19 de janeiro de 2017

FGV. IBRE. 19/01/2017. Índices Gerais de Preços. IGP-M Segundo Decêndio. IGP-M avança na segunda prévia de janeiro

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,76%. No mês anterior, para o mesmo período de coleta, a variação foi de 0,41%. O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou variação de 0,91%, no segundo decêndio de janeiro. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de 0,53%. A taxa de variação dos Bens Finais passou de -0,28% para 0,56%. A maior contribuição para este movimento teve origem no subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -5,49% para -0,94%.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,17%, em dezembro, para 0,81%, em janeiro. O destaque coube ao subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -1,97% para 4,77%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 1,40%. No mês anterior, a taxa foi de 1,86%. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram: soja (em grão) (0,88% para -3,72%), café (em grão) (-0,41% para -5,36%) e laranja (3,56% para -1,40%). Em sentido oposto, destacam-se: milho (em grão) (-5,70% para -2,31%), leite in natura (-6,48% para -2,87%) e minério de ferro (15,36% para 14,60%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou variação de 0,57%, no segundo decêndio de janeiro, ante 0,12%, no mesmo período do mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (0,04% para 0,69%). Nesta classe de despesa, cabe mencionar o item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de -5,08% para 1,02%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,57% para 0,09%), Transportes (0,32% para 0,92%), Educação, Leitura e Recreação (1,26% para 1,62%), Comunicação (0,02% para 0,33%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,56%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de eletricidade residencial (-4,82% para -1,52%), gasolina (-0,70% para 2,72%), cursos formais (0,00% para 3,06%), tarifa de telefone móvel (0,00% para 0,57%) e medicamentos em geral (-0,20% para 0,17%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variaçãoos grupos: Vestuário (0,12% para     -0,27%) e Despesas Diversas (0,79% para 0,66%). Nestas classes de despesa, vale mencionar o comportamento dos itens: roupas (0,22% para -0,35%) e cigarros (1,67% para 1,07%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de janeiro, variação de 0,24%. No mês anterior, a taxa foi de 0,32%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,16%, acima do resultado de dezembro, de 0,07%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de variação de 0,31%. No mês anterior, este índice variou 0,54%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C5593FD36B0159B613B0212BCF

CNI. 19/01/2017. Crise econômica reduz competitividade das empresas brasileiras. Estudo da CNI mostra que, em 2016, o Brasil perdeu terreno em áreas importantes como disponibilidade e custo da mão de obra, ambiente macroeconômico, competição e escala do mercado doméstico e tecnologia e inovação

Ranking de competitividade

A crise econômica diminuiu ainda mais a competitividade brasileira. Em 2016, o país retrocedeu em quatro dos nove fatores que determinam a capacidade de as empresas vencerem os concorrentes na disputa por mercados. Na comparação com outros 17 países, o Brasil perdeu terreno de 2015 para 2016 nos fatores disponibilidade e custo da mão de obra, ambiente macroeconômico, competição e escala do mercado doméstico e tecnologia e inovação. Só avançou no fator educação. Com esse desempenho, está em penúltimo lugar, à frente apenas da Argentina, no ranking de competitividade 2016. No topo da lista está o Canadá, seguido por Coreia do Sul e Austrália, informa o estudo anual feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O Brasil se mantém em penúltimo lugar desde 2012, quando o ranking geral da competitividade começou a ser feito, observa o gerente-executivo de Pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. "O Brasil precisa valorizar a competitividade se quiser sobreviver no mundo globalizado", avalia Fonseca. Para ter melhores condições de competir com os demais países, acrescenta o economista, o Brasil deve ampliar os investimentos e aumentar a  eficiência na aplicação de recursos públicos e privados  em áreas que aumentem a produtividade, como educação, inovação e infraestrutura.
 
O ranking mostra a posição do Brasil em relação aos 17 países de economias similares: África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Índia, Indonésia, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia e Turquia. Os países são avaliados em nove fatores e 20 subfatores que afetam a eficiência e o desempenho das empresas na conquista de mercados. Os nove fatores que têm impacto na competitividade considerados pela CNI são: disponibilidade e custo de mão de obra, disponibilidade e custo de capital, infraestrutura e logística, peso dos tributos, ambiente macroeconômico, competição e escala do mercado doméstico, ambiente de negócios, educação e tecnologia e inovação.


DESALENTO E PRODUTIVIDADE - De acordo com o estudo, o Brasil caiu da 5ª posição em 2015 para a 11ª colocação em 2016 no fator disponibilidade e custo da mão de obra. Isso ocorreu especialmente porque, com o aumento do desemprego, a população economicamente ativa diminuiu, pois, desanimadas com a crise, muitas pessoas desistiram de procurar emprego. Além disso, o país tem prejuízos com a baixa produtividade no trabalho e o elevado custo da mão de obra. O país mais competitivo no fator disponibilidade e custo da mão de obra é a Indonésia. O pior colocado é a Espanha.

No fator ambiente macroeconômico, o Brasil recuou duas posições. Saiu da 15ª colocação em 2015 para a 17º em 2016. "Com inflação, dívida bruta e carga de juros elevadas e baixa taxa de investimentos, o Brasil está na penúltima posição entre os 18 países avaliados, à frente da Argentina", diz o estudo da CNI. Neste fator, o primeiro lugar do ranking é da China, o segundo, da Indonésia, e o terceiro, da Coreia do Sul. O Chile aparece em quarto lugar e é o país latino-americano que tem o melhor ambiente macroeconômico.

MERCADO DOMÉSTICO - O Brasil também perdeu duas posições no fator competição e escala do mercado doméstico. Caiu da 10ª posição em 2015 para a 12º em 2016. O primeiro lugar deste ranking ficou com a China, seguida da Espanha. Conforme o estudo, o recuo do Brasil no fator é resultado do encolhimento do mercado doméstico, porque,  com a crise econômica, o consumo diminuiu.

Além disso, o país convive com baixa concorrência no mercado doméstico e impõe elevadas barreiras tarifárias aos produtos estrangeiros. "O Brasil apresentou a segunda maior alíquota alfandegária média aplicada sobre as importações de bens, de 11,5%, atrás da Índia, cuja alíquota foi de 13%", informa o estudo. Na Coréia do Sul, a alíquota média é de 7,08%. Na Espanha e na Polônia, é de apenas 1,04%.

O ranking mostra ainda que o Brasil caiu da nova posição em 2015 para a 11ª em 2016 no fator tecnologia e inovação. O primeiro lugar ficou com a Coreia do Sul e, o segundo, com a China. O Chile está na última posição da lista neste fator. A perda de duas posições do Brasil  é resultado da redução dos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e inovação e da capacidade de inovar das empresas brasileiras. "O setor privado no Brasil reduziu os gastos em P&D de 0,51% em 2013 para 0,42% em 2014 (ano de referência do ranking 2016).", afirma o estudo. No mesmo período, observa a CNI, Argentina, Chile e Colômbia também reduziram os gastos, enquanto que as empresas de  China, Polônia, Coreia do Sul, Rússia, Turquia e Tailândia aumentaram os investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

GASTOS COM EDUCAÇÃO - A melhor posição obtida pelo Brasil em 2016 foi no fator educação. O país ficou em nono lugar na lista deste quesito. "O resultado deve-se, sobretudo, ao bom desempenho do país na variável gastos com educação", analisa o estudo. "No ranking de 2016, o volume de recursos destinados à educação no Brasil representou 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014, menor apenas que o observado na África do Sul (7,3%)."

No entanto, o país ainda está muito atrás dos principais competidores no quesito qualidade da educação. "Com relação à qualidade da educação básica, refletida nas avaliações do programa internacional de avaliação dos estudantes, o PISA 2015, o Brasil está na 12º posição entre 14 países", afirma a CNI. Na avaliação de matemática, o Brasil está em último lugar. Em ciências, só o Peru teve desempenho pior do que o do Brasil e, em leitura, os estudantes brasileiros estão em 12º lugar, à frente apenas da Indonésia e do Peru.

Confira a posição do Brasil nos demais fatores da competitividade:

Disponibilidade e custo de capital
O Brasil está na última posição do ranking no fator disponibilidade e custo de capital. O Canadá está em primeiro lugar da lista e, a Austrália, em segundo. O desempenho do país é resultado dos  altos custos e da baixa disponibilidade de recursos.  "O Brasil tem a mais alta taxa de juros real de curto prazo, de 11%, e o maior spread da taxa de juros, de 31,3%. A segunda maior taxa de juros é registrada pela Índia, de 3,5%, e o segundo maior spread da taxa de juros é registrado pelo Peru, de 13,8%", diz o estudo.

Infraestrutura e logística
O Brasil está na 15º posição da lista no fator infraestrutura e logística. Entre os 18 países avaliados, estão atrás do Brasil neste quesito o Peru, a Índia e a Colômbia. O primeiro  é da Espanha e, o segundo, do Canadá. De acordo com o estudo, o Brasil teve as piores avaliações em todos os modais de transporte - rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. O país só teve um bom resultado no item infraestrutura de telecomunicações.

Peso dos tributos
O Brasil ocupa a 16º posição do ranking de competitividade do fator de peso de tributos, à frente apenas da Espanha e da Argentina. A Tailândia está em primeiro lugar e a Indonésia em segundo. Na comparação com 2015, o Brasil perdeu terreno para os competidores no quesito receita total de impostos em relação ao PIB. Embora a receita total de impostos no Brasil tenha se mantido em 21% do PIB, em outros países como Rússia, México e China o percentual caiu. Na Rússia, por exemplo, recuou de 24% para 18% do PIB. Com isso, o peso dos tributos no Brasil também ficou maior.

Ambiente de negócios
O Brasil está na penúltima posição no fator ambiente de negócios. Na última colocação está a Argentina e, na primeira, o Canadá. O ambiente de negócios é composto dos subfatores eficiência do estado e segurança jurídica, burocracia e relações de trabalho.

AÇÕES PELA COMPETITIVIDADE - Na avaliação da CNI, o aumento da capacidade do Brasil concorrer com economias similares depende da recuperação da estabilidade econômica e das reformas estruturais. O país já deu o primeiro passo para o ajuste fiscal, com a aprovação do limite ao crescimento dos gastos públicos. Mas, para garantir o equilíbrio das contas públicas no longo prazo,  a medida deve ser complementada com a reforma da Previdência e o ajuste fiscal dos estados e municípios.

Além disso, a indústria defende a modernização da legislação trabalhista, com a valorização das negociações coletivas e a regulamentação da terceirização. A competitividade depende ainda do aumento dos investimentos privados em infraestrutura e de ações que melhorem o ambiente de negócios, como a redução da burocracia e a simplificação do sistema tributário.

Competitividade Brasil: comparação com países selecionados. Competitividade Brasil 2016: Brasil mantém-se na penúltima posição do ranking

Na comparação entre 18 países, o Brasil encontra-se na penúltima posição do ranking geral de competitividade. O país se mantém em penúltimo lugar desde 2012, quando o ranking geral começou a ser divulgado. Entre os nove fatores, apenas em quatro - Disponibilidade e custo de mão de obra, Competição e escala do mercado doméstico, Educação e Tecnologia e inovação - o país não se encontra no terço inferior do ranking (últimas seis posições). Nesses fatores, o Brasil situa-se no terço intermediário (posições 7 a 12).

PESQUISA: http://arquivos.portaldaindustria.com.br/app/cni_estatistica_2/2017/01/19/32/CompetitividadeBrasil_2016.pdf

IBGE. 19/01/2017. Em janeiro, IPCA-15 foi para 0,31%

PERÍODO
TAXA
Janeiro 2017
0,31%
Dezembro
0,19%
Janeiro 2016
0,92%
Acumulado no ano
0,31%
Acumulado em 12 meses
5,94%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,31% em janeiro e ficou 0,12 ponto percentual (p.p) acima da taxa de dezembro (0,19%). Este foi o IPCA-15 mais baixo para os meses de janeiro desde 1994, quando foi criado o Plano Real. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 5,94%, ficando abaixo dos 6,58% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2016 a taxa foi 0,92%.
Em janeiro, embora o grupo das Despesas Pessoais tenha mostrado o resultado mais elevado (0,76%), o grupo Alimentação e Bebidas foi o principal responsável pelo crescimento do IPCA-15, ao passar de -0,18% em dezembro para 0,28% em janeiro. Na região metropolitana de Salvador, a alta dos alimentos chegou a 1,05%, enquanto em Goiânia houve queda (-0,60%).

Grupo
Variação (%)
Impacto (p.p.)
Dezembro
Janeiro
Dezembro
Janeiro
Índice Geral
0,19
0,31
0,19
0,31
Alimentação e Bebidas
-0,18
0,28
-0,05
0,07
Habitação
-0,28
-0,22
-0,04
-0,03
Artigos de Residência
-0,52
-0,23
-0,02
-0,01
Vestuário
0,57
-0,18
0,04
-0,01
Transportes
0,79
0,71
0,14
0,13
Saúde e Cuidados Pessoais
0,43
0,48
0,05
0,05
Despesas Pessoais
0,63
0,76
0,07
0,08
Educação
0,07
0,18
0,00
0,01
Comunicação
0,08
0,49
0,00
0,02
Após recuar em setembro (-0,01%), outubro (-0,25%), novembro (-0,06%) e dezembro (-0,18%), o grupo Alimentação e Bebidas (0,28%) voltou a subir. A pressão veio dos alimentos consumidos em casa, que subiram para 0,21%, após a significativa queda de 0,45% em dezembro. Ainda que os aumentos não tenham se mostrado generalizados, os preços de alguns produtos subiram bastante, como óleo de soja (8,04%), farinha de mandioca (4,53%), ovos (3,10%) e frutas (2,38%). Outros produtos, cujos preços vinham caindo, desaceleram, como batata-inglesa (de -15,78% para -10,85%), feijão carioca (de -17,24% para -13,74%) e leite longa vida (de -5,40% para -1,96%).
Despesas Pessoais (0,76%) foi o grupo com a maior alta, devido ao item cigarro (2,61%), cujos preços foram reajustados em 1º de dezembro. Outras influências vieram dos itens excursão (2,51%) e empregado doméstico (0,52%), que apropriou 1/12 do reajuste do novo salário mínimo nacional em todas as regiões pesquisadas, já que os salários regionais ainda não foram definidos.
Isoladamente, a gasolina foi o item com o maior impacto (0,10 pp) sobre o IPCA-15. O preço do litro subiu, em média, 2,43%, refletindo, nas bombas, o reajuste de 8,1% autorizado pela Petrobrás nas refinarias, desde 06 de dezembro. Regionalmente, os maiores aumentos foram em Goiânia (4,60%), Brasília (4,32%) e Fortaleza (4,22%). Além da gasolina (2,43%), as despesas com Transportes foram pressionadas pelas tarifas dos ônibus urbanos (0,83%) e intermunicipais (1,87%), além do etanol (2,28%) e do seguro voluntário (1,70%).
A alta de 0,83% nos ônibus urbanos é consequência das variações apropriadas por três regiões metropolitanas. Em Brasília (9,25%), houve reajuste de 25% nas tarifas, em vigor desde 2 de janeiro. Embora a Câmara Legislativa do Distrito Federal tenha decidido anular esse reajuste em 12 de janeiro, ele continua vigente até que a decisão seja publicada. Em Salvador (3,60%), o reajuste foi de 9,09%, desde 2 de janeiro. Em Belo Horizonte (3,24%), houve reajuste de 9,40%, em vigor desde 3 de janeiro.
Os demais grupos variaram entre -0,23% (Artigos de Residência) e 0,48% (Saúde e Cuidados Pessoais). Três grupos tiveram quedas: Artigos de Residência (-0,23%) Vestuário (-0,18%) e Habitação (-0,22%). Neste último, as contas de energia elétrica (-2,25%) geraram o impacto negativo mais intenso (-0,08 p.p.) sobre o IPCA-15, com a volta, a partir de 1º de dezembro, da bandeira tarifária verde. Ocorreu, ainda, queda de 5,30% nas contas de energia de Porto Alegre, devido à redução de 16,28% nas tarifas de uma das concessionárias, desde 22 de novembro. Em contraposição, ainda no grupo Habitação, os preços subiram em artigos de limpeza (1,23%), gás de botijão (0,64%) e mão de obra para pequenos reparos (0,52%), cujo aumento foi apropriado da mesma maneira que o item empregados domésticos.
Regionalmente, o índice mais elevado foi o da região metropolitana de Salvador (0,63%) onde os preços dos alimentos subiram 1,05%. Os itens ônibus urbano (3,60%) e intermunicipal (7,77%) também pressionaram o resultado e refletiram, respectivamente, reajustes de 9,09% e 8,42%, ambos em vigor desde 2 de janeiro. O menor índice foi o de Porto Alegre (0,03%), influenciado por dois itens: energia elétrica (-5,30%), devido à redução de 16,28% nas tarifas locais, desde 22 de novembro, e alimentação fora de casa (-1,08%). A seguir, tabela com os resultados regionais.

Região
Peso Regional (%)
Variação Mensal (%)
Variação Acumulada 12 meses (%)
Dezembro
Janeiro
Salvador
7,35
0,05
0,63
6,60
Brasília
3,46
0,99
0,57
5,45
Fortaleza
3,49
0,40
0,53
7,78
Belo Horizonte
11,23
0,14
0,40
6,44
São Paulo
31,68
0,32
0,31
5,98
Rio de Janeiro
12,46
-0,04
0,30
5,55
Curitiba
7,79
0,11
0,27
4,52
Belém
4,65
-0,12
0,17
6,27
Recife
5,05
0,44
0,14
6,42
Goiânia
4,44
-0,22
0,14
4,80
Porto Alegre
8,40
0,14
0,03
6,01
Brasil
100,00
0,19
0,31
5,94
Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados entre 14 de dezembro de 2016 e 12 de janeiro de 2017 (referência) e comparados aos vigentes de 15 de novembro a 13 de dezembro de 2016 (base). Esse indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, diferindo apenas no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

DOCUMENTO: http://saladeimprensa.ibge.gov.br/noticias?view=noticia&id=1&busca=1&idnoticia=3363


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LGCJ.:

18 de janeiro de 2017

US ECONOMICS

FED. January 18, 2017. Beige BookSummary of Commentary on Current Economic Conditions by Federal Reserve District, January 2017.

Commonly known as the Beige Book, this report is published eight times per year. Each Federal Reserve Bank gathers anecdotal information on current economic conditions in its District through reports from Bank and Branch directors and interviews with key business contacts, economists, market experts, and other sources. The Beige Book summarizes this information by District and sector. An overall summary of the twelve district reports is prepared by a designated Federal Reserve Bank on a rotating basis.

FULL DOCUMENT: https://www.federalreserve.gov/monetarypolicy/beigebook/files/Beigebook_20170118.pdf

FED. January 18, 2017. Speech. Chair Janet L. Yellen. At the Commonwealth Club, San Francisco, California. The Goals of Monetary Policy and How We Pursue Them

Good afternoon. It is a pleasure to join all of you at the Commonwealth Club today, not the least because the club and the Federal Reserve have a few things in common. Both organizations, as it happens, have a board of governors and a chair. And both the club's and the Fed's histories extend back more than a century. The club, as many here know, was founded in 1903, and the Federal Reserve a decade later. Perhaps because of our shared origins in the Progressive Era, a period of reform in American life, we hold certain values in common. According to your website, the club is nonpartisan and dedicated to the impartial discussion of issues important to your community and the nation. At the Fed, we too are nonpartisan and focused squarely on the public interest. We strive to conduct our deliberations impartially and base our decisions on factual evidence and objective analysis. This afternoon I will discuss some challenges we've faced in our recent deliberations and may face in the next few years.

Perhaps, though, it is best to start by stepping back and asking, what is--and, importantly, what isn't--our job as the nation's central bank? And how do we go about trying to accomplish it? The Federal Reserve has an array of responsibilities. I'll mention our principal duties and then focus on one--monetary policy, the responsibility that gets the most public attention.

In addition to monetary policy, we--in collaboration with other regulatory agencies at both the federal and state levels--oversee banks and some other financial institutions to ensure they operate safely and soundly and treat their customers fairly. We monitor the financial system as a whole and promote its stability to help avoid financial crises that could choke off credit to consumers and businesses. We also reliably and safely process trillions of dollars of payments for the nation's banks and the federal government and ensure that banks have an ample supply of currency and coin to meet the demands of their depositors. And we work with communities, nonprofit organizations, lenders, educators, and others to encourage financial and economic literacy, promote equal access to credit, and advance economic and community development.

But, as I noted, monetary policy draws the most headlines. What is monetary policy, exactly? Simply put, it consists of central bank actions aimed at influencing interest rates and financial conditions more generally. Its purpose is to help foster a healthy economy. But monetary policy cannot, by itself, create a healthy economy. It cannot, for instance, educate young people, generate technological breakthroughs, make workers and businesses more productive, or address the root causes of inequality. Fundamentally, the energy, ingenuity, and know-how of American workers and entrepreneurs, along with our natural resources, create prosperity. Regulatory policy and fiscal policy--the decisions by the Administration and the Congress about how much and how the government spends, taxes, and borrows--can influence these more fundamental economic pillars.

I've said what monetary policy cannot do. But what can it do? It can lean against damaging fluctuations in the economy. Nearly 40 years ago, the Congress set two main guideposts for that task--maximum employment and price stability. We refer to these assigned goals as our dual mandate. When the economy is weak and unemployment is on the rise, we encourage spending and investing by pushing short-term interest rates lower. As you may know, the interest rate that we target is the federal funds rate, the rate banks charge each other for overnight loans. Lowering short-term rates in turn puts downward pressure on longer-term interest rates, making credit more affordable--for families, for instance, to buy a house or for businesses to expand. Similarly, when the economy is threatening to push inflation too high down the road, we increase interest rates to keep the economy on a sustainable path and lean against its tendency to boom and then bust.

But what exactly do the terms "maximum employment" and "price stability" mean? Does maximum employment mean that every single person who wants a job has a job? No. There are always a certain number of people who are temporarily between jobs after having recently lost a job or having left one voluntarily to pursue better opportunities. Others may have just graduated and have started looking for a job or have decided to return to working--for instance, when their child starts school. This so-called frictional unemployment is evident even in the healthiest of economies.

Then there is structural unemployment--a difficult problem both for the people affected and for policymakers trying to address it. Sometimes people are ready and willing to work, but their skills, perhaps because of technological advances, are not a good fit for the jobs that are available. Or suitable jobs may be available but are not close to where they and their families live. These are factors over which monetary policy has little influence. Other measures--such as job training and other workforce development programs--are better suited to address structural unemployment.

After taking account of both frictional and structural unemployment, what unemployment rate is roughly equivalent to the maximum level of employment that can be sustained in the longer run? The rate can change over time as the economy evolves, but, for now, many economists, including my colleagues at the Fed and me, judge that it is around 4-3/4 percent. It's important to try to estimate the unemployment rate that is equivalent to maximum employment because persistently operating below it pushes inflation higher, which brings me to our price stability mandate.

Does price stability mean having no inflation whatsoever? Again, the answer is no. By "price stability," we mean a level of inflation that is low and stable enough that it doesn't need to figure prominently into people's and businesses' economic decisions. Based on research and decades of experience, we define that level as 2 percent a year--an inflation objective similar to that adopted by most other major central banks.1 Individual prices, of course, move up and down by more than 2 percent all the time. Such movements are essential to a well-functioning economy. They allow supply and demand to adjust for various goods and services. By "inflation," we mean price changes as a whole for all of the various goods and services that households consume.

No one likes high inflation, and it is easy to understand why. Although wages and prices tend to move in tandem over long periods, inflation erodes household purchasing power if it is not matched with similar increases in wages, and it eats away the value of households' savings. So, then, why don't we and other central banks aim for zero inflation? There are several technical reasons, but a more fundamental reason is to create a buffer against the opposite of inflation--that is, deflation. Deflation is a general and persistent decline in the level of prices, a phenomenon Americans last experienced during the Great Depression of the 1930s and one that Japan has confronted for most of the past two decades. Deflation can feed on itself, leading to economic stagnation or worse. It puts pressure on employers to either cut wages or cut jobs. And it can be very hard on borrowers, who find themselves repaying their loans with dollars that are worth more than the dollars they originally borrowed. I am sure we all remember learning in school about farm families in the Great Depression who couldn't pay their mortgages and lost their homes and their livelihoods when crop prices fell persistently.

Another important reason to maintain a modest inflation buffer is that too low inflation impairs the ability of monetary policy to counter economic downturns. When inflation is very low, interest rates tend to be very low also, even in good times. And when interest rates are generally very low, the Fed has only limited room to cut them to help the economy in bad times.

In a nutshell, the Fed's goal is to promote financial conditions conducive to maximum employment and price stability. And I have offered broad-brush definitions of each of those objectives. So where is the economy now, in relationship to them? The short answer is, we think it's close. The economy has come a long way since the financial crisis. As you know, the crisis marked the start of a very deep recession. It destroyed nearly 9 million jobs, and it's been a long, slow slog to recover from it. Unemployment peaked at 10 percent late in 2009, a level unseen for more than 25 years, and didn't move below 8 percent for nearly three years. Falling home prices put millions of homeowners "underwater," meaning they owed more on their mortgages than their homes were worth. And the stock market plunged, slashing the value of 401(k) retirement nest eggs.

The extraordinarily severe recession required an extraordinary response from monetary policy, both to support the job market and prevent deflation. We cut our short-term interest rate target to near zero at the end of 2008 and kept it there for seven years. To provide further support to American households and businesses, we pressed down on longer-term interest rates by purchasing large amounts of longer-term Treasury securities and government-guaranteed mortgage securities. And we communicated our intent to keep short-term interest rates low for a long time, thus increasing the downward pressure on longer-term interest rates, which are influenced by expectations about short-term rates.

Now, it's fair to say, the economy is near maximum employment and inflation is moving toward our goal. The unemployment rate is less than 5 percent, roughly back to where it was before the recession. And, over the past seven years, the economy has added about 15-1/2 million net new jobs. Although inflation has been running below our 2 percent objective for quite some time, we have seen it start inching back toward 2 percent last year as the job market continued to improve and as the effects of a big drop in oil prices faded. Last month, at our most recent meeting, we took account of the considerable progress the economy has made by modestly increasing our short-term interest rate target by 1/4 percentage point to a range of 1/2 to 3/4 percent. It was the second such step--the first came a year earlier--and reflects our confidence the economy will continue to improve.

Now, many of you would love to know exactly when the next rate increase is coming and how high rates will rise. The simple truth is, I can't tell you because it will depend on how the economy actually evolves over coming months. The economy is vast and vastly complex, and its path can take surprising twists and turns. What I can tell you is what we expect--along with a very large caveat that our interest rate expectations will change as our outlook for the economy changes. That said, as of last month, I and most of my colleagues--the other members of the Fed Board in Washington and the presidents of the 12 regional Federal Reserve Banks--were expecting to increase our federal funds rate target a few times a year until, by the end of 2019, it is close to our estimate of its longer-run neutral rate of 3 percent.

The term "neutral rate" requires some explaining. It is the rate that, once the economy has reached our objectives, will keep the economy on an even keel. It is neither pressing on the gas pedal to make the car go faster nor easing off so much that the car slows down. Right now our foot is still pressing on the gas pedal, though, as I noted, we have eased back a bit. Our foot remains on the pedal in part because we want to make sure the economic expansion remains strong enough to withstand an unexpected shock, given that we don't have much room to cut interest rates. In addition, inflation is still running below our 2 percent objective, and, by some measures, there may still be some room for progress in the job market. For instance, wage growth has only recently begun to pick up and remains fairly low. A broader measure of unemployment isn't quite back to its pre-recession level. It includes people who would like a job but have been too discouraged to look for one and people who are working part time but would rather work full time.

Nevertheless, as the economy approaches our objectives, it makes sense to gradually reduce the level of monetary policy support. Changes in monetary policy take time to work their way into the economy. Waiting too long to begin moving toward the neutral rate could risk a nasty surprise down the road--either too much inflation, financial instability, or both. In that scenario, we could be forced to raise interest rates rapidly, which in turn could push the economy into a new recession.

The factors I have just discussed are the usual sort that central bankers consider as economies move through a recovery. But a longer-term trend--slow productivity growth--helps explain why we don't think dramatic interest rate increases are required to move our federal funds rate target back to neutral. Labor productivity--that is, the output of goods and services per hour of work--has increased by only about 1/2 percent a year, on average, over the past six years or so and only 1-1/4 percent a year over the past decade. That contrasts with the previous 30 years when productivity grew a bit more than 2 percent a year. This productivity slowdown matters enormously because Americans' standard of living depends on productivity growth. With productivity growth of 2 percent a year, the average standard of living will double roughly every 35 years. That means our children can reasonably hope to be better off economically than we are now. But productivity growth of 1 percent a year means the average standard of living will double only every 70 years.

Economists do not fully understand the causes of the productivity slowdown. Some emphasize that technological progress and its diffusion throughout the economy seem to be slower over the past decade or so. Others look at college graduation rates, which have flattened out after rising rapidly in previous generations. And still others focus on a dramatic slowing in the creation of new businesses, which are often more innovative than established firms. While each of these factors has likely played a role in slowing productivity growth, the extent to which they will continue to do so is an open question.2

Why does slow productivity growth, if it persists, imply a lower neutral interest rate? First, it implies that the economy's usual rate of output growth, when employment is at its maximum and prices are stable, will be significantly slower than the post-World War II average. Slower economic growth, in turn, implies businesses will see less need to invest in expansion. And it implies families and individuals will feel the need to save more and spend less. Because interest rates are the mechanism that brings the supply of savings and the demand for investment funds into balance, more saving and less investment imply a lower neutral interest rate. Although we can't directly measure the neutral interest rate, it is something that can be estimated in retrospect. And, as we have increasingly realized, it has probably been trending down for a while now. Our current 3 percent estimate of the longer-run neutral rate, for instance, is a full percentage point lower than our estimate just three years ago.

You might be thinking, what does this discussion of rather esoteric concepts such as the neutral rate mean to me? If you are a borrower, it means that, although the interest rates you pay on, say, your auto loan or mortgage or credit card likely will creep higher, they probably will not increase dramatically. Likewise, if you are a saver, the rates you earn could inch higher after a while, but probably not by a lot. For some years, I've heard from savers who want higher rates, and now I'm beginning to hear from borrowers who want lower rates. I can't emphasize strongly enough, though, that we are not trying to help one of those groups at the expense of the other. We're focused very much on that dual mandate I keep mentioning. At the end of the day, we all benefit from plentiful jobs and stable prices, whether we are savers or borrowers--and many of us, of course, are both.

Economics and monetary policy are, at best, inexact sciences. Figuring out what the neutral interest rate is and setting the right path toward it is not like setting the thermostat in a house: You can't just set the temperature at 68 degrees and walk away. And, because changes in monetary policy affect the economy with long lags sometimes, we must base our decisions on our best forecasts of an uncertain future. Thus, we must continually reassess and adjust our policies based on what we learn.

That point leads me to repeat what I said when I began: Like the Commonwealth Club, the Federal Reserve was created more than a century ago during an era of government reform to serve the public interest. The structure established for the Federal Reserve back then intentionally insulates us from short-term political pressures so we can focus on what's best for the American economy in the longer run. I promise you, with the sometimes imperfect information and evidence we have available, we will do just that by making the best decisions we can, as objectively as we can.

Thank you. I welcome your questions.

  1. Our objective is 2 percent inflation as measured by the annual change in the price index for personal consumption expenditures published by the Commerce Department's Bureau of Economic Analysis.
  2. Other factors depressing the neutral rate include housing construction and lackluster exports. Housing still hasn't fully recovered from the financial crisis, in part because mortgage-qualification standards remain tight. Weak growth abroad in Europe, China, and elsewhere, some of which is related to their own productivity challenges, has hurt sales of U.S. goods.

FULL DOCUMENT: https://www.federalreserve.gov/newsevents/speech/yellen20170118a.pdf

BLS. January 18, 2017. CONSUMER PRICE INDEX – DECEMBER 2016

 The Consumer Price Index for All Urban Consumers (CPI-U) increased 0.3 percent
 in December on a seasonally adjusted basis, the U.S. Bureau of Labor Statistics
 reported today. Over the last 12 months, the all items index rose 2.1 percent
 before seasonal adjustment.

 Continuing their recent trends, the shelter and gasoline indexes increased in
 December and were largely responsible for the seasonally adjusted all items
 increase. The shelter index rose 0.3 percent in December, while the gasoline
 index increased 3.0 percent. 

 Recent trends also continued in the food indexes, as the food at home index
 again declined, offsetting an increase in the index for food away from home
 and leaving the overall food index unchanged for the sixth consecutive month.
 The energy index continued to rise, advancing 1.5 percent in December,
 primarily due to an increase in the gasoline index. 

 The index for all items less food and energy rose 0.2 percent in December,
 the same increase as in November. Along with the shelter index, the indexes
 for motor vehicle insurance, medical care, education, airline fares, used
 cars and trucks, and new vehicles were among the indexes that increased.
 The indexes for apparel and communication declined in December.   

 The all items index rose 2.1 percent for the 12 months ending December. This
 figure has been steadily rising since July, and is the largest 12-month
 increase since the period ending June 2014. The index for all items less
 food and energy rose 2.2 percent for the 12 months ending December, and the
 energy index increased 5.4 percent. In contrast, the food index declined
 0.2 percent over the last 12 months.

 Table A. Percent changes in CPI for All Urban Consumers (CPI-U): U.S. city
 average
                                                                               
                                                                               
                                  Seasonally adjusted changes from             
                                          preceding month                      
                                                                          Un-  
                                                                       adjusted
                                                                        12-mos.
                              June  July  Aug.  Sep.  Oct.  Nov.  Dec.   ended 
                              2016  2016  2016  2016  2016  2016  2016   Dec.  
                                                                         2016  
                                                                               
                                                                               
 All items..................    .2    .0    .2    .3    .4    .2    .3      2.1
  Food......................   -.1    .0    .0    .0    .0    .0    .0      -.2
   Food at home.............   -.3   -.2   -.2   -.1   -.2   -.1   -.2     -2.0
   Food away from home (1)..    .2    .2    .2    .2    .1    .1    .2      2.3
  Energy....................   1.3  -1.6    .0   2.9   3.5   1.2   1.5      5.4
   Energy commodities.......   3.3  -4.4   -.9   5.5   6.7   2.5   3.0      9.0
    Gasoline (all types)....   3.3  -4.7   -.9   5.8   7.0   2.7   3.0      9.1
    Fuel oil (1)............   3.3  -1.3  -2.5   2.4   5.9  -1.2   6.0     12.7
   Energy services..........   -.5   1.0    .8    .7    .5   -.1   -.1      2.2
    Electricity.............   -.5    .5    .5    .7    .4    .0    .0       .7
    Utility (piped) gas                                                        
       service..............   -.4   3.1   2.1    .8    .9   -.4   -.4      7.8
  All items less food and                                                      
     energy.................    .2    .1    .3    .1    .1    .2    .2      2.2
   Commodities less food and                                                   
      energy commodities....   -.3   -.1    .1   -.1    .1   -.3    .0      -.6
    New vehicles............   -.2    .2    .0   -.1    .2   -.1    .1       .3
    Used cars and trucks....  -1.1  -1.0   -.6   -.3   -.1    .3    .5     -3.5
    Apparel.................   -.4    .0    .2   -.7    .3   -.5   -.7      -.1
    Medical care commodities    .8    .5   1.4    .6    .1   -.5    .4      4.7
   Services less energy                                                        
      services..............    .3    .2    .3    .2    .2    .3    .3      3.1
    Shelter.................    .3    .2    .3    .4    .4    .3    .3      3.6
    Transportation services     .3   -.2    .1    .0   -.2    .4    .6      2.8
    Medical care services...    .2    .5   1.0    .0    .0    .2    .1      3.9

   1 Not seasonally adjusted.


 Food

 The food index was unchanged in December. The food at home index continued to
 decline, falling 0.2 percent, its eighth consecutive decrease. Four of the six
 major grocery store food group indexes fell in December. The fruits and
 vegetables index posted the largest decline, falling 1.1 percent as the index
 for fresh fruits declined 2.2 percent. The index for meats, poultry, fish, and
 eggs fell 0.4 percent in December as the beef index fell 0.8 percent and the
 index for eggs decreased 3.9 percent. The index for nonalcoholic beverages fell
 0.3 percent, and the cereals and bakery products index declined 0.1 percent. 

 The index for dairy and related products increased 0.4 percent in December after
 falling in November, and the index for other food at home rose 0.3 percent. The
 index for food away from home also increased, rising 0.2 percent following a
 0.1 percent increase in November.   


 Energy

 The energy index rose 1.5 percent in December, its fourth straight increase. The
 gasoline index, which rose 2.7 percent in November, increased 3.0 percent in
 December. (Before seasonal adjustment, gasoline prices increased 1.8 percent in
 December.) The electricity index remained unchanged in December. The index for
 natural gas fell 0.4 percent in December, its second straight decline following
 4 months of increases.  


 All items less food and energy

 The index for all items less food and energy increased 0.2 percent in December.
 The shelter index rose 0.3 percent in December, the same increase as in November,
 with the indexes for rent and owners' equivalent rent both repeating their
 November increases of 0.3 percent. The index for motor vehicle insurance rose
 0.8 percent in December following a 1.0 percent rise the prior month. The medical
 care index, which was unchanged in October and November, rose 0.2 percent in
 December. The hospital services index rose 0.3 percent, and the index for
 prescription drugs increased 0.2 percent. 

 The education index also increased in December, rising 0.5 percent. The index for
 airline fares increased 1.9 percent after declining in November. The index for
 used cars and trucks rose 0.5 percent, its largest increase since April 2015. The
 index for new vehicles increased slightly, rising 0.1 percent after falling
 0.1 percent in November. Also increasing in December were the indexes for tobacco
 (0.4 percent), personal care (0.3 percent), household furnishings and operations
 (0.1 percent), and alcoholic beverages (0.1 percent).    

 The recreation index was unchanged in December. The apparel index, which fell
 0.5 percent in November, declined 0.7 percent in December. The communication
 index also fell in December, decreasing 0.1 percent. 


 Not seasonally adjusted CPI measures

 The Consumer Price Index for All Urban Consumers (CPI-U) increased 2.1 percent
 over the last 12 months to an index level of 241.432 (1982-84=100). For the month,
 the index was unchanged prior to seasonal adjustment.  

 The Consumer Price Index for Urban Wage Earners and Clerical Workers (CPI-W)
 increased 2.0 percent over the last 12 months to an index level of 235.390
 (1982-84=100). For the month, the index increased 0.1 percent prior to seasonal
 adjustment.  

 The Chained Consumer Price Index for All Urban Consumers (C-CPI-U) increased
 2.0 percent over the last 12 months. For the month, the index was unchanged
 on a not seasonally adjusted basis. Please note that the indexes for the past
 10 to 12 months are subject to revision. 

 Year in Review

 The CPI rose 2.1 percent in 2016, a larger increase than the 0.8 percent rise in
 2014 and the 0.7 percent advance in 2015. This also represented a larger increase
 than the 1.8 percent average annual increase over the past 10 years. 

 The food index declined in 2016, falling 0.2 percent. This was its first yearly
 decline since 2009.  The food at home index, which fell 0.4 percent in 2015,
 decreased 2.0 percent in 2016. This is the first time the food at home index
 declined in consecutive years since it declined four years in a row from 1952
 through 1955. 

 All six major grocery store food group indexes declined in 2016. The index for
 meats, poultry, fish, and eggs, which declined 2.2 percent in 2015, fell
 5.4 percent in 2016, with the index for eggs declining 33.8 percent. The index
 for fruits and vegetables fell 2.4 percent in 2016 after rising in 2015. The
 dairy and related products index fell 1.3 percent in 2016 following a
 3.9-percent decline in 2015. The indexes for nonalcoholic beverages, cereals
 and bakery products, and other food at home all posted small declines in 2016
 after rising in 2015.

 The index for food away from home rose 2.3 percent in 2016 after a 2.6-percent
 increase the prior year. Over the last 10 years, the food index rose at an annual
 rate of 2.3 percent. The food at home index rose at a 2.0 percent rate, and the
 food away from home index increased at a 2.7 percent rate since December 2006. 

 The energy index rose 5.4 percent in 2016 after declining in 2015 and 2014. The
 gasoline index increased 9.1 percent in 2016 after sharp decreases in 2015 and
 2014. The index for natural gas also turned up in 2016, rising 7.8 percent after
 a 14.9-percent decline the prior year. The electricity index rose modestly in 2016,
 increasing 0.7 percent after a 1.2-percent decline in 2015. The energy index rose
 at a 0.4 percent annual rate over the past 10 years.  

 The index for all items less food and energy rose 2.2 percent in 2016, similar to
 its 2.1-percent increase in 2015. The shelter index continued to steadily
 accelerate, rising 3.6 percent in 2016 after increasing 3.2 percent in 2015,
 2.9 percent in 2014, and 2.5 percent in 2013. The rent index rose 4.0 percent in
 2016, while the index for owners' equivalent rent increased 3.6 percent. 

 The medical care index, which rose 2.6 percent in 2015, increased 4.1 percent in
 2016. This was its largest December-to-December increase since 2007. The index for
 prescription drugs rose 6.2 percent, and the hospital services index increased
 4.4 percent. The index for motor vehicle insurance rose 7.0 percent in 2016, its
 largest annual rise since 2002.     

 The education index increased 2.7 percent in 2016, compared to a 3.7-percent rise
 the prior year. The index for tobacco rose 3.6 percent, and the alcoholic beverages
 index increased 1.4 percent. The recreation index rose 0.8 percent in 2016, similar
 to its 2015 advance of 0.7 percent. The index for new vehicles also continued to
 rise modestly, increasing 0.3 percent in 2016 following a 0.2-percent increase in
 2015 and a 0.5-percent advance in 2014. 

 Several indexes declined in 2016. The index for airline fares fell for the fourth
 year in a row, falling 4.7 percent. The index for used cars and trucks, which
 increased in 2015, fell 3.5 percent in 2016. The index for communication fell for
 the seventh year in a row, falling 2.6 percent, and the index for household
 furnishings and operations declined 1.1 percent. The apparel index declined

 slightly in 2016, falling 0.1 percent, its third consecutive yearly decline. 

FULL DOCUMENT: https://www.bls.gov/news.release/pdf/cpi.pdf

FED. January 18, 2017. Industrial Production and Capacity Utilization

Industrial production rose 0.8 percent in December after falling 0.7 percent in November. For the fourth quarter as a whole, the index slipped 0.6 percent at an annual rate. In December, manufacturing output moved up 0.2 percent and mining output was unchanged. The index for utilities jumped 6.6 percent, largely because of a return to more normal temperatures following unseasonably warm weather in November; the gain last month was the largest since December 1989. At 104.6 percent of its 2012 average, total industrial production in December was 0.5 percent above its year-earlier level. Capacity utilization for the industrial sector increased 0.6 percentage point in December to 75.5 percent, a rate that is 4.5 percentage points below its long-run (1972–2015) average.

Industrial Production and Capacity Utilization: Summary
Seasonally adjusted
Industrial production2012=100Percent change
20162016Dec. '15 to
Dec. '16
July[r]Aug.[r]Sept.[r]Oct.[r]Nov.[r]Dec.[p]July[r]Aug.[r]Sept.[r]Oct.[r]Nov.[r]Dec.[p]
Total index104.5104.4104.2104.4103.7104.6.3-.1-.2.2-.7.8.5
Previous estimates104.5104.5104.2104.3103.9.3-.1-.2.1-.4
Major market groups
Final Products101.0101.1100.9100.8100.1101.0.0.1-.2-.1-.7.91.1
Consumer goods103.9104.1104.0103.8102.8103.9.0.2-.2-.2-1.01.11.5
Business equipment102.7102.2101.9102.0101.4102.1.0-.5-.3.1-.7.7.8
Nonindustrial supplies105.6104.8105.4105.5105.5105.6.5-.7.5.1.0.1-.2
Construction109.2107.8108.5109.5110.6110.3.8-1.3.6.91.0-.3.2
Materials107.0107.0106.4106.9106.0107.0.5.0-.6.5-.91.0.2
Major industry groups
Manufacturing (see note below)103.3102.8102.9103.2103.0103.2.2-.5.1.3-.1.2.2
Previous estimates103.3102.8102.9103.2103.2.3-.5.2.3-.1
Mining104.5104.4104.1107.8107.0107.1.8-.1-.23.5-.7.0-2.8
Utilities105.1108.1105.1102.397.6104.0.32.8-2.7-2.7-4.66.66.2

Capacity utilizationPercent of capacityCapacity
growth
Average
1972-
2015
1988-
89
high
1990-
91
low
1994-
95
high

2009
low

2015
Dec.
2016Dec. '15 to
Dec. '16
July[r]Aug.[r]Sept.[r]Oct.[r]Nov.[r]Dec.[p]
Total industry80.085.378.885.066.775.475.675.575.375.474.975.5.4
Previous estimates75.775.675.475.475.0
Manufacturing (see note below)78.585.677.384.663.875.275.174.774.774.974.774.8.8
Previous estimates75.174.774.874.974.8
Mining87.386.283.888.679.077.575.175.375.478.277.978.1-3.5
Utilities85.893.284.793.278.275.180.282.580.177.974.379.1.8
Stage-of-process groups
Crude86.387.684.590.177.077.476.176.076.077.977.677.8-2.5
Primary and semifinished80.686.578.187.863.875.375.875.975.575.274.475.41.0
Finished77.083.477.380.666.674.875.275.075.075.074.674.9.6
r Revised. p Preliminary.

Market Groups

In December, the jump in the output of utilities contributed substantially to gains in the indexes for consumer goods, business supplies, and materials through their energy components. Among the non-energy market groups, consumer durables posted an increase of 1.1 percent, with a gain in automotive products outweighing a decline in home electronics. The output of consumer non-energy nondurables was unchanged, as cutbacks in chemical products and paper products offset a gain in the index for foods and tobacco. An increase of 0.7 percent for business equipment was attributable to improvements both in information processing equipment and in industrial and other equipment; the index for transit equipment was unchanged. The output of defense and space equipment decreased 0.3 percent after advancing 1.5 percent in November. The indexes for construction supplies and non-energy business supplies moved down 0.3 percent and 0.4 percent, respectively, in December. The production of non-energy materials was unchanged, with a gain for durable materials offset by a loss for nondurable materials.

Industry Groups

Manufacturing output moved up 0.2 percent in December, as an increase in durable manufacturing outweighed declines in nondurable manufacturing and other manufacturing (publishing and logging). The index for manufacturing rose at an annual rate of 0.7 percent in the fourth quarter but was unchanged from its level in the fourth quarter of 2015. In December, the production of durables gained 0.5 percent. Primary metals recorded a sizable increase for a second consecutive month, and motor vehicles and parts registered a jump of 1.8 percent to nearly reverse its drop in November. Most nondurables industries posted declines in December; the biggest decreases were recorded by textile and product mills and by chemicals, at 3.0 percent and 1.0 percent, respectively.

The output of mining was unchanged in December. Gains posted in crude oil extraction and in oil and gas well drilling and servicing were offset by declines reported in other mining categories. After having fallen for six consecutive quarters, the index for mining advanced 3.4 percent at an annual rate in the third quarter and jumped nearly 12 percent in the fourth quarter.

Capacity utilization for manufacturing moved up 0.1 percentage point in December to 74.8 percent, a rate that is 3.7 percentage points below its long-run average. The operating rate for durables, at 76.2 percent, was 0.7 percentage point below its long-run average; the rates for nondurables and for other manufacturing (publishing and logging), at 74.2 percent and 60.6 percent, respectively, were substantially below their long-run averages. Utilization for mining increased 0.2 percentage point to 78.1 percent, and the rate for utilities jumped 4.8 percentage points to 79.1 percent.

Revision of Industrial Production and Capacity Utilization

The Federal Reserve Board plans to issue its annual revision to the index of industrial production (IP) and the related measures of capacity utilization on March 31, 2017. New annual benchmark data for 2015 for manufacturing will be incorporated, as will other annual data, including information on the mining of metallic and nonmetallic minerals (except fuels). The updated IP indexes will include revisions to the monthly indicator (either product data or input data) and to seasonal factors for each industry. In addition, the estimation methods for some series may be changed. Any modifications to the methods for estimating the output of an industry will affect the index from 1972 to the present.

Capacity and capacity utilization will be revised to incorporate data through the fourth quarter of 2016 from the U.S. Census Bureau's Quarterly Survey of Plant Capacity along with new data on capacity from the U.S. Geological Survey, the U.S. Department of Energy, and other organizations.

Note. The statistics in this release cover output, capacity, and capacity utilization in the U.S. industrial sector, which is defined by the Federal Reserve to comprise manufacturing, mining, and electric and gas utilities. Mining is defined as all industries in sector 21 of the North American Industry Classification System (NAICS); electric and gas utilities are those in NAICS sectors 2211 and 2212. Manufacturing comprises NAICS manufacturing industries (sector 31-33) plus the logging industry and the newspaper, periodical, book, and directory publishing industries. Logging and publishing are classified elsewhere in NAICS (under agriculture and information respectively), but historically they were considered to be manufacturing and were included in the industrial sector under the Standard Industrial Classification (SIC) system. In December 2002 the Federal Reserve reclassified all its industrial output data from the SIC system to NAICS.

FULL DOCUMENT: https://www.federalreserve.gov/releases/g17/Current/g17.pdf


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MF. PORTAL G1. PORTAL UOL. AGÊNCIA ESTADO. 18/01/2017. Equipe econômica prevê queda de 0,5% do PIB no 4º trimestre
Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues

O Brasil completou em 2016 dois anos de recessão econômica, segundo cálculos do governo. A equipe econômica estima que a atividade encolheu 0,5% no último trimestre do ano passado em relação aos três meses anteriores.

Caso seja confirmado pelo IBGE, instituto oficial de estatísticas, em divulgação prevista para o dia 7 de março, o resultado será o oitavo negativo consecutivo nessa base de comparação e levará à queda de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2016.

Apesar do peso negativo que esse dado arrastará para 2017, a área econômica está confiante de que haverá crescimento já no primeiro trimestre do ano. Uma fonte do governo compara a situação do primeiro semestre à do mesmo período de 2013, quando a desaceleração da economia ainda não se traduzia em números de atividade - o PIB cresceu 3% naquele ano.

Agora, a avaliação é de que a aceleração demorará a ser percebida pela população, embora já esteja em curso. Economistas, contudo, são mais cautelosos e avaliam que ainda não há sinais concretos de retomada, e o desemprego continuou crescendo no fim de 2016. Para eles, nem mesmo as medidas microeconômicas anunciadas no fim do ano passado devem reativar a atividade do País.

O governo acelerou a elaboração das medidas após crescente pressão para que o Ministério da Fazenda revertesse o quadro de perda de confiança na economia, reforçado justamente por mais um resultado negativo do PIB no terceiro trimestre. Uma das principais iniciativas adotadas foi a permissão de saques de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), cuja estimativa de impacto é de R$ 30 bilhões.

Expectativa

"Apenas a autorização de saques das contas inativas do FGTS teria algum impacto marginal na atividade, mas não há nenhuma ‘injeção na veia’. O que pode ajudar a recuperação é a agenda de investimentos em infraestrutura, mas essas concessões só ganharão impulso em 2018", avalia a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria Integrada.

"É muito difícil ainda, porque estamos na metade de janeiro e não há nenhum indicador do mês fechado. Ainda está muito no início para dizer se vamos ter crescimento positivo ou não de fato", afirma a economista Solange Srour, da ARX Investimentos, que projeta avanço de 0,5% no PIB em 2017.

A Tendências, por sua vez, manteve a previsão de alta de 0,7% na atividade este ano, mas já considera o número otimista. "O cenário é bem desafiador justamente por conta do efeito de carregamento (uma espécie de herança estatística ruim de um ano para o outro). Para se chegar a essa expansão, seria necessário um crescimento médio de 0,6% em cada trimestre deste ano", explica Alessandra.

Na média, as projeções de economistas de mercado giram em torno de crescimento de 0,5% este ano, de acordo com o Boletim Focus do Banco Central. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê alta de 0,2% para a economia brasileira este ano.

Todos os números são mais pessimistas do que o sustentado pelo governo hoje, que é de avanço de 1% em 2017. No entanto, como antecipou o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já admitiu em conversas recentes com parlamentares que a economia pode crescer menos, algo como 0,5%.

O mais provável é que esse seja o valor a ser usado no decreto de programação orçamentária a ser editado em março, quando o governo terá de trazer suas contas para o cenário real da economia e definir o corte os gastos previstos no Orçamento.

MF. PORTAL UOL, AGÊNCIA ESTADO. 18/01/2017. Ritmo de alta do PIB será bem mais lento quando País sair da recessão
Alexa Salomão

Entre os especialistas não há consenso se a economia vai ou não se recuperar neste ano. Porém, cresce a percepção de que a capacidade de crescimento do País será menor quando sair da maior recessão de sua história. Um cenário traçado pela gestora de recursos Verde Asset Management indica que após crescer em média 2,5% ao ano desde a década de 80, a tendência é que o Brasil cresça 1,5% ao ano daqui para frente.

Segundo Daniel Leichsenring, economista-chefe da Verde, o prognóstico não mira limitações de curto prazo, como vendas do varejo ou produção industrial. Considera fatores de longo prazo e deficiências estruturais. Foram avaliados três itens considerados vitais para o crescimento: o volume de investimentos, principalmente em novos equipamentos e tecnologias de ponta; a produtividade dos trabalhadores e das empresas - ou seja, a capacidade de o País produzir mais e melhor com menos; e, por fim, a oferta de mão de obra jovem. Os três itens têm sérias limitações.

A taxa de investimento médio despencou. Está em 16,6%, baixíssima sob qualquer aspecto. No mundo, a média é 24%. No Brasil, de 1980 a 2016, foi de 19,6% ao ano, na média. Parte da retração ocorre por uma deficiência que se mostra estrutural: desde os anos 2000, as empresas têm queda de rentabilidade. Como boa parte do investimento vem de lucros retidos, não é de se espantar que o investimento mergulhe.

A estrutura de concessão de crédito não ajuda. Um estudo recente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destrinchou a falta de opções de financiamentos de longo prazo no País e seus efeitos sobre a capacidade de as empresas avançarem.

No que se refere a produtividade, a situação é penosa, segundo estudo comparativo do economista Fernando Veloso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio (Ibre/FGV). De 1980 a 2015, a produtividade americana cresceu 1,5% ao ano; a do Chile, 1,8%; a do Brasil, 0,1% - ou seja, não saiu do lugar.

Reformas

Na avaliação de Leichsenring e de outros economistas que acompanham o tema, para reverter essa tendência, o País precisa encarar, na esfera pública, uma "agressiva" agenda de reformas institucionais, e no setor privado, a modernização na forma de pensar e fazer os negócios. "O atual governo divulgou medidas, pacotes, que vão direção correta e propôs a reforma da Previdência, mas é preciso ter em mente que a produtividade do Brasil entrou em colapso, algo que só se resolve com reformas agressivas e continuas", diz Veloso.

A lista de deficiências que puxam a economia para baixo é extensa, diz Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper. Burocracia. Carga tributária elevada e complexa, que distorce a produção e a competição. Protecionismo, com barreiras tarifária e não tarifárias, inclusive sobre a importação de insumos de maior qualidade, fundamentais para alavancar o crescimento. Baixo investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

"Olhemos no entorno. Temos recessão, Lava Jato, gente sendo morta dentro de prisões. Não chegamos até aqui por acaso. Foi preciso muito coisa errada e, para sair da atual situação e fazer o País avançar, não podemos admitir lobbies para preservar protecionismo, dar privilégios para alguns, promovendo a cultura de baixa eficiência nos negócios e no governo. Basicamente, temos repensar o Brasil olhando o que outros países fizeram de certo", diz Menezes.

Há outra razão para priorizar as reformas. Leichsenring avisa que não há como recuperar aquele foi o principal motor de crescimento do Brasil até agora, a demografia.

Historicamente, um número maior de pessoas ingressando no mercado de trabalho impulsionou o crescimento. De 1980 para cá, a população ativa avançou 2,1% ao ano, na média, e a economia cresceu 2,5% ao ano. "É um efeito mecânico: cada pessoa a mais produzindo, maior a capacidade de crescimento", diz Leichsenring. Olhando para frente, será diferente: nos próximos 10 anos, a população ativa vai crescer 0,7% ao ano - um terço do que se viu nos últimos 30 anos. Entre 2026 a 2036, o avanço estanca. Será zero. "A partir daí, a população em idade de trabalho começa a cair e não será daí que virá crescimento", diz.

Vários estudos já sustentam que o País perde força para crescer. No jargão econômico, perde Produto Interno Bruto Potencial. O fato de a projeção vir do Verde preocupa. O Verde faz a gestão do Fundo Verde, no Brasil o mais conhecido dos head fund - investimento que mistura moedas, títulos, entre outros ativos. Ele é o mais rentável da história desse segmento no País, justamente pela habilidade de seus gestores para prever - e acertar - tendências econômicas.

BACEN. PORTAL G1. 18/01/2017. Mais de US$ 4 bilhões entraram no Brasil no começo de 2017, diz BC. Resultado foi contabilizado nas primeiras duas semanas deste ano, de acordo com balanço divulgado pelo Banco Central.
Por Alexandro Martello, G1, Brasília

A entrada de dólares no Brasil superou a retirada de recursos em US$ 4,08 bilhões nas duas primeiras semanas de janeiro, informou o Banco Central nesta quarta-feira (18). O movimento foi contabilizado até a última sexta-feira (13).
Em todo ano passado, houve a retirada de US$ 4,25 bilhões da economia brasileira.
O ingresso de dólares na parcial de janeiro favoreceria, em tese, a queda do dólar em relação ao real. Isso porque, com mais moeda estrangeira no mercado, seu preço tende a cair. No começo deste mês, de fato, o dólar vem registrando queda.
No fim do ano passado, o dólar estava cotado a R$ 3,249 e, nesta quarta-feira (18), por volta das 12h40, estava sendo negociado a R$ 3,22. Veja a cotação.
Segundo analistas, além do fluxo de dólares, outros fatores influenciam a cotação da moeda norte-americana, como o cenário externo (com a alta dos juros nos Estados Unidos, que tende a atrair capital para aquela economia) e o cenário político no Brasil (com o andamento das reformas no Congresso Nacional).
Interferência do BC
Outro fator que influencia a cotação do dólar são as operações de swap cambial, que funcionam como uma venda futura de dólares, ou de "swaps reversos", que funcionam como uma compra de dólares no mercado futuro.
Nestas operações, o BC faz oferta de dólares para tentar controlar a cotação da moeda e impedir grandes oscilações. Além disso, essas operações servem para oferecer garantia (hedge) a empresas contra a valorização do moeda.
Recentemente, a autoridade monetária informou que, "avaliando as atuais condições de mercado", decidiu iniciar nesta semana a rolagem [emissão de novos contratos para substituir os vencimentos] dos swaps cambiais tradicionais que vencem no próximo dia 1º de fevereiro.

CNC. 17/01/2017. CNC: intenção de consumo tem queda de 1,7% em janeiro na comparação anual. Custo elevado do crédito, desemprego e queda da renda retém resultados melhores da pesquisa Intenção de Consumo das Famílias

Adicionar aos meus Itens  A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), apurada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), alcançou 76,2 pontos em janeiro de 2017, em uma escala de 0 a 200. Abaixo dos 100 pontos, o resultado ainda indica uma percepção de insatisfação com as condições correntes e, embora tenha se mantido estável na comparação mensal, apresenta uma queda de 1,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para a entidade, os indicadores de confiança estão registrando avanços, mas essa melhora ainda não foi efetivamente transformada em vendas, sobretudo devido ao custo elevado do crédito, ao desemprego e à queda da renda.

Emprego

Único componente acima da zona de indiferença, Emprego Atual atingiu 105,6 pontos. Embora tenha caído 1% ante dezembro de 2016, subiu 1,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual de famílias que se sentem mais seguras em relação ao emprego atual é de 31,3%.

Consumo

Dois componentes relevantes ligados ao consumo, o Nível de Consumo Atual e o Momento para Duráveis, apresentam a menor pontuação do mês, com 52,5 pontos cada, numa escala de 0 a 200. Já o item Nível de Consumo Atual teve aumento de 1,7% em relação ao mês anterior e queda de 5% na comparação com janeiro de 2016. A maior parte das famílias, 61%, declarou estar com o nível de consumo menor do que no ano passado. Já o item Momento para Duráveis cresceu respectivamente 3,2% e 8,4%, nas variações mensal e anual. Do total das famílias, 70,6% consideram o momento atual desfavorável para a aquisição de duráveis. O terceiro componente, Compra a Prazo, ficou com 66,8 pontos – uma redução de 0,8% na comparação mensal e 11,9% na anual.

“A queda do número de trabalhadores com carteira assinada, a menor massa de rendimento e a alta taxa de juros contribuem para o recuo na venda de itens não essenciais como bens duráveis e semiduráveis. O consumidor está cauteloso, evitando criar dívidas”, afirma a assessora econômica da Confederação, Juliana Serapio.

Expectativas

Em relação às perspectivas de mercado de trabalho, houve redução de 0,6% em relação a dezembro de 2016. Na comparação com o mesmo período do ano passado, também ocorreu um declínio de 0,4%. O índice registrou 99,9 pontos, o segundo melhor desempenho do mês. Apesar do resultado, quase metade das famílias (45,1%) considera negativo o cenário para os próximos seis meses. Com 66,6 pontos, a Perspectiva de Consumo cresceu tanto na comparação mensal (0,7%) como na anual (7,3%).

DOCUMENTO: http://cnc.org.br/noticias/economia/cnc-intencao-de-consumo-tem-queda-de-17-em-janeiro-na-comparacao-anual

USP. FIPE. Inflação em SP varia 0,69% na 2ª semana de janeiro. Índice foi puxado por habitação e alimentação.
Por G1

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) desacelerou de 0,75% para 0,69% da primeira para a segunda semana de janeiro.
O grupo habitação saiu de 1,01% para 0,71% e respondeu por 0,21 ponto percentual da taxa do início deste ano. Alimentação subiu de 0,46% para 0,63%, respondendo por 0,15 pp da taxa.
Outras altas foram registradas em transportes (de 0,65% para 0,69%), educação (de 0,99% para 2,66%) e saúde (de 0,29% para 0,35%).
Taxas positivas menores foram registradas em despesas pessoais (de 0,7 para 0,46%) e vestuário (de 1,32% para 0,67%).
O IPC-Fipe mede a inflação na cidade de São Paulo para famílias com renda mensal de até dez salários mínimos.

USP. FIPE. REUTERS. 18/01/2017. IPC-Fipe desacelera alta a 0,69% na 2ª quadrissemana de janeiro

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo avançou 0,69 por cento na segunda quadrissemana de janeiro, depois de subir 0,75 por cento na primeira quadrissemana do mês, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

(Por Camila Moreira)

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 16/01/2017. BTVP ARTICULA PARTICIPAÇÃO DO BRASIL NO NATPE 2017. O EVENTO, UM DOS MAIS IMPORTANTES DO MUNDO PARA O MERCADO AUDIOVISUAL, SERÁ DE 17 A 19 DE JANEIRO, EM MIAMI. A PRODUTORA CARLA AFFONSO, CEO DA CYGNUS MEDIA, PARTICIPA DE PAINEL SOBRE OPORTUNIDADES E DESAFIOS PARA EMPRESAS DE CONTEÚDO PARA TELEVISÃO NA AMÉRICA LATINA

O Brazilian TV Producers (BTVP), programa de exportação da BRAVI em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), articulou a presença de sete produtoras independentes brasileiras no NATPE, um dos principais eventos de conteúdo para televisão realizado nos Estados Unidos, que ocorre de 17 a 19 de janeiro, em Miami. As empresas Sato Company, Panorâmica Comunicação, RPJ, Cygnus Media, Formata Produções e Conteúdo, Synapse Produções e Elo Company terão a oportunidade de estabelecer contato com o mercado audiovisual global, além de apresentarem projetos e atualizarem-se sobre as últimas tendências do mercado de televisão.

O BTVP também negociou a participação da produtora Carla Affonso, CEO da Cygnus Media, em painel do dia 19 que discutirá oportunidades e desafios das empresas de conteúdo para televisão na América Latina, e que contará com participação de executivos dos principais canais e produtoras da região, como o Grupo Cisneros e as divisões latino-americanas da Discovery, da Viacom e da Endemol Shine (produtora de ‘Big Brother’ e ‘Master Chef’).

Em 2016, o NATPE teve a participação de mais de 5 mil profissionais de 65 países, mil compradores, 350 empresas exibidoras e 200 palestras. Além da área de mercado, com estandes e suítes de reunião, há uma variedade de paineis categorizados por temas. Mais informações no site www.natpe.com.

Serviço

Painel “Latin America and the US Hispanic Market – The Big Picture”,
com participação de Carla Affonso
19 de janeiro, quinta-feira
às 8h30
Sala Ocean Tower Salon 1 B/C

Brasil Audiovisual Independente (BRAVI)

A BRAVI reúne produtoras independentes de conteúdo audiovisual para televisão e mídias digitais e possui mais de 600 associados em 18 unidades da Federação, nas cinco regiões do Brasil. Fundada em 1999, a associação atua fortemente para o desenvolvimento do mercado audiovisual brasileiro e representa o setor em diversos fóruns de debates públicos e privados. Com uma estrutura profissional e reconhecida representatividade nacional, a BRAVI também participa ativamente das regulamentações do mercado audiovisual, incentivando a produção e novos modelos de negócios, além de oferecer capacitação especializada ao produtor independente. Por meio de relevantes parcerias institucionais, apoia a participação do empresário brasileiro no mercado audiovisual internacional.

Brazilian TV Producers (BTVP)

O BTVP é o programa internacional da Brasil Audiovisual Independente (BRAVI), criado em 2004 e realizado em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Com o objetivo de promover o conteúdo audiovisual independente no mercado internacional, o BTVP viabiliza parcerias entre empresas brasileiras e estrangeiras (por meio de coproduções, vendas e pré-vendas para canais de TV, internet, telefonia celular e mídias digitais). O Brasil hoje é considerado um importante mercado no cenário internacional e integra o plano de negócios de coprodução de inúmeras TVs e produtoras.

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 17/01/2017. AGÊNCIA LEVA WAGNER MOURA E ALICE BRAGA AO SXSW

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) está apoiando a participação dos atores Wagner Moura e Alice Braga no festival South by Southwest (SXSW) 2017, que será realizado de 10 a 19 de março em Austin, Texas. Os dois, que atuam em seriados internacionais, irão fazer uma conversa sobre a entrada de atores latino-americanos em Hollywood.

Moura participou recentemente da série Narcos, do Netflix, e recebeu a indicação de melhor ator em série de drama no Globo de Ouro. Já Alice atua em A Rainha do Sul, produção do canal americano USA Network. Os dois vão discutir diversidade no cinema, do ponto de vista de protagonistas de séries de drama, junto com o repórter de variedades John Hopewell.

Considerado um dos mais importantes eventos para os setores de Economia Criativa e Tecnologia do mundo, o festival já foi palco para lançamento de aplicativos como Twitter, Foursquare, Uber e AirBnB. Em 2016, reuniu cerca de 350 mil pessoas que participaram de mais de 2,4 mil painéis de discussão. O público é formado, principalmente, por empreendedores, investidores estrangeiros e líderes de grandes empresas.

O Brasil teve, em 2016, a 5ª maior delegação internacional, atrás apenas do Canadá, Reino Unido, Alemanha e Japão. Para 2017, o SXSW já confirmou sete painéis brasileiros na programação oficial, além de dois Meet Ups e três mentores.

Plataformas de negócios

No ano passado a Apex-brasil abriu inscrições para que 62 empresas brasileiras possam fazer negócios e prospectar oportunidades e parcerias no festival em 2017. Haverá novas plataformas de negócio organizadas pela Agência dentro do SXSW que possibilitarão aos participantes se aproximar de novos contatos, fechar parcerias ou vendas, identificar oportunidades e atrair investimentos para suas empresas.

A Apex-Brasil oferecerá aos selecionados serviços especializado de capacitação e mentoria com especialistas de mercado, para prepara-los para os desafios do SXSW. O novo programa oferecerá seis plataformas de negócios formatadas para atender empresas de diferentes maturidades exportadoras e com distintos objetivos.

Dentre as novas ações, destaque para a promoção do Sistema Moda Brasil no evento, por meio da participação de sete empresas no Trade Show e da realização de um Meet Up setorial.

Outra novidade será a organização do Brazilian Directors Showcase, evento que será realizado na véspera do início do SXSW, em que 15 produtoras brasileiras terão um dia de encontros e apresentação de projetos para um grupo de produtores norte-americanos selecionadas pela organização do SXSW.

Por fim, foi criada a plataforma Gold Connection, em que cinco empresas brasileiras de maturidade iniciante terão acesso ao conteúdo do SXSW e participarão de visitas guiadas, além de acompanhar grandes empresas participantes do evento.

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 16/01/2017. EMPRESAS BRASILEIRAS MARCAM PRESENÇA NA PREMIÈRE VISION NY

Cinco empresas brasileiras expõem seus produtos na edição de primavera/verão da Première Vision NY, tradicional evento que anuncia as tendências do segmento têxtil com foco em tecidos, design, insumos e acessórios entre os dias 17 e 18 de janeiro na cidade de Nova Iorque, Estados Unidos. Adriana Boulos, Elaiá, Kalimo, Savyon e Estúdio Prius apresentam suas coleções com o apoio do Texbrasil – Programa de Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, desenvolvido pela Abit em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

O diretor da fábrica de malhas Savyon, Renato Bitter, espera agregar novos clientes no salão, além de reencontrar os clientes antigos. “Ao longo dos 14 anos que participamos de feiras nos Estados Unidos, adquirimos o know-how daquilo que o mercado americano procura e, portanto, sempre criamos coleções dirigidas para esta feira”, revela. A empresa aposta em novas texturas e bases de tecido jacquard para conquistar o público. As expectativas também são altas para Vanessa Rosa, coordenadora de importação e exportação da Kalimo: “levaremos uma coleção de estampados exclusivos desenvolvidos por nossa equipe de desenhistas, além de malhas diferenciadas, listrados fio tinto e tecidos planos importados”, comenta.

Contando com mais de 360 expositores internacionais, a PV NY acontece tradicionalmente duas vezes ao ano e sua próxima edição já tem data marcada para 18 de julho de 2017.

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 12/01/2017. COUROS DO BRASIL DEVEM COMERCIALIZAR US$ 4 MILHÕES EM NY

A feira Première Vision Leather New York é jovem: tem apenas um ano de vida, mas já se consolida como uma plataforma eficiente para aproximação e negócios entre curtumes e as principais marcas de moda do mercado norte-americano. A próxima edição do evento será nos dias 17 e 18 de janeiro, com quatro curtumes brasileiros expondo seus artigos com o apoio do Brazilian Leather, projeto de incentivo às exportações de couros do Brasil desenvolvido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). A participação das empresas nacionais em Nova York tem a expectativa de gerar US$ 4 milhões em negócios.

Gestora de projetos do Brazilian Leather, Letícia Luft explica que a Première Vision New York é uma feira muito profissional, com público visitante formado prioritariamente por designers de marcas consagradas do mercado norte-americano. “Assim como acontece com a edição parisiense da Première Vision, esta só permite o estabelecimento de expositores após uma rigorosa seleção, o que garante uma mostra em alto nível e, assim, um público muito qualificado e focado”, destaca Letícia. O Cortume Krumenauer, de Portão (RS), tem sido escolhido pela curadoria da Première Vision New York desde a primeira edição do evento.  Para Joel Krummenauer, diretor da indústria, a feira é um ponto de encontro com as grandes marcas e possibilita o amadurecimento da Krumenauer como fornecedor para estas empresas.

Além dos curtumes nacionais, o Brasil marcará presença na Première Vision Leather com estande institucional do projeto Brazilian Leather, onde serão apresentados os couros da mostra Preview do Couro. Estas peles foram desenvolvidas a partir de extensa pesquisa de tendências e são oriundas de diversos curtumes brasileiros, o que multiplica a participação de empresas nacionais no evento.

Veja as empresas que participarão da Première Vision Leather Nova York com o apoio do Brazilian Leather:

  • Courovale
  • Cortume Krumenauer
  • Curtume Soubach
  • Nova Kaeru

Brazilian Leather

Projeto setorial de internacionalização do couro brasileiro, o Brazilian Leather é conduzido pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos). Várias são as estratégias de consolidação do produto nacional em mercados estrangeiros - incentivo à participação de curtumes nas principais feiras mundiais ligadas ao ramo e missões empresariais focadas ao estreitamento de relações entre fornecedores brasileiros e compradores de outros países são algumas delas.

Informações: http://www.brazilianleather.com.br

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LGCJ.: