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September 19, 2016


MF. PORTAL G1. 19/09/2016. Carga tributária sobe para 32,66% do PIB em 2015, diz Receita Federal. Em 2014, carga tributária estava em 32,42% do PIB, informou o órgão. Arrecadação em 2015 somou R$ 1,92 tri e, PIB do período, R$ 5,9 tri.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

A carga tributária, que é o patamar de impostos pagos em relação à riqueza do país, somou 32,66% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, informou nesta segunda-feira (19) a Secretaria da Receita Federal. O índice registrado no ano passado é o maior em dois anos. Em 2014, esse patamar havia ficado em 32,42% do PIB.
No ano passado, a Receita Federal havia informado que a carga tributária do ano de 2014 havia somado 33,47% do PIB, mas este número mudou por conta das revisões do PIB feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2013, a carga tributária somou 32,67% do PIB.

Evolução da Carga Tributária
Em % por ano
33,6633,5332,2732,4433,3932,732,6732,4232,66%2007,520102012,520153232,2532,532,753333,2533,533,75
Fonte: Secretaria da Receita Federal

Segundo o governo, a carga tributária caiu no ano passado porque o tombo do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,8%, foi maior do que a queda da arrecadação tributária federal, estadual e municipal, que atingiu 3,15% no período.
A Receita Federal lembrou que houve aumento de tributos no ano passado, como da CIDE (contribuição sobre os combustíveis), da CSLL dos bancos, do IOF sobre operações de crédito, além de redução do benefício para exportadores (por meio do Reintegra). Entretanto, segundo o órgão, reduções de impostos realizadas em anos anteriores não foram totalmente revertidas, o que contribuiu para que a arrecadação em 2015 aumentasse menos.
Impostos X PIB
Os números divulgados pelo Fisco mostram que foram arrecadados no ano passado, em tributos federais, estaduais e municipais, R$ 1,92 trilhão (valor não inclui multas e juros), enquanto o PIB do mesmo período somou R$ 5,9 trilhões.
Em 2014, a arrecadação de impostos e contribuições havia somado R$ 1,84 trilhão, enquanto o PIB do mesmo período totalizou R$ 5,67 trilhões.
A Receita utiliza nesta comparação o PIB nominal (sem a correção da inflação), que subiu no ano passado em comparação com 2014. Entretanto, se descontada a inflação - o chamado PIB "real" - houve queda do PIB de 3,8% em 2015, na comparação com 2014.
Divisão do bolo
Do valor total arrecadado no ano passado, ainda de acordo com dados da Receita, a arrecadação federal, ou seja, do governo, somou R$ 1,31 trilhão, ou 22,29% do PIB - o equivalente a 68,2% do total. Em 2014, havia sido de R$ 1,26 trilhão, ou 22,17% do PIB.
Já a arrecadação dos estados somou R$ 489 bilhões em 2015 (8,28% do PIB), contra R$ 468 bilhões (8,23% do PIB) em 2014. Ao mesmo tempo, a arrecadação dos municípios totalizou R$ 122 bilhões em 2015 (2,08% do PIB), em comparação com R$ 114 bilhões, ou 2,01% do PIB, em 2014.
Por base de incidência
Os números oficiais mostram ainda que a principal forma de tributação do país continuou sendo, no ano passado, os impostos sobre bens e serviços, ou seja, os tributos indiretos, embutidos nos preços. Eles somaram 16,28% do PIB, um dos maiores do mundo, representando 49,7% de toda a carga tributária brasileira em 2015.
Esse formato de tributação penaliza os mais pobres, pois o peso dos impostos é o mesmo para todos, mas consome mais renda de quem ganha menos.
Ao mesmo tempo, os tributos sobre o lucro, renda e o ganho de capital do brasileiro somaram 5,85% do PIB - um dos mais baixos do mundo, equivalente a 18,27% do total da carga tributária no ano passado.
Já os impostos e contribuições sobre a folha de salários representaram 25,83% da carga tributária total. Os tributos sobre a propriedade e sobre as transações financeiras, respectivamente, representaram 4,44% e 1,80% do total da carga tributária de 2015.
Comparação com outros países
A comparação internacional, segundo dados divulgados pelo Fisco, é feita com base no ano de 2014 – por conta do atraso em obter dados de outras nações. Naquele ano, a carga brasileira somou 32,42% do PIB, uma das maiores da América Latina e Caribe.
O peso dos tributos no Brasil, em 2014, ficou acima de países como Turquia (28,7% em 2014), Estados Unidos (26%), Suíça (26,6%), Coreia do Sul (24,6%), Canadá (30,8%), Israel (31,1%), Irlanda (29,9%), Chile (19,8%) e Nova Zelândia (32,4%).
A carga tributária brasileira em 2014, entretanto, foi inferior à de países como Suécia (42,7% do PIB), França (45,2% do PIB), Noruega (39,1% do PIB), Itália (43,6% do PIB), Alemanha (36,1% do PIB), Áustria (43% do PIB), Hungria (38,5% do PIB) e Islândia (38,7% do PIB).

