INDICADORES/INDICATORS
- US ECONOMIC INDICATORS
- US INTERNATIONAL TRADE IN GOODS AND SERVICES
- BALANÇA COMERCIAL BRASILEIRA
- BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO (Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
- BACEN. Indicadores Econômicos Consolidados
- BACEN. Câmbio
- BOVESPA
- INDICADORES DO BANCO MUNDIAL
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 05/08/2019. Mercado financeiro reduz para 5,25% ao ano previsão para juro básico no fim de 2019. Projeção de inflação dos analistas para este ano continuou em 3,80%. Expectativa de crescimento do PIB ficou estável em 0,82%. Números são resultado de pesquisa do BC.
Por Alexandro Martello, G1 — Brasília
Os economistas do mercado financeiro reduziram de 5,50% para 5,25% ao ano sua estimativa para a taxa básica de juros no fim deste ano. Isso significa que eles esperam um corte maior da taxa Selic em 2019.
A projeção constam no boletim de mercado também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (5) pelo Banco Central (BC). O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.
A revisão na expectativa do mercado aconteceu após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzir, na última semana, o juro básico de 6,5% para 6% ao ano. Foi a primeira redução em mais de 16 meses.
Com o movimento, a taxa Selic atingiu o menor patamar em mais de 30 anos, desde que o Banco Central deu início, em 1986, à série histórica da taxa básica de juros.
Analistas ouvidos pelo G1 na semana passada avaliaram que o comunicado do Copom, divulgado após o encontro, deixou a "porta aberta" para novos cortes dos juros, embora sem deixar claro o ritmo em que isso deve acontecer.
Para o fim de 2020, a previsão do mercado financeiro para a taxa Selic permaneceu em 5,50% ao ano. Desse modo, os analistas passaram a prever alta dos juros no próximo ano.
O Copom se reúne, a cada 45 dias, para calibrar o patamar da taxa Selic buscando o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Inflação e PIB
Na semana passada, os analistas do mercado mantiveram a estimativa de inflação para este ano estável em 3,80%.
Com isso, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4,25%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.
A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).
Para 2020, o mercado financeiro manteve a estimativa de inflação em 3,90%. No próximo ano, a meta central de inflação é de 4% e terá sido oficialmente cumprida se o IPCA oscilar entre 2,5% e 5,5%.
Sobre o Produto Interno Bruto (PIB) de 2019, a estimativa de alta permaneceu em 0,82% na semana passada. Para 2020, a previsão de crescimento do PIB permaneceu estável em 2,1%.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Outras estimativas
- Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 permaneceu em R$ 3,75 por dólar. Para o fechamento de 2020, ficou estável em R$ 3,80 por dólar.
- Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 subiu de US$ 52 bilhões para US$ 52,60 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado avançou de US$ 46,40 bilhões para US$ 47,43 bilhões.
- Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, ficou estável em US$ 85 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas subiu de US$ 85,28 bilhões para US$ 85,56 bilhões.
BACEN. REUTERS. 5 DE AGOSTO DE 2019. Mercado reduz a 5,25% estimativa para Selic em 2019 depois de BC "dovish"
SÃO PAULO (Reuters) - O mercado financeiros revisou para baixo a expectativa para a taxa Selic ao fim deste ano, depois de o Banco Central ter sinalizado na semana passada espaço para novos cortes do juro básico brasileiro.
A mediana das estimativas de economistas consultados na pesquisa Focus do BC passou a mostrar Selic de 5,25% ao fim deste ano, contra 5,50% na sondagem divulgada há uma semana. A taxa Selic está atualmente em 6,00% ao ano, depois de redução de 0,50 ponto percentual na quarta-feira.
Os economistas mantiveram em 3,80% a expectativa para a alta do IPCA em 2019 e em 3,90% para 2020. Também foram mantidas as previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e para a taxa de câmbio em 2019 e 2020.
Mas o mercado rebaixou os prognósticos para o desempenho da produção industrial, cortando para menos da metade a expectativa de alta da indústria para este ano, de 0,50% para 0,23%.
Por José de Castro
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ECONOMIA BRASILEIRA
INFLAÇÃO
FGV. IBRE. 05/08/19. Índices Gerais de Preços. IPC-C1. Inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos avança em julho
O Índice de Preços ao Consumidor -Classe 1 (IPC-C1) de julho subiu 0,43%, ficando 0,50 ponto percentual (p.p.) acima de junho quando o índice registrou taxa de -0,07%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 3,16% no ano e 4,04% nos últimos 12 meses.
Em julho o IPC-BR variou 0,31%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 3,87%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1, conforme ilustra a tabela a seguir.
Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Habitação (-0,24% para 1,32%), Alimentação (-0,16% para 0,20%), Despesas Diversas (-0,23% para 0,40%) e Transportes (-0,38% para -0,24%). Nestas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,30% para 6,42%), arroz e feijão (-3,97% para -0,84%), alimentos para animais domésticos (-1,36% para 1,98%) e gasolina (-2,67% para -1,86%).
Em contrapartida, os grupos Vestuário (0,60% para -0,28%), Educação, Leitura e Recreação (0,78% para 0,16%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,31% para 0,28%) e Comunicação (0,07% para 0,04%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, vale citar os itens: roupas (0,71% para -0,43%), passagem aérea (22,85% para -2,20%), serviços de cuidados pessoais (0,38% para 0,05%) e pacotes de telefonia ?xa e internet (0,46% para 0,10%).
DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/inflacao-para-familias-com-renda-ate-2-5-salarios-minimos-avanca-em-julho.htm
SERVIÇOS
IHS MARKIT. REUTERS. 5 DE AGOSTO DE 2019. Setor de serviços do Brasil volta a crescer em julho após 3 meses com aumento da demanda, mostra PMI
Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - A entrada de novos trabalhos aumentou, e o setor de serviços do Brasil voltou a crescer em julho após três meses, com a confiança no nível mais alto em quase seis anos, de acordo com a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta segunda-feira.
O PMI de serviços do Brasil apurado pelo IHS Markit subiu a 52,2 em julho, de 48,2 em junho, voltando a ficar acima da marca de 50 —que separa crescimento de contração—, em meio a conquistas de novos clientes e um aumento na demanda. Ainda assim, houve cortes de empregos e quedas nas exportações.
A expansão dos serviços ajudou a compensar a contração na indústria, e o PMI Composto do Brasil subiu a 51,6 em julho, de 49,0 em junho.
“Os resultados coletivos, entretando, mascaram as divergências marcantes. Os problemas das tensões comerciais globais e o enfraquecimento do crescimento, junto com questões políticas e econômicas domésticas, pressionaram a produção industrial para uma contração no início do terceiro trimestre”, avaliou a economistas do IHS Markit Pollyanna De Lima.
A pesquisa mostrou que o volume de entrada de novos negócios de serviços cresceu em julho após contração no mês anterior pela primeira vez em nove meses, com destaque para as categorias de Serviços ao Consumidor e de Finanças e Seguros.
Entretanto, a demanda externa pelos serviços dos fornecedores brasileiros caiu no ritmo mais rápido desde setembro de 2018, com citações específicas de vendas fracas para a Argentina.
Apesar do crescimento do setor em julho, o nível de empregos caiu ainda mais em julho, chegando a cinco meses de contração, com iniciativas para diminuir despesas. Várias empresas, entretanto, contrataram pessoal adicional devido ao crescimento das vendas.
Já a inflação se moderou, chegando ao ponto mais fraco em quatro anos e meio. Porém alguns fornecedores de serviços aumentaram suas taxas cobradas diante do repasse de cargas de custos mais elevadas aos clientes, enquanto outros ofereceram descontos na tentativa de conquistar novos trabalhos.
A confiança em relação aos negócios chegou em julho ao pico de quase seis anos, com as empresas vendo condições econômicas melhores, políticas públicas favoráveis, parcerias, investimentos e novas licitações.
TURISMO
MTurismo. 02 de Agosto de 2019. Atividades turísticas crescem mais de 5% em maio na comparação com 2018. Levantamento do IBGE aponta alta no setor em 11 das 12 Unidades da Federação onde os números são apurados
Por André Martins
Dados da mais recente Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE reforçam a contribuição do turismo ao desenvolvimento econômico nacional. Segundo o estudo, o índice que mede o volume de atividades do setor apresentou uma expansão de 5,1% em maio na comparação com o mesmo mês de 2018, impulsionado principalmente pelo aumento de receita das empresas de locação de automóveis e de hotéis. O resultado de maio também representa uma alta de 1,6% em relação a abril, quando o percentual havia recuado 1,3%.
Regionalmente, 11 das 12 Unidades da Federação (UFs) onde os números são apurados acompanharam o movimento de alta em maio. Destaque para Ceará (7,5%), Bahia (5,1%), Minas Gerais (3,3%) Rio de Janeiro (2,1%) e São Paulo (2,1%), sendo que apenas o Paraná registrou baixa (-1,2%). O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, atribui os resultados ao empenho do governo federal por melhorias no setor. “O governo Bolsonaro tem dado ao turismo a sua devida importância. Prova disso são os avanços que conquistamos com medidas como a isenção de vistos a países estratégicos e a abertura de empresas aéreas ao capital estrangeiro. Os números estão aí para mostrar que estamos no caminho certo. Esta é a Hora do Turismo!”, exalta.
No acumulado do ano, as atividades turísticas cresceram 3,2% frente a igual período de 2018, impactadas, sobretudo, pelos ramos de hotéis, locação de automóveis e de serviços de catering, bufê e outros de comida preparada. Por outro lado, o principal impacto negativo veio do segmento de transporte aéreo de passageiros (3,5%). Sete das 12 UFs pesquisadas também apresentaram taxas positivas, especialmente Ceará (9,9%) e São Paulo (8,6%), enquanto Distrito Federal (-6,2%) e Santa Catarina (-5,3%) foram responsáveis pelos principais percentuais de baixa.
Quanto ao volume geral de serviços no país, houve avanço de 4,8% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado - taxa mais elevada desde fevereiro de 2014 (7,0%). Já o número consolidado dos últimos 12 meses teve o melhor resultado desde janeiro de 2015 (1,8%), ao passar de 0,4%, em abril, para 1,1%, no mês seguinte.
NEGÓCIOS EM ALTA
O bom desempenho do turismo também é evidenciado pelos resultados de viagens corporativas no primeiro semestre de 2019. Segundo a associação que representa agências do setor (Abracorp), o segmento cresceu 14,7% em relação a igual período do ano passado. Os gastos de turistas do ramo também avançaram 14,8%, saindo de R$ 4,85 bilhões, nos seis primeiros meses de 2018, para R$ 5,57 bilhões neste ano. Entres os setores com altas mais expressivas, destaque para o rodoviário, o de hotelaria e o de aviação, que cresceram 56,8%, 25,7% e 24,8%, respectivamente. Juntos, os três movimentaram mais de R$ 3,3 bilhões na economia do país.
PESQUISA: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/periodicos/2419/pms_2019_maio.pdf
Edição: Cecília Melo
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