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10 de agosto de 2017


FGV. IBRE. 10-Ago-2017. Sondagens e Índices de Confiança. Sondagem da América Latina. Clima Econômico da América Latina recua entre abril e julho

O Indicador Ifo/FGV de Clima Econômico da América Latina (ICE) – elaborado em parceria entre o Instituto alemão Ifo e a FGV - recuou 5,5 pontos entre abril e julho de 2017, atingindo 72 pontos, ficando 17 pontos abaixo da média histórica dos últimos dez anos. A queda do ICE é explicada tanto pela situação corrente que se encontra a América Latina quanto pelas perspectivas de curto prazo: o Indicador da Situação Atual (ISA) caiu 2,2 pontos, para 37,4 pontos; e o Indicador das Expectativas (IE), recuou 10,3 pontos, para 116,5 pontos.

No caso do Brasil, a queda do ICE foi mais acentuada, ao variar 20 pontos, passando de 79 para 59 pontos, entre abril e julho. Apesar de se manter na zona favorável (134,6 pontos, em julho), o IE foi o indicador que mais contribuiu negativamente para queda da ICE ao recuar 54,7 pontos em relação a abril. O ISA caiu 3,0 pontos e se manteve na zona desfavorável (7,7 pontos), em relação a abril.

“O indicador do clima econômico do Mundo ficou estável na zona favorável. Nos países/regiões das economias de renda alta, o ICE melhorou, mas em algumas regiões de economias emergentes/em desenvolvimento, como na América Latina, o ICE piorou. Ressalta-se que essa piora ocorre num cenário externo favorável com preços das commodities em alta e crescimento do comércio mundial. Logo, na América Latina foram principalmente questões domésticas de cunho econômico e/ou político que explicam o recuo do ICE. Incertezas quanto aos resultados de eleições (Chile e Argentina); piora na avaliação de riscos por Agências de Rating (Chile e Brasil); temas de corrupção (Peru, Brasil, por exemplo), baixo crescimento econômico (generalizado na região) e questões fiscais (vários países) dominam o cenário da região. Chama atenção, porém, que se tiramos o Brasil, os países do Mercosul apresentaram resultados mais favoráveis de clima econômico que os da Aliança do Pacifico” segundo Lia Valls Pereira, pesquisadora da FGV/IBRE

O Gráfico 1 mostra que o ICE do Mundo ficou estável em julho, mas vem de uma trajetória de melhora desde julho de 2016, que o colocou na região de avaliação favorável. Nas principais economias mundiais desenvolvidas, o ICE está na zona favorável, sendo exceção o Reino Unido que teve uma queda de 51,0 pontos e se encontra na zona desfavorável (Gráfico 2). Entre o BRICS, o Brasil só não está pior que a África do Sul. Rússia e China estão próximas a zona favorável e a Índia desponta como o país de melhor avaliação entre os BRICS.

Apesar da tendência de melhora a partir de janeiro de 2016, com interrupções entre outubro de 2016 e janeiro de 2017, e agora em julho, o ICE da América Latina não conseguiu voltar para a zona de avaliação favorável que havia sido dominante na primeira década do século XXI e no período de boom das commodities

Resultados para os países selecionados da América Latina

O ICE cai na comparação entre abril e julho para 7 dos 11 países analisados mais detalhadamente nesse relatório da Sondagem da América Latina (Gráfico 3). Registra-se melhora para a Argentina (+ 0,6 ponto), Bolívia (+20,1 pontos) e México (+18,5 pontos) e a Venezuela permanece no patamar mínimo do indicador. Chama atenção, que apesar da queda no ICE, os países membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) , exceto Brasil, estão todos na zona favorável de avaliação. Em contraste, os países da Aliança do Pacífico (Chile, Colômbia, México e Peru) encontram-se na zona desfavorável.

Pela ótica da situação atual, Paraguai e Uruguai estão na zona favorável e, esse último, mais a Argentina registraram aumento no indicador. Na Aliança do Pacífico, todos estão na zona desfavorável e, apenas o México melhora sua posição. No caso do IE, o indicador recua para todos os países do Mercosul, mas permanece na zona de avaliação favorável. Na Aliança do Pacífico, o IE melhora para todos os países e fica estável na Colômbia e todos os países estão na zona favorável (Ver anexo).

Os países da Aliança do Pacífico esperam melhorar seu desempenho nos próximos meses, o que indica uma possível melhora na situação atual na próxima sondagem, que será em outubro. No Peru, os estragos do furacão El Niño já passaram e as turbulências causadas pelas denúncias de corrupção de ex-Presidentes parecem estar sendo resolvidas. Em adição, o aumento nos preços da commodities de metais tem efeito positivo na economia do país.

No Chile, a agência de classificação de US Standard & Poor (S & P) rebaixou, em julho, o rating de crédito pela primeira vez em 25 anos devido ao aumento da deterioração das finanças públicas, como resultado do crescimento econômico lento prolongado, segundo a explicação da própria agência. Como as expectativas indicam melhora, os especialistas devem esperar que passado este período, a melhora no preço do cobre e as futuras eleições sejam positivas. Na Colômbia, questões sobre a estabilidade das contas públicas e do déficit em transações correntes influenciam, mas as expectativas são estáveis. No México, o “rompante protecionista” do Trump amainou, assim como vão se delineando aos poucos o que será a renegociação do NAFTA.

No caso do Mercosul, ressalta-se apenas uma questão. O IE recua, mas continua favorável. O peso da economia brasileira na região num cenário de incertezas que dominaram o mês de julho associado à denúncia do Presidente Temer pode ter influenciado os indicadores de expectativas da região.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&contentId=8A7C82C55DA9812B015DCBC468681817

FGV. IBRE. 10-Ago-2017. Prévia do IGP-M registra quinta deflação

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou taxa de variação de -0,03%, na apuração referente ao primeiro decêndio de agosto. No mesmo período de apuração do mês anterior, este índice registrou taxa de -0,95%. A apuração referente ao primeiro decêndio do IGP-M de agosto compreendeu o intervalo entre os dias 21 e 31 do mês de julho.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) registrou variação de -0,19%, no primeiro decêndio de agosto. No mesmo período do mês de julho, o índice variou -1,44%. A taxa de variação do índice referente a Bens Finais passou de -1,29% para -1,05%. Contribuiu para este movimento o subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -6,49% para -3,19%. O índice correspondente aos Bens Intermediários variou -0,17%, ante -0,66%, no mês anterior. A principal contribuição para a taxa menos negativa do grupo partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção,que passou de -3,22% para 0,69%.

O índice referente a Matérias-Primas Brutas registrou variação de 0,90%. No mês anterior, a taxa foi de -2,57%. Entre os itens com taxas em trajetória crescente, destacam-se: minério de ferro (-4,76% para 8,51%), laranja (-10,38% para 1,88%)e milho (em grão) (-6,28% para -2,75%). Em sentido oposto, vale mencionar: cana-de-açúcar (-1,86% para          -2,89%), leite in natura (0,62% para -0,85%) e arroz (em casca) (1,47% para 0,51%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou taxa de variação de 0,31%, no primeiro decêndio de agosto. No mesmo período do mês anterior, a taxa foi de          -0,12%. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-0,38% para 1,65%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do itemgasolina, cuja taxa passou de -2,91% para 8,09%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (-0,10% para 0,36%), Alimentação (-0,63% para -0,31%)e Comunicação (-0,04% para 0,27%). Nestas classes de despesa, destacam-se os itens: tarifa de eletricidade residencial (-2,44% para 2,07%), frutas (-4,15% para -0,80%) e tarifa de telefone móvel (0,00% para 0,41%), respectivamente.

Em contrapartida, apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação (0,07% para -0,49%), Vestuário (0,96% para 0,10%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,64% para 0,39%) e Despesas Diversas (0,05% para 0,02%). Nestas classes de despesa, vale mencionar: show musical (1,82% para -1,90%), roupas (1,30% para -0,27%), medicamentos em geral (0,23% para 0,07%) e clínica veterinária (0,35% para -0,30%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou variação de 0,18%, no primeiro decêndio de agosto. No mês anterior, esse índice apresentou taxa de variação de 0,06%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de -0,20%. No mês anterior, a taxa de variação foi de -0,01%. O índice que representa o custo da Mão de Obra apresentou variação de 0,49%. No mês anterior, este índice variou 0,12%.

DOCUMENTO: http://portalibre.fgv.br/main.jsp?lumPageId=402880972283E1AA0122841CE9191DD3&lumItemId=8A7C82C55DA9812B015DCBB880015247

IBGE. 10/08/2017. Em julho, IBGE prevê safra de grãos 31,1% maior que em 2016

Frente a junho, produção aumentou 1,8 milhão de toneladas (0,7%) e área cresceu 74,5 mil hectares (0,1%)

Estimativa de julho para 2017
242,1 milhões de toneladas
Variação junho/julho 2017
0,7% (1,8 milhão de toneladas)
Variação safra 2017/safra 2016
31,1% (57,4 milhões de toneladas)


A estimativa de julho de 2017 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas chegou a 242,1 milhões de toneladas, com alta de 31,1% em relação a 2016 (184,7 milhões de toneladas), um aumento de 57,4 milhões de toneladas. A estimativa da área a ser colhida (61,1 milhões de hectares) subiu 7,1% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares). Em relação às estimativas de junho, a produção cresceu 1,8 milhão de toneladas (0,7%) e a área cresceu 74,5 mil hectares (0,1%). São esperados recordes na produção da soja (115,0 milhões de toneladas) e do milho (99,4 milhões de toneladas).

O arroz, o milho e a soja, principais produtos deste grupo, representaram, juntos, 93,6% da estimativa da produção e 87,9% da área a ser colhida. Em relação a 2016, houve acréscimos de 2,3% na área a ser colhida da soja, de 18,4% na do milho e 4,0% na de arroz. Já a produção subiu 19,7% para a soja, 16,3% para o arroz e 56,1% para o milho.



Na presente avaliação para 2017, o Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 25,7%, seguido pelo Paraná (17,5%) e Rio Grande do Sul (15,1%), que, somados, representaram 58,3% do total nacional previsto. Outros estados importantes na produção de grãos foram Goiás (9,8%), Mato Grosso do Sul (7,9%), Minas Gerais (5,9%), São Paulo (3,8%), Bahia (3,3%), Santa Catarina (2,9%) e Maranhão (1,9%) que integram também o grupo dos dez maiores produtores do País.

Estimativa de julho para a safra 2017 é 0,7% maior que a de junho

No Levantamento Sistemático da Produção Agrícola de julho destacaram-se as variações nas seguintes estimativas de produção, em relação a junho: laranja (16,0%), feijão 3ª safra (5,3%), milho 2ª safra (2,1%), algodão herbáceo (2,0%), café canephora (1,6%), feijão 1ª safra (1,6%), café arábica (1,5%), arroz (1,2%), cana-de-açúcar (1,2%), milho 1ª safra (1,0%), feijão 2ª safra (-0,9%) e trigo (-6,5%).

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa da produção do algodão alcançou 3,7 milhões de toneladas, aumento de 2,0% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio crescendo 1,6%. Os dados foram influenciados pelo Mato Grosso, com uma estimativa de produção de 2,5 milhões de toneladas, aumento de 2,8% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida foram revistas com aumento de 0,4%, e o rendimento médio aumentou 2,4%, refletindo o clima mais chuvoso que tem beneficiado as lavouras.

ARROZ (em casca) – A produção de arroz alcançou 12,3 milhões de toneladas, aumento de 1,2% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 0,3% e o rendimento médio aumentou 0,9%. Os dados foram influenciados principalmente pelo Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro, com participação de 70,8% na atual safra, que teve sua estimativa da produção elevada em 1,4%, em função da constatação de um maior rendimento médio das lavouras, devendo alcançar 8,7 milhões de toneladas. A atual safra contou com um clima que beneficiou as lavouras do Estado e que garantiu boas quantidades de água nos reservatórios que são utilizados na irrigação dos tabuleiros.
No Nordeste, o clima mais chuvoso também beneficiou a produção do arroz de sequeiro. A estimativa da produção alcançou 474,6 mil toneladas, aumento de 3,4% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio aumentado 3,2%. Destaques para a produção do Maranhão, 258,8 mil toneladas, aumento de 0,4%, e Sergipe, 54,1 mil toneladas, aumento de 30,7%.

CAFÉ (em grão) - A estimativa da produção de café alcançou 2,8 milhões de toneladas, ou 47,2 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. Em julho, houve aumentos das estimativas da produção no Espírito Santo e em São Paulo. Para o café arábica, a estimativa da produção alcançou 2,2 milhões de toneladas, ou 37,2 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 1,5% em relação ao mês anterior. São Paulo teve sua estimativa de produção atualizada em julho, alcançando 265,9 mil toneladas, aumento de 14,9%. A área plantada e a área a ser colhida foram revistas com aumento de 20,0% e 20,3%, respectivamente, enquanto que o rendimento médio decresceu 4,5%.
Com relação ao café canephora (conillon), a estimativa da produção alcançou 599,4 mil toneladas, aumento de 1,6% em relação ao mês anterior. Esse aumento se deve ao rendimento médio que cresceu nesse mesmo percentual. Os dados foram influenciados pelo Espírito Santo, cuja produção foi revisada positivamente em 2,9% em decorrência do aumento do rendimento médio que aumentou nesse mesmo valor. O clima beneficiou as lavouras nos principais municípios produtores, propiciando a colheita de grãos maiores e mais pesados.

CANA-DE-AÇÚCAR - A estimativa para a produção nacional de cana-de-açúcar em julho foi de 712,1 milhões de toneladas, um crescimento de 1,2% quando comparado com o mês anterior. Este resultado reflete a reavaliação da produção nos Estados de São Paulo, Goiás, Espírito Santo e Tocantins que aumentaram suas estimativas em 1,4%, 10,9%, 13,1% e 12,7%, respectivamente. Com o avanço da colheita, as estimativas sofrem alguns ajustes. Em São Paulo, maior produtor nacional, responsável por 54,4% da produção, aumentou a área plantada em 5,1% e reduziu o rendimento médio em 3,4%. Em Goiás também ocorreu aumento da área plantada em 10,2%.
No Espírito Santo e em Tocantins, o aumento da produção está ligado diretamente ao aumento da produtividade, já que este ano está sendo mais chuvoso, o que propiciou o bom desenvolvimento dos canaviais. No Paraná houve reduções de 2,8% na produção, de 1,2% na área e de 1,7% no rendimento médio. Devido à renovação aquém do ideal, a produtividade dos canaviais está mais baixa neste ano.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa da produção de feijão alcançou 3,3 milhões de toneladas. Comparada ao mês de junho, a estimativa para a área plantada com feijão total aumentou 0,8%. Neste levantamento, os maiores produtores são Paraná com 21,4%, Minas Gerais com 16,3% e Goiás com 9,7% de participação na produção nacional. A 1ª safra de feijão está estimada em 1,6 milhão de toneladas, um aumento de 1,6% na produção, frente à estimativa de junho, devendo-se, principalmente, à reavaliação das estimativas da Região Nordeste, onde houve um aumento de 22,1 mil toneladas e que representou 5,2% a mais que em junho, estando relacionado ao clima que este ano beneficiou as lavouras.

A 2ª safra de feijão apresentou uma redução de 0,9% frente à estimativa de junho, acompanhando a queda no rendimento médio que foi de 3,9%. A redução na expectativa de produção da 2ª safra de feijão deve-se, principalmente, aos estados do Paraná e Rio Grande do Sul. No Paraná, a redução de 4,6% acompanhou o rendimento médio que diminuiu 8,2% em relação a junho. No Rio Grande do Sul, a redução de 34,3% na expectativa do rendimento médio e de 6,6% na área colhida resultou em uma redução de 38,7% na estimativa de produção em relação ao mês anterior. O excesso de chuvas durante a fase final do ciclo das lavouras prejudicou a realização dos tratos culturais, aumentou a incidência de doenças e dificultou a colheita no campo.

Em relação à 3ª safra de feijão, a previsão é de aumento de 5,3% na estimativa da produção em relação à estimativa passada. São Paulo é o estado com maior influência nesse resultado, pois as estimativas indicam aumentos de 30,9% na área plantada, de 21,7% no rendimento médio e de 59,3% na produção. Os maiores produtores desta safra são Minas Gerais (37,0%), Goiás (30,0%) e Mato Grosso (13,6%).

LARANJA - A estimativa da produção alcançou 17,0 milhões de toneladas, aumento de 16,0% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida aumentaram 4,6% e 5,1%, respectivamente, enquanto que o rendimento médio aumentou 10,4%. Os dados foram influenciados por São Paulo, maior produtor do país e responsável por 74,5% do total nacional, que informou uma estimativa de produção de 12,7 milhões de toneladas, aumento de 23,1% em relação ao mês anterior; uma estimativa de área plantada de 491,6 mil hectares, aumento de 7,5%; uma estimativa de área a ser colhida de 431,5 mil hectares, aumento de 8,3% e uma estimativa de rendimento médio de 29.384 kg/ha, aumento de 13,7%. Os aumentos de preço do suco de laranja no mercado internacional a partir do segundo semestre de 2016 incentivaram os produtores a renovarem pomares e a investirem em tecnologia, resultando em ganhos de produtividade nos pomares.

MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho continuou a crescer em julho. No total, o país deve colher uma safra de 99,4 milhões de toneladas, aumento de 1,7% em relação ao mês anterior. A produção do milho 1ª safra alcançou 31,2 milhões de toneladas, aumento de 1,0%. Esse aumento reflete as reavaliações positivas nas produções de vários estados: Mato Grosso (7,1%), Rio Grande do Sul (0,4%), Paraná (2,6%), São Paulo (2,5%), Pará (2,2%), Tocantins (1,7%), Ceará (12,9%), Rio Grande do Norte (4,8%) e Alagoas (4,4%), associadas aos reajustes mediante a constatação de uma produtividade maior e de um produto de maior qualidade.

Para o milho 2ª safra, plantado após a colheita da safra verão, a estimativa da produção alcançou 68,2 milhões de toneladas, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior. Os dados foram influenciados principalmente pelas estimativas de São Paulo e do Mato Grosso. Em São Paulo, a estimativa de produção de 2,1 milhões de toneladas aumentou 31,2% em relação ao mês anterior, com o rendimento médio crescendo 26,6%. Já para o Mato Grosso, houve aumento de 3,9% na estimativa da produção, com elevação de 1,8% na área plantada e na área a ser colhida e aumento de 2,0% no rendimento médio. O Estado deve colher uma safra recorde de 28,2 milhões de toneladas de milho nessa época. Esses aumentos estão associados à verificação de uma melhor “granação” das espigas constatada por ocasião do início da colheita nesses estados.

TRIGO (em grão) – Em julho, a estimativa da produção de trigo caiu 6,5% em relação ao mês anterior. Ao todo, o Brasil deve colher 5,7 milhões de toneladas do cereal. Quedas de 3,8% na área a ser plantada e na área a ser colhida e redução de 2,8% no rendimento médio são reflexos das reavaliações dos dados do Paraná e do Rio Grande do Sul. O Paraná, maior produtor do país com participação de 49,7% no total nacional, aguarda colher uma safra de 2,8 milhões de toneladas de trigo, redução de 8,1% em relação ao mês anterior. A área plantada e a área a ser colhida apresentam redução de 2,2% e o rendimento médio foi revisto com redução de 6,0%.
A cultura do trigo vem sofrendo com as adversidades climáticas desde o início do plantio: até o mês de junho, por excesso de chuvas, e depois pela falta das chuvas que ainda persiste, além da ocorrência de fortes geadas meados de julho. O Rio Grande do Sul, segundo maior produtor com participação de 36,8% no total nacional, aguarda uma safra de 2,1 milhões de toneladas, redução de 4,8% em relação ao mês anterior, com redução de 4,4% na área plantada e na área a ser colhida e redução de 0,5% no rendimento médio. Preços pouco compensadores e dificuldades de comercialização do produto pesaram na decisão dos produtores, que reduziram os investimentos em suas lavouras; alguns deles preferiram investir em alternativas de lavouras de cultivo durante o inverno como a aveia e a cevada.

Estimativa de julho em relação à produção de 2016

No quadro a seguir, estão representadas as variações percentuais e absolutas das principais culturas levantadas, em comparação com a safra anterior. Os destaques em 2017 cabem à produção da soja, que alcança 115,0 milhões de toneladas, e à produção do milho, que alcança 99,4 milhões de toneladas, ambas recordes para o país.
   

Produção e Variação anual por Produto
    
ProdutoProdução 2016 (t)Produção 2017 (t)Variação (%)
Algodão Herbáceo                 3.378.197               3.710.6359,8
Amendoim (1ª safra)                 425.133                   531.45025,0
Amendoim (2ª safra)                   19.653                     12.322-37,3
Arroz               10.608.861               12.339.66816,3
Aveia                 884.051                   891.0850,8
Batata-inglesa (1ª safra)                 1.852.816               1.947.1565,1
Batata-inglesa (2ª safra)                 1.137.803               1.214.9226,8
Batata-inglesa (3ª safra)                 943.669                   955.8191,3
Cacau                 214.065                   235.63110,1
Café Arábica                 2.580.601               2.233.623-13,4
Café Canephora                 467.064                   599.37328,3
Cana-de-Açúcar             706.353.038               712.052.0030,8
Cebola                 1.578.554               1.683.5996,7
Cevada                 374.092                   443.23918,5
Feijão (1ª safra)                 1.140.541               1.622.43342,3
Feijão (2ª safra)                 953.784               1.216.38227,5
Feijão (3ª safra)                 478.158                   486.6791,8
Laranja               15.917.673               17.018.2906,9
Mamona                   22.096                     11.926-46,0
Mandioca               23.004.940               20.145.375-12,4
Milho (1ª safra)               24.380.242               31.170.71227,9
Milho (2ª safra)               39.263.181               68.183.05173,7
Soja               96.084.324               114.996.10019,7
Sorgo                 1.169.464               2.089.92378,7
Trigo                 6.698.914               5.672.293-15,3
Triticale                   50.590                     52.4113,6

Brasil prevê nova safra recorde de grãos

A estimativa de julho de 2017 para a safra nacional de grãos chegou a um novo recorde: 242,1 milhões de toneladas, uma alta de 31,1% em relação ao ano passado e de 0,7% em relação ao prognóstico de junho. Os dados, divulgados hoje no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE, revelam um aumento de mais de 57,4 milhões de toneladas em relação a 2016, impulsionado pelos recordes de produção da soja (115,0 milhões de toneladas) e do milho (99,4 milhões de toneladas).

Segundo o pesquisador do IBGE, Carlos Antonio Barradas, o clima chuvoso beneficiou as lavouras em todo o país, ao contrário de 2016, quando houve escassez de chuvas, principalmente no Cerrado. Outro fator que estimulou a produção foi o aumento dos preços: “Os preços elevados dos principais produtos da agricultura brasileira, nas épocas do plantio da atual safra (safra verão e 2º safras), notadamente soja, milho, arroz e feijão, incentivaram os produtores a ampliarem a área plantada e a investirem em mais tecnologia de produção”. Com isso, a estimativa da área a ser colhida (61,1 milhões de hectares) subiu 7,1% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares), explica Barradas.

Café surpreende e recua menos que o esperado

Outros produtos que tiveram destaque no levantamento de junho foram arroz, cevada, feijão e sorgo. O café, que apresentou redução de 7% em relação a 2016, não deixou de ser uma boa surpresa: a safra, prevista em 2,8 milhões de toneladas, ou 47,2 milhões de sacas de 60kg, ainda é considerada positiva. “Principalmente, se considerarmos que a produção de café sofre grandes alterações de um ano para outro, ou seja, ano de bienalidade positiva produz muito; ano de bienalidade negativa produz pouco”, comenta Barradas, que esclarece: “Bienalidade é a característica do café de alternar anos de baixa e de grande produção. Após um ano de alta, as plantas se esgotam e, no ano seguinte, produzem menos frutos”.

Impacto positivo na economia

Segundo Carlos Antonio Barradas, a agricultura brasileira em 2017 está “brilhante”, com impactos econômicos positivos interna e externamente. O pesquisador cita os aumentos nas produções de arroz, feijão, cebola e batata como importantes para conter o índice de inflação.

Por outro lado, o aumento na produção da soja, do milho, do café e da laranja também é importante, na medida que esses produtos pautam as exportações brasileiras e, indiretamente, têm impacto em outras produções. É o caso da soja e do milho, cujas safras recordes contribuem para redução dos custos na produção da carne suína e de frangos, outros produtos importantes na pauta das exportações brasileiras.

“O aumento da oferta de alimentos para consumo interno e para exportação deve contribuir para a redução dos índices de inflação, bem como elevar as receitas brasileiras com a exportação do agronegócio”, analisa Barradas. Ele enfatiza o papel do Brasil na produção mundial de alimentos, e ressalta: “a produção tem crescido principalmente devido aos ganhos de produtividade, sem que haja aumento substancial da área ocupada pelas lavouras".


CONAB. 10/08/2017. Supersafra de grãos aumenta e deve atingir de 238 milhões de toneladas

Com um aumento de 27,7% ou 51,6 milhões de toneladas, a safra de grãos 2016/17 deve chegar a 238,2 milhões de toneladas frente às 186,6 milhões de t da safra passada. Os números da 11ª e penúltima estimativa da safra atual foram divulgados nesta quinta-feira (10) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
 
Foram responsáveis por esta supersafra, além de pequena ampliação de área em 4%, as condições climáticas favoráveis e o aumento da produtividade média de todas as culturas, à frente soja e milho, que tiveram alto nível de aplicação tecnológica. A produtividade média da leguminosa subiu de 2.870 para 3.362 kg/ha e a do milho total, de 4.178 para 5.563 kg/ha. A soma de todas as culturas pode chegar a 60,7 milhões de hectares, um pouco acima dos 58,3 milhões de ha da safra 2015/2016.
 
Em relação à soja, produção e área permanecem próximas ao do último levantamento. O crescimento da cultura deve ser de 19,5% e chegar a 114 milhões de toneladas, com ampliação de 2% na área plantada estimada em 33,9 milhões de hectares. Já para o milho total, a produção deve alcançar 97,2 milhões de toneladas, 46,1% acima da safra 2015/2016. A previsão é de 30,5 milhões de toneladas para a primeira safra e de 66,7 milhões para a segunda. A área total deve alcançar 17,5 milhões de hectares, com um crescimento de 9,7%. Mais de 88% dos grãos produzidos no país se deve às duas culturas.
 
No caso do feijão total, a produção deve atingir 3,4 milhões de toneladas, em uma área de 3,1 milhões de hectares. O primeira safra, que já está colhido, detém uma produção de 1,39 milhão de toneladas, resultado 34,3% superior ao produzido em 2015/2016. Já o da segunda safra, que também está finalizado, deve alcançar 1,22 milhão de toneladas. O feijão terceira safra deve produzir 750 mil toneladas, sendo 665 mil do tipo cores, 77 mil do caupi e 7,9 mil toneladas do preto. Com relação ao algodão pluma, o crescimento é de 18,2%, podendo alcançar 1,5 milhão de toneladas, mesmo com a estimativa de queda de 1,7% na área cultivada.
 
Culturas de inverno - Está prevista a redução de 13,6% na área de trigo, estimada em 1,83 milhão de hectares contra 2,1 milhões de ha da safra passada. Com isso, a produção deve recuar 22,8% e chegar a 5,2 milhões de toneladas frente às 6,7 milhões de t de 2016. Ao contrário do trigo, a aveia eleva a área em 13,3%, podendo alcançar 330,4 mil hectares, com uma produção estimada em 846,8 mil toneladas.
 
A pesquisa foi realizada no período de 23 a 29 de julho em todas as regiões produtoras, quando foram consultadas diversas instituições e informantes cadastrados em todo o país.



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LGCJ.:

9 de agosto de 2017

US ECONOMICS

DoC. 08/08/2017. U.S. Department of Commerce Issues Affirmative Preliminary Countervailing Duty Determinations of Silicon Metal from Australia, Brazil, and Kazakhstan

Today, U.S. Secretary of Commerce Wilbur Ross announced the affirmative preliminary determinations in the countervailing duty (CVD) investigations of silicon metal from Australia, Brazil, and Kazakhstan, preliminarily finding that silicon metal exporters from these markets received countervailable subsidies of 16.23 percent, 3.69 to 52.07 percent, and 120 percent, respectively.

The Commerce Department will instruct U.S. Customs and Border Protection to collect cash deposits from importers of silicon metal from Australia, Brazil, and Kazakhstan based on these preliminary rates.

“We will continue to review all information related to this preliminary determination,” said Secretary Ross. “The Trump Administration remains vigilant against foreign actors that take advantage of American workers and businesses.”

In 2016, imports of silicon metal from Australia, Brazil, and Kazakhstan were valued at an estimated $33.9 million, $60.0 million, and $17.5 million, respectively.

The petitioner is Globe Specialty Metals, Inc. The company has production facilities located in Alabama, New York, Ohio, and West Virginia.

Enforcement of U.S. trade law is a prime focus of the Trump administration. From January 20 through August 8, Commerce initiated 64 antidumping and countervailing duty investigations – a 40 percent increase from the previous year. For the same time period in 2016, Commerce had initiated 40 antidumping and countervailing duty investigations. 

Countervailing duty laws provide U.S. businesses and workers with an internationally accepted mechanism to seek relief from the harmful effects of unfair subsidization of imports into the United States. Commerce currently maintains 403 antidumping and countervailing duty orders which provide relief to American companies and industries impacted by unfair trade.

Unless the final determinations are postponed, Commerce is currently scheduled to announce its final CVD determinations on December 19.

If Commerce makes affirmative final determinations of subsidization and the U.S. International Trade Commission (ITC) makes affirmative final injury determinations, Commerce will issue CVD orders. If Commerce makes negative final determinations of subsidization or the ITC makes negative final determinations of injury, the investigations will be terminated and no orders will be issued.

The U.S. Department of Commerce’s Enforcement and Compliance unit within the International Trade Administration is responsible for vigorously enforcing U.S. trade laws and does so through an impartial, transparent process that abides by international law and is based solely on factual evidence.

Companies that receive unfair subsidies from their governments in the form of grants, loans, equity infusions, tax breaks and production inputs are subject to “countervailing duties” (CVD) aimed at directly countering those subsidies.

In fiscal year 2016, the United States collected $1.5 billion in duties on $14 billion of imported goods found to be underpriced or subsidized by foreign governments.

Fact sheet: http://enforcement.trade.gov/download/factsheets/factsheet-multiple-silicon-metal-cvd-prelim-080817.pdf

DoS. ASEAN. August 4, 2017. The United States and ASEAN: A Strong Foundation, A Bright Future
By Susan Thornton 

It has been 50 years since it all started and 40 years since the United States began its formal relationship with the Association of Southeast Asian Nations (ASEAN).  I wonder if back in 1977 they had any idea how expansive that relationship could grow?  Could my diplomatic predecessors have imagined we'd be partnering through Fulbright and the Young Southeast Asian Leaders Initiative to bring thousands of ASEAN citizens on exchanges to America and throughout the region, or that an Innovation Challenge would produce a creative new idea for fish farming that could help feed their countries?  That 16,000 young leaders could gather on a single day of community service in dozens of cities throughout the region to show their dedication to civic engagement?

Could they have imagined, as the 10 member states collectively grew to become the 5th largest economy in the world, that our economic partnership in two-way trade and investment would create an uncountable number of jobs on both sides of the Pacific? Could they have imagined this collective could gather 27 countries to participate in the annual ASEAN Regional Forum, their foreign ministers engaging in dialogue and consultation on security and preventive diplomacy?

Over 50 years, as ASEAN has developed, our cooperation has broadened and deepened and what began as a simple dialogue has become a full-fledged strategic partnership.  Today the United States and ASEAN are addressing the North Korean threat, working to mitigate maritime disputes in the South China Sea, and addressing shared transnational security challenges including terrorism, cybersecurity threats, and trafficking in persons.

The foundation of our relationship is our people - whether we are wrangling over tough security issues to protect nearly one billion of us or implementing programs that develop skills and networks, and we will demonstrate our commitment by continuing programs for our citizens to promote economic prosperity, women's empowerment, and youth engagement.  We know these efforts are effective because as Graciela Mante from the Philippines said, her experience with YSEALI "strengthened my motivation to create a more positive change".  And for this double anniversary year, we are supporting additional celebratory events - including an exchange program for ASEAN Supreme Court Justices and technology camps for ASEAN youth.

During a meeting with ASEAN Permanent Representatives, Vice President Pence said, "Together we will build on our firm foundation to reach even greater heights in the next 50 years of this great organization."  When Secretary Tillerson meets with his ASEAN counterparts at the ASEAN Regional Forum this week, we will proudly celebrate 40 years of close ties between the United States and ASEAN -and we will imagine what we can achieve together in another 40 years.


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IBGE. 09/08/2017. IPCA fica em 0,24% em julho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de julho ficou em 0,24%, após variação de -0,23% em junho. Com isto, o acumulado no ano foi de 1,43%, bem menos do que os 4,96% registrados em igual período do ano passado.

Período
TAXA
Julho de 2017
0,24%
Junho de 2017
- 0,23%
Julho de 2016
0,52%
No ano 2017
1,43%
Acumulado nos 12 meses
2,71%

Em relação aos últimos doze meses, o índice foi para 2,71%, menor acumulado em 12 meses desde fevereiro de 1999 (2,24%). Em julho de 2016, o índice havia registrado variação de 0,52%.

Em julho, mesmo com o grupo Alimentação e Bebidas, que responde por 25% das despesas das famílias, apresentando queda pelo terceiro mês consecutivo (-0,47%), os grupos Habitação (1,64%) e Transportes (0,34%) pressionaram para cima o resultado do mês, conforme mostra a tabela a seguir.

GrupoVariação (%)Impacto (p.p.)  
JunhoJulhoJunhoJulho 
      
Índice Geral-0,230,24-0,230,24 
      
Alimentação e Bebidas-0,50-0,47-0,12-0,12 
Habitação-0,771,64-0,120,25 
Artigos de Residência-0,07-0,230,00-0,01 
Vestuário0,21-0,420,01-0,02 
Transportes-0,520,34-0,090,06 
Saúde e Cuidados Pessoais0,460,370,050,04 
Despesas Pessoais0,330,360,040,04 
Educação0,08-0,020,000,00 
Comunicação0,09-0,020,000,00

Com o maior impacto individual, 0,20 ponto percentual (p.p.), a energia elétrica (6,00%), do grupo Habitação (1,64%), foi o item que mais contribuiu para o resultado de julho. Isso ocorreu devido à entrada em vigor da bandeira tarifária amarela, a partir de 01 de julho, representando uma cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100 Kwh consumidos. Acrescente-se, ainda, além do aumento na parcela do PIS/COFINS, ocorrido na maioria das regiões pesquisadas, o reajuste de 7,09% em Curitiba, a partir de 24 de junho, e de 5,15% em uma das concessionárias de São Paulo, em vigor desde 04 de julho. A tabela a seguir apresenta as variações da energia elétrica por região pesquisada.

Região
Variação
%
Curitiba9,33
São Paulo8,54
Belo Horizonte8,01
Belém6,92
Recife4,51
Salvador4,41
Vitória3,90
Goiânia3,80
Fortaleza3,50
Porto Alegre3,37
Rio de Janeiro2,77
Campo Grande1,67
Brasília0,83
  
Brasil6,00

Ainda no grupo Habitação, a taxa de água e esgoto (1,21%) teve seu resultado influenciado pelas regiões metropolitanas de Fortaleza (11,27%) e de Porto Alegre (1,90%) onde ocorreram reajustes de 12,90%, em 26 de junho, e de 4,50%, em 1º de julho, respectivamente, além de Goiânia (5,89%), cujo reajuste de 6,29% está em vigor desde o dia 1º de julho.

No grupo Transportes (0,34%), o destaque são os combustíveis (0,92%). O litro do etanol ficou, em média, 0,73% mais caro. Já a gasolina apresentou variação de 1,06%. Isso pois, durante o mês de julho, foram anunciados diversos reajustes (aumentos e reduções) nos preços da gasolina na refinaria e, em 20 de julho, o aumento na alíquota do PIS/COFINS. Em 25 de julho, esse aumento foi suspenso por liminar, derrubada em 26 de julho. Nova liminar, em 03 de agosto, derrubada no dia seguinte, suspendia o efeito do decreto que reajustou as alíquotas do PIS/COFINS dos combustíveis.

Cabe mencionar, ainda nos Transportes (0,34%), as tarifas dos ônibus interestaduais, que passaram a custar 2,15% a mais em razão do reajuste médio de 1,45% no valor das passagens a partir do dia primeiro de julho. As variações ficaram entre o -1,27% da região metropolitana de Salvador e os 6,56% da região metropolitana de Recife.

No lado das quedas, o destaque ficou com o grupo Alimentação e Bebidas (-0,47%) e
-0,12p.p. de impacto puxada pelos alimentos para consumo em casa, mais baratos em 0,81%, indo de -1,80% em Goiânia até 0,06% em Brasília. Já a alimentação fora subiu 0,15%, no intervalo de -0,32% registrados na região metropolitana do Rio de Janeiro, até 1,71% em Goiânia.

Apesar de a maioria dos alimentos passarem a custar menos de junho para julho, a exemplo da batata-inglesa (-22,73%), do leite longa vida (-3,22%), das frutas (-2,35%) e das carnes (-1,06%), o tomate (16,90%) e a cebola (11,70%) apresentaram variações positivas frente às quedas registradas em junho.

ItemVariação (%)Variação Acumulada (%)
JunhoJulhoAno12 meses
Batata-inglesa-6,17-22,73-16,60-51,97
Feijão-fradinho-6,60-7,11-19,69-10,37
Feijão-carioca25,86-5,39-15,33-50,54
Açúcar cristal-0,74-3,52-11,10-3,86
Leite longa vida-0,72-3,222,68-22,67
Açúcar refinado0,50-2,62-6,21-2,77
Pescado-1,60-2,540,708,78
Frutas-5,90-2,35-15,42-5,03
Hortaliças0,61-2,287,08-7,97
Alho1,23-2,183,32-12,54
Arroz-0,92-1,52-7,70-3,51
Frango inteiro-0,77-1,36-8,47-2,36
Carnes-1,23-1,06-3,710,38
Leite em pó-0,54-1,00-4,077,71
Óleo de soja-1,32-0,88-5,65-0,82
Farinha de trigo-0,89-0,84-7,87-9,47
Pão de forma0,82-0,726,147,30
Queijo-1,12-0,530,204,02

Na ótica dos índices regionais, os resultados ficaram entre os -0,24% registrados em Campo Grande e os 0,49% da região metropolitana de Curitiba. A tabela a seguir apresenta os resultados por região pesquisada. Na região metropolitana de Curitiba, o aumento foi impulsionado pelas contas de energia elétrica, que ficaram 9,33% mais caras em razão do reajuste de 7,09%, em vigor a partir de 24 de junho. Em Campo Grande, as carnes registraram redução de 2,02%.

RegiãoPeso Regional (%)Variação (%)Variação Acumulada (%)
JunhoJulhoAno12 meses
Curitiba7,79-0,140,491,772,44
São Paulo30,67-0,310,381,412,88
Goiânia3,59-0,040,380,731,31
Salvador7,35-0,080,351,662,54
Belo Horizonte10,86-0,480,310,891,88
Recife5,05-0,090,292,554,24
Brasília2,80-0,220,281,513,79
Belém4,65-0,080,100,831,96
Vitória1,78-0,220,031,342,64
Fortaleza3,49-0,250,011,513,65
Rio de Janeiro12,06-0,09-0,031,953,25
Porto Alegre8,40-0,28-0,120,952,10
Campo Grande1,51-0,40-0,240,592,94
      
Brasil100,00-0,230,241,432,71

O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 31 de julho de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de junho de 2017 (base).
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,17% em julho, ficando acima da taxa de -0,30% de junho. No acumulado dos últimos doze meses, o índice desceu para 2,08%, ficando abaixo dos 2,56% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2016, o INPC registrou 0,64%.

Os produtos alimentícios tiveram queda de 0,45% em julho. Em junho, o resultado havia sido de -0,52%. O agrupamento dos não alimentícios ficou com variação de 0,45%, acima da taxa de -0,20% de junho.

Quanto aos índices regionais, as variações ficaram entre -0,30% registrado em Campo Grande e 0,42% na região metropolitana de Curitiba. Em Campo Grande, as carnes registraram redução de 2,15%. Na região metropolitana de Curitiba, o aumento foi impulsionado pelas contas de energia elétrica que ficaram 9,71% mais caras em razão do reajuste de 7,09%, em vigor a partir de 24 de junho.

RegiãoPeso Regional (%)Variação mensal (%)Variação Acumulada (%)
JunhoJulhoAno12 meses
Curitiba7,29-0,200,421,922,06
Salvador10,670,090,361,862,63
Recife7,17-0,260,322,484,19
São Paulo24,24-0,420,311,161,82
Goiânia4,15-0,120,250,390,63
Belo Horizonte10,60-0,640,190,560,98
Fortaleza6,61-0,350,111,583,86
Brasília1,88-0,210,081,953,61
Belém7,03-0,08-0,030,841,69
Vitória1,83-0,33-0,061,282,15
Porto Alegre7,38-0,41-0,130,771,42
Rio de Janeiro9,51-0,27-0,161,601,94
Campo Grande1,64-0,47-0,300,111,95
      
Brasil100,00-0,300,171,302,08

O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado. Abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília.

Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 29 de junho a 31 de julho de 2017 (referência) com os preços vigentes no período de 1º a 28 de junho de 2017 (base).

Bandeira amarela na energia elétrica pressiona inflação em julho

A entrada da bandeira tarifária amarela nas contas de energia elétrica, a partir de 1ºde julho, acarretou aumento de 6,0% nas contas e foi decisiva para trazer a inflação do patamar negativo em junho (-0,23%) para o positivo em julho (0,24%). A contribuição da energia elétrica para o índice de inflação foi de 0,20 pontos percentuais e significou uma cobrança adicional de R$ 2,00 a cada 100Kwh consumidos.



Além da tarifa, influenciaram no resultado o aumento do PIS /COFINS e reajustes da energia elétrica em Curitiba (7,09%) e em uma das concessionárias de São Paulo (5,15%). Regionalmente, a energia elétrica teve as maiores variações em Curitiba (9,33%), São Paulo (8,54%) e Belo Horizonte (8,01%) e a menor em Brasília (0,83%).

Segundo o gerente de Índice de Preços, Fernando Gonçalves, também contribuíram para a alta da inflação, em julho, os combustíveis, com aumento de 0,92%, devido às alterações no preço do litro do etanol (0,73%) e da gasolina (1,06%). “Durante o mês de julho, houve diversos aumentos e reduções nos preços da gasolina na refinaria devido a liminares na Justiça”, lembrou.

O grupo alimentação e bebidas (-0,47%) pressionou para baixo a inflação em julho, especialmente os alimentos em casa, com queda de produtos como batata inglesa (-22,73%), leite longa vida (-3,22%), frutas (-2,35%) e carnes (-1,06%).

DOCUMENTO: ftp://ftp.ibge.gov.br/Precos_Indices_de_Precos_ao_Consumidor/IPCA/Fasciculo_Indicadores_IBGE/ipca-inpc_201707caderno.pdf

USP. FIPE. REUTERS. 9 DE AGOSTO DE 2017. IPC-Fipe sobe 0,04% na 1ª quadrissemana de agosto

SÃO PAULO (Reuters) - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,04 por cento na primeira quadrissemana de agosto, após variação negativa de 0,01 por cento em julho, informou a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira.

O IPC-Fipe mede as variações quadrissemanais dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

IBGE. 09/08/2017. Índice Nacional da Construção Civil varia 0,58 em julho

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) apresentou variação de 0,58% em julho. Essa foi a maior taxa do ano de 2017, situando-se 0,20 ponto percentual acima dos 0,38% de junho. Os últimos doze meses ficaram em 4,25%, resultado acima dos 3,86% registrados nos doze meses imediatamente anteriores. Em julho de 2016 o índice foi 0,20%.

O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em junho fechou em R$ 1.046,68, em julho subiu para R$ 1.052,75, sendo R$ 537,78 relativos aos materiais e R$ 514,97 à mão de obra.

O segundo semestre do ano inicia com alta na parcela dos materiais (0,28%), diferente de julho de 2016, quando eles apresentaram taxa negativa (-0,11%). Em relação ao mês anterior, a parcela dos materiais apresentou aumento de 0,27%, frente à estabilidade do mês de junho (0,01%). Já a parcela da mão de obra, com diversos estados apresentando reajuste salarial, subiu para 0,90%, taxa superior à do mês anterior, que foi de 0,78%. De janeiro a julho, os acumulados são 1,25% (materiais) e 3,82% (mão de obra), sendo que em doze meses ficaram em 1,86% (materiais) e 6,91% (mão de obra).

Região Sul registra maior variação mensal

Devido à variação captada na mão de obra nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, consequência de reajuste salarial de acordo coletivo, a Região Sul apresentou a maior variação regional em julho (1,33%). Já a região Norte ficou com a menor variação (-0,18%), apresentando taxas negativas para as parcelas de materiais e mão de obra: -0,29% e -0,05%, respectivamente. Nas demais regiões os resultados foram: 0,12% (Nordeste), 0,92% (Sudeste) e 0,23% (Centro-Oeste).

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 1.053,04 (Norte); R$ 973,50 (Nordeste); R$ 1.103,17 (Sudeste); R$ 1.097,55 (Sul) e R$ 1.053,77 (Centro-Oeste).

Rio de Janeiro registra a maior alta

O Rio de Janeiro, com 3,03%, foi o estado com a mais elevada variação mensal, decorrente tanto pela parcela da mão de obra (4,47%), consequência de reajustes salariais por acordo coletivo, como também pela parcela dos materiais (1,41%). A seguir veio Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul com 2,14% e 1,85%, respectivamente, ambos também sob impacto de reajuste definido na convenção coletiva. Paraná, Alagoas, Tocantins, Espírito Santo e Maranhão também apresentaram alterações salariais previstas nas convenções coletivas.

SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Julho/2017 considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil

ÁREAS GEOGRÁFICAS
CUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
      
BRASIL             1052,75526,970,582,464,25
      
REGIÃO NORTE       1053,04524,69-0,181,363,48
Rondonia           1089,73607,530,112,251,65
Acre               1153,82612,51-0,282,372,75
Amazonas           1028,15503,34-0,184,423,85
Roraima            1095,90455,160,070,886,28
Para               1030,17493,78-0,41-1,132,56
Amapa              1046,96508,54-0,503,034,55
Tocantins          1118,71588,231,053,497,34
      
REGIÃO NORDESTE    973,50525,920,122,633,69
Maranhão           1008,27531,120,373,914,29
Piaui              1003,56666,880,041,554,77
Ceara              956,03552,140,020,190,68
Rio Grande do Norte934,41471,000,402,796,79
Paraiba            1025,68567,150,133,125,44
Pernambuco         952,53509,28-0,351,844,59
Alagoas            967,65483,561,652,522,61
Sergipe            928,44493,470,042,692,63
Bahia              974,08515,530,043,943,71
      
REGIÃO SUDESTE     1103,17528,000,922,753,99
Minas Gerais       1001,97551,410,464,494,81
Espirito Santo     966,04535,801,132,166,92
Rio de Janeiro     1189,00541,913,033,583,44
São Paulo          1140,71515,310,311,583,62
      
REGIÃO SUL         1097,55524,841,332,796,13
Parana             1076,96515,091,701,906,49
Santa Catarina     1183,55641,160,294,446,03
Rio Grande do Sul  1049,24476,351,852,605,69
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1053,77537,960,231,545,37
Mato Grosso do Sul1048,72493,102,143,112,99
Mato Grosso        1052,38600,440,030,666,60
Goias              1025,72541,75-0,450,844,50
Distrito Federal   1098,29485,020,152,546,54


SISTEMA NACIONAL DE PESQUISA DE CUSTOS E ÍNDICES DA CONSTRUÇÃO CIVIL
Julho/2017 não considerando a desoneração da folha de pagamento de empresas do setor da construção civil

ÁREAS GEOGRÁFICAS
CUSTOS
MÉDIOS
NÚMEROS
ÍNDICES
VARIAÇÕES PERCENTUAIS
R$/m2JUN/94=100MENSALNO ANO12 MESES
      
BRASIL             1131,96566,390,602,564,43
      
REGIÃO NORTE       1126,91561,42-0,161,533,83
Rondonia           1166,06650,120,102,381,81
Acre               1235,84655,87-0,262,582,90
Amazonas           1100,03538,80-0,174,714,19
Roraima            1178,70489,500,060,886,48
Para               1102,06528,03-0,39-1,082,96
Amapa              1119,00543,39-0,463,364,80
Tocantins          1197,04629,231,093,747,79
      
REGIÃO NORDESTE    1043,12563,350,142,723,83
Maranhão           1078,90568,550,454,104,46
Piaui              1071,31711,760,031,454,96
Ceara              1021,96589,960,020,210,66
Rio Grande do Norte998,19503,020,382,626,88
Paraiba            1097,52607,000,123,345,70
Pernambuco         1021,24545,77-0,331,974,87
Alagoas            1035,57517,431,812,662,73
Sergipe            994,17528,440,042,852,78
Bahia              1047,59554,150,044,123,87
      
REGIÃO SUDESTE     1190,38569,610,922,814,07
Minas Gerais       1075,64591,850,434,674,97
Espirito Santo     1039,56576,711,232,287,24
Rio de Janeiro     1287,19586,813,143,633,52
São Paulo          1232,76556,880,261,583,65
      
REGIÃO SUL         1184,56566,431,422,896,48
Parana             1165,61557,321,832,016,95
Santa Catarina     1280,55693,480,274,546,26
Rio Grande do Sul  1123,86510,262,022,715,96
      
REGIÃO CENTRO-OESTE1127,37575,450,271,575,64
Mato Grosso do Sul1121,28526,842,343,253,11
Mato Grosso        1127,02642,950,020,606,80
Goias              1096,04578,57-0,420,854,74
Distrito Federal   1175,81519,440,182,707,09

Reajustes salariais impactaram nos preços da construção civil

O Índice Nacional da Construção Civil (SINAPI) apresentou variação de 0,58% em julho, ficando 0,20% acima dos 0,38% registrado em junho. O fator que mais influenciou nesse resultado foi o reajuste salarial dos trabalhadores que atuam no setor.

Segundo Augusto Oliveira, pesquisador do IBGE, a mão de obra empregada na construção é representada por nove categorias profissionais que, juntas, são responsáveis por cerca de 45% do custo total de uma obra: “No mês de julho tivemos o maior número de estados com reajustes salariais no ano, que somados representam 25% custo médio nacional”

O Rio de Janeiro foi o estado com a mais elevada variação mensal do SINAPI (3,03%), local onde os reajustes salariais também estavam previstos em convenções coletivas. “Então, o aumento do índice em estados, como o Rio de janeiro, tem sua origem na captação conjunta da alta em todas as [nove] categorias profissionais em um mesmo período”, ressalta o pesquisador.

DOCUMENTO: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/sinapi/sinapi_201707caderno.pdf

MDIC. 07 de Agosto de 2017. Primeira semana de agosto tem superávit de US$ 350 milhões. No ano, as exportações chegam a US$ 129,498 bilhões e as importações, a US$ 86,638 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,860 bilhões

Brasília (7 de agosto) - Com quatro dias úteis, a primeira semana de agosto teve superávit de US$ 350 milhões, resultado de exportações de US$ 3,027 bilhões e importações de US$ 2,677 bilhões. No ano, as vendas externas chegam a US$ 129,498 bilhões e as compras a US$ 86,638 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,860 bilhões.

Mês

Nas exportações, comparadas as médias da primeira semana do mês (US$ 756,7 milhões) com a de agosto do ano passado (US$ 738,5 milhões), houve crescimento de 2,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (11,1% , por conta, principalmente, de celulose, açúcar em bruto, catodos de cobre, madeira em estilhas, óleo de soja em bruto e semimanufaturados de ferro e aço) e de produtos básicos (4,8%, em razão de milho em grãos, minério de cobre, minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, farelo de soja). No mesmo comparativo, as vendas de manufaturados tiveram queda (-1,5%, pela diminuição em veículos de carga, automóveis de passageiros, açúcar refinado, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos). Na comparação com julho de 2017, houve queda de 15,3%, em consequência da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-19,3%) e básicos (-17,3%), enquanto que cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (5%).

Nas importações, a média diária da primeira semana de agosto deste ano (US$ 669,2 milhões), ficou 19,8% acima da média de agosto do ano passado (US$ 558,6 milhões). Nesta comparação, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (91,8%), siderúrgicos (65,4%), combustíveis e lubrificantes (42,1%), equipamentos eletroeletrônicos (25,6%) e farmacêuticos (16,5%). Em relação ao mês de julho de 2017, houve aumento de 12,7%, devido ao crescimento nas vendas de adubos e fertilizantes (54,3%), farmacêuticos (47,1%), instrumentos de ótica e precisão (23,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (14,5%) e equipamentos eletroeletrônicos (10,8%).

RESULTADOS GERAIS

Na primeira semana de agosto de 2017, com 4 dias úteis, a balança comercial registrou superávit de US$ 350 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,027 bilhões e importações de US$ 2,677 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 129,498 bilhões e as importações, US$ 86,638 bilhões, com saldo positivo de US$ 42,860 bilhões.

ANÁLISE DO MÊS

Nas exportações, comparada a média da 1ª semana de agosto/2017 (US$ 756,7 milhões) com a média de agosto/2016 (US$ 738,5 milhões), houve crescimento de 2,5%, em razão do aumento nas vendas de produtos semimanufaturados (+11,1%, de US$ 117,4 milhões para US$ 130,4 milhões, por conta de celulose, açúcar em bruto, catodos de cobre, madeira em estilhas, óleo de soja em bruto e semimanufaturados de ferro/aço) e de produtos básicos (+4,8%, de US$ 314,1 milhões para US$ 329,3 milhões, por conta, principalmente, de milho em grãos, minério de cobre, minério de ferro, carnes de frango, bovina e suína, farelo de soja), enquanto caíram as vendas de manufaturados (-1,5%, de US$ 287,9 milhões para US$ 283,7 milhões pela queda em veículos de carga, automóveis de passageiros, açúcar refinado, óleos combustíveis, motores e geradores elétricos). Relativamente a julho/2017, houve queda de 15,3%, em virtude da diminuição nas vendas de produtos manufaturados (-19,3%, de US$ 351,7 milhões para US$ 283,7 milhões) e básicos (-17,3%, de US$ 398,2 milhões para US$ 329,3 milhões), enquanto cresceram as vendas de produtos semimanufaturados (+5,0%, de US$ 124,2 milhões para US$ 130,4 milhões).

Nas importações, a média diária da 1ª semana de agosto/2017, de US$ 669,2 milhões, ficou 19,8% acima da média de agosto/2016 (US$ 558,6 milhões). Nesse comparativo, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (+91,8%), siderúrgicos (+65,4%), combustíveis e lubrificantes (+42,1%), equipamentos eletroeletrônicos (+25,6%) e farmacêuticos (+16,5%). Ante julho/2017, houve aumento de 12,7%, devido ao crescimento nas vendas de adubos e fertilizantes (+54,3%), farmacêuticos (+47,1%), instrumentos de ótica e precisão (+23,0%), químicos orgânicos e inorgânicos (+14,5%) e equipamentos eletroeletrônicos (+10,8%).

1ª Semana 08 Mês

IPEA. 07/08/2017. Indicador Ipea de Consumo Aparente da Indústria cresce 1,1% em junho. Segundo trimestre encerra com alta de 0,4% puxada pelos bens de capital, que avançaram 4,1%

O consumo de bens industriais registrou alta de 1,1% em junho, segundo o Indicador Ipea de Consumo Aparente (CA) da Indústria. Composto pela produção industrial doméstica, acrescida das importações e diminuída das exportações, o indicador também aponta crescimento de 0,4% no segundo trimestre.

Na comparação com o mesmo mês de 2016, o indicador atingiu patamar 3,5% inferior. Também comparado com o ano passado, o resultado trimestral caiu 1,9%.

O maior destaque positivo foram os bens de capital, que registraram crescimento de 4,1% em junho. Por outro lado, os bens de consumo duráveis recuaram 7,8%, ainda que tenham terminado o segundo trimestre com avanço de 1,5%. Já na comparação com o mesmo período do ano anterior, a queda foi generalizada. Com exceção dos bens de consumo duráveis, todas as categorias registraram variação negativa sobre junho de 2016.

Os segmentos que mais contribuíram positivamente foram o de produtos alimentícios, com alta de 5,2%, e o de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com expansão de 3,6%. “A demanda por bens industriais volta a crescer em junho com destaque para os produtos alimentícios”, destaca José Ronaldo de Castro Souza Júnior, diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Ipea.

No total, nove segmentos registraram variação positiva ante junho de 2016. Por fim, em relação ao resultado acumulado em 12 meses, dez segmentos já apresentam variação positiva até o mês de junho, principalmente a fabricação de produtos alimentícios (3,5%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (2,5%).

Carta de Conjuntura: http://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/index.php/2017/08/07/demanda-interna-por-bens-industriais-avanca-11-em-junho/

CNI. 7 de Agosto de 2017. Aumenta a confiança dos brasileiros nas pessoas, mostra pesquisa da CNI. Entrevistados acreditam que familiares são mais confiáveis do que amigos ou vizinhos. Mesmo assim, 91% da população acha que a maioria quer tirar vantagem em vez de agir de forma correta

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A confiança dos brasileiros nas pessoas aumentou significativamente nos últimos cinco anos. O percentual da população que tem muita ou alguma confiança na maioria das pessoas subiu de 37% em  2012 para 59% neste ano, informa a pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira - Confiança Interpessoal, feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). "O aumento da confiança nas pessoas é positivo porque reduz a burocracia, pois dispensa a necessidades de comprovantes e de garantias", afirma o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.
De acordo com o estudo, a confiança é maior para os grupos sociais mais próximos. Entre os entrevistados, 91% dizem que têm muita ou alguma confiança em pessoas da família. Em segundo lugar, com 78% das respostas, aparecem os amigos e, em terceiro, ambos empatados com 67% das menções, estão os vizinhos e os colegas de trabalho ou da escola.

Na comparação com os dados de 2012, a pesquisa mostra que a confiança dos brasileiros na família caiu. O percentual dos que dizem ter muita confiança em pessoas da família recuou de 73% em 2012 para 55% em 2017. Em compensação, cresceu a confiança nos demais grupos sociais. Exemplo disso é que o número dos que afirmam ter muita confiança nos colegas de trabalho ou da escola subiu 18 pontos percentuais em cinco anos e passou de 35% em 2012 para 53% neste ano. "A confiança em colegas de trabalho ou da escola facilita as tarefas colaborativas e promove a troca de experiências e de conhecimentos, o que aumenta a produtividade", avalia Fonseca.

Mesmo assim, 91% dos brasileiros dizem que a maioria das pessoas quer tirar vantagem, em vez de agir de maneira correta. Esse número era de 81% em 2012. "Apenas 7% dos entrevistados responderam acreditar que a maioria das pessoas age de maneira correta, percentual que era de 16% em 2012", diz a pesquisa. Essa percepção, analisa a CNI, pode ser resultado dos escândalos de corrupção no Brasil nos últimos anos.

A pesquisa ouviu duas mil pessoas em 126 municípios, entre os dias 16 e 19 de março.

RSB 39 - Confiança Interpessoal. Confiança dos brasileiros nas pessoas aumenta nos últimos cinco anos

A confiança dos brasileiros aumentou nos últimos cinco anos, principalmente para os grupos sociais mais distantes, como maioria das pessoas e colegas de trabalho e escola. O nível de confiança dos brasileiros é maior quanto mais próximo da convivência diária é o grupo avaliado.



Retratos da Sociedade Brasileira - Confiança Interpessoal: https://static-cms-si.s3.amazonaws.com/media/filer_public/52/00/52000357-de77-4664-80f8-07369b085a09/retratosdasociedadebrasileira_39_confiancainterpessoal.pdf

OPEP. PORTAL G1. RÁDIO FRANÇA INTERNACIONAL. 08/08/2017. Membros da Opep mantêm acordo para reduzir produção de petróleo. Acordo firmado em novembro prevê redução até 2018, na expectativa de que estoques mais baixos levem a uma alta dos preços.

Produtores de petróleo decidiram nesta terça-feira (8) manter o acordo de reduzir a produção para pressionar uma recuperação do preço, anunciou a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Um painel técnico com membros do cartel e outros produtores, como a Rússia, fizeram o anúncio após dois dias de reuniões em Abu Dhabi.
O acordo firmado em novembro passado prevê a redução da produção até março de 2018, na expectativa de que os estoques mais baixos levem a uma alta dos preços.
Depois de uma recuperação inicial imediatamente após o acordo, os preços do barril estagnaram abaixo de US$ 50.
Como alguns exportadores produziram mais que o acordado, o mercado não confia plenamente na habilidade da Opep de manter o pacto.
Firmes no compromisso
Mas, nesta terça, o cartel disse que os países presentes no encontro "permanecem firmes em seu compromisso de manter" o acordo de novembro.
A reunião, acompanhada pela Rússia e Arábia Saudita, decidiu que os países "vão ajudar a facilitar a plena conformidade" com os cortes de produção, afirmou.
No mês passado, a Opep disse que havia "espaço para melhorar" o acordo e pediu para os países signatários manterem o pacto.
A nova reunião em Abu Dhabi tinha por objetivo "avançar ainda mais" na adesão aos cortes, disse a Opep nesta terça. Segundo o cartel, o encontro foi produtivo.
Emirados Árabes Unidos, Iraque, Cazaquistão e Malásia teriam expressado "apoio integral ao atual mecanismo de monitoramento" do acordo.

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 04/08/2017. MPEs TIPO EXPORTAÇÃO: MAIS INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

Exportar não é mais um sonho distante para as 30 micro e pequenas empresas que terminaram o segundo ciclo do projeto ICV Global, fruto de uma parceria entre a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi um ano e meio de muito esforço, com oficinas de capacitação ministradas em diferentes estados do Brasil para que as empresas ganhassem competitividade e ficassem prontas para os desafios do mercado internacional. Todas as selecionadas possuem inovação e sustentabilidade em seu DNA. Maturidade exportadora, atributos do produto, comportamento empresarial, argumentos de venda e networking são alguns dos pontos trabalhados durante o projeto, que funciona como um programa de aceleração.

“Perdi completamente o medo de exportar. Antes eu achava que isso era só coisa de empresa grande, que não era para mim”, conta Oto Barreto, dono da Sanhaçu, uma cachaçaria de Pernambuco, cuja produção orgânica é totalmente movida a energia solar. “Mas descobri há muito mercado para a minha bebida lá fora. Essa semana estou enviando a primeira remessa de exportação para a Áustria. Tem quem valorize um produto como o meu, de qualidade e sustentável”, comemora.

O gerente de Exportação da Apex-Brasil, Christiano Braga, lembrou durante o evento de encerramento do ciclo, em São Paulo, na última quinta-feira (3/8), que o projeto começou com apenas 10 empresas. “Vejo esse segundo ciclo como uma evolução do trabalho que começamos aliando inovação, sustentabilidade e micro e pequenas empresas. Os empreendedores precisam saber que há mercado lá fora, mas para quem está preparado”, afirmou.

O vice-coordenador do GVces, Paulo Branco, conduziu duas rodas de conversa com as empresas durante o evento e destacou a importância de olhar para dentro da empresa e pensar em como ajustar os produtos para que eles possam ganhar outros mercados. “A gestão empresarial é fundamental para que a empresa consiga desenhar uma estratégia de longo prazo. Isso, muitas vezes, requer grandes transformações e o empresário precisa estar preparado para implementá-las se quiser chegar lá”, declarou.

Durante o projeto, as empresas estiveram em dois mercados importantes: Colômbia e Estados Unidos. Para Mônica Souza, sócia da Sigo Homeopatia Veterinária, conhecer pessoalmente o mercado fez toda a diferença. “Eu imaginava que a nossa linha para animais de grande porte poderia ter muita saída na Colômbia. Mas, após ir até lá, constatei que na realidade podemos sim vender para lá, mas o que terá mais chance de sucesso é a linha de animais domésticos. O mercado de pet é forte lá. Já o da pecuária não está no seu melhor momento. É muito diferente daqui porque a predominância na Colômbia é de agricultores familiares, que não têm os mesmos problemas de um grande pecuarista”, explicou.

Como a empresa de Mônica, há várias outras que participaram do segundo ciclo e, no próximo dia 30 de agosto, vão se encontrar com compradores internacionais e comercias exportadoras para apresentar seus produtos. A Apex-Brasil está organizando a rodada de negócios e países como China, Nigéria, África do Sul, Peru e Colômbia já demonstraram interesse nos produtos desenvolvidos pelas empresas que participaram do ICV Global.

CADEIAS DE VALOR

Duas grandes empresas brasileiras, a Vicunha e a Duratex também participaram do projeto como âncoras de suas cadeias de valor - que engloba todos os parceiros e fornecedores da grande companhia. No total, 20 empresas ligadas a essas grandes participaram de oficinas sobre sustentabilidade e inovação. O objetivo é mostrar como esses dois atributos podem ser bons aliados na hora de fechar negócios.

EMPRESAS PARTICIPANTES: http://www.apexbrasil.com.br/Noticia/GVCES-E-APEX-BRASIL-TRAZEM-RESULTADOS-DO-ICV-GLOBAL-2017

APEX-BRASIL. CNI. PROMOÇÃO COMERCIAL. 07/08/2017. MANUAL SOBRE BARREIRAS COMERCIAIS E AOS INVESTIMENTOS

Para auxiliar as empresas brasileiras a lidarem com possíveis barreiras comerciais que possam afetar suas exportações e investimentos, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) criaram um manual que detalha o tema de forma didática e explicativa.

O manual explica o que são barreiras comerciais e aos investimentos e destaca a relevância do tema para o comércio exterior e para a atração de investimentos brasileiros. O documento detalha os diversos tipos de barreiras comerciais: tarifárias, não tarifárias e aos investimentos.

A ideia é que o manual sirva de apoio às empresas, associações e federações na identificação de barreiras que afetem seus interesses, fundamental para as posteriores iniciativas de remoção desses obstáculos. O manual está inserido no contexto do convênio da Agência com a CNI, em vigência desde 2014, que tem como objetivo viabilizar ações de defesa de interesses dos setores brasileiros no mercado externo, em busca de um melhor acesso aos produtos exportados do Brasil.

Manual completo: https://drive.google.com/file/d/0B5XkgLiptxzqUE1XbDBVcDVzVlk/view

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 07/08/2017. PROGRAMA ABRAVA EXPORTA PARTICIPA DA FEIRA AHR 2018

O Programa Abrava Exporta, parceria da ABRAVA (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento) com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) convida empresas dos setores que representa a exporem seus produtos na AHR Expo 2018 – Exposição Internacional de Ar Condicionado, Aquecimento e Refrigeração, uma das principais feiras do setor HVAC-R dos Estados Unidos. O evento acontece em Chicago entre os dias 22 e 24 de janeiro. Adesões devem ser feita até o dia 20 de agosto.

Segundo a gestora do Programa, Leila Vasconcellos, “Por meio da participação das empresas brasileiras na Feira, muitas delas conseguiram novos distribuidores e outras se internacionalizaram através do mercado americano, demonstrando a importância da Feira para o setor HVAC-R brasileiro e a oportunidade de apresentar a tecnologia de seus produtos”.

O Programa Abrava Exporta participa desde 2005 da AHR Expo. Na edição de 2017, realizada em Las Vegas, a feira contou com cerca de 2100 expositores internacionais e 68 mil visitantes, vindos de 165 países, incluindo América Latina, América Central, Caribe, México, além da Europa e Ásia, tendo como público-alvo, fabricantes, distribuidores, importadores, engenheiros, consultores, e toda a cadeia compradora do Setor.

Entre os benefícios em expor seus produtos com o Programa ABRAVA EXPORTA, está o investimento subsidiado para expor, infraestrutura de exposição com stands individualizados, divulgação de marca em todo material produzido, serviço de “catering” e apoio técnico da equipe durante todo o evento.

Programa Abrava Exporta

Por meio do convênio firmado com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), em 2004, o Programa desenvolve ainda outras ações de promoção comercial, tais como a participação de empresas brasileiras em feiras no exterior, missões prospectivas a mercados internacionais, projetos vendedores em outros países, além da realização de estudos de inteligência comercial e competitiva dos mercados internacionais.

Feira: http://www.abravaexporta.com.br

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 02/08/2017. BRAZILIAN FOOTWEAR LEVA 31 MARCAS PARA FEIRA NOS EUA

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), por meio do Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), leva 31 marcas brasileiras para participação na FN Platform, a principal mostra do setor nos Estados Unidos. O evento acontece entre os dias 14 e 16 de agosto, em Las Vegas.

Segundo a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Ruisa Scheffel, que acompanhará a ação, a FN Platform é uma ótima plataforma para posicionamento de marcas no mercado norte-americano. “A cada edição, notamos que as empresas brasileiras estão se consolidando no mercado, com suas próprias marcas”, avalia. A analista ressalta que os Estados Unidos são o principal destino dos calçados brasileiros no exterior, porém ainda muito focado em private label (sem marca própria). “A adesão constante por parte das empresas, mantendo um número de marcas acima de 30 a cada edição, mostra que os brasileiros buscam novos desafios, investindo fortemente para posicionar suas marcas neste mercado tão competitivo”, acrescenta Ruisa.

No ano passado, a feira norte-americana da temporada de primavera-verão, rendeu mais de US$ 1,3 milhão in loco aos calçadistas brasileiros. A expectativa de negócios alinhavados durante o evento chegou a quase US$ 7 milhões.

Mercado
Segundo maior mercado mundial do setor de calçados, com mais de 2,4 bilhões de pares consumidos no ano passado, os Estados Unidos são o principal destino do produto brasileiro desde os primeiros embarques. No ano passado, os varejistas norte-americanos compraram US$ 221 milhões em calçados brasileiros, 15% mais do que em 2015.

Participam da mostra as marcas Rider, Grendha, Zaxy, Cartago, Ipanema, Anatomic & Co, Moema, Schutz, Pampili, Boaonda, Shoetherapy, Carrano, Malu, Território Nacional, Vicenza, Guilhermina, Sollu, Klin, Freeway Easywear, Kidy, Bibi, Piccadilly, So.Si, Capelli Rossi, Bottero, Verofatto, Viviar Shoes, Werner, Amazonas, Lynd e Opananken Antistress.

Brazilian Footwear

Brazilian Footwear é um programa de incentivo às exportações desenvolvido pela Abicalçados em parceria com a Apex-Brasil. Este programa tem por objetivo aumentar as exportações de marcas brasileiras de calçados através de ações de desenvolvimento, promoção comercial e de imagem voltadas ao mercado internacional.

BRAZILIAN FOOTWEAR: http://www.brazilianfootwear.com.br

ABICALÇADOS: http://www.abicalcados.com.br/brazilianfootwear

APEX-BRASIL. PROMOÇÃO COMERCIAL. 04/08/2017. ESTIMATIVAS DE NEGÓCIOS ULTRAPASSAM U$ 7 MI EM FEIRAS

De 22 a 25 de julho, 19 marcas brasileiras participaram de duas relevantes feiras de moda praia da costa leste norte-americana: a SwimShow e a Cabana, realizadas na cidade de Miami, na Flórida (Estados Unidos).

Com o apoio dos programas de exportação de moda brasileira Fashion Label Brasil, da ABEST, e Texbrasil, da Abit, ambos em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), as empresas realizaram negócios no valor de USD 1,9 milhão durante os salões, com expectativas de vendas de USD 7,7 milhões para os próximos 12 meses.

Referência em moda praia de luxo, a estilista Adriana Degreas participou pelo quarto ano consecutivo da Cabana, ao lado da Clube Bossa. A designer contou que foram mais de 150 contatos efetivados durante o evento, não só dos Estados Unidos, mas também de clientes da Rússia, Chile, Dubai, Israel, Holanda, entre outros. “Durante a feira tivemos a oportunidade de atender todos os nossos clientes e também prospectamos novas oportunidades. A nossa expectativa é obtermos um crescimento de 20% em relação ao ano passado”, revelou Adriana.

Já as marcas Despi, Feriado Nacional, Guria Beachwear, Karla Vivian Beach Brazil e Sol & Energia, também do Texbrasil, marcaram presença na Miami SwimShow. O responsável pelo departamento de exportação da Feriado Nacional, Fernando Aquila, também comemorou os resultados positivos com o evento. “Começamos o trabalho de feira com 5 meses de antecedência, sendo assim conseguimos nos preparar para atender os clientes de diversos países que já haviam marcado e também a novos. Com certeza essa edição superou os negócios realizados ano passado”, afirmou.

Do Fashion Label Brasil, da ABEST, as marcas Vix Swimwear, Água de Coco, Nannacay, Salinas e Lenny Niemeyer participaram da Cabana. “Ficamos muito satisfeitos pela estrutura e objetividade proposta pela Cabana Show. Nossa estimativa de vendas para os próximos doze meses é de USD 500 mil, focando em países como Estados Unidos, Costa Rica, Rússia e Inglaterra”, conta Camila Sabra, gerente comercial da Lenny Niemeyer.

Já as marcas Marta Reis, Mos Beachwear, Dalai Beachwear, Triya, Shorts.co, Gluck Rio e Amir Slama estiveram na SwimShow. “Após três anos participando da feira, notamos que os compradores estão mais animados para conhecer marcas diferentes do que estão acostumados a comprar. Com esse novo comportamento, obtivemos muitos pedidos durante a feira e abrimos novos mercados, o que pode gerar futuras vendas até a próxima edição da feira”, diz Camila Rades, coordenadora de estilo e marketing da MOS Beachwear.

Abit

A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), fundada em 1957, é uma das mais importantes entidades dentre os setores econômicos do País. Ela representa a força produtiva de 33 mil empresas instaladas por todo o território nacional, empresas de todos os portes que empregam mais de 1,6 milhão de trabalhadores e geram, juntas, um faturamento anual de US$ 36,2 bilhões.

Texbrasil

O Texbrasil, Programa de Internacionalização da Indústria Têxtil e de Moda Brasileira, foi criado em 2000 pela Abit em parceria com a Apex-Brasil, com o objetivo apoiar e preparar as empresas das indústrias têxtil e de confecção interessadas em comercializar seus produtos em outros países. Desde seu lançamento, mais de 1,5 mil empresas utilizaram os serviços do Programa, entre eles encontro com compradores e jornalistas internacionais, participação em feiras e eventos em todo o mundo, ações de capacitação em inovação, sustentabilidade e design, e realização de pesquisas e prospecções de mercado.

ABEST

Criada em 2003, a Associação Brasileira de Estilistas tem como objetivo fortalecer e promover o design e a moda brasileira. Sua principal proposta é auxiliar o desenvolvimento de marcas brasileiras de alcance internacional e garantir a autenticidade e criatividade de cada uma delas, além de divulgar o estilo de vida do Brasil, contribuindo assim para o crescimento de todos os segmentos vinculados à moda. Atualmente a ABEST, que não tem fins lucrativos, conta com 120 marcas de todo o Brasil que exportam produtos para 57 países. Além disso, executa constantemente ações estratégicas para ampliar a penetração em novos mercados do globo e estreitar relações com os já conquistados.

Fashion Label Brasil

O Fashion Label Brasil, Programa de Internacionalização da Moda Brasileira de Valor Agregado, foi criado em 2003 pela ABEST em parceria com a Apex-Brasil, cuja proposta é posicionar a imagem da moda brasileira no exterior, valorizando a imagem de um Brasil inovador e contemporâneo. O programa conta com atividades estratégicas — Projeto Comprador e Imagem, Feiras e Desfiles Internacionais, Projeto Showroom, além de ações especiais —, para ampliar a penetração em novos mercados do globo e estreitar relações com os já conquistados.

CNI. PROMOÇÃO COMERCIAL. PROGRAMA ROTA GLOBAL. 8 de Agosto de 2017. 5 razões incríveis para inscrever a sua empresa no Rota Global. Novo programa da CNI, apoiado pela União Eurpopeia, vai dar força para colocar mais empresas brasileiras no mercado internacional

O Rota Global é um serviço novo oferecido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) por meio da Rede de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN). Com ele, empresas brasileiras terão um apoio personalizado para construir a estratégia de atuação internacional do negócio. As inscrições para a primeira fase já estão abertas e simplesmente não tem por que não participar do programa.  Eis 5 razões para você não perder essa chance.

  1. É de graça! É isso mesmo. Participar é totalmente gratuito, 0800. O Rota Global é financiado por R$ 1,2 milhão do AL-Invest, programa da Comissão Europeia de fomento à competitividade de micro, pequenas e médias empresas da América Latina.
  2. Você conhecerá mais sobre o potencial internacional da sua empresa. Qualquer empresa pode participar da primeira fase, que vai avaliar a maturidade internacional por meio de um questionário online. A meta do Rota Global é avaliar pelo menos 500 negócios. Mesmo se a sua empresa não for selecionada para a segunda etapa, você já vai conhecer melhor os pontos fortes e os que precisam de uma forcinha.
  3. Vai receber uma consultoria personalizada (de graça! é sempre bom lembrar). Entre todas as participantes, o Rota Global vai selecionar pelo menos 200 empresas, que serão atendidas pelos super especialistas dos Centros Internacionais de Negócios para desenvolver uma estratégia de internacionalização customizada para a necessidade de cada indústria.
  4. As chances de levar seus produtos ao exterior são reais!. Ser uma empresa internacionalizada exige conhecimento e planejamento. Vai ficar muito mais fácil dominar o mundo passando por esse processo com a ajuda do Rota Global.
  5. Você vai fazer parte de um projeto internacional. O Rota Global também vai acontecer na Argentina e na Espanha. Para os hermanos, o atendimento será feito pela União Industrial Argentina (UIA). As empresas ibéricas contarão com o apoio do Parque Tecnológico de Extremadura (Fundecyt-PCTEX). Arriba!


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LGCJ.: