prazo tendem a reforçar movimentos de queda do dólar.
Internamente, o mercado cambial também tem estado mais otimista com a aprovação de medidas de ajuste fiscal no Congresso, depois de declarações firmes de integrantes do governo nesse sentido. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, vem se repetindo em defesa das reformas, assim como o presidente Michel Temer.
Atuação do BC
O Banco Central realiza nesta manhã leilão de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólares, com oferta de até 5 mil contratos. Na oferta desta manhã, o BC colocará apenas três vencimentos, diferentemente do que vinha fazendo até a véspera, quando ofertou swaps para outubro.
BACEN. PORTAL UOL. 23/09/2016. Dólar opera quase estável, vendido perto de R$ 3,23; Bovespa cai
O dólar comercial operava quase estável e a Bovespa caía nesta sexta-feira (23). Por volta das 11h15, a moeda norte-americana tinha leve alta de 0,07%, a R$ 3,228 na venda. No mesmo momento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa Brasileira, perdia 0,45%, a 58.730,8 pontos. O mercado continuava sendo influenciado pela decisão do banco central norte-americana de manter a taxa de juros nos EUA. No Brasil, o Banco Central atuou no mercado de câmbio, vendendo 5.000 contratos de swap cambial reverso (equivalentes à compra futura de dólares). (Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 23/09/2016. Dólar cai frente ao real com BC sinalizando que não elevará intervenção
Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em baixa ante o real nesta sexta-feira, ainda reagindo à perspectiva de maior gradualismo na política monetária norte-americana e pelo fato de o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, ter reforçado a mensagem de que diminuiu o espaço para atuação cambial por meio de swaps.
Às 10:47, o dólar recuava 0,11 por cento, a 3,2221 reais na venda, após bater 3,2025 reais na mínima do dia. O dólar futuro caía cerca de 0,05 por cento.
"Foi positiva a fala do Ilan, sinalizou que o BC não vai agir tão forte no câmbio, o que tira pressão altista sobre a moeda (norte-americana)", disse o analista de câmbio da Gradual Investimentos, Marcos Jamelli.
Na noite passada, Ilan reiterou que o espaço para reduzir o estoque de swaps cambiais tem diminuído com a proximidade da normalização das condições monetárias dos Estados Unidos.
Em entrevista à Reuters na semana passada, Ilan já havia dito que o BC enxerga menor espaço para redução do estoque de swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares.
O mercado entendeu que o BC pode não elevar a oferta de swap cambial reverso, equivalente à compra futura de dólares, ajudando no recuo da moeda norte-americana nesta manhã.
Os investidores também agiam sob a expectativa de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, voltará a elevar a taxa de juros do país de forma gradual.
Um aumento de juros mais tarde nos Estados Unidos cria janela de oportunidade aos países emergentes, como o Brasil, que pagam rendimentos maiores.
"O BC (brasileiro) sinaliza que quer cortar os juros. Mas mesmo com uma redução em breve, o retorno no Brasil ainda é muito alto e, por isso, acredito que o dólar siga em baixa por aqui", disse o diretor de uma corretora nacional.
A Selic está em 14,25 por cento há mais de um ano, uma das taxas de juros mais elevadas do mundo.
O BC vendeu nesta manhã toda a oferta diária de até 5 mil contratos de swap cambial reverso.
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. 23/09/2016. Bovespa sobe nesta sexta, seguindo a tendência dos últimos pregões. Cenário mais negativo no exterior, contudo, limitava os ganhos. No ano, há valorização de 36,09%.
Do G1, em São Paulo
O principal índice da Bovespa tinha leve alta no início dos negócios desta sexta-feira (23), mantendo o viés positivo visto nas quatro sessões anteriores, com as ações do setor de papel e celulose entre as maiores altas. O cenário mais negativo no exterior, contudo, limitava os ganhos.
Às 10h22, o Ibovespa tinha queda de 0,10%, a 58.933 pontos.
O principal índice da Bovespa fechou em alta nesta quinta-feira, acompanhando o viés positivo no exterior, após a decisão do Federal Reserve na véspera de manter os juros nos Estados Unidos e indicar cautela no processo de normalização da política monetária.
O Ibovespa subiu 1,03%, a 58.994 pontos. Na semana e no mês, a bolsa acumula alta de 3,35% e 1,89%, respectivamente. No ano, há valorização de 36,09%.
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LGCJ.: