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April 5, 2019


ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



RESERVAS INTERNACIONAIS



BACEN. 03/04/2019. Reservas internacionais do Brasil somaram US$374,72 bilhões em 2018

As reservas internacionais do país somaram US$374,72 bilhões em dezembro de 2018, valor levemente acima do observado no ano anterior – US$373,97 bilhões. No ano passado, as reservas internacionais brasileiras apresentaram resultado positivo de 1,17%.

O Brasil investiu principalmente em ativos com baixo risco de crédito: 90% dos investimentos brasileiros foram em papéis com classificação de crédito "Aaa", 7% em papéis "Aa" e 3%, "A". O risco de mercado (Value at Risk – VaR) médio dos investimentos, que agrega as componentes de juros e de moedas, em 2018, foi de 1,5% ao ano, o menor valor dos últimos dez anos.

Os dados estão na 11ª edição do Relatório de Gestão das Reservas Internacionais, divulgado pelo Banco Central (BC). O documento detalha a evolução das reservas internacionais do Brasil, destacando as informações de seu gerenciamento ao longo de 2018.

Isabela Damaso, chefe do Departamento de Riscos Corporativos e Referências Operacionais, explica que a gestão das reservas internacionais baseia-se nos objetivos estratégicos e no perfil de risco e retorno estabelecidos pelo Comitê de Governança, Riscos e Controles (GRC), que reúne a Diretoria Colegiada do BC.

"Seguindo essas diretrizes, busca-se uma alocação estratégica que possua características anticíclicas e que reduza a exposição do país a oscilações cambiais", explica Isabela. "O investimento das reservas internacionais é realizado com o auxílio de técnicas de otimização risco-retorno de carteira, observados os critérios de segurança, liquidez e rentabilidade, priorizados nessa ordem. Dessa forma, flutuações de curto prazo nas variáveis que afetam os preços dos ativos, como cotações de moeda e taxas de juros, não afetam as decisões de longo prazo", detalha.

Onde e como o BC investe?

Isabela destaca que, como um dos objetivos da gestão das reservas internacionais é a redução da exposição do país ao risco cambial, o dólar norte-americano apresenta-se como moeda de maior participação nos investimentos. Como resultado disso, no final do ano passado a alocação por moedas era de 89,93% em dólar norte-americano, 5,13% em euro, 1,92% em libra esterlina, 1,49% em iene, 0,75% em ouro, 0,47% em dólar canadense e 0,30% em dólar australiano.

Os investimentos das reservas internacionais são realizados prioritariamente em instrumentos de renda fixa, com destaque para títulos governamentais soberanos, títulos de agências governamentais de diferentes países, títulos de organismos supranacionais e depósitos bancários a prazo fixo.

No final de 2018, os investimentos estavam distribuídos da seguinte forma: 93,18% em títulos governamentais; 2,47% em depósitos em bancos centrais e em organismos supranacionais; 1,56% em títulos de agências; 0,88% em Exchange-Traded Funds (ETFs) de renda fixa e renda variável; 0,78% em títulos de organismos supranacionais; 0,36% em depósitos em bancos comerciais; e 0,79% em outras classes de ativos, como ouro e títulos de governos locais.

Quanto ao prazo médio de investimento, Isabela destaca que houve um alongamento dos investimentos e o prazo médio do portfólio como um todo passou de 1,69 ano em 2017 para 2,23 anos, no fechamento em 2018.



INFLAÇÃO



FGV. IBRE. 05/04/19. Índices Gerais de Preços. IPC-C1. Inflação para famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos avança em março

O Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) de março subiu 0,67%, ficando 0,18 ponto percentual (p.p.) acima de fevereiro, quando o índice registrou taxa de 0,49%. Com este resultado, o indicador acumula alta de 1,77% no ano e 5,42% nos últimos 12 meses.

Em março, o IPC-BR subiu 0,65%. A taxa do indicador nos últimos 12 meses ficou em 4,88%, nível abaixo do registrado pelo IPC-C1, conforme ilustra a tabela a seguir.

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimo em suas taxas de variação: Transportes (0,22% para 1,27%), Alimentação (0,97% para 1,23%), Vestuário (-0,04% para 0,61%) e Educação, Leitura e Recreação (-0,24% para 0,10%). Nestes grupos, vale destacar o comportamento dos itens: gasolina (-1,85% para 3,24%), hortaliças e legumes (6,22% para 12,14%), roupas (0,06% para 0,85%) e show musical (-2,53% para 2,70%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,40% para 0,20%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,25%), Despesas Diversas (0,08% para -0,15%) e Comunicação (-0,05% para -0,06%) apresentaram recuo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, destacam-se os itens tarifa de eletricidade residencial (1,56% para 0,17%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,99% para 0,34%), serviço religioso e funerário (0,94% para 0,18%) e tarifa de telefone residencial (-0,16% para -0,44%).

DOCUMENTO: https://portalibre.fgv.br/navegacao-superior/noticias/noticias-1422.htm



MARCAS E PATENTES



MEconomia. 04/04/2019. Câmara aprova adesão brasileira ao Protocolo de Madri. O texto agora segue para o Senado Federal

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (dia 4/4), o Projeto de Decreto Legislativo nº 860/2017 sobre o tratado internacional "Protocolo referente ao Acordo de Madri relativo ao Registro Internacional de Marcas", mais conhecido como Protocolo de Madri. O texto agora segue para o Senado Federal.

Como regra do Protocolo, a análise do pedido precisa ser realizada em até 18 meses a contar da solicitação da marca. Em fevereiro deste ano, o tempo de espera até o exame de pedidos de marca no INPI era de 11 meses, menos da metade do que era ao final de 2017. A tendência de queda no tempo de registro se mantém com as melhorias implementadas pelo Instituto, de modo que o INPI está preparado para cumprir esse requisito de tempo.

Criado em 1989 e em vigor desde 1996, o tratado visa a facilitar o registro de marcas em 120 países que hoje são responsáveis por mais de 80% do comércio internacional.  As principais vantagens do sistema são: as reduções dos custos de depósito e de gestão; a maior previsibilidade no tempo de resposta; e a simplificação de todo o procedimento.

O requerente passa a trabalhar com apenas um pedido internacional, uma data de prorrogação, uma moeda de pagamento e em um idioma. Cabe destacar que o exame do pedido de registro de marca segue as legislações nacionais de cada país.

Vale ressaltar ainda que a preparação operacional realizada pelo INPI para implementação do Protocolo de Madri também abrange a modificação dos sistemas de TI usados no processamento de pedidos de marca, a criação e modificação de procedimentos operacionais, a edição de atos normativos e manuais, uma reestruturação interna e o dimensionamento e capacitação das equipes.



PLANEJAMENTO



MEconomia. 04/04/2019. Planejamento. Ministério da Economia começa a elaboração do PPA 2020-2023. Documento com as prioridades e os rumos pretendidos para o país deve ser entregue ao Congresso até 31 de agosto

O Ministério da Economia iniciou formalmente, por meio de sua Secretaria de Avaliação de Políticas Públicas, Planejamento, Energia e Loteria (Secap/ME), as atividades para a elaboração do Plano Plurianual da União (PPA) do período 2020-2023.

A metodologia proposta inova ao simplificar a estrutura do planejamento plurianual, estimulando a ação pública por resultados, fortalecendo o realismo fiscal e integrando o Ciclo Orçamentário Anual, composto do planejamento, execução orçamentária e financeira e avaliação.

O processo teve início pela elaboração do Manual Técnico do Plano Plurianual do Governo Federal (MTPPA). Trata-se de um guia prático, que contém noções, diretrizes, técnicas, definições metodológicas e orientações. O manual está em processo final de revisão e editoração para ser disponibilizado no sítio do Ministério da Economia.

Também foi realizada, nos dias 27 e 28 de março, a primeira oficina para apresentação da metodologia de elaboração do PPA 2020-2023. O evento contou com aproximadamente 130 participantes, majoritariamente representantes das subsecretarias de Planejamento, Orçamento e Administração (Spoa) ou setoriais de planejamento dos ministérios.

Ao longo de abril serão realizadas oficinas setoriais com cada ministério, também relacionadas ao processo de elaboração do Plano. Está previsto, ainda, um curso na modalidade ensino a distância (EAD) a ser disponibilizado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) até o início de maio.

Prioridades

O Plano Plurianual da União (PPA) é o documento oficial que o governo tem a obrigação de encaminhar ao Congresso Nacional até 31 de agosto do primeiro ano de gestão, e que define as prioridades e os rumos pretendidos para o país. 

Como a capacidade financeira do país é limitada e insuficiente para concretizar todas as aspirações setoriais simultaneamente, é preciso fazer escolhas. Assim, por meio do planejamento, o governo decide – em resposta às demandas da sociedade – quais políticas públicas serão implementadas para enfrentar problemas e aproveitar oportunidades.

Na gestão governamental iniciada neste ano, foi editado em 2 de janeiro o Decreto nº 9.679, que atribui ao Ministério da Economia, por meio da Secap, a responsabilidade pela condução da proposta do PPA 2020-2023.

Esse trabalho vem sendo feito em conjunto com a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) e a Secretaria de Gestão (Seges), com contribuições do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), dentre outros.



COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO



CNI. 04/04/2019. Aumento do comércio entre países da América Latina e do Caribe depende da redução da burocracia aduaneira. Encontro entre embaixadores e representantes de 15 países com dirigentes da CNI, da FIERGS e de empresas gaúchas discute oportunidades que podem ser abertas com a adesão ao ATA Carnet

 “A adesão ao ATA Carnet alinha o país às regras internacionais de comércio” - Carlos Abijaodi
A adesão dos países latino-americanos e caribenhos ao ATA Carnet é decisiva para a facilitação e a ampliação do comércio regional. Atualmente, Brasil, México e o Chile são os únicos países da região que aderiram à convenção internacional do ATA Carnet, documento aduaneiro que simplifica e acelera o desembaraço de importações e exportações temporárias, como a remessa de produtos para exibição em feiras e exposições, amostras para eventuais compradores no exterior, brindes ou equipamentos profissionais e esportivos.

“A redução da burocracia aduaneira é importante para aumentar as exportações e as importações e promover o crescimento econômico de todos os países da região”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Carlos Abijaodi, nesta quinta-feira, 4 de abril, em Porto Alegre.

“A adesão ao ATA Carnet  alinha o país às regras internacionais de comércio”, completou Abijaodi, durante a reunião entre embaixadores e representantes de 15 países com dirigentes da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da Federação da Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e de empresas gaúchas, que discutiu as oportunidades de adesão às convenções internacionais de facilitação de comércio. O vice-presidente da FIERGS, Cezar Müller, convidou os países da América Latina e do Caribe a aderirem ao ATA Carnet. “É importante para facilitar o comércio na região”, destacou Müller.

Atualmente, 78 países aceitam o documento. Suíça, Alemanha e Estados Unidos são os  que mais emitem ATA Carnet no mundo. Cada um emite, em média, mais de 25 mil documentos ao ano, número muito acima do registrado no Brasil. Desde novembro de 2016, o Brasil emitiu 482 documentos, para amparar exportações temporárias, especialmente para Estados Unidos, Rússia, Alemanha e França. No Brasil, o ATA Carnet é emitido pela CNI em parceria com as federações estaduais de indústrias.

ESTÍMULO AOS NEGÓCIOS - No México, que aderiu ao ATA Carnet em 2011, o documento estimulos as exportações e ajudou o país a atrair grandes eventos internacionais, como shows musicais e competições como a Fórmula 1. Além disso, foi decisivo para o desenvolvimento tecnológico do país, pois facilitou o intercâmbio de equipamentos e produtos para pesquisas em diversas áreas, disse o encarregado de Assuntos Econômicos e Comerciais da Embaixada do México no Brasil, Marco Antonio Sánchez.

No Brasil, as empresas também contabilizam os ganhos com o ATA Carnet. O diretor da produtora de vídeo Pironauta, Frederico Mendina, contou  que, em 2017, a empresa foi gravar um filme na Croácia. Levou uma equipe de 15 pessoas e US$ 150 mil em equipamentos.

“Apresentamos o ATA Carnet e em meia hora, os ficais aduaneiros fizeram a conferência e liberaram o equipamento”, disse Santos.

Ele lembrou que em países que não recebem o ATA Carnet o desembaraço de equipamentos demora uma semana em média. “Com o ATA Carnet tudo muda”, destacou o empresário. Para ele, o documento também evita a informalidade, que prejudica a todos.

O diretor da indústria de joias e semi-joias Auma, Márcio Carard, afirmou que divide os 23 anos de experiência da empresa no exterior em “antes  e depois do ATA Carnet”.  Antes, explicou ele, era preciso ficar três ou quatro dias esperando no hotel a liberação do mostruário para a participação em feiras ou exposições no exterior. Depois, o mostruário é liberado logo depois do desembarque e o representante da empresa ganha tempo para fazer negócios e cumprir a agenda com os clientes.

A indústria calçadista também ganhou muito com o ATA Carnet. De acordo com a coordenadora da Unidade de Promoção Comercial da Associação Brasileira da Indústria de Calçados, Letícia Masseli, graças ao documento, a participação das empresas do setor em feiras e exposições internacionais aumentou 54% em relação a 2016. E, com as amostras dos calçados à diposição dos compradores, o volume de negócios fechados durante os eventos se multiplicou por 12 e alcançou quase US$ 1 milhão.

“Antes do ATA Carnet era difícil levar amostras para o exterior e, muitas vezes, as empresas dependiam só dos catálogos para vender nas feiras”, disse Letícia.

A reunião na sede da FIERGS e as visitas técnicas à fábrica de calçados Usaflex e à indústria de máquinas Percolore integram o Programa Conhecendo a Indústria, da CNI. Nesta edição, o objetivo é apresentar aos representantes de países da América Latina e do Caribe as vantagens de adesão às convenções internacionais de facilitação do comércio, como o Ata Carnet.



TURISMO



MTurismo. 05 de Abril de 2019. Brasil e Espanha reforçam parceria para fomentar o turismo. Ministro do Turismo e embaixador da Espanha no Brasil revalidam documento que prevê intercâmbio de conhecimento e experiências entre os dois países
Por Darse Júnior

O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, recebeu o embaixador da Espanha no Brasil, Fernando Casas, na tarde desta quinta-feira (04) em Brasília. Na pauta, iniciativas para fortalecer as relações bilaterais entre os dois países, com foco no setor de viagens. Os dois governos firmaram compromisso de desenvolver o turismo sustentável, responsável e acessível e reforçar o intercâmbio de conhecimentos e experiências.

“Como uma das líderes do turismo mundial, a Espanha tem muito a contribuir para acelerar a nossa curva de aprendizado e transformar o nosso setor numa das principais alavancas do desenvolvimento no Brasil”, comentou o ministro do Turismo. Em 2018, a Espanha recebeu 82,8 milhões de visitantes, um crescimento de 1,1% em relação ao ano anterior, e faturou 89,85 bilhões de euros, aumento de 3,3% também na comparação com 2017. A título de comparação, o Brasil recebeu 6,6 milhões de visitantes (0,5% de crescimento) e faturou US$ 5,9 bilhões (aumento de 1,8%).

“O Brasil tem um enorme potencial e estamos prontos para colaborar para o desenvolvimento do turismo no país”, comentou o embaixador espanhol. Entre as áreas apontadas como prioridades, estão as cidades históricas para o desenvolvimento do turismo cultural.

HISTÓRICO – A Espanha foi um dos destinos escolhidos para o Programa de Qualificação Internacional (PQI) do Ministério do Turismo, que selecionou e enviou 60 estudantes brasileiros para estudar turismo e hospitalidade por três meses em mais de 20 universidades do país europeu entre novembro de 2014 e janeiro de 2015.

Em 2017, a Espanha também foi partícipe em acordo de cooperação assinado pelos então presidentes das duas nações, Michel Temer e Mariano Brey, por ocasião da visita do presidente espanhol ao Brasil. O documento estabeleceu parcerias em diversas áreas em favor do desenvolvimento, incluindo o Turismo. Intercâmbio de conhecimentos, melhoria da conectividade aérea, parcerias entre os setores privados e promoção do turismo como fonte de emprego e renda estão definidas como foco das relações bilaterais em Turismo entre os países, de acordo com o texto.

Edição: Vanessa Sampaio

EMBRATUR. 03/04/2019. Abertura de mercados e conectividade aérea são desafios de Brasil e Peru. Embratur e PromPeru debatem possíveis ações para estimular fluxo turístico entre os dois países e atração de mais turistas internacionais de países distantes 

Nessa terça-feira (02), durante agenda de compromissos da WTM Latin America 2019, em São Paulo, o presidente interino da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Leônidas Oliveira, se reuniu com a Liz Chuecas, coordenadora do Mercado Latino Americano da PromPeru, órgão de promoção internacional peruano, para ampliar o diálogo para incrementar o fluxo turístico entre os países vizinhos, além de encontrar alternativas conjuntas de promoção dos dois países para a abertura de grandes mercados emissores internacionais, como a China. 

"Melhorar a conectividade e trabalhar estratégias integradas com o Peru em mercados distantes como a China é juntar esforços numa equação em que todos saem ganhando: destinos e turistas", defendeu o ministro Marcelo Álvaro Antônio.

Entre os desafios, foi consenso no encontro que a conectividade aérea é um gargalo que precisa ser enfrentado pelas autoridades dos dois países. “Aumentar a concorrência no setor aéreo e o número de voos entre os países e fundamental para reduzir o Custo Brasil e atrair mais turistas peruanos para os destinos nacionais,” reforçou Leônidas Oliveira, presidente interino da Embratur.

Segundo Liz Chuecas, apenas duas empresas aéreas realizam a ligação entre os dois países, o que torna o Brasil um destino caro para o viajante peruano. “Apesar de estarmos a apenas oito horas de distância, por vias rodoviárias, até o Brasil, mais voos a preços mais acessíveis vão atrair mais peruanos para os destinos brasileiros. O turista peruano se encanta com o Brasil, suas belezas naturais e, principalmente, o povo brasileiro”, explica.   

O Brasil tem avançado, desde o início do ano, em ações para estimular a concorrência no setor aéreo, aumentar o número de rotas para o Brasil e reduzir o Custo Brasil, um dos gargalos que travam a entrada de mais turistas estrangeiros no país.

No mês passado, a Câmara dos Deputados aprovou a abertura total da entrada de capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais, medida que tende a aumentar  número de empresas aéreas operando no Brasil. Além disso, o Brasil entrou definitivamente nas rotas das empresas aéreas low cost (baixo custo) que passaram a operar mais frequências internacionais a preços mais acessíveis.

CHINA

Na reunião, realizada no estande do Ministério do Turismo na WTM, o mercado chinês e seu potencial emissivo foi destacado pelas autoridades de Brasil e Peru. A China e o maior emissor global de turistas, com 130 milhões por ano e os gastos destes viajantes movimentam o montante de US$ 250 bilhões.

A Embratur e a PromPeru se comprometeram a realizar teleconferências periódicas para debater mais a fundo possíveis ações conjuntas de promoção para esse mercado em potencial. “A troca de experiências entre os dois países pode alavancar o posicionamento do Destino Brasil. O fluxo de turistas chineses para o Peru tem apresentado crescimento anual médio de aproximadamente 31% ao ano desde 2013, muito superior ao brasileiro”, destaca Diego Feijó, Diretor de Inteligência Competitiva e Promoção Turística da Embratur.

A Embratur já promove grandes ações de relacionamento com operadores e profissionais chineses para o fechamento de negócios e mais viagens com destino ao Brasil. Em maio do ano passado, o instituto reuniu cerca de 600 representantes de empresas do trade turístico chinês para roadshows, nas cidades de Pequim, Shanghai, Cantão e Hong Kong.

Os destinos apresentados ao trade chinês (empresas, operadores, emissivos, agências governamentais, agências de turismo e companhias aéreas) foram Foz do Iguaçu, Rio de Janeiro, Manaus e o Pantanal, conhecidos por oferecer atrativos com foco no Ecoturismo e Turismo de Aventura, segmentos demandados público asiático.

Após as apresentações, os empresários brasileiros presentes na missão se encontravam com os representantes do trade chinês para rodada de negócios, evento de networking e de relacionamento para aprofundar a relação entre as duas nações.

Na próxima edição da ITB China, principal feira de turismo do mercado asiático que acontece  entre os dias  15 e 17 de maio, a Embratur irá intensificar as ações de relacionamento e promoção com a realização de roadshows e rodadas de negócios com o trade chinês para alavancar os números e estimular este estratégico mercado turístico emissivo internacional.

EMBRATUR. 03/04/2019. Brasil e Argentina alinham ações de promoção conjunta na China. Meta é ampliar a presença de turistas chineses no turismo sul-americano. Os dois países serão convidados de honra do Fórum Global de Economia do Turismo 2019, em Macau

O presidente interino da Embratur, Leônidas Oliveira e o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio se reuniram, durante a WTM Latin America 2019, em São Paulo, com o Secretário de Desenvolvimento e Promoção de Turismo da Argentina, Alejandro Lastra para estreitar laços e debater formas de promoção conjunta dos atrativos dos países vizinhos nos mercados estratégicos internacionais, especialmente os países remotos, como a China. No encontro, o ministro do Turismo, destacou a necessidade da aproximação entre Brasil e Argentina para aproveitar o potencial do mercado chinês, já que o país asiático é o maior emissor de turistas no mundo, com 130 milhões de viajantes internacionais por ano.

“Vamos estreitar ainda mais as relações com a Argentina no âmbito do turismo para fazermos um grande trabalho conjunto de promoção dos atrativos e aproveitar a forca econômica destes grandes mercados emissores”, explica Marcelo Álvaro Antônio.

Nos dias 10 e 11 de abril, uma comitiva com empresários e líderes do mercado de viagens chinês visitará os dois países para acertar os detalhes do Fórum Global de Economia do Turismo 2019, que acontece entre 13 e 15 de outubro em Macau. Brasil e Argentina serão os países convidados de honra do evento, considerado um influenciador de alto nível para a cooperação mundial em turismo.

Segundo o presidente interino da Embratur, Leônidas Oliveira, esta será uma grande oportunidade para ações de promoção conjunta entre os países da América no Sul no continente asiático e para promover a abertura do mercado chinês. “O protagonismo do Brasil neste importante fórum reforça a meta de entrar, definitivamente, no mercado de Viagens da China, que movimenta US$ 250 bilhões anualmente na economia mundial. Dos 130 milhões de chineses que viajam pelo mundo todo ano, pouco mais de 60 mil escolhem o Brasil como destino. Temos muito a crescer, especialmente, pelo fato do turista chinês ter como principais motivações o Turismo de Negócios e o Ecoturismo, dois segmentos que o Brasil tem grande potencial”, explica.

Durante a reunião de trabalho realizada durante a WTM, o Secretário de Desenvolvimento e Promoção de Turismo da Argentina, Alejandro Lastra convidou oficialmente as autoridades brasileiras, em nome do ministro do turismo argentino, Gustavo Santos, para a participação na Reunião de ministros do Mercosul, nos 25 e 26 de abril, em Porto Iguaçu.

Lastra ressaltou o momento atual, com a sintonia entre os governos dos dois países na tomada de decisões em prol do desenvolvimento do turismo na América do Sul. “Os dois governos têm trabalhado com a visão política de facilitação para atração de mais turistas internacionais para os nossos países, como a isenção de vistos para mercados pontuais e importantes medidas para aumento da conectividade aérea”, destacou. 

A Argentina não exige visto para turistas dos Estados Unidos há três anos e, desde o ano passado, também para turistas canadenses. No caso dos norte-americanos, a facilitação promoveu aumento de aproximadamente 20% no fluxo de visitantes. Já no mercado aéreo, o governo argentino, assim como o brasileiro, promoveu aumento da competitividade, com o número de empresas operando saltando de três para sete nos últimos anos.

Neste contexto, o turismo brasileiro alcançou importantes conquistas nos primeiros 100 dias do governo, com a isenção de vistos para turistas dos Estados Unidos, Canada, Austrália e Japão, além da abertura do capital estrangeiro nas empresas aéreas nacionais, a entrada das empresas aéreas de baixo custo no país, ações que aumentam a competitividade do mercado aéreo e promove a redução do Custo Brasil, um dos entraves para o desenvolvimento do turismo internacional no país.

EMBRATUR. 03/04/2019. Brasil e Paraguai visam o incremento do turismo fluvial no continente. Ministérios dos dois países e Embratur promoverão debates para o desenvolvimento do segmento, com ações para desburocratização de processos e estímulo ao fluxo de turistas entre os países

O desenvolvimento do Turismo Fluvial entre Brasil e Paraguai foi a pauta central do encontro, realizado nesta terça-feira (02), em São Paulo, entre o presidente interino da Embratur, Leônidas Oliveira, o ministro do Turismo do Brasil, Marcelo Álvaro Antônio e a ministra do Turismo do Paraguai, Sofia Afara. O potencial do continente para o segmento foi destacado pelas autoridades e a ideia é a criação de um grupo de trabalho conjunto para avançar no tema.

A criação do grupo de trabalho, que deverá contar com a participação de instituições públicas ligadas ao trânsito fronteiriço, partiu do ministro Marcelo Álvaro Antônio que considera importante ampliar o diálogo para o melhor aproveitamento do potencial fluvial da região para o turismo. “Temos muito interesse em trabalhar juntos para desenvolver o grande potencial do continente neste segmento. A equipe de trabalho conjunta encontrará o melhor caminho e contribuirá para fortalecer as relações entre os países. A Embratur está à disposição”, enfatizou.

O presidente interino da Embratur destacou a criação de diretrizes especiais para facilitar a imigração nas rotas turísticas fluviais na região, incluindo a Argentina, já que o potencial fluvial se estende entre os três países, pelos rios Paraná e Iguaçu.  “A criação e o desenvolvimento de produtos turísticos na região vai estimular o fluxo internacional de viajantes entre os dois países pelas vias fluviais e movimentar as economias locais. O turismo e a indústria da paz, capaz de promover encontros entre países e povos irmãos. O objetivo da aproximação é criar uma área de integração, com foco na sustentabilidade”, analisa Leônidas Oliveira.

A ministra do Turismo do Paraguai, Sofia Afara se mostrou confiante no avanço da pauta com a aproximação entre os dois países já que, segundo ela, será a primeira vez que uma equipe conjunta entre Brasil e Paraguai será criada para debater o Turismo Fluvial.

A formalização da equipe de trabalho e o início das tratativas devem acontecer durante o Encontro dos Ministros do Mercosul, nos 25 e 26 de abril, em Porto Iguaçu, na Argentina.  A reunião de alinhamento aconteceu durante a WTM Latin America 2019, importante feira do setor que se estende até quinta-feira (04), na capital paulista.


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