Translate

June 13, 2018


ECONOMIA BRASILEIRA / BRASIL ECONOMICS



COMÉRCIO VAREJISTA



IBGE. 13/06/2018. Vendas no varejo variam 1% em abril

Em abril de 2018, o volume de vendas do comércio varejista nacional variou 1,0% frente a março, na série com ajuste sazonal, após avançar 1,1% de março para fevereiro. Com isso, a média móvel trimestral ficou em 0,7% e manteve o ritmo do trimestre anterior, encerrado em março (0,7%). Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 0,6% em relação a abril de 2017. Foi a décima terceira taxa positiva seguida, embora a menos acentuada. Vale citar o efeito do deslocamento da Páscoa, que exerceu influência negativa nas vendas de abril de 2018. Com isso, o varejo acumulou alta de 3,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses cresceu 3,7%, praticamente mantendo o ritmo de março (3,8%).

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o volume de vendas variou 1,3% em relação a março e a média móvel trimestral ficou em 1,1% no trimestre encerrado em abril. Frente a abril de 2017, houve alta de 8,6%, décima segunda taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 7,4% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (7,0%) mantém trajetória ascendente iniciada em julho de 2016 (-10,4%) foi o maior desde maio de 2013 (7,6%).

PeríodoVarejoVarejo Ampliado
Volume de vendasReceita nominalVolume de vendasReceita nominal
Abril / Março*1,01,11,30,8
Média móvel trimestral*0,70,71,10,9
Abril 2018 / Abril 20170,61,28,68,5
Acumulado 20173,43,77,47,5
Acumulado 12 meses3,73,07,06,0
*Série ajustada sazonalmente    

Crescimento atinge todas as oito atividades pesquisadas

A variação de 1,0% no volume de vendas do comércio varejista na passagem de março para abril de 2018, série ajustada sazonalmente, alcançou todas as oito atividades investigadas. As maiores taxas foram em Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,8%), Combustíveis e lubrificantes (3,4%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,5%), Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%), Livros, jornais, revistas e papelarias (0,9%), Móveis e eletrodomésticos (0,7%), Tecidos, vestuário e calçados (0,3%), enquanto Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,0%) ficou estável.

Em relação a abril de 2017, o volume do comércio varejista subiu 0,6%, décimo terceiro resultado positivo seguido, alcançando três das oito atividades. Por ordem de contribuição à taxa global estão: Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,3%), Móveis e eletrodomésticos (5,6%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,9%). Os segmentos de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,1%) mantiveram-se estáveis. Tecidos, vestuário e calçados (-7,3%), Combustíveis e lubrificantes (-1,3%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1%) pressionaram negativamente a taxa global.

Frente a abril de 2017, o setor de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (10,3%) exerceu o maior impacto positivo no desempenho global do varejo. O resultado de abril de 2018 marca a décima segunda taxa positiva consecutiva, e a mais elevada desde setembro de 2014 (10,4%). A redução dos preços de produtos farmacêuticos pode ser um dos fatores relevantes para este desempenho positivo. No acumulado nos últimos doze meses a atividade avançou 5,5%, mantendo-se em trajetória ascendente, com acumulado no ano de 6,3%.

 Tabela 1 - BRASIL - INDICADORES DO VOLUME DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:  Abril 2018
 ATIVIDADES  MÊS/MÊS ANTERIOR (1)MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIORACUMULADO
Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)
FEVMARABRFEVMARABRNO ANO12 MESES
 COMÉRCIO VAREJISTA (2)0,01,11,01,58,00,63,43,7
 1 - Combustíveis e lubrificantes-1,31,93,4-6,4-4,9-1,3-4,1-2,9
 2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-0,90,11,02,015,40,05,03,5
        2.1 - Super e hipermercados-1,40,01,51,916,6-0,45,24,0
3 - Tecidos, vest. e calçados-0,90,80,3-4,6-0,7-7,3-3,14,8
4 - Móveis e eletrodomésticos1,60,70,73,6-3,25,62,69,6
        4.1 - Móveis---2,4-6,20,0-1,14,2
        4.2 - Eletrodomésticos---5,5-0,99,46,111,9
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria1,31,21,54,45,010,36,35,5
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria1,6-0,70,9-5,9-12,7-4,1-7,6-5,2
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação3,6-3,84,87,1-6,74,92,10,1
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico-0,70,70,08,413,9-0,18,05,6
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)0,81,11,35,38,88,67,47,0
9 - Veículos e motos, partes e peças3,13,21,920,016,036,522,213,0
10- Material de construção0,60,41,75,9-1,515,96,610,3
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.       
(1) Séries com ajuste sazonal. 
(2) O indicador do comércio varejista é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 8.   
(3) O indicador do comércio varejista ampliado é composto pelos resultados das atividades numeradas de 1 a 10

Móveis e eletrodomésticos voltou a mostrar avanço (5,6%) frente a abril de 2017 e foi a segunda maior influência positiva sobre a taxa global.  Esse resultado, acima da média geral das vendas, está associado à maior disponibilidade de crédito à pessoa física. O acumulado do ano ficou em 2,6% e, para os últimos doze meses, 9,6%.

Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, avançou 4,9% frente a abril de 2017, após recuo de 6,7% em março. Com isso, o acumulado no ano teve expansão de 2,1% e o acumulado nos últimos doze meses ficou praticamente estável (0,1%).

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo mostrou estabilidade (0,0%) frente a abril de 2017. Este resultado reflete o deslocamento do feriado móvel de Páscoa, com impactos negativos particularmente  neste  setor. Ainda assim, o segmento acumulou expansão de 5,0% nos quatro primeiros meses do ano, beneficiado pela manutenção da massa de rendimentos reais habitualmente recebida e pela redução sistemática da inflação de alimentação no domicílio. No acumulado de doze meses, a atividade avançou 3,5%, mantendo trajetória ascendente desde março de 2017 (-3,0%). 

Outros artigos de uso pessoal e doméstico também mostrou estabilidade (-0,1%) na comparação com abril de 2017, também afetado negativamente pelo feriado móvel de Páscoa. Com o resultado de abril, o acumulado no ano foi de 8,0%. O acumulado nos últimos doze meses (5,6%) mantém recuperação iniciada em setembro de 2016 (-10,4%).

A atividade de Tecidos, vestuário e calçados foi a principal pressão negativa para a taxa global (-7,3% frente a abril de 2017). Foi a terceira taxa negativa seguida, acumulando queda de 3,1% nos quatro primeiros meses do ano. O acumulado nos últimos doze meses (4,8%) teve a taxa menos acentuada desde novembro de 2017 (4,9%).

Combustíveis e lubrificantes (-1,3% frente a abril de 2017) teve a quadragésima taxa negativa consecutiva, porém a menor desde outubro de 2017 (-0,9%). A elevação dos preços de combustíveis acima da variação média de preços é fator relevante que ainda vem influenciando negativamente o desempenho do setor. Assim, o segmento mostrou queda de 4,1% nos primeiros quatro meses do ano, com o acumulado nos últimos doze meses apresentando queda (-2,9%), mas em trajetória ascendente desde fevereiro de 2017 (-8,9%).

Livros, jornais, revistas e papelaria (-4,1% frente a abril de 2017) foi influenciado, em especial os jornais e revistas, pela substituição dos produtos impressos por eletrônicos. Com isso, o segmento acumula no ano recuo de 7,6%. O acumulado nos últimos doze meses, apesar de negativo (-5,2%), vem sinalizando recuperação desde outubro 2016 (-16,8%).

Frente a abril de 2017, o comércio varejista ampliado cresceu 8,6%, décima segunda taxa positiva consecutiva. O resultado foi impactado, principalmente, pelo desempenho positivo de Veículos, motos, partes e peças (36,5%), que respondeu por quase 80% da taxa global. Com isso, o comércio varejista ampliado acumulou ganho de 7,4% nos primeiros quatro meses de 2018, comparado a igual período do ano anterior.

Tabela 2 - BRASIL - INDICADORES DA RECEITA NOMINAL DE VENDAS DO COMÉRCIO VAREJISTA E COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO, SEGUNDO GRUPOS DE ATIVIDADES:
Abril 2018
ATIVIDADESMÊS/MÊS ANTERIOR (1)MÊS/IGUAL MÊS DO ANO ANTERIORACUMULADO
Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)Taxa de Variação (%)
FEVMARABRFEVMARABRNO ANO12 MESES
COMÉRCIO VAREJISTA (2)-0,11,01,11,78,61,23,73,0
1 - Combustíveis e lubrificantes-0,62,43,34,78,915,08,63,3
2 - Hiper, supermercados, prods.  alimentícios, bebidas e fumo-0,2-0,40,9-0,611,9-3,32,00,9
       2.1 - Super e hipermercados-0,6-0,61,0-0,813,1-3,82,11,4
3 - Tecidos, vest. e calçados-0,91,00,7-2,71,7-4,8-0,87,4
4 - Móveis e eletrodomésticos0,7-0,11,21,2-5,14,40,56,9
       4.1 - Móveis---1,2-6,9-0,1-1,84,3
       4.2 - Eletrodomésticos---2,6-3,67,33,27,6
5 - Artigos farmaceuticos, med., ortop. e de perfumaria1,41,00,98,28,213,29,910,0
6 - Livros, jornais, rev. e papelaria1,4-1,11,2-2,9-10,1-0,8-4,4-0,7
7 - Equip. e mat. para escritório, informatica e comunicação3,5-5,57,00,3-11,40,4-3,9-7,9
8 - Outros arts. de uso pessoal e doméstico-0,71,0-0,29,014,20,78,67,4
COMÉRCIO VAREJISTA AMPLIADO (3)0,21,80,85,39,38,57,56,0
9 - Veículos e motos, partes e peças3,13,32,120,016,136,422,613,0
10- Material de construção0,10,51,97,20,217,78,111,5
Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Serviços e Comércio.      
(1) Séries com ajuste sazonal. 

O setor de Veículos, motos, partes e peças (36,5% frente a abril de 2017) teve a taxa mais elevada desde novembro de 2009 (37,2%). É o décimo segundo resultado positivo seguido, contribuindo para o acumulado de 22,2% no ano. O acumulado nos últimos doze meses (13,0%) registrou o resultado mais elevado desde julho de 2011 (13,5%) e permaneceu em trajetória ascendente desde fevereiro 2017 (-13,2%).

Material de construção, com taxa de 15,9% em abril de 2018, voltou a mostrar crescimento na comparação com abril de 2017. Foi a variação mais acentuada desde outubro de 2017 (18,6%).

Para os primeiros quatro meses do ano o setor acumula expansão de 6,6%. O acumulado em doze meses (10,3%) mantém trajetória ascendente desde julho 2016 (-12,9%).

Resultados regionais: avanço em 14 estados em abril

Na passagem de março para abril de 2018, as vendas no comércio varejista avançam em 14 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para São Paulo (3,6%), Rondônia (2,8%) e Espírito Santo (1,8%), enquanto Pernambuco, Alagoas e Ceará registraram estabilidade (0,0%). O recuo mais intenso foi no Amazonas (-8,5%). As vendas do comércio varejista ampliado aumentam em 19 das 27 atividades, com destaque para Espírito Santo (4,0%), Sergipe (3,7%) e Paraíba (3,6%). O maior recuo se deu no Acre (-4,8%).

Frente a abril de 2017, o comércio varejista registrou crescimento nas vendas em 16 das 27 Unidades da Federação, com destaque, em termos de magnitude de taxa, para Tocantins (13,8%), Rondônia (7,9%) e Acre (7,7%), enquanto São Paulo e Rio de Janeiro mostraram estabilidade (0,0%). Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-3,7%) tiveram as taxas negativas mais elevadas. Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo, destacaram-se: Santa Catarina (5,0%), Rio Grande do Sul (2,2%) e Espírito Santo (5,8%).

Considerando o comércio varejista ampliado, na comparação com abril de 2017, as 27 Unidades da Federação apresentaram variações positivas no volume de vendas em abril de 2018, com destaque para Rondônia (20,1%), Espírito Santo (18,7%) e Tocantins (16,5%). Quanto à participação na composição da taxa positiva do varejo ampliado (8,6%), destacaram-se, pela ordem: São Paulo (10,8%), Santa Catarina (15,4%) e Minas Gerais (8,7%).

Vendas no varejo crescem 1% em abril e acumulam ganho de 3% em quatro meses

Na passagem de março para abril de 2018, o varejo avançou 1,0%, na série com ajuste sazonal, de acordo com a Pesquisa Mensal de Comércio, divulgada hoje pelo IBGE. Com exceção de Outros artigos de uso pessoal e doméstico, que ficou estável, todas as demais atividades registraram aumento nas vendas.

#PraCegoVer Gráfico do percentual do volume de vendas, comparando mês contra mês anterior

De acordo com a gerente da pesquisa, Isabella Nunes, o ano de 2018 vem mostrando uma aceleração de ritmo para as vendas do comércio, que ficou ainda mais intensificado em março e abril. Na comparação com dezembro de 2017, o ganho acumulado nos últimos quatro meses foi de 3,0%. Mas Isabella ressalta que apesar da melhora, o comércio ainda não recuperou tudo que perdeu em 2015 e 2016.

“Mesmo com a melhora observada nos meses de 2018, o comércio, na comparação ajustada sazonalmente, ainda se encontra 6,0% abaixo do ponto mais alto da série, que foi em outubro de 2014”, explicou.

No comércio varejista ampliado, que também inclui as vendas de veículos e material de construção, a variação de março para abril de 2018 foi de 1,3%, ajustada sazonalmente. Essa foi a quarta taxa positiva consecutiva, o que gerou um ganho acumulado de 3,7% nesse período. Mas o varejo ampliado ainda está 11,5% abaixo do ponto mais alto da série, que foi registrado em agosto de 2012.

Repórter: Mônica Marli
Imagem: Licia Rubinstein
Arte: Helga Szpiz

DOCUMENTO: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br/agencia-sala-de-imprensa/2013-agencia-de-noticias/releases/21429-vendas-no-varejo-variam-1-em-abril.html

IDC. REUTERS. 12 DE JUNHO DE 2018. Vendas de computadores no Brasil saltam 21% no 1ºtri, diz IDC

SÃO PAULO (Reuters) - As vendas de computadores no Brasil cresceram 21 por cento no primeiro trimestre, ante o mesmo período de 2017, informou nesta terça-feira a consultoria IDC Brasil, citando a manutenção dos preços como um dos fatores para o crescimento.

De janeiro a março foram vendidos 1,34 milhão de computadores, ante 1,1 milhão comercializados no primeiro trimestre de 2017.

A receita somou 3,01 bilhões de reais, uma alta de 22,6 por cento em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o tíquete médio recuou 1,4 por cento para 2.245 reais na mesma comparação.

“Normalmente, no primeiro trimestre há queda nas vendas de computadores. Este ano, como não houve aumento significativo do dólar no período, fabricantes e varejistas conseguiram manter os mesmos preços de 2017, o que explica o movimento de vendas favorável”, disse o analista da IDC Wellington La Falce.

O crescimento foi puxado pelo mercado corportativo, com crescimento de 24 por cento nas vendas para esse segmento, enquanto as vendas para o consumidor final avançaram 19,4 por cento. Os notebooks responderam por 69,3 por cento das vendas, enquanto os desktops representaram 30,7 por cento.

A IDC estima que o mercado de computadores no país deve crescer 5 por cento em 2018. “Fabricantes e varejistas devem realizar ações para que o consumidor adiante suas compras durante este ano, já que há muitas incertezas em relação à 2019 que podem impactar no poder de compra do consumidor”, disse Wellington La Falce.

Por Taís Haupt; Edição de Raquel Stenzel



ENERGIA



AIE. PORTAL G1 REUTERS. 13/06/2018. IEA mantém estável projeção de demanda por petróleo, mas alerta sobre oferta da Opep. Preços do petróleo subiram para o patamar de US$ 76 dólares o barril, perto de um pico atingido no final de 2014, desde que a Opep e outros produtores começaram a cortar a produção em janeiro de 2017.

A demanda por petróleo deverá manter em 2019 o ritmo de crescimento visto neste ano, graças a uma sólida economia global, mas o mundo pode enfrentar uma escassez no final do próximo ano, se a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não cobrir eventuais déficits de suprimento, alertou nesta quarta-feira a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês).

O relatório serve como um alerta para os maiores exportadores globais, que vão se reunir na próxima semana em Viena para discutir suas políticas de fornecimento.

A IEA disse que espera que a demanda global por petróleo aumente em 1,4 milhão de barris por dia em 2019, para superar 100 milhões de bpd no segundo trimestre.

A agência espera que a demanda cresça no mesmo ritmo neste ano, em previsão estável ante seu relatório de maio.

"Um sólido pano de fundo econômico e a assunção de preços mais estáveis são fatores-chave. Riscos incluem a possibilidade de preços mais altos e interrupções no comércio. Alguns governos estão considerando medidas para aliviar pressões de preços sobre os consumidores", disse a agência com sede em Paris em relatório seu mensal.

"Existe a possibilidade de uma revisão para baixo em nossas previsões econômicas para os próximos meses. A economia global está sentindo algum impacto devido aos elevados preços do petróleo."

Os preços do petróleo subiram em um terço, para cerca de 76 dólares o barril, perto de um pico atingido no final de 2014, desde que a Opep e outros produtores, como a Rússia, começaram a cortar a produção em janeiro de 2017.

Por volta das 8h47, o petróleo Brent recuava 0,07%, a US$ 75,83 por barril. Já o petróleo dos Estados Unidos caía 0,51%, a US$ 66,02 por barril.

A IEA disse que vê um cenário em que a produção do Irã e da Venezuela pode estar 1,5 milhão de bpd menor que hoje, devido à crise venezuelana e sanções dos EUA aos iranianos.


"Se os outros 12 membros da Opep forem continuar bombeando ao mesmo ritmo de maio, uma potencial escassez poderia surgir e levar a uma queda nos estoques de mais de 1,6 milhão de bpd no quarto trimestre de 2019", afirmou o relatório.

Trump renova ataque contra Opep e diz que preços estão muito altos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou seu ataque contra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quarta-feira, voltando a criticar o cartel de países produtores devido aos elevados níveis da cotação da commodity.

"Os preços do petróleo estão muito altos, a Opep está fazendo isso de novo. Não é bom!", escreveu Trump em sua conta no Twitter.

EUA. OPEP. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. Trump renova ataque contra Opep e diz que preços do petróleo estão muito altos


WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, renovou seu ataque contra a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) nesta quarta-feira, voltando a criticar o cartel de países produtores devido aos elevados níveis da cotação da commodity.

“Os preços do petróleo estão muito altos, a Opep está fazendo isso de novo. Não é bom!”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

Por Susan Heavey e Doina Chiacu

RÚSSIA. ARÁBIA SAUDITA. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. Presidente da Rússia e príncipe saudita terão reunião sobre pacto em petróleo

MOSCOU (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, planeja se encontrar com o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, quando o monarca visitar o país para a abertura da Copa do Mundo, disse a jornalistas nesta quarta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

Peskov disse que os dois devem discutir o acordo global sobre cortes na produção de petróleo no qual Arábia Saudita e Rússia são líderes, mas não pretendem discutir uma saída do pacto.

O príncipe herdeiro Mohammed está entre os diversos líderes de países que irão visitar a Rússia para a abertura da Copa do Mundo, segundo Peskov.

Por Maxim Rodionov



MERCADO DE CÂMBIO



BACEN. PORTAL G1. 13/06/2018. Dólar tem leves oscilações em dia de reunião do Fed. Na véspera, o dólar caiu 0,31%, a R$ 3,7128.

O dólar operava em leve queda ante o real na manhã desta quarta-feira (13), com o Banco Central continuando a atuar no mercado e investidores cautelosos antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e, principalmente, por pistas sobre a trajetória dos juros nos na maior economia do mundo.

Às 10h30, a moeda norte-americana recuava 0,09%, vendida a R$ 3,7093.

Na véspera, o dólar caiu 0,31%, a R$ 3,7128, após o BC anunciar venda extra de swaps cambiais. Na mínima do dia, chegou a R$ 3,6707 e na máxima, a R$ 3,7288.

BC e Fazenda vão atuar sempre que necessário, diz Guardia

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta quarta-feira que sua pasta e o Banco Central continuarão atuando em conjunto, "sempre que necessário", para reduzir a volatilidade nos mercados financeiros.

"No nosso entendimento, os preços não estavam refletindo os fundamentos da economia e, nesse momento, é fundamental a atuação serena e conjunta do BC e do Ministério da Fazenda", afirmou Guardia durante evento em São Paulo. "Fizemos isso na semana passada e continuaremos a fazer sempre que julgarmos necessário", acrescentou.

Reunião do Fed

O Fed acompanha uma medida de inflação diferente da do Brasil. Nos EUA, o indicador está um pouco abaixo da meta de 2% e a aposta é que o BC do país irá aumentar a taxa de juros pela segunda vez este ano na quarta-feira (13).

"Para esta reunião (do Fed), espera-se que a dissidência dê o tom da quantidade de movimentos (de juros) neste ano e, neste ponto, o BC se mantém atento, inclusive com a atuação mais forte no câmbio", escreveu o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason Vieira.

Os investidores estarão mais atentos ao comunicado da decisão e à entrevista que o chair da instituição, Jerome Powell, dará em seguida atrás de pistas sobre os próximos passos.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

BC já injetou US$ 18 bilhões no mercado de câmbio

A ação do BC brasileiro nos mercados também dava o tom desta sessão. Na semana passada, o BC informou que injetaria US$ 20 bilhões até essa sexta-feira por meio de novos swaps cambiais, além dos 750 milhões de dólares que já vinha ofertando diariamente, para dar liquidez ao mercado.

Nesta manhã, o BC já fez um leilão de 40 mil novos swaps, equivalentes à venda futura de dólares, vendidos integralmente. Neste mês até agora, já injetou US$ 18,116 bilhões em novos swaps.

"Temos o suspense com a atuação do BC no câmbio via swaps", escreveu a corretora H.Commcor em relatório. "Mais da metade do montante ficou guardada para este momento de Fed e eventuais efeitos do que conhecermos hoje".

O BC também já tem programado leilão de até 8.800 swaps cambiais tradicionais nesta sessão, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho.

BACEN. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. Dólar tem leves variações ante real com BC, mas cautela continua antes do Fed
Por Claudia Violante

SÃO PAULO (Reuters) - O dólar tinha leves variações ante o real nesta quarta-feira após o Banco Central atuar no mercado, mas os investidores continuavam cautelosos antes da reunião de política monetária do Federal Reserve e, principalmente, por pistas sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos neste ano.

Às 10:29, o dólar avançava 0,05 por cento, a 3,7094 reais na venda, depois de cair 0,52 por cento na véspera. Na mínima do dia, a moeda norte-americana foi a 3,6898 reais. O dólar futuro recuava cerca de 0,20 por cento.

“Para esta reunião (do Fed), espera-se que a dissidência dê o tom da quantidade de movimentos (de juros) neste ano e, neste ponto, o BC se mantém atento, inclusive com a atuação mais forte no câmbio”, escreveu o economista-chefe da gestora Infinity Asset, Jason Vieira.

As apostas gerais são de que o Fed elevará sua taxa de juros nesta tarde, pela segunda vez neste ano. Os investidores estarão mais atentos ao comunicado da decisão e à entrevista que o chair da instituição, Jerome Powell, dará em seguida atrás de pistas sobre os próximos passos.

O mercado estava dividido entre três ou quatro altas de juros pelo Fed neste ano ao todo, em meio a sinais de melhor desempenho econômico que os Estados Unidos têm dado. Taxas mais altas têm potencial para atrair à maior economia do mundo recursos aplicados em outras praças financeiras.

A decisão do Fed sairá às 15:00 (horário de Brasília).

A ação do BC brasileiro nos mercados também dava o tom desta sessão. Na semana passada, o BC informou que injetaria 20 bilhões de dólares até essa sexta-feira por meio de novos swaps cambiais, além dos 750 milhões de dólares que já vinha ofertando diariamente, para dar liquidez ao mercado.

Nesta manhã, o BC já fez um leilão de 40 mil novos swaps, equivalentes à venda futura de dólares, vendidos integralmente. Neste mês até agora, já injetou 18,116 bilhões de dólares em novos swaps.

“Temos o suspense com a atuação do BC no câmbio via swaps”, escreveu a corretora H.Commcor em relatório. “Mais da metade do montante ficou guardada para este momento de Fed e eventuais efeitos do que conhecermos hoje”.

O BC também já tem programado leilão de até 8.800 swaps cambiais tradicionais nesta sessão, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho.

MF. BACEN. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. BC e Fazenda vão atuar juntos nos mercados sempre que necessário, diz Guardia

SÃO PAULO (Reuters) - O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, afirmou nesta quarta-feira que sua pasta e o Banco Central continuarão atuando em conjunto, “sempre que necessário”, para reduzir a volatilidade nos mercados financeiros.

“No nosso entendimento, os preços não estavam refletindo os fundamentos da economia e, nesse momento, é fundamental a atuação serena e conjunta do BC e do Ministério da Fazenda”, afirmou Guardia durante evento em São Paulo. “Fizemos isso na semana passada e continuaremos a fazer sempre que julgarmos necessário”, acrescentou.

Com temores vindo da cena externa, sobretudo se os juros vão subir mais do que o esperado nos Estados Unidos, e da cena eleitoral no Brasil, o dólar disparou frente ao real nas últimas semanas, chegando a ir acima de 3,90 reais, e as taxas dos contratos futuros de juros saltaram.

Dessa forma, o BC entrou pesado no mercado cambial, por meio de leilões de swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) e operações compromissadas, enquanto que o Tesouro cancelou parte de seus leilões tradicionais de títulos públicos para realizar ofertas de compra e venda de NTN-F, um papel pré-fixado.

Guardia repetiu ainda que o país possui grande colchão de liquidez e, assim, está mais preparado para enfrentar essas turbulências.

“Os fundamentos da economia são completamente diferentes, (em comparação com 2002)... O que significa que o BC tem instrumentos para atuar no mercado de câmbio e o Ministério da Fazenda e o Tesouro, para atuar no mercado de juros”, afirmou o ministro.

Segundo ele, o déficit em transações correntes do país é pequeno e amplamente financiado pelo investimento direto estrangeiro. Além disso, lembrou que o Brasil é credor líquido em dólares.

Reportagem de Taís Haupt



MERCADO DE AÇÕES



BOVESPA. B3. PORTAL G1. 13/06/2018. Bovespa opera em queda em dia de decisão do Fed sobre juros nos EUA. Na véspera, Ibovespa fechou em alta de 0,62%, interrompendo uma sequência de 5 quedas seguidas.

O principal índice de ações da bolsa brasileira opera em queda nesta quarta-feira (12), em sessão com vencimentos dos contratos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro, tendo como pano de fundo um viés relativamente positivo, enquanto investidores aguardam a decisão de juros dos Estados Unidos.

Perto das 11h40, o Ibovespa caía 0,76%, a 72.202 pontos.

Perto do mesmo horário, BRF liderava as baixas do índice, com queda de mais de 4%. Banco do Brasil e Petrobras recuavam acima de 2% e Vale caía pereto de 1%.

Na outra ponta, Eletrobras liderava as altas do dia, com avanço de mais de 3%, em meio à expectativa de lançamento do edital de privatização de 6 distribuidoras da estatal.

Na véspera, o Ibovespa fechou em alta de 0,62%, a 72.754 pontos, interrompendo uma sequência de 5 quedas seguidas.

Ibovespa em 2018
Pontuação de fechamento
28/125/111/117/123/130/105/0209/0219/0223/21/37/313/319/323/329/35/411/417/423/427/044/0510/516/522/0528/504/0608/0670k72,5k75k77,5k80k82,5k85k87,5k90k
7/5
 : 82.714
Fonte: B3

Reunião do Fed

O Fed acompanha uma medida de inflação diferente da do Brasil. Nos EUA, o indicador está um pouco abaixo da meta de 2% e o BC do país deverá aumentar a taxa de juros pela segunda vez este ano na quarta-feira (13).

Os analistas agora esperam para saber se haverá sinais de um ou dois aumentos dos juros em seu comunicado.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investimentos aplicados atualmente em outros mercados, como o Brasil, motivando assim uma tendência de alta do dólar em relação ao real.

ÁSIA. CHINA. PORTAL G1. REUTERS. 13/06/2018. Bolsas da China recuam com queda na ZTE e preocupações comerciais. Índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,98%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,97%.

Os principais índices acionários da China recuaram nesta quarta-feira (13), com a queda nas ações da gigante de telecomunicações ZTE provocando preocupações no mercado e com a retomada das tensões comerciais entre Pequim e os Estados Unidos.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,98%, enquanto o índice de Xangai teve queda de 0,97%.

As empresas de telecomunicações lideraram os declínios, com o índice do setor perdendo 3%.

Os investidores retiraram cerca de US$ 3 bilhões em valor de mercado da ZTE quando a empresa retomou as negociações nesta quarta-feira, depois de concordar em pagar até US$ 1,4 bilhão dólares em multas para o governo norte-americano.

Enquanto as negociações das ações da empresa estavam paralisadas, os gestores de fundos reduziram suas avaliações dos papéis da ZTE, com algumas revisões ficando em 20,04 iuanes por ação, uma redução de 36% ante o fechamento de 16 de abril.

Somando-se às preocupações, os atritos comerciais entre os EUA e a China também estão de volta no radar antes de sexta-feira, quando Washington disse que divulgará uma lista de US$ 50 bilhões em produtos chineses que estarão sujeitos a uma tarifa de 25%.

Os investidores também estão ansiosos pela decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central dos EUA, ainda nesta quarta-feira.

No restante da região, a expectativa pelo Fed e as preocupações comerciais também pressionaram. O índice MSCI, que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão, tinha queda de 0,63% às 7H43 (horário de Brasília).

  • Em TÓQUIO, o índice Nikkei avançou 0,38%, a 22.966 pontos.
  • Em HONG KONG, o índice HANG SENG caiu 1,22%, a 30.725 pontos.
  • Em XANGAI, o índice SSEC perdeu 0,97%, a 3.049 pontos.
  • O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em XANGAI e SHENZHEN, retrocedeu 0,98%, a 3.788 pontos.
  • Em SEUL, o índice KOSPI permaneceu fechado.
  • Em TAIWAN, o índice TAIEX registrou alta de 0,26%, a 11.173 pontos.
  • Em CINGAPURA, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,11%, a 3.392 pontos.
  • Em SYDNEY o índice S&P/ASX 200 recuou 0,51%, a 6.023 pontos.



MERCADO DE IMÓVEIS



SECOVI-SP. PORTAL G1. JORNAL VALOR ECONÔMICO. 12/06/2018. Vendas de imóveis novos em São Paulo têm alta anual de 49% em abril. Na comparação com março, entretanto, houve queda de 31%.

As vendas de imóveis novos na cidade de São Paulo cresceram 48,7% em abril em comparação com o mesmo mês de 2017, segundo informações da Pesquisa de Mercado Imobiliário do Secovi-SP, sindicato da habitação. Foram 1.802 unidades comercializadas naquele mês, ante 1.212 em igual período de 2017. Na comparação com março, quando foram vendidas 2.613 imóveis novos, houve queda de 31%.

No acumulado em 12 meses (maio de 2017 a abril de 2018), foram vendidas 27.319 unidades, representando aumento de 70,8% em comparação ao mesmo período anterior, quando foram comercializadas 15.997 unidades novas, informa a pesquisa.

O Valor Global de Vendas (VGV) somou R$ 844,3 milhões em abril deste ano, total 28,2% inferior ao apurado em março (R$ 1,176 bilhão) e 14,4% acima dos R$ 737,8 milhões de igual mês do ano passado, considerando valores atualizados pelo INCC-DI de abril.

Em termos de oferta de imóveis, houve 18.313 unidades disponíveis para vendas na capital paulista ao fim de abril. O volume representa redução de 5,1% em relação a março de 2018 e de 18,7% sobre abril de 2017. A oferta é composta por imóveis na planta, em construção e prontos (em estoque).

Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a cidade de São Paulo registrou, em abril, volume de 1.181 unidades residenciais lançadas, 6,7% menos que os lançamentos de março (1.266 unidades) e 11,6% mais que em abril de 2017 (1.058). No acumulado em 12 meses, os lançamentos somaram 31.299 unidades, 53,5% acima do volume de um ano antes.



COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO



REUTERS. 12 DE JUNHO DE 2018. Exportação de café do Brasil tem menor nível em 14 anos após greve de caminhoneiros
Por José Roberto Gomes e Roberto Samora

SÃO PAULO (Reuters) - As exportações de café verde do Brasil despencaram 36,9 por cento em maio na comparação anual, para 1,46 milhão de sacas de 60 kg, o menor volume exportado pelo país desde fevereiro de 2004, com impacto da paralisação dos caminhoneiros no mês passado, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé).

A exportação de maio —um mês também impactado negativamente pela baixa oferta de café do Brasil por conta da entressafra— se configura no menor volume desde fevereiro de 2004, quando o país embarcou 1,4 milhão de sacas, de acordo com dados do Cecafé, informou nesta terça-feira o conselho.

“No mês de maio foi evidenciada a menor oferta para a exportação, como já prevíamos devido ao período de entressafra. Além disso, com os protestos e a greve dos caminhoneiros, o volume foi ainda menor, pois deixamos de embarcar entre 400 mil a 500 mil sacas neste mês”, disse o presidente do Cecafé, Nelson Carvalhaes, em relatório.

O volume de que deixou exportado, contudo, é menor do que o apontado pelo Cecafé ainda durante os protestos, de 900 mil sacas.

“Com a estimativa de que teremos uma safra recorde de café para o próximo ano cafeeiro, que oficialmente se iniciará em julho, o Cecafé espera recuperação dos volumes exportados”, acrescentou Carvalhaes.

Para este mês, a expectativa é de uma recuperação nos embarques, apontam os certificados de exportação que estão sendo emitidos, segundo o Cecafé.

Mas a situação ainda não é de normalidade, uma vez que os protestos de maio reduziram os estoques nos portos e limitaram o transporte do produto.

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e deve ter uma colheita histórica de cerca de 58 milhões de sacas neste ano.

Do total embarcado em maio, 1,42 milhão de sacas foram de café arábica (queda de 38,4 por cento), enquanto 46,5 mil sacas de robusta (alta de 134,8 por cento).

Também foram exportadas 233,56 mil sacas de café solúvel (queda de 15,2 por cento) e 476 sacas de torrado e moído (queda de 79 por cento).

As exportações totais de café do Brasil em maio, entre verde e industrializado, atingiram 1,7 milhão de sacas, queda de 34,7 por cento.



MINERAÇÃO



MME. 13/06/2018. Presidente Michel Temer assina decretos que modernizam mineração no País. Novas regras vão beneficiar municípios ligados à atividade mineral, reduzir impactos ambientais e estimular o crescimento do setor

O presidente Michel Temer assina nesta terça-feira (12/6) dois decretos que atualizam o Código de Mineração e trazem novas regras para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM).

A CFEM é uma participação monetária paga pelas mineradoras para compensar os efeitos das atividades de mineração. Com o decreto, os municípios não produtores, mas que são impactados pelo transporte, embarque e presença de instalações industriais em seu território, receberão 15% da CFEM. O percentual foi obtido a partir da redução nos valores que serão pagos aos outros entes federativos. Os municípios recebiam 65% e passarão a ter 60%; para os estados, a alteração é de 23% para 15%; para a União, a mudança é de 12% para 10%. Em 2017, o setor mineral pagou cerca de R$ 1,8 bilhão com a CFEM.

Outro decreto moderniza as normas do Código de Mineração, em vigor há mais de cinco décadas. Entre as mudanças estão exigências ambientais mais rígidas, como a previsão expressa da responsabilidade do minerador de recuperar áreas degradadas. Além disso, será obrigatória a execução adequada de um plano de fechamento de mina, que passa a integrar o conceito de atividade minerária.

Para possibilitar o desenvolvimento de novas tecnologias e a consequente redução de passivos ambientais, o decreto prevê que a Agência Nacional de Mineração (ANM) discipline em resolução o aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora.

Outro incentivo é a permissão do uso do título minerário (portaria de lavra) como garantia de financiamento. O objetivo é gerar linhas de crédito e estimular investimentos no setor. As áreas minerárias devolvidas ou retomadas pela União serão ofertadas ao mercado via processo de seleção e julgamento com critérios objetivos, em substituição ao atual procedimento, caracterizado como moroso.

Direito de propriedade e mais investimentos

O decreto mantém o direito de propriedade para pesquisa e passa a permitir ao titular a continuidade desse tipo de trabalho após a apresentação de um relatório final, com o objetivo de conversão de recursos em reservas. A mudança atende uma demanda do setor, que era obrigado a interromper as atividades até a análise e parecer dos entes reguladores sobre o relatório final de pesquisa.

O texto do novo código traz ainda a atualização de conceitos, para que as práticas da indústria mineral, com a definição de recursos e reservas com base em padrões internacionais, aproximem a realidade da mineração nacional ao que se pratica no mundo inteiro. As normas vão contribuir para a atratividade do setor, imprimindo maior transparência, agilidade e segurança jurídica ao setor mineral brasileiro.

MME. 12/06/2018. Novas regras para o setor de mineração vão estimular investimentos e reduzir impactos ambientais. Decretos atualizam o Código de Mineração e modificam percentual de repasse pago pelas mineradoras aos estados e municípios

O presidente Michel Temer assinou hoje (12) decretos com efeitos sobre o setor de mineração. Um deles moderniza o Código de Mineração, em vigor há mais de 50 anos. O outro cria novas regras para a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM). A partir de agora, os municípios não produtores, mas que são afetados pelo transporte, embarque e presença de instalações, vão receber uma parte dos valores pagos pelas mineradoras para compensar eventuais impactos ambientais de suas atividades.

O percentual foi obtido a partir de alterações no repasse estabelecido anteriormente. Os municípios não produtores vão passar a receber 15% da CFEM. Os municípios que recebiam 65% passarão a ter 60%; para os estados, a alteração é de 23% para 15%; para a União, a mudança é de 12% para 10%. Em 2017, o setor mineral pagou cerca de R$ 1,8 bilhão com a CFEM.

“A CFEM vai significar um equilíbrio, fazendo justiça, repartindo a riqueza do País, cobrindo eventuais desgastes em função da exploração. Esse avanço é um ganho de civilidade política e institucional”, disse o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, que participou da cerimônia de assinatura dos decretos.

Alterações no Código de Mineração

Entre as mudanças no código estão exigências ambientais mais rígidas, como a previsão expressa da responsabilidade do minerador de recuperar áreas degradadas. Além disso, será obrigatória a execução adequada de um plano de fechamento de mina, que passa a integrar o conceito de atividade minerária.

Para possibilitar o desenvolvimento de novas tecnologias e a consequente redução de passivos ambientais, o decreto prevê que a Agência Nacional de Mineração (ANM) discipline em resolução o aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora.

Outro incentivo é a permissão do uso do título minerário (portaria de lavra) como garantia de financiamento. O objetivo é gerar linhas de crédito e estimular investimentos no setor. As áreas minerárias devolvidas ou retomadas pela União serão ofertadas ao mercado via processo de seleção e julgamento com critérios objetivos.

O texto do novo código traz ainda a atualização de conceitos, para que as práticas da indústria mineral, com a definição de recursos e reservas com base em padrões internacionais, contribuam para a atratividade do setor, imprimindo maior transparência, agilidade e segurança jurídica.

De acordo com o ministro Moreira Franco, os números do setor comprovam sua importância para a economia do País. “Ele representa 4% do PIB brasileiro e em 2017 registrou superávit de US$ 23,4 bilhões, tendo um crescimento de 30% no ano. São 200 mil empregos somente na indústria extrativa, sem contar a transformação mineral. Estamos tratando da regulação, no Brasil, de um setor econômico que é indispensável”.

MME. REUTERS. 12 DE JUNHO DE 2018. Novo código de mineração do país pode estimular investimento, diz associação
Por Leonardo Goy e Marta Nogueira

BRASÍLIA/RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os decretos assinados nesta terça-feira pelo presidente Michel Temer, que atualizam um código de mineração de mais de 50 anos, podem estimular mais investimentos no setor, afirmou o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que representa as mineradoras.

“Na avaliação do Ibram, as condições expostas no decreto que atualiza o código poderão recuperar a segurança jurídica necessária para os negócios de longo prazo que caracterizam a indústria da mineração”, disse o instituto.

O Ibram ponderou que acompanhará a aplicação das novas medidas e avaliará os impactos no desempenho da indústria da mineração nos próximos anos.

Os textos dos dois decretos foram finalizados pelo Palácio do Planalto após o Executivo ter recebido contribuições da sociedade e do setor produtivo a partir de consultas e audiências púbicas.

Os decretos, assinados após o governo aprovar no ano passado leis polêmicas que incluíram um aumento dos royalties do setor, estabeleceram regras ambientais mais rígidas e a obrigatoriedade de execução de fechamento de minas, mas que também visam incentivar financiamentos para o desenvolvimento do setor.

De agora em diante, a empresa mineradora terá a responsabilidade de recuperar áreas degradadas pela atividade de mineração, um dos principais segmentos da economia do Brasil, que tem na Vale a maior produtora global de minério de ferro.

Para possibilitar o desenvolvimento de novas tecnologias e a consequente redução de passivos ambientais, um dos decretos prevê ainda que a Agência Nacional de Mineração (ANM) discipline em resolução o aproveitamento de rejeitos e resíduos da atividade mineradora.

“Nós todos queremos uma mineração crescentemente competitiva, inovadora, sustentável. Aliás, a sustentabilidade é o objetivo de muitas dessas novas regras que nós acabamos de editar”, disse Temer, durante cerimônia para a assinatura dos decretos.

Daqui para frente, as práticas que degradam o meio ambiente não vão mais ocorrer, destacou o ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, também presente na cerimônia de assinatura dos decretos.

As afirmações ocorrem após o Brasil registrar acidentes importantes na área de mineração, mesmo depois do maior desastre ambiental do país, com o rompimento de uma barragem de rejeitos da mineradora Samarco, em 2015.

Neste ano, o rompimento de um mineroduto da Anglo American despejou uma mistura de minério de ferro com água em um rio de Santo Antônio do Grama (MG).

Além disso, a refinaria de bauxita da norueguesa Norsk Hydro admitiu ter despejado efluentes na região amazônica em Barcarena (PA), embora venha negando acusações de autoridades de que tenha contaminado o meio ambiente com suas atividades.

As autoridades, no entanto, não citaram os acidentes ambientais em seus discursos.

Com o código reformado, explicaram que também será obrigatória a execução adequada de um plano de fechamento de mina, que passa a integrar o conceito de atividade minerária.

“Passamos a exigir expressamente que os plano de fechamento de mina sejam seguidos à risca. Deixamos mais claro, ainda, a obrigação de recuperar as áreas degradadas”, afirmou Temer.

Além do tema ambiental, Temer destacou que diversos outros foram endereçados por meio da publicação do decreto, incluindo uma busca por estimular investimentos no setor.

“Também se trata de incrementar segurança jurídica, também de facilitar acesso ao crédito e de assegurar especialmente a continuidade da pesquisa mineral, dando naturalmente mais transparência e objetividade a todos os procedimentos administrativos”, disse Temer.

Em busca de facilitar obtenção de crédito, pela nova regra, o governo vai permitir o uso do título minerário (portaria de lavra) como garantia de financiamento dos projetos.

Outro item do novo código prevê que as áreas minerárias devolvidas ou retomadas pela União serão ofertadas ao mercado via processo de seleção e julgamento com critérios objetivos, em substituição ao atual procedimento, caracterizado como moroso.

MUNICÍPIOS

As novas regras estabelecem ainda a destinação de 15 por cento da arrecadação dos royalties do setor para municípios não produtores mas impactados pelo transporte, embarque e presença de instalações industriais relacionadas à atividade.

Para isso, serão reduzidas as fatias dos royalties —a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM)— dos demais entes da federação.

Assim, os municípios produtores passarão a receber 60 por cento da CFEM, ante os 65 por cento anteriores. A participação dos Estados cairá de 23 para 15 por cento, e a da União, de 12 para 10 por cento.

Em 2017, o setor de mineração pagou cerca de 1,8 bilhão de reais referente à CFEM.

Há anos, o Brasil vinha tentando modernizar as regras que regiam o setor de mineração. Mas, durante o governo de Michel Temer, o Ministério de Minas e Energia conseguiu concluir a reforma, ao dividir diferentes temas relevantes para facilitar as discussões.

Por meio de duas medidas provisórias, aprovadas posteriormente no Congresso, Temer já havia endereçado, no ano passado, a elevação de alíquotas de royalties da atividade minerária e a criação da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Pelo texto que foi à sanção presidencial em 2017, o minério de ferro passou a ter alíquota de 3,5 por cento, ante 2 por cento previamente, numa elevação que causou queixas no setor. A ANM também já foi criada.

Reportagem adicional de Lisandra Paraguassu e Jake Spring, em Brasília

Decreto Nº 9.406, de 12 de junho de 2018: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=515&pagina=1&data=13/06/2018&totalArquivos=96



AVIAÇÃO



PPI. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. Governo quer realizar na primeira quinzena de dezembro leilão de 13 aeroportos, diz PPI

BRASÍLIA (Reuters) - O governo federal pretende realizar na primeira quinzena de dezembro leilão de concessão de 13 aeroportos, divididos em três blocos, com terminais no Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste, disse nesta quarta feira o secretário de Articulação de Políticas Públicas do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), Pedro Bruno Barros.

Os estudos para o edital do leilão estão atualmente em consulta pública, que termina em 13 de julho. A expectativa de Barros é que, após aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), o edital seja publicado até o final de setembro.

Serão oferecidas ao setor privado as concessões dos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), João Pessoa (PB), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE) e Campina Grande (PB), no bloco do Nordeste, além de Cuiabá (MT), Sinop (MT), Rondonópolis (MT), Alta Floresta (MT) e Barra do Garças (MT), no Centro-Oeste. No Sudeste, serão leiloados os aeroportos de Vitória (ES) e Macaé (RJ).

Por Leonardo Goy



MUNDIAL DE FUTEBOL 2026



FIFA. REUTERS. 13 DE JUNHO DE 2018. Estados Unidos, México e Canadá sediarão Copa do Mundo de 2026
Por Simon Evans

MOSCOU (Reuters) - A Copa do Mundo de 2026 será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, depois que o Congresso da Fifa aprovou nesta quarta-feira a candidatura conjunta dos três países para sediar o torneio, deixando o Marrocos de fora pela quinta vez.

A candidatura dos países da América do Norte recebeu 134 votos, contra 65 para o Marrocos, enquanto um membro do congresso votou “por nenhuma das candidaturas”.

A Copa de 2026 será o primeiro torneio expandido com 48 times, frente às atuais 32 seleções que disputarão o campeonato na Rússia a partir de quinta-feira.

Ambas candidaturas tiveram uma última chance de defender suas propostas com apresentações de 15 minutos para o Congresso, realizado em Moscou, onde os três países norte-americanos afirmaram que seu torneio geraria um lucro de 11 bilhões de dólares, enquanto Marrocos disse que seu lucro seria de 5 bilhões de dólares.

Essa será a primeira Copa a ser realizada em três países, mas a grande maioria dos jogos será disputada nos Estados Unidos.

Dos 80 jogos, 10 acontecerão no Canadá, 10 no México e 60 nos Estados Unidos, com a final disputada no estádio MetLife, em Nova Jersey, casa dos times de futebol americano New York Giants e New York Jets.

“Obrigado por confiar a nós o privilégio de sediar a Copa do Mundo da Fifa de 2026”, disse o presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos, Carlos Cordiero, ao Congresso.

“O futebol hoje é o único vencedor.”

Os Estados Unidos sediaram a Copa anteriormente em 1994, enquanto o México recebeu o torneio em 1970 e 1986. O Canadá nunca sediou uma Copa do Mundo masculina, mas recebeu o torneio feminino em 2015.

“Estamos muito animados que a associação de membros da Fifa confiou à região Concacaf a honra de sediar a Copa do Mundo de 2026 em seu formato estendido”, disse a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) em comunicado.

“Cada um dos 23 estádios da candidatura conjunta está completamente construído, ocupado e operacional, garantindo uso de longo prazo após a Copa do Mundo de 2026.”

O presidente da Federação de Futebol do México e co-presidente da candidatura, Decio de Maria, disse: “Estamos gratos pela chance de dar vida à nova visão da Fifa para o futuro do futebol”.

“Usaremos essa plataforma para unir o mundo ao redor do futebol e ajudar a criar um novo e sustentável modelo para o futuro das Copas do Mundo da Fifa.”

Reportagem Adicional de Mark Gleeson e Gabrielle Tetrault-Farber



BRASIL - POLÔNIA



MRE. AIG. NOTA-187. 12 de Junho de 2018. Concessão de agrément ao embaixador do Brasil na Polônia

O governo brasileiro tem a satisfação de informar que o governo da República da Polônia concedeu agrément a Hadil Fontes da Rocha Vianna como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. De acordo com a Constituição brasileira, essa designação ainda deverá ser submetida à apreciação do Senado Federal.

Hadil Fontes da Rocha Vianna ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1980. Serviu nas Delegações Permanentes do Brasil junto aos Organismos Internacionais Sediados em Genebra, bem como junto à ALADI e ao Mercosul. Serviu, também, na Embaixada do Brasil em Quito. No Brasil, foi chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço e da Divisão do Meio Ambiente, diretor do Departamento de Temas Científicos e Tecnológicos, além de Subsecretário-Geral de Cooperação, Cultura e Promoção Comercial. Desde 2015, é embaixador do Brasil junto à República Oriental do Uruguai.

Relações bilaterais

As relações entre Brasil e Polônia remontam à segunda metade do século XIX, quando D. Pedro II incentivou a vinda de imigrantes poloneses para a Região Sul e apoiava a independência do país, então ocupado por potências vizinhas. A mesma causa foi defendida em 1907 por Ruy Barbosa, durante a Conferência de Haia. Em 1918, o Brasil seria um dos primeiros países a reconhecer a independência da Polônia. Estabelecidas em 1920, as relações diplomáticas foram marcadas pela aproximação dos Governos durante o período entreguerras. Na Segunda Guerra Mundial, soldados brasileiros e poloneses integraram as tropas Aliadas que lutaram contra o nazi-fascismo na Europa. Enquanto vigorou o regime comunista na Polônia, os contatos permaneceram cordiais, embora não intensos.

A cooperação bilateral abrange atualmente áreas como comércio, defesa, ciência e tecnologia, cultura e educação. Desde o ingresso da Polônia na União Europeia (2004) também os assuntos que dizem respeito ao relacionamento do Brasil com o bloco passaram a fazer parte da pauta de temas em debate entre os dois países.

Visitas mútuas entre autoridades têm sido frequentes nas últimas décadas. Entre as mais recentes, destacam-se a missão ao Brasil do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polônia, Radoslaw Sikorski (2012) e a visita do Ministro das Relações Exteriores Luiz Alberto Figueiredo à Polônia (2013), para participar da 19ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19) e reunir-se com o Chanceler polonês.

As relações econômicas e comerciais têm se intensificado, sobretudo após a adesão da Polônia à União Europeia. O Brasil é o principal parceiro comercial da Polônia na América Latina e o fluxo de comércio bilateral superou US$ 1 bilhão em 2012. Ao longo da última década, o grande destaque da pauta de exportações brasileiras para a Polônia foram aviões da Embraer, que representam mais de 60% da frota de aeronaves da LOT, a companhia aérea polonesa.

A cooperação em educação é vertente importante do relacionamento bilateral. Em 2013, foi assinado entre o CNPq e a Conferência de Reitores de Escolas Acadêmicas da Polônia (CRASP) acordo de participação no programa Ciência sem Fronteiras, o que permitirá que o intercâmbio acadêmico seja em áreas como engenharia e química. Em vigor desde 1998, o Acordo para Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação facilita contatos entre pesquisadores de ambos os países.

Iniciativas bilaterais na área de defesa têm sido impulsionadas nos últimos anos. Um acordo de cooperação assinado em 2010 permitiu que militares brasileiros e poloneses estreitassem seus laços por meio de programa de intercâmbio de oficiais. Há adidos militares nas embaixadas em Varsóvia e Brasília desde 1999.

A Embaixada do Brasil em Varsóvia organiza diversas iniciativas envolvendo artes plásticas, cinema, literatura e música para divulgar a cultura brasileira no país.

Cronologia das relações bilaterais

1918 – Reconhecimento do Estado polonês pelo Brasil

1920 – Estabelecimento de relações diplomáticas

1921 – Abertura da Legação do Brasil em Varsóvia

1939 – Interrupção das relações diplomáticas, quando da ocupação da Polônia durante a Segunda Guerra Mundial.

1941 – Reabertura da Legação do Brasil junto ao Governo polonês no exílio, em Londres

1947 – Reinstalação da sede da Legação do Brasil em Varsóvia

1961 – Elevação da representação diplomática ao nível de Embaixada

1995 – Visita ao Brasil do Presidente Lech Walesa

1996 – Visita à Polônia do Ministro do Exército, General Zenildo Lucena

1999 – Inauguração da presença de Adido de Defesa e do Exército junto à Embaixada do Brasil em Varsóvia

2000 – Visita ao Brasil do Primeiro-Ministro da Polônia, Jerzy Buzek

2002 – Visita à Polônia do Presidente Fernando Henrique Cardoso

2002 – Visita ao Brasil do Presidente Aleksander Kwasniewski

2003 – Visita ao Brasil do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polônia, Wlodzimierz Cimoszewicz

2007 – e Visita ao Brasil do Presidente do Senado da Polônia, Bogdan Borusewicz

2009 – Visita ao Brasil do Ministro da Defesa da Polônia, Bogdan Klich

2010 – Visita à Polônia do Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim

2010 – Visita à Polônia do Ministro da Defesa, Nelson Jobim

2012 – Visita ao Brasil do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polônia, Radoslaw Sikorski

2013 – Visita à Polônia do Ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, por ocasião da 19ª Conferência das Partes na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-19)

2015 - Visita do Vice-Presidente da República à Polônia – 16-17 de setembro



BRASIL - SUÉCIA



MRE. AIG. NOTA-188. 12 de Junho de 2018. Concessão de agrément ao embaixador do Brasil na Suécia

O governo brasileiro tem a satisfação de informar que o governo do Reino da Suécia concedeu agrément a Nelson Antonio Tabajara de Oliveira como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. De acordo com a Constituição brasileira, essa designação ainda deverá ser submetida à apreciação do Senado Federal.

Nelson Antonio Tabajara de Oliveira ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1981. Serviu nas embaixadas do Brasil junto à Santa Sé, em Santiago, Nova Délhi, Estocolmo, e foi ministro-conselheiro na Missão Permanente junto à OEA e na Representação junto à Conferência do Desarmamento (Genebra). No Brasil, foi assistente da Divisão de Passaportes e da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço; chefe de gabinete do Diretor do Departamento de Organismos Internacionais; chefe da Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço e da Divisão dos Estados Americanos; diretor do Departamento da América Central e do Caribe; assessor especial do ministro de estado das Relações Exteriores e para Assuntos de Defesa do secretário-geral, além de porta voz do Itamaraty. Atualmente, é diretor-geral do Departamento de Assuntos de Defesa e Segurança.

Relações bilaterais

Brasil e Suécia estabeleceram relações diplomáticas em 1826. Os laços reforçaram-se com a chegada, em 1890, do primeiro contingente de imigrantes suecos. Em 1909, foi criada a primeira linha de transporte marítimo regular entre os dois países. A Ericsson foi pioneira, entre as empresas suecas, a investir no Brasil, em 1924. Os investimentos aumentaram e diversificaram-se a partir de 1946, concentrando-se em São Paulo – onde, em 1953, foi estabelecida a Câmara de Comércio Sueco-Brasileira.

Há interesse de Brasil e Suécia em intensificar – para além do campo econômico – o diálogo político, inclusive no âmbito multilateral, em processo que tem sua origem na visita de Estado que realizou o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Suécia (2007).

Em 2008, o Ministro-Chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Mangabeira Unger, em visita à Suécia, formulou proposta de estabelecimento de parceria estratégica entre os dois países. A proposta brasileira foi convertida no Plano de Ação da Parceria Estratégica, assinado em 2009, durante nova visita do Presidente Lula a Estocolmo. O mecanismo estabelece diálogo político e orienta a cooperação nas seguintes áreas: comércio e investimentos, bioenergia, defesa, meio ambiente, ciência, tecnologia e inovação, educação e cultura.

O recente dinamismo das relações bilaterais pode creditar-se a três fatores:

  • o incremento contínuo das trocas comerciais e dos investimentos suecos no Brasil; a Suécia ser o maior consumidor do etanol brasileiro na União Europeia e importante aliado nos esforços para a criação um mercado internacional de biocombustíveis e para a liberalização do comércio do produto; e a convergência de percepções em diversos temas da agenda internacional.
  • a cooperação técnico-militar é vertente importante do relacionamento bilateral, tendo ganhado novo dinamismo com a decisão do Governo brasileiro de adquirir, no âmbito do Programa FX-2, caças suecos Saab Gripen NG para a Força Aérea Brasileira. Serão fornecidas 36 aeronaves de caça, logística inicial, treinamento de pilotos e equipes de solo e simuladores de voo, além de transferência de tecnologia e cooperação industrial. A participação brasileira no projeto do Gripen NG implicará o compartilhamento da propriedade intelectual do produto final, bem como a capacitação do Brasil para o futuro desenvolvimento autônomo de uma aeronave de combate de 5ª geração.
  • a cooperação em ciência, tecnologia e inovação entre o Brasil e a Suécia ocorre com base no Protocolo Adicional sobre Cooperação em Alta Tecnologia Industrial e Inovadora, assinado em 2009. Nesse âmbito, destacam-se as atividades de cooperação entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Sueca de Inovação (VINNOVA, na sigla em sueco).

O Centro Brasil-Suécia de Pesquisa e Inovação (CISB), com sede em São Bernardo do Campo e inaugurado em 2011, tem por objetivo contribuir para o desenvolvimento de setores tecnológicos de ponta de ambos os países mediante a identificação, desenvolvimento e apoio de projetos de pesquisa de alta tecnologia em distintas áreas do conhecimento. Suas principais áreas de atuação são a aeroespacial, defesa e cidades sustentáveis, com destaque para segurança pública, saneamento urbano e tratamento de resíduos sólidos.

Em 2012 o Vice-Presidente da República, Michel Temer, realizou visita à Suécia. Na ocasião, reuniu-se com o Vice-Primeiro-Ministro Jan Björklund e manteve encontros de cortesia com o Primeiro-Ministro Fredrik Reinfeldt e a Rainha Silvia. O Casal Real sueco realizou visita ao Brasil em 2010 e em 2012, por ocasião da Conferência Rio+20. Em 2011, o Primeiro-Ministro Reinfeldt realizou visita ao Brasil, quando se reuniu com a Presidenta Dilma Rousseff. Também esteve no país em 2012, por ocasião da Rio+20.

Cronologia das relações bilaterais

1826 – Estabelecimento de relações diplomáticas entre o Império do Brasil e o Reino da Suécia

1876 – Visita de D. Pedro II à Suécia

1953 – Inauguração da Câmara de Comércio Sueco-Brasileira, em São Paulo

1984 – Visita de Estado ao Brasil do Rei Carlos XVI Gustavo e da Rainha Sílvia

1997 – 1ª Reunião de Consultas Políticas Brasil-Suécia, em Brasília

2002 – Participação do Presidente Fernando Henrique Cardoso em reunião sobre a Governança Progressista, em Estocolmo, a convite do Primeiro-Ministro Göran Persson

2006 – 2ª Reunião de Consultas Políticas Brasil-Suécia, em Brasília. Inauguração do Escritório do Conselho de Exportações da Suécia em São Paulo, na presença da Princesa Herdeira Victoria

2007 – 3ª Reunião de Consultas Políticas Brasil-Suécia, em Estocolmo

2007 – Visita de Estado do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Suécia

2008 – Visita ao Brasil do Presidente do Parlamento sueco, Per Westerberg. Visita ao Brasil da Rainha Sílvia, para participar da 3ª Conferência Internacional sobre o Combate à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro

2009 – Visita do Presidente Lula a Estocolmo, por ocasião da Cúpula Brasil-União Europeia. Assinatura do Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-Suécia

2010 – Visita ao Brasil do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, Carl Bildt. Visita ao Brasil do Casal Real da Suécia

2011 – Visita ao Brasil do Primeiro-Ministro Fredrik Reinfeldt (maio)

2011 – Visita ao Brasil da Rainha Silvia, para Conferência no Congresso Brasileiro sobre Crianças, patrocinado pela ONU

2012 – Visita ao Brasil do Presidente do Parlamento sueco, Per Westerberg

2012 – Participação dos Reis da Suécia e do Primeiro-Ministro Fredrik Reinfeldt na Conferência Rio+20

2012 – Visita à Suécia do Vice-Presidente da República, Michel Temer

2012 – Visita à Suécia do Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota (agosto)

2013 – Visitas ao Brasil das Ministras da Indústria, Annie Lööf, do Comércio, Ewa Björling, e da Infância e Idosos, Maria Larsson

2013 – Brasil anuncia decisão de adquirir caças suecos Saab Gripen NG para a Força Aérea Brasileira

2015 – Viagem da Presidenta Dilma Rousseff à Suécia, quando se adota novo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil-Suécia (18 e 19 de outubro)

2017 – O Rei Carlos XVI Gustavo e a Rainha Silvia realizam visita ao Brasil (3-7 de abril)



BRASIL - AUSTRÁLIA E VANUATU



MRE. AIG. NOTA-189. 12 de Junho de 2018. Concessão de agrément ao embaixador do Brasil na Austrália e Vanuatu

O governo brasileiro tem a satisfação de informar que o governo da Comunidade da Austrália concedeu agrément a Sérgio Eduardo Moreira Lima como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. O embaixador Moreira Lima recebeu também agrément da República de Vanuatu, junto ao qual exercerá o cargo de embaixador cumulativo, não-residente. De acordo com a Constituição brasileira, essas designações ainda deverão ser submetidas à apreciação do Senado Federal.

Sérgio Eduardo Moreira Lima ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1971. Serviu nas Embaixadas do Brasil em Washington, Lisboa e na Missão do Brasil junto às Nações Unidas. Foi ministro conselheiro em Londres e embaixador do Brasil em Tel Aviv (cumulativo com Ramallah), Oslo e Budapeste. No Brasil, foi assessor do ministro de estado das Relações Exteriores, além de chefe substituto do Cerimonial e do Departamento de Política Comercial. Foi também secretário de Controle Interno, diretor do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) e, desde 2014, é presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG).

Relações bilaterais

As relações diplomáticas entre Brasil e Austrália tiveram início em 1945. Após décadas em que questões da agenda multilateral prevaleceram no diálogo entre os dois países, temas bilaterais têm sido impulsionados nos últimos anos – especialmente quando da criação do mecanismo de Consultas Políticas Brasil-Austrália, em 1990.

Na primeira metade da década de 2000, o Brasil recebeu visitas de três ministros da Austrália e registrou-se significativo aumento dos investimentos australianos no país – que passaram a diversificar-se para além do setor minerador, direcionando-se também ao agronegócio, à energia renovável, a empreendimentos varejistas, dentre outros.

Em 2008, foram realizadas três visitas de alto nível do Brasil à Austrália, inclusive do então Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Nesse ano, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro Kevin Rudd reuniram-se à margem de reunião realizada em Washington – o que viria a repetir-se à margem de outra reunião multilateral, em 2009.

A partir desses contatos, foi gestada a ideia de elevar as relações Brasil-Austrália a um novo patamar. Em 2010, os dois países assinaram memorando de entendimento para estabelecer uma "parceria reforçada", definindo metas de ampliação de comércio e investimento, de cooperação científica e educacional e de cooperação em favor do desenvolvimento de terceiros países. Ao estreitamento de laços entre os Governos seguiu-se maior aproximação entre universidades, autoridades estaduais e empresas dos dois países. Registrou-se inclusive o aumento de investimentos de empresas brasileiras na Austrália.

Em 2012, por ocasião da primeira visita ao Brasil de um Chefe de Governo australiano, a Presidente Dilma Rousseff e a Primeira-Ministra Julia Gillard decidiram avançar nas relações bilaterais, então elevadas ao nível de parceria estratégica.

Cronologia das relações bilaterais

1945 – Estabelecimento das relações diplomáticas entre Brasil e Austrália

1990 – Criação do mecanismo de Consultas Políticas Brasil-Austrália

2008 – Visita à Austrália do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim

2008 – Encontro do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Primeiro-Ministro Kevin Rudd à margem de reunião multilateral, em Washington

2009 – Encontro do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Primeiro-Ministro Kevin Rudd à margem de reunião multilateral

2010 – Assinaram de memorando de entendimento Brasil-Austrália para estabelecimento de Parceria Reforçada

2012 – Visita ao Brasil da Primeira-Ministra Julia Gillard. Relações bilaterais elevadas ao nível de Parceria Estratégica (20 a 22 de junho)

2015 – Visita da Ministra dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Julie Bishop, a Brasília (3 de julho)



BRASIL - TANZÂNIA E SEICHELES



MRE. AIG. NOTA-190. 12 de Junho de 2018. Concessão de agrément ao embaixador do Brasil na Tanzânia e em Seicheles

O governo brasileiro tem a satisfação de informar que o governo da República Unida da Tanzânia concedeu agrément a Antonio Augusto Martins Cesar como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. Antonio Augusto Martins Cesar recebeu também agrément da República de Seicheles, junto à qual exercerá o cargo de embaixador cumulativo, não-residente. De acordo com a Constituição brasileira, essas designações ainda deverão ser submetidas à apreciação do Senado Federal.

Antonio Augusto Martins Cesar ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1997. Serviu nas Embaixadas do Brasil em São Salvador, Assunção, Windhoek e Lisboa. No Brasil, foi assistente na Divisão de Europa I, chefe, substituto, da Divisão da África I e assessor no Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores. Desde 2016, é ministro-conselheiro na Embaixada do Brasil em Pretória.

Relações bilaterais

Brasil e Tanzânia estabeleceram relações diplomáticas em 1970. A Embaixada do Brasil em Dar es Salaam foi aberta em 1979 e, depois de passar alguns anos desativada, viria a ser reaberta em 2005. A Tanzânia estabeleceu Embaixada em Brasília em 2007. Os dois países mantêm projetos de cooperação em áreas como pecuária, horticultura e combate ao HIV/AIDS.

A primeira visita de um Chefe de Estado brasileiro à Tanzânia foi realizada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010, ocasião em que foi estabelecida parceria na área de combate ao desmatamento. Em retribuição a essa visita, vieram o Brasil, em menos de dois anos, o Chanceler Bernard Membe (2010); o Primeiro-Ministro Mizengo Pinda (2011) e, no âmbito da Reunião da Parceria para o Governo Aberto, o Presidente Jakaya Kikwete (2012).

Cronologia das relações bilaterais

1970 – Estabelecimento de relações diplomáticas

1979 – Abertura da Embaixada do Brasil em Dar es Salaam

2007 – Abertura da Embaixada da Tanzânia em Brasília

2010 – Visita à Tanzânia do Presidente Luís Inácio Lula da Silva

2010 – Visita ao Brasil do Chanceler Bernard Membe

2011 – Visita ao Brasil do Primeiro-Ministro Mizengo Pinda - 4 a 10 de outubro

2012 – Visita ao Brasil do Presidente Jakaya Kikwete, por ocasião da Reunião da Parceria para o Governo Aberto



BRASIL - BOLÍVIA



MRE. AIG. NOTA-191. 12 de Junho de 2018. Concessão de agrément ao embaixador do Brasil na Bolívia

O governo brasileiro tem a satisfação de informar que o governo do Estado Plurinacional da Bolívia concedeu agrément a Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes como embaixador extraordinário e plenipotenciário do Brasil naquele país. De acordo com a Constituição brasileira, essa designação ainda deverá ser submetida à apreciação do Senado Federal.

Octávio Henrique Dias Garcia Côrtes ingressou no Serviço Exterior Brasileiro em 1985. Serviu nas Embaixadas do Brasil em Washington, Assunção, La Paz, Tóquio e Bagdá. No Brasil, foi assistente na Divisão de Comunicações, assessor na Secretaria-Geral das Relações Exteriores, na Coordenação-Geral de Modernização e Planejamento, no Departamento do Serviço Exterior, no Gabinete do Ministro de Estado das Relações Exteriores, chefe da Divisão de Europa I e da Assessoria de Relações Internacionais da Presidência do Senado Federal, assessor especial da Presidência da República e chefe de gabinete do ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. Desde 2015 é embaixador do Brasil junto à Etiópia, Djibouti e Sudão do Sul, além de representante do Brasil junto à União Africana e à Comissão Econômica para a África das Nações Unidas.


________________

LGCJ.: