US ECONOMICS
U.S. Department of the Treasury. June 12, 2017. U.S., China Finalize Details to Send U.S. Beef to China
Washington, D.C. – As part of the U.S.-China 100-Day Action plan announced on May 11, 2017 by U.S. Secretary of Commerce Wilbur Ross and Secretary of the Treasury Steven T. Mnuchin, the Trump Administration today has taken important steps toward commercial shipment of U.S. beef and beef products to China for the first time since 2003. These shipments are results of the U.S.-China Comprehensive Economic Dialogue co-chaired by Secretary Ross and Secretary Mnuchin for the United States and Vice Premier Wang Yang for China. Accordingly, the U.S. Department of Agriculture has reached agreement with Chinese officials on final details of a protocol to allow the U.S. to begin the beef exports to China. Secretary of Agriculture Sonny Perdue today announced the posting of technical documents related to the beginning of shipments.
Secretary of Agriculture Sonny Perdue issued the following statement:
“Today is a great day for the United States and in particular for our cattle producers, who will be regaining access to an enormous market with an ever-expanding middle class. Since he was elected, President Trump has brought momentum, optimism, and results to American agriculture families that we haven’t seen in years and this agreement is a great example. I commend the hard work of Secretary Ross, Secretary Mnuchin, Trade Representative Robert Lighthizer, and our USDA representatives. Without their dedication and persistence, this would have not been possible. I have no doubt that as soon as the Chinese people get a taste of American beef they’ll want more of it.”
Secretary of Commerce Wilbur Ross issued the following statement:
“President Trump is doing more to improve the U.S.-China relationship than any president in decades, and this final beef protocol agreement represents even more concrete progress. As we clear away long-standing issues like this one, focusing on near-term, verifiable deliverables, we are building a sound foundation for further discussions. I look forward to engaging with our Chinese counterparts as we address more complex issues to the benefit of both our nations.”
Secretary of the Treasury Steven T. Mnuchin issued the following statement:
"The reopening of China's market to American beef is an example of the results-oriented approach this Administration has taken in our engagement with China. We will continue to work toward a more fair and balanced economic relationship with China by expanding opportunities for U.S. workers and businesses."
U.S. Trade Representative Robert Lighthizer issued the following statement:
"I welcome China taking this important step to start allowing U.S. beef imports after shutting them out over 13 years ago. The President's firm commitment to fair trade that benefits the United States has made this new U.S. beef export opportunity possible. I encourage China and all countries to base their requirements on international standards and science. America's ranchers are the best producers of beef in the global economy, and they can compete and succeed wherever there is a level playing field."
Background:
The USDA Agricultural Marketing Service (AMS) has posted the requirements for its Export Verification program for U.S. establishments shipping to China, which will enable packers to apply for approval to export to China. The USDA Food Safety and Inspection Service (FSIS) has also updated its online Export Library specifying China’s requirements for certifying U.S. beef being shipped there.
China has emerged as a major beef buyer in recent years, with imports increasing from $275 million in 2012 to $2.5 billion in 2016. However, the United States has been banned from China's market since 2003. The United States is the world’s largest beef producer and was the world’s fourth-largest exporter, with global sales of more than $5.4 billion in 2016. Until the ban took effect, the U.S. was China’s largest supplier of imported beef, providing 70 percent of their total intake.
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BACEN. BOLETIM FOCUS: RELATÓRIO SEMANAL DE MERCADO
(Projeções atualizadas semanalmente pelas 100 principais instituições financeiras que operam no Brasil, para os principais indicadores da economia brasileira)
ANÁLISE
BACEN. PORTAL G1. 12/06/2017. Analistas ouvidos pelo Banco Central reduzem previsão do PIB para 2017. Dados divulgados pelo Boletim Focus estimam que o PIB vai crescer 0,41% em 2017 e que a inflação ficará em 3,71%.
Os analistas de mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central reduziram a previsão de crescimento da economia para 2017, de 0,5% para 0,41%.
Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (12) no boletim de mercado do Banco Central, também conhecido como Boletim Focus, com a revisão do PIB para baixo, os analistas também reduziram a previsão de inflação para 2017 de 3,90% para 3,71%.
Na semana passada, três semanas após o estouro do escândalo da JBS, projeçoes de dois bancos já viam redução no PIB. O Itaú Unibanco revisou de 1% para 0,3% a sua previsão para o crescimento da economia este ano. Já o Bradesco revisou de uma alta de 0,3% para 0%.
Para 2018, os analistas ouvidos pelo Banco Central na última sexta-feira (9), estimam que o PIB vai crescer 2,3%. Na semana passada eles esperavam um crescimento de 2,4%. Já a estimativa de inflação caiu de 4,4% para 4,37%.
Juros
Pela nona semana seguida, os analistas de mercado ouvidos pelo BC mantiveram a previsão de que a taxa básica de juros, a Selic, chegará no final do ano em 8,5%.
Os analistas também mantiveram estável a previsão da taxa de câmbio do dólar no final de 2017 em R$ 3,30.
Para o fim de 2018, a previsão da Selic dada pelos analistas também se manteve em 8,50%, já para a taxa de câmbio a estimativa é que feche o próximo ano em R$ 3,40.
Balança e investimentos
Os analistas ouvidos pelo Banco Central, esperam que a diferença entre o que o Brasil vender para o exterior e o que ele comprar seja ainda maior. A estimativa para o superávit da balança comercial aumentou de US$ 56,4 bilhões para US$ 57,8 bilhões. Já a previsão para 2018 se manteve em um superávit de US$ 43,06 bilhões.
A previsão de entrada de investimento estrangeiro no país aumentou, depois de cair por duas semanas seguidas, passando de US$ 78 bilhões para US$ 80 bilhões. Para 2018, o mercado também elevou a previsão de entrada de investimentos estrangeiros no país de US$ 78,75 bilhões para US$ 80 bilhões.
BACEN. PORTAL UOL. 12/06/2017. Mercado mantém previsão para juros e vê crescimento menor do PIB em 2017
Do UOL, em São Paulo
Economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a previsão para os juros neste ano e reduziram a estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto).
Os analistas também passaram a prever inflação menor no final do ano.
Veja as projeções para 2017 do Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo BC:
- PIB: caiu de 0,50% para 0,41%;
- Inflação: caiu de 3,90% para 3,71%;
- Taxa de juros: foi mantida em 8,5% ao ano;
- Dólar: foi mantida em R$ 3,30.
A projeção de 3,71% deixaria a inflação abaixo do centro da meta do governo. O objetivo é manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto para mais ou menos (ou seja, variando de 3% a 6%).
Em maio, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que mede a inflação oficial no país, subiu 0,31% e alcançou em 12 meses 3,6%, nível mais baixo em dez anos.
Para manter o nível de inflação esperado, o governo faz uso da política monetária, por meio da taxa básica de juros, a Selic.
No final do mês passado, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu cortar a taxa básica de juros (Selic) pela sexta vez seguida. A Selic caiu 1 ponto percentual, para 10,25% ano.
Entenda o que é o boletim Focus
Toda semana, o BC divulga um relatório de mercado conhecido como Boletim Focus, trazendo as apostas de economistas para os principais indicadores econômicos do país.
Mais de 100 instituições são ouvidas e, excluindo os valores extremos, o BC calcula uma mediana das perspectivas do crescimento da economia (medido pelo Produto Interno Bruto, o PIB), perspectivas para a inflação e a taxa de câmbio, entre outros.
Mediana apresenta o valor central de uma amostra de dados, desprezando os menores e os maiores valores.
(Com Reuters)
BACEN. REUTERS. 12/06/2017. Economistas mantêm Selic a 8,5%, mas reduzem contas para crescimento do PIB.
SÃO PAULO (Reuters) - A projeção para a taxa básica de juros permaneceu inalterada na pesquisa Focus do Banco Central para este ano e o próximo, com perspectiva de ritmo mais fraco de corte da Selic em julho e crescimento menor tanto em 2017 quanto em 2018.
O levantamento divulgado nesta segunda-feira mostrou que os economistas consultados permanecem vendo a Selic a 8,5 por cento tanto no final de 2017 quanto de 2018.
Para a reunião de julho, eles veem um corte de 0,75 ponto percentual, depois de o BC ter reduzido no fim de maio a taxa em 1 ponto percentual, a 10,25 por cento.
Na ata desse encontro, a autoridade monetária repetiu que a redução moderada do ritmo do afrouxamento monetário deve se mostrar adequada em sua próxima reunião, em função da crise política. Esse cenário foi reforçado pelo presidente do BC, Ilan Goldfajn, na sexta-feira.
As expectativas do Top-5, grupo que reúne aqueles que mais acertam as projeções, também não mudaram, com a Selic calculada em 8,38 por cento e 8 por cento respectivamente neste ano e no próximo, na mediana das projeções.
Entretanto, a pesquisa com uma centena de economistas mostra ainda que, em relação à atividade econômica, o Produto Interno Bruto (PIB) deve expandir apenas 0,41 por cento em 2017, contra projeção anterior de 0,50 por cento.
A conta para 2018 também caiu, em 0,10 ponto percentual, e agora é de crescimento de 2,30 por cento.
Em relação ao IPCA, a estimativa para a inflação este ano foi reduzida em 0,19 ponto percentual, chegando a 3,71 por cento. Para 2018, a redução foi de 0,03 ponto, a 4,37 por cento.
Em maio, o IPCA subiu 0,31 por cento e alcançou em 12 meses 3,60 por cento, nível mais baixo em 10 anos.
BACEN. PORTAL BRASIL. 12/06/2017. ECONOMIA E EMPREGO. Boletim Focus. Mercado financeiro projeta inflação zero para junho. Mês deve terminar com preços médios sem qualquer alteração para o consumidor. Se confirmado, será o melhor resultado desde 2006. Preço dos alimentos tem colaborado para inflação mais baixa em 2017
por Portal Brasil
Junho deve ser um mês de alívio para o bolso dos consumidores. De acordo com uma pesquisa do Banco Central, pode ser o mês com menor inflação desde 2006. A expectativa dos analistas é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelere e que os preços, na passagem de maio para junho, fiquem estáveis, sem qualquer alteração.
Os dados são do Boletim Focus, uma publicação semanal, editada pelo BC, e que reúne as projeções de cerca de 100 analistas do mercado financeiro. A pesquisa mostra ainda que o mercado financeiro está cada vez mais otimista com o custo de vida no Brasil em 2017.
Nesta semana, a expectativa dos analistas para o IPCA do ano melhorou de 3,90% para 3,71%. Caso esse número se confirme, será a menor inflação desde 2006, quando o indicador havia ficado em 3,14%. Esse levantamento mostra ainda que o otimismo desses especialistas também vale para 2018.
IPCA 2018
Para o próximo ano, a expectativa é que o IPCA fique mais uma vez em níveis confortáveis para o bolso das famílias, em 4,37%. Essa projeção para 2018 tem melhorado gradualmente. Há uma semana ela era maior, estava em 4,40%.
BACEN. REUTERS. 12/06/2017. Cautela com cena política continua e dólar tem leves oscilações ante real
Por Claudia Violante
SÃO PAULO (Reuters) - O dólar trabalhava com leves oscilações ante o real nesta segunda-feira, com investidores ainda cautelosos com a cena política brasileira e o andamento das reformas no Congresso Nacional.
Às 10:29, o dólar avançava 0,02 por cento, a 3,2929 reais na venda, depois de acumular alta de 1,15 por cento na semana passada. O dólar futuro tinha baixa de 0,54 por cento.
"Ainda é difícil ser muito otimista diante de novas batalhas que virão", informou a corretora Guide em comentário a investidores.
O novo desafio para o governo do presidente Michel Temer passa pelo PSDB agora. O partido se reúne nesta tarde para definir se continua na base governista depois que Temer foi absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral na sexta-feira.
De modo geral, os tucanos têm dito que, mesmo que eventualmente saiam do governo, ainda vão manter o apoio às reformas. Para o mercado financeiro, sobretudo a aprovação da reforma da Previdência é fundamental, porque é essencial para colocar as contas públicas em ordem.
O mercado também trabalhava com a expectativa de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, possa denunciar Temer no Supremo Tribunal Federal (STF), onde o presidente já é investigado por crime, entre outros, de corrupção passiva.
Outro motivo de cautela do mercado eram os desdobramentos da denúncia de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) pode ter sido acionada por Temer para vasculhar a vida do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.
No final de semana, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, fez duras críticas à possibilidade de espionagem contra Fachin e classificou a denúncia como "gravíssimo crime".
O Banco Central brasileiro realiza nesta sessão mais um leilão de até 8,2 mil swaps cambiais tradicionais --equivalentes à venda futura de dólares-- para rolagem dos contratos que vencem julho.
No exterior, o dólar recuava ante uma cesta de moedas e moedas como o rand e lira turca antes da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, na quarta-feira, quando deve elevar os juros novamente.
REUTERS. 12/06/2017. Crise política afeta economia em 2018, com juros caindo menos e dólar maior, dizem analistas
Por Luiz Guilherme Gerbelli
SÃO PAULO (Reuters) - A crise política que abala o governo Michel Temer vai afetar de maneira mais intensa o desempenho econômico do Brasil em 2018, com crescimento mais fraco do que o esperado, basicamente por causa da expectativa de dólar mais caro e queda menor dos juros.
E esse cenário, segundo analistas ouvidos pela Reuters, vai impactar praticamente todos os setores, como indústria, serviços e até investimentos, essencial para impulsionar a economia.
"O processo de recuperação da economia brasileira será lento e não ocorrerá na velocidade esperada", afirmou o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Julio Mereb, para quem o Produto Interno Bruto (PIB) vai crescer 1,8 por cento em 2018, abaixo da estimativa anterior de 2,5 por cento.
No cenário de mais pessimismo traçado pelo Ibre, no ano que vem, a expansão da indústria será de 2,4 por cento e de serviços, de 1,2 por cento. Até então, as previsões eram de crescimento de 2,8 e 1,8 por cento, respectivamente.
A crise política eclodiu em meados de maio, após Temer ser atingido pela delação de executivos do grupo J&F e que acabou levando-o a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crime, entre outros, de corrupção passiva.
A principal dúvida dos agentes econômicos é se o governo, enfraquecido politicamente, vai ter condições de levar adiante no Congresso Nacional reformas importantes, como a da Previdência, essencial para colocar as contas públicas em ordem.
De forma geral, os especialistas acreditam que a reforma previdenciária vai passar, mas atrasada e ainda mais desidratada do que a versão original do governo, o que acabará deixando para o governo que será eleito no próximo ano ajustar as contas.
"A taxa de juros também foi afetada pela crise política", acrescentou o economista da consultoria 4E Bruno Lavieri, ressaltando que reduziu a expectativa de crescimento para 2018 a 1,2 por cento, ante de 2 por cento.
Antes da crise política, Lavieri disse que estava em processo de revisão da expectativa para a Selic, acreditando que ela fecharia este ano a 7,5 por cento, mas agora mantém o cenário de 8,25 por cento.
Hoje, a Selic está em 10,25 por cento ao ano após sucessivos cortes feito pelo Banco Central desde outubro passado. Mas, justamente pelo cenário político delicado e incertezas no campo fiscal, o BC já avisou que vai reduzir o ritmo de cortes, mesmo com a inflação cada vez mais fraca e a economia patinando.
A queda dos juros, embora tenha efeito defasado na economia, é considerada fundamental para garantir crescimento de mais longo prazo ao colaborar para reduzir o custo dos empréstimos de empresas e famílias, ajudando na retomada do investimento e consumo.
DÓLAR E DESEMPREGO
A incerteza com o sucesso do governo Temer na área fiscal provocou ainda alta do dólar ante o real diante da maior percepção de risco dos investidores com a economia brasileira.
Desde a delação dos executivos da J&F, o dólar saiu do patamar de 3,10 reais para o atual de 3,30 reais, o que pode prejudicar a tendência de queda inflação e, consequentemente, obrigar o BC a ser mais duro na condução da política monetária.
"O cenário político mais conturbado deve postergar a tramitação das reformas, dificultando o reequilíbrio fiscal e consequentemente impactando a confiança dos agentes e os preços dos ativos", afirmou em nota o economista-chefe do banco Itaú Unibanco, Mario Mesquista.
Nas contas dele, o dólar deve ficar em 3,50 reais no fim de 2017 e 3,60 reais em 2018, sobre previsão anterior de 3,25 e 3,35 reais. Para o crescimento do PIB, a estimativa agora é de 0,3 por cento este ano e 2,7 por cento em 2018.
Na pesquisa Focus do BC, que ouve semanalmente uma centena de economistas, as previsões antes do estouro da crise eram de que o PIB cresceria 0,5 por cento neste ano e 2,50 por cento em 2018. Agora, as contas caíram a 0,41 por cento em 2017 e, com mais força, a 2,30 por cento no próximo ano.
"Todo esse cenário prejudica bastante o mercado de trabalho. A recuperação (do emprego) que a gente esperava para meados deste ano só deve ocorrer no segundo semestre do ano que vem", disse Mereb, do Ibre, cuja projeção é de que a taxa de desocupação vai atingir o pico no primeiro trimestre de 2018, a 14,4 por cento. Hoje, ela está em 13,6 por cento.
(Edição de Patrícia Duarte)
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BACEN. ECONOMÁTICA. PORTAL G1. 10/06/2017. Com inflação em queda, poupança tem maior ganho real em 11 anos. Descontada a inflação, poupança rendeu 4,37% no acumulado em 12 meses até maio. Juros em queda também elevam atratividade da modalidade.
Por Darlan Alvarenga, G1
A queda da inflação está contribuindo para elevar a rentabilidade da mais tradicional modalidade de aplicação financeira no país. No acumulado em 12 meses até maio, a caderneta de poupança ofereceu um ganho real (descontada a inflação) de 4,37%, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. Trata-se da maior taxa de retorno desde 2006, quando o modalidade rendeu 5,1% na mesma base de comparação.
Retorno da poupança no acumulado em 12 meses até maio
Rendimento descontada a inflação (IPCA)
Fonte: Economatica
O IBGE divulgou nesta sexta-feira (9), que o índice de que mede a inflação oficial do país (IPCA) ficou em 0,31% no mês de maio, acumulando variação de 3,6% em 12 meses. Com isso, o ganho real da poupança no mês foi de 0,27%.
No acumulado em 5 meses, o retorno descontada a inflação está em 1,66%, se aproximando do ganho real obtido nessa aplicação durante todo o ano passado (1,9%).
Em maio, os depósitos na poupança superaram os saques pela primeira vez desde dezembro de 2016, segundo informou o Banco Central. No mês passado, foram depositados R$ 180,2 bilhões e retirados R$ 179,9 bilhões dessa modalidade, o que resultou num resultado positivo de R$ 292,6 milhões. Apesar do resultado positivo de maio, em 2017 a poupança ainda registra retirada líquida (superior aos depósitos) de R$ 18,38 bilhões.
Regras da poupança
"A regra continua é a mesma, o que mudou é que com a inflação surpreendendo positivamente, a poupança, que antes vinha perdendo para a inflação, passou a ser uma grande vantagem, ganhando poder de compra", afirma o diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Pelas regras da caderneta de poupança, o rendimento está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), quando a taxa básica de juros, a Selic, está acima de 8,5% ao ano. Quando o juro cai para 80,5% ou menos, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais TR. Atualmente, os juros estão em 10,25% ao ano.
Entre as vantagens que tornam a poupança a aplicação mais popular está ainda a possibilidade de investir qualquer valor, de resgatar qualquer valor a qualquer momento, e a isenção do pagamento de imposto de renda.
O levantamento da Economatica mostra que, em 12 meses, a rentabilidade da poupança supera o retorno das aplicações em ouro, euro e dólar, mas ainda fica atrás do CDI e do Ibovespa.
Comparativo de retorno das principais aplicações
Ganho real descontada a inflação em 12 meses até maio
Fonte: Economatica
Poupança e Selic
Apesar de a poupança ainda perder para diversos outros tipos de aplicações como CDI, fundos e Tesouro Direto, o diretor da Anefac lembra que essa modalidade é isenta de imposto de renda e que a perspectiva de novos cortes na taxa básica de juros ao longo do ano também ajuda a aumentar as vantagens da poupança.
"Toda vez que a Selic cai, começa a aumentar a vantagem da poupança, uma vez que ela tem um ganho real garantido. Então a tendência para os próximos meses é que a poupança comece também a recuperar terreno inclusive frente aos fundos de investimentos", explica Oliveira.
Pelos cálculos da Anefac, mesmo com a Selic em 10,25% ao ano, a poupança já começa a ganhar dos fundos de investimento, nos casos em que a taxa de administração é acima de 2%, uma vez que o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic.
BOA VISTA CONSULTORIA. 12/06/2017. Boa Vista SCPC: recuperação de crédito sobe 1,6% em maio
O indicador de recuperação de crédito – obtido a partir da quantidade de exclusões dos registros de inadimplentes da base da Boa Vista SCPC – apontou aumento de 1,6% na análise mensal dessazonalizada, enquanto na variação acumulada em 12 meses (junho de 2016 até maio de 2017) foi observada queda de 1,1%. Na análise interanual (mesmo mês de 2016) houve queda de 7,2%, conferindo uma queda de 0,6% no acumulado do ano frente ao mesmo período do ano anterior.
Em termos regionais, na comparação em 12 meses observou-se alta somente na região Sudeste, de 1,5%. Para as demais regiões, ficou a seguinte configuração: Norte (-8,5%), Centro-Oeste (-6,0%), Sul (-1,0%) e Nordeste (-3,6%).
Apesar das divergências dos indicadores regionais, a média brasileira de recuperação de crédito continua muito próxima de valores estáveis. Com isso, o quadro de inadimplência na economia mantém-se inalterado, uma vez que o crescimento do fluxo de registros de consumidores inadimplentes nos últimos meses também permanece em níveis próximos da estabilidade.
Metodologia
O indicador de recuperação de crédito é elaborado a partir da quantidade de exclusões dos registros de dívidas vencidas e não pagas informados anteriormente à Boa Vista pelas empresas credoras. As séries têm como ano base a média de 2011 = 100 e passam por ajuste sazonal para avaliação da variação mensal. Em janeiro de 2014 houve atualização dos fatores sazonais e reelaboração das séries dessazonalizadas, utilizando o filtro sazonal X-12 ARIMA, disponibilizado pelo US Census Bureau.
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LGCJ.: