O IPC-S de 22 de junho de 2016 apresentou variação de 0,33%1, 0,12 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada na última divulgação.
Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Alimentação (0,29% para 0,07%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -4,30% para -7,64%.
Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos:
- Habitação (0,80% para 0,65%),
- Saúde e Cuidados Pessoais (0,88% para 0,64%),
- Despesas Diversas (2,09% para 1,29%) e
- Comunicação (0,19% para 0,12%).
Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (1,25% para 0,79%), medicamentos em geral (1,28% para 0,37%), cigarros (4,17% para 2,18%) e mensalidade para internet (1,75% para 0,13%), respectivamente.
Em contrapartida, os grupos:
- Educação, Leitura e Recreação (-0,08% para 0,11%),
- Transportes (-0,18% para -0,14%) e
- Vestuário (0,66% para 0,75%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação.
Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: passagem aérea (-9,71% para -0,12%), etanol (-4,38% para -2,93%) e calçados (0,70% para 1,27%), respectivamente.
DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C55506F84101557CDC32A50FC0
PORTAL UOL. JORNAL FSP. 23/06/2016. Preço do feijão dispara, mas medidas de Temer devem ser inofensivas
MAURO ZAFALON
DE COLUNISTA DA FOLHA
Na terra da soja, falta feijão. E os motivos são óbvios. Um hectare semeado com feijão rende 997 quilos. No mesmo espaço, colhem-se 3.000 quilos de soja.
A consequência é a alta de preço: o quilo do feijão, que estava de R$ 8 a 12 nos supermercados há duas semanas, já chega a R$ 14 a R$ 18, dependendo do tipo e da qualidade. Em 12 meses, a alta (IPCA-15) do feijão-carioca, o mais consumido do país, com 70% da demanda, é de 58,6%. O produto passou a ser um dos principais fatores de pressão na inflação brasileira.
Para tentar reduzir o preço, o presidente interino, Michel Temer, anunciou nesta quarta (22) que o país irá aumentar a compra de feijão de três países do Mercosul: Argentina, Paraguai e Bolívia.
A medida, no entanto, deve ter pouco efeito, pois o feijão-carioca, tipicamente brasileiro, praticamente não é encontrado para a importação em outros países.
Os custos de produção e os riscos da cultura do feijão são bem mais elevados do que os da soja, produto com mais resistência e maior liquidez no mercado internacional.
O preço da saca de feijão, em R$ 150 em períodos normais, vale mais do que o da soja (R$ 70), mas é um mercado mais incerto do que o da oleaginosa e tem grandes variações durante o ano.
Foi o que ocorreu neste ano. A área destinada ao cultivo do feijão na primeira safra foi 9% menor que a do ano anterior.
A segunda safra –que está sendo colhida– e a terceira também vão apresentar áreas menores.
Acrescente-se uma dose de problemas climáticos à redução de área, a produção total de feijão neste ano deverá ser inferior a 3 milhões de toneladas. Em anos normais, o consumo é de 3,5 milhões de toneladas.
Com a provável ineficácia da importação, o ajuste de mercado vai ser pela queda na demanda, segundo Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, de Curitiba. Com escassez de produto, dificuldades de importação e preços elevados, o consumo nacional deste ano deverá cair e reduzir a pressão nos preços.
A resposta do produtor também deverá reduzir a pressão sobre os preços, segundo Brandalizze, uma vez que essa é uma cultura muito rápida e se planta basicamente feijão o ano todo.
ALTERNATIVAS
O país deverá buscar a leguminosa na China e na Argentina. Os argentinos colherão pelo menos 130 mil toneladas de feijão-preto, e boa parte desse volume já é produzida tendo como meta o mercado brasileiro.
O Brasil poderá buscar também um pouco de feijão-carioca na Bolívia, produzido por brasileiros, mas o volume é muito pequeno em relação à necessidade nacional.
O México, país que também poderia fornecer feijão ao Brasil, passou a ser importador nos últimos anos, devido a problemas climáticos. Os mexicanos buscam feijão nos EUA e na China.
CLIMA
A soja, além de provocar redução de área para o feijão, traz outros problemas para essa cultura. Houve atraso na safra da oleaginosa neste ano, devido às condições climáticas adversas, postergando o plantio do feijão.
Muitos produtores do Paraná e de Santa Catarina, com medo de geadas, deixaram de semear a leguminosa.
Em sua mais recente avaliação, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a produção da safra 2015/16 em 2,93 milhões de toneladas. Na anterior, a produção ficou em 3,1 milhões.
Já o consumo será de 2,95 milhões nesta safra, com forte queda em relação aos 3,4 milhões do período anterior.
Brandalizze acredita que a produção deverá ficar próxima de 2,5 milhões de toneladas neste ano e o consumo deve cair para essa mesma quantidade.
Para ele, as importações vão ficar próximas de 200 mil toneladas.
Uma das saídas para uma regularização da oferta de feijão no país seria o governo financiar mais a irrigação para a produção em áreas como as do Centro-Oeste.
Estoques reguladores não têm muita eficácia porque em dois meses o feijão escurece e perde as características aceitas pelos consumidores, segundo Brandalizze.
-
PRATO FEITO
O que se colhe, o que se come, quanto se paga pela leguminosa:
- 18,8% - foi a inflação do feijão-preto até maio, contra 4,05% do IPCA
- 70% - de todo feijão consumido no Brasil é feijão-carioca (rajado)
- 3,5 milhões - de toneladas por ano é o consumo habitual do produto...
- 2,5 milhões - ...é o quanto o Brasil irá produzir neste ano
- 33,49% - é a inflação acumulada do feijão-carioca neste ano
- 200 mil - toneladas é o que deve ser importado neste ano
PORTAL UOL. 23/06/2016. Além do feijão: alho e cebola sobem mais de 30%; preço do arroz deve piorar
Ricardo Marchesan
Preparar um dos pratos típicos do almoço brasileiro está mais caro em 2016. O preço do feijão carioca, o mais consumido no país, aumentou 54,1% desde o começo do ano. Só ficou atrás do mamão, que disparou 77,18%.
Quem quiser fugir do preço alto do feijão carioca não vai conseguir grande alívio apelando para outras variedades. O mulatinho aumentou 49,42%, o preto subiu 21,36% e o fradinho, 19,49%.
Mas o feijão não está sozinho na conta da inflação. Companheiros frequentes dele, a farinha de mandioca e a couve ficaram bem mais caras: subiram 36,4% e 20,4%, respectivamente.
Outros dois produtos muito usados para dar tempero aos pratos subiram mais de 30% neste ano. A cebola ficou 32,7% mais cara e o alho, 36,2%.
Ingredientes usados para refogar ou fritar também pesaram no bolso: a manteiga teve alta de 41,9%, o óleo de soja subiu 13,71% e o azeite, 15,51%.
Os números levam em conta o período de janeiro até o meio de junho e fazem parte do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na terça-feira (21).
E o arroz, se safou?
Grande companheiro do feijão, o arroz ainda não teve um aumento de preço tão significativo neste ano, segundo o IBGE. A alta acumulada é de 5,21%.
Porém, a situação tende a mudar e a alta nos preços do arroz deve se intensificar até o final do ano, segundo Lucílio Alves, pesquisador de arroz do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), que faz parte da Esalq (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz") da USP.
Assim como no caso do feijão, a produção do arroz foi bastante afetada pelas chuvas. Com menos quantidade de produto, a tendência é que os preços subam. "(A alta de preços) chega com certeza ao consumidor."
Segundo Alves, os estoques do produto devem ficar muito baixos no final do ano, podendo até zerar. Ele diz que o ano passado já foi ruim, mas o final de 2016 indica situação ainda pior. "É um dos menores estoques já vistos para o Brasil", afirma.
A expectativa de produção é de 10,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo estimado é de 12 milhões.
O preço do feijão subiu bastante e gerou piadas na internet e até a liberação da importação do produto pelo presidente interino Michel Temer, para tentar barateá-lo.
Piadas na web e pressão no Twitter
A decisão do governo de importar mais feijão foi tomada após o preço do produto virar piada nas redes sociais e ser um dos assuntos mais comentados no Twitter, com o bordão #TemerBaixaOPreçoDoFeijão.
Mais cedo, o presidente em exercício, Michel Temer, replicou a expressão em sua conta pessoal no Twitter.