DOCUMENTO COMPLETO: http://idg.receita.fazenda.gov.br/dados/receitadata/estudos-e-tributarios-e-aduaneiros/estudos-e-estatisticas/carga-tributaria-no-brasil/ctb-2015_f2-2.pdf

BACEN. PORTAL G1. 19/09/2016. 'Prévia' do PIB inicia 3º trimestre com retração de 0,09%, diz Banco Central. Contração foi registrada em julho, primeiro mês do terceiro trimestre. No 2º trimestre de 2016, IBGE mostrou que economia teve tombo de 0,6%.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

O nível de atividade da economia brasileira registrou pequena contração em julho deste ano, primeiro mês do terceiro trimestre, segundo números divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Banco Central. O resultado veio após o tombo de 0,6% de abril a junho, no que foi o sexto trimestre seguido de "encolhimento" da economia.
O chamado Índice de Atividade Econômica do BC, o IBC-Br – um indicador criado para tentar antecipar o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – teve queda de 0,09% em julho, na comparação com junho, variação muito próxima da estabilidade. O resultado foi calculado após ajuste sazonal (uma espécie de "compensação" para poder comparar períodos diferentes).

IBC-BR desde 2015
Em %
-0,87-0,39-0,3-0,98-1-0,84-0,36-0,41-0,76-0,15-0,86-0,21-0,69-0,3-0,420,07-0,510,37-0,09em %jan/15fev/15mar/15abr/15mai/15jun/15jul/15ago/15set/15out/15nov/15dez/15jan/16fev/16mar/16abr/16mai/16jun/16jul/16-1,25-1-0,75-0,5-0,2500,250,5
Fonte:BC

De acordo com os números do BC, a "prévia" do PIB registrou queda em quase todos os meses deste ano, com exceção de abril (+0,23%) e junho (+0,37%).
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2015, de acordo com o IBGE, o PIB recuou 3,8%. Para 2016, a estimativa de analistas dos bancos é de um recuo acima de 3%.
A economia brasileira atualmente passa por um período de forte recessão. A contração acontece em um ambiente de alta da inflação, das taxas de juros, do desemprego (que superou a marca de 11%) e também da inadimplência.
Comparação com julho de 2015
Quando comparado com o resultado do IBC-Br contra o mesmo mês do ano passado, a "prévia" do PIB registrou uma retração de 5,20% em julho de 2016. Neste caso, a comparação foi feita sem ajuste sazonal – pois considera períodos iguais. Com ajuste sazonal, a queda, nesta comparação, foi de 3,45%.
Os números do Banco Central mostram que, nos sete primeiros meses deste ano, o indicador sem ajuste sazonal (pois considera períodos iguais de tempo) mostrou contração de 5,29% na atividade (com ajuste, a retração é de 5,53%).
Já no acumulado dos 12 meses até julho, o indicador registrou contração de 5,61% (após ajuste sazonal). Sem ajuste sazonal, o tombo do PIB, em 12 meses, foi de 5,65%.
IBC-Br x PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.
Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.
Recentemente, o BC atualizou a metodologia de cálculo, incorporando novos indicadores, com destaque para a utilização da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em substituição à Pesquisa Mensal de Emprego (PME), além de outras mudanças.
Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.
Atualmente, os juros básicos estão em 14,25% ao ano, o maior nível em cerca de dez anos.
Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.
Para 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.
Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará novamente acima do teto de 6,5% do sistema de metas. Para os analistas dos bancos, a inflação somará 7,34% em 2016. Em 2015, somou 10,67%, a maior em 13 anos, e estourou a meta.
O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para dentro da banda do sistema de metas em 2016 e para o objetivo central, de 4,5%, em 2017.

BACEN. PORTAL UOL. 19/09/2016. 'Prévia' do PIB cai 0,09% em julho e acumula queda de 5,65% em um ano
Do UOL, em São Paulo

O IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma "prévia" do PIB (Produto Interno Bruto) caiu 0,09% em julho, na comparação com o mês anterior, informou o BC nesta segunda-feira (19). A comparação é feita já descontando as diferenças sazonais entre os meses de junho e julho. Sem esse desconto, a queda foi de 0,86%.

O resultado é pior que o esperado por analistas consultados pela agência de notícias Reuters, que previam crescimento de 0,25%.

Na comparação com julho de 2015, o indicador registrou tombo de 5,2% sem o ajuste sazonal, porque considera períodos iguais. Com ajuste, a queda foi de 3,45%.

No acumulado de 12 meses, a atividade econômica encolheu 5,65%. Descontando as diferenças sazonais, o encolhimento foi de 5,61%.

Comércio, serviços e indústria
Em julho, o desempenho do IBC-Br foi negativamente afetado pelas vendas no comércio, que voltaram a cair, com retração de 0,3% sobre junho.

Apesar de o setor de serviços ter exibido um crescimento no volume de 0,7% e da produção industrial também ter ficado no campo positivo, surpreendendo com ligeira alta de 0,1%, o IBC-Br acabou fechando o mês em território negativo.

'Queda cada vez menor'
Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o resultado fraco já era esperado.

"Mas o trimestre encerrado em julho contra o trimestre imediatamente anterior está apontando queda cada vez menor", disse à agência de notícias Reuters. Segundo ele, há sinais do fim da desaceleração acentuada da economia.

Recuperação no quarto trimestre
Em nota, o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, fez análise semelhante.

"O dado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de um terceiro trimestre de atividade ainda em marcha ré, mas já melhor do que o segundo e com a fraca base de comparação do ano passado já exercendo alguma influência", afirmou.

Ele acrescentou, ainda, que qualquer sinal mais evidente de reversão da atual recessão, só deve vir no último trimestre deste ano.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que a expectativa do governo é de um crescimento do PIB no último trimestre deste ano.

IBC-Br
O indicador do BC é visto pelo mercado como uma antecipação do resultado do PIB. Ele é divulgado mensalmente pelo Banco Central, enquanto o PIB é divulgado a cada três meses pelo IBGE.

O IBC-Br serve de base para investidores e empresas adotarem medidas de curto prazo. Porém, não necessariamente reflete o resultado anual do PIB e, em algumas vezes, distancia-se bastante.

O indicador do BC leva em conta a trajetória das variáveis consideradas como bons indicadores para o desempenho dos setores da economia (agropecuária, indústria e serviços).

A estimativa do IBC-Br incorpora a produção estimada para os três setores, acrescida dos impostos sobre produtos. O PIB calculado pelo IBGE, por sua vez, é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país durante certo período.

(Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 19/09/2016. Atividade econômica do Brasil inicia 3º tri com desempenho pior que o esperado, aponta BC
Por Marcela Ayres

BRASÍLIA (Reuters) - A atividade econômica do Brasil iniciou o terceiro trimestre no vermelho, com leve queda de 0,09 por cento em dados dessazonalizados, num resultado pior que o esperado e que ressalta as dificuldades para a retomada de uma recuperação consistente.

O resultado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), frustrou expectativa de elevação de 0,25 por cento do índice no mês, segundo pesquisa Reuters.

Divulgado nesta segunda-feira pelo BC, o IBC-Br incorpora projeções para a produção no setor de serviços, indústria e agropecuária, bem como o impacto dos impostos sobre os produtos.

No mês, o desempenho do índice foi negativamente afetado pelas vendas no varejo, que voltaram a cair em julho, com retração de 0,3 por cento sobre junho.

Apesar de o setor de serviços ter exibido um crescimento no volume de 0,7 por cento e da produção industrial também ter ficado no campo positivo, supreendendo com ligeira alta de 0,1 por cento, o IBC-Br acabou fechando o mês em território negativo.

"De um lado a gente começa o terceiro trimestre com sinalização fraca, mas em algum medida isso já era antecipado pelos dados da indústria e mesmo do varejo", afirmou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito.

"Mas o trimestre encerrado em julho contra o trimestre imediatamente anterior está apontando queda cada vez menor", acrescentou Perfeito, que enxerga aí um sinal do fim da desaceleração acentuada da economia. Ele estima que o PIB do terceiro trimestre sofrerá retração de 0,3 por cento.

Nesta segunda, o BC também revisou o resultado de junho para uma alta de 0,37 por cento, contra aumento de 0,23 por cento informado inicialmente.

Em 12 meses até julho, o IBC-Br acumula um tombo de 5,61 por cento, em dado dessazonalizado.

A expectativa de economistas ouvidos semanalmente pelo BC em pesquisa Focus é de que a atividade medida pelo PIB vá fechar 2016 com retração de 3,15 por cento.

"O dado do IBC-Br corrobora nossa expectativa de um terceiro trimestre de atividade ainda em marcha ré, mas já melhor do que o segundo e com a fraca base de comparação do ano passado já exercendo alguma influência", destacou em nota o economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves.

Ele acrescentou ainda que, qualquer sinal mais evidente de reversão da atual recessão, só deve vir no último trimestre deste ano.

No segundo trimestre, a recessão brasileira chegou ao seu ponto mais agudo, com recuo de 0,6 por cento do PIB sobre o período anterior, mas começou a dar alguns sinais de recuperação com desempenhos positivos da indústria e dos investimentos depois de vários meses no vermelho.

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, tem dito que a expectativa do governo é de um crescimento do PIB no último trimestre deste ano.

FGV. IBRE. 19/09/2016. Monitor do PIB. Monitor do PIB-FGV aponta a segunda variação positiva consecutiva em 2016
“O Monitor do PIB-FGV de setembro, com informações até julho do corrente ano, mostra crescimento de 0,26% em comparação a junho. Esta é a segunda variação positiva consecutiva em 2016, nesta comparação. No trimestre móvel mai-jun-jul, a variação foi de -0,49%, em comparação ao trimestre fev-mar-abr; a taxa menos negativa em seis trimestres consecutivos. Estes dois resultados apontam melhora da atividade econômica com relação ao ano de 2015. ”, afirma Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV.
 
Neste número, o Monitor do PIB-FGV (ver apêndice com nota explicativa) detalha os seguintes resultados, conforme a tabela Excel anexa:
 
1) O trimestre móvel mai-jun-jul, comparado ao trimestre fev-mar-abr, cresceu 0,26% no mês de julho em comparação a junho. Embora com aceleração menos intensa, do que a apresentada nos trimestres anteriores, este indicador continua a mostrar melhora no nível de atividade, conforme ilustrado no Gráfico 1.
g1
2) Na comparação com o mesmo período em 2015, a taxa mensal de julho do PIB apresentou queda de 3,7%; uma retração maior que a de junho (-2,5%), porém essa é a segunda taxa menos negativa do ano, até julho. Das 12 atividades que compõem o PIB, apenas eletricidade (+7,7%) e serviços imobiliários (+0,3%) não apresentam taxas mensais negativas contra igual mês do ano anterior. Os piores resultados foram da transformação (-7,8%), comércio (-7,7%) e transportes   (-8,9%), revertendo a melhore que se observou em junho.
 
3) O trimestre móvel mai-jun-jul do PIB apresentou queda de 3,6%, quando comparado ao mesmo trimestre do ano anterior; resultado melhor do que o -3,8% observado no segundo trimestre. A indústria apresentou uma pequena ruptura da trajetória ascendente apontada desde fevereiro deste ano chegando a -3,2%. No setor de serviços, a variação do trimestre móvel até julho também foi mais negativa do que a apresentada no segundo trimestre chegando a -3,4%.
 
4) A taxa acumulada em 12 meses do PIB, até julho, apesar de bastante negativa (-4,9%), apresenta desaceleração da queda ficando estagnada no mesmo valor do acumulado até junho.
 
5) Com relação ao mesmo período do ano anterior, o Consumo das Famílias apresentou queda de 5,8% em julho, e encerrou o trimestre móvel mai-jun-jul com retração de 5,2%, com taxas negativas em todos os bens de consumo, (ver Gráfico 2).
g2
6) A Formação Bruta de Capital fixo mostrou recuo de 12,7% em julho, quando comparada a julho de 2015. O trimestre móvel mai-jun-jul, comparado com o mesmo período de 2015, recuou 8,7%. Este resultado trimestral é o menos negativo apresentado pela Formação Bruta de Capital Fixo em 2016. O componente ‘máquinas e equipamentos’, apesar de ainda apresentar taxas de variação muito negativas, tem apresentado uma forte recuperação em 2016: a taxa trimestral móvel finda em janeiro era de -40,9% e em julho está em -13,8%.
g3
7) A variação mensal das Exportações em junho, comparada a julho de 2015, foi de -4,6%. A taxa trimestral móvel finda em julho foi de -1,5%: a primeira retração após dez meses consecutivos de crescimento. Os produtos agropecuários (-18,6%), extrativa mineral (-4,8%) e serviços (-7,3%) foram os itens que apresentaram variações negativas, neste componente.
 
g4
8) As Importações, retraíram 16,9% em julho, comparado ao mesmo mês em 2015. Na comparação do trimestre móvel findo em julho, a taxa de variação foi negativa em 10,0%: a variação menos negativa em quatorze meses consecutivos. Merece destaque nessa trajetória o componente bens de capital que cresceu 37,8% no trimestre.
 
g5

APÊNDICE – NOTA EXPLICATIVA
O Monitor do PIB-FGV estima mensalmente o PIB brasileiro em volume. O objetivo de sua criação foi prover a sociedade de um indicador mensal do PIB, tendo como base a mesma metodologia das Contas Nacionais do IBGE. Sua série inicia-se em 2000 e incorpora todas as informações disponíveis das Contas Nacionais do IBGE (Tabelas de Recursos e Usos, até 2013, último ano de divulgação) bem como as informações do PIB-Tri do IBGE, até o último trimestre divulgado.
O indicador é ajustado ao PIB-Tri do IBGE sempre que há mudanças metodológicas e a cada trimestre divulgado. Ou seja, nos trimestres calendários, as médias trimestrais dos índices de volume do Monitor do PIB-FGV serão iguais aos indicadores trimestrais, sem ajuste sazonal, do PIB-Tri do IBGE. Nos trimestres calendário, são utilizados os mesmos modelos do IBGE para calcular todas as séries desagregadas com ajuste sazonal, tanto pela ótica da oferta, como da demanda. Para o ajuste sazonal mensal é utilizado o modelo mensal do IBC-Br; para os trimestres móveis utiliza-se uma média desses ajustes mensais.
 
Assim, as estimativas do Monitor do PIB-FGV antecedem o PIB-Tri do IBGE nos meses em que este é divulgado. E, nos meses em que não há divulgação, o Monitor representa uma excelente antecipação para as tendências do PIB e seus componentes.
 
O Monitor do PIB-FGV compõe-se de um relatório descrevendo os principais resultados com ilustrações gráficas e de uma tabela Excel com informações das 12 atividades econômicas que agrupadas formam os 3 setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços). Apresenta, ainda, o Valor Adicionado a preços básicos, os impostos sobre os produtos e o PIB. Apresenta também os componentes do PIB pela ótica da demanda. Outro ponto a ser destacado é que o Monitor torna disponíveis desagregações que não são divulgadas pelo IBGE, mas que são relevantes para um melhor entendimento da absorção doméstica e da demanda externa. As desagregações disponibilizadas pelo Monitor são:
 
Consumo das Famílias: bens de consumo duráveis, semiduráveis, não duráveis e serviços. Adicionalmente eles são classificados em nacionais e importados;
Formação Bruta de Capital Fixo: em máquinas e equipamentos, construção e outros. Para máquinas e equipamentos e outros, há a desagregação entre nacionais e importados;
Exportações e Importações: em produtos agropecuários, produtos da extrativa mineral, produtos industrializados de consumo (duráveis, semiduráveis e não duráveis), produtos industrializados de uso intermediário, bens de capitais e serviços.
 
São divulgadas as séries de base móvel, séries encadeadas, séries encadeadas dessazonalizadas, as taxas mensais, trimestrais e anuais comparadas a igual período do ano anterior e as taxas mensais e trimestrais comparadas a período imediatamente anterior.


FGV. IBRE. 19/09/2016. IGP-M avança na segunda prévia de setembro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de setembro, variação de 0,27%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,09%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,30%, no segundo decêndio de setembro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de -0,01%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de 0,25% para -0,24%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 0,02% para -5,40%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de -0,30%, em agosto, para -0,21%, em setembro. O destaque coube ao subgrupo materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de -0,31% para 0,67%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,51%. No mês anterior, a taxa foi de  -0,01%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (-8,57% para -0,18%), minério de ferro (0,66% para 9,09%) e mandioca (aipim) (2,88% para 8,49%). Em sentido oposto, destacam-se: milho (em grão) (6,33% para -5,40%), leite in natura (9,03% para 2,80%) e arroz (em casca) (6,24% para 0,08%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,14%, no segundo decêndio de setembro, ante 0,35%, no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação        (0,39% para 0,11%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item laticínios, cuja taxa passou de 6,20% para -0,68%.

Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos:Transportes (0,26% para  -0,02%), Vestuário (0,38% para -0,35%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,76% para 0,46%), Comunicação (0,61% para 0,01%) e Despesas Diversas(0,12% para -0,16%).As maiores contribuições para estes movimentos partiram dos itens:gasolina (0,74% para -1,10%), acessórios do vestuário (1,63% para -1,19%), artigos de higiene e cuidado pessoal (2,08% para -0,01%), tarifa de telefone móvel (2,38% para -0,01%) e cigarros (-0,35% para -0,42%), respectivamente.

Em contrapartida, registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,14% para 0,17%) e Educação, Leitura e Recreação (0,41% para 0,54%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: tarifa de eletricidade residencial (-1,34% para -0,14%) e passagem aérea (-4,00% para 7,88%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de setembro, variação de 0,34%. No mês anterior, a taxa foi de 0,19%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,06%. No mês anterior, a taxa foi de -0,05%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,58%. No mês anterior, este índice variou 0,40%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F201574205FFA24795

FGV. IBRE. 16/09/2016. Índices Gerais de Preços. IPC-S Capitais. Inflação pelo IPC-S cai em seis das sete capitais pesquisadas

O IPC-S de 15 de setembro de 2016 registrou variação de 0,27%, 0,07 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa divulgada na última apuração. Seis das sete capitais pesquisadas registraram decréscimo em suas taxas de variação.

A tabela a seguir, apresenta as variações percentuais dos municípios das sete capitais componentes do índice, nesta e na apuração anterior.
15setembro16
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5557F25F2015734406F1D3B7E

MAFRIG. REUTERS. 19/09/2016. Marfrig faz 1º embarque de carne bovina in natura do Brasil para EUA

SÃO PAULO (Reuters) - A empresa de alimentos Marfrig realizou seu primeiro embarque de carne bovina in natura para os Estados Unidos, em um negócio que, segundo a empresa, é o primeiro do gênero no país após a recente abertura do mercado norte-americano, informou a companhia em uma nota na noite de domingo.

O contêiner embarcado tem carne produzida nos dias 14 e 15 de setembro, no frigorífico de Bataguassu, no Mato Grosso do Sul, informou a Marfrig, em nota.

Segundo a empresa, nas outras cinco unidades já listadas para os EUA a produção começará de acordo com o programa produtivo da companhia.

Negociado há anos, o acordo para comércio de carne in natura entre Estados Unidos foi finalizado em agosto.

O mercado dos EUA, os maiores consumidores globais de carne bovina, poderia representar exportações de 900 milhões de dólares para o Brasil, segundo estimativa do governo brasileiro, que também aponta benefícios indiretos do acordo, como a posterior a abertura de outros mercados como Japão e Coreia do Sul, importadores de carne de alta qualidade.

O Brasil é o maior exportador global de carne bovina.

"Com a abertura do mercado americano, a indústria brasileira terá uma excelente oportunidade para ocupar parte significativa da quota, sem taxação, de 64 mil toneladas destinadas ao Brasil e outros países da América Latina, uma vez que esse volume nunca foi totalmente atingido", destacou a Marfrig, na nota.

O Brasil já vende carne industrializada para os EUA (maior importador do produto brasileiro), mas não cortes in natura.

(Por Gustavo Bonato)

DÓLAR/ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 19/09/2016. Dólar opera instável, à espera de decisão sobre juros nos EUA. Na sexta-feira, o dólar perdeu 1,02%, vendido a R$ 3,2680. Na semana, a moeda tem queda acumulada de 0,36%.
Do G1, em São Paulo

O dólar opera instável nesta segunda-feira (19), diante do avanço do petróleo e das perspectivas de que o Federal Reserve (banco central dos EUA) não alterará sua política monetária no encontro da próxima quarta-feira (21).
Às 10h50, a moeda norte-americana caía 0,07%, vendida a R$ 3,2655. Veja a cotação do dólar hoje.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:

  • Às 9h09, queda de 0,22%, a R$ 3,2605
  • Às 9h50, alta de 0,19%, a R$ 3,2742

A decisão de política monetária do Federal Reserve continua sendo o principal evento aguardado pelo mercado. No mesmo dia, nesta quarta-feira, o banco central do Japão também anuncia sua decisão e pode dar sinais sobre seu programa de estímulo, assunto que também está no horizonte dos investidores.
Atuação do BC
O presidente da autoridade monetária brasileira, Ilan Goldfajn, disse na sexta-feira em entrevista à Reuters que o BC enxerga menor espaço para redução do estoque de swaps cambiais tradicionais - equivalentes à venda futura de dólares - diante da perspectiva de aumento dos juros nos EUA batendo à porta. Ele disse que o BC reduzirá o estoque de swaps numa velocidade que não pressione o mercado. Segundo Ilan, o câmbio é flutuante.
Para analistas, o BC está reconhecendo o risco de a moeda norte-americana entrar em trajetória de apreciação por causa do Fed e eleições, e já está se adequando à medida que o cenário para a moeda está se alterando, segundo a Reuters.
Último pregão
Na sexta-feira, o dólar perdeu 1,02%, vendido a R$ 3,2680. Na semana passada, recuou 0,36%. No mês de setembro, no entanto, a moeda avançou 1,19%. No acumulado de 2016, desvalorizou 17,2% até sexta.

BACEN. PORTAL UOL. 19/09/2016. Dólar opera em alta, vendido perto de R$ 3,28; Bolsa sobe mais de 1%

O dólar comercial e a Bovespa operavam em alta nesta segunda-feira (19). Por volta das 10h10, a moeda norte-americana subia 0,22%, a R$ 3,275 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, avançava 1,17%, a 57.746,97 pontos, após fechar em queda de 1,43% na última sexta-feira (16). A atenção dos investidores está voltada para as reuniões de política monetária dos bancos centrais do Japão e dos Estados Unidos, ambas na quarta-feira (21), em meio a apostas de que o Federal Reserve não mudará os juros dos EUA desta vez. (Com Reuters)

BACEN. REUTERS. 19/09/2016. Dólar tem leves variações sobre o real com cautela dos investidores
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leves variações sobre o real nesta segunda-feira, após recuar mais de 2 por cento nas últimas duas sessões, com a divulgação de um índice de atividade do Brasil mais fraco do que o esperado, abalando um pouco a confiança dos investidores.

O mercado também operava sob a expectativa da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na quarta-feira, com expectativas de que a taxa de juros da maior economia do mundo não será elevada.

Às 10:43, o dólar avançava 0,06 por cento, a 3,2698 reais na venda, após bater 3,2548 reais na mínima e 3,2787 reais na máxima. Nas últimas duas sessões, a moeda norte-americana acumulou queda de 2,24 por cento. O dólar futuro avançava cerca de 0,17 por cento nesta manhã.

"A queda do IBC-Br mexeu com o mercado. Qualquer notícia que não seja esperada faz a moeda (dólar) subir, procurar segurança", disse o analista de câmbio da Gradual Investimentos, Marcos Jamelli.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,09 por cento em julho, ante previsão de alta de 0,25 por cento, segundo pesquisa Reuters.

No exterior, a expectativa do encontro do Fed na quarta-feira, mesmo dia em que o Banco do Japão também se reúne para tratar sobre política monetária, seguia como referência aos negócios. Uma elevação nos juros nos Estados Unidos tende a atrair para lá recursos atualmente aplicados em outros mercados, como o brasileiro.

"Por mais que a probabilidade de aumento das taxas nessa semana seja baixíssima, o risco de uma postura mais 'hawkish' é alto", afirmou o operador da corrretora H.Commcor Cleber Alessie Machado, acrescentando que, por conta disso, o investidor "pensa duas vezes antes de travar a venda abaixo de 3,30 reais".

Segundo dados do, do CME Group, as chances de alta dos juros norte-americanos nesta semana estão na casa de 20 por cento.

Internamente, o mercado também se mostrava mais cauteloso com o cenário político, diante de novoas denúncias que podem afetar a capacidade do governo do presidente Michel Temer de conseguir aprovar importantes medidas fiscais no Congresso.

Na véspera, foi noticiado que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) contra o secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, de estar por trás de irregularidades na operação para financiar obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.

O Banco Central vendeu esta manhã todos os 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares.

BOVESPA/ANÁLISE

BOVESPA. PORTAL G1. 19/09/2016. Bovespa opera em alta no início da semana. Na sexta, Ibovespa recuou 1,43%, aos 57.079 pontos. No mês, há queda acumulada de 1,42% e no ano, ganhos de 31,67%.
Do G1, em São Paulo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta na abertura do pregão desta segunda-feira (19).
Às 10h02, o principal índice de ações da bolsa subia 0,4%, aos 57.307 pontos. Veja a cotação.
A Bovespa fechou em queda nesta sexta-feira (16),  acompanhando o cenário desfavorável no exterior e pressionado pelo recuo nos preços de commodities, segundo a Reuters, com Petrobras entre as maiores pressões negativas.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, recuou 1,43%, aos 57.079 pontos. Na semana, a bolsa perdeu 1,59%. No mês, há queda acumulada de 1,42% e no ano, ganhos de 31,67%.

BOVESPA. PORTAL UOL. 19/09/2016. Ibovespa abre em alta de 1,32%
EFE

São Paulo, 19 set (EFE).- O índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu nesta segunda-feira em alta de 1,32%, aos 57.831 pontos.

No mercado de câmbio, o dólar comercial abriu em baixa, cotado a R$ 3,28 para venda.

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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)

ANÁLISE

BACEN. PORTAL G1. 19/09/2016. Mercado estima menos inflação e queda menor do PIB em 2016. Expectativa de inflação para este ano recua de 7,36% para 7,34%. Já previsão de queda do PIB em 2016 passa de 3,18% para 3,15%.
Alexandro Martello
Do G1, em Brasília

Os economistas das instituições financeiras previram menos inflação para este ano e um "encolhimento" também menor do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.
As expectativas foram coletadas pelo Banco Central na semana passada e divulgadas nesta segunda-feira (19), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Mais de 100 instituições financeiras foram ouvidas.
A estimativa do mercado para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano recuou de 7,36% para 7,34% na semana passada. Mesmo assim, permanece acima do teto de 6,5% do sistema de metas e bem distante do objetivo central de 4,5% fixado para 2016.
Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA - considerado a inflação oficial do país – atingiu 0,44% em agosto, a maior taxa para este mês desde 2007. Em 12 meses, a inflação somou 8,97%.
Para 2017, a estimativa do mercado financeiro para a inflação ficou estável em 5,12%, informou o BC. Deste modo, permanece abaixo do teto de 6% – fixado para 2017 – mas ainda longe do objetivo central de 4,5% para o IPCA no período.
O BC tem informado que buscará "circunscrever" o IPCA aos limites estabelecidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em 2016 (ou seja, trazer a taxa para até 6,5%), e também fazer convergir a inflação para a meta de 4,5%, em 2017.
Produto Interno Bruto
Para o PIB de 2016, a previsão do mercado financeiro passou de um encolhimento de 3,18%, na semana retrasada, para um "tombo" menor, de 3,15% na última semana.
Com a previsão de um novo "encolhimento" do PIB neste ano, essa também será a primeira vez que o país registra dois anos seguidos de queda no nível de atividade da economia – a série histórica oficial, do IBGE, tem início em 1948. No ano passado, o recuo foi de 3,8%, o maior em 25 anos.
Para o comportamento do Produto Interno Bruto em 2017, os economistas das instituições financeiras elevaram sua previsão de uma alta de 1,30% para um crescimento de 1,36%, informou o BC.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos em território brasileiro, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Taxa de juros
O mercado financeiro manteve, na última semana, a previsão para a taxa de juros no fim de 2016 em 13,75% ao ano. Atualmente, os juros estão em 14,25% ao ano. Com isso, a estimativa do mercado é de corte dos juros até o fim de 2016.
Já para o fechamento de 2017, a estimativa para a taxa de juros ficou estável em 11% ao ano - o que pressupõe uma queda maior dos juros no ano que vem.
A taxa básica de juros é o principal instrumento do BC para tentar conter pressões inflacionárias. Pelo sistema de metas de inflação brasileiro, a instituição tem de calibrar os juros para atingir objetivos pré-determinados.
As taxas mais altas tendem a reduzir o consumo e o crédito, o que pode contribuir para o controle dos preços. Quando julga que a inflação está compatível com as metas preestabelecidas, o BC pode baixar os juros.
Câmbio, balança e investimentos
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2016 subiu de R$ 3,25 para R$ 3,30. Para o fechamento de 2017, a previsão dos economistas para o dólar ficou estável em R$ 3,45.
A projeção para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2016 permaneceu inalterado em US$ 50 bilhões de resultado positivo. Para o próximo ano, a previsão de superávit caiu de US$ 47,5 bilhões para US$ 47,3 bilhões.
Para 2016, a projeção de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil permaneceu inalterada em US$ 65 bilhões e, para 2017, a estimativa dos analistas continuou também em US$ 65 bilhões.

BACEN. PORTAL UOL. 19/09/2016. Analistas diminuem projeção para inflação e veem queda menor do PIB em 2016
Do UOL, em São Paulo

Economistas consultados pelo Banco Central melhoraram a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) e para a inflação no fim de 2016.

Veja as estimativas para 2016 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (19) pelo BC:

  • PIB (Produto Interno Bruto): melhorou de -3,18% para -3,15%;
  • Inflação: diminuiu de 7,36% para 7,34%;
  • Taxa básica de juros (Selic): manteve-se em 13,75%;
  • Dólar: subiu de R$ 3,25 para R$ 3,30.
  • Para o ano que vem, a projeção de crescimento do PIB subiu de 1,3% para 1,36%.

A projeção para a inflação continua acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é manter a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas há uma tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%).

A estimativa para 2017 foi mantida em 5,12%. Para os próximos 12 meses, a projeção de inflação caiu de 5,24% para 5,2%.

A inflação oficial no Brasil desacelerou e fechou agosto em 0,44%.

Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic. Na última reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve os juros em 14,25% ao ano.

Entenda o que é o boletim Focus
Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.

Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.

Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.

(Com Reuters)

BACEN. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 19/09/2016. Para analistas, tarifa de energia 'flexível' deve dar alívio à inflação
Maria Regina Silva

A regulamentação da chamada "tarifa branca" nos preços de energia pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que permitirá ao consumidor optar por uma conta de luz com preço flexível - variando conforme o dia e o horário de consumo -, foi bem recebida por economistas, dada a possibilidade de trazer alívio para a inflação. Mas só no longo prazo, pois a adesão ao novo sistema poderá ocorrer a partir de janeiro de 2018. Ainda assim, a possibilidade será primeiro oferecida a unidades de consumo com média mensal superior a 500 quilowatts/hora (kWh) ou novas ligações solicitadas às distribuidoras.
O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), André Chagas, vê a medida como "positiva" e "racional". Para ele, a nova tarifa pode ser melhor aproveitada pelo consumidor mais disciplinado, que consegue se organizar para ter o desconto. Já quem não tem tanta flexibilidade talvez não se beneficie. "De todo modo, discutir o custo de um serviço público com a população é bem-vindo e pode ter impacto significativo."
Chagas lembrou da recente política de desconto da Sabesp, a companhia de saneamento de São Paulo, para quem economizasse água e, ao mesmo tempo, multa a quem extrapolasse determinado nível. "Houve adesão e teve efeito importante na inflação (alívio). Pena que acabou", disse.
Mocinho e vilão
Os preços de energia têm sido protagonistas da inflação nos últimos anos, tendo passado de mocinhos a vilões entre 2013 e 2015. No início de 2013, o governo da presidente Dilma Rousseff anunciou pacote de redução nos preços de energia, que levou o item a fechar o ano com deflação de 15,66%, com impacto negativo de 0,52 ponto porcentual no IPCA, a inflação oficial.
A partir de 2014, essa política começou a ser desmontada, resultando em alta de 17,06% nos preços de energia. O ápice da reversão foi em 2015, quando dispararam 51%, com contribuição positiva de 1,50 ponto na taxa de 10,67% do IPCA.
Resta saber, ainda, como os institutos de pesquisa de preços vão incorporar a tarifa branca na metodologia dos índices de inflação, uma vez que hoje a tarifa é fixa.

BACEN. REUTERS. 19/09/2016. Expectativas para economia apresentam leve melhora, projeção para juro fica inalterada

SÃO PAULO (Reuters) - As expectativas para a economia neste e no próximo ano apresentaram leve melhora na pesquisa Focus do Banco Central, enquanto o cenário para a política monetária no final de 2016 e 2017 permaneceu inalterado.

O levantamento com uma centena de economistas mostrou nesta segunda-feira que a projeção para a taxa básica de juros no fim deste ano continuou pela quinta semana seguida em 13,75 por cento, e para 2017 em 11 por cento.

Para a reunião de outubro do Comitê de Política Monetária (Copom), não há mudança na expectativa de que a Selic será mantida em 14,25 por cento, patamar em que está há mais de um ano. O BC vem deixando claro que a política monetária não depende de um único fator.

O grupo de economistas que mais acerta as previsões, o Top-5, também não mudou a visão de que a Selic terminará este ano a 13,75 por cento e 2017 a 11,25 por cento.

Ao mesmo tempo, a visão dos economistas sobre a economia melhorou, vendo contração do Produto Interno Bruto (PIB) este ano de 3,15 por cento, ante queda de 3,18 por cento anteriormente.

A recuperação esperada em 2017 é de 1,36 por cento, melhor do que a taxa de crescimento de 1,30 por cento projetada antes.

Sobre a inflação, a estimativa de alta do IPCA em 2016 agora é de 7,34 por cento, 0,02 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior. Já para o ano que vem a projeção de avanço permanece em 5,12 por cento.

(Por Camila Moreira)
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LGCJ.: