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June 5, 2018

US ECONOMICS



BRAZIL



U.S. Department of State. June 4, 2018. Secretary Pompeo's Meeting With Brazilian Foreign Minister Aloysio Nunes Ferreira

Washington, DC - The below is attributable to Spokesperson Heather Nauert:

Today Secretary Pompeo met with Brazilian Foreign Minister Aloysio Nunes Ferreira. The Secretary remarked on the importance of our strong bilateral relationship and expressed appreciation for Brazil’s support in advancing mutual priorities in the region and globally. The Secretary reaffirmed the importance of the recent launch of the U.S.-Brazil Permanent Forum on Security, our ongoing joint bilateral law enforcement initiative to address transnational crime. During the meeting, they discussed how best to address the deteriorating situation in Venezuela, especially the lack of credibility and legitimacy of the elections on May 20.




OEA



MRE. AIG. NOTA-174. 04 de Junho de 2018. Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos – Washington, Estados Unidos, 4 e 5 de junho de 2018

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, chefia a delegação brasileira que participa da 48ª Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), inaugurada hoje, 4 de junho, em Washington.

A Assembleia-Geral é a instância máxima da OEA. A edição deste ano será marcada pela celebração dos 70 anos da Organização, cuja Carta foi assinada em 30 de abril de 1948 em Bogotá, Colômbia.

Durante a Assembleia-Geral da OEA, pretende-se dar continuidade às discussões sobre a grave situação vivida pela Venezuela, com o objetivo de contribuir para a restauração da democracia e para o alívio da situação humanitária naquele país. Serão debatidos também outros assuntos no âmbito dos quatro pilares consagrados pela visão estratégica da Organização: fortalecimento da democracia, promoção e proteção dos direitos humanos, impulso ao desenvolvimento integral e fomento à segurança multidimensional.

A OEA é a mais antiga organização regional em funcionamento no mundo, da qual o Brasil é membro fundador. Foi criada em 1948, em substituição à União Pan-Americana, fundada em 1910.

U.S. Department of State. June 4, 2018T. Secretary Pompeo's Participation in the Organization of American States General Assembly

Washington, DC - Secretary Pompeo participated today in the Organization of American States (OAS) General Assembly in Washington, D.C. with foreign ministers and senior representatives of other OAS member states.

As the OAS celebrates the 70th anniversary of its charter, member states took stock of the important work the OAS has accomplished to advance hemispheric peace, security, human rights, understanding between nations, and prosperity for our societies.

The Secretary called on member states to live up to the purposes and principles of the OAS Charter as well as the mechanisms provided for in the Inter-American Democratic Charter and to suspend Venezuela from the organization due to its failure to respect democratic rule and constitutional order.

He urged the Nicaraguan government to implement the recommendations issued by the Inter-American Commission on Human Rights May 21 in order to seek peaceful resolution to the recent unrest and ensure respect for human rights. He also pressed member states to put the OAS on more sustainable financial footing by implementing a new quota payment system.



MEXICO



U.S. Department of State. June 5, 2018. Secretary Pompeo's Meeting with Mexican Foreign Secretary Videgaray

Washington, DC - The below is attributable to Spokesperson Heather Nauert:‎

U.S. Secretary of State Mike R. Pompeo met with Mexican Foreign Secretary Luis Videgaray today in Washington, DC. They discussed the recent tariff announcements and the importance of concluding an updated NAFTA agreement. They reviewed the vital nature of our cooperation on stemming the flow of illicit drugs and irregular migrants. The Secretary recognized Mexico’s leadership in coordinating diplomatic efforts on Venezuela at the Organization of American States and in the Lima Group process.



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ECONOMIA BRASILEIRA / BRAZIL ECONOMICS



INDÚSTRIA



IBGE. 05/06/2018. Em abril, produção industrial avança 0,8%

Em abril de 2018, a produção industrial nacional avançou 0,8% frente a março, na série com ajuste sazonal, após assinalar 0,1% em fevereiro e -0,1% em março. Na série sem ajuste sazonal, em relação a abril de 2017, a indústria cresceu 8,9%, sua 12ª taxa positiva consecutiva e a mais acentuada desde abril de 2013 (9,8%).

Abril 2018/Março 20180,8%
Abril 2018/Abril 2017
8,9%
Acumulado em 2018
4,5%
Acumulado em 12 meses
3,9%
Média móvel trimestral
0,3%

O setor industrial acumulou alta de 4,5% no ano e de 3,9% nos 12 meses. Este último indicador foi o mais elevado desde maio de 2011 (4,5%) e mantem trajetória ascendente desde junho de 2016 (-9,7%).

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Abril de 2018
Grandes Categorias EconômicasVariação (%)
Abril 2018/Março 2018*Abril 2018/Abril 2017Acumulado Janeiro-AbrilAcumulado nos Últimos 12 Meses
Bens de Capital1,423,214,010,1
Bens Intermediários1,04,72,42,5
Bens de Consumo0,414,86,55,3
  Duráveis2,836,221,617,7
  Semiduráveis e não Duráveis0,59,62,82,3
Indústria Geral0,88,94,53,9
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria   
*Série com ajuste sazonal    

De março para abril, 13 dos 26 ramos industriais avançaram

O avanço de 0,8% da indústria em abril teve predomínio de resultados positivos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 13 dos 26 ramos pesquisados. Entre os setores, as principais influências positivas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (5,2%) e de veículos automotores, reboques e carrocerias (4,7%), com o primeiro intensificando o crescimento de 0,8 verificado no mês anterior; e o segundo avançando pelo terceiro mês consecutivo e acumulando expansão de 8,7%.

Já entre os onze ramos que reduziram a produção em abril, os desempenhos mais importantes foram perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-7,3%), máquinas e equipamentos (-3,1%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,0%) e produtos de borracha e de material plástico (-2,0%), com todos revertendo os índices positivos de março: 6,0%, 2,4%, 4,1% e 0,3%, respectivamente.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março, bens de consumo duráveis, ao crescer 2,8%, mostrou o avanço mais acentuado em abril e o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 7,8%. Os setores produtores de bens de capital (1,4%), de bens intermediários (1,0%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,5%) também cresceram, com o primeiro avançando 5,3% nos últimos dois meses; o segundo interrompendo três meses consecutivos de queda, período em que recuou 3,6%; e o terceiro acumulando ganho de 1,1% em março e abril de 2018.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,3% no trimestre encerrado em abril de 2018 frente ao nível do mês anterior, após recuar 0,7% em março último, quando interrompeu a trajetória ascendente iniciada em maio de 2017.

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a março, bens de consumo duráveis (2,5%) e bens de capital (1,5%) apontaram os resultados positivos nesse mês, com o primeiro permanecendo com a trajetória predominantemente ascendente iniciada em outubro de 2016; e o segundo prosseguindo em alta desde fevereiro de 2017. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (0,0%) assinalou variação nula pelo segundo mês seguido, após acumular expansão de 2,0% entre dezembro de 2017 e fevereiro de 2018. O segmento de bens intermediários (-0,2%) apontou a única redução em abril de 2018 e manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro último.

Na comparação com abril de 2017, a indústria cresceu 8,9% em abril de 2018, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 62 dos 79 grupos e 67,3% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que abril de 2018 (21 dias) teve três dias úteis a mais do que igual mês do ano anterior (18). Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (40,6%) e produtos alimentícios (12,0%) exerceram as maiores influências positivas na formação da média da indústria.

Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (32,8%), de máquinas e equipamentos (9,6%), de metalurgia (7,4%), de bebidas (11,6%), de produtos de borracha e de material plástico (8,6%), de produtos de metal (9,5%), de celulose, papel e produtos de papel (5,2%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,9%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (8,6%), de outros equipamentos de transporte (15,0%), de produtos de madeira (12,5%), de móveis (13,5%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (5,6%), de outros produtos químicos (2,6%), de produtos de minerais não-metálicos (3,7%) e de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (7,2%). Por outro lado, ainda na comparação com abril de 2017, as atividades de produtos do fumo (-5,6%) e de impressão e reprodução de gravações (-1,3%) apontaram as duas únicas taxas negativas.

Ainda em relação a abril de 2017, bens de consumo duráveis (36,2%) e bens de capital (23,2%) assinalaram os avanços mais acentuados entre as grandes categorias econômicas. Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (9,6%) e de bens intermediários (4,7%) também mostraram taxas positivas nesse mês, com o primeiro crescendo acima da média nacional (8,9%) e o segundo apontando a expansão mais moderada.

O segmento de bens de consumo duráveis cresceu 36,2% em abril de 2018 frente a igual período de 2017, 18ª taxa positiva consecutiva nessa comparação e a mais elevada desde dezembro de 2009 (82,7%). Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pelo crescimento na fabricação de automóveis (44,6%) e de eletrodomésticos da “linha marrom” (48,3%). Vale citar também as expansões de motocicletas (35,6%), de eletrodomésticos da “linha branca” (6,7%), de móveis (10,6%) e de outros eletrodomésticos (18,9%).

O setor de bens de capital cresceu 23,2% em relação a abril de 2017, sua 12ª alta consecutiva nessa comparação e a mais acentuada desde setembro de 2013 (24,1%). Em abril, o segmento foi influenciado pelo avanço em bens de capital para equipamentos de transporte (37,9%). As demais taxas positivas foram em bens de capital de uso misto (34,6%), para construção (44,6%), para fins industriais (3,3%), agrícolas (10,9%) e para energia elétrica (11,5%).

Ainda em relação a abril de 2017, o segmento de bens de consumo semi e não-duráveis, ao crescer 9,6% em abril de 2018, reverteu a queda de março último (-1,5%), quando interrompeu cinco meses de alta. O resultado de abril de 2018 foi o mais alto desde abril de 2013 (9,9%). Esse desempenho foi explicado pela expansão observada no grupamento de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (12,0%). Vale citar também os resultados positivos assinalados pelos grupamentos de não-duráveis (7,5%), de semiduráveis (7,8%) e de carburantes (7,4%).

A produção de bens intermediários apontou expansão de 4,7% no índice mensal de abril de 2018, revertendo, dessa forma, a taxa negativa verificada em março último (-0,5%), quando interrompeu dez meses de taxas positivas consecutivas nesse tipo de comparação. Vale destacar que o resultado de abril de 2018 foi o mais elevado desde abril de 2013 (6,8%).

O crescimento observado nesse mês foi explicado, principalmente, pelos avanços nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (27,0%), de produtos alimentícios (13,4%), de metalurgia (7,4%), de produtos de metal (10,3%), de produtos de borracha e de material plástico (8,4%), de celulose, papel e produtos de papel (6,4%), de outros produtos químicos (2,6%), de produtos de minerais não-metálicos (3,6%), de máquinas e equipamentos (4,0%) e de indústrias extrativas (0,1%), enquanto as pressões negativas foram registradas por coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,4%) e produtos têxteis (-0,4%).

No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial subiu 4,5%, com resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, 18 dos 26 ramos, 59 dos 79 grupos e 59,4% dos 805 produtos pesquisados. Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (25,2%) exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria.

Outras contribuições positivas relevantes vieram de produtos alimentícios (4,8%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (27,6%), de metalurgia (8,0%), de máquinas e equipamentos (7,7%), de celulose, papel e produtos de papel (7,1%), de produtos de borracha e de material plástico (5,7%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7,3%), de bebidas (4,5%), de produtos de madeira (10,1%), de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (7,8%) e de móveis (10,0%). Por outro lado, entre as oito atividades em queda, as principais influências vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,2%) e indústrias extrativas (-2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, no ano, houve maior dinamismo em bens de consumo duráveis (21,6%) e bens de capital (14,0%), impulsionadas pela alta na fabricação de automóveis (21,6%) e eletrodomésticos (27,4%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (25,4%), para construção (53,2%) e de uso misto (21,6%), na segunda. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (2,8%) e de bens intermediários (2,4%) também assinalaram taxas positivas no índice acumulado no ano, mas com avanços abaixo da média nacional (4,5%).

Em bases quadrimestrais, o setor industrial, ao avançar 4,5% no primeiro quadrimestre de 2018, manteve o comportamento positivo registrado nos dois últimos quadrimestres de 2017: janeiro-abril (-0,2%), maio-agosto (3,1%) e setembro-dezembro (4,3%), todas as comparações contra igual período do ano anterior. Esse ganho de ritmo também foi observado em três das quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de capital (de 10,0% para 14,0%) e bens de consumo duráveis (de 17,7% para 21,6%), impulsionadas, em grande parte, pelos avanços na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (de 17,3% para 25,4%), na primeira; e de eletrodomésticos da “linha marrom” (de 13,1% para 47,3%), na segunda. O setor produtor de bens de consumo semi e não-duráveis (de 2,0% para 2,8%) também cresceu entre os dois períodos, enquanto o segmento de bens intermediários (de 3,4% para 2,4%) foi o único que desacelerou.

Álcool contribui para crescimento da indústria em abril

Após dois meses de estabilidade, a indústria nacional cresceu 0,8% em abril em comparação com março, maior expansão desde dezembro de 2017, quando foi registrado 2,9%. O resultado foi influenciado principalmente pelo setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que frente ao mês anterior, apresentou alta de 5,2% na produção.

“O avanço no setor se deve principalmente à maior produção de álcool (biocombustível) no mês de abril, resultante da safra de cana-de-açúcar iniciada em meados de março. Tanto que da mesma forma, também percebemos crescimento no setor alimentício, puxado pelo açúcar”, explica o gerente da pesquisa, André Macedo.

#PraCegoVer Gráfico da variação industrial comparando mês com o mês anterior

Ainda no confronto com março, também contribuíram positivamente os seguintes setores: automotivo (4,7%), de alimentos (1,4%), de outros equipamentos de transporte (14%) e de produtos farmacêuticos (4,5%). Os recuos mais influentes, porém, foram observados em: perfumaria; máquinas e equipamentos; e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos, com quedas de, respectivamente, 7,3%, 3,1% e 4%.

Já frente a abril de 2017, o avanço na indústria foi de 8,9%, motivado, principalmente, pelos crescimentos de 40,6% no setor automotivo e de 32,8% em equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos. Nessa comparação, apenas fumo e impressão e reprodução de gravações recuaram, com taxas de -5,6% e -1,3%, respectivamente.

Com o resultado, a indústria acumulou crescimentos de 4,5% em 2018 e 3,9% nos últimos 12 meses. “Em abril, percebe-se uma melhora no comportamento da indústria em relação ao primeiro trimestre de 2018, mas o resultado ainda é insuficiente para recuperar a queda de 2,1% registrada em janeiro”, pondera André Macedo.

Repórter: João Neto
Imagem: Marcusbcarmo-GRAMBIO
Arte: Helena Pontes

DOCUMENTO: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/21344-em-abril-producao-industrial-avanca-0-8.html



SERVIÇOS



IHS Markit. REUTERS. 5 DE JUNHO DE 2018. Setor de serviços do Brasil tem contração em maio pela 1ª vez no ano, mostra PMI
Por Camila Moreira

SÃO PAULO (Reuters) - A demanda fraca, a inadimplência e condições difíceis de mercado levaram a atividade de serviços do Brasil a contrair em maio pela primeira vez neste ano, afetando o setor privado como um todo no segundo trimestre, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) divulgada nesta terça-feira.

O PMI de serviços do Brasil apurado pelo IHS Markit recuou a 49,5 em maio, abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e na qual havia ficado em abril.

Esse declínio, somado à desaceleração do crescimento da indústria, levou a uma contração da produção do setor privado, como mostrado pela queda do PMI Composto em maio a 49,7, de 50,6 em abril.

“A demanda fraca e as pressões inflacionárias fortes inverteram a economia brasileira na metade do segundo trimestre”, destacou a economista do IHS Markit Pollyanna De Lima, alertando que a greve dos caminhoneiros encerrada na semana passada pode ter ainda travado a atividade.

“Com a greve dos caminhoneiros impactando a oferta de combustível além de alimentos, transporte, saúde e escolas, não devemos ver uma recuperação nas condições econômicas no futuro próximo”, completou.

No trimestre passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 0,4 por cento sobre o período anterior, mas o movimento deve ter sido abalado nos meses seguidos pela greve dos caminhoneiros.

Assim, as contas sobre o comportamento a economia deste ano estão sendo reduzidas para em torno de 2 por cento, sobre cerca de 3 por cento esperados até pouco tempo atrás, e há quem fique ainda mais abaixo.

De acordo com o IHS Markit, o volume de produção diminuiu em três dos cinco subsetores de serviços monitorados, com o crescimento dos novos pedidos registrando o nível mais fraco desde janeiro devido às incertezas de mercado.

Entretanto, a demanda frágil e as contínuas tentativas de redução de custos provocaram novo corte de empregos no setor de serviços, nas categorias de Transportes e Armazenamento, Serviços ao Consumidor e Serviços Imobiliários e Empresariais.

Os empresários citaram custos mais altos em maio de combustíveis e com isso a inflação de insumos atingiu o nível mais forte desde fevereiro. Ainda assim, as empresas ofereceram descontos dado o ambiente competitivo, com os preços de venda diminuindo pela primeira vez desde outubro de 2017, ainda que marginalmente.

Diante desse cenário, o nível de otimismo entre os empresários de serviços chegou ao nível mais baixo em 26 meses. As preocupações com a depreciação do real e os problemas internos superam os planos de reestruturação, tentativas de marketing e projetos em fase de preparação, de acordo com a pesquisa.

“O setor (de serviços) falhou em ganhar tração desde a sólida melhora vista em fevereiro, com o índice que mede a atividade sinalizando perda de força em cada mês desde então”, completou Pollyanna.



INFLAÇÃO



USP. FIPE. PORTAL G1. 05/06/2018. Inflação em SP acelera para 0,19% em maio, pressionada por alimentos e transportes após greve. Em abril, IPC tinha registrado deflação de 0,03%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-Fipe) de São Paulo encerrou maio com alta de 0,19%, após variação negativa de 0,03% em abril, sob a pressão da alta dos alimentos e dos transportes num final de mês marcado pela greve dos caminhoneiros.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta terça-feira (5) que os preços do grupo Alimentação avançaram 0,62 por cento e foram o que mais pesaram, com impacto de 0,1508 ponto percentual, após recuo de 0,10% em abril.

Já Transportes registraram alta de 0,59% em maio após avanço de 0,05% no mês anterior.

O final do mês de maio foi marcado pela greve dos caminhoneiros, encerrada na semana passada após mais de 10 dias de manifestações em estradas que provocaram escassez de alimentos, combustíveis e outros produtos, afetando os preços.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Das sete classes de despesa que compõem o indicador, quatro mostraram aceleração da alta de preços ou deflação menor em relação à leitura da semana imediatamente anterior.São elas: Alimentação (0,07% para 0,62%), Transportes (0,19% para 0,59%), Despesas Pessoais (0,19% para 0,32%) e Vestuário (-0,11% para -0,10%).

As demais tiveram inflação menor ou maior queda de preços: Habitação (-0,30% para -0,35%), Saúde (0,60% para 0,49%) e Educação (0,06% para 0,05%).

* Com Reuters e Valor Online

CNC. PORTAL G1. 05/06/2018. Percentual de famílias endividadas cai, puxado pela cautela no consumo. Houve queda na proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso e nas que declararam não ter condições de pagar seus débitos.

O percentual de famílias com dívidas alcançou 59,1% em maio, representando queda em relação a abril, quando o percentual foi de 60,2%. Houve redução também em relação a maio de 2017, quando o indicador alcançou 60,7% do total de famílias.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A proporção das famílias com dívidas ou contas em atraso diminuiu, passando de 25% para 24,2% do total. Na comparação anual, houve redução de 1,3 ponto percentual.

A proporção de famílias que declararam não ter condições de pagar as suas contas ou dívidas em atraso e que, portanto, permaneceriam inadimplentes, passou de 10,3% em abril para 9,9% em maio, apresentando queda também em relação aos 10,1% verificados no mesmo período do ano passado.

O cartão de crédito continua sendo o principal tipo de dívida, apontado por 75,7% das famílias entrevistadas. Em seguida, vêm os carnês (16,3%) e, em terceiro lugar, o financiamento de carro (11,1%).

“A redução do endividamento observada nos últimos meses reflete um ritmo menor de recuperação do consumo das famílias e uma maior cautela na contratação de novos empréstimos e financiamentos”, analisa Marianne Hanson, economista da CNC.

Nível de endividamento

A proporção das famílias que se declararam muito endividadas diminuiu em relação a abril, passando de 14,2% para 13,4% do total de entrevistadas. Na comparação anual, também houve queda de 0,9 ponto percentual. O resultado de maio de 2018 é o menor patamar desde novembro de 2015.

Prazo de endividamento

O tempo médio de atraso para o pagamento de dívidas foi de 64,4 dias em maio de 2018, acima dos 62,6 no mesmo período do ano passado. Em média, o comprometimento com as dívidas foi de 7,1 meses, sendo que 32,5% das famílias possuem dívidas por mais de um ano. Entre aquelas endividadas, 19,5% afirmam ter mais da metade da sua renda mensal comprometida com o pagamento de dívidas.



MERCADO DE CÂMBIO



BACEN. PORTAL G1. REUTERS. 05/06/2018. Dólar opera em alta e bate R$ 3,79, com exterior e cena local. Na véspera, a moeda norte-americana caiu 0,58%, vendida a R$ 3,7434.

O dólar opera em alta nesta terça-feira (5), chegando a bater R$ 3,79 e renovando máximas desde março de 2016, influenciado pelo movimento da divisa norte-americana no exterior e pelo cenário político local, a poucos meses das eleições presidenciais, segundo a Reuters.

Por volta de 11h40, a moeda norte-americana subia 1,44%, vendida a R$ 3,7972, após chegar a R$ 3,7991 na máxima da sessão até o momento. Já o dólar turismo era negociado a R$ 3,95. Veja mais cotações.

Na véspera, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,58%, vendida a R$ 3,7434. Já o dólar turismo foi vendido perto de R$ 3,90.

Cenário local

A sessão repercute pesquisas eleitorais, preocupado com a disputa entre candidatos de esquerda e candidatos pró-mercado. Os investidores mostravam cautela também com os desdobramentos da greve dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento do país nas últimas semanas. O governo acabou cedendo na maioria das reivindicações da categoria para baixar os preços do diesel, gerando uma conta bilionária que impactará os cofres públicos, prejudicando o ajuste fiscal.

Agora, o governo trabalha para mudar a periodicidade dos reajustes de preços de gasolina sem mudar a política de preços da Petrobras.

No exterior, o dólar operava com leve alta ante uma cesta de moedas, mas exibia forte avanço ante divisas emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

Dados fortes de emprego dos Estados Unidos divulgados recentemente reavivaram as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, pode aumentar a taxa de juros mais três vezes este ano. As expectativas do mercado, por enquanto, são de mais dois aumentos até dezembro.

Juros elevados têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro.

Variação do dólar em 2018
Diferença entre o dólar turismo e o comercial, considerando valor de fechamento
em R$dólar comercialdólar turismo (sem IOF)12/125/111/117/123/129/12/28/216/222/228/26/312/316/322/328/34/410/416/420/426/43/59/515/521/525/501/0633,23,43,63,84

20/3
 dólar comercial: 3,3079
Fonte: Valor PRO

Atuação do Banco Central

O Banco Central brasileiro fez nesta sessão leilão de novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e vendeu a oferta integral de até 15 mil contratos, totalizando US$ 2,25 bilhões neste mês.

O BC também realiza leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total de US$ 8,762 bilhões que vence em julho.

* Com Reuters

BACEN. REUTERS. 5 DE JUNHO DE 2018. Dólar sobe e ronda R$3,77 com exterior e cena local
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar operava em alta e rondava o patamar de 3,77 reais nesta terça-feira, influenciado pelo movimento da divisa norte-americana no exterior e pelo cenário político local, a poucos meses das eleições presidenciais.

Às 10:21, o dólar avançava 0,65 por cento, a 3,7677 reais na venda, depois ir a 3,7786 reais na máxima do dia, maior nível intradia desde março de 2016. O dólar futuro tinha alta de cerca de 0,60 por cento.

“Extremos seguem fortes”, trouxe a corretora Guide em relatório ao citar pesquisa de intenção de votos para a Presidência da República divulgada nesta manhã.

O levantamento do DataPoder360 mostrou que o candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) estava na segunda posição, atrás de Jair Bolsonaro (PSL), com Geraldo Alckmin (PSDB), visto pelo mercado como candidato com perfil reformista, sem decolar.

Além disso, a pesquisa mostrou o ex-prefeito de São Paulo João Doria, também do PSDB, como um dos possíveis candidatos, mas também sem força.

“A questão é que o candidato de esquerda tem se mostrado mais competitivo do que um candidato pró-mercado”, afirmou o gestor de derivativos de uma corretora local.

Os investidores ainda continuavam cautelosos com os desdobramentos da greve dos caminhoneiros, que afetou o abastecimento do país nas últimas semanas. O governo acabou cedendo na maioria das reivindicações da categoria para baixar os preços do diesel, gerando uma conta bilionária que impactará os cofres públicos, prejudicando o ajuste fiscal.

Agora, o governo trabalha para mudar a periodicidade dos reajustes de preços de gasolina sem mudar a política de preços da Petrobras.

No exterior, o dólar operava com leve alta ante uma cesta de moedas, mas exibia forte avanço ante divisas emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano.

Dados fortes de emprego dos Estados Unidos divulgados recentemente reavivaram as apostas de que o Federal Reserve, banco central do país, pode aumentar a taxa de juros mais três vezes este ano. As expectativas do mercado, por enquanto, são de mais dois aumentos até dezembro.

Juros elevados têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outros mercados, como o brasileiro.

O Banco Central brasileiro fez nesta sessão leilão de novos swaps cambiais tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, e vendeu a oferta integral de até 15 mil contratos, totalizando 2,25 bilhões de dólares neste mês.

O BC também realiza leilão de até 8.800 swaps para rolagem do vencimento de julho. Se mantiver esse volume até o final do mês, rolará integralmente o total de 8,762 bilhões de dólares que vence em julho.



MERCADO DE AÇÕES



BOVESPA. PORTAL G1. REUTERS. 05/06/2018. Bovespa recua com exterior misto e política no radar. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,76%, a 78.596 pontos.

O principal índice de ações da B3 caía na manhã desta terça-feira (5), em meio a um quadro sem viés definido no exterior, enquanto a cena política doméstica ainda alimenta incertezas em relação ao desfecho das eleições em outubro, destaca a Reutes.

Às 10h23, o Ibovespa caía 0,34%, a 78.330 pontos.

Na véspera, o índice fechou em alta de 1,76%, a 78.596 pontos, ajudado pelo viés positivo no mercado externo e pela recuperação das ações da Petrobras, após a indicação de Ivan Monteiro para a presidência da empresa em substituição a Pedro Parente, e com o mercado de olho em possíveis mudanças na política de preços da estatal.

Ibovespa em 2018
Pontuação de fechamento
28/125/111/117/123/130/105/0209/0219/0223/21/37/313/319/323/329/35/411/417/423/427/044/0510/516/522/0528/504/0672,5k75k77,5k80k82,5k85k87,5k90k

22/02
 : 86.686
Fonte: B3

BOVESPA. REUTERS. 5 DE JUNHO DE 2018. Bovespa ensaia melhora com setor de mineração e siderurgia, mas política mantém cautela

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice de ações da B3 ensaiava uma melhora na manhã desta terça-feira, apoiado no avanço de ações de mineradoras e siderúrgicas, embora o cenário político doméstico ainda alimente incertezas em relação ao desfecho das eleições em outubro.

Às 11:07, o Ibovespa subia 0,08 por cento, a 78.657 pontos. O volume financeiro somava 1,9 bilhão de reais.

No exterior, o índice MSCI de ações de mercados emergentes tinha variação positiva de 0,01 por cento, enquanto os preços do petróleo recuavam e o dólar tinha leve alta ante uma cesta de moedas.

Ainda no exterior, o tom positivo prevalecia nos pregões Europeus, enquanto Wall Street abriu com leves variações dos seus principais índices acionários.

Do cenário doméstico, agentes financeiros repercutiam nova pesquisa eleitoral, com os pré-candidatos com viés de situação e considerados reformistas pelo mercado mostrando desempenho fraco, enquanto nomes de oposição, vistos como ‘mais arriscados’ ganhando espaço na preferência dos eleitores.

De acordo com pesquisa DataPoder360, o pré-candidato do PSL à Presidência, deputado Jair Bolsonaro (RJ), lidera a disputa presidencial com apoio que varia de 21 a 25 por cento dependendo do cenário, tendo como rival mais próximo o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) com 12 por cento.

Os tucanos Geraldo Alckmin e João Doria tiveram empate técnico no levantamento, com 7 e 6 por cento, respectivamente.

DESTAQUES
  • GERDAU PN valorizava-se 3,4 por cento, em sessão de alta das siderúrgicas, tendo como pano de fundo relatório do Morgan Stanley elevando a classificação das ações para ‘overweight’, com preço-alvo de 19 reais ante 18,3 reais anteriormente. O papel fechou a segunda-feira a 15,87 reais. CSN avançava 5,7 por cento e USIMINAS tinha alta de 2,76 por cento.
  • VALE subia 2 por cento, em meio à alta do preço do minério de ferro à vista na China.
  • SUZANO tinha elevação de 1,64 por cento, encontrando suporte no cenário positivo para aumento de preços de celulose. FIBRIA subia 0,87 por cento.
  • PETROBRAS PN e PETROBRAS ON subiam 0,34 e 0,10 por cento, revertendo a queda registrada mais cedo, no segundo dia consecutivo de ganhos, após ser confirmado Ivan Monteiro como novo presidente-executivo e presidente do conselho administrativo da companhia. Investidores seguem atentos ao noticiário sobre a política de preços da estatal.
  • ELETROBRAS PNB e ELETROBRAS ON recuavam 5,7 e 5,4 por cento, após decisão do Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região suspendendo o processo de privatização de distribuidoras de eletricidade da companhia que atuam no Norte e Nordeste.
  • MAGAZINE LUIZA recuava 3,41 por cento, em sessão negativa para o setor de consumo como um todo, tendo ainda no radar relatório do Credit Suisse cortando a recomendação das ações para ‘neutra’, embora os analistas sigam positivos sobre o desempenho da varejista.
Por Paula Arend Laier



MERCADO DE IMÓVEIS



USP. FIPE. ZAP IMÓVEIS. PORTAL G1. 05/06/2018. Preço médio de imóveis anunciados acumula queda de mais de 1% em 2018, diz FipeZap. Dado considera a inflação para o mesmo período; na passagem de abril para maio, valores ficaram praticamente estáveis.

O preço anunciado médio dos imóveis residenciais já caiu 1,31% em 2018. É o que aponta a pesquisa FipeZap, divulgada nesta terça-feira (4), em dado que considera a inflação. Segundo o levantamento em 20 locais diferentes, enquanto os valores recuaram 0,1%, a inflação no mesmo período foi de 1,23%.

Além do acumulado do ano, o levantamento monitora também o comportamento dos preços anunciados em 12 meses. Por essa base de comparação, a pesquisa também aponta queda de preços.

Preço médio anunciado - imóveis residenciais
em R$
em R$preçosjan/16fev/16mar/16abr/16mai/16jun/16jul/16ago/16set/16out/16nov/16dez/16jan/17fev/17mar/17abr/17mai/17jun/17jul/17ago/17set/17out/17nov/17dez/17jan/18fev/18mar/18abr/18mai/18752075407560758076007620

out/17
 preços: 7.551
Fonte: FipeZap

Em 1 ano, os valores anunciados por quem quer vender uma casa ou apartamento caiu 0,56% (enquanto a inflação no período foi de 2,75%, considerando a inflação esperada para o período de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPC-A).

Na passagem de maio para abril, os preços anunciados ficaram praticamente estáveis. Assim como no mês anterior, houve queda de 0,01%.

BOVESPA. REUTERS. 5 DE JUNHO DE 2018. IPC-Fipe acelera alta em maio a 0,19% pressionado por alimentos e transportes após greve

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo encerrou maio com alta de 0,19 por cento, após variação negativa de 0,03 por cento em abril, sob a pressão da alta dos alimentos e dos transportes num final de mês marcado pela greve dos caminhoneiros.

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou nesta terça-feira que os preços do grupo Alimentação avançaram 0,62 por cento e foram o que mais pesaram, com impacto de 0,1508 ponto percentual, após recuo de 0,10 por cento em abril.

Já Transportes registraram alta de 0,59 por cento em maio após avanço de 0,05 por cento no mês anterior, exercendo peso de 0,0865.

O final do mês de maio foi marcado pela greve dos caminhoneiros, encerrada na semana passada após mais de 10 dias de manifestações em estradas que provocaram escassez de alimentos, combustíveis e outros produtos, afetando os preços.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

Por Camila Moreira



INDÚSTRIA



CNI. 05/06/2018. Produtividade da indústria cai 0,9% no primeiro trimestre. Estudo da CNI avalia que retração é resultado do baixo ritmo de crescimento da atividade produtiva. Nos últimos dez anos, encerrados em 2017, o indicador subiu 8,2%


A lenta recuperação da atividade prejudicou a produtividade da indústria de transformação brasileira. No primeiro trimestre deste ano, a produtividade do trabalho no setor recuou 0,9% em relação ao quarto trimestre de 2017, interrompendo uma sequência de sete trimestres de alta. Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o indicador registra alta de 3,4%, informa o estudo Produtividade na Indústria divulgado nesta terça-feira (5), pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com o estudo, a produtividade no trabalho é resultado da divisão do volume produzido pela quantidade de horas trabalhadas na produção. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o último trimestre de 2017, as horas trabalhadas na produção cresceram 0,5%, mas o volume produzido caiu 0,4%, diz a CNI.

"A oscilação no ritmo de crescimento da demanda causa frustrações nas expectativas, com repercussões no ritmo da produção e, consequentemente, da produtividade no curto prazo. No entanto, no longo prazo, a expectativa é que a produtividade mantenha-se em crescimento", afirma o estudo.

Em 2017, a produtividade do trabalho aumentou 4,4%. Nos últimos dez anos, encerrados em 2017, o indicador subiu 8,2%. Na avaliação do gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca, as forças que elevaram a produtividade em 2016 e 2017 – medo do empresário de sair do negócio e dos trabalhadores de perder o emprego – continuam em ação.

Produtividade na Indústria. Produtividade cai no início do ano

A produtividade do trabalho na indústria de transformação brasileira caiu 0,9% no primeiro trimestre de 2018, em relação ao quarto trimestre de 2017. As horas trabalhadas na produção cresceram 0,5%, mas o volume produzido caiu 0,4%. A queda não permite afirmar que a tendência de alta do indicador, observada desde o segundo trimestre de 2016, foi revertida.


Produtividade na Indústria: https://bucket-gw-cni-static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/fb/4d/fb4da4e4-f09d-447b-901c-53e329cd1769/produtividade_na_industria_janeiro-marco_2018.pdf

CNI. 04/06/2018. Faturamento da indústria cresce 1,5% e confirma retomada da atividade no setor. Indicadores Industriais da CNI mostram que o mercado de trabalho também está se ajustando. Emprego, massa real de salários e rendimento médio do trabalhador fecham o primeiro quadrimestre em alta


O faturamento da indústria aumentou 1,5% em abril na comparação com março, na série livre de influências sazonais. Com isso, o indicador registra um crescimento de 6,9% no primeiro quadrimestre do ano frente ao mesmo período de 2017. "O resultado confirma a tendência de alta do faturamento industrial", afirmam os Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a pesquisa, os dados de abril confirmam a retomada em ritmo lento da atividade. Depois de duas quedas consecutivas, as horas trabalhadas na produção aumentaram 2,2% em abril frente a março, na série dessazonalizada, e fecharam o primeiro trimestre com expansão de 1,6% em relação ao mesmo período de 2017.

A utilização da capacidade instalada ficou praticamente estável em 78%, com leve recuo de 0,1 ponto percentual em abril na comparação com março, na série com ajuste sazonal. Conforme a CNI, a utilização média da capacidade instalada no primeiro quadrimestre é 1,2 ponto percentual superior à do mesmo período de 2017.

O mercado de trabalho também está se recuperando lentamente. O emprego na indústria cresceu 0,1% em abril na comparação com março, na série dessazonalizada. Foi o oitavo mês consecutivo de crescimento do emprego, que registra uma expansão de 0,7% no primeiro quadrimestre na comparação com o mesmo período de 2017. A massa real de salários caiu 0,4% e o rendimento médio real dos trabalhadores também diminuiu 0,4% em abril frente a março, na série dessazonalizada. Entretanto, na comparação do primeiro quadrimestre com o mesmo período de 2017, a massa real de salários aumentou 1,8% e o rendimento médio real do trabalhador subiu 1,1%.

Indicadores Industriais. Indústria mostra fôlego em abril

Os Indicadores Industriais de abril indicam que a indústria retomou sua recuperação, embora esse processo seja lento e ainda esteja longe de ser concluído. Após os ajustes sazonais, a maior parte dos indicadores de atividade industrial mostra alta na passagem de março para abril.


Indicadores Industriais: https://bucket-gw-cni-static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/a6/3c/a63c3c2e-1fcf-4628-9a6c-68dba384554f/indicadoresindustriais_abril2018.pdf



ENERGIA



VOTORANTIM. CPPIB. REUTERS. 4 DE JUNHO DE 2018. ENTREVISTA-Votorantim e canadenses miram expansão em energia limpa no Brasil com aquisições
Por Marcelo Teixeira

SÃO PAULO (Reuters) - Uma joint venture entre um dos maiores conglomerados brasileiros e um fundo de previdência canadense que está entre os 10 maiores do mundo planeja se tornar uma grande e relevante geradora de energia renovável no Brasil, principalmente por meio de aquisições.

A Votorantim Energia e o Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) concluíram na semana passada um acordo para formar uma joint venture 50/50 que irá investir em energia renovável no Brasil em busca de um crescimento agressivo no setor, disse o presidente da empresa do grupo Votorantim, Fabio Zanfelice, em entrevista à Reuters nesta segunda-feira.

O negócio havia sido originalmente anunciado pelas empresas em dezembro do ano passado.

“Nós temos grandes ambições, e se você olhar para o tamanho dos sócios, nós queremos construir uma empresa de presença, de relevância neste mercado”, afirmou o executivo.

Entre as oportunidades que a joint venture poderá avaliar estão ativos que devem ser colocados à venda pela estatal Eletrobras, segundo ele.

Por enquanto, a empresa administra dois grandes parques eólicos no Nordeste, com uma capacidade combinada de geração de 565 megawatts.

Zanfelice disse que a companhia avalia várias oportunidades de expansão no setor de renováveis, onde diversas empresas com dificuldades financeiras têm buscado vender ativos após o Brasil passar por sua pior recessão.

“Os dois sócios têm o desejo e o capital para crescer. Nós não estamos estabelecendo alvos, estamos procurando bons negócios para entregar bons retornos para os acionistas”, disse Zanfelice.

O conglomerado Votorantim já é um grande gerador de energia no Brasil, com uma capacidade instalada de cerca de 2,2 gigawatts. A empresa focava até recentemente em gerar energia para fornecer às suas subsidiárias, como a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA).

Mas a decisão de entrar o mercado de energia brasileiro de uma maneira mais ampla, buscando contratos regulados de longo prazo, é mais recente, segundo Zanfelice.

Ele disse que a atual instabilidade política e financeira do Brasil não é um impedimento para o investimento canadense, acrescentando que contratos no setor de energia do país são sólidos, com retornos fixos.

Os parques eólicos administrados pela joint venture, por exemplo, têm contratos de fornecimento por 20 anos.

A joint venture também vê potencial no Brasil para os chamados parques híbridos, que combinarão no mesmo local capacidade eólica, solar e, no futuro próximo, de armazenamento, através de baterias.

“Adicionar painéis solares nos parques eólicos complementaria a produção, e as baterias estabilizariam a geração”, disse o executivo. A solução também ofereceria ganhos de sinergia, já que as estruturas usariam um sistema único de transmissão de energia.

Esse modelo, no entanto, ainda depende de aprovações pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), segundo o executivo, que avalia que uma evolução regulatória nesse sentido não deve demorar.

VOTORANTIM. CPPIB. REUTERS. JUNE 4, 2018. Brazil-Canada JV to grow through acquisitions in renewable power
By Marcelo Teixeira

SAO PAULO (Reuters) - A joint venture formalized last week by one of Brazil’s largest conglomerates and a Canadian retirement fund plans to become a major renewable power generator in Brazil, mostly through acquisitions.

Brazil’s Votorantim Energia, controlled by privately-held Votorantim SA, and the Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB) last week closed a deal to form a 50-50 venture to invest in renewable energy in Brazil.

Among the opportunities the JV is looking at are subsidiaries that Brazil’s state-controlled power company Centrais Elétricas Brasileiras SA (ELET6.SA) plans to sell, Votorantim Energia Chief Executive Fabio Zanfelice told Reuters on Monday.

“We have high ambition, and if you look at the size of the partners, we want to build a company of presence, of relevance in this market,” Zanfelice said.

The venture manages two large wind parks in northeastern Brazil with combined generation capacity of 565 megawatts. It is looking at expansion opportunities in a sector where there have been several deals as indebted local companies sell projects to new investors after Brazil’s deepest depression.

“Both partners have the desire and the capital to grow. We are not setting targets, we are looking for good deals that deliver good returns for shareholders,” he said.

The Votorantim conglomerate is already a large power generator in Brazil, with around 2.2 gigawatts of installed capacity. But it had until recently only focused on generating energy to supply its subsidiaries such as the Companhia Brasileira de Aluminio (CBA).

The decision to enter the broader Brazilian power market, building a portfolio of power plants to compete for long-term contracts in the regulated market, is recent.

Centrais Eletricas Brasileiras SA
17.42
ELET6.SASAO PAULO STOCK EXCHANGE
-1.48(-7.83%)
ELET6.SA
ELET6.SA
ELET6.SA

Zanfelice said current political and financial instability in Brazil is not a deterrent for Canadian investment, adding that contracts in the country’s power sector are solid, with fixed returns. Both the wind parks under management have 20-year supply contracts.

The joint-venture sees a future in Brazil for the so-called hybrid parks, which will combine in the same location wind, solar and, in the near future, storage capacity through batteries.

“Adding solar panels in the wind parks would complement production, and the batteries would stabilize the generation,” he said.

Reporting by Marcelo Teixeira; Editing by Susan Thomas



INVESTIMENTOS



IFF. PORTAL G1. REUTERS. 05/06/2018. Investidores estrangeiros se desfazem de US$ 12,3 bi em ativos de mercados emergentes em maio. No acumulado do ano, os fluxos de carteira ainda são positivos em cerca de US$ 46 bilhões, mas tiveram forte desaceleração na comparação anual, segundo IFF. Na Argentina, que entrou em uma nova crise, a entrada líquida de capital estrangeiro ficou negativa em maio.

Fortes vendas em mercados emergentes no mês passado fez com que estrangeiros se desfizessem de US$ 12,3 bilhões em bônus e ações, mostraram números divulgados pelo Instituto para Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) nesta terça-feira (5).

As saídas foram divididas igualmente entre títulos e ações, enquanto que, regionalmente, as maiores movimentações foram de US$ 8 bilhões na Ásia e de US$ 4,7 bilhões na África e no Oriente Médio juntos.

Também houve vendas no final de abril, tornando-se a segunda mais longa liquidação para os mercados emergentes nos registros do IIF. A mais longa aconteceu após a eleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em novembro de 2016.

"Uma combinação de fatores parece estar em ação: tensões domésticas idiossincráticas, como pressões de financiamento na Argentina e Turquia, a greve dos caminhoneiros no Brasil, renovadas ameaças tarifárias e ações retaliatórias dos EUA, e a incerteza política na Itália e na Espanha", destaca o instituto.

Em um cenário de maiores custos globais de empréstimos e um dólar mais forte, também há evidências de que a queda do sentimento está afetando uma gama maior de países emergentes.

No acumulado do ano, os fluxos de carteira ainda são positivos em cerca de US$ 46 bilhões, mas isso representa uma forte desaceleração em relação aos US$ 134 bilhões registrados durante o mesmo período de 2017.

Uma medida mais ampla do sentimento do investidor estrangeiro, que inclui investimento de capital em propriedades, fábricas ou outros ativos, é mais encorajadora para os investidores de mercados emergentes.

Esse tipo de dado vem com um longo intervalo de tempo, mas o fluxo líquido estimado do IIF para os mercados emergentes é de US$ 32 bilhões em abril, bem acima dos ingressos médios de US$ 7 bilhões por mês em 2017.

Também traz entradas líquidas de capital para US$ 110 bilhões nos primeiros quatro meses de 2018, contra US$ 37 bilhões no mesmo período de 2017.


Os fluxos líquidos para a Turquia foram de US$ 10 bilhões em abril e no México ficaram em cerca de US$ 8 bilhões, os mais altos desde janeiro de 2015.

Os fluxos para o Brasil ficaram nulos, enquanto os da Argentina e da Índia se tornaram negativos pela primeira vez desde maio de 2017 e fevereiro de 2016, respectivamente.



OCDE



OCDE. PORTAL G1. BBC. 05/06/2018. Por que o Brasil ainda não conseguiu entrar na OCDE, o clube dos países ricos. Há um ano, Brasil solicitou adesão à organização de 37 países, esperando que pedido fosse aprovado em questão de poucos meses; Trump quer prioridade a Argentina.

O Brasil solicitou adesão à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) há um ano e, na época, a expectativa era de que o pedido de candidatura fosse aprovado rapidamente. O país é "parceiro-chave" da organização, conhecida como "clube dos ricos", desde 2007.

Mas desde então, os trâmites empacaram por falta de acordo entre os países membros. Um dos principais empecilhos seria a posição do governo americano, que reluta em permitir a entrada simultânea de vários novos postulantes e quer que a Argentina tenha preferência.

Uma nova oportunidade de avanço na questão foi perdida na semana passada: a reunião ministerial anual, o evento mais importante da OCDE, que não tomou decisão sobre o assunto.

Atualmente, além do Brasil, cinco países aguardam uma decisão sobre pedidos de adesão à OCDE: Argentina, Peru, Croácia, Bulgária e Romênia. O Brasil foi o último a solicitar o ingresso.

Os Estados Unidos não concordariam com a entrada de seis novos membros ao mesmo tempo, alegando que a análise de vários pedidos simultâneos atrapalharia o funcionamento da organização.

O presidente americano, Donald Trump, manifestou apoio à candidatura da Argentina, que solicitou o ingresso um ano antes do Brasil, e defenderia que a nova rodada de ampliação da organização começasse por esse país.

"Há diferentes visões de como se deve proceder. Há uma visão dos Estados Unidos, de que seis (países) ao mesmo tempo é muito. Outros países acham que os seis pedidos deveriam começar juntos", disse à BBC Brasil Carlos Márcio Cozendey, embaixador brasileiro na OCDE. "Muitos países têm nos apoiado, mas ainda não há uma decisão (sobre o Brasil)."

Uma decisão americana sobre o apoio à adesão do Brasil poderia vir só após a eleição presidencial brasileira. A missão dos Estados Unidos na OCDE não respondeu às perguntas da BBC Brasil até o fechamento desta reportagem.

'Calendário de adesão'

No encontro anual, que reuniu ministros e líderes dos países membros, entre quarta e quinta-feira da última semana, em Paris, havia a expectativa de que fosse aprovado um "calendário" estabelecendo uma ordem de análise dos pedidos de candidatura, que muito provavelmente começaria pela Argentina.

Aguardava-se a criação de um prazo para lançar oficialmente as seis candidaturas - ou pelo menos para alguns iniciarem o processo de adesão, deixando os outros de lado para serem discutidos no futuro.

Porém, não houve decisão alguma. No encontro final de autoridades dos países membros, um café da manhã na quinta-feira, o assunto teria sido comentado superficialmente em razão da falta de acordo.

Além disso, a reunião ministerial acabou sendo dominada pela decisão do governo dos Estados Unidos de sobretaxar o aço e alumínio da União Europeia, do México e Canadá, anunciada em Paris pelo secretário americano do Comércio, Wilbur Ross, que participou do evento da OCDE.

Na véspera do último encontro de autoridades, o secretário-geral da OCDE, José Gurría, disse à BBC Brasil que estavam sendo discutidas "diversas possibilidades" sobre os pedidos de candidatura. Disse ainda que esperava "iniciar um processo nos próximos dias" para o Brasil, ressaltando que isso dependia dos países membros, ou seja, de avanços na reunião, o que não ocorreu.

O secretário-geral da OCDE é um árduo defensor do ingresso do Brasil na organização. Há um ano, ele havia estimado que a candidatura do Brasil não deveria ter problemas para ser aprovada e chegou a indicar que uma decisão seria tomada em 12 de julho de 2017, ou seja, pouco mais de um mês após o pedido do governo brasileiro.

A partir da aprovação da candidatura, são lançadas as negociações para o ingresso, com um "mapa da estrada" que aponta o que país precisa fazer para corresponder às regras da organização, processo que geralmente leva três anos.

Gurría havia estimado no ano passado que a análise do pedido de adesão do Brasil seria rápida, em razão da longa cooperação entre o país e a OCDE, iniciada nos anos 90 e reforçada em 2007, quando o Brasil ganhou o status de "parceiro-chave" da organização.

O peso econômico do Brasil na América Latina também seria um fator que poderia acelerar o processo de adesão, na avaliação de Gurría.

Novos membros

A OCDE é conhecida como o "clube dos ricos". O presidente francês, Emmanuel Macron, ressaltou esse aspecto em seu discurso de abertura da reunião ministerial ao afirmar que a organização reúne "as nações mais avançadas do mundo".

Mas, nos últimos anos, países como Letônia, um dos mais pobres da Europa, Turquia e, mais recentemente, Colômbia se tornaram membros da OCDE.

Já são 37 os países membros. A Costa Rica, cuja candidatura foi aprovada em 2015, está em processo de adesão e provavelmente será o 38° membro.

Os defensores da iniciativa brasileira argumentam que a adesão à OCDE pode favorecer investimentos internacionais e as exportações, aumentar a confiança dos investidores e das empresas e ainda melhorar a imagem do país no exterior, favorecendo o diálogo com economias desenvolvidas.

No caso de países emergentes, a entrada na OCDE pode possibilitar também a captação de recursos no exterior a taxas de juros menores.

Enquanto aguarda uma decisão sobre sua candidatura à OCDE, o Brasil "continua o trabalho de aproximação com a organização", diz o embaixador Cozendey.

Dos 238 instrumentos normativos da OCDE ao qual um país deve aderir para se tornar membro, o Brasil assinou 39 e pediu para aderir a outros cerca de 70. "São resoluções que podemos aderir imediatamente porque já cumprimos", diz Cozendey.

Diferentemente dos anos anteriores, nenhum ministro brasileiro participou da reunião anual da OCDE. Participaram apenas o subsecretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Itamaraty, Ronaldo Costa Filho, e do subchefe de Políticas Governamentais da Casa Civil, Marcelo Guaranys.

O Brasil não teria enviado ministros justamente para evitar a presença de autoridades em caso de decisão desfavorável ao país na reunião ministerial, segundo fontes ouvidas pela BBC Brasil.

Para especialistas, há ganhos e perdas. Com possível entrada na OCDE, país se aproxima de países ricos para tentar ganhar credibilidade internacional e investimentos; risco é arriscar protagonismo entre países emergentes.
Por Luis Ottoni*, G1

O Brasil pediu formalmente para ingressar no "clube dos ricos", como é conhecido o grupo que reúne os países membros da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). As incertezas políticas pelas quais o país atravessa, porém, ameaça essa aproximação. Mas qual é o papel da OCDE e quais são as vantagens políticas e econômicas de se participar do acordo?

A OCDE atua como uma organização para cooperação e discussão de políticas públicas e econômicas que devem guiar os países que dela fazem parte. Para entrar no acordo, são necessárias a implementação de uma série de medidas econômicas liberais, como o controle inflacionário e fiscal. Em troca, o país ganha um "selo" de investimento que pode atrair investidores ao redor do globo.

Especialistas ouvidos pelo G1 divergem sobre as vantagens que isso trará ao Brasil. Ao entrar na OCDE, o país mudaria seus rumos diplomáticos e poderia atrair mais investimentos, mas colocaria em risco seu protagonismo entre países subdesenvolvidos, assim como sua participação no Brics (Brasil, Rússia, Índia e China) e no G77 mais a China, grupo de países em desenvolvimento.

Entre os atuais 35 países membros da OCDE estão os Estados Unidos, Canadá, Japão, França e Reino Unido. O Brasil se aproxima da OCDE há anos como "membro observador", mas com receio de perder seu protagonismo entre os países emergentes, nunca havia formalizado sua vontade de fazer parte do acordo.

 (Foto: G1  )

Por que o Brasil está dando esse passo agora?

"Ser membro dará ao país uma plataforma para discussão de suas próprias políticas públicas. Isso pode influenciar na percepção de outros países ou investidores que não conhecem o Brasil e passem, dessa forma, a querer investir aqui", explica Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV). Para ele, essa também é uma forma do atual governo enaltecer uma narrativa de que o Brasil "está passando por um processo de recuperação".

Já para o professor de Relações Internacionais e Direito da Ibmec, Vladimir Feijo, ao ser membro da OCDE, "o Brasil passa a ser o último dos primeiros em vez da lógica anterior, em que ele buscava ser um representante dos países em desenvolvimento", disse. Para ele, o posicionamento diplomático do país em aderir ao acordo é "uma forma de mostrar transparência para investidores". Por outro lado, isso é "negativo", diz o professor, porque passa a limitar o diálogo brasileiro com as nações emergentes.

"É uma perda de décadas de construção de liderança através de uma lógica de construção (hemisfério) sul-sul, do Brasil com os países em desenvolvimento", disse Feijo. O professor ainda contesta a necessidade do Brasil em entrar no acordo e as consequências que isso trará já que "os dados estatísticos e as políticas públicas dos países da OCDE não são sigilosos. Um país pode optar por adotar esses tipos de padrões e comportamentos sem ser um membro pleno", explica.

Custo adicional

A entrada no acordo é "estratégica" para a organização pelo peso do Brasil no mercado global, mas pode ser um "grande risco" diante do cenário econômico, explica Pedro Costa Junior, professor de relações internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). "Isso terá um custo adicional no nosso orçamento já que o Brasil também terá que contribuir financeiramente para a organização no momento que o governo corta gastos em saúde e educação", disse. Esse custo só será desvendado com a concretização do acordo.

A aprovação, que ainda passará pelo crivo dos atuais países integrantes, pode ser divulgada ainda em julho, passando à frente da solicitação de outros países latino-americanos, avaliam os especialistas ouvidos pelo G1. O Peru tenta há anos, mas nunca recebeu um convite. A Argentina também formalizou seu pedido no ano passado sob a gestão do presidente Mauricio Macri. A Colômbia está em processo de adesão desde 2013.

"Nós temos metade do PIB sul-americano. Somos um mercado exuberante de pessoas e um dos maiores polos de investimento no mundo, sem ser membro da OCDE ainda. Isso atrai e faz do Brasil um país importante para eles", explica.

O México foi o primeiro país da América Latina a entrar para a OCDE, em 1994. Desde então, segundo o próprio órgão, houve um fortalecimento na fiscalização e implementação das políticas públicas do país. Em 2010, o Chile seguiu os passos dos mexicanos e concretizou sua aderência ao grupo, algo que vinha sendo estudado desde 2007. Para se adequar ao acordo, o país introduziu medidas contra a corrupção, como uma lei que acaba com o sigilo bancário de forma a eliminar evasões tributárias.

Desde então, a taxa de desemprego do Chile caiu significativamente, segundo relatório da própria OCDE. O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou de US$ 12,7 bilhões para US$ 13,3 bilhões em cinco anos no acordo, segundo o Banco Mundial. Já o PIB do México saltou de US$ 5,6 trilhões em 1994 para US$ 9 trilhões em 2015.

Fatores positivos e negativos do Brasil na OCDE (Foto: G1 )

'Para inglês ver'

Com o aceite do país pelos membros do acordo, o Brasil terá de se adequar a um conjunto de medidas fiscais e econômicas. Essa etapa pode demorar de meses a anos para ser concluída já que irá depender da adequação do Brasil com as metas a serem estabelecidas.

Na avaliação de Costa, a entrada do Brasil ao grupo significa que os rumos diplomáticos do país estão mudando. Há uma busca maior de aproximação com os EUA e a União Europeia, ao mesmo tempo que perde parte de sua autonomia política ao abrir seus rumos para o grupo. "É uma reorientação ideológica da nossa política externa. Uma forma simbólica de mostrar que estamos abandonando as questões regionais e o fortalecimento de laços com o Mercosul", disse.

Esse afastamento dos emergentes foi um dos principais motivos que levou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva a evitar uma aproximação do país com a OCDE, em 2007. "Entrar na OCDE não é uma reivindicação nem uma aspiração do Brasil. O Brasil já tem seu selo de qualidade por sua política econômica e social e não precisa mais buscar isso", declarou o ex-chanceler Celso Amorim à época.

Por outro lado, o discurso adotado pelo governo do presidente Michel Temer segue diretrizes próximas à da OCDE. As reformas econômicas propostas no seu mandato, como a trabalhista e a da Previdência são evidências disso, avalia Costa. Para ele, isso faz do Brasil, mesmo com a crise política e econômica, um país atraente ao bloco. Nem mesmo a denúncia formal do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Temer, avalia Costa, inviabilizaria o aceite do Brasil no acordo.

Recuperação da Europa

Criada em 1948, a OCDE foi uma forma que os norte-americanos enxergaram de viabilizar o Plano Marshall, que tinha o intuito de auxiliar na reconstrução da Europa pós-guerra. A entrada em vigor do grupo ocorreu em 1965 e, aos poucos, foi recebendo parceiros e adeptos. De acordo com a própria OCDE, os que hoje compõe o acordo respondem por 80% do comércio mundial.



DESENVOLVIMENTO



MPOG. 05/06/2018. Planejamento define diretrizes para País crescer nos próximos 12 anos. Objetivo é mostrar a situação do Brasil atual e indicar mudanças para garantir melhores números de renda per capita e nos indicadores de qualidade de vida

Responsável por traçar as diretrizes de médio prazo para o país, por meio da elaboração periódica do Plano Plurianual, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão terá agora uma missão de longo prazo, definindo os caminhos estratégicos do país para atravessar os próximos 12 anos. Ainda em 2018, a pasta deverá concluir a primeira edição deste documento, que tem o objetivo de guiar o Brasil para um futuro de maior renda per capita e com mais qualidade de vida.

Denominado Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o documento será lançado oficialmente pelo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, no dia 11 de junho, em evento que marca o envio do conteúdo para consulta pública. O material ficará à disposição da sociedade para que todos os interessados possam dar sugestões e contribuir com a construção da Estratégia. As contribuições podem ser feitas até o dia 15 de agosto.

Após incorporar as sugestões enviadas pela sociedade durante a consulta pública, o conteúdo será consolidado e entregue oficialmente para o (a) próximo (a) presidente da República eleito (a) no país. Além da coordenação do Ministério do Planejamento, participam da produção deste documento todos os ministérios, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Controladoria-Geral da União (CGU).

Consulta Pública

Responsável pelo ciclo do Plano Plurianual da União, que tem vigência de 4 anos, o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão assume agora a missão de conduzir amplo debate sobre uma Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para os próximos 12 anos.

O documento base para a discussão da Estratégia Nacional foi lançado oficialmente pelo ministro do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Esteves Colnago, no dia 11 de junho, em evento que marcou o envio do conteúdo para consulta pública. Desde então o material está à disposição da sociedade para que todos os interessados possam dar sugestões e contribuir com a construção da Estratégia. As contribuições podem ser feitas até o dia 15 de agosto no link www.planejamento.gov.br/estrategianacional

Após incorporar contribuições provenientes da consulta pública, o conteúdo será consolidado e entregue oficialmente para o (a) próximo (a) presidente da República, após o processo eleitoral deste ano. Além da coordenação do Ministério do Planejamento, contribuiram para a produção deste documento os ministérios, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

OBJETIVO

O objetivo da Estratégia Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social é propor soluções para o crescimento do país, independentemente da política que venha a ser adotada nos próximos anos. “A única premissa que estamos colocando como essencial, para debatermos o crescimento do Brasil nesse período, é corrigir o desequilíbrio das contas públicas”, acrescenta o secretário de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan), do Ministério do Planejamento, Julio Alexandre.

Partindo desse ponto, o documento foi dividido em cinco eixos: econômico, institucional, infraestrutura, ambiental e social. Cada eixo conta com indicadores nacionais e internacionais, que permitem comparar a situação atual do país com a que estimamos chegar em 2031. “Além dos eixos, nos quais apontamos as medidas necessárias para alcançarmos as metas até 2031, a Estratégia Nacional apresentará uma avaliação do cenário macroeconômico, as megatendências mundiais, os riscos de implementação das ações, bem como medidas mitigadoras”, destaca Julio Alexandre.

REVISÃO

A ideia é que a Estratégia Nacional seja revista ordinariamente de quatro em quatro anos, durante a elaboração dos Planos Plurianuais, e que também haja a possibilidade de ser reavaliada extraordinariamente.

Para o secretário da Seplan, o novo documento corrige um problema crônico do planejamento das ações no país. “Atualmente temos dezenas de planos setoriais que não interagem uns com os outros e que não seguiram uma diretriz em suas formulações”, revela, acrescentando que a Estratégia Nacional, de longo prazo, passará a ser um documento balizador para criação dos novos planos setoriais.


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