IBGE. 23/06/2016. Redes e Fluxos: distribuição desigual das atividades econômicas e dimensões do país são os principais desafios da logística de energia
A distribuição desigual das atividades econômicas, com suas respectivas demandas energéticas, e a necessidade de disponibilizar esses recursos em um país de dimensões continentais constituem-se nos principais desafios da logística da energia. A localização da infraestrutura de produção e geração de energia foi, em grande parte, determinada por condições naturais e técnicas de implantação e funcionamento, apresentando diferentes padrões espaciais no território, com a geração hidráulica de energia elétrica concentrando-se no centro-sul, com algumas aglomerações pontuais na região Norte e Nordeste, enquanto a extração de petróleo preponderou no litoral fluminense.
Essas são algumas das conclusões do estudo Logística de Energia 2015 – Redes e fluxos do território, que mostra, também, o crescimento da participação do pré-sal na produção de petróleo (que chegou a 21,9%, em 2014), a liderança absoluta do estado do Rio de Janeiro como produtor de petróleo (68,4% da produção) e gás natural (34,8%), a dependência externa no consumo de derivados de petróleo (importação de 47,6 mil m³/dia, em 2014) e de gás natural (17,4 bilhões de m³, em 2014). O estudo mostra, ainda, que a distribuição das refinarias é desigual, com São Paulo (39,0%) e Bahia (16,1%) concentrando mais da metade da capacidade de refino do país, bem como o crescimento de 460% da geração eólica, embora essa fonte represente, ainda, 2,1% da geração.
Além de informações do IBGE, o estudo utilizou dados do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Agência Nacional de Águas (ANA), Operador Nacional do Sistema (ONS), Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), da Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras de Gás Natural (ABEGÁS) e das Agências Reguladoras de Energia dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. A publicação tem um mapa mural sintético, que representa as infraestruturas de petróleo, gás e biocombustíveis e de energia elétrica.
Tabela 1 - Produção de nacional de petróleo, segundo as Unidades da Federação - 2014
| Unidades da Federação | Produção nacional de petróleo | |
|---|---|---|
| Total (1.000 barris) | Percentual (%) | |
| Brasil |
822.929,60
|
100,00
|
| Rio de Janeiro |
563.232,64
|
68,44
|
| Espírito Santo |
133.974,18
|
16,28
|
| São Paulo |
59.235,50
|
7,20
|
| Rio Grande do Norte |
20.961,95
|
2,55
|
| Bahia |
15.987,38
|
1,94
|
| Sergipe |
14.971,99
|
1,82
|
| Amazonas |
10.222,18
|
1,24
|
| Ceará |
2.667,25
|
0,32
|
| Alagoas |
1.633,57
|
0,20
|
| Maranhão |
42,96
|
0,01
|
Fonte: Anuário estatístico brasileiro do petróleo, gás natural e biocombustíveis 2014. Rio de Janeiro: ANP, 2014.
Disponível em: http://www.anp.gov.br/?pg=78136&m=anu%E1rio&t1=&t2=anu%E1rio&t3=&t4=&ar=0&ps=1&1462992282104.
Acesso em: maio 2016.
Disponível em: http://www.anp.gov.br/?pg=78136&m=anu%E1rio&t1=&t2=anu%E1rio&t3=&t4=&ar=0&ps=1&1462992282104.
Acesso em: maio 2016.
Logística de Energia 2015 – Redes e fluxos do território mostra que 92,5% do volume de produção do petróleo ocorre em ambiente marinho e apenas 7,5% no continente. Em termos absolutos, no entanto, 841 poços produtores de petróleo e gás natural situam-se no mar, enquanto 8.263 estão no continente, com destaque para a região Nordeste, com os estados de Rio Grande do Norte (47,2%), Sergipe (21,9%) e Bahia (20,1%) reunindo a maior concentração de poços terrestres.
Outro destaque é a evolução do polígono do pré-sal, que abrange desde o litoral de Santa Catarina até o Espírito Santo, onde a produção aumentou progressivamente nos últimos anos, chegando a 179 milhões de barris, em 2014, representando 21,9% do volume da produção de petróleo (822,9 milhões de barris) naquele ano. O Rio de Janeiro é o maior produtor de petróleo do país, contabilizando 68,4% da produção, mais de quatro vezes a produção do segundo colocado, o Espírito Santo (16,3%), seguidos por São Paulo (7,2%). Todos os outros estados produtores somados chegam a 8,1% do total da produção no país.
Distribuição geográfica das refinarias é desigual, estando ausentes no Centro-Oeste
O estudo concluiu que a distribuição geográfica das refinarias no Brasil é desigual. O país conta com 17 refinarias, cinco delas em São Paulo. Bahia, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul possuem duas refinarias cada um. São Paulo tem 39,0% da capacidade de refino do país, enquanto a Bahia tem 16,1%, o Rio de Janeiro tem 10,9% e o Rio Grande do Sul, 9,3%. O Centro-Oeste não possui nenhuma refinaria e o Norte conta com apenas uma, em Manaus (AM). No total, apenas 10 das 27 Unidades Federativas abrigam refinarias. A refinaria com maior capacidade de refino é a de Paulínia (SP), com capacidade de 433.997,7 barris/dia. São Paulo é o maior produtor de derivados energéticos, exceto nas categorias óleo combustível e outros energéticos, cujos maiores produtores são, respectivamente, Bahia e Rio Grande do Norte.
São Paulo produz 46,9% do óleo diesel e é o único estado que produz gasolina de aviação – usada em pequenas aeronaves - na Refinaria Presidente Bernardes, localizada no município de Cubatão. Entretanto, o querosene de aviação, combustível usado nas aeronaves maiores, é produzido na maioria dos estados que possuem refinarias, com exceção de Pernambuco e Ceará. O Brasil não é autossuficiente na produção de derivados de petróleo, e a importação líquida em 2014 foi, em média, de 47,6 mil m³/dia.
Gás natural do pré-sal representa 19,6% do total da produção nacional
A produção de gás natural é um pouco menos concentrada no mar do que a do petróleo – são 73,3% de origem marítima, contra 26,7% da produção terrestre, sendo que no pré-sal representa 19,6% do total extraído no país (31,9 bilhões de m3). A produção do Rio de Janeiro (34,8%) representa mais que o dobro da produção do segundo colocado, o Espírito Santo, que extrai 14,9%. Os estados do Amazonas (14,7%) e de São Paulo (13,1%) também detêm produções significativas.
O Brasil não é autossuficiente em gás natural. Em 2014, o volume de gás natural importado foi de pouco mais de 17,0 bilhões de m³. Dois tipos de infraestruturas cumprem papel importante na importação de gás: o gasoduto Brasil-Bolívia, que transporta gás do país vizinho para ser comercializado no Brasil, e percorre os estados de Mato Grosso do Sul e São Paulo; e as unidades de regaseificação de gás natural. Há três terminais de regaseificação de GNL nos municípios de São Gonçalo do Amarante (CE), Salvador (BA) e Rio de Janeiro (RJ). O processamento do gás natural para gerar o GNL (gás natural liquefeito) no Brasil, é realizado, apenas, em uma unidade localizada no município de Paulínia (SP).
No MT, SP e PR é mais econômico abastecer com etanol do que com gasolina
A partir dos dados da ANP, referentes ao mês de dezembro de 2014, com pesquisa realizada em 38.595 postos localizados em 538 municípios, no caso do etanol, e em 41.715 postos situados em 555 municípios, no caso da gasolina, o estudo conclui que em áreas de São Paulo (interior), Paraná (especialmente oeste) e Mato Grosso a utilização do etanol é mais econômica do que a da gasolina, enquanto no Amapá, Sergipe e Roraima é mais vantagem utilizar a gasolina. Foi considerado o patamar de 70,0% do preço do etanol em relação a gasolina em virtude de seu menor rendimento. O preço da gasolina (com variação de R$ 2,80/litro a R$ 3,87/litro) aumenta, progressivamente, de leste para oeste do país, atingindo os maiores valores no interior do Pará, no oeste do Amazonas e do Acre, sendo menor em São Paulo, assim como alguns em núcleos próximos a Porto Alegre, e ao eixo Curitiba-Vale do Itajaí, no litoral nordestino e no Piauí. No caso do etanol (com variação de R$ 1,71/litro a R$ 3,45/litro), há maiores médias de preços na região Norte, e no estado de Sergipe.
SP é maior produtor de etanol, enquanto RS e MT lideram produção de biodiesel
O estudo lembra que tem havido estímulo do Estado ao consumo de fontes renováveis: os principais biocombustíveis são o etanol (cana-de-açúcar) e o biodiesel (óleo de soja, gordura animal e óleo de algodão). São Paulo (48,2%) é o estado com maior capacidade produtiva de etanol, concentrada no interior do estado, que é a principal área de plantação de cana-de-açúcar do país. Goiás e Minas Gerais concentram, ainda, parte significativa da produção, ambos com mais de 10,0% de participação. Mato Grosso do Sul (8,3%), Paraná (6,1%), Mato Grosso (4,1%), Alagoas (2,8%), Paraíba (1,3%) e Espírito Santo (1,2%).
A capacidade de produção de biodiesel tem sua maior expressão nos estados do Rio Grande do Sul (27,3%), e Mato Grosso, com 23,4%. O biodiesel no Brasil hoje é produzido predominantemente por meio do óleo de soja, que contribui para 76,9% do total das matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel. A segunda matéria-prima que mais contribui para a produção desse combustível é a gordura animal (19,8%). Todos os outros derivados somados não passam de 3,3% do total de matérias-primas. A produção de soja, principal componente do biodiesel, concentra-se nas regiões Centro-Oeste e Sul do país, bem como no oeste da Bahia. Grande parte das usinas de biodiesel se localizam nessas áreas, com a exceção de São Paulo, que apesar de ter uma produção de soja menos expressiva, tem um número grande de usinas.
Geração hidráulica responde por 63,2 % do total de energia do país
Na matriz de geração de energia elétrica brasileira, a geração do tipo hidráulica correspondeu a 63,2% do total da geração em 2014, totalizando 373.439 Gigawatts (GWh). Em todo território nacional, existem 367 Centrais Geradoras Hidrelétricas (até 3 Megawatts - MW), responsáveis por 0,2% da geração total, concentradas no norte e porção central do Rio Grande do Sul e oeste do estado de Santa Catarina, no leste e sudeste do estado de Minas Gerais. Havia 459 Pequenas Centrais Hidrelétricas (entre 3 a 30 MW) em operação, perfazendo 4,9 % de potência, e 194 Usinas Hidrelétricas (mais de 30 MW), correspondendo a 94,9% da potência, concentradas nas regiões de integração eletroenergética Centro-Oeste/Sudeste e Sul.
Observa-se a predominância da bacia hidrográfica do Paraná, sendo que as unidades de geração ali instaladas correspondem a 46,9 % da potência. Chama atenção a Usina de Itaipu (14.000 MW), na fronteira do Brasil com Paraguai, que é líder mundial em produção de energia limpa e renovável, tendo produzido mais de 2,3 bilhões de MWh desde o início de sua operação, em 1984, e que tem 20 unidades geradoras, fornecendo cerca de 15% da energia consumida no Brasil e 75% no Paraguai.
Destaca-se, também, Tucuruí (8.535 MW), localizada no Pará. O Serviço Público (SP) de geração de energia elétrica corresponde a 61,7% do total da potência, seguidos por Produtores Independentes de Energia (PIE), com 33,7%. Autoprodutores e os que possuem mais de um destino somam os 4,6% restantes. A geração térmica de energia elétrica foi de 204.829 GWh, em 2014, representando 34,7% do total da geração do país.
Geração eólica cresceu 460% de 2010 a 2014, mas representa 2,1% da geração
A geração eólica cresceu aproximadamente 460%, de 2010 para 2014, saltando de 2.177 para 12.210 GWh anuais. Porém, a participação dessa fonte ainda é baixa, representando 2,1% no total de geração. Concentram-se majoritariamente no Nordeste, principalmente Rio Grande do Norte (31,3%), Ceará (23,4%) e no interior da Bahia (16,9%). A geração fotovoltaica (produção de energia elétrica a partir da luz do sol) é apenas residual, participando com menos de 1,0% do total.
SEADE. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 23/06/2016. PIB de SP cresce 0,8% em abril e acumula queda de 5,6% no ano, revela Seade
André Magnabosco
O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado de São Paulo cresceu 0,8% entre março e abril, na série livre de efeitos sazonais, informou nesta quinta-feira, 23, a Fundação Seade. O segundo mês de crescimento consecutivo do indicador foi influenciado pelos avanços na Indústria (3,2%) e nos Serviços (0,2%). A Agropecuária apresentou retração de 1,4% no mesmo período.
Na comparação com abril do ano passado, entretanto, o PIB paulista teve queda de 4,3%, puxada pela retração de 5,5% da Indústria e de 2,6% em Serviços. Na Agropecuária, o resultado, por outro lado, apresentou alta de 1,3%.
Resultados acumulados
A despeito da alta de 0,8% em abril e de 0,2% em março, a taxa acumulada da economia paulista atingiu queda de 5,1% nos 12 meses terminados em abril. O resultado é influenciado negativamente, principalmente, pela retração de 10,4% no PIB da Indústria. Houve queda de 2,8% nos Serviços e alta de 6,4% na Agropecuária, quando comparado com os 12 meses imediatamente anteriores.
No acumulado dos quatro primeiros meses de 2016, em relação a igual período do ano passado, o PIB paulista encolheu 5,6%, pressionado pela retração combinada dos três setores analisados: Indústria (-10,5%), Serviços (-3,1%) e Agropecuária (-9,4%).
AVIAÇÃO
PORTAL UOL. 23/06/2016. Bombardier vai receber US$ 1 bilhão em investimento de Québec
A fabricante de aviões Bombardier informou nesta quinta-feira (23) que a província canadense de Québec decidiu investir US$ 1 bilhão no programa do jato regional CSeries, que tem enfrentado anos de atrasos no cronograma e estouros de orçamento. A Bombardier informou que vai transferir negócios, responsabilidade e compromissos relacionados ao programa do jato para uma recém criada parceria na qual a companhia terá 50,5% de participação e a província de Québec o restante. O investimento será feito em duas parcelas de US$ 500 milhões. (Com Reuters)
REUTERS. 23/06/2016. Bombardier to get $1 billion investment from Quebec
By Vishaka George
(Reuters) - Planemaker Bombardier Inc BBDb.TO said on Thursday the Canadian province of Quebec agreed to invest $1 billion in its CSeries aircraft program, which has struggled with years of delays and cost overruns.
Bombardier said it would transfer the assets, liabilities and obligations of the program to a newly created limited partnership, in which the company will hold a 50.5 percent equity stake and Quebec the rest.
The investment, which has been in the offing for months, will be made in two installments of $500 million, with the first on June 30 and the second on Sept. 1, the Montreal-based company said.
Quebec and Bombardier want the federal government to match the province's $1 billion investment in the narrowbody jet program, but talks have dragged on amid governance concerns by the country's Liberal government over the plane-and-train-maker's dual class share structure.
Quebec Premier Philippe Couillard said earlier this month the terms of the federal and Quebec deals with Bombardier would need to be complementary but not necessarily the same.
"We understand that the deal structure is legal from a WTO perspective," analysts at BMO Capital Markets wrote in a note.
Brazil and Canada have locked horns repeatedly at the World Trade Organization over the past two decades over state support for Embraer SA EMBR3.SA and Bombardier, the world's biggest commercial planemakers after Boeing Co BA.N and Airbus Group AIR.PA.
Bombardier will maintain operational control of the CSeries program and consolidate its financial results, the company said in a statement.
The limited partnership's board will consist of five directors, three of whom will be proposed by Bombardier and two by Quebec.
The Government of Quebec will receive 100 million warrants, representing about 4.3 percent of Bombardier's outstanding shares.
The warrants are convertible into shares at $1.72 each. Up to Wednesday's close of C$1.95, Bombardier's shares had fallen about 21 percent over the last 12 months.
(Reporting by Vishaka George in Bengaluru; Editing by Anil D'Silva)
DÓLAR/ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 23/06/2016. Dólar cai, com expectativas de permanência do Reino Unido na UE. Dia também é marcado pela volta da interferência do BC no mercado. Mais cedo, dólar chegou a R$ 3,3391, renovando mínima desde 2015.
Do G1, em São Paulo
O dólar opera em queda nesta quinta-feira (23), com expectativas do mercado de que o refendo no Reino Unido irá decidir pela permanência dos britânicos na União Europeia.
Às 12h30 a moeda norte-americana caía 0,84%, a R$ 3,3495 na venda. Veja a cotação do dólar hoje.
Mais cedo, o dólar chegou a R$ 3,3391, renovando a mínima intradia desde 31 de julho de 2015 (R$ 3,3346).
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
- Às 9h09, queda de 0,95%, a R$ 3,3458
- Às 10h09, queda de 0,73%, a R$ 3,3531
- Às 10h50, queda de 0,53%, a R$ 3,36
- Às 12h, queda de 0,42%, a R$ 3,3636
"Por enquanto, os mercados parecem precificar maior probabilidade de manutenção do status-quo", escreveram analistas da corretora Guide Investimentos em relatório, segundo a Reuters.
Pesquisas de opinião recentes vêm mostrando crescente vantagem do voto pela permanência no bloco. Mercados de apostas indicam chances ainda maiores de o Reino Unido continuar como membro da UE.
Banco Central anuncia leilão
No Brasil, investidores continuavam testando a disposição do Banco Central de atuar no mercado, embora o BC tenha mantido a postura discreta.
Mesmo após o tombo recente da moeda norte-americana, que tende a prejudicar as exportações, o BC anunciou para esta tarde leilão de venda de até US$ 4,4 bilhões com compromisso de recompra em operação para rolar contratos já existentes - e que, portanto, não altera as condições de liquidez do mercado.
"Algumas pessoas no mercado entenderam isso como uma sinalização de que os movimentos do câmbio estão corretos, mas só vamos saber com certeza quando essa questão do referendo (britânico) ficar para trás", disse à Reutres o operador de uma corretora internacional.
Cenário político
Investidores repercutiam a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, que ocupou cargos do primeiro escalão nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em novo desdobramento da operação Lava Jato.
Segundo a Reuters, aos olhos de operadores, a operação reduziu as chances de Dilma sobreviver ao processo de impeachment ou de Lula voltar ao poder.
Último fechamento
Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,83%, a R$ 3,3778 na venda. Na semana, o dólar acumula queda de 1,24%. No mês de junho, a moeda recua 6,49%, e no acumulado de 2016, perde 14,4%.
BACEN. PORTAL UOL. 23/06/2016. Dólar cai, vendido perto de R$ 3,35; Bovespa opera em alta de 2,3%
O dólar comercial caía e a Bovespa operava em alta nesta quinta-feira (23). Por volta das 12h40, a moeda norte-americana caía 0,72%, a R$ 3,354 na venda. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, subia 2,32%, a 51.317,85 pontos. O mercado aguarda o resultado do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia para a madrugada de sexta-feira. A maioria das pesquisas de opinião tem mostrado as campanhas para o Reino Unido "sair" e "permanecer" na UE em disputa apertada, mas expectativas de manutenção continuavam sustentando os mercados externos. No Brasil, os investidores seguem atentos aos desdobramentos da Operação Lava Jato. (Com Reuters)
BOVESPA/ANÁLISE
BOVESPA. PORTAL G1. REUTERS. 23/06/2016. Bovespa opera em alta, de olho em referendo no Reino Unido. Britânicos votam pela permanência ou saída da União Europeia. Na quarta, o Ibovespa recuou 1,34%, a 50.156 pontos.
Da Reuters
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) opera em alta nesta quinta-feira (23), com o mercado aguardando o resultado do referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia para a madrugada de sexta-feira e, no Brasil, atento a desdobramentos da operação Lava Jato.
Às 12h35, o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, subia 2,22%, aos 51.271 pontos, acompanhando o movimento de alta de outras bolsas no mundo. Veja a cotação da bolsa hoje.
A maioria das ações do índice operavam em alta, com destaque para ações da Natura, Gerdau, CSN e Usiminas.
Perto do mesmo horário, as ações da Petrobras e da Vale tinham alta de cerca de 3%.
Fora o Ibovespaa, os papéis da Eletrobras subiam 8%, após o governo publicar a medida provisória 735/16, que fixa em até R$ 3,5 bilhões até 2017 o repasse de recursos da União à Eletrobras e estatais elétricas do Norte.
Os papéis da Oi, que apresentaram forte oscilação nos últimos dias após a empresa informar que irá pedir recuperação judicial, operavam sem rumo definido nesta quinta, alternando altas e baixas.
Cenário externo e político
A maioria das pesquisas de opinião tem mostrado as campanhas para o Reino Unido "sair" e "permanecer" na UE em disputa apertada, mas expectativas de manutenção continuavam sustentando os mercados externos.
Investidores repercutiam a prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, que ocupou cargos do primeiro escalão nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, em novo desdobramento da operação Lava Jato.
"A Lava Jato vai avançando, atingindo a cúpula do PT, o que pode trazer maior possibilidade da presidente afastada Dilma Rousseff sair (em definitivo da Presidência)... Muitos investidores, principalmente estrangeiros, seguem desconfortáveis com relação ao Brasil por conta do cenário de incerteza em relação à Presidência", disse o analista Rafael Ohmachi, da Guide Investimentos.
Último fechamento
Na véspera, a Bovespa fechou em baixa e interrompeu sequência de 5 altas. O Ibovespa recuou 1,34%, a 50.156 pontos.
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