US ECONOMICS
COSTA RICA
U.S. Department of State. 08/12/2019. Assistant Secretary Kevin E. Moley Travel to Costa Rica
Assistant Secretary of State for International Organization Affairs Kevin E. Moley is on travel to San Jose, Costa Rica, from August 11–15.
In San Jose, Assistant Secretary Moley will attend the Universal Postal Union (UPU) Regional Strategy Forum for the Americas, where he will participate in discussions with senior UPU officials. The Forum will also afford opportunities for Assistant Secretary Moley to consult with other UPU regional partners on issues of mutual interest, in particular the needed reforms that will be the main focus of discussion at the upcoming UPU Extraordinary Congress in September.
INDICADORES/INDICATORS
- US ECONOMIC INDICATORS
- US INTERNATIONAL TRADE IN GOODS AND SERVICES
- BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA
- BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO (Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
- BACEN. Indicadores Econômicos Consolidados
- BACEN. Câmbio
- BOVESPA
- INDICADORES DO BANCO MUNDIAL
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 12/08/2019. Mercado volta a reduzir previsão de crescimento do PIB de 2019. Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, prevê que a economia vai crescer 0,81% em 2019. Previsão anterior era de 0,82%.
Por Laís Lis, G1 — Brasília
Analista do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central voltaram a reduzir a previsão de crescimento da Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 0,82% para 0,81%.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira (12), na pesquisa conhecida como Focus, em que o BC ouviu na semana passada especialistas de mais de 100 instituições financeiras.
A previsão do PIB não caía desde a pesquisa divulgada no dia 29 de julho.
Os especialistas também diminuíram a previsão de inflação para o ano, de 3,80% para 3,76%.
2020 e 2021
Os economistas dos bancos mantiveram a previsão de crescimento do PIB para 2020 em 2,10% e a previsão de crescimento do PIB em 2021 em 2,50%. A previsão de inflação para 2020 ficou em 3,90% e para 2021, em 3,75%.
Taxa de juros
Na última semana, os analistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez a previsão da Selic para o final de 2019. Segundo dados do boletim, os economistas esperam que a taxa básica de juros encerre o ano em 5,00%. Na semana passada os economistas esperaram uma Selic de 5,25% no final de 2019.
Para o fim de 2020, a estimativa do mercado financeiro para a Selic fique em 5,50% ao ano.
Câmbio, balança e investimentos
Os analistas ouvidos pelo relatório Focus não mexeram na projeção da taxa de câmbio para o fim de 2019, que ficou estável em R$ 3,75 por dólar pela terceira semana consecutiva. A previsão do dólar para o fechamento de 2020 também não foi alterada ficando em R$ 3,80 pela 14ª semana seguida. Já a previsão para 2021 subiu de R$ 3,85 para R$ 3,86.
Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2019, os analistas reduziram a previsão de superávit de US$ 52,6 bilhões para US$ 52 bilhões.
Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado passou de US$ 47,43 bilhões para US$ 47,6 bilhões.
A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas caiu de US$ 85,56 bilhões para US$ 85,28 bilhões.
BACEN. REUTERS. 12 DE AGOSTO DE 2019. Economistas passam a ver Selic a 5,00% neste ano
Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - A expectativa para a taxa básica de juros na pesquisa Focus que o Banco Central divulgou nesta segunda-feira voltou a cair para este ano, em meio à fraqueza da economia e à inflação comportada.
O levantamento semanal apontou que a expectativa para a Selic, reduzida na última reunião a 6,0%, é agora de que termine 2019 a 5,00%, de 5,25% antes. Com isso, o cenário se alinha ao do Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, que também baixou a visão para os juros básicos a 5%, de 5,13%.
Para 2020 permanece a projeção de 5,50%, mas o Top-5 vê a taxa mais baixa, a 5,13% na mediana das estimativas, de 5,38% na semana anterior.
A pesquisa com uma centena de economistas ainda aponta que eles passaram a ver crescimento do PIB este ano de 0,81%, 0,01 ponto percentual a menos do que no levantamento anterior, mantendo a previsão para o próximo ano em 2,10%.
Já a alta do IPCA é estimada 3,76% em 2019, de 3,80, indo a 3,90% em 2020, sem alterações. O centro da meta oficial de 2019 é de 4,25 por cento e, de 2020, de 4 por cento, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Veja abaixo as principais projeções do mercado para a economia brasileira, de acordo com a pesquisa semanal do BC com cerca de 100 instituições financeiras:
Mediana
|
2019 Há 1 semana
|
2019 Hoje
|
2020 Há 1 semana
|
2020 Hoje
|
IPCA
(%)
|
3,80
|
3,76
|
3,90
|
3,90
|
PIB
(%)
|
0,82
|
0,81
|
2,10
|
2,10
|
Dólar
(fim de período-R$)
|
3,75
|
3,75
|
3,80
|
3,80
|
Selic
(fim de período-% a.a.)
|
5,25
|
5,00
|
5,50
|
5,50
|
Preços
administrados (%)
|
4,91
|
4,92
|
4,40
|
4,40
|
Produção
industrial (%)
|
0,23
|
0,19
|
2,75
|
2,75
|
Conta
corrente (US$ bi)
|
-21,50
|
-22,00
|
-32,40
|
-32,50
|
Balança
comercial (US$ bi)
|
52,60
|
52,00
|
47,43
|
47,60
|
IDP
(US$ bi)
|
85,00
|
85,00
|
85,56
|
85,28
|
Dívida
líquida pública (%/PIB)
|
56,10
|
56,10
|
58,70
|
58,63
|
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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS
PIB
BACEN. 12 Agosto 2019. BC divulga Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) de junho de 2019
DOCUMENTO: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/16823/nota
BACEN. PORTAL G1. 12/08/2019. 'Prévia' do PIB do Banco Central recua 0,13% no 2º trimestre e indica início de 'recessão técnica'. Chamada 'recessão técnica' acontece quando há dois trimestres seguidos de queda no nível de atividade. Resultado oficial do PIB no 2º trimestre será divulgado pelo IBGE em 29 de agosto.
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
A economia brasileira registrou retração de 0,13% no segundo trimestre de 2019, segundo o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (12).
O recuo de 0,13% entre abril e junho deste ano foi verificado na comparação com o primeiro trimestre de 2019. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano.
Como o nível de atividade já havia recuado 0,2% nos três primeiros meses deste ano, contra o último trimestre do ano passado, a economia brasileira pode ter entrado em uma "recessão técnica" – que se caracteriza por dois trimestres seguidos de tombo do PIB.
VARIAÇÃO DO PIB
EM %, CONTRA O TRIMESTRE ANTERIOR
Fonte: IBGE E Banco Central
Segundo explicações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na recessão técnica é considerada a possibilidade de recuperação no curto prazo. É diferente da recessão de fato, quando a situação do país está se deteriorando significativamente, e há alta do desemprego e dos índices de falência, queda da produção e do consumo.
O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O IBC-BR do Banco Central, porém, é somente um indicador criado para tentar antecipar o resultado do PIB – que é calculado pelo IBGE. Os números oficiais do PIB do primeiro trimestre serão divulgados em 29 de agosto.
Quando a comparação é feita com o resultado do segundo trimestre de 2018, porém, o IBC-Br do primeiro trimestre de 2019 indica alta de 0,85% (sem ajuste sazonal). Em 12 meses até junho deste ano, também sem ajuste sazonal, os números do BC indicam uma expansão de 1,08%.
O fraco resultado do segundo trimestre deste ano já era esperado por economistas. Isso porque os componentes do PIB já haviam indicado atividade em baixa no período. O setor de serviços, por exemplo, registrou queda de 0,6% no segundo trimestre, enquanto a produção industrial teve queda de 0,7% e as vendas do comércio caíram 0,3%.
Apesar da retração do PIB nos três primeiros meses deste ano, e do possível tombo também no período de abril a junho, os economistas do mercado financeiro, o Banco Central e o Ministério da Economia projetam crescimento da economia em todo este ano. A previsão de é alta do PIB de cerca de 0,8% no ano de 2019.
Relatório Focus
O Banco Central também divulgou nesta segunda-feira (12) o Relatório Focus com previsões para crescimento da economia, inflações, taxa de juros, entre outros indicadores. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
Segundo o relatório, os analistas do mercado financeiro voltaram a reduzir a previsão de crescimento da economia em 2019 – passou de 0,82% para 0,81%.
Os analistas ouvidos pelo BC também reduziram a previsão de inflação de 3,80% para 3,76%.
FGTS e reforma da Previdência
Após o tombo do PIB no primeiro trimestre deste ano, a área econômica do governo Bolsonaro começou a se movimentar para estimular a economia e, mais recentemente, anunciou a liberação de R$ 42 bilhões das contas do PIS e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), com efeito em 2019 e 2020.
Se todos recursos forem sacados, o impacto sobre o PIB este ano seria de 0,26 ponto percentual e de 0,59 ponto percentual no ano que vem, estimou o Instituto Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado. Ou seja, a liberação do dinheiro acrescentaria, nos dois anos, crescimento de 0,85 ponto percentual no PIB.
Além disso, analistas acreditam que a aprovação da reforma da Previdência, em primeiro turno pela Câmara dos Deputados, também vai contribuir para impulsionar o crescimento da economia nos próximos meses. A lógica é que os investidores se sentirão mais seguros em investir e gerar empregos em um país com as contas mais arrumadas.
IBC-BR X PIB
O IBC-Br foi criado para tentar antecipar o resultado do PIB, que é divulgado pelo IBGE. Os resultados do IBC-Br, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB.
O cálculo dos dois é um pouco diferente – o índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.
Atualmente, a taxa Selic está em 6% ao ano, na mínima histórica, e a estimativa do mercado é de que recue para 5% ao ano até o final de 2019.
BACEN. REUTERS. 12 DE AGOSTO DE 2019. IBC-Br aponta recessão técnica da economia com contração de 0,13% no 2º tri
Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - A economia do Brasil entrou em recessão técnica depois de ter encerrado o segundo trimestre com contração, apontaram dados do Banco Central nesta segunda-feira, ampliando as preocupações sobre as perspectivas para o país.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), teve alta de 0,30% em junho sobre o mês anterior, mas, ainda assim, o segundo trimestre terminou com queda de 0,13%, o que marcaria o segundo trimestre seguido de contração da economia, entrando em recessão técnica.
O resultado mostrou forte desaceleração em relação à taxa de 1,1% em maio, mas ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,10%%.
O IBGE divulgará os dados do PIB no segundo trimestre em 29 de agosto. No primeiro trimestre, a economia do Brasil teve recuo de 0,2% na comparação com os últimos três meses de 2018, de acordo com os dados do IBGE, na primeira contração trimestral desde os três últimos meses de 2016.
Na comparação com junho de 2018, o IBC-Br apresentou queda de 1,75% e, no acumulado em 12 meses, teve alta de 1,08%, segundo números observados.
O segundo trimestre terminou com junho marcado por fraqueza na indústria e no setor de serviços. A produção industrial do Brasil contraiu 0,6% no mês, terminando o trimestre com contração de 0,7%.
Já o volume de serviços recuou 1,0% e apresentou o pior resultado para o mês em quatro anos. Somente as vendas no varejo tiveram ganhos no mês, de 0,1%, mas ainda assim encerraram o segundo trimestre com queda.
Na semana passada, o BC estimou que PIB deve ficar estável ou apresentar ligeiro crescimento no segundo trimestre.
A fraqueza da atividade vem alimentando expectativas de mais cortes na taxa básica de juros, já reduzida a 6,0%. A mais recente pesquisa Focus do BC, divulgada nesta segunda-feira, mostra que os economistas estimam a Selic a 5,0% neste ano, com crescimento do PIB de 0,81%.
MERCADO DE TRABALHO
CNI. PORTAL G1. 12/08/2019. País precisa qualificar 10,5 milhões de trabalhadores na indústria até 2023, diz CNI. Ocupações que mais devem crescer na indústria nos próximos anos. Brasil terá que qualificar 10,5 milhões de trabalhadores na indústria até 2023. Dez milhões de trabalhadores da indústria precisarão se qualificar em quatro anos
O Brasil terá que qualificar 10,5 milhões de trabalhadores na indústria até 2023, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (12) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, a demanda será por qualificação para trabalhadores em ocupações industriais nos níveis superior, técnico, qualificação profissional e aperfeiçoamento.
A maior demanda por qualificação deverá ser pelo aperfeiçoamento de trabalhadores já empregados – apenas 22% será para capacitação daqueles que ainda vão ingressar no mercado de trabalho.
O levantamento aponta que as áreas que mais vão demandar formação profissional são transversais (1,7 milhão), metalmecânica (1,6 milhão), construção (1,3 milhão), logística e transporte (1,2 milhão), alimentos (754 mil), informática (528 mil), eletroeletrônica (405 mil), energia e telecomunicações (359 mil).
Crescimento
A CNI aponta que, em relação aos novos empregos, as maiores taxas de crescimento devem vir de ocupações que têm a tecnologia como base. Além dos condutores de processos robotizados, estão pesquisadores de engenharia e tecnologia (aumento de 17,9%); engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins (14,2%); diretores de serviços de informática (13,8%); e operadores de máquinas de usinagem CNC (13,6%).
Ocupações que mais devem crescer até 2023
| Ocupação | Formação | Novos empregos (2019 a 2023) | Taxa de crescimento até 2023 |
| Condutores de processos robotizados | Qualificação + 200h | 251 | 22,40% |
| Técnicos em mecânica veicular | Técnica | 1.311 | 19,90% |
| Engenheiros ambientais e afins | Superior | 566 | 19,40% |
| Pesquisadores de engenharia e tecnologia | Superior | 1.991 | 17,90% |
| Profissionais de planejamento, programação e controles logisticos | Técnica | 373 | 17,30% |
| Montadores de sistemas e estruturas de aeronaves | Técnica | 281 | 15,50% |
| Engenheiros agrimensores e engenheiros cartógrafos | Superior | 154 | 15,20% |
| Gerentes de operações de serviços em empresa de transporte, de comunicação e de logística (armazenagem e distribuição) | Superior | 1.373 | 15,10% |
| Engenheiros de alimentos e afins | Superior | 94 | 15,10% |
| Instaladores e reparadores de linhas e cabos elétricos, telefônicos e de comunicação de dados | Qualificação + 200h | 14.367 | 15,00% |
| Engenheiros de controle e automação, engenheiros mecatrônicos e afins | Superior | 327 | 14,20% |
| Técnicos em eletromecânica | Técnica | 1.788 | 14,00% |
| Diretores de serviços de informática | Superior | 130 | 13,80% |
| Operadores de máquinas de usinagem CNC | Qualificação + 200h | 5.356 | 13,60% |
| Supervisores de manutenção eletromecânica | Técnica | 915 | 13,10% |
| Técnicos mecânicos na manutenção de máquinas, sistemas e instrumentos | Técnica | 3.560 | 13,10% |
| Pesquisadores das ciências naturais e exatas | Superior | 205 | 12,50% |
| Desenhistas projetistas da eletrônica | Técnica | 411 | 12,50% |
TAXA DE JUROS
ANEFAC. PORTAL G1. 12/08/2019. Taxas de juros voltam a cair após alta em junho, diz Anefac. A taxa de juros de junho para pessoa física é a menor desde fevereiro de 2015; juros do cartão de crédito só perdem para os do cheque especial e ainda passam de 267% ao ano.
As taxas de juros das operações de crédito voltaram a cair em julho, após registrar alta em junho, segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).
A taxa de juros média geral para pessoa física passou de 6,71% ao mês (118% ao ano) em junho para 6,67% ao mês (117,02% ao ano) em julho, retornando assim para o mesmo patamar registrado em maio. Trata-se também da menor taxa desde fevereiro de 2015 (6,60% ao mês – 115,32% ao ano).
Segundo o diretor executivo de estudos e pesquisas responsável, Miguel José Ribeiro de Oliveira, a queda pode ser atribuída à expectativa existente para a redução da taxa básica de Juros (Selic) o que acabou se concretizando em julho, com o corte para 6% ao ano – a menor taxa da série histórica.
Taxa média de juros para pessoa física
Em %
Nov/18
6,85
6,85
Fonte: Anefac
Já a taxa de juros média geral para pessoa jurídica caiu de 3,39% ao mês (49,19% ao ano) em junho para 3,36% ao mês (48,67% ao ano) em julho.
A Anefac projeta que esse cenário de reduções deve se repetir nos próximos meses. “Um grande ponto é a expectativa de novas reduções da Selic e a melhora do cenário econômico que reduz o menor risco de crédito. Mas é importante estar atento a questão do dólar, a guerra comercial entre EUA X China, o Brexit que podem elevar as taxas nos próximos meses”, destaca Oliveira.
Cartão de crédito
Houve uma queda de 0,26%, passando a taxa de 11,49% ao mês (268,83% ao ano) em junho para 11,46% ao mês (267,64% ao ano) em julho. É a menor taxa desde maio de 2019 (11,41% ao mês – 265,67% ao ano).
Cheque especial
Houve redução de 0,42%, passando a taxa de 11,79% ao mês (280,92% ao ano) em junho para 11,74% ao mês (278,88% ao ano) em julho. É a menor taxa desde maio de 2019 (11,41% ao mês – 265,67% ao ano).
Juros do comércio
Houve queda de 0,8%, passando a taxa de 5% ao mês (79,59% ao ano) em junho para 4,96% ao mês (78,77% ao ano) em julho. É a maior taxa desde janeiro (4,95% ao mês – 78,56% ao ano).
Crédito direto ao consumidor – bancos financiamento de automóveis
Houve redução de 1,88%, passando a taxa de 1,6% ao mês (20,98% ao ano) em junho para 1,57% ao mês (20,56% ao ano) em julho. É a menor taxa desde junho de 2013 (1,53% ao mês – 19,99% ao ano).
Empréstimo pessoal - bancos
Houve um diminuição de 1,1%, passando a taxa de juros de 3,64% ao mês (53,58% ao ano) em junho para 3,6% ao mês (52,87% ao ano) em julho. É a menor taxa desde novembro de 2014 (3,51% ao mês – 51,28% ao ano).
Empréstimo pessoal - financeiras
Houve queda de 0,60% passando a taxa de juros de 6,71% ao mês (118% ao ano) em junho para 6,67% ao mês (117,02% ao ano) em julho. É a menor taxa desde maio de 2019 (6,66% ao mês e 116,78% ao ano).
INFLAÇÃO
FGV. IBRE. 12/08/19. Índices Gerais de Preços. IGP-M Primeiro Decêndio. IGP-M varia -0,65% na 1ª prévia de agosto
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,65% no primeiro decêndio de agosto, registrando variação abaixo da apurada no mesmo período de julho, quando o índice havia variado 0,40%.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 1,02% no primeiro decêndio de agosto. No mesmo período do mês de julho, o índice havia subido 0,42%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram -0,72% em agosto, após registrar 0,04% em julho. A principal contribuição para este recuo partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de 4,34% para -5,47%. O índice correspondente aos Bens Intermediários intensificou a queda em sua taxa, passando de -0,49% no primeiro decêndio de julho para -1,27% no primeiro decêndio de agosto. Contribuiu para o movimento o subgrupo materiais e componentes para a manufatura cuja taxa passou de 0,65% para -1,39%.
A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 1,86% no primeiro decêndio de julho para -1,06% no primeiro decêndio de agosto. Contribuíram para o recuo da taxa do grupo os seguintes itens: minério de ferro (5,50% para -0,40%), milho (em grão) (4,46% para -3,04%) e soja (em grão) (0,54% para -1,93%). Em sentido oposto, vale citar aves (-1,77% para 3,63%), laranja (-9,48% para 0,25%) e trigo (em grão) (-0,17% para 0,70%).
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,04% no primeiro decêndio de agosto, ante -0,02% no mês anterior. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (-0,07% para 0,31%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -0,84% para 2,00%.
Também foram computados acréscimo nas taxas de variação dos grupos Transportes (-0,60% para -0,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,40%) e Despesas Diversas (-0,05% para 0,05%). Nestas classes de despesa, as maiores influências observadas partiram dos seguintes itens: gasolina (-2,26% para -1,16%), produtos farmacêuticos (-3,07% para 0,44%) e clínica veterinária (-0,75% para -0,07%).
Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,51% para -0,36%), Vestuário (0,25% para -0,08%), Comunicação (0,24% para 0,00%) e Alimentação (-0,03% para -0,06%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens passagem aérea (11,40% para -11,16%), roupas (0,31% para -0,26%), pacotes de telefonia fixa e internet (0,93% para -0,10%) e hortaliças e legumes (1,38% para -4,48%).
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,11% no primeiro decêndio de agosto, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia subido 1,22%. Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de julho para o primeiro decêndio de agosto: Materiais e Equipamentos (-0,22% para 0,17%), Serviços (0,22% para 0,33%) e Mão de Obra (2,39% para 0,04%).
ECONOMIA GLOBAL
IFO. REUTERS. 12 DE AGOSTO DE 2019. Perspectiva econômica global piora devido a guerra comercial EUA-China, diz Ifo
BERLIM (Reuters) - A perspectiva econômica se deteriorou em todo o mundo devido ao agravamento da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, mostrou uma pesquisa nesta segunda-feira.
O instituto econômico alemão Ifo disse que seu levantamento trimestral com quase 1.200 especialistas de mais de 110 países indicou que tanto suas medições de condições atuais quanto de expectativas econômicas pioraram no terceiro trimestre.
“Os especialistas acreditam em um crescimento mais fraco significativo no comércio mundial”, disse o presidente do Ifo, Clemens Fuest, acrescentando que as expectativas de comércio atingiram seu pior nível desde o início da disputa tarifária no ano passado.
“Os entrevistados também preveem um consumo privado menor, atividades de investimento menores e taxas de juros de curto e longo prazos em queda”, disse Fuest.
Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse não estar pronto para firmar um acordo comercial com a China e até pôs em dúvida uma rodada de negociações de setembro, renovando nos mercados financeiros o receio de que a disputa provavelmente não se resolverá tão cedo.
EUA e China são destinos importantes para as exportações das fábricas alemãs, por isso a adoção recíproca de tarifas entre as duas maiores economias do mundo está tendo grande impacto nos produtores de mercadorias da Alemanha.
A expectativa é de que a economia alemã, a maior da Europa, tenha contraído no segundo trimestre, e indicadores do sentimento dos mercados praticamente não apontam nenhuma melhora no terceiro.
“Estamos entre uma desaceleração econômica acentuada e uma recessão”, disse Joerg Kraemer, economista do Commerzbank.
A Agência Federal de Estatísticas da Alemanha divulgará números preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) referentes ao período entre abril e junho na quarta-feira. Uma pesquisa Reuters com analistas prevê contração de 0,1% na comparação trimestre a trimestre.
Por Michael Nienaber
PARAGUAI
MRE. AIG. NOTA-210. 09 de Agosto de 2019. Ata Bilateral Brasil-Paraguai sobre Itaipu – Nota Conjunta do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério das Minas e Energia
Sobre as questões relativas à Ata Bilateral, assinada em 24 de maio de 2019, que trata da contratação de potência da Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, os Ministérios das Relações Exteriores, de Minas e Energia e a Eletrobras, esclarecem:
1. A Ata Bilateral teve por finalidade estabelecer um contrato de venda de energia de Itaipu no período de 2019 a 2022, garantindo à usina os recursos necessários para seu funcionamento e, por consequência, a estabilidade no fornecimento de energia elétrica a ambos os países. Desta forma, daria cumprimento ao Artigo XIII do Tratado de Itaipu, que estabelece que os países se comprometem a contratar toda a potência disponibilizada pela binacional;
2. Também buscava corrigir uma defasagem histórica na contratação da energia de Itaipu por parte da Ande (Administração Nacional de Eletricidade). Considerando que a contratação pela Ande não tem acompanhado o alto crescimento de sua demanda de energia, a Ata Bilateral buscou reequilibrar esta relação, de modo que cada parte pague pela energia que efetivamente consome;
3. Diferentemente do que tem sido divulgado, todo o processo de negociação que resultou na assinatura da Ata Bilateral não foi secreto. Em todas as reuniões houve a participação dos representantes dos Ministérios das Relações Exteriores de ambos os países, da Eletrobras, da Ande e da Itaipu Binacional;
4. Cabe destacar que o Tratado de Itaipu somente permite a venda da energia produzida pela usina para a Eletrobras e para a Ande. Portanto, não tem qualquer fundamento a especulação sobre a possibilidade de comercialização da energia da usina binacional por parte de alguma empresa que não seja a Eletrobras e a Ande;
5. Cabe ainda destacar que o resultado da Ata Bilateral foi fruto de consenso entre os representantes dos dois países no sentido de se chegar a um acordo justo para ambas as partes; e
6. Por fim, o Brasil continua dialogando com o Paraguai, de forma a construir as soluções que contribuam para a correção dos eventuais desequilíbrios em relação a contratação da energia produzida.
COLÔMBIA
MRE. ABC. 09/08/2019. Brasil e Colômbia fortalecem laços de cooperação técnica
O Diretor da Agência Brasileira de Cooperação - ABC, Embaixador Ruy Pereira, se reuniu com o Embaixador da Colômbia Darío Montoya Mejía. O encontro tratou do acompanhamento da cooperação que o Brasil oferece à Colômbia em diferentes áreas, principalmente na área de agricultura familiar.
Atualmente, estão sendo realizados projetos de cooperação bilateral e trilateral, com a participação de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).
Durante a reunião, os dois embaixadores concordaram com o propósito de fortalecer as áreas de cooperação entre o Brasil e a Colômbia e trabalhar em algumas questões de interesse para ambos os países.
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LGCJ.: